urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2014-09-01T20:41:12Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:568817 2014-09-01T21:32:25 Faded Paper Figures – Relics 2014-09-01T20:39:23Z 2014-09-01T20:41:12Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Los Angeles, na Califórnia, os <a href="http://www.fadedpaperfigures.com/"><span style="color: #888888;">Faded Paper Figures</span></a> são R. John Williams, Kael Alden e Heather Alden, um trio que acaba de editar um delicioso disco chamado <em><span style="color: #ff6600;">Relics</span></em> e que viu a luz do dia a vinte e cinco de agosto por intermédio da Shorthand Records. <em><span style="color: #ff6600;">Relics</span></em> é um álbum que deve ser escutado por todos aqueles que apreciam o cruzamento ímpar entre a <em>pop</em> que sobrevive de mãos dadas com alguns detalhes típicos da eletrónica e da <em>folk</em> e onde é feliz e verdadeiramente proveitosa a simbiose entre as cordas e o sintetizador.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://todayinart.com/wp-content/uploads/2010/12/faded-paper-figures.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Este trio surpreende, desde logo, pela simplicidade de processos e pela fórmula escolhida, mas altamente eficaz, assente num dedilhar de cordas, um sintetizador cheio de vida e carregado de efeitos e uma voz frequentemente modificada. Tudo isto serviu para criar ambientes intensos e emocionantes, sem nunca deixar de lado a delicadeza, num disco deslumbrante e tecnicamente impecável, que enche as medidas e comprova que os <span style="color: #ff6600;">Faded Paper Figures</span> sabem criar composições que, mesmo mantendo uma bitola processual algo oblíqua e simplista, estão cheias de charme e onde cada detalhe das dez músicas está ali por uma razão específica e cumpre perfeitamente a sua função. Basta ouvir os raios flamejantes que são debitados pelo sintetizador em <em><span style="color: #ff6600;">Breathing</span> </em>ou o dedilhar de uma viola na <em>folk</em> de <em><span style="color: #ff6600;">Fellaheen</span></em> e <em><span style="color: #ff6600;">Wake Up Dead</span></em>, para se perceber a facilidade com que a banda navega entre pólos apenas aparentemente opostos, com notável perícia e absoluto conforto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A abertura épica e visceral com a já citada <em><span style="color: #ff6600;">Breathing</span></em> abre-nos as portas para uma sequência de músicas divertidas e com minuciosos detalhes, que, mesmo nos moentos mais introspetivos, como <em><span style="color: #ff6600;">Not The End Of The World</span></em> ou <em><span style="color: #ff6600;">Forked Paths</span></em>, não deixam de transparecer sempre uma faceta algo dançante e espontânea, bastante próxima de um clima festivo e mais urbano. Depois, temas como <em><span style="color: #ff6600;">Lost Stars</span></em> ou <em><span style="color: #ff6600;">Who Will Save Us Now</span></em>, entre outros, aproximam o trio de uma linguagem sonora com aproximação a elementos quase futurísticos e de uma estética mais <em>synthpop</em>. no fundo, ao terminar a audição, ficou claro que as boas sequências de sintetizadores, a tematização alegre e alguns leves toques de psicadelismo fizeram com que <em><span style="color: #ff6600;">Relics</span></em> cresça e cada nova canção, dividem o álbum em vários momentos e evitam que os melhores se concentrem demasiado em vários dos momentos do disco. É, no fundo, um disco sem ondas, homogéneo e lineado por alto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Temas como o sofrimento e a solidão e o medo do abandono envolvem todo o registo e as letras estão carregadas de drama e melancolia, dois aspetos ampliados pela elegância e pela fragilidade característica da voz de John, um detalhe importante para o sucesso deste álbum intenso e hipnótico, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão...<br /></span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a title="Faded Paper Figures - Relics by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14884722761"><span style="color: #888888;"><img src="https://farm4.staticflickr.com/3843/14884722761_b0e86a2805.jpg" alt="Faded Paper Figures - Relics" width="400" height="400" /></span></a></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Breathing</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Wake Up Dead</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Not The End Of The World (Even As We Know It)</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Lost Stars</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Fellaheen</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. On The Line</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Spare Me</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Who Will Save Us Now</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Horizons Fall</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Real Lies</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. What You See</span></em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-family: helvetica;">12. Forked Paths</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/149210965&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:563923 2014-09-01T21:02:19 So Cow - Science Fiction 2014-09-01T20:02:36Z 2014-09-01T20:05:37Z <div class="entry line_top"> <p align="center"><img src="https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/v/t1.0-9/10440765_695712643845261_765099058914308543_n.jpg?oh=5034ef2c363d47e610443c2bb0d03794&amp;oe=545E1474&amp;__gda__=1416826549_c1fbe37edc512bd54d2949834f379dd1" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Galway, os irlandeses So Cow são Peter O'Shea, Jonny White e Brian Kelly, um trio que aposta na receita simples mas aditiva que suporta o<em><span style="color: #ccffff;"> indie rock</span> </em>de garagem, fazendo-o com um interessante grau de diversão, boa disposição, humor e empatia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ccffff;">Science Fiction</span></em> é o primeiro avanço divulgado de <span style="color: #ccffff;"><em>The Long Con</em></span>, um disco que irá chegar aos escaparates a dezasseis de setembro por intermédio da <a href="http://www.goner-records.com/"><span style="color: #888888;">Goner</span></a>. O tema tem no<em> punk</em> e no <em>rock</em> de garagem feito com guitarras cheias de distorção, mas melodicamente muito ricas, as suas traves mestras e nele percebe-se que os <span style="color: #ccffff;">So Cow</span> sabem como pegar na sonoridade que escolheram com elevada mestria e até com uma forte componente experimental. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/152681308%3Fsecret_token%3Ds-BY4Dk&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/152473602&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:547369 2014-08-31T22:50:31 Suno Deko - Throw Color EP 2014-08-31T21:55:49Z 2014-08-31T21:58:30Z <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a href="http://www.2-0-1-4.se/wp-content/uploads/2014/06/Suno-Deko.jpg?1024ad"><span style="color: #888888;"><img class="alignnone size-full wp-image-2632" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.2-0-1-4.se/wp-content/uploads/2014/06/Suno-Deko.jpg?1024ad" alt="Suno-Deko" width="650" height="650" /></span></a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Lançado no passado dia vinte e dois de julho através da conceituada <a href="https://www.facebook.com/stratosfearx" target="_blank"><span style="color: #888888;">Stratosfear</span></a>, <span style="color: #99cc00;"><em>Throw Color</em></span> é o novo EP de <a href="https://www.facebook.com/pages/Suno-Deko/494649740593255" target="_blank"><span style="color: #888888;">Suno Deko</span></a>,<em> aka</em> <span style="color: #99cc00;">David Courtright</span>, um músico de Atlanta, na Georgia, que aposta numa pop experimental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com este EP, <span style="color: #99cc00;">Courtright</span> oferece-nos uma perspetiva bastante criativa e única de como o<em> indie rock</em> actual pode abarcar várias influências e diferentes estilos, desde que a conjugação entre as cordas e a percussão com os sintetizadores abriu uma verdadeira caixa de pandora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Jovial, hiperativo e barulhento na dose certa, <em><span style="color: #99cc00;">Throw Color</span></em> tem uma toada <em>lo fi</em>, crua e pujante. Está cheio de quebras e mudanças de ritmos, com uma certa e, quanto a mim, feliz dose de improviso, em quatro canções com uma energia ímpar que debita ao longo de seus mais de quinze minutos de duração, sons que se atropelam durante o percurso e que sustentam temas cheios de personalidade, alegria e cor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Será certamente compensador experimentar sucessivas audições para destrinçar os detalhes precisos e a produção impecável e intrincada que distingue os vários e que, por acréscimo, sustenta o conteúdo de<em> <span style="color: #99cc00;">Throw Color</span></em>. Mas o jogo que se estabelece entre as cordas e a bateria em <em><span style="color: #99cc00;">Bluets</span></em>, uma canção sóbria, calma, limpa e tranquila, é o meu tema preferido do EP, um viciante momento de pop melosa e introspetiva. No entanto, <em><span style="color: #99cc00;">Deliver</span> </em>também tem algo de especial e fortemente emotivo, proporcionado por uma melodia sintetizada fortemente nostálgica e uma letra bastante emotiva, capaz de despedaçar qualquer coração menos habituado e disponível a deixar-se confundir por sentimentos particularmente profundos (<em>I would tear the stars down for your love</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #99cc00;"><em>Throw Color</em></span> foi idealizado e composto com base na emoção e na intuição de um artista que sabe que territórios deve pisar e esta liberdade é algo que nem todos conseguem com semelhante qualidade. Masterizado por Warren Hildebrand dos Foxes In Fiction, provoca um forte impacto lisérgico em quem se predispõe a ouvir atentamente o seu conteúdo e destaca-se pelo manancial de de detalhes e nuances instrumentais, excelentes para explorar e descobrir uma perspetiva diferente e peculiar do que pode ser proposto no cenário<em> indie</em> atual, enquanto se flutua num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/29756929%3Fsecret_token%3Ds-HD1Hp&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:552845 2014-08-30T14:36:33 Eastern Hollows – Eastern Hollows 2014-08-30T13:36:52Z 2014-08-30T13:36:52Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Lançado pela etiqueta <a href="http://store.clubac30.com/products/527713-eastern-hollows-eastern-hollows"><span style="color: #888888;">Club AC30</span></a>, <em><span style="color: #946b7a;">Eastern Hollows</span></em> é o homónimo disco de estreia dos norte americanos<span style="color: #946b7a;"> Eastern Hollows</span>, mais uma banda oriunda de Brooklyn, um dos bairros mais efervescentes de Nova Iorque. Formados por Travis deVries (voz, guitarra, percurssão), Martin Glazier (voz, guitarra), Sean Gibbons (guitarra), Brian Brennan (baixo) e Jeremy Sampson (bateria, percurssão), os <span style="color: #946b7a;">Eastern Hollows</span> apontam sonoramente para as influências nostálgicas dos anos noventa e apresentam na estreia um álbum bem interessante, com dez canções de nível semelhante, que vão do <em>rock</em> progressivo ao <em>fuzz</em>, passando pela <em>britpop</em>.