urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2015-07-25T13:52:50Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:727455 2015-07-25T14:50:00 Férias 2015 2015-07-25T13:52:50Z 2015-07-25T13:52:50Z <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até breve...</span></p> <p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="IMG_20150725_142919.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/stipe07/fotos/?uid=fca2Pmn9hve0A71kuuj3"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_20150725_142919.jpg" src="http://8.fotos.web.sapo.io/i/Geb119f45/18664230_ySzP7.jpeg" alt="IMG_20150725_142919.jpg" width="576" height="768" /></a></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:725988 2015-07-25T14:16:00 Elbow – Lost Worker Bee EP 2015-07-25T13:16:54Z 2015-07-25T13:16:54Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static1.stereoboard.com/images/stories/2013/images/A-Z%20Main%20Artist%20Images/E/600x396xelbow_js_230712.jpg.pagespeed.ic.GFN-kUa9As.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de há pouco mais de um ano terem editado <em><span style="color: #ccffff;">The Take Off And Landing Of Everything</span></em>, o sexto álbum da carreira, os britânicos <span style="color: #ccffff;">Elbow</span> de Guy Garvey estão de regresso com <em><span style="color: #ccffff;">Lost Worker Bee</span></em>, um EP com quatro canções e que, de acordo com a banda, funciona como um marco intermédio entre o antecessor e o próximo longa duração, enquanto os músicos dos <span style="color: #ccffff;">Elbow</span> se vão dividindo por alguns lançamentos a solo e colaborações com outros artistas e projetos. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ramsbotton, a cidade natal do grupo formado atuamente por Craig Potter, Mark Potter, Pete Turner e Richard Jupp, além de Garvey, é a principal inspiração do conteúdo de <em><span style="color: #ccffff;">Lost Worker Bee</span></em>, um pequeno tesouro que em quase vinte minutos nos oferece aquele <span style="line-height: 1.3;">som épico, eloquente, emocionante e que exige dedicação, que os <span style="color: #ccffff;">Elbow</span> sabem fazer melhor que ninguém e que verbaliza sonoramente aquela necessidade quase biológica que todos temos de viver e digerir a ressaca emocional que as partidas e as chegadas de várias pessoas às nossas vidas provocam, para que nunca nos falte o indispensável equilíbrio emocional que todos precisamos para quea vida seja devidamente apreciada e aproveitada.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="line-height: 1.3; font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na verdade, estes cinco músicos fazem sempre questão de serem profundos e  poéticos na hora de cantar a vida, mesmo que ela tenha menos altos que baixos, como quem precisa de viver um período menos positivo e de quebrar para voltar a unir. E estas canções bonitas e delicadas, que entre a ode ao amor de <em><span style="color: #ccffff;">Lost Worker Bee</span></em>, a sonoridade mais progressiva e rugosa de <span style="color: #ccffff;"><em>And It Snowed</em></span>, a pop épica e angulosa de <em><span style="color: #ccffff;">Roll Call</span></em> e a cândura mágica de <em><span style="color: #ccffff;">Usually Bright</span></em>, mostram sempre algo de grandioso e encorpado, com todos os espaços das canções a serem exemplarmente preenchidos pelos instrumentos e pela voz, são eficazes no modo como nos fazem sorrir sem razão aparente e no modo como incitam a necessidade que todos nós temos de, regularmente, refletir um pouco sobre o momento atual e o que se pode alterar, procurar, ou <em>lutar por</em>, para se ser um pouco mais feliz. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Elbow - Lost Worker Bee EP" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/19760859198/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/414/19760859198_6cbf0a1621_o.jpg" alt="Elbow - Lost Worker Bee EP" width="400" height="400" /></a></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Lost Worker Bee</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. And It Snowed</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Roll Call</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Usually Bright</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FWYrnXzRUCZM%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DWYrnXzRUCZM&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FWYrnXzRUCZM%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:726785 2015-07-25T13:54:00 Doubting Thomas Cruise Control - Sof Focus 2015-07-25T13:05:11Z 2015-07-25T13:05:11Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://dl.dropboxusercontent.com/u/206440578/dtcc.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Bobby Cardos, Sean Kelly, Chris Sprindis e Joe McCarthy são os <a style="color: #999999;" href="http://doubtingthomascruisecontrol.bandcamp.com/">Doubting Thomas Cruise Control</a>, um coletivo norte americano oirundo de Brooklyn, Nova Iorque e que orienta a sua sonoridade por um vasto espetro que vai do <em>rock</em> alternativo mais clássico até ao <em>punk</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Remember Me John Lydon Forever</em></span> será o próximo registo de originais da banda, um trabalho que irá ver a luz do dia a catorze de agosto através da Duckbill Records e a insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Soft Focus</em></span>, o último <em>single</em> divulgado de <em><span style="color: #ff0000;">Remember Me John Lydon Forever</span></em> é um festim inebriante, feito com guitarras distorcidas, uma voz que ruge sem desafinar e que exala um espírito jovem e bastante beliçoso. Fica logo claro que os <span style="color: #ff0000;">Doubting Thomas Cruise Control</span> não caiem na tentação de complicar e não se deixam levar por experimentalismos e arranjos desnecessários, conseguindo partir em busca de alguns detalhes do<em> rock</em> sem descurar um salutar sentido mais brando ou melancólico, havendo uma componente melódica particularmente assertiva neste tema. Confere...</span></p> <p> </p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/214475760&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:724494 2015-07-24T18:05:00 DIV I DED - Born to Sleep 2015-07-24T17:05:13Z 2015-07-24T17:05:13Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A vinte e um de julho último chegou aos escaparates <span style="color: #666699;"><em>Born To Sleep</em></span>, o disco de estreia dos <span style="color: #666699;">DIV I DED</span>, um projeto checo criado pelo multi-instrumentista Filip Helštýn em 2013, juntamente com a vocalista Viktorie Marksová e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://dl.dropboxusercontent.com/u/206440578/divided2.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Inspirados pela pop melancólica simples e intrigante, feita com aquele intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação e adornada com arranjos sintetizados e orgânicos muito subtis mas capazes de amenizar a típica crueza das guitarras, os <span style="color: #666699;">DIV I DED</span> também piscam o olho ao <em>punk rock</em>, enquanto exigem ser encarados e apreciados sem reservas e serem alvo de uma análise detalhística, à boleia de todos os nossos sentidos, para que se torne compensadora a nossa audição e justas as alusões ao conteúdo de <em><span style="color: #666699;">Born To Sleep</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As guitarras pulsantes e os <em>flashes</em> elétricos que as suas cordas debitam, têm aqui algo de cósmico e especial enquanto Marsova canta sobre um futuro melhor que aguarda por todos nós nas estrelas, nomeadamente em<em><span style="color: #666699;"> Electric Age</span></em>. Não sendo importante dissertar acerca da crença, ou não, dos <span style="color: #666699;">DIV I DED</span> numa outra existência física e material depois da nossa viagem terrena, importa sim esclarecer que esta dupla checa tem corpo, alma e substância, não sendo possível assimilar convenientemente a beleza poética e angelical dos <em>riffs</em> amplos de <em><span style="color: #666699;">Star Rover II</span></em> ou, num registo mais introspetivo e límpido, o<em> groove</em> do baixo de <em><span style="color: #666699;">Between Us</span></em>, se fizermos de <em><span style="color: #666699;">Born to Sleep</span></em> uma banda sonora casual de um instante rotineiro e normal da nossa existência.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se <span style="color: #666699;"><em>Late Awakening</em></span>, o primeiro <em>single</em> divulgado de <span style="color: #666699;"><em>Born To Sleep</em></span>, era um tema que exalava um charme melódico que impressionava pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transportava, tendo sido agora desvendado o conteúdo global do álbum e tendo em conta os temas já descritos e outros que serão ainda citados à frente, percebe-se que nestes <span style="color: #666699;">DIV I DED</span> apelar ao nosso íntimo com monumentalidade instrumental e uma intensa sensibilidade melodica, são as faces de uma mesma moeda cunhada com sofisticação e que tem tudo para às vezes poder sensibilizar particularmente os mais incautos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há, portanto, outros exemplos no álbum do modo hermético e ambicioso como os <span style="color: #666699;">DIV I DED</span> se movimentam dentro do espetro sonoro com que se identificam; Os sons abrasivos de <span style="color: #666699;"><em>No Light</em></span> e o modo implícito como a distorção da guitarra os molda, sem colocar em causa a grandiosidade da canção, assim como o luxuoso e luminoso andamento <em>pop</em> de <span style="color: #666699;"><em>Frozen</em></span> evidenciam um notório e aprimorado sentido estético e a junção sónica e algo psicadélica de um verdadeiro caldeirão instrumental e melódico. Já <span style="color: #666699;"><em>Machines</em></span>, um momento de experimentação minimal e com um registo vocal que deve ser objeto do maior deleite e admiração, é outro extraordinário exemplo do paraíso de glória e esplendor que estes checos procuraram recriar logo na estreia e que subjuga momentaneamente qualquer atribulação que no instante da sua audição nos apoquente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <span style="color: #666699;"><em>Born To Sleep</em></span> houve claramente uma enorme atenção aos detalhes, notando-se um relevante trabalho de produção e, dentro do <em>lo fi</em> e da predominãncia de efeitos em eco, a busca por uma cosmética cuidada e precisa na escolha dos melhores arranjos. Também por isso, este é um disco reflexivo e indutor de sensações intrincadas e profundas e nele os <span style="color: #666699;">DIV I DED</span> consagram-se como banda relevante no espetro do <em>indie rock</em> de cariz mais sombrio e progressivo e, mais importante que isso, dão-nos pistas preciosas sobre como permitir que o nosso íntimo sobreviva e se mantenha íntegro neste mundo tão estranho. Espero que aprecies a sugestão..</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1638237263/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:725433 2015-07-24T17:06:00 The Mowgli’s – Summertime 2015-07-24T16:06:50Z 2015-07-24T16:06:50Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/437/19731106890_59d28470f7_o.jpg" alt="The Mowgli&#39;s - Summertime" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sedeado em Los Angeles, o coletivo norte americano <a href="http://www.themowglis.net/">The Mowgli's</a> segue o trilho da herança deixada por nomes como os Byrds, os Beach Boys, ou os mais contemporâneos Grouplove e Edward Shape &amp; The Magnetic Zeros, através de uma <em>indie folk</em> vibrante e luminosa. Formados em 2010 pelo cantor e compositor Colin Dieden, os <span style="color: #ff9900;">The Mowgli's</span> são um grupo extenso, formado atualmente por David Applebaum, Spencer Trent, Matt Di Panni, Josh Hogan, Andy Warren e Katie Earl, além de Dieden.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A banda estreou-se em 2012 nos discos com <em><span style="color: #ff9900;">Sound the Drum</span></em>, juntamente com o EP <em><span style="color: #ff9900;">Love's Not Dead</span></em>. Regressaram rapidamente aos lançamentos um ano depois com <em><span style="color: #ff9900;">Waiting for the Dawn</span></em> e agora, em 2015, estão de regresso com <span style="color: #ff9900;"><em>Kids in Love</em></span>, o terceiro álbum produzido por Captain Cuts e Matt Radosevich, sendo a aditiva e vibrante<em><span style="color: #ff9900;"> Summertime</span></em>, a primeira canção divulgada do disco. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YCnaNgMobOU" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:688356 2015-07-23T22:36:00 The Wombats – Glitterbug 2015-07-23T21:36:25Z 2015-07-23T21:36:25Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A seis de abril os <span style="color: #666699;">The Wombats</span> de Matthew Murphy, Daniel Haggis e Tord Øverland-Knudsen, regressaram aos discos com <span style="color: #666699;"><em>Glitterbug</em></span>, um trabalho porduzido pela própria banda e por Mark Crew, que recentemente participou na produção de <em>Bad Blood</em>, o disco de estreia dos Bastille. <span style="color: #666699;"><em>Glitterbug</em></span> é o terceiro álbum desta banda de Liverpool que se notabilizou por oferecer canções cheias de guitarras aceleradas, inflamadas com letras divertidas, sempre com um audível elevado foco na componente mais <em>new wave</em> do <em>indie rock</em>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://assets5.xfm.co.uk/2014/47/the-wombats1-1417104412-article-0.