Sábado, 22 de Julho de 2017

R.E.M. Live At The Paradise Rock Club, WBCN, Boston, MA, 13/07/1983 (remastered)

Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o tempo em que os R.E.M. estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.

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No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os R.E.M. foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com Green e que atingiu proporções inimagináveis com Out Of Time e Automatic For The People.

Murmur (1983), o longa duração que abriu essa odisseia extraordinária e sucessor do excelente EP Chronic Town (1982), é um álbum fundamental da história do rock alternativo da década, um disco que teve direito a uma extensa digressão por território norte-americano, com algumas atuações e concertos memoráveis, não só perante público, mas também em alguns estúdios de rádios.

Um desses espetáculos que foi gravado e recentemente revisto em edição remasterizada com a edição a ter o nome de R.E.M. Live At The Paradise Rock Club, WBCN, Boston, MA, 13/07/1983 (remastered), sucedeu em Boston, a treze de julho de mil novecentos e oitenta e três, no mítico Paradise Rock Club,  vinte e duas canções das quais se uma extraordinária versão de Radio Free Europe, o primeiro grande single da banda, mas também temas como Sitting Still, Catapult ou Pretty Persuasion e algumas versões de clássicos da música norte americana, nomeadamente uma adaptação  curiosa de California Dreamin' dos The Mamas & The Papas, entre outros. Este cardápio é absolutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...


autor stipe07 às 11:20
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Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016

Kishi Bashi – Sonderlust

Lançado no passado dia dezasseis, Sonderlust é o novo disco de Kishi Bashi, um multi-intrumentista de Athens, na Georgia e colaborador de nomes tão conhecidos como Regina Spektor e os Of Montreal e que se aventurou a solo em 2012 pela mão da Joyful Noise, com 151a, disco que era um enorme e generoso festim de alegria e descomprometimento, tal como acontece com este novo registo que viu a luz do dia por intermédio da mesma etiqueta.

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Kaoru Ishibashi é o verdadeiro nome de um artista de ascendência japonesa, que começou a chamar a atenção em 2011, com apresentações surpreendentes, onde cantava e tocava violino e acrescentava uma caixa de batidas e sintetizadores, agregando novos e diferentes elementos e fazendo incursões em diversas sonoridades. Conhecido pela sua profunda veia inventiva, Kishi Bashi aposta num micro género da pop, uma espécie de ramificação barroca ou orquestral desse género musical, uma variante que vive em função de violinos, de arranjos claramente pomposos e cheios de luz e de vozes cristalinas, com o falsete a ser uma opção óbvia e constante.

A folk orgânica do violino é mesmo o fio condutor principal das canções de Sonderlust e o grande suporte da luminosidade da um alinhamento delicioso no modo como agrega alguns dos pilares fundamentais da pop, com a explosão sónica que o arsenal instrumental eletrónico proporciona, principalmente quando a versatilidade e o bom gosto são elementos fundamentais e muito presentes. No entanto, além das cordas, os sopros, nomeadamente a flauta, também se chegam à frente, numa plataforma de sons e melodias exemplarmente elaboradas e artisticamente positivas e sedutoras. Canções como a épica e exuberante Hey Big Star, Statues In A Gallery ou Say Yeah são belos exemplos do modo exímio como Bashi pinta neles as suas cores prediletas de forma memorável e também influenciado pela música árabe e oriental.

Disco onde não faltam arranjos etéreos, gravações viradas do avesso e tiques de new age, Sonderlust irradia uma universalidade muito própria e tem momentos que fazem-nos sentir que estamos a degustar a própria música, como se cada garfada que damos numa determinada canção nos fizesse sentir todos os elementos de textura, cheiros e sabores da mesma. Apreciar estas dez composições oferece-nos a sensação de que os dias bons estão aqui para durar e que nada de mal pode acontecer enquanto se escuta todo este otimismo algo ingénuo e definitivamente extravagante, onde cabe o luxo, a grandiosidade e uma intemporal sensação de imunidade a tudo o que possa ser sombrio e perturbador. Espero que aprecies a sugestão...

