urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2014-08-27T20:03:48Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:557332 2014-08-27T21:03:24 The Raveonettes – Pe’ahi 2014-08-27T20:03:48Z 2014-08-27T20:03:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os dinamarqueses <a href="http://www.theraveonettes.com/"><span style="color: #888888;">The Raveonettes</span></a> de Sune Rose Wagner e Sharin Foo, estão de regresso aos lançamentos discográficos com o sétimo álbum da carreira da dupla. <span style="color: #33cccc;"><em>Pe’ahi</em></span> sucede a <em>Observator</em> (2012), foi produzido por Justin Meldal-Johnsen e chegou às lojas no passado dia vinte e um de julho, através da Beat Dies Records.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://nme.assets.ipccdn.co.uk/images/gallery/2014TheRaveonettes_Press_220714.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Admiradores confessos de sonoridades esplendorosas e que os façam tocar a guitarra sempre completamente ligados à corrente, os <span style="color: #33cccc;">The Raveonettes</span> abrem este disco com a roqueira e dançante <em><span style="color: #33cccc;">Endless Sleeper</span></em> e percebe-se logo que há, simultaneamente, com a ajuda de uma bateria a recordar detalhes da bossa nova e um piano inspirado, uma tentativa de estabelecer pontes entre o<em> indie rock</em>, com alguns detalhes mais sensíveis da <em>pop</em>, bem estruturados e devidamente adocicados com arranjos bem conseguidos. <em><span style="color: #33cccc;">Sisters</span></em>, o primeiro <em>single</em> retirado do disco, e <em><span style="color: #33cccc;">Wake Me Up</span></em>, duas canções doces, mas com muita distorção e instantes bem <em>noisy, </em>ajudam a reforçar essa fusão que, nos quase quarenta minutos que duram este disco, é particularmente consistente e carregado de referências assertivas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #33cccc;">Pe'ahi</span></em> é bastante inspirado na morte do pai de Sharin Fooe da mudança da artista para o sul da Califórnia, onde absorveu o clima veraneante das praias, particularmente audível nos arranjos de <em><span style="color: #33cccc;">The Rains Of May</span></em>. Aí idealizou fazer um álbum que fosse instrumental mais amplo e heterogéneo  que os antecessores, com novos instrumentos e diferentes efeitos, que a produção de Justin Meldal-Johnsen, um nome consagrado que já trabalhou com Beck e os Garbage, entre outros, ajudou, de forma preciosa, a salientar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Assim, aparentemente presos a uma sonoridade <em>vintage</em>, que fez escola há umas três décadas, os <span style="color: #33cccc;">The Raveonettes</span> conseguiram dar vida ao que idealizaram, não abusando instrumentalmente, nem exagerando na forma como utilizaram o sintetizador e manipularam a própria voz, conseguindo assim um equilíbrio interessante entre a busca de uma toada <em>lo fi</em> expressiva e sintética e um som que não dispensa a vertente orgânica conferida pelas cordas e pela percussão. E a cereja no topo do bolo foi terem tido a capacidade de encontrar este ponto açucarado envolto numa pulsão rítmica, que nem as guitarras carregadas de <em>fuzz</em> e os teclados e as vozes processadas conseguem disfarçar e que os tiques de hip hop percetíveis nas batidas que constroem os alicerces de Kill e Killer In The Streets ajudam a realçar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Este sétimo álbum da dupla pode significar uma mudança na direção sonora, uma abertura para um universo mais amplo ou, quem sabe, é apenas uma fotografia musical de um momento bem específico. É possível, porém, comprovar que os tempos recentes e difíceis experimentados por Sune e Sharin contribuíram para seu trabalho ganhar mais corpo e versatilidade. <span style="color: #33cccc;"><em>Pe'Ahi</em></span> só não ultrapassa o teor adolescente pervertido da estreia, <em>The Chain Gang Of Love</em>, de 2003.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Apesar de os <span style="color: #33cccc;">The Raveonettes</span> nunca terem atingido uma performance de vendas espetacular, mantiveram-se fieis à sua bitola sonora, assente, quase sempre, numa vertente instrumental fortemente elétrica, densa mas melodiosa, uma percussão vincada e uma voz apaixonada, que nunca deixou de escrever letras fortemente reflexivas sobre algumas questões importantes da sociedade ociental contemporânea. <em><span style="color: #33cccc;">Pe'ahi</span> </em>pode fazer-nos acreditar na ilusão de que há aqui uma inflexão sonora com reflexos no futuro discográfico da dupla e que uma vertente experimental cada vez mais vincada e versátil fará parte do cardápio sonoro que vier a seguir a este álbum. Suposições à parte, o que importa reter é que<em><span style="color: #33cccc;"> Pe'ahi</span> </em>é mais um exemplo concreto de que os <span style="color: #33cccc;">The Raveonettes</span> são uma daquelas bandas em quem se pode confiar verdadeiramente e que nunca defraudam, já que sabem como juntar com talento todas as peças do <em>indie rock</em> para formar um tratado sonoro cheio de sons modulados e camadas sonoras sintetizadas, com um inspirado clima espetral. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;"><span style="color: #33cccc;"><a href="http://www51.zippyshare.com/v/27331034/file.html"><img src="https://farm6.staticflickr.com/5573/14732319343_5c868d7b0e.jpg" alt="The Raveonettes - Pe&#39;ahi" width="400" height="400" /></a></span></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Endless Sleeper</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Sisters</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Killers In The Streets</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Wake Me Up</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Z-Boys</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. A Hell Below</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. The Rains Of May</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Kill</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. When Night Is Almost Done</span></em></span><br /><span style="color: #33cccc;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Summer Ends</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://emailunlock.com/the-raveonettes/sisters/widget" width="300" height="220" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:575919 2014-08-27T16:06:10 Real Estate – Had To Hear 2014-08-27T15:06:59Z 2014-08-27T15:06:59Z <p style="text-align: center;"><img src="http://iohyou.com/wp-content/uploads/2014/08/140226-real-estate-1.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Editado a quatro de março por intermédio da Domino Records, <span style="color: #ff9900;"><em>Atlas</em></span> é o terceiro álbum dos <span style="color: #ff9900;">Real Estate</span>, uma banda norte americana formada por Martin Courtney, Matt Mondanile, Alex Bleeker, Jackson Pollis e Matthew Kallman. Agora, quase meio ano depois, editam em formato<em> single</em>, <em><span style="color: #ff9900;">Had To Hear</span></em>, o tema de abertura desse disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff9900;"><em>Had To Hear</em></span> tem <em><span style="color: #ff9900;">Paper Dolls</span></em> como <em>lado b</em> e aposta num  <em>indie-folk-surf-suburbano,</em> feito, neste caso, por mestres de um estilo sonoro carregado de um intenso charme e que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação. Estes são alguns dos traços identitários que abundam no cardápio sonoro deste grupo que olha cada vez mais e com maior atenção, para o <em>rock</em> alternativo dos anos oitenta e que, servindo-se de uma mais vincada vertente sintética, mostram um cariz particularmente urbano e atual. Confere...</span></p> <p><a href="http://www64.zippyshare.com/v/81095124/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3869/14847954300_3f89557d06.jpg" alt="Real Estate - Had To Hear" width="400" height="400" /></a></p> <p>Genre: Indie/Pop/Rock/Psychedelic<br />Country: USA</p> <p>Tracklist</p> <p>01. Had To Hear<br />02. Paper Dolls</p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/aTxGOyqKe30" width="540" height="340" frameborder="0"></iframe></p> <p><a href="http://talkingbackwards.realestatetheband.com/" target="_blank">Website</a><br />[mp3 V0] <a href="http://turbobit.net/x3gaueb6knvv.html" target="_blank">tb</a> <a href="http://ul.to/aaetprrw" target="_blank">ul</a> <a href="https://www.oboom.com/H0IXQ807/HTH.rar" target="_blank">ob</a> <a href="http://adf.ly/rTTZl" target="_blank">zs</a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:542938 2014-08-26T20:55:17 Bear In Heaven – Time Is Over One Day Old 2014-08-26T19:56:17Z 2014-08-26T19:56:17Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="http://bearinheaven.com/portfolio/time-is-over-one-day-old/"><span style="color: #888888;">Bear In Heaven</span></a>, um grupo norte americano natural de Brooklyn, na <em>big apple</em> e encabeçado por Jon Philpot desde a sua fundação, em 2003, lançaram há pouco mais de dois anos <em><a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/248415.html"><span style="color: #888888;">I Love You, It’s Cool</span></a></em>, o sucessor de <em>Beast Rest Forth Mouth, </em>um trabalho<em> </em>lançado em 2009. Este trio tem alcançado um distinto resultado, depois de uma série de experiências e um variado jogo de referências acumuladas, que se esperava ter sequência em <em><span style="color: #ffff99;">Time Is Over One Day Old</span></em>, o novo trabalho do grupo, editado no passado dia cinco de agosto, através da <a href="http://www.deadoceans.com/"><span style="color: #888888;">Dead Oceans</span></a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://clatl.com/images/blogimages/2010/11/14/1289753218-bearinheaven.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ffff99;"><em>Time Between</em></span>, o primeiro avanço do álbum, plasmou logo<strong><em> </em></strong>as mais diversificadas escolas musicais formadas ao longo das últimas décadas, que têm inspirado os <span style="color: #ffff99;">Bear In Heaven</span>, numa canção com referências diretas ao movimento <em>krautrock</em>, doses imoderadas de psicadelia e um acerto com a música eletrônica que suporta toda uma estrutura melódica. E, na verdade, em <em><span style="color: #ffff99;">Time Is Over One Day Old</span></em>, este grupo continua a transpirar o género criado na década de sessenta e que composições estruturalmente similares como esse single, <em><span style="color: #ffff99;">Autumn</span></em> ou <em><span style="color: #ffff99;">The Sun And The Moon And The Stars</span></em>, ajudam a comprovar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">É interessante escutar este disco e, conhecendo o trabalho anterior do grupo, perceber que o cenário sonoro retratado não é propriamente genuíno, mas acaba por soar como sendo verdadeiramente próprio desta banda, que tem uma forma muito própria de combinar o<em> rock</em> psicadélico com elementos eletrónicos, de modo a crair algo simultaneamente épico e intenso. <em><span style="color: #ffff99;">You Don't Need The World</span></em> e <em><span style="color: #ffff99;">They Dream</span> </em>são duas canções intensas, exposivas e que nos deixam na dúvida se poderão ser devidamente assimiladas quando escutadas num raro momento de lucidez ou como banda sonora de alguns dos nossos melhores sonhoe e devaneios.