urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2016-08-25T16:17:09Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:816882 2016-08-25T17:11:00 Jimmy Eat World – Get Right 2016-08-25T16:17:09Z 2016-08-25T16:17:09Z <div id="post-36819" class="post"> <h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c7.staticflickr.com/9/8336/28518914334_6947e1b5a1_z.jpg" alt="Jimmy Eat World - Get Right" width="400" height="400" /></span></h1> </div> <div id="post-36812" class="post"> <div class="entry"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os norte americanos <a href="http://www.jimmyeatworld.com/">Jimmy Eat World</a> já têm sucessor para <em>Damage</em>, o disco que lançaram há três anos e que foi o oitavo do cardápio deste projeto de Meza, no Arizona e que lançou álbuns tão fundamentais como <em>Clarity</em> (1999) ou <em>Bleed American</em> (2001), a obra-prima do colectivo. Isso irá mudar em 2016, já que este excelente grupo de rock alternativo divulgou para audição <em><span style="color: #99ccff;">Get Right</span></em>, uma nova canção que explode em cordas eletrificadas que clamam por um enorme sentido de urgência e caos, um incómodo sadio que não nos deixa duvidar acerca da manutenção do ADN dos <span style="color: #99ccff;">Jimmy Eat World</span> no nono disco, ainda sem data de lançamento prevista. Confere...</span></p> <p><span style="color: #999999;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vMj7baqFV3M" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:816357 2016-08-24T19:12:00 Jagwar Ma - O B 1 & Give Me A Reason 2016-08-24T18:19:27Z 2016-08-24T18:19:27Z <p><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://nme.assets.ipccdn.co.uk/images/3.2013JAGWARMA_JF_1642120913.article_x4.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Os <span style="color: #ffcc99;">Jagwar Ma</span> são Jono Ma, Jack Freeman e Gabriel Winterfield uma banda australiana apaixonada pelas sonoridades alternativas dos anos noventa e que procuram promover na sua música uma espécie de simbiose entre a neopsicadelia desenvolvida, por exemplo, pelos Primal Scream a a <em>brit pop</em> dos Blur no período <em>Parklife</em> e os próprios Stone Roses. Fazem canções cheias de colagens e sobreposições instrumentais, que em <em>Howlin</em>, o disco de estreia do projeto, encarnaram uma espécie de súmula de alguns dos mais interessantes detalhes sonoros dessa época.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Ainda em 2016 os <span style="color: #ffcc99;">Jagwar Ma</span> vão regressar aos discos com <em><span style="color: #ffcc99;">Every Now &amp; Then</span></em>, o sucessor de <em>Howlin</em>, mais concretamente a catorze de outubro e através da insuspeita Mom+Pop/Marathon. Serão onze temas produzidos por Ewan Pearson e gravados aqui, na Europa, em dois locais; Na pitoresca ruralidade de França, numa quinta que tem um estúdio, chamada La Brèche e no famoso Le Bunker, no norte de Londres.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Os Beastie Boys foram uma inspiração clara para os <span style="color: #ffcc99;">Jagwar Ma</span> neste disco e <em><span style="color: #ffcc99;">O B 1</span></em>, canção que conta com a participação especial de Stella Mozgawa das Warpaint e <em><span style="color: #ffcc99;">Give Me A Reason</span></em>, os dois <em>singles</em> já divulgados do trabalho, demonstram-no, quer no pendor nostálgico dos tais anos noventa, mas também na contemporaneidade de duas canções, que num misto de pop, eletrónica e pequenas experimentações próximas do <em>rock</em>, exemplificam a massa sonora que sustentará o disco e que, como sabemos, caraterizam uma vasta coleção de propostas musicais que nos dias de hoje nos chegam dos quatro cantos do mundo. Confere...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/9/8451/28088644200_fde33a0bd6_o.jpg" alt="Jagwar Ma - O B 1" width="400" height="400" /></span></p> <p> </p> <p> </p> <p><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/N1i06Aog2MQ" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c8.staticflickr.com/9/8631/28489913143_e71d4ae631_z.jpg" alt="Jagwar Ma - Give Me A Reason" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Give Me A Reason</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Give Me A Reason (Radio Edit)</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/CkvDccj-a5U" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:815843 2016-08-22T18:00:00 Dub Inc - Triste Époque 2016-08-22T17:15:20Z 2016-08-22T17:15:20Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/13902629_10153727795576889_9082687267501006037_n.jpg?oh=40797e72f51251d0e976ced9f42eb1a3&amp;oe=5845325B" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Saint-Étienne é o poiso natural dos <a style="color: #999999;" href="http://www.dub-inc.com/">Dub Inc</a>, um coletivo formado por Hakim Meridja <em>Bouchkour</em>, Aurélien Zohou <em>Komlan</em>, Jérémie Gregeois, Grégory Mavridorakis <em>Zigo</em>, Frédéric Peyron, Idir Derdiche, Moritz Von Korff e Benjamin Jouve e que é já um dos nomes fundamentais do cenário <em>reggae</em> europeu.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É já a vinte e três de setembro que chega aos escaparates <span style="color: #cc99ff;"><em>So What</em></span>, o muito aguardado novo álbum deste coletivo francês e <span style="color: #cc99ff;"><em>Triste Époque</em></span> é a primeira música divulgada do trabalho, uma composição vibrante, intensa e que juntando ao <em>reggae</em> teclados sintetizados e algumas linhas de guitarra, atesta a miscelânea estilística e sonora de uns <span style="color: #cc99ff;">Dub Inc</span> que se projetam musicalmente e como o <em>press release</em> do lançamento tão bem narra, inspirados por uma verdadeira ética humana. Tiken Jah Fakoly, David Hinds ou Tarrus Riley são influências declaradas e as suas atuações ao vivo já lendárias, verdadeiros festins de <em>reggae</em> e <em>world music</em> com uma inergia inesgotável e contagiante. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FO57iHKsRPJI%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DO57iHKsRPJI&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FO57iHKsRPJI%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:815615 2016-08-22T17:59:00 Dub Inc - Triste 2016-08-22T17:00:01Z 2016-08-22T17:00:01Z <p>Os Dub Inc lançam agora “Triste Époque”, a primeira música do tão aguardado novo disco “So What”.</p> <p> </p> <p>Sem dúvida nenhuma, os Dub Inc tornaram-se o epítome da banda de reggae de sucesso europeia; na verdade, as performan ces ao vivo da banda têm-lhes permitido estabelecer-se como a ponta de lança da cena musical francesa para o exterior ao longo dos últimos dez anos.</p> <p> </p> <p>Inspirados por uma verdadeira ética humana, o seu sentido único de melodia combinado com letras verdadeiras exportou-os tão bem que a sua música ressoa tão longe como Portugal, Argélia, Senegal, Canadá, Columbia ou Índia, bem como em lugares onde eles se encontram lado a lado internacionalmente com artistas de renome como Tiken Jah Fakoly, David Hinds ou Tarrus Riley.</p> <p> </p> <p>Misturando Reggae, Dancehall, Kabyl ou World Music, as vozes de Bouchkour e Komlan, ambas diferentes e complementares, encarnam a crença verdadeira da banda na miscigenação de estilos e pessoas: quer escrevam em Francês, Inglês ou Kabyl, eles transmitem uma mensagem universal com uma energia que só a música ao vivo possui.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:815203 2016-08-19T10:36:00 Lisa Hannigan – At Swim 2016-08-19T11:42:08Z 2016-08-19T11:42:08Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A irlandesa <a style="color: #999999;" href="http://lisahannigan.ie/">Lisa Hannigan</a> está de regresso aos discos com <em><span style="color: #666699;">At Swim</span></em>, a nova coleção de canções de uma das intérpretes e compositoras do cenário musical atual mais relevantes e que depois de ter feito parte da banda de Damien Rice abriu as hostilidades já há quase uma década com <em>Sea Sew</em> (2008), um álbum encantador que deixou logo a crítica especializada rendida. Três anos depois, em 2011, chegou <em>Passenger</em>, o segundo trabalho, que manteve a bitola qualitativa inicial e onde se destacava um dueto com Ray LaMontagne no tema <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwiHjM_Yp83OAhVJwBQKHbvECBYQ3ywIHDAA&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DrKCB0TSBOFc&amp;usg=AFQjCNG4IN2ldgOPRR8jq1eTaBtrhazjzA&amp;sig2=jFwXZM2eXwhX5x-aOfxanA&amp;bvm=bv.129759880,d.d24">O Sleep</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://vignette3.wikia.nocookie.net/gravitymovie/images/9/9d/JRM_0272_v02.jpg/revision/latest?cb=20140204032918" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>At Swin</em></span> interrompe um hiato de cinco anos e permite-nos contemplar uma <span style="color: #666699;">Lisa Hannigan</span> em pleno estado de maturidade e mais incisiva e criativa do que nunca no modo como é capaz de nos enternecer com simples canções, um trabalho que também foi alavancado por Aaron Dessner, dos The National, admirador do percurso de <span style="color: #666699;">Lisa</span> e que desde o início das gravações se disponibilizou para oferecer toda a ajuda que a cantora precisasse, desencandeando uma troca de correspondência transatlântica, de trechos sonoros e lirícos, que sustentam muito do cardápio disponível em <em><span style="color: #666699;">At Swim</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Gravado então junto ao rio Hudson, em Nova Iorque e produzido por Dessner, <em><span style="color: #666699;">At Swim</span></em> gira muito em redor da doce gravidade da voz única de <span style="color: #666699;">Lisa</span>, exímia a penetrar no nossso âmago e com um talento imenso no modo como nos consegue colocar na linha da frente de toda a trama que gira em redor das suas canções, que narram eventos que podem suceder com naturalidade a quem se entrega ao amor com convicção e procura, nesse sentimento, viver uma jornada emocional única e que faça do dia a dia um constante tesouro. É vasta a panóplia de acontecimentos que estas canções narram, com <em><span style="color: #666699;">Fall</span></em> a expôr as sensações de isolamento e solidão que a saída de casa causou na autora e a luminosidade acolhedora de <span style="color: #666699;"><em>Lo</em></span> a levantar a nossa mente para um voo estratosférico com uma quase impercetível serenidade. Depois, se escutarmos atentamente a doce melancolia debitada pela guitarra de <span style="color: #666699;"><em>Prayer For The Dying</em></span> percebemos que esta é uma daquelas canções capaz de elevar o espírito daquele nosso amigo que está a atravessar um momento amoroso menos positivo. Entretanto, se o dedilhar do banjo de<span style="color: #666699;"><em> Snow</em></span> esclarece-nos que a redenção também faz parte dentro do conceito de perca e que a ideia de recomeço deve nortear sempre quem é desafiado pelas circunstâncias menos felizes da vida, o piano de <em><span style="color: #666699;">We, The Drowned</span></em> ensina-nos que se o destino nem sempre está nas nossas mãos e que aquilo que semeamos é sempre aquilo que acabamos por colher, inevitavelmente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos momentos mais significativos e curiosos de <em><span style="color: #666699;">At Swim</span></em> é a interpretação à <em>capella</em> de <em><span style="color: #666699;">Anahorish</span></em>, um poema maravilhoso de Seamus Heaney e que nos prende hermeticamente bem longe do turbilhão ruminante de uma qualquer existência quotidiana, criando um universo familiar e cativante que facilmente nos enclausura. A partir daí, a percussão <em>jazzística</em> absolutamente irrepreensível e carregada de soul de <span style="color: #666699;"><em>Tender</em></span> e o piano minimalista de <em><span style="color: #666699;">Barton</span></em> expressam, sintomaticamente, um constante plasmar de paradoxos, de uma constante tensão oscilante entre a celebração e a ansiedade, a <em>pop</em> e a <em>folk</em>, o doce e o amargo e, enfim, entre o meramente quotidiano e aquilo que é naturalmente poético.