urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2014-10-20T17:38:09Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:566000 2014-10-20T18:37:00 Swim Mountain - Swim Mountain EP 2014-10-20T17:38:09Z 2014-10-20T17:38:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Oriundos de Londres, os britânicos Swim Mountain são Tom Skyrme, Joff Macey, Andrew Misuraca e Teej Marshall e no passado dia vinte e nove de setembro editaram o EP homónimo de estreia, através da londrina <a href="http://heymoon.co.uk/">Hey Moon</a>. Produzido pelo próprio Tom Skyrme, entre Londres e Los Angeles, <em><span style="color: #ff99cc;">Swim Mountain</span></em> são pouco mais de vinte minutos que abarcam um vast leque de influências que vão da <em>pop</em> aditiva, ao <em>indie rock</em> psicadélico, tudo sustentado por uma arquitetura de versos e sons festivos, que comprova a capacidade deste coletivo para produzir composições puras, encantadoras e delicadas e cuja sonoridade vai do épico ao melancólico, mas sempre com uma vincada e profunda delicadeza.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.thelineofbestfit.com/images/made/images/remote/http_cdn2.thelineofbestfit.com/media/2014/Swim_Mountain_photo_1_SMALL_(1)_732_524.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Com vibrantes linhas de baixo e guitarras sintetizadas cheias de cor e brilho, os <span style="color: #ff99cc;">Swin Mountain</span> mergulham num festim de sons adocicados e guiados por uma elevada instrumentalidade melancólica. O quarteto tanto abraça o cenário musical dos anos sessenta, criado por bandas como Argent &amp; Blunsonte, Rundgren e os The Wilson Brothers, como se deixa contagiar pelo calor brasileiro de um Tom Jobim e um João Gilberto. No entanto, a influência principal é o universo musical dos antípodas proporcionado por nomes como os Tame Impala ou os Coloured Clocks. Influências à parte, importa reter que os <span style="color: #ff99cc;">Swim Mountain</span> convidam-nos a embarcar numa pequena viagem onde sintetizadores, guitarras, batidas e uma escrita às vezes pouco óbvia e sem muito sentido, dançam num jogo colorido de referências.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">A curiosa luminosidade das canções dos <span style="color: #ff99cc;">Swim Mountain</span> espraia-se com todo o esplendor logo no single <em><span style="color: #ff99cc;">Yesterday</span></em>, um tema com uma melodia verdadeiramente acessível e fácil de cantarolar e cheia de detalhes e arranjos samplados de cenas do quotidiano comum. Entra-se em <em><span style="color: #ff99cc;">Ornella</span></em> e mal se percebe a mudança de faixa, apesar de uma distorção em eco dar uma toada algo psicadélica à canção, mas esse pormenor não coloca em causa a forte componente radiofónica e com arranjos que nos prendem até ao último acorde. Este revivalismo setentista acentua-se no teclado sintetizado de<em><span style="color: #ff99cc;"> Dream</span></em> <span style="color: #ff99cc;"><em>It Real</em></span> e surge-nos no imediato à memória o tal cenário dos antípodas. Já na sensibilidade perene de <em><span style="color: #ff99cc;">Everyday</span></em> dá-se nova inflexão, agora rumo à<span style="line-height: 1.3;"> <em>pop</em> e à eletrónica, com a batida ritmada a piscar o olho à pista de dança. Este ambiente mais eletrónico permanece durante a subtileza <em>synth</em> pop de <em><span style="color: #ff99cc;">Nothing Is Quite As It Seems</span></em> e no final da viagem não duvidamos que escutamos um compêndio sonoro</span> carregado de luz e vivacidade, uma coleção de belos acertos sonoros e canções memoráveis, que refletem uma já assinalável maturidade de um grupo particularmente criativo e dotado de um assinalável bom gosto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #ff99cc;">Swim Mountain</span> são um projeto que deve ser levado muito a sério e este EP merece uma audição atenta e dedicada. Existe um elevado toque de modernidade nas suas canções, apesar da evidente agenda de revivalismo que pretendem seguir, ou seja, o toque e o perfume de outros tempos estão lá, mas estes quatro músicos replicam um som bastante atual, original e maduro. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://a5.mzstatic.com/us/r30/Music/v4/d1/cd/70/d1cd706c-ba2c-e64b-51f1-76934cca0978/cover.170x170-75.jpg" alt="Swim Mountain - EP, Swim Mountain" /></p> <div class="l-content"> <div class="l-listen-content"> <div class="listenDetails"> <div class="listenDetails__description sc-type-medium"> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Ticket</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Yesterday</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Ornella</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Dream It Real</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Everyday</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Nothing Is Quite As It Seems</span></em></p> </div> </div> </div> </div> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/161930144&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:601427 2014-10-20T16:40:00 The Smashing Pumpkins - Being Beige 2014-10-20T15:45:55Z 2014-10-20T15:45:55Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Billy Corgan" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Billy-Corgan.jpg" alt="Billy Corgan" width="608" height="723" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">É já em Dezembro, mais concretamente no dia nove, que chega ao nosso sapatinho <span style="color: #339966;"><em>Monuments To An Elegy</em></span>, o novo álbum dos <span style="color: #339966;">The Smashing Pumpkins</span> de Billy Corgan. Com a participação de Tommy Lee na bateria, <em><span style="color: #339966;">Being Beige</span></em> é o primeiro avanço divulgado do sucessor de <em>Oceania</em> e parece querer levar esta banda mítica de regresso aos bons e velhos tempos, já que é uma canção que poderia muito bem fazer parte do alinhamento dos primeiros discos de um dos grupos fundamentais do rock alternativo nos anos noventa. Confere...