urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2016-07-25T11:17:03Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:810614 2016-07-25T12:03:00 Weaves - Weaves 2016-07-25T11:17:03Z 2016-07-25T11:17:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Jasmyn Burke (voz), Morgan Waters (guitarra), Zach Bines (baixo) e Spencer Cole (bateria), são os <a style="color: #999999;" href="http://weavesband.com/">Weaves</a>, um quarteto canadiano natural de Toronto, que depois de um excelente <a style="color: #999999;" href="https://weaves.bandcamp.com/album/weaves-ep">ep</a> lançado há dois anos acaba de se estrear nos discos, de modo bastante promissor, com <em><span style="color: #808000;">Weaves</span></em>, onze canções abrigadas pela Kanine Records e que em pouco mais de meia hora cruzam os fundamentos do <em>indie rock</em> com alguns dos aspetos mais contemporâneos desse género sonoro, num resultado final que tem tanto de acessível como de inédito, criativo e agradavelmente refrescante e único.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://storage.torontosun.com/v1/dynamic_resize/sws_path/suns-prod-images/1297842084350_ORIGINAL.jpg?quality=80&amp;size=650x" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No <em>fuzz</em> e no curioso efeito abrasivo da guitarra de <em><span style="color: #808000;">Tick</span></em> e, nesse mesmo tema, no baixo que marca a cadência das mudanças de ritmo de uma bateria frenética e numa voz que balança entre o lamento e vigoroso impulso, fica desde logo percetível que estes <span style="color: #808000;">Weaves</span> são audaciosos e vanguardistas, mas também não descuram uma vertente mais comercial, que melodicamente seja atrativa e possa fazê-los atingir uma apreciável franja de público mais jovem e que goste de sonoridades efusivas, viscerais e festivas. Se <em><span style="color: #808000;">Birds &amp; Bees</span></em> e <em><span style="color: #808000;">Candy</span></em> contêm esse apelo pretensioso de conseguir usar o ruído como algo aditivo e dançável, já <span style="color: #808000;"><em>Shithole</em></span>, por exemplo, tem um cariz mais sério e maduro, sem deixar de soar de modo refrescante e simultaneamente <em>vintage</em>, com os Pixies a serem uma referência marcante e óbvia, algo que a mais intimista e subtil <span style="color: #808000;"><em>Eagle</em></span> também demonstra, assim como, na mesma toada, o clima mais sensual e desconcertante de <span style="color: #808000;"><em>Two Oceans</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #808000;">Weaves</span> são assim, imprevisíveis, salutarmente impulsivos e animados e algo pervertidos até, sem deixarem de exalar uma atraente inocência e até um inusitado experimentalismo, expresso no arrojo de <span style="color: #808000;"><em>Coo Coo</em></span> e <em><span style="color: #808000;">Sentence</span></em> e particularente reflexivo em <em><span style="color: #808000;">Stress</span></em>. Conduzidos por guitarras inspiradas, uma sapiência melódica invulgar e um irresistível travo festivo, apresentam-se humildemente ao grande público sem um denecessário <em>glamour</em> ou uma insípida limpidez sonora, mas antes com toda a honestidade que é possível existir no seio de uma banda de <em>indie rock</em> que quer apenas e só, como claramente se percebe, servir-se da música para celebrar um presente colorido, como se não houvesse amanhã. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/03/weaves-weaves-album-self-titled.jpg?w=1200" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Tick<br />02. Birds &amp; Bees<br />03. Candy<br />04. Shithole<br />05. Eagle<br />06. Two Oceans<br />07. Human<br />08. Coo Coo<br />09. Sentence<br />10. One More<br />11. Stress</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F4IMTvbw7Uo4%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D4IMTvbw7Uo4&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F4IMTvbw7Uo4%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:810392 2016-07-23T15:28:00 Melt Yourself Down - Last Evenings On Earth 2016-07-23T14:32:30Z 2016-07-23T14:32:30Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de um homónimo lançado em 2013, os britânicos <span style="color: #666699;">Melt Yourself Down</span> de Kushal Gaya estão de regresso com mais uma incandescente e festiva dose de <em>afrobeat</em>, à boleia de <em><span style="color: #666699;">Last Evenings On Earth</span></em>, nove canções que viram a luz do dia em abril com a chancela da The Leaf Label e que se debruçam sobre o contínuo apocalipse que o mundo vive, principalmente desde o início do século passado, feito de guerras, doenças, uma desenfreada corrida às armas e, principalmente, um choque civilizacional que cava um fosso cada vez maior entre uma pequena casta de privilegiados e o resto da humanidade, muito nela ainda a viver de modo desumano e em absoluta pobreza.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02589/myd1_2589279b.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Percorrer o sinuoso e labiríntico alinhamento de <em><span style="color: #666699;">Last Evenings On Earth</span></em> é nunca saber o que está um pouco mais à frente ou do outro lado da esquina, que se apresenta na forma melódica menos esperada. Batidas orgânicas são subitamente trespassadas por teclados, particularmente impressivos na monumentalidade de <em><span style="color: #666699;">Jump The Fire</span></em> e os sopros estão sempre presentes, com canções como <span style="color: #666699;"><em>The God Of You</em></span>, a ébria <em><span style="color: #666699;">Listen Out</span></em>, ou o <em>punk</em> aparentemente descontrolado de <em><span style="color: #666699;">Communication</span> </em>a criarem um falso clima de festa. É que, se por um lado o corpo é continuamente convidado à dança despreocupada e enérgica, também não há como ficar indiferente ao conteúdo incisivo da escrita destas canções onde a virulância da morte e das doenças e o sortilégio da guerra são áreas vocabulares continuamente presentes e transversais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #666699;">Melt Yourself Down</span></em> é um compêndio muito próprio e <em>sui generis</em>, que numa mescla do referido <em>afrobeat</em> com alguns dos melhores detalhes do<em> jazz</em> atual, que comporta cada vez mais e sem aparente pudor alguns artifícios eletrónicos e do próprio indie rock, exemplarmente expresso no fuzz da guitarra de <span style="color: #666699;"><em>Bharat Mata</em></span>, nos oferece um verdadeiro caldeirão sonoro nada ingénuo e bastante criativo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2300737729/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:810102 2016-07-22T15:00:00 TTNG - Disappointment Island 2016-07-22T14:26:41Z 2016-07-22T14:30:34Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já se chamaram This Town Needs Guns, agora são apenas os <span style="color: #808000;">TTNG</span> e são um trio britânico formado por Tim Collis, Chris Collis, Henry Tremain e de regresso aos discos com <em><span style="color: #808000;">Disappointment Island</span></em>, um disco lançado a oito de julho à sombra da Sargent House e o terceiro tomo da carreira de um grupo que se estreou em fevereiro de 2009 com <em>Animals</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://static.independent.co.uk/s3fs-public/thumbnails/image/2016/07/04/22/ttng.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar do nome do disco poder antever que nos espera um alinhamento de canções com um cariz sombrio e pessimista, a verdade é que <em><span style="color: #808000;">Disappointment Island</span></em> é um festim de <em>indie rock</em>, luminoso e descomprometido, pouco mais de quarenta minutos frenéticos e com uma sonoridade que encaixa eficazmente nestes dias quentes e convidativos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #808000;">TTNG</span>, apesar de ser oriundos de um país que não é particularmente conhecido pelas horas de sol de que usufrui anualmente e de cultivar um orgulhoso isolamento que vinca caraterísticas muito próprias e que acabam por extravasar para o campo musical, acabam por encontrar a sua matriz sonora identitária num universo algo díspar e mais abrangente e global. Como se percebe logo em <span style="color: #808000;"><em>Coconut Crab</em></span>, estas canções sobrevivem alicerçadas naquele <em>indie rock</em> feito com guitarras plenas de riffs virtuosos e com uma sonoridade algo étnica e uma bateria que implora por constantes variações rítmicas e alterações de cadência, exemplarmente tocada em <em><span style="color: #808000;">Consoling Ghosts</span></em>. Depois, para rematar e compôr a filosofia sonora, surge a voz de Henry a funcionar como um agente pacificador de todos estes elementos e a ser um elemento chave para aquela aúrea tranquila e algo relaxada que este espetro sonoro geralmente exala. <em><span style="color: #808000;">In Praise Of Idleness</span></em> e <em><span style="color: #808000;">Whatever Whenever</span></em> traduzem bem este espírito virtuoso e acelerado, que num limbo entre a saborosa contemplação de <em><span style="color: #808000;">Bliss Guest</span></em> e o abanar de ancas de <span style="color: #808000;"><em>Destroy The Tabernacle</em></span>, convida permanentemente à dança e à permanência fora de horas numa qualquer praia sem espaços vazios e pontos escuros ou de acesso duvidoso. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1026932213/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:785228 2016-07-21T15:23:00 Day Wave - Hard To Read EP 2016-07-21T14:45:53Z 2016-07-21T14:45:53Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/01/day-wave.png?w=800" alt="day wave" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Natural de Oakland, o norte americano Jackson Phillips, que assina a sua música como <span style="color: #99ccff;">Day Wave</span>, está de regresso com <em><span style="color: #99ccff;">Hard To Read</span></em>, o seu segundo EP lançado em formato digital, o sucessor de <span style="color: #99ccff;"><em>Headcase</em></span>, o primeiro tomo do músico e que o colocou logo nos radares da crítica mais atenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com a melhor <em>dream pop</em> na mira, Phillips tomou as rédeas de todo o trabalho envolvido na gravação destas suas novas cinco canções, desde a mistura à produção, passando pela própria gravação. O resultado é um alinhamento de temas vibrantes, com <em><span style="color: #99ccff;">Gone</span></em>, o primeiro <em>single</em> retirado de <em><span style="color: #99ccff;">Hard To Read</span></em>, a impressionar pela linha melódica sintetizada vibrante e pelo modo como um estrondoso baixo e a bateria a ela se juntam para depois abrirem as mãos para uma linha de guitarra insinuante. É uma canção que parece querer forçar o ouvinte a deixar, nem que seja por breves instantes, tudo e todos para trás, rumo aquela luz que está sempre ali, mas que nunca temos coragem de perscutar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O <em>rock</em> emotivo do tema homónimo, a atmosfera catárquica de<em><span style="color: #99ccff;"> Stuck</span></em> e o clima sonhador de <em><span style="color: #99ccff;">You</span></em> são mais três belos momentos destes dezoito minutos que sabem aquela brisa quente e aconchegante que entra pela nossa janela nestas convidativas noites de verão. <span style="color: #99ccff;">Day Wave</span> pode gabar-se de ser capaz de mostrar uma invulgar intensidade emocional na sua escrita e de poder ser já caraterizado como um artista possuidor não só dessa importante valência mas também de um tímbre vocal único, uma postura confiante e exímio intérprete de guitarras angulares, acompanhadas por sintetizadores luminosos e um baixo geralmente imponente, as suas principais matrizes identitárias. Ele exala uma faceta algo sonhadora e romântica que se aplaude e que é também fruto de uma produção cuidada e que irá certamente agradar a todos os apreciadores do género. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1654/25448764616_fb3c8314f5.jpg" alt="Day Wave - Hard To Read" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Gone</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Stuck</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Deadbeat Girl</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Hard To Read</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. You</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/247317212&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:809676 2016-07-20T17:51:00 Dinosaur Jr. – Give A Glimpse Of What Yer Not 2016-07-20T17:19:08Z 2016-07-20T17:24:53Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2016 está a ser um ano profícuo no que diz respeito à música e ficará invariavelmente na história por marcar o regresso aos discos dos míticos <span style="color: #808000;">Dinosaur Jr.</span> de J Mascis, Lou Barlow e Murph aos discos. Recordo que o trio gravou três álbuns nos anos oitenta e surpreenderam-nos a todos quando se reuniram novamente já neste século, há pouco mais de uma década, tendo editado desde então <em>Beyond</em> (2007), <em>Farm</em> (2009) e <em>I Bet On Sky</em> (2012).  Agora, onze anos depois desse recomeço, chega aos escaparates <em><span style="color: #808000;">Give A Glimpse Of What Yer Not</span></em>, sendo curioso constatar que uma das bandas essenciais do <em>rock</em> alternativo de final do século passado tenha já mais discos editado no século XXI do que nessa fase inicial da carreira.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://d1ya1fm0bicxg1.cloudfront.net/2016/05/dinosaur-jr-tickets_10-06-16_17_5743419d0a05b.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tendo visto a luz do dia à boleia da conceituada <a style="color: #999999;" href="http://jagjaguwar.com/release/JAG285/">Jagjaguwar</a>, <span style="color: #808000;"><em>Give A Glimpse Of What Yer Not</em></span> contém doze canções que, celebrando trinta anos de carreira deste projeto único, oferecem aos nossos ouvidos uma já esperada toada revivalista, protagonizada por uma banda em grande forma e com todas as suas marcas identitárias intactas e consentâneas com toda a herança que carregam. Assim, e como se percebe logo nas festivas <span style="color: #808000;"><em>Going Down</em></span> e <em><span style="color: #808000;">Tiny</span></em>, o busílis instrumental concentra-se, naturalmente, em guitarras bastante eletrificadas e com uma identidade vincada, uma bateria frenética e um baixo sempre omnipresente, mesmo que não esteja na primeira linha da condução melódica e, o mais importante, numa jovialidade e numa luminosidade festivas que se saúdam e que atestam o habitual excelente humor e positivismo destes três músicos, mesmo quando em <em><span style="color: #808000;">Be A Part</span></em> e <em><span style="color: #808000;">Lost All Day</span></em> se mostram ligeiramente soturnos e intimistas e mais progressivos e sombrios em <span style="color: #808000;"><em>I Walk For Miles</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com nove das canções a terem sido escritas por J Mascis e as outras duas por Lou Barlow, as amáveis <span style="color: #808000;"><em>Love Is...</em></span> e <span style="color: #808000;"><em>Left/Right</em></span>, duas composições que personificam um pouco a personalidade de um músico que dos Sebadoth ao seu projeto a solo sempre procurou um balanço delicado entre o quase <em>pop</em> e o <em>rock</em> mais ruidoso, <em><span style="color: #808000;">Give A Glimpse Of What Yer Not</span></em> é um disco que flui bem, não só porque tem um conjunto de belíssimos temas, mas também porque reforça o traço de honestidade de uma banda que é protagonista cimeira no universo sonoro em que se move. Numa América onde se prime o gatilho com uma incrível facilidade e com toda a insanidade que prolifera por este mundo fora nos dias de hoje e num verão particularmente turbulento e agitado, é bom poder contar com este refúgio sonoro tão refrescante e ligeiro e, ao mesmo tempo, preenchido com canções cheias de significado, têmpera e entusiasmo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Dinosaur Jr. - Give A Glimpse Of What Yer Not (2016)" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/28361573396/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/8/7491/28361573396_766cc55a63_o.jpg" alt="Dinosaur Jr. - Give A Glimpse Of What Yer Not (2016)" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Goin Down</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Tiny</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Be A Part</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. I Told Everyone</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Love Is…</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Good To Know</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. I Walk For Miles</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Lost All Day</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Knocked Around</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Mirror</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Left/Right</span></em></span></p> <p><span style="color: #808000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Iwa3DO5_irM" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:806981 2016-07-19T17:22:00 FAWNN – Ultimate Oceans 2016-07-19T16:49:53Z 2016-07-19T16:49:53Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ferndale, nos arredores de Detroit, no Michigan, é o poiso dos <a style="color: #999999;" href="http://www.wearefawnn.com/">FAWNN</a>, uma banda formada por Alicia Gbur, Christian Doble, Matt Rickle e Mike Spence e que aposta na opulência e na majestosidade sonoras, como permissas fundamentais do seu cardápio sonoro, recentemente atualizado com <span style="color: #666699;"><em>Ultimate Oceans</em></span>, o quarto álbum da carreira do grupo, onze canções que viram a luz do dia o início deste verão à boleia da Quite Scientific Records.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/13567038_10154314696686310_7319792137225188110_n.jpg?oh=b28b3808aa49e9932285573b1e0b7de2&amp;oe=57EFF73F" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>Ultimate Oceans</em></span> é uma porta aberta para um mundo paralelo feito de guitarras distorcidas e governado pela nostalgia da <em>pop</em>, do <em>rock</em> experimental, do <em>grunge</em> e do <em>punk rock</em>, uma multiplicidade de géneros e estilos que, entrocando no ramo comum do rock alternativo, encontram nas guitarras o seu grande referencial instrumental. Assim, se temas como <span style="color: #666699;"><em>Galaxies</em></span> e <em><span style="color: #666699;">Master Blaster</span></em> são um piscar de olhos objetivo ao <em>rock</em> mais melódico e pulsante, já o baixo, as variações ritmícas e o <em>fuzz</em> da guitarra de <span style="color: #666699;"><em>Secret Omnivore</em></span> piscam o olho a ambientes mais experimentais, com o clima soturno de <em><span style="color: #666699;">Nosebleed</span></em> a conter algumas marcas identitárias do típico som americano de final do século passado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Traçado logo até à terceira música o cenário deste <em><span style="color: #666699;">Ultimate Oceans</span></em> e da cartilha sonora destes <span style="color: #666699;">FAWNN</span>, percebe-se que conhecedores profundos e claramente marcados por uma sonoridade que é muito própria de uma América que sabe como condensar diferentes estilos, não faltando até um travo de <em>shoegaze</em> e alguma psicadelia <em>lo fi</em> nesta música, numa espécie de <em>space rock</em> que não é tão pesado e visceral como o <em>grunge</em>, mas também não é apenas delírio e pura experimentação e que, como bónus, ainda tem em <em><span style="color: #666699;">Survive</span></em>, por exemplo, a própria <em>pop </em>adocicada e intimista na mira. Os Breeders, os My Bloody Valentine e, mais recentemente, os próprios Surfer Blood, podem ser para aqui chamados como referenciais incontornáveis, especialmente pela toada <em>lo fi</em> e toda esta aparente amálgama que prova que os <span style="color: #666699;">FAWNN</span> estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Num alinhamento que avança permitindo às canções espreitar e ir um pouco além das zonas de influência sonora da banda que as criou, <em><span style="color: #666699;">Ultimate Oceans</span></em> é pura adrenalina sonora, uma viagem que nos remete para a gloriosa época do <em>rock</em> independente que reinou na transição entre as duas últimas décadas do século passado, um<em> rock</em> sem rodeios, medos ou concessões, com um espírito aberto e criativo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/8/7224/27469123960_4447257f47_z.jpg" alt="FAWNN - Ultimate Oceans" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Galaxies</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Secret Omnivore</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Nosebleed</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Shadow Love</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Dream Delivery</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Master Blaster</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Survive</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Phantom Phantasy</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Red Moon</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Watching You…</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Pixel Fire</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Galaxies (Remix)</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Shadow Love (Remix)</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>14. Red Moon (Remix)</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>15. Pixel Fire (Remix)</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/261571374&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1565635782/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:809205 2016-07-18T18:54:00 Wilco - Locator 2016-07-18T18:02:29Z 2016-07-18T18:02:29Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/9/8664/27759936373_529cd9f10d_o.jpg" alt="Wilco - Locator" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Exatamente um ano após a surpreendente edição do excelente Star Wars, os norte americanos <span style="color: #666699;">Wilco</span> de Jeff Tweedy, ofereceram uma nova canção, de modo a celebrar a efeméride. Disponível <a style="color: #999999;" href="http://wilcoworld.net/">aqui</a> em troca do teu endereço de email, <em><span style="color: #666699;">Locator</span></em> teria cabido no alinhamento de Star Wars, pela excelência de um <em>folk noise</em> algo cru e minimal e que contém aquele balanço delicado entre o quase <em>pop</em> e o ruidoso, sem nunca descurar a particularidade fortemente melódica que costuma definir as composições desta banda de Chicago. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/AwO3QD0zja8" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:808948 2016-07-16T14:49:00 The Lees Of Memory – Unnecessary Evil 2016-07-16T14:23:29Z 2016-07-16T14:23:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há algo no típico <em>indie rock</em> norte americano de inédito, genuíno e único, detalhes impressos à velocidade de um timbre de distorção da guitarra que é inigualável, bastando cinco segundos da audição da mesma para se perceber a origem de determinadas bandas e projetos. Uma demanda que terá começado na década de oitenta com os R.E.M. e que nomes como os Wilco, The New Pornographers, Foo Fighters, Yo La Tengo ou Stereolab, entre outros, têm sabido preservar e que serve de inspiração aos <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span>, banda que acaba de editar, <em><span style="color: #ff6600;">Unnecessary Evil</span></em>, o segundo disco da carreira, dez canções bastante sugestivas e com a capacidade de nos fazer divagar sobre a paixão, o amor e outros psicoativos sentimentais indispensáveis à nossa existência.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="https://www.sideonedummy.com/uploads/1440201410.