Sábado, 30 de Maio de 2015

Noiserv @ Castelo de Paiva

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv trará na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs  56010-92 e A Day in the Day of the Days , dos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra e do DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There, uma já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional, de um artista que trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.

No próximo dia dezanove de junho, Noiserv estará em Castelo de Paiva, no auditório municipal, a partir das 21:30, para nos embalar com os seus acordes, num espetáculo organizado em parceria por este blogue, a Academia de Música de Castelo de Paiva, a Rádio Paivense FM e a Câmara Municipal de Castelo de Paiva.

Este espetáculo servirá também para homenagear Sérgio Vieira, uma figura incontornável do universo musical paivense, que recentemente nos deixou e que era leitor assíduo deste blogue, além de um grande fã de Noiserv e da sua música.

Os bilhetes, com um preço único de 5 euros e limitados a uma lotação de duzentos lugares, podem ser já adquiridos através do contacto 962751689, nas instalações Rádio Paivense, no Posto de Turismo local, no Café Central ou, caso ainda existam disponíveis no dia do concerto, na bilheteira do Auditório Municipal. Oportunamente serão divulgados mais locais de venda.

Contamos com a tua presença numa noite que será certamente muito bonita e inesquecível! Para já, fiquemos com uma pequena amostra do que poderá ser este concerto único...


autor stipe07 às 16:03
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

Blur - Go Out




Go Out é o primeiro avanço divulgado de The Magic Whip, o primeiro álbum dos britânicos Blur desde o extraordinário Think Thank de 2003 e, de acordo com Damon albarn, finalizado apenas ontem. Anunciado esta manhã de forma surpreendente, quer o single quer a data de edição do disco, esta é uma novidade verdadeiramente incrivel, já que, apesar de ter havido sempre rumores de um novo tomo no cardápio desta banda, a verdade é que os receios de tal nunca vir a suceder foram sempre mais fortes.

The Macic Whip será colocado à venda a vinte e sete de abril e, já agora, o anúncio foi feito através de uma conferência de imprensa transmitida em streaming a partir de um restaurante chinês em Londres, onde a banda aproveitou também para anunciar um grande concerto para o Hyde Park, na capital britânica, no dia 20 de Junho. Confere a primeira amostra do disco...


autor stipe07 às 14:14
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

Yes, Gorillaz Returns

Mais de três anos após o lançamento de The Fall, os Gorillaz de Damon Albarn e Jamie Hewlett deram finalmente indicações concretas de que o regresso poderá estar próximo e que o período de hibernação terá, finalmente, o seu epílogo.

Foi o próprio Jamie Hewlett quem confirmou a novidade no Instagram, com a mensagem de Yes, Gorillaz Returns, precedida de imagens de novos desenhos de Murdoc e Noodle.

Depois de Murdoc, Noodle e os restantes companheiros terem gravado The Fall numa ilha secreta flutuante no Pacífico Sul, onde instalaram o quartel-general da Plastic Beach, feito de detritos, ruínas e restos da humanidade, fica agora a curiosidade para perceber onde será o local de gravação do novo trabalho da banda virtual mais conhecida do planeta e umas das minhas preferidas, que deverá ver a luz do dia lá para 2016.
Em 2014, Damon Albarn lançou o seu primeiro álbum de originais, Everyday Robots , e tinha logo anunciado planos para este novo disco dos Gorillaz, mas também para os fantásticos The Good, The Bad & The Queen. Recordemos dois dos melhores momentos destes dois projetos.

 

 


autor stipe07 às 14:03
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sábado, 27 de Dezembro de 2014

Os melhores discos de 2014 (10-01)

10 - Black Whales - Throught The Prim, Gently

Há uma farta beleza utópica nas composições dos Black Whales, assim como as belas orquestrações que vivem e respiram lado a lado com as distorções e arranjos mais agressivos. Throught The Prim, Gently esbanja todo o esmero e a paciência do quarteto em acertar os mínimos detalhes de um disco. Das guitarras que escorrem ao longo de todo o trabalho, passando pelos arranjos de cordas, pianos, efeitos e vozes, tudo se movimenta de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração do projeto tivesse um motivo para se posicionar dessa forma. Ao mesmo tempo em que é possível absorver a obra como um todo, entregar-se aos pequenos detalhes que preenchem o trabalho é outro resultado da mais pura satisfação, como se a banda projetasse inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte em cada canção, assentes num misto de pop psicadélica e rock progressivo.