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>At Swim</em></span> esconde no seu seio uma pancada seca e certeira numa <em>pop</em> paciente e charmosa, nas asas de <span style="color: #666699;">Lisa Hannigan</span>, uma cantautora que jurou uma fidelidade quase canónica à lentidão melódica, à boleia do charme das cordas e à capacidade que o uso assertivo dos graves, agudos e falsetes da sua voz têm de colocar em causa todos os cânones e normas que definem alguns dos pilares fundamentais da nossa interioridade. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/9/8181/28961220572_7f1a203561_z.jpg" alt="Lisa Hannigan - At Swim" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Fall</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Prayer For The Dying</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Snow</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Lo</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Undertow</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Ora</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. We, The Drowned</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Anahorish</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Tender</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Funeral Suit</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Barton</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bYubEn15eH4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:803249 2016-08-17T21:45:00 Wild Beasts - Boy King 2016-08-17T20:48:14Z 2016-08-17T20:53:24Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Dois anos após o excelente <em>Present Tense</em>, que tinha sido já um notável sucessor da obra prima<em> Smother</em> (2011), o quarteto britânico <a style="color: #999999;" href="http://www.wild-beasts.co.uk/">Wild Beasts</a> está de regresso aos lançamentos discográficos com <span style="color: #ff9900;"><em>Boy King</em></span>, o quinto disco da carreria do grupo, gravado do outro lado do atlântico, em pleno Texas, com a preciosa ajuda do produtor John Cogleton.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://images.popmatters.com/blog_art/w/wild-beasts-2016-promo-650.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A carreira dos <span style="color: #ff9900;">Wild Beasts</span> tem sido marcada por um desenvolvimento progressivo e um aumento da bitola qualitativa da sonoridade apresentada de disco para disco e desde <em>Smother</em>, considerado unanimemente como o ponto alto da carreira do grupo, é percetível uma cada vez maior propensão para o encontro de propostas sonoras mais ambiciosas e sofisticadas, que possibilitem um alargar do leque musical dos <span style="color: #ff9900;">Wild Beasts</span>, sempre com a habitual qualidade lírica acima de qualquer suspeita e que importa também apreciar com devoção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff9900;"><em>Get My Bang</em></span>, o primeiro avanço divulgado de <span style="color: #ff9900;"><em>Boy King</em></span>, tem esse lado inédito e abrangente, com o <em>funk</em> da batida, a sensualidade das vozes de fundo femininas e a simbiose entre a distorção das guitarras e um conjunto de referências que piscam o olho a alguns fragmentos mais preponderantes da eletrónica atual, sem descurar uma forte presença da <em>synthpop</em> típica dos anos oitenta, de forma equilibrada e não demasiado<em> vintage</em>, a fazerem da canção um excelente aperitivo para um álbum com um charme inconfundível e um pulsar tremendo e que logo em<em><span style="color: #ff9900;"> Big Cat</span></em> oferece-nos também uma irresistível abordagem mais climática, subtil e insinuante, mas que serve para cimentar o ecletismo de um projeto no auge da sua maturidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff9900;"><em>Boy King</em> </span>acaba por fazer uma súmula de uma carreira de uns <span style="color: #ff9900;">Wild Beasts</span> que tendo, como já referi, a mira apontada para a pop sintetizada que fez furor nos anos oitenta, também não renegam algumas das tendências atuais mais bem sucedidas do <em>rock</em> alternativo, com o baixo a ser um instrumento fundamental nesta ponte entre o futuro e a nostalgia. O efeito reverberado de <em><span style="color: #ff9900;">Tough Guy</span></em>, entrelaçado com uma guitarra minimalista e os efeitos rugosos e graves que sustentam a eloquência vibrante de <span style="color: #ff9900;"><em>Eat Your Heart Out Adonis</em></span>, assim como o piano minimalista de <em><span style="color: #ff9900;">Dreamliner</span></em> e os timbres hiperativos da já descrita <span style="color: #ff9900;"><em>Get My Bang</em></span> e de <em><span style="color: #ff9900;">Ponytail</span></em>, dão-nos, com precisão, todo o mapa referencial de um disco impregnado de sensações, cheiros e sabores que remexem nas nossas memórias mais antigas, mas também nos apontam interessantes pistas sobre o modo como nos dias de hoje a simbiose entre <em>rock</em> e <em>indie pop</em> pode continuar a ser criativamente charmosa, intensa e chamativa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/9/8559/28348363900_abf8c3b5fd_o.jpg" alt="Wild Beasts - Boy King" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Big Cat</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Tough Guy</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Alpha Female</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Get My Bang</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Celestial Creatures</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. 2BU</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. He The Colossus</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Ponytail</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Eat Your Heart Out Adonis</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Dreamliner</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Boy King Trash</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/WNy54uzxR2I" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:814734 2016-08-16T21:28:00 Bon Iver – 22 (OVER S∞∞N) & 10 d E A T h b R E a s T ⊠ ⊠ 2016-08-16T20:30:09Z 2016-08-16T20:33:45Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/02/screen-shot-2016-02-11-at-2-31-34-pm.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cinco anos após um excelente homónimo, será no final do próximo mês de setembro e a boleia da Jagjaguwar que Justin Vernon aka Bon Iver irá regressar aos lançamentos discográficos. <span style="color: #ff0000;"><em>A Million</em></span> é o título daquele que será o seu terceiro registo de originais e que sucede, assim, a<em> Bon Iver</em>, lançado em 2011.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">22 (OVER S∞∞N)</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">10 d E A T h b R E a s T ⊠ ⊠</span></em> são os primeiros avanços divulgados do disco, dois temas que impressionam pelo ambiente introspetivo e reflexivo que encerram e transportam uma aparente ambiguidade sonora fortemente experimental, onde não se percebe muito bem onde termina e começa uma fronteira entre a <em>folk</em> e a <em>pop</em> mais experimental e a pura eletrónica, duas canções que parecem ter sido embaladas num casulo de seda, da autoria de um verdadeiro trovador <em>soul</em> claramente inspirado pelo ideário de Chet Faker e a espiritualidade negra e que se escutam com invulgar fluidez. Confere os dois temas e o alinhamento de <span style="color: #ff0000;"><em>A Million</em></span>...</span></p> <div class="externalContent ET-youtube-video placement-default"> <div class="videoContainer"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ISCEilPMNak" width="620" height="349" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen" mozallowfullscreen="mozallowfullscreen" webkitallowfullscreen="webkitallowfullscreen"></iframe></em></span></div> </div> <div class="externalContent ET-youtube-video placement-default" style="text-align: center;"> <div class="videoContainer"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HNy7VtSsmu8" width="620" height="349" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" mozallowfullscreen="mozallowfullscreen" webkitallowfullscreen="webkitallowfullscreen"></iframe></em></span></div> </div> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. 22(OVER S∞∞N)</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. 10 d E A T h b R E a s T ⊠ ⊠</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. 715 – CRΣΣKS</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. 33 “GOD”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. 29 #Strafford APTS</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. 666 ʇ</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. 21 M♢♢N WATER</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. 8(circle)</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. ____45____</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. 00000 Million</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:814234 2016-08-15T18:15:00 American Wrestlers - Give Up 2016-08-15T17:32:07Z 2016-08-15T17:32:07Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;">American Wrestlers</span> é um projeto liderado por Gary McClure, um escocês que vive atualmente nos Estados Unidos, em St. Louis, no estado do Missouri. Tendo crescido em Glasgow, no país natal, mudou-se há alguns anos para Manchester, na vizinha Inglaterra, onde conheceu a sua futura esposa, com quem se mudou entretanto para o outro lado do Atlântico.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://www.stlmag.com/downloads/234803/download/20150607_AmericanWrestlers_0046.jpg?cb=5f5b565b9364ef71fe1afb43c4cb5cdc" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de em Manchester ter feito parte dos míticos Working For A Nuclear Free City, juntamente com o produtor Philip Kay, um projeto que chegou a entrar em digressão nos Estados Unidos e a chamar a atenção da crítica e a ser alvo de algumas nomeações, a verdade é que nunca conseguiu fugir do universo mais <em>underground</em> acabando por implodir.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já no lado de lá do atlântico, Gary começou a compôr e a gravar numa mesa <a style="color: #999999;" href="http://www.zzounds.com/productreview--TASDP02CF">Tascam</a> de oito pistas e assim nasceram os <span style="color: #ff0000;">American Wrestlers</span>. O projeto deu um grande passo em frente, ao assinar pela insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://www.fatpossum.com/artists/american-wrestlers">Fat Possum</a> e daí até ao disco de estreia, um homónimo editado na primavera do ano passado, foi um pequeno passo. <em><span style="color: #ff0000;">American Wrestlers</span> </em>impressionou pelo ambiente sonoro com um teor <em>lo fi</em> algo futurista, devido à distorção e à orgânica do ruído em que assentavam grande parte das canções, onde não faltavam alguns arranjos claramente <em>jazzísticos</em> e uma voz num registo em falsete, com um certo <em>reverb</em> que acentuava o charme rugoso da mesma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se essa estreia nos oferecia uma viagem que nos remetia para a gloriosa época do <em>rock</em> independente, sem rodeios, medos ou concessões, proporcionada por um autor com um espírito aberto e criativo, o sucessor, um trabalho intitulado <em><span style="color: #ff0000;">Goodbye Terrible Youth</span></em> e que irá ver a luz do dia em meados de novembro, deverá cimentar essa filosofia vencedora, com <em><span style="color: #ff0000;">Give Up</span></em>, a primeira amostra divulgada, a impressionar pela melodia frenética em que assenta e que oscila entre o épico e o hipnótico, o <em>lo-fi</em> e o <em>hi-fi</em>, com a repetitiva linha de guitarra a oferecer um realce ainda maior ao refrão e as oscilações no volume a transformarem a canção num hino pop, que funciona como um verdadeiro psicoativo sentimental com uma caricatura claramente definida e que agrega, de certo modo, todas as referências internas presentes na sonoridade de <em>American Wrestlers</em>. <em><span style="color: #ff0000;">Goodbye Terrible Youth</span></em> será, de certeza, um dos grandes lançamentos do ocaso de 2016. Confere <em><span style="color: #ff0000;">Give Up</span></em> e o alinhamento do disco...