</span></p> <p style="text-align: center;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/-Z1SJM9-5eNE/Uy9cwnhGlBI/AAAAAAAAAgU/5ss5dNCi6Qw/s1600/eh.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Grandes admiradores dos The Stone Roses, este quinteto não esconde as suas influências e o próprio registo vocal de Travis DeVries recorda-nos Ian Brown. Logo em <span style="color: #946b7a;"><em>Space Spirits</em></span>, o tema de abertura, percebe-se que há, na conjugação do baixo com a voz em eco e com a melodia da guitarra, um cariz <em>lo fi</em> profundamente nostálgico e que o conjunto criado assenta numa espécie de mistura da psicadelia típica dos anos sessenta com a <em>britpop</em> mais contemporânea. A percussão acelerada de <em>The Way That You've Gone</em> e uma guitarra adornada com leves pitadas de <em>shoegaze</em> e <em>pós rock</em>, dá vida a um turbilhão encorpado e calcado num som garageiro e psicadélico e que evoca grandes épocas do<em> rock n’roll</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">As guitarras são, portanto, o elemento catalizador e unificador das canções, mas não o único destaque; Temas como <em><span style="color: #946b7a;">Days Ahead</span></em> ou <em><span style="color: #946b7a;">Summer's Dead</span></em> também usam as tradicionais linhas de baixo para amplificar a sonoridade climática da obra. E noutros temas a fórmula replica-se e soma-se sempre às guitarras, ao baixo e aos sintetizadores, que debitam uma constante carga de ruídos pensados de forma cuidada, como um imenso curto circuito que passeia por<em> <span style="color: #946b7a;">Eastern Hollows</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">De certa forma e à semelhança de outros projetos apresentados por cá ultimamente, os<span style="color: #946b7a;"> Eastern Hollows</span> seguem pisadas<em> vintage</em>, mas buscam, em simultâneo e sem falsos pudores, uma sonoridade também comercial, mesmo quando mergulhada num oceano de ruídos, ou com um certo toque de psicadelia. Deste modo, acabam por atestar a vitalidade atual do lo fi e do reencontro com sons que fluem livres de compromissos com uma estética própria, através de uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, sem nunca descurar as mais básicas tentações <em>pop</em>. Este é mais um disco em que tudo se movimenta de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração do projeto tivesse um motivo para se posicionar dessa forma. Ao mesmo tempo em que é possível absorver a obra como um todo, entregar-se aos pequenos detalhes que preenchem o trabalho é outro resultado da mais pura satisfação e asseguro-vos que em<span style="color: #946b7a;"> Eastern Hollows</span> ainda é possível encontrar novidade dentro de um som já dissecado de inúmeras formas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Considero já estes <span style="color: #946b7a;">Eastern Hollows</span> como uma das bandas americanas mais inglesas do momento, até porque além de terem conseguido encontrar um equilíbrio muito interessante entre os principais universos sonoros que os orientam, a audição do disco leva-nos a sentir desde logo um forte sentimento de nostalgia. Ao mesmo tempo que seguram com vigor as amarras do passado, a forma como abordam as influências, nomeadamente através das guitarras, faz-nos perceber que há aqui algo de genuíno e de forte cariz identitário, difícil de ouvir noutro projeto. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a title="Eastern Hollows - Eastern Hollows por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14645731815/"><img src="https://farm4.staticflickr.com/3839/14645731815_2385c2ae68.jpg" alt="Eastern Hollows - Eastern Hollows" width="400" height="400" /></a></span></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Space Spirits</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. The Way That You’ve Gone</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Days Ahead</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Still Smile</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Mickey Galaxy</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Summer’s Dead</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Northern Lad</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. I Have the Past</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Somewhere In My World</span></em></span><br /><span style="color: #946b7a;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. One Less Heart</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/9-fMFGk-s4k" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:559696 2014-08-28T15:35:58 Hooray For Earth – Racy 2014-08-28T14:36:14Z 2014-08-28T14:36:14Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Broolyn, Nova Iorque, os <a href="http://hoorayforearth.net/"><span style="color: #888888;">Hooray For Earth</span></a> são um projeto emanado do génio de Noel Heroux, um músico que começou a carreira a criar música de forma caseira e que se estreou em 2011 com <em>True Loves</em>. Rapidamente percebeu que para conseguir misturar com coerência e maior esplendor a <em>pop</em> com o <em>rock</em> alternativo deveria criar uma banda e assim surgiram os <span style="color: #ccffff;">Hooray For Earth</span>, um grupo que aposta num <em>indie rock</em> com uma forte componente sintética. Desde <span style="color: #ccffff;"><em>Never</em></span>, um single que lançaram em 2012, que os <span style="color: #ccffff;">Hooray For Earth</span> não davam notícias, mas a vinte e nove de julho, voltaram aos escaparates com <span style="color: #ccffff;"><em>Racy</em></span>, por intermédio da Dovecote Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Produzido pelo próprio Noel Heroux e por Chris Coady (TV On The Radio, Yeah, Yeah, Yeahs),<em><span style="color: #ccffff;"> Racy</span></em> é um conjunto de nove canções assentes em <em>riffs</em> assimétricos, conjugados com uma panóplia considerável de ruídos sintetizados com uma apreciável toada <em>pop</em> e que além de serem um bom exemplo do que de melhor vai surgindo atualmente que revive todo o assertivo clima do <em>garage rock</em>, também apostam na replicação de um ambiente sonoro grandioso e não necessariamente caseiro e lo fi, mostrando uns <span style="color: #ccffff;">Hooray For Earth</span> festivos e em busca de grandes multidões, artilhados com acordes e linhas melódicas particularmente acessíveis.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.qromag.com/wp-content/uploads/2010/09/hoorayforearthinterviewL.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Depois da introdução com <em><span style="color: #ccffff;">Hey</span></em>, um tema que pretende prender a nossa atenção para o que aí vem, o primeiro grande momento do disco chega com a sonoridade épica e intensa de <em><span style="color: #ccffff;">Keys</span></em>, uma canção que ao acrescentar guitarras sujas a um sintetizador cheio de <em><span style="color: #ccffff;">loopings</span></em> e detalhes cósmicos e a uma melodia vocal pulsante e inspirada, espanca-nos com uma extraordinária sequência de ruídos estrondosos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O <em>punk rock</em> dos anos oitenta, concertado com a <em>pop</em> eletrónica da mesma época chega com <em><span style="color: #ccffff;">Say Enough</span></em> e um baixo particularmente esplendoroso e completamente ligado à corrente, acaba por ser um belo aperitivo para outro momento alto de <em><span style="color: #ccffff;">Racy</span></em>, a rápida e efervescente <em><span style="color: #ccffff;">Somewhere Else</span></em>; Esta canção tem uma toada algo<em> lo fi</em>, com a distorção de uma guitarra particularmente melódica, mas eleva-se para um patamar elevado quando mostra todo aquele mel que nos remete para <em>indie pop</em> nórdica de há trinta anos atrás, através de um efeito sintetizado futurista a suportar uma voz refinada, vigorosa, intensa e intrincada. Esta canção, o tema homónimo e o excelente momento experimental plasmado na balada <em><span style="color: #ccffff;">Last, First</span></em>, provam que as guitarras barulhentas e os sons melancólicos de outras décadas, assim como todo o clima sentimental do passado e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso, continuam, vinte ou trinta anos depois, a fazer escola.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Apesar das guitarras e do baixo estarem sempre presentes, a eletrónica é o fio condutor de <em><span style="color: #ccffff;">Racy</span></em>, uma eletrónica quase sempre envolvida numa embalagem frenética, embrulhada com vozes e sintetizadores num registo predominantemente grave e ligeiramente distorcido, que dá ao disco uma atmosfera sombria e visceral. No fundo, há uma apenas aparente amálgama de caraterísticas sonoras que tanto se encaixam no<em> indie rock</em> progressivo, que aponta baterias aos estádios, como na <em>pop</em> eletrónica <em>vintage</em> e marcadamente experimental e nostálgica, que uma produção cuidada e límpida potenciou e que deixa para o futuro algumas pistas interessantes que os <span style="color: #ccffff;">Hooray For Earth</span> poderão aproveitar para conseguirem ser ainda mais grandiosos, sem descurarem uma sempre recomendável componente psicadélica. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a title="Hooray For Earth - Racy por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14769598363/"><img src="https://farm4.staticflickr.com/3874/14769598363_e07f955ae9.jpg" alt="Hooray For Earth - Racy" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">01. Hey</span></em><br /><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">02. Keys</span></em><br /><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">03. Say Enough</span></em><br /><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">04. Somewhere Else</span></em><br /><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">05. Racy</span></em><br /><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">06. Last, First</span></em><br /><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">07. Airs</span></em><br /><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">08. Happening</span></em><br /><em><span style="color: #ccffff; font-family: helvetica;">09. Pass</span></em></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/JC5_QVPicdQ" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:564205 2014-08-28T15:00:06 Cloud Castle Lake - Sync 2014-08-28T14:00:24Z 2014-08-28T14:00:24Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Cloud Castle Lake - Dandelion" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/Dandelion-608x614.jpg" alt="Cloud Castle Lake - Dandelion" width="608" height="614" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Para quem aprecia aquela simbiose já clássica entre o <em>post rock </em>amiúde visceral e quase sempre etéreo dos islandeses Sigur Rós, com o <em>indie rock</em> progressivo dos Radiohead, irá certamente apreciar <em><span style="color: #ff00ff;">Sync</span></em>, o novo tema dos <span style="color: #ff00ff;">Cloud Castle Lake</span>, uma banda irlandesa, natural de Dublin e formada por Brendan William Jenkinson, Rory O'Connor e Daniel McAuley.