Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Mumblr - Full of Snakes

Após vários EPs, os norte americanos Mumblr de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, finalmente  estrearam-se nos discos. Full of Snakes é o nome do primeiro longa duração dos Mumblr e chegou aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Num disco disponível em edição digital ou em cassete, com dezassete canções, algumas delas untitled, parece que os Mumblr estão apostados em criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, já que parece ser este o ideário lírico privilegiado das suas canções. Na verdade, eles debruçam-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas.
Philadelphia, o nome da cidade de onde os Mumblr são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum, uma canção que numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. Logo aí se percebeu qual seria a bitola sonora destes Mumblr e o alinhamento na verdade não defrauda os apreciadores do género, até porque Got It, outro avanço divulgado de Full of Snakes, não foge muito a esta toada, apesar de ser um tema mais contemplativo e com uma temática bastante reflexiva. Já agora, sobre esta canção, Nick Morrison referiu recentemente: It´s about being a strange, confused young man; feigning confidence and asking people to take him as he is.
Apesar de estar claramente balizado o espetro sonoro dos Mumblr, há que destacar a forma corajosa como, logo na estreia, não se coibem de tentar experimentar ideias diferentes e fugir da habitual bitola. Canções como Black Ships, White Devil ou Greyhound Station, contêm momentos de pura improvisação, com guitarras que apontam em diferentes direções e o baixo dos dois singles acima citados não receia tomar as rédeas do conteúdo melódico das mesmas. E estes dois importantes ítens não perturbam a conturbada homogeneidade de um alinhamento que raramente deixa de ser fluído e acessível, apesar desses momentos e da especificidade rugosa do som que carateriza os Mumblr.
Em Full Of Snakes os Mumblr estabelecem uma zona de conforto, mas não se coibem de colocar o pé de fora e de calcorrear outros universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao punk rock e ao próprio blues. A verdade é que eles parecem dispostos a lutar com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som, ao longo de cerca de quarenta minutos intensos, rugosos e que não envergonharão o catálogo sonoro deste grupo de Filadélfia, seja qual for o restante conteúdo que o futuro lhes reserve. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:27
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

The Young – Chrome Cactus

Lançado por intermédio da influente Matador Records no passado dia vinte e seis de agosto, Chrome Cactus é o novo trabalho dos The Young, uma banda norte americana, oriunda de Austin, no Texas profundo, formada pelo baterista Ryan Maloney, o baixista Lucas Wedon e pelos guitarristas Hans Zimmerman e Kyle Edwards. Chrome Cactus sucede a Dub Egg, o disco de estreia da banda, editado em maio de 2012.

Produzido por Tim Green (Nation of Ulysses, The Fucking Champs, Thee Evolution Revolution) e gravado nos estúdios Louder, localizados nos cumes da Sierra Nevada, em Grass Valley, na Califórnia, Chrome Cactus são pouco mais de trinta e oito minutos de um indie rock cheio de guitarras estridentes, um verdadeiro deleite para quem aprecia o revivalismo do rock progressivo e psicadélico, com uma forte componente experimental, que começou a fazer escola nas décadas de sessenta e de setenta.

Considerados já como uma das mais inovadoras bandas da Matador, pela forma como conjugam a tradicional tríade baixo, guitarra e bateria com a tecnologia e a eletrónica que hoje prolifera na música e que permite às bandas alargar o seu cardápio instrumental, os The Young presenteiam-nos com dez canções feitas de country, garage rock, blues e psicadelia. Neste segundo disco do grupo eles provam que sabem como dar vida a um som espacial, experimental, psicadélico, barulhento e melódico e permitem-nos aceder a uma outra dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível. Chrome Cactus é um verdadeiro reafirmar de uma identidade sonora que apesar de, a espaços soar algo sombria e até sinistra, até pelo conteúdo lírico de algumas canções, consegue também ressoar uma pujança melódica a espaços assombrosa e capaz de encher de coragem e vigor os espíritos mais retraídos e pessimistas, algo que a voz segura e vibrante de Zimmerman amplia de forma notável.

O meu grande destaque deste disco é a elevadíssima dose de psicadelia em que assenta Metal Flake, o tema de abertura de Chrome Cactus, mas outros exemplos que merecem amplo destaque e audições repetidas são o blues de Mercy e a batida ácida e as guitarras de Apaches Throat, um tema cantado com uma voz em eco entrelaçada com uma guitarra plena de distorção, dois detalhes que conferem à canção um enigmático e sedutor cariz vintage. Já Ramona Cruz impressiona por inaugurar a sequência mais ruidosa do disco, uma canção que tem traços de post punk e blues, algo que Dressed In Black amplia, uma canção onde essa fúria se mantém, mas que agora abraça o noise rock, o rock alternativo e a psicadelia etérea que tomam também conta de Slow Death devido ao riff de guitarra esplendoroso que nela se escuta.

Em Chrome Cactus somos convidados a cerrar os punhos antes de sermos transportados para uma outra galáxia, que terá muito de etéreo, mas também uma imensa aúrea cinzenta, crua e visceral. Na verdade, ao escutarmos este trabalho verdadeiramente rugoso, mas também com algo de encantador e intemporal, mergulhamos num universo sonoro recheado de novas experimentações e renovações, ao mesmo tempo que percebemos que os The Young dominam a receita mais fiável que se pode encontrar no universo indie rock atual de cariz mais experimental e progressivo para, apostando numa sonoridade algo vintage e até bastante explorada nos dias de hoje, soarem tão poderosos, joviais e inventivos como soavam os percurssores deste género sonoro há três ou quatro décadas. Espero que aprecies a sugestão...