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tudo começou há alguns anos com o multi-instrumentista John Davis e o seu amigo Brandon Fisher, os grandes responsáveis pela conceção de<em> Sisyphus Says</em> (2014) o disco de estreia destes <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span>, onde também participou o baterista Nick Slack. Produzido por Nick Raskulinecz, esse trabalho viu a luz do dia à boleia da SideOneDummy Records, teve direito a edição em cassete patrocinada pela Burger Records e colocou logo alguma crítica atenta em sentido. Agora, dois anos depois, novamente com a ajuda inestimável de Raskulinecz e do produtor e engenheiro de som Mike Purcell, <span style="color: #ff6600;"><em>Unnecessary Evil</em></span> amplia as fronteiras sonoras de uns <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span> decididamente apostados em oferecer um indie <em>rock</em> luminoso e acessível, onde não falta uma <em>vibe</em> psicadélica assertiva e uma curiosa crueza <em>vintage</em>, que dão vida a canções dominadas por guitarras com linhas e timbres com um clima marcadamente progressivo e rugoso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Este som mais cru e ruidoso, fica logo plasmado em <em><span style="color: #ff6600;">Any Way But Down</span></em>, uma porta de entrada para um alinhamento que repete até à exaustão todos os atributos, que este tema contém, numa banda que também se consegue mover confortavelmente por territórios mais acústicos, como se pode escutar em <span style="color: #ff6600;"><em>The End Of The Day</em></span>, ou <em><span style="color: #ff6600;">Look Away</span></em>, duas lindíssimas baladas e exemplos felizes do lado mais sensível e emotivo deste grupo. Mas o que realmente sobressai durante a audição integral do trabalho é a perceção clara que os <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span> optaram por ligar a sua faceta elétrica a pleno gás, obtendo em <span style="color: #ff6600;"><em>No Power</em></span>, por exemplo, um balanço delicado entre o quase <em>pop</em> e o rock mais ruidoso e progressivo e sem nunca descurar aquela particularidade fortemente melódica que costuma definir as suas composições. Os quase três minutos do tema homónimo, canção que se sustenta num arranjo de cordas alto e um<em> riff</em> de guitarra bastante elétrico, a fazer lembrar alguns dos melhores instantes de <em>A Ghost Is Born</em>, um clássico dos Wilco, são a expressão máxima, em <span style="color: #ff6600;"><em>Unnecessary Evil</em></span>, da boa forma deste grupo e da capacidade que os seus músicos têm de se agarrar a uma herança coletiva sem deixarem de se mostrar altivos, joviais, vibrantes e contemporâneos. E mesmo quando em <span style="color: #ff6600;"><em>Stay Down</em></span> nos fazem recuar umas quatro décadas até aos primórdios do <em>rock</em> clássico, com a sensibilidade do efeito metálico abrasivo de uma guitarra que corta fino e rebarba, ou quando em <em><span style="color: #ff6600;">Artificial Air</span> </em>nos oferecem um clima mais negro e próximo do <em>grunge</em>, os <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span> deslumbram pelo à vontade com que, nessas várias inflexões, navegam nos meandros intrincados e sinuosos do<em> indie rock</em> mais progressivo e psicadélico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A leveza contínua, o entusiasmo lírico, a atmosfera amável, apesar do <em>fuzz</em> constante e o clima geral luminoso, enérgico e algo frenético de <span style="color: #ff6600;"><em>Unnecessary Evil</em></span>, são os principais indicadores de um disco que flui bem, não só porque tem um conjunto de belíssimas canções, que nos oferecem camadas sofisticadas de arranjos criativos e bonitos, mas também porque é um álbum que reforça o traço de honestidade de uma banda que quer tornar-se protagonista no universo sonoro em que se move. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1463/26090832344_703f238243_o.jpg" alt="The Lees Of Memory - Unnecessary Evil" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Any Way But Down</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. No Power</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. XLII</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Stay Down</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Just For A Moment</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Unnecessary Evil</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Artificial Air</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. The End Of The Day</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Squared Up</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Look Away</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/266927286&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:799826 2016-07-15T17:18:00 Graham Candy – Plan A 2016-07-15T16:25:20Z 2016-07-15T16:25:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://www.grahamcandymusic.com/">Graham Candy</a> é um ator e compositor que nasceu nos antípodas, na Nova Zelândia, cresceu em Auckland, onde estudou música, dança e teatro, mas tem o seu quartel general atualmente montado na Alemanha, onde vive desde 2013. Começou por dar nas vistas ofercendo a sua voz a algumas composições do conceituado DJ alemão Allen Ferben, nomeadamente no tema <em>She Moves</em>, que ganhou projeção internacional, o que fez com que colaborasse também, e mais recentemente, com Parov Stelar e o DJ Robin Schulz. Depois de um EP editado o ano passado, <em><span style="color: #99ccff;">Plan A</span></em> é o seu disco de estreia, doze canções editadas no início de maio e que impressionam não só por causa do falsete adocicado de um timbre vocal único, mas também devido a uma feliz amálgama sonora que coloca em primeiro plano uma <em>indie pop</em> bastante acessível e intensa, onde pianos e sintetizadores ditam a sua lei.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://www.radiocastelluccio.it/wp-content/uploads/2016/03/Graham-Candy-voce-da-spot-950x632.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As canções de <span style="color: #99ccff;"><em>Plan A</em><strong><em> </em></strong></span>são um passeio pelas influências de <span style="color: #99ccff;">Graham</span> e pela sua capacidade inventiva na hora de usar essas referências para criar. Espalhada pelo álbum há muito da energia que nomes como Gnarls Barkley ou, numa direção oposta, Sufjan Stevens e até Mika, nos foram deixando na primeira década deste século, com o piano de Home e a batida adornada de efeitos de <em><span style="color: #99ccff;">Glowing In The Dark</span></em>, a plasmarem essas heranças diretas da pop e das novas tendências de uma eletrónica cada vez mais abrangente e que tem sempre as pistas de dança na mira. Os próprios <em>samples</em> que introduzem o <em>groove</em> da batida plena de <em>soul</em> de <em><span style="color: #99ccff;">90 Degrees</span></em> são uma excelente amostra desse piscar de olhos objetivo à bola de espelhos, uma filosofia sonora constante num alinhamento ruidoso, mas luminoso, cheio de ganchos, improvisos e colagens, que nasceram, certamente, num processo de gravação rápido e divertido e onde é evidente um processo de mistura e produção bastante inspirado e feliz, que tem como ponto alto a visceralidade e as pujança de <em><span style="color: #99ccff;">Back Into It</span></em>, uma daquelas canções que clama por punhos cerrados e uma elevada dose de testosterona, à medida que a batida nos aprisiona sem dó nem piedade. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Claramente talentoso, com uma enorme <em>soul</em> na alma e comparável a alguns virtuosos clássicos da pop e do próprio R&amp;B, exemplarmente homenageados em <em><span style="color: #99ccff;">Kings And Queens</span></em>, logo na estreia <span style="color: #99ccff;">Graham Candy</span> grita e afirma quer o seu lado mais clássico, quer a sua definitiva obsessão por uma superior e ímpar grandiosidade instrumental, onde não faltam saxofones e trompetes, além de uma percussão imponente, detalhes que dão a este excelente álbum uma toada sentimental indisfarçável. É uma espécie de <em>eletropop</em> épico e barroco e mais uma maravilhosa viagem pelos cantos mais alegres e bem dispostos da mente deste excelente autor. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7401/26392858743_28e92bd81f_z.jpg" alt="Graham Candy - Plan A" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Home</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Glowing In The Dark</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. 90 Degrees</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Back Into It</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. My Wellington</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Kings And Queens</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Travellers Lovers</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Heart Of Gold</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Little Love</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Paid A Nickel</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Broken Heart</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Memphis</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_jJSraF8oIk" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:790065 2016-07-14T21:50:00 The High Violets – Heroes And Halos 2016-07-14T20:50:43Z 2016-07-14T20:50:43Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Portland, no Oregon e nascidos das cinzas dos míticos The Bella Low, os norte americanos <span style="color: #33cccc;">The High Violets</span> são um quarteto formado por Clint Sargent, Kaitlyn ni Donovan, Luke Strahota e Colin Sheridan. Editaram já este ano <em><span style="color: #33cccc;">Heroes And Halos</span></em>, o quinto registo do grupo, uma coleção de dez canções que da <em>pop</em> ao <em>shoegaze</em>, passando pelo <em>rock</em> experimental, viram a luz do dia à boleia da <a style="color: #999999;" href="http://saintmarierecords.limitedrun.com/products/567261-the-high-violets-heroes-and-halos">Saint Marie Records</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.northwestmusicscene.com/wp-content/uploads/2016/03/thehighvioletssss.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É num indisfarçável cruzamento explícito entre esplendor, majestosidade, epicidade e intimidade que deambulam as guitarras planantes de <em><span style="color: #33cccc;">How I Love (Everything About You)</span></em>, canção que abre o alinhamento de <span style="color: #33cccc;">Heroes And Halos </span>e nos coloca frente a frente com um rock adocicado, intenso e convidativo, uma sonoridade que tanto cabe na amplitude de um estádio imenso como, em simultâneo, e se percebe nas cordas de <span style="color: #33cccc;"><em>Dum Dum</em></span>, serve para uma introspeção serena, com <span style="color: #33cccc;"><em>Long Last Night</em></span> a ser uma daquelas canções que crescem em arrojo e emoção, mostrando-se desafiante no modo como nos envolve.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois, o <em>groove</em> algo sinistro de <span style="color: #33cccc;"><em>Longitude</em></span>, o beijo intenso que nos é proporcionado por <em><span style="color: #33cccc;">Ease On</span></em> e finalmente, no epílogo, a crueza acústica orgânica mas sentida de <em><span style="color: #33cccc;">Heart In Our Throats</span></em>, atestam o elevado grau de assertividade melódica e instrumental de uma banda intensa e que compôe música de forte cariz sensorial, já que sabe carregar nos botões certos das nossas emoções, oferecendo-nos um disco perfeito para ser escutado naquelas manhãs difíceis, em que a noite foi longa e agitada, mas onde existe um sopro que nos permite voltar a respirar com o ritmo e a cadência certas, para ser possível olhar o novo dia com uma renovada pujança e a certeza de que os mesmos podem ser sempre cada vez melhores. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1717/26178077265_34ff816d27_o.jpg" alt="The High Violets - Heroes And Halos" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. How I Love (Everything About You)</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Dum Dum</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Long Last Night</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Break A Heart</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Bells</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Heroes And Halos</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Longitude</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Ease On</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Comfort In Light</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Hearts In Our Throats</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dZnYjUKgQpw" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:782779 2016-07-13T18:35:00 Crescendo – Unless 2016-07-13T17:36:46Z 2016-07-13T17:36:46Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lançado no final do último inverno, <em><span style="color: #99cc00;">Unless</span></em> é o segundo trabalho dos <span style="color: #99cc00;">Crescendo</span>, um trio norte americano oriundo de Los Angeles, concebido por Gregory Cole, o mentor do projeto, ao qual se juntaram Olive Kimoto e Jess Krichelle. O grupo estreou-se em 2014 com o aclamado <em><span style="color: #99cc00;">Lost Thoughts</span></em>, uma coleção de canções escritas por Gregory e que se debruçavam sobre alguém que estava apaixonado e vivia dentro de uma pintura a óleo famosa e este <span style="color: #99cc00;"><em>Unless</em></span> reforça este espírito imaginário bastante romântico, caloroso e apelativo de uns <span style="color: #99cc00;">Crescendo</span> que se servem de algumas das melhores armas do <em>shoegaze</em> e da <em>dream pop</em> para nos fazerem mergulhar num universo bastante impressionista, mágico, etéreo e espacial, também.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://fashiongrunge.com/wp-content/uploads/2014/09/crescendo_5_web.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estas doze canções incluídas em <span style="color: #99cc00;"><em>Unless</em></span> são, sem reservas ou pudores, eficazes na transmissão de sentimentos e ações onde a materialização do aparentemente impossível é apenas uma consequência óbvia da espontaneidade de quem se deixa conduzir pelo desejo e pelos sonhos. O código morse de Intro que antecede e depois intercala o pulsar inquietante e majestoso de <em><span style="color: #99cc00;">Repulsor</span></em> serve para nos explicar que este é um alinhamento que tem o intuíto claro de comunicar com o ouvinte e deixar uma mensagem específica, mas que para a mesma seja entendida é essencial que haja predisposição para a assimilação sem reservas da linguagem muito própria que expôe estes <span style="color: #99cc00;">Crescendo</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Daí em diante, uma voz em permanente eco e quase impercetível, guitarras carregadas de <em>loops</em> enleantes e distorções rugosas, particularmente impressivas em <em><span style="color: #99cc00;">Tell</span></em>, principalmente quando flutuam por cima de um baixo encorpado e uma bateria quase sempre num registo rítmico frenético, são o receituário de uns <span style="color: #99cc00;">Crescendo</span> que em <span style="color: #99cc00;"><em>Last</em></span> e em <em><span style="color: #99cc00;">Said</span></em> não deixam de piscar os dois olhos, praticamente em simultâneo, ao <em>krautrock</em> e que em <span style="color: #99cc00;"><em>Pressure</em></span>, um tema que conta com a participação especial de Frankie A. Soto, mostram todo a nuvem ciclópica e catalisadora que envolve um som genuíno e muito peculiar onde, num misto de ingenuidade, impulsividade, esperança e resiliência, contam as suas histórias e cabem todos os nossos sonhos, mesmo os mais inquietantes. Os quase três minutos de <em><span style="color: #99cc00;">Softly</span> </em>são um daqueles elixires psicotrópicos que tomando conta de nós, tornam-nos num herói incrivelmente sedutor, capaz de guiar ao éden quem se deixar arrebatar por si. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Crescendo - Unless" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/24898238590/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1525/24898238590_36bdf21774_z.jpg" alt="Crescendo - Unless" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Intro</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Repulsor</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Tell</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Last</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Haunted</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Said</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. The Morning Sonata</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Space Cadett</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Pressure (Feat. Frankie Soto)</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Transformer</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Yet</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Softly</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;comic sans ms&#39;, sans-serif;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/229209443&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:808567 2016-07-13T18:08:00 Marvel Lima - Fever (Vídeo) 2016-07-13T17:09:48Z 2016-07-13T17:09:48Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://1.bp.blogspot.com/-K1CxA_bg-so/VzrgF5o6iEI/AAAAAAAAZCQ/UbFPW_H7xUc0yukvqlJ223wR474rGFirgCLcB/s640/fotoboa4_%2BBruno%2BCantanhede%2B%2528Kid%2BRichards%2529.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de em 2014 terem surpreendido a mais atenta crítica nacional com <em>Mi Vida</em>, canção que seria o primeiro avanço para o disco de estreia, que parece que irá ver, finalmente, a luz do dia, lá para setembro, à boleia da editora pontiaq, os alentejanos <span style="color: #ff0000;">Marvel Lima</span> acabam de divulgar uma nova prova sonora, que comprova ser este um projeto a ter claramente em conta no panorama <em>indie</em> e alternativo nacional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Esse sinal dado por este quinteto oriundo de Beja, intitula-se <em><span style="color: #ff0000;">Fever</span></em>, um tema que encontra a sua alma e pujança numa mistura de<em> indie pop</em> e <em>indie rock</em> com o <em>punk</em> e o <em>post rock</em>, sem descurar também alguns detalhes da eletrónica, um <em>cocktail</em> ampliado por uma elevada dose de emoção, arrojo e amplitude progressiva que, conforme indica o press release do lançamento, també conta com<em>um forte tempêro mediterrâneo e uma assumida influência latina</em>. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Divulgado já há algumas semanas neste blogue, <em><span style="color: #ff0000;">Fever</span></em> volta à ordem do dia devido ao vídeo da canção, recentemente divulgado. O filme aposta numa <em>abordagem sensual e distorcida à esquizofrenia, </em>tendo sido<em> realizado/editado por Diogo Vargas com ilustrações de Carolina Arbués Moreira e com a participação de todos os membros da banda</em>.Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FeDohZOqmVJo%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DeDohZOqmVJo&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeDohZOqmVJo%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:808297 2016-07-11T11:10:00 Bat For Lashes – The Bride 2016-07-11T10:12:42Z 2016-07-11T10:12:42Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Foi já em fevereiro que com a ternurenta simplicidade de<span style="color: #99cc00;"> <em>I Do</em></span>, o primeiro tema divulgado por Natasha Khan de <span style="color: #99cc00;"><em>The Bride</em></span>, o novo  e quarto registo de originais do projeto <a style="color: #999999;" href="http://www.batforlashes.com/">Bat For Lashes</a>, percebemos, quase sem hesitação, o ideário estético da nova coleção de canções de um extraordinário projeto que esta artista, cantora e compositora britânica, oriunda de Brighton, lidera, com notável bom gosto, há praticamente uma década.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn3.pitchfork.com/longform/365/BFL-header.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Essa canção e um lindíssimo para de sapatos vermelho, publicado na página de <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/batforlashes/">Facebook</a> da autora, juntamente com um convite de casamento, deram o mote e o conteúdo não defrauda quem aguardava com elevadas expetativas este <em><span style="color: #99cc00;">The Bride</span></em>. Co-produzido por Ben Christophers e Dan Carey, Simon Felice e Head, este disco conta, de acordo com o <em>press release</em> do lançamento,<em> a história de uma mulher cujo noivo morreu num acidente a caminho da igreja no dia do seu casamento. A noiva foge e parte em lua de mel sozinha, resultando numa numa sombria meditação sobre amor, perda, sofrimento, e celebração</em>, uma sucessão de eventos contada por uma das mais belas vozes da música atual, principalmente no modo como aborda e amplia a sentimentalidade que pode ser extraída, como é hábito, de cada nota e cada acorde destes <span style="color: #99cc00;">Bat For Lashes</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Natasha é exímia a penetrar no nossso âmago e tem um talento imenso no modo como nos consegue colocar na linha da frente de toda a traam que gira em redor das suas canções, que narram eventos que podem suceder com naturalidade a quem se entrega ao amor com convicção e procura, nesse sentimento, viver uma jornada emocional única e que faça do dia a dia um constante tesouro. Tendo em conta o contexto de <em><span style="color: #99cc00;">The Bride</span></em>, pode achar-se que é cruel e pessismista a panóplia de acontecimentos  que estas canções narram, mas se escutarmos atentamente a doce melancolia de <span style="color: #99cc00;"><em>Never Forgive The Angels</em></span> ou <em><span style="color: #99cc00;">Close Encouters</span></em> percebemos que a redenção também faz parte dentro do conceito de perca e que a ideia de recomeço deve nortear sempre quem é desafiado pelas circunstâncias menos felizes da vida. <span style="color: #99cc00;"><em>I Will Never Love Again</em></span> contém essa aparente contradição e <em><span style="color: #99cc00;">If I Knew</span></em> ensina-nos que se o destino nem sempre está nas nossas mãos, aquilo que semeamos é sempre aquilo que acabamos por colher, aconteça o que acontecer.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A dor pesa, a cegueira total é uma possibilidade perante tão nefasta realidade como a que norteia a lírica destas canções, mas Natasha, aguçando-nos com esse vírus, sabe como ensinar-nos a sermos fortes, duros, imprevisíveis e implacáveis perante a dor. Este disco é recomendado a todos aqueles que vivem felizes, acham que são felizes, mesmo que isso signifique um auto engano permanente e a quem julga que bateu no fundo de um poço e não vislumbra qualquer luz no seu topo. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/8/7312/27995742915_66c7933115_z.jpg" alt="Bat For Lashes - The Bride" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. I Do</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Joe+s Dream</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. In God’s House</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Honeymooning Alone</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Sunday Love</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Never Forgive The Angels</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Close Encounters</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Widow’s Peak</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Land’s End</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. If I Knew</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. I Will Love Again</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. In Your Bed</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Clouds</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/pBfZooPrmfo" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:791680 2016-07-06T18:14:00 Ivy Moon - Prelude EP 2016-07-06T17:40:34Z 2016-07-06T17:40:34Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nascidos há dois anos em Santiago de Compostela, os <span style="color: #666699;">Ivy Moon</span> são um quarteto formado por Elba Souto, Inés Mirás, Pablo González e Alberto Rama e têm já um intenso percurso sonoro, apesar da curta existência. Estrearam-se logo no Brincadeira Festival (2014) e desde o seu nascimento percorreram já algumas das mais emblemáticas salas de espetáculos da Galiza; O La Fábrica de Chocolate (Vigo), Sala Garufa (Coruña), Sala Son, Sala Super 8, Sala Moon, Sala Sónar..., tendo também atuado em outros locais do país natal. Os <span style="color: #666699;">Ivy Moon</span> já têm dois EPs no seu cardápio, sendo o mais recente <em><span style="color: #666699;">Prelude</span></em>, cinco canções que olham para o <em>indie rock</em> alternativo de frente, com um leque alargado de influências que do <em>grunge</em> ao experimentalismo psicadélico, colocam sempre as guitarras na linha da frente da condução melódica, que não dispensa um charmoso pendor <em>lo fi</em>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f4.bcbits.com/img/0005927496_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os acordes iniciais de <em><span style="color: #666699;">Buried By Ignorance</span></em> são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos cerca de quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. Os <span style="color: #666699;">Ivy Moon</span> deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e em <em><span style="color: #666699;">Hallocinogetic</span> </em>assumem mesmo uma faceta algo <em>punk</em>, esculpida com cordas ligas à eletricidade, que fazem desta canção um intenso e frenético instante sonoro, também bastante festivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #666699;">Ivy Moon</span> transpiram uma exibição consciente de sapiência melódica, conseguindo nas cinco canções diversificar estilos, sem descurar o tronco comum que as une. <em><span style="color: #666699;">Curls</span></em>, por exemplo, seduz pelo dedilhar inicial da guitarra e surpreende, logo depois, pela distorção robusta, acompanhada de uma bateria que cresce e que amplia a emotividade do tema, para, logo depois, o clima mais cru e hipnótico de <span style="color: #666699;"><em>Addicted</em></span>, nos oferecer, num imenso arsenal de arranjos e detalhes, um agregado sonoro rico em alguns dos melhores detalhes do rock alternativo de final do século passado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os<span style="color: #666699;"> Ivy Moon</span> sabem a fórmula exata para temporizar, adicionar e remover pequenos sons e, como se as canções fossem um <em>puzzle</em>, construir, a partir de uma aparente amálgama de vários sons, uma peça sonora sólida, feita de cinco canções que são um evidente marco de libertação e de experimentação onde não terá havido apenas um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2405646342/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:801238 2016-07-05T22:20:00 Caveman – Otero War 2016-07-05T21:22:50Z 2016-07-05T21:22:50Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/212973.html">Coco Beware</a>, disco editado em 2011 e de um homónimo lançado dois anos depois, os nova iorquinos <a style="color: #999999;" href="http://www.cavemantheband.com/">Caveman</a> estão de regresso aos lançamentos com <em><span style="color: #ff0000;">Otero War</span></em>, um registo lançado a dezassete de junho último, por intermédio da Fat Possum. Este quinteto formado por Matthew Iwanusa (vocalista), Jimmy "Cobra" Carbonetti (guitarra), Sam Hopkins (teclista), Stefan Marolachakis (baterista) e Jeff Berrall (baixista) não complica muito e vive hoje essencialmente sob a influência do típico <em>rock</em> norte americano, desta vez procurando recriar uma espécie de narrativa <em>sci-fi</em>, como exemplarmente ilustra também, além das doze canções, o <em>artwork</em> de <em><span style="color: #ff0000;">Otero War</span></em>, da autoria de ilustrador Marc Ericksen.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/a/a0/Promotional_Image_of_Caveman_the_band.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tal como os dois discos antecessores, este terceiro alinhamento da carreira dos <span style="color: #ff0000;">Caveman</span> pode servir como exemplo do estado atual do <em>indie rock</em> nesta segunda década do século XXI. A exuberância da bateria e das guitarras e o modo como as teclas se entrelaçam nesse pulsar orgânico que se estabelece entre cordas e percussão, é um bom exemplo do modo como trinta anos depois dos gloriosos anos oitenta ainda é possível construir baladas <em>pop</em>, plenas de ritmo e intensidade e, simultaneamente, com aquela sensibilidade desarmante capaz de tocar no coração mais empedrenido. Os sintetizadores de <span style="color: #ff0000;"><em>Life Or Just Leaving</em></span> e o modo como em dois ou três acordes apenas exaltam a mensagem otimista de <span style="color: #ff0000;"><em>Believe</em></span>, reforçam o ideário comparativo acima descrito, agora num modo mais contemplativo e os efeitos que enfeitam o frenesim de <em><span style="color: #ff0000;">On My Own</span> </em>são outro detalhe que atesta o modo assertivo como estes <span style="color: #ff0000;">Caveman</span> expressam todo um catálogo de sons e estratégias de composição melódica que consolidam o <em>indie rock</em> atual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar do nome da banda, estes <span style="color: #ff0000;">Caveman</span> não têm muito de cavernoso e obscuro. Mesmo quando em <em><span style="color: #ff0000;">Project</span> </em>o baixo salta para a linha da frente e uma certa toada <em>punk</em> assalta o edifício sonoro da canção, isso serve apenas para reforçar o ecletismo e a abrangência de um disco com uma sonoridade bastante <em>pop</em> e acessível. As canções também se destacam pela voz de Matthew e o vigor da bateria de Stefan é outro trunfo essencial, como se percebe, por exemplo, na cadência de <em><span style="color: #ff0000;">Human</span></em>, mais uma composição que nos remete, no imediato, para aquela <em>pop</em> dos anos oitenta que tinha uma toada épica e ao mesmo tempo etérea e que hoje não deixa ainda, como se percebe neste <em><span style="color: #ff0000;">Otero War</span></em>, de ser um manancial de inspiração no momento de compôr. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Numa época em que muitos críticos começam já a considerar que a maioria das bandas do universo alternativo acabam por se tornar aborrecidas por apenas replicarem sons do passado ou seguirem as habituais fórmulas há muito estabelecidas, pelos menos os <span style="color: #ff0000;">Caveman</span>, seguindo essas bitolas, denotam capacidade para passar com interessante distinção essa crítica, assentando tal permissa não só na elevada qualidade da sua seleção instrumental, mas também numa habilidade lírica incomum e numa interpretação instrumental e criação melódica exemplares.</span></p> <div class="editorial"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco dominado essencialmente pelas guitarras, há em <em><span style="color: #ff0000;">Otero War</span></em> um notório amadurecimento na forma desta banda comunicar e chegar aos ouvidos dos seus fãs, com uma maior adição de elementos da eletrónica e uma mais vasta rede de influências que potenciam a capacidade dos <span style="color: #ff0000;">Caveman</span> em agradar a um universo mais vasto de admiradores. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> </div> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c8.staticflickr.com/8/7134/27215795735_bb33dd2604_z.jpg" alt="Caveman - Otero War" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Never Going Back</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Life Or Just Living</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. On My Own</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Project</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Lean On You</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. The State Of Mind</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. 80 West</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Human</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Believe</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Over The Hills</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. All My Life</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. I Need You In My Life</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/cUefqXnAb5A" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:802669 2016-07-04T22:00:00 Metronomy - Summer 08 2016-07-04T21:27:24Z 2016-07-04T21:27:24Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Dois anos depois de <em>Love Letters</em>, os britânicos <span style="color: #ffff99;">Metronomy</span> de Joe Mount estão de regresso aos discos com <span style="color: #ffff99;"><em>Summer 08</em></span>, um álbum que viu a luz do dia a um de julho à boleia de Because Music e que será, certamente, um dos acontecimentos musicais deste verão. Este é o quinto registo de originais de um coletivo que é já um dos nomes imprescindíveis da chamada <em>indietrónica</em>, um subgénero sonoro que mescla com mestria sintetizações e guitarras, sempre num clima festivo, com nomes como os Phoenix, os Hot Chip os os Holy Ghost! a serem outras referências obrigatórias neste espetro único.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://music.theaureview.com/wp-content/uploads/2016/05/Metronomy-band-pic-2014-644x386.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Olhar para o âmago de <span style="color: #ffff99;"><em>Summer 08</em></span> e procurar dissecar o essencial do seu alinhamento, não é uma tarefa tão exaustiva como à primeira vista uma audição prévia destas dez canções poderá parecer que exige. Basta escutar com atenção <span style="color: #ffff99;"><em>Old Skool</em></span>, canção que impressiona pelo clima <em>retro </em>proporcionado pelo <em>funk</em> da batida, um baixo bastante vigoroso e vários arranjos metálicos, para se ficar a par de tudo aquilo que orientou Joe Mount na concepção deste trabalho. Tais aspectos que conferem à referida canção uma curiosa mescla entre <em>indie rock</em>, eletrónica e <em>hip-hop</em>, numa espécie de fusão entre Daft Punk e Beastie Boys, impressão ampliada por um sintetizador que obedece a uma lógica sonora próxima do chamado<em> discosound</em>, particularmente efusiva e que tem feito escola desde a alvorada dos oitentas, mas com um elevado toque de modernidade, num ambiente algo psicadélico e que apela claramente às pistas de dança, é o eixo fundamental que atravessa todo o alinhamento, com as guitarras de <span style="color: #ffff99;"><em>Back Together</em></span> a acentuarem ainda mais todo o clima nostálgico de um disco assumidamente <em>retro</em>, mas também contemporâneo e inovador.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As pistas de dança são já um alvo assumido dos <span style="color: #ffff99;">Metronomy</span> e cantar sobre toda a amálgama de sensações e, algumas vezes, complicações, que as relações amorosas suscitam, uma quase obsessão. Curiosamente, na minha opinião, são dois vetores que casam com acerto, já que em momentos da nossa existência em que nos sentimos mais sós e infelizes, são também aqueles instantes em que dançar acaba por ser um bom refúgio para afugentar certos fantasmas. <span style="color: #ffff99;"><em>Hang Me Up to Dry</em></span>, tema que conta com a participação especial da sueca Robyn, é um excelente elíxir, um remédio para o nosso coração, enquanto os pés batem e as luzes piscam, sufocadas por uma melancolia que Mount sabe melhor que ninguém como narrar e que <span style="color: #ffff99;"><em>Night Owl</em></span> exala por todos os poros.