Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Snowden - No One In Control

Snowden é um projeto musical indie, alternativo e experimental liderado pelo músico Jordan Jeffares, natural de Austin, no Texas. A banda formou-se em Atlanta, já em 2003 e estrearam-se nos discos três anos depois com Anti-Anti, através da Jade Tree. Após a separação desta editora e de uma mudança para Chicago e depois para Brooklyn (Nova Iorque), com outra passagem por Atlanta no meio (confuso?), Jeffares regressou a Austin e assinou pela Serpents & Snakes, a primeira editora dos Kings Of Leon. Em fevereiro do ano passado entrou em estúdio e assim tiveram início as gravações de No One In Control, álbum que viu a luz do dia recentemente e cujo grande destaque é o single The Beat Comes. Esta canção já é conhecida desde o verão passado e tem um vídeo, realizado por John Merizalde. O tema foi já alvo de várias remisturas, entre as quais destaco a do projeto Lane 8, disponível abaixo para download gratuito. Apesar de Snowden ser essencialmente um projeto a solo de Jordan Jeffares, entraram novos membros na banda e que já estão a tocar nos concertos de promoção deste novo trabalho dos Snowden; Falo de Keith Vogelsong, Yoi Fujita, Mikey Jones, Chandler Rentz, Corinne Lee e David Payne.

Há sempre magia quando a literatura e a música se encontram e esse cruzamento é feliz nos Snowden já que além do projeto ser inspirado no nome de um personagem do best-seller de Joseph Heller Catch-22, no conteúdo de No One In Control, a habilidade de Jordan para a escrita e composição musical é muito visível. Esta capacidade de conjugar os dois mundos artísticos recorda um pouco Paul Banks e os Interpol, com o disco a ter um conteúdo algo sombrio e ao mesmo tempo dançável, assente numa percussão vincada, um baixo pulsante e uma sintetização muito intensa, carregada de loops e efeitos e letras profundas e com uma elevada sensibilidade emocional.

Logo na abertura, o cariz épico do tema homónimo, reforçado por uma voz intensa e pouco convencional, apresenta muito bem esta riqueza sonora, que atinge o auge na já citada The Beat Comes, uma animada canção, com uma distorção de guitarra frenética, uma toada que anima os espíritos mais taciturnos e com uma letra memorável (Bop your head till the beats comes, keep your mouth off the canon, I shiver down south, there’s no way to go back now). A constante repetição do refrão de So Red faz do tema um instante romântico que arrebata qualquer coração (I could be a poet but we don’t have time); É uma daquelas canções que poderias ouvir indefinidamente que descobririas nela sempre um detalhe novo. Mas também destaco o refrão que sera sera do tema Not Good Enough, o monumento rock que é Hiss e Keep Quiet, o single mais recente retirado de No One In Control, um excelente exemplo da capacidade criativa dos Snowden. A canção começa com uma bateria e um registo vocal algo desconexo mas muito atmosférico que rapidamente te atrai e te deixa pregado a ela durante os quase seis minutos de duração. 

Em No One In Control os Snowden demonstram que é possível fazer música que prova que ninguém consegue controlar completamente as suas emoções quando experimentam a beleza e o verdadeiro sentido de uma vida vivida em pleno e onde as possibilidades são ilimitadas. Espero que aprecies a sugestão...

01. No One In Control
02. So Red
03. Anemone Arms
04. The Beat Comes
05. Hiss
06. Keep Quiet
07. Don’t Really Know Me
08. Not Good Enough
09. Candy
10. No Words No More
11. This Year


autor stipe07 às 20:56
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Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Telekinesis - Dormarion

Já chegou às lojas Dormarion, o terceiro disco do projeto norte americano Telekinesis, lançado no passado dia doze de abril de 2013, via Merge Records. Dormarion foi produzido pelo baterista Jim Eno, dos Spoon, e por Michael Benjamim Lerner, o grande mentor e líder dos Telekinesis. Dormarion sucede 12 Desperate Straight Lines, álbum lançado em 2011.