The Young - Chrome Cactus

01. Metal Flake
02. Cry Of Tin
03. Chrome Jamb
04. Moondog First Quarter
05. Apaches Throat
06. Mercy
07. Ramona Cruz
08. Dressed In Black
09. Slow Death
10. Blow The Scum Away

 


autor stipe07 às 21:24
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Domingo, 17 de Agosto de 2014

Spanish Gold – South Of Nowhere

Os Spanish Gold são Patrick Hallahan dos My Morning Jacket, Dante Schwebel dos Hacienda / City and Colour e Adrian Quesada dos Brownout, um trio que criou este projeto alternativo que tem em South Of Nowhere, o disco de estreia, um trabalho editado pela BMG/Del Mar Records e onde se destaca o single Out On The Street, disponivel gratuitamente.

South Of Nowhere começou a ser cozinhado em 2012 quando Dante Schwebel e Adrian Quesada, dois amigos de longa data, gravaram algumas demos nos estúdios caseiros de Qesada, algures em Laredo, no Texas. Pouco tempo depois, a dupla encontrou-se com Patrick Hallahan, para trabalharem nessas canções, agora em Nashville nos estúdios Easy Eye Studios, propriedade de Dan Auerbach, dos The Black Keys. O sucesso dessas sessões levou-os avisitarem a outros estúdios, nomeadamente os de Jim Eno, dos Spoon, em Austin, no Texas.

South Of Nowhere são onze canções que combinam elementos clássicos da pop e do rock americano, de forma a criar um som com melodias apelativas, através de uma mistura de diferentes personalidades, todas com enorme talento e capazes de criar excelentes canções. Os três fizeram um excelente trabalho que cresce quanto mais nos habituamos a ele; Há uma dinâmica entre sintetizadores, a percurssão e as guitarras que o sustenta e, na verdade, a componente instrumental conhece poucos entraves e expande-se com interessante fluídez. 

A génese do disco assenta em temas que Schwebel escreveu sobre a vida no Texas e como é crescer neste estado icónico dos Estados Unidos, mas South Of Nowhere é, claramente, um álbum coletivo onde se mistura também o apreço de Quesada por ritmos latinos e pelo funk e o amor de Hallalan pela soul, o R&B e o hip hop, os tais subgéneros da pop que se misturam com o clássico rock e que fazem deste trabalho uma verdadeira súmula de algumas das melhores caraterísticas do ideário sonoro de terras do Tio Sam. Espero que aprecies a sugestão...

Spanish Gold - South Of Nowhere

01. One Track Mind

02. South Of Nowhere
03. Out On The Street
04. Movin On
05. Day Drinkin
06. Don’t Leave Me Dry
07. Ride On Up
08. Lonely Ride
09. Reach For Me
10. Shangri La
11. Stay With Me


autor stipe07 às 22:12
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Terça-feira, 1 de Julho de 2014

Spoon - Do You

Os norte americanos Spoon de Britt Daniel, Jim Eno, Eric Harvey, Rob Pope e Alex Fischel, estão quase a regressar aos discos com They Want My Soul e depois desta banda texana, natural de Austin, ter revelado Rent I Pay, o tema que abre o alinhamento do disco, agora chegou a vez do pop rock de Do You. They Want My Soul, o sucessor de Transference (2010), chega aos escaparates a cinco de agosto via Loma Vista. Confere...


autor stipe07 às 15:15
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Terça-feira, 24 de Junho de 2014

Le Rug - Press Start (The Collection)

Natural de Brooklyn, Nova Iorque, o guitarrista e cantor Ray Weiss é um dos destaques da Fleeting Youth Records, um nome importante do cenário indie punk local e que integrou projetos tão importantes como os Butter the Children, Red Dwarf ou Medics. A banda Le Rug é a sua nova aposta e Press Start (The Collection) a nova coleção de canções que apresentou ao mundo, no passado dia dezassete de junho, por intermédio dessa etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Com vários temas disponíveis para download, Press Start (The Collection) é um disco com trinta e duas canções e que faz um apanhado da discografia dos Le Rug. Assim, o álbum contém no alinhamento alguns dos destaques dos discos Sex Reduction Flower Party Rock, do EP Sticky Buns e dos dois EPs que os Le Rug já editaram este ano, Dead In A Hole e Cut Off Your Dick And Turn Into Slime.
Com uma instrumentação vincada, assente numa linha de baixo encorpada e em guitarras carregadas de fuzz, Harold Camping será talvez o maior destaque de uma compilação que faz uma resenha da carreira atribulada de um músico que passou por váriss bandas, lançou uma quantidade já apreciável de discos, mas é nos Le Rug que melhor se sente e mais se entrega enquanto músico e compositor. 2-CE, o segundo tema do alinhamento, será, no entanto, de escuta obrigatóra já que é essencial para se perceber a receita dos Le Rug, que se baseia numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas.
Press Start (The Collection) é uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, composições sonoras que parecem ter viajado no tempo e amadurecido até se tornarem naquilo que são. É um compêndio concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das diferentes composições e que tanto se arriscam em aproximações ao grunge (Making Vaseline), como ao punk mais hardcore (Kathleen) ou ao surf rock, neste caso mais implícitas, mas audíveis em temas como Humam Papillomavirus e Tripper, havendo também momentos em que se ultrapassa as fronteiras da psicadelia, como em Happiness ou Kirby. O próprio rock alternativo americano dos anos noventa não é esquecido e temas como Buffalo ou Godstar misturam bem a voz sempre vincada com letras algo sensíveis e melodias mais acessíveis, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza o que, em algumas canções, perde em distorção, apesar de, felizmente, o red line das guitarras não deixar de fazer sempre parte do cardápio sonoro dos Le Rug.