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Esse aparente incómodo sobre qual o melhor estado de espírito para a absorção devida do conteúdo de <em><span style="color: #ffff99;">Time Is Over One Day Old</span></em>, obtém-se precocemente já que, assim que carregamos no <em>play</em>, em poucos minutos, os teclados mágicos, as guitarras que se derretem e os versos fáceis prendem-nos a atenção e convidam-nos, sem retorno possível, para uma sucessão de experimentações complexas que nos vão surpreendendo, numa viagem a bordo de um <em>krautrock</em> psicadélico, particularmente lisérgico e até algo lunático. Basta escutar a guitarra da já citada <span style="color: #ffff99;"><em>The Sun And The Moon And The Stars</em></span>, para se perceber que os <span style="color: #ffff99;">Bear In Heaven</span> têm a capacidade de nos levar com eles para lugares distantes e grandiosos, onde o som se propaga de forma crscente e onde também cabe a melancolia (<em><span style="color: #ffff99;">Present Tense</span></em>) e a sensualidade (<em><span style="color: #ffff99;">If I Were To Lie)</span></em>, num <em>cocktail</em> contagiante, detalhado e complexo de um disco que carece de tempo e da tal predisposição adequada, para ser compreendido como um todo, já que revela também lentamente toda a sua natureza.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffff99;">Time Is Over One Day Old</span></em> é um disco ambientado no mesmo cenário do registo de estreia do grupo, uma sucessão de dez canções onde a psicadelia pretende hipnotizar, com a firme proposta de olhar para o som que foi produzido no passado e retratá-lo com novidade, com os pés bem fixos no presente. Simultaneamente criativos e coerentes, os <span style="color: #ffff99;">Bear In Heaven</span> mostram-se particularmente experimentais na forma como deram vida a um trabalho tipicamente <em>rock</em>, onde persiste uma vincada relação entre o <em>vintage</em> e o contemporâneo, mas que será melhor compreendido no futuro próximo, à medida que for mais dissecado. Enquanto tal não sucede, resta-nos começar viajar e a delirar, quanto antes, ao som das suas canções. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www40.zippyshare.com/v/85398841/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3870/14278975307_fa0c0989e6.jpg" alt="Bear In Heaven - Time Is Over One Day Old" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">01. Autumn</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">02. Time Between</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">03. If I Were To Lie</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">04. They Dream</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">05. The Sun and The Moon And The Stars</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">06. Memory Heart</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">07. Demon</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">08. Way Off</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">09. Dissolve The Walls</span></em><br /><em><span style="color: #ffff99; font-family: helvetica;">10. You Don’t Need The World</span></em></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/150755105&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:573689 2014-08-26T20:52:30 Mumblr - Roach 2014-08-26T19:52:52Z 2014-08-26T19:52:52Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://m1.22slides.com/abireimold/5888_image_637114.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Após vários EPs, os norte americanos <a href="https://www.facebook.com/pages/Mumblr/118742918263778" target="_blank"><span style="color: #888888;">Mumblr</span></a> de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, preparam-se para, finalmente, estrear-se nos discos. <span style="color: #99ccff;"><em>Full of Snakes</em></span> é o nome do primeiro longa duração dos <span style="color: #99ccff;">Mumblr</span> e chegará aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas..</span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><em><span style="color: #99ccff;">Full Of Snakes</span></em> é um disco que irá debruçar-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas. <em>Philadelphia</em>, o nome da cidade de onde os <span style="color: #99ccff;">Mumblr</span> são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum e agora chegou a vez de <em><span style="color: #99ccff;">Roach</span></em>, mais uma canção que numa simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas. Tal como sucedeu com <em>Philadelphia</em>, <em><span style="color: #99ccff;">Roach</span></em> também está disponível para download. Confere...</span></span></div> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163613016&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:556028 2014-08-25T16:00:23 The Rosebuds - Sand + Silence 2014-08-25T15:03:38Z 2014-08-25T15:05:46Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Raleigh e com o nome da banda insiprado no filme Citizen Kane de Orson Wells, os norte americanos <a href="http://therosebuds.com/"><span style="color: #888888;">The Rosebuds</span></a> de Ivan Howard e Kelly Crisp<strong> </strong>estão de regresso aos discos com <span style="color: #3366ff;"><em>Sand + Silence</em></span>, um trabalho que viu a luz do dia a cinco de agosto, por intermédio da Western Vinyl. <span style="color: #3366ff;"><em>Sand + Silence</em></span> foi gravado nos estúdios de Justin Vernon. Além de ter recebido os <span style="color: #3366ff;">The Rosebuds</span>, aceitou tocar teclas em alguns temas do disco, que também conta com a participação especial de Nick Sanborn dos Sylvan Esso. </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://consequenceofsound.files.wordpress.com/2014/06/rosebuds-firstpass-161.jpg?w=807" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Justin Vernin é um figura ímpar do universo indie contemporâneo e a sua simples presença nos créditos de um disco acaba por ser um selo de qualidade importante do mesmo. Com uma carreira única firmada em projetos tão relevantes como Bon Iver, Volcano Choir ou The Shouting Matches, Justin não hesitou em colaborar decisivamente no conteúdo do novo trabalhos destes <span style="color: #3366ff;">The Rosebuds</span>, de um modo tal que pode ser mesmo considerado como mais um elemento da banda, mesmo que essa colaboração não dê mais frutos futuramente. A própria carreira dos <span style="color: #3366ff;">The Rosebuds</span> é sempre uma enorme incógnita, uma banda que não é conhecida pela regularidade, mas que quando produz música fá-lo sempre de forma assertiva e com uma elevada bitola qualitativa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #3366ff;">Sand + Silence</span></em> não foge a esta ideia, um disco que aposta numa<em> surf pop</em> bastante atual e que remetendo-nos facilmente para as areias da nossa praia preferida, convida-nos a fazê-lo com uma toada eminentemente comtemplativa, apesar de o conteúdo geral das onze canções do álbum não deixar de incluir também um interessante pendor festivo e divertido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Se o disco é, como acabei de referir, um tratado <em>indie pop</em> moderno, apesar dos traços de<em> folk rock</em> que se escutam em canções como <em><span style="color: #3366ff;">Death Of An Old Bike</span> </em>e <span style="color: #3366ff;"><em>Tiny Bones</em></span>, naturalmente tem um vincado pendor<em> vintage</em>, não só no que se refere aos areanjos selecionados, onde as cordas luminosas e as teclas inspiradas têm a primazia, mas também quando se analisa a estrutura melódica das canções. <em><span style="color: #3366ff;">Looking For</span></em> é um exempo feliz de uma canção que nos consegue trasnportar com classe para os primórdiso da pop nos anos sessenta e <em><span style="color: #3366ff;">Wait A Minute</span></em> para duas décadas depois e há muitas outras que também parecem ter sido pensadas para o <em>airplay</em> de algumas rádios de outrora, com especial destaque para a deliciosa <em><span style="color: #3366ff;">In My Teeth</span></em>. Ao mesmo tempo, há temas pwerfeitos para incluir em algumas playlists dos apreciadores atuais deste género de música, mesmo que não vislumbrem diariamente o mar no seu horizonte, com a romântica <em><span style="color: #3366ff;">Give Me A Reason</span></em> a ser a companhia perfeita para queles dias em que nos sentimos mais assaltados pela introspeção melancólica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com um padrão bem vincado na hora de compôr, numa carreira com mais de uma década e cheia de grandes momentos, os <span style="color: #3366ff;">The Rosebuds</span> revelam em <span style="color: #3366ff;"><em>Sand +Silence</em></span> um som apurado, além de mostrarem uma flexibilidade bastante adulta para cruzar o<em> rock</em> alternativo com alguns detalhes eletrónicos e assim, com a ajuda preciosa de Vernon, chegar à tal <em>indie pop</em> veraneante e refinada, harmoniosa e requintada, cheia de charme e sedução e que facilmente nos cativa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www73.zippyshare.com/v/55060692/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2896/14721762986_0f7ee90dd4.jpg" alt="The Rosebuds - Sand + Silence" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. In My Teeth</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Sand + Silence</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Give Me A Reason</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Blue Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Mine Mine</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Wait A Minute</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Esse Quam Videri</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Death Of An Old Bike</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Looking For</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Walking</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. Tiny Bones</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/153538298&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:2WJqGs7WcmM45NcuEWNkA8" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:571236 2014-08-25T10:19:01 The Twilight Sad - There's A Girl In The Corner 2014-08-25T09:19:21Z 2014-08-25T09:19:21Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://files.list.co.uk/images/2012/01/25/ts-valley-img-9980-LST093128.