Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Mumblr - Full of Snakes

Após vários EPs, os norte americanos Mumblr de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, finalmente  estrearam-se nos discos. Full of Snakes é o nome do primeiro longa duração dos Mumblr e chegou aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Num disco disponível em edição digital ou em cassete, com dezassete canções, algumas delas untitled, parece que os Mumblr estão apostados em criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, já que parece ser este o ideário lírico privilegiado das suas canções. Na verdade, eles debruçam-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas.
Philadelphia, o nome da cidade de onde os Mumblr são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum, uma canção que numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. Logo aí se percebeu qual seria a bitola sonora destes Mumblr e o alinhamento na verdade não defrauda os apreciadores do género, até porque Got It, outro avanço divulgado de Full of Snakes, não foge muito a esta toada, apesar de ser um tema mais contemplativo e com uma temática bastante reflexiva. Já agora, sobre esta canção, Nick Morrison referiu recentemente: It´s about being a strange, confused young man; feigning confidence and asking people to take him as he is.
Apesar de estar claramente balizado o espetro sonoro dos Mumblr, há que destacar a forma corajosa como, logo na estreia, não se coibem de tentar experimentar ideias diferentes e fugir da habitual bitola. Canções como Black Ships, White Devil ou Greyhound Station, contêm momentos de pura improvisação, com guitarras que apontam em diferentes direções e o baixo dos dois singles acima citados não receia tomar as rédeas do conteúdo melódico das mesmas. E estes dois importantes ítens não perturbam a conturbada homogeneidade de um alinhamento que raramente deixa de ser fluído e acessível, apesar desses momentos e da especificidade rugosa do som que carateriza os Mumblr.
Em Full Of Snakes os Mumblr estabelecem uma zona de conforto, mas não se coibem de colocar o pé de fora e de calcorrear outros universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao punk rock e ao próprio blues. A verdade é que eles parecem dispostos a lutar com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som, ao longo de cerca de quarenta minutos intensos, rugosos e que não envergonharão o catálogo sonoro deste grupo de Filadélfia, seja qual for o restante conteúdo que o futuro lhes reserve. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:27
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

The Young – Chrome Cactus

Lançado por intermédio da influente Matador Records no passado dia vinte e seis de agosto, Chrome Cactus é o novo trabalho dos The Young, uma banda norte americana, oriunda de Austin, no Texas profundo, formada pelo baterista Ryan Maloney, o baixista Lucas Wedon e pelos guitarristas Hans Zimmerman e Kyle Edwards. Chrome Cactus sucede a Dub Egg, o disco de estreia da banda, editado em maio de 2012.

Produzido por Tim Green (Nation of Ulysses, The Fucking Champs, Thee Evolution Revolution) e gravado nos estúdios Louder, localizados nos cumes da Sierra Nevada, em Grass Valley, na Califórnia, Chrome Cactus são pouco mais de trinta e oito minutos de um indie rock cheio de guitarras estridentes, um verdadeiro deleite para quem aprecia o revivalismo do rock progressivo e psicadélico, com uma forte componente experimental, que começou a fazer escola nas décadas de sessenta e de setenta.

Considerados já como uma das mais inovadoras bandas da Matador, pela forma como conjugam a tradicional tríade baixo, guitarra e bateria com a tecnologia e a eletrónica que hoje prolifera na música e que permite às bandas alargar o seu cardápio instrumental, os The Young presenteiam-nos com dez canções feitas de country, garage rock, blues e psicadelia. Neste segundo disco do grupo eles provam que sabem como dar vida a um som espacial, experimental, psicadélico, barulhento e melódico e permitem-nos aceder a uma outra dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível. Chrome Cactus é um verdadeiro reafirmar de uma identidade sonora que apesar de, a espaços soar algo sombria e até sinistra, até pelo conteúdo lírico de algumas canções, consegue também ressoar uma pujança melódica a espaços assombrosa e capaz de encher de coragem e vigor os espíritos mais retraídos e pessimistas, algo que a voz segura e vibrante de Zimmerman amplia de forma notável.