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com um falsete celestial a abrir, que é depois acompanhado por uma percurssão claramente orgânica, um sintetizador bastante inspirado e por uma secção de sopros magistral, <em><span style="color: #ff00ff;">Sync</span></em> é uma canção vibrante e pulsante, que sabe a triunfalismo e celebração, cinco minutos de incontrolada euforia, que merecem a nossa mais sincera devoção. A canção é o<em> single</em> de avanço para <em>Dandelion</em>, o EP do trio, que chegará aos escaparates a dezanove de setembro, por intermédio da Happy Valley. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/161536267%3Fsecret_token%3Ds-1RP4z&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:561135 2014-08-28T14:22:23 Lost Boy? - Graves 2014-08-28T13:22:33Z 2014-08-28T13:22:33Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Lost Boy ? - &quot;Graves&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/07/lost-boy-graves.jpg" alt="Lost Boy ? - &quot;Graves&quot;" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos do convidativo bairro de Brooklyn, em Nova Iorque, os <span style="color: #ccffcc;">Lost Boy?</span> são liderados por Davey Jones, ao qual se juntam Ryan, Matt e R.J., um grupo que aposta claramente naquela receita simples mas claramente aditiva que suporta os fundamentos básicos do <em>indie punk rock</em>. Enérgica, animada e bastante divertida, mas com uma abordagem temática algo sombria, como canta Davey no refrão (<em>We hold each other’s hands in our graves</em>), <em><span style="color: #ccffcc;">Graves</span></em> é um dos avanços de <em><span style="color: #ccffcc;">Canned</span></em>, o álbum de estreia do grupo, que verá a sua edição física sair para às lojas lá para março do próximo ano, via <a href="http://dbldblwhmmy.com/"><span style="color: #888888;">Double Double Whammy</span></a>/<a href="http://oldflamerecords.com/"><span style="color: #888888;">Old Flame Records</span></a>. Confere...</span><br /><span id="more-1694874"></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/159698341&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:557332 2014-08-27T21:03:24 The Raveonettes – Pe’ahi 2014-08-27T20:03:48Z 2014-08-27T20:03:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os dinamarqueses <a href="http://www.theraveonettes.com/"><span style="color: #888888;">The Raveonettes</span></a> de Sune Rose Wagner e Sharin Foo, estão de regresso aos lançamentos discográficos com o sétimo álbum da carreira da dupla. <span style="color: #33cccc;"><em>Pe’ahi</em></span> sucede a <em>Observator</em> (2012), foi produzido por Justin Meldal-Johnsen e chegou às lojas no passado dia vinte e um de julho, através da Beat Dies Records.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://nme.assets.ipccdn.co.uk/images/gallery/2014TheRaveonettes_Press_220714.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Admiradores confessos de sonoridades esplendorosas e que os façam tocar a guitarra sempre completamente ligados à corrente, os <span style="color: #33cccc;">The Raveonettes</span> abrem este disco com a roqueira e dançante <em><span style="color: #33cccc;">Endless Sleeper</span></em> e percebe-se logo que há, simultaneamente, com a ajuda de uma bateria a recordar detalhes da bossa nova e um piano inspirado, uma tentativa de estabelecer pontes entre o<em> indie rock</em>, com alguns detalhes mais sensíveis da <em>pop</em>, bem estruturados e devidamente adocicados com arranjos bem conseguidos. <em><span style="color: #33cccc;">Sisters</span></em>, o primeiro <em>single</em> retirado do disco, e <em><span style="color: #33cccc;">Wake Me Up</span></em>, duas canções doces, mas com muita distorção e instantes bem <em>noisy, </em>ajudam a reforçar essa fusão que, nos quase quarenta minutos que duram este disco, é particularmente consistente e carregado de referências assertivas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #33cccc;">Pe'ahi</span></em> é bastante inspirado na morte do pai de Sharin Fooe da mudança da artista para o sul da Califórnia, onde absorveu o clima veraneante das praias, particularmente audível nos arranjos de <em><span style="color: #33cccc;">The Rains Of May</span></em>. Aí idealizou fazer um álbum que fosse instrumental mais amplo e heterogéneo  que os antecessores, com novos instrumentos e diferentes efeitos, que a produção de Justin Meldal-Johnsen, um nome consagrado que já trabalhou com Beck e os Garbage, entre outros, ajudou, de forma preciosa, a salientar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Assim, aparentemente presos a uma sonoridade <em>vintage</em>, que fez escola há umas três décadas, os <span style="color: #33cccc;">The Raveonettes</span> conseguiram dar vida ao que idealizaram, não abusando instrumentalmente, nem exagerando na forma como utilizaram o sintetizador e manipularam a própria voz, conseguindo assim um equilíbrio interessante entre a busca de uma toada <em>lo fi</em> expressiva e sintética e um som que não dispensa a vertente orgânica conferida pelas cordas e pela percussão. E a cereja no topo do bolo foi terem tido a capacidade de encontrar este ponto açucarado envolto numa pulsão rítmica, que nem as guitarras carregadas de <em>fuzz</em> e os teclados e as vozes processadas conseguem disfarçar e que os tiques de hip hop percetíveis nas batidas que constroem os alicerces de Kill e Killer In The Streets ajudam a realçar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Este sétimo álbum da dupla pode significar uma mudança na direção sonora, uma abertura para um universo mais amplo ou, quem sabe, é apenas uma fotografia musical de um momento bem específico. É possível, porém, comprovar que os tempos recentes e difíceis experimentados por Sune e Sharin contribuíram para seu trabalho ganhar mais corpo e versatilidade. <span style="color: #33cccc;"><em>Pe'Ahi</em></span> só não ultrapassa o teor adolescente pervertido da estreia, <em>The Chain Gang Of Love</em>, de 2003.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Apesar de os <span style="color: #33cccc;">The Raveonettes</span> nunca terem atingido uma performance de vendas espetacular, mantiveram-se fieis à sua bitola sonora, assente, quase sempre, numa vertente instrumental fortemente elétrica, densa mas melodiosa, uma percussão vincada e uma voz apaixonada, que nunca deixou de escrever letras fortemente reflexivas sobre algumas questões importantes da sociedade ociental contemporânea. <em><span style="color: #33cccc;">Pe'ahi</span> </em>pode fazer-nos acreditar na ilusão de que há aqui uma inflexão sonora com reflexos no futuro discográfico da dupla e que uma vertente experimental cada vez mais vincada e versátil fará parte do cardápio sonoro que vier a seguir a este álbum. Suposições à parte, o que importa reter é que<em><span style="color: #33cccc;"> Pe'ahi</span> </em>é mais um exemplo concreto de que os <span style="color: #33cccc;">The Raveonettes</span> são uma daquelas bandas em quem se pode confiar verdadeiramente e que nunca defraudam, já que sabem como juntar com talento todas as peças do <em>indie rock</em> para formar um tratado sonoro cheio de sons modulados e camadas sonoras sintetizadas, com um inspirado clima espetral. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;"><span style="color: #33cccc;"><a href="http://www51.zippyshare.com/v/27331034/file.html"><img src="https://farm6.staticflickr.com/5573/14732319343_5c868d7b0e.jpg" alt="The Raveonettes - Pe&#39;ahi" width="400" height="400" /></a></span></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Endless Sleeper</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Sisters</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Killers In The Streets</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Wake Me Up</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Z-Boys</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. A Hell Below</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. The Rains Of May</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Kill</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. When Night Is Almost Done</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Summer Ends</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://emailunlock.com/the-raveonettes/sisters/widget" width="300" height="220" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:575919 2014-08-27T16:06:10 Real Estate – Had To Hear 2014-08-27T15:06:59Z 2014-08-27T15:06:59Z <p style="text-align: center;"><img src="http://iohyou.com/wp-content/uploads/2014/08/140226-real-estate-1.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Editado a quatro de março por intermédio da Domino Records, <span style="color: #ff9900;"><em>Atlas</em></span> é o terceiro álbum dos <span style="color: #ff9900;">Real Estate</span>, uma banda norte americana formada por Martin Courtney, Matt Mondanile, Alex Bleeker, Jackson Pollis e Matthew Kallman. Agora, quase meio ano depois, editam em formato<em> single</em>, <em><span style="color: #ff9900;">Had To Hear</span></em>, o tema de abertura desse disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff9900;"><em>Had To Hear</em></span> tem <em><span style="color: #ff9900;">Paper Dolls</span></em> como <em>lado b</em> e aposta num  <em>indie-folk-surf-suburbano,</em> feito, neste caso, por mestres de um estilo sonoro carregado de um intenso charme e que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação. Estes são alguns dos traços identitários que abundam no cardápio sonoro deste grupo que olha cada vez mais e com maior atenção, para o <em>rock</em> alternativo dos anos oitenta e que, servindo-se de uma mais vincada vertente sintética, mostram um cariz particularmente urbano e atual. Confere...</span></p> <p><a href="http://www64.zippyshare.com/v/81095124/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3869/14847954300_3f89557d06.jpg" alt="Real Estate - Had To Hear" width="400" height="400" /></a></p> <p>Genre: Indie/Pop/Rock/Psychedelic<br />Country: USA</p> <p>Tracklist</p> <p>01. Had To Hear<br />02. Paper Dolls</p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/aTxGOyqKe30" width="540" height="340" frameborder="0"></iframe></p> <p><a href="http://talkingbackwards.realestatetheband.com/" target="_blank">Website</a><br />[mp3 V0] <a href="http://turbobit.net/x3gaueb6knvv.html" target="_blank">tb</a> <a href="http://ul.to/aaetprrw" target="_blank">ul</a> <a href="https://www.oboom.com/H0IXQ807/HTH.rar" target="_blank">ob</a> <a href="http://adf.ly/rTTZl" target="_blank">zs</a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:542938 2014-08-26T20:55:17 Bear In Heaven – Time Is Over One Day Old 2014-08-26T19:56:17Z 2014-08-26T19:56:17Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="http://bearinheaven.com/portfolio/time-is-over-one-day-old/"><span style="color: #888888;">Bear In Heaven</span></a>, um grupo norte americano natural de Brooklyn, na <em>big apple</em> e encabeçado por Jon Philpot desde a sua fundação, em 2003, lançaram há pouco mais de dois anos <em><a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/248415.html"><span style="color: #888888;">I Love You, It’s Cool</span></a></em>, o sucessor de <em>Beast Rest Forth Mouth, </em>um trabalho<em> </em>lançado em 2009. Este trio tem alcançado um distinto resultado, depois de uma série de experiências e um variado jogo de referências acumuladas, que se esperava ter sequência em <em><span style="color: #ffff99;">Time Is Over One Day Old</span></em>, o novo trabalho do grupo, editado no passado dia cinco de agosto, através da <a href="http://www.deadoceans.com/"><span style="color: #888888;">Dead Oceans</span></a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://clatl.com/images/blogimages/2010/11/14/1289753218-bearinheaven.