Nostálgico e ao mesmo tempo carregado de referências recentes, Press Start (The Collecton), merece toda a nossa atençao a partir do momento em que usa letras simples e guitarras aditivas, sendo claro o compromisso assumido dos Le Rug de não produzirem algo demasiado sério, acertado e maduro, mas canções que querem brincar com os nossos ouvidos, sujá-los com ruídos intermináveis e assim, proporcionarem uma audição leve e divertida. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:04
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2014

Jess Williamson - Snake Song

Jess Williamson - "Snake Song"

Oriunda de Austin, no Texas, a cantora e compositora Jess Williamson editou o seu disco de estreia o ano passado, um trabalho chamado Native State que impressionou a crítica pela folk inspirada que preenche o disco.

No próximo dia dezassete de junho, Jess vai lançar um single de 7'' com RF Shannon e a acústica, vibrante e épica Snake Song é a canção com que contribui para o single, já disponível para download via stereogum. Confere...


autor stipe07 às 12:42
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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

She Sir - Go Guitars

Formados por Russell Karloff (voz, guitarra, baixo), Matthew Grusha (voz, baixo, guitarra), Jeremy Cantrell (guitarra) e David Nathan (bateria), os norte americanos She Sir são mais uma banda de Austin, no Texas, que se prepara para alcançar um lugar de relevo no universo sonoro alternativo, devido a Go Guitars, o feliz título do álbum de estreia do grupo, editado no passado dia vinte e cinco de fevereiro, por intermédio da Shelflife Records.

Depois de alguns singles e EPs que foram chamando a atenção para estes She Sir, era aguardada com alguma expetativa o primeiro longa duração desta banda texana que desde 2007 tem acumulado algumas distinções locais e presenças em listas das bandas mais promissoras do cenário alternativo de Austin. O EP de estreia Who Can Say Yes (2006), valeu aos She Sir os títulos de Best of the 2000's decade, Best of the year, e Best out of Austin, Texas.

Gravado, misturado e produzido por Erik Wofford nos estúdios Cacophony, Go Guitars são dez canções assentes numa pop com traços de shoegaze e num indie rock carregado de psicadelia. Os anos oitenta estão muito presentes e nomes como os Pylon, Felt ou The Go-Betweens são influências declaradas dos She Sir, que hoje encontrarão paralelo em nomes como os Real Estate, Pale Saints, Violens, The Chills ou os Mojave 3.

Na verdade, é fácil traçar paralelismos com todos estes nomes quando, durante a audição do disco, se percebe que há uma forte vertente experimental nas guitarras e uma certa soul na secção rítmica, dois aspetos essenciais do tratamento sonoro deixado por herança por onmes como os My Bloody Valentine ou os Fleetwood Mac.

O reverb na voz acaba por ser uma consequência lógica desta opção que logo na melancolia épica de Portrese carrega toda a componente nostágica com que os She Sir pretendem impregnar o seu ADN. A solarenga guitarra de Kissing Can Wait e a relação progressiva que o baixo e a bateria constroem em Bitter Bazaar, uma canção com um início algo inocente mas que depois ganha uma tonalidade muito vincada, são excelentes tónicos para  potenciar a capacidade de Russell Karloff, o vocalista, em soprar na nossa mente e envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, que faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um cocktail delicioso de boas sensações. Esta mesma sensação ganha um fôlego ainda maior em Condesendidents, um dos singles de Go Guitars e um tema onde a voz de Karloff atinge o auge açucarado qualitativo, uma canção que ilustra o quanto certeiros e incisivos os She Sir conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram. Já agora, outro single de Go Guitars é Snakedow, talvez o tema mais comercial dos She Sir, a fazer recordar a pop melancólica dos Coldplay, onde uma bateria pulsante e variada e distorções agudas da guitarra são a pedra de toque do cenário melódico arquitetado. 

Instrumentalmente Mania Mantle é um dos meus destaques deste trabalho, uma canção conduzida por um baixo vibrante e uma guitarra carregada de fuzz e distorção grave, um cenário idílico para quem, como eu, aprecia alguns dos detalhes básicos da melhor psicadelia. Winter Skirt segue-lhe as pisadas, mas numa toada que privilegia a primazia da bateria, cheia de mudanças de ritmo, outro traço identitário do rock psicadélico, assim como alguns arranjos delicados feitos com a guitarra e com alguns metais quase impercetiveis.

Enquanto muitas bandas procuram a inovação na adição de uma vasta miríade de influências e tiques sonoros, que muitas vezes os confundem e dispersam enquanto calcorreiam um caminho que ainda não sabem muito bem para onde os leva, os She Sir, logo na estreia, parecem ter balizado com notável exatidão o farol que querem para o seu percurso musical. Go Guitars é um excelente disco e um dos seus maiores atributos é ser ainda apenas a base de algo ainda maior que esta banda irá desenvolver. É que se há projetos que atestam a sua maturidade pela capacidade que têm em encontrar a sua sonoridade típica e manter um alto nível de excelência, os She Sir provam já a sua maturidade na capacidade que demonstram em mutar a sua música e adaptá-la a um público ávido de novidades, que tenham algo de novo e refrescante e que as faça recordar os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o seu gosto pela música alternativa. Espero que aprecies a sugestão...