O meu grande destaque deste disco é a elevadíssima dose de psicadelia em que assenta Metal Flake, o tema de abertura de Chrome Cactus, mas outros exemplos que merecem amplo destaque e audições repetidas são o blues de Mercy e a batida ácida e as guitarras de Apaches Throat, um tema cantado com uma voz em eco entrelaçada com uma guitarra plena de distorção, dois detalhes que conferem à canção um enigmático e sedutor cariz vintage. Já Ramona Cruz impressiona por inaugurar a sequência mais ruidosa do disco, uma canção que tem traços de post punk e blues, algo que Dressed In Black amplia, uma canção onde essa fúria se mantém, mas que agora abraça o noise rock, o rock alternativo e a psicadelia etérea que tomam também conta de Slow Death devido ao riff de guitarra esplendoroso que nela se escuta.

Em Chrome Cactus somos convidados a cerrar os punhos antes de sermos transportados para uma outra galáxia, que terá muito de etéreo, mas também uma imensa aúrea cinzenta, crua e visceral. Na verdade, ao escutarmos este trabalho verdadeiramente rugoso, mas também com algo de encantador e intemporal, mergulhamos num universo sonoro recheado de novas experimentações e renovações, ao mesmo tempo que percebemos que os The Young dominam a receita mais fiável que se pode encontrar no universo indie rock atual de cariz mais experimental e progressivo para, apostando numa sonoridade algo vintage e até bastante explorada nos dias de hoje, soarem tão poderosos, joviais e inventivos como soavam os percurssores deste género sonoro há três ou quatro décadas. Espero que aprecies a sugestão...

The Young - Chrome Cactus

01. Metal Flake
02. Cry Of Tin
03. Chrome Jamb
04. Moondog First Quarter
05. Apaches Throat
06. Mercy
07. Ramona Cruz
08. Dressed In Black
09. Slow Death
10. Blow The Scum Away

 


autor stipe07 às 21:24
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Domingo, 17 de Agosto de 2014

Spanish Gold – South Of Nowhere

Os Spanish Gold são Patrick Hallahan dos My Morning Jacket, Dante Schwebel dos Hacienda / City and Colour e Adrian Quesada dos Brownout, um trio que criou este projeto alternativo que tem em South Of Nowhere, o disco de estreia, um trabalho editado pela BMG/Del Mar Records e onde se destaca o single Out On The Street, disponivel gratuitamente.

South Of Nowhere começou a ser cozinhado em 2012 quando Dante Schwebel e Adrian Quesada, dois amigos de longa data, gravaram algumas demos nos estúdios caseiros de Qesada, algures em Laredo, no Texas. Pouco tempo depois, a dupla encontrou-se com Patrick Hallahan, para trabalharem nessas canções, agora em Nashville nos estúdios Easy Eye Studios, propriedade de Dan Auerbach, dos The Black Keys. O sucesso dessas sessões levou-os avisitarem a outros estúdios, nomeadamente os de Jim Eno, dos Spoon, em Austin, no Texas.

South Of Nowhere são onze canções que combinam elementos clássicos da pop e do rock americano, de forma a criar um som com melodias apelativas, através de uma mistura de diferentes personalidades, todas com enorme talento e capazes de criar excelentes canções. Os três fizeram um excelente trabalho que cresce quanto mais nos habituamos a ele; Há uma dinâmica entre sintetizadores, a percurssão e as guitarras que o sustenta e, na verdade, a componente instrumental conhece poucos entraves e expande-se com interessante fluídez. 

A génese do disco assenta em temas que Schwebel escreveu sobre a vida no Texas e como é crescer neste estado icónico dos Estados Unidos, mas South Of Nowhere é, claramente, um álbum coletivo onde se mistura também o apreço de Quesada por ritmos latinos e pelo funk e o amor de Hallalan pela soul, o R&B e o hip hop, os tais subgéneros da pop que se misturam com o clássico rock e que fazem deste trabalho uma verdadeira súmula de algumas das melhores caraterísticas do ideário sonoro de terras do Tio Sam. Espero que aprecies a sugestão...

