urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2015-07-06T13:53:22Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:709919 2015-07-06T14:40:00 Kubalove - Trouble 2015-07-06T13:51:05Z 2015-07-06T13:53:22Z <p dir="ltr"><img class="CToWUd a6T" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" tabindex="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/mVEVsCakSTd6Q0vXA1Qu9PSFB22GpJ6g1uelAp0skWjE1feiUHGX-gyFU7xPMZwirtYB4q2V4-znhpto0LBYgZRxHwWnaBjyONHPBYGcm3gG8cUQKc1ClBVmn300J1tCr3ZoOls" alt="" width="624px;" height="416px;" /></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Algures entre os Goldfrapp e os M83 situam-se os <a style="color: #999999;" href="http://www.kubalove.com/">Kubalove</a> um projeto de <em>eletropop</em> sedeado em Londres e que faz já parte do cardápio da Lost In The Manor.</span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">O <em>pop funk</em> sintetizado melódico e com um forte apelo às pistas de dança de <em><span style="color: #ff99cc;">Trouble</span></em>, uma canção que se debruça sobre a pressão e o desejo que muitos de nós sentem relativamente aos impulsos imediatos que a sociedade contemporânea nos oferece constantemente é a proposta sonora mais recente deste projeto liderado por uma cantora que a coberto da sua sensualidade nos inebria com particular mestria. Confere...</span></p> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/202317489&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="458" height="257" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:721292 2015-07-05T17:54:00 The Soft Hills – Cle Elum 2015-07-05T17:05:52Z 2015-07-05T17:05:52Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/361924.html">Chromatisms</a> e <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/the-soft-hills-departure-487809">Departure</a>, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.thesofthills.com/">The Soft Hills</a> de Garrett Hobba estão de regresso com <em><span style="color: #ff99cc;">Cle Elum</span></em>, um novo tomo de canções, que viram a luz do dia a doze de maio por intermédio da Tapete Records.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://danejackson.files.wordpress.com/2013/02/599123_10151251199227962_754747306_n.jpg?w=627&amp;h=417" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos projetos mais profícuos dos últimos anos na costa oeste dos Estados Unidos, os <span style="color: #ff99cc;">The Soft Hills</span> têm em Garrett Hobba a sua grande força motriz e sendo este disco escrito na íntegra e produzido pelo próprio, acaba por ser, naturalmente, um reflexo muito pessoal de um músico sensível e emotivo e dono de uma voz que vinca, com particular ênfase, essas caraterísticas, projetando tudo aquilo que mexe consigo e preenche o seu coração. O orgão minimal e o modo suplicante como <span style="color: #ff99cc;">Hobba</span> se expressa em <em><span style="color: #ff99cc;">Temple of Heavan</span></em> e, em oposição, a luminosidade da flauta, da viola acústica e das vozes de <em><span style="color: #ff99cc;">San Pablo Bay</span></em>, apresentam-nos, logo na abertua de <em><span style="color: #ff99cc;">Cle Elum</span></em>, a capacidade contrastante que este compositor tem de nos oferecer o sol, as harmonias e o calor da Califórnia, mas também o escuro, a falta de cor e a chuva de uma Seattle que já foi também poiso do músco .</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mais calmo e acústico que os antecessores, <em><span style="color: #ff99cc;">Cle Elum</span></em> é uma ode explícita à tipica <em>folk</em> norte-americana, com origens e uma matriz singular e um dedilhar de guitarra muito próprio. O modo como alguns efeitos nublosos se misturam com as cordas em <span style="color: #ff99cc;"><em>My Lucky Pal</em></span>, por exemplo, contém todos esses genes da <em>folk</em> do outro lado do atlântico, que nos envolve num universo algo melancólico, uma espécie de euforia triste e de beleza num mundo sombrio. E depois, na simplicidade melódica de temas como <em><span style="color: #ff99cc;">Feathers</span></em> que, com uma simples harmonia e algumas teclas transmite uma intensa e quase sufocante sensação de introspeção e reflexão interiores, comprova-se que as capacidades inatas de Garrett Hobba para a composição não se deterioraram com o tempo, ele que, ainda por cima, é, como já referi, detentor de uma voz única e incomparável e possui uma expressão melancólica acústica que terá herdado de um Neil Young e que sabe, melhor que ninguém, como interpretar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em suma, num disco eclético e variado, recheado de momentos épicos e instantes cheios de tensão lírica, os <span style="color: #ff99cc;">The Soft Hills</span> exploram até à exaustão o espiritualismo nativo norte americano, num trabalho com evidentes influências em espetros sonoros de outros tempos, mas com uma forte tonalidade contemporânea. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/495/19399131142_81c0095ac3_o.jpg" alt="The Soft Hills - Cle Elum" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Temple Of Heavan</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. San Pablo Bay</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Gold Leaves</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. My Lucky Pal</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. The Mess You’re In</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Into The Lately</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Skeleton Key (Return To The Earth)</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Feathers</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Singing A Song Nobody Knows</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. In The Cool Breath Of Morning</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. It’s A Perfect Day</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Transient Hotels</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lvasreD22TM" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=496770247/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="469" height="263" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:699076 2015-07-04T18:35:00 Grasscut - Everyone Was A Bird 2015-07-04T17:35:57Z 2015-07-04T17:35:57Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">​Oriundos de Brighton, os britânicos <span style="color: #99ccff;">Grasscut</span> são uma dupla formada por Andrew Phillips e Marcus O’Dair e estão de regresso aos discos com <em><span style="color: #99ccff;">Everyone Was A Bird</span></em>, o terceiro tomo da carreira do projeto, editado através da <a style="color: #999999;" href="http://www.lorecordings.com/release/everyone-was-a-bird/">Lo Recordings</a>. Se coube essencialmente a Phillips escrever, cantar, produzir e tocar piano, guitarra, baixo, sintetizador, <em><span style="color: #99ccff;">Everyone Was A Bird</span></em> acabou por ser o trabalho da dupla onde Marcus teve, até agora, um papel mais ativo, já que também toca piano e baixo na maior parte das canções.</span></p> <p style="text-align: justify;"><img src="https://totallyradio.com/images/festival_images_56074144523059.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Fortemente cinematográficos e imersivos, submergidos num mundo quase subterrâneo de onde debitam música através de tunéis rochosos revestidos com placas metálicas que aprofundam o eco das melodias e dão asas às emoções que exalam desde as profundezas desse refúgio bucólico e denso onde certamente se embrenharam, pelo menos na imaginação, para criar estas oito nove músicas que acresecentam ao seu já notável cardápio, os <span style="color: #99ccff;">Grasscut</span> impressionam pela orgânica e pelo forte cariz sensorial das suas canções. Os feitos que borbulham de<em><span style="color: #99ccff;"> Islander</span></em>, canção inspirada numa zona chamada Jersey onde Phillips cresceu e o mapa conciso que o tema cria do espaço escuro e fundo onde este disco foi criado, subsistem à custa de uma mistura feliz entre a eletrónica mais introspetiva e minimal e alguns dos mais preciosos detalhes do <em>post rock</em>, onde não faltam belíssimos violinos, particulamrnte ativos também em <em><span style="color: #99ccff;">Radar</span></em>. Depois, as teclas do piano, um baixo sempre vibrante e lindísiimas letras, algumas delas inspiradas na obra de Robert Macfarlane, autor do clássico <em><em>Landmarks</em></em>, <em><em>Mountains of the Mind</em></em>, <em><em>The Wild Places</em></em> and <em><em>The Old Ways</em></em></span>, <span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">são outros elementos sonoros do álbum que o emblezam particularmente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #99ccff;">Everyone Was A Bird</span></em> fala do passado dos antepassados desta dupla, é uma busca muito particular das origens e da identidade de ambos, enquanto procuram replicar sonoramente as paisagens naturais onde habitaram os seus antecessores; Escutam-se os sons naturais de <span style="color: #99ccff;"><em>Curlews</em></span>, o piano <em>vintage</em> que conduz a melodia e o registo vocal em coro num assombroso registo em falsete, para pintarmos sem grande dificuldade na nossa mente a tela paisagistíca que inspirou os <span style="color: #99ccff;">Grasscut</span>, onde não faltam ribeiros cheios de vida, manhãs dominadas pelo nevoeiro e um frio intenso e revigorante e uma fauna muito particular, com a curiosidade de, num patamar inferior, suportando este quadro idílico, estar o tal universo submerso, escuro e entalhado qase no ventre da terra mãe, expirando por um buraco cravado no solo poeirento toda esta vida feita música, que tanto pode estar ainda em Jersey, como já no estuário de Mawddach, no País de Gales, região de origem da família de Philips e onde a maioria da mesma ainda reside, ou a própria Brighton, que inspirou o conteúdo particularmente profundo e emotivo da balada <em><span style="color: #99ccff;">Snowdown</span></em>, cantada por Elisabeth Nygård e da pensativa e reflexiva, mas também épica<em><span style="color: #99ccff;"> The Field</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O momento mais emocionante, extorvertido e grandioso de <em><span style="color: #99ccff;">Everyone Was A Bird</span> </em>acaba por ser o final com <em><span style="color: #99ccff;">Red Kite</span></em>, tema onde os <span style="color: #99ccff;">Grasscut</span> parecem já querer projetar-se para uma dimensão superior,  numa canção cheia de detalhes e sons fortemente apelativos e luminosos, aprofundando a relação intensa que existe neste disco entre música e uma componente mais visual, ao que não será alheio o trabalho de Phillips como criador de bandas sonoras, sendo bom exemplo a sua participação, por intermédio de outro quarteto de que faz parte, no aclamado documentário <a style="color: #999999;" href="https://www.youtube.com/watch?v=nqBl6Bn_ifg">Piper Alpha: Fire In The Night</a>, que relata os trágicos acontecientos ocorridos no Mar do Norte em Julho de 1988, quando um incêndio numa plataforma petrolífera tirou a vida a cento e sessenta e sete trabalhadores e a elaboração de uma série de filmes de paisagens naturais, da autoria de Roger Hyams e do fotógrafo Pedr Browne, para acompanahrem cada um dos oito temas de <em><span style="color: #99ccff;">Everyone Was A Bird</span></em>, nomeadamente quando forem tocados ao vivo, sendo projetados durante os concertos dos<span style="color: #99ccff;"> Grasscut</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com as participações especiais nas vozes da já referida Elisabeth Nygård, de Adrian Crowley e de Seamus Fogarty e de Aram Zarikian na bateria, Emma Smith e Vince Sipprell nas cordas, <em><span style="color: #99ccff;">Everyone Was A Bird</span> </em>é uma arrebatadora coleção de trechos sonoros cuja soma resulta numa grande melodia linda e inquietante, que nos faz imaginar a beleza daquelas ilhas sem grande esforço e quem se deixar contagiar pela melancolia destes <span style="color: #99ccff;">Grasscut</span> será transportado rapidamente para o gélido norte das ilhas britânicas, talvez acompanhado por uma xícara bem quente de chá. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Grasscut - Everyone Was A Bird by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/17648755818"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/6/5326/17648755818_ba60a6bede_z.jpg" alt="Grasscut - Everyone Was A Bird" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Islander</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Radar</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Curlews</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Fallswater</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Halflife</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Snowdown</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. The Field</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Red Kite</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FzGK973NNjcw%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DzGK973NNjcw&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FzGK973NNjcw%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:720900 2015-07-04T18:22:00 Eliot Sumner – After Dark 2015-07-04T17:25:51Z 2015-07-04T17:25:51Z <p><a title="Eliot Sumner - After Dark by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18706493774"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/4/3947/18706493774_7a59c062f4_o.jpg" alt="Eliot Sumner - After Dark" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com o ocaso do projeto I Blame Coco, <span style="color: #33cccc;">Eliot Sumner</span> virou definitivamente agulhas para o seu projeto a solo que deverá ver o disco de estreia ainda antes do final deste ano.