Kishi Bashi - Sonderlust

01. m’lover
02. Hey Big Star
03. Say Yeah
04. Can’t Let Go, Juno
05. Ode To My Next Life
06. Who’d You Kill
07. Statues In A Gallery
08. Why Don’t You Answer Me
09. Flame On Flame (A Slow Dirge)
10. Honeybody


autor stipe07 às 22:33
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016

R.E.M. - Radio Song (demo version)

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Em 2016 comemora-se o vigésimo quinto aniversário do lançamento de Out Of Time, um clássico da discografia dos norte americanos R.E.M. e o disco que lançou o grupo para o estrelato, tendo vendido milhões de cópias em todo o mundo, vencido vários prémios da indústria fonográfica, incluindo alguns Grammys e que contém no seu alinhamento clássicos do calibre de Losing My Religion, Shinny Happy People, Belong, Near Wild Heaven ou Radio Song.

Para comemorar a efeméride, já a dezoito de novembro irá chegar aos escaparates uma reedição de luxo de Out Of Time, com quatro capítulos; A gravação ao vivo de um concerto dos R.E.M. dessa época em Charleston, uma edição remasterizada do alinhamento, todos os vídeos das músicas do disco, com notas e apontamentos dos membros da banda e dos produtores Scott Litt e John Keane e, finalmente, as versões demo, todas elas acústicas, das onze canções. Uma delas é esta versão fantástica de Radio Song, o tema que abre o alinhamento de Out Of Time e que, comparando com o original, não conta com a presença do rapper KRS-One, mas conta com a maravilhosa melancolia intrigante do grupo e tem o baterista Bill Berry a cantar num dos versos da canção. Confere...


autor stipe07 às 14:05
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Terça-feira, 23 de Junho de 2015

Numbers Are Futile - Sunlight On Black Horizon

Os Numbers Are Futile são Δ ☼ ❍ e Δ Π Δ, um português e um grego sedeados em Edimburgo, na Escócia e representados pela insuspeita Song By Toad, Records, de Matthew Young. Sunlight On Black Horizon é o disco de estreia deste projeto, um trabalho editado a dezoito de maio, disponivel em formato vinil e digital, com oito canções guiadas por uma percussão exemplar e samples únicos, que sobrevivem num universo subsónico e contrastante, com a voz a flutuar em redor, numa banda sonora que fala de sonhos, de liberdade e de redenção.

Um dos maiores trunfos deste conjunto de canções está na decisão da dupla em abordar a míriade sonora que fez sempre parte dos gostos músicais de ambos e do universo cultural em que cresceram, com pontos de encontro óbvios e onde as herançashelénica e românica são referências óbvias. The Great Chimera é um oásis de cor e luz que entre as sete colinas de Lisboa e o Pártenon nos oferece algumas das caraterísticas fundamentais world music, chillwave, dream pop, new age e de outras sonoridades mais clássicas e experimentais, que se multiplicam ao longo do alinhamento de Sunlight On Black Horizon.

Acaba por ser viciante experimentar ouvir o disco várias vezes e ir catalogando mentalmente os universos sonoros abordados e estimulante perceber como eles se relacionam e se fundem nas canções. Este constante sobressalto e variedade sonora ficam ainda mais enriquecidos quando se constatam as diferenças na forma de cantar de Δ ☼ ❍ e o encanto etéreo e celestial com que os dois músicos comunicam entre si.

Logo a abrir, a já citada The Great Chimera sustenta-se nuns teclados que criam uma atmosfera envolvente e bastante quente e depois We Float parece querer remeter a raça humana para as suas origens aquáticas, com os tambores a explicarem que, inevitavelmente, somos criações da natureza e a ela nos devemos manter ligados. O som que emanam nesta canção tem uma toada épica, que se mantém em Monster, ampliada aqui por instrumentos de sopro, mais uma exemplo da percussão fenomenal e bastante diversificada que estes Numbers Are Futile debitam e que, neste caso, vai-se construindo aos poucos, através de uma sequência rítmica bastante moderna.
Como seria de esperar, os teclados são cruciais no amenizar da gravidade dos tambores e das batidas e têm um papel fundamental no que toca à criação de um ambiente confortável e familiar para o ouvinte. Em Oblivion Days, um dedilhar hipnótico de duas ou três teclas e a inserção dos tambores de modo paticularmente pujante e grandioso, quase a meio do tema, provam como estes Numbers Are Futile são mestres na instrumentação, na forma como tocam e como conjugam todos os instrumentos, não deixando de ser estimulante conferir esta sonoridade única e que evoca ambientes seculares enquanto que, simultaneamente, soa de uma forma tão nova e tão refrescante.
Até ao ocaso, não há como não nos sentirmos tocados pelos inéditos samples vocais de In The Fields que, juntamente com as notas que são tocadas, evocam um ambiente um pouco mais obscuro, como se a canção ilustrasse um culto secreto, ou um ritual. Depois, se o orgão de Doomsday Blues parece conter a chave que abre a porta do paraíso, já os teclados hipnóticos de The Threat puxam-nos, mais uma vez, para uma cavernosa obscuridade orgânica, assim como o ópio percurssivo que alimenta Vice > Reason. Estes temas constroem a sequência mais emotiva e ruidosa do disco que, quando termina, faz-nos sentr que a escuta de Sunlight On Black Horizon é, fundamentalmente, uma experiência semelhante à audição de um monólogo de Zeus no seu próprio templo, em oito canções onde somos levados e elevados ao mesmo nível dos templos mais altos da mitologia grega. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 17:49
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2015

