urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2014-11-23T19:07:11Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:606716 2014-11-23T19:07:00 heklAa - My Name Is John Murdoch 2014-11-23T19:07:11Z 2014-11-23T19:07:11Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://f1.bcbits.com/img/0002223662_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Alsaciano de nascimento, mas inspirado sonoramente por latitudes mais a norte, <span style="color: #666699;">Sébastien Touraton</span> é um francês apaixonado pela islândia, além de um músico talentoso que adora <em>post rock</em>. Líder do projeto <span style="color: #666699;">heklAa</span>, o nome de um vulcão islandês, tem um novo álbum intitulado <em><span style="color: #666699;">My Name Is John Murdoch</span></em>, um trabalho inspirado em <em>Dark City</em>, um dos filmes preferidos de Sébastien, mas com referências a outras fitas, nomeadamente o <em>Batman</em> de Tim Burton.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O autor do disco nega que <em><span style="color: #666699;">My Name Is John Murdoch</span></em> seja uma banda sonora alternativa de <em><span style="color: #666699;">Dark City</span></em> mas, na verdade, tendo o filme na mente e escutado estas canções, é possivel fazer um paralelismo entre as duas obras, até porque o alinhamento de nove canções procura recriar o filme, com cada tema a servir como banda sonora de um capítulo da trama, descrita abaixo pelo próprio autor do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;">heklAa</span> começou a trabalhar no álbum há cerca de dois anos e ideias e sentimentos como a nostalgia, o fim precoce da inocência e a auto-descoberta estão muito presentes nas canções que trespassam esses conceitos para algumas personagens do filme, à medida que a história se desenrola.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com uma forte componente instrumental e com a voz a servir esencialmente como suporte narrativo, <em><span style="color: #666699;">My Name Is John Murdoch </span></em>tem momentos coloridos e cheios de emoção e, ao mesmo tempo, instantes que se tornam profundamente pensativos, nostálgicos e melancólicos. No entanto, é nos instantes em que o autor pretende recriar uma aúrea mais sombria e dramática que sobressai a sua capacidade de composição e a grandiosidade instrumental que não descura praticamente nenhuma secção ou classe de instrumentos. Das cordas, acústicas e eletrificadas, à percussão, passando pelos instrumentos de sopro, arranjos com metais e efeitos sintetizados que replicam sons de diversas proveniências, Sébastien conseguiu atingir o pleno orquestral e com isso fazer com que <em><span style="color: #666699;">My Name Is john Murdoch</span></em> criasse uma impressionante sensação de beleza e de efeitos contrastantes dentro de nós, além da possibilidade de podermos visualizar a trama.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Claramente apaixonado pela música erudita, <span style="color: #666699;">heklAa</span> foi corajoso na ideia e no modo como a colocou em prática, apropriando-se de uma forma de experimentação sonora e musical algo inédita, o que atesta a sua enorme capacidade para pintar verdadeiras telas sonoras cheias de vida e cor, utilizando uma fórmula básica que serve de combustível a nuances variadas e harmonias magistrais, onde tudo se orienta de forma controlada, em nove canções avassaladoras e marcantes, claramente à altura do enredo que procuram musicar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://musiquesactuelles.net/wp-content/uploads/2013/12/a1881162621_101-750x400.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>The Story.</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>The movie tells the story of John Murdoch, a music journalist, expert of Miles Davis’ work. After years, he comes back in sirenZ, the big city where he grew up, to cover a set of jazz concerts. As he is walking along the main street, he has the strange feeling that nothing is like it used to be. Did the city change so much? Did he change so much? Did time just go by?</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>(Episode 1: The Dark City of sirenZ) A whole series of events is going to intensify his conviction that something is wrong: that beautiful woman he meets in the “Hopper’s bar”; he does not know any Selina Kyle, but he could swear that he knows that woman, like a reminiscence from yesteryears, he knows that he had dinner once with her, that they have spent the night after that together, too. (Episode 2: L’Inconnue ) There is also this original recording of Miles Davis’ soundtrack for “Elevator of the Gallows” that he finds in an old music store; as an expert, he knows full well that this milestone in jazz was celebrated in 1958. “Générique”, the perfection of music according to John, this permanent catchy tune in his head could not be just a creation of his own mind. But, the calendar in the store still indicates that John is living in the year 1946… Last but not least, in place of Miles Davis’ music, John discovers a recording made by a Louis Malville who introduces himself as a French movie director. Louis reveals that sirenZ is a shameless lie, a Dark City like many others, where nothing is real. (Générique)</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Nothing? What about Shell Beach, this sunny happy place of his childhood, where he used to fly a kite or go sailing and fishing with his father? So many memories of brighter times… (Episode 5: Remembering Shell Beach)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>After days of investigating, at last, John finds out the truth, as he is walking by a souvenir shop. Behind the window, a glass snow ball representing sirenZ. He understands, terrified, that this is not just a trinket for tourists, but reality: The city is lying in the depths of the sea, under a giant bell. (Episode 3: The Dome) Shell Beach does exist, but only in his head, nothing more than pretty pictures in a photo album. Why? When? How? John will never get the answer. (Episode 4: Dance with the Shadows)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>John’s world has collapsed. (Ep 7: Say hurray! ‘cause it’s the End of the World!). Now that he knows the whole truth, what comes next? Should he tell everything and run the risk of becoming a curse, an incurable decease for everyone in the city? Should he just live a normal, quiet life by the woman he loves? No, he will not be a tragic hero. He knows who he is. (Episode 6: My name is John Murdoch). Selina is waiting for him. (Epilogue).</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1970548400/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:617518 2014-11-23T14:21:00 Hamilton Leithauser – Room For Forgiveness 2014-11-23T14:21:46Z 2014-11-23T14:21:46Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Hamilton Leithauser" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/11/Hamilton-Leithauser.jpg" alt="Hamilton Leithauser" width="608" height="380" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://hamiltonleithauser.com/">Hamilton Leithauser</a>, vocalista dos The Walkmen, estreou-se recentemente nos discos em nome próprio com <em>Black Hours</em>, um álbum editado através da Ribbon Music e que <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/hamilton-leithauser-black-hours-530511">divulguei</a> oportunamente. Esse trabalho não deixava de aclarar, em alguns momentos, a relação de Hamilton com a sua banda, mas também evidenciava o assumir de novos rumos, menos soturnos e mais expansivos, à custa de emoções fortes embrulhadas em temas simples, adornados com enorme versatilidade e um elevado pendor <em>pop</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Alguns meses depois <span style="color: #ff0000;">Hamilton Leithauser</span> volta a surpreender com uma nova canção intitulada <em><span style="color: #ff0000;">Room For Forgiveness</span></em>, disponibilizada gratuitamente pela editora. O excelente tema tem uma toada marcadamente emotiva, é dominado por um desempenho vocal irrepreensivel e reforça o brilho raro que tem acompanhado a carreira artística deste músico, assente na simplicidade do seu trabalho e que esta nova fase a solo parece querer reforçar. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/177843551&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:616548 2014-11-22T21:54:00 Mozes And The Firstborn - Mozes And The Firstborn 2014-11-22T21:54:35Z 2014-11-23T00:38:59Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Numa esplendorosa embalagem de discos que me chegou hoje à redação, enviada pelo simpático pessoal da <a style="color: #999999;" href="http://www.siluh.com/">Siluh Records</a> e que inclui rodelas de nomes tão fantásticos como os Dust Covered Carpet, Mile Me Deaf, M185, Francis International Airport ou Scarlet Chives, entre outros, começo por destacar o disco de estreia de uma banda holandesa chamada <span style="color: #ff00ff;">Mozes And the Firstborn</span>. Foi entre Eindhoven e Antuérpia que nasceram em 2010 os<span style="color: #ff00ff;"> Mozes And The Firstborn</span> e o disco homónimo que vos sugiro foi lançado em feveriero deste ano. A edição está disponivel no <em>bandcamp</em>, com a possibilidade de doares um valor pela mesma ou de a obteres gratuitamente. O lançamento do álbum tinha sido antecedido de um ep intitulado<em><span style="color: #ff00ff;"> I Got Skills</span></em>, o mesmo nome do principal <em>single</em> do disco, trabalho esse também disponível para<em> download</em> gratuito no <em>bandcamp</em> deste grupo formado por Raven Aartsen, Corto Blommaert, Melle Dielesen e Ernst-Jan van Doorn.</span></p> <p style="text-align: center;"><img src="http://static.agendaculturel.fr/im/art_org/3/3-kyu5.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://www.mozesandthefirstborn.com/">Mozes And The Firstborn</a> estão atrasados ou adiantados quase meio século, depende da perspetiva que se possa ter acerca do conteúdo sonoro que replicam. Se na década de sessenta seriam certamente considerados como uma banda vanguardista, na linha da frente e um exemplo a seguir, na segunda década do século XXI conseguem exatamente os mesmos pressupostos porque, estando novamente o <em>indie</em> <em>rock lo fi</em> e de cariz mais psicotrópico na ordem do dia, são, na minha modesta opinião, um dos projetos europeus que melhor o replica, assim como o<em> garage rock</em> dos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nesta estreia bastante feliz, estes quatro holandeses convidam-nos a embarcar numa viagem aos período aúreo do <em>rock</em> e conseguem apresentar, em simultâneo, algo inovador e diferente, através de uma sonoridade muito fresca e luminosa, assente numa guitarra <em>vintage</em>, que de Creedance Clearwater Revival a Velvet Underground, passando pelos Lynyrd Skynyrd, faz ainda alguns desvios pelo <em>blues</em> dos primórdios da carreira dos The Rolling Stones e pela irremediável crueza dos The Kinks.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Começa-se a escutar <em><span style="color: #ff00ff;">Bloodsucker</span></em> e seguimos a caminho da praia ao som dos <span style="color: #ff00ff;">Mozes And The Firstborn</span> e de volta ao <em>surf rock</em> luminoso dos anos sessenta, aquele <em>rock</em> solarengo que nos impressiona com a contemporaneidade <em>vintage</em> nada contraditória, que se sente depois nos acordes sujos de<span style="color: #ff00ff;"> <em>What's Wrong Momma</em></span> e no <em>groove</em> da guitarra e de uma voz que parece planar sobre <em>o tal single<span style="color: #ff00ff;"> I Got Skills</span></em> e <span style="color: #ff00ff;"><em>Peter Jr.</em></span>, dois dos melhores temas do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Uma das composições mais curiosas de <em><span style="color: #ff00ff;">Mozes And The Firstborn</span></em> é <em><span style="color: #ff00ff;">Seasons</span></em>, uma canção que inicia com um teclado, ao qual se junta depois uma guitarra que repete uma distorção hipnótica contínua, exemplarmente acompanhada pela bateria, a fazer recordar alguns dos melhores momentos do período aúreo dos britânicos Kasabian. Depois, <em><span style="color: #ff00ff;">Time's A Headache</span></em> e <span style="color: #ff00ff;"><em>Heaven</em></span> são <em>rock</em> sujo e cru, com um experimentalismo instrumental que se aproxima do <em>blues </em>marcado pela pujança das guitarras, além dos metais e de alguns ruídos que assentam muito bem nas canções. <span style="color: #ff00ff;"><em>Skinny Girl</em></span> obedece integralmente à toada <em>surf</em> revivalista e plena de luz, uma canção com uma sonoridade simultaneamente grandiosa e controlada. Já as cordas de <span style="color: #ff00ff;"><em>Gimme Some</em></span> e o efeito que as acompanham, assim como a percussão <em>groove</em> do tema, sustentam uma das mais belas melodias de um disco que até abraça a <em>folk</em> e o <em>country sulista </em>americano em <em><span style="color: #ff00ff;">Down With The Band</span></em>, uma das peças mais psicadélicas e com um jogo de vozes inédito.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco feito de referências bem estabelecidas e com uma arquitetura musical carregada de emoção, cor e rebeldia, <span style="color: #ff00ff;"><em>Mozes And The Firstborn</em></span> garante a esta banda holandesa a impressão firme da sua sonoridade típica e ainda permite terem margem de manobra para futuras experimentações. Há neste carápio sonoro uma intemporalidade que se expressa na forma como o quarteto plasma com elevada dose de criatividade o que de melhor recria atualmente o <em>vintage</em>, mas também no esforço evidente como expressam uma demanda por algo genuíno e que depois sirva de modelo e de referencial sonoro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em suma, <span style="color: #ff00ff;"><em>Mozes And The Firstborn</em></span> é, como de algum modo já referi, coerente com vários discos que têm revivido os sons outrora desgastados das décadas de sessenta e setenta e é uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente. É um ensaio de assimilação de heranças, plasmado na soma do seu alinhamento, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com visões de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências antigas. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=4108969570/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/70705598&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2709809694/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:616329 2014-11-22T14:19:00 CITYSPARK - Sun Will Shine 2014-11-22T14:36:51Z 2014-11-22T14:36:51Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://0.fotos.web.sapo.io/i/B8311a7b5/17761597_zZpE0.jpeg" alt="Cityspark.jpg" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Formados a 1 de Dezembro de 2008 entre Castelo de Paiva e Cinfães, os <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/cityspark.pt">CITYSPARK</a> abraçaram, de acordo com a banda, <em>o desafio a novas sonoridades que passam pelo rock, a pop e o indie</em>. Começaram por gravar, em 2009, o EP<em> Made In Cityspark</em> e um ano depois regressaram ao estúdio para gravar um novo tema intitulado <em>Butterfly</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Agora, alguns anos depois e após<em> muitas dores de cabeça de persistência, de concertos realizados mas acima de tudo muita vontade de cumprir um dever realizado</em>, vai chegar aos escaparates <span style="color: #ccffcc;"><em>Violet</em></span>, o primeiro longa duração da banda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ccffcc;"><em>Violet</em></span> foi gravado nos estúdios Replay Studios, produzido por Mário de Sá e a própria banda e tem previsto o lançamento para treze de dezembro, altura em que haverá também, em Castelo de Paiva, um concerto de apresentação, que contará com a presença de diversos convidados especiais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O primeiro single retirado de <span style="color: #ccffcc;"><em>Violet</em></span> chama-se <em><span style="color: #ccffcc;">Sun Will Shine</span></em> e o vídeo da canção já pode ser visto e partilhado por todos no You Tube e Facebook da banda. A canção impressiona pelo pendor <em>rock,</em> festivo e solarengo, mas onde a eletrónica tem também uma palavra importante a dizer, já que os sintetizadores conduzem o processo melódico, de modo a replicar uma sonoridade que impressiona pelo charme<em> vintage</em>. O resultado final é uma belíssima composição envolvida numa psicadelia luminosa, fortemente urbana, mística, mas igualmente descontraída e jovial. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dg5Xu2HHil7c&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fg5Xu2HHil7c%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fg5Xu2HHil7c%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:611458 2014-11-21T21:37:00 Nothing – Guilty Of Everything 2014-11-21T21:37:14Z 2014-11-23T19:06:35Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado a quatro de março pela <a style="color: #999999;" href="http://www.relapse.com">Relapse Records</a>, uma editora importante para várias bandas que ainda procuram chegar a um lugar de relevo no universo sonoro alternativo e já com um <a style="color: #999999;" href="http://wwnbb.bandcamp.com/">catálogo</a> bastante interessante,<em> <span style="color: #666699;">Guilty of Everything</span></em> é o trabalho de estreia dos <span style="color: #666699;">Nothing</span>, uma banda de Filadélfia, que logo em <em><span style="color: #666699;">Hymn To The Pillory</span></em>, o primeiro tema deste disco, clarifica que deambula entre a <em>dream pop</em> nostálgica e o <em>rock</em> progressivo amplo e visceral.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://f1.bcbits.com/img/0002293279_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>Guilty Of Everything</em></span> é o culminar de dois anos de intensa atividade do coletivo, que durante este período andou em digressão pela América do Norte, impressionando audiências com um som cativante e explosivo, sempre com <em>fuzz</em> nas guitarras e o nível de distorção no <em>red line</em>. Produzido por Jeff Zeigler, um profissional de nomeada que já trabalhou com Kurt Vile e os War On Drugs, entre outros, <em><span style="color: #666699;">Guilty Of Everything</span></em> traz até nós o melhor da herança do <em>rock</em> alternativo de finais do século passado, suportada por  nomes tão fundamentais como os My Bloody Valentine ou os Smashing Pumpkins, só para citar algumas das influências mais declaradas do grupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Instrumentalmente muito rico, apesar da primazia das guitarras, este disco também conta com algumas sintetizações que conferem ao som dos <span style="color: #666699;">Nothing</span> uma toada muito rica e luminosa e um travo <em>pop</em> que ajuda a amenizar o cariz mais sombrio do<em> rock</em> que replicam e que em <em><span style="color: #666699;">Bent Nail</span></em> pisca o olho ao <em>grunge</em> e em <em><span style="color: #666699;">Dig</span></em> chega ao metal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A voz é um dos detalhes mais assertivos do disco; Ela sopra na nossa mente e envolve-nos com uma toada emotiva e delicada, que faz o nosso espírito facilmente levitar, provocando, apesar do ruido sombrio das guitarras, um <em>cocktail </em>delicioso de boas sensações. Geralmente em <em>reverb</em>, numa postura claramente <em>lo fi</em>, ela é uma consequência lógica das opções sonoras do grupo e um elemento importante para criar o ambiente soturno e melancólico pretendido. Na já citada <em><span style="color: #666699;">Dig</span></em> acaba por carregar toda a compoente nostálgica com que os<span style="color: #666699;"> Nothing</span> pretendem impregnar o seu ADN e no restante alinhamento nunca deixa de ser um fator decisivo para que se instale um certo charme <em>vintage</em> que busca o feliz encontro entre sonoridades que surgiram há décadas e se foram aperfeiçoando ao longo do tempo e ditando regras que hoje consagram as tendências mais atuais em que assenta o <em>indie</em> rock com um cariz fortemente nostálgico e contemplativo, mas também feito com os punhos cerrados e a apelar ao nosso lado mais selvagem e cru. Em <em><span style="color: #666699;">Get Well</span></em> a voz atinge o auge açucarado qualitativo, uma canção que ilustra o quanto certeiros e incisivos os <span style="color: #666699;">Nothing</span> conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram. Esta canção, conduzida por um baixo vibrante e uma guitarra carregada de <em>fuzz</em> e distorção, é um cenário idílico para quem, como eu, aprecia alguns dos detalhes básicos da melhor psicadelia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Percebe-se que os <span style="color: #666699;">Nothing</span> têm no tal ADN bem vincada a vontade de experimentar e <span style="color: #666699;"><em>Guilty Of Everything</em></span>, apesar da escuridão introspetiva que contém, respira por todos os poros uma enorme vitalidade, com melodias que fazem levitar quem se deixar envolver pelo assomo de elegância contida e pela sapiência melódica do seu conteúdo. Canções como <em><span style="color: #666699;">Sumersault</span></em> ou <em><span style="color: #666699;">Beat Around The Bush</span> </em>transbordam uma aúrea algo mística e espiritual, reproduzidas por um grupo que sabe como nos forçar ao isolamento de forma direta, pura e bastante original. Este disco não é para ser escutado com um grupo de amigos num momento de diversão, mas solitariamente e num momento de recolhimento pessoal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo na estreia os <span style="color: #666699;">Nothing</span> parecem ter balizado com notável exatidão o farol que querem para o seu percurso musical. <span style="color: #666699;"><em>Guilty Of Everything </em></span>é um trabalho que de algum modo impressiona pelo bom gosto com que se cruzam vários estilos e dinâmicas sonoras, com o<em> indie rock</em> a servir de elemento aglutinador, de cerca de quarenta minutos de pura adrenalina sonora, uma viagem que nos remete para a gloriosa época do <em>rock</em> independente que reinou na transição entre as duas últimas décadas do século passado, um<em> rock</em> sem rodeios, medos ou concessões, com um espírito aberto e criativo. Os <span style="color: #666699;">Nothing </span>são, por isso, um nome a ter em conta no universo musical onde se inserem e estão no ponto e prontos a contrariar quem acha que já não há bandas à moda antiga e a fazer música de qualidade. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5597/15707517066_6d606bc9c6.jpg" alt="Nothing - Guilty Of Everything" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Hymn To The Pillory</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Dig</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Bent Nail</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Endlessly</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Somersault</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Get Well</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Beat Around The Bush</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. B&amp;E</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Guilty Of Everything</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2289343264/size=large/bgcol=333333/linkcol=0f91ff/tracklist=false/artwork=small/track=2765631918/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:615849 2014-11-21T13:33:00 Ghastly Menace - Closing 2014-11-21T13:33:48Z 2014-11-21T13:33:48Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Ghastly Menace - &quot;Closing&quot; (Stereogum Premiere)" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/11/ghastly-menace-closing.jpeg" alt="Ghastly Menace - &quot;Closing&quot; (Stereogum Premiere)" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Formados por Andy Schroeder (voz, bateria, teclado e guitarra), Chris Geick (voz, samples e sintetizador), Kody Nixon (baixo), Michael Heringhaus (guitarra e teclados) e Clint Weber (bateria), os norte americanos <span style="color: #ffcc00;">Ghastly Menace</span> pretendem conquistar o universo sonoro alternativo com um<em> indie rock</em> orquestral, feito de uma dose extra de guitarras e versos simultaneamente épicos e acessíveis, com o acrescento de arranjos onde contrastam elementos acústicos e elétricos e que deitam por terra qualquer sintoma de monotonia e repetição ao longo da audição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O disco de estreia deste coletivo de Chicago irá chegar aos escaparates no início do próximo ano através da etiqueta <a style="color: #999999;" href="http://www.therecordmachine.net/">The Record Machine</a> e<em><span style="color: #ffcc00;"> Closing</span></em> é o primeiro avanço divulgado do álbum, uma canção sobre aquilo que se sente quando há uma decisão a tomar e, apesar de muitas vezes haver um caminho óbvio, há sempre outras opções que podem ser ponderadas. Confere...</span></p> <p> </p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/164933258%3Fsecret_token%3Ds-f9F26&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:598633 2014-11-20T18:02:00 Little Arrow - Furious Finite 2014-11-20T18:02:09Z 2014-11-20T18:02:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"><span style="color: #999999;">Formados por William Hughes, Dan Messore, Ben Sharpe, Callum Duggan e Rich Chitty, os galeses</span> <span style="color: #008080;">Little Arrow</span><span style="color: #999999;"> apresentaram ao mundo a sua <em>folk</em> de forte cariz etéreo e melancólico em 2011 com <em>Mask and Poems</em>, tendo o segundo disco,</span><span style="color: #008080;"><em> Wild Wishes</em></span><span style="color: #999999;">, visto a luz do dias dois anos depois. Agora, quase no ocaso de 2014, regressam à carga com</span> <span style="color: #008080;"><em>Furious Finite</em></span><span style="color: #999999;">, mais uma coleção de canções que misturam o épico com o contemplativo e que parecem tão naturais e espontâneas como a enorme beleza da região de onde provêm e que os inspira, situada na extremidade noroeste das ilhas britânicas.</span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img src="http://welshmusicprize.com/wp-content/uploads/2013/09/LittleArrowPic-1024x682-400x400.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"><span style="color: #999999;">Conhecido há algumas semanas, o</span><em><span style="color: #999999;"> single</span> <span style="color: #008080;">Medicine Moon</span></em> <span style="color: #999999;">já apontava para o caminho certo de consolidação da sonoridade intrínseca desta banda. Essa canção é um exemplo feliz da capacidade dos</span> <span style="color: #008080;">Little Arrow</span> <span style="color: #999999;">em estabelecer uma <span class="bodytext">fusão de elementos da <em>indie</em>, da <em>pop</em>, da <em>folk</em> e até da eletrónica, através de melodias luminosas feitas com linhas de guitarra delicadas e arranjos clássicos particularmente deslumbrantes e cheios de luz, amiúde dominados pelos instrumentos de sopro, <em>samples</em>, teclados e uma percurssão, elementos que criam paisagens sonoras bastante peculiares.</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span class="bodytext" style="font-size: 12pt;"><span style="color: #999999;">Assim que o disco começa somos rapidamente absorvidos pelo mundo caleidoscópico dos</span> <span style="color: #008080;">Little Arrow</span><span style="color: #999999;">, um universo cheio de cores e sons que nos causam espanto, devido à impressionante quantidade de detalhes que o quinteto coloca a cirandar quase livremente por trás de cada uma das canções que transbordam do disco.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"><span class="bodytext"><span style="color: #999999;"> Após o <em>single</em>, a mais introspetiva e pastoral</span> <em><span style="color: #008080;">Pier Maountain</span></em> <span style="color: #999999;">é uma verdadeira tela sonora, com a</span></span><span style="color: #999999;"> textura barroca da harpa, a serenidade contemplativa da guitarra e a doce opulência do trompete a darem as mãos para mostrar um emaranhado de referências que têm como elemento agregador a busca de um clima sonoro com uma elevado cariz ambiental, mas que não deixa de ser acolhedor, animado e otimista. A percurssão de</span> <em><span style="color: #008080;">Loss Um</span></em><span style="color: #999999;">, o sample inicial de</span> <em><span style="color: #008080;">Diamond Shy</span></em> <span style="color: #999999;">e a vila acústica que se segue, assim como  o conjunto de sons e incontáveis referências e detalhes que borbulham enquanto estes temas se desenvolve e crescem, são mais duas janelas que os</span> <span style="color: #008080;">Little Arrow</span><span style="color: #999999;"> nos abrem para contemplarmos canções recheadas de versos intrigantes, instigadores e particularmente melódicos. Depois, há ainda</span> <span style="color: #008080;"><em>Ha Ha Happiness</em><span style="color: #999999;">,</span></span><span style="color: #999999;"> uma canção com uma energia contagiante e diferente das restantes, com um espírito mais rock e que demonstra a tal versatilidade que os<em> </em></span><span style="color: #008080;">Little Arrow</span> <span style="color: #999999;">demonstram possuir e</span> <span style="color: #008080;"><em>Flat Earth</em><span style="color: #999999;">,</span><em> War Drones </em></span><span style="color: #999999;">e</span><span style="color: #008080;"><em> Holding &amp; Knowing</em></span><span style="color: #999999;">, três temas que plasmam a enorme capacidade que este coletivo possui para escrever canções que tocam fundo e que transmitem mensagens profundas e particularmente bonitas.