 

Discografia dos She Sir:

Fev. 2014 - Go Guitars CD/LP [Shelflife Records]
Jul. 2012 - You Could Be Tiger digital-only single [s/r]
Jul. 2010 - Ev'ry Thing In Paris CD, Import compilation [Happy Prince Records]
Jan. 2010 - Yens EP, 7" vinyl [s/r]
Set. 2006 - Who Can't Say Yes CD/EP [s/r]

She Sir - Go Guitars

01. Portese

02. Kissing Can Wait
03. Bitter Bazaar
04. Warmwimming
05. Mania Mantle
06. Winter Skirt
07. Snakedom
08. He’s Not A Lawyer, It’s Not A Company
09. Condensedindents
10. Continually Meeting On The Sidewalk Of My Door


autor stipe07 às 21:53
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

Fleeting Youth Records Vol. 1

Uma das etiquetas mais interessantes do cenário indie norte americano é a Fleeting Youth Records, editora que acaba de lançar no bandcamp a sua primeira compilação, que inclui no alinhamento nomes tão interessantes como os Passenger Peru, Dirty River, Clouder, The Chelsea Kills, Habits, Pink Mexico, CHAMP, Big Bill, Mumblr, Zaleski, ou Slippertails, entre outros.
Disponível para download gratuíto, com a possibilidade de doares um valor pela mesma, esta coleção de trinta e quatro canções com grupos de locais tão díspares dos Estados Unidos da américa como Nova Iorque, Boston, Austin, Los Angeles ou Nashville, está cheia de algum do melhor punk rock, carregado de fuzz, distorção e experimentalismo que se vai fazendo no cenário mais alternativo do outro lado do atlântico.
Algumas canções já foram editadas pelos respetivos autores, outras são ainda demos ou material inédito, onde se inclui algumas bandas que vão tocar numa festa que a Fleeting Youth Records está a organizar para o próximo dia treze de março e que vai decorrer no The Howl, em Austin, no Texas, localidade onde a editora está sedeada. Confere a compilação abaixo e o cartaz da festa acima...

 

 


autor stipe07 às 12:55
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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

Abram Shook – Sun Marquee

A ideia romântica da busca espiritual do nosso âmago sempre fez parte do imaginário de quem desde muito cedo se habituou a ser sistematicamente auto reflexivo e a exigir mais do que o normal quer de si próprio quer do mundo que o rodeia. Natural de Austin, no Texas, o norte americano Abram Shook desde muito novo sentiu alguma difculdade em perceber qual o seu lugar neste mundo e, tendo a felicidade de ter condições materiais para isso, aventurou-se pelo mundo numa odisseia espiritual que da América do Sul a excursões de surf na indonésia possibilitaram-lhe absorver várias culturas e perceber outras realidades.

Abram cresceu em Santa Cruz, na Califórnia, onde estudou jazz e depois mudou-se para Portland e Boston, onde tocou em várias bandas, com destaque para os The Great Nostalgic e foi, assim, alimentando o seu gosto pela música. Estas duas facetas, a musical e a de viajante, acabaram por se conjugar e servir de inspiração para Sun Marquee, o registo de estreia deste músico, que chegou aos escaparaters no passado dia vinte e um de janeiro por intermédio da Western Vinyl.

Com um registo tão vasto de bandas em que tocou e com o jazz como elemento base da sua formação musical, é natural que Sun Marquee seja marcado pela abordagem a diferentes géneros musicais, ainda por cima quando o próprio músico se confessa influenciado por outros nomes que são referências de géneros musicais diversos, nomeadamente Shuggie Otis, Serge Gainsbourge ou o brasileiro Chico Buarque

Assim, Sun Marquee é um desfile de lições musicais aprendidas e questões pessoais por responder através de uma acessível coleção de canções pop. Logo na abertura, a luminosidade de Recovery é um convite amigável para descobrirmos a intimidade de um músico que se expôe intensamente em temas como Coastal, um dos singles do disco e onde a distorção da guitarra conjugada com o ritmo tranquilo torna evidente a aproximação a Gainsbourg, algo também percetível no orgão celestial e nos delicados arranjos de metais da introspetiva Hangover. As belas harmonias e a fantástica percussão de In Mind assim como a primazia da guitarra em Lifeguard são outros instantes deste disco que, juntamente com o foco que Abram coloca na componente metafórica e emotiva das suas letras, nos fazem sentir recompensado pela descoberta de Sun Marquee.

Abram prefere relatar com particular minúcia instantes isolados e acontecimentos concretos, do que propriamente alongar-se em narrativas de cariz mais geral e vago, o que faz com que seja fácil perceber o cariz quase auto biográfico do disco e os momentos da sua vida em que se inspirou para escrever.

Abram é, nitidamente, um viajante que gosta de explorar o mundo musicalmente e dos sons que cria extrair diferentes sensações. Ele tem a pop como guia espiritual e comete o pecado da gula quando se serve de um imenso cardápio que, do jazz, à música latina, passando pelo indie rock e a psicadelia, faz dele um dos mais interessantes novos projetos a solo do universo cenário musical indie atual. Espero que aprecies a sugestão...

Abram Shook - Sun Marquee

01. Recovery
02. In Mind
03. Distance
04. Taken
05. Hangover
06. Coastal
07. Crush
08. Lifeguard
09. Black Submarine
10. Tribe (Bonus Track)
11. Summer Fools (Bonus Track)

 


autor stipe07 às 21:17
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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Shearwater – Fellow Travelers

Lançado pela Sub Pop Records no passado dia vinte e seis de novembro, Felllow Travelers é o novo álbum dos Shearwater, uma banda norte americana de Austin, no Texas, liderada por Jonathan Meiburg, um ornitólogo que ainda recentemente estudou aves nas Falklands, algo que acabou por ser importante para a conceção deste trabalho da sua banda. Fellow Travelers sucede a Animal Joy, o disco que os Shearwater lançaram em 2012 e que divulguei à época; Era para ter sido um EP de transição entre Animal Joy e um novo álbum, mas acabou por se tornar num longa duração.