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> Com uma carreira ainda curta, mas já recheada de grandes momentos sonors, os <span style="color: #666699;">The Wombats</span> chegam ao terceiro disco a exalar uma indisfarçável vontade de mudança, não só no que diz respeito à sonoridade mas também ao próprio conceito temático das canções. <em><span style="color: #666699;">Glitterbug</span></em> debruça-se sobre a história de um relacionamento amoroso que é mantido apesar da distância que separa os conjuges e, apesar de contiunarem a existir trechos líricos carregados de humor (<em>it’s tough to stay objective, baby, With your tongue abseiling down my neck</em> - <span style="color: #666699;"><em>Emoticons</em></span> ou<em> Sometimes I like to go uptown, Where flashy people flash around, It's extortionate and I don't care, You can taste the pretence in the air</em> - <span style="color: #666699;"><em>Your Body Is A Weapon</em></span>), o tom geral é declaradamente mais sério, em oposição aos relatos juvenis alegres e festivos que era possivel conferir em <em>A Guide to Love Loss &amp; Desperation</em> (2007) e <em>This Modern Glitch</em> (2011).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os vícios, o ócio e a ligeireza típicas da adolescência e da juventude parecem, então, ter deixado de ser uma aventura e uma inspiração para os <span style="color: #666699;">The Wombats</span>; Basta escutar-se e ler-se o poema de <em><span style="color: #666699;">This Is Not A Party</span></em> para se perceber isso. O próprio video de <span style="color: #666699;"><em>Greek Tragedy</em></span>, o primeiro <em>single</em> divulgado de <span style="color: #666699;"><em>Glitterbug</em></span>, dirigido por Finn Keenan, ao mostrar uma fã que tem uma devoção doentia pela banda, perseguindo os seus membros constantemente e invadindo as suas próprias casas e carros, numa obsessão nada bem aceite pelo grupo e que causa uma reação radical na admiradora, mostra esta maior cautela e menor ingenuidade, como se o trio tivesse saído de um estado ébrio comum, para um novo acordar mais sério e sóbrio e que os faz ver a vida de um modo mais sombrio e realista.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Esta visão mais turva e rezingona do mundo que rodeia os <span style="color: #666699;">The Wombats</span> acaba por ter consequências óbvias na sonoridade do grupo, que se torna mais cautelosa e distante do estilo a que nos habituaram. Assim, apesar de não renunciarem ao <em>indie rock</em> e ao <em>post punk</em> dançável baseado em guitarras rápidas e distorcidas, que fazem parte do seu <em>adn</em>, aprofundam agora uma relação próxima com a <em>pop</em>, servindo-se de modo mais pronunciado dos sintetizadores, como se percebe logo em <span style="color: #666699;"><em>Emoticons</em></span>, uma canção que alterna entre momentos calmos e um refrão intenso, com a voz de Matthew Murphy a exaltar uma comoção séria, que deve pouco a conceitos como prazer ou diversão. Esses sintetizadores colocam-nos de novo a dançar em <em><span style="color: #666699;">Give Me A Try</span></em> e <em><span style="color: #666699;">Headspace</span></em> e em <em><span style="color: #666699;">Your Body Is A Weapon</span></em>, uma <span style="line-height: 1.3;">típica música sobre um amor quase obsessivo, capaz de magoar o outro por não ser recíproco e </span>fazem-no à boleia de um excelente <em>riff</em> de guitarras e um coro de vozes surpreendentemente assertivo, que um belíssimo piano ajuda a realçar. Mesmo nos temas que sustentam de modo mais eficaz a herança do grupo e onde o <em>rock</em> domina, como <span style="color: #666699;"><em>The English Summer</em></span> ou <em><span style="color: #666699;">Pink Lemonade</span></em>, também se fazem ouvir com elevado relevo, apesar da omnipresença das guitarras, do baixo e da bateria.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em suma, <em><span style="color: #666699;">Glitterbug</span></em> é uma fuga em frente por parte de uns <span style="color: #666699;">The Wombats</span> que querem mostrar-se mais adultos e abrangentes em todas as suas dimensões, lírica e sonora, através de treze canções bem estruturadas e instrumentalmente sonantes e com poemas que retratam com acerto situações e sentimentos que podem ser adotados e adaptadaos ao quotidiano de uma vida adulta. Os <span style="color: #666699;">The Wombats</span> cresceram e amadureceram e não se deram nada mal com essa mudança. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="The Wombats - Glitterbug [Deluxe Edition] by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16906850499"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7646/16906850499_04935b1577.jpg" alt="The Wombats - Glitterbug [Deluxe Edition]" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Emoticons</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Give Me A Try</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Greek Tragedy</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Be Your Shadow</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Headspace</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. This Is Not A Party</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Isabel</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Your Body Is A Weapon</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. The English Summer</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Pink Lemonade</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Curveballs</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Sex And Question Marks</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Flowerball</span></em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4AsvZge3IiQ" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:724769 2015-07-23T11:03:00 Wavves - Way Too Much 2015-07-23T10:11:44Z 2015-07-23T10:22:42Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2015/05/wavves-carlo_0041.jpg?w=807" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Poucas semanas após o lançamento de <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/wavves-and-cloud-nothings-no-life-for-717690">No Life For Me</a>, um disco que resultou de uma parceria com os Cloud Nothings de Dylan Baldi, Nathan Williams está de regresso com o seu projeto<span style="color: #ffcc00;"> Wavves</span>. <em>Afraid of Heights</em> (2013), o último registo de originais da banda, tem finalmente sucessor, um trabalho intitulado <em><span style="color: #ffcc00;">V</span></em> e que será o quinto deste grupo californiano.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A letra imediata e a melodia aditiva de <span style="color: #ffcc00;"><em>Way Too Much</em></span>, o primeiro<em> single</em> divulgado de <span style="color: #ffcc00;">V</span>, balança algures entre os The Replacements, os Green Day a até os Blink-182, mas não deixa de ser uma típica canção dos <span style="color: #ffcc00;">Wavves</span>, pelo modo como aborda a <em>surf music</em> e o <em>punk rock</em>, juntando-se ainda a essência <em>pop</em> de Williams. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/213546089&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:713776 2015-07-22T22:24:00 Outfit – Slowness 2015-07-22T21:24:51Z 2015-07-22T21:24:51Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lançado a dezasseis de junho pela Memphis Industries e composto enquanto a banda se encontrava disseminada por dois paises e três cidades, <span style="color: #99ccff;"><em>Slowness</em></span> é o segundo álbum dos <span style="color: #99ccff;">Outfit</span>, um quinteto britânico oriundo de Liverpool e formado por Thomas Gorton, Nicholas Hunt, Christopher Hutchinson, David Berger e Andrew Hunt. <em><span style="color: #99ccff;">Slowness</span></em> sucede a <em>Performance</em>, o disco de estreia dos <span style="color: #99ccff;">Outfit</span>, editado em 2013 e, com um olhar angular mas bastante contemporâneo sobre a pop dos anos oitenta, oferece-nos uns <span style="color: #99ccff;">Outfit</span> revigorados e iluminados por um som amplo, adulto e bastante atmosférico, algo que se pode conferir logo no piano e nos efeitos de <em><span style="color: #99ccff;">New Air</span></em>. Esta é  uma fórmula criativa, onde as teclas têm evidente destaque, mas assente, substancialmente, na primazia das guitarras e onde algumas texturas <em>downtempo</em> misturam-se com vozes inebriantes, cheias de alma e da típica e envolvente <em>soul</em> britânica.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.dummymag.com/media/img/cache/media/uploads/general/OUTFIT_PRESS_SHOT_1_750_502_75_s.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A música dos <span style="color: #99ccff;">Outfit</span> tem corpo, alma e substância. É para ser encarada e apreciada sem reservas e exige uma análise detalhística, à boleia de todos os nossos sentidos, para que se torne compensadora a sua audição. Não é possível assimilar convenientemente a beleza poética e angelical de <em><span style="color: #99ccff;">Happy Birthday</span></em> ou o ritmo frenético e a conjugação feliz entre distorções e piano em <em><span style="color: #99ccff;">Smart Thing</span></em> se <em><span style="color: #99ccff;">Slowness</span></em> servir, apenas e só, como banda sonora casual de um instante normal e rotineiro da nossa existência. E o que se percepciona, procurando uma análise mais alargada deste cardápio, é que o conteúdo profundo destes dois temas e, por exemplo, os efeitos sintetizados de <em><span style="color: #99ccff;">Boy</span></em>, não são nada mais nada menos do que duas faces praticamente opostas de uma mesma moeda cunhada com sofisticação e que tem tudo para às vezes poder sensibilizar particularmente os mais incautos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mas há outros exemplos do modo hermético e ambicioso como os<span style="color: #99ccff;"> Outfit</span> se movimentam dentro do espetro sonoro com que se identificam; Os sons abrasivos e os detalhes de alguns <em>samples</em> de <em><span style="color: #99ccff;">Cold Light Home</span></em> e o modo implícito como o piano os moldam, sem colocar em causa a grandiosidade dessa canção, assim como o luxuoso e luminoso andamento pop de <em><span style="color: #99ccff;">On The Water On The Way</span></em> evidenciam um notório e aprimorado sentido estético e a junção sónica e algo psicadélica de um verdadeiro caldeirão instrumental e melódico. Já <em><span style="color: #99ccff;">Genderless</span></em>, um momento de pura experimentação, assente numa colagem de várias mantas de retalhos que nem sempre se preocupam com a coerência melódica e que, por isso, deve ser objeto do maior deleite e admiração, é outro extraordinário exemplo do paraíso de glória e esplendor que os <span style="color: #99ccff;">Outfit</span> procuraram recriar no seu segundo disco e que subjuga momentaneamente qualquer atribulação que no instante da sua audição nos apoquente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <em><span style="color: #99ccff;">Slowness</span></em> houve claramente uma enorme atenção aos detalhes, notando-se um relevante trabalho de produção e a busca por uma cosmética cuidada e precisa na escolha dos melhores arranjos. Também por isso, este é um disco reflexivo e indutor de sensações intrincadas e profundas e nele os<span style="color: #99ccff;"> Outfit</span> consagram-se como banda relevante no espetro da <em>indie pop</em> de cariz mais eletrónico e, mais importante que isso, dão-nos pistas preciosas sobre como permitir que o nosso íntimo sobreviva e se mantenha íntegro neste mundo tão estranho. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Outfit - Slowness by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18655053168"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/6/5510/18655053168_d9f8766d5c_o.jpg" alt="Outfit - Slowness" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. New Air</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Slowness</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Smart Thing</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Boy</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Happy Birthday</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Wind Or Vertigo</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Genderless</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Framed</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. On The Water, On The Way</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Cold Light Home</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Swam Out</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/z3SXto0TSgQ" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:724008 2015-07-22T18:32:00 Kurt Vile – Pretty Pimpin 2015-07-22T17:33:19Z 2015-07-22T17:33:19Z <p><a title="Kurt Vile - Pretty Pimpin" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/19892080415/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/342/19892080415_8fa408d7ef_o.jpg" alt="Kurt Vile - Pretty Pimpin" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de ter lançado <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/194225.html">Smoke Ring For My Halo</a>, no início de 2011 e <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/360869.html">Wakin On A Pretty Daze</a> dois anos depois, <a style="color: #999999;" href="http://kurtvile.com/">Kurt Vile</a> está de regresso com<em> <span style="color: #ffcc99;">b’lieve i’m goin down…</span></em>, álbum que vai ver a luz do dia a vinte e cinco de setembro por intermédio da Matador Records e já o sexto da carreira deste músico que descende da melhor escola <em>indie rock</em> norte americana, quer através da forma como canta, quer nos trilhos sónicos da guitarra elétrica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ffcc99;"><em>b’lieve i’m goin down…</em> </span>será, de acordo com a editora, um disco que irá mostrar um <span style="color: #ffcc99;">Kurt Vile</span> introspetivo, mas também auto-confiante e <em><span style="color: #ffcc99;">Pretty Pimpin</span></em>, o primeiro <em>single</em> divulgado desse trabalho, parece querer realçar, principalmente, o segundo aspeto referido, já que a canção mostra um <span style="color: #ffcc99;">Vile</span> embarcado numa viagem lisérgica, patente na instrumentação e numa letra que rompe com as propostas mais intimistas de discos antecessores, apresentando-o menos tímido e mais grandioso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ffcc99;">Kurt Vile</span> estará em Lisboa a vinte e quatro de novembro, onde irá apresentar em nome próprio o novo álbum. A atuação está marcada para o Armazém F e a primeira parte está a cargo de Waxahatchee. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/659pppwniXA" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:723766 2015-07-22T12:42:00 Paper Beat Scissors - Lawless 2015-07-22T11:46:19Z 2015-07-22T11:46:19Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://hour.ca/_images/montreal/2010/large/2010_hr_mu_paper.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Vocalista, compositor e instrumentista, <span class="credits bold">Tim Crabtree é o lider dos <span style="color: #99ccff;">Paper Beat Scissors</span>, um projeto que chega de Halifax, no Canadá e que se prepara para lançar um novo registo de originais intitulado <span style="color: #99ccff;"><em>Go On</em></span>. Esse álbum vai ser editado no próximo dia catorze de agosto, através da</span> <a style="color: #999999;" href="http://www.forwardmusicgroup.com/" target="_blank">Forward Music Group</a>/<a style="color: #999999;" href="http://ferryhouse.net/" target="_blank">Ferryhouse</a>, depois do disco de estreia, um homónimo lançado em 2012, que foi dissecado por cá.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de ter sido divulgado <span class="credits bold"><span style="color: #99ccff;"><em>Go On</em></span>, o tema homónimo do segundo disco de <span style="color: #99ccff;">Paper Beat Scissors</span>, agora chegou a vez de ser dado a conhecer <em>Lawless</em>, mais um exemplo feliz desta visão poética em que</span> as tesouras representam a agressão e o papel algo suave e delicado mas, no caso deste projeto, a delicadeza e a candura vencem a agressividade e a rispidez, se as canções de <span style="color: #99ccff;">Paper Beat Scissors</span> servirem de banda sonora durante o combate fraticida entre estes dois opostos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Misturado por Graeme Campbell e masterizado por J. LaPointe, <em><span style="color: #99ccff;">Lawless</span> </em>é mais uma <span class="hps">compilação</span> <span class="hps">dramática de uma <em>folk</em> que nos</span><span class="long_text" lang="pt"> tira o fôlego, com um falsete que nos deixa sem reação e toca profundamente no nosso coração e um cruzamento de teclados e violinos que depois recebe pequenos detalhes sonoros e que aqui fazem toda a diferença, demonstrando a abundância de talento de Crabtree, que se prepara, certamente, para nos deliciar com mais uma belíssima paleta de cores sonoras, com</span><span id="result_box" class="long_text" lang="pt"> uma atmosfera envolvente, suave e apaixonada. Confere...</span></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F9hKPqiZWLOs%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D9hKPqiZWLOs&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F9hKPqiZWLOs%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2402886388/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:719041 2015-07-21T22:14:00 Jaill – Brain Cream 2015-07-21T21:27:14Z 2015-07-21T21:58:43Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Lançado a trinta de junho pela <a style="color: #999999;" href="http://burgerrecords.11spot.com/jaill-brain-cream-pre-order.html">Burguer Records</a>, a etiqueta que já os tinha abraçado em 2009, com <em>There’s No Sky (Oh My My)</em>, o aclamado disco de estreia, <em><span style="color: #ff00ff;">Brain Cream</span></em> é o novo lançamento discografico dos<span style="color: #ff00ff;"> Jaill</span>, uma banda norte americana oriunda de Milwaukee e formada por Vincent Kircher, Austin Dutmer e Andrew Harris, de regresso à casa de partida depois de dois trabalhos editados pela insuspeita Sub Pop.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.mtvhive.com/wp-content/uploads/2012/06/jaill-cr-tom-grimm-640.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Basta um olhar atento à capa de <em><span style="color: #ff00ff;">Brain Cream</span></em> para se perceber que a <em>indie pop</em> psicadélica é a grande força motriz deste trio. Aliás, as vozes aditivas, a ligeira distorção da guitarra e os acordes coloridos, enérgicos e joviais de<em><span style="color: #ff00ff;"> Got an F</span></em>, o primeiro <em>single</em> divulgado do disco, transportam-nos até ao auge dos anos setenta e ao universo místico hoje muito em voga e que alguns projetos atuais tão bem replicam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Quando no início da última década algumas bandas alicercadas na <em>pop</em>, mas com orquestrações alternativas, começaram a receber bastante atenção dos média especializados, fazer e ouvir música recheada de <em>nuances</em> detalhadas e sons coloridos parecia ser uma excelente proposta para a música naquele momento. A mim, um entusiasta de novas sonoridades e do experimentalismo, confesso que me seduziu! Assim que naquela altura ouvi algumas bandas que trilhavam este caminho, rapidamente senti-me atraído por esta sonoridade, à boleia de uns Architecture In Helsinki, por exemplo e, mais recentemente, rendido aos Unknown Mortal Orchestra ou aos Tame impala. e na verdade, estes<span style="color: #ff00ff;"> Jaill</span> parecem ser fortes candidatos a fazer parte desta cartilha, suportados numa base eminentemente <em>pop</em>, bastante coerente e dinâmica e estruturalmente cheia de preciosos detalhes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Além do tema já referido e que, sucintamente, agrega  a estirpe sonora destes<span style="color: #ff00ff;"> Jaill</span>, nos dois pólos do disco, temas como a frenética e intuitiva <em><span style="color: #ff00ff;">Sweet Tooth Lovers</span></em>, ou a solarenga <em><span style="color: #ff00ff;">Just A lovely Day</span></em> são dois exemplos inebriantes e festivos de um trabalho que se espraia por treze canções que fazem o tempo passar mais lentamente, mesmo quando o pedal das guitarras descontrola-se em <em><span style="color: #ff00ff;">Look At You</span></em>, ou procura ambientes melódicos mais nostálgicos e progressivos, como é o caso do <em>fuzz</em> de <em><span style="color: #ff00ff;">Draggin'</span> </em>ou na intensa e ampla <em><span style="color: #ff00ff;">Chocolate Poison Time</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><span style="color: #ff00ff;"><em>Brain Cream</em></span> é uma verdadeira sequência de músicas divertidas e com minuciosos detalhes. Tanto <span style="color: #ff00ff;"><em>Change Reaction</em></span> como <span style="color: #ff00ff;"><em>Slides And Slips</em></span> aproximam o trio de uma linguagem sonora com aproximação a elementos folk e as boas sequências de arranjos de guitarras, elétricos e acústicos, a tematização alegre e alguns leves toques de psicadelismo fazem com que o trabalho cresça e cada nova canção, dividem o álbum em vários momentos e evitam que os melhores se concentrem quer na abertura, quer no término do disco. Falo de um disco sem ondas, homogéneo e lineado por alto, com a banda a orientar-se de uma forma bastante dançante e espontânea, próxima de um clima festivo, relaxante e solarengo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><em><span style="color: #ff00ff;">Brain Cream</span></em> é a consolidação definitiva de um projeto que andava tremido pelo desgaste do tempo e necessitava urgentemente deste ponto alto, feito através de um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os </span><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><span style="color: #ff00ff;">Jaill</span><span style="color: #999999;">. É um apanhado sonoro</span><em style="color: #999999;"> vintage</em><span style="color: #999999;">, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as visões de uma </span><em style="color: #999999;">pop</em><span style="color: #999999;"> caleidoscópia, cheia de sentido de liberdade e prazer juvenil . Espero que aprecies a sugestão...</span></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/487/18650326073_09db2747b4_o.jpg" alt="Jaill - Brain Cream" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Just A Lovely Day</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Getaway</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Got An F</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Slides And Slips</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Symptoms</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Change Reaction</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Picking My Bones</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Little Messages</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Draggin</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Pointy Fingers</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Chocolate Poison Time</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Look At You</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Sweet Tooth Lovers (bonus track)</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/206667907&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:713184 2015-07-20T10:31:00 The Go! Team - The Scene Between 2015-07-20T09:38:00Z 2015-07-20T09:38:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os britânicos <span style="color: #ff0000;">The Go! Team</span> de Ian Parton editaram no passdo mês de março o tão ansiado sucessor do aclamado <em>Rolling Blackouts</em> (2011). Esse novo trabalho chama-se <em><span style="color: #ff0000;">The Scene Between</span></em>, viu a luz do dia através do selo <a href="http://www.memphis-industries.com/artist/the-go-team/">Memphis Industries</a> e, no seu todo, é um compêndio de <em>pop lo-fi</em> colorido, repleto de influências orelhudas, amplo e luminoso e suficientemente cativante, em termos melódicos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><img src="http://eltoron.com/wp-content/uploads/2010/11/The-Go-Tem.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Composto quase na íntegra e produzido pelo próprio Ian Parton, um músico que faz praticamente tudo no projeto exceto cantar, <em><span style="color: #ff0000;">The Scene Between</span></em> explora diversos territórios sonoros de modo expansivo, com uma sonoridade muito própria e particularmente abrasiva, plasmada logo na épica<em><span style="color: #ff0000;"> What D'You Say?</span></em>, com a produção a refrear claramente tonalidades graves em benefício da típica agudez adocicada tão cara a alguns dos requisitos essenciais da<em> dream pop</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Conhecidos pela mestria com que aglomeram sons anárquicos, distintos e, à primeira vista, incompatíveis, sem deturparem o tradicional formato canção, desta vez os <span style="color: #ff0000;">The Go! Team</span> procuraram, sem renegar raízes, romper um pouco com o estilo habitual e, alargando os horizontes até um presente que, no universo do <em>rock</em> alternativo, aposta cada vez mais na eletrónica, colocaram todas as fichas em guitarras angulares, intensas e frenéticas em temas como <em><span style="color: #ff0000;">Waking The Jetstream</span></em> e feitas de distorções e aberturas distintas, claramente audíveis em <em><span style="color: #ff0000;">Her Last Wave</span></em> e num baixo com o impacto apenas necessário, com a bateria a colar todos estes elementos, com uma coerência exemplar, fazendo-o de modo extraordinário em <em><span style="color: #ff0000;">Catch Me on the Rebound</span></em>. Uma multiplicidade de arranjos sintetizados particularmente inspirados e refrescantes, que em <em><span style="color: #ff0000;">Blowtorch</span></em> definem mesmo o arquétipo sonoro do tema, também destacam-se no trabalho, onde se encaixam letras orelhudas e que causam impacto a quem se dedicar à sua assimilação.