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #ff9900;">The Twilight Sad</span> são uma banda de<em> indie rock</em> de Kilsyth, na Escócia, com onze anos de carreira. Com James Alexander Graham (voz), Andy MacFarlane (guitarra, teclas) e Mark Devine (bateria) no alinhamento, já lançaram três discos: <em>Fourteen Autumns &amp; Fifteen Winters</em> (2007), <em>Forget the Night Ahead</em> (2009) e <em>No One Can Ever Know</em> (2012), trabalhos onde o <em>post rock</em>, com uma elevada toada<em> punk</em> e <em>shoegaze</em> esteve sempre presente, assim como o chamado <em>krautrock</em> que foi fazendo escola no universo sonro alternativo desde a década de setenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O quarto disco dos <span style="color: #ff9900;">The Twilight Sad</span> está prestes a chegar aos escaparates e <em><span style="color: #ff9900;">There's A Girl In The Corner</span> </em>é o primeiro avanço desse novo trabalho do grupo que se irá chamar <em>Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave</em>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163109818&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:554341 2014-08-24T20:25:39 Sin Cos Tan – Blown Away 2014-08-24T19:25:52Z 2014-08-24T19:25:52Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="http://sincostan.net/"><span style="color: #888888;">Sin Cos Tan</span></a> são um projeto comandado pela dupla Jori Hulkkonen, um importante músico e produtor do cenário eletrónico e Juho Paalosmaa, um músico que faz parte da dupla finlandesa Villa Nah. Os<span style="color: #ffcc99;"> Sin Cos Tan</span> tinham-se estreado em 2012 com um homónimo que foi muito bem aceite pela crítica e que fez incidir sobre eles o olhar da mesma e o sempre difícil segundo disco dos <span style="color: #ffcc99;">Sin Cos Tan</span> chegou no ano seguinte, um trabalho chamado <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/445368.html"><span style="color: #888888;">Afterlife</span></a> e chamou-me a atenção devido à participação de Casey Spooner em <em>Avant Garde</em>, um dos temas do álbum, um músico que é a metade mais influente dos nova iorquinos Fischerspooner, uma das minhas bandas preferidas, ao qual se junta Warren Fischer. Agora, no passado dia um de agosto, a dupla regressou aos lançamentos com <em><span style="color: #ffcc99;">Blown Away</span></em>, uma coleção de dez canções que viu a luz do dia por intermédio da <a href="http://solinarecords.com/"><span style="color: #888888;">Solina Records</span></a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.electricity-club.co.uk/blog/wp-content/uploads/2014/07/SinCosTan-Vilhelm-Sjostrom.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Quando dois nomes importantes e talentosos da música se juntam para algum projeto, o resultado geralmente costuma ser satisfatório. Em<em><span style="color: #ffcc99;"> Blown Away</span></em> os<span style="color: #ffcc99;"> Sin Cos Tan</span> vão de Brian Ferry aos Pet Shop Boys e os A-Ha e seguem a cartilha sonora na qual a dupla se especializou e que assenta numa eletrónica que navega por várias épocas e influências, mas que se concentra, essencialmente, na pop nórdica dos anos setenta e oitenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os anos setenta e, principalmente, oitenta foram marcantes no mundo da música, assim como no universo cinematográfico. Todos os adultos de hoje cresceram naquele ambiente de euforia e recordam-no com saudade. Em <em><span style="color: #ffcc99;">Blown Away</span></em>, os <span style="color: #ffcc99;">Sin Cos Tan</span> não querem só resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo atual, familiar e inovador, ao mesmo tempo. Realizado por Sakke Soini, o próprio vídeo de <em><span style="color: #ffcc99;">Love Sees No Colour</span></em>, o <em>single</em> já retirado de<em><span style="color: #ffcc99;"> Blown Away</span></em>, é claramente inspirado nessa época.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">As canções desta dupla nórdica prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura <em>lo fi</em> e os sintetizadores que definiam a magia da <em>pop</em> de há trinta anos atrás, ditam as regras no processo de criação melódica e de seleção dos arranjos. Mesmo em momentos mais soturnos e melancólicos, os <span style="color: #ffcc99;">Sin Cos Tan </span>não se entregam por completo à tristeza e também criam canções que apesar de poderem ser fortemente emotivas e se debruçar em sonhos por realizar também servem para dançar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ffcc99;"><em>Blown Away</em></span> navega entre a luz e a escuridão e o sintético e o orgânico, em dez canções onde a eletrónica é um elemento preponderante e a presença de outros instrumentos serve apenas para ampliar o contraste e acrescentar novas cores a estes temas, que são, quase todos, muito cativantes. É uma eletrónica simples e intrigante, feita de intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a title="Sin Cos Tan - Blown Away por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14476715508/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3912/14476715508_cb32cae0de.jpg" alt="Sin Cos Tan - Blown Away" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Divorcee</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Love Sees No Colour</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. A New World</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Colombia</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Lifestyle</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Traffic</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Addiction</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Cocaine</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Blown Away</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Heart Of America</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/suNNU0QTJTY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:572080 2014-08-24T11:21:32 Phoenix – Bankrupt! (Gesaffelstein Remix) 2014-08-24T10:21:57Z 2014-08-24T10:21:57Z <div class="entry line_top"> <p align="center"><img class="attachment-large" title="Phoenix remixes" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/Phoenix-remixes-608x364.jpg" alt="Phoenix remixes" width="608" height="364" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A imagem de cima mostra a quantidade de remisturas de que já foi alvo o material de <em><span style="color: #ff0000;">Bankrupt!</span></em>, o novo trabalho dos <span style="color: #ff0000;">Phoenix</span>. A mais recente está disponível para <em>download</em> e é da autoria do produtor francês <span style="color: #ff0000;">Gesaffelstein</span>, que remisturou o tema homónimo do disco. Há quem considere que esta amostra é uma pista credível sobre a sonoridade do próximo disco dos <span style="color: #ff0000;">Phoenix</span>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163963064&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:573887 2014-08-23T19:37:39 Coast Jumper – The End Of Broad Slough EP 2014-08-23T18:37:50Z 2014-08-23T18:37:50Z <p style="text-align: center;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><img src="http://www.covermesongs.com/wp-content/uploads/2011/10/CoastJumper-500x404.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">Gravado durante o ano de 2013 e apenas terminado devido a vários donativos, <em><span style="color: #ffff99;">T</span><span style="color: #ffff99;">he End Of Broad Slough</span></em> é o novo EP dos<span style="color: #ffff99;"> Coast Jumper</span>, uma banda norte americana sedeada em Oakland e que no verão de 2012 estreou-se nos discos com <em>Grand Opening</em>, um trabalho produzido por Kevin Harper e que foi dissecado por cá. Editado no passado dia um de agosto e disponibilizado no <a href="http://coastjumper.bandcamp.com/"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a> da banda, com a possibilidade de obteres uma edição limitada em vinil, <em><span style="color: #ffff99;">The End Of Broad Slough</span></em> contém cinco canções feitas com belíssimos arranjos acústicos, mas onde também se nota o esplendor das guitarras elétricas e de uma percurssão bastante vincada e com um apreciável pendor épico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os </span><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">Coast Jumper</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> fazem canções abertas e luminosas enquanto se movimentam dentro do </span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;">rock</em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> experimental e progressivo, mas onde também não faltam alguns dos detalhes mais caraterísticos da típica </span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;">folk</em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> norte americana. Pelos vistos acharam que conceitos como o </span><span id="result_box" style="color: #888888; font-family: helvetica;" lang="pt"><span class="hps">ambiente</span>, <span class="hps">agressão</span>, harmonia e <span class="hps">libertação,</span> <span class="hps">amores perdidos e o crescimento, são boas temáticas para as suas canções, assentes, quase sempre, nu</span></span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">ma melodiosa alquimia lisérgica, coberta de acordes quase tão hipnóticos como qualquer caleidoscópio ácido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">A canção de abertura do EP, <em><span style="color: #ffff99;">Western Star</span></em>, tem uma sonoridade grandiosa, seguida da beleza quase etérea de <em><span style="color: #ffff99;">Anita (You're Mad)</span></em>; Esta canção parece que foi matematicamente pensada, com uma voz e acordes que destoam de uma sequência normal na maioria das músicas. As ditas vozes fazem vir à tona lembranças psicadélicas setentistas e as mudanças que o cantor vai efetuando no andamento, faz com que os nossos ouvidos sejam agarrados a cada acorde.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">Depois da voz sintetizada e dos violinos que suportam a balada acústica <em><span style="color: #ffff99;">Right On Track</span></em> e da <em>indie pop</em> nostálgica e simultaneamente ligeira e descomprometida de <span style="color: #ffff99;"><em>King Phillip</em></span>, já estás definitivamente agarrado ao EP a até ao fim será inevitável perceberes que estes <span style="color: #ffff99;">Coast Jumper</span> fazem canções profundas e com sentimento, tratados sonoros propostos com uma extrema e delicada sensibilidade e que possuem muito mais do que aquela simples <em>pop chiclete</em> nas suas artérias. <span lang="pt">Espero que aprecies a sugestão..