Fellow Travelers é uma coleção de dez covers de nomes como os Coldplay, Sharon Van Etten, Folk Implosion, St. Vincent, Xiu Xiu, ou os The Baptist Generals, bandas e projetos com quem os Shearwater andaram em digressão e tocaram nos últimos anos, como o nome do álbum indica. Já agora, em relação aos The Baptist Generals, os Shearwater apresentaram a sua versão de Fucked Up Life, sendo esse o segundo single já retirado de Fellow Travelers, uma canção que a sub Pop disponibilizou para download gratuito. O primeiro single retirado de Fellow Travelers foi I Luv The Valley Oh!!, um original das Xiu Xiu.

Mas Fellow Travelers tem ainda outros destaques; Tomorrow é um original dos Clinic, que fazem também a sua aparição em Fucked Up Life. Além das já citadas, é também impossível ficar alheio a belas composições como Animal LifeYou As You WereBreaking The Yarlings e Immaculate.

A voz profunda de Meiburg e o clima misterioso e atraente das melodias criadas pela banda, são um dos grandes atrativos de Fellow Travelers e são também essas as principais caraterísticas que foram adicionadas ou serviram para alterar, de algum modo, os originais selecionados. Melodias que começam quase sempre com um simples dedilhado de violão ou teclado e crescem até atingirem um clímax instrumental e vocal, misturando com mestria a tradicional pop rock com a folk. Os instrumentos adicionados às canções ajudam a cimentar o edifício sonoro que cada uma representa e a tal voz de Meiburg passeia entre a serenidade e a agitação conforme o andamento do disco, conferindo-lhe uma versatilidade difícil de encontrar nos líderes da maioria das bandas da atualidade.

Para concluir acrescento apenas que Fellow Travelers conta ainda com participações importantes de músicos como Andy Stack (Wye Oak) e Scott Brackett (Murder by Death) e que os Shearwater vão entrar brevemente em estúdio para gravar um novo trabalho de originais. Espero que aprecies a sugestão...

Shearwater - Fellow Travelers

01. Our Only Skin
02. I Luv The Valley Oh!!
03. Hurts Like Heaven
04. Natural One
05. Ambiguity
06. Cheerleader
07. Tomorrow
08. A Wake For The Minotaur
09. Mary Is Mary
10. Fucked Up Life

 


autor stipe07 às 22:17
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Terça-feira, 3 de Dezembro de 2013

Shearwater - This Year


Depois de recentemente terem editado Fellow Travelers, um novo longa duração com covers de temas de St. Vincent, Clinic, The Baptist Generals, Coldplay e Xiu Xiu, entre outros, os Shearwater, uma banda norte americana de Austin, no Texas, continuam a recriar canções de outros projetos e acabam de divulgar This Year, mais uma nova cover, esta de um original dos The Mountain Goats, editada em formato single.

Esta versão de This Year destaca-se pela percurssão rápida, uma guitarra cheia de efeitos e uma melodia etérea, que fazem da canção um belissimo tratado indie pop, nostálgico e aditivo. O single tem como lado b outra cover, a introspetiva e nostálgica Black River Song, um original dos Angels Of Light.

Brevemente partilharei a minha crítica a Fellow Travelers. Para já, confere estas duas covers... 

Shearwater - This Year

01. This Year
02. Black River Song


autor stipe07 às 18:13
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Snowden - No One In Control

Snowden é um projeto musical indie, alternativo e experimental liderado pelo músico Jordan Jeffares, natural de Austin, no Texas. A banda formou-se em Atlanta, já em 2003 e estrearam-se nos discos três anos depois com Anti-Anti, através da Jade Tree. Após a separação desta editora e de uma mudança para Chicago e depois para Brooklyn (Nova Iorque), com outra passagem por Atlanta no meio (confuso?), Jeffares regressou a Austin e assinou pela Serpents & Snakes, a primeira editora dos Kings Of Leon. Em fevereiro do ano passado entrou em estúdio e assim tiveram início as gravações de No One In Control, álbum que viu a luz do dia recentemente e cujo grande destaque é o single The Beat Comes. Esta canção já é conhecida desde o verão passado e tem um vídeo, realizado por John Merizalde. O tema foi já alvo de várias remisturas, entre as quais destaco a do projeto Lane 8, disponível abaixo para download gratuito. Apesar de Snowden ser essencialmente um projeto a solo de Jordan Jeffares, entraram novos membros na banda e que já estão a tocar nos concertos de promoção deste novo trabalho dos Snowden; Falo de Keith Vogelsong, Yoi Fujita, Mikey Jones, Chandler Rentz, Corinne Lee e David Payne.

Há sempre magia quando a literatura e a música se encontram e esse cruzamento é feliz nos Snowden já que além do projeto ser inspirado no nome de um personagem do best-seller de Joseph Heller Catch-22, no conteúdo de No One In Control, a habilidade de Jordan para a escrita e composição musical é muito visível. Esta capacidade de conjugar os dois mundos artísticos recorda um pouco Paul Banks e os Interpol, com o disco a ter um conteúdo algo sombrio e ao mesmo tempo dançável, assente numa percussão vincada, um baixo pulsante e uma sintetização muito intensa, carregada de loops e efeitos e letras profundas e com uma elevada sensibilidade emocional.