Black Whales - Through The Prism, Gently

01. Spilt Personalities
02. Avalon
03. The Warm Parade
04. Are You The Matador
05. Red Fantastic
06. Come Get Immortalized
07. No Sign Of Life
08. O Fortuna
09. Do You Wanna Dance?
10. You Don’t Get Your Kicks
11. Tiny Prisms
12. Metamorphosis

9 - Foxygen - ...And Star Power

Deliciosamente arrojado e mal acabado, ...And Star Power é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento de vinte e quatro canções nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Foxygen, uma banda com uma identidade muito própria e um sentido melódico irrepreensível. Numa dupla que primeiro se estranha, mas depois se entranha, é um impressionante passo em frente quando comparado com os registos anteriores, num disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências do passado.

I: The Hits & Star Power Suite
Star Power Airlines
How Can You Really
Coulda Been My Love
Cosmic Vibrations
You & I
Star Power I: Overture
Star Power II: Star Power Nite
Star Power III: What Are We Good For
Star Power IV: Ooh Ooh
II: The Paranoid Side
I Don’t Have Anything / The Gate
Mattress Warehouse
666
Flowers
Wally’s Farm
Cannibal Holocaust
Hot Summer
III: Scream: A Journey Through Hell
Cold Winter / Freedom
Can’t Contextualize My Mindi
Brooklyn Police Station
The Game
Freedom II
Talk
IV: Hang On To Love
Everyone Needs Love
Hang

8 - You Can't Win Charlie Brown - Diffraction/Refraction

Diffraction / Refraction é uma espécie de pintura sonora carregada de imagens evocativas, pintadas com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provam a sensibilidade dos You Can't Win Charlie Brown para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana. E não restam dúvidas que eles combinam com uma perfeição raramente ouvida a música pop com sonoridades mais clássicas. No que diz respeito à escrita, uma espécie de fantasmagoria impregna a poesia das canções, por isso Diffraction / Refraction recordou-me também tempos idos, sonhos e aquelas pessoas especiais que não estão mais entre nós, mas que ficaram fotografadas por uma máquina em tudo semelhante à da capa na nossa memória.

1 - After December
2 - Fall For You
3 - Post Summer Silence
4 - Be My World
5 - I Wanna Be Your Fog
6 - Shout
7 - Natural Habitat
8 - Heart
9 - From Her Soothing Mouth
10 - Under
11 - Won’t Be Harmed

7 - Parquet Courts - Sunbathing Animal

Independentemente de todas as referências nostálgicas que Sunbathing Animal possa suscitar, o que importa reter é o seu conteúdo musical e a verdade é que neste trabalho os Parquet Courts apresentam-nos uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, temas que parecem ter viajado no tempo e amadurecido numa simbiose entre garage rockpós punk e rock, até se tornarem naquilo que são, peças sonoras que querem brincar com os nossos ouvidos, sujá-los com ruídos intermináveis e assim, proporcionarem uma audição leve e divertida.

01 Bodies
02 Black and White
03 Dear Ramona
04 What Color Is Blood
05 Vienna II
06 Always Back in Town
07 She's Rollin
08 Sunbathing Animal
09 Up All Night
10 Instant Disassembly
11 Duckin and Dodgin
12 Raw Milk
13 Into the Garden

6 - Sunbears! - Future Sounds

Future Sounds contém um cardápio instrumental bastante diversificado e prova que os Sunbears! entram no estúdio de mente aberta e dispostos a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispor para criar música. Consegui-lo é ser agraciado pelo dom de se fazer a música que se quer e ser-se ouvido com particular devoção e estes norte americanos conseguem-no com uma quase pueril simplicidade, ao mesmo tempo que mostram capacidade para reinventar, reformular ou simplesmente replicar o que de melhor tem o indie rock psicadélico nos dias de hoje para nos oferecer. Assim, Future Sounds é um trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia e carregadas de ácidos, um caldeirão sonoro feito por um coletivo que sabe melhor do que ninguém como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no chamado electropsicadelismo.

