urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2015-03-31T22:17:25Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:612162 2015-03-31T23:15:00 Keith John Adams - Roughhousing 2015-03-31T22:17:25Z 2015-03-31T22:17:25Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado no passado dia um de dezembro através da Functional Electric, <em><span style="color: #ff0000;">Roughhousing</span> </em>é o novo disco de <a style="color: #999999;" href="http://www.keithjohnadams.com/">Keith John Adams</a>, um trabalho que pretende ser um testamento claro de um estado de alma atual de um músico que foi espalhando o seu charme por alguns estúdios londrinos, muitas vezes em tudo semelhantes a cozinhas, salas de estar, ou simples quartos, levando consigo um simples microfone e aproveitando a bateria, o piano e o baixo disponiveis em cada local por onde foi passando para gravar um compêndio de canções em <em>mono</em>, onde imaginou que era o membro de uma banda que existe apenas e só na sua imaginação, mas que replica um <em>indie rock</em> bastante divertido, ligerio e peculiar, que vale bem a pena descobrir. A própria versão digital deste disco e em formato CD, utiliza um modo inédito de mistura, que procura preservar ao máximo a sonoridade original que foi captada nos locais onde os diferentes temas de <em><span style="color: #ff0000;">Roughhousing</span></em> foram gravados.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://keithjohnadams.com/site/wp-content/themes/keith/images/r.jpg" alt="" /></p> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;">Keith John Adams</span> é um mestre a lidar com o piano e a juntá-lo às cordas para criar canções divertidas, animadas e melancolicamente divertidas. Emocional e certeiro no modo como transmite sentimentos e como consegue criar um contraste interessante entre as letras e as melodias, <span style="color: #ff0000;">Keith John Adams</span> já tocou com nomes tão importantes como os Of Montreal, Neutral Milk Hotel, Apples in Stereo, Deerhoof ou Mountain Goats, mas nem por isso deixa de fascinar pela sua maturidade e pelo modo como replica um registo muito próprio, à custa de emoções embrulhafas em temas simples, adornados com arranjos um pouco rugosos e com um claro pendor <em>lo fi</em>.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se já em 2008, com <em>Unclever</em>, um disco gravado em Athens, Georgia, com o apoio de Casper and the Cookies (ex Of Montreal) como banda de suporte, <span style="color: #ff0000;">Keith</span> tinha conquistado uma base sólida de seguiodores devido à sonoridade assente em <em>riffs</em> assimétricos, ruídos <em>pop</em> e todo o assertivo clima de um <em>garage rock </em>ligeiro, algo baladeiro e boémio, agora, nas doze canções de <em><span style="color: #ff0000;">Roughhousing</span></em>, quase sempre com a ajuda da guitarra acústica e do piano, o autor canta sobre a simplicidade e a natureza tantas vezes rotineira da nossa existência e de como o amor pode ser o tempero que tanto a pode adocicar como azedar, mas que nunca deixa ninguém indiferente ou intacto quando passa pela vida de cada um, independentemente da importância que lhe atribuimos e das mudanças que provoca.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em temas como o <em>single <span style="color: #ff0000;">Music in My Feet</span></em> ou <span style="color: #ff0000;"><em>Lulluby's Answer</em></span>, melodias que têm por base uma bateria e cordas impregnadas de <em>soul</em>, às quais vão sendo adicionados vários detalhes e elementos, incluindo o som de um teclado, <span style="color: #ff0000;">Keith</span> mostra-se exímio no modo como nos transporta para um universo sonoro essencialmente acústico, vincadamente experimental e dominado por cordas com uma forte toada <em>blues</em>, enquanto nos convida frequentemente à introspeção e à reflexão sobre o mundo moderno, numa viagem rumo ao revivalismo de outras épocas gloriosaas do indie pop que o dedilhar deambulante do piano de <em><span style="color: #ff0000;">No Room</span></em>, os teclados em <em><span style="color: #ff0000;">Change</span></em> e a viola de <em><span style="color: #ff0000;">Better</span> </em>aprofundam.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na verdade, este cantautor bastante inspirado, é claramente assertivo no modo como nos permite sentir momentos que trazem brisas bastante aprazíveis, enquanto nos oferece uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que poderão facilmente fazer-nos acreditar que a música pode ser realmente um veículo para o encontro do bem e da felicidade coletivas.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Roughhousing</span></em> é um disco rico e arrojado, que aponta em diferentes direções sonoras, onde se inclui o ainda não referido <em>jazz</em>, apesar de haver um estilo vincado que pode catalogar o cardápio sonoro apresentado. O disco tem um fio condutor óbvio, assente em alguma da melhor indie <em>pop</em> contemporânea, mas uma das suas particularidades é conseguir, sem fugir muito desta bitola, englobar diferentes aspetos e detalhes de outras raízes musicais, num pacote cheio de paisagens sonoras que contam histórias que a voz de<span style="color: #ff0000;"> Keith</span>, tipicamente <em>british</em>, sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. <span style="color: #ff0000;"><em>Roughhousing</em></span> é um álbum maduro e consciente e faz de <span style="color: #ff0000;">Keith John Adams</span>, enquanto criador musical, uma das novas bandas mais excitantes e influentes do cenário alternativo atual. Basta ouvir os arranjos metálicos introspetivos e melancólicos do lindissimo instrumental <em><span style="color: #ff0000;">Sun Broken Sea</span></em> e o trompete, assim como os sons de uma cidade em plena hora de ponta a adivinhar um infinito caos que afinal é dominado por um assobio que introduz a passsagem do metro que não se atrasa um único segundo, assim como os detalhes aquáticos de <em><span style="color: #ff0000;">Wormhole Weekend</span></em> para perceber porquê. Espero que aprecies a sugestão...</span></div> <div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/174304074&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> </div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/174364519&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> </div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D2pr7jIOHov0&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F2pr7jIOHov0%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F2pr7jIOHov0%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DYgo1c7jW2dM&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FYgo1c7jW2dM%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FYgo1c7jW2dM%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:682500 2015-03-31T21:59:00 Memory Tapes – Fallout / House On Fire 2015-03-31T20:59:28Z 2015-03-31T20:59:28Z <p><img src="http://carparkrecords.com/wp-content/uploads/2013/01/memoryTapesWide.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;">Depois de um hiato de pouco mais de dois anos, o produtor <em>chillwave</em> de New Jersey Dayve Hawk, aka <span style="color: #ff99cc;">Memory Tapes</span>, está de regresso com um single e uma nova digressão pela américa do norte. Editado hoje com o selo da <a style="color: #999999;" href="http://www.carparkrecords.com/" target="_blank">Carpark Records</a>, <em><span style="color: #ff99cc;">Fallout</span></em> tem como<em> lado b</em> <em><span style="color: #ff99cc;">House On Fire</span></em> e marca o regresso das típicas batidas cerebrais e reconfortantes de Hawk, alicerçadas por uma eletrónica densa e, neste caso, catárquica, já que o hiato deveu-se a alguns problemas pesoais e profissionais que o músico teve de enfrentar, com a sonoridade dos dois temas a demonstrar bem o estado de espírito do músico. Confere...</span></p> <p><a href="http://adf.ly/1COy31"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7624/16790322190_d97c5b688a.jpg" alt="Memory Tapes - Fallout - House On Fire" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Fallout</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. House On Fire</span></em></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/189331024&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:619962 2015-03-30T23:40:00 Grand Vapids - Guarantees 2015-03-30T22:41:08Z 2015-03-30T22:41:08Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Athens, na Georgia e formados por Austin Harris, McKendrick Bearden, Chris Goggans e Paul Stevens, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.grandvapids.com/">Grand Vapids</a> preparam-se para se tornar numa das novas coqueluches do universo musical <em>indie</em> devido a <a style="color: #999999;" href="https://grandvapids.bandcamp.com/">Guarantees</a>, o disco de estreia do projeto, que viu a luz do dia a vinte de janeiro atravé da Mumblecore e que é produzido por Drew Vandenberg.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://fbexternal-a.akamaihd.net/safe_image.php?d=AQBnUf8oaEXnDK3-&amp;w=470&amp;h=246&amp;url=http%3A%2F%2Fflagpole.com%2Fimg%2F2015%2F01%2F21%2FGrandVapids.jpg&amp;cfs=1&amp;upscale=1&amp;sx=0&amp;sy=0&amp;sw=670&amp;sh=351" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff99cc;">Guarantees</span></em> começa em grande forma, com<em><span style="color: #ff99cc;"> Secret Sin</span></em> a mostrar em todo o esplendor guitarras cheias de <em>fuzz</em> e um efeito em eco muito curioso que combina de modo particular com os metais da percussão, num instante de <em>indie rock</em> particularmente assertivo e deslumbrante. Fica dado o pontapé de saída para um disco que também sabe piscar o olho a ambientes mais sombrios e enigmáticos, com o reverb da voz e o efetio rugoso da guitarra em <em><span style="color: #ff99cc;">Adequate</span></em> tão bem demonstram. Logo de seguida, a toada abranda e o minimalismo acústico de <em><span style="color: #ff99cc;">No Memory</span></em> tem o condão de nos acordar, convidando-nos a vasculhar naquele segundo pensamento mais reflexivo que ultimamente tem ocupado a nossa mente, dando-nos pistas sobre como ultrapassar alguns dilemas comuns sem defraudar aquelas que são as nossas maiores expetativas relativamente ao futuro. Mas mesmo nestes instantes em que parece haver um certo recolhimento e alguma timidez, isso não passa de um assomo de elegância contida, porque, melodicamente, os <span style="color: #ff99cc;">Grand Vapids</span> conseguem ser durante todo o alinhamento bastante criativos, corajosos e empolgantes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos detalhes mais interessantes destes <span style="color: #ff99cc;">Grand Vapids</span> é a fragilidade da voz refrescante e ternurenta do registo vocal, que consegue reproduzir uma delicadeza impar com notável recorte clássico e assim ampliar a paleta colorida, leve, fresca e tranquila de paisagens sonoras que o grupo propôe, além de reforçar o brilho das janelas instrumentais e líricas que se abrem ao ouvinte que se predispõe a saborear com o preguiçoso deleite o sumo que escorre dos arranjos envolventes e sofisticados e da sensibilidade melódica muito aprazível das cordas e da percurssão de canções como <em><span style="color: #ff99cc;">Losing</span></em> ou <em><span style="color: #ff99cc;">Tuned</span></em>, só para citar aquelas em que o tempero da voz melhor sobressai. Depois os <span style="line-height: 1.3;">sons modulados de<em><span style="color: #ff99cc;"> Pale Hooves</span></em>, um tema recheado de camadas sonoras que dão à canção um clima espectral, é mais outro momento alto deste trabalho</span>, assim como <span style="color: #ff99cc;"><em>Kilns</em></span>, o primeiro avanço divulgado de <span style="color: #ff99cc;"><em>Guarantees</em></span>, a afirmação concreta de um estilo sonoro muito próprio, com um irresistivel charme <em>lo fi</em>, feito com uma <em>pop</em> primorosa, mas imprevisível, cheia de sons que se atropelam durante o percurso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff99cc;">Guarantees</span></em> tanto vagueia pela <em>pop</em> de pendor mais comercial, como por outras vertentes mais experimentais do indie rock que não renegam o próprio<em> blues</em> e o <em>jazz</em>, num disco cheio de canções bem estruturadas, comandadas pela guitarra mas devidamente adocicadas com arranjos bem conseguidos e que não dispensam a vertente orgânica conferida não só pelas cordas mas também pela percussão, tudo envolto com uma pulsão rítmica que parece vir a caraterizar a personalidade deste projeto, que criou neste álbum um alinhamento consistente e carregado de referências assertivas. Espero que aprecies a sugestão...