</span></p> <p> </p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/172631528%3Fsecret_token%3Ds-x5p8q&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="150" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:581273 2014-10-19T21:04:00 Martin Carr - The Breaks 2014-10-19T20:04:23Z 2014-10-19T20:04:23Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff9900;">Martin Carr</span>, também conhecido como vocalista dos The Boo Radleys, editou no passado dia vinte e nove de setembro <span style="color: #ff9900;"><em>The Breaks</em></span>, o seu segundo disco solo, um músico e compositor que, de acordo com o press release que me chegou às mãos da <a style="color: #999999;" href="https://shop.tapeterecords.com/martin-carr-the-breaks.html">Tapete Records</a>, <em>é um songwriter cujo trabalho é pop mas não necessariamente popular e cujo percurso revela uma relação ambivalente com as sensibilidades convencionais. Neste disco, a sua voz transforma-se num eco confessional de todas as nossas dúvidas</em>. <span style="color: #ff9900;"><em>The Breaks</em></span> conta com as participações especiais de Andy Fung, Corin Ashley e John Rae.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/audio/video/2014/10/2/1412268946551/Martin-Carr-018.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><span style="color: #ff9900;">Martin Carr</span> aposta forte em composições certinhas feitas a partir de melodias<em> pop</em> e uma instrumentação bastante cuidada, que exala uma <em>pop</em> pura e descontraída por quase todos os poros. Neste trabalho ele apresenta em apenas dez canções toda a herança que os Red House Painters, os Fleetwood Mac ou os conterrâneos Prefab Sprout e os The Smiths deixaram na formação do músico, que parece ter utilizado referências do próprio quotidiano para construir o panorama lírico do disco, que pende para vários espetros sonoros, nomeradamente o<em> indie rock</em>, a própria <em>folk </em>(<em><span style="color: #ff9900;">No Money In My Pocket</span></em>) e a <em>indie pop</em> adocicada e acessível. Há desde logo aqui sucessos garantidos como <span style="color: #ff9900;"><em>The Santa Fe Skyway</em></span>, <em><span style="color: #ff9900;">St Peter In Chains</span> </em>e <span style="color: #ff9900;"><em>Senseless Apprentice</em></span>, músicas que possibilitam não apenas o desenvolvimento de uma instrumentação radiante, como a possibilidade de constatar que <span style="color: #ff9900;">Martin</span> alcançou elevados parâmetros e patamares de qualidade, inclusive na sua intepretação vocal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Ao longo do disco, umas vezes somos embalados e outras dançamos ao som de simples acordes, várias vezes dispostos em diversas camadas sonoras, com as cordas à cabeça. Estas podem escutar-se num registo acústico ou eletrificado e, muitas vezes, em ambos em simultâneo, onde também não falta uma secção de sopros imponente e um piano, que em <em><span style="color: #ff9900;">Sometimes It Pours</span></em> mal se nota e em <em><span style="color: #ff9900;">Mainstream</span></em> tem uma subtileza avassaladora enquanto sustenta uma viola. Acaba por ser um misto de cordas mas, seja em que registo for que se escutem, estão todas impregnadas com uma altruísta beleza utópica, principalmente quando se entrelaçam com algumas distorções e arranjos mais sintetizados. Assim, o que não falta mesmo neste álbum, são belas orquestrações que vivem e respiram lado a lado com relatos de um mundo tão perfeito como os nossos melhores sonhos. A bateria tem também uma presença sempre radiante, com a batida que marca o ritmo de<em><span style="color: #ff9900;"> Mountains</span></em> e de <em><span style="color: #ff9900;">Senseless Apprentice</span></em> a serem os instantes do disco onde a percurssão mais se destaca.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Mesmo nos momentos mais melancólicos e sombrios, como<span style="color: #ff9900;"><em> Mainstream</em> </span>e <em><span style="color: #ff9900;">No Money In My Pocket</span></em>, dois belíssimos instantes acústicos e melódicos, há uma curiosa sensação de naturalidade e dinamismo em <em><span style="color: #ff9900;">The Breaks</span></em>, uma espécie de ligeireza cheia de charme e delicadeza, um ambiente sonoro descontraído que impressiona os mais incautos, à semelhança da naturalidade com que a voz de <span style="color: #ff9900;">Martin</span> e dos seus convidados que, quase sempre, são vozes de suporte, encaixam na melodia das canções. Percebe-se claramente que o músico é bastante inventivo, principalmente quando converte o que poderia ser compreendido por uma maioria de ouvintes como meros ruídos em produções volumosas e intencionalmente orientadas para algo épico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Disco imponente mas também delicado e repleto de bons arranjos, <em><span style="color: #ff9900;">The Breaks</span></em> é um refúgio bucólico bastante aprazível, um compêndio de sensibilidade e optimisto onde o autor entregou-se à introspeção e refletiu sobre o mundo moderno, não poupando na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://shop.tapeterecords.com/media/catalog/product/cache/2/thumbnail/500x/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/t/r/tr288_cover_martincarr_rgb.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">1. Santa Fe Skyway</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">2. St. Peter In Chains</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">3. Mainstream</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">4. Mountains</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">5. Sometimes It Pours</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">6. Senseless Apprentice</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">7. No Money In My Pocket </span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">8. I Don't Think I'll Make It</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">9. Mandy Get Your Mello On</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">10. The Breaks</span></em></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/e3F1x-SnmgM" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:599967 2014-10-19T19:52:00 Subplots – Future Tense 2014-10-19T18:54:34Z 2014-10-19T18:54:34Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Subplots - Autumning" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Subplots.Autumning.CoverArt.SQ_-608x608.jpg" alt="Subplots - Autumning" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;">Oriundos de Dublin, na Irlanda, os <a style="color: #999999;" href="http://www.subplotstheband.com/">Subplots</a> são uma dupla formada por Phil boughton e Daryl Chaney, que ao vivo conta ainda com o baterista Ross Chaney. Estrearam-se nos discos em 2009 com <a style="color: #999999;" href="http://subplots.bandcamp.com/album/nightcycles">Nightcycles</a> e finalmente já há novidades quanto a um sucessor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;">O novo álbum dos<span style="color: #3366ff;"> Subplots</span> irá chamar-se <span style="color: #3366ff;"><em>Autumning</em></span> e verá a luz do dia a trinta de janeiro próximo por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.cableattack.com/">Cableattack!!</a>, podendo ser já feita a encomenda da edição limitada em vinil no <a style="color: #999999;" href="http://subplots.bandcamp.com/album/autumning">Bandcamp</a> da banda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #3366ff;">Future Tense</span></em> é o mais recente avanço divulgado de <em><span style="color: #3366ff;">Autumning</span></em>, uma obra de arte que balança entre a <em>dream pop</em> e o rock progressivo, uma melodia delicada e envolvente, que emociona facilmente os mais incautos e de lágrima fácil, alicerçada num piano adulto e jovial, à volta do qual gravita uma voz deslumbrante e uma guitarra que adivinha um clímax sónico com forte sentido de urgência. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/172551011%3Fsecret_token%3Ds-92wDN&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:600599 2014-10-18T17:55:00 LA Font - Bright Red Flame 2014-10-18T17:06:09Z 2014-10-18T17:13:40Z <div id="header"> <div class="descri" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;">Liderados por Danny Bobbe e ao qual se junta Jon, Harlow e Greg e oriundos de Echo Park, nos arredores de Los Angeles, os norte americanos<span style="color: #ff6600;"> LA Font</span> acabam de divulgar mais um single de <span style="color: #ff6600;"><em>The American Leagues &amp; Diving Man</em></span>, um lançamento em simultâneo de dois discos, disponíveis em formato cassete e digital, no bandcamp da insuspeita e espetacular editora, a <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/track/pretty-in-love">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></div> </div> <div id="posts" class="sharethis_overflow"> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff9900;">Bright Red Flame</span> é uma canção alegre e divertida e que aposta numa simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico e, além do frenesim das guitarras e do vigor do baixo, a voz de Danny Bobbe é um trunfo claro deste projeto,ao qual regressarei em breve para falar deste duplo lançamento simultâneo. <em><span style="color: #ff9900;">Bright Red Flame</span></em> está disponível para <em>download</em> gratuito. Confere...</span></p> </div> </div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/171887160&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:585219 2014-10-17T21:40:00 The Pineapple Thief – Magnolia 2014-10-17T20:40:19Z 2014-10-17T20:47:17Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Bruce Soord, Steve Kitch, Jon Sykes e Dan Osborne são os <a style="color: #999999;" href="http://pineapplethief.com/">The Pineapple Thief</a>, uma banda britânica natural de Sommerset, que está de regresso aos discos com <em><span style="color: #3366ff;">Magnolia</span></em>, doze canções que viram a luz do dia a quinze de setembro por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.kscopemusic.com/">Kscope</a>. Este registo sucede a <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/304681.html">All The Wars</a>, um álbum que o grupo lançou há cerca de dois anos e que divulguei na altura.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://www.metallus.it/wp-content/uploads/2012/10/pineapple-thief.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Habituados a criar hinos sonoros inspirados nas diferentes manifestações que pode ter o amor e que costumam preencher o ideário lírico das suas canções, os <span style="color: #3366ff;">The Pineapple Thief</span> surgem em <em><span style="color: #3366ff;">Magnolia</span></em> mais maduros e controlados e ainda com novos truques na manga, nomeadamente alguns pequenos arranjos inéditos no seu percurso discográfico. Além da receita habitual, a introdução de<em> <span style="color: #3366ff;">Simple as That</span></em>, os refrões pesados de <em><span style="color: #3366ff;">Alone at Sea</span></em> e de <em><span style="color: #3366ff;">Breathe</span> </em>e as teclas de<em><span style="color: #3366ff;"> Coming Home</span> </em>mostram, desde logo, que os <span style="color: #3366ff;">The Pineapple Thief</span> continuam a apostar na típica sonoridade <em>rock</em>, mas também conseguem dar-nos instantes sonoros delicados, tudo isto graças à capacidade critiva da banda, mas também à presença, em algumas canções de uma vasta teia instrumental. O resultado final acaba por ser um excelente compêndio de <em>rock</em> alternativo, dominado por guitarras marcadas por compassos irregulares e distorções que se entrecuzam com uma vertente mais acústica, feita com delicados arranjos de cordas batidas do baixo, mas onde também não faltam <em>nuances</em> eletrónicas proporcionadas por sintetizadores e <em>samplers</em>, aspetos que nunca se sobrepôem, em demasiado, ao restante conteúdo sonoro. Esta receita é abrilhantada e sustentada por uma voz sempre imponente, o principal fio condutor das doze canções e que muitas vezes contrasta com a natureza algo sombria de algumas melodias.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #3366ff;">The Pineapple Thief</span> encontram as suas raízes no <em>rock</em> progressivo, mas também conseguem oferecer propostas abrangentes e podem ser incluídos naquele rol de bandas que gostam de experimentar e direcionar a sua música por diferentes caminhos a cada novo disco, procurando conquistar o seu espaço entre os grandes nomes desse <em>rock</em> progressivo atual. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3881/15070432949_0c05f167c8.jpg" alt="The Pineapple Thief - Magnolia" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">01. Simple As That</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">02. Alone At Sea</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">03. Don’t Tell Me</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">04. Magnolia</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">05. Seasons Past</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">06. Coming Home</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">07. The One You Left To Die</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">08. Breathe</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">09. From Me</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">10. Sense Of Fear</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">11. A Loneliness</span></em><br /><em><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">12. Bond</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/165138302&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/hj1YTBOvfnA" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></span></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:599722 2014-10-17T17:51:00 Parquet Courts – Uncast Shadow Of A Southern Myth 2014-10-17T16:51:28Z 2014-10-17T16:51:28Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Parquet Courts - Content Nausea" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Parkay-Quarts-Content-Nausea-608x608.jpg" alt="Parquet Courts - Content Nausea" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Os nova iorquinos <span style="color: #ff6600;">Parquet Courts</span> de Andrew Savage, lançaram na primeira metade deste ano um excelente trabalho intitulado <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/parquet-courts-sunbathing-animal-552547">Sunbathing Animal</a> e mantêm-se criativamente bastante profícuos e apurados, já que acabam de anunciar o sucessor e com data de lançamento para novembro, como é habitual através da <a style="color: #999999;" href="http://whatsyourrupture.bigcartel.com/">What’s Your Rupture?</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">O novo trabalho dos <span style="color: #ff6600;">Parquet Courts</span>, ou melhor, dos <span style="color: #ff6600;">Parkay Quarts</span>, nome que usam para assinar este disco, vai chamar-se <em><span style="color: #ff6600;">Content Nausea</span></em>, contêm doze canções e o primeiro<em> single</em> revelado é o tema que encerra o alinhamento, que podes conferir abaixo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Neste novo trabalho os <span style="color: #ff6600;">Parkay Quarts</span> afastam-se um pouco do habitual <em>punk rock</em> cru, rápido e <em>lo fi</em> onde costumam navegar confortavelmente, para apostar em sonoridades mais clássicas, num disco que inclui duas <em>covers</em>: <em><span style="color: #ff6600;">These Boots Were Made For Walking</span></em> de Nancy Sinatra e <span style="color: #ff6600;"><em>Slide Machine</em></span> dos 13th Floor Elevators. Confere...</span></p> <p><em><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/172288819&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em>01 “Everyday It Starts”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>02 “Content Nausea”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>03 “Urban Ease”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>04 “Slide Machine”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>05 “Kevlar Walls”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>06 “Pretty Machines”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>07 “Psycho Structures”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>08 “The Map”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>09 “These Boots”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>10 “Insufferable”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>11 “No Concept”</em></span><br /><span style="color: #ff6600;"><em>12 “Uncast Shadow Of A Southern Myth”</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:599305 2014-10-17T13:19:00 Melody’s Echo Chamber – Shirim 2014-10-17T12:20:43Z 2014-10-17T12:24:01Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Melody&#39;s Echo Chamber" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Melodys-Echo-Chamber-608x608.jpg" alt="Melody&#39;s Echo Chamber" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><span style="color: #993300;">Melody’s Echo Chamber</span> é Melody Prochet, uma cantora e compositora parisiense que toca uma fantástica <em>pop</em> psicadélica. Estreou-se nos disco em 2012 com um homónimo produzido por Kevin Parker, o vocalista dos Tame impala e  na próxima primavara vai lançar o seu segundo disco de originais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;">Esse trabalho ainda não tem nome, mas já se sabe que será a própria Prochet a produzir o disco, que tem em <em><span style="color: #993300;">Shirim</span></em> o primeiro avanço divulgado, uma curiosa canção <em>pop</em> que deambula entre a habitual psicadelia e o groove do ska. Confere <a href="http://www.indieshuffle.com/melodys-echo-chamber-shirim/">aqui</a>...</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:593342 2014-10-16T21:47:00 We Were Promised Jetpacks - Unravelling 2014-10-16T20:47:26Z 2014-10-16T20:47:26Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Três anos de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/194527.html">In The Pit Of The Stomach</a> e após um trabalho ao vivo chamado <em>E Rey (Live In Philadelphia)</em>, lançado em fevereiro deste ano, os escoceses <a href="http://wewerepromisedjetpacks.com/">We Were Promised Jetpacks</a> estão de regresso com <em><span style="color: #ffff00;">Unravelling</span></em>, o terceiro disco de originais, lançado no passado dia seis de outubro por intermédio da Fatcat Records. <em><span style="color: #ffff00;">Unravelling</span></em> foi gravado em Glasgow, no país natal, nos Chem19 Studios, tendo sido produzido por Paul Savage, um nome que conta no currículo com outros escoceses de nomeada, como os Camera Obscura, Teenage Fanclub, The Twilight Sad, Franz Ferdinand e Mogwai. Os <span style="color: #ffff00;">We Were Promised Jetpacks</span> tornaram-se entretanto num quinteto com a entrada do multi-instrumentista Stuart McGachan, que une-se a Adam Thompson (vozes e guitarra), Darren Lackie (bateria), Sean Smith (baixo) e Michael Palmer (guitarra).