Sunbears! - Future Sounds

01. Future Sounds

02. He’s a Lie! He’s Not Real!
03. I’m Feelin’ Low
04. Don’t Take Too Many Things
05. Overspiritualized
06. How Do You Go Forward??
07. Now You’re Gone
08. I Dreamed a Dream (That I Dreamt You)
09. Laughing Girl!
10. A Sad Case of Hypersomnia
11. Love (Breaks All Sadness)

5 - Teleman - Breakfast

Este disco consegue transmitir, com uma precisão notável, sentimentos que frequentemente são um exclusivo dos cantos mais recônditos da nossa alma, através de uma fresca coleção de canções pop que são uma das melhores surpresas de 2014.

Teleman - Breakfast

01. Cristina
02. In Your Fur
03. Steam Train Girl
04. 23 Floors Up
05. Monday Morning
06. Skeleton Dance
07. Mainline
08. Lady Low
09. Redhead Saturday
10. Travel Song

4 - Ty Segall - Manipulator

Manipulator é o ponto alto da carreira de Ty Segall e um dos álbuns de referência deste ano. Não é apenas um disco de indie rock de garagem, é um compêndio de fusão de várias nuances que definem o que de melhor se pode escutar no indie rock com um cariz mais psicadélico.

01 Manipulator
02 Tall Man, Skinny Lady
03 The Singer
04 It's Over
05 Feel
06 The Faker
07 The Clock
08 Green Belly
09 Connection Man
10 Mister Main
11 The Hand
12 Susie Thumb
13 Don't You Want To Know? (Sue)
14 The Crawler
15 Who's Producing You?
16 The Feels
17 Stick Around

3 - Damon Albarn - Everyday Robots

Com um pé na folk e outro na pop e com a mente a sempre a convergir para a soul, Albarn entregou-se à introspeção e refletiu sobre o mundo moderno, não poupando na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, havendo, neste disco, vários exemplos do forte cariz eclético e heterogéneo da mesma.

Damon Albarn - Everyday Robots

01. Everyday Robots
02. Hostiles
03. Lonely Press Play
04. Mr Tembo
05. Parakeet
06. The Selfish Giant
07. You And Me
08. Hollow Ponds
09. Seven High
10. Photographs (You Are Taking Now)
11. The History Of A Cheating Heart
12. Heavy Seas Of Love

2 - Beck - Morning Phase

O Beck que antes brincava com o sexo (Sexx Laws) ou que gozava com o diabo (Devil's Haircut) faz agora uma espécie de ode à ideia romântica de uma vida sossegada, realizada e feliz usando a santa triologia da pop, da folk e da country. A receita é extremamente assertiva e eficaz e Morning Phase reluz porque assenta num som leve e cativante e contém texturas psicadélicas que, simultanemente, nos alegram e nos conduzem à introspeção, com uma sobriedade distinta, focada numa instrumentação diversificada e impecavelmente produzida. Fica claro em Morning Phase que Beck ainda caminha, sofre, ama, decepciona-se, e chora, mas que vive numa fase favorável e tranquila.

Beck - Morning Phase

01. Morning
02. Heart Is A Drum
03. Say Goodbye
04. Waking Light
05. Unforgiven
06. Wave
07. Don’t Let It Go
08. Blackbird Chain
09. Evil Things
10. Blue Moon
11. Turn Away
12. Country Down

1 - The Antlers - Familiars

Disco muito coeso, maduro, impecavelmente produzido e um verdadeiro manancial de melodias lindíssimas, Familiars é mais um tiro certeiro na carreira deste trio de Nova Iorque e talvez o melhor álbum dos The Antlers até ao momento, não só por causa destas caraterísticas assertivas, mas também por ser capaz de nos transportar para um universo particularmente melancólico, sensível e confessional.