<em><span style="color: #33cccc;"> After Dark</span> </em>é o primeiro <em>single</em> divulgado desse álbum e nela, a voz andrógena de<span style="color: #33cccc;"> Eliot</span> é coberta por uma nuvem de sintetizadores, guitarras precisas e batidas que moldam uma melodia cujo clima soturno apela claramente à <em>pop</em> dos anos oitenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No vídeo, captado num estúdio pouco iluminado, a cantora surge com os colegas de banda, todos separados por estações, num ambiente repleto de luzes coloridas e projeções frenéticas que ajudam a ampliar o tom sombrio da canção. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TVHVx1omeQo" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:719812 2015-07-03T14:33:00 The Black Lamps – The Black Lamps 2015-07-03T13:44:37Z 2015-07-03T13:44:37Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Greg Firth, Dean Ormston, Lyndon Scarfe e Liam Stewart são os <a style="color: #999999;" href="http://theblacklamps.co.uk/">The Black Lamps</a>, uma banda inglesa oriunda de Barnsley e no ativo desde 2006, com uma já apreciável atividade, sempre com sonoridades adjacentes ao <em>indie rock</em> mais sombrio no ponto de mira. No início deste ano editaram um homónimo, através da <a style="color: #999999;" href="https://ofnationalimportancerecords.bandcamp.com/album/the-black-lamps">Of National Importance Records</a>, dez canções produzidas e misturadas pelos próprios <span style="color: #ff0000;">The Black Lamps</span> e masterizadas por Tom Woodhead.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://alternativebarnsley.files.wordpress.com/2014/12/black-lamps-credit-sally-lomas.jpg?w=840&amp;h=280&amp;crop=1" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Trio cheio de nomes consagrados do cenário <em>indie punk</em> local, com alguns músicos a andarem nestas andanças há mais de três décadas e com atividades paralelas mas que não deixam de ter a música como referência importante (Liam gere uma empresa local de manufatura de t-shirts, Greg é <em>designer</em> industrial e Dean artista gráfico e ilustrador), os<span style="color: #ff0000;"> The Black Lamps</span> são um nome respeitado e este homónimo o culminar de vários anos de trabalho, momentos de apatia e outros de enorme produtividade, atuações ao vivo e gravações esporádicas e planeadas, num resultado final sóbrio e elegante, coberto por aqulea aúrea nostálgica e enevoada que só as bandas britânicas sabem criar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com os conterrâneos Cure e Joy Division a encabeçar as influências declaradas da sonoridade dos <span style="color: #ff0000;">The Black Lamps</span>, mas também com os sintetizadores dos New Order a ditaram lei, logo em <em><span style="color: #ff0000;">The Archivist</span></em>, <em><span style="color: #ff0000;">The Black Lamps</span></em> exala esse agradável sabor nostálgico ao dealbar dos anos oitenta. <em><span style="color: #ff0000;">Casa Disco</span></em>, o segundo tema, homenageia uma loja de discos local entretanto encerrada e as guitarras contêm essa familiariedade com o <em>indie rock</em> de cariz mais alternativo e que aposta no revivalismo de outras épocas, nomeadamente os primórdios do <em>punk rock </em>mais sombrio.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span class="text_exposed_show">A voz de Liam ganha plano de destaque maior sempre que procura acompanhar um esqueleto instrumental melancólico, fazendo-o com particular audácia na subtil <em><span style="color: #ff0000;">Awnkward</span></em> e no </span>universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada que rodeia <em><span style="color: #ff0000;">Low Hanging Fruit</span></em>. Em <em><span style="color: #ff0000;">The Smoking Party</span></em>, mesmo com maior <em>reverb</em>, volta a não descolar no grau de emotividade que coloca na sua interpretação vocal, exemplarmente acompanhado pelas exuberância das cordas e em <span style="color: #ff0000;"><em>Gene Pool</em></span> tem ao seu lado uma percurssão coesa e bastante ritmada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao ocaso de <span style="color: #ff0000;"><em>The Black Lamps</em></span> torna-se imprescindível e especial deleitar os nossos ouvidos com o ritmo sempre crescente, num álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade e que é, sobretudo, um exercício de audição individual das canções. Mesmo ignorados por meio mundo, os <span style="color: #ff0000;">The Black Lamps</span> aproveitam o facto de estarem no apogeu da carreira e do grau de maturidade de todos os seus membros, para criar um disco fantástico, emocionante, vigoroso e comunicativo e que merecia uma maior projeção. Talvez seja desta vez que conseguem quebrar o enguiço de quem insiste em querer catalogar com injusto menosprezo alguns projetos que procuraram replicar apenas, ao longo da carreira, zonas de conforto, mesmo que o façam com elevada bitola qualitativa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="The Black Lamps - The Black Lamps by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18678119224"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/4/3807/18678119224_84709a5701_o.jpg" alt="The Black Lamps - The Black Lamps" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. The Archivist</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Casa Disco</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Colour 8</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. The Smoking Party</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Awkward</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Planets</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Are There No More Surprises?</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Low Hanging Fruit</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Gene Pool</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Scissors, Paper, Stone</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/24770519&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:720543 2015-07-03T10:04:00 The Libertines – Gunga Din 2015-07-03T09:24:16Z 2015-07-03T09:24:16Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/257/19177482930_e81cc45a7c_o.jpg" alt="The Libertines - Gunga Din" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Onze anos depois do último registo de originais, os britânicos <span style="color: #ff0000;">The Libertines</span>, de Peter Doherty e Carl Barât, têm finalmente um novo trabalho na calha. <em><span style="color: #ff0000;">Anthems for Doomed Youth</span> </em>chega aos escaparates em setembro, via Harvest, e <em><span style="color: #ff0000;">Gunga Din</span></em> é o primeiro<em> single</em> divulgado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A canção inspira-se num poema do século XIX com o mesmo nome da autoria de Rudyard Kipling e o vídeo, realizado por Roger Sargent, mostra o quarteto a deambular pelas ruas do Red Light District, na Tailândia. Confere...</span></p> <p> </p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LEf27xuYcw4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:694550 2015-07-02T22:00:00 Cold Weather Company – Somewhere New 2015-07-02T21:01:00Z 2015-07-02T21:05:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Brian Curry, Jeff Petescia e Steve Shimchick são os<a style="color: #999999;" href="http://www.coldweathercompany.com/"> Cold Weather Company</a>, um trio norte americano oriundo de New Brunswick, em Nova Jersey, que se estreou nos discos no início deste ano com <em><span style="color: #99ccff;">Somewhere New</span></em>, treze canções que viram a luz do dia logo em janeiro e que foram captadas em quartos, caves e até numa cabine, gravadas e misturadas por Ralph Nicastro dos Boxed Wine.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static1.squarespace.com/static/536135d9e4b0ff1ad7ae078b/t/5415d171e4b00dedbd243f7a/1410716029422/pinebarrensone" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É a mais genuína herança sonora da América profunda que preenche o código genético destes <span style="color: #99ccff;">Cold Weather Company</span>, abastecido por cordas, que servem como um veículo privilegiado de expressão da criatividade e de manifestação de sentimentos e emoções. Este coletivo mergulha fundo na <em>psicadelia folk</em> que definiu a música dos anos sessenta, mas mais do que se aproximar de uma musicalidade calcada em antigas nostalgias, este trio deixa-se consumir abertamente tanto pela música <em>country</em> como pela <em>soul</em>, referências que percorrem cada uma destas treze canções e expandem os territórios deste grupo da costa leste. A simbiose entre os dois géneros possibilita que eles se encontrem, como em <span style="color: #99ccff;"><em>Steer</em></span>, canção que explora ambas as referências de igual forma e prova que há uma tentativa descarada de aproximação com o cancioneiro norte americano, estratégia que o ambiente acústico de <em><span style="color: #99ccff;">Fellow In The North</span></em>, o piano de <em><span style="color: #99ccff;">Unlocked</span></em>, a luminosidade do dedilhar de <em><span style="color: #99ccff;">Jasmine</span></em> ou a pronúncia grave das notas de <em><span style="color: #99ccff;">Fall Low</span></em> denunciam de forma declarada.</span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há em <em><span style="color: #99ccff;">Somewhere New</span></em> uma capacidade subtil de incorporar um sentimento universal e quase filosófico de crença em algo novo, diferente e, por isso, conforme indica o título, substancialmente melhor. Nas letras os <span style="color: #99ccff;">Cold Weather Company</span> assumem uma postura quase religiosa, com muitas das canções a refletirem sobre fé e crenças, num disco bucólico e nostálgico que o aproxima de outros grandes representantes da cena <em>folk</em> atual, com os Fleet Foxes, ou os The Decemberists a serem, cdertamente, referências óbvias. A própria subtileza vocal de Brian Curry parece rondar em várias canções Colin Meloy, uma aproximação que, por exemplo, em <em><span style="color: #99ccff;">Horizon Fire</span></em>, resulta num doce retrato do que seria a música <em>pop</em> há umas cinco décadas. Esta calma acaba por definir a estrutura geral de<span style="color: #99ccff;"> Somewhere New</span>, com a busca de delicadeza e um altivo controle da espontaniedade a serem, para já, uma imagem de marca destes <span style="color: #99ccff;">Cold Weather Company</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na estreia, este trio norte americano utiliza a santa triologia da <em>pop</em>, da<em> folk</em> e da <em>country</em> de forma extremamente assertiva e eficaz, num resultado final que reluz porque assenta num som leve e cativante e contém texturas psicadélicas que simultanemente nos alegram e nos conduzem à introspeção, com uma sobriedade distinta e focada numa instrumentação diversificada e impecavelmente produzida. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8716/17068082667_d5149861a5.jpg" alt="Cold Weather Company - Somewhere New" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Horizon Fire</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Fellow In The North</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Steer</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Inside Your Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Someone Else</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Hey Bodham Dae / What Do I Do</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Garden</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Unlocked</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Jasmine</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Tumbling</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Recollection</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Fall Low</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Seafarer</span></em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/124863133&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:719925 2015-07-02T16:37:00 Beach House - Sparks 2015-07-02T15:46:23Z 2015-07-02T15:46:23Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/4/3917/19351397365_0b20a41863_o.jpg" alt="Beach House - Sparks" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É já a vinte e oito de agosto que chega às lojas, através da Sub Pop, <em><span style="color: #993300;">Depression Cherry</span></em>, o quinto álbum da dupla <span style="color: #993300;">Beach House</span> e <span style="color: #993300;"><em>Sparks</em></span> é o primeiro single divulgado do sucessor do aclamado <em>Bloom</em>. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com uma sonoridade simples e nebulosa, bastante melódica e etérea, assente em sintetizadores assertivos e ruidosos e guitarras com efeitos recheados de eco, os <span style="color: #993300;">Beach House</span> mantêm, em <em><span style="color: #993300;">Sparks</span></em>, intacta a sua aura melancólica e mágica, que vive em redor da voz doce de Victoria Legrand e da mestria instrumental de Alex Scally e se aproxima cada vez mais de algumas referências óbvias de finais do século passado, com My Bloody Valentine, Rocketship e Slowdive a serem recordados com alguma nitidez neste tema. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/n5kpLXfwVTc" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:718127 2015-07-02T16:25:00 DIV I DED - Late Awakening 2015-07-02T15:25:08Z 2015-07-02T15:25:08Z <p style="text-align: justify;"><img src="https://dl.dropboxusercontent.com/u/206440578/divided2.