</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><img src="http://consequenceofsound.files.wordpress.com/2014/07/we-were-promised-jetpacks.jpg?w=800" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Este projeto começou a sua carreira em 2003 num concurso de bandas de escola e o primeiro disco, <em>These Four Walls</em>, deveu muito do sucesso às músicas que colocou em várias séries de televisão e filmes. Não os alçou à fama no imediato, mas deixou-os debaixo do olho clinico de muita gente que, como eu, se interessa pela sonoridade tipica do grupo. Tendo em conta <em>In The Pit Of The Stomach</em>, o trabalho que os consagrou definitivamente e este <em><span style="color: #ffff00;">Unravelling</span></em>, o som dos <span style="color: #ffff00;">We Were Promised Jetpacks</span> é assumidamente um <em>rock</em> <em>indie</em> que plana entre a experimentação e o psicadelismo. Ao longo deste disco liderado pelas guitarras, ouve-se canções fáceis e ao mesmo tempo complexas, com variações, ruídos e efeitos variados. Existiu, sem dúvida, um aturado trabalho de produção, nenhum detalhe foi deixado ao acaso e houve sempre a intenção de dar algum sentido épico e grandioso às canções, arriscando-se o máximo até à fronteira entre o <em>indie</em> mais comercial e o teste de outras sonoridades.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Logo no início, com o single <em><span style="color: #ffff00;">Safety In Numbers</span></em>, percebe-se que o <em>red line</em> nas guitarras será uma constante ao longo do disco e que essa opção alinhada com uma percurssão vibrante, é nada mais nada menos que uma demanda pelo verdadeiro som épico, luminoso e expansivo que só o <em>indie rock</em> de cariz mais progressivo consegue replicar. <em><span style="color: #ffff00;">Peaks and Troughs</span></em> amplifica essa opção que fica definitivamente firmada em <em><span style="color: #ffff00;">I Keep It Composed</span></em>, um verdadeiro hino de estádio que precisa de espaço e tempo para manifestar todo o seu esplendor. Mesmo em temas menos amplos como <em><span style="color: #ffff00;">Disconnecting</span></em> ou <em><span style="color: #ffff00;">Bright Minds</span></em>, há sempre um cariz épico e vincadamente emotivo, razão pela qual não é exagero afirmar que <em><span style="color: #ffff00;">Unravelling</span></em> denota esmero e paciência na forma como a banda acertou nos mínimos detalhes, já que, das guitarras que escorrem ao longo de todo o trabalho, passando pelos arranjos de cordas, pianos, efeitos e vozes, tudo se movimenta de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração do que escutamos tivesse um motivo para se posicionar dessa forma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Os <span style="color: #ffff00;">We Were Promised Jetpacks</span> parecem dispostos a seguir em frente, rumo ao estrelato e a procurar ombrear com os Muse num pódio que nem tem sido muito cobiçado, com um clima sonoro bem delimitado e que não se altera, mesmo com a entrada da voz, que apesar de revolver um pouco a estrutura pop de algumas canções, é mais um trunfo para lhes facultar uma maior grandiosidade. O próprio piano de <em><span style="color: #ffff00;">Peace Sign</span></em> é apenas mais um elemento que em vez se apontar para uma direção oposta serve para cimentar com maior ênfase esta busca pela construção de hinos de estádio à boa maneira do <em>rock</em> britânico, assim com o baixo de <em><span style="color: #ffff00;">Night Terror</span></em>, o maior protagonista de uma canção majestosa e ceia de vigor e onde se exala um enorme travo punk. Este é o meu grande destaque do disco, até por ser uma canção cheia de energia e dominada por um descarado sentimento de urgência, aquela que poderá mostrar a luz a este grupo de rapazes, caso tenham a pretensão de se tornarem em verdadeiros músicos de barba rija e ascenderem num futuro próximo à <em>premier league rockeira</em> no arquipélago de Sua Majestade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><em><span style="color: #ffff00;">Peace Of Mind</span></em> é o âmago de um disco que projeta inúmeras possibilidades sonoras por parte de uma banda que vive no complicado equilibrio de querer ao mesmo tempo que escreve de uma forma bastante pessoal e intima, não se envergonhar de pretender um dia esgotar a lotação de um Wembley ou, pelo menos, as bancadas do Cardiff Stadium, servindo-se de um universo sonoro recheado de várias experimentações e renovações, mas que pretende, acima de tudo, soar poderoso, jovial e inventivo, desde que o <em>indie rock</em> de cariz mais sinfónico e potente nunca deixe de fazer parte da sua cartilha. Espero que aprecies a sugestão....</span></p> <p><a href="http://adf.ly/sZjn6"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2950/15241182627_f4c94d12cd.jpg" alt="We Were Promised Jetpacks - Unravelling" width="400" height="400" /></span></a></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">01. Safety In Numbers</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">02. Peaks And Troughs</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">03. I Keep It Composed</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">04. Peace Sign</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">05. Night Terror</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">06. Disconnecting</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">07. Bright Minds</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">08. A Part Of It</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">09. Moral Compass</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">10. Peace Of Mind</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">11. Ricochet</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/NWrenFIhn5E" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:1atwRy4ExJde1yBkEAOkeU" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px; border: 0px solid #000000; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;"> </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:599209 2014-10-16T13:23:00 Majical Cloudz - Your Eyes 2014-10-16T12:23:57Z 2014-10-16T12:24:29Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Majical-Cloudz-by-Amber-Davis-608x403.jpg" alt="Majical Cloudz by Amber Davis" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;">A dupla canadiana <span style="color: #99ccff;">Majical Cloudz</span> continua a divulgar algumas canções que ficaram de fora do extroardinário alinhamento de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/370517.html">Impersonator</a> e a disponibilizá-las gratuitamente no seu <a style="color: #999999;" href="http://majicalcloudz.com/youreyes/">sitio</a> oficial.