urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2017-02-20T16:17:38Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:845241 2017-02-20T16:07:00 Dutch Uncles – Big Balloon 2017-02-20T16:17:38Z 2017-02-20T16:17:38Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Cerca de dois anos após o excelente <em>O Shudder</em>, os britânicos <a style="color: #999999;" href="http://dutchuncles.co.uk/">Dutch Uncles</a> estão de regresso aos discos com <em><span style="color: #ff0000;">Big Balloon</span></em> e novamente sob a chancela da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://www.memphis-industries.com/release/o-shudder/">Memphis Industries</a>, Falo de um registo discográfico intenso, charmoso e e efusivo, incubado por este quarteto sedeado em Marple e atualmente formado por Duncan Wallis, Andy Proudfoot, Robin Richards e Peter Broadhead e que é já o quinto álbum da carreira de um projeto que deu o ponto de partida em 2009 com um homónimo editado pela Tapete Records e que com <em>Cadenza</em> e <em>Out Of Touch In The Wild</em>, conseguiu começar a ser olhado pela crítica com particular devoção, sendo ainda hoje um dos melhores segredos do universo sonoro i<em>ndie</em> e alternativo.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.oxfordpromoters.com/wp-content/uploads/2017/01/Dutch-uncles-blog.jpg" alt="Resultado de imagem para dutch uncles 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ainda mais inebriantes, musculados e seguros do que aquilo que mostraram em <em>O Shudder</em>, neste <span style="color: #ff0000;"><em>Big Balloon</em></span> os <span style="color: #ff0000;">Dutch Uncles</span> mostram porque chegaram a um ponto da carreira em que não era mais possível abrigarem-se apenas à sombra de uma certa penumbra e de um limitado nicho de fiéis seguidores. Aceitaram essa fatalidade sem receios e arregaçaram as mangas de modo a compôr canções que pudessem, com mérito próprio, extravasar as anteriores fronteiras e assim atingirem, finalmente, uma projeção superior e universal. Logo na guitarra serpenteante que conduz o tema homónimo essa permissa fica expressa de modo indelével e com o fulgor<em> pop</em> oitocentista de <em><span style="color: #ff0000;">Baskin'</span></em> é<em> </em>ainda mais vincada, com o disco a não defraudar, logo à partida, quem, como eu, estava à espera de uma proposta sonora ambiciosa e sofisticada, criada por uns <span style="color: #ff0000;">Dutch Uncles</span> que sempre souberam provar conhecer os melhores atalhos para aprimorar uma queda acentuada para a vertente experimental, mas sem descurar a oferta de canções acessíveis à maioria dos ouvidos, com o período aúreo da <em>pop</em> europeia de final do século passado em ponto de mira.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O piano de <em><span style="color: #ff0000;">Combo Box</span></em> acaba por ser mais uma acha preciosa para a fogueira de esplendor e sofisticação que define a filosofia sonora dos <span style="color: #ff0000;">Dutch Uncles</span>, assim como o efeito sintetizado de <em><span style="color: #ff0000;">Hiccup</span> </em>ou a linha melódica que introduz a epicidade visceral de <em><span style="color: #ff0000;">Streetlight</span></em>, três dos melhores momentos de <span style="color: #ff0000;"><em>Big Balloon</em></span> e que comprovam que nem só das cordas vive este quarteto, mas também das teclas que, quer num campo orgânico ou com um perfil mais sintético, são também um ingrediente primordial para o grupo. Já em <em><span style="color: #ff0000;">Oh Yeah</span></em>, se o sintetizador também assume a batuta, a bateria chama para si os holofotes no modo como define o andamento da canção e a alma e a alegria que dela transborda. Depois, em <span style="color: #ff0000;"><em>Sink</em></span>, apesar da distorção da guitarra ser esplendorosa, a bateria ganha de novo relevo pelo modo como se abriga claramente na herança da <em>synthpop </em>típica dos anos oitenta, que, como se percebe, e já referi, está fortemente representada na vertente instrumental, mas também no próprio clima vocal. O registo vocal em falsete de Duncan, algo emotivo,que ajuda à aproximação entre a banda e o ouvinte, ao mesmo tempo que confere a densidade correta às letras, ajudando a que o conjunto final de muitas canções tenha vida e um pulsar que não nos passa despercebido, vai de encontro à habitual<em> </em>estética dos <span style="color: #ff0000;">Dutch Uncles</span> que têm abraçado, também através da voz, a simbiose entre<em> pop</em> <em>vintage</em> e contemporânea e ajudado imenso ao seu enriquecimento, pelo modo inédito como olham para o passado sem se deixarem seduzir demasiado por ele.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Disco com uma sonoridade muito particular e com um balanço temporal equilibrado que apresenta uma mescla de referências que ganham vida de mãos dadas com a ponte entre o presente e o passado, quer pelo modo curioso como a voz é reproduzida, mas também pela disposição das cordas e das teclas nas melodias e o uso do <em>reverb</em>, <em><span style="color: #ff0000;">Big Balloon</span></em> abre-se de par em par como uma enorme janela de luz, cimentando a firmeza sonora identitária dos <span style="color: #ff0000;">Dutch Uncles</span>, que atingem com estas dez canções o momento mais alto da sua já respeitável carreira. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/338/32763462082_f9e623679c_o.jpg" alt="Dutch Uncles - Big Balloon" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">01. Big Balloon</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">02. Baskin’</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">03. Combo Box</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">04. Same Plane Dream</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">05. Achameleon</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">06. Hiccup</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">07. Streetlight</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">08. Oh Yeah</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">09. Sink</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">10. Overton</span></em></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/n_TQwB4f6Hk" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:844397 2017-02-17T11:21:00 Vaarwell - You 2017-02-17T11:43:47Z 2017-02-17T11:43:47Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://madeinportugalmusica.pt/wp-content/uploads/2015/09/Vaarwell-1265x700.jpg" alt="Imagem relacionada" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">É já no próximo mês de março que os <a class="profileLink" style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/vaarwell/">Vaarwell</a> de Margarida Falcão, Ricardo Correia e Luis Monteiro, editam <em><span style="color: #666699;">Homebound 456</span></em>, um lindíssimo trabalho que será o longa duração de estreia de um projeto de indie pop nascido em Lisboa em finais de 2014 e que lançou, em Maio de 2015, <span style="color: #666699;"><em>Love and Forgiveness</em></span>, o EP de estreia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Já chegou à nossa redação este <em><span style="color: #666699;">Homebound 456</span></em>, um alinhamento de doze canções gravadas por Joaquim Monte no Namouche Estúdio, misturadas e co-produzidas por Paulo Mouta Pereira e masterizadas por Miguel Pinheiro Marques (SDB Mastering). Para além dos Vaarwell, o disco conta ainda com a participação de Tomás Borralho (Anthony Left) e Diogo Teixeira de Abreu (Lotus Fever) nas baterias, Paulo Mouta Pereira (David Fonseca) no piano e Bernardo Afonso (Lotus Fever) nas teclas. O design foi da responsabilidade d​e​ Manuela Abreu Peixoto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O álbum será apresentado ao vivo no pequeno auditório do Centro Cultural de Belém no dia 16 de Março e no Salao Brazil, em Coimbra e <em><span style="color: #666699;">You</span></em> é o primeiro <em>single</em> divulgado do disco, um doce e reconfortante tratado sonoro já com direito a um vídeo realizado por Rui Vieira e produzido por João Abreu e Ricardo Miranda. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FbOl-f7-BhDA%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DbOl-f7-BhDA&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FbOl-f7-BhDA%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:844154 2017-02-15T21:09:00 Thievery Corporation – The Temple Of I And I 2017-02-15T21:16:32Z 2017-02-15T21:16:32Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Sem um daqueles sucessos radiofónicos que catapultam um projeto para o éden durante um longo período de tempo, sem uma portentosa máquina de marketing por trás, vídeos com milhões de visualizações ou uma editora internacional nos seus créditos, os <a style="color: #999999;" href="http://www.thieverycorporation.com/main.php">Thievery Corporation</a> continuam, quase duas décadas após a estreia, a ser um dos nomes mais consensuais e influentes da chamada música de fusão, tendo uma base de seguidores fiel e numerosa em todo o mundo, a sua própria editora, a ESL Music Label, assento destacado em cartazes de alguns dos mais relevantes festivais de música e, mais importante que tudo isso, uma carreira recheada de extraordinários momentos sonoros. Assim, em 2017 os <span style="color: #ffcc00;">Thievery Corporation</span> chegam ao seu oitavo disco de originais e embarcam em mais uma digressão que passa hoje por Portugal e que será certamente recheada de excelentes concertos, assentes não só neste novo disco, mas num extenso e eclético catálogo capaz de agradar a todos aqueles que se predisponham a dançar ao som desta dupla de Washington, formada por Rob Garza e Eric Hilton.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.kaserne-basel.ch/dropbox/web3_thieverycorporation.png?format=jpg&amp;width=1120" alt="Resultado de imagem para thievery corporation 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Se em 2014 os <span style="color: #ffcc00;">Thievery Corporation</span> olharam profundamente para o Brasil no disco <em>Saudade</em>, agora em <em><span style="color: #ffcc00;">The Temple Of I And I</span></em>, é a Jamaica que os seduz, com as quinze canções do registo a captarem muita da essência mítica e do poder da música deste arquipélago caribenho, resultado de uma prolongada estadia da dupla em 2015 numa das suas principais cidades, Port Antonio. Repleto de participações especiais das quais se destacam, por exemplo, os <em>rappers</em> Zee e Notch ou a norte americana Lou Lou Ghelichkhani, acaba por ser à boleia da jamaicana Raquel Jones, quer na contagiante <span style="color: #ffcc00;"><em>Letter To The Editor</em></span>, quer na interventiva <em><span style="color: #ffcc00;">Road Block</span></em>, que melhor é absorvida e explanada toda a influência e exotismo deste pedaço de mundo onde nasceu, como todos sabemos, o<em> reggae</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Estando, portanto, toda a herança sonora da Jamaica em ponto de mira para os <span style="color: #ffcc00;">Thievery Corporation</span> neste <em><span style="color: #ffcc00;">The Temple Of I And I</span></em>, esse mesmo<em> reggae</em> firma-se, naturalmente, como o grande suporte estilístico da sonoridade do seu alinhamento, com o <em>dubb</em>, o <em>jazz</em>, o <em>rap</em> e a eletrónica e fornecerem a base para arranjos, batidas, efeitos e até trechos melódicos, destacando-se, como grandes instantes do disco, o excelente baixo que conduz <em><span style="color: #ffcc00;">Strike The Root</span></em> e <em><span style="color: #ffcc00;">True Sons Of Zion</span></em>, a cadência algo inebriante e hipnótica do instrumental <em><span style="color: #ffcc00;">Let The Chalize Blaze</span></em> e também do tema homónimo e as batidas de <em><span style="color: #ffcc00;">Babylon Falling</span></em>. O objetivo primordial é que se mantém o de sempre; Fazer o ouvinte dançar mas também refletir sobre vários aspetos da vida contemporânea. nomeadamente os de cariz eminentemente político.