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco para ser disfrutado no momento e que vale, principalmente, pelo seu imediatismo, monumentalidade e jovialidade <span style="color: #ff0000;"><em>The Scene Between</em> </span>são, portanto, doze canções dominadas pelo <em>rock</em> festivo e solarengo e pelo toque delicioso da <em>dream pop</em>, mas onde a eletrónica tem também uma palavra importante a dizer, já que, apesar do papel fundamental da guitarra na arquitetura sonora dos temas, os sintetizadores conduzem também o processo melódico, de modo a replicar uma sonoridade que impressiona pelo equilíbrio perfeito entre a contemporaneidade e um certo charme<em> vintage</em>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> <img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn.pitchfork.com/news/57860/7a1f051b.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01 What D'You Say? </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02 The Scene Between </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03 Waking the Jetstream </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04 Rolodex the Seasons </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05 Blowtorch </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06 Did You Know? </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07 Gaffa Tape Bikini </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08 Catch Me on the Rebound </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09 The Floating Felt Tip </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10 Her Last Wave </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11 The Art of Getting By (Song For Heaven's Gate) </span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12 Reason Left to Destroy</span></em></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fiw_F3tzI3NM%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Diw_F3tzI3NM&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fiw_F3tzI3NM%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:703200 2015-07-19T22:59:00 Tashaki Miyaki – Under Cover Vol. II 2015-07-19T22:04:15Z 2015-07-19T22:10:57Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A vocalista Lucy Miyaki e o guitarrista Tashaki formam o núcleo duro dos <span style="color: #99ccff;">Tashaki Miyaki</span>, uma banda oriunda de Los Angeles que navega nas águas turvas e profundas da <em>dream pop</em> de pendor psicadélico. Em digressão com os Allah-Las durante o outono de 2014, resolveram gravar algumas<em> covers</em> para a ocasião, na senda do que já tinham feito em 2012 com <a style="color: #999999;" href="https://tashakimiyaki.bandcamp.com/album/under-cover">Under Cover</a>, um lançamento que inclui versões de originais dos Roxette, INXS, Troggs e Bob Dylan, entre outros.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/blogs.dir/2/files/2014/10/Tashaki_Miyaki_Cred_Marc-Gabor-640x426.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Neste segundo tomo de <em>covers</em> dos <span style="color: #99ccff;">Tashaki Miyaki</span>, a dupla resolveu revisitar com a ajuda do produtor Joel Jerome outros clássicos, sempre com a habitual atmosfera densa e particularmente sensual e hipnótica que colocam na sua música, com <span style="color: #99ccff;"><em>The Beautiful Ones</em></span>, o original de Prince, a ser o exemplo claro do modo bastante original e assertivo como o fizeram.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com uma sonoridade cada vez mais sóbria e adulta, Lucy e Tashaki criaram mais um catálogo sonoro envolvente, climático e tocado pela melancolia, que atinge o seu auge, na minha opinião, na <em>pop</em> luminosa e pueril de<em><span style="color: #99ccff;"> I Only Have Eyes For You</span></em>. Mas logo em <span style="color: #99ccff;"><em>Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn’t’ve)</em></span> e em <em><span style="color: #99ccff;">Never My Love</span></em>, a dupla apresenta uma instrumentação que tem como pano de fundo essencial a música <em>folk </em>e a herança da América do Norte, sendo audível a procura de uma sonoridade ainda mais intimista e reservada, com um suspiro algo abafado e menos expansivo. Nos inconfundível dedilhar das notas de <em><span style="color: #99ccff;">Take My Breath Away</span></em> e na sobriedade dos arranjos sente-se uma superior carga emotiva e a voz adocicada de Lucy, que parece pairar numa frágil nuvem de algodão, faz juz à cândura de uma letra que transborda fragilidade em todas as sílabas e versos. Esta voz, quando em <em><span style="color: #99ccff;">Life Line</span></em>, dos Pink Floyd, replica um registo mais grave sem colocar em causa o elevado pendor lisérgico da cantora, é mais uma manifestação audível e concreta do jogo dual que os Tashaki Miyaki conseguem oferecer ao ouvinte, entre força e fragilidade, dois aspetos que nas vozes, na letra e na insturmentação, se equilibram de forma vincada e segura.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disponível para <em>download</em> gratuito, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo, <em><span style="color: #99ccff;">Under Cover Vol. II</span></em> é um compêndio sonoro que surpreende pelo bom gosto como apresenta de forma sombria e introspetiva, mas superiormente frágil e sedutora, a  visão dos <span style="color: #99ccff;">Tashaki Miyaki</span> sobre alguns temas que sempre tocaram a dupla, mas, principalmente, pela forma madura e sincera como tentam conquistar o coração de quem as escuta com melodias doces e que despertam sentimentos que muitas vezes são apenas visíveis numa cavidade anteriormente desabitada e irrevogavelmente desconhecida do nosso ser. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Tashaki Miyaki - Under Cover Vol. II by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/17846798996"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/9/8825/17846798996_ed8856d034_z.jpg" alt="Tashaki Miyaki - Under Cover Vol. II" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn’t’ve)</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Take My Breath Away</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Never My Love</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Life Line</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">This Time Tomorrow</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I Can’t Stand The Rain</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I Only Have Eyes For You</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">The Beautiful Ones</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2591381884/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/transparent=true/" width="640" height="360" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; width: 501px; height: 281px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:677428 2015-07-18T21:22:00 Nugget - Watercolour EP 2015-07-18T20:22:08Z 2015-07-18T20:22:08Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.ngttrio.com/NGTtrio/Welcome_%21_files/DSC_0029.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Londres e uma das mais recentes apostas da <a style="color: #999999;" href="http://s.bl-1.com/h/mYwQfDp?url=http://www.lostinthemanor.co.uk/">Lost In The Manor</a>, formada por três músicos extremamente talentosos e virtuosos, os <a style="color: #999999;" href="http://s.bl-1.com/h/mYwPP2j?url=http://www.ngttrio.com/">Nugget</a> são Julien Baraness, um guitarrista e produtor canadiano natural de Toronto, Alex Lofoco, um baixista italiano e o baterista Jamie Murray. Juntos replicam uma fantástica fusão de<em> indie rock</em> com<em> jazz</em>, uma colagem genuína de estilos, proposta por um coletivo original e com qualidades técnicas ímpares, onde não faltam também abordagens diretas ao <em>reggae</em>, ao <em>hip-hop</em> e ao <em>drum n'bass</em>.</span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O EP de estreia dos <span style="color: #ff6600;">Nugget</span> chama-se <span style="color: #ff6600;"><em>Watercolour</em></span>, viu a luz do dia a catorze de julho último e se as cinco canções do trabalho são interpretações sonoras do mundo que rodeia os<span style="color: #ff6600;"> Nugget</span>, então <em><span style="color: #ff6600;">Watercolour</span></em> é uma verdadeira obra de arte sónica.</span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff6600;"><em>Cheese Meister</em></span>, o primeiro avanço de Watercolour, são quatro minutos e meio de um <em>jazz rock</em>, ácido e pleno de <em>funk</em>, uma canção com um groove animado e divertido, mas o alinhamento deste EP tem outros momentos relevantes; A percussão precisa, a melodia astral e os samples de sons de <em><span style="color: #ff6600;">Two's A Crowd</span></em>, são um retrato sonoro vivo e preciso de um quotidiano urbano contemporâneo, à boleia de uma guitarra que divaga e plana sem restrições e depois, <em><span style="color: #ff6600;">Nugget Jr</span> </em>oferece-nos um felino festim de cordas apontado às pistas de dança, enquanto que o <em>funk</em> e a rugosidade de <em><span style="color: #ff6600;">BadBoy.0</span> </em>impressionam pela mestria e pelo bom gosto.</span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cheirando a Havana, Londres, Nashville ou Nova Orleães, <em><span style="color: #ff6600;">Watercolour</span></em> é um impressivo documento sonoro policromático, assinado por uns <span style="color: #ff6600;">Nugget</span> claramente experimentais e sequiosos por fazerem do <em>jazz</em> um género sonoro mais atrativo para as novas gerações de ouvintes que, geralmente, apreciam navegar por outros ambientes sonoros. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p dir="ltr"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://insomniaradio.net/wp-content/uploads/2015/03/nt-300x300.png" alt="" /></span></p> <div dir="ltr" style="text-align: justify;"> <div dir="ltr"> <div dir="ltr"> <div dir="ltr"> <div dir="ltr"> <div dir="ltr"> <div dir="ltr"> <p dir="ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1) Nugget Jr</span></em></span></p> <p dir="ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2) Fairfax Pickup</span></em></span></p> <p dir="ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3) BadBoy.0</span></em></span></p> <p dir="ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4) Cheese Meister</span></em></span></p> <p dir="ltr" style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5) Two’s A Crowd</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/190873492&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:723423 2015-07-17T11:50:00 Wilco - Star Wars 2015-07-17T10:51:39Z 2015-07-17T11:13:35Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os míticos <span style="color: #ff0000;">Wilco</span> divulgaram ontem, sem aviso prévio, o sucessor de <em>The Whole Love</em> (2011), o último registo de originais desta banda de Chicago. O novo álbum do grupo de Jeff Tweedy chama-se <em><span style="color: #ff0000;">Star Wars</span></em>, contem onze canções impregnadas com um excelente <em>rock</em> alternativo e está disponivel, gratuitamente, na <a style="color: #999999;" href="http://wilcoworld.net/">página</a> oficial do grupo.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.altpress.com/images/uploads/news/wilco_2015.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O <em>clichet</em> curioso que encarna o título do novo álbum dos <span style="color: #ff0000;">Wilco</span> não passa despercebido, até porque está na ordem do dia a estreia do sétimo episódio da mais famosa saga da indústira cinematográfica, lá para o final do ano, com o mesmo nome. Seja como for, Jeff Tweedy deve ter-se sentido invadido pelo lado bom da força para oferecer a todos os seus fãs, de um modo completamente inesperado, um trabalho que, como seria de esperar, fala de paixão e de amor, como os melhores psicoativos sentimentais que podemos usar, mas também de estrelas e até, se quisermos, de sabres de luz, viagens intergaláticas e planetas distantes habitados pelos mais estranhos seres, já que a musica dos <span style="color: #ff0000;">Wilco</span> sempre teve a capacidade de nos fazer divagar ao som de composições bastante sugestivas e esse espírito mantém-se intacto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Claramente ligados à corrente logo desde o instrumental <em><span style="color: #ff0000;">EKG</span></em>, os efeitos indutores de <em><span style="color: #ff0000;">More...