urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2016-05-03T21:10:38Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:797134 2016-05-03T21:45:00 Radiohead - Burn The Witch 2016-05-03T20:54:36Z 2016-05-03T21:10:38Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/01/screen-shot-2016-01-20-at-11-38-49-pm.png?w=807" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de vários dias de suspense que incluiram um apagão total de toda a atividade social da banda nas redes sociais e na internet, os britânicos <span style="color: #808000;">Radiohead</span> acabam finalmente de divulgar o primeiro tema do próximo registo de originais. <em><span style="color: #808000;">Burn The Witch</span></em> é o nome da canção, um tema que já tem um vídeo soberbo realizado por Chris Hopewell e com uma dimensão sonora particularmente épica e orquestral, guiado por um cardápio de cordas bastante abrasivo e com o típico ambiente soturno que a banda tão bem recriou há quase uma década em <em>In Rainbows</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Espera-se mais novidades dos <span style="color: #808000;">Radiohead</span> nos próximos dias, o disco pode mesmo chegar aos escaparates sem aviso prévio e de modo inédito e este blogue manter-se-à particularmente atento e tentará divulgar o mais rápido possível tudo aquilo que for acontecendo. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FyI2oS2hoL0k%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DyI2oS2hoL0k%26app%3Ddesktop&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FyI2oS2hoL0k%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:796836 2016-05-03T14:03:00 The Weatherman realiza concerto para macacos 2016-05-03T13:04:02Z 2016-05-03T13:04:02Z <p style="text-align: justify;"><img src="blob:https%3A//mail.google.com/7bdd5ca9-50bd-4219-b638-bfe0739a752b" alt="A mostrar 1.png" /><img src="blob:https%3A//mail.google.com/7bdd5ca9-50bd-4219-b638-bfe0739a752b" alt="A mostrar 1.png" /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No próximo dia dezasseis de maio vai acontecer no jardim zoológico da Maia um concerto que terá tanto de inusitado como de imperdível. <span style="color: #808000;">The Weatherman</span>, o pseudónimo artístico criado em 2006 pelo multi-instrumentalista portuense Alexandre Monteiro e um projecto <em>pop rock</em> versátil e multifacetado, está de regresso aos discos com <span style="color: #808000;"><em>Eyeglasses for the Masses</em></span>, um álbum editado a vinte e nove de Abril e que será alvo de crítica neste espaço muito em breve e vai tocar nesse espaço com um propósito muito especial.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://content.sitezoogle.com/u/182698/0d111d37a148de73d79059d8051a91e5fe20b163/photo/3715763.jpg?1459451785" alt="" /></span></p> <p style="text-align: right;"><span style="color: #999999; font-size: 8pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">(pic by Morsa)</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos<em> singles</em> de <em><span style="color: #808000;">Eyeglasses for the Masses</span> </em>é <em><span style="color: #808000;">Calling all Monkeys</span></em> e, de acordo com o <em>press release</em> do evento, <a style="color: #999999;" href="http://www.weathermanmusic.com/">The Weatherman</a> irá tocar para os macacos que vivem nesse espaço <em>com a intenção declarada de chamar a atenção para os erros da Humanidade,</em>(...)<em> e apontar falhas à nossa demanda que perspectiva o mundo enquanto sítio melhor</em>. Este evento será transmitido em directo no <a style="color: #999999;" href="https://www.youtube.com/user/theweathermanmusic">canal</a> de Youtube do músico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #808000;">The Weatherman</span> estreou-se nos lançamentos discográficos em 2006 com <em>Cruisin’ Alaska</em>, ao qual se sucedeu <em>Jamboree Park at the Milky Way</em> (2009), e um homónimo, em 2013, antes deste <em><span style="color: #808000;">Eyeglasses for the Masses</span></em>, um trabalho que nos remete para um universo pop e psicadélico, diversificado e versátil, onde reina a nostalgia dos anos sessenta e onde nomes como The Beatles ou Beach Boys são referências incontornáveis, além de algumas marcas identitárias da eletrónica atual.</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F5VTvaFkXQF4%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D5VTvaFkXQF4&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F5VTvaFkXQF4%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:796006 2016-05-02T16:51:00 Leapling - Suspended Animation (preview) 2016-05-02T16:09:52Z 2016-05-02T16:10:36Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://media.npr.org/assets/img/2016/04/11/leapling_annasian_wide-80b6aac3d16d9a598491092bae88566b73c5a279.jpg?s=1400" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de no início de 2015 me terem espantado com o fabuloso <em>Vacant Page</em>, os nova iorquinos <span style="color: #ff0000;">Leapling</span>, um quarteto formado por Dan Arnes, Yoni David, R.J Gordon e Joey Postiglione e que plana em redor de permissas sonoras fortemente experimentais e onde tudo vale quando o objetivo é arregaçar as mangas e criar música sem ideias pré-concebidas, arquétipos rigorosos ou na clara obediência a uma determinada bitola que descreva uma sonoridade especifica, preparam-se para regressar aos lançamentos discográficos com<em><span style="color: #ff0000;"> Suspended Animation</span></em>, um álbum que irá ver a luz do dia já a dez de junho, através da <a style="color: #999999;" href="https://explodinginsoundrecords.bandcamp.com/">Exploding In Sound</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Hey Sister</em></span>, <em><span style="color: #ff0000;">Alabaster Snow</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">One Hit Wonder</span></em> são os três temas já divulgados de <em><span style="color: #ff0000;">Suspended Animation</span></em>, um trabalho que deverá continuar a revelar extraordinários acordes de guitarra com um comovente objetivo melódico, como só estes <span style="color: #ff0000;">Leapling</span> nos sabem oferecer. Tal é, sem dúvida, o resultado de todas as experiências acumuladas por Dan Arnes, o líder do projeto, além, claro, das referências melódicas típicas do grupo, que da herança que os The Beach Boys, os The Kins e os The Smiths nos deixaram, parece também utilizar referências do próprio quotidiano para construir um panorama instrumental e lírico que pende ora para <em>o rock </em>experimental, ora para a <em>indie pop</em> adocicada e acessível.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes<span style="color: #ff0000;"> Leapling</span> continuam a provar serem mestres no desenvolvimento de uma instrumentação radiante, reflexo da capacidade do grupo em apresentar um som duradouro e sempre próximo do ouvinte, experiência que deve repetir-se, portanto, no novo disco da banda, que será cuidadosamente dissecado por cá logo após o lançamento. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/248181234&color=ff5500" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/248181244&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <div class="content_blocks"> <div id="content_block-75299" class="content_block paragraph embed triple_gutter_right triple_gutter_left center_align"> <div class="content_inner_wrapper"> <div class="media_wrapper"> <div class=""><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/248181238%3Fsecret_token%3Ds-V9JPh&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></div> </div> </div> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:795448 2016-04-30T14:06:00 Band Of Horses – Casual Party 2016-04-30T13:06:29Z 2016-04-30T13:06:29Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1566/26581695622_9132fdcc36_o.jpg" alt="Band Of Horses - Casual Party" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É já em junho que chega aos escaparates <em><span style="color: #00ccff;">Why Are You Ok</span></em>, o novo disco dos norte americanos <span style="color: #00ccff;">Band Of Horses</span>, um trabalho produzido por Rick Rubin e sucessor do aclamado <em>Mirage Rock</em>, um álbum editado já em 2012.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #00ccff;"><em>Casual Party</em></span> é o primeiro avanço divulgado de <em><span style="color: #00ccff;">Why Are You Ok</span></em>, uma canção com uma exuberância instrumental ímpar e um frenesim melódico bastante impressivo, que faz antever um trabalho cheio de interseções entre guitarras e sintetizadores, criadas por uns <span style="color: #00ccff;">Band Of Horses</span> que<span style="line-height: 1.3;"> são já hoje um dos grupos mais respeitáveis do cenário rock do país natal e que chegam ao quinto disco a cimentar as referências sonoras que durante quase uma década têm sido essenciais para o grupo, sem aparente sinal de desgaste. Confere...</span></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/aTJthgYnXFw" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:780379 2016-04-29T22:02:00 Ra Ra Riot – Need Your Light 2016-04-29T21:02:49Z 2016-04-29T21:02:49Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lançado a dezanove de fevereiro último através da Barsuk Records, <span style="color: #ccffff;"><em>Need Your Light</em></span> é o mais recente registo discográfico dos norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.rarariot.com/">Ra Ra Riot</a> de Milo Bonacci, Wes Miles, Mathieu Santos, Rebecca Zeller, Kenny Bernard e John Pike, uma banda oriunda de Siracusa, nos arredores de Nova Iorque e com mais de uma década de uma já respeitável carreira, que tem merecido cada vez maior atenção da crítica especializada, um efeito que este quarto longa duração do grupo irá certamente ampliar.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.orangepeel.ch/wp-content/uploads/ra-ra-riot.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Produzido por Rostam Batmanglij e Ryan Hadlock, <em><span style="color: #ccffff;">Need Your Light</span> </em>mantém os <span style="color: #ccffff;">Ra Ra Riot</span> no trilho de um <em>indie rock</em> bastante melódico e sentido, que agrega eficazmente guitarras e efeitos sintetizados, uma estratégia de composição simbiótica que se mantém intacta desde o extraordinário <span style="color: #ccffff;"><em>The Rhumb Line</em></span>, o disco de estreia do grupo, editado em 2008.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Álbum após álbum, a concepção sonora dos <span style="color: #ccffff;">Ra Ra Riot</span>, parecendo algo estanque, já que a bitola é curta e, instrumentalmente, o grupo não costuma variar demasiado, não deixou que o grupo deixasse de conseguir ir inovando e de apresentar novas <em>nuances</em>, pois houve sempre a busca de uma recomendável versatilidade, principalmente ao nível da panóplia de arranjos e distorções das guitarras que foram sendo sugeridas. Assim, se o ambiente mais festivo de <em>Beta Love</em>, o antecessor deste <em><span style="color: #ccffff;">Need Your Light</span></em>, entroncou em alguns dos pilares essenciais da <em>pop</em> atual, agora é declaradamente assumido um piscar de olhos a territórios mais experimentais e progressivos, com as batidas e os sintetizadores de <em><span style="color: #ccffff;">Water</span> </em>e <span style="color: #ccffff;"><em>Call Me Out</em></span> e o abraço nostálgico que nos é oferecido pelas guitarras de <span style="color: #ccffff;"><em>Absolutely</em></span> e de <em><span style="color: #ccffff;">Every Time I'm Ready To Hug</span></em>, a destacarem-se num alinhamento que prima também pela versatilidade vocal, na demanda de um equilíbrio nem sempre fácil de obter entre o apelo comercial da indústria musical e a vontade destes músicos em testar, sempre dentro da tal baliza, novos arranjos, técnicas e sonoridades.