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Já não restam dúvidas que Garza e Hilton apreciam imenso ir ao génese de alguns dos movimentos musicais essenciais da dita música do mundo, num disco onde, de acordo com os próprios, os <span style="color: #ffcc00;">Thievery Corporation</span> dão vida à v<em>ocalização melancólica, quente e cheia de alma</em> que faz parte da essência do <em>reggae</em> e completam um círculo onde, depois de deambularem pela música eletrónica e, no exato momento anterior a este registo, pela <em>bossa nova</em>, viajaram agora para algo ainda eminentemente orgânico, construindo mais um tronco do túnel do tempo musical que é a sua discografia, antes de passarem ao próximo capítulo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/690/32630331302_0c287b724b_o.jpg" alt="Thievery Corporation - The Temple Of I And I" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>01. Thief Rockers (Feat. Zee)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>02. Letter To The Editor (Feat. Racquel Jones)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>03. Strike The Root (Feat. Notch)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>04. Ghetto Matrix (Feat. Mr. Lif)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>05. True Sons of Zion (Feat. Notch)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>06. The Temple of I And I</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>07. Time + Space (Feat. Lou Lou Ghelichkhani)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>08. Love Has No Heart (Feat. Shana Halligan)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>09. Lose To Find (Feat. Elin Melgarejo)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>10. Let The Chalice Blaze</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>11. Weapons Of Distraction (Feat. Notch)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>12. Road Block (Feat. Raquel Jones)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>13. Fight To Survive (Feat. Mr. Lif)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>14. Babylon Falling (Feat. Puma)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>15. Drop Your Guns (Feat. Notch)</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-_3zkDe0fgg" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:844934 2017-02-13T18:32:00 Generationals – Keep It Low 2017-02-13T18:32:37Z 2017-02-13T18:35:24Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/456/31994724493_704a0be7b0_o.jpg" alt="Generationals - Keep It Low" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Aproximadamente dois anos após o excelente álbum <em>Alix</em>, a dupla norte americana <span style="color: #ff0000;">Generationals</span>, de Louisiana, está de regresso com uma nova canção intitulada <em><span style="color: #ff0000;">Keep It Low</span></em>, um tratado de <em>indie rock</em> repleto de <em>fuzz</em> e incisivo e feliz no modo como nos faz dançar e despertar em nós aquela alegria e boa disposição que muitas vezes buscamos na música e raramente encontramos com este acerto criativo. Desconhece-se, para já, se esta composição irá fazer parte de um novo registo de originais do projeto. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/E9MVd7a-VkQ" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:843534 2017-02-10T17:50:00 STRFKR – Being No One, Going Nowhere 2017-02-10T18:06:14Z 2017-02-10T18:06:14Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois do fabuloso <em>Miracle Mile</em> (2013), os norte americanos <span style="color: #3366ff;">STRFKR</span> regressaram aos discos no ocaso de 2016, novamente à boleia da Polyvinyl Records, com <em><span style="color: #3366ff;">Being No One, Going Nowhere</span></em>, o quarto e novo compêndio de canções deste magnífico grupo oriundo de Portland, no Oregon e formado por Josh Hodges, Keil Corcoran, Shawn Glassford e Patrick Morris.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/2/1459/24616831424_eb5af67ffc_z.jpg" alt="Resultado de imagem para strfkr 2016" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com <span style="color: #3366ff;"><em>Interspace</em></span> a dividir o alinhamento do disco em dois momentos distintos, <em><span style="color: #3366ff;">Being No One, Going Nowhere</span></em> foi produzido pelo próprio Josh hodges, o carismático líder do grupo e configura numa espécie de álbum concetual que, lirica e sentimentalmente, se debruça sobre os dois aspetos temáticos que trilham o seu título. Assim, se as primeiras cinco canções se debruçam, basicamente, sobre a perca e a deriva quando se vive uma vida inócua e sem objetivos, a partir de <span style="color: #3366ff;"><em>In The End</em></span> os <span style="color: #3366ff;">STRFKR</span> procuram dar pistas e traçar um roteiro para uma vida mais feliz, apontando algumas consequências nefastas no <em>eu</em> de cada ouvinte caso a teimosia ou a cobardia continuem a vencer os conflitos interiores. Esta <em><span style="color: #3366ff;">In The End</span></em> é mesmo uma canção essencial para o entendimento cabal deste ideário, porque nela Hodges expôe com brilhantismo tudo aquilo que sentiu quando se isolou para compôr o disco (<em>Stranger light; on the highway; golden; hours; hover and retreat. She said I want someone I can grow into).</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A pop sintética dos anos oitenta do século passado e alguns dos detalhes mais relevantes da eletrónica de igual período, marcam musicalmente este disco coeso, com instantes mais animados e divertidos e outros onde a melancolia impera. Impregnado, como é natural tendo em conta a filosofia do seu alinhamento, com letras de forte cariz introspetivo, tem um resultado final algo hipnótico, muito também por causa do realismo da atmosfera que se cria, apesar dos filmes de ficção e o espaço aparecerem, constantemente, no perfil estilístico do trabalho, começando, desde logo, pelo <em>artwork</em> do mesmo. Assim, de <span style="color: #3366ff;"><em>Being No One, Going Nowhere</em></span> importa apreciar cuidadosamente a forte cadência do baixo que conduz<em><span style="color: #3366ff;"> Satellite</span></em>, o cariz acessível, <em>pop</em> e radiante do <em>single <span style="color: #3366ff;">Never Ever</span></em>, um tema que fica marcado na mente com enorme fluidez e a <em>new wave</em> de forte intensidade e que num misto de nostalgia e contemporaneidade baliza <em><span style="color: #3366ff;">Something Ain't Right</span></em>, uma das melhores canções do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Tratado musical leve e cuidado e que encanta, ao mesmo tempo que abarca um conteúdo grandioso e repleto de experimentações que interagem com a pop convencional, <em><span style="color: #3366ff;">Being no One, Going Nowhere</span></em> transporta-nos para uma dimensão paralela, onde realidade e ficção em vez de se confundirem estabelecem pontos de contacto e justificam-se mutuamente, no fundo, tal como acontece com alguns dos clássicos cinematográficos de ficção científica que são profundamente impressivos no modo como plasmam, metaforicamente, eventos e situações que inundam o nosso quotidiano. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><a style="color: #999999;" title="STRFKR - Being No One, Going Nowhere" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/32764307735/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/772/32764307735_500ae7c267_o.jpg" alt="STRFKR - Being No One, Going Nowhere" width="400" height="400" /></a></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>01. Tape Machine</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>02. Satellite</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>03. Never Ever</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>04. Something Ain’t Right</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>05. Open Your Eyes</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>06. Interspace</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>07. In The End</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>08. Maps</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>09. When I’m With You</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>10. Dark Days</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 14pt;"><em>11. Being No One, Going Nowhere</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/mkeOoWquAqk" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2322035031/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:841739 2017-02-08T18:16:00 Porcelain Raft – Microclimate 2017-02-08T18:36:00Z 2017-02-08T18:38:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Depois de<em> Strange Weekend</em> (2012) e <em>Permanent Signal</em> (2013), Remiddi, um italiano nascido em 1972 e a viver em Nova Iorque, está de regresso com o seu projeto <span style="color: #ffff00;">Porcelain Raft</span>, fazendo-o à boleia de <em><span style="color: #ffff00;">Microclimate</span></em>, doze canções gravadas pelo músico em los Angeles, cidade californiana onde também foram misturadas por Chris Coady, tendo sido masterizadas já na costa leste por Heba Kaby.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://media.npr.org/assets/img/2017/01/25/porcelainraft_wide-724b3f14eed0fab4ca9e11a4f7630d0f0c2d6198.jpg?s=1400" alt="Resultado de imagem para porcelain raft remiddi 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Remiddi é, claramente, um caso especial no universo sonoro <em>indie</em> e alternativo, pois pertence a uma geração que sempre se colou a uma sonoridade mais <em>rock</em> ou, pelo menos, algo distante do som típico deste projeto que batizou de<span style="color: #ffff00;"> <strong>Porcelain Raft</strong>.</span> Depois do inebriante EP de estreia, <em>Curve</em>, de 2010, e principalmente do EP seguinte, <em>Gone Blind</em>, de 2011, este projeto foi ganhando respeito no seio da crítica devido às colagens eletrónicas, as vozes enigmáticas e o clima soturno das suas composições, com os dois discos anteriores a este <em><span style="color: #ffff00;">Microclimate</span></em> não só a confirmarem as enormes expetativas de elevada bitola qualitativa do projeto, mas também a alargarem a amplitude e a abrangência sonora do mesmo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Assim, e porque o cardápio sonoro de<span style="color: #ffff00;"> Porcelain Raft</span> é cada vez mais heterógeneo e abrangente convém, antes de colocar um olhar e um ouvido clínicos em <em><span style="color: #ffff00;">Microclimate</span></em>, fazer uma espécie de exercício de auto contextualização e definir sobre que prisma queremos interpretar estas doze canções. Perceber a forma como cada um de nós observa a música pode ser um exercício interessante. Para alguns apenas importa a sonoridade, para outros o importante são as letras e ainda há aqueles que deliram com pequenos pormenores instrumentais. Há ainda quem procure a expressão de sentimentos, se a música te faz deprimir, rir, saltar ou dançar. Se juntarmos a isso o que está na moda, aquilo que são as tendências, tudo se baralha ainda mais. Depende de tudo, como é óbvio. <span style="color: #ffff00;">Porcelain Raft</span> está também condicionado, como não podia deixar de ser, por esta visão caleidoscópica da música e acaba por nos contagiar também com tal abrangência.