</span></span></p> <p><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www26.zippyshare.com/v/47572778/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5573/14639764687_27b51eb68e.jpg" alt="Coast Jumper - The End Of Broad Slough" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">01. Western Star</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">02. Anita (You’re Mad)</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">03. Right On Track</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">04. King Phillip</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; color: #ffff99;">05. Blackout</span></em></p> <p><span style="font-family: helvetica;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3349706435/size=large/bgcol=333333/linkcol=0f91ff/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:561735 2014-08-23T11:50:16 Dope Body - Hired Gun 2014-08-23T10:50:26Z 2014-08-23T10:50:26Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Dope Body" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/07/artworks-000085833153-wjivct-t500x500.jpg" alt="Dope Body" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Baltimore, os <em>indie rockers</em> norte americanos <span style="color: #99ccff;">Dope Body</span> estão de regresso com um novo álbum intitulado <em><span style="color: #99ccff;">Lifer</span></em> e que chegará aos escaparates a vinte e um de outubro através da <a href="http://www.dragcity.com/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Drag City</span></a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #99ccff;">Hired Gun</span></em> é o primeiro avanço divulgado de <em><span style="color: #99ccff;">Lifer</span></em> e mostra uns <span style="color: #99ccff;">Dope Body</span> em grande forma: Fazem-no através de uma canção assente num<em> indie rock</em> clássico e visceral, pleno de <em>noise</em>, guitarras distorcidas, <em>riffs</em> poderosos e uma percurssão vibrante. Confere...</span></p> <p> </p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/159687751&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:557091 2014-08-22T23:03:25 Highlands – Dark Matter Traveler 2014-08-22T22:12:02Z 2014-08-22T22:12:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Editado no passado dia quinze de julho, <em><span style="color: #ffcc00;">Dark Matter Traveler</span></em> é o novo e segundo disco dos <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span>, um grupo de Long Beach, na Califórnia, formado por Scott, Chris, Stephen e Beau Balek.<em><span style="color: #ffcc00;"> Dark Mark Traveler</span></em> foi produzido pela banda e por Rollie Ulug e masterizado por J.P. Bendzinski. O <em>artwork</em> do disco é da autoria de Yan Burdzinski.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://blogs.ocweekly.com/heardmentality/highlands!.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Há algo de particularmente tenso, narcótico, intenso e hipnótico no ambiente sonoro destes <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span>, que partilham connosco o seu gosto pelo cruzamento entre o <em>punk</em> mais sombrio e o<em> rock</em> clássico e <em>noisy</em>, carregado de <em>reverb</em>. A ideia é debitar melodias épicas, com um certo<em> groove</em> e um forte pendor psicadélico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffcc00;">Dark Mark Traveler</span></em> são, então, dez canções assentes numa <em>pop</em> com traços de <em>shoegaze</em> e num<em> indie rock</em> carregado de psicadelia. Os anos oitenta estão muito presentes e logo no início, em <em><span style="color: #ffcc00;">Show Me</span></em> e <em><span style="color: #ffcc00;">Onto You</span></em>, ao revisitarem a herança de nomes como os Pylon, os Felt, ou os próprios Jesus and Mary Chain, percebe-se que estes <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span> não têm receio de mostrar a capacidade intrínseca que possuem para replicar a psicadelia que se desenvolveu nas décadas de setenta e oitenta e adicionar outras sonoridades atuais, mais coloridas e aprimoradas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O disco prossegue e, logo de seguida, se <em><span style="color: #ffcc00;">Beauty</span></em> faz uma revisão dessa psicadelia, mas numa busca pontos de encontro com o <em>rock</em> clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes desse espetro sonoro que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com uma postura vocal algo arrastada mas assertiva, o <em>reverb</em> na voz acaba por ser uma consequência lógica desta opção que, na melancolia épica de <em><span style="color: #ffcc00;">Your Let Down</span></em>, carrega toda a componente nostágica com que os Highlands pretendem impregnar o seu ADN. O vocalista, ao soprar na nossa mente e ao envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um <em>cocktail</em> delicioso de boas sensações. Se abundam ecos e efeitos com um elevado teor revivalista, particularmente assertivos em <em><span style="color: #ffcc00;">Situations</span></em>, os <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span> surpreendem igualmente com a contemporaneidade <em>vintage</em> nada contraditória dos acordes sujos e do <em>groove </em>da guitarra que, em <em><span style="color: #ffcc00;">Go Down</span></em>, procura ambientes de estádio, amplos e vincadamente etéreos, impulsionados também por uma bateria pulsante e variada que, alinhada com essas distorções agudas da guitarra, as principais pedras de toque do cenário melódico arquitetado. <em><span style="color: #ffcc00;">You Stay Up</span> </em>segue  essas pisadas, mas numa toada que privilegia a primazia da bateria, cheia de mudanças de ritmo, outro traço identitário do <em>rock</em> psicadélico, assim como alguns arranjos delicados feitos com metais quase impercetiveis.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em>If The Universe is Full Of Noise</em>, então os <span style="color: #ffcc00;">Highlands</span> terão uma importante palavra a dizer na banda sonora criada com o exclusivo propósito de demonstrar a uma qualquer entidade exterior do que os humanos são capazes de produzir de melhor no universo<em> indie</em> mais progressivo e psicadélico. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;"><span style="color: #ffcc00;"><a title="Highlands - Dark Matter Traveler por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14710293074/"><img src="https://farm4.staticflickr.com/3883/14710293074_7f41b130d2.jpg" alt="Highlands - Dark Matter Traveler" width="400" height="400" /></a></span></span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Show Me</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Onto You</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Beauty</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Daylight Station</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. I Know</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Connections</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Situations</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Your Let Down</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Go Down</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. You Stay Up</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/151928370&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=327927601/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:560186 2014-08-22T09:28:46 Meatbodies - Tremmors 2014-08-22T08:36:45Z 2014-08-22T08:36:45Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="MeatBodies_CoverArt" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/07/MeatBodies_CoverArt-608x620.jpg" alt="MeatBodies_CoverArt" width="608" height="620" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; text-align: justify;">Natural de Los Angeles, na Califórnia, o norte americano Chad Ubovich tem-se destacado como baixista e guitarrista na banda de Mikal Cronin e como baixista nos FUZZ, um dos projetos do inconfundível Ty Segall. </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">No entanto, ele também tem a sua própria banda; Chamam-se <span style="color: #99ccff;">Meatbodies</span> e no próximo dia catorze de outubro vão lançar um longa duração homónimo, através da insuspeita <a href="http://intheredrecords.com/"><span style="color: #888888;">In The Red</span></a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #99ccff;">Tremmors</span></em> é o primeiro avanço divulgado desse disco que a editora já teve a amabilidade de enviar para a nossa redação, uma canção potente e visceral, que denota a capacidade inaudita que estes <em><span style="color: #99ccff;">Meatbodies</span></em> possuem para apresentar um <em>indie rock</em> progressivo, com um forte pendor <em>shoegaze</em> e psicadélico, uma verdadeira viagem lisérgica assente numa espécie de cruzamento feliz entre os Led Zeppelin e os The Flaming Lips. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/160683148&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:566743 2014-08-21T19:21:40 Childhood – Lacuna 2014-08-21T18:38:33Z 2014-08-22T23:02:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Formado por Ben Romans Hopcraft, Leo Dobsen, Daniel Salamons e Jonny Williams e oriundo de Londres, o coletivo britânico <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> acaba de se estrear nos discos com <span style="color: #99cc00;"><em>Lacuna</em></span>, um trabalho produzido por Dan Carey e que viu a luz do dia por intermédio da Marathon Artists.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://cdn2.thelineofbestfit.com/images/made/images/remote/http_cdn2.thelineofbestfit.com/media/2014/childhood-band_541_335.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #99cc00;">Childhood</span> é um daqueles projetos que aposta numa veia sonora algo instável e experimental, uma espécie de <em>eletropsicadelismo</em> assente numa <em>pop</em> de cariz eletrónico que, neste caso, parece viver mergulhada num mundo controlado por sintetizadores, que criam melodias que passeiam pelo mundo dos sonhos. As próprias letras que os <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> escrevem dançam nos nossos ouvidos e a voz de Leo, um dos destaques do projeto, cresce, música após música, num misto de euforia, subtileza e entrega.