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ffff99;"><em>Time Between</em></span>, o primeiro avanço do álbum, plasmou logo<strong><em> </em></strong>as mais diversificadas escolas musicais formadas ao longo das últimas décadas, que têm inspirado os <span style="color: #ffff99;">Bear In Heaven</span>, numa canção com referências diretas ao movimento <em>krautrock</em>, doses imoderadas de psicadelia e um acerto com a música eletrônica que suporta toda uma estrutura melódica. E, na verdade, em <em><span style="color: #ffff99;">Time Is Over One Day Old</span></em>, este grupo continua a transpirar o género criado na década de sessenta e que composições estruturalmente similares como esse single, <em><span style="color: #ffff99;">Autumn</span></em> ou <em><span style="color: #ffff99;">The Sun And The Moon And The Stars</span></em>, ajudam a comprovar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">É interessante escutar este disco e, conhecendo o trabalho anterior do grupo, perceber que o cenário sonoro retratado não é propriamente genuíno, mas acaba por soar como sendo verdadeiramente próprio desta banda, que tem uma forma muito própria de combinar o<em> rock</em> psicadélico com elementos eletrónicos, de modo a crair algo simultaneamente épico e intenso. <em><span style="color: #ffff99;">You Don't Need The World</span></em> e <em><span style="color: #ffff99;">They Dream</span> </em>são duas canções intensas, exposivas e que nos deixam na dúvida se poderão ser devidamente assimiladas quando escutadas num raro momento de lucidez ou como banda sonora de alguns dos nossos melhores sonhoe e devaneios.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Esse aparente incómodo sobre qual o melhor estado de espírito para a absorção devida do conteúdo de <em><span style="color: #ffff99;">Time Is Over One Day Old</span></em>, obtém-se precocemente já que, assim que carregamos no <em>play</em>, em poucos minutos, os teclados mágicos, as guitarras que se derretem e os versos fáceis prendem-nos a atenção e convidam-nos, sem retorno possível, para uma sucessão de experimentações complexas que nos vão surpreendendo, numa viagem a bordo de um <em>krautrock</em> psicadélico, particularmente lisérgico e até algo lunático. Basta escutar a guitarra da já citada <span style="color: #ffff99;"><em>The Sun And The Moon And The Stars</em></span>, para se perceber que os <span style="color: #ffff99;">Bear In Heaven</span> têm a capacidade de nos levar com eles para lugares distantes e grandiosos, onde o som se propaga de forma crscente e onde também cabe a melancolia (<em><span style="color: #ffff99;">Present Tense</span></em>) e a sensualidade (<em><span style="color: #ffff99;">If I Were To Lie)</span></em>, num <em>cocktail</em> contagiante, detalhado e complexo de um disco que carece de tempo e da tal predisposição adequada, para ser compreendido como um todo, já que revela também lentamente toda a sua natureza.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffff99;">Time Is Over One Day Old</span></em> é um disco ambientado no mesmo cenário do registo de estreia do grupo, uma sucessão de dez canções onde a psicadelia pretende hipnotizar, com a firme proposta de olhar para o som que foi produzido no passado e retratá-lo com novidade, com os pés bem fixos no presente. Simultaneamente criativos e coerentes, os <span style="color: #ffff99;">Bear In Heaven</span> mostram-se particularmente experimentais na forma como deram vida a um trabalho tipicamente <em>rock</em>, onde persiste uma vincada relação entre o <em>vintage</em> e o contemporâneo, mas que será melhor compreendido no futuro próximo, à medida que for mais dissecado. Enquanto tal não sucede, resta-nos começar viajar e a delirar, quanto antes, ao som das suas canções. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www40.zippyshare.com/v/85398841/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3870/14278975307_fa0c0989e6.jpg" alt="Bear In Heaven - Time Is Over One Day Old" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">01. Autumn</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">02. Time Between</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">03. If I Were To Lie</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">04. They Dream</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">05. The Sun and The Moon And The Stars</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">06. Memory Heart</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">07. Demon</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">08. Way Off</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">09. Dissolve The Walls</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">10. You Don’t Need The World</span></em></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/150755105&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:573689 2014-08-26T20:52:30 Mumblr - Roach 2014-08-26T19:52:52Z 2014-08-26T19:52:52Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://m1.22slides.com/abireimold/5888_image_637114.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Após vários EPs, os norte americanos <a href="https://www.facebook.com/pages/Mumblr/118742918263778" target="_blank"><span style="color: #888888;">Mumblr</span></a> de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, preparam-se para, finalmente, estrear-se nos discos. <span style="color: #99ccff;"><em>Full of Snakes</em></span> é o nome do primeiro longa duração dos <span style="color: #99ccff;">Mumblr</span> e chegará aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas..</span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><em><span style="color: #99ccff;">Full Of Snakes</span></em> é um disco que irá debruçar-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas. <em>Philadelphia</em>, o nome da cidade de onde os <span style="color: #99ccff;">Mumblr</span> são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum e agora chegou a vez de <em><span style="color: #99ccff;">Roach</span></em>, mais uma canção que numa simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas. Tal como sucedeu com <em>Philadelphia</em>, <em><span style="color: #99ccff;">Roach</span></em> também está disponível para download. Confere...</span></span></div> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163613016&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:556028 2014-08-25T16:00:23 The Rosebuds - Sand + Silence 2014-08-25T15:03:38Z 2014-08-25T15:05:46Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Raleigh e com o nome da banda insiprado no filme Citizen Kane de Orson Wells, os norte americanos <a href="http://therosebuds.com/"><span style="color: #888888;">The Rosebuds</span></a> de Ivan Howard e Kelly Crisp<strong> </strong>estão de regresso aos discos com <span style="color: #3366ff;"><em>Sand + Silence</em></span>, um trabalho que viu a luz do dia a cinco de agosto, por intermédio da Western Vinyl. <span style="color: #3366ff;"><em>Sand + Silence</em></span> foi gravado nos estúdios de Justin Vernon. Além de ter recebido os <span style="color: #3366ff;">The Rosebuds</span>, aceitou tocar teclas em alguns temas do disco, que também conta com a participação especial de Nick Sanborn dos Sylvan Esso. </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://consequenceofsound.files.wordpress.com/2014/06/rosebuds-firstpass-161.jpg?w=807" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Justin Vernin é um figura ímpar do universo indie contemporâneo e a sua simples presença nos créditos de um disco acaba por ser um selo de qualidade importante do mesmo. Com uma carreira única firmada em projetos tão relevantes como Bon Iver, Volcano Choir ou The Shouting Matches, Justin não hesitou em colaborar decisivamente no conteúdo do novo trabalhos destes <span style="color: #3366ff;">The Rosebuds</span>, de um modo tal que pode ser mesmo considerado como mais um elemento da banda, mesmo que essa colaboração não dê mais frutos futuramente. A própria carreira dos <span style="color: #3366ff;">The Rosebuds</span> é sempre uma enorme incógnita, uma banda que não é conhecida pela regularidade, mas que quando produz música fá-lo sempre de forma assertiva e com uma elevada bitola qualitativa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #3366ff;">Sand + Silence</span></em> não foge a esta ideia, um disco que aposta numa<em> surf pop</em> bastante atual e que remetendo-nos facilmente para as areias da nossa praia preferida, convida-nos a fazê-lo com uma toada eminentemente comtemplativa, apesar de o conteúdo geral das onze canções do álbum não deixar de incluir também um interessante pendor festivo e divertido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Se o disco é, como acabei de referir, um tratado <em>indie pop</em> moderno, apesar dos traços de<em> folk rock</em> que se escutam em canções como <em><span style="color: #3366ff;">Death Of An Old Bike</span> </em>e <span style="color: #3366ff;"><em>Tiny Bones</em></span>, naturalmente tem um vincado pendor<em> vintage</em>, não só no que se refere aos areanjos selecionados, onde as cordas luminosas e as teclas inspiradas têm a primazia, mas também quando se analisa a estrutura melódica das canções. <em><span style="color: #3366ff;">Looking For</span></em> é um exempo feliz de uma canção que nos consegue trasnportar com classe para os primórdiso da pop nos anos sessenta e <em><span style="color: #3366ff;">Wait A Minute</span></em> para duas décadas depois e há muitas outras que também parecem ter sido pensadas para o <em>airplay</em> de algumas rádios de outrora, com especial destaque para a deliciosa <em><span style="color: #3366ff;">In My Teeth</span></em>. Ao mesmo tempo, há temas pwerfeitos para incluir em algumas playlists dos apreciadores atuais deste género de música, mesmo que não vislumbrem diariamente o mar no seu horizonte, com a romântica <em><span style="color: #3366ff;">Give Me A Reason</span></em> a ser a companhia perfeita para queles dias em que nos sentimos mais assaltados pela introspeção melancólica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com um padrão bem vincado na hora de compôr, numa carreira com mais de uma década e cheia de grandes momentos, os <span style="color: #3366ff;">The Rosebuds</span> revelam em <span style="color: #3366ff;"><em>Sand +Silence</em></span> um som apurado, além de mostrarem uma flexibilidade bastante adulta para cruzar o<em> rock</em> alternativo com alguns detalhes eletrónicos e assim, com a ajuda preciosa de Vernon, chegar à tal <em>indie pop</em> veraneante e refinada, harmoniosa e requintada, cheia de charme e sedução e que facilmente nos cativa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www73.zippyshare.com/v/55060692/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2896/14721762986_0f7ee90dd4.jpg" alt="The Rosebuds - Sand + Silence" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. In My Teeth</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Sand + Silence</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Give Me A Reason</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Blue Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Mine Mine</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Wait A Minute</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Esse Quam Videri</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Death Of An Old Bike</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Looking For</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Walking</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. Tiny Bones</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/153538298&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:2WJqGs7WcmM45NcuEWNkA8" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:571236 2014-08-25T10:19:01 The Twilight Sad - There's A Girl In The Corner 2014-08-25T09:19:21Z 2014-08-25T09:19:21Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://files.list.co.uk/images/2012/01/25/ts-valley-img-9980-LST093128.