Spanish Gold - South Of Nowhere

01. One Track Mind

02. South Of Nowhere
03. Out On The Street
04. Movin On
05. Day Drinkin
06. Don’t Leave Me Dry
07. Ride On Up
08. Lonely Ride
09. Reach For Me
10. Shangri La
11. Stay With Me


autor stipe07 às 22:12
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Terça-feira, 1 de Julho de 2014

Spoon - Do You

Os norte americanos Spoon de Britt Daniel, Jim Eno, Eric Harvey, Rob Pope e Alex Fischel, estão quase a regressar aos discos com They Want My Soul e depois desta banda texana, natural de Austin, ter revelado Rent I Pay, o tema que abre o alinhamento do disco, agora chegou a vez do pop rock de Do You. They Want My Soul, o sucessor de Transference (2010), chega aos escaparates a cinco de agosto via Loma Vista. Confere...


autor stipe07 às 15:15
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Terça-feira, 24 de Junho de 2014

Le Rug - Press Start (The Collection)

Natural de Brooklyn, Nova Iorque, o guitarrista e cantor Ray Weiss é um dos destaques da Fleeting Youth Records, um nome importante do cenário indie punk local e que integrou projetos tão importantes como os Butter the Children, Red Dwarf ou Medics. A banda Le Rug é a sua nova aposta e Press Start (The Collection) a nova coleção de canções que apresentou ao mundo, no passado dia dezassete de junho, por intermédio dessa etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Com vários temas disponíveis para download, Press Start (The Collection) é um disco com trinta e duas canções e que faz um apanhado da discografia dos Le Rug. Assim, o álbum contém no alinhamento alguns dos destaques dos discos Sex Reduction Flower Party Rock, do EP Sticky Buns e dos dois EPs que os Le Rug já editaram este ano, Dead In A Hole e Cut Off Your Dick And Turn Into Slime.
Com uma instrumentação vincada, assente numa linha de baixo encorpada e em guitarras carregadas de fuzz, Harold Camping será talvez o maior destaque de uma compilação que faz uma resenha da carreira atribulada de um músico que passou por váriss bandas, lançou uma quantidade já apreciável de discos, mas é nos Le Rug que melhor se sente e mais se entrega enquanto músico e compositor. 2-CE, o segundo tema do alinhamento, será, no entanto, de escuta obrigatóra já que é essencial para se perceber a receita dos Le Rug, que se baseia numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas.
Press Start (The Collection) é uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, composições sonoras que parecem ter viajado no tempo e amadurecido até se tornarem naquilo que são. É um compêndio concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das diferentes composições e que tanto se arriscam em aproximações ao grunge (Making Vaseline), como ao punk mais hardcore (Kathleen) ou ao surf rock, neste caso mais implícitas, mas audíveis em temas como Humam Papillomavirus e Tripper, havendo também momentos em que se ultrapassa as fronteiras da psicadelia, como em Happiness ou Kirby. O próprio rock alternativo americano dos anos noventa não é esquecido e temas como Buffalo ou Godstar misturam bem a voz sempre vincada com letras algo sensíveis e melodias mais acessíveis, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza o que, em algumas canções, perde em distorção, apesar de, felizmente, o red line das guitarras não deixar de fazer sempre parte do cardápio sonoro dos Le Rug.

Nostálgico e ao mesmo tempo carregado de referências recentes, Press Start (The Collecton), merece toda a nossa atençao a partir do momento em que usa letras simples e guitarras aditivas, sendo claro o compromisso assumido dos Le Rug de não produzirem algo demasiado sério, acertado e maduro, mas canções que querem brincar com os nossos ouvidos, sujá-los com ruídos intermináveis e assim, proporcionarem uma audição leve e divertida. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:04
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2014

Jess Williamson - Snake Song

Jess Williamson - "Snake Song"

Oriunda de Austin, no Texas, a cantora e compositora Jess Williamson editou o seu disco de estreia o ano passado, um trabalho chamado Native State que impressionou a crítica pela folk inspirada que preenche o disco.

No próximo dia dezassete de junho, Jess vai lançar um single de 7'' com RF Shannon e a acústica, vibrante e épica Snake Song é a canção com que contribui para o single, já disponível para download via stereogum. Confere...


autor stipe07 às 12:42
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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

She Sir - Go Guitars

Formados por Russell Karloff (voz, guitarra, baixo), Matthew Grusha (voz, baixo, guitarra), Jeremy Cantrell (guitarra) e David Nathan (bateria), os norte americanos She Sir são mais uma banda de Austin, no Texas, que se prepara para alcançar um lugar de relevo no universo sonoro alternativo, devido a Go Guitars, o feliz título do álbum de estreia do grupo, editado no passado dia vinte e cinco de fevereiro, por intermédio da Shelflife Records.