Logo na abertura, o cariz épico do tema homónimo, reforçado por uma voz intensa e pouco convencional, apresenta muito bem esta riqueza sonora, que atinge o auge na já citada The Beat Comes, uma animada canção, com uma distorção de guitarra frenética, uma toada que anima os espíritos mais taciturnos e com uma letra memorável (Bop your head till the beats comes, keep your mouth off the canon, I shiver down south, there’s no way to go back now). A constante repetição do refrão de So Red faz do tema um instante romântico que arrebata qualquer coração (I could be a poet but we don’t have time); É uma daquelas canções que poderias ouvir indefinidamente que descobririas nela sempre um detalhe novo. Mas também destaco o refrão que sera sera do tema Not Good Enough, o monumento rock que é Hiss e Keep Quiet, o single mais recente retirado de No One In Control, um excelente exemplo da capacidade criativa dos Snowden. A canção começa com uma bateria e um registo vocal algo desconexo mas muito atmosférico que rapidamente te atrai e te deixa pregado a ela durante os quase seis minutos de duração. 

Em No One In Control os Snowden demonstram que é possível fazer música que prova que ninguém consegue controlar completamente as suas emoções quando experimentam a beleza e o verdadeiro sentido de uma vida vivida em pleno e onde as possibilidades são ilimitadas. Espero que aprecies a sugestão...

01. No One In Control
02. So Red
03. Anemone Arms
04. The Beat Comes
05. Hiss
06. Keep Quiet
07. Don’t Really Know Me
08. Not Good Enough
09. Candy
10. No Words No More
11. This Year


autor stipe07 às 20:56
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Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Telekinesis - Dormarion

Já chegou às lojas Dormarion, o terceiro disco do projeto norte americano Telekinesis, lançado no passado dia doze de abril de 2013, via Merge Records. Dormarion foi produzido pelo baterista Jim Eno, dos Spoon, e por Michael Benjamim Lerner, o grande mentor e líder dos Telekinesis. Dormarion sucede 12 Desperate Straight Lines, álbum lançado em 2011.

Lerner escreveu as doze músicas de Dormarion no início de 2012, em sua casa e na residência dos seus pais, mas as mesmas só foram gravadas no final do verão desse ano, no estúdio do produtor, em Austin, no Texas, chamado Public Hi-Fi. Dormarion é o nome da rua onde esse estúdio se situa. Lerner e Jim Eno tocaram todos os instrumentos no disco, mas ao vivo, a banda também conta com Erik Walters (The Globes) na guitarra, Eric Elbogen (Sy Hi) no baixo, e Rebecca Cole (Wild Flag) no teclado.

Michael Benjamin Lerner voltou à atividade depois de dois anos sem inéditos e parece tê-o feito sem grande pressão já que Dormarion divide-se em canções que retratam ambientes muito confortáveis. Dividido entre a sua casa e o lar dos seus pais, o processo de escrita e composição foi fortemente introspetivo e os resultados só vieram à tona no final desse verão, altura em que Lerner se reuniu ao produtor Jim Eno, que, além de ser baterista dos Spoon, assistiu Michael na criação e nos processos técnicos deste álbum.

Em Dormarion a sonoridade dos Telekinesis regressa um pouco às origens, aproximando-se da tranquilidade intimista do disco homónimo de estreia, editado em 2009 e que foi quebrada com 12 Desperate Straight Lines, um álbum com uma sonoridade mais elétrica e próxima do rock n'roll. Nesta toada novamente mais tranquila, Dormarion é um resumo de anteriores experiências de Michael e a junção de  algumas experimentações com sintetizadores, algo que aproxima este álbum de uma sonoridade pop feita de baladas tranquilas conduzidas pela viola e outras composições mais agitadas, algumas com interessantes efeitos vocais.

Não há, portanto, uma clara lineariedade no material de Dormarion, já que é possível sentir as frequentes mudanças a cada nova canção. Symphony, por exemplo, é uma canção romântica, vagarosa, sentimental e acústica que se encaixaria facilmente num trabalho plenamente folk e tradicional. No entanto, ela é contraposta a seguir por uma série de camadas eletrónicas e percussões frenéticas em Dark To Light. Os timbres de voz editados e permeados por uma atmosfera quase espacial não impressionam e ganham um novo caminho em Little Hill, que apoia-se num indie rock facilmente ouvido, por exemplo, nos Death Cab For Cutie.

Dormarion comprova novamente a mestria de Michael Lerner na forma como demonstra flexibilidade em abordar diferentes malhas sonoras sem deixar de ser minimamente coeso, o que lhe abre, em termos de futuro, um alargado leque de possibilidades que o poderão impulsionar para um patamar ainda mais elevado de destaque e de reconhecimento público. Temas como Power Lines e Lean On Me, com uma essência mais roqueira, talvez sejam, na minha opinião, a melhor opção que os Telekinesis deverão tomar em futuros lançamentos. Espero que aprecies a sugestão...

01. Power Lines

02. Empathetic People

03. Ghosts And Creatures

04. Wires

05. Lean On Me

06. Symphony

07. Dark To Light

08. Little Hill

09. Ever True

10. Island #4

11. Laissez Faire

12. You Take It Slowly


autor stipe07 às 23:10
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012

The Eastern Sea - Plague

I used to hear the birch leaves rattle through my spine, canta Matthew Hines, o líder destes The Eastern Sea, em Plague, o extraordinário e épico tema de abertura de Plague, o disco de estreia desta banda de Austin, no Texas. Plague foi lançado no passado dia vinte e seis de junho pela WhiteLabBlackLab.

O verso transcrito acima carrega uma forte conotação metafórica e poética adequada ao restante conteúdo complexo de Plague. Os The Eastern Sea começaram por ser, em 2005, o esforço de um homem só (Matthew) e hoje abarcam sete músicos, uma míriade imensa e complexa de ideias e pensamentos, que fizeram o grupo, durante o processo de gravação, vaguear por diversos estúdios e casas do estado do Texas. Esta parcela territorial dos Estados Unidos não é propriamente conhecida por ser um local gélido e sombrio, mas há um certo ambiente glacial em Plague, certamente criado também pela criatividade de Jeff Lipton, um produtor que já trabalhou com Bon Iver e Andrew Bird, músicos de outras latitudes.