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/278230500%3Fsecret_token%3Ds-AaVe5&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01 “Vote Thatcher”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02 “Give Up”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03 “So Long”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04 “Hello, Dear”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05 “Amazing Grace”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06 “Terrible Youth”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07 “Blind Kids”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08 “Someone Far Away”</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09 “Real People”</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:813577 2016-08-12T16:30:00 Pfarmers – Our Puram 2016-08-12T15:31:56Z 2016-08-12T15:31:56Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de Gunnera, uma planta gigante que abunda, por exemplo, nas margens do biblíco Rio Jordão e que se tornou personagem principal de um sonho que invadiu em tempos o descanso sagrado de Danny Seim (Menomena e Lackthereof), ter sido a grande referência conceptual do trabalho de estreia do super projeto <span style="color: #ffcc99;">Pfarmers</span>, que além desse músico conta também com Bryan Devendorf (The National) e Dave Nelson (David Byrne, St. Vincent, Sufjan Stevens), agora é a comunidade Rajneeshpuram, fundada na década de oitenta pelo mistíco sacerdote e filósofo Bhagwan Shri Rajneesh (também conhecido como Rajneesh, ou Osho), a servir de inspiração para <em><span style="color: #ffcc99;">Our Puram</span></em>, o segundo disco de um coletivo com um universo sonoro fortemente cinematográfico e imersivo e que conta com a chancela da insuspeita <a style="color: #999999;" href="https://www.joyfulnoiserecordings.com/products/our-puram">Joyful Noise Recordings</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn3.pitchfork.com/news/58989/889b00e7.jpeg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ffcc99;">Our Puram</span> </em>foi escrito enquanto Danny Seim se mudava de Portland, no Oregon, para Louisville, no Kentucky, com a ideia fixa de criar um álbum conceptual sobre o Oregon onde viveu grande parte da sua vida, tendo escolhido debruçar-se particularmente sobre a comunidade Rajneeshpuram, de que ouvia falar na infância e cuja natureza real e trágica, devido às tensas e dificéis relações com as localidades vizinhas, se foi apercebendo já na vida adulta. A ideia inicial era colocar-se no papel de um membro dessa comunidade que procura inserir-se na sociedade exterior, mas acaba por, inconscientemente, debruçar-se no seu próprio êxodo. Já agora, e completando informação anterior, esta comunidade chegou a ter cerca de sete mil membros, ocupando uma área com milhares de hectares completamente autónoma, onde não faltavam escolas, supermercados, hospitais , restaurantes e outros serviços públicos, que podes conhecer melhor <a style="color: #999999;" href="http://99percentinvisible.org/episode/rajneeshpuram/">aqui</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <span style="color: #ffcc99;"><em>Our Puram</em></span>, tal como tinha sucedido em <em>Gunnera</em>, são poucos os resquícios da sonoridade habitual dos projetos de onde os músicos que compôem este coletivo são originários. Talvez os sopros de <span style="color: #ffcc99;"><em>Here With Us</em></span> sejam uma daquelas marcas sonoras que tanto nos The National como nos Menomena ainda se consigam ouvir, mas a <em>filosofia</em> <em>Pfarmers</em> defende a criação de composições de cariz fortemente ambiental, com um elevado ênfase numa percurssão vincada e com forte cariz étnico, variações ritmícas constantes, a inserção de uma vasta miríade de efeitos e sons sintetizados, quase de modo anárquico e sustentados por várias camadas de sopros, também de origem sintética, lançando o grupo e este <span style="color: #ffcc99;"><em>Our Puram</em></span> numa espiral pop, majestosa, por exemplo, no clima jazzístico de <span style="color: #ffcc99;"><em>Sheela</em></span> e onde tudo é filtrado de modo bastante orgânico, amplo e rugoso. A voz grave de Seim é outro atributo fundamental para a criação de um som profundo, assim como o seu baixo pleno de <em>groove</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com momentos de elevada intensidade, algumas vezes passíveis de entroncar entre as últimas propostas dos Battles e algumas criações dos The Books, <em><span style="color: #ffcc99;">Our Puram</span></em> é um álbum esculpido e complexo, onde é forte a dinâmica entre os sopros e o baixo, num encadeamento que nos obriga a um exercício exigente de percepção fortemente revelador e claramente recompensador, tudo ampliado por um claro misticismo, que trespassa continuamente o cenário audível. <em><span style="color: #ffcc99;">The Commune</span></em> será, talvez, o exemplo mais bem conseguido do modo eficaz como Seim conseguiu plasmar o controverso ideário Rajneeshpuram em formato canção, mas os trombones de <em><span style="color: #ffcc99;">Tour Guide</span></em>, a  insanidade desconstrutiva em que alicerçam as camadas de sons das guitarras e do baixo que dão vida a <span style="color: #ffcc99;"><em>97741</em></span> e a incontestável beleza e coerência dos detalhes orgânicos dos sopros e dos <em>flashes</em> sintetizados que nos fazem levitar no <em>single <span style="color: #ffcc99;">Red Vermin</span></em>, justificam, sem qualquer sombra de dúvida, a atribuição de um claro nível de excelência aos diferentes fragmentos que os <span style="color: #ffcc99;">Pfarmers</span> convocaram nos vários universos sonoros que os rodeiam e que da eletrónica, à<em> folk</em>, passando pela <em>pop</em> e o <em>rock </em>progressivo, criam uma relação simbiótica bastante sedutora, enquanto partem à descoberta de texturas sonoras que podem muito bem servir de referência para projetos futuros.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ffcc99;"><em>Our Puram</em></span> é um ribeiro sonoro por onde confluem vários sons da mais diversa estirpe e de diferentes proveniências, mas todos cheios de vida e prestes a desaguar na Terra Prometida idealizada pelos <span style="color: #ffcc99;">Pfarmers</span>. Aí são arremessadas para longe todas as tensões e desajustes de um passado de Seim, que está, pelos vistos, na sua vida pessoal, a salivar por uma banda sonora tremendamente sensorial, feita aqui com uma arrebatadora coleção de trechos sonoros cuja soma resulta numa grande melodia linda e inquietante. Para chegar a este resultado único, Seim e os seus parceiros, não recearam entregar-se de corpo e alma ao instrumentos que mais apreciam mas também ao mundo das máquinas, numa simbiose corajosa e sem entraves ou inibições, em oito canções que<em> </em>transportam um infinito catálogo de sons e díspares referências que parecem alinhar-se apenas na cabeça e nos inventos nada óbvios destes <span style="color: #ffcc99;">Pfarmers</span>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/9/8764/28293210484_fb7d358a0c_o.jpg" alt="Pfarmers - Our Puram" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. 97741</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Tour Guide</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Red Vermin</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. You’re with Us</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Sheela</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. The Commune</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Osho Rising</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Our Puram</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/273870540&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:813422 2016-08-11T14:41:00 TOY - Fast Silver 2016-08-11T13:54:09Z 2016-08-11T13:54:09Z <div class="featured-embed-holder format-image"> <div class="article-image-holder"> <div class="mainembed photoembed mainembed-article-embed/large align-center"> <div class="img-wrap"><img class="imageresource" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/uploads/2016/07/Clear-Shot-Packshot-640x640.jpg" alt="TOY - Clear Shot" width="640" height="640" /></div> </div> </div> </div> <div class="article-content-holder"> <div class="single-content-holder"> <div class="article-content clearfix"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Uma das bandas fundamentais de <em>indie rock</em> psicadélico são os londrinos TOY de Tom Dougall (voz e guitarras), Dominic O'Dair (guitarras), Maxim Barron (baixo e voz), Alejandra Diez (sintetizadores e modulação) e Charlie Salvidge (bateria e voz). Depois de um espetacular disco homónimo de estreia e de um sucessor intitulado <em>Join The Dots</em>, os <span style="color: #ffcc99;">TOY</span> estão de regresso aos discos daqui a algumas semanas com <em><span style="color: #ffcc99;">Clear Shot</span></em>, dez canções que chegam aos escaparates a vinte e oito de outubro por intermédio da Heavenly Recordings e produzidas por David Wrench.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ffcc99;"><em>Fast Silver</em> </span>é o primeiro avanço divulgado de <em><span style="color: #ffcc99;">Clear Shot</span></em>, uma inebriante viagem psicadélica, onde também merece particular realce a voz de Tom Dougall que denota aquela encantadora fragilidade que emociona qualquer mortal, ainda mais quando é acompanhada por um instrumental épico e marcante como este. Imperdível! Confere o tema e o alinhamento de <em><span style="color: #ffcc99;">Clear Shot</span></em>...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/277353655%3Fsecret_token%3Ds-UaIFT&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe>​</p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01 “Clear Shot”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02 “Another Dimension”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03 “Fast Silver”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04 “I’m Still Believing”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05 “Clouds That Cover The Sun”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06 “Jungle Games”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07 “Dream Orchestrator”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08 “We Will Disperse”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09 “Spirits Don’t Lie”</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10 “Cinema”</em></span></p> </div> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:813182 2016-08-09T14:23:00 Father John Misty – Real Love Baby 2016-08-09T13:32:28Z 2016-08-09T13:32:28Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/9/8605/28827120345_91d67920ff_o.jpg" alt="Father John Misty - Real Love Baby" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ffcc00;">Father John Misty</span> já foi visto como um reverendo barbudo e cabeludo, que vagueava pela noite americana a pregar o evangelho segundo Neil Young. Encharcado, pegava no violão e cantava sobre cenas bíblicas, Jesus e João Batista e a solidão. Hoje, <span style="color: #ffcc00;">Father John Misty</span> não é só um artista, é uma personagem criada e interpretada por Josh Tillman, antigo baterista dos <a style="color: #999999;" href="http://fleetfoxes.com/" target="_blank">Fleet Foxes</a>, que tinha uma vida bastante regrada e obscura, mas que hoje vive apaixonado e feliz com esse maravilhoso novo estado de alma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Intérprete de um dos melhores concertos da última edição do NOS Alive, <span style="color: #ffcc00;">Misty</span> divulgou recentemente <em><span style="color: #ffcc00;">Real Love Baby</span></em>, uma nova canção que teve a primeira versão gravada em maio e que foi agora alvo de revisão e cujo indulgente teor <em>lo fi</em> das suas cordas sessentistas afaga com notável eficácia as dores de quem se predispõe a seguir sem concessões a sua doutrina, num registo clássico e fortemente emocional. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IOspC5B69L4" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:812902 2016-08-06T11:04:00 Enemy Planes – Entrevista 2016-08-06T10:24:53Z 2016-08-06T10:25:36Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://s3.amazonaws.com/production.mediajoint.prx.org/public/piece_images/344245/Enemy_Planes_image_small.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Minneapolis, no Minnesota, é o poiso dos Enemy Planes, uma banda formada por Casey Call, Joe Gamble, David LeDuc, Kristine Stresman, Shön Troth, Joe Call e Jessica Anderson e que acaba de se estrear nos discos com <em>Beta Lowdown</em>, onze canções preenchidas com um <em>indie rock</em> cru, rugoso e bastante intenso. Este é, claramente, um dos melhores lançamentos discográficos do ano, dentro do espetro sonoro em que o grupo se insere e que foi, como se recordam, alvo de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/enemy-planes-beta-lowdown-789222">análise</a> crítica neste espaço.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Da psicadelia, à <em>dream pop</em>, passando pelo <em>shoegaze</em> e por um rock intenso e com uma elevada dose de experimentalismo, são várias as vertentes e influências sonoras que podem descrever a sonoridade destes Enemy Planes, que iniciam a sua demanda sonora discográfica de modo confiante, altivo e bastante criativo e que aceitaram conceder uma entrevista a <span style="color: #ff6600;">Man On The Moon</span>, que aconselho vivamente e que agora reproduzo na íntegra, agradecendo à Laura Chagas pela tradução prévia das questões.</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FslaOqxNKRA4%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DslaOqxNKRA4&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FslaOqxNKRA4%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="320" height="180" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Antes de mais um enorme obrigado por me terem concedido esta entrevista. É um privilégio para o blogue <span style="color: #ff6600;">Man On The Moon</span> poder conversar um pouco convosco. São de Minneapolis, no Minnesota e acabam de se estrear nos discos com <em>Beta Lowdown</em>, onze canções preenchidas com um <em>indie rock</em> cru, rugoso e bastante intenso, que adorei. Como é que nasceu este projeto?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">First of all, thank you for letting me have this opportunity for an interview. It is a privilege for the <span style="color: #ff6600;">Man on the Moon</span> blog to be able to talk to you a little. You’re from Minneapolis, Minnesota, and you’ve just launched Beta Lowdown, with 11 songs that are filled with a raw, rough and very intense type of indie rock, which I loved. How did this project start?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Enemy Planes was formed about 2012. Several current members (Joe Gamble, Joe Call, Casey Call, and David LeDuc) were playing together in another band and were in the recording studio working on their next record. During the process they realized that the songs were kind of shaking out to sound like two different projects and they decided that this new sound was the one they wanted to pursue! So, they changed the band name to Enemy Planes and went in a new direction. Shon Troth and Kristine Stresman were both around the local scene and were great additions to our sound and overall vibe. Jessica Anderson joined us this year for added percussion.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Álbum frontal, marcante, elétrico e explosivo, em <em>Beta Lowdown </em>sente-se a vibração a aumentar e a diminuir de forma ritmada e empolgante, com canções com o selo caraterístico daquele <em>rock</em> misterioso e cheio de fechaduras enigmáticas e chaves mestras, mas que, se forem experimentadas com dedicação, acabam por abrir portas para um outro refúgio perfeito. Que tipo de anseios e expetativas criaram para este primeiro passo do vosso percurso?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">In Beta Lowdown, a very striking, electric and explosive album, we can feel the vibe increasing and decreasing in a rhythmic and exciting way. There are songs that convey the idea of a mysterious type of rock, filled with what I would call enigmatic locks and master keys that can eventually open some doors for a perfect refuge, if experienced with dedication. What kind of expectations have you created for this first step of your journey?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Your description of the album is such a phenomenal and flattering one! Casey wrote the main ideas for most if not all of the songs and we then got together as a band to flesh them out, craft the arrangement, and add individual parts. Our expectation was to produce a sound that is actually unique; there are so many new bands out there that sound like something that has happened already and, while there are certainly bands and artists that influence us, we take great pride when fans comment on how different we are. We also have surrounded ourselves with like minded artists whose taste we trust. Our producer, Duane Lundy, (Sturgill Simpson, Joe Pug, Vandaveer) has such a way of directing and molding our recorded sound; we wouldn’t sound as good as we do without him. Our expectation was to craft the best possible album and get it to the most possible people and let it grow naturally from there.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Olhando um pouco para a escrita das canções, parece-me ter havido a busca de um equilíbrio entre uma opção ficcional e outra quase autobiográfica, com histórias e personagens imaginárias, a cruzarem-se com acontecimentos reais das vossas vidas. Acertei ou o meu tiro foi completamente ao lado?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">By looking at the lyrics, I get the idea that you tried to balance fictional and autobiographical aspects, intertwining imaginary stories and characters with real events of your own lives. Did I get it right or am I totally wrong?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">We may never tell on that one. Casey wrote the lyrics and he’s always a little mysterious with their origins. Maybe if pressed you might get some explanation, but perhaps their greater power is where they fit in the Enemy Planes timeline and where they fit in the listeners’ timelines. Lyrics, and our lyrics especially, are just as big a part of the song just as the guitar or drums are; one without the other is only a portion of the story. Lyrics can change meaning over time to us and to the listener; with their ability to morph and adapt one listening of “Beta Lowdown” may be completely different from the next time you play it.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em termos de ambiente sonoro, aquilo que idealizaram para o álbum inicialmente, correspondeu ao resultado final, ou houve alterações de fundo ao longo do processo? Em que se inspiraram para criar as melodias?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">In terms of soundscape, did the elements you initially idealised for the album correspond to the final result or were there any changes throughout the process? What was your inspiration for creating the melodies?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Things always change. Stranger Danger, for example, started out as a slow ballad  tune and has obviously completely changed from that original idea! Sure, there will always be melodic lines or drum patterns that have been the core of a tune, but beyond that we’re always up for new suggestions. Often, when we go into the recording studio, we have a skeleton of the song, maybe a few solid parts, but everything else is written with full input from the members and our producer. If something works, it stays, if it doesn’t we move on; something that worked yesterday may no longer be what we’re going for today, so it has to change. Also, we’re always up for weird new sounds, so there’s elements that we kind of create in the studio that we then have to engineer for live instrumentation. Flexibility and open creativity have really been the secret to our success! The melodies come from that same place; Casey comes up with the key ideas and direction and then it changes from there if it needs to.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sempre senti uma enorme curiosidade em perceber como se processa a dinâmica no processo de criação melódica. Numa banda com vários elementos, geralmente há sempre uma espécie de regime ditatorial (no bom sentido), com um líder que domina a parte da escrita e, eventualmente, também da criação das melodias, podendo os restantes músicos intervir na escolha dos arranjos instrumentais. Como é a química nos Enemy Planes? Acontece tudo naturalmente e de forma espontânea em <em>jam sessions</em> conjuntas, ou um de vocês domina melhor essa componente?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I’m always very curious about the creative process of songs. In a band with multiple elements, there is usually a kind of a “dictatorship” (in a good way), with a leader that dominates the writing process and probably the melody, as other musicians tend to participate in the arrangements. How does this work with Enemy Planes? Does everything happen in a natural and spontaneous way in jam sessions or do you have an element that stands out?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">All of the above! Earlier on the jam session writing style was a little more common. Those sessions would be longer and perhaps those songs would emulate that more relentless feeling that you can get from jamming. Other tunes are melodies and chord structures that Casey comes up with in his personal writing. When that happens we will listen to his ideas and then write parts around them. Different times there could be separate parts of ideas that maybe we play together and see how they work; sometimes that’s great, sometimes it isn’t! Our goal is to follow the songs and make the best possible music we can. It’s hard work and takes a lot of cooperation, but we love to do it. Creativity rarely just “strikes” and you write a brilliant song in five minutes; writing music takes time and commitment with plenty of questioning and doubt, but getting it right is more important than who wrote it and how long it took them.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Adoro a canção <em>Just A Ghost</em>, um verdadeiro tratado de indie rock psicadélico e com uma guitarra que me encheu as medidas. E o grupo, tem um tema preferido em <em>Beta Lowdown</em>?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I love <em>Just a Ghost</em>, a treatise of psychedelic indie rock, with guitar riffs that totally blow my mind. Do you have a favourite song as a group?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Every band member would give you a different answer depending on the day! There are different songs we all love playing and there are different songs we all love listening to. Sometimes, the newest song we’ve written is the favorite to play, but that changes day to day.