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #ff9900;">The Twilight Sad</span> são uma banda de<em> indie rock</em> de Kilsyth, na Escócia, com onze anos de carreira. Com James Alexander Graham (voz), Andy MacFarlane (guitarra, teclas) e Mark Devine (bateria) no alinhamento, já lançaram três discos: <em>Fourteen Autumns &amp; Fifteen Winters</em> (2007), <em>Forget the Night Ahead</em> (2009) e <em>No One Can Ever Know</em> (2012), trabalhos onde o <em>post rock</em>, com uma elevada toada<em> punk</em> e <em>shoegaze</em> esteve sempre presente, assim como o chamado <em>krautrock</em> que foi fazendo escola no universo sonro alternativo desde a década de setenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O quarto disco dos <span style="color: #ff9900;">The Twilight Sad</span> está prestes a chegar aos escaparates e <em><span style="color: #ff9900;">There's A Girl In The Corner</span> </em>é o primeiro avanço desse novo trabalho do grupo que se irá chamar <em>Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave</em>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163109818&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:554341 2014-08-24T20:25:39 Sin Cos Tan – Blown Away 2014-08-24T19:25:52Z 2014-08-24T19:25:52Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="http://sincostan.net/"><span style="color: #888888;">Sin Cos Tan</span></a> são um projeto comandado pela dupla Jori Hulkkonen, um importante músico e produtor do cenário eletrónico e Juho Paalosmaa, um músico que faz parte da dupla finlandesa Villa Nah. Os<span style="color: #ffcc99;"> Sin Cos Tan</span> tinham-se estreado em 2012 com um homónimo que foi muito bem aceite pela crítica e que fez incidir sobre eles o olhar da mesma e o sempre difícil segundo disco dos <span style="color: #ffcc99;">Sin Cos Tan</span> chegou no ano seguinte, um trabalho chamado <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/445368.html"><span style="color: #888888;">Afterlife</span></a> e chamou-me a atenção devido à participação de Casey Spooner em <em>Avant Garde</em>, um dos temas do álbum, um músico que é a metade mais influente dos nova iorquinos Fischerspooner, uma das minhas bandas preferidas, ao qual se junta Warren Fischer. Agora, no passado dia um de agosto, a dupla regressou aos lançamentos com <em><span style="color: #ffcc99;">Blown Away</span></em>, uma coleção de dez canções que viu a luz do dia por intermédio da <a href="http://solinarecords.com/"><span style="color: #888888;">Solina Records</span></a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.electricity-club.co.uk/blog/wp-content/uploads/2014/07/SinCosTan-Vilhelm-Sjostrom.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Quando dois nomes importantes e talentosos da música se juntam para algum projeto, o resultado geralmente costuma ser satisfatório. Em<em><span style="color: #ffcc99;"> Blown Away</span></em> os<span style="color: #ffcc99;"> Sin Cos Tan</span> vão de Brian Ferry aos Pet Shop Boys e os A-Ha e seguem a cartilha sonora na qual a dupla se especializou e que assenta numa eletrónica que navega por várias épocas e influências, mas que se concentra, essencialmente, na pop nórdica dos anos setenta e oitenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os anos setenta e, principalmente, oitenta foram marcantes no mundo da música, assim como no universo cinematográfico. Todos os adultos de hoje cresceram naquele ambiente de euforia e recordam-no com saudade. Em <em><span style="color: #ffcc99;">Blown Away</span></em>, os <span style="color: #ffcc99;">Sin Cos Tan</span> não querem só resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo atual, familiar e inovador, ao mesmo tempo. Realizado por Sakke Soini, o próprio vídeo de <em><span style="color: #ffcc99;">Love Sees No Colour</span></em>, o <em>single</em> já retirado de<em><span style="color: #ffcc99;"> Blown Away</span></em>, é claramente inspirado nessa época.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">As canções desta dupla nórdica prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura <em>lo fi</em> e os sintetizadores que definiam a magia da <em>pop</em> de há trinta anos atrás, ditam as regras no processo de criação melódica e de seleção dos arranjos. Mesmo em momentos mais soturnos e melancólicos, os <span style="color: #ffcc99;">Sin Cos Tan </span>não se entregam por completo à tristeza e também criam canções que apesar de poderem ser fortemente emotivas e se debruçar em sonhos por realizar também servem para dançar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ffcc99;"><em>Blown Away</em></span> navega entre a luz e a escuridão e o sintético e o orgânico, em dez canções onde a eletrónica é um elemento preponderante e a presença de outros instrumentos serve apenas para ampliar o contraste e acrescentar novas cores a estes temas, que são, quase todos, muito cativantes. É uma eletrónica simples e intrigante, feita de intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a title="Sin Cos Tan - Blown Away por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14476715508/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3912/14476715508_cb32cae0de.jpg" alt="Sin Cos Tan - Blown Away" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Divorcee</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Love Sees No Colour</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. A New World</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Colombia</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Lifestyle</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Traffic</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Addiction</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Cocaine</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Blown Away</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Heart Of America</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/suNNU0QTJTY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:572080 2014-08-24T11:21:32 Phoenix – Bankrupt! (Gesaffelstein Remix) 2014-08-24T10:21:57Z 2014-08-24T10:21:57Z <div class="entry line_top"> <p align="center"><img class="attachment-large" title="Phoenix remixes" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/Phoenix-remixes-608x364.jpg" alt="Phoenix remixes" width="608" height="364" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A imagem de cima mostra a quantidade de remisturas de que já foi alvo o material de <em><span style="color: #ff0000;">Bankrupt!</span></em>, o novo trabalho dos <span style="color: #ff0000;">Phoenix</span>. A mais recente está disponível para <em>download</em> e é da autoria do produtor francês <span style="color: #ff0000;">Gesaffelstein</span>, que remisturou o tema homónimo do disco. Há quem considere que esta amostra é uma pista credível sobre a sonoridade do próximo disco dos <span style="color: #ff0000;">Phoenix</span>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163963064&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:573887 2014-08-23T19:37:39 Coast Jumper – The End Of Broad Slough EP 2014-08-23T18:37:50Z 2014-08-23T18:37:50Z <p style="text-align: center;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><img src="http://www.covermesongs.com/wp-content/uploads/2011/10/CoastJumper-500x404.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">Gravado durante o ano de 2013 e apenas terminado devido a vários donativos, <em><span style="color: #ffff99;">T</span><span style="color: #ffff99;">he End Of Broad Slough</span></em> é o novo EP dos<span style="color: #ffff99;"> Coast Jumper</span>, uma banda norte americana sedeada em Oakland e que no verão de 2012 estreou-se nos discos com <em>Grand Opening</em>, um trabalho produzido por Kevin Harper e que foi dissecado por cá. Editado no passado dia um de agosto e disponibilizado no <a href="http://coastjumper.bandcamp.com/"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a> da banda, com a possibilidade de obteres uma edição limitada em vinil, <em><span style="color: #ffff99;">The End Of Broad Slough</span></em> contém cinco canções feitas com belíssimos arranjos acústicos, mas onde também se nota o esplendor das guitarras elétricas e de uma percurssão bastante vincada e com um apreciável pendor épico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os </span><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">Coast Jumper</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> fazem canções abertas e luminosas enquanto se movimentam dentro do </span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;">rock</em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> experimental e progressivo, mas onde também não faltam alguns dos detalhes mais caraterísticos da típica </span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;">folk</em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> norte americana. Pelos vistos acharam que conceitos como o </span><span id="result_box" style="color: #888888; font-family: helvetica;" lang="pt"><span class="hps">ambiente</span>, <span class="hps">agressão</span>, harmonia e <span class="hps">libertação,</span> <span class="hps">amores perdidos e o crescimento, são boas temáticas para as suas canções, assentes, quase sempre, nu</span></span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">ma melodiosa alquimia lisérgica, coberta de acordes quase tão hipnóticos como qualquer caleidoscópio ácido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">A canção de abertura do EP, <em><span style="color: #ffff99;">Western Star</span></em>, tem uma sonoridade grandiosa, seguida da beleza quase etérea de <em><span style="color: #ffff99;">Anita (You're Mad)</span></em>; Esta canção parece que foi matematicamente pensada, com uma voz e acordes que destoam de uma sequência normal na maioria das músicas. As ditas vozes fazem vir à tona lembranças psicadélicas setentistas e as mudanças que o cantor vai efetuando no andamento, faz com que os nossos ouvidos sejam agarrados a cada acorde.