R.E.M. Rarities Jukebox

Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o período em que os R.E.M. estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.

No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os R.E.M. foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com Green e que atingiu proporções inimagináveis com Out Of Time e Automatic For The People.

Hoje mesmo, no dia em que escrevo estas linhas, nove de abril de 2015, passam trinta e um anos do lançamento de Reckoning, o segundo álbum da banda. Este período entre o EP Chronic Town, lançado a vinte e quatro de agosto de 1982 e o álbum Document, editado a vinte e um de março de 1987, foi um tempo em que a banda viveu permanentemente, sem pausas, a dividir-se entre o palco e o estúdio, tendo sido o seu espaço temporal mais profícuo e criativo, com centenas de concertos, algumas digressões europeias, cinco álbuns de estúdio, além desse EP de estreia e um catálogo imenso registado pelo grupo e pelos fãs que, muitos anos depois, ainda reserva algumas surpresas.

Em 2007 or R.E.M. passaram finalmente a fazer parte do Rock 'N' Roll Hall of Fame e a publicação Online Athens, na ocasião, produziu o documentário R.E.M. In The Hall, que inclui os melhores momentos dessa cerimónia e uma caixa digital intitulada R.E.M. Rarities Jukebox. São vinte e uma canções disponíveis para download gratuíto e quase todas captadas ao vivo. Delas destacam-se uma extraordinária versão de Radio Free Europe, o primeiro grande single da banda e algumas versões de clássicos da música norte americana como Ive Got you Babe, Steppin Stone ou Louie Louie, entre outros.

Este cardápio é aboslutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...


autor stipe07 às 13:25
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Terça-feira, 31 de Março de 2015

Keith John Adams - Roughhousing

Editado no passado dia um de dezembro através da Functional Electric, Roughhousing é o novo disco de Keith John Adams, um trabalho que pretende ser um testamento claro de um estado de alma atual de um músico que foi espalhando o seu charme por alguns estúdios londrinos, muitas vezes em tudo semelhantes a cozinhas, salas de estar, ou simples quartos, levando consigo um simples microfone e aproveitando a bateria, o piano e o baixo disponiveis em cada local por onde foi passando para gravar um compêndio de canções em mono, onde imaginou que era o membro de uma banda que existe apenas e só na sua imaginação, mas que replica um indie rock bastante divertido, ligerio e peculiar, que vale bem a pena descobrir. A própria versão digital deste disco e em formato CD, utiliza um modo inédito de mistura, que procura preservar ao máximo a sonoridade original que foi captada nos locais onde os diferentes temas de Roughhousing foram gravados.