Existe uma densidade explícita na escrita das canções e nos próprios arranjos melódicos, algures entre os Explosions In The Sky e os Death Cab For Cutie. Ao longo da audição do álbum impressiona a ideia constante de transcendência, uma espécie de flutuar constante, de transposte para um mundo muito diferente do rico, mas tórrido, simples e linear universo geográfico texano. Isso é conseguido através de uma indie pop folk feita com enorme subtileza e uma interessante diversidade instrumental.

Se A Lie é um festim para todos os nossos sentidos, em Wasn't For Love escutam-se sinos, xilofones e bateria, a mesma que sustenta Santa RosaSay Yes é um tema liderado por cordas e por um orgão que acompanha a voz na perfeição. No entanto, a música que mais me impressionou foi, sem qualquer dúvida, So Long, Either Way, um lindíssimo instante melódico meditativo, que faz qualquer coração navegar por ambientes soturnos e delicados e que me conveceu que Plague foi um dos melhores ábuns de indie folk que ouvi nos últimos tempos. Espero que aprecies a sugestão...

01. Plague
02. Wasn’t For Love
03. So Long/Either Way
04. Santa Rosa
05. America
06. Say Yes
07. The Match
08. China Untitled, 1
09. Central Cemetary
10. There You Are
11. A Lie
12. The Line 


autor stipe07 às 22:10
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Sábado, 3 de Novembro de 2012

Love Hate Affair – Love Hate Affair EP


Os norte americanos Love Hate Affair, naturais de Austin, no Texas e formados por John Shaw, Armando Raymos, Adam Zuniga e Devin Anderson, preparam-se para lançar o disco de estreia e, em jeito de antecipação, editaram recentemente um EP que tem sido bem recebido pela crítica e com canções que já foram, inclusive, utilizadas em alguns anúncios comerciais.

A sonoridade dos Love Hate Affair é fortemente influenciada pelos Joy Division, White Lies e Interpol, com uma vertente um pouco mais eletrónica, abarcando assim também outros nomes, nomeadamente os franceses M83 ou os Cut Copy, algo que o conteúdo deste homónimo Love Hate Affair confirma.

Têm andado em digressão e também a abrir concertos dos Hot Hot Heat e dos Wartapes. No sitio da Reverbnation é possível encontrar mais informação sobre a banda e fazer o download de três canções do EP. Espero que aprecies a sugestão...

Love Hate Affair - Love Hate Affair

01. Awake To You
02. You’re Not A Ghost
03. Travel Back To You
04. A New Lover
05. Not A Contest
06. Anger Within
07. Light Up The Clouds


autor stipe07 às 22:53
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

Battleme - Battleme

Battleme é o novo projeto de Matt Drenick, vocalista dos Lions e um músico de Austin, no Texas, com uma história de vida bastante peculiar; Diagnosticado com uveíte (uma doença dos olhos decorrente de uma inflamação da úvea), transformou essa contrariedade em música e em 2009, sob a alcunha de Battleme, resolveu compôr canções que agora compilou num disco homónimo produzido por Thomas Yurner (músico da dupla Ghostland Observatory) e lançado no final do passado mês de abril através da Trashy Moped Recordings.

Este músico começou a fazer furor quando algumas das suas canções apareceram na terceira temporada de uma série de televisão norte americana chamada Sons Of Anarchy, com destaque para uma cover de Hey Hey, My My (Into The Black) de Neil Young.

Battleme foi gravado num estúdio caseiro em Portland, no Oregon, para onde Matt se mudou em 2010 com o único propósito de fazer este disco. Depois de ter cerca de quarenta demos, fez alguma seleção e no fim ficou com um álbum de dez canções onde abundam sentimentos e facilmente se entende que serviram para exorcizar alguns dos demónios que há muito apoquentavam o autor.

Logo no início do disco apela à ação e a um efetivo cerrar de punhos, nomeadamente em Closer (It’s do or die and everybody knows it), uma canção onde um imperial falsete e uma bateria bem marcada constroem um verdadeiro e imenso hino indie rock. E além de pretender elevar a nossa auto estima, o músico também parece ter o desejo de apregoar a quem estiver disposto a ouvi-lo que somos os únicos donos do nosso destino e que ao irmos ao seu encontro, se o podermos fazer ao som do rock (Touch, Wait For Me), com pitadas de blues e até de uma folk acústica um pouco lo fi (Killer High e Trouble), então a caminhada será potencialmente ainda mais épica e intensa!

Battleme deverá, naqueles momentos em que estamos um pouco mais reticentes, servir como uma espécie de lembrete, para que possamos acreditar que, além de uma família, da saúde, do dinheiro e de uma carreira, a música também nos pode salvar ou, pelo menos, dar-nos vontade de descarregar alguma adrenalina e saltar até ao recinto de jogos ou ao ginásio mais próximo! Espero que aprecies a sugestão...

01. Touch
02. Closer
03. Wire
04. Killer High
05. Shoot The Noise Man
06. Woman I’m A Lost Cause
07. Tears In My Pile
08. Doin Time In My Head
09. Wait For Me
10. Trouble
11. Pocket Full Of Flies


autor stipe07 às 17:29
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Tiger Waves – Don’t Be Yourself EP

Os Tiger Waves são um duo de Austin, formados por James, cientista da NASA no Departamento de Física Teórica Cósmica, natural dessa cidade texana e Reid, estudante de filosofia oriental nascido em Chicago. Ainda sem se conhecerem pessoalmente, começaram por trocar música pela internet, depois passaram a sons, maquetas de ruídos, até resolverem juntar-se e compor juntos. Dessa parceria, na primavera de 2011 nasceram oficialmente os Tiger Waves, que se estrearam nos discos com o inusitado Only Good Bands Have Animal Names, lançado no mês de junho desse ano, conforme divulguei.