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"><span style="color: #999999;">Domina</span> <em><span style="color: #008080;">Furious Finite</span></em> <span style="color: #999999;">um som essencialmente bucólico, épico e melancólico, que pode servir de banda sonora para um mundo paralelo cheio de seres fantásticos e criaturas sobrenaturais, como ilustra a capa de um disco que sugere que encontremos no seu interior uma harmoniosa fonte de conhecimento e inspiração musical e espiritual de toda a espécie, de todos os tempos ou apenas de hoje. Ao encararmos o seu conteúdo com particular devoção, percebemos que essa suposição inicial terá alguma razão de ser já que o mesmo é a expressão prática de uma explosão de criatividade que nunca se descontrola nem perde o rumo, numa receita pouco clara e nada óbvia, mas com um resultado incrível e único. Espero que aprecies a sugestão...</span></span></p> <p><span style="font-size: 12pt;"><span style="color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.littlearrow.co.uk/wp-content/uploads/2014/07/BWR019-COVER.jpg" alt="" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"> <span style="color: #008080;"><em>01. Government Bodies</em></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>02. Medicine Moon</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>03. Pier Mountain</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>04. Lossum</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>05. Diamond Shy</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>06. Flat Earth</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>07. War Drones</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>08. Holding &amp; Knowing</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>09. Ha Ha Happiness</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>10. Spider</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 12pt;"><em>11. Hedgerow</em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/160944304&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> <p><span style="font-size: 12pt;"> </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:614419 2014-11-20T13:26:00 Archive - Black And Blue 2014-11-20T13:26:42Z 2014-11-20T13:26:42Z <div class="component component--box component--box-flushbody-vertical component--box--primary"> <div class="component__body br-box-page"> <div class="text--prose"> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6e/Archive_rheinkultur_2006.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #808000;">Archive</span> de Darius Keelers e Dan Griffiths e aos quais se juntam neste momento Pollard Berrier, Rosko John, Dave Pen, Maria Q, Smiley, Steve Harris, Steve Davis, Jonathan Noyce, Holly Martin e Mickey Hurcombe, são um dos nomes essenciais do trip-hop que começou a fazer escola na década de noventa no Reino unido e já andam por cá desde 1996. Entre Londres e Paris, foram responsáveis por alguns dos mais marcantes discos do panorama alternativo dos últimos vinte anos, com destaque para <em>Londinium</em>  (1996), <em>Take My Head</em> (1999) e<em> Noise</em> (2004), entre tantos outros. Um dos últimos registos de originais do projeto tinha sido <span style="color: #808000;"><em>With Us Until You're Dead</em></span>, um trabalho editado em 2012 e do qual <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/305379.html">dei</a> conta na altura, mas ainda há poucos meses, mais concretamente a vinte e seis de maio, lançaram um outro trabalho in intitulado <em><span style="color: #808000;">Axiom</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Agora, cerca de meio ano depois, já há sucessor anunciado; Disponibilizado gratuitamente no <em>soundcloud</em> oficial do coletivo, <span style="color: #808000;"><em>Black and Blue</em></span> é um dos três primeiros avanços já divulgados para <em><span style="color: #808000;">Restriction</span></em>, o décimo álbum da carreira dos <span style="color: #808000;">Archive</span>, que irá ver a luz do dia a doze de janeiro de 2015, através da PIAS Recordings. A canção, uma das doze do alinhamento de <em><span style="color: #808000;">Restriction</span></em>, é um registo quase à <em>capella</em>, com a voz a ser acompanhada por um orgão e um efeito de uma guitarra que nos afoga numa hipnótica nuvem de melancolia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além do vídeo de <em><span style="color: #808000;">Black and Blue</span></em>, é possivel tambem visualizar na <a style="color: #999999;" href="http://archiveofficial.com/">página oficial</a> da banda os filmes de <span style="color: #808000;"><em>Kid Corner</em></span> e <em><span style="color: #808000;">Feel It</span></em>, os dois outros avanços de <em><span style="color: #808000;">Restriction</span></em> já divulgados. Confere...</span></p> </div> </div> </div> <div class="component component--box component--box-flushbody-vertical component--box--primary"> <div class="component__body br-box-page"> <div id="third-party-14163113219625" class="third-party third-party--soundcloud"> <div class="third-party__embed"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?visual=true&url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F176545324&show_artwork=true&maxheight=166&callback=jQuery191041937588807195425_1416311338700&_=1416311338701&secret_token=s-iBeAc" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></div> </div> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:616069 2014-11-20T13:22:00 Sequin - Flamingo 2014-11-20T13:22:38Z 2014-11-20T13:22:38Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://www.punch.pt/wp-content/uploads/Apresentamos-Sequin-250x250.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado no passado mês de abril, <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/sequin-penelope-506810">Penelope</a> é o mais recente registo de originais de <span style="color: #99cc00;">Sequin</span>, segundo a própria apenas uma parte daquilo que Ana faz na música, a Ana Miró habitual cúmplice do projeto JIBÒIA e dona de uma das vozes mais bonitas do universo musical português. <span style="color: #99cc00;"><em>Penelope</em></span> foi produzido por Moullinex e contém dez canções que refrescam imenso o universo <em>eletropop</em> nacional e que plasmam a enorme capacidade e o imenso talento de Sequin para compôr e cantar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na entrevista que <span style="color: #99cc00;">Sequin</span> concedeu a Man On The Moon, na altura do lançamento do disco, a autora confessou que <em><span style="color: #99cc00;">Penelope</span></em> é um trabalho <em>muito pessoal</em> e que marca uma fase da sua vida onde se dá <em>uma passagem de um momento mais negro de estagnação criativa e emocional para um momento mais luminoso de libertação e concretização pessoal</em>. <span style="color: #99cc00;"><em>Flamingo</em></span>, o novo <em>single</em> retirado de <em><span style="color: #99cc00;">Penelope</span></em>, retrata fielmente esta transição, com o próprio <em>press release</em> do lançamento do tema a ser feliz quando constata que <em>as canções de <span style="color: #99cc00;">Sequin</span> são verdadeiras bolas de espelho, bem a condizer com o ambiente nocturno e dançável dos seus temas</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #99cc00;">Flamingo</span></em> é já o terceiro <em>single</em> extraído de <em><span style="color: #99cc00;">Penelope</span> </em>e o vídeo foi realizado por Pedro Pinto e co-produzido pelo próprio e por Ana Miró. já agora, <span style="color: #99cc00;">Sequin</span> vai estar este fim-de-semana em concertos, amanhã no Cellos Rock, em Barcelos e sábado noTexas Bar, em Leiria. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DN4qdRldNYKY&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FN4qdRldNYKY%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FN4qdRldNYKY%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:549267 2014-11-19T20:42:00 To The Wedding - Silver Currents 2014-11-19T20:42:22Z 2014-11-19T20:42:22Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99ccff;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://f1.bcbits.com/img/0002969834_100.png" alt="" /></em></span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99ccff;"><em>Silver Currents</em> </span>é o trabalho de estreia do projeto <em><span style="color: #99ccff;">To The Wedding</span></em>, encabeçado por Lauren Grubb, um multi-instrumentista norte americano, natural de São Francisco, na Califórnia e que já tinha em 2010 editado um EP intitulado <em><span style="color: #99ccff;">Taken</span></em>, disponível no <a style="color: #999999;" href="http://tothewedding.bandcamp.com/album/taken-ep">bandcamp</a>, assim como <a style="color: #999999;" href="http://tothewedding.bandcamp.com/album/silver-currents">este</a> seu disco de estreia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com todas as canções a serem escritas e interpretadas por Lauren Grubb, houve, no entanto, algumas participações especiais no disco que importa salientar, nomeadamente Evan Orfanos, que tocou baixo em <em><span style="color: #99ccff;">Set Fire</span></em> e <em><span style="color: #99ccff;">Time Pilot</span></em>, Neil Gong, que pegou na guitarra em <em><span style="color: #99ccff;">Come On</span></em> e Martin Newman, que tocou esse instrumento em<em><span style="color: #99ccff;"> Set Fire</span></em> e <em><span style="color: #99ccff;">Time Pilot</span></em>, ele que é presença assídua neste blogue, não só por causa dos <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/322447.html?page=1">Plumerai</a>, mas também, mais recentemente, devido aos <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/drlng-icarus-ep-595394">DRLNG</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As cinco canções de <em><span style="color: #99ccff;">Silver Currents</span></em> estão afogadas numa encantadora melancolia, com <em><span style="color: #99ccff;">Come On</span></em> desde logo a deixar-nos o convite para embarcarmos numa pequena viagem, confortavelmente instalados numa nuvem de algodão quente e fofa, enquanto sobrevoamos um trabalho capaz de resgatar o lado mais pueril e introspetivo dos nossos pensamentos. Essa canção assenta numa melodia feita com um efeito de guitarra que recuou no tempo uns trinta anos e ao qual vão sendo adicionados vários detalhes e elementos, incluindo uma bateria suave, mas que impõe o ritmo adequado para que a descolagem ocorra sem sobressaltos. Em <em><span style="color: #99ccff;">Silver Currents</span></em>, o tema homónimo, os Mojave 3 são de imediato chamados à linha da frente das influências, não só no falsete em eco do registo vocal delicado, como no efeito da guitarra que vai pairando ao longo da canção, enquanto uma viola espreita o momento certo para ganhar um protagonismo, que acontece com a chegada da bateria, que conduz o resto da canção através de uma <em>pop</em> com traços de <em>shoegaze</em> e uma certa psicadelia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nos temas iniciais do disco percebe-se que há uma forte vertente experimental nas guitarras e uma certa <em>soul</em> na secção rítmica, com o restante cardápio instrumental assertivo a fundamentar-se na relação progressiva que o baixo e a bateria constroem, dois excelentes tónicos para  potenciar a capacidade de Lauren em soprar na nossa mente e envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, que faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um <em>cocktail </em>delicioso de boas sensações. Essa viola acústica acaba por ter o merecido momento de protagonismo e fulgor na lindíssima <em><span style="color: #99ccff;">Set Fire</span></em>, uma canção que espreita perigosamente a fronteira do<em> rock</em> progressivo, porque contém os <em>riffs</em> mais assertivos e ruidosos que as guitarras tocam no alinhamento, mas que não sobreviveria sem a delicadeza das cordas que conduzem o edifício melódico. Este tema é um dos meus destaques deste trabalho, um cenário idílico para quem, como eu, aprecia alguns dos detalhes básicos do melhor <em>rock</em> psicadélico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #99ccff;">Silver Currents</span></em> chega ao ocaso com o baixo pulsante de <em><span style="color: #99ccff;">Time Pilot</span></em> e com a voz de Lauren a atingir um nível de delicadeza tal que quase se consegue vê-lo a planar diante de nós, enquanto, confortavelmente instalados na nuvem que nos coloca na primeira fila dos nossos desejos mais profundos, nos deixamos envolver pelo assomo de elegância contida e pela sapiência melódica da sua interpretaçao, que nos embala e seduz implacavelmente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #99ccff;">Silver Currents</span></em> é uma coleção de excelentes composições que, quase sem se dar por isso, apostam numa fusão do <em>indie rock</em> mais melancólico e sombrio com alguns detalhes da <em>folk </em>americana e da<em> pop</em>. A voz pura de Lauren é um trunfo explorado positivamente e ganha um realce ainda maior quando as guitarras algo turvas conjugadas com efeitos sonoros que na instrumental <em><span style="color: #99ccff;">86velocity</span></em> parecem de outro mundo, têm a capacidade de proporcionar uma aúrea algo mística e ampliada à mensagem das canções. Ouvir este disco é uma experiência diferente e revigorante e a oportunidade de contatar com um conjunto de canções reproduzidas por um músico que sabe como criar paisagens sonoras que transparecem calma e serenidade, de forma pura e bastante original. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://f1.bcbits.com/img/a0283508488_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Come On</span></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Silver Currents</span></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">86velocity</span></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Set Fire</span></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Time Pilot</span></span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2755786086/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:606212 2014-11-19T13:16:00 Noiserv - Everything should be perfect even if no one's there 2014-11-19T13:16:30Z 2014-11-19T13:16:30Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://altamont.pt/wp-content/uploads/2014/11/Noiserv-cred-VeraMarmelo-08-e1415840155911.