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em relação à apresentação e divulgação de <em>Beta Lowdown</em>, por onde têm andado a tocar os Enemy Planes? Sobrevoar a Europa e aterrar para alguns concertos está nos vossos planos?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Regarding the presentation of <em>Beta Lowdown</em>, where have you been playing? Is coming to Europe for some concerts in your plans?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Europe is around the corner for us! We were in Barcelona last summer with Hard Rock Cafe and had a great response, going back is top priority. We will absolutely make sure you’re among the first to hear about it. Here at home we toured throughout the spring and summer. We’ll be back on a US tour this fall.  We’ve been playing it on radio throughout the US and have gotten lucky that blogs like <span style="color: #ff6600;">Man on the Moon</span> have picked it up all over the world. It’s great fun to get messages from far off places. We couldn’t be more excited!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Para terminar, querem deixar alguma mensagem aos vossos fãs portugueses e aos leitores do blogue <span style="color: #ff6600;">Man On The Moon</span>?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">And now, to finish, would you like to leave a message for your Portuguese fans and for the readers of the <span style="color: #ff6600;">Man on the Moon</span> blog?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Thanks for listening! Perhaps it seems assumed, but you listening to and sharing “Beta Lowdown” are the best things we could ask for. Let everyone know! We can’t wait to see you in Portugal!</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FpOcHOKKPDkY%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DpOcHOKKPDkY&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FpOcHOKKPDkY%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A2druDLYFpfSf9hRNvosaDQ" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:812648 2016-08-05T15:54:00 LNZNDRF - Green Roses 2016-08-05T15:11:23Z 2016-08-05T15:11:23Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Coletivo fundamental do<em> indie rock</em> deste século, os norte americanos The National têm sabido potenciar e expressar a enorme veia criativa dos seus membros noutros projetos paralelos, que devem o sucesso obtido não só ao símbolo de qualidade intrínseco à presença de um membro dessa banda nos créditos, mas também, e principalmente por isso, por causa da superior qualidade do conteúdo sonoro que é criado. Assim, se em 2015 Matt Berninger e Bryce Dessner uniram-se a Brent Knopf dos Menomena para formar os EL VY e se Bryan Devendorf deu as mãos a Danny Seim, dos mesmos Menomena e a Dave Nelson (David Byrne, St. Vincent, Sufjan Stevens), para incubar os Pfarmers, os irmãos Scott e o mesmo Bryan Devendorf unirem-se a Ben Laz dos Beirut, para criar os <a style="color: #999999;" href="http://lnzndrf.com/">LNZNDRF</a>, um projeto que se estreou no início deste ano com um discos homónimo, à boleia da conceituada 4AD, e que parece ter já um sucessor na calha.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn3.pitchfork.com/news/66615/b99d5475.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Enquanto o segundo registo dos originais dos <span style="color: #ccffff;">LNZNDRF</span> não chega, a banda acaba de editar dois temas em formato EP; Refiro-me a <span style="color: #ccffff;"><em>Green Roses</em></span> e <em><span style="color: #ccffff;">Salida</span></em>, dois monumentos sonoros majestosos e de qualidade ímpar, instrumentais com um cariz fortemente ambiental, sustentados por várias camadas de sopros sintetizados, guitarras plenas de frenesim e efeitos que piscam o olho a uma orgânica particularmente minimal, mas profunda e crua, num universo fortemente cinematográfico e imersivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nestes vinte e cinco minutos escuta-se uma espiral <em>pop</em> onde não falta o marcante estilo percurssivo de Devendorf, ou algum do cardápio de efeitos que Danny apresentou nos Menomena, mas onde tudo é filtrado de modo bastante orgânico, amplo e rugoso. O lançamento acaba por seguir um pouco a linha experimental das oito canções que faziam parte do alinhamento de <em><span style="color: #ccffff;">LNZNDRF</span></em>, mas quer os sopros de <span style="color: #ccffff;"><em>Green Roses</em></span> e principalmente o <em>krautrock</em> do baixo de <em><span style="color: #ccffff;">Salida</span></em> dão asas a emoções mais etéreas e luminosas, exaladas desde as profundezas do refúgio bucólico e denso onde certamente estes músicos se embrenham para criar composições que impressionam pelo forte cariz sensorial. Confere...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/9/8702/28765309235_bbc2defb97_o.jpg" alt="LNZNDRF - Green Roses" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Green Roses</span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Salida</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A7iJ9qeOFOl9QrG31uVFANk" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:812484 2016-08-03T10:54:00 Tape Waves - Here To Fade 2016-08-03T10:45:43Z 2016-08-03T10:52:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se nos deixarmos levar pela cândura de <em><span style="color: #99ccff;">Nowhere</span></em>, um dos momentos maiores de <em><span style="color: #99ccff;">Here To Fade</span></em>, o novo disco dos <span style="color: #99ccff;">Tape Waves</span> de Jarod Weldin e Kim Weldin, é bem possível que a nossa mente nos faça aterrar naquela praia <em>vintage</em> que nos leva de volta à <em>pop</em> luminosa dos anos sessenta, aquela <em>pop</em> tão solarenga como a Carolina do Sul, o estado norte americano onde a banda reside. Essa passagem para uma outra dimensão sucede naturalmente enquanto se escuta, além desta, mais nove canções tranquilas, que não deixam de conter leves pitadas de <em>shoegaze</em> e <em>post rock</em>, mas que nunca atravessam aquela fronteira que poderia conduzir a sonoridade da dupla para algo de muito barulhento ou demasiado experimental.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://faroutmagazine.co.uk/wp/wp-content/uploads/2014/08/tape.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sucessor do excelente <em><span style="color: #99ccff;">Let You Go</span></em>, o fantástico disco de estreia do projeto, editado em 2014, <span style="color: #99ccff;"><em>Here To Fade</em></span> eleva esta dupla norte americana oriunda de Charleston para uma superior dimensão estilística, com a sonoridade simples e impecavelmente produzida do antecessor a ser aprimorada, numa evidente e salutar aproximação à melhor <em>surf pop</em> melancólica e romântica, através de guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Temas como a efusiva <em><span style="color: #99ccff;">Close Your Eyes</span></em>, canção que esconde um baixo que lhe confere um toque <em>punk</em> absolutamente delicioso, a planante <span style="color: #99ccff;"><em>Go Away</em></span> ou a ritmada <em><span style="color: #99ccff;">Standing In Line</span></em> têm algo de épico e sedutor, com uma sonoridade muito implícita no modo como, num contexto sonoro aparentemente minimal, apresentam diferentes nuances e uma vasta miríade de detalhes, efeitos e arranjos, com o registo vocal ecoante a funcionar como o contraponto decisivo para a feliz criação de uma atmosfera geral calma e contemplativa, com uma aúrea de sensibilidade e fragilidade romântica incomuns e bastante sentimentalista e transmissora de boas vibrações. A voz doce de Kim e o acerto instrumental de Jarold contrastam e complementam-se, em simultâneo, e transbordam uma imensa eficácia e bom gosto na forma como dão vida a temas coerentes, com um forte cariz romântico e que versam sobre o amor, memórias, promessas quebradas, sonhos e anseios.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Gravado e misturado pelo próprio Jarod Weldin e masterizado por Joe Goodwin e com o lindíssimo <em>artwork</em> da autoria de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/spectronicdesign.com">Savannah Rusher</a>, <em><span style="color: #99ccff;">Here To Fade</span></em> confirma o modo assertivo como os <span style="color: #99ccff;">Tape Waves</span> falam com particular delicadeza sobre o sabor doce e amargo da vida, tal como a conhecemos, com a melhor estratégia a ser aquela em que o plano principal é não haver planos, ao som de uma festa algo melancólica e instrospetiva, mas que não deixa de ser também feita de cor, movimento e muita letargia. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/9/8744/28594965412_c013d28421_o.jpg" alt="Tape Waves - Here To Fade" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. So Fast</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Always Shines</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Nowhere</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Calling</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Close Your Eyes</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Go Away</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Standing In Line</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Fine For Now</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Stay Mine</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Morning Time</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=588276243/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fMnpJlIv12Y" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:811933 2016-08-02T19:03:00 Warpaint - New Song 2016-08-02T18:35:57Z 2016-08-02T18:35:57Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa estão de regresso com <span style="color: #008080;"><em>Heads Up</em></span>, um título feliz para batizar aquele que será o terceiro disco das <span style="color: #008080;">Warpaint</span>, sucessor de um homónimo, lançado em 2014.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn.pitchfork.com/news/66213/f0284c6e.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #008080;">Heads Up</span></em> irá ver a luz do dia à boleia da <a style="color: #999999;" href="http://www.roughtraderecords.com/">Rough Trade Records</a> já a vinte e três de setembro e <em><span style="color: #008080;">New Song</span></em> é o primeiro <em>single</em> divulgado do disco, canção algo inédita no percurso do quarteto por mostrar uma faceta mais polida e luminosa. A mesma conta com uma belíssima letra, entrelaçada com deliciosos acordes e uma melodia minusiosamente construída com diversas camadas de instrumentos. Acaba por ser mais um passo em frente num projeto que nunca se acomodou a uma abordagem estilística estanque, apesar de manter no seu epicentro sonoro uma intensa aúrea sexual, que despe as <span style="color: #008080;">Warpaint</span> de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que as poderia envolver, mostrando, assim, mais uma vez, com ousadia, a sua verdadeira personalidade. Confere...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/9/8600/28639285401_1cf3a8706f_o.jpg" alt="Warpaint - New Song" width="400" height="400" /></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_PhAMlJDMeI" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:811547 2016-08-01T11:05:00 Future Generations – Future Generations 2016-08-01T10:52:58Z 2016-08-01T10:52:58Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Eric Grossman, Mike Samsevere, Eddie Gore, Dylan e Devon Sheridan são os <a style="color: #999999;" href="http://futuregenerationsmusic.com/">Future Generations</a>, um coletivo nova iorquino sedeado no Bronx e que acaba de se estrear nos discos com um homónimo, dez canções que viram a luz do dia há poucos dias através da Frenchkiss Records.