Lerner escreveu as doze músicas de Dormarion no início de 2012, em sua casa e na residência dos seus pais, mas as mesmas só foram gravadas no final do verão desse ano, no estúdio do produtor, em Austin, no Texas, chamado Public Hi-Fi. Dormarion é o nome da rua onde esse estúdio se situa. Lerner e Jim Eno tocaram todos os instrumentos no disco, mas ao vivo, a banda também conta com Erik Walters (The Globes) na guitarra, Eric Elbogen (Sy Hi) no baixo, e Rebecca Cole (Wild Flag) no teclado.

Michael Benjamin Lerner voltou à atividade depois de dois anos sem inéditos e parece tê-o feito sem grande pressão já que Dormarion divide-se em canções que retratam ambientes muito confortáveis. Dividido entre a sua casa e o lar dos seus pais, o processo de escrita e composição foi fortemente introspetivo e os resultados só vieram à tona no final desse verão, altura em que Lerner se reuniu ao produtor Jim Eno, que, além de ser baterista dos Spoon, assistiu Michael na criação e nos processos técnicos deste álbum.

Em Dormarion a sonoridade dos Telekinesis regressa um pouco às origens, aproximando-se da tranquilidade intimista do disco homónimo de estreia, editado em 2009 e que foi quebrada com 12 Desperate Straight Lines, um álbum com uma sonoridade mais elétrica e próxima do rock n'roll. Nesta toada novamente mais tranquila, Dormarion é um resumo de anteriores experiências de Michael e a junção de  algumas experimentações com sintetizadores, algo que aproxima este álbum de uma sonoridade pop feita de baladas tranquilas conduzidas pela viola e outras composições mais agitadas, algumas com interessantes efeitos vocais.

Não há, portanto, uma clara lineariedade no material de Dormarion, já que é possível sentir as frequentes mudanças a cada nova canção. Symphony, por exemplo, é uma canção romântica, vagarosa, sentimental e acústica que se encaixaria facilmente num trabalho plenamente folk e tradicional. No entanto, ela é contraposta a seguir por uma série de camadas eletrónicas e percussões frenéticas em Dark To Light. Os timbres de voz editados e permeados por uma atmosfera quase espacial não impressionam e ganham um novo caminho em Little Hill, que apoia-se num indie rock facilmente ouvido, por exemplo, nos Death Cab For Cutie.

Dormarion comprova novamente a mestria de Michael Lerner na forma como demonstra flexibilidade em abordar diferentes malhas sonoras sem deixar de ser minimamente coeso, o que lhe abre, em termos de futuro, um alargado leque de possibilidades que o poderão impulsionar para um patamar ainda mais elevado de destaque e de reconhecimento público. Temas como Power Lines e Lean On Me, com uma essência mais roqueira, talvez sejam, na minha opinião, a melhor opção que os Telekinesis deverão tomar em futuros lançamentos. Espero que aprecies a sugestão...

01. Power Lines

02. Empathetic People

03. Ghosts And Creatures

04. Wires

05. Lean On Me

06. Symphony

07. Dark To Light

08. Little Hill

09. Ever True

10. Island #4

11. Laissez Faire

12. You Take It Slowly


autor stipe07 às 23:10
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012

The Eastern Sea - Plague

I used to hear the birch leaves rattle through my spine, canta Matthew Hines, o líder destes The Eastern Sea, em Plague, o extraordinário e épico tema de abertura de Plague, o disco de estreia desta banda de Austin, no Texas. Plague foi lançado no passado dia vinte e seis de junho pela WhiteLabBlackLab.