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">De cariz eminentemente nostálgico, mas que não coloca de lado um ambiente bastante animado e festivo, <em><span style="color: #99cc00;">Lacuna</span></em> é um disco com o qual criamos facilmente empatia, já que desperta sensações apelativas, relacionadas com eventos passados que nos marcaram, despertando em nós aquelas referências pessoais que nunca nos deixam. Tendo em conta esta constatação fantástica e até literal, o disco poderá acabar por parecer a banda sonora de um conto infantil que poderia ser ilustrado pela mesma capa de cores exageradas e pelo traço pueril que guarda a rodela. No entanto, uma audição atenta mostra-nos que este passeio por um universo feito de exaltações melancólicas nada mais é do que um retrato sombrio, mas sonoramente épico e luminoso, do tantas vezes estranho quotidiano que sustenta a vida adulta. Em onze canções onde há um certo clima circense e uma evidente psicadelia<em> pop</em> que lida com as orquestrações <em>lo fi</em>, o amor, mas também a solidão ou o abandono, servem como assunto, estes últimos conceitos que pouco têm a ver com o universo das histórias infantis, mas antes com a crueza da realidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Uma das ideias que mais me absorveu durante a audição dos <em><span style="color: #99cc00;">Lacuna</span></em> foi uma certamente consciente vontade dos<span style="color: #99cc00;"> Childhood</span> em soarem genuínos e apresentarem algo de inovador; Em alguns instantes desta obra, como nos ruídos sintéticos de <em><span style="color: #99cc00;">You Could Be Different</span></em>, nos ritmos das roqueiras <em><span style="color: #99cc00;">Sweet Preacher</span> </em>e <em><span style="color: #99cc00;">When You Rise</span></em>, a última fortemente progressiva e na melancolia de<span style="color: #99cc00;"><em> As I Am</em></span> ou do <em>single</em> épico<em><span style="color: #99cc00;"> Falls Away</span></em>, a banda faz algo inovador e diferente, e <em><span style="color: #99cc00;">Tides</span></em> e <em><span style="color: #99cc00;">Solemn Skies</span></em> ampliam esta quase obsessiva vontade dos <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> em se afastarem das habituais referências que suportam o edifício comercial do universo sonoro indie, para flutuarem entre a metáfora e a realidade, através de letras corroídas pelo medo de encarar o quotidiano adulto e melodias ascendentes e alegres. Esta fórmula faz de <em><span style="color: #99cc00;">Lacuna</span></em> uma obra prima fortemente sentimental e capaz de abarcar um cardápio instrumental bastante diversificado, que prova que os <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> entraram no estúdio de mente aberta e dispostos a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar música, seja eletrónico ou acústico e assim fazerem canções cheias de sons poderosos e tortuosos, sintetizadores flutuantes e vozes abafadas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com canções que podem tornar-se futuramente em clássicos intemporais, <em><span style="color: #99cc00;">Lacuna</span></em> torna percetivel a evidente capacidade que os <span style="color: #99cc00;">Childhood</span> possuem, logo na estreia, de criar algo único e genuíno, através dessa fórmula acima descrita feita com uma quase pueril simplicidade, num trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia, uma espécie de caldeirão sonoro feito por uma banda que parece saber como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no tal <em>eletropsicadelismo</em>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3864/14878463453_ef73a52fe3.jpg" alt="Childhood - Lacuna" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Blue Velvet</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. You Could Be Different</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. As I Am</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Right Beneath Me</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Falls Away</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Sweeter Preacher</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Tides</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Solemn Skies</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Chiliad</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Pay For Cool</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. When You Rise</span></em></span></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/eBlDrjaFUhs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:2HRbHvURA1VX9r3maCWtPj" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:565130 2014-08-20T21:44:24 Stardeath And White Dwarfs – Wastoid 2014-08-20T20:44:32Z 2014-08-22T23:00:10Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span> de Dennis Coyne, Matt Duckworth, Casey Joseph e Ford Chastain estão de regresso aos discos com<em><span style="color: #ff99cc;"> Wastoid</span></em>, um trabalho que tem o selo da insuspeita Federal Prism e que sucede ao aclamado <em>Playing Hide and Seek With the Ghosts of Dawn</em> (2012). Oriundos de Oklahoma e liderados por Dennis Coyne, sobrinho de Wayne Coyne, o lider dos The Flaming Lips, os <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span> seguem, neste <em><span style="color: #ff99cc;">Wastoid</span></em>, o terceiro disco do grupo, por caminhos tão experimentais quanto os trabalhos antecessores do grupo.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://oklahomarock.com/wp-content/uploads/2013/05/stardeath-600x360.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com a participação especial dos próprios The Flaming Lips em <em><span style="color: #ff99cc;">Screaming</span></em> e dos New Fumes e Chrome Pony em várias canções, <em><span style="color: #ff99cc;">Wastoid</span> </em>amplia ainda mais o clima lisérgico de uma banda que além de possuir um dos nomes mais intrigantes e originais do universo<em> indie</em>, aborda como muitas poucas o <em>rock</em> alternativo e a eletrónica, através de uma amálgama sonora com um forte pendor experimental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Cada nova canção ou disco destes <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span> alimenta, inevitavelmente, comparações entre essas novas propostas e o que os The Flaming Lips têm apresentado. Wayne Coyne tem estado bastante ativo e ultimamente, tanto no seu projeto alternativo Electric Würms, onde dá as mãos a Stephen Drodz e nos Lips, que atualmente estão a desenvolver um disco de tributo ao clássico <em><span style="color: #888888;">Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band</span> </em>dos The Beatles, à semelhança do que fizeram há agum tempo, com a ajuda dos próprios <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span>, com o<em> Dark Side Of The Moon </em>dos Pink Floyd<em> (<em>The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing</em> The Dark Side of the Moon)</em>, mantém-se no trilho aventureiro de um experimentalismo ousado e que parece não conhecer tabús ou fronteiras. <span style="color: #ff99cc;"><em>Wastoid</em></span> acompanha essa bitola, o sobrinho calcorreira o mesmo percurso do tio e este caminho paralelo tem um estilo bem definido, com o reverb e as distorções a serem a regra fundamental de todo o processo de composição melódica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Conscientes das transformações que abastecem a musica psicadélica atual, os <span style="color: #ff99cc;">Stardeath And White Dwarfs</span> são exímios na forma como criam composições que, apesar da rugusidade dos arranjos e do tom sombrio das cordas e dos efeitos, não deixam de ter um elevado cariz atmosférico, muitas vezes com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental, sendo depois tudo dissolvido de forma tão aproximada e homogénea que <em><span style="color: #ff99cc;">Wastoid</span></em> está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Ao tentar separar-se um pouco o trigo do joio, percebe-se que a mistura entre o<em> rock</em> alternativo e a eletrónica faz-se num caldeirão onde cabem vários subgéneros do <em>rock</em> e da<em> pop</em>, com o <em>blues</em> e a<em> folk</em> à cabeça; Se canções como <span style="color: #ff99cc;"><em>Luminous Veil</em></span>, assentam num <em>folk rock</em> desacelerado, a canção homónimoa do disco cheira a <em>blues</em> por todos os poros e depois temas como<span style="color: #ff99cc;"> <em>Birds of War</em></span> e a tal <span style="color: #ff99cc;"><em>The Screaming</em></span>, que conta com a ajuda dos The Flaming Lips, contêm alguns dos mais elementares detalhes da <em>pop</em>, onde também não falta a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, que oscila entre o <em>rock</em> sinfónico e guitarras experimentais, com travos de <em>krautrock</em>, sendo <em><span style="color: #ff99cc;">Frequency</span></em> um tema exemplar para a perceção desta apenas aparente ambivalência.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Uma das virtudes e encantos deste grupo de Oklahoma parece ser a capacidade de criarem canções algo desfasadas do tempo real, quase sempre relacionadas com um tempo futuro. Escutar <em><span style="color: #ff99cc;">Wastoid</span> </em>leva-nos a imaginar cenários e universos paralelos, através de uma permissa temporal algo esotérica, mas este parece ser também um trabalho muito terreno, porque fala imenso do amor, do abandono e dos problemas existencias típicos no seio de uma família vulgar de quem está prestes a entrar na vida adulta. A poesia dos <span style="color: #ff99cc;">Stardeath And White Dwarfs</span> é algo metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com tanto a unir os parentes Coyne, o único ponto de divergência é que se ao décimo terceiro disco, em<em> The Terror</em>, o último registo de originais dos The Flaming Lips, eles viviam no olho do furacão de uma encruzilhada sonora que, diga-se, superaram, na minha opinião, com distinção, estes <span style="color: #ff99cc;">Stardeath and White Dwarfs</span> parecem ainda muito longe de querer apontar agulhas para outros caminhos, o que, tendo em conta o conteúdo de<em><span style="color: #ff99cc;"> Wastoid</span></em>, naturalmente se saúda. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3875/14835279852_25d258f5cb.jpg" alt="Stardeath And White Dwarfs - Wastoid" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. The Chrome Children</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Frequency</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Hate Me Tomorrow</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Wastoid</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Birds Of War</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. All Your Friends</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. The Screaming</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Luminous Veil</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Guess I’ll Be Okay</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Sleeping Pills And Ginger Ale</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. Surprised</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LTh7FtBz6bQ" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:572641 2014-08-20T17:46:07 Booby Trap - Calem-se Já! 2014-08-20T16:55:24Z 2014-08-20T16:55:24Z <p style="text-align: center;"><img src="http://mediaserver.ubbin.com/uploads/photo/2/3b/3b1743e51becc40124fb7ca6c3437b48.