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Portanto, em <span style="color: #ffff00;"><em>Microclimate</em></span>, a primeira pedra do edifício que <span style="color: #ffff00;">Porcelain Raft</span> escolheu para sustentar a sua música é aquela <em>dream pop</em> muito colorida e reluzente, ora mais tímida ora mais extrovertida, com as batidas e o clima de <em><span style="color: #ffff00;">Kookaburra</span></em> e <span style="color: #ffff00;"><em>Distant Shore</em></span>, por exemplo, a colocarem os anos oitenta em ponto de mira e com <em><span style="color: #ffff00;">Rising</span></em> a perpetuar este olhar de um modo mais introvertido e sentimental. E depois, porque esse também é um aspeto primordial da sua filosofia melódica e interpretativa, deu elevado relevo à sua voz andrógena, que ajuda imenso a que tudo soe mágico e intenso em temros de nitidez no modo com expressa as sensações que a sua escrita pretende transmitir. Em <em><span style="color: #ffff00;">Big Sur</span></em>, canção inspirada numa localidade com o mesmo nome da Califórnia que Remiddi visitou e que o inspirou para este disco, é exemplar o modo como ele implora a uma terceira pessoa que regresse do casulo onde vive e o acompanhe vida fora e no mundo real, porque tudo irá ficar bem de novo (<em>before you know it, all the answers are on the way</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ffff00;"><em>Microclimate</em></span> é o termo científico utilizado para designar uma área relativamente pequena cujas condições atmosféricas diferem da zona exterior e que surgem porque há barreiras geomorfológicas ou elementos naturais que confinam tal espaço. Remiddi terá escolhido este título para o seu terceiro álbum porque quer que cada uma das canções do seu alinhamento tenha uma identidade própria e única e que cada uma delas nos transporte para um universo psicossomático diferente e inédito. Missão cumprida. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/429/31806036764_60a5e782db_o.jpg" alt="Porcelain Raft - Microclimate" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. The Earth Before Us</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Distant Shore</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Big Sur</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Rolling Over</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Rising</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Kookaburra</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. The Greatest View</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Bring Me To The River</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Accelerating Curve</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. The Poets Were Right</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. Zero Frame Per Second</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">12. Inside The White Whale</span></em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/291225576&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:842764 2017-02-08T09:52:00 Trêsporcento - O Sonho 2017-02-08T10:22:37Z 2017-02-08T10:22:37Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://musicfest.pt/wp-content/uploads/2017/02/tresporcento.jpg" alt="Resultado de imagem para trêsporcento 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Quase cinco anos depois do excelente <em>Quadro</em>, os lisboetas <a style="color: #999999;" href="http://tresporcento.pt/">Trêsporcento</a>, deTiago Esteves (voz e guitarra), Lourenço Cordeiro (guitarra), Salvador Carvalho (baixo), Pedro Pedro (guitarrista) e António Moura (baterista), parecem apostados em fazer de 2017 mais um ano memorável na já respeitável carreira de um dos projetos essenciais do universo <em>indie</em> sonoro nacional. Para isso contam com <span style="color: #3366ff;"><em>Território Desconhecido</em></span>, o próximo álbum do grupo, que irá ver a luz do dia a sete de abril próximo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Gravado desde Junho passado até há poucas semanas, misturado por Carlos Jorge Vales e masterizado por Miguel Pinheiro Marques, <span style="color: #3366ff;"><em>Território Desconhecido</em> </span>conta com a participação especial de Flak (Rádio Macau, Micro Audio Waves), que produziu e gravou o disco no Estúdio do Olival, à excepção das baterias que foram captadas por Manuel San Payo. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #3366ff;"><em>O Sonho</em></span> é o primeiro <em>single</em> retirado de <span style="color: #3366ff;"><em>Território Desconhecido</em></span> e nele a ideia de maturidade é a que salta mais à vista quando apreciamos a atualidade de uma canção que nos mostra os <span style="color: #3366ff;">Trêsporcento</span> fiéis a si próprios e a trilharem de modo cada vez mais assertivo e criativo o percurso sonoro que sempre os norteou, assente numa <em>indie pop</em> aberta e luminosa e sempre cantada em português. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/track=4148754403/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:840730 2017-02-06T18:53:00 Mariano Marovatto - Lá Cima Ao Castelo. 2017-02-06T18:53:40Z 2017-02-06T18:53:40Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.ofado.pt/wp-content/uploads/2016/11/Salvagem-Portugal-3-Anastasia-Lukovnikova.jpg" alt="Resultado de imagem para Mariano Marovatto lá cima ao castelo" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Brasileiro de nascimento, tendo isso sucedido a um de abril de 1982, no Rio de Janeiro, mas a residir atualmente em Lisboa, o escritor, cantor e compositor luso-brasileiro <span style="color: #666699;">Mariano Marovatto</span> começa a ganhar notoriedade devido ao seu trabalho artístico e nos dois lados do atlântico. E a música é, sem dúvida, a sua forma de expressão artística predileta, tendo como mais recente materialização um álbum intitulado <span style="color: #666699;"><em>Selvagem</em></span>, que chegou aos escaparates há poucos dias e que encontra muita da sua génese na aldeia de Monsanto, como se percebe em <span style="color: #666699;"><em>Lá Cima Ao Castelo</em></span>, o <em>single</em> já retirado do alinhamento.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Originalmente título de uma moda cantada durante a Festa do Castelo que ocorre anualmente na primeira semana de maio em Monsanto, aldeia de Castelo Branco, <em><span style="color: #666699;">Lá Cima Ao Castelo</span></em>, sobre o olhar de Marovatto, é uma lindíssima canção que coloca a nú todo o esplendor, bom gosto e criatividade de um músico ímpar no modo como entrelaça instrumentos e melodia e lhes dá um cunho bastante misterioso e sensorial. A canção já tem também direito a um vídeo, da autoria da cineasta russa Anastasia Lukovnikova e usa a aldeia como pano de fundo, complementando, na perfeição, o cariz fortemente impressivo da composição. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FaZ1iAqx8n5s%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DaZ1iAqx8n5s&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FaZ1iAqx8n5s%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:841142 2017-02-02T21:45:00 Elbow – Little Fictions 2017-02-02T21:46:16Z 2017-02-07T10:41:58Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Uma das bandas fundamentais do cenário indie das duas últimas décadas são, com toda a justiça, os britânicos <span style="color: #ff99cc;">Elbow</span> de Guy Garvey, uma banda natural de uma pequena localidade inglesa chamada Salford e de regresso aos discos com <span style="color: #ff99cc;"><em>Little Fictions</em></span>, dez canções que acabam de ver a luz do dia à boleia da Polydor Records em parceria com a Concord Records. Este é o trabalho discográfico de um grupo honesto, coeso e com uma fleuma muito própria e sua, que busca no panorama internacional o mesmo reconhecimento que já tem, como projeto de topo, em terras de sua majestade.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.hotpress.com//store/images/adm/17/17547/17547434_elbow640.jpg" alt="Resultado de imagem para elbow 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Donos de um som épico, eloquente e que exige dedicação, os <span style="color: #ff99cc;">Elbow</span> chegam a <em><span style="color: #ff99cc;">Little Fictions</span></em> a verbalizar sonoramente uma necessidade quase biológica de nos elucidar como enfrentar a habitual ressaca emocional que os normais eventos de uma vida em sociedade nos dias de hoje provocam no equilíbrio emocional de qualquer mortal, razão pela qual são um daqueles grupos com os quais tanta gente acaba por se identificar, principalmente quem, de modo mais ou menos devoto, vai procurando destrinçar a escrita apurada de Garvey e que no antecessor, <em>The Take Off And Landing Of Everything</em>, editado na primavera de 2014, atingiu contornos particularmente intimistas, por ser ter debruçado na separação, à altura, do músico com a escritora Emma Jane Unsworth.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Cada vez mais maduro e sempre a fazer questão de ser profundo e poético na hora de cantar a vida, mesmo que ela tenha menos altos que baixos, como quem precisa de viver um período menos positivo e de quebrar para voltar a unir, este quinteto mantem a sonoridade elaborada que o carateriza, mas tem aqui talvez o momento mais alto da sua carreira depois do maravilhoso <em>The Seldom Seen Kid</em> (2008). Na verdade, os <span style="color: #ff99cc;">Elbow</span> acertaram novamente e criaram mais um disco bonito e emotivo, cheio de sentimentos que refletem não só os ditos desabafos de Garvey, mas também a forma como ele entende o mundo hoje e as rápidas mudanças que sucedem, onde parece não haver tempo para cada um de nós parar e refletir um pouco sobre o seu momento e o que pode alterar, procurar, ou <em>lutar por</em>, para ser um pouco mais feliz. Canções como a optimista e orquestral <em><span style="color: #ff99cc;">Magnificient (She Says)</span></em>, a luminosidade intimista e charmosa de <em><span style="color: #ff99cc;">Gentle Storm</span></em>, a cândura arrebatadora que transborda da emotiva<em><span style="color: #ff99cc;"> All Disco</span></em> ou a sedutora reflexão acerca de um adeus que nunca termina, plasmada em <em><span style="color: #ff99cc;">K2</span>, </em>constituem a banda sonora ideal para essa paragem momentânea, que para todos nós deveria ser obrigatória e que pode muito bem servir-se de<em><span style="color: #ff99cc;"> Little Fictions</span></em>, deixando-o ali a tocar, a meio volume e em pano de fundo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Sempre encantadores, aditivos e simultaneamente amplos e grandiosos e detalhados e impressivos no modo como falam e cantam sobre o amor, no fundo a grande força motriz de toda a pafernália de sensações e acontecimentos que fui descrevendo até aqui, os <span style="color: #ff99cc;">Elbow</span> provam em <em><span style="color: #ff99cc;">Little Fictions</span></em> que estão num elevado e excitante momento criativo e intactos e genuínos a expôr-se e a desarmar-nos. Afirmo-o convictamente porque este disco tem alguns momentos que, sendo devidamente absorvidos, não deixarão de nos provocar aquelas reações físicas que muitas vezes tentamos refrear, porque há quem considere que a cena dos sentimentalismos, do sorriso sem razão aparente e das lágrimas felizes ou infelizes (e aqui há as duas possibilidades) é só para os fracos de coração e de espírito. Quanto a mim, o verdadeiro e o mais recompensador é exatamente o contrário e aqueles que se expôem assim, é que são os fortes... E a música dos <span style="color: #ff99cc;">Elbow</span>, disco após disco, tem-me ajudado a perceber nas últimas duas décadas como cimentar e vivenciar esta minha certeza, da qual não me envergonho minimamente. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><a style="color: #999999;" title="Elbow - Little Fictions" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/32608097596/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/707/32608097596_515614df9f_o.jpg" alt="Elbow - Little Fictions" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><em><span style="color: #ff99cc;">01. Magnificent (She Says)</span></em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>02. Gentle Storm</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>03. Trust The Sun</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>04. All Disco</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>05. Head For Supplies</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>06. Firebrand And Angel</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>07. K2</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>08. Montparnasse</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>09. Little Fictions</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff99cc;"><em>10. Kindling</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ONQ25RW585w" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:837865 2017-02-01T21:56:00 Cloud Nothings – Life Without Sound 2017-02-01T21:56:56Z 2017-02-01T21:59:53Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois da parceria com os Wavves de Nathan Williams no disco a meias <em>No Life For Me</em> (2015), os <a style="color: #999999;" href="http://cloudnothings.com/">Cloud Nothings</a> de Dylan Baldi, estão de regresso aos lançamentos discográficos com <span style="color: #808080;"><em>Life Without Sound</em></span>, nove canções impregnadas com um excelente <em>indie rock lo fi</em>, abrigadas pela insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://carparkrecords.com/" target="_blank">Carpark Records</a> e um regalo para os ouvidos de todos aqueles que, como eu, seguem com particular devoção este subgénero do<em> indie rock</em><em>. </em>Este disco foi produzido por John Goodmanson e gravado em El Paso, no Texas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn3.pitchfork.com/news/65810/8a71860f.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Trabalho que, na sua génese, é feito de experimentações sujas que procuram conciliar uma componente <em>lo fi </em>com a <em>surf music</em> e o garage <em>rock</em>, numa embalagem caseira e íntima e que não coloque em causa o <em>adn</em> sonoro identitário dos <span style="color: #808080;">Cloud Nothings</span>, <em><span style="color: #808080;">Life Without Sound</span></em> mostra-se logo à partida, em <span style="color: #808080;"><em>Up To The Surface</em></span>, um compêndio onde pujança, crueza e até uma certa monumentalidade caminham de mãos dadas, nas asas de guitarras plenas de momentos melódicos mas também de pura distorção, vozes muitas vezes quase inaudíveis e uma bateria que não receia plasmar, em simultâneo, raiva e quietude, no fundo alguns dos atributos essenciais para a definição justa do tal <em>adn</em> deste grupo e que, nesta nova etapa, atinge um patamar superior de maturidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Se aquela jovialidade a tresandar a acne está ainda muito presente no <em>riff</em> de <span style="color: #808080;"><em>Things Are Right With You</em></span> e se <span style="color: #808080;"><em>Darkened Rings</em></span> está impregnada de <em>loopings</em> e parece querer a todo o instante resvalar para uma ruidosa inconsistência que só costuma ver o ocaso num conveniente <em>fade out</em>, já o dedilhar emotivo de forte odor <em>grunge</em> de <span style="color: #808080;"><em>Enter Entirely</em></span> ou o clima <em>pop</em> de <em><span style="color: #808080;">Modern Act</span></em>, canção com um excelente refrão e com os arranjos distribuídos em camadas, que fazem deste tema um momento intenso e obrigatório no disco, provam o modo como estes <span style="color: #808080;">Cloud Nothings</span> se mostram mais maduros, criativos, incisivos no modo como apresentam o som que deles transborda e crentes das suas capacidades compositórias. Depois, terminar o alinhamento de <span style="color: #808080;"><em>Life Without Sound</em></span> de modo quase inesperado, com o enraivecido negrume <em>punk</em> <em>blues</em> algo progressivo de <em><span style="color: #808080;">Realize My Fate</span></em>, acaba por ser a cereja no topo do bolo de um álbum <span style="line-height: 1.3;">trabalho arrojado e que, apesar do constante <em>noise</em></span></span><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="line-height: 1.3;"> das guitarras, nunca deixa de conter, até no ocaso, uma sonoridade aberta, acessível e <em>pop</em>.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Álbum, na minha opinião, importante e significativo no modo como reinventa um subgénero do <em>rock</em> alternativo que ultimamente apenas nomes como os conterâneos Ty Segall, Wavves ou The Oh Sees, por um lado e os Deerhunter, por outro, têm sabido defender com mestria, <em><span style="color: #808080;">Life Without Sound</span></em> é um passo nobre e bem sucedido no histórico de uma banda que, sem deixar de ser rugosa, intensa e visceral, procura um brilho mais acessivel e imediato e uma abordagem ao <em>noise</em> mais elástica, orelhuda, angulosa e até radiofónica. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/537/31532105653_42a2f4217d_o.jpg" alt="Cloud Nothings - Life Without Sound" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>01. Up To The Surface</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>02. Things Are Right With You</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>03. Internal World</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>04. Darkened Rings</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>05. Enter Entirely</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>06. Modern Act</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>07. Sight Unseen</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>08. Strange Year</em></span><br /><span style="color: #808080; font-size: 14pt;"><em>09. Realize My Fate</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gQUcpNi8T_8" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:840012 2017-01-31T17:37:00 Father John Misty - Pure Comedy 2017-01-31T17:37:36Z 2017-01-31T17:37:36Z <p style="text-align: justify;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/484/32412759321_3a656fd756_o.jpg" alt="Father John Misty - Pure Comedy" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #666699;">Father John Misty</span> já foi visto como um reverendo barbudo e cabeludo, que vagueava pela noite americana a pregar o evangelho segundo Neil Young. Encharcado, pegava no violão e cantava sobre cenas bíblicas, Jesus e João Batista e a solidão. Hoje, este ser único não é só um artista, é uma personagem criada e interpretada por Josh Tillman, antigo baterista dos <a style="color: #999999;" href="http://fleetfoxes.com/" target="_blank">Fleet Foxes</a>, e com uma já respeitável carreira a solo, prestes a ver um novo capítulo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O próximo registo discográfico de Joshua Tillman irá chamar-se <em><span style="color: #666699;">Pure Comedy</span></em>, chega aos escaparates a sete de abril e dele foi divulgado, recentemente, o tema homónimo. Já com direito a um vídeo realizado por Matthew Daniel Siskin, <em><span style="color: #666699;">Pure Comedy</span></em> é uma sátira feroz e irónica à América atual, numa canção de inegável beleza e melancolia, que se não é a reinvenção da roda contém uma saudável dose de letargia que garante sucessivas audições, por dias a fio. Acaba por ser mais um belo exemplo do modo como Tillman serve-se, neste caso, do piano, para expressar sentimentos que podem causar algum desconforto na mente dos mais desconfiados sobre as suas reais intenções, além de afagarem, com notável eficácia, as dores de quem se predispõe a seguir sem concessões a sua doutrina. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wKrSYgirAhc" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:839606 2017-01-29T20:10:00 Real Estate - Darling 2017-01-29T20:11:18Z 2017-01-29T20:11:18Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/364/32478229936_d35f12170c_o.jpg" alt="Real Estate - Darling" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Os norte americanos <span style="color: #800080;">Real Estate</span> de Martin Courtney, Matt Mondanile, Alex Bleeker, Jackson Pollis e Matthew Kallman, regressam em 2017 aos discos com <em><span style="color: #800080;">In Mind</span></em>, um trabalho que irá ver a luz do dia a dezassete de março e do qual já foi retirado o <em>single <span style="color: #800080;">Darling</span></em>, canção que abre o alinhamento do registo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #800080;"><em>In Mind</em></span> será o quarto álbum da carreira dos <span style="color: #800080;">Real Estate</span> e, pela amostra já conhecida, vem certamente aí um compêndio de canções  feitas com guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico. Estes são os traços identitários que abundam no cardápio sonoro deste grupo, que olha cada vez mais e com maior atenção para o <em>rock</em> alternativo de final do século passado e, servindo-se de uma vincada vertente sintética, fá-lo-o com um cariz algo urbano e sempre atual. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VUFr4SK1-l4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:838943 2017-01-28T17:57:00 POND - 3000 Megatons vs Sweep Me Off My Feet 2017-01-28T17:57:31Z 2017-01-28T17:57:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois do excelente <em>Man It Feels Like Space Again</em> (2015), os australianos POND de Nick Allbrook, baixista dos Tame Impala, estão de regresso aos discos em 2017 com <span style="color: #ffff00;"><em>The Weather</em></span>, um álbum que irá ver a luz do dia a cinco de maio através da Marathon Artists e do qual já são conhecidos dois temas; <em><span style="color: #ffff00;">3000 Megatons</span></em> e <em><span style="color: #ffff00;">Sweep Me Off My Feet</span></em>. Se a primeira canção é um instante lisérgico conduzido por um sintetizador munido de um infinito arsenal de efeitos, literalmente cortado a meio por <em>riffs</em> de guitarra, numa sobreposição instrumental em camadas, onde nunca é descurado um forte sentido melódico, que mostra a capacidade que estes <span style="color: #ffff00;">Pond</span> têm para compôr peças sonoras melancólicas e transformar o ruidoso em melodioso com elevada estética <em>pop</em>, já a delicada sensibilidade das cordas que suportam a monumentalidade comovente de <em><span style="color: #ffff00;">Sweep Me Off My Feet</span></em> resgata e incendeia o mais frio e empedrenido coração que se atravesse, numa canção com uma energia contagiante e libertária e que acaba de ter direito a um excelente vídeo, dirigido por Matt Sav. Já agora, torna-se obrigatório visualizar os videos dos <span style="color: #ffff00;">Pond</span> e perceber a forte ligação que existe sempre entre eles e a música, visto estarmos na preença de um coletivo que dá enorme importância à componente visual das suas composições sonoras. Confere...