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os leitores mais atentos e conscientes da realidade musical e identitária dos <span style="color: #ccffff;">Ra Ra Riot</span>, ao escutarem a discografia da banda cronologicamente, acabarão por perceber que o conteúdo deste <em><span style="color: #ccffff;">Need Your Light</span></em> é, de certa forma, um passo lógico, na medida em que o próprio percurso anterior já tinha deixado algumas pistas sobre a vontade do grupo em apostar numa maior primazia dos sintetizadores, até porque estes nova iorquinos sempre provaram ser uma banda inquieta e que não repete a rigor a última rota que percorreu. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1616/25021179896_680d0547c3_z.jpg" alt="Ra Ra Riot - Need Your Light" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Water</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Absolutely</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Foreign Lovers</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. I Need Your Light</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Bad Times</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Call Me Out</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Instant Breakup</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Every Time I’m Ready To Hug</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Bouncy Castle</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Suckers</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Y-cxevaA-38" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:777131 2016-04-28T23:02:00 PJ Harvey - The Hope Six Demolition Project 2016-04-28T22:02:29Z 2016-04-28T22:02:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Let England Shake</em> (2011), o último registo de originais da britânica <a style="color: #999999;" href="http://www.pjharvey.net/">PJ Harvey</a>, já tem, finalmente, sucessor. As onze canções que fazem parte do alinhamento de <span style="color: #ff0000;"><em>The Hope Six Demolition Project</em></span> viram a luz do dia a quinze de abril à boleia da Island Records e marcam o regresso de <span style="color: #ff0000;">PJ Harvey</span> a territórios sonoros mais elétricos, crus e rugosos, um retorno que, quanto a mim, se saúda.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn3.pitchfork.com/news/62592/90b2dea9.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nono disco da carreira de <span style="color: #ff0000;">Pj Harvey</span>, <em><span style="color: #ff0000;">The Hope Six Demolition Project</span></em> não pode ser analisado autonomamente relativamente ao antecessor <em><span style="color: #ff0000;">Let England Shake</span></em>, apesar da inflexão sonora acima referida, mais que não seja pela abordagem política das novas canções desta autora e que se basearam em alguns factos atuais, mas também outros que sucederam há um século, na primeira guerra mundial. O produtor Flood e o realizador Seamus Murphy tiveram uma importante palavra a dizer neste aspecto, com o resultado final a ser um interessante e contemprâneo retrato de uma Inglaterra cada vez mais cosmopolita e que vive atualmente em aparente contradição, já que não renega orgulhosamente só as suas raízes e tradições, ao mesmo tempo que pretende ser um baluarte e referência na integração de diferentes culturas e povos na sua sociedade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Viagens a acampamentos de refugiados e a destinos tão díspares como Afeganistão, Kosovo ou Wasghington, fizeram parte do cardápio que inspirou <em><span style="color: #ff0000;">The Hope Six Demolition Project</span></em>, um álbum que é, claramente, um documentário sobre uma realidade que está na ordem do dia e sobre o qual <span style="color: #ff0000;">PJ Harvey</span> se debruça com particular emoção lirica e um arrojo e uma crueza sonora que já faziam falta no catálogo mais recente da autora. Na verdade, logo na imponência de <em><span style="color: #ff0000;">The Community Of Hope</span></em>, percebemos qual é o edifício sonoro que vai sustentar o disco, um agregado de influências que vão do rock cinematográfico de <em><span style="color: #ff0000;">A Line In The Sand</span></em> ao <em>blues</em> mais cru, exemplarmente expresso na sombria e seca <span style="color: #ff0000;"><em>Chain Of Keys</em></span> e no ritmo de <em><span style="color: #ff0000;">Orange Monkey</span></em>, passando por alguns tiques da <em>folk</em> ancestral, audíveis em <span style="color: #ff0000;"><em>River Anacostia</em></span> e do próprio <em>punk</em> e que a bateria marcial de <em><span style="color: #ff0000;">Ministry of Defense</span></em> amplia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Álbum claramente interventivo, declaradamente político e avassalador no modo como espelha o mundo atual e alguns dos seus maiores flagelos, <em><span style="color: #ff0000;">The Hope Six Demolition Project</span></em> é um documento obrigatório para todos aqueles que apreciam <span style="color: #ff0000;">PJ Harvey</span>, mas também para quem só agora se predispõe a explorar o seu catálogo, não só porque comprova a boa forma de uma artista relevante, mas também porque prova como ela sabe honrar e preservar o seu espólio e acrescentar-lhe novos acertos e estéticas, com uma bitola qualitativa elevadíssima. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1689/26074059320_38f8395388_o.jpg" alt="PJ Harvey - The Hope Six Demolition Project" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. The Community Of Hope</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. The Ministry Of Defence</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. A Line In The Sand</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Chain Of Keys</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. River Anacostia</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Near The Memorials To Vietnam And Lincoln</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. The Orange Monkey</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Medicinals</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. The Ministry Of Social Affairs</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. The Wheel</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Dollar, Dollar</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/qsLqsqbObyg" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A5IKDqSC2lTcDWRqHUDGgwF" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:795186 2016-04-28T22:56:00 Blueberries for Chemical - So Come And Go Let's Go! 2016-04-28T21:57:50Z 2016-04-28T21:58:09Z <p><img src="blob:https%3A//mail.google.com/c39e4bcf-6549-420d-b680-2c8e5bd4e1d8" alt="A mostrar bfc.jpg" /><img src="blob:https%3A//mail.google.com/c39e4bcf-6549-420d-b680-2c8e5bd4e1d8" alt="A mostrar bfc.jpg" /><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-lhr3-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/13043428_947953635303883_6007285588645503222_n.jpg?oh=854f42fa2bbedfbed98cc1b5722c063d&amp;oe=57735662" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com arraiais assentes em Penafiel e formados por Tiago Mota, Marcos Moreira, Filipe Mendes e Miguel Lopes, os <span style="color: #666699;">Blueberries For Chemical</span> andam por cá desde 2013 e já contam com algumas promissoras atuações ao vivo em carteira, que lhes conferem atualmente uma já sólida reputação no cenário musical alternativo local.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como é natural, os <span style="color: #666699;">Blueberries For Chemical</span> pretendem dar-se a conhecer a um número cada vez maior de ouvintes e poderão muito bem consegui-lo à boleia de <em><span style="color: #666699;">So Come And Go Let's Go!</span></em>, uma canção que explora territórios sonoros que olham o sol radioso de frente e enfrentam-no com uma percussão vigorosa e compassada, o baixo e a guitarra sempre no limite do vermelho e com uma intensa vertente experimental, uma composição onde um <em>rock</em> com um espetro que pode ir do <em>punk</em> a territórios mais progressivos é dedilhado e eletrificado com particular mestria. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/260878298&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FRqathCsJu_E%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DRqathCsJu_E&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FRqathCsJu_E%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:794836 2016-04-27T22:03:00 Mumblr - Microwave 2016-04-27T21:03:36Z 2016-04-27T21:03:36Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-lhr3-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xfa1/v/t1.0-9/12565445_622752337862831_2079143340842683197_n.jpg?oh=6216c9b9265fbf1e437fdb0f60154fa4&amp;oe=57BF1939" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois da espetacular estreia nos discos em 2014 com <em>Full Of Snakes</em>, os norte americanos <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, estão de regresso com o sucessor, um trabalho intitulado <span style="color: #ff0000;"><em>The Never Ending Get Down</em></span> e que irá ver a luz do dia a dez de junho através da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> mantêm-se apostados em criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, já que parece ser este o ideário lírico privilegiado das canções e da escrita de Nick Morrisson, que agora também se debruça na temática dos sonhos e das sensações que as recordações dos mesmos provocam. E <span style="color: #ff0000;"><em>Microwave</em></span>, o primeiro <em>single</em> divulgado de <em><span style="color: #ff0000;">The Never Ending Get Down</span></em>, confirma esta direção, que numa simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico, contém aquela sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/259966214&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:794622 2016-04-26T18:23:00 We Are Scientists – Helter Seltzer 2016-04-26T17:31:41Z 2016-04-26T17:31:41Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://wearescientists.com/">We Are Scientists</a> estão de regresso aos discos com <em><span style="color: #99ccff;">Helter Seltzer</span></em>, o quinto registo discográfico desta banda que teve as suas raízes na Califórnia, está atualmente sedeada em Nova Iorque e já leva dezassete anos de carreira, sendo formada atualmente por Keith Murray, Chris Cain e Scott Lamb e um dos nomes fundamentais do <em>pós punk</em> atual.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://digitalspyuk.cdnds.net/12/31/1280x850/gallery_we_are_scientists.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo no trocadilho entre uma conhecida marca de águas internacional e o clássico dos The Beatles <span style="color: #99ccff;"><em>Helter Skelter</em></span> fica expressa a habitual boa disposição de uma banda que muitas vezes parece pedir para não ser levada demasiado a sério, apesar de já amealhar na sua herança alguns pergaminhos sonoros que apesar de inapelavelmente fazerem alas para os <em>jeans</em> coçados escondidos no guarda fatos e as t-shirts coloridas e convidarem a que se ponha o congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque é hora de festa, também são verdadeiros marcos sonoros, já que temas como <span style="color: #99ccff;"><em>Nobody Move, Nobody Get Hurt</em></span> ou <em><span style="color: #99ccff;">The Great Escape</span></em> e <em><span style="color: #99ccff;">Impatience</span></em>, são hinos não só de uma geração mas de todos aqueles que acompanham com particular devoção o universo sonoro dominado pelo rock alternativo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A banda sonora destes <span style="color: #99ccff;">We Are Scientists</span> e de <em><span style="color: #99ccff;">Helter Seltzer</span></em> firma-se, pois, no velhinho <em>rock n'roll</em> feito sem grandes segredos, carregado de decibeis, um <em>rock</em> algo inofensivo e que em canções como <em><span style="color: #99ccff;">Buckle</span> </em>ou a rugosa <span style="color: #99ccff;"><em>Classic Love</em></span> se materializa através da habitual simplicidade melódica do projeto e de um trabalho de produção e mistura que não descura quer as noções de grandiosidade, quer de ruído, além de alguns efeitos imponentes que acabam por adornar e dar mais brilho e cor às composições.