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quase dez anos depois do primeiro concerto em Março de 2005, <a style="color: #999999;" href="http://www.noiserv.net">noiserv</a> acaba de editar <em><span style="color: #339966;">Everything should be perfect even if no one's there</span></em>, o seu primeiro DVD, que acaba por ser uma excelente forma de assistirmos no conforto do nosso lar a um concerto de um dos músicos fundamentais do universo musical nacional. Com um alinhamento de nove canções, onde se escutam vinte e quatro instrumentos tocados por apenas um músico em palco,<span style="color: #339966;"> noiserv</span> pretende comunicar conosco de um modo próximo, expondo sem receios toda a energia e emoção que coloca nos seus espetáculos, ao mesmo tempo que nos questiona sobre <em>aquilo que nos move e faz procurar a perfeição</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Produzido pelo CANAL180 e também possível devido a uma parceria com a Filmesdamente e o Município de Ponte de Lima, o concerto documentado neste DVD foi filmado em março no lindíssimo Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima e regista fielmente o ambiente intimista e caloroso dos concertos da digressão de <em><span style="color: #339966;">Almost Visible Orchestra</span></em> e nos quais <span style="color: #339966;">noiserv</span> revisitou também algumas das músicas mais conhecidas dos discos anteriores.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="https://noiserv.bandcamp.com/track/its-easy-to-be-a-marathoner-even-if-you-are-a-carpenter-live"> It's easy to be a marathoner even if you are a carpenter</a> foi a canção escolhida para <em>single</em> deste registo ao vivo, gravado com seis câmaras e que foi ao encontro da vontade de <span style="color: #339966;">noiserv</span> em<em> ter as pessoas mais perto num concerto, tentar encurtar a distância que existe sempre num auditório</em> e <em>registar todos os momentos importantes na</em> sua <em>forma de tocar estas músicas ao vivo</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como extra, o DVD tem ainda o filme <em>53 minutes and a few seconds</em>, que regista o processo de montagem de um concerto de <span style="color: #339966;">noiserv</span>. Dá uma vista de olhos ao sugestivo <em>trailer</em> de <span style="color: #339966;"><em>Everything should be perfect even if no one's there</em></span>, adquire o DVD e no final confere a entrevista que o músico me concedeu a propósito deste lançamento fantástico!</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D-AoGPn760VQ&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F-AoGPn760VQ%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F-AoGPn760VQ%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2000881404/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe> </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na entrevista que me concedeste na altura do lançamento de Almost Visible Orchestra, confessaste que não gostavas de criar expetativas, mas que desejavas muito que as músicas deste disco pudessem fazer parte da vida de algumas pessoas. Mais de um ano e vários concertos depois, estás feliz com tudo aquilo que <em>Almost Visible Orchestra</em> ofereceu à tua vida e à tua carreira e o sucesso do mesmo faz-te sentires realizado?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sinto-me 100% realizado com este disco, é bom sentir, que mais de um ano depois, quando oiço o disco ainda sinto que não mudava nada, que é assim que faz sentido! Por outro lado o feedback das pessoas tem sido excecional, e se no fundo é para elas que as músicas existem, acho que era impossível ter corrido melhor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como acabou por surgir a ideia de editar um dos concertos da digressão de <em>Almost Visible Orchestra</em> em DVD? Foi algo espontâneo, ou já havia a vontade de um dia fazer algo do género?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sempre tive a vontade de um dia ter um registo ao vivo das minhas canções, e senti que era agora ao fim de 3 discos a altura certa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Houve algum cuidado especial em termos de produção nesse concerto em Ponte De Lima, ou quem assistiu a espetáculos teus, da mesma digressão, em salas semelhantes, sonoramente não irá notar a diferença?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os concertos nunca são iguais, e dentro daquilo que os diferencia este é diferente de todos os outros.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já agora, a que se deveu a escolha do Teatro Diogo Bernardes em Ponte de Lima? As caraterísticas da sala pesaram na escolha, ou teve a ver com questões de promoção, nomeadamente o apoio da Câmara Municipal desse Concelho?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A escolha deste teatro deveu-se exclusivamente ao facto de ser para mim uma das salas mais bonitas que temos no País e eu achar que era aí que fazia sentido. Felizmente tive um grande apoio do Municipio o que logisticamente foi muito importante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nesse concerto tocas nove músicas, rodeado por vinte e quatro instrumentos, qual <em>one man show</em>. Acredito que já te tenham feito esta pergunta várias vezes, mas não resisto… Como consegues ter controlo absoluto sobre toda a situação e qual foi a fonte da criatividade onde bebeste para conseguires oferecer algo tão bonito e sonoramente tão diversificado e abrangente sozinho?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Conseguir ter controlo sobre tudo, vem de muitos ensaios e de tocar muitas vezes. A fonte de criatividade é uma resposta dificil, as coisas não surgiram de uma só vez, foi algo que foi crescendo ao longo dos tempos, fruto de muita dedicação e vontade, julgo eu.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Desses vinte e quatro instrumentos há assim algum mais curioso, ou que tenha uma história especial que queiras partilhar connosco?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Eu acho que todos eles são especiais, principalmente porque foram todos comprados em locais e alturas diferentes. Tenho por exemplo um pianinho vermelho, muito pequeno, que comprei a um senhor de idade nas ruas de Berlim, quando há uns anos lá fui tocar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O DVD chama-se <em>Everything should be perfect even if no one's there</em>. Além de ser um título em tudo semelhante ao conceito do nome das canções do disco, há alguma explicação lógica para o mesmo?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há uma explicação muito forte que se percebe depois de ver o DVD :P, mas não vou revelar para não tirar a surpresa :)!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ainda sobre o título, procuraste sempre a perfeição nos teus concertos nesta digressão, mais em termos de replicares com exatidão as canções conforme se escutam na versão de estúdio, ou fazê-lo obedecendo ao que idealizaste quando as imaginaste tocadas ao vivo? Em suma, houve momentos em que sentiste necessidade de improvisar no momento, mesmo que o público não tenha notado, ou correu tudo de acordo com o plano pré-estabelecido?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quando falo em perfeição, é mais na dedicação que quero sempre ter em cada música, posso improvisar um instrumento, ou mudar algo no momento, agora o que procuro sempre que seja perfeito, é a minha dedicação total a quem se deslocou para ir ver um concerto meu.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Admiro a necessidade que sentes de ter o público próximo de ti, o modo como te expões, o grau de proximidade e até o carinho com que nos tratas, não só nos concertos, como nas redes sociais ou diariamente, quando és reconhecido. Como tem sido lidar com a exposição que <em>Almost Visible Orchestra</em> te proporcionou, apesar de já seres, anteriormente, um músico conhecido e reconhecido?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Eu acho que serei eternamente agradecido a todos aqueles que por gostarem do que eu faço, me deixam continuar a fazê-lo. Por isso, dentro de certos limites, acho que as pessoas merecem o carinho que tenho por todas elas, porque na realidade é o que sinto, um enorme agradecimento.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">E sucessor? Há planos para voltar ao estúdio? E quanto a isso, volto a encerrar esta entrevista com a mesma questão da anterior… O que te move é apenas o acústico e o experimental ou gostarias no futuro de experimentar outras sonoridades? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico de Noiserv?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O sucessor...pergunta dificil :P! Haverá certamente um sucessor, mas ainda não consigo ter uma previsão, por enquanto vou deixando apenas que as ideias comecem a surgir. O que podemos esperar, nem eu sei bem, só o tempo o dirá, também a mim.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:591952 2014-11-18T19:14:00 The Growlers – Chinese Fountain 2014-11-18T19:14:58Z 2014-11-21T11:41:50Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #99cc00;">The Growlers</span> são uma banda norte americana de Costa Mesa, na Califórnia, formada por Brooks Nielsen (voz), Matt Taylor (guitarra), Scott Montoya (bateria), Anthony Braun Perry (baixo) e Kyle Straka (teclas e guitarra) e que descobri já em 2012 por causa de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/347623.html">Hung At Heart</a>, o terceiro álbum da discografia do grupo, um disco gravado em Nashville, editado em novembro desse ano através da Everloving Records e que foi produzido por Dan Auerbach dos The Black Keys. Um ano após esse registo, disponibilizaram <a style="color: #999999;" href="http://thegrowlers.bandcamp.com/album/gilded-pleasures">Guilded Pleasures</a> e agora, novamente com uma cadência quase anual, os T<span style="color: #99cc00;">he Growlers</span> regressam às edições com <span style="color: #99cc00;"><em>Chinese Fountain</em></span>, um trabalho editado no passado dia três de setembro e disponivel na plataforma <a style="color: #999999;" href="http://thegrowlers.bandcamp.com/album/chinese-fountain">bandcamp</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://blogs.phoenixnewtimes.com/uponsun/The%20Growlers/the_growlers_surf_music.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">Os <span style="color: #99cc00;">The Growlers</span> têm uma sonoridade fortemente influenciada pela psicadelia dos anos sessenta, sendo óbvias referências os The Doors, Country Joe e os Beach Boys da era<em> Pet Sounds</em>. São frequentemente catalogados com uma banda de <em>surf rock</em>, mas a sua sonoridade vai muito além dessa simples bitola. Na verdade, eles focam-se no r<em>ock</em> de garagem e no <em>blues</em> como pedras de toque e adicionam uma toada <em>lo fi</em>, que lhes dá um certo charme e uma personalidade ímpar, devido a alguns arranjos inéditos e uma guitarra que, não raras vezes, se aproxima perigosamente da psicadelia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">Esta aparente simplicidade e descomprometimento não será obra do acaso e obedece claramente a um desejo de criação de uma imagem própria, inerente ao conceito de rebeldia, mas sem descurar um apreço pela qualidade comercial e pela criação de canções que agradem às massas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">Os <span style="color: #99cc00;">The Growlers</span> têm toda a aparência de conviverem pacificamente com esta dicotomia, mas escapam do eventual efeito preverso da mesma e com mestria, até porque há uma elevada sensação de espontaneidade na maioria deste alinhamento de onze canções, onde não faltam ecos crescentes e explosões percurssivas, como se tivesse sido composto para ser escutado por amigos. Espero que aprecies a sugestão..</span></p> <p><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><span style="color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2946/15207313618_8584c0c446.jpg" alt="The Growlers - Chinese Fountain" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">01. Big Toe</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">02. Black Memories</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">03. Chinese Fountain</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">04. Dull Boy</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">05. Good Advice</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">06. Going Gets Tuff</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">07. Magnificent Sadness</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">08. Love Test</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">09. Not The Man</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">10. Rare Hearts</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #99cc00;">11. Purgatory Drive</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/2JDcerd5vvo" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:614153 2014-11-18T13:05:00 Thieving Irons - Magic 2014-11-18T13:24:18Z 2014-11-18T13:24:18Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://www.qromag.com/wp-content/uploads/2012/08/thievingironsinterviewa.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de há poucos dias ter <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/thieving-irons-phenomena-ep-588470">divulgado</a> o EP Phenomena, estou de regresso ao projeto <a style="color: #999999;" href="http://www.thievingirons.com/">Thieving Irons</a> de Nate Martinez, para partilhar uma nova canção chamada <em><span style="color: #99ccff;">Magic</span></em>. Escrito, gravado e produzido pelo próprio Nate no seu novo estúdio situado na Brooklyn onde reside, o tema resultou de um desafio que foi colocado ao músico nova iorquino pela revista de culinária <a style="color: #999999;" href="http://gatherjournal.com/">Gather Journal</a>, que pretendia uma canção que servisse de banda sonora a um dos novos desafios que costuma lançar aos leitores da publicação.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disponível para <em>download</em> na página oficial do músico, <em><span style="color: #99ccff;">Magic</span></em> contém o habitual clima melódico que Nate procura sempre recriar, feito cada vez mais pelo cruzamento entre a leveza onírica da <em>dream pop</em> e o um indie rock que procura dar as mãos à eletrónica, num resultado que nos transporta para um universo muito próprio de <span style="color: #99ccff;">Thieving Irons</span>, sempre sustentado por um verdadeiro manancial de melodias lindíssimas. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/177272148&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:598332 2014-11-17T18:40:00 The Hush Now – Sparkle Drive 2014-11-17T18:40:37Z 2014-11-17T18:40:37Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado no passado dia catorze de outubro, <span style="color: #33cccc;"><em>Sparkle Drive</em></span> é o novo álbum dos <a style="color: #999999;" href="http://www.thehushnow.com/">The Hush Now</a>, um coletivo de Boston, formado por Noel Kelly, Pat MacDonald, Barry Marino e Adam Quane. Produzido, gravado e misturado por Benny Grotto e dedicado a um amigo da banda chamado Thayer Harris, este disco é já o quarto da carreira da banda e está disponível para <em>download</em> no<a style="color: #999999;" href="http://thehushnow.bandcamp.com/album/sparkle-drive"> bandcamp</a>, gratuitamente ou com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://f1.bcbits.com/img/0000004513_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes norte americanos sempre causaram boa impressão na crítica local devido ao teor melancólico e fortemente apelativo de um<em> indie rock</em> com princípios básicos, comuns a tantos projetos, mas de onde só sobressai quem é feliz durante o processo de criação melódica das canções. A miríade instrumental de <span style="color: #33cccc;"><em>Panda</em></span>, o primeiro tema do alinhamento de <span style="color: #33cccc;"><em>Sparkle Drive</em></span>, é familiar e comum a uma imensidão de bandas do mesmo espetro sonoro, mas o que se destaca neste quarteto de Boston é a originalidade das melodias e a forma assertiva como os diferentes arranjos encaixam, num resultado final que comove e atrai.