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/586/31723766923_a785c35739_o.jpg" alt="Pond - 30000 Megatons" width="400" height="400" /></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/292380303&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/318/32156633090_608a8cb0ea_o.jpg" alt="Pond - Sweep Me Off My Feet" width="400" height="400" /></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iHXPvBsXCAc" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:838585 2017-01-27T09:11:00 Heat – Overnight 2017-01-27T09:11:10Z 2017-01-27T09:11:10Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Montreal, em pleno Quebec, no Canadá, é o <em>habitat</em> natural dos <span style="color: #ff0000;">Heat</span>, um trio de <em>post punk</em> formado por Susil Sharma, Matthew Fiorentino e Raphaël Bussières e que acaba de editar <em><span style="color: #ff0000;">Overnight</span></em>, o longa duração de estreia do projeto, disponivel para audição e aquisição, em formato digital e fisicamente em vinil, na plataforma <a style="color: #999999;" href="https://heatband.bandcamp.com/album/overnight">bandcamp</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://wpmedia.montrealgazette.com/2017/01/montreal-que-january-17-2017-raphael-buissieres-rear.jpeg?quality=55&amp;strip=all&amp;w=840&amp;h=630&amp;crop=1" alt="Resultado de imagem para heat band montreal" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">É algures entre uma certa luminosidade épica e um relativo negrume <em>lo fi</em> que estes <span style="color: #ff0000;">Heat</span> se sentem confortáveis a dar à luz canções iluminadas por uma fragilidade incrivelmente sedutora, à medida que deixam as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta bastante saudosista, para criar um cenário musical tipicamente <em>rock</em>, esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, numa exibição consciente dequela sapiência melódica que fez escola no período aúreo do <em>rock</em> alternativo, em plenos anos oitenta do século passado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Este desígnio é logo audível na imponência de <span style="color: #ff0000;"><em>City Limits</em></span> e no frenesim vibrante de <em><span style="color: #ff0000;">Sometimes</span></em>, mas também no clima mais luxuriante e pomposo de <em><span style="color: #ff0000;">Lush</span></em>, composição de forte cariz orquestral, feita com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos, que carregam uma sobriedade sentimental esplendorosa, rematada por um curioso charme vocal. Este tema, escolhido para <em>single</em> do disco, acaba por ser um exemplo feliz do modo como nestes <span style="color: #ff0000;">Heat</span> é possível conferir leves pitadas de <em>shoegaze</em> e<em> post rock</em>, sem levar o tabuleiro onde as diferentes peças se movimentam para um território demasiado experimental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Na verdade, todos os temas de <span style="color: #ff0000;"><em>Overnight</em></span> têm esta toada eminentemente <em>retro</em> e que exala algo de grandioso e implicitamente sedutor. É um trabalho cheio de belos instantes sonoros <em>pop</em>, que atingem um elevado pico de magnificiência não só nos temas já referidos, mas também, por exemplo, no clássico <em>rock</em> anguloso que abastece <em><span style="color: #ff0000;">Cold Hard Morning Light</span> </em>e na solidez estilística em que guitarra e bateria se envolvem em <span style="color: #ff0000;"><em>Long Time Coming</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Além de imprimir com uma áurea melancólica e mágica um projeto que não se envergonha de homenagear algumas referências óbvias de finais do século passado, <span style="color: #ff0000;"><em>Overnight</em> </span>tem a mira bem apontada ao nosso âmago, plasmando sonoramente sensações positivas, provocadas por um processo de criação sonora que, no caso deste grupo, deverá ter sido pleno de momentos reconfortantes de incubação melódica. Estes <span style="color: #ff0000;">Heat</span> merecem ser vistos, logo à partida, como uma banda extremamente criativa, atual, inspirada e inspiradora e que sabe como se posicionar em posição de destaque no espetro sonoro em que se movimenta. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/267/32381428076_749636fea6_o.jpg" alt="Heat - Overnight" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. City Limits</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Sometimes</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Lush</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. The Unknown</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Rose De Lima</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Cold Hard Morning Light</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Still, Soft</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Long Time Coming</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Chains</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GIskogN4eso" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:838799 2017-01-24T17:02:00 Next Stop: Horizon – The Grand Still 2017-01-24T17:29:47Z 2017-01-24T17:29:47Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Quase cinco anos depois do maravilhoso disco de estreia<em> We Know Exactly Where We Are Going</em> e pouco mais de dois depois do excelente sucessor<em>The Harbour, My Home</em>, a dupla <span style="color: #0000ff;">Next Stop:Horizon</span> está de regresso com <em><span style="color: #0000ff;">The Grand Still</span></em>, um trabalho que contém uma incomum riqueza <em>pop</em>, incubado por uma dupla oriunda de Gotemburgo, na Suécia e formada por Pär Hagström e Jenny Roos, dois músicos que, além de partilharem um pequeno apartamento, fazem música juntos e acreditam piamente que o mundo seria um local bem melhor se tivesse a possibilidade de ouvir as suas criações sonoras. Na verdade, depois de ouvir <span style="color: #0000ff;"><em>The Grand Still</em></span>, compreendo este desejo, assente na presunção de que há uma elevada bitola qualitativa no produto que a dupla tem para nos oferecer e com a qual concordo. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/14333222_1202293569835991_8714625481548124902_n.jpg?oh=52642d44de32d026afa4bba28eac2c72&amp;oe=591B48EA" alt="Foto de Next Stop: Horizon." /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Influenciados por uma vasta rede de influências que vão do<em> rock</em> ao <em>jazz</em>, passando, pela<em> folk</em> europeia e a pop contemporânea, os <span style="color: #0000ff;">Next Stop: Horizon</span> gostam de escrever sobre a vida, a morte e tudo o que fica ali, exatamente no meio, desta vez com maior luminosidade, cor e alegria do que o disco antecessor, um trabalho que foi bastante marcado pela participação do projeto, na altura, na banda sonora de uma peça de teatro que se baseava num conto de Wilhelm Hauff chamado <em>Das kalte Herz</em> e onde a história girava em torno de um jovem ganancioso que vendeu o seu coração para conseguir fazer fortuna. Esta experiência teatral marcou profundamente a dupla e o processo de criação desse disco explica o clima algo denso e sombrio do mesmo, algo que não sucede em <em><span style="color: #0000ff;">Grand Still</span></em>, como, aliás, se percebe logo nos dois temas iniciais, muito vibrantes, efusivos e claramente festivos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Cheio de canções com uma toada eminentemente sintética, fornecida por teclados inspirados, mas que são contrapostos pela percussão, muitas vezes com objetos inusitados e também pelos timbres de voz que vão sendo adicionados e que conseguem dar a algumas canções a oscilação necessária para transparecerem mais sentimentos, <em><span style="color: #0000ff;">The Grand Still</span></em> é um verdadeiro arco-íris de emoção, que nos deixa marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento no final da sua audição. A mixórdia, no sentido positivo do termo, em que se sustenta <em><span style="color: #0000ff;">The Waltz</span></em>, ou o jogo que se estabelece entre teclas, sopros e metais em <span style="color: #0000ff;"><em>A Fall Within A Fall</em></span>, são bons exemplos do modo como estes <span style="color: #0000ff;">Next Stop: Horizon</span> conseguem ser calorosos e divertidos, ao mesmo tempo que mostram uma facilidade singular para elaborar melodias deliciosas. Depois, a forma coesa como os dois músicos se complementam fica evidente também em músicas como a mais climática e intrincada <span style="color: #0000ff;"><em>The Melting</em></span> e no cândido sentimentalismo que abastece<em> <span style="color: #0000ff;">Where Are We Heading Baby</span></em>. Mas as pérolas, quer vocais quer instrumentais não param por aí. É uma árdua tarefa encontrar alguma faixa de qualidade questionável em <span style="color: #0000ff;"><em>The Grand Still</em></span>, já que durante as nove canções do disco o que se ouve é consistência pura.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Este é um registo discográfico que digere-se de modo agradável e onde os <span style="color: #0000ff;">Next Stop: Horizon</span> exploram um género sonoro que lhes permite revelar toda a sua essência, sem influências externas ou exigências do mercado, demonstrando um talento invejável e revelando uma alma pura que continua a ter muito a oferecer aqueles que, como eu, estão sempre sedentos por boa música. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/371/31612041723_662caceec3_o.jpg" alt="Next Stop Horizon - The Grand Still" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">01. Everyone’s Earthquake</span></em><br /><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">02. The Mixtape That I loved</span></em><br /><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">03. The Waltz</span></em><br /><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">04. Do It Anyway</span></em><br /><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">05. The Melting</span></em><br /><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">06. When We Get There We Will Know</span></em><br /><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">07. Where Are We Heading Baby</span></em><br /><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">08. A Fall Within A Fall</span></em><br /><em><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">09. What If</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/y79OjkWSdcw" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:838108 2017-01-21T14:38:00 Menace Beach – Lemon Memory 2017-01-21T14:39:09Z 2017-01-21T14:39:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ryan Needlham e Liza Violet são os <a style="color: #999999;" href="http://menacebeach.co.uk/">Menace Beach</a>, uma dupla britânica oriunda de Leeds, que estreou-se nos discos a dezanove de janeiro de 2015 com <em>Ratworld</em>, um trabalho que já tem sucessor. <em><span style="color: #ffff00;">Lemon Memory</span></em> chegou aos escaparates através da <a style="color: #999999;" href="http://www.memphis-industries.com/">Memphis Industries</a> a vinte de janeiro último e assume-se como um excelente sucessor de um registo inicial marcante para a dupla e um compêndio de canções capaz de lançar definitivamente este projeto para uma projeção superior.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://diymag.com/media/img/Artists/M/Menace_Beach/_1500x1000_crop_center-center_75/Menace-Beach-Lemons-Oct-2016.jpg" alt="Resultado de imagem para menace beach lemon memory" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Apesar de serem britânicos, os <span style="color: #ffff00;">Menace Beach<strong> </strong></span>puseram os ouvidos no outro lado do atlântico, visto a sua sonoridade ser fortemente influenciada pelo <em>rock</em> alternativo americano, em especial o dos anos noventa. <span style="color: #ffff00;"><em>Lemon Memory</em></span> é, portanto, uma porta aberta para um mundo paralelo feito de guitarras distorcidas e governado pela nostalgia do <em>grunge</em> e do<em> punk rock</em> impregnado daquela visceral despreocupação juvenil relativamente ao ruído e à crueza melódica e à temática das canções, com os problemas típicos da juventude a fazerem parte da lírica de grande parte do compêndio.