The Antlers - Familiars

01. Palace
02. Doppelgänger
03. Hotel
04. Intruders
05. Director
06. Revisited
07. Parade
08. Surrender
09. Refuge

 


autor stipe07 às 21:58
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014

Os melhores discos de 2014 (20-11)

20 - Chad Van Gaalen - Shrink Dust

Shrink Dust é um verdadeiro jogo de texturas e distorções controladas pelos nossos ouvidos. Um passeio pela essência da música psicadélica, idealizado por um inventor de sons que nos canta as subtilezas da mortalidade, mas que até convida às pistas de dança, sem nunca se entregar ao exagero, até porque é explícita a toada experimental que ocupa este compêndio folk de enorme beleza espacial.

Chad VanGaalen - Shrink Dust

01. Cut Off My Hands
02. Where Are You?
03. Frozen Paradise
04. Lila
05. Weighed Sin
06. Monster
07. Evil
08. Leaning On Bells
09. All Will Combine
10. Weird Love
11. Hangman’s Son
12. Cosmic Destroyer

19 - Coldplay - Ghost Stories

Ghost Stories é um álbum real, sobre sentimentos reais, mudanças que surgem para balançar o que parecia estável, sobre problemas que vêm de dentro para fora e que podem atingir o outro ou qualquer um de nós. É um disco sobre o amor e uma boa arma para fazer qualquer um entender que, definitivamente, uma história de amor não é feita só de momentos felizes.

Coldplay - Ghost Stories

01. Always In My Head
02. Magic
03. Ink
04. True Love
05. Midnight
06. Another’s Arms
07. Oceans
08. A Sky Full of Stars
09. O
10. All Your Friends
11. Ghost Story
12. O (Part 2/Reprise)

18 - The Horrors - Luminous

Luminous é um nome feliz para um disco que apesar de ter ainda muito presente a guitarra de Joshua a dançar em altos e baixos divagantes que formam uma química interessante com a secção rítmica, aposta todas as fichas numa explosão de cores e ritmos que criam um álbum simultaneamente denso e dançável, um compêndio de um acid rock eletrónico despido de exageros desnecessários e apoteótico.

The Horrors - Luminous

01. Chasing Shadows
02. First Day Of Spring
03. So Now You Know
04. In And Out Of Sight
05. Jealous Sun
06. Falling Star
07. I See You
08. Change Your Mind
09. Mine And Yours
10. Sleepwalk

17 - She Sir - Go Guitars

Go Guitars é um excelente disco e um dos seus maiores atributos é ser ainda apenas a base de algo ainda maior que esta banda irá desenvolver. É que se há projetos que atestam a sua maturidade pela capacidade que têm em encontrar a sua sonoridade típica e manter um alto nível de excelência, os She Sir provam já a sua maturidade na capacidade que demonstram em mutar a sua música e adaptá-la a um público ávido de novidades, que tenham algo de novo e refrescante e que as faça recordar os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o seu gosto pela música alternativa.

She Sir - Go Guitars

01. Portese

02. Kissing Can Wait
03. Bitter Bazaar
04. Warmwimming
05. Mania Mantle
06. Winter Skirt
07. Snakedom
08. He’s Not A Lawyer, It’s Not A Company
09. Condensedindents
10. Continually Meeting On The Sidewalk Of My Door

16 - Elbow - The Take Off And Landing Of Everything

Os Elbow acertaram novamente e criaram mais um disco bonito e emotivo, cheio de sentimentos que refletem não só os desabafos de Garvey em relação ao que mudou na sua vida e na dos seus colegas, mas também a forma como ele entende o mundo hoje e as rápidas mudanças que sucedem, onde parece não haver tempo para cada um de nós parar e refletir um pouco sobre o seu momento e o que pode alterar, procurar, ou lutar por, para ser um pouco mais feliz. The Take Off And Landing Of Everything é a banda sonora ideal para essa paragem momentânea que, para tantos, deveria ser obrigatória.

Elbow - The Take Off And Landing Of Everything

01. This Blue World

02. Charge
03. Fly Boy Blue / Lunette
04. New York Morning
05. Real Life (Angel)
06. Honey Sun
07. My Sad Captains
08. Colour Fields
09. The Take Off And Landing Of Everything
10. The Blanket Of Night

15 - Temples - Sun Structures

Os Temples são mestres a criar canções onde a intimidade centra-se no baixo e na guitarra, feita e vivida com extremo charme e classe, muito à moda de um estilo alinhado, que dá alma à essência do rock muito britânico. Há aqui uma clara aposta em melodias contagiantes e esta banda parece ser mais experiente do que o seu tempo de existência, tal é o grau de maturidade que já demonstram na estreia. Também por causa deles, o indie rock psicadélico, no reino que o viu nascer, está vivo e recomenda-se.