</span> </p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn.albumoftheyear.org/album/2015/25415-guarantees.jpg" alt="Grand Vapids - Guarantees" /><span style="color: #ff99cc;"><em>Secret Sin</em></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Adequate</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No Memory</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Losing</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tuned</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pale Hooves</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Worth Fearing</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Aubade</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Kiln</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Guarantees</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1280646778/size=small/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:641577 2015-03-29T22:31:00 KRILL - A Distant Fist Unclenching 2015-03-29T21:39:45Z 2015-03-29T21:42:22Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Jonah Furman (baixo, voz), Aaron Ratoff (guitarra) e Ian Becker (bateria) são os <span style="color: #ff0000;">Krill</span>, uma banda oriunda de Boston, na costa leste dos Estados Unidos, já com meia década de existência e que a dezassete de fevereiro último lançou <em><span style="color: #ff0000;">A Distant Fist Unclenching</span></em>, o terceiro álbum da carreira do trio, nove excelentes canções gravadas por Justin Pizzoferrato, em julho e agosto de 2014, nos estúdios Sonelab em Easthampton, Massachusetts e masterizadas por Carl Saff. Editado pela insuspeita <a style="color: #999999;" href="https://explodinginsoundrecords.bandcamp.com/album/a-distant-fist-unclenching">Exploding in Sound Records</a> em parceria com a Double Double Whammy e a Steak Club Records, <span style="color: #ff0000;"><em>A Distant Fist Unclenching</em></span> está disponivel em formato digital e em <a style="color: #999999;" href="http://bloodandbiscuits.awesomedistro.com/products/539110-preorder-krill-a-distant-fist-unclenching-12-vinyl">vinil</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.nme.com/images/gallery/2015Krill_Press_090215.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com uma já apreciável reputação no país de origem e digressões com os Deerhoof, os conterrâneos Speedy Ortiz, Big Ups ou The Thermals, os<span style="color: #ff0000;"> Krill</span> preparam-se para dar o salto para a Europa este ano, trazendo na bagagem estas nove novas canções que encarnam uma verdadeira jornada sentimental, auto-depreciativa e filosófica pelos meandros de uma américa cada vez mais cosmopolita e absorvida pelas suas próprias encruzilhadas, uma odisseia heterogénea e multicultural oferecida por um projeto visionário que explora habituais referências dentro de um universo sonoro muito peculiar e que aposta na fusão do<em> rock</em>, com outras vertentes sonoras, nomeadamente o <em>post punk</em> e o <em>hardcore</em>, de uma forma direta, mas também densa, sombria, progressiva e marcadamente experimental. Esta é uma fórmula que me agrada particularmente e onde, no seio da esfera <em>indie rock</em>, se alia o <em>grunge</em> e o <em>punk rock</em> direto e preciso, com um travo de <em>shoegaze</em> e alguma psicadelia <em>lo fi</em>, numa espécie de <em>space rock</em> que, sem grande esforço, nos leva até territórios sonoros tão bem recriados e reproduzidos há umas quatro décadas e que depois se cruzam com o típico <em>rock</em> alternativo da última década do século passado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>A Distant Fist Unclenching</em></span> são, portanto, nove canções enérgicas, invadidas por vairações melódicas e ritmícas constantes, uma percurssão cheia de <em>groove </em>que em temas como <span style="color: #ff0000;"><em>Phantom</em></span> ou <em><span style="color: #ff0000;">Torturer</span></em> atinge uma elevada bitola qualitativa e que não deixa o disco viajar a uma velocidade descontrolada, apesar de nesses temas ficarmos com a sensação que somos sugados para uma espiral sonora alimentada por um festim <em>sonoro</em> acelerado e difícil de travar. Depois, a versatilidade instrumental e o bom gosto com que as várias influências se cruzam, elevam algumas canções a uma atmosfera superior, esculpida pelas raízes primordiais do rock, com a já referida <em><span style="color: #ff0000;">Torturer</span> </em>a ser talvez aquele tema que melhor condensa todo o universo sonoro referencial para os <em><span style="color: #ff0000;">Krill</span></em>. Esta <em><span style="color: #ff0000;">Torturer</span></em> é um excelente exemplo da exploração de uma ligação estreita entre a psicadelia e o <em>rock</em> progressivo, através de um sentido épico pouco comum e com resultados práticos extraordinários, mas em instantes sonoros do calibre de <em><span style="color: #ff0000;">Mom</span></em> ou <em><span style="color: #ff0000;">Squirrels</span></em> a estreita relação entre guitarras carregadas de <em>fuzz</em> e um baixo vigoroso, amplia a intensidade experimental dos <span style="color: #ff0000;">Krill</span> e dá-lhes um lado ainda mais humano, orgânico e sentimental. A própria<em> performance</em> de Furman, dono de um registo vocal curioso e desafiante, que impressiona pela forma como se expressa e atinge diferentes intensidades e tonalidades, consoante o conteúdo lírico que canta, é também um dos grandes suportes do alinhamento, apesar do maralhal sónico que o disco contém e onde sobressai, como já dei a entender, a forma livre e espontânea como as guitarras se expressam, guiadas pela nostalgia do <em>grunge</em> e do <em>punk rock</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com o charme de uma recomendável toada <em>lo fi</em> como pano de fundo de toda esta apenas aparente amálgama, <span style="color: #ff0000;"><em>A Distant Fist Unclenching</em></span> prova que os <span style="color: #ff0000;">Krill</span> estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos, como mostra este compêndio feito de pura adrenalina sonora, uma viagem que nos remete para a gloriosa época do <em>rock</em> independente, sem rodeios, medos ou concessões, com um espírito aberto e criativo. Os<span style="color: #ff0000;"> Krill</span> são um novo nome a ter em conta no universo musical onde se inserem e estão no ponto e prontos a contrariar quem acha que já não há bandas a fazer música de qualidade. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><img src="https://f1.bcbits.com/img/a2006981553_10.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">Phantom</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">Foot</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">Fly</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">Torturer</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">Tiger</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">Mom</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">Squirrels</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">Brain Problem</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt;">It Ends</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1644184576/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/transparent=true/" width="473" height="276" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:657382 2015-03-28T20:19:00 Wand - Golem 2015-03-28T20:19:26Z 2015-03-28T20:19:26Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #666699;">Wand</span> são uma banda norte americana, oriunda de Los Angeles e liderada por Cory Hanson, um músico que toca regularmente com Mikal Cronin e os Meatbodies, dois projetos que já foram referenciados em Man On The Moon. Nestes <span style="color: #666699;">Wand</span>, juntam-se a Cory, Evan Burrows, Daniel Martens e Lee Landey.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/uploads/2015/01/Wand.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #666699;">Wand</span> tocam um <em>indie punk rock</em> psicadélico, progressivo, experimental e fortemente aditivo e <em>Ganglion Reef</em>, o disco de estreia, editado em 2014, foi um marco e uma referência para os amantes do género. Agora, um ano depois, os <span style="color: #666699;">Wand</span> já têm sucessor pronto; <span style="color: #666699;"><em>Golem</em></span> chegou a dezassete de março através da etiqueta <a style="color: #999999;" href="http://intheredrecords.com/">In The Red</a> e tem no f<em>uzz rock</em> a sua pedra de toque, talvez a expressão mais feliz para caraterizar o caldeirão sonoro que os<span style="color: #666699;"> Wand</span> reservam para nós e que logo na imponência de <span style="color: #666699;"><em>The Unexplored Map</em></span> e no festim grandioso de <span style="color: #666699;"><em>Self Hynosis In 3 Days</em></span>, o primeiro <em>single</em> divulgado, fica claramente plasmado. Esta canção é um delicioso exemplar de <em>indie rock</em> astral e vigoroso, um tratado sonoro que ressuscita o que de melhor se pode escutar relativamente ao <em>rock</em> alternativo da última década do século passado, com um <em>upgrade</em> de adição psicotrópica e elevada lisergia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As guitarras são, naturalmente, o combustível que inflama os raios flamejantes que cortam a direito e iluminam o colorido universo sonoro dos <span style="color: #666699;">Wand</span>, feitas de acordes rápidos, distorções inebriantes e plenas de<em> fuzz</em> e acidez. Mas a receita também se compôe com sintetizadores munidos de um infinito arsenal de efeitos e sons originários das mais diversas fontes instrumentais, reais ou fictícias, uma secção rítmica feita com um baixo pulsante e uma bateria com um forte cariz étnico, que é várias vezes literalmente cortada a meio por <em>riffs</em> de guitarra, numa sobreposição instrumental em camadas, onde vale quase tudo, mas nunca é descurado um forte sentido melódico e uma certa essência <em>pop</em>, numa busca de acessibilidade que se saúda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O efeito abrasivo de <span style="color: #666699;">Reaper Invert</span> ao contrastar com o efeito sinistro da guitarra, mostra o enorme acerto de Cory na busca de um som grandioso e simultaneamente acessivel a todos os ouvidos. Melodicamente pattindo em busca de um sentido épico irrepreensível, a canção acaba por funcionar como um excelente interlúdio para <em><span style="color: #666699;">Melted Rope</span></em>, um grandioso instante sonoro psicadélico que ressuscita o glorioso espelndor do<em> rock</em> progressivo que fez escola na década de setenta do século passado e que encontra sequência mais ruidosa e ácida no inenso edifício sonoro pulsante e esplendoroso que alimenta <em><span style="color: #666699;">Cave In</span></em>. A sensibilidade da viola e o efeito da guitarra que trespassa a melodia de alto abaixo na primeira e o<em> fuzz</em> das guitarras e as constantes mudanças de ritmo na segunda, acentuam a <span style="line-height: 1.3;">monumentalidade de dois extraordinários tratados sonoros que, sendo o núcelo duro de <em><span style="color: #666699;">Golem</span></em>, resgatam e incendeiam o mais frio e empedrenido coração, além de plasmarem o vasto espetro instrumental presente no disco e a capacidade que estes <span style="color: #666699;">Wand</span> têm para compôr peças sonoras melancólicas e transformar o ruidoso em melodioso com elevada estética </span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;">pop</em><span style="line-height: 1.3;">. </span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A viagem alucinante que a audição de <em><span style="color: #666699;">Golem</span></em> nos oferece prossegue sem intervalos ou concessões e vão-se multiplicando os diferentes efeitos que alimentam as guitarras dos <span style="color: #666699;">Wand</span>, sempre no limiar daquilo que é humanamente suportável e sonoramente majestoso, sem perca de controle ou equilibrio. Este constante experimentalismo fica novamente plasmado nas águas turvas e sombrias em que navega<em><span style="color: #666699;"> Flesh Tour</span></em> e no grunge abrasivo e hipnótico de <em><span style="color: #666699;">Floating Head</span></em>, mas também, e de modo mais vincado, em <em><span style="color: #666699;">Planet Golem</span></em>, canção onde parece valer mesmo tudo e onde não terão havido concessões no que diz respeito às opções tomadas, quer no que diz respeito ao sabor inebriante das guitarras, quer no que que concerne à seleção de ruídos e detalhes de fundo que servem para dar corpo e substância a um clima sonoro intenso e nubloso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #666699;">Golem</span></em> chega ao ocaso com um intenso <em>upgrade</em> sonoro, fortemente lisérgico, cósmico e imponente, chamado <span style="color: #666699;">The Drift</span>, uma forte cabeçada que nos agita a mente na forma de um <em>riff</em> melódico assombroso, carregado de distorção e perfeitamente diabólico e quando damos por nós, o disco terminou mais ainda estamos completamente consumidos pelo arsenal infinito de efeitos, <em>flashes</em> e ruídos que correram impecavelmente atrás da percussão orgânica e bem vincada que sustenta os <span style="color: #666699;">Wand</span> e percebemos que não há escapatória possível desta ode imensa de celebração estratosférica. Tens coragem para carregar novamente no<em> play</em>? Eu nem me paercebi que o fiz. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.imgur.com/Xpc0TKt.jpg" alt="Album cover: Wand – Golem (2015)" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1. The Unexplored Map </span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2. Self Hypnosis In 03 Days </span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3. Reaper Invert </span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4. Melted Rope </span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5. Cave In </span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">6. Flesh Tour </span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">7. Floating Head </span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">8. Planet Golem </span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">9. The Drift</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/177728851&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:677017 2015-03-28T15:46:00 Van Dale - Speak Yellow 2015-03-28T15:47:31Z 2015-03-28T15:47:31Z <p><img src="https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xap1/v/t1.0-9/10603215_355573267934571_4361353650349391305_n.jpg?oh=f83d3b7dba5f1fc2e17aaba6ec73c303&amp;oe=559606B4&amp;__gda__=1435837288_cbc37f26034a7d2ea5058f5b4710275c" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É já a trinta e um de março que chega aos escaparates em formato digital e cassete<em> Van Dale</em>, o novo disco dos <a style="color: #999999;" href="http://vandale.bandcamp.com/album/van-dale">Van Dale</a>, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados <a style="color: #999999;" href="http://wayyes.com/" target="_blank">Way Yes</a> e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/van-dale">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99ccff;"><em>Bed Of Bricks</em></span> foi o primeiro avanço disponibilizado de <span style="color: #99ccff;"><em>Van Dale</em></span> e agora chegou a vez de <em><span style="color: #99ccff;">Speak Yellow</span></em>, uma canção com um ambiente melódico orgânico diretamente orientado para o grunge e com uma toada sonora rugosa e visceral, com a distorção e os efeitos das guitarras e fazerem a ponte entre os diferentes universos sonoros adjacentes ao <em>indie rock </em>alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao <em>rock</em> de garagem e ao <em>punk rock. </em>Confere...</span></div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/196093625&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="528" height="296" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:676044 2015-03-27T21:10:00 Vetiver – Complete Strangers 2015-03-27T21:12:28Z 2015-03-30T22:47:26Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;">Sexto álbum da discografia de Andy Cabic, a mente profunda e inspirada que em São Francisco, na solarenga Califórnia alimenta e dá vida ao projeto <a style="color: #999999;" href="http://vetiverse.com">Vetiver</a>, <em><span style="color: #ff0000;">Complete Strangers</span></em> é, conforme o título indica, uma compilação sentida e honesta da partilha de sensações e eventos que o autor experimentou recentemente em diferentes locais e com diversas pessoas que se foram cruzando na sua vida. Diário de bordo de um autor que tem tido diferentes músicos a colaborar consigo ao longa da carreira, mas que teve sempre em Thom Monahan, o engenheiro de som e produtor deste disco, o seu parceiro mais fiel, <em><span style="color: #ff0000;">Complete Strangers</span></em> foi gravado em Los Angeles, com a companhia dos músicos Bart Davenport, Gabe Noel e Josh Adams e quer a batida luminosa de <em><span style="color: #ff0000;">Stranger Still</span></em>, quer a viola que conduz <em><span style="color: #ff0000;">From No On</span></em> e, principalmente, <em><span style="color: #ff0000;">Current Carry</span></em>, além de, logo no início, situarem o ouvinte na heterogeneidade muito própria deste projeto, mostram-nos o efeito que o sol da costa oeste tem na música de Andy e como é bom ele ter-se deixado levar pelos insipradores raios flamejantes que esse astro atirou para as janeas do estúdio onde se instalou, para dar vida a uma <em>folk</em> pintada com alguns dos melhores detalhes da <em>chillwave</em>, que deambulando entre o acústico e o sintético e psicando amiúde o olho a um certo travo psicadélico, criou canções competentes na forma como abarcam diferentes sensações dentro de um mesmo cosmos, que pode muito bem ser a mundialmente famosa<em> indie pop</em>.</span></p> <p><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2011/6/23/1308850099546/vetiver-andy-cabic-006.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;"><span style="color: #ff0000;">Vetiver</span> é mestre a misturar harmoniosamente a exuberância acústica das cordas com a sua voz grave, mas suave e confessional, sendo este um álbum ameno, íntimo e cuidadosamente produzido, além de arrojado no modo como exala uma enorme elegância e sofisticação. Que melhor exemplo do que o jogo de sedução que se estabelece entre o efeito da guitarra, as cordas de uma viola e um insinuante baixo em <em><span style="color: #ff0000;">Confiding</span></em>, uma canção sobre as vulnerabilidades próprias do amor, para plasmar o enorme charme da música de <span style="color: #ff0000;">Vetiver</span>? Que melhor instante do que aquele em que, em<span style="color: #ff0000;"><em> Backwards Slowly</em></span>, variados efeitos percussivos e um sintetizado se cruzam com essa mesma guitarra e a cândura da voz de Andy, para nos levar fazer querer ir até à praia mais próxima e enfrentar esse mesmo sol bem de frente para sermos ilmunados pela mesma força positiva que levou este compositor a criar estas canções? Que melhor ritmo, do que aquele que sustenta <em><span style="color: #ff0000;">Loose Ends</span> </em>ou a <em>bossa nova</em> de <em><span style="color: #ff0000;">Time Flies By</span> </em>para nos fazer colocar no rosto aquele nosso sorriso que nunca nos deixa ficar mal e conseguirmos, finalmente, traçar uma rota sem regresso até aquele secreto desejo que nunca tivemos coragem de realizar?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;">A música de <span style="color: #ff0000;">Vetiver</span> é perfeita para nos fazer descolar da vida real muitas vezes confusa e repleta de precalços, aterra-nos num mundo paralelo onde só cabem as sensações mais positivas e bonitas que alimentam o nosso íntimo e que entre a luz e a melancolia tornam-se verdadeiras e realizam-se, provando que Andy sabe como contar histórias que o materializam na forma de um conselheiro espiritual sincero e firme e que tem a ousadia de nos querer guiar pelo melhor caminho, sem mostrar um superior pretensiosismo ou tiques desnecessários de superioridade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;"><span style="color: #ff0000;"><em>Complete Strangers</em></span> é um daqueles discos que nos vão soar sempre a algo familiar; Escutá-lo pela primeira vez é experimentar aquela sensação que estamos a rever alguém que já se cruzou na nossa vida em tempos e que nos causou sensações boas e partilhou conosco belos momentos quando tal sucedeu. E essa impressão sente-se porque as canções deste disco falam do nosso interior com clareza, ressucitam o que de melhor a mente humana pode sentir, sendo a sua audição uma experiência ímpar e de ascenção plena a um estágio superior de letargia. Os lindíssimos acordes que nos vão surpreendendo ao longo do álbum dão-nos a motivação necessária para acreditarmos que vale a pena esse sacrifício desgastante de calcorrear a vida real, desde que haja portos de abrigo como este durante o percurso, trabalhos discográficos que nos dão as pistas certas para uma vivência existencial plena e verdadeiramente feliz. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8567/16852207052_20672edeb5.jpg" alt="Vetiver - Complete Strangers" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">01. Stranger Still</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">02. From Now On</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">03. Current Carry</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">04. Confiding</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">05. Backwards Slowly</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">06. Loose Ends</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">07. Shadows Lane</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">08. Time Flies By</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">09. Edgar</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">10. Last Hurrah</span></em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/186357818&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:680932 2015-03-27T16:53:00 YAST - When You’re Around 2015-03-27T16:53:47Z 2015-03-27T16:53:47Z <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://nojesguiden.se/sites/default/files/users/282/1201.malmo_.yast-3332-2.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os suecos <a style="color: #999999;" href="http://yastmusic.tumblr.com/">YAST</a> formaram-se em 2007 na localidade de Sandviken e no ano seguinte mudaram-se para Malmö, sendo, desde então, uma banda formada por Carl Jensen, Tobias Widman e Marcus Norberg. Em 2010 o trio passou a quinteto com a entrada de Markus Johansson e Niklas Wennerstrand, o baterista e o baixista dos Aerial. <em>YAST</em>, o disco homónimo, foi editado em fevereiro de 2013 por intermédio da Adrian Recordings e em 2015 chegará o sucessor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A habitual melancolia escandinava é a pedra de toque da<em> indie pop</em> açucarada dos <span style="color: #99ccff;">YAST</span>, feita com uma fórmula que usa guitarras luminosas e uma percussão sempre mais subtil do que propriamente muito grave e vincada. As canções deste grupo não deixam de ter uma certa toada épica e simultaneamente<em> lo fi</em>, dois ítens bem patentes no curto mas conciso single <span style="color: #99ccff;"><em>When You're Around</em></span>, o primeiro avanço desse trabalho.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As cordas são o mel que adoça o processo de composição dos <span style="color: #99ccff;">YAST</span>, algo que se saboreia claramente neste tema que terá outro sabor se for escutado num dia de sol radioso e que, por saber aquela brisa fresca que tempera os dias mais quentes sem ofuscar o brilho do sol, pode muito bem caber num <em>ipod</em> a caminho de uma das nossas praias no verão que se aproxima. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/192111153&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="454" height="255" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:682054 2015-03-27T11:26:00 Loose Tooth- Pickwick Average 2015-03-27T11:35:29Z 2015-03-27T11:35:29Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="https://dl.dropboxusercontent.com/u/206440578/loosetooth.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Filadélfia é uma das cidades atualmente mais ativas no universo indie norte americano, principalmente quando se trata de replicar a simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico, que contém aquela sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas e que, um pouco mais ao lado, em Seattle, também fez escola e tomou conta do resto do mundo à época. Kian Sorouri, Larissa, Christian Bach e Kyle Laganella são os <span style="color: #ff0000;">Loose Tooth</span>, uma das novidades mas recentes dessa cidade norte americana e mais uma forte aposta da texana <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Yourh Records</a>, de Ryan M., que se prepara para a estreia nos discos as vinte e um de abril, com <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/easy-easy-east">Easy Easy East</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;">Pickwick Average</span> é o primeiro avanço divulgado desse álbum com edição prevista em formato digital e cassete, como é habitual nessa etiqueta e a canção não defrauda quem aprecia universos universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao <em>punk rock</em> e ao próprio <em>blues</em>. A verdade é que, tendo em conta o modo como a bateria alterna a cadência, com as guitarras a fazerem o acompanhamento melódico devido, <em><span style="color: #ff0000;">Pickwick Average</span></em> demonstra que estes <span style="color: #ff0000;">Loose Tooth</span> parecem dispostos a lutar com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som e que a estreia será um marco no género em 2015. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/197384219&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="474" height="266" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:652774 2015-03-26T21:41:00 Passenger Peru - Light Places 2015-03-26T21:46:00Z 2015-03-26T21:46:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriunda de Brooklyn, Nova Iorque, a dupla norte americana <a style="color: #999999;" href="http://www.passengerperuband.com/">Passenger Peru</a> editou o seu trabalho de estreia no início de 2014, uma edição apenas em cassete e em formato digital, através da <a style="color: #999999;" href="http://www.fleetingyouthrecords.com/p/passenger-peru.html">Fleeting Youth Records</a> e que foi dissecada já por cá. Formados por Justin Stivers (baixista dos The Antlers no álbum <em>Hospice</em>) e pelo virtuoso multi-instrumentista Justin Gonzales, os <span style="color: #99cc00;">Passenger Peru</span> estão de regresso em 2015 com <span style="color: #99cc00;"><em>Light Places</em></span>, um compêndio de doze novas canções da dupla, viu a luz do dia a vinte e quatro de fevereiro e que podes <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/light-places" target="_blank">encomendar</a> facilmente.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://speakimge.com/wp-content/uploads/2015/02/389683_328711897193900_156719858_n.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Fortemente psicadélicos e com o <em>punk</em> ali ao canto da mira, estes <span style="color: #99cc00;">Passenger Peru</span> têm uma originalidade muito própria e um acentuado cariz identitário, por procurarem, em simultâneo, uma textura sonora aberta, melódica e expansiva e não descurar o indispensável pendor <em>lo fi</em> e uma forte veia experimentalista, percetivel na distorção das guitarras, no vigor do baixo de Stivers e, principalmente, nas guitarras plenas de fuzz e distorções rugosas e inebriantes. Este instrumento é frequentemente chamado para a linha da frente na arquitetura sonora de <span style="color: #99cc00;"><em>Light Places</em></span>, ficando com as luzes da ribalta e um elevado protagonismo em várias canções, com particular destaque logo para o <em>pop rock</em>, algo cósmico, mas ligeiramente <em>lo fi</em>, cheio de arranjos detalhado da impressiva <em><span style="color: #99cc00;">The Best Way To Drown</span></em>, o primeiro <em>single</em> retirado do álbum e o contraste entre o <em>red line</em> e a viola acústica em <em><span style="color: #99cc00;">Placeholder</span> </em>e o apenas aparente caos <em>grunge</em> de <span style="color: #99cc00;"><em>One Time Daisy Fee</em></span>, canção onde a sensibilidade do efeito metálico abrasivo de uma guitarra que corta fino e rebarba, sobrevive em contraste com a pujança do baixo, a distorção da voz e a amplitude épica da melodia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Break My Neck</em>, o segundo <em>single</em> retirado de <span style="color: #99cc00;"><em>Light Places</em></span>, vira um pouco a agulha do álbum para um universo mais melancólico, um tema vincadamente reflexivo e introspetivo, cheio de cordas com arranjos e detalhes que facilmente nos deslumbram e onde a voz de Stivers é um trunfo declarado, no modo como transmite uma sensação de emotividade muito particular e genuína (<em>one deep breath, sad but true, one deep breath, leads to you, break my neck, break my neck to, break my neck to see the stars, the stars explode above...</em>). Este tema plasma com precisão as virtudes técnicas que os<span style="color: #99cc00;"> Passenger Peru</span> possuem para criar música e a forma como conseguem abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro<em> indie</em> e alternativo e comprimi-los em algo genuíno e com uma identidade muito própria. Na sequÊncia, o lindíssimo clima acústico de <em><span style="color: #99cc00;">Falling Art School</span></em>, canção que trasnpira a uma naturalidade e espontaneidade curiosas, com diferentes sons a arranjos a serem adicionados e retirados quase sem se dar por isso, é um exemplar modelo sonoro que prova que estes <span style="color: #99cc00;">Passenger Peru</span> sabem como harmonizar e tornar agradável aos nossos ouvidos sons aparentemente ofensivos e pouco melódicos, fazendo da rispidez visceral algo de extremamente sedutor e apelativo. A viagem lisérgica que a dupla nos oferece nas reverberações ultra sónicas deste tema e no transe da batida e dos detalhes sintéticos de <em><span style="color: #99cc00;">Better Than The Movies</span></em>, assim como no agregado instrumental clássico, despido de exageros desnecessários mas apoteótico que define <em><span style="color: #99cc00;">Impossible Mathematics</span></em>, é a demonstração cabal do modo como este coletivo se disponibiliza corajosamente para um saudável experimentalismo que não os inibe de se manterem concisos e diretos, levando-nos rumo ao período aúreo <em>rock </em>alternativo, com os solos e <em>riffs</em> da guitarra a exibirem linhas e timbres com um clima marcadamente progressivo e rugoso, alicerçado num <em>garage rock</em>, ruidoso e monumental, que comprime tudo aquilo que sonoramente seduz os <span style="color: #99cc00;">Passenger Peru</span> em algo genuíno e com uma identidade muito própria.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na reta final do disco, o regresso do simples dedilhar orgânico da viola na ternurenta <em><span style="color: #99cc00;">On Company Time</span></em>, que se repete em <span style="color: #99cc00;"><em>Pretty Lil' Paintin'</em></span>, alarga ainda mais o abraço sonoro que Stivers e Gonzales dão às fronteiras que definem o seu cardápio e são a cereja que faz de <em><span style="color: #99cc00;">Light Places</span></em> um marco na carreira destes <span style="color: #99cc00;">Passenger Peru</span>, definido em grande estilo, por um coletivo irreverente e inspirado, uma irrepreensível coletânea que aposta numa espécie de <em>hardcore </em>luminoso, uma hipnose instrumental abrasiva e direta, mas melodiosa e rica, que nos guia propositadamente para um mundo criado específicamente pelo grupo, onde reina uma certa megalomania e uma saudável monstruosidade agressiva, aliada a um curioso sentido de estética. Esta cuidada sujidade ruidosa que os <span style="color: #99cc00;">Passenger Peru</span> produzem, feita com justificado propósito e usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse é feita com uma química interessante e num ambiente simultaneamente denso e dançável, despida de exageros desnecessários, mas que busca claramente a celebração e o apoteótico. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=755365234/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="457" height="256" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:680480 2015-03-26T11:37:00 Spray Paint - Polar Beer 2015-03-26T11:41:50Z 2015-03-26T11:41:50Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/53999/Punters-On-A-Barge-1000x1000.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de terem surpreendido em 2014 com o espetacular <em>Clean Blood Regular Acid</em>, os norte americanos <span style="color: #33cccc;">Spray Paint</span>, de Cory Plump (guitarra e voz), George Dishner (guitarra e voz) e Chris Stephenson (bateria e voz), uma banda <em>artpunk</em> de Austin, no Texas, na senda de nomes tão importantes como os Thee Oh Sees, Parquet Courts ou Viet Cong, estão de regresso em 2015 com <em><span style="color: #33cccc;">Punters On The Barge</span></em>, o quarto trabalho da carreira do trio, um disco que vai ver a luz do dia a um de junho através da <a href="https://homelessvinyl.com.au/">Homeless Vinyl</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #33cccc;">Polar Beer</span></em>, uma canção que tem a Islândia como cerne temático, é o primeiro avanço divulgado desse trabalho, um tema assente numa guitarra hipnótica, esquizofrénica e fortemente combativa, mas incrivelmente controlada, num resultado de proporções incirvelmente épicas, bem capaz de proporcionar um verdadeiro orgasmo volumoso e soporífero, a quem se deixar enredar na armadilha emocionalmente desconcertante que os <span style="color: #33cccc;">Spray Paint</span> construiram neste tema. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/193511760&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="487" height="273" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:679870 2015-03-26T11:15:00 27 abril Red Snapper - Wonky Bikes EP 2015-03-26T11:20:24Z 2015-03-26T11:20:24Z <p>O trio britÂnico Red Snapper continua a divulgar o conteúdo de </p> <p> </p> <p><strong>ed Snapper</strong> are a British <a title="Instrumental" href="https://www.facebook.com/pages/Musica-strumentale/104027109632575">instrumental</a> band founded in London in 1993 by <a class="new" title="Ali Friend (page does not exist)" href="http://l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fw%2Findex.php%3Ftitle%3DAli_Friend%26action%3Dedit%26redlink%3D1&amp;h=gAQF54WwA&amp;s=1" target="_blank" rel="nofollow">Ali Friend</a> (double bass), Richard Thair (drums), and David Ayers (guitar). The three core members are also joined by various guest musicians and vocalists on different <a title="Gramophone record" href="https://www.facebook.com/pages/Disco-in-vinile/109404425744857">records</a>. According to <a title="Music journalism" href="https://www.facebook.com/pages/Giornalismo-musicale/103103456396781">music journalist</a>, Jason Ankeny (<a class="mw-redirect" title="Allmusic" href="http://l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FAllmusic&amp;h=hAQHHAkeZ&amp;s=1" target="_blank" rel="nofollow">Allmusic</a>) "the British <a title="Acid jazz" href="https://www.facebook.com/pages/Acid-jazz/104075792963658">acid jazz</a> <a title="Trio (music)" href="https://www.facebook.com/pages/Trio/103158989724421">trio</a>were notable for their pioneering synthesis of <a title="Acoustic music" href="https://www.facebook.com/pages/Musica-acustica/603218916472771">acoustic</a> <a title="Musical instrument" href="https://www.facebook.com/pages/Strumento-musicale/104067089628751">instruments</a> and <a title="Electronica" href="https://www.facebook.com/pages/Electronica/109768032382897">electronic</a> textures".</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:679348 2015-03-26T11:04:00 Brandon Flowers - Can't Deny My Love 2015-03-26T11:10:29Z 2015-03-26T11:10:29Z <p><a title="Brandon Flowers - Can&#39;t Deny My Love by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16723647089"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7611/16723647089_4d661aef3b.jpg" alt="Brandon Flowers - Can&#39;t Deny My Love" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Vocalista e lider dos The Killers,<span style="color: #ff0000;"> Brandon Flowers</span> voltou a apontar agulhas para a sua carreira a solo, estando para breve o lançamento du sucessor de Flamingo, o anterior registo do músico, editado em 2010.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Desired Effect</span></em> irá ver a luz do dia a dezoito de maio e <em><span style="color: #ff0000;">Can't Deny My Love</span></em> é o primeiro avanço divulgado desse trabalho, uma canção com uma sonoridade diferente do habitual, sendo o produtor Ariel Rechtshaid responsável por essa inflexão, com o próprio <span style="color: #ff0000;">Flowers</span> a afirmar que procurou sair da sua habitual zona de conforto, para apostar agora numa sonoridade que não descura as guitarras, mas que coloca o sintetizador na linha da frente do processo de composição melódica. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OTDuVc2Wt18" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:577597 2015-03-24T21:43:00 Sounds Like Sunset – We Could Leave Tonight 2015-03-24T21:44:28Z 2015-03-24T21:44:28Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os australianos <a style="color: #999999;" href="http://soundslikesunset.com/">Sounds Like Sunset</a>  são David Challinor, Tobey Doctor e David Hobson e já andam nestas andanças desde 1997, tendo-se estreado nos registos discográficos em 2000 com<em> Saturdays</em>. Editaram no passado dia vinte e dois de julho de 2014,<span style="color: #ff9900;"> <em>We Could Leave Tonight</em></span>, o terceiro registo do grupo, disponível para audição na plataforma <a style="color: #999999;" href="http://soundslikesunset.bandcamp.com/album/we-could-leave-tonight">bandcamp</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://blacknightcrash.com/wp-content/uploads/2013/07/sounds_like_sunset_h_0613.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Impressiona perceber que estes<em><span style="color: #ff9900;"> Sounds Like Sunset</span></em> andam nestas andanças há quase duas dé cadas e são ainda uns perfeitos desconhecidos tendo em conta o conteúdo de <em><span style="color: #ff9900;">We Could Leave Tonight</span></em>, um irrepreensível compêndio de <em>indie rock</em> com nove magníficas canções com um espiríto que parece querer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana, num mundo feito de dúvidas, deceções e guerras, tantas vezes desnecessárias e incompreensiveis.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há aqui um clima sonoro que nos leva numa viagem espiritual, convidando-nos a usufruir de instantes que não deixando de ser ruidosos, assentam num excelente registo introspetivo que mostra muito do código genético de um projeto que tem colado a si o <em>indie rock</em> de cariz mais alternativo, que fez escola na década de noventa, mas também apontando agulhas para os primórdios do <em>punk rock </em>e de sonoridades mais progressivas<em>.