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ffff99;">Summer 08</span></em> chega no momento de melhor acerto da carreira deste grupo sedeado em Totnes. É um disco recheado de impressivas atmosferas musicais, que entre as pistas e o canto mais acolhedor do nosso refúgio preferido, nos impressiona pelo modo como arrebata o nosso coração e nos convida ao desabafo, através de mais um belo tratado de <em>indie pop</em> que enriquece imenso o cardápio sonoro dos <span style="color: #ffff99;">Metronomy</span>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/8/7310/27718229600_2a9566bcd6_z.jpg" alt="Metronomy - Summer 08" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Back Together</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Miami Logic</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Old Skool</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. 16 Beat</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Hang Me Out To Dry (With Robyn)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Mick Slow</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. My House</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Night Owl</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Love’s Not An Obstacle</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Summer Jam</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/b1YZOWvBzAA" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:791509 2016-07-01T17:52:00 Miss Lava - Sonic Debris 2016-07-01T17:38:07Z 2016-07-01T17:38:07Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com o quartel general montado em Lisboa, J. Garcia, Johnny Lee, K. Raffah e Ricardo Ferreira são os <a style="color: #999999;" href="http://www.misslava.com/">Miss Lava</a>, uma banda de regresso aos discos com Sonic Debris, dez canções lançadas à boleia da Small Stone Records, misturadas por Benny Grotto, masterizadas por Chris Goosman e produzidas por Fernando Matias e os próprios <span style="color: #ffff00;">Miss Lava</span> e que, de acordo com o <em>press release</em> do lançamento, plasmam uma <em>viagem sónica com uma diversidade ainda não evidenciada </em>antes<em> pela banda</em> e que os levou a <em>projetar estilhaços sonoros distorcidos, asteroides psicadélicos e bestas obscuras</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://www.artesonora.pt/wp-content/uploads/2016/04/miss-lava1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com uma carreira bastante profícua, algo a que não será alheio a forte camaradagem que une estes quatro <em>irmãos</em>, que fazem questão de partilhar o processo de composição melódica das suas canções, os <span style="color: #ffff00;">Miss Lava</span> chegam ao terceiro registo de originais na fase mais profícua carreira, oferecendo-nos um alinhamento que é inspirado no <em>rock</em> <em>puro sangue</em>, aditivo e psicadélico, com reminiscências na década de setenta. É um rock visceral, orgânico e intenso, que dispensando o uso de artifícios eletrónicos e não deixando de nas cordas da<em> soul</em> de <em><span style="color: #ffff00;">In A Sonic Fire We Shall Burn</span> </em>espreitar ambientes mais intimistas e crus, com um louvável pendor atmosférico, impressiona, principalmente, pela epicidade de canções como <em><span style="color: #ffff00;">Another Beast Is Born</span></em> e, principalmente pelo fabuloso frenesim das guitarras e da bateria encorpada de<span style="color: #ffff00;"><em> I'm The Asteroid</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além dos temas já citados, até ao ocaso deste registo, o baixo e a guitarra abrasiva de <em><span style="color: #ffff00;">At The End Of The Light</span></em> e os desvios rítmicos desta canção, o carrocel instrumental que sustenta os punhos cerrados que conduzem <em><span style="color: #ffff00;">Symptomatic</span></em> e o devaneio fortememente etílico que transborda do andamento <em>blues</em> de <em><span style="color: #ffff00;">Pilgrims of Decay</span></em>, atestam com superior magnificiência a espiral psicadélica que é este <em><span style="color: #ffff00;">Sonic Debris</span></em>, um álbum que nos suga para um abismo onde também cabem belos momentos com todo o potencial para chegarem a um universo sempre ávido de sonoridades inéditas. Os <span style="color: #ffff00;">Miss Lava</span> merecem já, claramente, uma posição de relevo na esfera indie internacional. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f4.bcbits.com/img/a3915933943_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Another Beast Is Born</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">The Silent Ghost Of Doom</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I'm The Asteroid</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">In A Sonic Fire We Shall Burn</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">At The End Of The Light</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">In The Arms Of The Freaks</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Symptomatic</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Fangs Of Venom</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pilgrims Of Decay</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Planet Darkness</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FGucytmgomqM%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DGucytmgomqM&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FGucytmgomqM%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:789738 2016-06-30T17:45:00 Autolux – Pussy’s Dead 2016-06-30T17:20:55Z 2016-06-30T17:20:55Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lançado na última primavera pela Columbia Records, <em><span style="color: #ff0000;">Pussy's Dead</span></em> é o novo registo de originais dos <span style="color: #ff0000;">Autolux</span>, uma banda norte-americana de <em>rock</em> experimental formada em 2000 em Los Angeles pelo guitarrista e vocalista Eugene Goreshter, o baixista Greg Edwards e a baterista e vocalista Carla Azar e que vai já no terceiro disco de uma carreira que tem colocado em sentido a crítica mais atenta.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://media.virbcdn.com/cdn_images/resize_1600x1600/19/PageImage-522856-4596812-Image12.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #ff0000;">Autolux</span> são ricos no modo como utilizam uma hipnótica subtileza, assente, essencialmente, na dicotómica e simbiótica relação entre o <em>fuzz</em> da guitarra e vários efeitos sintetizados arrojados, com uma voz serena mas profunda a rematar este <em>ménage</em> que fica logo tão bem expresso no clima planante, mas incisivo de <span style="color: #ff0000;"><em>Selectallcopy</em></span>. É uma musicalidade prática, concisa e ao mesmo tempo muito abrangente, num disco marcado pela proximidade entre as canções, fazendo com que o uso de letras cativantes e de uma instrumentação focada em estruturas técnicas simples, amplie os horizontes e os limites que foram sendo traçados numa carreira com mais de uma década e marcada por discos como<em> Future Perfect</em> (2004) ou <em>Transit Transit</em> (2010), já verdadeiros clássicos da <em>pop</em> experimental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <em><span style="color: #ff0000;">Soft Scene</span></em>, com a passagem para uma batida seca, acompanhada por um <em>flash</em> e um rugoso e cru <em>riff</em> de guitarra, percebe-se uma saudável ausência de controle, insinuando-se um clima <em>punk</em> que pisa um terreno bastante experimental e que, algures entre os Liars e os The Flaming Lips, é banhado por uma <em>psicadelia pop</em> ampla e elaborada, sem descurar um lado íntimo e resguardado, que dá não só a esta canção, mas a todo um disco, um inegável charme, firme, definido e bastante apelativo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A tal ausência de controle não é aqui sinónimo de amálgama ou ruído intencional; Em <span style="color: #ff0000;"><em>Pussy's Dead</em></span>, canções como as <em>radioheadianas <span style="color: #ff0000;">Junk for Code</span></em> e, com outras nuances mais translúcidas, <span style="color: #ff0000;"><em>Listen To The Order</em></span>, assim como o frio e contemplativo piano de <em><span style="color: #ff0000;">Anonymous</span></em>, mostram-nos que este é um registo onde cada instrumento parece assumir uma função de controle, nunca se sobrepondo demasiado aos restantes, evitando a todo momento que o alinhamento desande, apesar das cordas e das teclas mostrarem uma constante omnipresença, como é apanágio de um som que se pretende simultaneamente acessível, atrativo e imponente, sem descurar a faceta algo obscura e misteriosa que estes <span style="color: #ff0000;">Autolux</span> apreciam radiar, juntamente com uma fragilidade e sensorialidade que na <em>pop</em> majestosa, esculpida e etérea que enfeita <span style="color: #ff0000;"><em>Change My Head</em></span>, por exemplo, encarna um registo melódico ecoante e esvoaçante que coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A receita que os <span style="color: #ff0000;">Autolux</span> assumiram em <span style="color: #ff0000;"><em>Pussy's Dead</em></span> arrancou do seio do grupo o melhor alinhamento que apresentaram até hoje, expresso em dez canções que exaltaram o melhor de cada intérprete. Se as guitarras ganham ênfase em efeitos e distorções hipnóticas e se bases suaves sintetizadas, acompanhadas de batidas, cruzam-se com essas cordas e outros elementos típicos da <em>pop</em> e da própria <em>folk</em>, como demonstra <span style="color: #ff0000;"><em>Becker</em></span> e se é também audível um piscar de olhos insinuante a um <em>krautrock</em> que, cruzando-se com um certo minimalismo eletrónico, prova o minucioso e matemático planeamento instrumental de um disco que contém um acabamento límpido e minimalista, então não nos resta outra alternativa senão concluir que este é um álbum feliz, porque além de ter gozado de uma clara liberdade e indulgência interpretativa, dividida entre redutos intimistas e recortes tradicionais esculpidos de forma cíclica, também contou com uma enorme sapiência para a criação de <em>nuances </em>variadas e harmonias magistrais, onde tudo se orientou com o propósito de criar um único bloco de som, fazendo do disco um corpo único e indivisível e com vida própria, onde couberam todas as ferramentas e fórmulas necessárias para que a criação de algo verdadeiramente imponente e que obriga a crítica a ficar mais uma vez particularmente atenta a esta nova definição sonora que deambula algures pela cidade dos anjos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1485/26073774211_543bcbd2b1_o.jpg" alt="Autolux - Pussy&#39;s Dead" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Selectallcopy</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Soft Scene</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Hamster Suite</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Junk For Code</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Anonymous</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Brainwasher</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Listen To The Order</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Reappearing</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Change My Head</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Becker</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YQYfZK9XlXg" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:795112 2016-06-29T21:58:00 Mumblr - The Never Ending Get Down 2016-06-29T20:58:07Z 2016-06-29T20:58:07Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois da espetacular estreia nos discos em 2014 com <em>Full Of Snakes</em>, os norte americanos <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, estão de regresso com o sucessor, um trabalho intitulado <em><span style="color: #ff0000;">The Never Ending Get Down</span></em> e que viu a luz do dia a dez de junho através da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/12565445_622752337862831_2079143340842683197_n.jpg?oh=0c5ea534246502ad13a6fe6f44a04c48&amp;oe=580E3339" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> mantêm-se apostados em criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, já que parece ser este o ideário lírico privilegiado das canções e da escrita de Nick Morrisson, que agora também se debruça na temática dos sonhos e das sensações