Depois de alguns singles e EPs que foram chamando a atenção para estes She Sir, era aguardada com alguma expetativa o primeiro longa duração desta banda texana que desde 2007 tem acumulado algumas distinções locais e presenças em listas das bandas mais promissoras do cenário alternativo de Austin. O EP de estreia Who Can Say Yes (2006), valeu aos She Sir os títulos de Best of the 2000's decade, Best of the year, e Best out of Austin, Texas.

Gravado, misturado e produzido por Erik Wofford nos estúdios Cacophony, Go Guitars são dez canções assentes numa pop com traços de shoegaze e num indie rock carregado de psicadelia. Os anos oitenta estão muito presentes e nomes como os Pylon, Felt ou The Go-Betweens são influências declaradas dos She Sir, que hoje encontrarão paralelo em nomes como os Real Estate, Pale Saints, Violens, The Chills ou os Mojave 3.

Na verdade, é fácil traçar paralelismos com todos estes nomes quando, durante a audição do disco, se percebe que há uma forte vertente experimental nas guitarras e uma certa soul na secção rítmica, dois aspetos essenciais do tratamento sonoro deixado por herança por onmes como os My Bloody Valentine ou os Fleetwood Mac.

O reverb na voz acaba por ser uma consequência lógica desta opção que logo na melancolia épica de Portrese carrega toda a componente nostágica com que os She Sir pretendem impregnar o seu ADN. A solarenga guitarra de Kissing Can Wait e a relação progressiva que o baixo e a bateria constroem em Bitter Bazaar, uma canção com um início algo inocente mas que depois ganha uma tonalidade muito vincada, são excelentes tónicos para  potenciar a capacidade de Russell Karloff, o vocalista, em soprar na nossa mente e envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, que faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um cocktail delicioso de boas sensações. Esta mesma sensação ganha um fôlego ainda maior em Condesendidents, um dos singles de Go Guitars e um tema onde a voz de Karloff atinge o auge açucarado qualitativo, uma canção que ilustra o quanto certeiros e incisivos os She Sir conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram. Já agora, outro single de Go Guitars é Snakedow, talvez o tema mais comercial dos She Sir, a fazer recordar a pop melancólica dos Coldplay, onde uma bateria pulsante e variada e distorções agudas da guitarra são a pedra de toque do cenário melódico arquitetado. 

Instrumentalmente Mania Mantle é um dos meus destaques deste trabalho, uma canção conduzida por um baixo vibrante e uma guitarra carregada de fuzz e distorção grave, um cenário idílico para quem, como eu, aprecia alguns dos detalhes básicos da melhor psicadelia. Winter Skirt segue-lhe as pisadas, mas numa toada que privilegia a primazia da bateria, cheia de mudanças de ritmo, outro traço identitário do rock psicadélico, assim como alguns arranjos delicados feitos com a guitarra e com alguns metais quase impercetiveis.

Enquanto muitas bandas procuram a inovação na adição de uma vasta miríade de influências e tiques sonoros, que muitas vezes os confundem e dispersam enquanto calcorreiam um caminho que ainda não sabem muito bem para onde os leva, os She Sir, logo na estreia, parecem ter balizado com notável exatidão o farol que querem para o seu percurso musical. Go Guitars é um excelente disco e um dos seus maiores atributos é ser ainda apenas a base de algo ainda maior que esta banda irá desenvolver. É que se há projetos que atestam a sua maturidade pela capacidade que têm em encontrar a sua sonoridade típica e manter um alto nível de excelência, os She Sir provam já a sua maturidade na capacidade que demonstram em mutar a sua música e adaptá-la a um público ávido de novidades, que tenham algo de novo e refrescante e que as faça recordar os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o seu gosto pela música alternativa. Espero que aprecies a sugestão...