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A dezassete de julho chega aos escaparates <em><span style="color: #99ccff;">Born To Sleep</span></em>, o disco de estreia dos <span style="color: #99ccff;">DIV I DED</span>, um projeto checo criado pelo multi-instrumentista Filip Helštýn em 2013, juntamente com a vocalista Viktorie Marksová e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Inspirados pela pop melancólica simples e intrigante, feita com aquele intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação e adornada com arranjos sintetizados e orgânicos muito subtis mas capazes de amenizar a típica crueza das guitarras, os <span style="color: #99ccff;">DIV I DED</span> também piscam o olho ao punk rock em <em><span style="color: #99ccff;">Late Awakening</span></em>, o primeiro single divulgado de <em><span style="color: #99ccff;">Born To Sleep</span></em>, um tema que exala um charme melódico que impressiona pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transporta. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/210104965&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="429" height="255" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1638237263/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="409" height="243" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:696268 2015-07-01T21:32:00 André Barros - Soundtracks Vol. I 2015-07-01T20:32:12Z 2015-07-01T20:32:12Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estudante de direito,<span style="color: #993300;"> André Barros</span> resolveu, em boa hora, aprender a tocar piano, de modo autodidata e numa idade considerada por muitos como tardia mas que, pelos vistos, tendo em conta a beleza da tua música, resultou na perfeição. O passo seguinte, acabou por ser estudar produção musical e para isso rumou à Islândia para trabalhar alguns meses no Sundlaugin Studio dos Sigur Rós, uma das minhas bandas preferidas, num espaço que eu adorava visitar.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://img0.rtp.pt/icm/thumb/phpThumb.php?src=/antena1/images/9d/9d94c8a6f5b25a413eff501a68cb464c&amp;w=1200&amp;sx=0&amp;sy=0&amp;sw=900&amp;sh=493&amp;q=75&amp;w=800&amp;q=75" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Particularmente apaixonado por música instrumental, <span style="color: #993300;">André Barros</span> sempre adorou escutar bandas sonoras e a facilidade com que tocou um dos temas de <em>O Fabuloso Destino de Amélie Poulain</em>, de Yann Tiersen, num piano acústico de uma amiga, acabou por ser o <em>click</em> final para o arranque de uma carreira, feita muitas vezes de improviso e que acaba de ter um enorme fòlego intitulado <em><span style="color: #993300;">Soundtracks Vol. I</span></em>, o seu rerceiro registo de originais e que, gravado entre Lisboa e Paço de Arcos, viu a luz do dia a dezoito de maio, por intermédio da Omnichord Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #993300;">Soundtracks Vol. I</span> </em>contém, entre outros, <span lang="PT">os temas do filme <em>Our Father</em>, de Linda Palmer, que renderam ao autor um galardão para melhor banda sonora no Los Angeles Independent Film Festival Awards e que, depois de ter alcançado boas críticas e alguns prémios em vários festivais, chegou também à edição de 2015 do Festival de Cannes.</span></span></p> <div style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span lang="PT">Músico de excelência e exímio criador de arranjos, quer de teclas quer de cordas, em<em><span style="color: #993300;"> Soundtracks Vol. 1</span></em> <span style="color: #993300;">André Barros</span> oferece-nos vários temas criados </span>essencialmente para curtas metragens e documentários, com <em><span style="color: #993300;">Between Waves</span></em> a ser a única canção que não é da sua autoria. Refiro-me a um tema de Yuchiro Nakano, com arranjos da autoria de<span style="color: #993300;"> André Barros</span> e que fez parte de uma curta-metragem com o mesmo nome. Depois, há também uma excelente composição intitulada <span style="color: #993300;"><em>Gambiarras</em></span>, que conta com a participação especial do escritor Valter Hugo Mãe, que escreveu um poema que o próprio leu, além de uma canção intitulada <em><span style="color: #993300;">Flowers On Your Skin</span></em>, criada propositadamente para o espetáculo de dança contemporânea <em>Short Street Stories</em>.</span></div> <div style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Trabalho comtemplativo, relaxante e intimista, <em><span style="color: #993300;">Soundtracks Vol. I</span></em> é um admirável compêndio de trechos sonoros, feitos com cordas e pianos que se unem entre si com uma confiança avassaladora, tornando-se absolutamente recompensadores pelo modo como nos transmitem uma paz de espírito genuína, ao memso tempo que conseguem ajudar-nos a materializar visualmente os diferentes cenários que as composições pretendem recriar nos diferentes filmes em que são utilizados. Este é um documento sonoro invulgar, mas particularmente belo, capaz de colocar o ouvinte no meio da ação dos filmes e documentários que utilizam as várias composições do alinhamento, contemplando-os usando o sentido da audição e depois, o próprio olfato e a visão, já que esta é, na minha opinião, música com cheiros e cores muito próprios.</span></div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Não só no conceito que pretendeu, pelos vistos, criar sons tendo em conta a trama que se desenrola no grande ecrã, sons do momento e, por isso irrepetíveis, mas também na materialização, onde não faltam instantes sonoros subtis proporcionados por alguns arranjos que, confesso, só uma audição atenta com <em>headphones</em> me permitiu conferir, já que alguns são audíveis de forma quase impercetível, percebe-se que a sonoridade geral de<span style="color: #993300;"> <em><span style="text-decoration: underline;">S</span>oundtracks Vol. 1</em> </span>exala uma sensação, quanto a mim, vincadamente experimental e tem tudo o que é necessário para, finalmente, o <span style="color: #993300;">André Barros</span> ter o reconhecimento público que merece. Confere a entrevista que <span style="color: #993300;">André Barros</span> concedeu a<span style="color: #ff6600;"> Man On The Moon</span> e espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: justify;"><img src="http://2.bp.blogspot.com/-Kn0vDia1ExM/VVimJ-u3naI/AAAAAAAAfJY/KCF5JUmVXkU/s1600/AB_HR_FC.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Gravado em Lisboa e em Paço de Arcos, <em>Soundtracks Vol. 1</em> é um documento sonoro invulgar, mas particularmente belo, capaz de colocar o ouvinte no meio da ação dos filmes e documentários que utilizam as várias composições do alinhamento, contemplando-os usando o sentido da audição e depois, o próprio olfato e a visão, já que esta é, na minha opinião, música com cheiros e cores muito próprios. Como surgiu a ideia de gravar um disco assim?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Agradeço imenso estas palavras! Diria que não houve, inicialmente, qualquer intenção de gravar um disco assim pois aquando da composição das várias bandas sonoras a que estes temas pertencem (portanto, desde final de 2013) eu não antevia que, juntamente com a editora, viríamos posteriormente a tomar a decisão de os compilar num CD e passar a ter esta mostra do meu trabalho nesta área dividida por volumes. No entanto, depois de termos os temas prontos, depois de terminadas as bandas sonoras, tudo fez sentido e dado que continuarei a trabalhar com afinco neste mundo da música para imagem, então que melhor forma de o partilhar com o público do que criar estas compilações ao longo do tempo?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pessoalmente, penso que <em>Soundtracks Vol. 1</em>  tem tudo o que é necessário para, finalmente, o André Barros ter o reconhecimento público que merece. Quais são, antes de mais, as tuas expetativas para este teu novo fôlego no teu projeto a solo?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É extraordinário sentir isso, e sinto-me muito grato por até hoje ter recebido um bom feedback deste trabalho de que tanto me orgulho. Espero tão somente que possa continuar a partilhar as minhas criações com as pessoas, seja gravando mais bandas sonoras, seja pelos concertos, seja pelo lançamento de um novo álbum de originais (que não para filmes). Para o fazer, certamente que terei de influenciar positivamente quem escuta o meu trabalho para que possa ter as condições para continuar, e estou convicto de não defraudarei as expectativas de quem, tão gentilmente, tem seguido o meu percurso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ouvir <em>Soundtracks Vol. 1 </em>foi, para mim, um exercício muito agradável e reconfortante que tenho intenção de repetir imensas vezes, confesso. Intrigante e melancólico, é realmente um documento que não tem apenas as teclas do piano como protagonistas maiores do processo melódico, com as cordas, quer de violas, quer de violinos, a serem, também, parte integrante e de pleno direito das emoções que os diversos temas transmitem. Esta supremacia do cariz fortemente orgânico e vivo que esta miríade instrumental constituída por teclas e cordas por natureza confere à música que replica, corresponde ao que pretendeste transmitir sonoramente neste trabalho?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sem dúvida! Estes temas, todos eles, vivem muito da intenção aquando da sua interpretação, e não apenas de todo o aparato técnico que montamos quando os criamos em estúdio. Este é um aspecto crucial que influenciará certamente a escuta atenta de quem põe o disco a tocar, é também um aspecto que vou tentando aprimorar a cada trabalho que vou produzindo, sendo que por vezes se pode tornar um desafio enorme partilhar com os músicos exactamente a intenção que pretendo que coloquem em cada frase, mas tudo isto é uma aprendizagem e felizmente vejo-me rodeado de músicos bem talentosos e maduros, apesar da sua (nossa!) juventude!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em traços gerais, como foram sendo selecionados os filmes e documentários onde se podem escutar estas canções? Recebeste convites para participares na banda-sonora ou tu próprio abordaste alguns realizadores com essa intenção?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até agora, todos os filmes nos quais tive o prazer de participar com o meu trabalho (tirando somente produções para filmes institucionais e corporativos/publicidade) surgiram graças ao meu trabalho de pesquisa (uma parte fundamental da minha actividade!) que desenvolvo incessantemente, procurando projectos de filmes em fases de pré-produção para os quais acha uma futura possibilidade de vir a integrar enquanto compositor. Uma vez captado o interesse de um realizador/produtores, desenvolvo os contactos por forma a mostrar que consigo atingir a sonoridade que pretendem, enviando demos com base em guiões ou outro material já disponível, até que (nos casos em que fui bem sucedido) recebo a confirmação do outro lado para integrar oficialmente a equipa de produção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Não só no conceito que pretendeu, pelos vistos, criar sons tendo em conta a trama que se desenrola no grande ecrã, sons do momento e, por isso irrepetíveis, mas também na materialização, onde não faltam instantes sonoros subtis proporcionados por alguns arranjos que, confesso, só uma audição atenta com headphones me permitiu conferir, já que alguns são audíveis de forma quase impercetível, percebe-se que a sonoridade geral de <em><span style="text-decoration: underline;">S</span>oundtracks Vol. 1</em> exala uma sensação, quanto a mim, vincadamente experimental. Houve, desde o início do processo de gravação, uma rigidez no que concerne às opções que estavam definidas, nomeadamente o tipo de sons a captar no piano e a misturar com as cordas e as vozes, ou durante o processo houve abertura para modelar ideias à medida que <em>o barro</em> se foi moldando?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sim, há sempre uma certa flexibilidade que me dão durante o processo de amadurecimento dos temas, e que me permite experimentar novos sons ou novos efeitos que poderão enriquecer o resultado final do trabalho. Acredito que tais pormenores, e claro muitos deles apenas perceptíveis se escutados atentamente, acabam por contribuir para uma identidade mais vincada de cada projecto, ajudando-me a enriquecer e a complementar uma melodia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além de ter apreciado a riqueza sonora natural, gostei particularmente do cenário melódico das canções, que achei muito bonito. Em que te inspiras para criar as melodias?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Muito obrigado! De facto, tento sempre que o meu trabalho tenha uma boa estrutura melódica pois acabou por ser esta a razão que me levou a entrar no universo da música, da composição... é muito inglório atribuir a este ou outro aspecto/acontecimento o papel de  fonte de inspiração pois será sempre uma resposta subjectiva e incompleta, na medida em que sinto que há uma infinidade de factores de certamente contribuirão para a génese do meu trabalho de composição, muitos deles claramente intuitivos e difíceis de racionalizar!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Valter Hugo Mãe escreveu propositadamente o poema de <em>Gambiarras</em>, um tema em que ele próprio também colabora com a voz. Como surgiu a possibilidade de trabalhar com este escritor ilustre no disco? De quem partiu a iniciativa desta colaboração?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Eu conheci o Valter e enderecei-lhe o convite, sendo que já vinha a amadurecer este tema há algum tempo, e com ele também a ideia de cruzar a poesia (ainda que não declamada, apenas lida) com o este meu trabalho. E quem melhor do que o Valter, que aliás tem imensas colaborações com projectos musicais, para me ajudar a concretizar este devaneio?