O verso transcrito acima carrega uma forte conotação metafórica e poética adequada ao restante conteúdo complexo de Plague. Os The Eastern Sea começaram por ser, em 2005, o esforço de um homem só (Matthew) e hoje abarcam sete músicos, uma míriade imensa e complexa de ideias e pensamentos, que fizeram o grupo, durante o processo de gravação, vaguear por diversos estúdios e casas do estado do Texas. Esta parcela territorial dos Estados Unidos não é propriamente conhecida por ser um local gélido e sombrio, mas há um certo ambiente glacial em Plague, certamente criado também pela criatividade de Jeff Lipton, um produtor que já trabalhou com Bon Iver e Andrew Bird, músicos de outras latitudes.

Existe uma densidade explícita na escrita das canções e nos próprios arranjos melódicos, algures entre os Explosions In The Sky e os Death Cab For Cutie. Ao longo da audição do álbum impressiona a ideia constante de transcendência, uma espécie de flutuar constante, de transposte para um mundo muito diferente do rico, mas tórrido, simples e linear universo geográfico texano. Isso é conseguido através de uma indie pop folk feita com enorme subtileza e uma interessante diversidade instrumental.

Se A Lie é um festim para todos os nossos sentidos, em Wasn't For Love escutam-se sinos, xilofones e bateria, a mesma que sustenta Santa RosaSay Yes é um tema liderado por cordas e por um orgão que acompanha a voz na perfeição. No entanto, a música que mais me impressionou foi, sem qualquer dúvida, So Long, Either Way, um lindíssimo instante melódico meditativo, que faz qualquer coração navegar por ambientes soturnos e delicados e que me conveceu que Plague foi um dos melhores ábuns de indie folk que ouvi nos últimos tempos. Espero que aprecies a sugestão...

01. Plague
02. Wasn’t For Love
03. So Long/Either Way
04. Santa Rosa
05. America
06. Say Yes
07. The Match
08. China Untitled, 1
09. Central Cemetary
10. There You Are
11. A Lie
12. The Line 


autor stipe07 às 22:10
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Sábado, 3 de Novembro de 2012

Love Hate Affair – Love Hate Affair EP


Os norte americanos Love Hate Affair, naturais de Austin, no Texas e formados por John Shaw, Armando Raymos, Adam Zuniga e Devin Anderson, preparam-se para lançar o disco de estreia e, em jeito de antecipação, editaram recentemente um EP que tem sido bem recebido pela crítica e com canções que já foram, inclusive, utilizadas em alguns anúncios comerciais.

A sonoridade dos Love Hate Affair é fortemente influenciada pelos Joy Division, White Lies e Interpol, com uma vertente um pouco mais eletrónica, abarcando assim também outros nomes, nomeadamente os franceses M83 ou os Cut Copy, algo que o conteúdo deste homónimo Love Hate Affair confirma.

Têm andado em digressão e também a abrir concertos dos Hot Hot Heat e dos Wartapes. No sitio da Reverbnation é possível encontrar mais informação sobre a banda e fazer o download de três canções do EP. Espero que aprecies a sugestão...

Love Hate Affair - Love Hate Affair

01. Awake To You
02. You’re Not A Ghost
03. Travel Back To You
04. A New Lover
05. Not A Contest
06. Anger Within
07. Light Up The Clouds


autor stipe07 às 22:53
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

Battleme - Battleme

Battleme é o novo projeto de Matt Drenick, vocalista dos Lions e um músico de Austin, no Texas, com uma história de vida bastante peculiar; Diagnosticado com uveíte (uma doença dos olhos decorrente de uma inflamação da úvea), transformou essa contrariedade em música e em 2009, sob a alcunha de Battleme, resolveu compôr canções que agora compilou num disco homónimo produzido por Thomas Yurner (músico da dupla Ghostland Observatory) e lançado no final do passado mês de abril através da Trashy Moped Recordings.

Este músico começou a fazer furor quando algumas das suas canções apareceram na terceira temporada de uma série de televisão norte americana chamada Sons Of Anarchy, com destaque para uma cover de Hey Hey, My My (Into The Black) de Neil Young.