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cada uma destas novas dez músicas que os <span style="color: #99ccff;">We Are Scientists</span> propôem reflete, portanto, um sustentado crescimento da banda, ao mesmo tempo que fornecem mais uma coleção de canções que vão cair facilmente no goto de todos aqueles que apreciam quer o género, quer o grupo. O grande segredo dos <span style="color: #99ccff;">We Are Scientists</span> reside exatamente na capacidade que demonstram de se renovarem e exerimentarem coisas novas e, ao mesmo tempo, não quererem complicar, por isso, aproveitem bem o <em>spotify</em> abaixo e se a festa estiver divertida e onde quer que se encontrem, desde que este disco esteja a tocar e a cerveja esteja fresquinha é só avisar-me que se estiver nas redondezas irei ter convosco. Fico à espera de um convite e espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1453/26447067812_c3f681588f_o.jpg" alt="We Are Scientists - Helter Seltzer" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Buckle</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. In My Head</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Too Late</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Hold On</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. We Need A Word</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Want For Nothing</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Classic Love</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Waiting For You</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Headlights</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Forgiveness</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RFCipoFNYmY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A7xT55MGZTxmviwnplHCf9A" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:793797 2016-04-21T12:52:00 Electric Man - Electric Man 2016-04-21T11:52:58Z 2016-04-21T12:17:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Fundador, vocalista e guitarrista dos Gessicatrip, o lisboeta Tito Pires virou agulhas para uma carreira a solo, assinada com o nome<span style="color: #ff0000;"> Electric Man </span>e o seu primeiro disco em nome próprio, um homónimo, viu a luz do dia nos primeiros dias de outubro do ano passado.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xal1/v/t1.0-9/12963564_1670597386537660_2568606295836150435_n.jpg?oh=a5ba61dde351542a5cef520aa6dc9684&amp;oe=57B513A3" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;">Independentemente do estado atual daquele <em>indie rock</em> de cariz mais alternativo e que aposta no revivalismo de outras épocas, nomeadamente os primórdios do <em>punk rock</em> mais sombrio que fez furor nos finais da década de setenta e início da seguinte, com nomes com os Joy Division ou os Cure à cabeça, este género que também deve imenso a nomes como os The White Stripes, The Killers, The Strokes e, principalmente, aos Interpol, também tem seguidores por cá e que aplicam o interesse por esta fusão no seu processo de composição sonora. Este projeto <span style="color: #ff0000;">Electric Man</span> é um nome importante a reter e, logo na estreia, cimenta uma posição de relevo graças a dez canções que, de forma imaculada, nos levam numa viagem alicerçada em sons sintetizados inebriantes, mas também em guitarras angulares, feitas de distorções e aberturas distintas e um baixo cheio daquele <em>groove punk</em>, com Tito Pires a colar todos estes elementos, através da bateria, com uma coerência exemplar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;">O ritmo frenético de canções como <em><span style="color: #ff0000;">Wonder Boy</span></em> ou a épica <em><span style="color: #ff0000;">Star Point</span></em>, são excelentes exemplos do forte sentido de urgência que exala de <em><span style="color: #ff0000;">Electric Man</span></em>, mas também merece dedicação aquela sensualidade algo enigmátiva, mas nada figurativa, do dedilhar da guitarra e do registo vocal de <em><span style="color: #ff0000;">Hot Break</span></em>, assim como a fabulosa <em>cover</em> do clássico <em><span style="color: #ff0000;">Something In The Way</span></em> dos Nirvana, uma canção que na voz de <span style="color: #ff0000;">Electric Man</span> nos obriga a inspirar e a expirar ao ritmo da mesma até ao êxtase final, enquanto nos recorda aquele prazer tantas vezes difícil de descrever que este tema sempre provocou no nosso íntimo. No entanto, o grande destaque do disco vai para <span style="color: #ff0000;"><em>Enemy</em></span>, quase quatro minutos vibrantes e hipnóticos, que assentam num <em>indie rock</em> rugoso mas épico, intenso e visceral, melodicamente bastante sedutor, um psicotrópico mental verdadeiramente eficaz e aditivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;">Sem rodeios, <em><span style="color: #ff0000;">Electric Man</span></em> é <em>indie rock</em> e <em>pós punk</em> sem falsos pressupostos, tem um valor natural e genuíno e não precisa de uma análise demasiado profunda para o percebermos, até porque um dos seus grandes atributos, enquanto disco, é não ser demasiado intrincado ou redundante no que concerne aos arranjos e ao arsenal instrumental de que se serve, algo que só demonstra a relevância do seu autor no universo <em>indie</em> nacional atual, uma prova evidente que <span style="color: #ff0000;">Electric Man</span> se estreia em grande, com contemporaneidade, consistência e excelência. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=578614402/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:789442 2016-04-20T21:36:00 Parquet Courts - Human Performance 2016-04-20T20:36:35Z 2016-04-20T20:36:35Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lançado a oito de abril por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://store.roughtraderecords.com/parquet-courts-human-performance.html">Rough Trade Records</a>, <em><span style="color: #3366ff;">Human Performance</span></em> é o novo registo de originais dos norte americanos <span style="color: #3366ff;">Parquet Courts</span>, uma banda nova iorquina formada pelos guitarristas Andrew Savage e Austin Brown, o baixista Sean Yeaton e o baterista Max Savage e um dos coletivos do universo <em>indie e alternativo</em> mais aclamados da última meia década, muito por culpa de canções que parecem viajar no tempo e que, disco após disco, vão amadurecendo numa simbiose certeira entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock, até se tornarem naquilo que são, peças sonoras que querem brincar com os nossos ouvidos, sujá-los com ruídos intermináveis e assim, proporcionarem uma audição leve e divertida.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.pitchfork.com/news/63339/c475c983.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Abrigados numa filosofia instrumental que nos remete facilmente, por exemplo, para a herança dos The Velvet Underground de John Cale, os <span style="color: #3366ff;">Parquet Courts</span> servem-se de arranjos sujos e guitarras desenfreadas, às vezes com uma forte índole psicadélica. Este detalhe também aproxima o grupo do lado do lado de cá do atlântico, até à herança de nomes como os Television ou os Talking Heads e até os britânicos Wire. Assim, chegam a <em><span style="color: #3366ff;">Human Performance</span></em> na fase mais madura da sua curta, mas já rica, carreira e com vontade de bater ensurdecedoramente às portas de um sucesso que materialize numa superior e merecida exposição a um número cada vez maior de ouvintes, já que este quarteto é, sem sombra de dúvidas, um dos coletivos mais excitantes e inovadores do espetro musical em que se movimenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como não podia deixar de ser e tendo em conta os álbuns anteriores, nomeadamente o fabuloso <em>Sunbathing Animal</em>, trabalho que há dois anos tirou os <span style="color: #3366ff;">Parquet Courts</span> definitivamente das sombras, <span style="color: #3366ff;"><em>Human Performance</em></span> é um disco concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das suas diferentes composições, sempre com o acompanhamento exemplar do baixo, mas é dado, desta vez, um maior relevo à vertente sintética, com <span style="color: #3366ff;"><em>Dust</em></span>, logo na abertura do alinhamento, a cimentar esta nova <em>nuance</em>. Apesar de estar impecavelmente produzido, este é um registo que não deixa de soar a um daqueles trabalhos que parece ter sido gerado por artifícios caseiros de gravação, além de não descurar métricas instrumentais similares e até mesmo temáticas bem relacionadas com o que definiu o <em>rock</em> de finais dos anos setenta, até ao período aúreo do <em>rock</em> alternativo de final do século passado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Savage continua a escrever canções para ouvir a qualquer hora do dia, sem que necessariamente seja preciso uma solução filosófica para desvendar os seus versos e entrega-se de forma mais incisiva à escrita, com temas como <span style="color: #3366ff;"><em>Steady On My Mind</em></span> ou <em><span style="color: #3366ff;">I Was Just Here</span></em> a levarem-nos do tédio à euforia, respetivamente, num ápice, não faltando questões relacionadas com o amor (<span style="color: #3366ff;"><em>Captive Of The Sun</em></span>) e sendo também possível visualizar histórias de vida comuns, através da audição de retratos honestos sobre pessoas, percetível em <em><span style="color: #3366ff;">Two Dead Cops</span></em>, ou sentimentos, bem vincados na ode explosiva de <span style="color: #3366ff;"><em>One Man, No City</em></span>, que é bem capaz de se basear numa Nova Iorque cheia de gente algo inócua, mas que não deixa de ser honesta e de ter o seu encanto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Independentemente de todas as referências nostálgicas e mais contemporâneas que <em><span style="color: #3366ff;">Human Performance</span></em> possa suscitar, este tomo de canções possibilita-nos apreciar uns <span style="color: #3366ff;">Parquet Courts</span> renovados, enérgicos e interventivos, que chegam a 2016 instalados no seu trabalho mais consistente e ousado, uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e <em>singles</em> e passos certos e firmes para um futuro que não deverá descurar um piscar de olhos a ambientes ainda mais experimentalistas, sem colocar em causa esta óbvia e feliz vontade de chegarem a cada vez mais ouvidos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.pitchfork.com/tracks/18162/d5a30e2e.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Dust</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Human Performance</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Outside</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. I Was Just Here</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Paraphrased</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Captive Of The Sun</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Steady On My Mind</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. On Man, No City</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Berlin Got Blurry</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Keep It Even</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Two Dead Cops</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Pathos Prairie</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. It’s Gonna Happen</span></em></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FlRG3R2FmGlY%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DlRG3R2FmGlY&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FlRG3R2FmGlY%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:792925 2016-04-18T18:00:00 Bear Hands – You’ll Pay For This 2016-04-18T17:28:09Z 2016-04-18T17:28:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Brooklyn, Nova Iorque, os <a style="color: #999999;" href="http://bearhandsband.com/">Bear Hands</a> são Dylan Rau, Ted Feldman, Val Loper, TJ Orsche, uma banda norte americana que editou no último dia quinze e à boleia da Spensive Records, <em><span style="color: #99ccff;">You'll Pay For This</span></em>, o terceiro disco de uma carreira já com nove anos e que conseguiu cimentar-se numa posição de particular relevo graças ao excelente <em>Distraction</em>, o antecessor deste novo registo, que há pouco de dois anos chamou imenso a atenção junto da crítica especializada e também desta publicação.