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">Depois da voz sintetizada e dos violinos que suportam a balada acústica <em><span style="color: #ffff99;">Right On Track</span></em> e da <em>indie pop</em> nostálgica e simultaneamente ligeira e descomprometida de <span style="color: #ffff99;"><em>King Phillip</em></span>, já estás definitivamente agarrado ao EP a até ao fim será inevitável perceberes que estes <span style="color: #ffff99;">Coast Jumper</span> fazem canções profundas e com sentimento, tratados sonoros propostos com uma extrema e delicada sensibilidade e que possuem muito mais do que aquela simples <em>pop chiclete</em> nas suas artérias. <span lang="pt">Espero que aprecies a sugestão..</span></span></p> <p><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www26.zippyshare.com/v/47572778/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5573/14639764687_27b51eb68e.jpg" alt="Coast Jumper - The End Of Broad Slough" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">01. Western Star</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">02. Anita (You’re Mad)</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">03. Right On Track</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">04. King Phillip</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">05. Blackout</span></em></p> <p><span style="font-family: helvetica;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3349706435/size=large/bgcol=333333/linkcol=0f91ff/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:561735 2014-08-23T11:50:16 Dope Body - Hired Gun 2014-08-23T10:50:26Z 2014-08-23T10:50:26Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Dope Body" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/07/artworks-000085833153-wjivct-t500x500.jpg" alt="Dope Body" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Baltimore, os <em>indie rockers</em> norte americanos <span style="color: #99ccff;">Dope Body</span> estão de regresso com um novo álbum intitulado <em><span style="color: #99ccff;">Lifer</span></em> e que chegará aos escaparates a vinte e um de outubro através da <a href="http://www.dragcity.com/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Drag City</span></a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #99ccff;">Hired Gun</span></em> é o primeiro avanço divulgado de <em><span style="color: #99ccff;">Lifer</span></em> e mostra uns <span style="color: #99ccff;">Dope Body</span> em grande forma: Fazem-no através de uma canção assente num<em> indie rock</em> clássico e visceral, pleno de <em>noise</em>, guitarras distorcidas, <em>riffs</em> poderosos e uma percurssão vibrante. Confere...</span></p> <p> </p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/159687751&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:557091 2014-08-22T23:03:25 Highlands – Dark Matter Traveler 2014-08-22T22:12:02Z 2014-08-22T22:12:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Editado no passado dia quinze de julho, <em><span style="color: #ffcc00;">Dark Matter Traveler</span></em> é o novo e segundo disco dos <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span>, um grupo de Long Beach, na Califórnia, formado por Scott, Chris, Stephen e Beau Balek.<em><span style="color: #ffcc00;"> Dark Mark Traveler</span></em> foi produzido pela banda e por Rollie Ulug e masterizado por J.P. Bendzinski. O <em>artwork</em> do disco é da autoria de Yan Burdzinski.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://blogs.ocweekly.com/heardmentality/highlands!.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Há algo de particularmente tenso, narcótico, intenso e hipnótico no ambiente sonoro destes <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span>, que partilham connosco o seu gosto pelo cruzamento entre o <em>punk</em> mais sombrio e o<em> rock</em> clássico e <em>noisy</em>, carregado de <em>reverb</em>. A ideia é debitar melodias épicas, com um certo<em> groove</em> e um forte pendor psicadélico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffcc00;">Dark Mark Traveler</span></em> são, então, dez canções assentes numa <em>pop</em> com traços de <em>shoegaze</em> e num<em> indie rock</em> carregado de psicadelia. Os anos oitenta estão muito presentes e logo no início, em <em><span style="color: #ffcc00;">Show Me</span></em> e <em><span style="color: #ffcc00;">Onto You</span></em>, ao revisitarem a herança de nomes como os Pylon, os Felt, ou os próprios Jesus and Mary Chain, percebe-se que estes <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span> não têm receio de mostrar a capacidade intrínseca que possuem para replicar a psicadelia que se desenvolveu nas décadas de setenta e oitenta e adicionar outras sonoridades atuais, mais coloridas e aprimoradas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O disco prossegue e, logo de seguida, se <em><span style="color: #ffcc00;">Beauty</span></em> faz uma revisão dessa psicadelia, mas numa busca pontos de encontro com o <em>rock</em> clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes desse espetro sonoro que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com uma postura vocal algo arrastada mas assertiva, o <em>reverb</em> na voz acaba por ser uma consequência lógica desta opção que, na melancolia épica de <em><span style="color: #ffcc00;">Your Let Down</span></em>, carrega toda a componente nostágica com que os Highlands pretendem impregnar o seu ADN. O vocalista, ao soprar na nossa mente e ao envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um <em>cocktail</em> delicioso de boas sensações. Se abundam ecos e efeitos com um elevado teor revivalista, particularmente assertivos em <em><span style="color: #ffcc00;">Situations</span></em>, os <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span> surpreendem igualmente com a contemporaneidade <em>vintage</em> nada contraditória dos acordes sujos e do <em>groove </em>da guitarra que, em <em><span style="color: #ffcc00;">Go Down</span></em>, procura ambientes de estádio, amplos e vincadamente etéreos, impulsionados também por uma bateria pulsante e variada que, alinhada com essas distorções agudas da guitarra, as principais pedras de toque do cenário melódico arquitetado. <em><span style="color: #ffcc00;">You Stay Up</span> </em>segue  essas pisadas, mas numa toada que privilegia a primazia da bateria, cheia de mudanças de ritmo, outro traço identitário do <em>rock</em> psicadélico, assim como alguns arranjos delicados feitos com metais quase impercetiveis.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em>If The Universe is Full Of Noise</em>, então os <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span> terão uma importante palavra a dizer na banda sonora criada com o exclusivo propósito de demonstrar a uma qualquer entidade exterior do que os humanos são capazes de produzir de melhor no universo<em> indie</em> mais progressivo e psicadélico. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;"><span style="color: #ffcc00;"><a title="Highlands - Dark Matter Traveler por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14710293074/"><img src="https://farm4.staticflickr.com/3883/14710293074_7f41b130d2.jpg" alt="Highlands - Dark Matter Traveler" width="400" height="400" /></a></span></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Show Me</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Onto You</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Beauty</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Daylight Station</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. I Know</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Connections</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Situations</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Your Let Down</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Go Down</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. You Stay Up</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/151928370&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=327927601/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:560186 2014-08-22T09:28:46 Meatbodies - Tremmors 2014-08-22T08:36:45Z 2014-08-22T08:36:45Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="MeatBodies_CoverArt" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/07/MeatBodies_CoverArt-608x620.jpg" alt="MeatBodies_CoverArt" width="608" height="620" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; text-align: justify;">Natural de Los Angeles, na Califórnia, o norte americano Chad Ubovich tem-se destacado como baixista e guitarrista na banda de Mikal Cronin e como baixista nos FUZZ, um dos projetos do inconfundível Ty Segall. </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">No entanto, ele também tem a sua própria banda; Chamam-se <span style="color: #99ccff;">Meatbodies</span> e no próximo dia catorze de outubro vão lançar um longa duração homónimo, através da insuspeita <a href="http://intheredrecords.com/"><span style="color: #888888;">In The Red</span></a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #99ccff;">Tremmors</span></em> é o primeiro avanço divulgado desse disco que a editora já teve a amabilidade de enviar para a nossa redação, uma canção potente e visceral, que denota a capacidade inaudita que estes <em><span style="color: #99ccff;">Meatbodies</span></em> possuem para apresentar um <em>indie rock</em> progressivo, com um forte pendor <em>shoegaze</em> e psicadélico, uma verdadeira viagem lisérgica assente numa espécie de cruzamento feliz entre os Led Zeppelin e os The Flaming Lips. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/160683148&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:566743 2014-08-21T19:21:40 Childhood – Lacuna 2014-08-21T18:38:33Z 2014-08-22T23:02:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Formado por Ben Romans Hopcraft, Leo Dobsen, Daniel Salamons e Jonny Williams e oriundo de Londres, o coletivo britânico <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> acaba de se estrear nos discos com <span style="color: #99cc00;"><em>Lacuna</em></span>, um trabalho produzido por Dan Carey e que viu a luz do dia por intermédio da Marathon Artists.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://cdn2.thelineofbestfit.com/images/made/images/remote/http_cdn2.thelineofbestfit.com/media/2014/childhood-band_541_335.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #99cc00;">Childhood</span> é um daqueles projetos que aposta numa veia sonora algo instável e experimental, uma espécie de <em>eletropsicadelismo</em> assente numa <em>pop</em> de cariz eletrónico que, neste caso, parece viver mergulhada num mundo controlado por sintetizadores, que criam melodias que passeiam pelo mundo dos sonhos. As próprias letras que os <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> escrevem dançam nos nossos ouvidos e a voz de Leo, um dos destaques do projeto, cresce, música após música, num misto de euforia, subtileza e entrega.