Battleme foi gravado num estúdio caseiro em Portland, no Oregon, para onde Matt se mudou em 2010 com o único propósito de fazer este disco. Depois de ter cerca de quarenta demos, fez alguma seleção e no fim ficou com um álbum de dez canções onde abundam sentimentos e facilmente se entende que serviram para exorcizar alguns dos demónios que há muito apoquentavam o autor.

Logo no início do disco apela à ação e a um efetivo cerrar de punhos, nomeadamente em Closer (It’s do or die and everybody knows it), uma canção onde um imperial falsete e uma bateria bem marcada constroem um verdadeiro e imenso hino indie rock. E além de pretender elevar a nossa auto estima, o músico também parece ter o desejo de apregoar a quem estiver disposto a ouvi-lo que somos os únicos donos do nosso destino e que ao irmos ao seu encontro, se o podermos fazer ao som do rock (Touch, Wait For Me), com pitadas de blues e até de uma folk acústica um pouco lo fi (Killer High e Trouble), então a caminhada será potencialmente ainda mais épica e intensa!

Battleme deverá, naqueles momentos em que estamos um pouco mais reticentes, servir como uma espécie de lembrete, para que possamos acreditar que, além de uma família, da saúde, do dinheiro e de uma carreira, a música também nos pode salvar ou, pelo menos, dar-nos vontade de descarregar alguma adrenalina e saltar até ao recinto de jogos ou ao ginásio mais próximo! Espero que aprecies a sugestão...

01. Touch
02. Closer
03. Wire
04. Killer High
05. Shoot The Noise Man
06. Woman I’m A Lost Cause
07. Tears In My Pile
08. Doin Time In My Head
09. Wait For Me
10. Trouble
11. Pocket Full Of Flies


autor stipe07 às 17:29
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Tiger Waves – Don’t Be Yourself EP

Os Tiger Waves são um duo de Austin, formados por James, cientista da NASA no Departamento de Física Teórica Cósmica, natural dessa cidade texana e Reid, estudante de filosofia oriental nascido em Chicago. Ainda sem se conhecerem pessoalmente, começaram por trocar música pela internet, depois passaram a sons, maquetas de ruídos, até resolverem juntar-se e compor juntos. Dessa parceria, na primavera de 2011 nasceram oficialmente os Tiger Waves, que se estrearam nos discos com o inusitado Only Good Bands Have Animal Names, lançado no mês de junho desse ano, conforme divulguei.

Agora, já em 2012, os Tiger Waves regressaram aos escaparates com um novo EP intitulado Don't Be Yourself, disponível desde o passado dia vinte e quatro de março para download gratuito no bandcamp da banda. Este novo trabalho mantém a sonoridade polida e bem trabalhada do disco de estreia, havendo por aqui pop, surf rock e também alguma psicadelia, assente em melodias suaves e com detalhes sonoros quase sempre sublimes. Espero que aprecies a sugestão...

01. From The Start
02. Quebec
03. I Hope You’ll Feel Alright
04. Summer
05. Silver
06. I Love You George Harrison
07. Falling Into One Another
08. Underground


autor stipe07 às 18:23
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Sherwater - Animal Joy

Animal Joy, lançado no passado dia catorze de fevereiro pela Sub Pop, é o disco mais recente dos Sherwater, uma banda de Austin, no Texas, que esta editora já seguia e pretendia ter no seu catálogo há algum tempo e que é liderada por Jonathan Meiburg, um ornitólogo que em boa hora se deixou contagiar pela composição musical e Will Sheff, dos Okkervil River, aos quais se juntou o baterista Thor Harris e a baixista Kimberly Burke.