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i0.wp.com/cdn.totalcomputersusa.com/managed/uploads/sites/23/2016/04/bear-hands.jpg?resize=640%2C360" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Assim que comecei a escutar este disco achei logo que me soava a algo familiar e que seria um trabalho de fácil assimilação. Mas a verdade é que, poucos instantes depois, percebi que estava na presença de um trabalho influenciado não só pelas habituais camadas sonoras que compôem o <em>rock</em> alternativo, mas também cheio de tiques caraterísticos do <em>pop punk</em>, do <em>eletropop</em> e do<em> rock</em> clássico dos anos oitenta, logo bem presentes nos efeitos, na distorção e no clima soturno e cru de <em><span style="color: #99ccff;">I Won't Pay</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">De facto, neste <span style="color: #99ccff;"><em>You'll Pay For This</em></span> os <span style="color: #99ccff;">Bear Hands</span> demonstram uma interessante maturidade, quer como escritores de canções mas, principalmente, como criadores de melodias. Se o <em>single <span style="color: #99ccff;">2AM</span></em> destaca-se por um clima simultaneamente etéreo e majestoso, ampliado pela imponência vocal de Rau, que depois se vai repetir, mas num registo diferente, no curioso piscar de olhos ao <em>hip hop</em> em<em> <span style="color: #99ccff;">Déjà Vu</span></em>, o grande momento de <em><span style="color: #99ccff;">You'll Pay For This</span></em> acaba por materializar-se na forma como em <em><span style="color: #99ccff;">Like Me Like That</span> </em>esta postura vocal se mistura com um sintetizador que parece ter sido ressuscitado após trinta anos de hibernação, em simbiose com excelentes <em>loops</em> de guitarra e uma distorção rugosa altiva e visceral.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se em apenas um tema do disco é possível aferir todos os melhores atributos que definem a forma atual destes <span style="color: #99ccff;">Bear Hands</span>, além das composições já referidas, não deve passar em claro a luminosidade melódica da intrigante <em><span style="color: #99ccff;">Marathon Man</span></em>, uma canção que assenta numa densa parede melódica claramente progressiva, assim como a otimista e sedutora <em><span style="color: #99ccff;">Purpose Filled Life</span></em>, um festim de cordas e efeitos que vão-se enleando e sobrepondo, encerrando da melhor forma um disco coeso, assente em texturas sonoras intrincadas e inteligentes, diferentes <em>puzzles</em> que dão substância a canções com um ritmo variado e que tanto sabem aquela urgência do <em>rock </em>dos anos oitenta, como às tendências mais atuais do <em>indie rock</em> que, nitidamente, aposta numa mescla de géneros e estilos sem regras ou convenções.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Hoje em dia, com a multiplicidade de propostas que diariamente chegam aos nossos ouvidos, frequentemente instala-se a confusão e são ténues as fronteiras entre aquilo que é <em>indie</em> ou <em>pop</em>, independentemente da fórmula ser eminentemente orgânica ou sintética. O foco acaba por se direcionar, no meu caso concreto, para a qualidade e para a capacidade que, independentemente do balizamento ou da rotulagem que esteja tentado a fazer, alguns discos têm de transmitir sensações, sejam elas rudes, sinceras, emotivas, simples ou intrincadas. Os <span style="color: #99ccff;">Bear Hands</span> são de difícil catalogação, talvez ainda estejam à procura do rumo certo mas, quanto a mim, são bons e serão grandes se optarem sempre por esta miscelânia e heterogeneidade sonora que carateriza <span style="color: #99ccff;"><em>You'll Pay For This</em></span>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1476/26321317206_8a34e1d247_o.jpg" alt="Bear Hands - You&#39;ll Pay For This" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. I Won’t Pay</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. 2AM</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Boss</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Déjà Vu</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Too Young</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. The Shallows</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Like Me Like That</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Chin Ups</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Marathon Man</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Winner’s Circle</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. I See You</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Purpose Filled Life</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VOlcDBXKhSU" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:793270 2016-04-17T21:11:00 Happy Hollows - Way Home 2016-04-17T20:11:25Z 2016-04-17T20:11:25Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-frc1/v/t1.0-9/10410775_10153011313287580_1860783574370175522_n.jpg?oh=73779f89da281ad25c0b80c3cfbb1537&amp;oe=57BEB776" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Produzido por Lewis Pesacov nos estúdios Sunset Sound e masterizado por Mark Chalecki, <em><span style="color: #ffcc00;">Way Home</span></em> é o mais recente tema divulgado pelos <a style="color: #999999;" href="http://www.happyhollows.net/">Happy Hollows</a>, uma banda norte americana oriunda de Los Angeles, na Califórnia e formada por Sarah Negahdari, Charlie Mahoney, Matt Fry e Dan Marcellus.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A banda está prestes a entrar em digressão no próximo mês de maio com os consagrados Lucious e o cariz rugoso e elétrico, mas simultaneamente luminoso e efervescente desta canção bastante festiva, é uma excelente porta de entrada para um grupo que tem em <span style="color: #ffcc00;"><em>Amethyst</em></span> o seu último registo de originais, editado em 2013 e que parece ter finalmente sucessor. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/246332597&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:793580 2016-04-15T21:08:00 Yeasayer - Amen and Goodbye 2016-04-15T20:18:00Z 2016-04-15T20:18:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Desde o notável <em>Fragrant World</em>, disco editado já no longínquo ano de 2012, que os nova iorquinos <span style="color: #99ccff;">Yeasayer</span> se mantinham num silêncio que já começava a preocupar os seguidores deste projeto sonoro verdadeiramente inovador e bastante recomendável. Mas esse compêndio de onze canções, das quais se destacavam composições tão inebriantes como <em>Henrietta</em> ou <em>Longevity</em>, já tem finalmente sucessor, um álbum intitulado <span style="color: #99ccff;"><em>Amen and Goodbye</em></span>, editado a um de abril através da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://mute.com/">Mute</a> e, como logo nos mostrou <span style="color: #99ccff;"><em>I Am Chemistry</em></span>, o primeiro <em>single</em> divulgado das treze composições que constam do seu alinhamento, é um disco que reforça não só o caraterístico romantismo lisérgico do projeto, mas também consolida a veia instável e experimental de uns <span style="color: #99ccff;">Yeasayer</span> cada vez mais apostados em colocar as fichas todas numa <em>pop</em> de forte cariz eletrónico, mas bastante recomendável, principalmente no modo como se mistura com alguns dos aspetos mais relevantes do típico <em>indie rock</em> alternativo.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.thelineofbestfit.com/images/made/images/remote/http_cdn2.thelineofbestfit.com/media/2014/Yeasayer_1024_682.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A exuberância e majestosidade não só do<em> single</em> acima referido, mas também do modo como a guitarra e os sintetizadores se cruzam em <span style="color: #99ccff;"><em>Silly Me</em></span> e em <em><span style="color: #99ccff;">Dead Sea Scrolls</span></em> e, em oposição, o piano de <span style="color: #99ccff;"><em>Uma</em></span> e a tonalidade mais<em> rock</em> e, também por isso, mais nostálgica, reflexiva e introvertida de <em><span style="color: #99ccff;">Cold Night</span></em>, o meu tema preferido do disco, oferecem-nos esta eficaz oscilação e simbiose entre os dois mundos sonoros onde os <span style="color: #99ccff;">Yeasayer</span> se movem, com cada vez maior mestria, criatividade, heterogeneidade, charme e bom gosto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O registo vocal inédito de Chris Keating é já uma imagem de marca deste grupo nova iorquino e neste <em><span style="color: #99ccff;">Amen and Goodbye</span> </em>oferece-nos alguns dos melhores instantes da sua interpretação nos <span style="color: #99ccff;">Yeasayer</span>, não só em <em><span style="color: #99ccff;">I Am Chemistry</span></em>, mas também no ênfase que dá a tons mais agudos em <em><span style="color: #99ccff;">Gerson's Whistle</span></em> e na emoção que transborda em <em><span style="color: #99ccff;">Divine Simulacrum</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Neste <span style="color: #99ccff;"><em>Amen and Goodbye</em></span> fica claro que os <span style="color: #99ccff;">Yeasayer</span> continuam a procurar um cada vez maior ecletismo e a tentar estabelecer um óbvio distanciamento relativamente à receita instrumental de outrora. Mais do que carisma e a explosão de sons, cores e versos marcantes de <em>Odd Blood</em> (2010), por exemplo, a ideia é explorar territórios menos imediatos e emotivamente mais intrincados e abrangentes, até porque estes nova iorquinos já perceberam que as grandes bandas atingem elevados patamares quando não se abrigam permanentemente em fórmulas bem sucedidas, mas procuram reinventar-se e explorar outros campos musicais. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1497/25432781623_b62d8d2e30_o.jpg" alt="Yeasayer - Amen And Goodbye" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Daughters Of Cain</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. I Am Chemistry</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Silly Me</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Half Asleep</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Dead Sea Scrolls</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Prophecy Gun</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Computer Canticle 1</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Divine Simulacrum</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Child Prodigy</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Gerson’s Whistle</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Uma</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Cold Night</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Amen And Goodbye</span></em></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yZhFpgTIDfE" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:792049 2016-04-14T21:07:00 Woods – City Sun Eater In The River Of Light 2016-04-14T20:07:44Z 2016-04-14T20:07:44Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado no passado dia oito de abril através da Woodsist, etiqueta da própria banda,<span style="color: #ff0000;"> C<em>ity Sun Eater In The River Of Light</em></span> é o nono tomo da carreira discográfica dos <span style="color: #ff0000;">Woods</span>, uma banda norte americana oriunda do efervescente bairro de Brooklyn, bem no epicentro da cidade que nunca dorme e liderada pelo carismático cantor e compositor Jeremy Earl.