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">De cariz eminentemente nostálgico, mas que não coloca de lado um ambiente bastante animado e festivo, <em><span style="color: #99cc00;">Lacuna</span></em> é um disco com o qual criamos facilmente empatia, já que desperta sensações apelativas, relacionadas com eventos passados que nos marcaram, despertando em nós aquelas referências pessoais que nunca nos deixam. Tendo em conta esta constatação fantástica e até literal, o disco poderá acabar por parecer a banda sonora de um conto infantil que poderia ser ilustrado pela mesma capa de cores exageradas e pelo traço pueril que guarda a rodela. No entanto, uma audição atenta mostra-nos que este passeio por um universo feito de exaltações melancólicas nada mais é do que um retrato sombrio, mas sonoramente épico e luminoso, do tantas vezes estranho quotidiano que sustenta a vida adulta. Em onze canções onde há um certo clima circense e uma evidente psicadelia<em> pop</em> que lida com as orquestrações <em>lo fi</em>, o amor, mas também a solidão ou o abandono, servem como assunto, estes últimos conceitos que pouco têm a ver com o universo das histórias infantis, mas antes com a crueza da realidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Uma das ideias que mais me absorveu durante a audição dos <em><span style="color: #99cc00;">Lacuna</span></em> foi uma certamente consciente vontade dos<span style="color: #99cc00;"> Childhood</span> em soarem genuínos e apresentarem algo de inovador; Em alguns instantes desta obra, como nos ruídos sintéticos de <em><span style="color: #99cc00;">You Could Be Different</span></em>, nos ritmos das roqueiras <em><span style="color: #99cc00;">Sweet Preacher</span> </em>e <em><span style="color: #99cc00;">When You Rise</span></em>, a última fortemente progressiva e na melancolia de<span style="color: #99cc00;"><em> As I Am</em></span> ou do <em>single</em> épico<em><span style="color: #99cc00;"> Falls Away</span></em>, a banda faz algo inovador e diferente, e <em><span style="color: #99cc00;">Tides</span></em> e <em><span style="color: #99cc00;">Solemn Skies</span></em> ampliam esta quase obsessiva vontade dos <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> em se afastarem das habituais referências que suportam o edifício comercial do universo sonoro indie, para flutuarem entre a metáfora e a realidade, através de letras corroídas pelo medo de encarar o quotidiano adulto e melodias ascendentes e alegres. Esta fórmula faz de <em><span style="color: #99cc00;">Lacuna</span></em> uma obra prima fortemente sentimental e capaz de abarcar um cardápio instrumental bastante diversificado, que prova que os <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> entraram no estúdio de mente aberta e dispostos a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar música, seja eletrónico ou acústico e assim fazerem canções cheias de sons poderosos e tortuosos, sintetizadores flutuantes e vozes abafadas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com canções que podem tornar-se futuramente em clássicos intemporais, <em><span style="color: #99cc00;">Lacuna</span></em> torna percetivel a evidente capacidade que os <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> possuem, logo na estreia, de criar algo único e genuíno, através dessa fórmula acima descrita feita com uma quase pueril simplicidade, num trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia, uma espécie de caldeirão sonoro feito por uma banda que parece saber como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no tal <em>eletropsicadelismo</em>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3864/14878463453_ef73a52fe3.jpg" alt="Childhood - Lacuna" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Blue Velvet</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. You Could Be Different</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. As I Am</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Right Beneath Me</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Falls Away</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Sweeter Preacher</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Tides</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Solemn Skies</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Chiliad</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Pay For Cool</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. When You Rise</span></em></span></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/eBlDrjaFUhs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:2HRbHvURA1VX9r3maCWtPj" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:565130 2014-08-20T21:44:24 Stardeath And White Dwarfs – Wastoid 2014-08-20T20:44:32Z 2014-08-22T23:00:10Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span> de Dennis Coyne, Matt Duckworth, Casey Joseph e Ford Chastain estão de regresso aos discos com<em><span style="color: #ff99cc;"> Wastoid</span></em>, um trabalho que tem o selo da insuspeita Federal Prism e que sucede ao aclamado <em>Playing Hide and Seek With the Ghosts of Dawn</em> (2012). Oriundos de Oklahoma e liderados por Dennis Coyne, sobrinho de Wayne Coyne, o lider dos The Flaming Lips, os <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span> seguem, neste <em><span style="color: #ff99cc;">Wastoid</span></em>, o terceiro disco do grupo, por caminhos tão experimentais quanto os trabalhos antecessores do grupo.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://oklahomarock.com/wp-content/uploads/2013/05/stardeath-600x360.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com a participação especial dos próprios The Flaming Lips em <em><span style="color: #ff99cc;">Screaming</span></em> e dos New Fumes e Chrome Pony em várias canções, <em><span style="color: #ff99cc;">Wastoid</span> </em>amplia ainda mais o clima lisérgico de uma banda que além de possuir um dos nomes mais intrigantes e originais do universo<em> indie</em>, aborda como muitas poucas o <em>rock</em> alternativo e a eletrónica, através de uma amálgama sonora com um forte pendor experimental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Cada nova canção ou disco destes <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span> alimenta, inevitavelmente, comparações entre essas novas propostas e o que os The Flaming Lips têm apresentado. Wayne Coyne tem estado bastante ativo e ultimamente, tanto no seu projeto alternativo Electric Würms, onde dá as mãos a Stephen Drodz e nos Lips, que atualmente estão a desenvolver um disco de tributo ao clássico <em><span style="color: #888888;">Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band</span> </em>dos The Beatles, à semelhança do que fizeram há agum tempo, com a ajuda dos próprios <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span>, com o<em> Dark Side Of The Moon </em>dos Pink Floyd<em> (<em>The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing</em> The Dark Side of the Moon)</em>, mantém-se no trilho aventureiro de um experimentalismo ousado e que parece não conhecer tabús ou fronteiras. <span style="color: #ff99cc;"><em>Wastoid</em></span> acompanha essa bitola, o sobrinho calcorreira o mesmo percurso do tio e este caminho paralelo tem um estilo bem definido, com o reverb e as distorções a serem a regra fundamental de todo o processo de composição melódica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Conscientes das transformações que abastecem a musica psicadélica atual, os <span style="color: #ff99cc;">Stardeath And White Dwarfs</span> são exímios na forma como criam composições que, apesar da rugusidade dos arranjos e do tom sombrio das cordas e dos efeitos, não deixam de ter um elevado cariz atmosférico, muitas vezes com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental, sendo depois tudo dissolvido de forma tão aproximada e homogénea que <em><span style="color: #ff99cc;">Wastoid</span></em> está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Ao tentar separar-se um pouco o trigo do joio, percebe-se que a mistura entre o<em> rock</em> alternativo e a eletrónica faz-se num caldeirão onde cabem vários subgéneros do <em>rock</em> e da<em> pop</em>, com o <em>blues</em> e a<em> folk</em> à cabeça; Se canções como <span style="color: #ff99cc;"><em>Luminous Veil</em></span>, assentam num <em>folk rock</em> desacelerado, a canção homónimoa do disco cheira a <em>blues</em> por todos os poros e depois temas como<span style="color: #ff99cc;"> <em>Birds of War</em></span> e a tal <span style="color: #ff99cc;"><em>The Screaming</em></span>, que conta com a ajuda dos The Flaming Lips, contêm alguns dos mais elementares detalhes da <em>pop</em>, onde também não falta a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, que oscila entre o <em>rock</em> sinfónico e guitarras experimentais, com travos de <em>krautrock</em>, sendo <em><span style="color: #ff99cc;">Frequency</span></em> um tema exemplar para a perceção desta apenas aparente ambivalência.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Uma das virtudes e encantos deste grupo de Oklahoma parece ser a capacidade de criarem canções algo desfasadas do tempo real, quase sempre relacionadas com um tempo futuro. Escutar <em><span style="color: #ff99cc;">Wastoid</span> </em>leva-nos a imaginar cenários e universos paralelos, através de uma permissa temporal algo esotérica, mas este parece ser também um trabalho muito terreno, porque fala imenso do amor, do abandono e dos problemas existencias típicos no seio de uma família vulgar de quem está prestes a entrar na vida adulta. A poesia dos <span style="color: #ff99cc;">Stardeath And White Dwarfs</span> é algo metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com tanto a unir os parentes Coyne, o único ponto de divergência é que se ao décimo terceiro disco, em<em> The Terror</em>, o último registo de originais dos The Flaming Lips, eles viviam no olho do furacão de uma encruzilhada sonora que, diga-se, superaram, na minha opinião, com distinção, estes <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span> parecem ainda muito longe de querer apontar agulhas para outros caminhos, o que, tendo em conta o conteúdo de<em><span style="color: #ff99cc;"> Wastoid</span></em>, naturalmente se saúda. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3875/14835279852_25d258f5cb.jpg" alt="Stardeath And White Dwarfs - Wastoid" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. The Chrome Children</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Frequency</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Hate Me Tomorrow</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Wastoid</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Birds Of War</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. All Your Friends</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. The Screaming</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Luminous Veil</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Guess I’ll Be Okay</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Sleeping Pills And Ginger Ale</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. Surprised</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LTh7FtBz6bQ" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:572641 2014-08-20T17:46:07 Booby Trap - Calem-se Já! 2014-08-20T16:55:24Z 2014-08-20T16:55:24Z <p style="text-align: center;"><img src="http://mediaserver.ubbin.com/uploads/photo/2/3b/3b1743e51becc40124fb7ca6c3437b48.