Temples - Sun Structures

01. Shelter Song
02. Sun Structures
03. The Golden Throne
04. Keep In The Dark
05. Mesmerise
06. Move With The Season
07. Colours To Life
08. A Question Isn’t Answered
09. The Guesser
10. Test Of Time
11. Sand Dance
12. Fragment’s Light

14 - Childhood - Lacuna

Com canções que podem tornar-se futuramente em clássicos intemporais, Lacuna torna percetivel a evidente capacidade que os Childhood possuem, logo na estreia, de criar algo único e genuíno, com uma quase pueril simplicidade, num trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia, uma espécie de caldeirão sonoro feito por uma banda que parece saber como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no eletropsicadelismo.

Childhood - Lacuna

01. Blue Velvet
02. You Could Be Different
03. As I Am
04. Right Beneath Me
05. Falls Away
06. Sweeter Preacher
07. Tides
08. Solemn Skies
09. Chiliad
10. Pay For Cool
11. When You Rise

13 - Warpaint - Warpaint

Warpaint é para as Warpaint um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a paisagem que as rodeou durante o período de gestação.

Warpaint - Warpaint

01. Intro
02. Keep It Healthy
03. Love Is To Die
04. Hi
05. Biggy
06. Teese
07. Disco//Very
08. Go In
09. Feeling Right
10. CC
11. Drive
12. Son

12 - Bear In Heaven - Time Is Over One Day Old

Time Is Over One Day Old é uma sucessão de dez canções onde a psicadelia pretende hipnotizar, com a firme proposta de olhar para o som que foi produzido no passado e retratá-lo com novidade, com os pés bem fixos no presente. Simultaneamente criativos e coerentes, os Bear In Heaven mostram-se particularmente experimentais na forma como deram vida a um trabalho tipicamente rock, onde persiste uma vincada relação entre o vintage e o contemporâneo, mas que será melhor compreendido no futuro próximo, à medida que for mais dissecado. Enquanto tal não sucede, resta-nos começar viajar e a delirar, quanto antes, ao som das suas canções.

Bear In Heaven - Time Is Over One Day Old

01. Autumn

02. Time Between
03. If I Were To Lie
04. They Dream
05. The Sun and The Moon And The Stars
06. Memory Heart
07. Demon
08. Way Off
09. Dissolve The Walls
10. You Don’t Need The World

11 - Fink - Hard Believer

Hard Believer é um trabalho rico e arrojado, que aponta em diferentes direções sonoras, apesar de haver um estilo vincado que pode catalogar o cardápio sonoro apresentado. O disco tem um fio condutor óbvio, assente em alguma da melhor indie pop contemporânea, mas uma das suas particularidades é conseguir, sem fugir muito desta bitola, englobar diferentes aspetos e detalhes de outras raízes musicais, num pacote cheio de paisagens sonoras que contam histórias que a voz de Fin sabe, melhor do que ninguém, como encaixar.

Fink - Hard Believer

01. Hard Believer

02. Green And The Blue
03. White Flag
04. Pilgrim
05. Two Days Later
06. Shakespeare
07. Truth Begins
08. Looking Too Closely
09. Too Late
10. Keep Falling

 


autor stipe07 às 18:42
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Star Wars: The Force Awakens Trailer #1

Terminou a espera... Finalmente foram divulgadas as primeiras imagens de Star Wars Episode VII - The Force Awakens, filme realizado por J.J. Abrams e que tem como data prevista de estreia, dezembro de 2015.

Em cerca de minuto e meio podemos deliciar-nos com os novos X-wings, as novas fardas e equipamento dos stormtroopers e uma sequência em que o Millennium Falcon combate TIE fighters enquanto sobrevoam um deserto.

A sequência começa com a personagem interpretada por John Boyega, possivelmente um dos novos heróis do filme, vestido de stormtrooper e depois surge um pequeno droide numa espécie de parque de material aoeronaútico desativado. 