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/02/woods-band-2016.png?w=807" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A carreira dos <span style="color: #ff0000;">Woods</span> impressiona pelo elevado ritmo de criação musical e publicação de discos, sempre com interessante conteúdo e novas <em>nuances</em> relativamente aos trabalhos antecessores, aparentes inflexões sonoras que o grupo vai propondo à medida que publica um novo alinhamento de canções. Mas, na verdade, tais laivos de inedetismo entroncam sempre num fio condutor que tem sido explorado até à exaustão e com particular sentido criativo, abarcando todos os detalhes que o <em>indie rock</em>, na sua vertente mais pura e <em>noise</em> e a <em>folk</em> com um elevado pendor psicadélico permitem. Estes são os grandes pilares que, juntamente com o típico falsete de Jeremy, orientam o som dos <span style="color: #ff0000;">Woods</span> e a grande novidade deste <em><span style="color: #ff0000;">City Sun Eater In The River Of Light</span></em> é a existência de alguns tiques típicos do <em>reggae</em> e do <em>jazz</em> que conferem ao som da banda o tal inedetismo evolutivo e uma ligeireza e positivismo que merecem audição dedicada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo nas guitarras e nos sopros de <span style="color: #ff0000;"><em>Sun City Creeps</em></span> sente-se este clima mais <em>caliente</em> e efusivo, necessariamente experimentalista e, por isso, de certo modo mais intuitivo. O orgão de <em><span style="color: #ff0000;">Can't See At All</span></em> e, nesta composição, o cariz <em>lo fi</em> da mistura da componente instrumental com a voz, assim como o bongo e os sopros de <em><span style="color: #ff0000;">The Take</span> </em>reforçam não só a impressão acima descrita, mas também todo esse charme <em>noise</em> que é tão caraterístico dos <span style="color: #ff0000;">Woods</span> e que se mantém intacto, até porque este novo tomo de canções também vale pela sua heterogeneidade. Todas as canções soam, claramente, ao perfil psicadélico dos autores, cimentado numa carreira de pouco mais de uma década particularmente profícua, mas valorizam-se ainda mais se forem escutadas individualmente, já que cada uma tem aquele aspeto que carimba o seu próprio encanto, dos quais destaco também o cariz algo delirante das cordas de <em><span style="color: #ff0000;">Hollow Home</span> </em>ou o encanto melódico que sobressai na exuberante e majestosa <em><span style="color: #ff0000;">Politics Of Free</span></em>, um das melhores canções do já impressionante catálogo do grupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #ff0000;">Woods</span> são, talvez, uma das bandas mais menosprezadas do cenário <em>indie</em> atual, já que servem de uma receita extremamente assertiva e eficaz, que entre cordas, um baixo vibrante, um belo falsete, uma bateria pujante, arranjos luminosos e simultaneamente <em>lo fi</em> e guitarras experimentais, reluz porque assenta num som leve e cativante e com texturas psicadélicas que, simultanemente, nos alegram e nos conduzem à introspeção. <span style="color: #ff0000;"><em>City Sun Eater River Of Light</em></span> acaba por valer por tudo isto e, principalmente, pelo modo inspirado como nos oferece exemplares sonoros com um sugestivo pendor <em>pop</em> e que melodicamente colam-se com enorme mestria ao nosso ouvido. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1620/25674704994_334d19d755_o.jpg" alt="Woods - City Sun Eater In The River Of Light" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Sun City Creeps</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Creature Comfort</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Morning Light</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Can’t See At All</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Hang It On Your Wall</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. The Take</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. I See In The Dark</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Politics Of Free</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. The Other Side</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Hollow Home</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/241511581&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:792466 2016-04-12T16:24:00 Benjamim - Volkswagen & Doc. Auto Rádio 2016-04-12T15:24:42Z 2016-04-12T15:24:42Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois do Walter Benjamin, o Luis Nunes resolveu ser só <span style="color: #99ccff;">Benjamim</span>, escrever em português, montar arraiais na pacatez de Alvito, deixando Londres para trás e nessa linda vila alentejana montou um estúdio de gravação, por onde têm passado alguns músicos e projetos nacionais que têm merecido amplo destaque por cá, neste espaço de crítica e divulgação sonora.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.artesonora.pt/wp-content/uploads/2016/04/benjamim1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: right;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">(pic Gonçalo Pôla)</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99ccff;">Benjamim</span> também abriu as hostilidades em relação à sua nova carreira a solo e <span style="color: #99ccff;"><em>Auto Rádio</em></span>, um dos melhores discos nacionais de 2015, foi o primeiro passo de um percurso cheio de anseios e expectativas e que até resultou numa espécie de Volta a Portugal, materializada numa sequência de concertos de norte a sul do nosso país, durante trinta e três dias seguidos e que, nas palavras do próprio <span style="color: #99ccff;">Benjamim</span>, foi a digressão mais <em>extensa e intensa</em> que já aconteceu em Portugal, tendo passado por <em>festas populares, associações culturais, festivais, bares, esplanadas, no meio da rua, num castelo, coretos e tabernas</em> onde o músico tocou <em>para todos os tipos de público que se pode encontrar</em>. Gonçalo Pôla, amigo do músico, encarregou-se do registo foto-videográfico desta empreitada e elaborou um <a style="color: #999999;" href="https://opola.exposure.co/benjamimdiariotour">diário de estrada</a>, um documento visual e sonoro precioso, não só para a percepção mais nítida do conteúdo musical e conceptual de<span style="color: #99ccff;"> <em>Auto Rádio</em></span>, mas também como documento de estudo de uma outra realidade muitas vezes ignorada do universo dos concertos no nosso país e de como é possível conceber espectáculos de música nos locais mais inusitados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Agora, na primavera de 2016, este documento visual terá direito a edição na forma de documentário, acompanhado pelo lançamento, em formato <em>single</em>, de <span style="color: #99ccff;"><em>Volkswagen</em></span>, um dos destaques maiores do conteúdo sonoro de <span style="color: #99ccff;"><em>Auto Rádio</em></span> e uma canção que, num abrir e fechar de olhos e do nostálgico ao glorioso, oferece-nos uma espécie de <em>indie-folk-surf-suburbano,</em> feito por um dos mestres nacionais de um estilo sonoro com <em>nuances</em> e características muito particulares. A antestreia deste documentário acontece a 20 de Maio no Cinema Ideal, em Lisboa. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fkta_0_2JZAA%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dkta_0_2JZAA%26feature%3Dyoutu.be&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fkta_0_2JZAA%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F_zoKj16nCR8%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D_zoKj16nCR8%26feature%3Dyoutu.be&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F_zoKj16nCR8%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:779908 2016-04-11T18:51:00 Doug Tuttle – It Calls On Me 2016-04-11T17:58:02Z 2016-04-11T17:58:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Rochester, no estado de New Hampshire, é o refúgio bucólico de <span style="color: #666699;">Doug Tuttle</span>, um extroardinário músico e cantautor norte americano, de regresso aos discos à boleia da <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=7&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwiUgu3jjIfMAhUCsxQKHb_hDewQFggsMAY&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.troubleinmindrecs.com%2Fdoug-tuttle-it-calls-on-me%2F&amp;usg=AFQjCNHOKHijiWYDRIW21JPauJG3nybUZg&amp;sig2=fSIkMd4mIU6ETpos34a1Bg&amp;bvm=bv.119028448,d.bGg">Trouble In Mind Records</a>, com <span style="color: #666699;"><em>It Calls On Me</em></span>, uma deliciosa jornada sonora por algumas das paisagens mais significativas da indie pop contemporânea, abastecida por uma simbiose entre <em>folk</em> e psicadelia ímpar, devido ao modo como este compositor domina a guitarra e através dela plasma sentimentos e sensações ricos e com particular intensidade e emoção.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/81024/DougTuttle-photo-cropped.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Incisivo a expôr os dilemas e as agruras da vida comuns à maioria dos mortais, mas também as alegrias e as recompensas que a existência terrena nos pode proporcionar, <span style="color: #666699;">Doug Tuttle</span> reflete, na sua música, o seu posicionamento relativamente ao mundo em que vive e vivemos, duas realidades diferentes, mas no seu caso paralelas, porque caminham a par e passo, não fosse este músico profundamente autobiográfico e auto reflexivo, servindo-se da música que cria para expiar os seus pecados mas também para comungar com o ouvinte os prazeres que experimenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">É assim a música de <span style="color: #666699;">Doug Tuttle</span>, que em apenas vinte e oito minutos consegue ser rico nas descrições que nos faz, quer da sua existência quer do que observa. A jovialidade <em>pop</em> da guitarra e o <em>fuzz</em> que a complementa, em <em><span style="color: #666699;">A Place For You</span></em>, dá o mote para um alinhamento perfeito para quem procura música que inspire a desafiar o destino e a procurar novos sonhos e anseios que não se quer deixar de experimentar um dia. Depois, o frenesim empolgante de <em><span style="color: #666699;">It Calls On Me</span></em>, o tema homónimo, oferece-nos gratuitamente um exercício de aceitação plena de um estado de consciência sobre uma vida em constante rebuliço, mas constante no modo como lida com os diferentes sentimentos e emoções e assim abre um disco com canções que mostram esse <span style="color: #666699;">Doug Tuttle</span> reflexivo, mas também auto confiante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Quase sem se dar por isso, as canções sucedem-se e se <em><span style="color: #666699;">Make Good Time</span></em> mostra o músico embarcado numa viagem lisérgica, patente na instrumentação e numa letra que rompe com propostas mais intimistas, apresentando-o cada vez menos tímido e mais grandioso, já <em><span style="color: #666699;">These Times</span></em> e <span style="color: #666699;"><em>Painted Eyes </em></span>embarcam-nos numa odisseia rumo aquela América profundo que sente uma constante necessidade de fuga aos padrões sociais e aos cânones pré estabelecidos, mas nem sempre tem o espírito e a ousadia para o conseguir. Uma espécie de exercício auto-crítico e reflexivo que, paralelamente, também nos oferece uma incrível viagem ao <em>rock</em> psicadélico da década de setenta, mantendo-se o derrame de versos extensos e quase descritivos dos habituais acontecimentos quotidianos, sempre com um olhar para o mundo físico e não apenas para uma exposição de emoções intrínsecas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Daí em diante não faltam momentos em que prevalece essa sensação nada abstrata, que mostra um músico que procura sempre deixar o seu ambiente para caminhar pelo mundo real, algo audível nas imensas passagens instrumentais, quase sempre feitas com o simples dedilhar de cordas eletrificadas, plenas de <em>fuzz</em> e distorção, que pintam instantes que podem ser possíveis pontos de reflexão silenciosa, que todos experimentamos diariamente e que nos dizem muitas vezes bastante mais e de modo superiormente sábio, do que conversas de circunstância com quem nos é próximo mas tem apenas um conhecimento circunstancial e superficial do nosso âmago.