</span></em> e o <em>fuzz</em> das guitarras de <span style="color: #ff0000;"><em>Random Name Nenerator</em></span>, os <span style="color: #ff0000;">Wilco</span> marcam, à partida, uma posição forte no que concerne à filosofia sonora de<em><span style="color: #ff0000;"> Star Wars</span></em>, oferecendo ao ouvinte quase tudo aquilo que o espera, canções dominadas por guitarras a exibirem linhas e timbres com um clima marcadamente progressivo e rugoso, alicerçado num <em>garage rock</em>, ruidoso e monumental. Não é inédito neste grupo de Chicago tal opção por um som mais cru e ruidoso, que em <em><span style="color: #ff0000;">Cold Slope</span></em> também mostra todos os atributos, mas é curioso e nobre quererem, nesta fase da carreira, ampliar essa faceta roqueira de uma banda que também se costuma mover confortavelmente por territórios mais acústicos. Em <em><span style="color: #ff0000;">Star Wars</span></em>, a doce balada <em>pop <span style="color: #ff0000;">Taste The Ceiling</span></em> e o esplendor minimalista de<em><span style="color: #ff0000;"> Where Do I Begin</span> </em>são exemplos felizes do lado mais sensível e emotivo do grupo, mas o que realmente sobressai durante a audição integral do trabalho é a perceção clara que os <span style="color: #ff0000;">Wilco</span> optaram por ligar a sua faceta experimental a pleno gás, obtendo um balanço delicado entre o quase <em>pop</em> e o ruidoso, mas sem nunca descurar aquela particularidade fortemente melódica que costuma definir as suas composições.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os quase quatro minutos da já citada <em><span style="color: #ff0000;">Random Name Generator</span></em>, canção que se sustenta num arranjo de cordas alto e um<em> riff</em> de guitarra bastante elétrico, a fazer lembrar alguns dos melhores instantes de <em>A Ghost Is Born</em>, são a expressão máxima, em <em><span style="color: #ff0000;">Star Wars</span></em>, da boa forma do grupo e da capacidade que os <span style="color: #ff0000;">Wilco</span> ainda têm de se mostrar altivos, joviais, vibrante e contemporâneos. E mesmo quando em <em><span style="color: #ff0000;">The Joke Explained</span></em> nos fazem recuar umas quatro décadas até aos primórdios do <em>rock</em> clássico, em <em><span style="color: #ff0000;">Pickled Ginger</span></em> nos abanam com a sensibilidade do efeito metálico abrasivo de uma guitarra que corta fino e rebarba, ou em <em><span style="color: #ff0000;">You Satellite</span></em> nos oferecem um clima mais negro e soturno, os <span style="color: #ff0000;">Wilco</span> deslumbram pelo à vontade com que também navegam nos meandros intrincados e sinuosos do<em> indie rock</em> mais progressivo e psicadélico..</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A leveza contínua, o entusiasmo lírico, a atmosfera amável, apesar do fuzz constante e o clima geral luminoso, enérgico e algo frenético de <em><span style="color: #ff0000;">Star Wars</span></em>, são os principais indicadores de um disco que flui bem, não só porque tem um conjunto de belíssimas canções, que nos oferecem camadas sofisticadas de arranjos criativos e bonitos, mas também porque é um álbum que mantém firme o traço de honestidade de uma banda que quer continuar a ser protagonista no universo sonoro em que se move, trazendo de volta os <span style="color: #ff0000;">Wilco</span> arrebatadores, que <em><span style="color: #ff0000;">The Whole Love</span></em> tinha, de algum modo, silenciado. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://doublej.net.au/sites/default/files/styles/dj_hero_banner/public/thumbnails/image/wilco-star-wars-cover-900x506.jpg" alt="wilco-star-wars-cover-900x506.jpg" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. EKG</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. More…</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Random Name Generator</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. The Joke Explained</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. You Satellite</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Taste The Ceiling</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Pickled Ginger</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Where Do I Begin</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Cold Slope</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. King Of You</span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Magnetized</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F9n36fehFSiA%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D9n36fehFSiA&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F9n36fehFSiA%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:707338 2015-07-16T21:15:00 Son Lux – Bones 2015-07-16T20:25:58Z 2015-07-16T20:35:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Editado no passado dia vinte e três de junho, <em><span style="color: #ff99cc;">Bones</span></em> é o novo trabalho dos <a style="color: #999999;" href="http://music.sonluxmusic.com/">Son Lux</a>, um trio oriundo de Nova Iorque liderado por Ryan Lott e ao qual se juntam, ao vivo, Rafiq Bhatia e Ian Change. Falo de um projeto que sobrevive à luz de uma <em>indie pop</em> eletrónica de forte cariz ambiental, feita com uma míriade imensa de instrumentos e elaboradas cenografias sonoras, que transcendem as noções de género e fronteira, sem nunca se perder de vista a ideia da canção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img src="http://www.pukkelpop.be/images/bands/cover/sonluxpressshot2015pkp.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><span style="color: #ff99cc;"><em>Bones</em></span>, o quarto álbum da carreira dos <span style="color: #ff99cc;">Son Lux</span>, é um excelente exemplo de como um disco feito quase exclusivamente com uma instrumentalização baseada em <em>software</em> informático, pode também criar canções com vida, substância e com um elevado pendor orgânico. A eletrónica é aqui um elemento preponderante e a presença de outros instrumentos serve apenas para ampliar o contraste e acrescentar novas cores a estes temas, que são, quase todos, muito cativantes. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Logo a abrir e após a enigmática<em> intro</em> <span style="color: #ff99cc;"><em>Breat In</em></span>, o esplendor de <span style="color: #ff99cc;"><em>Change Is Everything</em></span> dá-nos a certeza que estamos perante um álbum épico e cheio de luz. Isso sucede também devido à forma emotiva como Ryan canta a canção, um atributo precioso para dar ao tema essa vertente grandiosa. A míriade instrumental desse tema inclui arranjos com sons de sinos e uma percussão abrasiva e, logo a seguir, os <em>flashes</em> vigorosos da bateria eletrónica de <span style="color: #ff99cc;"><em>Flight</em></span>, adornados por <em>samples</em> de flautas e xilofones digitais, comprovam o virtuosismo de <span style="color: #ff99cc;">Son Lux</span> em frente do computador e o seu génio na criação de texturas sonoras.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">No restante alinhamento de <span style="color: #ff99cc;">Bones</span> percebe-se uma maior dinâmica estrutural das canções relativamente aos trabalhos anteriores, um novo espírito mais superlativo, mas sem haver perda de controle, apesar de Lott arriscar frequentemente não só em variações rítmicas, mas também em densidade e volume, numa mesma canção. O rigor hipnótico do efeitos de <span style="color: #ff99cc;"><em>You Don't Know Me</em></span> e os <em>flashes</em> de cordas e as palmas, a toada tribal de <em><span style="color: #ff99cc;">Undone</span></em> adornada depois por uma guitarra cristalina, ou a percussão exórica e cavernosa de <em><span style="color: #ff99cc;">Now I Want</span></em>, são bons exemplos desta riqueza compositória claramente intuitiva e cerebral, que origina uma espécie de eletrónica minimalista mas ampliada até ao máximo do seu potencial. Já a melancolia de <em><span style="color: #ff99cc;">White Lies</span></em>, que se desbrava num misto de euforia e contemplação, à medida que os diferentes efeitos vão-se revezando na linha da frente da estrutura melódica da composição e a espantosa solidez de <em><span style="color: #ff99cc;">I Am The Others</span></em>, uma canção com diferentes linhas agrestes mas que exalam um intimismo romântico bastante peculiar, além de serem excelentes exemplos do que melhor se vai ouvindo na eletrónica atual, são mais dois temas que aprimoram eficazmente a atmosfera sonora de um grupo com uma direção sonora que às vezes parece recuar duas décadas, no modo como cruza sintetizadores e vozes com uma forte toada nostálgica e contemplativa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Simples e intrigante, fortemente hermético e fechado num casulo muito próprio, <span style="color: #ff99cc;">Bones</span> está revestido com uma eletrónica que exige particular dedicação, mas que recompensa quem se atreve a descobrir os seus recantos mais profundos e a procurar desbravar os territórios sonoros que decalca. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/8/7768/17543588274_bbe34d4d24_z.jpg" alt="Son Lux - You Don&#39;t Know Me" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>01. Breathe In</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>02. Change Is Everything</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>03. Flight</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>04. You Don’t Know Me</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>05. This Time</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>06. I Am The Others</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>07. Your Day Will Come</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>08. Undone</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>09. White Lies</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>10. Now I Want</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #ff99cc;"><em>11. Breathe Out</em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/187454638&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:721571 2015-07-15T22:01:00 Tame Impala - Currents 2015-07-15T21:01:40Z 2015-07-15T21:01:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Três anos após <em>Lonerism</em>, o disco que levou os <span style="color: #ffcc99;">Tame Impala</span> de Kevin Parker ao estrelato e a um reconhecimento superior que Innerspeaker, o disco de estreia, não tinha proporcionado, chegou finalmente aos escaparates o tão aguardado sucessor desses dois trabalhos que refletiram a exploração de um universo muito pessoal e privado do grande mentos do projeto. O novo álbum deste quinteto australiano intitula-se <em><span style="color: #ffcc99;">Currents</span></em>, está novamente abrigado pela chancela da Modular e da Interscope Records e, sendo mais <em>pop</em>, dançante e eletrónico que os antecessores, não deixa de conter essa vertente pessoal fortemente impregnada. <span style="color: #ffcc99;"><em>Eventually</em></span>, por exemplo, uma balada tranquilamente <em>pop</em> e um dos singles retirados do disco, poderá muito bem refletir a separação recente de Kevin Parker de Melody Prochet, vocalista do projeto francês Melody's Echo Chamber.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://lolp1.c3cdn.com/wp/wp-content/uploads/2015/03/lolla-tame-impala-1280x8001.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A nostalgia e o modo como são apresentados com uma contemporaneidade invulgar alguns sons do passado, continua a ser uma pedra de toque importante na discografia dos <span style="color: #ffcc99;">Tame Impala</span>, conhecidos por nos transportar até aos dias em que os homens eram homens, as raparigas eram <em>girl-groups</em> e a vida revolvia em torno da ideia de expandir os pensamentos através de clássicos de<em> blues rock</em>, com os Cream ou Jimmy Hendrix à cabeça. E <span style="color: #ffcc99;"><em>Currents</em> </span>não foge à regra deste <em>modus operandi</em>, mas num rumo diferente dos antecessores, com temas como <em><span style="color: #ffcc99;">I Less Know The Better</span></em> ou <em><span style="color: #ffcc99;">Disciples</span></em> a persistirem nos constantes encaixes eletrónicos durante a construção melódica e juntando um almofadado conjunto de vozes em eco e guitarras mágicas que se manifestam com uma mestria instrumental<em> vintage</em> única, mas apostando, fundamentalmente, em texturas mais sintéticas, exemplarmente sintonizadas nas sobreposições e mudanças de ritmo de <em><span style="color: #ffcc99;">Really In Motion</span></em>, um dos temas onde eletrónica e psicadelia se juntam de modo a descobrir novos sons, dentro de um espetro eminentemente <em>pop</em>. Aliás, <span style="color: #ffcc99;"><em>Currents</em></span> está cheio de exemplos em que se passa, num ápice, do <em>hip-hop</em> para o <em>R&amp;B</em>, com a nostalgia deste genero, esplendorosa em<span style="color: #ffcc99;"><em> Cause I'm A Man</em></span> e a fazer recordar um R. Kelly na fase mais fulgurante da carreira, a dominar o ambiente sonoro do disco e com <em><span style="color: #ffcc99;">Love/Paranoia</span></em> a aconchegar-se nos nossos ouvidos e a colar-se à pele com o amparo certo para que se expresse a melíflua melancolia que Parket certamente quis que deslizasse das suas canções, já que o mistério é, também, um elemento estruturante da sua filosofia sonora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Assim, e olhando para <em><span style="color: #ffcc99;">Currents</span></em> como um todo, se logo em <em><span style="color: #ffcc99;">Let It Happen</span></em>, o longo tema de abertura, ficou explícito que os <span style="color: #ffcc99;">Tame Impala</span> estão menos dependentes das guitarras e que resolveram chamar os sintetizadores para um plano de maior destaque, que em<span style="color: #ffcc99;"><em> The Moment</em></span> revelam-se particularmente esplendorosos e eficazes nessa tal busca de efeitos genuínos e futuristas, a verdade é que, pouco depois, sem deixarem de lado a sua típica <em>groove </em>viajante, plasmam em <em><span style="color: #ffcc99;">Yes I'm Changing</span></em> a tal estética mais próxima de uma certa <em>pop</em> negra avançada, fazendo-o com uma vibração excitante, onde não faltam alguns samples de sons urbanos, espelhando essa opção por uma toada mais <em>R&amp;B</em>, mas mantendo-se a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o <em>rock</em> clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em suma, cheio de espaço, minimal e carregado de sintetizadores impregnados de efeitos, com texturas e fôlegos diferentes e onde aquela sensação de experimentação caseira ainda bem presente, além de letras simples e até algo vagas, <em><span style="color: #ffcc99;">Currents</span></em> clarifica as novas coordenadas que se apoderaram do departamente de inspiração de Parker, sendo o resultado da sua nova ambição em se rodear com uma aúrea resplandescente e romântica e de mostrar uns <span style="color: #ffcc99;">Tame Impala</span> renovados e cada vez mais heterogéneos e abrangentes. Além de encontrarmos <span style="color: #ffcc99;"><em>Currents</em></span> nas lojas em breve, será possível também ver os <span style="color: #ffcc99;">Tame Impala</span> em Portugal este ano, pois já estão confirmados no Festival Vodafone Paredes de Coura. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Tame Impala - Currents by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/19248327948"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/303/19248327948_7865117bc3_o.jpg" alt="Tame Impala - Currents" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Let It Happen</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Nangs</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. The Moment</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Yes I’m Changing</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Eventually</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Gossip</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. The Less I Know The Better</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Past Life</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Disciples</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Cause I’m A Man</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Reality In Motion</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Love/Paranoia</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. New Person, Same Old Mistakes</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fhefh9dFnChY%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dhefh9dFnChY&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fhefh9dFnChY%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:717690 2015-07-13T22:18:00 Wavves And Cloud Nothings – No Life For Me 2015-07-13T21:19:00Z 2015-07-13T21:32:30Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Dois dos nomes mais consensuais e profícuos do<em> indie rock lo fi</em> atuais são, certamente, os <a href="http://wavves.net/">Wavves</a> de Nathan Williams e os <a href="http://cloudnothings.com/">Cloud Nothings</a> de Dylan Baldi. Para regalo dos ouvidos de todos aqueles que, como eu, seguem com particular devoção este subgénero do<em> indie rock</em>, <em><span style="color: #ff0000;">No Life For Me</span></em>, um compêndio de nove canções assndao pelas duas bandas, é um dosmarcos discográficos do ano, sem qualquer dúvida. <em><span style="color: #ff0000;">No Life For Me</span></em> aparece nos escaparates à boleia da Ghost Ramp e foi gravado e produzido pelo coletivo Sweet Valley, formado por Nathan e o seu irmão Joel Kynan, sendo um trabalho que, na sua génese, é feito de experimentações sujas que procuram conciliar esta componente <em>lo fi </em>com a <em>surf music</em>, numa embalagem caseira e íntima e que não coloca em causa o <em>adn</em> sonoro identitário dos dois projetos.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static1.squarespace.com/static/52791336e4b085eb5a85b0a7/t/559abb5ae4b0d82ab99dfaa7/1436203867130/?format=750w" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">No Life For Me</span></em> junta talentos fazendo-o, felizmente, sem pretensões demasiado grandiosas ou eloquentes. Costura a sonoridade calculadamente poluída dos <span style="color: #ff0000;">Wavves</span> com a energia típica dos <span style="color: #ff0000;">Cloud Nothings</span>, de modo a que no disco transpire sempre, na quase meia hora que dura, a inexistência de alguma música em que prevaleça um dos projetos, sendo mais do que um trabalho de simbiose, uma compilação em que o resultado final é algo de particularmente novo e inovador, tendo em conta o percurso discográfico dos autores.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As nove canções do álbum são quase todas aceleradas e feitas com guitarras aditivas e uma voz que às vezes parece perder o tom, mas que nunca descura o teor melódico, sendo essa apenas e só aparente lacuna, mais um detalhe, certamente propositado, para o charme pretendido. Aliás, também não falta, em alguns instantes, aquela componente <em>surf pop</em> muito californiana, onde Nathan muitas vezes se deita para compôr.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se a introdução de <em><span style="color: #ff0000;">Nervous</span></em>, acomodada num baixo irrepreensível e num excelente refrão cheio de <em>loopings</em> e arranjos distribuídos em camadas, faz deste tema um momento intenso e obrigatório no disco, canções como a intuitiva <span style="color: #ff0000;"><em>Come Down</em></span> ou o o <em>reverb</em> do tema homónimo induzem o peso e a velocidade que os dois grupos exigem, com <em><span style="color: #ff0000;">Nothing Hurts</span> </em>a encerrar com beleza e bom gosto um trabalho arrojado e que, apesar do constante <em>noise</em> das guitarras, nunca deixa de conter uma sonoridade aberta, acessível e <em>pop</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Álbum, na minha opinião, fundamental e também percurssor da reinvenção do movimento <em>lo fi</em> tão em voga nos últimos anos e que tem dado alguma primazia à vertente psicadélica, como comprovam os conterâneos Ty Segall ou The Oh Sees, <em><span style="color: #ff0000;">No Life For Me</span></em> é um passo significativo numa outra direção, mas igualmente nobre e bem sucedida, de duas bandas que, sem deixarem de ser rugosas, intensas e viscerais, procuram um brilho <em>pop</em> mais acessivel e imediato e uma abordagem ao <em>noise</em> mais elástica, orelhuda, angulosa e até radiofónica. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Wavves And Cloud Nothings - No Life For Me by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18641313823"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/389/18641313823_c153c553d4_o.jpg" alt="Wavves And Cloud Nothings - No Life For Me" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Untitled I</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. How It’s Gonna Go</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Come Down</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Hard To Find</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Untitled II</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Nervous</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. No Life For Me</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Such A Drag</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Nothing Hurts</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2528675018/size=large/bgcol=333333/linkcol=0f91ff/tracklist=false/artwork=small/track=70715292/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:722871 2015-07-13T13:36:00 Amber Leaves - Heaven 2015-07-13T12:37:02Z 2015-07-13T12:37:02Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://lh3.googleusercontent.com/d3VEVCyuKa-0olMRP12Hl8yxtFYVOv3bEZZNngUDwemYT0q_Ob5cjkKOv4on_CLX67C4A_jXGs0FnoZ8y7kZDdnmEw2NcyvnD-9yZuHn6hWN42j7kYb7WqHfCntZEPvYGjZ8um4" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Londres, os britânicos <span style="color: #ff0000;">Amber Leaves</span> são Chesney Jefferson, Sebastian Drayton, Jay Morrod, Jake Miliburn e Josh Pontin, um coletivo que me impressionou com<em><span style="color: #ff0000;"> Heaven</span></em>, o primeiro de uma sequência de três temas que o coletivo pretende lançar este verão, à boleia da Lost In The Manor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Acordes de guitarra com um elevado cariz <em>funk</em> e uma indelével assinatura impressa com o <em>rock</em> de garagem <em>presleyano</em> feito com uma forte pitada de <em>blues</em> é o grande sustento de <em><span style="color: #ff0000;">Heaven</span></em>, canção que conta com a participação especial vocal de Miele Passmore e que<em> </em>seduz e faz estremecer o nosso lado mais libidinoso. Estes <em><span style="color: #ff0000;">Amber Leaves</span></em> personificam num turbilhão de emoções que vivem em perfeita sintonia com o espírito de um projeto com uma vitalidade imparável e que vale a pena escutar com dedicação. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/206596612&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:672828 2015-07-12T18:39:00 The Fleas - Telling Tales EP 2015-07-12T17:41:59Z 2015-07-12T17:41:59Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99cc00;"><em>Telling Tales</em></span> é o novo EP dos <a style="color: #999999;" href="http://www.hotox.demon.co.uk/thefleas/thefleas.html">The Fleas</a> um quarteto britânico de Reading, formado por Piers, Bernadette, Mannie, Woody e Chris, que vive à sombra de uma sonoridade que gravita algures entre Pixies ou os The Kinks, mas também a piscar o olho à <em>folk</em> americana, levando-nos de regresso aos tempos aúreos do<em> rock</em> alternativo mais vibrante e luminoso.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-lhr3-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xpf1/v/t1.0-9/1558603_863708526996781_1288034297979208346_n.jpg?oh=aec783fa1638b21cdbf635000abf887e&amp;oe=5626880E" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sonoramente animados e expansivos, como uma boa banda <em>pop indie</em> deve ser, os <span style="color: #99cc00;">The Fleas</span> percorrem estilos musicais tão variados como o <em>rock</em> progressivo e a <em>folk</em>, à boleia de cordas acústicas e eletrificadas, um andamento ritmado e frenético, sendo <em><span style="color: #99cc00;">Telling Tales</span></em> um EP recheado de intensidade e com a típica <em>coutry-folk</em> a ser a principal zona de conforto, como se percebe logo em <span style="color: #99cc00;"><em>Free</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99cc00;"><em>Born To Run</em></span>, o segundo tema do EP, inspirado no livro <em>Born to Run: The Hidden Tribe, the Ultra-Runners, and </em></span><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>the Greatest Race the World Has Never Seen</em> da autoria de Christopher McDougall. muda um pouco a agulha para o baixo e a paercussão, em derterimento das cordas, mas mantém-se o frenesim ritmado e alegre de um quinteto inspirado no modo como se serve da música como um veículo privilegiado de expressão da criatividade e de manifestação de sentimentos e emoções! Finalmente, os arranjos das cordas de<em><span style="color: #99cc00;"> No More Tears</span></em>, impregnam este EP com um sabor ainda mais americano, sendo este EP, para quem aprecia o género, verdadeiramente obrigatório. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/183518475&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="356" height="212" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/183518477&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="362" height="215" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:698219 2015-07-11T22:13:00 Giant Sand - Heartbreak Pass 2015-07-11T21:32:47Z 2015-07-12T17:47:17Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">editado no passado dia quatro de maio por intermédio da N<a style="color: #999999;" href="http://www.newwestrecords.com/">ew West Records</a>, <em><span style="color: #ccffff;">Heartbreak Pass</span></em> é o novo registo discográfico dos míticos <span style="color: #ccffff;"><a style="color: #ccffff;" href="http://www.giantsand.com/">Giant Sand</a></span>, um coletivo norte americano oriundo de Tucson, no Arizona e liderado por Howe Gelb, um dos nomes mais importantes do cenário indie <em>folk</em> contemporâneo na América do Norte. <em><span style="color: #ccffff;">Heartbreak Pass</span> </em>marca mesmo o trigésimo aniversário deste projeto, à boleia de quinze canções que contêm a impressão sonora típica dos <span style="color: #ccffff;">Giant Sand</span>, um álbum produzido por John Parish e que não defrauda, nem por sombras, a herança de um grupo influente e decisivo e com uma genética sonora bastante vincada e inédita.