 

Discografia dos She Sir:

Fev. 2014 - Go Guitars CD/LP [Shelflife Records]
Jul. 2012 - You Could Be Tiger digital-only single [s/r]
Jul. 2010 - Ev'ry Thing In Paris CD, Import compilation [Happy Prince Records]
Jan. 2010 - Yens EP, 7" vinyl [s/r]
Set. 2006 - Who Can't Say Yes CD/EP [s/r]

She Sir - Go Guitars

01. Portese

02. Kissing Can Wait
03. Bitter Bazaar
04. Warmwimming
05. Mania Mantle
06. Winter Skirt
07. Snakedom
08. He’s Not A Lawyer, It’s Not A Company
09. Condensedindents
10. Continually Meeting On The Sidewalk Of My Door


autor stipe07 às 21:53
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

Fleeting Youth Records Vol. 1

Uma das etiquetas mais interessantes do cenário indie norte americano é a Fleeting Youth Records, editora que acaba de lançar no bandcamp a sua primeira compilação, que inclui no alinhamento nomes tão interessantes como os Passenger Peru, Dirty River, Clouder, The Chelsea Kills, Habits, Pink Mexico, CHAMP, Big Bill, Mumblr, Zaleski, ou Slippertails, entre outros.
Disponível para download gratuíto, com a possibilidade de doares um valor pela mesma, esta coleção de trinta e quatro canções com grupos de locais tão díspares dos Estados Unidos da américa como Nova Iorque, Boston, Austin, Los Angeles ou Nashville, está cheia de algum do melhor punk rock, carregado de fuzz, distorção e experimentalismo que se vai fazendo no cenário mais alternativo do outro lado do atlântico.
Algumas canções já foram editadas pelos respetivos autores, outras são ainda demos ou material inédito, onde se inclui algumas bandas que vão tocar numa festa que a Fleeting Youth Records está a organizar para o próximo dia treze de março e que vai decorrer no The Howl, em Austin, no Texas, localidade onde a editora está sedeada. Confere a compilação abaixo e o cartaz da festa acima...

 

 


autor stipe07 às 12:55
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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

Abram Shook – Sun Marquee

A ideia romântica da busca espiritual do nosso âmago sempre fez parte do imaginário de quem desde muito cedo se habituou a ser sistematicamente auto reflexivo e a exigir mais do que o normal quer de si próprio quer do mundo que o rodeia. Natural de Austin, no Texas, o norte americano Abram Shook desde muito novo sentiu alguma difculdade em perceber qual o seu lugar neste mundo e, tendo a felicidade de ter condições materiais para isso, aventurou-se pelo mundo numa odisseia espiritual que da América do Sul a excursões de surf na indonésia possibilitaram-lhe absorver várias culturas e perceber outras realidades.

Abram cresceu em Santa Cruz, na Califórnia, onde estudou jazz e depois mudou-se para Portland e Boston, onde tocou em várias bandas, com destaque para os The Great Nostalgic e foi, assim, alimentando o seu gosto pela música. Estas duas facetas, a musical e a de viajante, acabaram por se conjugar e servir de inspiração para Sun Marquee, o registo de estreia deste músico, que chegou aos escaparaters no passado dia vinte e um de janeiro por intermédio da Western Vinyl.

Com um registo tão vasto de bandas em que tocou e com o jazz como elemento base da sua formação musical, é natural que Sun Marquee seja marcado pela abordagem a diferentes géneros musicais, ainda por cima quando o próprio músico se confessa influenciado por outros nomes que são referências de géneros musicais diversos, nomeadamente Shuggie Otis, Serge Gainsbourge ou o brasileiro Chico Buarque

Assim, Sun Marquee é um desfile de lições musicais aprendidas e questões pessoais por responder através de uma acessível coleção de canções pop. Logo na abertura, a luminosidade de Recovery é um convite amigável para descobrirmos a intimidade de um músico que se expôe intensamente em temas como Coastal, um dos singles do disco e onde a distorção da guitarra conjugada com o ritmo tranquilo torna evidente a aproximação a Gainsbourg, algo também percetível no orgão celestial e nos delicados arranjos de metais da introspetiva Hangover. As belas harmonias e a fantástica percussão de In Mind assim como a primazia da guitarra em Lifeguard são outros instantes deste disco que, juntamente com o foco que Abram coloca na componente metafórica e emotiva das suas letras, nos fazem sentir recompensado pela descoberta de Sun Marquee.