De seguida, os novos stormtroopers, completamente equipados, são largados em local desconhecido por uma nave de transporte e a personagem interpretada por Daisy Ridley surge em cima de um veículo inédito, deslocando-se em pleno deserto.

Finalmente, um piloto interpretado por Oscar Isaac surge no cockpit de um X-wing Starfighter e depois uma esquadrilha completa sobrevoa, a baixa altitude, um lago. De seguida, o dramatismo aumenta com a sequência de combate entre o Milleniun Falcon e os TIE Fighters e o trailer termina com uma figura sombria, no meio de uma floresta gelada, possivelmente Luke Skywalker, que murmura The dark side... and the light, empunhando um sabre de luz idêntico a uma espada medieval.

É possível fazer várias conjeturas acerca do enredo a partir deste trailer e a mais sombria é imaginar Luke no lado negro da força. Será? Que achas do trailer e que hipóteses colocas para a história?

Ficha Técnica:
Realizador: J.J. Abrams
Produtores: Kathleen Kennedy, J.J. Abrams e Bryan Burk
Argumento: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams
Atores: John Boyega, Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Gwendoline Christie, Domhnall Gleeson, Max von Sydow, Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Kenny Baker

 


autor stipe07 às 18:10
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Noiserv - Everything should be perfect even if no one's there

Quase dez anos depois do primeiro concerto em Março de 2005, noiserv acaba de editar Everything should be perfect even if no one's there, o seu primeiro DVD, que acaba por ser uma excelente forma de assistirmos no conforto do nosso lar a um concerto de um dos músicos fundamentais do universo musical nacional. Com um alinhamento de nove canções, onde se escutam vinte e quatro instrumentos tocados por apenas um músico em palco, noiserv pretende comunicar conosco de um modo próximo, expondo sem receios toda a energia e emoção que coloca nos seus espetáculos, ao mesmo tempo que nos questiona sobre aquilo que nos move e faz procurar a perfeição.

Produzido pelo CANAL180 e também possível devido a uma parceria com a Filmesdamente e o Município de Ponte de Lima, o concerto documentado neste DVD foi filmado em março no lindíssimo Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima e regista fielmente o ambiente intimista e caloroso dos concertos da digressão de Almost Visible Orchestra e nos quais noiserv revisitou também algumas das músicas mais conhecidas dos discos anteriores.

 It's easy to be a marathoner even if you are a carpenter foi a canção escolhida para single deste registo ao vivo, gravado com seis câmaras e que foi ao encontro da vontade de noiserv em ter as pessoas mais perto num concerto, tentar encurtar a distância que existe sempre num auditório e registar todos os momentos importantes na sua forma de tocar estas músicas ao vivo.

Como extra, o DVD tem ainda o filme 53 minutes and a few seconds, que regista o processo de montagem de um concerto de noiserv. Dá uma vista de olhos ao sugestivo trailer de Everything should be perfect even if no one's there, adquire o DVD e no final confere a entrevista que o músico me concedeu a propósito deste lançamento fantástico!

 

Na entrevista que me concedeste na altura do lançamento de Almost Visible Orchestra, confessaste que não gostavas de criar expetativas, mas que desejavas muito que as músicas deste disco pudessem fazer parte da vida de algumas pessoas. Mais de um ano e vários concertos depois, estás feliz com tudo aquilo que Almost Visible Orchestra ofereceu à tua vida e à tua carreira e o sucesso do mesmo faz-te sentires realizado?

Sinto-me 100% realizado com este disco, é bom sentir, que mais de um ano depois, quando oiço o disco ainda sinto que não mudava nada, que é assim que faz sentido! Por outro lado o feedback das pessoas tem sido excecional, e se no fundo é para elas que as músicas existem, acho que era impossível ter corrido melhor.

Como acabou por surgir a ideia de editar um dos concertos da digressão de Almost Visible Orchestra em DVD? Foi algo espontâneo, ou já havia a vontade de um dia fazer algo do género?

Sempre tive a vontade de um dia ter um registo ao vivo das minhas canções, e senti que era agora ao fim de 3 discos a altura certa.