A banda estreou-se em 2006 com Palo Santo e Animal Joy sucede, de acordo com alguma crítica que li, a dois grandes discos, Rook (2008) e The Golden Archipelago (2010). Este novo disco assenta na voz profunda de Meiburg e no clima misterioso e atraente das melodias criadas pela banda. Melodias que começam quase sempre com um simples dedilhado de violão ou teclado e crescem até atingirem um clímax instrumental e vocal, ou seja, misturam a tradicional pop rock com a folk.
É impossível ficar alheio a belas composições como Animal Life, You As You Were, Breaking The YarlingsImmaculate. Os instrumentos são quase sempre bem adicionados às canções e a tal voz de Meiburg passeia entre a serenidade e a agitação conforme o andamento do disco, conferindo-lhe uma versatilidade difícil de encontrar nos líderes da maioria das bandas da atualidade. O álbum conta ainda com participações importantes de músicos como Andy Stack (Wye Oak) e Scott Brackett (Murder by Death).

Animal Joy tem vindo a conquistar algum destaque nas minhas audições diárias e vaticino que será certamente um disco bastante comentado em 2012. Espero que aprecies a sugestão...

Shearwater - Animal Joy

01. Animal Life
02. Breaking The Yearlings
03. Dread Sovereign
04. You As You Were
05. Insolence
06. Immaculate
07. Open Your Houses (Basilisk)
08. Run The Banner Down
09. Pushing The River
10. Believing Makes It Easy
11. Star Of The Age

Myspace


autor stipe07 às 16:50
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Tiger Waves – Only Good Bands Have Animal Names

Os Tiger Waves são um duo de Austin, formados por James, cientista da NASA no Departamento de Física Teórica Cósmica, natural dessa cidade texana e e Reid, estudante de filosofia oriental nascido em Chicago. Ainda sem se conhecerem pessoalmente, começaram por trocar música pela internet, depois passaram a sons, maquetas de ruídos, até resolverem juntar-se e compor juntos. Dessa parceria, na primavera deste ano nasceram oficialmente os Tiger Waves que agora se estreiam nos discos com este inusitado Only Good Bands Have Animal Names, lançado no passado mês de junho.

Reza a lenda, certamente ajudada por várias subtâncias psicotrópicas pelos vistos não muito difíceis de encontrar na agência espacial norte americana, que depois de um acidente de autocarro, James, que foi atingido na cabeça, começou a acreditar que era ou Phil Spector ou Syd Barrett, dependendo do seu humor diário matinal. Por capricho, conheceu então na internet Reid e começaram a trocar emails em forma de mp3, fragmentos de canções, melodias escritas, progressões de acordes, batidas de tambor e assim por diante. Lentamente Reid foi empilhando todas estas camadas sonoras que de dia para dia deixaram de ser pedaços isolados de música e ficaram a parecer, cada vez mais, canções prontas.

Depois de se conhecerem juntaram harmonias às melodias, sons de guitarra distorcida e uma voz à Humphrey Bogart. Assim, estas canções com todos os seus antecedentes feitos de caos, espontaneidade e ironia, produto deste processo isolado e prolongado, deram origem a este Only Good Bands Have Animal Names.

O som é polido, bem trabalhado, há por aqui pop, surf rock e alguma psicadelia, cruzando a típica sonoridade dos Beach Boys, apimentada pela tal obsessão pelo já citado Phil Spector. Será certamente uma pena se estes Tiger Waves ficarem pela estreia. Pode ser que não, até porque depois do disco já editaram mais dois singles, Take Me Home e It Could Never Stop.  Assim, como estas duas canções, também Only Good Band Have Animal Names está disponível para download gratuíto no Bandcamp da banda. Espero que aprecies a sugestão...

E já agora, lembras-te de repente de alguma banda com nome de animal? 

01. Come Back To Me
02. Slow Loris
03. Down Down Down
04. Friends
05. In, Out, And Around
06. Magic Tricks
07. Funeral March
08. You Laugh Now
09. Radiant Apartment
10. Laughing All The Way
11. Accidents Are Bound To Happen
12. Best Coast


autor stipe07 às 19:22
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