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Adoro a composição <em>Wounds Of Waziristan</em>, por sinal o single do disco. O André tem um tema preferido <em>em Soundtracks Vol. 1?</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É-me sempre difícil responder a esta questão, pois tenho muito carinho por todos os temas do álbum... mas se realmente tivesse de eleger um e distingui-lo como uma espécie de “single” do disco, de facto escolheria precisamente o Wounds of Waziristan pois trata-se do primeiro tema que alguma vez compus para filme, logo terá sempre um espaço especial no meu trajecto e nas minhas memórias!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em relação ao futuro, após <em>Soundtracks Vol. 1</em>, já está definido o próximo passo na tua carreira?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Continuar a trabalhar nesta área das bandas sonoras pois, para além de me dar imenso prazer, dá-me também um certo conforto financeiro para que me possa continuar a aventurar sem receios nesta indústria! Continuar com os concertos de apresentação tanto deste álbum como do anterior e ir pensando em temas para um eventual álbum a solo (isto é, que não de temas para bandas sonoras).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em tempos, quando estudavas Direito, resolveste aprender a tocar piano, pelos vistos de modo autodidata, numa idade que muitos podem considerar tardia mas que, pelos vistos, tendo em conta a beleza da tua música, resultou na perfeição. Como se deu esse <em>click</em>?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sim! Agradeço a simpatia. Eu já ouvia imensa música instrumental e nomeadamente de bandas sonoras pela altura em que estava perto de terminar o curso de Direito, pelo que um dia lembrei-me de tentar tocar um dos temas da banda sonora do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” de Yann Tiersen... pesquisei no Youtube como tocar o tema e pedi a uma amiga que me deixasse tentar fazê-lo num piano acústico que ela tinha em casa. Quando percebi que o fiz com relativa facilidade, apaixonei-me de imediato pelo toque e pela sonoridade do piano, daí até comprar um piano digital passaram uns dias e desde logo me aventurei no improviso até construir os meus temas!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff6600;">Depois, o passo seguinte, acabou por ser estudar produção musical e para isso rumaste à Islândia para trabalhar alguns meses no Sundlaugin Studio dos Sigur Rós, uma das minhas bandas preferidas, num espaço que eu adorava visitar. Como é, em traços gerais, o ambiente nesse estúdio? Como foi essa experiência</span>?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sim, estive naquele estúdio maravilhoso durante 3 meses, no Verão de 2012. Foi uma experiência inesquecível, aprendi imenso, contactei com músicos e técnicos extraordinários e seria ridículo não dizer que foi o concretizar de um sonho poder partilhar aquele ambiente com músicos e projectos que tanto admiro. São todos extremamente profissionais e pessoas muito dedicados a esta arte. Reina a calma e a boa disposição e procura-se sempre a perfeição sonora respeitando-se todo e cada instrumento e músico para que transpareça nas gravações a paixão que se sente pelo que fazem.</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F8_9sSxJceJs%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D8_9sSxJceJs&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F8_9sSxJceJs%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="536" height="301" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:719329 2015-07-01T21:29:00 Paper Beat Scissors - Go On 2015-07-01T20:29:09Z 2015-07-01T20:29:09Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xfp1/v/l/t1.0-9/10464334_10152277514433740_6117001394502266047_n.jpg?oh=9a6d445b7890a37ccd146ae1aedcc431&amp;oe=561E864F" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Vocalista, compositor e instrumentista, <span class="credits bold">Tim Crabtree é o lider dos<span style="color: #99ccff;"> Paper Beat Scissors</span>, um projeto que chega de Halifax, no Canadá e que se prepara para lançar um novo registo de originais intitulado <em><span style="color: #99ccff;">Go On</span></em>. Esse álbum vai ser editado no próximo dia catorze de agosto, através da</span> <a style="color: #999999;" href="http://www.forwardmusicgroup.com/" target="_blank">Forward Music Group</a>/<a style="color: #999999;" href="http://ferryhouse.net/" target="_blank">Ferryhouse</a>, depois do disco de estreia, um homónimo lançado em 2012, que foi dissecado por cá.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span class="credits bold"><em><span style="color: #99ccff;">Go On</span></em>, o tema homónimo do segundo disco de <span style="color: #99ccff;">Paper Beat Scissors</span> e primeiro avanço divulgado do trabalho, disponível para <em>download</em> gratuíto, é mais um exemplo feliz desta visão poética em que</span> as tesouras representam a agressão e o papel algo suave e delicado mas, no caso deste projeto, a delicadeza e a candura vencem a agressividade e a rispidez, se as canções de <span style="color: #99ccff;">Paper Beat Scissors</span> servirem de banda sonora durante o combate fraticida entre estes dois opostos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #99ccff;">Go On</span> </em>é uma <span class="hps">compilação</span> <span class="hps">dramática de uma <em>folk</em> que nos</span><span class="long_text" lang="pt"> tira o fôlego, com um falsete que nos deixa sem reação e toca profundamente no nosso coração e um dedilhar de uma guitarra acústica, que depois recebe pequenos detalhes sonoros e que aqui fazem toda a diferença, demonstrando a abundância de talento de Crabtree, que se prepara, certamente, para nos deliciar com mais uma belíssima paleta de cores sonoras, com</span><span id="result_box" class="long_text" lang="pt"> uma atmosfera envolvente, suave e apaixonada. Confere...</span></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/196834090&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="470" height="264" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:709568 2015-06-30T16:14:00 Muse – Drones 2015-06-30T15:14:58Z 2015-06-30T15:14:58Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os britânicos <span style="color: #ff0000;">Muse</span> de Matthew Bellamy, Dominic Howard e Rich Costey estão de regresso aos discos com <em><span style="color: #ff0000;">Drones</span></em>, o sétimo trabalho da banda e que teve o pontapé de saída em Vancouver, no início de 2014. De acordo com o líder da banda, <em><span style="color: #ff0000;">Drones</span></em> é <em>uma metáfora moderna sobre o que é perder a empatia através da tecnologia moderna representada pelos drones</em>, acresecentando que <em>é possível na verdade fazer coisas horríveis com controle remoto, a grandes distâncias, sem sentir nenhuma consequência, ou até não se sentir responsável de qualquer modo</em>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://nme.assets.ipccdn.co.uk/images/gallery/2015Muse_Press1_060215.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Produzido por John Lange, <em><span style="color: #ff0000;">Drones</span></em> obedece à essência que tornou os <span style="color: #ff0000;">Muse</span> uma das maiores bandas de rock alternativo da atualidade, assente numa mescla de ficção e surrealismo, à boleia dos peculiares falsetes de Bellamy e um som poderoso e épico, feito de guitarras com arranjos carregados de distorção e que têm em <em><span style="color: #ff0000;">Psycho</span></em> um dos melhores momentos da carreira do grupo, um baixo rugoso e uma percussão vigorosa e amiúde um piano elétrico que, no caso deste disco, tem um protagonismo interessante na balada <em><span style="color: #ff0000;">Mercy</span></em>. No entanto, <em><span style="color: #ff0000;">Drones</span></em> é um regresso dos trio às origens e a um espetro mais sombrio e orgânico depois do piscar de olhos à eletrónica no antecessor <em><em>The 2nd Law</em></em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com dez músicas e dois outros momentos sonoros, uma de um sargento exasperado com alguns cadetes, bem ao estilo do The Wall, do Pink Floyd e o outro um trecho de um discurso do presidente Kennedy, <em><span style="color: #ff0000;">Drones</span></em> é, também nestes detalhes, uma revisão nostálgica, mas feliz, do passado mais gloroiso dos <span style="color: #ff0000;">Muse</span>, mas é, acima de tudo, um passo em frente dos autores rumo à alegoria do amor pela música como um agregado de guitarras melodiosas de mãos dadas com uma voz capaz de converter uma arena inteira a uma causa que, neste caso, pretende alertar, como já foi referido, para os perigos escondidos pelos mais recentes desenvolvimentos tecnológicos e o modo como são utilizados na guerra moderna, utilizando o amor como uma metáfora gloriosa, num mundo cada vez mais familiarizado com a violência e, desse modo, mais perto e intímo da sua própria ruína.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nos <span style="color: #ff0000;">Muse</span> a música é a materialização sonora de uma postura intervencionista, quase sempre encabeçada por Bellamy, que frequentemente dá a cara em algumas campanhas sociais. O longo épico cheio de climas e mudanças de direção, ruídos e silêncio, chamado <span style="color: #ff0000;"><em>The Globalist</em></span>, é uma materialização contundente deste vigoroso olhar sobre o mundo global, mas a frenética <em><span style="color: #ff0000;">Reapers</span></em>, os efeitos e as sirenes de <em><span style="color: #ff0000;">Revolt</span></em> e a cinematográfica e sombria <em><span style="color: #ff0000;">Aftermath</span></em> também desempenham com notável precisão essa visão musical habilidosa que mistura estéticas de períodos temporais diferentes, tornando-as atuais e inovadoras, ao mesmo tempo que cimentam o som padrão do trio. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Muse - Drones by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18392887792"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/9/8785/18392887792_af4451f6d1_o.jpg" alt="Muse - Drones" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Dead Inside</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. [Drill Sergeant]</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Psycho</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Mercy</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Reapers</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. The Handler</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. [JFK]</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Defector</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Revolt</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Aftermath</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. The Globalist</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Drones</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BF1DQr5dKW8" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:718020 2015-06-30T14:09:00 Kissing Party - Justine vs New Glue 2015-06-30T13:09:21Z 2015-06-30T13:09:21Z <p><img src="https://dl.dropboxusercontent.com/u/206440578/kp1.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Deirdre (voz), Gregg (voz e guitarra), Joe (guitarra), Lee (baixo) e Shane (bateria) são os Kissing Party, uma banda norte-americana oriunda de Denver, no Colorado e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Depois de terem divulgado <em>Trash</em>, um extraordinário instante sonoro, com guitarras que misturam um travo de <em>rock</em> de garagem com efeitos que piscam o olho à refrescante luminosidade que habitualmente se encontra em algumas referências óbvias da <em>dream pop</em>, agora chegou a vez de nos deliciarem com <em><span style="color: #99ccff;">Justine</span></em> e <em><span style="color: #99ccff;">New Glue</span></em>, mais dois <em>singles</em> do disco de estreia destes <span style="color: #99ccff;">Kissing Party</span>, que vê a luz do dia hoje mesmo. No primeiro tema, as vozes de Gregg Dolan e Dierdre Sage envolvem-se entre si, como os lábios num cigarro, e em <em><span style="color: #99ccff;">New Glue</span></em> a voz açucarada e quente de Dierdre perde todo o pudor e apresenta-se ao mundo exatamente como é, sem reservas ou concessões <em>Bitch I'm perfect</em>, canta ela... <em>Yes, you are!</em>, acrescento eu.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/looking-back-it-was-romantic-but-at-the-time-i-was-suffocating">Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating</a> é o nome do trabalho de estreia destes <span style="color: #99ccff;">Kissing Party</span>, um compêndio sonoro de quinze canções que será certamente analisado por cá na altura. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/211406471&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="427" height="253" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/210371941&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="429" height="255" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:711410 2015-06-29T22:43:00 Gengahr – A Dream Outside 2015-06-29T21:43:18Z 2015-06-29T21:43:18Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Londres, os britânicos <a style="color: #999999;" href="http://www.gengahr.com/">Gengahr</a> são Felix, Danny, John, e Hugh e causaram sensação no meio alternativo local quando em outubro último divulgaram <a style="color: #999999;" href="https://soundcloud.com/gengahr/gengahr-powder">Powder</a>, por intermédio da Transgressive Records, uma canção que os posicionou, desde logo, no universo da <em>indie pop</em> de pendor mais psicadélico, com nomes tão importantes como os MGMT, Tame Impala ou os Unknown Mortal Orchestra a servirem como referências óbvias.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.theticketsellers.co.uk/uploaded_images/73871.