Houve algum cuidado especial em termos de produção nesse concerto em Ponte De Lima, ou quem assistiu a espetáculos teus, da mesma digressão, em salas semelhantes, sonoramente não irá notar a diferença?

Os concertos nunca são iguais, e dentro daquilo que os diferencia este é diferente de todos os outros.

Já agora, a que se deveu a escolha do Teatro Diogo Bernardes em Ponte de Lima? As caraterísticas da sala pesaram na escolha, ou teve a ver com questões de promoção, nomeadamente o apoio da Câmara Municipal desse Concelho?

A escolha deste teatro deveu-se exclusivamente ao facto de ser para mim uma das salas mais bonitas que temos no País e eu achar que era aí que fazia sentido. Felizmente tive um grande apoio do Municipio o que logisticamente foi muito importante.

Nesse concerto tocas nove músicas, rodeado por vinte e quatro instrumentos, qual one man show. Acredito que já te tenham feito esta pergunta várias vezes, mas não resisto… Como consegues ter controlo absoluto sobre toda a situação e qual foi a fonte da criatividade onde bebeste para conseguires oferecer algo tão bonito e sonoramente tão diversificado e abrangente sozinho?

Conseguir ter controlo sobre tudo, vem de muitos ensaios e de tocar muitas vezes. A fonte de criatividade é uma resposta dificil, as coisas não surgiram de uma só vez, foi algo que foi crescendo ao longo dos tempos, fruto de muita dedicação e vontade, julgo eu.

Desses vinte e quatro instrumentos há assim algum mais curioso, ou que tenha uma história especial que queiras partilhar connosco?

Eu acho que todos eles são especiais, principalmente porque foram todos comprados em locais e alturas diferentes. Tenho por exemplo um pianinho vermelho, muito pequeno, que comprei a um senhor de idade nas ruas de Berlim, quando há uns anos lá fui tocar.

O DVD chama-se Everything should be perfect even if no one's there. Além de ser um título em tudo semelhante ao conceito do nome das canções do disco, há alguma explicação lógica para o mesmo?

Há uma explicação muito forte que se percebe depois de ver o DVD :P, mas não vou revelar para não tirar a surpresa :)!

Ainda sobre o título, procuraste sempre a perfeição nos teus concertos nesta digressão, mais em termos de replicares com exatidão as canções conforme se escutam na versão de estúdio, ou fazê-lo obedecendo ao que idealizaste quando as imaginaste tocadas ao vivo? Em suma, houve momentos em que sentiste necessidade de improvisar no momento, mesmo que o público não tenha notado, ou correu tudo de acordo com o plano pré-estabelecido?

Quando falo em perfeição, é mais na dedicação que quero sempre ter em cada música, posso improvisar um instrumento, ou mudar algo no momento, agora o que procuro sempre que seja perfeito, é a minha dedicação total a quem se deslocou para ir ver um concerto meu.

Admiro a necessidade que sentes de ter o público próximo de ti, o modo como te expões, o grau de proximidade e até o carinho com que nos tratas, não só nos concertos, como nas redes sociais ou diariamente, quando és reconhecido. Como tem sido lidar com a exposição que Almost Visible Orchestra te proporcionou, apesar de já seres, anteriormente, um músico conhecido e reconhecido?

Eu acho que serei eternamente agradecido a todos aqueles que por gostarem do que eu faço, me deixam continuar a fazê-lo. Por isso, dentro de certos limites, acho que as pessoas merecem o carinho que tenho por todas elas, porque na realidade é o que sinto, um enorme agradecimento.

E sucessor? Há planos para voltar ao estúdio? E quanto a isso, volto a encerrar esta entrevista com a mesma questão da anterior… O que te move é apenas o acústico e o experimental ou gostarias no futuro de experimentar outras sonoridades? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico de Noiserv?

O sucessor...pergunta dificil :P! Haverá certamente um sucessor, mas ainda não consigo ter uma previsão, por enquanto vou deixando apenas que as ideias comecem a surgir. O que podemos esperar, nem eu sei bem, só o tempo o dirá, também a mim.


autor stipe07 às 13:16
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Thom Yorke - Tomorrow's Modern Boxes preview

Thom Yorke tem novo disco a solo. O trabalho chama-se Tomorrow's Modern Boxes e está já disponível para download digital e também em vinil na página oficial. Além disso, também já é oficial que os Radiohead se encontram em estúdio a gravar um novo longa duração do grupo. Em breve este novo disco de Thom Yorke será dissecado por cá.