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://indieminded.com/wp-content/uploads/2016/07/Thunder-In-The-City-by-Future-Generations.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tudo começou na universidade de Fordham, há cerca de meia década, quando Eddie conheceu Eric e Mike. Começaram a viver juntos e daí até fazerem música foi um pequeno passo. Depois de Devon se ter juntado ao grupo, chegou o primeiro EP, a atenção da Frenchkiss, uma etiqueta nova iorquina de relevo no cenário <em>indie</em> e agora, finalmente, este compêndio de canções que são já um marco imprescindível e obrigatório neste ano repleto de novidades e registos sonoros qualitativamente incomuns.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em quase quarenta minutos, <em><span style="color: #666699;">Future Generations</span></em> tem bem assentes as suas coordenadas, de modo a estilizar canções em cujo regaço festa e lisergia caminham lado a lado. Falo de duas asas que nos fazem levitar ao encontro de paisagens multicoloridas de sons e sentimentos, arrepios que nos provocam, muitas vezes, autênticas miragens lisérgicas e hipnóticas enquanto deambulam pelos nossos ouvidos num frágil balanço entre uma percussão pulsante, um <em>rock</em> e uma eletrónica com um vincado sentido cósmico, bem patente logo na formosa <span style="color: #666699;"><em>Grace</em></span>. É uma indulgência orgânica que se abastece de guitarras plenas de efeitos texturalmente ricos, teclados corrosivos no modo como atentam contra o sossego em que constantemente nos refugiamos e uma voz que, num registo ecoante e esvoaçante, coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se a audição de <span style="color: #666699;"><em>Future Generations</em></span> nos oferece vastas paisagens sonoras, nota-se, rapidamente, num ponto em comum em praticamente todas as suas canções. Sintetizadores e cordas onde abundam guitarras experimentais trocam piropos, para depois, como é o caso de <em><span style="color: #666699;">Stars</span></em>, desabrocharem numa explosão sónica, feita de exuberância e cor. Mesmo no território mais negro e minimal de <span style="color: #666699;"><em>This Place We go</em></span>, no tribalismo percussivo de <em><span style="color: #666699;">Black and Bleu</span></em>, ou na mais reflexia e etérea <span style="color: #666699;"><em>Coast</em></span>, ocorre sempre um percurso triunfante e seguro, numa súmula muitas vezes quase impercetível entre epicidade e uma sensualidade <em>pop</em> lasciva, num resultado global borbulhante e colorido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Bálsamo retemperador perfeito capaz de nos fazer recuperar o fôlego de um dia intenso, <span style="color: #666699;"><em>Future Generations</em></span> faz mossa nos nossos ouvidos e agita a mente, assim deixemo-nos nós ser conduzidos por uma espiral <em>pop</em> onde tudo é filtrado de modo bastante orgânico, através de um som esculpido e complexo, originando um encadeamento que nos obriga a um exercício exigente de percepção fortemente revelador e claramente recompensador. O minimalismo contagiante da linha sintetizada em que se sustenta <em><span style="color: #666699;">60 Seconds</span></em>, mais um tema que nos desarma devido ao registo vocal e ao banquete de efeitos borbulhantes que contém, numa riqueza sintética que sobressai da tela por onde escorre uma ordenada amálgama sonora, é um extraordinário exemplo do modo como esta banda é capaz de ser genuína a manipular o sintético, de modo a dar-lhe a vida e a retirar aquela faceta algo rígida que a eletrónica muitas vezes intui, colocando as agulhas intencionalmente orientadas para algo épico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #666699;">Future Generations</span> </em>é um corpo único e indivisível e com vida própria, servido em bandeja de ouro, uma alegoria pop aventureira que plasma intensamente e com elevada bitola qualitativa as novas e mais inspiradas tendências do <em>indie </em>contemporâneo, mesmo no clima retro <em>vintage</em> oitocentista de<span style="color: #666699;"><em> You've Got Me Flush</em></span>. É, claramente, um daqueles discos que exige várias e ponderadas audições, porque cada um dos seus temas esconde texturas, vozes, batidas e mínimas frequências que só são percetíveis seguindo essa premissa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/9/8246/28018000533_8b5f5dd353_o.jpg" alt="Future Generations - Future Generations" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Grace</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Stars</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Rain</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Black And Bleu</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. This Place We Go</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. You’ve Got Me Flush</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Find An Answer</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Coast</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. 60 Seconds</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Thunder In The City</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/258627073&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:811044 2016-07-31T16:57:00 Helado Negro - Runaround 2016-07-31T16:14:54Z 2016-07-31T16:14:54Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/9/8880/28654015885_a87c4a7eb8_o.jpg" alt="Helado Negro - Runaround" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://heladonegro.bandcamp.com/album/invisible-life-2">Helado Negro</a> é um projeto liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos, radicado nos Estados Unidos e que vai lançar, já a seis de outubro, <span style="color: #666699;"><em>Private Energy</em></span>, o seu quinto longa duração. <span style="color: #666699;"><em>Runaround</em></span> é o mais avanço divulgado do álbum, um tema com forte pendor temperamental e com um ambiente feito com cor, sonho e sensualidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #666699;">Private Energy</span></em> será mais um momento marcante deste músico sedeado em Brooklyn, um disco em que Lange irá ampliar as suas experimentações com <em>samples</em> e sons sintetizados de modo a replicar, em catorze canções, uma multiplicidade de referências sonoras, contando, desta vez, com o contibuto visual e artístico, nomeadamente em palco, do coletivo Tinsel Mammal, um grupo de dançarinos com vestes prateadas e que encarnam na perfeição o espírito muito particular e simbólico da música de <span style="color: #666699;">Helado Negro</span>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iHyn3aW27Dc" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:810614 2016-07-25T12:03:00 Weaves - Weaves 2016-07-25T11:17:03Z 2016-07-25T11:17:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Jasmyn Burke (voz), Morgan Waters (guitarra), Zach Bines (baixo) e Spencer Cole (bateria), são os <a style="color: #999999;" href="http://weavesband.com/">Weaves</a>, um quarteto canadiano natural de Toronto, que depois de um excelente <a style="color: #999999;" href="https://weaves.bandcamp.com/album/weaves-ep">ep</a> lançado há dois anos acaba de se estrear nos discos, de modo bastante promissor, com <em><span style="color: #808000;">Weaves</span></em>, onze canções abrigadas pela Kanine Records e que em pouco mais de meia hora cruzam os fundamentos do <em>indie rock</em> com alguns dos aspetos mais contemporâneos desse género sonoro, num resultado final que tem tanto de acessível como de inédito, criativo e agradavelmente refrescante e único.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://storage.torontosun.com/v1/dynamic_resize/sws_path/suns-prod-images/1297842084350_ORIGINAL.jpg?quality=80&amp;size=650x" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No <em>fuzz</em> e no curioso efeito abrasivo da guitarra de <em><span style="color: #808000;">Tick</span></em> e, nesse mesmo tema, no baixo que marca a cadência das mudanças de ritmo de uma bateria frenética e numa voz que balança entre o lamento e vigoroso impulso, fica desde logo percetível que estes <span style="color: #808000;">Weaves</span> são audaciosos e vanguardistas, mas também não descuram uma vertente mais comercial, que melodicamente seja atrativa e possa fazê-los atingir uma apreciável franja de público mais jovem e que goste de sonoridades efusivas, viscerais e festivas. Se <em><span style="color: #808000;">Birds &amp; Bees</span></em> e <em><span style="color: #808000;">Candy</span></em> contêm esse apelo pretensioso de conseguir usar o ruído como algo aditivo e dançável, já <span style="color: #808000;"><em>Shithole</em></span>, por exemplo, tem um cariz mais sério e maduro, sem deixar de soar de modo refrescante e simultaneamente <em>vintage</em>, com os Pixies a serem uma referência marcante e óbvia, algo que a mais intimista e subtil <span style="color: #808000;"><em>Eagle</em></span> também demonstra, assim como, na mesma toada, o clima mais sensual e desconcertante de <span style="color: #808000;"><em>Two Oceans</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #808000;">Weaves</span> são assim, imprevisíveis, salutarmente impulsivos e animados e algo pervertidos até, sem deixarem de exalar uma atraente inocência e até um inusitado experimentalismo, expresso no arrojo de <span style="color: #808000;"><em>Coo Coo</em></span> e <em><span style="color: #808000;">Sentence</span></em> e particularente reflexivo em <em><span style="color: #808000;">Stress</span></em>. Conduzidos por guitarras inspiradas, uma sapiência melódica invulgar e um irresistível travo festivo, apresentam-se humildemente ao grande público sem um denecessário <em>glamour</em> ou uma insípida limpidez sonora, mas antes com toda a honestidade que é possível existir no seio de uma banda de <em>indie rock</em> que quer apenas e só, como claramente se percebe, servir-se da música para celebrar um presente colorido, como se não houvesse amanhã. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/03/weaves-weaves-album-self-titled.jpg?w=1200" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Tick<br />02. Birds &amp; Bees<br />03. Candy<br />04. Shithole<br />05. Eagle<br />06. Two Oceans<br />07. Human<br />08. Coo Coo<br />09. Sentence<br />10. One More<br />11. Stress</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F4IMTvbw7Uo4%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D4IMTvbw7Uo4&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F4IMTvbw7Uo4%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:810392 2016-07-23T15:28:00 Melt Yourself Down - Last Evenings On Earth 2016-07-23T14:32:30Z 2016-07-23T14:32:30Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de um homónimo lançado em 2013, os britânicos <span style="color: #666699;">Melt Yourself Down</span> de Kushal Gaya estão de regresso com mais uma incandescente e festiva dose de <em>afrobeat</em>, à boleia de <em><span style="color: #666699;">Last Evenings On Earth</span></em>, nove canções que viram a luz do dia em abril com a chancela da The Leaf Label e que se debruçam sobre o contínuo apocalipse que o mundo vive, principalmente desde o início do século passado, feito de guerras, doenças, uma desenfreada corrida às armas e, principalmente, um choque civilizacional que cava um fosso cada vez maior entre uma pequena casta de privilegiados e o resto da humanidade, muito nela ainda a viver de modo desumano e em absoluta pobreza.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02589/myd1_2589279b.