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O s<em>hoegaze</em> e o<em> lo fi</em> fazem parte do ideário musical destes <span style="color: #33cccc;">The Hush Now</span> e só por aí percebe-se o charme e o cariz algo <em>vintage</em> de quem procura nos sons recreados no passado a inspiração e a sabedoria para criar novas canções, que possam agradar ao público de hoje. Por isso, se <em><span style="color: #33cccc;">Panda</span></em> te entrar no ouvido, o que deverá suceder sem grande esforço, dificilmente deixarás de te sentir tocado pelo esplendor da percurssão de <em><span style="color: #33cccc;">Just Because You Can</span></em> e de<em><span style="color: #33cccc;"> Cyclops</span></em> e pelas cordas que vão-se enredando entre si  em duas canções por onde também deambula uma espécie de <em>falso falsete</em> cheio de mistérios e de segredos para nos contar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Espanta estes <span style="color: #33cccc;">The Hush Now</span> não procurarem uma roupagem mais comercial e límpida, até porque se tanto atiram, por exemplo, em <em><span style="color: #33cccc;">Parade</span></em>, para o sujo e potente <em>indie</em> oitentista, também rumam para um universo oposto, feito com uma <em>pop</em> talvez mais contemporânea e que quer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana, como se percebe em <em><span style="color: #33cccc;">Arthur Come On, Really You Can Not Be Serious</span></em>. Esta aparente dicotomia acaba por sobressair se olharmos para o disco como um todo e à medida que os instrumentos fluem naturalmente, sem se acomodarem ao ponto de se sufocarem entre si, quem vence é aquela <em>pop</em> clássica e intemporal que só ganha vida se houver quem se predispõe a entrar num estúdio de mente aberta e disposto a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao dispôr para criar música.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pronto em cada audição para projetar inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte,<em><span style="color: #33cccc;"> Sparkle Drive</span></em> é um compêndio sonoro temperado com variadas referências que nos permitem aceder a uma dimensão musical com assumida pompa sinfónica e inconfundível. A fluídez do seu conteúdo atesta que os <span style="color: #33cccc;">The Hush Now</span> usaram a fórmula correcta, feita com uma quase pueril simplicidade, a melhor receita que muitas vezes existe no universo musical para demonstrar uma formatação adulta e a capacidade de se reinventar, reformular ou simplesmente replicar o que de melhor têm alguns projetos bem sucedidos na área sonora em que uma banda se insere. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="The Hush Now - Sparkle Drive by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/15348397657"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5616/15348397657_63524a5c19.jpg" alt="The Hush Now - Sparkle Drive" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Panda</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Just Because You Can</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Cyclops</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Arthur Come On, Really You Can Not Be Serious</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Parade</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Manchester UK</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Sorry Sugar Well…</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Spyglass</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Rosy Disposition</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Eleanor</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2354426408/size=large/bgcol=333333/linkcol=0f91ff/tracklist=false/artwork=small/track=4214873128/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:613642 2014-11-17T17:34:00 Noel Gallagher’s High Flying Birds – In The Heat Of The Moment 2014-11-17T17:46:51Z 2014-11-19T09:57:27Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5602/15783365816_596ba29e8d.jpg" alt="Noel Gallagher&#39;s High Flying Birds - In The Heat Of The Moment" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O britânico <a style="color: #999999;" href="http://www.noelgallagher.com/">Noel Gallagher</a> e os <span style="color: #800000;">High Flying Birds</span> regressam aos discos em março de 2015 com <em><span style="color: #800000;">Chasing Yesterday</span></em>, atráves da Sour Mage Records e <em><span style="color: #800000;">In The Heat Of The Moment</span></em> é o primeiro<em> single</em> divulgado do trabalho, uma edição que conta com <em><span style="color: #800000;">Do The Damage</span></em> como <em>lado b</em> e que também já teve direito a video.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Conforme documenta esta canção, o caloroso e pujante<em> indie rock</em> britânico é a biblia sagrada por onde se orienta<span style="color: #800000;"> Noel Gallagher</span>, ele que terá escrito algumas das páginas mais significativas dessas escrituras, não só nos Oasis, como noutros projetos em que se envolveu também como produtor. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/FIIZnZ-pgDI" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:594928 2014-11-16T19:08:00 Keep Razors Sharp - Keep Razors Sharp 2014-11-16T19:19:02Z 2014-11-16T19:19:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Produzido por Guilherme Gonçalves, pelos próprios <span style="color: #33cccc;">Keep Razors Sharp</span> e por Makoto Yagyu e masterizado por Miguel Pinheiro Marques no Bender Mastering Studio, <span style="color: #33cccc;"><em>Keep Razors Sharp</em></span> é o homónimo disco de estreia de um projeto nacional formado por Afonso (Sean Riley &amp; The Slowriders), Rai (The Poppers), Bráulio (ex-Capitão Fantasma) e Bibi (Pernas de Alicate), um grupo de amigos que começou a frequentar a sala de ensaios nos intervalos das saídas à noite.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://imagens8.publico.pt/imagens.aspx/815808?tp=UH&amp;db=IMAGENS" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco rebelde e aventureiro, em onze canções <em><span style="color: #00ccff;">Keep Razors Sharp</span></em> traz consigo um horizonte vasto de referências e de inspirações, trabalhadas de forma abrangente e eficaz, criadas por quatro músicos extremamente competentes e que libertaram-se de qualquer amarra que ainda os poderia limitar devido aos projetos de origem e deixaram a criatividade evidenciar-se nas mais diversas formas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Do shoegaze ao psicadelismo, passando até pelo <em>punk</em>, o <em>rock</em> dos<span style="color: #00ccff;"> Keep Razors Sharp</span> está carregado de emoção, cor e rebeldia e leva-nos numa verdadeira viagem no tempo, rica e apaixonada, às vezes hipnótica, obscura e áspera, não só ao passado, mas também aquele que poderá ser o futuro do rock alternativo. Esta intemporalidade expressa-se na forma como o quarteto plasma com elevada dose de criatividade o que de melhor recria atualmente o <em>vintage</em>, mas também no esforço evidente que expressam uma demanda por algo genuíno e que depois sirva de modelo e de referencial sonoro. Em <em><span style="color: #00ccff;">Keep Razors Sharp</span></em>, a sombria e atormentada <span style="color: #00ccff;"><em>9th </em></span>ou<span style="color: #00ccff;"><em> I See Your Face</em></span>, são dois bons exemplos<em> </em>que mostram as diversas mudanças que o grupo consegue criar dentro da mesma composição. Mas os <em>loopings</em> da guitarra e a voz em eco de<em><span style="color: #00ccff;"> Cold Feet</span></em>, ou a narrativa abrasiva que se instala entre a voz e os efeitos da guitarra em<em><span style="color: #00ccff;"> Waiting Game</span></em>, assim como a intimista e deambulante <em><span style="color: #00ccff;">By The Sea</span></em>, uma espécie de coito interrompido mas que não impede o regresso aos preliminares, são outras composições com um resultado simplesmente fervoroso e viciante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ativistas do experimentalismo sonoro sem tabús, amarras e cavilhas que impeçam a entrada em cena de um qualquer instrumento que se queira intrometer no alicerce melódico, os <span style="color: #00ccff;">Keep Razors Sharp</span> vivem numa outra galáxia, que terá muito de etéreo, mas também uma imensa aúrea cinzenta, crua e visceral.  Em <em><span style="color: #00ccff;">Keep Razors Sharp</span></em> sugerem-nos um quadro sonoro pintado com cordas melódicas, efeitos inebriantes e uma percussão vincada, que constrói cenários policromáticos nos nossos ouvidos e provocam-nos expressões faciais fortes e penetrantes, como se eles nos quisessem obrigar a ler uma a uma as emoções que cada uma das canções transparecem.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #00ccff;">Keep Razors Sharp</span></em> está disponível para download gratuito através da<a style="color: #999999;" href="http://nosdiscos.pt/discos/artistoptimusdiscos/keep-razors-sharp"> NOS</a> Discos e, já agora, o lindíssimo <em>artwork</em> do disco é da autoria de <a style="color: #999999;" href="http://www.sarafeio.com/">Sara Feio</a>, uma ilustradora que se focou na relação entre presa e predador, uma temática amplamente explorada, sob diversas formas, na componente lírica das canções, com especial destaque para o clima psicadélico de <span style="color: #00ccff;"><em>Sure Thing</em></span>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://images.static.clix.pt/mediagallery.clix.pt/2014/10/15/RAZORS_300x300_1_/RAZORS_300x300_1_.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>The Lioness</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>I See Your Face</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>By the Sea</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>9th</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Waiting Game</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Five Miles</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Salt Flats</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Cold Feet</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Sure Thing</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Africa On Ice</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Scars &amp; Bones</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D-6NKnrrU3UM&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F-6NKnrrU3UM%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F-6NKnrrU3UM%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:580148 2014-11-15T21:16:00 Stars - No One Is Lost 2014-11-15T21:16:27Z 2014-11-15T21:16:27Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff99cc;"><em>No One Is Lost</em></span> é o novo disco dos <a style="color: #999999;" href="http://www.youarestars.com/nooneislost/">Stars</a>, um trabalho editado no passado dia catorze de outubro, por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://atorecords.com/">ATO Records</a>. Os <span style="color: #ff99cc;">Stars</span> são um coletivo canadiano oriundo de Montreal, no estado do Quebeque e formado por Torquil Campbell, Evan Cranley, Patrick McGee, Amy Millan e Chris Seligman. Começaram a carreira em 2000 e já contam no seu historial com oito discos de originais e alguns EPs, um cardápio que aposta numa<em> pop</em> que entre o nostálgico e o esplendoroso, tem algo de profundamente dramático e atrativo.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://youarestars.s3.amazonaws.com/medias/0/0/0/1/1/5/set-yourself-on-fire-band-photos-3-large.jpg" alt="Set Yourself On Fire Band Photos" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A ideia de festa e de alegria está sempre subjacente à música dos <span style="color: #ff99cc;">Stars</span>, que aposta numa componente essencialmente sintética, feita com batidas que se destacam em todos os temas e guitarras acomodadas por um sintetizador aveludado que se esconde atrás dos ritmos, para a criação de canções que, mesmo parecendo algo previsiveis, procuram ser orelhudas, de assimilação imediata e fazer o ouvinte dançar, quase sem se aperceber e sem grandes pretensões emotivas, porque é tudo conjugado de uma forma simples, mas eficaz. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff99cc;">No One Is Lost</span></em> acaba por ser uma homenagem ao perído aúreo que a <em>pop</em> eletrónica viveu há três décadas e os <span style="color: #ff99cc;">Stars</span> procuram resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo actual, familiar e inovador ao mesmo tempo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Todo o álbum parece então ter saído da banda sonora de um filme dos anos oitenta e as vozes de Torquil Campbell e de Amy Millan são também um excelente veículo para nos trasnportar até à agitação inebriante do <em>discosound</em>. É um trabalho divertido e directo, feito de alegria e com sabor a Verão e as canções prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura <em>lo fi</em> e os sintetizadores que definiam a magia da <em>pop</em> de há trinta anos atrás e algumas vezes dei por mim a abanar as pernas ao ritmo da música e só me apercebi depois, embaraçado. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff99cc;"><em>Turn It Up</em> </span>foi o primeiro avanço divulgado do disco, uma canção com uma luminosidade muito intensa, potenciada pela presença de um coro infantil, algo que dá à canção aquele ambiente nostálgico que tantas vezes se apodera de nós nesta altura do ano. Outro dos destaques do trabalho é o tema homónimo que, apesar de ser bastante animado e um dos temas mais extrovertidos do alinhamento, fala sobre um diagnóstico de cancro terminal, de que foi alvo um amigo próximo dos <span style="color: #ff99cc;">Stars</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff99cc;">No One Is Lost</span></em> tem como grande mérito celebrar a vida como ela realmente deveria de ser, simples, descomplicada e efusiva, apesar de ser também feita de episódios sombrios e de problemas às vezes de difícil resolução. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/09/Stars-No-One-Is-Lost-608x547.