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #666699;"><em>It Calls On Me</em></span> é um excelente disco, principalmente pelo modo como manifesta instrumentalmente experiências de vida sincera, sendo uma intensa jornada espiritual que merece ser apreciada e saboreada em plenitude, enquanto discute melancolicamente sobre o amor, a saudade e outras futilidades diárias, à sombra de narrativas criadas por um músico que prova ser capaz de observar o tempo passar e de ser capaz de descrever cada mínimo aspecto sobre ele. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1473/24567667119_72926df91b_o.jpg" alt="Doug Tuttle - It Calls On Me" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>01. A Place For You</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>02. It Calls On Me</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>03. Make Good Time</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>04. These Times</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>05. Painted Eye</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>06. Falling To Believe</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>07. On Your Way</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>08. Saturday-Sunday</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>09. Where You Will Go</em></span></p> <p><span style="color: #999999;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/236706093&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:786233 2016-04-10T19:23:00 Ghost King - Bones 2016-04-10T18:24:04Z 2016-04-10T18:27:34Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/bones">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas, está de regresso às edições, em formato digital e cassete, como é habitual, com os <span style="color: #ff6600;">Ghost King</span> de Carter McNeil (voz e guitarra), Lee Hayden (baixo) e Tom D'agustino (bateria), um trio oriundo do Bronx, em Nova Iorque e que se estreia nos lançamentos discográficos com <span style="color: #ff6600;"><em>Bone</em>s</span>, um compêndio de onze canções, gravado em três dias e que viu a luz do dia a vinte e seis de março, podendo ser <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/bones">encomendado</a> a um preço bastante acessível.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://dl.dropboxusercontent.com/u/206440578/GK%20PRESS%20COLORS.JPG" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Colegas de escola, os <span style="color: #ff6600;">Ghost King</span> tocam desde os oito anos de idade e apesar das participações em outros projetos, nunca deixaram de acreditar que seria possível um dia editar música juntos. <em><span style="color: #ff6600;">Bones</span></em> é a materialização bem sucedida de tal desiderato,um compêndio sonoro que logo no baixo vigoroso e na guitarra efusiva de <span style="color: #ff6600;"><em>When The Sky Turns Blue</em></span>, oferece-nos uma excelente demonstração da cumplicidade que une os <span style="color: #ff6600;">Ghost King</span> e que, felizmente, foi utilizada como veículo de manifestação artística, nomeadamente a composição musical.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O clima de <span style="color: #ff6600;">Bones</span> não se cinge, naturalmente, aquilo que nos é dado a contemplar na canção que abre este alinhamento de onze composições. A <em>trip</em> deambulante, com intenso travo <em>surf pop</em>, que exala de <em><span style="color: #ff6600;">Ghost In Love</span></em> e, numa abordagem oposta, o clima mais contemplativo e acústico de <em><span style="color: #ff6600;">Below The Sun</span></em> e <span style="color: #ff6600;"><em>Winter's Air</em></span>, assim como a visceralidade efusiva e imponente de <em><span style="color: #ff6600;">Skeleton Dance</span></em> e toda a miríade de tiques e detalhes do melhor <em>rock</em> alternativo de finais do século passado que transbordam das guitarras e da bateria da camposição homónima, dividida em dois capítulos que não sobrevivem isoladamente, são instantes de <span style="color: #ff6600;"><em>Bones</em></span> que carecem de audição dedicada e que comprovam a elevada mestria e bom gosto dos autores.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Imponente, repleto de instantes sonoros ricos em nuances variadas que do <em>rock</em> de garagem, à psicadelia, passando pelo<em> grunge</em>, misturam solidão, alienação e escuridão, com luz, alegria e conforto, <em><span style="color: #ff6600;">Bones</span></em> reflete, numa curiosa amálgama de sensações, uma visão muito própria e saudavelmente impulsiva e, por isso, necessariamente genuína, do melhor <em>indie rock</em> contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=632947511/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:788505 2016-04-09T15:07:00 Teleman – Brilliant Sanity 2016-04-09T14:14:55Z 2016-04-09T14:14:55Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nascidos das cinzas dos Pete &amp; The Pirates, um quinteto de Reading que editou dois excelentes discos no final da década passada, os britânicos <a style="color: #999999;" href="http://www.telemanmusic.com/">Teleman</a> são o vocalista Tommy Sanders, o seu irmão Johnny (teclados), o baixista Peter Cattermoul e o baterista Hiro Amamiya. Depois de <em>Breakfast</em>, o fantástico disco de estreia desta banda que é já um dos grandes destaques do catálogo da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://moshimoshimusic.com/">Moshi Moshi Records</a>, o quarteto está de regresso com <em><span style="color: #ffff99;">Brilliant Sanity</span></em>, onze excelentes canções, gravadas em Londres com método e enorme profissionalismo, segundo rezam as crónicas e produzidas por Dan Carey.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.londoninstereo.com/lisnew/wp-content/uploads/2014/06/teleman-2.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Da cândura de <em><span style="color: #ffff99;">Glory Hallelujah</span></em> à imponência de <em><span style="color: #ffff99;">Canvas Shoe</span></em>, os <span style="color: #ffff99;">Teleman</span> fazem, no segundo disco do seu cardápio, mais uma súmula interessante e bem idealizada de todo o conteúdo que sustentou a eletrónica nos últimos trinta anos, atráves de canções<em> pop</em> bem estruturadas, devidamente adocicadas com arranjos bem conseguidos e que não dispensam a vertente orgânica conferida pelas cordas e pela percussão, tudo envolto com uma pulsão rítmica que carateriza a personalidade deste quarteto, que criou neste álbum um novo alinhamento consistente e carregado de referências assertivas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O baixo de <em><span style="color: #ffff99;">Düsseldorf</span></em>, o primeiro <em>single</em> divulgado do disco, merece, por si só, a audição deste álbum, com um punhado de outras notáveis canções, que mostram um notável recorte clássico e uma paleta colorida, leve, fresca e animada de paisagens instrumentais e líricas. Delas destaco também a delicadeza de <span style="color: #ffff99;"><em>Superglue</em></span> e o charme único do tema homónimo, além dos arranjos envolventes e sofisticados e da sensibilidade melódica muito aprazível de canções como <span style="color: #ffff99;"><em>Fall In Time</em></span>, ou <span style="color: #ffff99;"><em>Tangerine</em></span>, composições que intercalam uma excelente interpretação vocal de Tommy Sanders com um trabalho instrumental habilidoso da restante banda, repleto de sons modulados e camadas sonoras sintetizadas que conferem à toada geral de <em><span style="color: #ffff99;">Brilliant Sanity</span></em> um clima espectral.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ao segundo registo, os <span style="color: #ffff99;">Teleman</span> oferecem-nos mais um disco que consegue transmitir, com uma precisão notável, sentimentos que frequentemente são um exclusivo dos cantos mais recônditos da nossa alma, através de uma fresca coleção de canções <em>pop</em> que caem muito bem neste início de primavera que teima em manter-se um pouco na penumbra. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1677/25789494132_1b94cd05b0_o.jpg" alt="Teleman - Brilliant Sanity" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Düsseldorf</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Fall In Time</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Glory Hallelujah</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Brilliant Sanity</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Superglue</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Canvas Shoe</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Tangerine</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. English Architecture</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Melrose</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Drop Out</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Devil In My Shoe</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/QN7YA4FO7TY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:792303 2016-04-08T15:07:00 Glass Vaults - Life Is The Show (video) 2016-04-08T14:25:25Z 2016-04-08T14:25:25Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/89026/glass.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://www.glassvaults.com/">Glass Vaults</a> são uma banda oriunda de Wellington, na Nova Zelândia e em cujo regaço melancolia e lisergia caminham lado a lado, duas asas montadas em canções que nos oferecem paisagens multicoloridas de sons e sentimentos, arrepios que nos provocam, muitas vezes, autênticas miragens lisérgicas e hipnóticas, enquanto deambulam pelos nossos ouvidos num frágil balanço entre uma percussão pulsante, uma eletrónica com um vincado sentido cósmico e uma indulgência orgânica que se abastece de guitarras plenas de efeitos texturalmente ricos e a voz de Larsen que, num registo ecoante e esvoaçante, coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta. E tudo isto sente-se com profundo detalhe, numa banda que por vir dos antípodas parece carregar nos seus ombros o peso do mundo inteiro e não se importar nada com isso, algo que nos esclareceu com veemência <em>Sojourn</em>, o longa duração de estreia destes <span style="color: #99ccff;">Glass Vaults</span>, editado à boleia da <a style="color: #999999;" href="http://flyingout.co.nz/products/glass-vaults-sojourn">Flying Out</a> em 2015 e que foi amplamente destacado neste espaço, tendo mesmo figurado numa posição cimeira na lista dos melhores álbuns do ano passado, para <span style="color: #ff6600;">Man On The Moon</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com justificada aceitação por imensa crítica, Sojourn continua a catapultar os <span style="color: #99ccff;">Glass Vaults</span> para as luzes da ribalta, sendo o video do excelente tema <em><span style="color: #99ccff;">Life Is The Show</span></em>, o mais recente passo dado pelo grupo na divulgação do trabalho. Realizado por Ben Bro e produzido pelos próprios <span style="color: #99ccff;">Glass Vaults</span>, este belíssimo filme amplifica exemplarmente as emoções que exalam do sopé desse refúgio bucólico e denso chamado <em><span style="color: #99ccff;">Life Is The Show</span></em>, um tema feito com considerável exuberância de cor e movimento marcial, numa espiral instrumental desmedida e isenta de qualquer pudor e onde certamente os <span style="color: #99ccff;">Glass Vaults</span> se embrenharam, pelo menos na imaginação, para criar quase cinco minutos que impressionam pela orgânica e pelo forte cariz sensorial, agora também visual. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FNGSAcAtgMgY%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DNGSAcAtgMgY%26feature%3Dyoutu.be&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FNGSAcAtgMgY%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:790932 2016-04-07T18:21:00 Cave Story - Garden Exit 2016-04-07T17:24:32Z 2016-04-07T17:24:32Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pedro Zina (baixo), Ricardo Mendes (bateria) e Gonçalo Formiga (guitarra e voz) são os <span style="color: #99ccff;">Cave Story</span>, uma banda nascida nas Caldas da Rainha em 2013 e que deu o pontapé de saída numa carreira promissora com <em>um conjunto de demos que chamou a atenção de vários promotores e festivais nacionais e internacionais como a</em> <em>FatCat Records</em> e o <em>Reverence Valada</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="https://scontent.xx.fbcdn.net/hphotos-xpl1/v/t1.0-9/12524396_955981024500313_5199136398532334405_n.jpg?oh=4bcadd207994d6f7b00a9bfd4bdf76f2&amp;oe=578B7F53" alt="" /></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 8pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">pic by Manuel Simões<img style="float: right;" src="https://fbexternal-a.akamaihd.net/safe_image.php?d=AQD1NSkHOkaeXtUk&amp;w=470&amp;h=246&amp;url=http%3A%2F%2Fpreguicamagazine.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2015%2F01%2FCAVE-STORY_CAPA-2.jpg&amp;cfs=1&amp;upscale=1&amp;sx=0&amp;sy=0&amp;sw=1270&amp;sh=665" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tendo visto a luz do dia no início de 2015, <em>Spider Tracks</em> foi o primeiro EP dos <span style="color: #99ccff;">Cave Story</span>, seis canções gravadas durante um ano e que ganharam vida descritas dentro dos abrangentes limites definidos por um <em>post punk pop</em> experimental, que ainda hoje, tendo em conta o conteúdo de <em><span style="color: #99ccff;">Garden Exit</span></em>, o novo tomo de canções do trio, tipifica o som de um trio que admite estar sempre aberto e pronto para novas sonoridades, mas que confessa sentir-se mais confortável a explorar os recantos mais obscuros de uma relação que se deseja que não seja sempre pacífica entre a mágica tríade instrumental que compôe o arsenal de grande parte dos projetos inseridos nesta miríade sonora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na verdade, este lançamento que antecipa o disco de estreia do grupo, que está já a ser gravado no <em>habitat</em> natural da banda, em plena costa oeste, enquanto também se ocupam noutros projetos paralelos e em trabalhos de produção para outros grupos, contém e perpetua o salutar arrojo de quem olha para a partitura como um tubo de ensaio para a mistura apaixonada de tudo aquilo que é musicalmente viciante e significativo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O procedimento não está guardado num cofre forte cheio de gavetas a transbordar de segredos, já que quer o tema homónimo, quer<em><span style="color: #99ccff;"> Prime Time</span> </em>e <span style="color: #99ccff;"><em>Foreign Faith</em></span> abrigam-se à sombra de um rugoso rigor volumoso de versos sofridos e sons acinzentados, feitos com belíssimos arranjos, assentes num baixo vibrante adornado por uma guitarra jovial e pulsante e com alguns efeitos e detalhes que nos arrastam sem dó nem piedade para um ambiente ora sombrio e nostálgico, ora aquele onde cabem os <em>jeans</em> coçados escondidos no guarda fatos, as <em>t-shirts </em>coloridas e um congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque é hora de festa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em suma, <span style="color: #99ccff;"><em>Garden Exit</em></span> confirma estarmos na presença de mais uma lebre de uma nova geração de bandas nacionais que redescobriu, à chegada do novo século, o velho fulgor anguloso e elétrico do <em>rock’n’roll</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nos próximos meses, os <span style="color: #99ccff;">Cave Story</span> marcarão presença, entre outros festivais e salas de concerto, no Belém Art Fest (Museu de Arqueologia), Festival A Porta (Leiria), Quintanilha Rock (Bragança) e Rodellus (Braga). Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2395960924/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F2bq6pgib7dI%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D2bq6pgib7dI%26feature%3Dyoutu.be&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F2bq6pgib7dI%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:782558 2016-04-05T22:12:00 Scott Orr - Everything 2016-04-05T21:13:20Z 2016-04-05T21:13:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Natural de Hamilton, no Ontário, o canadiano <a style="color: #999999;" href="http://www.othersongsmusic.com/everything">Scott Orr</a> regressou em março último aos lançamentos discográficos com <em>Everything</em>, o quinto registo de originais da sua carreira e, mais uma vez, com a chancela da editora independente <a style="color: #999999;" href="http://shop.othersongsmusic.com/music">Other Songs Music Co.</a>. Gravado num sotão no último meio ano, <em><span style="color: #99ccff;">Everything</span></em> marca o regresso do autor ao seu universo pessoal, através da habitual<em> folk</em> intimista, nostálgica e contemplativa que carateriza o seu catálogo, já que debruça-se sobre o final de um relacionamento que manteve durante dezasseis anos e, de algum modo, exorciza vários fantasmas que assolaram a sua vida pessoal mais recente.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://pbs.twimg.com/profile_images/699447652304420864/8ZeLXhHo.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O modo virtuoso como <span style="color: #99ccff;">Orr</span> consegue expôr-se e colocar-nos na primeira fila do exemplar exercício de catarse que é <em><span style="color: #99ccff;">Everything</span></em>, fica logo plasmado em <em><span style="color: #99ccff;">By The Way</span></em>, canção agridoce que abre com cândura, inspiração e apurada veia criativa um disco que explora a fundo as diversas possibilidades sonoras das cordas, acústicas e delicadamente eletrificadas, fazendo-o com uma tonalidade única e uma capacidade incomum, possível porque este músico é exímio no seu manuseamento e no modo como dele se serve para transmitir sentimentos e emoções com uma crueza e uma profundidade simultaneamente vigorosas e profundas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sempre com a <em>folk</em> na mira, como referi anteriormente, mas com um inconfundível travo <em>pop</em> a incubar da mente incansável de um músico maduro e capaz de nos fazer despertar aquelas recordações que guardamos no canto mais recôndito do nosso íntimo e que em tempos nos proporcionaram momentos reais e concretos de verdadeira e sentida felicidade, ou, no sentido oposto, de angústia e depressão e a necessitarem de urgente exercicío de exorcização para que consigamos seguir em frente, <span style="color: #99ccff;">Orr</span> é capaz de nos colocar a olhar o sol de frente com um enorme sorriso nos lábios, com a àspera<em> <span style="color: #99ccff;">Kids</span></em> ou a delicada <span style="color: #99ccff;"><em>Soulmating</em></span>, mas também desafia o nosso lado mais sombrio e os nossos maiores fantasmas no convite que nos endereça à consciência do estado atual do nosso lado mais carnal em <em><span style="color: #99ccff;">Always Everything</span></em> e no desarme total que torna inerte o lado mais humano do nosso peito na realista e racional <span style="color: #99ccff;"><em>Try to Be Good</em></span>. Mesmo quando <span style="color: #99ccff;">Scott Orr</span> comete o pecado da gula e se liga um pouco mais à corrente em <span style="color: #99ccff;"><em>The Devil</em></span>, fá-lo com um açúcar muito próprio e um pulsar particularmente emotivo e rico em sentimento, não deixando assim, em nenhum instante de <span style="color: #99ccff;"><em>Everything</em></span>, de ser eficaz na materialização concreta de melodias que vivem à sombra de uma herança natural claramente definida e que, na minha opinião, atinge um estado superior de consciência e profundidade nos acordes únicos e lindíssimos da confessional <em><span style="color: #99ccff;">Hundred Thousand Times</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99ccff;"><em>Everything</em></span> é alma e emoção e como documento sonoro ajuda-nos a mapear as nossas memórias e ensina-nos a cruzar os labirintos que sustentam todas as recordações que temos guardadas, para que possamos pegar naquelas que nos fazem bem, sempre que nos apetecer. Basta deixarmo-nos levar pelos ecos vigorosos do falsete do autor, para sermos automaticamente confrontados com a nossa natureza, à boleia de uma sensação curiosa e reconfortante, que transforma-se, em alguns instantes, numa experiência ímpar e de ascenção plena a um estágio superior de letargia. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1457/25722079965_7b459219c3_o.jpg" alt="Scott Orr - Everything" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. By The Way</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. I’ll Do Anything</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Soulmating</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Undeniable</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Still Waiting</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Kids</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. The Devil</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Try To Be Good</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Hundred Thousand Times</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Always Everything</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/249402350&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:790005 2016-04-04T17:25:00 Astronauts - You Can Turn It Off 2016-04-04T16:34:57Z 2016-04-04T16:34:57Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;">Astronauts</span> é um projeto musical encabeçado pelo londrino Dan Carney e que se estreou em pleno 2014 com <em>Hollow Ponds</em>, a extraordinária primeira etapa da nova vida musical de um músico e compositor que fez carreira nos lendários Dark Captain, que se destacaram com o belíssimo <em>Dead Legs &amp; Alibis</em> e que se dedicou a estas dez canções num período particularmente conturbado da sua vida pessoal. <em>Hollow Ponds</em> viu a luz do dia por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.lorecordings.com/release/hollow-ponds/">Lo Recordings</a> e tem já, finalmente, sucessor.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.clashmusic.com/sites/default/files/styles/article_feature/public/field/image/unspecified_32.jpg?itok=R54bhkOo" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;">Astronauts</span> é um nome feliz para um projeto que servindo-se de uma instrumentação orgânica bem real e terrena, ao ser tocada por Dan Carney, parece inspirar-se num universo exterior, sendo possível imaginar o autor a tocar devidamente equipado com um fato hermético que lhe permite transmitir uma simultaneamente implacável e sedutora sensação de introspeção e melancolia mitológica. Tal ficou recentemente muito bem plasmado em <em>Civil Engineer</em>, o primeiro avanço para <span style="color: #666699;"><em>End Codes</em></span>, o tal novo disco de <span style="color: #666699;">Astronauts</span>, que irá ver a luz do dia a seis de maio e a receita repete-se, felizmente, em <em><span style="color: #666699;">You Can Turn It Off</span></em>, o segundo tema retirado de <span style="color: #666699;"><em>End Codes</em></span> e que terá edição no final desta semana, em formato <em>single</em>, composição que tem como <em>lado b</em> uma singular mistura da autoria do aclamado projeto Grasscut.