Agora, já em 2012, os Tiger Waves regressaram aos escaparates com um novo EP intitulado Don't Be Yourself, disponível desde o passado dia vinte e quatro de março para download gratuito no bandcamp da banda. Este novo trabalho mantém a sonoridade polida e bem trabalhada do disco de estreia, havendo por aqui pop, surf rock e também alguma psicadelia, assente em melodias suaves e com detalhes sonoros quase sempre sublimes. Espero que aprecies a sugestão...

01. From The Start
02. Quebec
03. I Hope You’ll Feel Alright
04. Summer
05. Silver
06. I Love You George Harrison
07. Falling Into One Another
08. Underground


autor stipe07 às 18:23
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Sherwater - Animal Joy

Animal Joy, lançado no passado dia catorze de fevereiro pela Sub Pop, é o disco mais recente dos Sherwater, uma banda de Austin, no Texas, que esta editora já seguia e pretendia ter no seu catálogo há algum tempo e que é liderada por Jonathan Meiburg, um ornitólogo que em boa hora se deixou contagiar pela composição musical e Will Sheff, dos Okkervil River, aos quais se juntou o baterista Thor Harris e a baixista Kimberly Burke.

A banda estreou-se em 2006 com Palo Santo e Animal Joy sucede, de acordo com alguma crítica que li, a dois grandes discos, Rook (2008) e The Golden Archipelago (2010). Este novo disco assenta na voz profunda de Meiburg e no clima misterioso e atraente das melodias criadas pela banda. Melodias que começam quase sempre com um simples dedilhado de violão ou teclado e crescem até atingirem um clímax instrumental e vocal, ou seja, misturam a tradicional pop rock com a folk.
É impossível ficar alheio a belas composições como Animal Life, You As You Were, Breaking The YarlingsImmaculate. Os instrumentos são quase sempre bem adicionados às canções e a tal voz de Meiburg passeia entre a serenidade e a agitação conforme o andamento do disco, conferindo-lhe uma versatilidade difícil de encontrar nos líderes da maioria das bandas da atualidade. O álbum conta ainda com participações importantes de músicos como Andy Stack (Wye Oak) e Scott Brackett (Murder by Death).

Animal Joy tem vindo a conquistar algum destaque nas minhas audições diárias e vaticino que será certamente um disco bastante comentado em 2012. Espero que aprecies a sugestão...

Shearwater - Animal Joy

01. Animal Life
02. Breaking The Yearlings
03. Dread Sovereign
04. You As You Were
05. Insolence
06. Immaculate
07. Open Your Houses (Basilisk)
08. Run The Banner Down
09. Pushing The River
10. Believing Makes It Easy
11. Star Of The Age

Myspace


autor stipe07 às 16:50
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Tiger Waves – Only Good Bands Have Animal Names

Os Tiger Waves são um duo de Austin, formados por James, cientista da NASA no Departamento de Física Teórica Cósmica, natural dessa cidade texana e e Reid, estudante de filosofia oriental nascido em Chicago. Ainda sem se conhecerem pessoalmente, começaram por trocar música pela internet, depois passaram a sons, maquetas de ruídos, até resolverem juntar-se e compor juntos. Dessa parceria, na primavera deste ano nasceram oficialmente os Tiger Waves que agora se estreiam nos discos com este inusitado Only Good Bands Have Animal Names, lançado no passado mês de junho.

Reza a lenda, certamente ajudada por várias subtâncias psicotrópicas pelos vistos não muito difíceis de encontrar na agência espacial norte americana, que depois de um acidente de autocarro, James, que foi atingido na cabeça, começou a acreditar que era ou Phil Spector ou Syd Barrett, dependendo do seu humor diário matinal. Por capricho, conheceu então na internet Reid e começaram a trocar emails em forma de mp3, fragmentos de canções, melodias escritas, progressões de acordes, batidas de tambor e assim por diante. Lentamente Reid foi empilhando todas estas camadas sonoras que de dia para dia deixaram de ser pedaços isolados de música e ficaram a parecer, cada vez mais, canções prontas.

Depois de se conhecerem juntaram harmonias às melodias, sons de guitarra distorcida e uma voz à Humphrey Bogart. Assim, estas canções com todos os seus antecedentes feitos de caos, espontaneidade e ironia, produto deste processo isolado e prolongado, deram origem a este Only Good Bands Have Animal Names.

O som é polido, bem trabalhado, há por aqui pop, surf rock e alguma psicadelia, cruzando a típica sonoridade dos Beach Boys, apimentada pela tal obsessão pelo já citado Phil Spector. Será certamente uma pena se estes Tiger Waves ficarem pela estreia. Pode ser que não, até porque depois do disco já editaram mais dois singles, Take Me Home e It Could Never Stop.  Assim, como estas duas canções, também Only Good Band Have Animal Names está disponível para download gratuíto no Bandcamp da banda. Espero que aprecies a sugestão...

E já agora, lembras-te de repente de alguma banda com nome de animal? 

01. Come Back To Me
02. Slow Loris
03. Down Down Down
04. Friends
05. In, Out, And Around
06. Magic Tricks
07. Funeral March
08. You Laugh Now
09. Radiant Apartment
10. Laughing All The Way
11. Accidents Are Bound To Happen
12. Best Coast


autor stipe07 às 19:22
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