Abram prefere relatar com particular minúcia instantes isolados e acontecimentos concretos, do que propriamente alongar-se em narrativas de cariz mais geral e vago, o que faz com que seja fácil perceber o cariz quase auto biográfico do disco e os momentos da sua vida em que se inspirou para escrever.

Abram é, nitidamente, um viajante que gosta de explorar o mundo musicalmente e dos sons que cria extrair diferentes sensações. Ele tem a pop como guia espiritual e comete o pecado da gula quando se serve de um imenso cardápio que, do jazz, à música latina, passando pelo indie rock e a psicadelia, faz dele um dos mais interessantes novos projetos a solo do universo cenário musical indie atual. Espero que aprecies a sugestão...

Abram Shook - Sun Marquee

01. Recovery
02. In Mind
03. Distance
04. Taken
05. Hangover
06. Coastal
07. Crush
08. Lifeguard
09. Black Submarine
10. Tribe (Bonus Track)
11. Summer Fools (Bonus Track)

 


autor stipe07 às 21:17
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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Shearwater – Fellow Travelers

Lançado pela Sub Pop Records no passado dia vinte e seis de novembro, Felllow Travelers é o novo álbum dos Shearwater, uma banda norte americana de Austin, no Texas, liderada por Jonathan Meiburg, um ornitólogo que ainda recentemente estudou aves nas Falklands, algo que acabou por ser importante para a conceção deste trabalho da sua banda. Fellow Travelers sucede a Animal Joy, o disco que os Shearwater lançaram em 2012 e que divulguei à época; Era para ter sido um EP de transição entre Animal Joy e um novo álbum, mas acabou por se tornar num longa duração.

Fellow Travelers é uma coleção de dez covers de nomes como os Coldplay, Sharon Van Etten, Folk Implosion, St. Vincent, Xiu Xiu, ou os The Baptist Generals, bandas e projetos com quem os Shearwater andaram em digressão e tocaram nos últimos anos, como o nome do álbum indica. Já agora, em relação aos The Baptist Generals, os Shearwater apresentaram a sua versão de Fucked Up Life, sendo esse o segundo single já retirado de Fellow Travelers, uma canção que a sub Pop disponibilizou para download gratuito. O primeiro single retirado de Fellow Travelers foi I Luv The Valley Oh!!, um original das Xiu Xiu.

Mas Fellow Travelers tem ainda outros destaques; Tomorrow é um original dos Clinic, que fazem também a sua aparição em Fucked Up Life. Além das já citadas, é também impossível ficar alheio a belas composições como Animal LifeYou As You WereBreaking The Yarlings e Immaculate.

A voz profunda de Meiburg e o clima misterioso e atraente das melodias criadas pela banda, são um dos grandes atrativos de Fellow Travelers e são também essas as principais caraterísticas que foram adicionadas ou serviram para alterar, de algum modo, os originais selecionados. Melodias que começam quase sempre com um simples dedilhado de violão ou teclado e crescem até atingirem um clímax instrumental e vocal, misturando com mestria a tradicional pop rock com a folk. Os instrumentos adicionados às canções ajudam a cimentar o edifício sonoro que cada uma representa e a tal voz de Meiburg passeia entre a serenidade e a agitação conforme o andamento do disco, conferindo-lhe uma versatilidade difícil de encontrar nos líderes da maioria das bandas da atualidade.

Para concluir acrescento apenas que Fellow Travelers conta ainda com participações importantes de músicos como Andy Stack (Wye Oak) e Scott Brackett (Murder by Death) e que os Shearwater vão entrar brevemente em estúdio para gravar um novo trabalho de originais. Espero que aprecies a sugestão...

Shearwater - Fellow Travelers

01. Our Only Skin
02. I Luv The Valley Oh!!
03. Hurts Like Heaven
04. Natural One
05. Ambiguity
06. Cheerleader
07. Tomorrow
08. A Wake For The Minotaur
09. Mary Is Mary
10. Fucked Up Life

 


autor stipe07 às 22:17
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