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.folkradio.co.uk/wp-content/uploads/2015/05/giant-sand-heartbreak-pass.jpg" alt="Giant Sand – Heartbreak Pass" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ccffff;">Giant Sand</span> são, sobretudo, uma espécie de projeto a solo de Howe Gelb, um músico que nos últimos trinta anos soube sempre rodear-se das pessoas certas para dar vida a um cardápio sonoro muito próprio e com uma impressão sonora fantástica e única. A América enquanto continente e país, com uma multipliciadade de raças e culturas, mas com uma <em>folk</em> que, na sua génese, contém caraterísticas bastante vincadas e inéditas, é a força motriz destes <span style="color: #ccffff;">Giant Sand</span> e a sua maior inspiração lírica e instrumental. Mas neste novo trabalho, e como vamos perceber em seguida, os <span style="color: #ccffff;">Giant Sand</span> também extravasam por outras outras fronteiras geodésicas, inclusivé no lado de cá do atlântico, com a ajuda de Grant-Lee Phillips, Jason Lytle dos Grandaddy, Steve Shelley dos Sonic Youth, a croata Lovely Quinces e o baterista Winston Watson, as participações especiais deste disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A contemplativa e sedutora <em><span style="color: #ccffff;">Done</span></em>, uma das canções mais bonitas de <em><span style="color: #ccffff;">Heartbreak Pass</span></em>, foi gravada em Bruxelas, Creta e Otawa e a composição <em><span style="color: #ccffff;">Heaventually</span></em> começou a ser germinada em Itália, tendo depois também sofrido ajustes em Inglaterra e, já de regresso ao continente americano, no Tennessee e no Arizona. E estes temas são apenas dois exemplos da fórmula transfronteiriça e intercontinental, rica e imaginativa que regeu o processo de criação musical de Howe Gelb neste álbum, um cardápio fortemente emotivo, como seria de esperar e com uma riqueza instrumental vincada. Da inebriante, eletrónica e experimental <span style="color: #ccffff;"><em>Transponder</em></span> e dos <em>riffs</em> épicos de <em><span style="color: #ccffff;">Texting Feist</span></em>, até à simplicidade melancólica de <span style="color: #ccffff;"><em>Home Sweat Home</em></span>, uma canção que fala das rotinas de um artista em digressão e que conta com um dueto entre Gelb e a sua irmã mais nova, passando pelo pendor boémio e acústico de <em><span style="color: #ccffff;">Heaventually</span></em>, há, ao longo deste alinhamento de quinze canções, um forte sabor e cheiro à aridez texana que, em <em><span style="color: #ccffff;">Hurtin' Habit</span></em> ganha um crueza <em>rock</em> bastante máscula e assexuada, como se as hipóteses de sobrevivência no mais áspero dos ambientes exigissem a inserção dos <span style="color: #ccffff;">Giant Sand</span> no compêndio sonoro essencial, até como fôlego extra e dose vitamínica essencial, um ficheiro que não pode faltar em qualquer <em>kit</em> de sobrevivência regular.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Howe Gelb tem, como se percebe, um modo muito peculiar de comunicar connosco e utiliza um registo vocal declamativo que nos enclausura e desarma sem hipótese de retrocesso. Mas, desta vez, também soube convidar excelentes vozes femininas para dar vida ao universo sonoro muito próprio que idealizou. Assim, se a viola de <span style="color: #ccffff;"><em>Song So Wrong</em></span> e o seu registo vocal grave contêm todos os genes da <em>folk</em> do outro lado do atlântico, que nos envolve num universo algo melancólico, uma espécie de euforia triste e de beleza num mundo sombrio, já o piano de <em><span style="color: #ccffff;">Pen to Paper</span></em> e o dueto que Gelb mantém com <em><span style="color: #ccffff;">Love Quinces</span></em> nessa canção, transmite uma intensa e quase sufocante sensação de introspeção e reflexão interiores, comprovando que as capacidades inatas do líder dos <span style="color: #ccffcc;">Giant Sand</span> para a composição não se deterioraram com o tempo, ele que é detentor de uma voz única e incomparável e possui uma expressão melancólica acústica que terá herdado de um Neil Young e que sabe, melhor que ninguém, como interpretar. O modo como em <em><span style="color: #ccffff;">Man On A String</span></em> Gelb consegue manter o equilíbrio entre a emotividade da sua voz e as oscilações rítmicas do tema, plasmam a <span style="line-height: 1.3;">capacidade contrastante que este compositor tem de nos oferecer o sol, as harmonias e o calor, mas também o escuro, a falta de cor e a chuva.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="line-height: 1.3; font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Obra ambiciosa, grandiosa e, de algum modo, um exercício de síntese de tudo aquilo que os <span style="color: #ccffff;">Giant Sand</span> já nos ofereceram na sua longa carreira, <em><span style="color: #ccffff;">Heartbreak Pass</span></em> é um festim para os nossos ouvidos, um disco eclético e variado, recheado de momentos épicos e instantes cheios de tensão lírica, onde Gelb explora até à exaustão o espiritualismo nativo norte americano, num trabalho com evidentes influências em espetros sonoros de outros tempos, mas com uma forte tonalidade contemporânea. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Giant Sand - Heartbreak Pass by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/17155582959"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8857/17155582959_291bd92215.jpg" alt="Giant Sand - Heartbreak Pass" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Heaventually</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Texting Feist</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Hurtin’ Habit</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Transponder</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Song So Wrong</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Every Now And Then</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Man On A String</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Home Sweat Home</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Eye Opening</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Pen To Paper</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Bitter Suite</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. House In Order</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Gypsy Candle</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">14. Done</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">15. Forever And Always</span></em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ibXUKPzQNRw" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:716599 2015-07-10T20:54:00 The New Division – Gemini 2015-07-10T19:54:17Z 2015-07-10T19:58:27Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff99cc;">The New Division</span> são uma banda de Riverside, nos arredores Los Angeles, formada em 2005 por John Kunkel, ao qual se juntam, ao vivo, Brock Woolsey, Michael Janz,Mark Michalski e Alex Gonzales. Falei deles em finais de 2011 por causa de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/195654.html">Shadows</a>, o disco de estreia deste projeto que, como se percebe, é obra da mente criativa de Kunkel. Já o ano passado voltei a aflorar os <span style="color: #ff99cc;">The New Division</span> devido a <em>Together We Shine</em>, um trabalho que viu a luz do dia por intermédio da etiqueta Division 87 na primavera desse ano e agora, catorze meses depois,<em><span style="color: #ff99cc;"> Gemini</span></em> é o novo compêndio sonoro do grupo, treze canções com alguma da melhor <em>pop new wave</em> que se pode escutar atualmente.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.releasemagazine.net/wp-content/themes/londoncreative/scripts/timthumb.php?src=http://www.releasemagazine.net/wp-content/uploads/2014/05/New-Division-main.jpg&amp;w=560&amp;zc=1&amp;h=170" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O revivalismo <em>punk rock</em> dos anos oitenta, combinado com a eletrónica mais influente dessa época, razão pela qual não será alheia a inserção das palavras New (Order) e (Joy) Division no nome, é a grande força motriz do processo de criação musical de Kunkel, um músico bastante interessando por esse período musical e que procura replicar com uma contemporaneidade que se saúda, plasmada, por exemplo, no inedetismo de alguns efeitos sintetizados, piscando o olho a uma sonoridade <em>pop</em>, luminosa e expansiva, certamente em busca de um elevado sucesso comercial e de ampliar a sua rede de ouvintes e seguidores, além do nicho de seguidores que têm acompanhado o percurso da banda com particular devoção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Assim,<em><span style="color: #ff99cc;"> Gemini</span></em> impressiona, desde logo, pela qualidade da produção, da autoria do próprio Kunkel coadjuvado por F.J. DeSanto e pela aposta firme na criação de um som límpido e que entre o revivalismo e algumas intenções futuristas, agrada e seduz, até pelo forte apelo às pistas de dança. Estamos na presença de um álbum cuidadosamente trabalhado, onde as influências são bem claras e canções como a vigorosa <em><span style="color: #ff99cc;">Senseless</span></em>, a pulsante <em><span style="color: #ff99cc;">Iris</span></em>, a retro <em><span style="color: #ff99cc;">Introspective</span> </em>ou a sombria e mais orgânica<span style="color: #ff99cc;"><em> Alive</em></span>, foram certamente pensadas para o <em>airplay</em>, baseando-se numa <em>pop</em> épica e conduzida por teclados sintéticos que dão vida a refrões orelhudos e melodias que se colam ao ouvido com particular ênfase.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar do dedilhar de cordas que abastece a melodia de <em><span style="color: #ff99cc;">Golden Winter Child</span></em> e das distorções da épica <em><span style="color: #ff99cc;">Murder Shock</span></em>, as guitarras dominam cada vez menos o processo de criação melódica dos <span style="color: #ff99cc;">The New Division</span> e neste <span style="color: #ff99cc;"><em>Gemini</em></span> os sintetizadores e os efeitos da bateria eletrónica assumem os comandos, com temas como <em><span style="color: #ff99cc;">Copycat</span></em> ou <em><span style="color: #ff99cc;">Eye</span></em>s a olharem de frente para aquela pop nórdica fortemente sentimental que os A-Ha recriaram com mestria no tal período temporal que entusiasma Kunkel.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Não é novidade nenhuma dizer-se que a música enquanto forma de arte é um fenómeno onde quem inova sonoramente pode encontrar aí o caminho para o sucesso. No entanto, penso que esta manifestação artística também é um fenómeno cíclico e que as bandas e artistas que buscam elementos <em>retro</em> de outras décadas para recriar um estilo próprio também poderão encontrar a chave para o sucesso. Exemplos que procuram seguir esta doutrina são bem comuns nos dias de hoje são bem comuns e, ao terceiro disco, já não restam dúvidas que os <span style="color: #ff99cc;">The New Division </span>escolheram a inesquecível década da ascensão da música eletrónica para sustentar a sua carreira discográfica. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="The New Division - Gemini by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18460887034"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/405/18460887034_a3e7783d9f_o.jpg" alt="The New Division - Gemini" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. ii.</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Killer</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Gemini</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Senseless</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Iris</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Introspective</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. i.</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Alive</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Golden Winter Child</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Copycat</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Eyes</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Murder Shock</em></span><br /><span style="font-size: 12pt; color: #ff99cc; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Bloom</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=758620641/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="640" height="360" style="padding: 10px; width: 527px; height: 295px;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:717501 2015-07-10T17:46:00 Escapists - Eat You Alive 2015-07-10T16:59:05Z 2015-07-10T16:59:05Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://lh5.googleusercontent.com/TGphKxtm6RfKS9pmUviXSQkwBXpVbjMiupGPi6ZcLY9QecxybFIPXn9uuhPn4zbPJ8ZuYkfHKR3Gpzucw_CR4NusMPU9XQBx1CKiVou0Fq7igZUDmFcBwd5bhvRB_zVRKZ7SY8I" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de <em><span style="color: #ff6600;">Only Bodies</span></em>, o registo de estreia, editado no verão do ano passado, os <a style="color: #999999;" href="http://www.escapistsmusic.com/">Escapists</a>, um coletivo britânico oriundo de Londres e formado por Simon Glancy, Oli Court, Max Perryment e Andy Walsh, estão de regresso com <em><span style="color: #ff6600;">Eat You Alive</span></em>, composição que, segundo Chris Sharpe, da etiqueta <a style="color: #999999;" href="http://www.lostinthemanor.co.uk/">Lost In The Manor</a>, é o primeiro de uma sequência de três temas que poderão vir a dar origem a um novo EP, a lançar lá para o final do ano.