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Canção que se abriga à sombra de uma <em>folk</em> etérea de superior calibre e mais reservada e contida do que o single anterior, <span style="color: #666699;"><em>You Can Turn It Off</em></span> é mais uma excelente rampa de lançamento para acedermos à dimensão superior onde <span style="color: #666699;">Astronauts</span> nos senta, já que o metálico efeito sibilante constante, as cordas que se passeiam exuberantemente em redor da melodia, e um registo vocal em falsete belissimamente acompanhado por coros envolventes, fazem deste tema uma daquelas preciosidades que devemos guardar com carinho num cantinho especial do nosso coração.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Adivinha-se pois mais um disco em que Dan Carney se entregará à introspeção e além de refletir sabiamente sobre o mundo moderno, irá fazê-lo materializando os melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, tornando-nos novamente cúmplices das suas angústias e incertezas, enquanto sobrepõe texturas, sopros e composições contemplativas, que criam uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades e um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/249515022&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:785657 2016-04-01T20:16:00 The Moth And The Flame – Young And Unafraid 2016-04-01T19:31:49Z 2016-04-01T19:35:11Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://themothandtheflamemusic.com/">The Moth &amp; The Flame</a> de Brandon Robbins, Mark Garbett, Michael Goldman e Andrew Tolman são uma das melhores descobertas musicais que fiz nos últimos anos, um grupo que me ficou sempre na retina assim que tive a oportunidade de escutar o disco homónimo de estreia deste grupo norte americano natural de Provo, no Utah e atualmente sedeado em Los Angeles, na Califórnia. Esse é um dos álbuns que mais saiu da estante cá de casa nos últimos anos e que até deu origem a <a style="color: #999999;" href="http://www.youtube.com/watch?v=7urBTwl6AfA&amp;list=PLimTVWd1cGC6eL1VKLmcvjg0QkhE2LUfY&amp;index=4">um</a> dos takes do blogue na Everything Is New TV. Os <span style="color: #666699;">The Moth And The Flame</span> lançaram esse disco homónimo de estreia a 11.11.11. e entretanto já chegou o sucessor, um álbum intitulado <em><span style="color: #666699;">Young And Unafraid</span></em> e que foi concebido pela banda juntamente com os aclamados produtores Peter Katis (Interpol, The National), Tony Hoffer (M83, Beck) e Nate Pyfer (Parlor Hawk, Fictionist).</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://gusto.wp.buffalonews.com/wp-content/uploads/sites/7/2016/02/MothTheFlame.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>Young And Unafraid</em></span> foi precedido de um EP com mais quatro canções, editado em setembro último e cujo conteúdo nos ofereceu, desde logo, algumas luzes sobre o conteúdo sonoro deste sucessor de <em>The Moth And The Flame</em>, que viu a luz do dia através da Elektra Records. Já agora, recordo que há dois anos, em 2013, a banda tinha lançado um outro Ep intitulado simplesmente <em>&amp;</em>, um conjunto de canções editado pela Hidden Records e produzido por Joey Waronker (Beck, Atoms For Peace, R.E.M.).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Neste <span style="color: #666699;"><em>Young and Unafraid</em></span> mantém-se, felizmente, a sonoridade <em>pop</em> atmosférica da estreia, com canções que envolvem o ouvinte em ambientes etéreos, mas com uma sonoridade mais direta e rugosa, como se percebe logo na visceralidade de <em><span style="color: #666699;">Red Flag</span></em> e na imponência de <span style="color: #666699;"><em>Silvertongue</em></span>. O <em>indie rock</em> mantém-se, assim, como elemento ativo de um arquétipo de onde também sobressai uma presença forte da sintetização, com instantes em que os instrumentos clamam pela simplicidade e outros em que a teia sonora se diversifica e se expande para nos arrastar sem dó nem piedade para um ambiente sombrio e nostálgico, com caraterísticas muito próprias. Há, assim, canções extremamente simples e que prezam pelo minimalismo da combinação de apenas quatro instrumentos, enquanto outras soam mais ricas e trabalhadas, que nos fazem descolar um pouco mais de uma zona de conforto sonora e arriscam ambientes épicos e com uma instrumentalização ainda mais diversificada, bem explícita, por exemplo, na matriz sintética de<span style="color: #666699;"><em> Live While I Breathe</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Seja qual for a fórmula aplicada, os <span style="color: #666699;">The Moth And The Flame</span> pegam firmemente no seu som e usam-no como se fosse um pincel para criar obras sonoras carregadas de pequenos mas preciosos detalhes intrigantes, interessantes e exuberantes. Muitas vezes um simples detalhe fornecido por uma corda, uma tecla ou uma batida aguda dão logo uma cor imensa às canções e a própria voz, que recorda imenso o Beck Hansen do período <em>Sea Changes</em>, serve, frequentemente, para transmitir essa ideia de exuberância e sentimento.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Neste tempo em que abundam os <em>downloads</em> rápidos e as embalagens descartáveis é reconfortante ver uma banda tão interessada e orgulhosa da forma como apresenta a sua música, ainda mais quando o essencial (a música) é bastante recomendável! Uma bonita surpresa que regressa novamente e que espero que aprecies devidamente…</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1560/24955768803_cd757b1d37_o.jpg" alt="The Moth And The Flame - Young And Unafraid" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Red Flag</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Young And Unafraid</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Empire And The Sun</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Live While I Breathe</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Wishing Well</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Silvertongue</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Run Anyway</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Sorry</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. 10 Years Alone</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Round</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Life In The Doorway</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. We Are Not Only What We’ve Been Before</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/225261797&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:788982 2016-03-31T22:08:00 Inca Gold – Rewilder 2016-03-31T21:23:35Z 2016-03-31T21:23:35Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Existe mais uma banda a merecer a maior atenção possível de quem aprecia escutar canções que contenham uma abrangência <em>pop</em> bastante atual, que da eletrónica ao <em>rock</em> progressivo, impressione pela forma subtil como, ao criar um ambiente muito próprio e único através da forma como se sustenta instrumentalmente, albergue diferentes géneros sonoros. Chamam-se <a style="color: #999999;" href="http://inca.gold/">Inca Gold</a>, têm Londres como o seu poiso natural e <span style="color: #808000;"><em>Rewilder</em></span> é o nome do disco de estreia, um trabalho disponível na plataforma <a style="color: #999999;" href="http://incagold.bandcamp.com/album/rewilder">bandcamp</a> do grupo, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo, ou de o obteres gratuitamente.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f1.bcbits.com/img/0007054939_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sendo, na sua essência, um álbum mutante, pelo modo como abarca um leque alargado de estilos, <span style="color: #808000;"><em>Rewilder</em></span> cria um universo que até parece algo obscuro, mas essa é uma percepção que se vai transformando à medida que avançamos na sua audição, que surpreende a cada instante. Logo no início, os sintetizadores e o falsete impecável de <span style="color: #808000;"><em>Desert Rats</em></span>, assim como o <em>groove</em> do baixo e da bateria e os efeitos radiososos e a melodia intensa, abrem-nos portas para um alinhamento de canções que não deixa ninguém indiferente. Logo de seguida, o ritmo e os efeitos da pulsante<em> <span style="color: #808000;">Dark Skies</span></em> firmam a primeira impressão positiva e consubstanciam uma verdadeira entrada a matar num registo de forte pendor hipnótico, ora catártico devido à batida, ora em busca de uma psicadelia que, muitas vezes, só um baixo picado a lançar-se sobre o avanço infatigável de todo o corpo eletrónico que sustenta as canções e que também usa a voz como camada sonora, consegue proporcionar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A partir daí, no <em>groove</em> sedutor da tonalidade étnica de <em><span style="color: #808000;">Hollow Shade</span></em> e <em><span style="color: #808000;">Pillars</span></em> e na linha rugosa mas surpreendentemente delicada da guitarra que conduz <span style="color: #808000;"><em>Flutar</em></span>, assim como no experimentalismo algo jazzístico de <em><span style="color: #808000;">Ascend</span></em>, canção que nos arrasta para um oasis de melancolia fortemente contemplativo e sugestivo e no curioso torpor rítmico e solarengo da frenética e exuberante <em><span style="color: #808000;">Hologram</span></em>, assistimos, consumidos e absortos, a uma verdadeira revisão histórica da <em>pop</em> dos últimos vinte anos, uma revisão eufórica que, no geral, está envolvida por um toque de lustro livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #808000;"><em>Rewilder</em></span> é um compêndio de canções que, no seu todo, contém uma atmosfera densa e pastosa, mas libertadora e esotérica. Baseado no <em>indie rock</em>, mas misturado com tiques da eletrónica, <em>hip hop</em>, <em>dubstep</em> e <em>reggae</em> e o que mais apetecer a quem agora se dedica a esta mistura de sonoridades do passado com as ilimitadas possibilidades técnicas que o desenvolvimento tecnológico proporciona e disponibiliza aos produtores e compositores, a<span style="line-height: 1.3;">caba por ser um disco muito experimentalista naquilo que o experimentalismo tem por génese: a mistura de coisas existentes, para a descoberta de outras novas. Mas tem também uma estrutura sólida e uma harmonia constante. É estranho mas pode também não o ser. É a música no seu melhor. Espero que aprecies a sugestão...</span></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Inca Gold - Rewilder" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/25915071492/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1525/25915071492_6cf88aaa63_o.jpg" alt="Inca Gold - Rewilder" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Desert Rats</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Dark Skies</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Hollow Shade</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Flutar</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Pillars</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Ascend</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Hologram</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Energise</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Farewell</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=283580546/size=large/bgcol=333333/linkcol=ffffff/tracklist=false/artwork=small/track=3388057412/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p>