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. From The Night</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. This Is The Last Time</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. You Keep Coming Up</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Turn It Up</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. No Better Place</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. What Is To Be Done?</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Trap Door</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Are You OK?</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. The Stranger</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Look Away</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. No One Is Lost</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DkgTvEJGvAb4&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FkgTvEJGvAb4%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FkgTvEJGvAb4%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://open.spotify.com/album/2uaMWraASpFF71wAkEzedy" target="_blank">Spotify</a></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:606846 2014-11-14T21:59:00 Damien Rice – My Favourite Faded Fantasy 2014-11-14T21:59:50Z 2014-11-15T15:06:46Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Já chegou finalmente aos escaparates <em><span style="color: #800000;">My Favourite Faded Fantasy</span></em>, o novo disco do irlandês <a style="color: #999999;" href="http://www.damienrice.com/">Damien Rice</a>, um músico e compositor exemplar, natural de Dublin. <em><span style="color: #800000;">My Favourite Faded Fantasy</span></em> é o primeiro disco de <span style="color: #800000;">Damien</span> em oito anos, contém oito canções no alinhamento e viu a luz do dia no início de novembro por intermédio da Warner.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.dublinconcerts.ie/content/uploads/2014/09/Damien-Rice.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Produzido por Rick Rubin,<span style="color: #800000;"> <em>My Favourite Faded Fantasy</em></span> é o terceiro tomo da carreira discográfica de um autor que se estreou em 2002 com <em>O</em> e parece querer seguir o rumo que continuou a traçar aí e, depois, em <em>9</em> (2006), um caminho feito de ambientes claramente confesionais e tão nostálgicos e comtemplativos como a Islândia onde o músico se refugiou nos últimos anos, longe do mediatismo e dos palcos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">O disco abre com o single homónimo, uma canção de mais de seis minutos de duração, com um início bastante calmo e contemplativo, para depois evoluir para uma sonoridade vibrante, uma uma das marcas inconfundíveis do músico. Logo nessa abertura de portas e na sombria <em><span style="color: #800000;">It Takes A Lot To Know A Man</span></em>, fica claro que o arsenal instrumental gira em redor do piano, do violino e da guitarra acústica, exalando, no entanto, uma apreciável veia experimentalista, com arranjos que fazem balançar os temas entre o<em> indie</em> luminoso e épico (<span style="color: #800000;"><em>I Don't Want to Change You</em></span>) e aquela toada mais sensível e sombria, que as cordas e a voz única e inconfundível de <span style="color: #800000;">Damien</span> tão bem replicam, como, por exemplo, em <em><span style="color: #800000;">Colour Me In</span></em>. Esta voz carrega em todo o disco um lamento de fundo, uma espécie de nó na garganta fielmente ampliado e reproduzido e que comove, ainda por cima quando se dedica a dar vida a canções de amor e arrependimento cercadas de fragilidade nos ricos arranjos instrumentais e onde a raiva, o remorso, a tristeza e a descoberta de buscas incessantes aos recantos mais profundos da alma são a sua grande força motriz.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><span style="color: #800000;"><em>I Don't Want to Change You</em></span> e <em><span style="color: #800000;">The Greatest Bastard</span> </em>são outros <em>singles</em> já retirados de um trabalho que tresanda a uma tremenda honestidade que este músico irlandês parece querer muito preservar, como se a música fosse o seu veículo privilegiado para expôr tudo aquilo que emocionalmente lhe toca fundo e de algum modo preenche ou, de um ponto de vista menos otimista, o perturba. Em <em><span style="color: #800000;">The Greatest Bastard</span></em>, <span style="color: #800000;">Damien</span> parece sentir uma necessidade profunda de se entregar ao julgamento cruel de quem o censura e lhe virou as costas devido a erros do passado, fazendo-o com uma humildade tal que torna-se impossível não o perdoar de qualquer momento menos bom que tenha protagonizado e não hesitar a dar uma nova oportunidade a um homem que se apresenta perante as suas heranças completamente desarmado e disponível a aceitar qualquer suplício para ter da vida um novo rumo que lhe permita decobrir uma nova luz.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Para nós que gostamos de dar uma utilidade, nem quee seja fútil, a um compêndio sonoro que de algum modo nos toca e emociona, <em><span style="color: #800000;">My Favourite Faded Fantasy</span></em> tem instantes que tanto podem servir de banda sonora para a leitura de uma carta de amor verdadeiramente sentida que recebemos de alguém que desejamos ardentemente, como outros que poderão servir para potenciar a nossa dor caso a missiva, com o mesmo remetente, tenha um conteúdo completamente oposto, de anúncio de completa rejeição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Cheio de pequenas historias românticas, algumas de proporções épicas, como comprovam os mais de nove minutos de <em><span style="color: #800000;">It Takes A Lot To Know A Man</span></em>, <span style="color: #800000;"><em>My Favourite Faded Fantasy</em></span> é um regresso feliz às luzes da ribalta de um homem que vive no apogeu da maturidade que os seus quarenta anos lhe conferem e  que tem o enorme atributo de criar belas músicas para ouvir enquanto se pensa na vida. Este é um disco sobre o amor e uma boa arma para fazer qualquer um entender que, definitivamente, uma história de amor não é feita só de momentos felizes, já que o alinhamento tanto está recheado de sensações positivas, plasmadas em canções expansivas e, ao mesmo tempo, imbuídas por um forte caráter intimista, como de canções como <em><span style="color: #800000;">The Box</span></em>, que parecem não querer nada mais a não ser obedecer ao nosso desejo de fuga de uma realidade que às vezes aprisiona e sufoca. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <div class="entry"> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5601/15482265838_2a750d5cb1.jpg" alt="Damien Rice - My Favourite Faded Fantasy" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. My Favourite Faded Fantasy</span></em></span><br /><span style="color: #800000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. It Takes A Lot To Know A Man</span></em></span><br /><span style="color: #800000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. The Greatest Bastard</span></em></span><br /><span style="color: #800000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. I Don’t Want To Change You</span></em></span><br /><span style="color: #800000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Colour Me In</span></em></span><br /><span style="color: #800000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. The Box</span></em></span><br /><span style="color: #800000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Trusty And True</span></em></span><br /><span style="color: #800000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Long Long Way</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/2xzwRUD19aY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:1dMqVfKYgHAjG76ZZufxSW" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:613181 2014-11-14T12:57:00 ScotDrakula - Stupid Everything 2014-11-14T12:58:59Z 2014-11-14T13:00:08Z <p style="text-align: center;"><img src="http://f1.bcbits.com/img/0002065019_10.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff9900;">ScotDrakula</span> são Matt Neumann (guitarra, voz), Evianne Camille (bateria, voz) e Dove Bailey (baixo, voz), três jovens músicos australianos, oriundos de Melbourne, que gostam de misturar cerveja com o <em>rock</em> de garagem e darem asssim asas à devoção que sentem pela música e pela cultura<em> punk</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Dia nove de dezembro vai ser disponibilizado fisicamente, em formato cassete, <em><span style="color: #ff9900;">Burner</span></em>, o novo disco do grupo, assim como um EP intitulado <em><span style="color: #ff9900;">Break Me Up</span></em>, com ambas as edições a poderem ser já <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/burner-break-me-up-ep">encomendadas</a> e a cargo da insuspeita e espetacular <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/track/pretty-in-love">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se nunca ouviste os<span style="color: #ff9900;"> ScotDrakula</span>, <em><span style="color: #ff9900;">Stupid Everything</span></em>, o primeiro avanço que o grupo disponibilizou do disco <a style="color: #999999;" href="https://soundcloud.com/fleetingyouthrecords/scotdrakula-stupid-everything">gratuitamente</a>, é uma excelente porta de entrada para um universo sonoro feito com guitarras carregadas de <em>fuzz</em>, uma percussão vibrante e ritmada e uma postura vocal jovial e com um encanto <em>lo fi</em> que inicialmente se estranha, mas que depois, rapidamente se entranha. Confere...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">P.S. - Sendo dia de <em>Follow Friday</em> no portal de blogs do Sapo, sugiro uma visita a <a href="http://grandesons.blogs.sapo.pt/">Grandes Sons</a>, um fantástico blogue também sobre música.</span></p> <div> <div> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/176031864&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> <div> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1074200114/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> </span></p> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:604126 2014-11-13T22:09:00 Pompeii – Loom 2014-11-13T22:09:22Z 2014-11-23T18:56:57Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.loomalbum.com/#home">Pompeii</a> são Dean Stafford, Colin Butler, Rob Davidson e Erik Johnson, um grupo de Austin, no Texas, com já dez anos de carreira e uma reputação importante no cenário indie local. Lançado no passado dia através da <a href="http://www.redeyetransit.com/artists/pompeii/">Red Eye Transit</a>, <span style="color: #666699;"><em>Loom</em></span> é o novo compêndio sonoro dos <span style="color: #666699;">Pompeii</span>, um trabalho misturado por Erik Wofford (Explosions In The Sky, Okkervil River, My Morning Jacket) em Austin, masterizado por Jeff Lipton (Arcade Fire, Bon Iver, The Magnetic Fields) e que contou com a participação espeical do coletivo Tosca String Quartet em alguns instrumentais do disco.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://thiscreativelife.net/wp-content/uploads/2014/10/Pompeii-Band.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com uma escrita maravilhosa e impregnado com soberbos arranjos orquestrais, <em><span style="color: #666699;">Loom</span></em> são pouco mais de quarenta minutos de puro deleite sonoro. Da pop mística e graciosa com um forte cariz sentimental <span style="color: #666699;"><em>(Celtic Mist</em></span>), ao indie rock que fez escola em finais do século passado (<em><span style="color: #666699;">Frozen Planet</span></em>), ao mais progresssivo <em><span style="color: #666699;">(Blueprint</span></em>), passando pela típica intimidade da folk americana (<em><span style="color: #666699;">Frozen Reprise</span></em>), escutam-se dez canções envolventes, festivas e grandiosas e que nos permitem aceder a uma outra dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, sem nunca descurar as mais básicas tentações <em>pop </em>e onde tudo soa utopicamente perfeito.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>Loom</em></span> denota esmero e paciência por parte dos <span style="color: #666699;">Pompeii</span>, principalmente na forma como acertam nos mínimos detalhes. Das guitarras que escorrem ao longo de todo o trabalho, passando pelos arranjos de cordas, uma percurssão eminentemene orgânica e envolvida por ricos teclados e arranjos majestosos, até à poderosa voz de Dean, simultaneamente dolorosa e magistral, rica e envolvente, belíssima em <em><span style="color: #666699;">Sleeper</span></em> e quase sempre assente numa generosidade criativa, tudo se movimenta de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração do que escutamos tivesse um motivo para se posicionar dessa forma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O som dos <span style="color: #666699;">Pompeii</span> é espacial, experimental, psicadélico, barulhento e melódico e há alguns momentos neste disco que comprovam todas estas facetas por si só o que acrescenta à bagagem sonora dos <span style="color: #666699;">Pompeii</span> novas e belíssimas texturas, que não se desviam do cariz marcadamente experimental que faz parte do ADN do grupo. É fabuloso o modo como <em><span style="color: #666699;">Sleeper</span></em> cresce e se desenvolve, com uma percurssão que à medida que surge da penumbra, vinda de diferente fontes, vai chamando para junto de si um verdadeiro arsenal instrumental orgânico e sintético que explode num final sónico e verdadeiramente emocionante e grandioso. A bateria e o efeito da guitarra em <span style="color: #666699;"><em>Rescue</em></span> também permitem esta absorção de diferentes sensações e o contato direto com uma multiplicidade de planos sonoros ganha neste tema uma dimensão superior. E outro instante que merece amplo destaque e audições repetidas devido à forma como plasma o cariz épico, melancólico e grandioso e o alargado leque sonoro destes <span style="color: #666699;">Pompeii</span> é a batida ácida e cadente de <em><span style="color: #666699;">Ekspedition</span></em> e as cordas em formato acústico de uma viola e um violino que se entrelaçam entre si e com uma linha de guitarra eletrificada, num tema cantado com uma voz em coro, diversos detalhes que conferem à canção um enigmático e sedutor cariz<em> vintage</em>. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Não é preciso chegar ao final do disco para perceber que <em><span style="color: #666699;">Loom</span></em> gira em redor de um sentimento muito específico, mas a voz emocionalmente forte de Dean em <em><span style="color: #666699;">Drift</span></em>, acompanhada por uma guitarra algo dolorosa, é o melhor exemplo que comprova que este é, acima de tudo, um disco <em>de e sobre</em> o amor, onde o orgânico dedilhar das cordas e das teclas foi a pedra de toque para expor sentimentos com genuína entrega e sensibilidade extrema. Esta canção encerra da melhor forma um disco que transporta uma beleza e uma complexidade que merecem ser apreciadas com particular devoção e faze-nos sentir vontade de carregar novamente no <em>play</em> e voltar ao inicio. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3943/14990385973_bd2908578f.jpg" alt="Pompeii - Loom" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Loom</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Celtic Mist</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. So Close</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Frozen Planet</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Frozen Reprise</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Blueprint</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Rescue</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Ekspedition</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Sleeper</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Drift</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/145669090&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:0TWFWwKUGVCmQSMkcdA8p8" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:612014 2014-11-13T18:23:00 In Tall Buildings - Flare Gun 2014-11-13T18:30:28Z 2014-11-13T18:30:28Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="In Tall Buildings - &quot;Flare Gun&quot; (Stereogum Premiere)" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/11/in-tall-builidings.png" alt="In Tall Buildings - &quot;Flare Gun&quot; (Stereogum Premiere)" width="608" height="606" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Natural de Chicago, Erik Hall é o músico e compositor por detrás do projeto In <span style="color: #ff9900;">Tall Buildings</span>, que, de acordo com o próprio, compõe inspirado por duas dicas filosóficas, uma de Allen Ginsburg (<em>First thought, best thought</em>) e a outra da autoria de Kurt Vonnegut (<em>Edit yourself, mercilessly</em>). Se a teoria de Ginsburg apela à primazia do instintivo e da naturalidade e da crueza, acima de tudo, já as palavras de Vonnegut parecem instar à constante insatisfação e à busca permanente da perfeição, considerando-se cada criação como algo inacabado e que pode ser alvo de melhorias e alterações.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A música de Erik Hall vive um pouco desta aparente dicotomia, já que quando assina <span style="color: #ff9900;">In Tall Buildings</span> propôe e cria paisagens sonoras simples e amenas, de algum modo descomplicadas e acessíveis, mas que não descuram a beleza dos arranjos e um enorme e intrincado bom gosto na forma como constrói as melodias, deixando sempre margem de manobra para que nos possamos apropriar das suas canções e dar-lhes o nosso próprio sentido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disponível para audição no <a style="color: #999999;" href="https://soundcloud.com/in-tall-buildings">soundcloud</a> de <span style="color: #ff9900;">In Tall Buildings</span>, assim como outros temas do projeto, <em><span style="color: #ff9900;">Flare Gun</span></em> é o primeiro avanço divulgado de D<em>river</em>, o próximo disco do músico, um trabalho que irá ver a luz do dia a dezassete de fevereiro através da <a style="color: #999999;" href="http://westernvinyl.com/">Western Vinyl</a>. Este tema está já na minha lista das melhores do ano e isso deve-se à forma particular como as cordas deambulam alegremente pela melodia e dão à canção uma sensação intrincada e fortemente espiritual, um ideal de leveza e cor constantes, como se ela transmitisse todas as sensações positivas e os raios de luz que fazem falta aos nosso dias, agora algo frios e sombrios. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/175377599%3Fsecret_token%3Ds-25VoD&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:593502 2014-11-12T19:56:00 Michael A Grammar - Michael A Grammar 2014-11-12T19:56:31Z 2014-11-12T19:56:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Inicialmente formados por Frankie Mockett e Joel Sayers, uma dupla de amigos de infância que cresceu a ouvir discos dos Radiohead e dos Joy Division, os <span style="color: #ffcc99;">Michael A Grammar</span> aumentaram o número de elementos da banda e Clémentine Blue e John Davies passaram, entretanto, também a fazer parte do alinhamento do projeto. Este grupo britânico de Brighton, surpreendeu no início do ano com o EP <em>Random Vision</em> e agora chegou finalmente o primeiro longa duração, um espetacular trabalho homónimo, editado através da Melodic Records.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Music/Pix/pictures/2013/11/26/1385479982504/Michael-A-Grammar-008.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com algumas histórias estranhas e acontecimentos bizarros a marcar a atualidade da banda, já que um dos membros esteve quase a ser deportado para o país africano de origem e o disco tinha sido dado como perdido quando desapareceu o computador onde estava alojado, os <span style="color: #ffcc99;">Michael A Grammar</span> lá conseguiram fazer com que estas canções vissem a luz do dia e com elas cerca de uma hora de música magnífica, distribuída por doze temas que nos permitem aceder a uma outra dimensão musical, com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, sem nunca descurar as mais básicas tentações pop e onde tudo soa utopicamente perfeito.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Gravado em Manchester e produzido pela própria banda, com Frank a tratar do processo de mistura e Joel, Daniel e John a opinarem frequentemente, <em><span style="color: #ffcc99;">Michael A Grammar</span></em> é um trabalho subtil e melodicamente atrativo, já que aposta num som espacial, experimental, psicadélico, barulhento e melódico, que deambula pela <em>pop</em> mais requintada e o <em>rock</em> progressivo cheio de distorções inebriantes, feitas com pedais carregados de<em> reverb</em> e arranjos captados com microfones que foram espalhados pelo estúdio e gravaram alguns sons estranhos, que temas com <em><span style="color: #ffcc99;">The Way You Move</span> </em>claramente mostram. Existiu, sem dúvida, um aturado trabalho de produção, nenhum detalhe foi deixado ao acaso e houve sempre a intenção de dar um sentido épico e grandioso às canções, arriscando-se o máximo até à fronteira entre o <em>indie</em> mais comercial e o teste de outras sonoridades, <span style="line-height: 1.3;">uma receita levada à prática com o firme propósito de criar ambientes sonoros amplos, luminosos e onde a banda projeta inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte em cada canção.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Olhando para o alinhamento de <em><span style="color: #ffcc99;">Michael A Grammar</span></em>, ouve-se canções fáceis e ao mesmo tempo complexas, mas existiu sempre um enquandramento sequencial como se o disco funcionasse como um todo, já que há uma constância dinâmica relativamente ao som que preenche o trabalho. No entanto, isso não impede que existam pontos divergentes entre algumas canções; Se a bateria, o baixo e a voz sintetizada de <em><span style="color: #ffcc99;">Suzanna</span></em> dão à canção um <em>groove</em> peculiar e depois de receber a distorção da guiatrra ela ganha aquela toada que procura uma revisão da psicadelia quando busca pontos de encontro com o <em>rock</em> clássico, já em <em><span style="color: #ffcc99;">Upstairs Downstairs</span></em> percebe-se que o <em>red line </em>nas guitarras é um detalhe importante e que essa opção alinhada com uma percurssão vibrante, é decisiva na demanda pelo verdadeiro som épico, luminoso e expansivo que só o <em>indie rock</em> de cariz mais progressivo consegue replicar e que o longo festim sonoro que é <em><span style="color: #ffcc99;">The Way You Move</span></em> claramente reforça. Se <em><span style="color: #ffcc99;">Nature's Child</span></em> e <em><span style="color: #ffcc99;">You Make Me</span> </em>são exemplos clássicos de como o <em>indie rock</em> clássico pode ser hoje animado e dançável e se <em><span style="color: #ffcc99;">All Night Afloat</span></em> e <em><span style="color: #ffcc99;">Mondays</span></em> têm uma especificidade ainda maior quando piscam o olho ao <em>punk rock</em> nova iorquino, já a persistência nos constantes encaixes instrumentais durante a construção melódica, no almofadado conjunto de vozes em eco e nas guitarras mágicas que se manifestam em <em><span style="color: #ffcc99;">Upside Down</span></em> e <em><span style="color: #ffcc99;">The Day I Come Alive</span></em>, olham deliberadamente para o som que foi produzido há umas três décadas e procuram retratá-lo com novidade, mas com os pés bem fixos no presente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Para o ocaso de <em><span style="color: #ffcc99;">Michael A Grammar</span></em> estava guardado um dos melhores momentos do disco; Na verdade, <em><span style="color: #ffcc99;">Don't Wake Me</span></em> é uma imensa exaltação que talvez de forma inconsciente homenageia os grandes mestres do cenário indie britânico da década de noventa; Os Oasis, os Blur, os Spritualized, os Supergrass, The Verve, The Stones Roses ou os Primal Scream que, entre tantos outros, marcaram uma geração e deixaram uma herança que os <span style="color: #ffcc99;">Michael A Grammar</span> não descuraram e souberam sabiamente aproveitar, cabem todos no ambiente deste tema.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ffcc99;">Michael A Grammar</span> </em>é um portento de grandiosidade, um álbum imenso no modo como se abre para o ouvinte e o presenteia com uma manancial de cores que projetam inúmeras possibilidades sonoras. Incubado por um quarteto que servindo-se de um universo sonoro recheado de várias experimentações e renovações, pretende, acima de tudo, soar poderoso, jovial e inventivo, este disco prova que o <em>indie rock</em> de cariz mais sinfónico e potente ainda tem razão de ser e um elevado potencial criativo ainda por explorar, desde que se torne na pedra de toque primordial da cartilha sonora de quem o pretender replicar e aprofundar. Os <span style="color: #ffcc99;">Michael A Grammar</span> fizeram-no de um modo tão assertivo que arriscam-se a ter conseguido criar um dos discos essenciais de 2014. Espero que aprecies a sugestão....</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3934/15244384339_af7bdc6d85.jpg" alt="Michael A Grammar - Michael A Grammar" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Upside Down</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. All Night, Afloat</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Light Of A Darkness</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. King And Barnes</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. The Day I Come Alive</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Suzanna</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Upstairs Downstairs</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. The Way You Move</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Mondays</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. You Make Me</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Nature’s Child</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Don’t Wake Me</span></em></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/118511998&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:5Wair2apqc1LtWRwqDhwIH" width="300" height="380" frameborder="0" style="margin: 0px auto; padding: 10px; border: 0px solid #000000; display: block;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:608003 2014-11-11T20:21:00 Foxygen - ...And Star Power 2014-11-11T20:22:05Z 2014-11-11T20:25:41Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sam France e Jonathan Rado são a dupla por trás dos <span style="color: #ffcc99;">Foxygen</span>, um projeto californiano, natural de Weslake Village, nos arredores de Los Angeles, apaixonado pela sonoridade <em>pop</em> e psicadélica dos anos cinquenta a sessenta e setenta, dois períodos localizados no tempo e que semearam grandes ideias e nos deram canções inesquecíveis, lançaram carreiras e ainda hoje são matéria prima de reflexão. Na estreia, com <em>Take the Kids Off Broadway</em>, (disco criado em 2011, mas apenas editado no ano seguinte) os <span style="color: #ffcc99;">Foxygen</span> procuraram a simbiose de sonoridades que devem muito a nomes tão fundamentais como David Bowie, The Kinks, Velvet Underground, The Beatles e Rolling Stones. Dois anos depois, com uma melhor produção e maior coesão, o sucessor, <em>We Are The 21st Century Ambassadors of Peace &amp; Magic</em>, disco produzido por Richard Swift, trazia o mesmo horizonte vasto de referências e as inspirações da estreia, mas trabalhadas de forma ainda mais abrangente e eficaz. Agora, ao terceiro trabalho e na <a style="color: #999999;" href="http://jagjaguwar.com/artist.php?name=foxygen">Jagjaguwar</a> que desde sempre os abriga, os <span style="color: #ffcc99;">Foxygen</span> alargam ainda mais os horizontes, libertam-se de qualquer amarra que ainda os poderia limitar e deixam a criatividade evidenciar-se nas mais diversas formas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn3.pitchfork.com/news/49930/9af00e32.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No meio de ruídos e alguns diálogos desconexos, mas com vários momentos onde conseguem sintonizar-se no ambiente certo, os <span style="color: #ffcc99;">Foxygen</span> apresentam um projeto megalómano, uma hora e vinte de música que atesta o amadurecimento natural da dupla, que aprendeu subtilmente a mudar o seu som sem ferir as naturais susceptibilidades dos gostos musicais que cada um dos dois guarda dentro de si e que foram, desde sempre, o grande fator motivacional dos <span style="color: #ffcc99;">Foxygen</span>, já que não são gostos propriamente convergentes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ffcc99;"><em>...And Star Power</em></span> é um verdadeiro tratado sonoro carregado de emoção, cor e alegria, uma verdadeira viagem no tempo, mas também um disco intemporal na forma como plasma com elevada dose de criatividade o que de melhor recria atualmente o <em>vintage</em>, ao mesmo tempo que aponta caminhos para o futuro não só da dupla, como de todo um género musical que não se deve esgotar apenas na recriação de algumas das referências fundamentais do passado, mas também subsistir numa demanda constante por algo genuíno e que depois sirva de modelo e de referencial sonoro. O modo como os <span style="color: #ffcc99;">Foxygen</span> recriam a música de outrora, faz já deles um modelo a seguir para outros projetos que queiram trilhar este caminho sinuoso e claramente aditivo, principalmente pelo modo como, não só no disco, mas mesmo em cada música, conseguem ser transversais e estabelecer pontes entre o passado e o futuro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <span style="color: #ffcc99;"><em>...And Star Power</em></span>, <span style="color: #ffcc99;"><em>Cosmic Vibrations</em></span> é a canção que melhor mostra as diversas mudanças que o grupo consegue criar dentro da mesma composição. A introdução de quase um minuto tem um tom sexy, acompanhado de um órgão e uma percussão muito subtil. Quando o baixo pulsante entra, a canção começa a tomar um rumo mais rock e sensual, atingindo o auge numa aceleração que é novamente interrompida pela toada anterior, uma espécie de coito interrompido mas que não impede o regresso aos preliminares.