Keith John Adams é um mestre a lidar com o piano e a juntá-lo às cordas para criar canções divertidas, animadas e melancolicamente divertidas. Emocional e certeiro no modo como transmite sentimentos e como consegue criar um contraste interessante entre as letras e as melodias, Keith John Adams já tocou com nomes tão importantes como os Of Montreal, Neutral Milk Hotel, Apples in Stereo, Deerhoof ou Mountain Goats, mas nem por isso deixa de fascinar pela sua maturidade e pelo modo como replica um registo muito próprio, à custa de emoções embrulhafas em temas simples, adornados com arranjos um pouco rugosos e com um claro pendor lo fi.
Se já em 2008, com Unclever, um disco gravado em Athens, Georgia, com o apoio de Casper and the Cookies (ex Of Montreal) como banda de suporte, Keith tinha conquistado uma base sólida de seguiodores devido à sonoridade assente em riffs assimétricos, ruídos pop e todo o assertivo clima de um garage rock ligeiro, algo baladeiro e boémio, agora, nas doze canções de Roughhousing, quase sempre com a ajuda da guitarra acústica e do piano, o autor canta sobre a simplicidade e a natureza tantas vezes rotineira da nossa existência e de como o amor pode ser o tempero que tanto a pode adocicar como azedar, mas que nunca deixa ninguém indiferente ou intacto quando passa pela vida de cada um, independentemente da importância que lhe atribuimos e das mudanças que provoca.
Em temas como o single Music in My Feet ou Lulluby's Answer, melodias que têm por base uma bateria e cordas impregnadas de soul, às quais vão sendo adicionados vários detalhes e elementos, incluindo o som de um teclado, Keith mostra-se exímio no modo como nos transporta para um universo sonoro essencialmente acústico, vincadamente experimental e dominado por cordas com uma forte toada blues, enquanto nos convida frequentemente à introspeção e à reflexão sobre o mundo moderno, numa viagem rumo ao revivalismo de outras épocas gloriosaas do indie pop que o dedilhar deambulante do piano de No Room, os teclados em Change e a viola de Better aprofundam.
Na verdade, este cantautor bastante inspirado, é claramente assertivo no modo como nos permite sentir momentos que trazem brisas bastante aprazíveis, enquanto nos oferece uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que poderão facilmente fazer-nos acreditar que a música pode ser realmente um veículo para o encontro do bem e da felicidade coletivas.
Roughhousing é um disco rico e arrojado, que aponta em diferentes direções sonoras, onde se inclui o ainda não referido jazz, apesar de haver um estilo vincado que pode catalogar o cardápio sonoro apresentado. O disco tem um fio condutor óbvio, assente em alguma da melhor indie pop contemporânea, mas uma das suas particularidades é conseguir, sem fugir muito desta bitola, englobar diferentes aspetos e detalhes de outras raízes musicais, num pacote cheio de paisagens sonoras que contam histórias que a voz de Keith, tipicamente british, sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Roughhousing é um álbum maduro e consciente e faz de Keith John Adams, enquanto criador musical, uma das novas bandas mais excitantes e influentes do cenário alternativo atual. Basta ouvir os arranjos metálicos introspetivos e melancólicos do lindissimo instrumental Sun Broken Sea e o trompete, assim como os sons de uma cidade em plena hora de ponta a adivinhar um infinito caos que afinal é dominado por um assobio que introduz a passsagem do metro que não se atrasa um único segundo, assim como os detalhes aquáticos de Wormhole Weekend para perceber porquê. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 23:15
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Segunda-feira, 30 de Março de 2015

Grand Vapids - Guarantees

Oriundos de Athens, na Georgia e formados por Austin Harris, McKendrick Bearden, Chris Goggans e Paul Stevens, os norte americanos Grand Vapids preparam-se para se tornar numa das novas coqueluches do universo musical indie devido a Guarantees, o disco de estreia do projeto, que viu a luz do dia a vinte de janeiro atravé da Mumblecore e que é produzido por Drew Vandenberg.

Guarantees começa em grande forma, com Secret Sin a mostrar em todo o esplendor guitarras cheias de fuzz e um efeito em eco muito curioso que combina de modo particular com os metais da percussão, num instante de indie rock particularmente assertivo e deslumbrante. Fica dado o pontapé de saída para um disco que também sabe piscar o olho a ambientes mais sombrios e enigmáticos, com o reverb da voz e o efetio rugoso da guitarra em Adequate tão bem demonstram. Logo de seguida, a toada abranda e o minimalismo acústico de No Memory tem o condão de nos acordar, convidando-nos a vasculhar naquele segundo pensamento mais reflexivo que ultimamente tem ocupado a nossa mente, dando-nos pistas sobre como ultrapassar alguns dilemas comuns sem defraudar aquelas que são as nossas maiores expetativas relativamente ao futuro. Mas mesmo nestes instantes em que parece haver um certo recolhimento e alguma timidez, isso não passa de um assomo de elegância contida, porque, melodicamente, os Grand Vapids conseguem ser durante todo o alinhamento bastante criativos, corajosos e empolgantes.

Um dos detalhes mais interessantes destes Grand Vapids é a fragilidade da voz refrescante e ternurenta do registo vocal, que consegue reproduzir uma delicadeza impar com notável recorte clássico e assim ampliar a paleta colorida, leve, fresca e tranquila de paisagens sonoras que o grupo propôe, além de reforçar o brilho das janelas instrumentais e líricas que se abrem ao ouvinte que se predispõe a saborear com o preguiçoso deleite o sumo que escorre dos arranjos envolventes e sofisticados e da sensibilidade melódica muito aprazível das cordas e da percurssão de canções como Losing ou Tuned, só para citar aquelas em que o tempero da voz melhor sobressai. Depois os sons modulados de Pale Hooves, um tema recheado de camadas sonoras que dão à canção um clima espectral, é mais outro momento alto deste trabalho, assim como Kilns, o primeiro avanço divulgado de Guarantees, a afirmação concreta de um estilo sonoro muito próprio, com um irresistivel charme lo fi, feito com uma pop primorosa, mas imprevisível, cheia de sons que se atropelam durante o percurso.