que as recordações dos mesmos provocam. Por exemplo, o edifício melódico de <em><span style="color: #ff0000;">Mud Mouth</span></em>, carregado de variações rítmicas e a transpirar dores e anseios que, para desespero de tantos, insistem em não saltarem do irrealismo puro e <span style="color: #ff0000;"><em>Microwave</em></span>, o primeiro <em>single</em> divulgado de <span style="color: #ff0000;"><em>The Never Ending Get Down</em></span>, confirmam esta direção, que numa simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico, contém aquela sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> não desistem de segurar firme a bandeira de um estilo sonoro que do <em>fuzz</em> ao <em>grunge</em>, alinhado em redor de guitarras que explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no<em> rock</em> alternativo da década de noventa, já foi várias vezes declarado extinto e fora de moda, muito por causa do cada vez maior uso da sintetização e de cuidados superlativos nos processos de arrumação e polimento do som, por parte das maiores bandas <em>rock</em> da atualidade. Este desejo, quase em jeito de desafio, por parte dos <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span>, de se manterem íntegros a uma fórmula que dificilmente lhes renderá maiores dividendos do que uma pura e fiel devoção por parte de alguns seguidores e nos quais me incluo, saúda-se e, seguindo as pegadas firmemente impressas pelo excelente <em>Full Of Snakes</em>, <em><span style="color: #ff0000;">The Never Ending Get Down</span></em> revela um superior arrojo ao nível da construção arquitetónica das canções, agora mais heterógenas e menos diretas e incisivas, mas mais ricas, quer sonora, quer liricamente, como já expus acima. A feliz incostância da secção ritmíca e das guitarras em <span style="color: #ff0000;"><em>Three Leg Dog</em></span>, uma canção onde Nick se expõe com invulgar avidez e os laivos de <em>punk</em> rock de cariz mais progressivo que palpitam em <span style="color: #ff0000;">VHS</span>, assim como, numa direção oposta, a forma como o baixo e os tambores de <em><span style="color: #ff0000;">Push</span></em> se entrelaçam cruamente com a guitarra, parecendo que os <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> tocam a canção no canto mais recôndito do nosso quarto, mesmo ali ao lado, são um claro exemplo de um vigor e de uma expressão estética que, olhando de frente para alguns ícones do<em> rock </em>alternativo dos anos noventa, com os Sonic Youth e os Nirvana à cabeça, estampa um olhar genuíno e único, sempre com uma sensação plena de controle, inclusive quando a própria temática das canções que, como já referi, exploram a dura realidade da nossa existência, até convidaria a um maior manifestação, através da sonoridade, de uma certa raiva ou descontrole emocional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quem espera encontrar nos <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> um ombro amigo para consolar as suas angústias e problemas, escuta <em><span style="color: #ff0000;">Ugly Ugly, Tiny Tiny</span> </em>ou <em><span style="color: #ff0000;">Last Stop</span></em> e vai sentir-se defraudado e incompreendido porque eles estão cá para nos plasmar com alguns dos aspetos práticos do lado negro deste mundo e não para nos ensinar como lidar com ele. <em><span style="color: #ff0000;">The Never Ending Get Down</span></em> existe para nos mostrar a vida tal como ela realmente se apresenta diante de nós e para satisfazer uma raiva que, se muitas vezes transcende certos limites e resvala para uma obscuridade aparentemente imutável e definitiva, geralmente nunca perde aquela consciência que nos permite continuar a avançar e a fintar as adversidades, mesmo que existam nos dias de hoje, na sociedade ocidental, dita civilizada, alguns eventos politicos ou económicos, moralmente de difícil compreensão para o mais comum dos mortais. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1937715094/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:807695 2016-06-29T14:10:00 White Lies – Take It Out On Me 2016-06-29T13:11:56Z 2016-06-29T13:11:56Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/8/7504/27884581411_e7680fb89d_z.jpg" alt="White Lies - Take It Out On Me" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tema que, de acordo com o baixista Charles Cave, é inspirado em comentários com trechos bíblicos colocados por um indivíduo no instagram, <em><span style="color: #99ccff;">Take It Out On Me</span></em> é o primeiro avanço divulgado pelos britânicos <span style="color: #99ccff;">White Lies</span> para <span style="color: #99ccff;"><em>Friends</em></span>, o novo registo de originais do trio, que irá ver a luz do dia a sete de outubro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além de Charles Cave, fazem parte dos<span style="color: #99ccff;"> White Lies</span> Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown e esta nova canção é o primeiro sinal de vida deste grupo inglês de <em>rock</em> alternativo desde 2013, quando apresentaram <em>Big TV</em>, um álbum conceptual que, através de um suposto ecrã mágico, teorizava sobre a nova vida de um casal que se mudava para uma grande cidade. Ess trabalho sucedeu a <em>Ritual</em>, álbum de 2011, tendo a estreia dos <span style="color: #99ccff;">White Lies</span> ocorrido em 2009 com o aclamado <em>To Lose My Life</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #99ccff;">Take It Out On Me</span></em> impressiona pela exuberância melódica e por um vigor que traz diversos timbres de sintetizador que depois se entrelaçam com as guitarras e com uma bateria pulsante, antecipando um excelente disco que foi gravado no estúdio de Bryan Ferry, em Londres. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/egWEFKwNBm4" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:780950 2016-06-28T22:54:00 Choir Of Young Believers – Grasque 2016-06-28T21:55:38Z 2016-06-28T21:55:38Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já está nos escaparates desde fevereiro e pelas mãos da <a style="color: #999999;" href="http://ghostly.com/releases/grasque">Ghostly International</a>, <em><span style="color: #33cccc;">Grasque</span></em>, o novo registo de originais dos dinamarqueses <span style="color: #33cccc;">Choir Of Young Believers</span>, de Jannis Noya Makrigiannis, um disco intitulado que sucede ao excelente <em>Rhine Gold </em>(2012), um compêndio que na altura divulguei amplamente, inclusive de um modo particularmente <a style="color: #999999;" href="https://www.youtube.com/watch?v=P1Kc-kDOWwc">sui generis</a>... Já em 2009 os <span style="color: #33cccc;">Choir Of Young Believers </span>tinham capturado a atenção da crítica com o disco de estreia <em>This Is For The White In Your Eyes</em> e a verdade é que, desde então, qualquer novo álbum deste coletivo é aguardado com enorme expetativa, para ver se mantêm os soberbos arranjos orquestrais e a escrita maravilhosa a que já nos habituaram e que tem servido de suporte à sua discografia.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.musikexpress.de/wp-content/uploads/2015/11/06/17/Choir-of-Young-believers-992x560.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #33cccc;"><em>Grasque</em></span> guarda no seu íntimo uma intensa e sedutora panóplia de estilos, um apanhado imenso de detalhes e arquétipos que do <em>jazz</em> à <em>pop</em> mais clássica, passando pela eletrónica, o <em>R&amp;B</em> e o próprio <em>indie rock</em>, foram arrumados e condensados com charme e inconfundível bom gosto por um coletivo que exala uma intimidade muito própria e que também homenageia a típica latitude nórdica de onde a banda provém.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco para ser analisado à lupa, não por palavras, mas com ouvidos disponíveis e prontos a uma audição atenta, como é essencial na música que preenche e enriquece e nos dá algo de novo dentro da amálgama sonora dos dias de hoje, <em><span style="color: #33cccc;">Grasque</span></em> mostra também, nas suas doze cançãoes, como se mantém simultaneamente poderosa e serena a voz de Makrigiannis, uma voz dolorosa e magistral, rica e envolvente e quase sempre assente numa generosidade criativa ímpar e inédita.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo em <em><span style="color: #33cccc;">Serious Lover</span></em> torna-se claro para quem conhece a fundo o percurso antecessor dos <span style="color: #33cccc;">Choirs Of Young Believers</span>, que alguns dos detalhes mais eminentes da <em>pop</em> contemporânea, que exigem uma limpidez sonora assente numa sintetização que aprecia absorver alguns detalhes e arranjos fornecidos pelas cordas, saltaram para a linha da frente no processo de construção instrumental e melódica deste coletivo. No entanto, o piano, na sua vertente mais orgânica, mantém um protagonismo que <em><span style="color: #33cccc;">Face Melting</span></em> e <em><span style="color: #33cccc;">Gamma Moth</span></em> demonstram com altivez, a primeira uma balada melancólica com um ambiente cósmico e um interlúdio acústico muito bonito e a segunda um passeio  alegre por um jardim florido, pleno de cores e cheiros que nos fazem sorrir porque o ontem e o amanhã deixaram, de repente, de fazer sentido. Depois, <em><span style="color: #33cccc;">Græske</span></em>, uma longa composição instrumental de cariz fortemente ambiental, introduzida por várias camadas de sopros sintetizados, oferece-nos novas paisagens sonoras e lança o disco numa espiral <em>pop</em> onde não falta um marcante estilo percurssivo e onde também é possível apreciar instantes em que algo é filtrado de modo bastante orgânico, amplo e rugoso. Nesta canção, o registo agudo de Jannis, trabalhado com um efeito ecoante, é outro atributo fundamental para a criação de um som profundo, assim como um implícito baixo, aspetos que lançam-nos definitivamente no universo fortemente cinematográfico e imersivo destes <span style="color: #33cccc;">Choir Of Young Believers</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Antes dos sopros com forte sabor a despedida, como convém e depois da complacência que nos embala de <span style="color: #33cccc;">Perfect Estocada</span>, em <span style="color: #33cccc;"><em>The Whirlpool Enigma</em></span>, a batida com aquela indisfarçável tonalidade retro que brota da melhor <em>soul</em> mais negra, assim como as teclas e alguns <em>samples</em> e efeitos digitais de <span style="color: #33cccc;"><em>Cloud Nine</em></span>, mostram, da melhor forma, o ponto mais alto de <span style="color: #33cccc;"><em>Grasque</em></span> e fazem-no com uma beleza e uma complexidade que merecem ser apreciadas com ainda mais devoção do que a inicialmente prevista. Este é um disco que impressiona pela grandiosidade e principalmente pela riqueza textural intensa e charmosa, não havendo para os <span style="color: #33cccc;">Choir Of Young Believers</span> regras ou limites impostos para a inserção da mais variada miríade de arranjos e detalhes no modo como manipulam o sintético de modo a dar-lhe a vida e a retirar aquela faceta algo rígida que a eletrónica muitas vezes intui, conferindo à sua música aquele lado bastante feminino, bonito e inebriante, que, por sinal, também aprecio particularmente. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1555/24476692634_41e528a07c_z.jpg" alt="Choir Of Young Believers - Grasque" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Olimpiyskiy</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Serious Lover</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Vaserne</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Face Melting</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Græske</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Jeg Ser Dig</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Cloud Nine</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. The Whirlpool Enigma</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Perfect Estocada</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Salvatore</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Gamma Moth</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Does It Look As If I Care</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/pxotjuRgcBs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:807618 2016-06-28T22:51:00 The Tallest Man On Earth – Time Of The Blue 2016-06-28T21:51:15Z 2016-06-28T21:51:15Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/8/7382/27164060893_674c37f1ce_z.jpg" alt="The Tallest Man On Earth - Time Of The Blue" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O sueco Kristian Matsson, que assina a sua música como <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=3&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwiRk4qaqsbNAhWCWhoKHXqeCGwQFggtMAI&amp;url=http%3A%2F%2Fthetallestmanonearth.com%2F&amp;usg=AFQjCNGB2e3lmipbCl1Xc7iF1fFAdd7U_Q&amp;sig2=pxjGKvIPmVnLeFvRkK1ngA&amp;bvm=bv.125596728,d.d24">The Tallest Man On Earth</a>, acaba de divulgar <em><span style="color: #99ccff;">Time Of The Blue</span></em>, uma nova canção que é mais uma etapa evolutiva na carreira de um músico que desde a estreia, em 2008, com <em>Shallow Grave</em>, até a <em>Dark Bird Is Home</em>, o último disco de Matsson, editado o ano passado, cresceu sempre de modo sustentado e com cada vez maior aceitação e reconhecimento público.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O minimalismo acústico e eminentemente <em>folk</em> deste tema, em oposição com o sentimentalismo que dele transborda, remete <em><span style="color: #99ccff;">Time Of The Blue</span> </em>para os primórdios da carreira do autor, havendo algo de aboslutamente profundo e perene nesta canção que catapulta <span style="color: #99ccff;">The Tallest Man On Earth</span> para um patamar superior de exuberância lírica. O próprio excelente vídeo do tema, realizado por Rolf Nylinder, amplia esta sensação. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4krsXTXRGR4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:795897 2016-06-26T19:47:00 Band Of Horses - Why Are You Ok 2016-06-26T18:53:37Z 2016-06-26T18:53:37Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Foi a dez de junho e à boleia da Interscope Records que chegou aos escaparates<em><span style="color: #99ccff;"> Why Are You Ok</span></em>, o novo registo de originais dos norte americanos <span style="color: #99ccff;">Band Of Horses</span>, um trabalho produzido por Jason Lytle e sucessor do aclamado <em>Mirage Rock</em>, um álbum editado já em 2012. <span style="color: #99ccff;"><em>Casual Party</em></span>, o primeiro avanço divulgado de <span style="color: #99ccff;"><em>Why Are You Ok</em></span>, é uma canção com uma exuberância instrumental ímpar e um frenesim melódico bastante impressivo e o restante alinhamento acaba por confirmar um trabalho cheio de interseções entre guitarras e sintetizadores, criadas por uns <span style="color: #99ccff;">Band Of Horses</span> que são já hoje um dos grupos mais respeitáveis do cenário rock do país natal e que chegam ao quinto disco a cimentar as referências sonoras que durante quase uma década têm sido essenciais para o grupo, sem aparente sinal de desgaste.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://music.mxdwn.com/wp-content/uploads/2016/03/bohbanner-1440x900-770x470.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A escolha de Jason Lytle, um guru do <em>rock</em> progressivo que se notabilizou no dealbar deste milénio com o muito aclamado <em>Software Plump</em>, atraiu desde logo as atenções da crítica especializada para este novo álbum do projeto liderado por Ben Bridwell, com as opiniões a centrarem-se numa ausência de meio termo em relação à bitola qualitativa de <em><span style="color: #99ccff;">Why Are You Ok</span></em>. E a verdade é que as doze composições do disco puxam essa noção de <em>termo</em> para o lado mais radioso e desejado da análise, já que este é um disco efusivo e grandioso, para ser contemplado com deleite e atenta dedicação.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo no misticismo de <em><span style="color: #99ccff;">Dull Times/The Moon</span></em>, uma relação simbiótica entre dois temas que se apresentam num pacote único, fica plasmada não só uma enorme beleza melódica, mas também uma elevada riqueza instrumental e uma seleção de arranjos e efeitos, ao nível das guitarras que conferem à canção uma paleta de cores de agradável contemplação. Estes aspetos acabam por ser transversais a todo o disco, que se reveste de uma certa espiritualidade, com a encorpada <em><span style="color: #99ccff;">Solemn Oath</span></em> e a enorme beleza dos teclados e das cordas de <span style="color: #99ccff;"><em>Hag</em></span> a acabarem por nos fazer imaginar, espontaneamente, algumas das mais deslumbrantes paisagens naturais de uma América com uma identidade muito própria e que este grupo de Seattle tão bem expressa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos maiores atributos de <em><span style="color: #99ccff;">Why Are You Ok</span></em> é, claramente, a capacidade que este disco tem de nos oferecer toda a amálgama que hoje define o ideário sonoro dos <span style="color: #99ccff;">Band Of Horses</span>, projeto que ao longo da carreira sempre teve um carimbo<em> folk</em> fortemente impregnado, mas que no seu <em>adn</em> é, acima de tudo, uma banda <em>rock</em>, com tudo aquilo que em termos de abrangência isso significa para o reportório de um coletivo. Assim, se o verdadeiro e clássico <em>indie rock</em> acaba por ser alvo de revisão feliz e fraterna na já referida <span style="color: #99ccff;"><em>Casual Party</em></span> e também em <em><span style="color: #99ccff;">In A Drawer</span></em> e se o tal lado <em>folk</em> surge de modo impressivo em <span style="color: #99ccff;"><em>Throw My Mess</em></span>, acaba por por ser nos arranjos singelos que circundam <em><span style="color: #99ccff;">Whatever, Wherever</span></em> e na simplicidade desarmante da crueza acústica e <em>lo fi</em> de <em><span style="color: #99ccff;">Country Teen</span></em> e no pendor sombrio e introspetivo de <span style="color: #99ccff;">Barrel House</span>, que os Band Of horses mostram os predicados maiores que foram adicionados ao rol de adjetivos que caraterizam hoje o típico som do trupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Melhor registo deste grupo até ao momento e um dos lançamentos de referência do ano, <em><span style="color: #99ccff;">Why Are You Ok</span></em> é um disco que exala uma elevada fluidez e uma saudável honestidade, por parte de uma banda que não quer sentir-se presa a balizas que condicionem o seu processo de construção melódica, mas movimentar-se livremente pelo manancial de oportunidades que o <em>indie rock</em> proporciona a quem tem capacidade criativa suficiente para explorar profundamente um género sonoro com caraterísticas muito próprias, mas que possibilitam inúmeras abordagens e explorações. Com este disco os <span style="color: #99ccff;">Band Of Horses</span> obtêm o legítimo direito de passarem a ser considerados com uma dos projetos atuais que melhor sustenta esta teoria. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><em><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/8/7388/26951030824_2ec5873b9c_z.jpg" alt="Band Of Horses - Why Are You OK" width="400" height="400" /></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Dull Times/The Moon</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Solemn Oath</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Hag</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Casual Party</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. In A Drawer</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Hold On Gimme A Sec</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Lying Under Oak</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Throw My Mess</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Whatever, Wherever</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Country Teen</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Barrel House</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Even Still</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/k3gEoGZtb4c" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:806461 2016-06-26T19:27:00 Kaiser Chiefs – Parachute 2016-06-26T18:27:15Z 2016-06-26T18:27:15Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/8/7414/27591335572_275dca8267_z.jpg" alt="Kaiser Chiefs - Parachute" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de há pouco mais de dois anos os britânicos <span style="color: #ffff00;">Kaiser Chiefs</span> terem editado <em>Education, Education, Education &amp; War</em>, o quinto álbum da carreira, a banda liderada pelo carismático Ricky Wilson e que conta atualmente na sua formação também com Andrew White e Simon Rix Nick Baines e Vijay Mistry, estará de regresso, em 2016, com <em><span style="color: #ffff00;">Stay Together</span></em>, um novo registo de originais que verá a luz do dia a sete de outubro próximo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">De acordo com <em><span style="color: #ffff00;">Parachute</span></em>, a mais recente amostra divulgada do álbum, <em><span style="color: #ffff00;">Stay Together</span></em> deverá marcar uma inflexão sonora da banda, já que o tema calcorreia territórios sonoros mais próximos da <em>pop</em>, em deterimento do <em>indie rock</em> que popularizou este projeto. Confere... </span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/I15E5zkdGRk" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:807378 2016-06-24T14:48:00 Sigur Rós – Óveður 2016-06-24T14:03:53Z 2016-06-24T14:03:53Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/8/7055/27777328581_a1d96598d1_z.jpg" alt="Sigur Rós - Óveður" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os islandeses <span style="color: #cc99ff;">Sigur Rós</span> são provavelmente os maiores responsáveis por toda uma geração de ouvintes se ter aproximado da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação e estranhos diálogos que possam existir dentro do campo musical. Ao lado da conterrânea Björk, este quarteto, entretanto reduzido a trio, não apenas colocou a Islândia no mapa dos grandes expoentes musicais, como definiu de vez o famigerado <em>pós rock</em>, género que mesmo não sendo de autoria da banda só alcançou o estatuto e a celebração de hoje graças ao rico cardápio instrumental que o grupo conseguiu alicerçar nas duas décadas que já leva de existência.</span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Adeptos da constante transformação de suas obras, desde <em>Von</em>, o primeiro álbum, que os <span style="color: #cc99ff;">Sigur Rós</span> se concentram na produção de discos que, mesmo próximos, organizam-se e funcionam de maneiras diferentes. Têm sido álbuns que acabam sempre por partilhar um novo sentimento ou proposta, utilizando uma fórmula básica que serve de combustível a cada nova estreia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Alguns dias após o excelente concerto no NOS Primavera Sound, os <span style="color: #cc99ff;">Sigur Rós</span> deram a conhecer um novo tema intitulado <span style="color: #cc99ff;"><em>Óveður</em></span> e que marca uma nova inflexão sonora, novamente para territórios mais ambientais e minimalistas, depois da exuberância particlarmente sombria de <em>Kveikur</em>. Este tema já tem direito a um excelente vídeo filmado pelo realizador sueco Jonas Åkerlund e coreografado e interpretado por Erna Ómarsdóttir.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Esta canção e o filme da mesma, além de anteciparem um novo álbum dos <span style="color: #cc99ff;">Sigur Rós</span>, surgem na sequência de um outro projecto apresentado recentemente pelos islandeses<strong> </strong>intitulado <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pU3TYFSNybg">Route One</a>, um <em>live stream</em> de vinte e quatro horas, emitido em exclusivo no canal YouTube, do grupo e que combina paisagens da Islândia em <em>slow motion</em> com pequenos excertos de música dos Sigur Rós. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/p4rf-C_smLs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>