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A receita é simples e ganha vida em canções simples e diretas, sem artifícios desnecessários e que se esfumam mais depressa do que um cigarro, com os principais ingredientes típicos do tal <em>grunge</em> e do <em>punk rock</em> direto e preciso, a misturarem-se com um travo de <em>shoegaze</em> e alguma psicadelia lo fi, num resultado final que não é tão pesado e visceral como o <em>grunge</em>, mas que também não é apenas delírio e pura experimentação e que, como bónus, ainda tem a própria <em>surfpop</em> na mira. Esta apenas aparente amálgama prova que os <span style="color: #ffff00;">Menace Beach</span> estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">As vocalizações de Liza, de cariz aspero e <em>lo fi</em>, com um ligeiro efeito reverberado na voz, encantam pelo modo como ela consegue salvaguardar aquela delicadeza tipicamente feminina, sem ser ofuscada pela distorção das guitarras, quase sempre aceleradas e empoeiradas e que fluem livres de compromissos e com uma estética muito própria, como se percebe logo em Give Blood, o vigoroso e pulsante tema de abertura do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A abertura realmente promete e logo depois, em <span style="color: #ffff00;"><em>Maybe We'll Drown</em></span>, o single que antecipou o lançamento deste<em> <span style="color: #ffff00;">Lemon Memory</span></em> e em <span style="color: #ffff00;"><em>Can't Get A Haircut</em></span> somos sugados para o ambiente mais direto do <em>punk rock</em>, que tem também nas variações ritmícas de <span style="color: #ffff00;"><em>Lemon Memory</em></span> o tema homónimo e no <em>fuzz</em> de <span style="color: #ffff00;"><em>Sentimental</em></span>, dois instantes que clarificam o cuidado melódico e a impetuosidade elétrica impostos, em simultâneo, pelos <span style="color: #ffff00;">Menace Beach</span> às suas criações sonoras, dois aspetos que permitem às canções espreitar e ir um pouco além das zonas de influência sonora inicialmente previstas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O disco prossegue quase sem darmos por isso e, de seguida, chega-nos <span style="color: #ffff00;"><em>Suck It Out</em></span>, uma canção inicialmente mais roqueira, sombria e <em>lo fi</em> e onde os Sonic Youth se fazem sentir com uma certa intensidade, até que chega o potente <em>riff</em> que introduz <span style="color: #ffff00;"><em>Owl</em> </span>e quando parece que vai instalar-se novamente um caldeirão sonoro contundente, espraia-se, sem aviso prévio, um clima mais <em>pop</em>, mas algo psicadélico, impregnado com mudanças de ritmo constantes e de guitarras em<em> looping</em> e que disparam em todas as direções, acompanhadas por uma bateria que não desarma nem dá descanso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">À imagem do antecessor, <em><span style="color: #ffff00;">Lemon Memory</span></em> é um exercício festivo e ligeiro, mas bastante inspirado, de uma dupla que quer ser apreciada pela sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, feito com as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho destes <span style="color: #ffff00;">Menace Beach</span> é, ao ouvi-los, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração para a dupla, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada, feita com canções<em> </em>caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termo entre o <em>rock</em> clássico, o <em>shoegaze</em> e a psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/470/31574528353_f8014bff23_o.jpg" alt="Menace Beach - Lemon Memory" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Give Blood</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Maybe We’ll Drown</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Sentimental</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Lemon Memory</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Can’t Get A Haircut</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Darlatoid</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Suck it Out</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Owl</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Watch Me Boil</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Hexbreaker II</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/y8wHP56Dyzo" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:838150 2017-01-20T21:26:00 Arcade Fire - I Give You Power 2017-01-20T21:41:23Z 2017-01-24T15:05:10Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/709/32421785815_3a579af3a2_o.jpg" alt="Arcade Fire - I Give You Power" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Três anos depois do excelente Reflektor e de dois discos a solo de Will Butler, os canadianos Arcade Fire aproveitaram a tomada de posse de Donald Trump para apresentarem ao mundo aquele que é também um claro manifesto político e de protesto claro, parece-me, ao novo rumo tomado pelo país vizinho. A canção chama-se <em><span style="color: #99ccff;">I Give You Power</span></em> e conta com a participação especial vocal de Mavis Staples, importante diva do R&amp;B e do <em>gospel</em> norte-americano.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Tema que deverá fazer parte do novo disco da banda, a editar ainda em 2017, <em><span style="color: #99ccff;">I Give You Power</span></em> segue um pouco a linha delineada já em <em>Reflektor</em>, ou seja, cada vez mais distantes do <em>rock</em> impetuoso dos primórdios, os <span style="color: #99ccff;">Arcade Fire</span> apostam agora na preponderância dos<em> beats</em>, com o formato eminemtemente pop a ser definitivamente relegado para primeiro plano e com o grupo a ter uma nova aúrea, completamente remodelada. Resta acrescentar que esta canção surge após o anúncio da edição do duplo DVD, <em>The Reflektor Tapes + Live at Earls Court</em>, que deverá ver a luz do dia já a vinte e sete de janeiro. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/f6jma9VQEls" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:837221 2017-01-19T15:00:00 Galo Cant’às Duas - Marcha dos que voam 2017-01-19T15:24:24Z 2017-01-19T15:24:24Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/566/32385288905_ed5ddee5be_b.jpg" alt="Resultado de imagem para Galo Cant’às Duas" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Moita, no concelho de Castro Daire, é um ponto geográfico nevrálgico fulcral para o projeto <span style="color: #808000;">Galo Cant’às Duas</span>, uma dupla natural de Viseu, formada por Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre e que tocou pela primeira vez nesse local, de modo espontâneo, durante um encontro de artistas. Nesse primeiro concerto, o improviso foi uma constante, com a bateria, percussões e o contrabaixo a serem os instrumentos escolhidos para uma exploração de sonoridades que, desde logo, firmaram uma enorme química entre os dois músicos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Inspirados por esse momento único, Hugo e Gonçalo arregaçaram as mangas e começaram a compor pouco tempo depois, ao mesmo tempo que procuravam dar concertos, sempre com a percussão e o contrabaixo na linha da frente do processo de construção sonora. A guitarra e o baixo elétrico acabam por ser dois ingredientes adicionados a uma receita que tem visado, desde este prometedor arranque, a criação de um elo de ligação firme entre duas mentes disponíveis a utilizar a música como um veículo privilegiado para a construção de histórias, mais do que a impressão de um rótulo objetivo relativamente a um género musical específico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O desejo de gravar um disco de estreia acabou por ser um passo óbvio para os <span style="color: #808000;">Galo Cant'às Duas</span> e para isso refugiaram-se, com a ajuda de Miguel Abelaira, durante uma semana nos estúdios HAUS com <em>Makoto Yagyu</em> e <em>Fábio Jevelim</em> para gravar, produzir e misturar <span style="color: #808000;"><em>Os Anjos Também Cantam</em></span>, nome desse trabalho e que tem em <em><span style="color: #808000;">Marcha dos que voam</span></em> a primeira amostra divulgada. Esta canção plasma a inegável ousadia e mestria instrumental da dupla, que com um olho no <em>rock</em> progressivo e outro num salutar experimentalismo psicadélico, parece apostada em oferecer-nos um dos discos mais desafiantes, sensoriais, inusitados e multifacetados do cenário musical indie e alternativo nacional de 2017. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F2u6W2oBfSGc%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D2u6W2oBfSGc&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F2u6W2oBfSGc%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:831101 2017-01-18T15:37:00 The XX - I See You 2017-01-18T16:06:29Z 2017-01-18T16:10:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Terminou há poucos dias uma longa espera relativamente a novidades dos <span style="color: #99ccff;">The XX</span>, após o aclamado <em>Coexist</em>, um longa duração lançado pelo grupo, à boleia da Young Turks, já há quatro anos e que tem finalmente sucessor. O terceiro álbum do trio foi editado com o mesmo selo Young Turks e chama-se <span style="color: #99ccff;"><em>I See You</em></span>. O disco tem um alinhamento de dez canções, gravadas entre Março de 2014 e Agosto de 2016 em vários sítios como New York, Texas, Reykjavique, Los Angeles e Londres e foi produzido por Jamie Smith e Rodaidh McDonald.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://diymag.com/media/img/Artists/X/The_xx/_1500x1000_crop_center-center_75/the-xx.jpeg" alt="Resultado de imagem para The XX I See You" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ao contrário de outros projetos que muitas vezes se dispersam caso haja um relativo hiato entre discos, o tempo é, sem dúvida, um aliado na curta e bem resolvida trajetória dos <a style="color: #999999;" href="http://thexx.info/">The XX</a>. Ocorreram transformações na vida de cada um dos componentes da banda nos últimos anos e, apesar da espera entre cada trabalho, mantém-se o carinho e uma pressão positiva por parte do grande público. Assim, ao terceiro disco os <span style="color: #99ccff;">The XX</span> mostram a habitual boa forma, assente numa filosofia sonora muito própria e fortemente identitária e uma saudável disponibilidade para o alargamento do espetro sonoro em que se movimentam e que balança muitas vezes entre a pista de dança e a mais recatada introspeção, como se percebe logo nos dois primeiros temas do alinhamento de <span style="color: #99ccff;"><em>I See You</em></span>. Logo em <em><span style="color: #99ccff;">Dangerous</span></em>, umas inéditas sirenes e a sedutora batida oferecem-nos maior audácia, relativamente ao anterior catálogo da dupla e depois, em <em><span style="color: #99ccff;">Say Something Loving</span></em>, aproveitando um sample de Alessi Brothers, a emoção instala-se facilmente em quem se deixar envolver pela beleza melódica do tema.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Percebe-se, pois, logo neste início auspicioso de <em><span style="color: #99ccff;">I SeeYou</span></em>, que este é mais um registo onde tudo se movimenta como uma massa de som em que o mínimo dá lugar ao todo, ou seja, os detalhes ainda são parte fundamental da funcionalidade e da beleza da obra do trio britânico, mas a diferença, desta vez está na maneira como exploram essa unidade e nas <em>nuances</em> sonoras que interligam as canções. No fundo, a receita é exatamente a do costume, mas a sonoridade foi renovada, tendo cabido ao baterista e produtor Jamie Smith assumir a linha da frente nessa tarefa, nomeadamente quando acerta nas batidas hipnóticas que servem de base para as vozes de Romy e Oliver. Todos estes acertos encontram o seu apogeu no tom pueril e na sonoridade sintética de <span style="color: #99ccff;"><em>On Hold</em></span>, para mim a melhor música do disco, uma canção de amor que tem como atributo maior o diálogo entre Romy e Oliver, dois corações que flutuam no espaço e quando as mãos de ambos se soltam, sem que percebam, e verificam que estão longe demais e já é tarde demais, percebem que só remando para o mesmo lado é que poderão sobreviver a todos os precalços que o amor coloca sempre.