Guarantees tanto vagueia pela pop de pendor mais comercial, como por outras vertentes mais experimentais do indie rock que não renegam o próprio blues e o jazz, num disco cheio de canções bem estruturadas, comandadas pela guitarra mas devidamente adocicadas com arranjos bem conseguidos e que não dispensam a vertente orgânica conferida não só pelas cordas mas também pela percussão, tudo envolto com uma pulsão rítmica que parece vir a caraterizar a personalidade deste projeto, que criou neste álbum um alinhamento consistente e carregado de referências assertivas. Espero que aprecies a sugestão... 

Grand Vapids - GuaranteesSecret Sin

Adequate

No Memory

Losing

Tuned

Pale Hooves

Worth Fearing

Aubade

Kiln

Guarantees


autor stipe07 às 23:40
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014

Michael Stipe voltou a cantar em público.

Michael Stipe 12/29/14

Pouco mais de três anos após a separação dos R.E.M., dois anos e poucos dias após a última aparição vocal em público, com Chris Martin no evento The Concert For Sandy Relief, em doze de dezembro de 2012 e poucos dias apos ter anunciado no programa da cadeia de televisão norte american da CBS This Morning que iria voltar a cantar em público e talvez em breve, (I will sing again... Not soon … maybe … I don’t know), eis que Michael Stipe voltou a cantar. Fê-lo há dois dias, na abertura de um concerto da sua amiga Patti Smith, no Webster Hall de Nova Iorque.

Stipe cantou seis temas; New Test Leper, um dos meus temas preferidos de New Adventures In Hi-Fi e Saturn Return, canção que faz parte do alinhamento de Reveal. Os outros quatro temas foram covers, destacando-se a do single Hood de Perfume Genius, um artista que Stipe já elogiou publicamente várias vezes e Lucinda Williams, uma canção escrita pelo cantor e compositor Vic Chesnutt. Confere...

SETLIST:
01 “Lucinda Williams” (Vic Chesnutt cover)
02 “Theme From New York, New York” (Frank Sinatra/Liza Minnelli cover)
03 “Wing” (Patti Smith cover)
04 “Saturn Return”
05 “Hood” (Perfume Genius cover)
06 “New Test Leper

 


autor stipe07 às 16:44
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014

Grand Vapids - Aubade

Grand Vapids - "Aubade"

Oriundos de Athens, na Georgia, localidade onde nasceram os incomparáveis R.E.M. e formados por Austin Harris, McKendrick Bearden, Chris Goggans e Paul Stevens, os norte americanos Grand Vapids preparam-se para se tornar numa das novas coqueluches do universo musical indie devido a Guarantees, o disco de estreia do projeto, que vai ver a luz do dia a vinte de janeiro atravé da Mumblecore e que é produzido por Drew Vandenberg.

Disponivel para download gratuito, Kilns, foi o primeiro avanço divulgado de Guarantees, e agora, uma semana depois, já podemos escutar Aubade, mais um tema que configura a afirmação concreta de um estilo sonoro muito próprio, com um irresistivel charme lo fi, feito com uma pop primorosa e um indie rock luxuriante, mas imprevisível,  uma canção cheia de sons que se atropelam durante o seu percurso. Confere...


autor stipe07 às 13:16
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Grand Vapids - Kilns

Grand Vapids - Guarantees

Oriundos de Athens, na Georgia, localidade onde nasceram os incomparáveis R.E.M. e formados por Austin Harris, McKendrick Bearden, Chris Goggans e Paul Stevens, os norte americanos Grand Vapids preparam-se para se tornar numa das novas coqueluches do universo musical indie devido a Guarantees, o disco de estreia do projeto, que vai ver a luz do dia a vinte de janeiro atravé da Mumblecore e que é produzido por Drew Vandenberg.

Disponivel para download gratuito, Kilns, o primeiro avanço divulgado de Guarantees, é a afirmação concreta de um estilo sonoro muito próprio, com um irresistivel charme lo fi, feito com uma pop primorosa, mas imprevisível, cheia de sons que se atropelam durante o percurso. Confere...


autor stipe07 às 14:04
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