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Percorrer o sinuoso e labiríntico alinhamento de <em><span style="color: #666699;">Last Evenings On Earth</span></em> é nunca saber o que está um pouco mais à frente ou do outro lado da esquina, que se apresenta na forma melódica menos esperada. Batidas orgânicas são subitamente trespassadas por teclados, particularmente impressivos na monumentalidade de <em><span style="color: #666699;">Jump The Fire</span></em> e os sopros estão sempre presentes, com canções como <span style="color: #666699;"><em>The God Of You</em></span>, a ébria <em><span style="color: #666699;">Listen Out</span></em>, ou o <em>punk</em> aparentemente descontrolado de <em><span style="color: #666699;">Communication</span> </em>a criarem um falso clima de festa. É que, se por um lado o corpo é continuamente convidado à dança despreocupada e enérgica, também não há como ficar indiferente ao conteúdo incisivo da escrita destas canções onde a virulância da morte e das doenças e o sortilégio da guerra são áreas vocabulares continuamente presentes e transversais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #666699;">Melt Yourself Down</span></em> é um compêndio muito próprio e <em>sui generis</em>, que numa mescla do referido <em>afrobeat</em> com alguns dos melhores detalhes do<em> jazz</em> atual, que comporta cada vez mais e sem aparente pudor alguns artifícios eletrónicos e do próprio indie rock, exemplarmente expresso no fuzz da guitarra de <span style="color: #666699;"><em>Bharat Mata</em></span>, nos oferece um verdadeiro caldeirão sonoro nada ingénuo e bastante criativo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2300737729/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:810102 2016-07-22T15:00:00 TTNG - Disappointment Island 2016-07-22T14:26:41Z 2016-07-22T14:30:34Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já se chamaram This Town Needs Guns, agora são apenas os <span style="color: #808000;">TTNG</span> e são um trio britânico formado por Tim Collis, Chris Collis, Henry Tremain e de regresso aos discos com <em><span style="color: #808000;">Disappointment Island</span></em>, um disco lançado a oito de julho à sombra da Sargent House e o terceiro tomo da carreira de um grupo que se estreou em fevereiro de 2009 com <em>Animals</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://static.independent.co.uk/s3fs-public/thumbnails/image/2016/07/04/22/ttng.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar do nome do disco poder antever que nos espera um alinhamento de canções com um cariz sombrio e pessimista, a verdade é que <em><span style="color: #808000;">Disappointment Island</span></em> é um festim de <em>indie rock</em>, luminoso e descomprometido, pouco mais de quarenta minutos frenéticos e com uma sonoridade que encaixa eficazmente nestes dias quentes e convidativos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #808000;">TTNG</span>, apesar de ser oriundos de um país que não é particularmente conhecido pelas horas de sol de que usufrui anualmente e de cultivar um orgulhoso isolamento que vinca caraterísticas muito próprias e que acabam por extravasar para o campo musical, acabam por encontrar a sua matriz sonora identitária num universo algo díspar e mais abrangente e global. Como se percebe logo em <span style="color: #808000;"><em>Coconut Crab</em></span>, estas canções sobrevivem alicerçadas naquele <em>indie rock</em> feito com guitarras plenas de riffs virtuosos e com uma sonoridade algo étnica e uma bateria que implora por constantes variações rítmicas e alterações de cadência, exemplarmente tocada em <em><span style="color: #808000;">Consoling Ghosts</span></em>. Depois, para rematar e compôr a filosofia sonora, surge a voz de Henry a funcionar como um agente pacificador de todos estes elementos e a ser um elemento chave para aquela aúrea tranquila e algo relaxada que este espetro sonoro geralmente exala. <em><span style="color: #808000;">In Praise Of Idleness</span></em> e <em><span style="color: #808000;">Whatever Whenever</span></em> traduzem bem este espírito virtuoso e acelerado, que num limbo entre a saborosa contemplação de <em><span style="color: #808000;">Bliss Guest</span></em> e o abanar de ancas de <span style="color: #808000;"><em>Destroy The Tabernacle</em></span>, convida permanentemente à dança e à permanência fora de horas numa qualquer praia sem espaços vazios e pontos escuros ou de acesso duvidoso. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1026932213/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:785228 2016-07-21T15:23:00 Day Wave - Hard To Read EP 2016-07-21T14:45:53Z 2016-07-21T14:45:53Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/01/day-wave.png?w=800" alt="day wave" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Natural de Oakland, o norte americano Jackson Phillips, que assina a sua música como <span style="color: #99ccff;">Day Wave</span>, está de regresso com <em><span style="color: #99ccff;">Hard To Read</span></em>, o seu segundo EP lançado em formato digital, o sucessor de <span style="color: #99ccff;"><em>Headcase</em></span>, o primeiro tomo do músico e que o colocou logo nos radares da crítica mais atenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com a melhor <em>dream pop</em> na mira, Phillips tomou as rédeas de todo o trabalho envolvido na gravação destas suas novas cinco canções, desde a mistura à produção, passando pela própria gravação. O resultado é um alinhamento de temas vibrantes, com <em><span style="color: #99ccff;">Gone</span></em>, o primeiro <em>single</em> retirado de <em><span style="color: #99ccff;">Hard To Read</span></em>, a impressionar pela linha melódica sintetizada vibrante e pelo modo como um estrondoso baixo e a bateria a ela se juntam para depois abrirem as mãos para uma linha de guitarra insinuante. É uma canção que parece querer forçar o ouvinte a deixar, nem que seja por breves instantes, tudo e todos para trás, rumo aquela luz que está sempre ali, mas que nunca temos coragem de perscutar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O <em>rock</em> emotivo do tema homónimo, a atmosfera catárquica de<em><span style="color: #99ccff;"> Stuck</span></em> e o clima sonhador de <em><span style="color: #99ccff;">You</span></em> são mais três belos momentos destes dezoito minutos que sabem aquela brisa quente e aconchegante que entra pela nossa janela nestas convidativas noites de verão. <span style="color: #99ccff;">Day Wave</span> pode gabar-se de ser capaz de mostrar uma invulgar intensidade emocional na sua escrita e de poder ser já caraterizado como um artista possuidor não só dessa importante valência mas também de um tímbre vocal único, uma postura confiante e exímio intérprete de guitarras angulares, acompanhadas por sintetizadores luminosos e um baixo geralmente imponente, as suas principais matrizes identitárias. Ele exala uma faceta algo sonhadora e romântica que se aplaude e que é também fruto de uma produção cuidada e que irá certamente agradar a todos os apreciadores do género. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1654/25448764616_fb3c8314f5.jpg" alt="Day Wave - Hard To Read" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Gone</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Stuck</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Deadbeat Girl</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Hard To Read</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. You</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/247317212&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:809676 2016-07-20T17:51:00 Dinosaur Jr. – Give A Glimpse Of What Yer Not 2016-07-20T17:19:08Z 2016-07-20T17:24:53Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2016 está a ser um ano profícuo no que diz respeito à música e ficará invariavelmente na história por marcar o regresso aos discos dos míticos <span style="color: #808000;">Dinosaur Jr.</span> de J Mascis, Lou Barlow e Murph aos discos. Recordo que o trio gravou três álbuns nos anos oitenta e surpreenderam-nos a todos quando se reuniram novamente já neste século, há pouco mais de uma década, tendo editado desde então <em>Beyond</em> (2007), <em>Farm</em> (2009) e <em>I Bet On Sky</em> (2012).  Agora, onze anos depois desse recomeço, chega aos escaparates <em><span style="color: #808000;">Give A Glimpse Of What Yer Not</span></em>, sendo curioso constatar que uma das bandas essenciais do <em>rock</em> alternativo de final do século passado tenha já mais discos editado no século XXI do que nessa fase inicial da carreira.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://d1ya1fm0bicxg1.cloudfront.net/2016/05/dinosaur-jr-tickets_10-06-16_17_5743419d0a05b.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tendo visto a luz do dia à boleia da conceituada <a style="color: #999999;" href="http://jagjaguwar.com/release/JAG285/">Jagjaguwar</a>, <span style="color: #808000;"><em>Give A Glimpse Of What Yer Not</em></span> contém doze canções que, celebrando trinta anos de carreira deste projeto único, oferecem aos nossos ouvidos uma já esperada toada revivalista, protagonizada por uma banda em grande forma e com todas as suas marcas identitárias intactas e consentâneas com toda a herança que carregam. Assim, e como se percebe logo nas festivas <span style="color: #808000;"><em>Going Down</em></span> e <em><span style="color: #808000;">Tiny</span></em>, o busílis instrumental concentra-se, naturalmente, em guitarras bastante eletrificadas e com uma identidade vincada, uma bateria frenética e um baixo sempre omnipresente, mesmo que não esteja na primeira linha da condução melódica e, o mais importante, numa jovialidade e numa luminosidade festivas que se saúdam e que atestam o habitual excelente humor e positivismo destes três músicos, mesmo quando em <em><span style="color: #808000;">Be A Part</span></em> e <em><span style="color: #808000;">Lost All Day</span></em> se mostram ligeiramente soturnos e intimistas e mais progressivos e sombrios em <span style="color: #808000;"><em>I Walk For Miles</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com nove das canções a terem sido escritas por J Mascis e as outras duas por Lou Barlow, as amáveis <span style="color: #808000;"><em>Love Is...</em></span> e <span style="color: #808000;"><em>Left/Right</em></span>, duas composições que personificam um pouco a personalidade de um músico que dos Sebadoth ao seu projeto a solo sempre procurou um balanço delicado entre o quase <em>pop</em> e o <em>rock</em> mais ruidoso, <em><span style="color: #808000;">Give A Glimpse Of What Yer Not</span></em> é um disco que flui bem, não só porque tem um conjunto de belíssimos temas, mas também porque reforça o traço de honestidade de uma banda que é protagonista cimeira no universo sonoro em que se move. Numa América onde se prime o gatilho com uma incrível facilidade e com toda a insanidade que prolifera por este mundo fora nos dias de hoje e num verão particularmente turbulento e agitado, é bom poder contar com este refúgio sonoro tão refrescante e ligeiro e, ao mesmo tempo, preenchido com canções cheias de significado, têmpera e entusiasmo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Dinosaur Jr. - Give A Glimpse Of What Yer Not (2016)" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/28361573396/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/8/7491/28361573396_766cc55a63_o.jpg" alt="Dinosaur Jr. - Give A Glimpse Of What Yer Not (2016)" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Goin Down</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Tiny</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Be A Part</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. I Told Everyone</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Love Is…</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Good To Know</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. I Walk For Miles</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Lost All Day</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Knocked Around</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Mirror</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Left/Right</span></em></span></p> <p><span style="color: #808000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Iwa3DO5_irM" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:806981 2016-07-19T17:22:00 FAWNN – Ultimate Oceans 2016-07-19T16:49:53Z 2016-07-19T16:49:53Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ferndale, nos arredores de Detroit, no Michigan, é o poiso dos <a style="color: #999999;" href="http://www.wearefawnn.com/">FAWNN</a>, uma banda formada por Alicia Gbur, Christian Doble, Matt Rickle e Mike Spence e que aposta na opulência e na majestosidade sonoras, como permissas fundamentais do seu cardápio sonoro, recentemente atualizado com <span style="color: #666699;"><em>Ultimate Oceans</em></span>, o quarto álbum da carreira do grupo, onze canções que viram a luz do dia o início deste verão à boleia da Quite Scientific Records.