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">No restante alinhamento de <span style="color: #99ccff;"><em>I See You</em></span>, o incrível poema que abastece a nuvem emotiva em que paira <em><span style="color: #99ccff;">Performance</span> </em>e o incisivo espairecer que nos suscita <em><span style="color: #99ccff;">Test Me</span></em>, por um lado e o estrondoso frenesim sensual plasmado em <em><span style="color: #99ccff;">I Dare You</span></em>, por outro, insistem nesta já descrita indisfarçável filosofia de um álbum que quer fazer juz a uma herança e apontar, em simultâneo, novos faróis a um dos projetos mais distintos e criativos da pop atual e que ao terceiro disco continua a instigar, hipnotizar e emocionar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/6/5635/30811908941_e1124e4693.jpg" alt="The XX - On Hold" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Dangerous</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Say Something Loving</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Lips</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. A Violent Noise</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Performance</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Replica</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Brave For You</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. On Hold</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. I Dare You</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Test Me</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wl9tcrIeJ48" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:836720 2017-01-17T16:27:00 oLUDO - Abraço 2017-01-17T16:29:41Z 2017-01-18T15:17:35Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/s960x960/15995179_1295204533884329_1275231707812055596_o.jpg?oh=28d415f05d5cee18ed3aebfba4f0aec4&amp;oe=5920033F" alt="Foto de oLUDO Música." /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Estrearam-se em 2009 com <em>Nascituro</em>, disco que incluia o grande sucesso <em>A Minha Grande Culpa</em>, um dos temas mais rodados das rádios nesse ano e que foi escolhido para banda sonora dos separadores do canal Sic Radical. Dois anos depois regressaram aos lançamentos discográficos com <a style="color: #999999;" href="http://www.oludo.net/ALMIRANTE/index.html">Almirante</a> e agora, três anos depois, estão de regresso com um álbum intitulado <em><span style="color: #ffcc00;">Abraço</span></em>. Falo dos <a style="color: #999999;" href="http://www.oludo.net/">oLUDO</a>, um coletivo algarvio formado por Davide Anjos, João Baptista, Nuno Campos, Paulo Ferreirim e Luis Leal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Álbum que, de acordo com os próprios, irá personificar <em>uma espécie de encruzilhada entre o rock e o indie pop português</em>, <span style="color: #ffcc00;"><em>Abraço</em></span> é aguardado por cá com enorme expetativa, ampliada depois de ter chegado à nossa redação o single homónimo. Já com direito a um video da autoria do estúdio criativo Ferro &amp; Ferreirim, esta canção é mais uma prova feliz de que a pop não precisa de ser demasiado complicada para ser audível com prazer. Há uma guitarra inspirada que pauta a ordem da canção e depois surgem os outros instrumentos que dão ao tema a roupagem que ele necessita para ter o brilho, a harmonia e a cor que estes músicos certamente procuraram tentar transmitir, numa melodia que cativa e que apela a todos os nossos sentidos. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FA_ZwYwS_Y_0%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DA_ZwYwS_Y_0&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FA_ZwYwS_Y_0%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:836276 2017-01-16T12:16:00 Temples – Strange Or Be Forgotten 2017-01-16T12:27:45Z 2017-01-17T18:49:28Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/562/32145757041_03be5d2cb3_o.jpg" alt="Temples - Strange Or Be Forgotten" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Naturais de Kettering, no Reino Unido, os <a style="color: #999999;" href="http://templestheband.com/">Temples</a> são uma banda de rock psicadélico formada por <em>James Edward Bagshaw</em><strong> </strong>(vocalista e guitarrista), <em>Thomas Edison Warsmley</em><strong> </strong>(baixista), <em>Sam Toms</em> (baterista) e<strong> </strong><em>Adam Smith</em><strong> </strong>(teclista e guitarrista) e que se estreou nos discos em 2014 com o excelente <em>Sun Structures, </em>um trabalho que viu a luz do dia através da Fat Possum. Agora, três anos depois e abrigados pela mesma etiqueta, os <span style="color: #ff9900;">Temples</span> irão dar a conhecer ao mundo o seu sempre difícil segundo disco, um álbum intitulado <em><span style="color: #ff9900;">Volcano</span></em> e que chegará aos escaparates no início de março.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ff9900;"><em>Strange Or Be Forgotten</em></span> é o primeiro <em>single</em> conhecido de <em><span style="color: #ff9900;">Volcano</span></em>, pouco mais de quatro minutos de pura lisergia sonora, que numa espécie de cruzamento entre Tame Impala e MGMT, nos oferecem um desfile de electricidade e de fuzz, rematado pela belíssima voz etérea de James e uma secção rítmica assertiva, sendo a bateria uma das importantes mais valias deste tema. A canção tem tudo para se tornar num verdadeiro clássico<em> </em>que incorpora o melhor do <em>rock</em> psicadélico dos anos sessenta. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/301708894&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:826798 2017-01-15T21:45:00 The Flaming Lips - Oczy Mlody 2017-01-15T22:08:20Z 2017-01-15T22:08:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.flaminglips.com/">The Flaming Lips</a>, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto.<em> <span style="color: #ff00ff;">Oczy Mlody</span></em> é o nome do novo trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne e mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (<em>Yoshimi Battles the Pink Robots</em>), sentimentos (<em>The Soft Bulletin</em>) e experimentações únicas (<em>Zaireeka</em>) e ruídos inimitáveis (<em>The Terror).</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://dcmusicdownload.com/wp-content/uploads/2016/10/flaming-lips-2017-e1477067892948.jpg" alt="Resultado de imagem para the flaming lips 2017" /></em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Foi no passado dia treze que chegou aos escaparates esta nova coleção de canções dos <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span>, por intermédio da Warner, uma verdadeira orgia lisérgica de sons e ruídos etéreos que, por incrível que pareça, direcionam, em simultâneo, esta banda para duas direções aparentemente opostas. Assim, se canções como o <em>single <span style="color: #ff00ff;">The Castle</span></em> e, de modo ainda mais incisivo, os <em>samples</em> e as distorções vocais de <span style="color: #ff00ff;"><em>Listening To The Frogs With Demon Eyes</em></span> nos proporcionam a audição de um extraordinário tratado de <em>indie pop </em>etérea e psicadélica, de natureza hermética, que aproxima este projeto da melhor fase da sua carreira, no ocaso do século passado e início deste, já as batidas sintetizadas de <em><span style="color: #ff00ff;">Nigdy Nie (Never No)</span></em> e o efeito do baixo de <span style="color: #ff00ff;"><em>Do Glowy</em></span> colocam os <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span> na linha da frente de alguns dos grupos que se assumem como bandas de rock alternativo mas que não se coibem de colocar toda a sua criatividade também em prol da construção de canções que obedecem a algumas das permissas mais contemporâneas da eletrónica ambiental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Décimo quarto disco da carreira dos <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span>, <em><span style="color: #ff00ff;">Oczy Mlody</span></em> posiciona o grupo no olho do furacão de uma encruzilhada sonora. se tem momentos que não deixam de funcionar como um quase aditamento às experimentações de <em>Embryonic</em>, a participação especial de Miley Cyrus no belíssimo tema<em><span style="color: #ff00ff;"> We A Famly</span></em> é mais uma prova da abrangência anteriormente descrita e solidifica a habitual estratégia da banda nos últimos discos de construir alinhamentos de vários temas que funcionem como uma espécie de tratado de natureza hermética, onde esse bloco de composições não é mais do partes de uma só canção de enormes proporções. Podemos, sem receio, olhar para <em><span style="color: #ff00ff;">Oczy Mlody</span></em> como uma grande composição que se assume num veículo pronto a conduzir-nos numa espécie de viagem apocalíptica, onde Coyne, forte oppositor de Trump, disserta sobre alguns dos maiores dilemas e perigos dos dias de hoje; O fim do mundo descrito copiosamente em <span style="color: #ff00ff;"><em>There Should Be Unicorns</em></span> e o verdadeiro muro das lamentações que é <span style="color: #ff00ff;"><em>Almost Home (Blisko Domu)</em></span>, revelam-nos essa rota e apresentam a já habitual faceta fortemente humanista e impressiva da escrita deste músico de Oklahoma, mas que também é capaz de nos fazer acreditar numa posterior redenção e na esperança num mundo melhor e que pode ainda renascer, nem que seja com todos nós montados no belíssimo piano que conduz <span style="color: #ff00ff;"><em>Sunrise (Eyes Of The Young)</em></span>, ou a relaxar ao som da suavidade fluorescente da já referida <em><span style="color: #ff00ff;">We A Famly</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">No fundo, conscientes das transformações que abastecem a musica psicadélica atual, os <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span> revelam neste novo trabalho composições atmosféricas com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e tudo é dissolvido de forma tão aproximada e homogénea que <span style="color: #ff00ff;"><em>Oczy Mlody</em></span>, como todos os discos deste grupo, está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição. Sonoramente, a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, oscila, desta vez, entre efeitos etéreos e nuvens doces de sons que parecem flutuar no céu azul, com guitarras experimentais, com enorme travo lisérgico. Se em <em><span style="color: #ff00ff;">How??</span></em> parece que os <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span> enlouqueceram de vez no modo como mostram perplexidade perante tudo aquilo que hoje os inquieta, já<em> <span style="color: #ff00ff;">Galaxy, I Sink</span></em> revela-se um bom tema para desesperar mentes ressacadas, enquanto que a convincente e sombria percussão de <em><span style="color: #ff00ff;">One Night While Hunting For Faeries And Witches And Wizards To Kill </span></em>subjuga momentaneamente qualquer atribulação que nesse instante nos apoquente.</span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Uma das virtudes e encantos dos <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span> foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. <em><span style="color: #ff00ff;">Oczy Mlody</span></em> segue esta permissa temporal, agora numa espécie de futuro pós apocalítico mas, tematicamente, parece ser um trabalho muito terreno, digamos assim, porque fala imenso de todas as atribulações normais da existência comum, especialmente, como já enfatizei, na algo desregulada sociedade norte americana de hoje. A poesia dos<span style="color: #ff00ff;"> The Flaming Lips</span> é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/1/427/31406691444_1fb6d9732c_o.jpg" alt="The Flaming Lips - Oczy Mlody" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Oczy Mlody</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. How??</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. There Should Be Unicorns</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Sunrise (Eyes Of The Young)</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Nigdy Nie (Never No)</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Galaxy I Sink</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. One Night While Hunting For Faeries And Witches And Wizards To Kill</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Do Glowy</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Listening To The Frogs With Demon Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. The Castle</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. Almost Home (Blisko Domu)</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">12. We A Famly</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/unLnJvzf-So" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:824344 2017-01-12T14:53:00 Tiger Lou – The Wound Dresser 2017-01-12T15:01:21Z 2017-01-17T18:36:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O indie rock monumental e pulsante dos suecos <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/pg/TigerLou.official/about/?ref=page_internal">Tiger Lou</a> está de regresso, oito anos depois do anterior lançamento (<em>A Partial Print, </em>2008), com <span style="color: #666699;"><em>The Wound Dresser</em></span>, dez canções da autoria de um dos nomes mais relevantes do cenário alternativo local da última década e que viram a luz do dia em setembro do ano que recentemente findou. Formado em 2011 e concebido inicialmente como projeto a solo, <span style="color: #666699;">Tiger Lou</span> é uma criação do músico, cantor, compositor e multi-instrumentista Rasmus Kellerman, que se inspirou numa personagem do clássico cinematográfico Fong Sai Yuk, do realizador Corey Yuen, para dar nome a uma banda que se estreou pouco depois da fundação com o <em>ep Trouble and Desire</em>. A estreia no formato álbum aconteceu em 2004 com o muito aclamado<em> Is My Head Still On?