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Alguns meses depois, os <span style="color: #3366ff;">Gengahr</span> desvendaram mais um belíssimo segredo intitulado <span style="color: #3366ff;"><em>She's A Witch</em></span>, através da mesma <a style="color: #999999;" href="http://www.transgressiverecords.com/">Transgressive</a>, uma peça musical magistral, assente numa<em> pop </em>futurista com o ritmo e cadência certas, conduzida por teclas inebriantes e arranjos sintetizados verdadeiramente genuínos e criativos, capazes de nos enredar numa teia de emoções que nos prende e desarma sem apelo nem agravo. A forma como o falsete da voz de Felix se entrelaçava com a melodia nessa canção, enquanto metais, bombos, cordas e teclas desfilavam orgulhosas e altivas, mais parecia uma parada de cor, festa e alegria, onde todos os intervenientes comungam mais o privilégio de estarem juntos, do que propriamente celebrarem um agregado de sons no formato canção. E esse é, em suma, o travo geral de <span style="color: #3366ff;"><em>A Dream Outside</em></span>, um titulo feliz e apropriado para a estreia de um quarteto que escreve e canta sobre bruxas, fantasmas e criaturas marinhas que povoam o nosso imaginário na forma de criaturas horripilantes e desprezíveis, mas que retratadas pelos <span style="color: #3366ff;">Gengahr</span> quase que poderiam ser o nosso animal de estimação predilecto, numa ode ao fantástico particularmente colorida e deslumbrante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A música dos <span style="color: #3366ff;">Gengahr</span> tem esse poder de nos descolar da realidade, oferecendo-nos, de modo sonhador, aventureiro e alucinogénico, um quadro sonoro de onze canções fluído, homogéneo e aparentemente ingénuo, que nos emerge num mundo fantástico e que, de certo modo, nos ajuda a resgatar algumas daquelas histórias que preencheram a nossa infância. À boleia de guitarras plenas de <em>reverb</em>, falsetes sedutores e uma percussão animada e luminosa, canções frenéticas como <span style="color: #3366ff;"><em>Embers</em></span> ou <span style="color: #3366ff;"><em>Heroine</em></span>, outras mais contemplativas como<em><span style="color: #3366ff;"> Bathed In Light</span></em> e <span style="color: #3366ff;"><em>Dark Star</em></span> e ainda outras com abordagens certeiras a um clima <em>pop</em> mais comercial, nos dois temas acima descritos, <span style="color: #3366ff;"><em>She's a Witch</em> </span>e <em><span style="color: #3366ff;">Powder</span></em>, <span style="color: #3366ff;"><em>A Dream Outside</em></span> foi incubado com uma quase pueril simplicidade, a melhor receita para demonstrar uma formatação já adulta nestes <span style="color: #3366ff;">Gengahr</span>, assertivos no modo como reinventaram, reformularam ou simplesmente replicaram o que de melhor têm alguns projetos bem sucedidos na área sonora em que se inserem e que fazem da simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia e carregadas de ácidos, o seu cavalo de batalha, recortando, picotando e colando o que de melhor existe no chamado <em>electropsicadelismo</em>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/275/18709010646_76b7025462_z.jpg" alt="Gengahr - A Dream Outside" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Dizzy Ghosts</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. She’s A Witch</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Heroine</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Bathed In Light</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Where I Lie</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Dark Star</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Embers</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Powder</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Fill My Gums With Blood</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Loney As A Shark</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Trampoline</span></em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eiWQsyS5LTs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:712020 2015-06-29T13:39:00 LUVV - Teenage Love 2015-06-29T12:39:41Z 2015-06-29T12:39:41Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://s3.amazonaws.com/vice_asset_uploader/files/1401033047Luvv__1_.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://www.luvvluvvluvv.com/">LUVV</a> são Matt, Ben, Sam e Rich, uma nova banda de Cardiff, no País de Gales e que começa a ser notada no universo sonoro alternativo. De acordo com os próprios <span style="color: #99ccff;">LUVV</span>, que responderam simpaticamente ao meu pedido de informações, dizem-se influenciados por nomes tão importantes como os Public Image Ltd, Joy Division, Wire, The Clash e Blitz, ou seja, por alguns dos projetos fundamentais do <em>punk</em> e do<em> indie rock</em> britânico dos últimos trinta anos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de se terem mostrado ao mundo com <em>Us</em> e com <em>More</em>, duas canções que fizeram parte de uma cassete chamada <em>Two</em>, editada em março de 2014, agora chegou à nossa redação <span style="color: #99ccff;"><em>Teenage Love</em></span>, composição gravada e misturada por Iain Mahanty e Rob Thomas e que mantém a essência sonora de uns <span style="color: #99ccff;">LUVV</span> que vivem num manancial de guitarras cheias de distorção, acompanhadas sempre por uma percussão rápida, um baixo bem vincado e uma voz carregada de pujança e rebeldia. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/209558651&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="444" height="259" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:687365 2015-06-27T22:07:00 Howling - Sacred Ground 2015-06-27T21:08:42Z 2015-06-27T21:08:42Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Escuta-se o piano suplicante, a batida minimal e o agudo de uma voz particularmente sedutora em<em><span style="color: #99ccff;"> Signs</span></em>, o tema de abertura de <em><span style="color: #99ccff;">Sacred Ground</span></em> e fica logo claro na nossa mente que RY X e Frank Wiedemann, a dupla berlinense que assina a sua música como <a style="color: #999999;" href="http://howlinghowling.com/">Howling</a>, aposta numa mistura entre o <em>indie rock</em> e a eletrónica ambiental, cheia de <em>soul</em> e sentimento. Disco de estreia deste projeto, <em><span style="color: #99ccff;">Sacred Ground</span></em> é um emaranhado intenso e particularmente melódico de sons que nos elevam para um patamar elevado, principalmente quando deixam à vista todo aquele mel que nos remete para <em>indie pop</em> de há trinta anos atrás, quase sempre através de efeitos sintetizados futuristas que trazem consigo sons melancólicos de outras décadas, assim como todo o clima sentimental do passado e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://fbexternal-a.akamaihd.net/safe_image.php?d=AQCLW4vHywgc_E_J&amp;w=470&amp;h=246&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.groove.de%2Fwp-content%2Fuploads%2F2015%2F04%2Fthe-howling.jpg&amp;cfs=1&amp;upscale=1&amp;sx=47&amp;sy=0&amp;sw=516&amp;sh=270" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mas não é só de eletrónica que se alimenta este álbum que tem a chancela da  <a style="color: #999999;" href="http://www.monkeytownrecords.com/releases/view/146/mtrxcr002dnl-stole-the-night">Monkeytown Records</a>. <em><span style="color: #99ccff;">Stole The Night</span></em>, o <em>single</em> de apresentação do disco, sustenta-se num baixo mágico e profundamente sedutor, em redor do qual se entrelaça uma teia imensa de sons que parecem planar e divagar enquanto nos hipnotizam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Numa simbiose perfeita entre batida e efeito sintetizado, <em><span style="color: #99ccff;">X Machina</span></em> é uma bolha de hélio que nos provoca um saudável torpor, que de algum modo apenas é interrompido em <span style="color: #99ccff;"><em>Litmus</em></span>, aquela canção que todos os grandes discos têm e que também serve para exaltar a qualidade dos mesmos, principalmente quando se agregam em seu redor o rumo sonoro geral do trabalho, que neste caso além dos aspetos sonoros já descritos, acumula, devido ao orgão, um charme melódico que impressiona pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transporta. Estas duas canções, o <em>techno</em> minimal de <span style="color: #99ccff;"><em>Short Line</em></span> e <span style="color: #99ccff;"><em>Forest</em></span>, dois temas com <em>flashes</em> de efeitos que disparam em diferentes direções e onde o jogo de vozes merece dedicada audição e os efeitos metálicos borbulhantes de <em><span style="color: #99ccff;">Zürich</span></em>, que parecem ter sido criados no meio de uma floresta suspensa no ceú por duas nuvens carregadas de poeira e que, tocando-se entre si, criam aquele som típico da agulha a ranger no vinil, definem a elevada bitola qualitativa destes <span style="color: #99ccff;">Howling</span> e o encontro feliz que proporcionam entre o minimalismo que se usufrui num relaxante sofá e a<em> house music</em>. Já a viagem orbitral, mas a uma altitude pouco espacial, numa espécie de limbo, que nos oferece o edifício ambiental declaradamente fresco e dançável da<em> chillwave</em> de <span style="color: #99ccff;"><em>Quartz</em></span>, os detalhes acústicos das cordas de <span style="color: #99ccff;"><em>Howling</em></span> e o entorpecimento inebriante de <em><span style="color: #99ccff;">Lullaby</span></em>, mostram que <span style="color: #99ccff;"><em>Sacred Ground</em></span> é um álbum relaxante, de paisagens frias e tranquilas e que resultou de  percurso feito com uma electrónica de matriz mais paisagista que transcende a lógica da canção <em>pop</em> de formato mais clássico e que nunca deixa de lado aquela pulsão rítmica que cativa o corpo para a pista de dança.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99ccff;"><em>Sacred Ground</em></span> faz dos <span style="color: #99ccff;">Howling</span> novos mestres do espetro sonoro em que procuram impôr-se, já que cheios de charme, fortemente sedutores e com um elevado bom gosto, mesmo nos momentos mais soturnos e melancólicos, criam canções que apesar de poderem ser fortemente emotivas e terem a tendência de nos fazer debruçar em sonhos por realizar, acrescentam novas cores no nosso ouvido, usando como arma de arremesso uma eletrónica simples e intrigante, feita de intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8774/17141109219_f8fd846d5d.jpg" alt="Howling - Sacred Ground" width="400" height="400" /></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Signs</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Stole The Night</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Interlude I</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. X Machina</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Litmus</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Zürich</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Short Line</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Quartz</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Interlude II</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Forest</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Howling</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Lullaby</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BZiu-Q3kZqE" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:690413 2015-06-25T21:32:00 Kathryn Calder – Kathryn Calder 2015-06-25T20:32:50Z 2015-06-25T20:32:50Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pianista dos New Pornographers e já uma veterana da indústria musical, a canadiana <span style="color: #ff0000;">Kathryn Calder</span> também tem uma respeitável carreira a solo, iniciada com os Immaculate Machines, a sua primeira banda e já com dez álbuns lançados na última década, o que dá uma incrível média de um disco por ano. A juntar a essa pujança discográfica, há que salientar várias digressões, que solidificaram uma carreira iniciada com <em>Are You My Mother</em>, um disco baseado na luta inglória que a mãe de <span style="color: #ff0000;">Kathryn</span> travou contra a ALS e que a artista assistiu de perto. Esta relação entre tragédia e sucesso, marcou o início do percurso discográfico de <span style="color: #ff0000;">Calder</span> e deu-lhe imenso material sobre o qual pode escrever, o que justifica, de certo modo, esta pujança editorial.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://i.vimeocdn.com/video/242456126_640.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Passando longos períodos na estrada, <span style="color: #ff0000;">Kathryn</span> gosta de sentir que tem um ponto seguro e <em>Bright And Vivid </em>foi outro ponto importante no seu percurso discográfico, já que nesse trabalho refletiu, essencialmente, sobre si mesma e tudo aquilo que tinha mudado em si, após um início tão fulgurante de carreira, de mãos dadas com a perca referida, num álbum cheio de canções autênticas e pessoais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Agora, em 2015, <span style="color: #ff0000;">Kathryn</span> encontrou nos sintetizadores um manancial sonoro que a artista sentia que ainda não tinha explorado devidamente e refugiada num estúdio em Vancouver Island com o seu marido e produtor Colin Stewart, deu à luz estas dez novas canções que têm em comum essa artmosfera sintética que é agora o grande ponto de partida da sua música em deterimento da orgânica sentimental e emotiva que sempre guiou o seu processo de produção musical. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Kathryn Calder</span></em> é, portanto, um catálogo sonoro envolvente, climático e tocado pela melancolia. A delicadeza de canções como <em><span style="color: #ff0000;">Song and Cm</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">Arm and Arm</span></em> atestam esse vínculo forte com um ambiente sedutor, particularmente feminino e intenso. A instrumentação tem como pano de fundo a <em>pop</em> mais nostálgica, sendo audível a procura de uma sonoridade intimista e reservada, com um suspiro algo abafado e menos expansivo; Logo na primeira canção, em <span style="color: #ff0000;"><em>Slow Burning</em></span>, sente-se um elevado teor emotivo, possibilitado não só pela letra, mas também pelo peso da componente instrumental. Esse é um fator relevante que justifica o fato de <span style="color: #ff0000;"><em>Kathryn Calder</em></span> ser um verdadeiro passo em frente no aumento dos índices qualitativos do catálogo da artista, justificado pela tal primazia da sintetização e pelo uso de alguns arranjos inéditos; <em><span style="color: #ff0000;">My Armour</span></em>, por exemplo, é conduzida por uma batida hipnótica envolvente, mas os arranjos de sopros e cordas que flutuam pela canção, juntamente com a voz, dão ao tema uma cândura que transborda fragilidade em todas as notas, mas também nas sílabas e nos versos. Já o single <em><span style="color: #ff0000;">Take A Little Time</span></em>, com uma toada mais <em>rock</em>, com as guitarras a serem acompanhadas por uma melodia sintetizada <em>vintage</em> e um baixo cheio de efeitos, são outras manifestações audíveis e concretas deste jogo dual em que o disco encarreira, à medida que o alinhamento escorre pelos nossos ouvidos e uma mistura de força e fragilidade, nas vozes, na letra e na instrumentação, se equilibra de forma vincada e segura.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como costuma suceder nos discos desta cantora canadiana, a voz é, mais uma vez, um dos aspetos que mais sobressai e a produção está melhor do que nunca, com <span style="color: #ff0000;">Calder</span> a aperfeiçoar tudo o que já havia mostrado anteriormente, também na componente lírica e sem violar a essência de quem adora afogar-se em metáforas sobre o amor, a saudade, a dor e a mudança, no fundo tudo aquilo que tantas vezes nos provoca angústia e que precisa de ser musicalmente desabafado através de uma sonoridade simultaneamente frágil e sensível, mas também segura e equilibrada. Dan Mangan, Jill Barber e Hannah Georgas são outras vozes que tambem se escutam neste trabalho e que lhe conferem uma dimensão sonora ainda mais abrangente e apelativa, dentro do cenário pop idealizado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Kathryn Calder</span> </em>será sempre um marco importante na carreira da sua autora, independentemente da composição do seu catálogo sonoro definitivo, não só pela forma como apresenta de forma mais luminosa e extrovertida a sua visão sobre os temas que sempre lhe tocaram, mas, principalmente, pelo modo maduro e sincero como tenta conquistar o coração de quem a escuta com melodias doces e que despertam sentimentos que muitas vezes são apenas visíveis numa cavidade anteriormente desabitada e irrevogavelmente desconhecida do nosso ser. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Kathryn Calder - Kathryn Calder by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16524511083"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8718/16524511083_9430788f97.jpg" alt="Kathryn Calder - Kathryn Calder" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Slow Burning</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Take A Little Time</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Worth RemeMbering</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Blue Skies</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. When You See My Blood</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Only Armour</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Song In Cm</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. By Pride Or By Design</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Arm In Arm</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Beach</span></em></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/WNJy8GS1VDg" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:680368 2015-06-24T21:21:00 Spray Paint - Punters On A Barge 2015-06-24T20:26:20Z 2015-07-02T14:57:49Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de terem surpreendido em 2014 com o espetacular <em>Clean Blood Regular Acid</em>, os<span style="color: #99ccff;"> Spray Paint</span>, de Cory Plump (guitarra e voz), George Dishner (guitarra e voz) e Chris Stephenson (bateria e voz), uma banda <em>artpunk</em> de Austin, no Texas, na senda de nomes tão importantes como os Thee Oh Sees, Parquet Courts ou Viet Cong, estão de regresso em 2015 com <span style="color: #99ccff;"><em>Punters On The Barge</em></span>, o quarto trabalho da carreira do trio, um disco que viu a luz do dia a um de junho através da <a style="color: #999999;" href="https://homelessvinyl.com.au/">Homeless Vinyl</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.austinchronicle.com/binary/647e/music_feature1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A cartilha insana do <em>indie rock</em> alternativo dos anos noventa está mais viva do que nunca e estes<span style="color: #00ccff;"> Spray Paint </span>parecem exímios a remexer nessa época em que nomes como os Nirvana, Smashing Pumpkins, Soundgarden ou Pearl Jam, Offspring ou Green Day, pegaram nas guitarras e no baixo e testaram os limites das pedaleiras em canções eminentemente curtas e diretas que versavam, quase sempre, sobre os tipicos dilemas juvenis ou questões politicas e ambientais. Este projeto navega um pouco em redor destes nomes distintos com <span style="color: #00ccff;"><em>Entry Level Humam</em></span>, por exemplo, a ser um tema cheio de detalhes típicos do grupo de Bryan "Dexter" Holland e <em><span style="color: #00ccff;">Alchemy</span></em> a chamar a si a herança mais <em>noise</em> de Eddie Vedder, só para citar dois exemplos concretos. Seja como for, em termos gerais, <span style="color: #00ccff;"><em>Punters On A Barge</em></span> soa a uma espécie de encontro improvável entre Corgan e Malkmus, à boleia de um festim inebriante, feito com guitarras distorcidas, cheias de efeitos metálicos e uma voz que declama sem desafinar e que exala um espírito jovem e bastante beliçoso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #00ccff;"><em>Polar Beer</em></span>, uma canção que tem a Islândia como cerne temático, foi o primeiro avanço divulgado deste trabalho, um tema assente numa guitarra hipnótica, esquizofrénica e fortemente combativa, mas incrivelmente controlada, num resultado de proporções incrivelmente épicas, bem capaz de proporcionar um verdadeiro orgasmo volumoso e soporífero, a quem se deixar enredar na armadilha emocionalmente desconcertante que os <span style="color: #00ccff;">Spray Paint</span> construiram neste tema. E como ao quarto tema, em <span style="color: #00ccff;"><em>I Hate Your Paintings</em></span>, a toada mantém-se, fica claro que os <span style="color: #00ccff;">Spray Paint</span> não cairam na tentação de complicar, num alinhamento sem quebras, nem momentos pouco ruidosos que os pudessem levar para territórios onde se pudessem sentir, talvez, menos cómodos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #00ccff;">Spray Paint</span> têm urgência em se mostrar e fazem-no com uma crueza avasssaladora mas, sem perder nunca o norte, nem sem se deixarem levar por experimentalismos e arranjos desnecessários. E se em <em><span style="color: #00ccff;">Soiled</span></em> perdem um pouco o norte pelo modo como abusam da vibração das cordas ou se <em><span style="color: #00ccff;">Fishing</span></em> tem um ambiente um pouco mais narcótico e sombrio que o habitual, estes ligeiros desvios da norma padrão sucedem sem descarrilar e têm o propósito claro de encontrar alguns detalhes do<em> rock</em> mais progressivo e do próprio metal e não num sentido mais brando ou melancólico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há uma componente melódica particularmente assertiva em todas as canções de <em><span style="color: #00ccff;">Punters On A Barge</span></em>, apesar do cariz particular da sonoridade que replicam. O baixo é pouco percetível mas é um instrumento essencial como aconchego e domina as guitarras e a bateria, com pulso firme. O <em>fuzz</em> visceral de <span style="color: #00ccff;"><em>Middle Relief</em></span> coloca o <em>red line</em> à prova com maior intensidade, sendo este um disco de guitarras, mas quem aprecia o baixo e a bateria irá certamente sentir-se deliciado com a quantidade de efeitos que vai descobrir neste álbum.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Independentemente do grau de acidez e de rudeza destes <span style="color: #00ccff;">Spray Paint</span>, <span style="color: #00ccff;"><em>Punters On ABarge</em></span> é um remate certeiro e um marco significativo na discografia atual que se inspira no período aúreo do <em>rock</em> alternativo norte americano, através de canções plenas de originalidade e com uma elevada bitola qualitativa e que devemos guardar com reverência para que sejam levadas para a linha da frente do nosso <em>airplay</em> particular quando nos apetece ouvir algo completamente distinto e único e longe da habitual limpidez sonora que geralmente nos cerca. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2392790667/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="640" height="360" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:716453 2015-06-23T17:49:00 Numbers Are Futile - Sunlight On Black Horizon 2015-06-23T16:49:36Z 2015-06-23T16:49:36Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://numbersarefutile.com/">Numbers Are Futile</a> são Δ ☼ ❍ e Δ Π Δ, um português e um grego sedeados em Edimburgo, na Escócia e representados pela insuspeita <a href="http://songbytoadrecords.com/releases/">Song By Toad, Records</a>, de Matthew Young. <em><span style="color: #ff00ff;">Sunlight On Black Horizon</span></em> é o disco de estreia deste projeto, um trabalho editado a dezoito de maio, disponivel em formato vinil e digital, com oito canções guiadas por uma percussão exemplar e <em>samples</em> únicos, que sobrevivem num universo subsónico e contrastante, com a voz a flutuar em redor, numa banda sonora que fala de sonhos, de liberdade e de redenção.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.kelburngardenparty.com/wp-content/gallery/2014-artists/numbersarefutile.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos maiores trunfos deste conjunto de canções está na decisão da dupla em abordar a míriade sonora que fez sempre parte dos gostos músicais de ambos e do universo cultural em que cresceram, com pontos de encontro óbvios e onde as herançashelénica e românica são referências óbvias. <em><span style="color: #ff00ff;">The Great Chimera</span></em> é um oásis de cor e luz que entre as sete colinas de Lisboa e o Pártenon nos oferece algumas das caraterísticas fundamentais <em>world music, chillwave, dream pop, new age</em> e de outras sonoridades mais clássicas e experimentais, que se multiplicam ao longo do alinhamento de <span style="color: #ff00ff;"><em>Sunlight On Black Horizon</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Acaba por ser viciante experimentar ouvir o disco várias vezes e ir catalogando mentalmente os universos sonoros abordados e estimulante perceber como eles se relacionam e se fundem nas canções. Este constante sobressalto e variedade sonora ficam ainda mais enriquecidos quando se constatam as diferenças na forma de cantar de Δ ☼ ❍ e o encanto etéreo e celestial com que os dois músicos comunicam entre si.</span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo a abrir, a já citada <em><span style="color: #ff00ff;">The Great Chimera</span></em> sustenta-se nuns teclados que criam uma atmosfera envolvente e bastante quente e depois<span style="color: #ff00ff;"> <em>We Float </em></span>parece querer remeter a raça humana para as suas origens aquáticas, com os tambores a explicarem que, inevitavelmente, somos criações da natureza e a ela nos devemos manter ligados. O som que emanam nesta canção tem uma toada épica, que se mantém em <em><span style="color: #ff00ff;">Monster</span></em>, ampliada aqui por instrumentos de sopro, mais uma exemplo da percussão fenomenal e bastante diversificada que estes <em><span style="color: #ff00ff;">Numbers Are Futile</span> </em>debitam e que, neste caso, vai-se construindo aos poucos, através de uma sequência rítmica bastante moderna.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como seria de esperar, os teclados são cruciais no amenizar da gravidade dos tambores e das batidas e têm um papel fundamental no que toca à criação de um ambiente confortável e familiar para o ouvinte. Em <em><span style="color: #ff00ff;">Oblivion Days</span></em>, um dedilhar hipnótico de duas ou três teclas e a inserção dos tambores de modo paticularmente pujante e grandioso, quase a meio do tema, provam como estes <span style="color: #ff00ff;">Numbers Are Futile</span> são mestres na instrumentação, na forma como tocam e como conjugam todos os instrumentos, não deixando de ser estimulante conferir esta sonoridade única e que evoca ambientes seculares enquanto que, simultaneamente, soa de uma forma tão nova e tão refrescante.