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar de os <span style="color: #ff6600;">Escapists</span> colocarem no seu grupo de influências nomes tão significativos como TV On The Radio, The National, The Shins, Modest Mouse ou Broken Social Scene, entre muitos outros, ao ter escutado este<span style="color: #ff6600;"> <em>Eat You Alive</em></span> ocorreu-me que um dos primeiros elogios que se pode fazer a estes Escapists é que parecem ser capazes de cimentar uma sonoridade muito própria e inédita, naturalmente abrangida pelo <em>indie rock</em> alternativo, feito de melodias épicas e luminosas, criadas com guitarras carregadas de efeito e distorção, um baixo vigoroso e uma percurssão potente. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/209265946&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:714776 2015-07-09T21:22:00 Kissing Party - Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating 2015-07-09T20:22:48Z 2015-07-09T20:22:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Deirdre (voz), Gregg (voz e guitarra), Joe (guitarra), Lee (baixo) e Shane (bateria) são os <span style="color: #33cccc;">Kissing Party</span>, uma banda norte-americana oriunda de Denver, no Colorado e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas. <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/looking-back-it-was-romantic-but-at-the-time-i-was-suffocating">Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating</a> é o nome do trabalho de estreia destes <span style="color: #33cccc;">Kissing Party</span>, um compêndio sonoro de quinze canções que exalam celebração e boa disposição, enquanto misturam o som da <em>pop</em> e do <em>rock</em> dos anos sessenta e piscam o olho ao <em>rock</em> alternativo de final do século, com uma roupagem contemporânea <em>lo fi</em> que aprecio particularmente.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xfa1/v/t1.0-9/10505613_10152213818005233_2733873688352882673_n.jpg?oh=7fcb31a4b713067f695d1a38d9033091&amp;oe=561F72C7" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A primeira coisa que me apraz dizer depois de ter escutado este disco é que<span style="color: #33cccc;"><em> Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating</em></span> é luz em forma de música, um disco cheio de brilho e cor em movimento, uma obra com um alinhamento alegre e festivo e que parece querer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana. <span style="color: #33cccc;"><em>Trash</em></span>, um extraordinário instante sonoro, com guitarras que misturam um travo de <em>rock</em> de garagem com efeitos que piscam o olho à refrescante luminosidade que habitualmente se encontra em algumas referências óbvias da <em>dream pop</em>, foi o primeiro <em>single</em> divulgado do disco e pouco depois, com <span style="color: #33cccc;"><em>Justine</em></span> e <span style="color: #33cccc;"><em>New Glue</em></span>, mais dois <em>singles</em>, estes <span style="color: #33cccc;">Kissing Party</span> provaram definitivamente ser capazes de nos fazer pular e ter vontade de desertar para o universo paralelo onde habitam, feito de um presente regido por aquela felicidade incontrolável e contagiante. Se em <em><span style="color: #33cccc;">Justine</span></em> as vozes de Gregg Dolan e Dierdre Sage envolvem-se entre si, como os lábios num cigarro, já em <span style="color: #33cccc;"><em>New Glue</em></span> a voz açucarada e quente de Dierdre perde todo o pudor e apresenta-se ao mundo exatamente como é, sem reservas ou concessões <em>Bitch I'm perfect</em>, canta ela... <em>Yes, you are!</em>, acrescento eu.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mas há outros momentos altos ao longo deste trabalho que qualquer um de nós pode <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/looking-back-it-was-romantic-but-at-the-time-i-was-suffocating">escutar</a> gratuitamente; As mudanças de ritmo e a distorção da guitarra da frenética <span style="color: #33cccc;"><em>Two Boys</em></span> e de <em><span style="color: #33cccc;">Right Out Of Real Life</span></em>, misturadas com alguns efeitos pouco usuais e samples de sons tipicamente urbanos e que dão uma toada mais real e próxima do ouvinte, ou a pueril simplicidade de <em><span style="color: #33cccc;">Michigan Madonna</span></em>, são outros instantes deste trabalho que mostram porque <span style="color: #33cccc;"><em>Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating</em></span> é um álbum <em>pop</em> poderoso e extremamente divertido, sem deixar de evocar um certo experimentalismo típico de quem procura, através da música, fazer refletir aquela luz que não se dispersa, mas antes se refrata para inundar os corações mais carentes com uma luminosidade que transmite energia. Falo de um disco sem cantos escuros, porque mesmo momentos mais contemplativos como<span style="color: #33cccc;"> <em>I Live With The Mistery</em></span> ou <span style="color: #33cccc;"><em>Night Of The Pigs</em></span>, comportam uma elevada diversidade melódica e, sem tiques desnecessa´rias ou camadas sonoras superflúas, são canções que conseguem catapultar os <span style="color: #33cccc;">Kissing Party</span> a um patamar elevado de criatividade e bom gosto no modo como extravasam sentimentos profundos e que nos são caros, fazendo-o de modo direto, facilmente assimilável e sonoramente revigorante. Já a acústica <em><span style="color: #33cccc;">You're Gonna Wonder</span></em>, que inclui inéditos arranjos sintetizados, sendo também um exemplo cabal da aúrea sentimental que este quinteto, acaba por ser um típico tema de encerramento de disco, um fim de festa onde não regressa cada um ao seu lar pelos seus próprios meios, mas onde há um convite claro ao usufruto deuma companhia agradável e diferente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Fazendo uma espécie de simbiose entre alguns dos melhores aspetos do <em>rock</em> alternativo e um experimentalismo cru, mas temperado com variadas referênciasque nos permitem aceder a uma dimensão musical superior, <em><span style="color: #33cccc;">Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating</span></em> é um caldeirão sonoro feito por um elenco de extraordinários músicos e artistas, que sabem como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no universo sonoro ao qual dão vida, projetando ao longo do alinhamento desta estreia, com uma invulgar sagacidade, inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2922723737/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="640" height="360" style="padding: 10px; width: 469px; height: 263px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:698837 2015-07-08T14:17:00 Everything Everything - Get to Heaven 2015-07-08T13:17:16Z 2015-07-08T13:17:16Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de <em><span style="color: #ff0000;">Man Alive</span></em> (2010) e <em><span style="color: #ff0000;">Arc</span></em> (2013), os britânicos <a style="color: #999999;" href="http://www.everything-everything.co.uk/home">Everything Everything</a> de Jonathan Higgs, Jeremy Pritchard, Alex Robertshaw e Michael Spearman estão de regresso aos discos com <span style="color: #ff0000;"><em>Get To Heaven</em></span>, um álbum que viu a luz do dia a quinze de junho e que foi produzido pelo consagrado Stuart Price (Kylie Minogue, The Killers e Scissor Sisters), sendo o curioso <em>artwork</em> da autoria do ilustrador neozelandês Andrew Archer e que pretende sintetizar a temática de um disco que se debruça sobre o modo como a política e a religião nos consomem nos dias de hoje e como, de algum modo, agridem a nossa essência se nos deixarmos seduzir por estes estímulos exteriores de modo exacerbado e inconsciente.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://nme.assets.ipccdn.co.uk/images/gallery/2015EverythingEverything_HIGH_6_JH140415.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Piscando o olho a um vasto leque de influências que vão da <em>dream pop</em> ao <em>rock</em> progressivo, passando pela eletrónica, o <em>R&amp;B</em> e o <em>indie rock</em> contemporâneo, os <span style="color: #ff0000;">Everything Everything</span> chegam ao terceiro disco depois de um refinado e cuidadoso processo de corte e costura de todo o espetro musical que os seduz e que os sintetizadores e os efeitos inebriantes da guitarra de <em><span style="color: #ff0000;">To The Blade</span></em> desde logo anunciam. Depois, o <em>indie rock</em> de <span style="color: #ff0000;"><em>Regret</em></span>, feito com uma percussão vincada, um baixo pleno de groove, uma guitarra particularmente melódica e um registo vocal em falsete exemplarmente replicado por Higgs, não foi uma escolha nada inocente para avanço no formato <em>single</em> de <span style="color: #ff0000;"><em>Get To Heaven</em></span>, já que é uma canção marcante, cheia de personalidade e que antecipou um disco prometedor. Mas, antes desse tema, o piano de <em><span style="color: #ff0000;">Distant Past</span> </em>e a postura vocal próxima do <em>hip-hop</em>, além de elevarem o clima festivo do disco, logo no início, para um patamar elevado de agitação e euforia, acaba por nos convidar à interação com o seu conteúdo, num trabalho que não deixa ninguém indiferente e que se percebe, desde logo, que não é para ser escutado como banda sonora casual, mas como escolha propositada para colorir um ambiente certamente empolgante e animado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com a voz dramática e estimulante de Higgs a ser, frequentemente, o sal que tempera devidamente a alma das canções que, como é o caso de <em><span style="color: #ff0000;">Distant Past</span></em>, escorrem sobre o modo como a evolução humana é hoje feita de extremismos, por um lado e um isolamento cada vez maior do indíviduo, enquanto pessoa cada vez mais fria e mecanizada, nesta aldeia global, <em><span style="color: #ff0000;">Get to Heaven </span></em>vive bastante desta aparente contradição entre a seriedade lírica e a espontaneidade e luminosidade melódica. Agregando uma variedade interessante de instrumentos e arranjos curiosos e até, em alguns casos, investidos de um certo requinte, como é o caso das bongas e as palmas do tema homónimo, a batida minimal de <em><span style="color: #ff0000;">Fortune 500</span></em>, ou os divertidos sintetizadores de <em><span style="color: #ff0000;">Hapsburg Lippp</span></em>, <em><span style="color: #ff0000;">Get To Heaven</span></em> merece relevo pelo modo como joga conosco com a sua paleta de cores fortes e psicadélicas, que entre a <em>pop</em> e a eletrónica, remexem em praticamente tudo o que se situa entre estes dois postes dando à banda uma identidade muito própria, já que se os <span style="color: #ff0000;">Everything Everything</span> são, realmente, uma banda parecida com tantas outras, talvez sejam poucas as que conseguem ser uma alternativa viável e sedutora para um espetro sonoro já tão explorado como aquele em que este quarteto britânico se move.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco divertido, indutor, frenético e provocante, <em><span style="color: #ff0000;">Get to Heaven</span></em> é um passo seguro e maduro dos <span style="color: #ff0000;">Everything Everything</span> rumo ao estrelato, um agregado interessante e improvável de análise psicológica e sociológica do estado atual do mundo, mas que pode sempre encontrar algum conforto e até, quem sabe, a esperada redenção e salvação nas pistas de dança espalhadas pelo mundo inteiro. Talvez possa ser a música o elemento conciliador e libertador das civilizações e os <span style="color: #ff0000;">Everything Everything</span> parecem querer voluntariar-se para levar a cabo essa cruzada inolvidável. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/542/18310591513_af4ccd96c6_o.jpg" alt="Everything Everything - Get To Heaven" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">CD 1</span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. To The Blade</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Distant Past</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Get To Heaven</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Regret</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Spring / Sun / Winter / Dread</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. The Wheel (Is Turning Now)</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Fortune 500</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Blast Doors</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Zero Pharaoh</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. No Reptiles</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Warm Healer</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">CD 2</span><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. We Sleep In Pairs</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Hapsburg Lippp</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. President Heartbeat</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Brainchild</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Yuppie Supper</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Only As Good As My God</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TOUuWZ8-hBg" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p>