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/13567038_10154314696686310_7319792137225188110_n.jpg?oh=b28b3808aa49e9932285573b1e0b7de2&amp;oe=57EFF73F" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>Ultimate Oceans</em></span> é uma porta aberta para um mundo paralelo feito de guitarras distorcidas e governado pela nostalgia da <em>pop</em>, do <em>rock</em> experimental, do <em>grunge</em> e do <em>punk rock</em>, uma multiplicidade de géneros e estilos que, entrocando no ramo comum do rock alternativo, encontram nas guitarras o seu grande referencial instrumental. Assim, se temas como <span style="color: #666699;"><em>Galaxies</em></span> e <em><span style="color: #666699;">Master Blaster</span></em> são um piscar de olhos objetivo ao <em>rock</em> mais melódico e pulsante, já o baixo, as variações ritmícas e o <em>fuzz</em> da guitarra de <span style="color: #666699;"><em>Secret Omnivore</em></span> piscam o olho a ambientes mais experimentais, com o clima soturno de <em><span style="color: #666699;">Nosebleed</span></em> a conter algumas marcas identitárias do típico som americano de final do século passado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Traçado logo até à terceira música o cenário deste <em><span style="color: #666699;">Ultimate Oceans</span></em> e da cartilha sonora destes <span style="color: #666699;">FAWNN</span>, percebe-se que conhecedores profundos e claramente marcados por uma sonoridade que é muito própria de uma América que sabe como condensar diferentes estilos, não faltando até um travo de <em>shoegaze</em> e alguma psicadelia <em>lo fi</em> nesta música, numa espécie de <em>space rock</em> que não é tão pesado e visceral como o <em>grunge</em>, mas também não é apenas delírio e pura experimentação e que, como bónus, ainda tem em <em><span style="color: #666699;">Survive</span></em>, por exemplo, a própria <em>pop </em>adocicada e intimista na mira. Os Breeders, os My Bloody Valentine e, mais recentemente, os próprios Surfer Blood, podem ser para aqui chamados como referenciais incontornáveis, especialmente pela toada <em>lo fi</em> e toda esta aparente amálgama que prova que os <span style="color: #666699;">FAWNN</span> estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Num alinhamento que avança permitindo às canções espreitar e ir um pouco além das zonas de influência sonora da banda que as criou, <em><span style="color: #666699;">Ultimate Oceans</span></em> é pura adrenalina sonora, uma viagem que nos remete para a gloriosa época do <em>rock</em> independente que reinou na transição entre as duas últimas décadas do século passado, um<em> rock</em> sem rodeios, medos ou concessões, com um espírito aberto e criativo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/8/7224/27469123960_4447257f47_z.jpg" alt="FAWNN - Ultimate Oceans" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Galaxies</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Secret Omnivore</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Nosebleed</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Shadow Love</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Dream Delivery</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Master Blaster</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Survive</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Phantom Phantasy</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Red Moon</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Watching You…</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Pixel Fire</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Galaxies (Remix)</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Shadow Love (Remix)</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>14. Red Moon (Remix)</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>15. Pixel Fire (Remix)</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/261571374&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1565635782/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:809205 2016-07-18T18:54:00 Wilco - Locator 2016-07-18T18:02:29Z 2016-07-18T18:02:29Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/9/8664/27759936373_529cd9f10d_o.jpg" alt="Wilco - Locator" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Exatamente um ano após a surpreendente edição do excelente Star Wars, os norte americanos <span style="color: #666699;">Wilco</span> de Jeff Tweedy, ofereceram uma nova canção, de modo a celebrar a efeméride. Disponível <a style="color: #999999;" href="http://wilcoworld.net/">aqui</a> em troca do teu endereço de email, <em><span style="color: #666699;">Locator</span></em> teria cabido no alinhamento de Star Wars, pela excelência de um <em>folk noise</em> algo cru e minimal e que contém aquele balanço delicado entre o quase <em>pop</em> e o ruidoso, sem nunca descurar a particularidade fortemente melódica que costuma definir as composições desta banda de Chicago. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/AwO3QD0zja8" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:808948 2016-07-16T14:49:00 The Lees Of Memory – Unnecessary Evil 2016-07-16T14:23:29Z 2016-07-16T14:23:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há algo no típico <em>indie rock</em> norte americano de inédito, genuíno e único, detalhes impressos à velocidade de um timbre de distorção da guitarra que é inigualável, bastando cinco segundos da audição da mesma para se perceber a origem de determinadas bandas e projetos. Uma demanda que terá começado na década de oitenta com os R.E.M. e que nomes como os Wilco, The New Pornographers, Foo Fighters, Yo La Tengo ou Stereolab, entre outros, têm sabido preservar e que serve de inspiração aos <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span>, banda que acaba de editar, <em><span style="color: #ff6600;">Unnecessary Evil</span></em>, o segundo disco da carreira, dez canções bastante sugestivas e com a capacidade de nos fazer divagar sobre a paixão, o amor e outros psicoativos sentimentais indispensáveis à nossa existência.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="https://www.sideonedummy.com/uploads/1440201410.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tudo começou há alguns anos com o multi-instrumentista John Davis e o seu amigo Brandon Fisher, os grandes responsáveis pela conceção de<em> Sisyphus Says</em> (2014) o disco de estreia destes <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span>, onde também participou o baterista Nick Slack. Produzido por Nick Raskulinecz, esse trabalho viu a luz do dia à boleia da SideOneDummy Records, teve direito a edição em cassete patrocinada pela Burger Records e colocou logo alguma crítica atenta em sentido. Agora, dois anos depois, novamente com a ajuda inestimável de Raskulinecz e do produtor e engenheiro de som Mike Purcell, <span style="color: #ff6600;"><em>Unnecessary Evil</em></span> amplia as fronteiras sonoras de uns <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span> decididamente apostados em oferecer um indie <em>rock</em> luminoso e acessível, onde não falta uma <em>vibe</em> psicadélica assertiva e uma curiosa crueza <em>vintage</em>, que dão vida a canções dominadas por guitarras com linhas e timbres com um clima marcadamente progressivo e rugoso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Este som mais cru e ruidoso, fica logo plasmado em <em><span style="color: #ff6600;">Any Way But Down</span></em>, uma porta de entrada para um alinhamento que repete até à exaustão todos os atributos, que este tema contém, numa banda que também se consegue mover confortavelmente por territórios mais acústicos, como se pode escutar em <span style="color: #ff6600;"><em>The End Of The Day</em></span>, ou <em><span style="color: #ff6600;">Look Away</span></em>, duas lindíssimas baladas e exemplos felizes do lado mais sensível e emotivo deste grupo. Mas o que realmente sobressai durante a audição integral do trabalho é a perceção clara que os <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span> optaram por ligar a sua faceta elétrica a pleno gás, obtendo em <span style="color: #ff6600;"><em>No Power</em></span>, por exemplo, um balanço delicado entre o quase <em>pop</em> e o rock mais ruidoso e progressivo e sem nunca descurar aquela particularidade fortemente melódica que costuma definir as suas composições. Os quase três minutos do tema homónimo, canção que se sustenta num arranjo de cordas alto e um<em> riff</em> de guitarra bastante elétrico, a fazer lembrar alguns dos melhores instantes de <em>A Ghost Is Born</em>, um clássico dos Wilco, são a expressão máxima, em <span style="color: #ff6600;"><em>Unnecessary Evil</em></span>, da boa forma deste grupo e da capacidade que os seus músicos têm de se agarrar a uma herança coletiva sem deixarem de se mostrar altivos, joviais, vibrantes e contemporâneos. E mesmo quando em <span style="color: #ff6600;"><em>Stay Down</em></span> nos fazem recuar umas quatro décadas até aos primórdios do <em>rock</em> clássico, com a sensibilidade do efeito metálico abrasivo de uma guitarra que corta fino e rebarba, ou quando em <em><span style="color: #ff6600;">Artificial Air</span> </em>nos oferecem um clima mais negro e próximo do <em>grunge</em>, os <span style="color: #ff6600;">The Lees Of Memory</span> deslumbram pelo à vontade com que, nessas várias inflexões, navegam nos meandros intrincados e sinuosos do<em> indie rock</em> mais progressivo e psicadélico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A leveza contínua, o entusiasmo lírico, a atmosfera amável, apesar do <em>fuzz</em> constante e o clima geral luminoso, enérgico e algo frenético de <span style="color: #ff6600;"><em>Unnecessary Evil</em></span>, são os principais indicadores de um disco que flui bem, não só porque tem um conjunto de belíssimas canções, que nos oferecem camadas sofisticadas de arranjos criativos e bonitos, mas também porque é um álbum que reforça o traço de honestidade de uma banda que quer tornar-se protagonista no universo sonoro em que se move. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1463/26090832344_703f238243_o.jpg" alt="The Lees Of Memory - Unnecessary Evil" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Any Way But Down</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. No Power</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. XLII</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Stay Down</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Just For A Moment</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Unnecessary Evil</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Artificial Air</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. The End Of The Day</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Squared Up</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Look Away</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/266927286&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p>