</em> O <em>single</em> <span style="color: #ff9900;"><em>Second Chance</em></span>, a canção que abre o disco com notável vigor e convicção, mostra uns <span style="color: #ff9900;">Sounds Like Sunset</span> a fazer aquilo que o próprio nome da banda indica, ou seja, a inebrirar os nossos sentidos com melodias luminosas e aditivas, apesar de parecerem liricamente entalhados numa forte teia emocional amargurada,que a distorção das guitarras ajuda a ampliar, em canções como <em><span style="color: #ff9900;">Open My Eyes</span></em> ou <em><span style="color: #ff9900;">Misunderstood</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se o <em>rock</em> alternativo é, por natureza, nem sempre dançável, aqui não faltam exemplos de canções que muitas vezes crescem em emoção, arrojo e amplitude sonora. Se a melancólica <em><span style="color: #ff9900;">Maybe Eye</span></em> é uma canção que seduz pelo baixo vigoroso e que nos faz ter vontade de pular e de querer desertar do universo paralelo onde muita vezes vivemos para um presente feito com aquela felicidade incontrolável e contagiante que todos nós procuramos, já o <em>fuzz</em> de <em><span style="color: #ff9900;">Sunshine</span></em> e <em><span style="color: #ff9900;">Fears</span></em>, apontando rumo ao <em>rock</em> progressivo, ou o elevado cariz épico de <em><span style="color: #ff9900;">Somebody Like You</span></em> transportam consigo uma considerável carga emocional, à qual é difícil ficar indiferente. Outro destaque deste trabalho é, pela toada e pelo pendor acústico, cheio de arranjos lindíssimos, proporcionados por cordas deslumbrantes, a balada <em><span style="color: #ff9900;">Undone</span></em>, uma canção capaz de nos fazer acreditar que aquele desejo incontido que todos guardamos dentro de nós pode, um dia, concretizar-se.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Acaba por ser com a maior naturalidade que se confere em<em> <span style="color: #ff9900;">We Could Leave Tonight</span></em> boas letras e belíssimos arranjos, assentes numa guitarra jovial, pulsante e disponível a criar diferentes efeitos, um baixo vigoroso e uma percussão diversificada e sempre pronta a dar o andamento certo ao clima e à mensagem que cada tema exala, em mais um projeto oriundo dos antípodas e que merece um reconhecimento superior. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Sounds Like Sunset - We Could Leave Tonight by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14878187038"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3857/14878187038_dca8b7802e.jpg" alt="Sounds Like Sunset - We Could Leave Tonight" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Second Chance</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Misunderstood</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Open Up My Eyes</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Maybe Eye</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Sunshine</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Fears</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Somebody Like You</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Undone</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Find Your Way</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/oCvG0Pvp2_k" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=159633951/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:679161 2015-03-24T21:40:00 Of Monsters And Men – Crystals 2015-03-24T21:40:55Z 2015-03-24T21:40:55Z <p><a title="Of Monsters And Men - Crystals by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16867036506"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8721/16867036506_eeda5cce6b.jpg" alt="Of Monsters And Men - Crystals" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Três anos após <span style="color: #333399;"><em>My Head Is An Animal</em></span>, o excelente disco de estreia que catapultou os islandeses <span style="color: #333399;">Of Monsters And Men</span> de Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson e Arnar Rósenkranz Hilmarsson para o estrelato e lhes proporcionou longas e bem sucedidas digressões, estão de regresso com um novo álbum intitulado <span style="color: #333399;"><em>Beneath The Skyn</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #333399;"><em>Crystals</em></span> é o primeiro avanço desse disco e para ilustrar a mensagem positiva da composição, assente num <em>pop rock</em> apoteótico, com uma percussão vibrante e pleno de guitarras, o ator Siggi Sigurjóns surge no video a entoar cada verso da canção com sentimento e emoção. A direção é de Addi Atlondres e Freyr Arnason. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XUClIslXKZo" width="540" height="320" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:678283 2015-03-24T21:38:00 single Of Monsters And Men – Crystals 2015-03-24T21:40:48Z 2015-03-24T21:40:48Z <p><a title="Of Monsters And Men - Crystals by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16867036506"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8721/16867036506_eeda5cce6b.jpg" alt="Of Monsters And Men - Crystals" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Três anos após <span style="color: #333399;"><em>My Head Is An Animal</em></span>, o excelente disco de estreia que catapultou os islandeses <span style="color: #333399;">Of Monsters And Men</span> de Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson e Arnar Rósenkranz Hilmarsson para o estrelato e lhes proporcionou longas e bem sucedidas digressões, estão de regresso com um novo álbum intitulado <span style="color: #333399;"><em>Beneath The Skyn</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #333399;"><em>Crystals</em></span> é o primeiro avanço desse disco e para ilustrar a mensagem positiva da composição, assente num <em>pop rock</em> apoteótico, com uma percussão vibrante e pleno de guitarras, o ator Siggi Sigurjóns surge no video a entoar cada verso da canção com sentimento e emoção. A direção é de Addi Atlondres e Freyr Arnason. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XUClIslXKZo" width="540" height="320" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:666675 2015-03-23T22:01:00 Wind In Sails – Morning Light 2015-03-23T22:01:47Z 2015-03-28T16:42:17Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado a vinte e quatro de fevereiro último, <em><span style="color: #ff0000;">Morning Light</span></em> é o novo disco do projeto a solo de Evan Pharmakis intitulado<span style="color: #ff0000;"> Wind In Sails</span>, um trabalho que viu a luz do dia por intermédio do consórcio Equal Vision Records / Headphone Music e que, de acordo com as intenções do autor, está cheio de canções honestas e que pretendem transmitir uma mensagem positiva e inspiradora. Na verdade, em onze canções apenas e com uma viola debaixo do braço, este músico norte americano, oriundo de Newport em Rhode Island, mostra ser exímio na criação de melodias que transmitam sensações onde a nostalgia do nosso quotidiano se reveja.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://today.salve.edu/wp-content/uploads/2012/10/student_pharmakis_1012.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As canções de amor nunca passam de moda por muito que haja quem aprecie reforçar o cariz algo frágil e ingénuo da temática. São canções que ficam sempre bem quando são cantadas de modo emotivo e particularmente profundo e sentido como é o caso de Evan, que consegue, com a mesma certeza e simplicidade ,em temas como <em><span style="color: #ff0000;">Push and Shove</span></em> ou <span style="color: #ff0000;"><em>Lucid State</em></span>, abordar o lado mais exuberante e luminoso dos afetos e, em belíssimos e sentidos instantes sonoros como <span style="color: #ff0000;"><em>Keeping Count</em> </span>ou <span style="color: #ff0000;"><em>Hanging Over You</em></span>, oferecer-nos a sua visão mais sombria e comtemplativa das relações humanas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A guitarra, na sua versão acústica, é, como já referi, o amigo fiel de <span style="color: #ff0000;">Wind In Sails</span>, uma extensão viva e inteligente do seu próprio coração, já que não é preciso um grande esforço para sentir vida no modo com as cordas vibram e se entrelaçam com a percurssão para criar lindíssimas melodias, capazes de emocionar o ser mais incauto, sempre harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e que não descuram, por exemplo em <em><span style="color: #ff0000;">The Mess We're In</span></em>, um certo toque psicadélico e uma toada <em>folk</em> que em<em><span style="color: #ff0000;"> Murder Backwards</span></em> e<em><span style="color: #ff0000;"> Set Adrift</span> </em>plasmam um charme indisfarçável muito bem replicado e bastante recomendável.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As canções de <span style="color: #ff0000;">Wind In Sails</span> estão cobertas por uma aúrea de sensibilidade e fragilidade romântica indisfarçáveis. <span style="color: #ff0000;"><em>Morning Light</em></span> está imbuído de uma enorme beleza melódica, escuta-se com enorme fluidez, há um encadeamento claro, uma noção de sequencialidade e uma relação clara entre as canções. A postura vocal de Pharmakis, sempre exuberante e capaz de deambular por diferentes tons e registos sem preder a emotividade nas sensações que transmite, é perfeita para encarnar este cosmos temático e em certos momentos é fantástico o modo como mistura harmoniosamente a exuberância acústica das cordas com a sua voz confessional, sendo esse um detalhe precioso no modo como <span style="color: #ff0000;"><em>Morning Light</em></span> se mostra um álbum ameno, íntimo, cuidadosamente produzido e arrojado no modo como exala uma enorme elegância e sofisticação.</span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <span style="color: #ff0000;"><em>Morning Light</em></span> Evan Pharmakis assume um rumo muito próprio para este projeto <span style="color: #ff0000;">Wind In Sails</span>, avançando em passo acelerado em direção a uma maturidade fortemente espiritual, onde subsiste um ideal de leveza e cor constantes, como se ele quisesse transmitir ao mundo inteiro, com elevado e profundo sentido de urgência que se elogia, todas as sensações positivas e os raios de luz que fazem falta aos nossos dias, seduzindo pela forma genuína e simples como retrata eventos e relacionamentos de um quotidiano rotineiro com um enorme e intrincado bom gosto. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8604/16645752436_168e441318.jpg" alt="Wind In Sails - Morning Light" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Push And Shove</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Keeping Count</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Level Head</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Lucid State</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Murder Backwards</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Side By Side</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Hanging Over You</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Set Adrift</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. The Mess We’re In</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Heart To Focus</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Wild Child</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/G6D2AF3EB4k" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:677183 2015-03-23T12:54:00 Nugget - Cheese Meister 2015-03-23T12:54:45Z 2015-03-23T12:54:45Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xaf1/v/t1.0-9/10471134_817244871681852_9019739712559243468_n.jpg?oh=306545cfcf8260120324465fdd6ae32d&amp;oe=5575C544&amp;__gda__=1434421749_7c01ed9578b54e96867c543d25bfee31" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Londres, uma das mais recentes apostas da <a style="color: #999999;" href="http://s.bl-1.com/h/mYwQfDp?url=http://www.lostinthemanor.co.uk/">Lost In The Manor</a> e formados por três músicos extremamente talentosos e virtuosos os <a style="color: #999999;" href="http://s.bl-1.com/h/mYwPP2j?url=http://www.ngttrio.com/">Nugget</a> são Julien Baraness, um guitarrista e produtor canadiano natural de Toronto, Alex Lofoco, um baixista italiano e o baterista Jamie Murray. Juntos replicam uma fantástica fusão de<em> indie rock</em> com<em> jazz</em>, uma colagem genuína de estilos, proposta por um coletivo original e com qualidades técnicas ímpares, onde não faltam também abordagens diretas ao <em>reggae</em>, ao <em>hip-hop</em> e ao <em>drum n'bass</em>.</span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O EP de estreia dos <span style="color: #99ccff;">Nugget</span> chama-se <em>Watercolour</em>, vai ver a luz do dia nas próximas semanas e <span style="color: #99ccff;"><em>Cheese Meister</em></span> é o primeiro avanço desse trabalho com cinco canções, quatro minutos e meio de um jazz rock, ácido e pleno de funk, uma canção com um groove animado e divertido que vai certamente impressionar-te. O tema está disponível para <em>download</em> gratuito. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/190873492&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="520" height="292" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:643682 2015-03-22T21:57:00 Dead Mellotron – Winter EP 2015-03-22T21:57:54Z 2015-03-22T21:57:54Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.brooklynvegan.com/img/indie/deadmelotron.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundo de Baltimore, no Maryland, o projeto <a style="color: #999999;" href="http://deadmellotron.bandcamp.com/album/winter-2014">Dead Mellotron</a> editou no passado mês de dezembro <em><span style="color: #666699;">Winter</span></em>, um EP com cinco canções onde reina um cruzamento feliz entre o rock progressivo e uma <em>dream pop</em> de forte cariz eletrónico, mas onde não falta alguma diversidade, principalmente ao nível das orquestrações e do conteúdo melódico. Intro, a canção de abertura do álbum, plasma essa relação quase simbiótica entre dois universos sonoros que nem sempre coexistem pacificamente, com a fragilidade incrivelmente sedutora de<em><span style="color: #666699;"> Totaled</span></em> a mostrar já guitarras e um baixo e uma bateria que seguem a sua dinâmica natural, enquanto assumem uma faceta algo negra e obscura, para criar um instrumental tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #666699;">All Gray</span></em> aconchega a chegada de uma voz sintetizada, que se confunde, de certo modo, com um simples arranjo instrumental, enquanto olha para o interior da alma e incita os nossos desejos mais profundos, como se cavasse e alfinetasse um sentimento em nós, numa melodia que explora uma miríade mais alargada de instrumentos e sons e onde a vertente experimental assume uma superior preponderância ao nível da exploração do conteúdo melódico que compôe e onde a letra também é um elemento vital, tantas vezes o veículo privilegiado de transmissão da angústia que frequentemente nos invade. Acaba por ser nesta canção que se percebe que a escrita dos <span style="color: #666699;">Dead Mellotron</span> carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao final, a guitarra planante e etérea de <em><span style="color: #666699;">Who Else</span> </em>e o sintetizador lisérgico e cósmico por onde deambula <em><span style="color: #666699;">Sleepover</span></em>, mostra como estes <span style="color: #666699;">Dead Mellotron</span> nos permitem aceder a uma outra dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, sem nunca descurar as mais básicas tentações pop e onde tudo soa utopicamente perfeito, já que, principalmente no último tema, das guitarras que escorrem ao longo do mesmo, passando pelo tal sintetizador e os efeitos e vozes, tudo se movimenta de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração do tema tivesse um motivo para se posicionar dessa forma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>Winter</em></span> é como o frio, a chuva, o vento ou a neve que nos apoquentam, enquanto nos recordam da importância dessa estação do ano algo incómoda para o ciclo de renovação da natureza, num EP que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo <em>pop</em> feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a paisagem vasta, imensa e simultaneamente diversificada que sustenta o <span style="line-height: 1.3;">universo sonoro recheado de novas experimentações e renovações e que soa poderoso, jovial e inventivo, de onde este projeto norte americano é natural. Espero que aprecies a sugestão... </span></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="No Cover by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/15625953533"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7481/15625953533_c04c4a2231.jpg" alt="No Cover" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Intro</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Totaled</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. All Gray</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Who Else</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Sleepover</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1329455012/size=large/bgcol=333333/linkcol=0f91ff/tracklist=false/artwork=small/track=3673212120/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:676517 2015-03-22T15:12:00 Django Django - Reflections 2015-03-22T15:12:14Z 2015-03-22T15:12:14Z <p><a title="Django Django - Reflections by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16668710388"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8664/16668710388_fdde5c6e99.jpg" alt="Django Django - Reflections" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Chegam de Edimburgo, na Escócia, têm um irlandês lá pelo meio, atualmente assentaram arrais em Dalston, aquele bairro de Londres onde tudo acontece, chamam-se <a style="color: #999999;" href="http://www.djangodjango.co.uk/" target="_blank">Django Django</a> e são um nome que acompanho com toda a atenção desde que há cerca de dois anos lançaram um espectacular homónimo de estreia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A banda, formada por Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon, vai regressar aos discos este ano, mais propriamente a cinco de maio por intermédio da Ribbon Music. O álbum chama-se <em><span style="color: #808000;">Born Under Saturn</span></em> e já há dois avanços conhecidos; Depois de em janeiro termos conhecido <span style="color: #808000;"><em>First Light</em></span>, agora chegou a vez de ser divulgado<em><span style="color: #808000;"> Reflections</span></em>, mais um tema onde os <span style="color: #808000;">Django Django</span> aprimoram a sua cartilha sonora feita com uma<span title="It&#39;s not, though, somewhere entirely without precedent."> dose </span>divertida de experimentalismo e psicadelismo, que muitos rotulam como <em>art pop</em>, <em>art rock</em> ou ainda <em>beat pop</em>, sempre acompanhada por guitarras e um teclado que, neste caso, parece ter saído do <em>farwest </em>antigo e por efeitos sonoros futuristas. Basicamente, uma mistura perfeita de géneros que, de acordo com o grupo, serve<em> para encontrar praias enterradas debaixo de edifícios de cimento</em>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/cvGQoDKhnSA" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:658379 2015-03-20T21:27:00 Rita Braga - Gringo In São Paulo EP 2015-03-20T21:27:56Z 2015-03-20T21:27:56Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de no delicioso disco de estreia, intitulado <a style="color: #999999;" href="http://ritabraga.bandcamp.com/">Cherries That went to The Police</a>  <a style="color: #999999;" href="http://superbraguita.com/">Rita Braga</a> ter reinterpretado temas oriundos de vários países e em várias línguas, esta portuguesa, filha do mundo, voltou ao estúdio para compôr cinco temas originais e inéditos que idealizou no período em que morou no Brasil em 2013 e aos quais deu o nome de <span style="color: #ff0000;"><em>Gringo In São Paulo</em></span>, um simpático EP gravado na Casa do Mancha, um estúdio de gravação e local de concertos conhecido no cenário musical alternativo e independente da maior cidade da América Latina.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://4.bp.blogspot.com/-pjSa9j6WgWw/VNTX50tKrKI/AAAAAAAA_SA/yF_YcIt1G58/s1600/ritabraga_feirapop_001_ritadelille.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Neste EP <span style="color: #ff0000;">Rita Braga</span> manuseia com enorme mestria o ukelele, o seu fiel parceiro e instrumento de eleição, mas também os teclados e uma magnífica voz. O registo conta com a participação de vários músicos de São Paulo, nomeadamente Mancha Leonel (bateria), Bernard Simon Barbosa (guitarra eléctrica e baixo), Pedro Falcão (cuíca e pandeiro), José Vieira (piano), Peri Pane (violoncelo) e Matheus Zingano (guitarra acústica). Chris Carlone, um músico norte americano com quem Rita tem vindo a colaborar desde 2008 também surge nos créditos deste <span style="color: #ff0000;">Gringo In São Paulo</span>, misturado e masterizado já do lado de cá do atlântico, em plena invicta, com a ajuda de Marc Behrens, tendo a capa da edição em vinil sido concebida também por Marc Behrens e a própria<span style="color: #ff0000;"> Rita Braga</span>, uma edição física de sete polegadas que conta com os temas <span style="color: #ff0000;"><em>Gringo in São Paulo</em></span> e <em><span style="color: #ff0000;">Erosão</span></em>, acompanhado de um <em>download card</em> com os cinco temas que integram o EP.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar da importância do instrumento musical ukelele na vida e na carreira de <span style="color: #ff0000;">Rita Braga</span>, que já conta no seu <em>curriculum</em> com digressões extensas nos Balcãs e atuações na Itália, Polónia, Bélgica e Suécia, além de gravações com músicos espanhóis e portugueses e agora brasilseiros e influências declaradas de nomes tão fundamentais como Tom Zé, Carmen Miranda, Bob Dylan, Sílvio Caldas ou Black Sabbath, a música de <span style="color: #ff0000;">Rita Braga</span> é como um caleidoscópio <em>de músicas do mundo</em>, onde, no caso concreto deste EP, aquela insinuante habitual pitada tropicália, funciona como uma espécie de cereja no topo do bolo e ajuda a plasmar uma incrível sensação de ligação entre as canções, mesmo que uma audição isolada do alinhamento pareça mostrar mais pontos de desencontro do que convergentes entre as várias composições.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na verdade, ao longo do alinhamento de <em><span style="color: #ff0000;">Gringo In São Paulo</span></em> assiste-se a uma espécie de narrativa leve e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável e escutar estes vinte minutros é um exercício muito divertido e reconfortante, com um certo teor melancólico, é certo, onde aquela saudade tão portugesa transpira amiúde, mas, simultaneamente, um exercício otimista e alegre, num trabalho cujo conteúdo geral reside nesta feliz ambivalência.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em pólos apenas aparentemente opostos parecem também situar-se a exuberância da riqueza instrumental e do arsenal material que sustenta as canções (<em><span style="color: #ff0000;">Helicóptero</span></em> será a excepção desta constatação) e a subtileza com que os diferentes protagonistas sonoros surgem nas músicas. Refiro-me, por exemplo, a alguns dos instrumentos de percussão, muitos num registo quase impercetível, nomeadamente a cuíca no tema homónimo, outros parecendo deliberadamente condutores e líderes das melodias, conferindo à sonoridade geral de <span style="color: #ff0000;"><em>Gringo In São Paulo</em></span> uma sensação, quanto a mim, bastante experimental, apesar do forte cariz radiofónico e pop da música de <span style="color: #ff0000;">Rita Braga</span></span>.</p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O cenário melódico que transborda das canções, acaba por possuir uma simplicidade particularmente bonita, apesar da tal exuberância instrumental, com a doçura e a inocência que transpira de<span style="color: #ff0000;"> <em>Helicóptero</em></span> a ser, quanto a mim, o momento mais elegante e significativo de uma autora versátil, num EP que presenteia-nos com um amplo panorama de descobertas sonoras que faz com que se defina como uma espécie de exercício criativo nostálgico, mas sem descurar o efeito da novidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O registo vocal de <span style="color: #ff0000;">Rita Braga</span> é, sem dúvida, um dos seus maiores trunfos e a sua elasticidade fantástica. Além de cantar no EP em três línguas (<em>ingrês</em>, <em>português de Lisboa</em> e <em>português de São Paulo</em>), também leva o desempenho vocal a diferentes patamares, onde não falta até uma espécie de registo imitativo no tema homónimo, por sinal cantado em inglês, ou melhor, <em>ingrês</em> (gringo). Parece-me claro que a autora procura comportar-se como uma atriz quando canta as suas canções, e a mesma confirma-o na entrevista que me concedeu e que podes conferir abaixo, encarnando, com a voz, as diferentes personagens que cria, funcionando como recurso estilístico dos diferentes estados de espírito de uma mesma personagem, à medida que vão sendo relatadas diferentes histórias em que ele é protagonista, neste caso a <em>gringa</em> que deambula por São Paulo, havendo, assim, uma explícita vertente dramática na tua música.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Gringo In são Paulo</em></span> representa uma explosão de criatividade que nunca se descontrola nem perde o rumo, numa receita pouco clara e nada óbvia, mas com um resultado incrível e único, que deve ser apreciado enquanto nos rodeamos dos melhores prazeres que esta vida tem para oferecer e conferimos um universo cheio de cores e sons que nos causam espanto, devido à impressionante quantidade de detalhes que <span style="color: #ff0000;">Rita</span> coloca a cirandar quase livremente por trás de cada uma destas canções. Aqui tudo se ouve como se estivessemos a fazer um grande passeio por diferentes épocas, estilos e preferências musicais, em temas que dão as mãos a um emaranhado de referências que têm como elemento agregador a busca de um clima sonoro com um elevado cariz acolhedor, animado e otimista, provando que a canção portuguesa encontrou em <span style="color: #ff0000;">Rita Braga</span> mais uma compositora e letrista notável e sofisticada. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D2Nb8aTlr4S8%26feature%3Dyoutu.be&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F2Nb8aTlr4S8%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F2Nb8aTlr4S8%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="356" height="277" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Antes de abordarmos especificamente o conteúdo de Gringo In são Paulo, há uma pergunta que não resisto formular. Apesar da importância do instrumento musical ukelele na tua vida e na tua carreira, com digressões extensas nos Balcãs e atuações na Itália, Polónia, Bélgica e Suécia, gravações com músicos espanhóis e portugueses e agora brasileiros e influências declaradas de nomes tão fundamentais como Tom Zé, Carmen Miranda, Bob Dylan, Sílvio Caldas ou Black Sabbath, pode-se caraterizar a música de Rita Braga como um caleidoscópio <em>de músicas do mundo</em>?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É possível... É óbvio que tenho pegado em muitas culturas diferentes, tanto falando em géneros e referências musicais como em países (o meu primeiro álbum, “Cherries That Went To The Police”, consiste em versões de canções de várias origens cantadas nas respectivas línguas e o meu projeto a solo tem-se baseado um pouco nessa ideia). No entanto tento mudar as coisas do seu contexto original: toco alguns temas folk mas não da forma tradicional, ou jazz, ou samba, etc. É um bocado o fenómeno de aculturação, ou mesmo “choque cultural”: conhecer as regras do jogo e depois mudá-las e adaptá-las. Este novo disco tem muita influência do Brasil porque foi lá que o fiz e desta vez são composições minhas, no entanto não tentei reproduzir um certo estilo de música brasileira, usei as referências de modo mais subjetivo e pessoal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quem é este gringo e o que foi ele fazer a São Paulo? <em>Gringo In São Paulo</em> é um EP conceptual?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É. Na verdade o gringo é uma gringa, é a minha história no Brasil. Com vários momentos. Todas as músicas foram escritas e gravadas durante a minha estadia de poucos meses lá. Tinha essa “missão” que me pus de produzir um disco em São Paulo, com músicos da cidade, e este disco é o resultado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ouvir <em>Gringo In São Paulo </em>foi, para mim, um exercício muito agradável e reconfortante que tenho intenção de repetir imensas vezes, confesso. Com um certo teor melancólico mas, simultaneamente, otimista e alegre, o conteúdo geral do trabalho reside nesta feliz ambivalência. As minhas sensações correspondem ao que pretendeste transmitir sonoramente?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Acho que faz sentido. Essa mistura de simultaneamente otimista e alegre com uma dose de melancolia tem muito a ver com o Brasil, e identifico-me com essa maneira de ser, de ter as emoções mais à flor da pele, apesar de não ter sido intencional passar essas sensações para quem escuta o disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Confesso que o que mais me agradou na audição do EP foi uma certa bipolaridade entre a riqueza instrumental e a subtileza com que os diferentes protagonistas sonoros surgiam nas músicas. Falo, por exemplo, de alguns dos instrumentos de percussão, muitos num registo quase impercetível, nomeadamente a cuíca no tema homónimo, outros parecendo deliberadamente condutores e líderes das melodias, conferindo à sonoridade geral de <em>Gringo In São Paulo</em> uma sensação, quanto a mim, bastante experimental, apesar do forte cariz radiofónico e pop da tua música. Consideras-te uma compositora rígida, no que concerne às opções que defines para a tua música ou, durante o processo criativo, estás aberta a ires modelando as tuas ideias à medida que <em>o barro</em> se vai moldando, nomeadamente quando as mesmas surgem da parte dos músicos convidados?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A base que compus para as músicas teve uma estrutura fixa (que revi até com o Mancha antes de ir a estúdio, número de estrofes e duração do solo, etc), e direcionei os músicos no sentido dos arranjos mas sempre com espaço em aberto, não lhes disse as notas exatas que tinham que tocar, mas um certo tipo de “feeling”. Por isso as ideias que considerei que faziam sentido foram sempre bem vindas e incluídas. Na fase de mistura e masterização em que trabalhei com o produtor alemão Marc Behrens mudámos ainda pequenas coisas, por exemplo no single recortámos sons da cuíca para imitar buzinas dos carros. Também concordo que tenho um lado experimental, apesar de a sonoridade ser pop e penso que acessível.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além de ter apreciado a riqueza instrumental, gostei particularmente do cenário melódico das canções, que achei particularmente bonito. Em que te inspiras para criar as melodias?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na maioria das canções que escrevo a melodia é a primeira coisa a surgir e depois trabalho o acompanhamento e as letras, apesar de outras vezes começar por compor com um teclado ou menos frequentemente com o ukulele. A voz é o meu instrumento principal. Acho que o facto de ouvir muita música de vários estilos e de já ter feito tantas versões faz com que tenha um arquivo de memória musical como uma espécie de base de dados que ajuda a criar. Inspiro-me em situações, sítios e pessoas que me rodeiam, tal como me disse um escritor, “the stories are already there”, e cada canção pode ser como uma história ou um poema.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O teu registo vocal é um dos teus maiores trunfos e a tua elasticidade fantástica. Além de cantares no EP em três línguas (inglês, <em>português de Lisboa</em> e <em>português de São Paulo</em>), também levas a tua voz a diferentes patamares, onde não falta até uma espécie de registo imitativo no tema homónimo, por sinal cantado em inglês. Procuras comportar-te como uma atriz quando cantas as tuas canções, encarnando, com a voz, as diferentes personagens que crias, ou a voz serve funciona como recurso estilístico dos diferentes estados de espírito de uma mesma personagem, à medida que vão sendo relatadas diferentes histórias em que ele é protagonista, neste caso o gringo que deambula por São Paulo? Em suma, há uma explícita vertente dramática na tua música?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sim, há. Para mim funciona como várias personagens, às vezes duas na mesma canção, mas também pode ser o caso de ser a mesma personagem em diferente estado de espírito, deixo isso em aberto. No single invoquei o sotaque inglês da Carmen Miranda e no final o Bob Dylan, ou seja às vezes até podem surgir personagens masculinos. Tal como o Fernando Pessoa e a sua Maria José. Em “Poetas do Fim do Mar”, o sotaque brasileiro que tentei reproduzir é a dos cantores da rádio dos anos 30, que se aproxima mais do nosso português, e com um “R” muito exagerado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Adoro a doçura e a inocência que transpira de <em>Helicóptero</em>. A Rita tem um tema preferido em <em>Gringo In São Paulo?</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Penso que não tenho um tema preferido... nos últimos dias a “Erosão” tem estado mais presente porque terminámos o clipe há pouco tempo, foi a primeira vez que filmei aqui na zona do Porto e gostei de trabalhar com o Ricardo Leite e o Pedro Neves. Mas fora isso poderia falar de outros temas do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>O tema homónimo </em>teve direito a um excelente vídeo de animação idealizado pelo artista sérvio Vuk Palibrk. Como surgiu a oportunidade de trabalhar com um nome tão interessante e o conceito é da tua autoria, foi um trabalho partilhado ou o autor teve carta branca para idealizar o conteúdo?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Conheci o Vuk Palibrk e o seu trabalho gráfico na primeira viagem à Sérvia, quando fui convidada do Festival Internacional de Banda Desenhada GRRR! em 2006, com uma exposição de desenhos e concerto. Para este clipe, sabendo que a animação feita à mão é um trabalho monstruoso que pode levar anos a produzir poucos minutos, pedi para ele usar pedaços de filmes dele, e juntar alguns elementos alusivos à letra da música (prédios, multidão, carros, etc).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O que podemos esperar do futuro discográfico da Rita Braga?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estou a preparar demos para um futuro álbum a solo que terá por base mais teclados, sintetizadores e caixas de ritmos. Também quero a certa altura gravar um disco de “Chips and Salsa”, o meu dueto com o Chris Carlone. Um mais eletrónico, o outro acústico. Ambos de temas autorais, não excluindo uma ou outra versão.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:675378 2015-03-20T15:00:00 Hot Chip – Huarache Lights 2015-03-20T15:02:59Z 2015-03-20T15:02:59Z <p><a title="Hot Chip - Huarache Lights by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16658882308"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7644/16658882308_96fff5ee89.jpg" alt="Hot Chip - Huarache Lights" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Primeiro single de <em><span style="color: #ff00ff;">Why Make Sense?</span></em>, o sexto álbum dos britânicos<span style="color: #ff00ff;"> Hot Chip</span>, <em><span style="color: #ff00ff;">Huarache Lights</span> </em>é um regresso em pleno à eletrónica desta banda atualmente formada por Felix Martin, Al Doyle, Owen Clarke, Alexis Taylor e Joe Goddard e que desde 2004 tem estado em atividade permanente, publicando discos com uma cadência bastante interessante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Três anos depois do excelente <em>In Our Heads</em> (2012) e com espaço aberto para trabalhos a solo por grande parte do coletivo, <span style="color: #ff00ff;"><em>Why Make Sense?</em></span> é aguardado com grande expetativa e esta primeira amostra das dez canções que compôem o alinhamento parece seguir uma abordagem diferente em relação ao último projeto da banda com a convivência harmoniosa entre uma toada <em>disco </em>e a eletrónica mais ambiental a ser uma permissa obrigatória, assim como a opção por  arranjos de cariz algo nostálgico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff00ff;">Why Make Sense?</span></em> vê a luz do dia a dezoito de maio pela mão da Domino Recordings e vai estar disponível numa edição especial que inclui um EP chamado <em>Separate</em>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9S0ONyRctyE" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p><a href="http://www.hotchip.co.uk/" target="_blank">Website</a><br />[aac 256kbps] <a href="http://ul.to/oxl8inr0" target="new">ul</a> <a href="https://www.oboom.com/YLQEYVAZ/Huara.rar" target="new">ob</a> <a href="http://adf.ly/1AIP9F" target="new">zs</a> <a href="https://userscloud.com/b0mr0mhwx090" target="new">uc</a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:673232 2015-03-19T21:39:00 Houndmouth – Little Neon Limelight 2015-03-19T21:39:12Z 2015-03-19T21:39:12Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado a dezassete de março através da Rough Trade, <em><span style="color: #ff0000;">Little Neon Limelight</span></em> é o novo álbum dos <a style="color: #999999;" href="http://houndmouth.com/">Houndmouth</a>, uma banda orte americana natural de New Albani, em Indiana, formada por  Matt Myers, Shane Cody, Katie Toupin e Zak Appleby e que chama a si o tipico <em>indie rock</em> norte americano, temperado pela <em>soul</em> e pelo <em>blues</em>, resgatando influências <em>hippies</em> e fortalecendo um som de oposição ao que têm proposto ultimamente as guitarras típicas da cena <em>indie</em> norte americana, nomeadamente num registo mais <em>punk</em>, principalmente o que é oriundo da região de Brooklyn, Nova Iorque.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://cdn.americansongwriter.com/wp-content/uploads/2013/06/houndmouth-1-1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff0000;">Houndmouth</span> mergulham então numa <em>psicadelia folk</em> algo nostálgica e ligeira, muito à semelhança do que sucedeu nos primórdios do <em>rock</em> influenciado pelo sol da Califórnia e pela maré constante de fuzileiros que partiam para o Vietname, algures nos anos sessenta, além de se apoiarem num som montado em cima de um coletivo musical, que reproduz jovialmente uma força <em>neo hippie</em> que preenche cada instante das onze músicas deste álbum.