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Outros destaques deste disco são, certamente, a balada <span style="color: #ffcc99;"><em>I Don't Have Anything/The Gate</em></span>, que tem o melhor refrão de <span style="color: #ffcc99;"><em>...And Star Power</em></span> e <em><span style="color: #ffcc99;">You &amp; I</span></em>, outro instante melancólico que obedece à sonoridade <em>glam</em> dos anos setenta, abastecida pelo período aúreo de Bowie. A quadra <span style="color: #ffcc99;"><em>Star Power </em></span>tem um experimentalismo instrumental que se aproxima do <em>blues</em> marcado pelo piano e pelas guitarras, além dos metais e de alguns ruídos que assentam muito bem na sequência de canções, que vão acelerando e aumentando o nível de ruído e de distorção à medida que a sequência avança. A secção de sopros e as vozes, ao terceiro tomo (<span style="color: #ffcc99;"><em>What Are We Good For</em></span>), acabam por fazer deste tema um dos grandes destaques do disco, com a toada <em>groove</em> e <em>funky</em> que passeia de mãos dadas com o momento mais <em>rock</em> do álbum, feito de imensas guitarras e de vários instantes sonoros diferentes sobrepostos. Esta sequência, que termina com <em><span style="color: #ffcc99;">Ooh Ooh</span></em>, soa à banda sonora ideal para uma noite bem regada, com alguma agitação e boa música, onde os acontecimentos parecem sair um pouco fora de controle, mas na madruga, tudo acaba bem.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Outro momento que retive foi a sequência feita com percurssão e as teclas em <span style="color: #ffcc99;"><em>Mattress Warehouse</em></span> e o lado mais lisérgico e desconexo dos <span style="color: #ffcc99;">Foxygen</span> plasmado em <span style="color: #ffcc99;"><em>666</em></span> e <span style="color: #ffcc99;"><em>Wally's Farm </em></span>e na sedutora <em><span style="color: #ffcc99;">Cannibal Holocaust</span>,</em> uma música que embarca num clima enganadoramente doce e, por isso, potencialmente lisérgico. Até ao final, parece haver um aumento no volume de acidez que abastece a dupla e, quer em <em><span style="color: #ffcc99;">Hot Summer</span></em>, quer em <em><span style="color: #ffcc99;">Cold Winter/Freedom</span></em> aumenta a frequência de vozes perturbadoras e sons desconexos, com a última a ser uma viagem hipnótica de seis minutos obscura, áspera e aterradora, um clima que apenas diminui lentamente em <span style="color: #ffcc99;"><em>Can’t Contextualize My Mind</em> </span>e <span style="color: #ffcc99;"><em>Brooklyn Police Station</em></span>. O alinhamento encerra com <em>Everyone Needs Love</em> e <em><span style="color: #ffcc99;">Hang</span></em>, dois temas que nos ajudam a aterrar em segurança, de forma amena, doce e otimista, mas sempre de mãos dadas, como não podia deixar de ser, com o <em>soft rock</em> e a psicadelia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Deliciosamente arrojado e mal acabado,<em><span style="color: #ffcc99;"> ...And Star Power</span> </em>é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento de vinte e quatro canções nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os <span style="color: #ffcc99;">Foxygen</span>, uma banda com uma identidade muito própria e um sentido melódico irrepreensível. Numa dupla que primeiro se estranha, mas depois se entranha, é um impressionante passo em frente quando comparado com os registos anteriores<em>, </em>num disco<em> vintage</em>, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma <em>pop</em> caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências do passado. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><em><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://jagjaguwar.com/blog/wp-content/uploads/2014/07/jag252full.jpg" alt="" /></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I: The Hits &amp; Star Power Suite </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Star Power Airlines </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">How Can You Really </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Coulda Been My Love </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cosmic Vibrations </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">You &amp; I </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Star Power I: Overture </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Star Power II: Star Power Nite </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Star Power III: What Are We Good For </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Star Power IV: Ooh Ooh </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">II: The Paranoid Side </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I Don’t Have Anything / The Gate </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mattress Warehouse </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">666 </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Flowers </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Wally’s Farm </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cannibal Holocaust </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Hot Summer </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">III: Scream: A Journey Through Hell </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cold Winter / Freedom </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Can’t Contextualize My Mindi </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Brooklyn Police Station </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">The Game </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Freedom II </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Talk </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">IV: Hang On To Love </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Everyone Needs Love </span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Hang</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:4lJP3IJW1TAoKoHDatwTj8" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:584776 2014-11-10T22:13:00 Black Swan Lane – A Moment Of Happiness 2014-11-10T22:13:24Z 2014-11-23T18:52:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Formados em 2007 por Jack Sobel e John Kolbeck, antigos membros dos The Messengers e Mark Burgess, dos The Chameleons, os <span style="color: #ff9900;">Black Swan Lane</span> são uma das novas coqueluches do <em>indie rock</em> britânico, com outros nomes tão importantes como Andy Clegg, Andy Whitaker, Kwasi Asante, Yves Altana &amp; Achim Faerber, a terem dado já uma mão a um projeto que se estreou ainda nesse ano com <em>A Long Way From Home</em>, tendo-se depois seguido já mais quatro discos: <em>The Sun and The M</em><span class="text_exposed_show"><em>oon Sessions</em> (2009), <em>Things You Know and Love</em> (2010),<em> Staring Down The Path Of Sound</em> (2011) e <em>The Last Time in Your Light</em> (2013). Recentemente chegou aos escaparates <em><span style="color: #ff9900;">A Moment Of Happiness</span></em>, o mais recente álbum do cardápio destes <span style="color: #ff9900;">Black Swan Lane</span> que, com uma carreira dividida pelos dois lados do atlântico, entre Atlanta e Manchester, acabam por agregar tudo aquilo que tem de melhor o <em>indie rock</em> atual.</span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span class="text_exposed_show"><img src="http://blackswanlane.com/wp-content/gallery/band-photos_1/dsc00755.jpg" alt="" /></span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span class="text_exposed_show" style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com um percurso já bastante sólido e profícuo, numa média de quase um lançamento por ano, estes <span style="color: #ff9900;">Black Swan Lane</span> chegam a <em><span style="color: #ff9900;">A Moment Of Happiness</span></em> no auge de uma carreira, que as guitarras e o baixo de <em><span style="color: #ff9900;">DNA</span></em> ou <em><span style="color: #ff9900;">Dust</span></em> claramente revisitam e resumem, a primeira num registo mais <em>punk</em> e sombrio e a segunda numa vertente mais luminosa. A viagem espiritual da acústica <em><span style="color: #ff9900;">Body and Soul</span></em> é também um excelente registo introspetivo que mostra muito do código genético de uma banda que tem colado a si, como seria de esperar, o <em>indie rock</em> de cariz mais alternativo e que aposta no revivalismo de outras épocas, nomeadamente os primórdios do <em>punk rock</em> mais sombrio que fez furor nos finais da década de setenta e início da seguinte, com nomes com os Joy Division, os The Chameleons, naturalmente, ou os Cure à cabeça.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span class="text_exposed_show">A voz de Jack Sobel ganha plano de destaque quando em <em><span style="color: #ff9900;">Lost For You</span></em> persegue um esqueleto instrumental melancólico, fazendo com que a frase <em><span style="color: #ff9900;">Everything I Lost For You</span></em>, ecoe dentro de nós com tal ênfase só possível de replicar por quem</span> reside num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada. Em <em><span style="color: #ff9900;">Pretty in Tears</span></em> volta a não descolar no grau de emotividade que coloca na sua interpretação vocal, exemplarmente acompanhado pelas exuberância das cordas e, em <em><span style="color: #ff9900;">Below The Sound</span></em> tem ao seu lado uma percurssão coesa e bastante ritmada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao ocaso de <em><span style="color: #ff9900;">A Moment Of Happiness</span></em> torna-se imprescindível e especial deleitar os nossos ouvidos com o ritmo sempre crescente, até à inevitável explosão sónica, de<em><span style="color: #ff9900;"> More</span></em> e com o cariz épico de <em><span style="color: #ff9900;">Years</span></em>. O alinhamento chega quase ao encerramento de forma espetacular com uma nova versão alargada no tempo e na emoção de <em><span style="color: #ff9900;">Lonely</span></em>, uma canção que os <span style="color: #ff9900;">Black Swan Lane</span> já compuseram há alguns anos, mas que só agora aparece em disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff9900;">A Moment Of Happiness</span></em> é um álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas é sobretudo um exercício de audição individual das canções. Mesmo ignorados por meio mundo, os <em><span style="color: #ff9900;">Black Swan Lane</span> </em>aproveitam o fato de estarem no apogeu da carreira e do grau de maturidade de todos os seus membros, para persistirem em criar discos fantásticos e que mereciam uma maior projeção. Talvez seja desta vez que conseguem quebrar o enguiço de quem insiste em querer catalogar com injusto menosprezo alguns  projetos que procuraram replicar apenas, ao longo da carreira, zonas de conforto, memso que o façam com elevada bitola qualitativa. Seja como for, a verdade é que com <em><span style="color: #ff9900;">A Moment Of Happiness</span></em> os <span style="color: #ff9900;">Black Swan Lane</span> firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3909/15066669958_a8499fe042.jpg" alt="Black Swan Lane - A Moment Of Happiness" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. DNA</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Dust</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Body and Soul</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Lost for You</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Pretty in Tears</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Below the Sound</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Time</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. More</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Sandia</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Lonely</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Years</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. A Moment of Happiness</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/tzV5vrXA0pg" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:7ErkiEOEZ5FVl3UIUEl0Mk" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:611736 2014-11-10T17:11:00 The Dodos – Competition 2014-11-10T17:13:43Z 2014-11-11T14:42:55Z <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7537/15561440188_7284ca8cfc.jpg" alt="The Dodos - Competition" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff0000;">The Dodos</span> de  Meric Long e Logan Kroeber já têm sucessor para Carrier (2013). Onovo álbum da dupla de  São Francisco chama-se <em><span style="color: #ff0000;">Individ</span></em> e vai ver a a luz do dia a vinte e sete de janeiro próximo, através da <a style="color: #999999;" href="https://www.polyvinylrecords.com/#/" target="_blank" rel="nofollow">Polyvinyl Records</a> nos Estados Unidos, da <a style="color: #999999;" href="https://www.morrmusic.com/" target="_blank" rel="nofollow">Morr Music</a> na Europa e a <a style="color: #999999;" href="http://www.dinealonerecords.com/2013/" target="_blank" rel="nofollow">Dine Alone</a> no Canada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já é conhecida a <em>tracklist</em> de <em><span style="color: #ff0000;">Individ</span></em> assim como o primeiro single, o quarto tema do alinhamento. Competition é uma das melhores composições da carreira dos <span style="color: #ff0000;">The Dodos</span>, um tema impregnado com um <em>indie rock</em> direto e incisivo, cheio de alma e caráter.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O último tema do disco,<em><span style="color: #ff0000;"> Pattern/Shadow</span></em>, conta com a participação especial, na voz, de Brigid Dawson, dos Thee Oh Sees. Confere...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/175335454&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01 Precipitation</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02 The Tide</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03 Bubble</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04 Competition</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05 Darkness </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06 Goodbyes and Endings</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07 Retriever</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08 Bastard </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09 Pattern/Shadow</span></em></span></p>