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao ocaso, não há como não nos sentirmos tocados pelos inéditos<em> samples</em> vocais de<em><span style="color: #ff00ff;"> In The Fields</span></em> que, juntamente com as notas que são tocadas, evocam um ambiente um pouco mais obscuro, como se a canção ilustrasse um culto secreto, ou um ritual. Depois, se o orgão de<em><span style="color: #ff00ff;"> Doomsday Blues</span></em> parece conter a chave que abre a porta do paraíso, já os teclados hipnóticos de <em><span style="color: #ff00ff;">The Threat</span> </em>puxam-nos, mais uma vez, para uma cavernosa obscuridade orgânica, assim como o ópio percurssivo que alimenta <em><span style="color: #ff00ff;">Vice &gt; Reason</span></em>. Estes temas constroem a sequência mais emotiva e ruidosa do disco que, quando termina, faz-nos sentr que a escuta de <em><span style="color: #ff00ff;">Sunlight On Black Horizon</span></em> é, fundamentalmente, uma experiência semelhante à audição de um monólogo de Zeus no seu próprio templo, em oito canções onde somos levados e elevados ao mesmo nível dos templos mais altos da mitologia grega. Espero que aprecies a sugestão...</span></div> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2315957723/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="435" height="244" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:715185 2015-06-23T14:40:00 Teen Daze – Morning World 2015-06-23T13:50:12Z 2015-06-23T13:50:12Z <div class="entry"> <p><a title="Teen Daze - Morning World by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18898974601"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/4/3731/18898974601_44742bddb5_o.jpg" alt="Teen Daze - Morning World" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de em 2013 o canadiano <span style="color: #99ccff;">Teen Daze</span> ter lançado <em>Glacier</em>, o seu terceiro registo de originais, por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.lefserecords.limitedrun.com/products/517352-teen-daze-glacier-pre-order">Lefse Records</a>, um disco cheio de ambientes etéreos e texturas sonoras minimalistas, com um cariz um pouco gélido, uma espécie de álbum conceptual que pretendia ser a banda sonora de uma viagem a alguns dos locais mais inóspitos e selvagens do nosso planeta e de alguns meses depois ter editado um novo EP intitulado <em>Paradiso</em>, agora está de regresso com uma proposta completamente diferente intitulada <em><span style="color: #99ccff;">Morning World</span></em>, o primeiro <em>single</em> do músico à sombra da <a href="http://paperbagrecords.com/">Paper Bag Records</a> e produzido por John Vanderslice.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em pouco mais de quatro minutos, <em><span style="color: #99ccff;">Morning World</span></em> embala-nos com sintetizadores carregados de <em>reverb</em> e <em>loopings</em>, uma bateria a tocar fora de tempo, uma voz doce e nostálgica e um efeito de guitarra envolvente, com o violino no final a ser a cereja no topo do bolo de uma canção perfeita para estes dias de verão mais relaxantes e reluzentes. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/210410904&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:678615 2015-06-22T17:55:00 Of Monsters And Men - Beneath The Skin 2015-06-22T16:55:18Z 2015-06-22T16:55:18Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Três anos após <em>My Head Is An Animal</em>, o excelente disco de estreia que catapultou os islandeses <span style="color: #ccffff;">Of Monsters And Men</span> de Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson e Arnar Rósenkranz Hilmarsson para o estrelato e lhes proporcionou longas e bem sucedidas digressões, eles estão de regresso com um novo álbum intitulado<span style="color: #ccffff;"> <em>Beneath The Skyn</em></span>, um trabalho produzido pela banda e por Rich Costey e que viu a luz do dia a nove de junho, via Republic.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.billboard.com/files/styles/promo_650/public/media/of-monsters-and-men-roger-kisby-2014-billboard-650.jpg?itok=13IrFgSo" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um pouco contra a corrente da maioria das propostas musicais que vêm da Islândia, quase sempre com um forte cariz épico e experimental e que se inserem no universo fonográfico alternativo, aquilo que se escuta em <em><span style="color: #ccffff;">Beneath The Skin</span></em> e nestes <span style="color: #ccffff;">Of Monsters And Men</span><strong> </strong>é difícil de acreditar que tenha vindo de um lugar tão gelado e remoto, porque é feito por músicos calorosos, divertidos e com uma facilidade singular para elaborar melodias deliciosas. <em><span style="color: #ccffff;">Crystals</span></em>, o tema que abre o disco e primeiro single retirado do mesmo, ilustra a mensagem positiva da composição e clarifica uma aposta na continuidade relativamente à estreia, numa canção assente num <em>pop rock</em> apoteótico, com uma percussão vibrante e pleno de guitarras e onde cada verso da canção é entoado com sentimento e emoção. A forma coesa como a voz de Nanna e Ragnar se complementam fica evidente também em músicas como a climática e densa <span style="color: #ccffff;"><em>Hunger</em></span> e a sentimental e luminosa<em> <span style="color: #ccffff;">Empire</span></em>. Mas as pérolas, quer vocais quer instrumentais não param por aí. É uma árdua tarefa encontrar alguma faixa de qualidade questionável em <span style="color: #ccffff;"><em>Beneath The Skin</em></span>, já que durante as treze canções que compõem este novo álbum dos<span style="color: #ccffff;"> Of Monsters And Men</span>, o que se ouve é consistência pura.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É já seguro afirmar que este quarteto islandês representa muito do que de melhor o mercado alternativo e independente tem atualmente para oferecer, à boleia de uma receita repleta de elementos <em>pop</em> misturados com a <em>folk</em>, com as cordas, os metais e o acordeão a assumirem a vanguarda na composição, em todo o alinhamento de Beneath The Skin. Mesmo que em temas como a já referida <em><span style="color: #ccffff;">Hunger</span></em> ou <em><span style="color: #ccffff;">I Of The Storm</span></em> exista um clima mais introspetivo, é inevitável apreciar-se, à medida que os temas avançam, o florescer de uma dimensão épica, proporcionada, quase sempre, pelo instrumental do refrão. Esta postura sonora acbaa por provocar uma conexão imedisata entre banda e ouvinte e o cariz raidofónico, acessível e orelhudo do processo de composição melódica, em tudo semelhante ao disco cde estreia, tem o veneno eficaz para congregar uma vasta legião de seguidores entusiastas, aqueles que são ávidos de canções açucaradas, impecavelmente produzidas e que apelam de modo incisivo à grandiosidade do sentimento.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco com um enorme sabor a <em>deja vú</em> relativamente a <em>My Head Is An Animal</em>, <span style="color: #ccffff;"><em>Beneath The Skin</em></span> digere-se de modo agradável, com os <span style="color: #ccffff;">Of Monsters And Men</span> a explorarem um género sonoro que lhes permite revelar toda a sua alma, sem influências externas ou exigências do mercado, demonstrarando um talento invejável e revelando uma alma pura que continua a ter muito a oferecer aqueles que, como eu, estão sempre sedentos por boa música. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Of Monsters And Men - Beneath The Skin by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18428198426"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/9/8829/18428198426_3f3e4546c4_o.jpg" alt="Of Monsters And Men - Beneath The Skin" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Crystals</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Human</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Hunger</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Wolves Without Teeth</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Empire</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Slow Life</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Organs</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Black Water</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Thousand Eyes</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. I Of The Storm</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. We Sink</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Backyard (Bonus Track)</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Winter Sound (Bonus Track)</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>14. Black Water (Chris Taylor Of Grizzly Bear Remix)</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>15. I Of The Storm (Alex Somers Remix)</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/H2lzxGcbz-g" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:705657 2015-06-21T18:27:00 PINS - Wild Nights 2015-06-21T17:27:59Z 2015-06-21T17:32:04Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Holgate, Lois McDonald, Anna Donigan e Sophie Galphin são as <span style="color: #ccffff;">PINS</span>, um quarteto britânico oriundo de Manchester, que editou no passado dia nove de junho <span style="color: #ccffff;"><em>Wild Nights</em></span>, onze canções com a chancela da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://store.bellaunion.com/product/pins-wild-nights">Bella Union</a> e que, não mudando o curso da história do <em>indie rock</em>, devem chegar rapidamente aos teus ouvidos e com uma certa devoção, porque fazem parte de um disco que irá catapultar definitivamente este projeto para o merecido estrelato. Se estás virada para o guarda-fatos a escolher o vestido com que irás sair esta noite, se o trabalho entrou num impasse e precisas de ouvir algo que funcione um desbloqueador criativo e animado ou se conduzes numa estrada junto ao oceano num dia solarengo mas falta a banda sonora perfeita que irá completar esse cenário onírico, então as <span style="color: #ccffff;">PINS</span> são a escolha certa porque respirar ao som deste disco é saborear automaticamente um clima festivo sem paralelo e dar de caras com um compêndio sonoro que prende hermeticamente os nossos ouvidos, no modo como cria um universo familiar e cativante que facilmente nos enclausura.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.list.co.uk/images/2013/10/11/pins-credit-elle-brotherhoo.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Gravado no Rancho De La Luna, em Joshua Tree, nos Estados Unidos, por Dave Catching, <em><span style="color: #ccffff;">Wild Nights</span></em> encontra ecos na pop sessentista e no garage rock que começou a brotar nessa mesma década, sendo essa apenas a base de uma sonorisade que depois se materializa numa consistência e corpulência superiores a qualquer exemplo sonoro atual que se guie apenas por estas destas bitolas. Assim, numa banda britânica, mas que soa muito mais ao outro lado do atlântico, The Cramps, Velvet Undergorund, The Dandy Warhols e as mais contemporâneas Dum Dum Girls, parecem ser influências assumidas, que foram reveladas logo em<em> Girls Like Us</em>, o disco de estreia. esse trabalho, editado o ano passado, colocou alguma crítica imeditamente de olho nestas quatro rockers assumidas e <em><span style="color: #ccffff;">Wild Nights</span></em> confirma o elevado apetite para a destruição de uma banda quem traz fogo na venta, mas com estilo, classe e <em>glamour</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A abrir com um portentoso <em>fuzz</em> de guitarra, um baixo vigoroso e uma percussão marcada, numa melodia épica por onde navega uma voz feminina invulgarmente grave e sensualmente abrasiva, <em><span style="color: #ccffff;">Wild Nights</span></em> tem em <em><span style="color: #ccffff;">Baby Banghs</span></em> um excelente exemplo desta raiva que condensada nesta amálgama de quatro rostos rock que espreitam em cada esquina de canções que sustentam a sua génese em guitarras que navegam entre os turtuosos sistemas circulatórios do psicadelismo e do noise mais <em>post-punk</em>. A toada aprimora-se em <span style="color: #ccffff;"><em>Young Girls</em></span>, uma ode ao feminismo e um exemplo do modo hábil como as <span style="color: #ccffff;">PINS</span> expôem certos detalhes da vida comum e os transformam, na sua escrita, em eventos magnificientes e plenos de substância (<em>What will we do when our dreams come true, young girls?</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A escrita das <span style="color: #ccffff;">PINS</span> tem essa faceta simultaneamente confidente e epifânica até porque, da exaltação do ócio criativo do negrume visceral que palpita em <span style="color: #ccffff;"><em>House Of Love</em> </span>e <span style="color: #ccffff;"><em>Molly</em></span> até à apologia do amor em<em><span style="color: #ccffff;"> Dazed By You</span></em>, são vários os exemplos do modo como estas miúdas exaltam romanticamente e com um charme algo displiscente mas feliz, a postura que têm em relação à vida, feita, geralmente, de dois pólos opostos. A <em>pop</em> animada e luminosa desta <em><span style="color: #ccffff;">Dazed By You</span></em>, tema onde salta ao ouvido o excelente improviso da guitarra e, em oposição, o clima mais sombrio e crú da experimental e psicadélica <em><span style="color: #ccffff;">Oh Lord</span></em>, expressam, sintomaticamente, este constante plasmar de paradoxos, um delicado balanço e uma contínua tensão oscilante entre o tédio, a raiva e a festa, o doce e o amargo e, enfim, entre o meramente quotidiano e aquilo que é naturalmente poético. Seja como for, caso subsistam dúvidas sobre o nosso campo preferido desta deriva sonora ou a faceta em que as <span style="color: #ccffff;">PINS</span> se mostram mais confortáveis, basta escutar-se o limbo existencial e meditativo que escorre do volumoso<em> indie rock</em> de <span style="color: #ccffff;"><em>Too Little Too Late</em></span> para sermos agarrados pelos colarinhos e rapidamente integrados num disco com onze canções que podem tornar-se futuramente em clássicos intemporais, à boleia de uma verdadeira explosão de cores e ritmos que contam sentimentos reais e que podem atingir o outro ou qualquer um de nós. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://s29.postimg.org/r8s5g4ufr/1433772811_front.jpg" alt="PINS - Wild Nights (2015) 320 KBPS" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em> 1. Baby Bhangs </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>2. Young Girls </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>3. Curse These Dreams </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>4. Oh Lord </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>5. Dazed by You </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>6. Got It Bad </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>7. Too Little Too Late </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>8. House of Love </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>9. If Only </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Molly </em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Everyone Says </em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FBaSqb__TYSE%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DBaSqb__TYSE&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FBaSqb__TYSE%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="429" height="241" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:716226 2015-06-21T16:07:00 Editors - Marching Orders 2015-06-21T15:18:04Z 2015-06-21T15:18:04Z <p><a title="Editors - Marching Orders by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18957415742"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/390/18957415742_2ca59642fc_o.jpg" alt="Editors - Marching Orders" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://www.editorsofficial.com/">Editors</a> de Tom Smith estarão de regresso aos discos ainda este ano, mas <em><span style="color: #99ccff;">Marching Orders</span></em>, o novo tema divulgado pela banda, não fará parte do alinhamento desse trabalho. Esta balada cheia de sentimento e emoção e já com direito a um video realizado po Rahi Rezvani, tem objetivos de beneficiência. As vendas em formato digital e a edição física em <em>vinil de 12"</em>, limitada a trezentos exemplares, reverterão para a <a style="color: #999999;" href="https://www.oxfam.org/">Oxfam</a>, uma organização internacional não governamental sedeada em Inglaterra e que apoia causas sociais, além de lutar contra a pobreza.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99ccff;"><em>Marching Orders</em></span> é mais um exemplo claro de um propósito dos <span style="color: #99ccff;">Editors</span> de se assumirem definitivamente como uma banda de massas e deixar de vez o universo <em>mainstream</em> para fazer parte da primeira liga do campeonato mundial do <em>indie rock</em>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Rgy4EHyG94M" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:708829 2015-06-19T15:48:00 Kid Wave – Wonderlust 2015-06-19T14:49:00Z 2015-06-19T14:49:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Harry Deacon Lea Emmery Serra Petale Mattias Bhatt são os <span style="color: #666699;">Kid Wave</span>, uma banda feita de musicos suecos mas oriunda de Londres e que se estreou recentemente nos discos com <em><span style="color: #666699;">Wonderlust</span></em>, um trabalho que viu a luz do dia um de junho, através da Heavenly Recordings.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://tracker-magazine.com/wp-content/uploads/2015/02/Kid-Wave.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Escuta-se <em><span style="color: #666699;">Wonderlust</span></em> e não se adivinha que estas onze canções foram gravados no auge dos rigores do mais recente inverno londrino, tal é a luminosidade e a cor com que exploram alguns dos melhores detalhes da <em>dream pop</em>, do <em>shoegaze</em> e do rock alternativo dos anos noventa. Quer a distorção das guitarras e o ritmo frenético, quer a toada épica e vibrante de <em><span style="color: #666699;">All I Want</span></em>, são apenas dois exemplos de rumos e ritmos diferentes explorados em <em><span style="color: #666699;">Wonderlust</span></em>, mas que convergem para a mesma espiral de grandiosidade e vibração que conduz toda obra.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <span style="color: #666699;"><em>Honey</em></span>, com a percussão e os arranjos metálicos a explorarem vertentes mais progressivas, de mãos dadas com uma distorção de guitarra magnânima, os <span style="color: #666699;">Kid Wave</span> condensam, com enorme mestria, a sua receita sonora e, quer nesse tema, quer em <em><span style="color: #666699;">Best Friend</span></em>, servem-se da melancolia para ampliarem a expressividade que colocam nas suas letras, que exprimem, geralmente, as típicas dores e dilemas do início da vida adulta. Desse modo familiar de escrever e cantar sobre assuntos que nos são caros já que tocam em alguns dos nossos dilemas existenciais, os <span style="color: #666699;">Kid Wave</span> conseguem captar definitivamente toda a nossa atenção, enquanto sonoramente explodem, quase sempre, em elevadas doses de distorção. Mesmo quando em <em><span style="color: #666699;">Walk On Fire</span></em>, o quarteto avança por territórios mais contemplativos e etéreos, não abranda na firmeza e na profundidade do sentimento que a sua música transporta, balizando firmemente a abrangência da sua orientação sonora. Esta roça quase sempre a genialidade a nível instrumental, seja qual for o <span style="line-height: 1.3;">poder e a robustez dos timbres da guitarra e a ênfase dada aos vários arranjos, lindíssimos na mais <em>folk <span style="color: #666699;">Freeride</span></em>; Escuta-se o <em>fuzz</em> experimental, sombrio e progressivo de <em><span style="color: #666699;">Baby Tiger</span></em> e o arranque rugoso e explosivo de<span style="color: #666699;"><em> Gloom</em></span>, que se repete no refrão e depois o andamento açucarado da guitarra desta última e, quer num caso quer noutro, é plena a sensação </span>de controle, inclusive quando a própria temática das canções até convidaria a um maior manifestação, através da sonoridade, de uma superior raiva ou descontrole emocional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há algo de profundamente nostálgico e acolhedor no som destes <span style="color: #666699;">Kid Wave</span>, principalmente para quem, como eu, cresceu escutando a par e passo e com particular devoção, o desenvolvimento do indie rock alternativo na última década do século passado. De certo modo, o que eles propôem em <em><span style="color: #666699;">Wonderlust</span></em> é um verão que dura o ano inteiro e, se for necessário, estão dispostos a funcionar na nossa mente como um verdadeiro psicoativo sentimental, guiado pela nostalgia e pelas emoções que pretendem transmitir, de modo algo subtil e surpreendentemente apelativo, oferecendo-nos um certo transe libidinoso num disco de <em>rock</em> que tanto pode ser escutado nos jardins de infância após o almoço, como além das paredes do nosso refúgio mais secreto, com a mesma exuberância e dedicação. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Kid Wave - Wonderlust by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18339784332"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/9/8808/18339784332_0626f61db9_z.jpg" alt="Kid Wave - Wonderlust" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Wonderlust</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Gloom</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Honey</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Best Friend</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Walk On Fire</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Baby Tiger</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. All I Want</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Sway</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Freeride</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. I’m Trying To Break Your Heart</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Dreaming On</span></em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5t5scwQTyvw" width="540" height="320" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:713436 2015-06-18T21:43:00 Dutch Uncles - O Shudder 2015-06-18T20:43:07Z 2015-06-18T20:43:07Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lançado no passado dia vinte e três de fevereiro através da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://www.memphis-industries.com/release/o-shudder/">Memphis Industries</a>, <em><span style="color: #ff0000;">O Shudder</span></em> é o mais recente trabalho dos <a style="color: #999999;" href="http://dutchuncles.co.uk/">Dutch Uncles</a>, uma banda de <em>indie pop</em> britânica, sedeada em Marple e atualmente formada por Duncan Wallis, Andy Proudfoot, Robin Richards e Peter Broadhead. <em><span style="color: #ff0000;">O Shudder</span></em> é já o quatro álbum da carreira de um projeto que deu o ponto de partida em 2009 com um homónimo editado pela Tapete Records, mas foi com <em>Cadenza</em> e <em>Out Of Touch In The Wild</em>, já na Memphis Industries, que os <span style="color: #ff0000;">Dutch Uncles</span> começaram a ser olhados pela crítica com particular devoção, apesar de ainda serem um dos melhores segredos od universo sonoro indie e alternativo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2015/2/18/1424280202468/Dutch-Uncles-009.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>O Shudder</em></span> não defrauda quem estava à espera de uma proposta sonora ambiciosa e sofisticada, como já é paanágio deste quarteto, que conhece os melhores atalhos para aprimorar uma queda acentuada para a vertente experimental, mas sem decurar a oferta de canções acessíveis à maioria dos ouvidos, como comprova <em><span style="color: #ff0000;">Babymaking</span></em>, o primeiro tema do alinhamento deste trabalho e o já apreciável catálogo de singles retirados do disco. Logo nos violinos, no sintetizador e na toada épica desse tema, ficams esclarecidos quanto à toada geral amena das canções, com a vertente instrumental a centrar-se primordialmente no campo sintético. Em <em><span style="color: #ff0000;">Upsilon</span></em>, apesar da distorção das guitarras ser esplendorosa, a batida abriga-se claramente na herança da <em>synthpop </em>típica dos anos oitenta, mas de forma equilibrada e não demasiado<em> vintage</em>, sucedendo algo similar no piscar de olhos ao discosound na animada <em><span style="color: #ff0000;">Decided Knowledge</span></em> e com o piano de<em><span style="color: #ff0000;"> I Should Have Read</span></em> a acertar um pouco as contas e a ser decisivo para o equilíbrio final.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Essa década de oitenta está, como se percebe, fortemente representada na vertente instrumental, com<em><span style="color: #ff0000;"> In N Out</span></em> a prová-lo também em relação à percussão, mas não se sobrepõe à habitual estética dos <span style="color: #ff0000;">Dutch Uncles</span> que têm abraçado a<em> pop</em> contemporânea e ajudado imenso ao seu enriquecimento, pelo modo inédito como olham para o passado sem se deixarem seduzir demasiado por ele.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Given Thing</em></span> é, talvez, o melhor exemplo de <em><span style="color: #ff0000;">O Shudder</span></em> deste balanço temporal equilibrado, uma canção que apresenta uma mescla de referências que ganham vida de mãos dadas com a ponte entre o presente e o passado, quer pelo modo curioso como a voz é reproduzida, mas também pela disposição das cordas na melodia e o uso do reverb. No entanto, <span style="color: #ff0000;"><em>Don’t Sit Back (Frankie Said)</em></span> e a hipnótica e belíssima <span style="color: #ff0000;"><em>Tidal Weight</em></span>, são também claros exemplos que ampliam o cardápio de referências e a herança inspiradora que serve de base ao quarteto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com imensas canções que abrem de par em par uma enorme janela de luz chamada <em><span style="color: #ff0000;">O Shudder</span></em>, espreita-se para dentro e torna-se firme a evidência da firmeza sonora identitária dos <span style="color: #ff0000;">Dutch Uncles</span>, que apreciam abordar a <em>pop</em> indo um pouco além dos padrões comuns. Assim, exuberância e cor são sensações transversais ao ambiente de toda a obra, impecavelmente produzida, rica em detalhes curiosos e a exalar um charme que deve também imenso ao registo vocal em falsete de Duncan, que ajuda à aproximação entre a banda e o ouvinte, ao mesmo tempo que confere a densidade correta às letras, ajudando a que o conjunto final de muitas canções tenha vida e um pulsar que não nos passa despercebido. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/uploads/2015/02/Dutch-Uncles-O-Shudder.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Babymaking</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Upsilon</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Drips</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Decided Knowledge</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>I Should Have Read</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>In n Out</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Given Thing</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Don’t Sit Back (Frankie Said)</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Accelerate </em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Tidal Weight</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Be Right Back</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FKESiOVOufm4%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DKESiOVOufm4&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FKESiOVOufm4%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/174700727&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="517" height="290" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p>