</em>, ao qual se seguiu, logo no ano seguinte o disco, <em>The Loyal</em>. Atualmente, e principalmente durante as digressões e concertos, Kellerman é secundado em palco por Erik Welén (baixo e voz), Pontus Levahn (bateria) e Mathias Johansson (guitarra).</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://nbhap.com/wordpress/wp-content/uploads//2015/02/Tiger-Lou-2015-Mathias-Johansson-770x487.jpg" alt="Tiger Lou - 2015 - Mathias Johansson" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Como é quase norma dos grupos nórdicos que firmam carreira no <em>indie rock</em> de cariz mais rugoso e sombrio, existe uma intensa aúrea de sensibilidade e emoção em redor da música dos<span style="color: #666699;"> Tiger Lou</span>. Com o baixo e a bateria sempre a marcarem de modo impressivo o andamento das canções e as guitarras plenas de efeitos que parecem, amiúde, planar em redor das teclas do piano e de efeitos sintetizados que buscam uma forte toada impressiva, é uma música que aponta diretamente ao âmago e que mesmo que liricamente seja intrincada, percebe-se que se debruça sobre as típicas agruras da existência humana e o facto de haver sempre uma saída e uma réstea de esperança, mesmo que o cenário atual não seja o mais luminoso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Este é um estilo sonoro que faz escola há há trinta anos atrás em muitas bandas da região e, no caso de <em><span style="color: #666699;">The Wound Dresser</span></em>, há composições que realmente merecem figurar na lista de alguns dos melhores instantes sonoros deste universo sonoro, sugeridos nos tempos mais recentes. Assim, se canções do calibre da inebriante <em><span style="color: #666699;">Undertow</span></em> e o piscar de olhos ao típico <em>punk rock</em> nova iorquino personificado, acima de tudo, pelos Interpol de Paul Banks, no tema homónimo, assim como o pulsar categórico de <em><span style="color: #666699;">Homecoming #2</span></em> personificam uma escalada sonora e vertiginosa ao universo <em>indie rock</em> cheio de adrenalina e com uma forte amplitude, assente em linhas agressivas de guitarra e um baixo encorpado, já o pueril piano <em>lo fi</em> de <em><span style="color: #666699;">Untiled 3#</span></em> sacode e traduz, na forma de música, alguns cânones elementares ou verdades insofismáveis do nosso mundo. Depois, a limpidez e claridade do incessante sintetizador que abraça <em><span style="color: #666699;">Leap Of Love</span></em> aponta numa curiosa direção, nomeadamente rumo à melhor <em>pop</em> oitocentista.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Nas dez canções deste alinhamento, Rasmus Kellerman partiu em busca de diferentes estímulos, de forma aparentemente bem calculada, notando-se que todos os arranjos e detalhes terão sido certamente ponderados, pois só assim se entende o audível aconchego da profusão de sons e de ruídos e poeiras sonoras que se encontram em<em> T<span style="color: #666699;">he Wound Dresser</span></em>. Todas as músicas são contagiantes, têm um ritmo eletrizante e a voz intensa e grave do grande mentos do projeto amplifica o toque de sentimentalidade da toada geral do disco que casa na perfeição com o registo mais doce e romântico de alguns dos poemas musicados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com momentos ruidosos, melancólicos, épicos e outros mais introspetivos, mas, quase todos, consideravelmente melódicos, <span style="color: #666699;"><em>The Wound Dresser</em></span> é um disco que deve ser valorizado pela originalidade e pela contemporaneidade e por servir para provar, definitivamente uma identidade firme e coesa de uns <span style="color: #666699;">Tiger Lou</span> que, ao sétimo disco, mostram que merece uma superior projeção. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><em><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/9/8103/29882249225_b0ecc5b69c_z.jpg" alt="Tiger Lou - The Wound Dresser" width="400" height="400" /></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. You Town</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Homecoming #2</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. California Hauling</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Undertow</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Untiled #3</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Wound Dresser</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Leap of Love</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Bones of Our History</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Rhodes</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. So Many Dynamos</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0feT8Ul0Hfs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:835754 2017-01-10T11:18:00 The New Division – Precision EP 2017-01-10T11:23:00Z 2017-01-10T11:23:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Os <span style="color: #003366;">The New Division</span> são uma banda de Riverside, nos arredores Los Angeles, formada em 2005 por John Kunkel, ao qual se juntam, ao vivo, Brock Woolsey, Michael Janz,Mark Michalski e Alex Gonzales. Falei deles em finais de 2011 por causa de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/195654.html">Shadows</a>, o disco de estreia e de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/the-new-division-gemini-716599">Gemini</a>, um trabalho editado há quase dois anos e que continha treze canções com alguma da melhor <em>pop new wave</em> que se pode escutar atualmente. Agora, no dealbar de 2017, este projeto está de volta com <span style="color: #003366;"><em>Precision</em></span>, um ep que viu a luz do dia a sete de janeiro, através da Quapaw Music Publishing.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.releasemagazine.net/wp-content/themes/londoncreative/scripts/timthumb.php?src=http://www.releasemagazine.net/wp-content/uploads/2014/05/New-Division-main.jpg&amp;w=560&amp;zc=1&amp;h=170" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">O revivalismo <em>punk rock</em> dos anos oitenta, combinado com a eletrónica mais influente dessa época, razão pela qual não será alheia a inserção das palavras New (Order) e (Joy) Division no nome, é a grande força motriz do processo de criação musical de Kunkel, um músico bastante interessando por esse período musical e que procura replicar, com uma contemporaneidade que se saúda, esse universo musical essencial na história musical e cultural de final do século passado. Tal permissa fica desde logo plasmada, por exemplo, no <em>single <span style="color: #003366;">Vicious</span></em>, a principal amostra do ep, canção que impressiona pelo inedetismo de alguns efeitos sintetizados, piscando o olho a uma sonoridade <em>pop</em>, luminosa e expansiva, certamente em busca de um elevado sucesso comercial, de modo a ampliar a rede de ouvintes e seguidores do grupo, além dos habituais devotos que têm acompanhado o percurso da banda com particular devoção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #003366;"><em>Precision</em></span> impressiona, desde logo, pela qualidade da produção e pela aposta firme na criação de um som límpido e que entre o revivalismo e algumas intenções futuristas, agrada e seduz, até pelo forte apelo às pistas de dança. Estamos na presença de um conjunto de canções cuidadosamente trabalhado, onde as influências são bem claras e canções como a já referida <span style="color: #003366;"><em>Vicious</em></span>, a pulsante <em><span style="color: #003366;">Rewind</span></em>, que conta com a participação especial vocal de <em><span style="color: #003366;">Missing Words</span></em>, a retro <em><span style="color: #003366;">Vices</span> </em>ou a mais orgânica<em> </em>e épica<span style="color: #003366;"><em> Precision</em></span>, foram certamente pensadas para o <em>airplay</em>, baseando-se numa <em>pop</em> épica e conduzida por teclados sintéticos que dão vida a refrões orelhudos e melodias que se colam ao ouvido com particular ênfase.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #003366;"><em>Precision</em></span> confirma que as guitarras dominam cada vez menos o processo de criação melódica dos <span style="color: #003366;">The New Division</span> e neste ep<em> </em>os sintetizadores e os efeitos da bateria eletrónica assumem os comandos, olhando de frente para aquela pop nórdica fortemente sentimental que, por exemplo, os A-Ha recriaram com mestria no tal período temporal que entusiasma Kunkel.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Não é novidade nenhuma dizer-se que a música enquanto forma de arte é um fenómeno onde quem inova sonoramente pode encontrar aí o caminho para o sucesso. No entanto, penso que esta manifestação artística também é um fenómeno cíclico e que as bandas e artistas que buscam elementos <em>retro</em> de outras décadas para recriar um estilo próprio também poderão encontrar a chave para o sucesso. Exemplos que procuram seguir esta doutrina são bem comuns nos dias de hoje são bem comuns e já não restam dúvidas que os <span style="color: #003366;">The New Division</span> escolheram a inesquecível década da ascensão da música eletrónica para sustentar a sua carreira discográfica. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c3.staticflickr.com/1/430/32134350386_b179cce304_o.jpg" alt="The New Division - Precision" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>01. Vicious</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>02. Rewind (Feat. Missing Words)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>03. Vices</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>04. Precision</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>05. Pressure (In Decay)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>06. Walk</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ug31PKs4dgY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:835436 2017-01-06T16:52:00 The Flaming Lips – We A Famly 2017-01-06T16:57:29Z 2017-01-06T16:57:29Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/1/528/32025142621_ba6049a082_o.jpg" alt="The Flaming Lips - We A Family" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.flaminglips.com/">The Flaming Lips</a>, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto.<em> <span style="color: #00ccff;">Oczy Mlodly</span></em> é o nome do próximo trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne e será mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (<em>Yoshimi Battles the Pink Robots</em>), sentimentos (<em>The Soft Bulletin</em>) e experimentações únicas (<em>Zaireeka</em>) e ruídos inimitáveis (<em>The Terror).</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A treze de janeiro de 2017 chegará aos escaparates essa nova coleção de canções dos <span style="color: #00ccff;">The Flaming Lips</span>, por intermédio da Warner, e depois de ter sido divulgada a canção <em>The Castle</em>, o primeiro avanço do álbum, agora chegou a vez de podermos escutar <em><span style="color: #00ccff;">We A Famly</span></em>, um extraordinário tratado de <em>indie pop </em>etérea e psicadélica, de natureza hermética, que conta com Miley Cyrus na voz e que aproxima este projeto da melhor fase da sua carreira, no ocaso do século passado e início deste. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PPyEjQLS85s" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>