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os Aveirenses <span style="color: #ffcc00;">Booby Trap</span> acabam de mostrar ao mundo o novo vídeo da banda. <em><span style="color: #ffcc00;">Calem-se Já!</span></em>, um dos temas de <em><span style="color: #ffcc00;">Survival</span></em>, o mais recente registo de originais desta banda e que <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/453639.html"><span style="color: #888888;">divulguei</span></a> no início do ano,  é a canção que foi colocada em filme, um trabalho que, de acordo com a banda, foi feito <em>com muito amor, suor, Super Bock e moscatel.</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O vídeo foi filmado e realizado por Nuno Marques Videojunk e, ainda de acordo com os <span style="color: #ffcc00;">Booby Trap</span>, contou com <em>um orçamento absurdo de 25€</em> , sem contar com a cerveja e o moscatel. Confere...</span><span><br /></span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/AQuPJ0x-fkI" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:572350 2014-08-20T17:32:54 Deerhoof - Exit Only 2014-08-20T16:41:08Z 2014-08-20T16:41:08Z <div class="separator"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-OqPlrnUX7BU/U_TGDUf__jI/AAAAAAAACV8/jj129RW0k_Q/s1600/Deerhoof%2Bby%2BChad%2BKamenshine.jpg"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://1.bp.blogspot.com/-OqPlrnUX7BU/U_TGDUf__jI/AAAAAAAACV8/jj129RW0k_Q/s1600/Deerhoof%2Bby%2BChad%2BKamenshine.jpg" alt="" width="600" height="390" border="0" /></a></span></span></div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="http://musicasocial.blogspot.com/search/label/Deerhoof"><span style="color: #888888;">Deerhoof</span></a> são uma banda rock de São Francisco, formada por John Dieterich, Satomi Matsuzaki, Ed Rodriguez e Greg Saunier e estão de regresso aos discos com mais dez canções, certamente impregandas com um <em>indie rock</em> carregado de distorções e pesadas batidas que chocam com o <em>punk</em> e o <em>hip hop</em>, <em>riffs</em> carregados de <em>groove</em> e toda a amálgama desorientada de texturas sonoras que possas imaginar. A rodela chama-se <span style="color: #ffcc00;"><em>La Isla Bonita</em></span> e vai ver a luz do dia a três de novembro através da <a href="http://www.polyvinylrecords.com/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Polyvinyl</span></a> Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffcc00;">Exit Only</span></em> é o primeiro tema divulgado do disco, sendo também já conhecida a <em>tracklist</em>. Confere...</span><br /><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">01 Paradise Girls</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">02 Mirror Monster</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">03 Doom<span class="text_exposed_show"><br />04 Last Fad<br />05 Tiny Bubbles<br />06 Exit Only<br />07 Big House Waltz<br />08 God 2<br />09 Black Pitch<br />10 Oh Bummer</span></span></em><span class="text_exposed_show"><br /><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163695063%3Fsecret_token%3Ds-TDPUl&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span><span class="text_exposed_show"><br /></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:571752 2014-08-20T17:13:50 The Unicorns - Let Me Sleep 2014-08-20T16:14:06Z 2014-08-20T16:14:06Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="The Unicorns" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/artworks-000085499054-4rns9u-t500x500.jpg" alt="The Unicorns" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="https://twitter.com/theunicornsband"><span style="color: #888888;">The Unicorns</span></a> reuniram-se recentemente para alguns concertos, os primeiros da última década e que incluiram alguns espetáculos de abertura para os Arcade Fire. Pelos vistos, os concertos correram tão bem que a banda decidiu gravar mais um disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O novo álbum dos <span style="color: #ff0000;">The Unicorns</span> chama-se <span style="color: #ff0000;"><em>Who Will Cut Our Hair When We’re Gone</em></span> e inclui alguns temas bónus, nomeadamente <em><span style="color: #ff0000;">Let Me Sleep</span></em>, uma canção fantástica e que pressupõe que o novo álbum desta banda norte americana oriunda de Columbia e formada pela dupla Alden Ginger e Nick Diamonds será um verdadeiro acontecimento. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163741606&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:566830 2014-08-19T22:14:19 Dignan Porch – Observatory 2014-08-19T21:16:07Z 2014-08-19T21:21:56Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Londres, os britânicos <a href="http://dignanporch.com/"><span style="color: #888888;">Dignan Porch</span></a> estão de regresso aos discos com <em><span style="color: #99ccff;">Observatory</span></em>, um compêndio de doze canções que viu a luz do dia a vinte e seis de junho por intermédio da <a href="http://www.fauxdiscx.com/"><span style="color: #888888;">Faux Discx</span></a> e disponível no <a href="http://dignanporch.bandcamp.com/album/observatory-lp-faux-discx"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a> da editora. </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O conteúdo de<em><span style="color: #99ccff;"> Observatory</span></em> não tem grandes segredos e esse acaba por ser um dos maiores elogios que se pode fazer a um disco que aposta numa sonoridade<em> indie</em> rock, próxima de uma <em>pop</em> ligeira e nostálgica e que foi objeto de um irrepreensível trabalho de produção cuidado e apurado.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.cmj.com/wp-content/uploads/marcato/DignanPorch-600x330.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O rock alternativo dos anos noventa é a grande bitola que orienta o som dos <span style="color: #99ccff;">Dignan Porch</span> e canções como <span style="color: #99ccff;"><em>Veil Of Hze</em></span>, <em><span style="color: #99ccff;">No Lies</span></em> ou<em><span style="color: #99ccff;"> Between The Trees</span></em>, comprovam que as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso, continuam, vinte anos depois, a fazer escola.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com uma sonoridade firme, homogéna e convicta, <em><span style="color: #99ccff;">Observatory</span></em> é mais uma janela aberta para um espetro sonoro algo psicadélico, onde o cariz <em>lo fi</em> das guitarras distorcidas e os efeitos, quase sempre em eco, na voz, são recursos técnicos indispensáveis para que se possa apreciar um álbum sensível com canções cheias de personalidade e interligadas numa sequência que flui naturalmente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Apesar desta fluidez intencional, <em><span style="color: #99ccff;">Observatory</span></em> pode ser dividido em duas partes; Numa delas encaixam instantes sonoros onde  domina um ambiente mais rugoso e expansivo, feito de canções canções<em> </em>caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termos entre o <em>rock</em> clássico, o <em>shoegaze</em> e a psicadelia, com particular destaque para a já citada <em><span style="color: #99ccff;">Between The Trees</span></em>, <em><span style="color: #99ccff;">Got To Fly</span></em> e, principalmente, <em><span style="color: #99ccff;">Harshed</span></em>, um tema onde a distorção da guitarra a fazer recordar o clássico <em>The Other Side Of The World</em> dos Dishwalla é um dos instants do disco mais deliciosos, um pormenor fulminante na forma como transporta até nós o tal glorioso ambiente alternativo dos anos noventa. Por outro lado, canções como <em><span style="color: #99ccff;">Dinner Tray</span></em>, a melancólica <em><span style="color: #99ccff;">Swing By</span></em>, ou<span style="color: #99ccff;"><em> Wait &amp; Wait &amp; Wait</em></span> assentam num formato eminentemente íntimo e onde existe uma maior escassez instrumental. No entanto, nesta outra faceta do disco também há muita beleza, registada em deliciosos detalhes sonoros, percetíveis se a audição for feita com recurso a <em>headphones</em>. Como estes dois universos algo distintos de <em><span style="color: #99ccff;">Observatory </span></em>não encontram uma sequencialidade óbivia no alinhamento, é interessante apreciar a sensação de ligação entre as canções, numa espécie de narrativa leve e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Aparentemente sem grandes pretensões mas, na verdade, de forma claramente calculada, os <span style="color: #99ccff;">Dignan Porch</span> procuraram recriar em <em><span style="color: #99ccff;">Observatory</span></em> um som ligeiro, agradável e divertido, onde não faltam as guitarras cheias de distorção e melodicamente apuradas, a contrastar com uma postura vocal doce e delicada, apesar da tal profusão de efeitos que a envolve. É, em suma, um álbum perfeito para nos levar numa viagem que, do<em> noise</em>, ao <em>grunge</em>, passando pelo<em> punk</em>, o <em>rock</em> psicadélico, o <em>surf</em> <em>rock</em> e o <em>rock lo fi</em> típico da década de noventa, está cheio de canções simples, mas verdadeiramente capazes de nos empolgar, devido a uma míriade de sons que fluem livres de compromissos e com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3918/14835984486_9c899a7c6b.jpg" alt="Dignan Porch - Observatory" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">01. Forever Unobscured</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">02. Deep Deep Problem</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">03. Veil Of Hze</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">04. No Lies</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">05. Between The Trees</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">06. Wait And Wait And Wait</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">07. Harshed</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">08. I plan To Come Back</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">09. Dinner Tray</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">10. Warm Welcome To Hell</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">11. Got To Fly</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-family: helvetica;">12. Swing By</span></em></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OXHmzfCEl6c" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><a href="http://anonym.to/?http://dignanporch.bandcamp.com/" target="_blank">band</a><br />[mp3 320kbps] <a href="http://turbobit.net/5x1k1b80bj78.html" target="new">tb</a> <a href="http://ul.to/v5aqh6q7" target="new">ul</a> <a href="https://www.oboom.com/TYWQYL9J/Observ.rar" target="new">ob</a> <a href="http://adf.ly/qxeMe" target="new">zs</a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:571087 2014-08-19T13:53:49 Sinkane - New Name 2014-08-19T12:57:35Z 2014-08-19T12:59:51Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Mean Love" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/06/SINKANE_MEANLOVE_Cover-608x608.jpg" alt="Mean Love" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Ahmed Gallab é <a href="http://sinkane.com/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Sinkane</span></a>, um compositor oriundo de uma família de professores universitários e músicos do Sudão e que desembarcou nos Estados Unidos da América em 1989 como refugiado político. Cresceu no Ohio a ouvir <em>punk</em>, <em>reggae</em>, música eletronica e sons típicos da sua terra natal. Entretanto mudou-se para Brooklyn, em Nova Iorque, já tocou com os Of Montreal, Yeasayer, Caribou e lançou a vinte e três de outubro de 2012, por intermédio da <a href="http://dfarecords.com/"><span style="color: #888888;">DFA</span></a> de James Murphy,<em> <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/307367.html"><span style="color: #888888;">Mars</span></a></em>, um dos álbuns desse ano.