</span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Da <em>pop</em> solarenga de <em><span style="color: #ff0000;">Sedona</span></em>, passando pela toada <em>country</em> de <em><span style="color: #ff0000;">Otis</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">Honey Slider</span></em>, a bucólica for <span style="color: #ff0000;"><em>No One</em></span> e por aquele <em>rock</em> ritmado e musculado que Elvis cimentou há meio século e que <em><span style="color: #ff0000;">15 years</span></em> replica numa visão mais contemporânea e com alguns tiques <em>gospel</em> a lançarem ainda mais achas para a fogueira, <em><span style="color: #ff0000;">Little Neon Limelight</span></em> parece uma visita guiada À herança sonora de uma América que inspira uma banda que se entrega de peito aberto a uma musicalidade calcada em antigas nostalgias, deixando-se consumir abertamente por ´varias referências típicas do outro lado do atlântico e que percorrem cada uma das onze canções e expandem os territórios deste grupo de Indiana.</span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A simbiose entre estes diferentes géneros possibilita também que eles se encontrem em alguns momentos, como em <span style="color: #ff0000;"><em>Gasoline</em></span>, canção cuja viola acústica e um registo vocal coletivo irrepreensivel formaliza uma tentativa descarada de aproximação com o cancioneiro norte americano, ou no indie rock animado, certeiro e dançavel de <em><span style="color: #ff0000;">Say It</span></em>, canção que funde guitarras, baixo e teclados com uma percussão com invulgar mestria e que tanto pode animar uma movimentada praia californiana em hora de ponta, como uma quermesse de domingo bem no interior do Tennessee.</span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Parecendo não se importar por transmitir em alguns momentos uma óbvia sensação de despreocupação, claramente audível na inserção de sons típicos de um convivio em pleno estúdio e que são deixados propositadamente para dar um ar mais natural a algumas canções, <em><span style="color: #ff0000;">Little Neon Limelight</span></em> cativa pelo modo como espalha um charme e uma delicadez algo invulgares, ao mesmo tempo que transmite sensações onde a nostalgia do nosso quotidiano facilmente se revê enquanto plasma o que de melhor o <em>indie rock</em> norte americano mais genuino ofereceu ao mundo no último meio século. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7287/16767602182_1bc784d11c.jpg" alt="Houndmouth - Little Neon Limelight" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Sedona</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Otis</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. 15 Years</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. For No One</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Black Gold</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Honey Slider</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. My Cousin Greg</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Gasoline</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. By God</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Say It</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Darlin’</span></em></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Y8wifV5RYr8" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:674228 2015-03-19T13:19:00 Robot Princess - Violent Shooting Stars 2015-03-19T13:19:36Z 2015-03-19T13:19:36Z <p style="text-align: justify;"> </p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xap1/v/t1.0-9/11001803_794453370623698_8991286445252915627_n.jpg?oh=40574f3d0d218155293752570a6ca96a&amp;oe=5580C540&amp;__gda__=1434599836_fc6df5510116a47ee15d683af5f6c404" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Brooklyn, Nova Iorque, os <span style="color: #808000;">Robot Princess</span> são Beau Alessi, Daniel D. Lee, Peter Ingles, Joe Reichel e Catherine Anderson, uma das novas apostas da <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/track/action-park-free">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #808000;">Robot Princess</span> gravaram <em>Ten Vogue</em>, o disco de estreia, nos estúdios Seriuos Business. em Nova Iorque, há um par de anos, mas esse trabalho nunca viu a luz do dia, ou qualquer tipo de edição, quer física, quer digital. Recentemente, Catherine Anderson, membro da banda, produziu mais um punhado de canções do grupo, que resultaram num EP intitulado <em>Action Moves</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com estes dois trabalhos em mãos e com a Fleeting Youth Records a apostar seriamente nos <span style="color: #808000;">Robot Princess</span>, chegou finalmente a hora de um dos segredos mais bem guardados do <em>indie rock</em> nova iorquino ver música a chegar aos escaparates, com a edição em conjunto do álbum e do EP, que verão a luz do dia em formato digital e cassete a vinte e quatro de março.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Action Park</em> foi o primeiro avanço divulgado do cardápio que vai ser editado e agora, poucos dias depois, chegou a vez de ouvirmos<span style="color: #808000;"><em> Violent Shooting Stars</em></span>, um tema particularmente melódico e que sobressai pelo inspirado jogo de vozes que contém e pela riqueza instrumental e diversidade de ritmos e emoções que transborda, numa exuberância pop bastante recomendável.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #808000;">Violent Shooting Stars</span></em> encontra-se disponivel para <em>download</em> gratuito. No final do mês divulgarei certamente a análise crítica desta estreia nos lançamentos dos <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/RobotPrincessMusic/info?tab=page_info">Robot Princess</a>. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/194797427&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="453" height="254" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:670371 2015-03-18T19:14:00 Kodak To Graph - ISA 2015-03-18T19:14:20Z 2015-03-18T19:14:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de em agosto de 2013 Mikey Maleki ter andado a editar uma canção por mês, numa longa e bonita jornada que resultou na compilação <em>2013 Monthly Singles</em>, <a style="color: #999999;" href="https://soundcloud.com/kodaktograph/sets/2013-monthly-singles">disponivel</a> para audição e <em>download</em> e que fui dando conta, por cá, durante esse ano, este músico e produtor norte americano de origens iranianas oriundo de Pensacola, na Flórida, atualmente a residir em Los Angeles e que assina a sua música como <span style="color: #008000;">Kodak To Graph</span>, começou 2015 a participar ativamente na gravação de <em>Oldies,</em> um trabalho também<a style="color: #999999;" href="http://familyartists.bandcamp.com/album/oldies-album"> disponivel</a> gratuitamente e que plasma eletrificantes experimentações sonoras. Agora, a dez de março, chegou, finalmente, o seu longa duração de estreia, um disco chamado <em><span style="color: #008000;">ISA</span></em>, também possivel de ser <a style="color: #999999;" href="http://kodaktograph.com/">obtido</a> gratuitamente e que é uma verdadeira jornada emotiva e emocional pelos pensamentos, experiências e momentos que se revelaram significativos para o autor nos últimos temps e que o transformaram no músico e pessoa que é hoje.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/uploads/2015/02/Kodak-To-Graph-608x371.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Maleki sempre gostou de gravar e depois reproduzir sinteticamente sons reais, que capta ao seu redor e que tanto podem ser relacionados com a natureza, nomeadamente o chilrear de aves ou os galhos que se quebram durante um passeio pela floresta, como sons mais citadinos e que reproduzem ruídos habituais num ambiente citadino. <em><span style="color: #008000;">Desolation Wilderness</span></em> é um bom tema para se perceber de que modo funciona esta imagem de marca de <span style="color: #008000;">Kodak to Graph</span> e igualmente bastante presente no restante alinhamento de <span style="color: #008000;"><em>ISA</em></span>. O autor confessa cultivar esse gosto com método porque acha que a inserção desses arranjos nas melodias enriquece-as e funciona, de certa forma, como a componente lírica das suas canções, geralmente instrumentais, dando-lhes uma clara sensação de narrativa e ampliando o propósito que elas têm, que é o de contar histórias concretas e com vida, mesmo que não contenham letras e uma voz que as replique de modo entendível. Quando a voz surge nas canções de Maleki é quase sempre modificada e <em>samplada</em>, funcionando como mais um detalhe sonoro ou outro dos instrumentos que deambulam pelas composições. <em>Los Angeles</em>, tema de tributo à cidade que recentemente acolheu este músico, é um notável exemplo do modo como Maleki utiliza a voz como mero recurso sonoro, no meio de outros detalhes e sons que facilmente nos colocam no meio da movimentada South Vermont rumo a Beverly Hills.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A música de <span style="color: #008000;">Kodak To Graph</span> exala imenso uma sensação de convite frequente à introspeção e à reflexão sobre o mundo moderno e este produtor não poupa na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, com <span style="color: #008000;"><em>Belong</em></span>, o tema de abertura, a surpreender desde logo pelo cariz <em>pop</em> claramente urbano, proporcionado por uma eletrónica manipulada com mestria, não só no modo como o cruza o trompete com a melodia, mas também pelo realce que alguns metais usufruem em determinados momentos da canção. <em><span style="color: #008000;">Belong</span></em> liga-se com <span style="color: #008000;"><em>Floating</em></span> através de uma batida minimal que depois parece submergir num mundo aquático e, por isso, sonoramente mais denso e pastoso e se esta conexão entre canções acentua o tal espírito de narrativa sequencial que domina <em><span style="color: #008000;">ISA</span></em>, a opção por arranjos, detalhes, ruídos e métodos de manipulação sonora que se interligam com o título das canções, além de nos fazerem perceber as diversas variáveis que Mike introduz no sintetizador para transmitir uma sensação intrincada e fortemente espiritual. Na verdade, <em><span style="color: #008000;">ISA</span></em> transborda um ideal de leveza e cor constantes, como se o disco transmitisse todas as sensações positivas e os raios de luz que fazem falta aos nossos dias, apesar de, felizmente, serem agora menos frios e sombrios, permitindo-nos escutar uma música bastante sensorial, que parece ter textura, cheiro e flutuações térmicas condizentes com o ritmo, a batida ou o borbulhar de determinados detalhes, aquáticos ou terrenos que facilmente se identificam e que são passíveis de serem confrontados com aspetos reais e palpáveis do meio que nos rodeia. Se a sensibilidade emotiva, minimal e arrepiante de <em><span style="color: #008000;">Glaciaa</span></em> nos obriga a vestir um agasalho bem quente enquanto sobrevoamos os pólos, as já citadas <span style="color: #008000;"><em>Los Angeles</em></span> e <span style="color: #008000;"><em>Belong</em></span> retratam uma América multicultural e cosmopolita que acolheu e inspira Maleki.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Rico e arrojado e apontando em diferentes direções sonoras, apesar de haver um estilo vincado que pode catalogar o cardápio sonoro apresentado, <em><span style="color: #008000;">ISA</span> </em>tem um fio condutor óbvio, assente em alguma da melhor eletrónica contemporânea, mas uma das suas particularidades é conseguir, sem fugir muito desta bitola, oferecer música que se sente e que se vê, englobando diferentes aspetos e detalhes de outras raízes musicais, que podem passar pelo <em>trip hop</em>, a <em>chillwave</em>, o <em>hip hop</em> ou o <em>R&amp;B</em> num pacote que conta histórias que as máquinas de Maleki sabem, melhor do que ninguém, como reporduzir e encaixar. Este é um álbum para ser escutado, visto e sentido, recheado de paisagens sonoras bastante diversificadas, mas de algum modo descomplicadas e acessíveis e que não descuram a beleza dos arranjos e um enorme e intrincado bom gosto. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://kodaktograph.com/wp-content/uploads/2015/03/email.jpg" alt="email" /></p> <div class="rich-text"> <div class="responsive-wrapper soundcloud-wrapper"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/86482924%3Fsecret_token%3Ds-J2UBV&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="347" height="347" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen" mozallowfullscreen="mozallowfullscreen" webkitallowfullscreen="webkitallowfullscreen"></iframe></div> </div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/7406546&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="451" height="268" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3106661192/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/transparent=true/" width="453" height="264" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p>