Deixo-vos um aperitivo do disco e a tracklist. Fica atento...

"A Brain in a Bottle"
"Guess Again!"
"Interference"
"The Mother Lode"
"Truth Ray"
"There is No Ice (For my Drink)"
"Pink Section"
"Nose Grows Some"


autor stipe07 às 17:40
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

MagaFest 2014

A primeira edição do MagaFest, o festival de música nacional que propõe apresentar nove projectos musicais num só dia, terá lugar em Lisboa, na Casa Independente, no dia 6 de Setembro das 15h às 02h00m, no largo do Intendente, com o apoio da Tasca Tropical. J.P. Simões, Norberto Lobo, Bruno Pernadas e Tiago Sousa são algumas das presenças garantidas.

De acordo com o press release que me foi remetido pela Let's Start A Fire, uma das entidades promotoras do evento, MagaFest é a consequência natural das MagaSessions que viram passar pela casa da Inês Magalhães e do seu irmão Pedro mais de vinte espectáculos ao longo de dois anos. Músicos nacionais e internacionais fizeram desta casa a sua, apresentando aos convidados as mais diversas experimentações sonoras.

As MagaSessions nasceram espontaneamente da necessidade de ter um espaço em que músicos pudessem apresentar propostas das mais distintas origens sonoras. Aproveitando o ambiente informal, viveram-se, mais que concertos, encontros íntimos de criatividade, aproximando músicos e público.

As MagaSessions transformaram-se rapidamente num laboratório de experimentação, tanto para novos projectos como para autores consagrados do panorama musical português, tornando-se passagem obrigatória para quem gosta de aproveitar uma tarde de domingo entre amigos. Desafiar autores a apresentar-se em ambiente caseiro de forma a dar acesso à cultura, permitindo que se reúnam à volta de uma heterogénea selecção musical, sempre foi um dos grandes objectivos.

Se, no início, as sessões eram a convite da organização, há algum tempo que as portas se abriram a todo o tipo de projectos, ficando toda a produção, curadoria e comunicação a cargo de Inês Magalhães, que, incansavelmente, vai acolhendo não só músicos como artistas das mais variadas áreas.

Os bilhetes custam 15€ e estão à venda nas plataformas MagaSessions e Casa Independente e esta é, sem d´vida, uma excelente proposta para um final de verão diferente na capital.

www.magasessions.com   www.facebook.com/MagaSessions   www.vimeo.com/magasessions

MAGAFEST // 6 SETEMBRO - CASA INDEPENDENTE from MAGASESSIONS on Vimeo.

 


autor stipe07 às 12:35
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 6 de Junho de 2014

Dia D

Há precisamente 70 anos, nas praias da Normandia, uma geração inteira deu a vida pela liberdade e começou o futuro da Europa tal como hoje a conhecemos. Em tempos tão conturbados no nosso continente, é bom que este dia seja relembrado e contado às gerações vindouras... Para que nunca mais se repita!


autor stipe07 às 16:06
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|

eu...

Powered by...

stipe07

Parceria - Portal FB Headliner

Facebook

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Em escuta...

Twitter

Twitter

Bloglovin

Agosto 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
14


23
28

31


posts recentes

Noiserv @ Castelo de Paiv...

Blur - Go Out

Yes, Gorillaz Returns

Os melhores discos de 201...

Os melhores discos de 201...

Star Wars: The Force Awak...

Noiserv - Everything shou...

Thom Yorke - Tomorrow's M...

MagaFest 2014

Dia D

Interpol - El Pintor

Videos musicais Lego

Coachella 2014 - Cartaz O...

Adeus Eusébio...

Os melhores discos de 201...

Os melhores discos de 201...

Curtas... CXXXIII

Keane - Higher Than The S...

Conheces os Vintage Moon?

Dear Telephone - Feat and...

X-Files

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

take a look...

Procura...

 

Visitors (since 31.05.12)

blogs SAPO

subscrever feeds