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Dois anos depois, vai chegar no início de setembro aos escaparates o sucessor, também por intermédio da DFA nos Estados Unidos e da <a href="http://www.cityslang.com/"><span style="color: #888888;">City Slang</span></a> na Europa. O novo trabalho de <span style="color: #ffcc99;">Sinkane</span> chama-se <em><span style="color: #ffcc99;">Mean Love</span> </em>e depois de<em> Hold Tight</em>,e <em>How We Be</em>, agora chegou a vez de podermos escutar<span style="color: #ffcc99;"><em> New Name</em></span>, mais um paraíso <em>soul</em> em todos os sentidos, uma canção com uma sonoridade universal, dançante e, ao mesmo tempo, íntima e suave. Como acontece sempre, Gallab toca quase todos os instrumentos e não se fez rogado no uso de efeitos, quer nas batidas, quer nas guitarras. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163318938%3Fsecret_token%3Ds-L2SbT&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="240" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:570779 2014-08-19T10:57:37 Interpol - Ancient Ways 2014-08-19T10:01:00Z 2014-08-19T10:04:24Z <p><span><img src="http://agambiarra.com/wp-content/uploads/2013/05/interpol-agambiarra.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Depois de um interregno de quase quatro anos os<span style="color: #ff0000;"> Interpol</span> já têm praticamente pronto <span style="color: #ff0000;"><em>El Pintor</em></span>, o novo disco desta banda liderada por Paul Banks. Escrito e gravado durante o ano de 2013, em Nova Iorque, cidade de onde a banda é natural, nos estúdios Electric Lady Studios &amp; Atomic Sound, por Mr. James Brown, <span style="color: #ff0000;"><em>El Pintor</em></span> foi misturado em Londres, nos Assault &amp; Battery Studios, por Alan Moulder.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Todas as canções de <span style="color: #ff0000;"><em>El Pintor</em></span> foram escritas e produzidas pelos<span style="color: #ff0000;"> Interpol</span>, com Daniel Kessler à guitarra, Samuel Fogarino na bateria e Paul Banks na voz, na guitarra e, pela primeira vez, no baixo. O disco conta com as participações especiais de Brandon Curtis (The Secret Machines) nos teclados em nove canções, de Roger Joseph Manning, Jr. (Beck) nos teclados em <em>Tidal Wave</em> e de Rob Moose (Bon Iver) a tocar violino e viola em <em>Twice as Hard</em>.</span><br /><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O álbum chegará aos escaparates a oito de setembro por cá e no dia seguinte nos Estados Unidos da América, mas já pode ser <a title="Pre-Order" href="http://campaignmail.topspin.net/wf/click?upn=kY7LC95aDoBP5VBv3w3i8-2Fn0PY6AhtFOA8dQVvlrdIh9YiTLv8KYXO6kxHqkJAnR_2gukeeudgbMxtVYPFKpD6IppYzMe6ThC31jrcH5RGZWxtak8XQsnKWRUEr-2FQinwga-2FwlNqD9dlvcP0VRKcDYm1KxfHVN07i5w-2FQe0nc-2FtjA9kknvXo7Ww1A3Qz9s-2F9G2juCAEt3Xdfyt9ixhKrUB7cEQMIZL96YIYjJMHAFwdcDAXPi-2FSALoEwKhGAexmeaQZlQnmTIm7Sq0tpHmT2QBpX-2BlzNkgXUi-2BD3-2BZdAnia4RL-2FjGBuJ3KgEQWufdj-2BEbt" target="_blank"><span style="color: #888888;">encomendado.</span></a> A banda disponibilizou no seu site um video das sessões de gravação do disco e acaba de ser divulgado<em><span style="color: #ff0000;"> Ancient Ways</span></em>, mais um avanço da rodela. Confere...</span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/ni9bLpflDCY" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:557013 2014-08-18T19:31:06 You Walk Through Walls – You Walk Through Walls 2014-08-18T18:40:19Z 2014-08-22T22:56:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Depois do aclamado EP <em>Destroyed Places</em>, editado em 2012, os londrinos <span style="color: #99ccff;">You Walk Through Walls</span> estreiam-se finalmente no formáto álbum com um espetacular homónimo, que contém dez canções e que viu a luz do dia por intermédio da etiqueta <a href="http://http://store.clubac30.com/products/530616-you-walk-through-walls-you-walk-through-walls"><span style="color: #888888;">Club AC30</span></a>. Os <span style="color: #99ccff;">You Walk Through Walls</span> são  Matt, James e Harry, um trio que renasceu das cinzas dos lendários Air Formation, de Matt e James.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.clubfandango.co.uk/pictures/bands/youwalkthroughwalls.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O conteúdo sonoro que vive muito de referências do passado, nomeadamente o<em> garage rock</em> dos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte, continua na ordem do dia e este disco é mais um exemplo feliz de uma mescla de diferentes estilos<em> vintage</em>, mas que congregam muitas das qualidades do <em>indie rock</em> atual, através de um espírito de composição algo volátil e envolvido por uma intensa dose de experimentalismo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #99ccff;">You Walk Through Walls</span> demonstra cabalmente que uma sonoridade ruidosa não é inacessível para quem pretende ser simultaneamente melódico; O jogo potente que se desenvolve entre a bateria e as guitarras em <em><span style="color: #99ccff;">Burning Inside</span></em>, ou os efeitos de<em><span style="color: #99ccff;"> Revelations</span></em>, têm particularidades intrínsecas à <em>dream pop</em>, com a psicadelia a ser, naturalmente, aquele detalhe firme e constante, que se apoia em alguns interessantíssimos momentos etéreos criados pelos efeitos particularmente melódicos que provêm da distorção da guitarra.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Como seria de esperar neste espetro sonoro, presente-se um certo clima sombrio ao longo da audição, como se os <span style="color: #99ccff;">You Walk Through Walls</span> canalizassem para a sua música um hipotético sofrimento que sobre eles se abateu, usando-o como um meio criativo e assim expressarem, através de uma tragédia, a sua visão poética da dor, de forma comovente e sincera, com <em><span style="color: #99ccff;">Wrap Myself In Dreams</span></em> a ser um exemplo bastante particular dessa indisfarçável necessidade de carpir algo através da música.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em oposição a esse clima mais contido e etéreo, a ânsia, a rispidez e a pura e simples crueza de temas como <em><span style="color: #99ccff;">Always Want to Know</span></em> ou o <em>single <span style="color: #99ccff;">Gone In A Day</span></em>, entre outros, são suavizados por um grande cuidado na produção e nos arranjos, principalmente nas cordas, que procuram uma clara diversidade melódica e até instrumental e a demonstração de um cuidado controle das operações, mas sem deixar de ter o habitual universo cinzento e nublado, que, pelos vistos, cobre a mente criativa de Matt, o líder do projeto. Mesmo quando em <em><span style="color: #99ccff;">Far Beyond</span></em> há um perigosa aproximação ao<em> rock</em> mais negro e progressivo, os <span style="color: #99ccff;">You Walk Through Walls</span> não ultrapassam completamente essa fronteira e não embaraçam a fidelidade que demonstram relativamente à tendência geral do álbum, conseguindo ainda apresentar, em simultâneo, algo inovador e diferente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">No final do disco, a pop mais branda da já citada <em><span style="color: #99ccff;">Revelations</span></em> e de <em><span style="color: #99ccff;">How Can We Go On</span></em>, poderá ser um bom indicativo de que o amanhã deste grupo londrino assentará também em bases sonoras mais ambientais, mas sempre ampliadas com o potencial psicadélico das guitarras e da voz flutuante de Matt, para que nunca se perca o charme que é intrínseco ao cardápio sonoro deste grupo. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #99ccff;">You Walk Through Walls</span> é um álbum muito carregado emocionalmente e talvez pretenda refletir o estado psíquico de uma banda que personifica um novo ponto de partida para dois músicos muito marcados por transformações e dissabores, mas que nunca deixaram, ao longo da carreira, de tentar ser coerentes no desejo de deixar, disco após disco, novas pistas para a salvação do<em> rock</em>. O resultado final algumas vezes não foi o melhor, mas essa nobre intenção de recomeçar ganhou um novo vigor neste disco que, quanto a mim, faz destes <span style="color: #99ccff;">You Walk Through Walls</span> novos mestres na arte de dissecar uma já clássica relação estreita entre o <em>rock</em> de garagem e o <em>punk</em> psicadélico e exímios na forma como colocam na voz aquele cariz algo sombrio que tão bem carateriza este género de sonoridade. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img src="https://farm4.staticflickr.com/3911/14686470546_7916f95fbb.jpg" alt="You Walk Through Walls - You Walk Through Walls" width="400" height="400" /></span></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Burning Inside</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Gone In A Day</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Miss So Much</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. The Light Is Fading</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Wrap Myself In Dreams</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Always Want To Know</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Far Beyond</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. On My Way</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. How Can We Go On</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Revelations</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/EWNkDtlQKsc" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:1r7RuQ0RGD87p7MRRkbQaq" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:570540 2014-08-18T14:03:14 Electric Würms - Transform 2014-08-18T13:03:58Z 2014-08-18T13:03:58Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Electric Wurms" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/Electric-Wurms.png" alt="Electric Wurms" width="608" height="321" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Incubado pelas mentes vincadamente lisérgicas de Wayne Coyne e Stephen Drodz, <span style="color: #ff00ff;">Electric Würms</span>  é um novo projeto sonoro que lançará amanhã, dia dezanovede agosto e através da Warner Music, o EP <span style="color: #ff00ff;"><em>Musik Die Shwer Zu Twerk</em></span>. No último mês, o grupo tem revelado alguns inéditos e recentemente deu a conhecer <span style="color: #ff00ff;"><em>Transform</em></span>, mais um tema do alinhamento desse EP e onde a dupla brinca como<em> krautrock</em> e a psicadelia. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/u6NYXV-3EjM" width="608" height="315" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:569787 2014-08-18T11:03:51 Blonde Redhead - The One I Love 2014-08-18T10:04:10Z 2014-08-18T10:04:10Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Blonde Redhead 2014" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/BR-Marlene-Marino-General-3.jpg" alt="Blonde Redhead 2014" width="608" height="405" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Kazu Makino, Amedeo Pace, Simone Pace são os <a href="http://blonde-redhead.com/"><span style="color: #888888;">Blonde Redhead</span></a> e preparam-se para lançar em setembro <span style="color: #ccffcc;"><em>Barragán</em></span>, o nono álbum na carreira deste grupo oriundo de Nova Iorque e que tem construido um catálogo sonoro bastante consistente, com a <em>dream pop</em> sempre na fila da frente, no que diz respeito à sonoridade que replicam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com uma faceta fortemente instrumental, mas com um vincado teor minimal e acústico, <span style="color: #ccffcc;"><em>The One I Love</em></span> é o mais recente avanço divulgado de<span style="color: #ccffcc;"> <em>Barragán</em></span>, um disco que  chega às lojas a dois de setembro, pelo selo Kobalt. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/162248231&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:533047 2014-08-17T22:12:51 Spanish Gold – South Of Nowhere 2014-08-17T21:13:01Z 2014-08-17T21:13:01Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="http://spanishgoldmusic.com/press"><span style="color: #888888;">Spanish Gold</span></a> são Patrick Hallahan dos My Morning Jacket, Dante Schwebel dos Hacienda / City and Colour e Adrian Quesada dos Brownout, um trio que criou este projeto alternativo que tem em <em><span style="color: #bfa85e;">South Of Nowhere</span></em>, o disco de estreia, um trabalho editado pela BMG/Del Mar Records e onde se destaca o <em>single <span style="color: #bfa85e;">Out On The Street</span></em>, disponivel gratuitamente.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://assets-s3.rollingstone.com/assets/images/story/spanish-gold-reclaim-spirit-of-classic-mtv-on-out-on-the-street-20140224/1000x600/20140220-spanishgold-x600-1392932839.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #bfa85e;">South Of Nowhere</span></em> começou a ser cozinhado em 2012 quando Dante Schwebel e Adrian Quesada, dois amigos de longa data, gravaram algumas demos nos estúdios caseiros de Qesada, algures em Laredo, no Texas. Pouco tempo depois, a dupla encontrou-se com Patrick Hallahan, para trabalharem nessas canções, agora em Nashville nos estúdios Easy Eye Studios, propriedade de Dan Auerbach, dos The Black Keys. O sucesso dessas sessões levou-os avisitarem a outros estúdios, nomeadamente os de Jim Eno, dos Spoon, em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #bfa85e;">South Of Nowhere</span></em> são onze canções que combinam elementos clássicos da <em>pop</em> e do<em> rock</em> americano, de forma a criar um som com melodias apelativas, através de uma mistura de diferentes personalidades, todas com enorme talento e capazes de criar excelentes canções. Os três fizeram um excelente trabalho que cresce quanto mais nos habituamos a ele; Há uma dinâmica entre sintetizadores, a percurssão e as guitarras que o sustenta e, na verdade, a componente instrumental conhece poucos entraves e expande-se com interessante fluídez. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A génese do disco assenta em temas que Schwebel escreveu sobre a vida no Texas e como é crescer neste estado icónico dos Estados Unidos, mas <span style="color: #bfa85e;"><em>South Of Nowhere</em></span> é, claramente, um álbum coletivo onde se mistura também o apreço de Quesada por ritmos latinos e pelo<em> funk</em> e o amor de Hallalan pela <em>soul</em>, o <em>R&amp;B</em> e o <em>hip hop</em>, os tais subgéneros da pop que se misturam com o clássico rock e que fazem deste trabalho uma verdadeira súmula de algumas das melhores caraterísticas do ideário sonoro de terras do Tio Sam. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a href="http://www67.zippyshare.com/v/17536977/file.html"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5037/14231955135_ab410e7c6e.jpg" alt="Spanish Gold - South Of Nowhere" width="400" height="400" /></span></a></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. One Track Mind</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. South Of Nowhere</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Out On The Street</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Movin On</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Day Drinkin</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Don’t Leave Me Dry</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Ride On Up</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Lonely Ride</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Reach For Me</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Shangri La</span></em></span><br /><span style="color: #bfa85e; font-family: helvetica;">11. Stay With Me</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/IWcLKFyXmXY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3762694994/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=1802094868/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0; width: 100%; height: 120px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:538859 2014-08-14T22:12:10 Landfork - Trust 2014-08-14T21:12:35Z 2014-08-14T21:12:49Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A viver atualmente em Calgary, no Canadá, Jon Gant é </span><span style="color: #888888;"><a style="font-family: helvetica;" href="http://landfork.com/">Landfork</a>,</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> uma espécie de alter-ego de um músico que tem na chamada</span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;"> synth pop</em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> uma grande paixão. Por isso, a sonoridade do projeto</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> assenta num forte predomínio da eletrónica e dos sintetizadores e conta com a ajuda de Derek Wilson, nas teclas, nas atuações ao vivo. Descobri-o quando </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">editou em agosto de 2013</span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;"> <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/399918.html"><span style="color: #888888;">Nights At The Kashmir Burlesk</span></a></em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">, um trabalho que </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">sucedeu a </span><a style="font-family: helvetica;" href="http://landfork.bandcamp.com/album/tiom-na"><span style="color: #888888;">Tiománaí</span></a><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">, o disco de estreia do projeto, editado em outubro de 2011. Agora, no passado dia oito de julho, <span style="color: #dc6a7e;">Landfork</span> está de regresso com <em><span style="color: #dc6a7e;">Trust</span></em>, o seu terceiro álbum, onde consegue, de novo, chamar a atenção d</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">os nossos ouvidos com a mistura </span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;">lo fi</em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> e os sintetizadores que definiam a magia da <em>pop</em> há uns trinta anos atrás.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://beatroute.ca/wp-content/uploads/2014/06/jongant-m.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com a <em>pop</em> sintetizada a servir de força motriz para a composição e com uma escrita bastante autobiográfica, <em><span style="color: #dc6a7e;">Trust</span></em> está carregado com elementos sonoros onde a herança de nomes como os Fischerspooner à cabeça e alguns ecos dos Joy Division e, naturalmente, dos New Order, são uma evidência, que se entende quando o próprio musico confessa que o disco começou a ser pensado depois de ter passado a ouvir música de dança no terraço de um hotel mexicano e, nesse instante, ter-se sentido invadido por uma avassaladora vontade de também compôr material sonoro para abanar a anca, mas que replicasse alguns dos traços identitários e melancólicos da música pop de cariz mais eletrónico. Dois dias depois dessa experiência curiosa, <span style="color: #dc6a7e;">Landfork</span> regressou ao Canadá, instalou-se durante duas semanas no <a href="http://www.banffcentre.ca/"><span style="color: #888888;">The Banff Centre for the Arts</span></a> e com um pequeno gravador portátil e alguns instrumentos começou a trabalhar no conteúdo de <em><span style="color: #dc6a7e;">Trust</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Há excelentes momentos contemplativos e festivos em <em><span style="color: #dc6a7e;">Trust</span></em> e o disco vive um pouco da busca de equilibrio entre estes dois pólos previsivelmente opostos, com o núcleo duro do trabalho a ser um enorme oceano de sons e ecos que nos convidam à auto análise interior, mas que também não descuram a busca de sons de outras latitudes mais quentes. O processo de composição melódica acaba por se sustentar tendo os teclados como maiores protagonistas, em redor dos quais foram surgindo diferentes efeitos e arranjos, muitas vezes dominados por cordas e por uma percussão bastante inspirada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #dc6a7e;">Trust</span></em> conta com as participações especiais de Jamie Fooks (Jane Vain and the Dark Matter, Shematomas) e de Ryan Sadler (Teledrome, Thee Thems) e está disponivel no bandcamp de <em><span style="color: #dc6a7e;">Landfork</span></em>, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=337604875/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p>