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os Aveirenses <span style="color: #ffcc00;">Booby Trap</span> acabam de mostrar ao mundo o novo vídeo da banda. <em><span style="color: #ffcc00;">Calem-se Já!</span></em>, um dos temas de <em><span style="color: #ffcc00;">Survival</span></em>, o mais recente registo de originais desta banda e que <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/453639.html"><span style="color: #888888;">divulguei</span></a> no início do ano,  é a canção que foi colocada em filme, um trabalho que, de acordo com a banda, foi feito <em>com muito amor, suor, Super Bock e moscatel.</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O vídeo foi filmado e realizado por Nuno Marques Videojunk e, ainda de acordo com os <span style="color: #ffcc00;">Booby Trap</span>, contou com <em>um orçamento absurdo de 25€</em> , sem contar com a cerveja e o moscatel. Confere...</span><span><br /></span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/AQuPJ0x-fkI" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:572350 2014-08-20T17:32:54 Deerhoof - Exit Only 2014-08-20T16:41:08Z 2014-08-20T16:41:08Z <div class="separator"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-OqPlrnUX7BU/U_TGDUf__jI/AAAAAAAACV8/jj129RW0k_Q/s1600/Deerhoof%2Bby%2BChad%2BKamenshine.jpg"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://1.bp.blogspot.com/-OqPlrnUX7BU/U_TGDUf__jI/AAAAAAAACV8/jj129RW0k_Q/s1600/Deerhoof%2Bby%2BChad%2BKamenshine.jpg" alt="" width="600" height="390" border="0" /></a></span></span></div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="http://musicasocial.blogspot.com/search/label/Deerhoof"><span style="color: #888888;">Deerhoof</span></a> são uma banda rock de São Francisco, formada por John Dieterich, Satomi Matsuzaki, Ed Rodriguez e Greg Saunier e estão de regresso aos discos com mais dez canções, certamente impregandas com um <em>indie rock</em> carregado de distorções e pesadas batidas que chocam com o <em>punk</em> e o <em>hip hop</em>, <em>riffs</em> carregados de <em>groove</em> e toda a amálgama desorientada de texturas sonoras que possas imaginar. A rodela chama-se <span style="color: #ffcc00;"><em>La Isla Bonita</em></span> e vai ver a luz do dia a três de novembro através da <a href="http://www.polyvinylrecords.com/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Polyvinyl</span></a> Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffcc00;">Exit Only</span></em> é o primeiro tema divulgado do disco, sendo também já conhecida a <em>tracklist</em>. Confere...</span><br /><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">01 Paradise Girls</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">02 Mirror Monster</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">03 Doom<span class="text_exposed_show"><br />04 Last Fad<br />05 Tiny Bubbles<br />06 Exit Only<br />07 Big House Waltz<br />08 God 2<br />09 Black Pitch<br />10 Oh Bummer</span></span></em><span class="text_exposed_show"><br /><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163695063%3Fsecret_token%3Ds-TDPUl&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span><span class="text_exposed_show"><br /></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:571752 2014-08-20T17:13:50 The Unicorns - Let Me Sleep 2014-08-20T16:14:06Z 2014-08-20T16:14:06Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="The Unicorns" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/artworks-000085499054-4rns9u-t500x500.jpg" alt="The Unicorns" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="https://twitter.com/theunicornsband"><span style="color: #888888;">The Unicorns</span></a> reuniram-se recentemente para alguns concertos, os primeiros da última década e que incluiram alguns espetáculos de abertura para os Arcade Fire. Pelos vistos, os concertos correram tão bem que a banda decidiu gravar mais um disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O novo álbum dos <span style="color: #ff0000;">The Unicorns</span> chama-se <span style="color: #ff0000;"><em>Who Will Cut Our Hair When We’re Gone</em></span> e inclui alguns temas bónus, nomeadamente <em><span style="color: #ff0000;">Let Me Sleep</span></em>, uma canção fantástica e que pressupõe que o novo álbum desta banda norte americana oriunda de Columbia e formada pela dupla Alden Ginger e Nick Diamonds será um verdadeiro acontecimento. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163741606&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:566830 2014-08-19T22:14:19 Dignan Porch – Observatory 2014-08-19T21:16:07Z 2014-08-19T21:21:56Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Londres, os britânicos <a href="http://dignanporch.com/"><span style="color: #888888;">Dignan Porch</span></a> estão de regresso aos discos com <em><span style="color: #99ccff;">Observatory</span></em>, um compêndio de doze canções que viu a luz do dia a vinte e seis de junho por intermédio da <a href="http://www.fauxdiscx.com/"><span style="color: #888888;">Faux Discx</span></a> e disponível no <a href="http://dignanporch.bandcamp.com/album/observatory-lp-faux-discx"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a> da editora. </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O conteúdo de<em><span style="color: #99ccff;"> Observatory</span></em> não tem grandes segredos e esse acaba por ser um dos maiores elogios que se pode fazer a um disco que aposta numa sonoridade<em> indie</em> rock, próxima de uma <em>pop</em> ligeira e nostálgica e que foi objeto de um irrepreensível trabalho de produção cuidado e apurado.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.cmj.com/wp-content/uploads/marcato/DignanPorch-600x330.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O rock alternativo dos anos noventa é a grande bitola que orienta o som dos <span style="color: #99ccff;">Dignan Porch</span> e canções como <span style="color: #99ccff;"><em>Veil Of Hze</em></span>, <em><span style="color: #99ccff;">No Lies</span></em> ou<em><span style="color: #99ccff;"> Between The Trees</span></em>, comprovam que as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso, continuam, vinte anos depois, a fazer escola.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com uma sonoridade firme, homogéna e convicta, <em><span style="color: #99ccff;">Observatory</span></em> é mais uma janela aberta para um espetro sonoro algo psicadélico, onde o cariz <em>lo fi</em> das guitarras distorcidas e os efeitos, quase sempre em eco, na voz, são recursos técnicos indispensáveis para que se possa apreciar um álbum sensível com canções cheias de personalidade e interligadas numa sequência que flui naturalmente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Apesar desta fluidez intencional, <em><span style="color: #99ccff;">Observatory</span></em> pode ser dividido em duas partes; Numa delas encaixam instantes sonoros onde  domina um ambiente mais rugoso e expansivo, feito de canções canções<em> </em>caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termos entre o <em>rock</em> clássico, o <em>shoegaze</em> e a psicadelia, com particular destaque para a já citada <em><span style="color: #99ccff;">Between The Trees</span></em>, <em><span style="color: #99ccff;">Got To Fly</span></em> e, principalmente, <em><span style="color: #99ccff;">Harshed</span></em>, um tema onde a distorção da guitarra a fazer recordar o clássico <em>The Other Side Of The World</em> dos Dishwalla é um dos instants do disco mais deliciosos, um pormenor fulminante na forma como transporta até nós o tal glorioso ambiente alternativo dos anos noventa. Por outro lado, canções como <em><span style="color: #99ccff;">Dinner Tray</span></em>, a melancólica <em><span style="color: #99ccff;">Swing By</span></em>, ou<span style="color: #99ccff;"><em> Wait &amp; Wait &amp; Wait</em></span> assentam num formato eminentemente íntimo e onde existe uma maior escassez instrumental. No entanto, nesta outra faceta do disco também há muita beleza, registada em deliciosos detalhes sonoros, percetíveis se a audição for feita com recurso a <em>headphones</em>. Como estes dois universos algo distintos de <em><span style="color: #99ccff;">Observatory </span></em>não encontram uma sequencialidade óbivia no alinhamento, é interessante apreciar a sensação de ligação entre as canções, numa espécie de narrativa leve e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Aparentemente sem grandes pretensões mas, na verdade, de forma claramente calculada, os <span style="color: #99ccff;">Dignan Porch</span> procuraram recriar em <em><span style="color: #99ccff;">Observatory</span></em> um som ligeiro, agradável e divertido, onde não faltam as guitarras cheias de distorção e melodicamente apuradas, a contrastar com uma postura vocal doce e delicada, apesar da tal profusão de efeitos que a envolve. É, em suma, um álbum perfeito para nos levar numa viagem que, do<em> noise</em>, ao <em>grunge</em>, passando pelo<em> punk</em>, o <em>rock</em> psicadélico, o <em>surf</em> <em>rock</em> e o <em>rock lo fi</em> típico da década de noventa, está cheio de canções simples, mas verdadeiramente capazes de nos empolgar, devido a uma míriade de sons que fluem livres de compromissos e com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3918/14835984486_9c899a7c6b.jpg" alt="Dignan Porch - Observatory" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">01. Forever Unobscured</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">02. Deep Deep Problem</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">03. Veil Of Hze</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">04. No Lies</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">05. Between The Trees</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">06. Wait And Wait And Wait</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">07. Harshed</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">08. I plan To Come Back</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">09. Dinner Tray</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">10. Warm Welcome To Hell</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">11. Got To Fly</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">12. Swing By</span></em></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OXHmzfCEl6c" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><a href="http://anonym.to/?http://dignanporch.bandcamp.com/" target="_blank">band</a><br />[mp3 320kbps] <a href="http://turbobit.net/5x1k1b80bj78.html" target="new">tb</a> <a href="http://ul.to/v5aqh6q7" target="new">ul</a> <a href="https://www.oboom.com/TYWQYL9J/Observ.rar" target="new">ob</a> <a href="http://adf.ly/qxeMe" target="new">zs</a></p>