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;">Escrita em 2011, <em><span style="color: #99ccff;">Your Eyes</span></em> foi reproduzida várias vezes pelo projeto nos concertos de promoção de <em><span style="color: #99ccff;">Impersonator</span></em> e, como é habitual, contém uma enorme aúrea doce e nostálgica, alicerçada no posicionamento assertivo da voz de Devon e na inclusão de preciosos detalhes finos. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/171985753&color=ff5500" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:573344 2014-10-15T19:15:00 Meatbodies - Meatbodies 2014-10-15T18:16:06Z 2014-10-15T18:16:06Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Natural de Los Angeles, na Califórnia, o norte americano Chad Ubovich tem-se destacado como baixista e guitarrista na banda de Mikal Cronin e como baixista nos FUZZ, um dos projetos do inconfundível Ty Segall. No entanto, ele também tem a sua própria banda, juntamente com os músicos Cory Thomas Hanson e Riley Youngdahl; Chamam-se <span style="color: #33cccc;">Meatbodies</span> e no passado dia catorze de outubro editaram um longa duração homónimo, através da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://intheredrecords.com/">In The Red</a>, que Larry Hard, responsável dessa etiqueta, enviou em boa hora para a minha redação, já que me tem proporcionado a audição de um excelente álbum de<em> indie rock</em>.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.laweekly.com/imager/b/blog/5126312/1b8f/Screen_Shot_2014-10-04_at_6.47.16_PM.png?cb=1412871435" alt="Meatbodies: (left to right) Patrick Nolan, Chad Ubovich, Ryan Moutinho, Killian De Luke - PHOTO BY ALICE BAXLEY" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;">A visceral sequência de abertura de<em><span style="color: #33cccc;"> Meatbodies</span></em>, formada por <em><span style="color: #33cccc;">Disorder</span></em>, <em><span style="color: #33cccc;">Mountain</span></em>, <em><span style="color: #33cccc;">HIM</span></em> e, principalmente, o single <em><span style="color: #33cccc;">Tremmors</span></em>, mostra-nos logo ao que vem este projeto, que aposta em canções que explodem em cordas eletrificadas e que clamam por um enorme sentido de urgência e caos, um incómodo sadio que não nos deixa duvidar acerca do ADN do grupo, ao longo dos poucos mais de quarenta e cinco minutos que duram as doze canções do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Quem arriscar a audição deste verdadeiro tratado sonoro a transbordar de <em>fuzz</em> e de distorção, deve preparar-se antecipadamente para embarcar numa viagem que leva-nos do <em>noise</em>, ao<em> grunge</em> (<em><span style="color: #33cccc;">Gold</span></em>), passando pelo <em>punk</em>, o <em>rock</em> psicadélico, o <em>surf rock</em> e o <em>rock lo fi</em> típico da década de noventa, à medida que se sucedem canções simples, mas verdadeiramente capazes de empolgar os ouvintes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;">E <em><span style="color: #33cccc;">Meatbodies</span></em> não vive só de guitarras; Basta escutar-se o baixo na já referida <em>Mountain</em> e em <em>Transparent World</em> para se perceber a importância que este instrumento também tem para a exploração de um som alongado, além de ser um factor decisivo para o abraço constante que junta o <em>punk</em> com a psicadelia, de modo a criar uma atmosfera verdadeiramente nostálgica e hipnotizante. As próprias cordas de um violão em <em><span style="color: #33cccc;">Plank</span></em> e <em><span style="color: #33cccc;">Dark Road</span></em> fazem desses temas dois instante de audição obrigatória para quem quiser deixar-se absorver pela lisergia de um espaço sideral musical, que oscila, neste caso, entre o rock sinfónico e guitarras elétricas e acústicas experimentais, com travos de <em>krautrock</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Se globalmente há uma forte tendência para a produção <em>lo fi</em>, este trabalho prova que os <span style="color: #33cccc;">Meatbodies</span> apreciam uma maior aproximação ao clima natural de quem não receia transitar entre o presente e o passado, através da definição de um som atento às tendências atuais, digitalmente cuidado, mas que também bebe da nostalgia instrumental firmada há três ou quatro décadas. Por exemplo, na sequência <em><span style="color: #33cccc;">Wahoo</span></em> e <em><span style="color: #33cccc;">Two</span></em>, e mesmo em <span style="color: #33cccc;"><em>Plank</em></span>, a sonoridade ensolarada da década de sessenta e o<em> rock</em> de garagem dos anos setenta estão por todo o lado, em canções que não ferem os ouvidos mais incautos, mas que não deixam de nos espancar com uma extraordinária sequência de ruídos estrondosos, mas bastante assertivos e inspirados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Estes <span style="color: #33cccc;">Meatbodies</span> querem parecer grandes, nomeadamente quando abraçam a psicadelia e buscam momentos de pura exaltação, em busca de um lugar no meio de outros gigantes da cena alternativa. <em><span style="color: #33cccc;">Meatbodies</span></em> é um verdadeiro delírio para os apreciadores deste espetro sonoro, um trabalho onde este grupo californiano arremessa e agita a sua insana cartilha, que até inclui detalhes de <em>garage folk </em>e<em> rock blues</em>, fazendo-o com uma capacidade inventiva que se pronuncia instantaneamente, através de um desejo inato de proporcionar o habitual encantamento sem o natural desgaste da contínua replicação do óbvio. A verdade é que o som deles é uma espécie de roleta russa e um caldeirão de originalidade, que acaba por transportar o ouvinte para uma espécie de <em>bad trip</em> musical, através de um veículo sonoro que se move através de uma sucessão de <em>loopings</em> bizarros, mas ainda assim dançantes. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://popstache.com/wp-content/uploads/Meatbodies1-300x300.jpg" alt="Album-Art-for-Meatbodies-Meatbodies" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">01. The Archer</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">02. Disorder</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">03. Mountain</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">04. HIM</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">05. Tremmors</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">06. Plank</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">07. Gold</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">08. Wahoo</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">09. Two</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">10. Off</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">11. Dark Road</span></em></span><br /><span style="font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #33cccc;">12. The Master</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/160683148&color=ff5500" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;"> </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:593911 2014-10-14T18:16:00 Shy Boys - Shy Boys 2014-10-14T17:16:36Z 2014-10-14T17:16:36Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Oriundos do estado do Kansas, os norte americanos <span style="color: #ff99cc;">Shy Boys</span> são Collin Rausch, Kyle Rausch e Konnor Ervin, um trio que surpreendeu em 2013 com <em>Peachy</em>, o disco de estreia. Pouco mais de um ano depois, estão de regresso aos lançamentos discográficos com um trabalho homónimo que viu a luz do dia por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://highdiverecords.shopsilentempire.com/product/753/shy_boys_shy_boys_cd">High Dive Records</a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;"><img src="http://www.middleofthemapfest.com/wp-content/uploads/2013/02/Shy_boys.jpeg.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Os <span style="color: #ff99cc;">Shy Boys</span> servem-se daquela cartilha <em>vintage</em> que alicerça o processo de composição melódica nos primórdios da <em>pop</em> e do <em>surf rock</em> dos anos sessenta, mas que depois vai também beber alguns detalhes e arranjos ao<em> rock</em> alternativo de finais do século passado. É uma receita muito em voga nos dias de hoje e onde, neste caso, também cabe o<em> punk</em> de cariz mais<em> lo fi</em> e a chamada psicadelia. Uma percurssão sóbria e inspirada, teclados, guitarras, baixo e voz, são o arsenal particular destes <span style="color: #ff99cc;">Shy Boys</span>, onde reina a simplicidade estrutural, algo bem evidente logo na abertura, em <span style="color: #ff99cc;"><em>Is This What You Are</em></span>, um dos grandes destaques do disco, um tema que nos remete, no imediato, para essa teia intrincada de influências, incluindo a tal psicadelia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Se esse arranque é perfeito para balizar a nossa bússola no ideário sonoro que nos espera, todos os contrastes que, de algum modo, descrevem o ideário sonoro deste <em><span style="color: #ff99cc;">Shy Boys</span></em>, encontram-se bem audíveis ao longo do alinhamento; Se <em><span style="color: #ff99cc;">Notion</span></em> entra no nosso ouvido do mesmo modo bizarro que o som de um búzio que resgata para nós o barulho das ondas de uma praia havaina frequentada há meio século pelos The Birds ou os Beach Boys, já um pouco adiante, a banda sonora ideial para um instante cinéfilo <em>western spaghetty</em> é proposto em <em><span style="color: #ff99cc;">And I Am Nervous</span></em>, enquanto <span style="color: #ff99cc;"><em>Heart Is Mine</em></span> e <em><span style="color: #ff99cc;">Fireworks</span></em> trazem de volta tudo aquilo que de icónico, sensual e apelativo tem o universo criado em tempos pelos míticos The Velvet Underground. No entanto, um dos temas mais curiosos do disco e que aponta num sentido distinto do restante cardápio é <em><span style="color: #ff99cc;">Submarine</span></em>, um título feliz para uma canção em que, ajudados por um baixo monocórdico, os <span style="color: #ff99cc;">Shy Boys</span> submergem-nos numa atmosfera nosdisctálgica, hipnotizante e algo claustrufóbica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">As vocalizações de Collin são únicas e particularmente originais. Produzido com o <em>vintage</em> eco <em>lo fi</em> tão em voga atualmente e conduzido por uma percurssão acelerada e distorções de guitarra que vão beber ao cruzamento da <em>surf music</em> com a psicadelia, é um falsete melódico e harmonioso, que se mistura com mestria com as letras e os arranjos das melodias, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia, delicadeza e melancolia o que perde em alguma distorção, apesar de, felizmente, o <em>red line </em>das guitarras não deixar de fazer parte do cardápio sonoro dos <span style="color: #ff99cc;">Shy Boys</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Para quem procura aquela sonoridade <em>indie</em> mais inocente e etérea, que nos recorda aquelas cassetes antigas que temos lá em casa, empoeiradas, cheias de gravações caseiras e <em>lo fi</em>, mas onde não falta uma dose equilibrada de ruído, está aqui uma proposta que certamente irá encher as medidas e que traz-nos à memória aquela fita magnética mais bem cuidada e onde guardámos os nossos clássicos preferidos que alimentaram os primórdios do <em>rock</em> alternativo. Estas dez canções bastante fiáveis estão cheias dessa inocência regada com acne, mas também imploram para serem levadas muito a sério, até porque foram criadas por um grupo que quer muito ser uma referência obrigatória no universo sonoro em que se situa, enquanto espelha com precisão o manto de transição e incerteza que tem invadido o cenário da <em>pop </em>de cariz mais experimental, alternativo e independente. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #ff99cc;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/01/shyboys_shyboys.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Is This Who You Are</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Keeps Me On My Toes</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Notion</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Bully Fight</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">And I Am Nervous</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Heart Is Mine</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Postcard</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Submarine</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Fireworks</span></em><br /><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt;">Trim</span></em></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:4c14HIsehJaxaNQAkhUQBP" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px; border: 0px solid #000000; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:597884 2014-10-14T14:11:00 The Flaming Lips – Lucy In the Sky With Diamonds (Feat. Miley Cyrus & Moby) (The Beatles Cover) 2014-10-14T13:11:46Z 2014-10-14T13:11:46Z <p style="text-align: justify;" align="center"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img class="attachment-large" title="The Flaming Lips - &quot;Lucy In the Sky With Diamonds&quot; (Feat. Miley Cyrus &amp; Moby) (The Beatles Cover)" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/flaminglips-helpfrommyfwends.jpg" alt="The Flaming Lips - &quot;Lucy In the Sky With Diamonds&quot; (Feat. Miley Cyrus &amp; Moby) (The Beatles Cover)" width="608" height="608" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Já é conhecido o alinhamento e a lista completa de artistas convidados de <span style="color: #ff9900;"><em>With A Little Help From My Fwends</em></span>, o álbum de tributo dos norte americanos <span style="color: #ff9900;">The Flaming Lips</span> ao clássico <span style="color: #ff9900;"><em>Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band</em></span>, um dos discos fundamentais da carreira dos Beatles.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff9900;"><em>With A Little Help From My Fwends </em></span>irá chegar aos escaparates já a vinte e oito de outubro,<em> </em>via Warner Brothers, e um dos destaques é, sem dúvida, a versão da intemporal <em><span style="color: #ff9900;">Lucy In The Sky With Diamonds</span></em>, que conta com as participações de Moby e Miley Cyrus. O tema pode ser escutado <a style="color: #999999;" href="http://www.pledgemusic.com/projects/theflaminglips?utm_campaign=project10054">aqui</a>, assim como ser feita a aquisição do álbum.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Confere abaixo a <em>tracklist</em> de <em><span style="color: #ff9900;">With A Little Help From My Fwends</span> </em>e a contribuição dos Electric Würms, outro projeto de Wayne Coyne, a meias com Steven Drozd, para <em><span style="color: #ff9900;">Fixing A Hole</span></em>.<span id="more-1711182"></span></span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Tracklist de <span style="color: #ff9900;"><em>With A Little Help From My Fwends</em></span>:</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">01 “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (Feat. My Morning Jacket, Fever the Ghost &amp; J Mascis)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">02 “With A Little Help From My Friends” (Feat. Black Pus &amp; Autumn Defense)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">03 “Lucy In The Sky With Diamonds” (Feat. Miley Cyrus &amp; Moby)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">04 “Getting Better” (Feat. Dr. Dog, Chuck Inglish &amp; Morgan Delt)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">05 “<a style="color: #999999;" href="http://www.stereogum.com/1699307/electric-wurms-fixing-a-hole-the-beatles-cover/mp3s/">Fixing A Hole</a>”</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">06 “She’s Leaving Home” (Feat. Phantogram, Julianna Barwick &amp; Spaceface)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">07 “Being For The Benefit Of Mr. Kite!” (Feat. Maynard James Keenan, Puscifer &amp; Sunbears!)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">08 “Within You Without You” (Feat. Birdflower &amp; Morgan Delt)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">09 “When I’m Sixty-Four” (Feat. Def Rain &amp; Pitchwafuzz)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">10 “Lovely Rita” (Feat. Tegan and Sara &amp; Stardeath and White Dwarfs)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">11 “Good Morning Good Morning” (Feat. Zorch, Grace Potter &amp; Treasure Mammal)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">12 “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)” (Feat. Foxygen &amp; Ben Goldwasser)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">13 “A Day In The Life” (Feat. Miley Cyrus &amp; New Fumes)</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dt3vRD2z7rhM&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Ft3vRD2z7rhM%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Ft3vRD2z7rhM%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:585827 2014-10-13T18:09:00 Brass Wires Orchestra - Cornerstone 2014-10-13T17:12:31Z 2014-10-13T17:12:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Gravado nos <em>Black Sheep Studios </em>por Makoto Yagyu (PAUS) e Fábio Jevelim (PAUS) e masterizado nos <em>Abbey Road Studios</em> (Londres) por Frank Arkwright (responsável pela masterização também do álbum <em>Neon Bible</em>, dos Arcade Fire), <em><span style="color: #339966;">Cornerstone</span></em> é o novo disco dos <span style="color: #339966;">Brass Wires Orchestra</span>, um coletivo nacional formado por Miguel da Bernarda, Afonso Lagarto, Rui Gil, Luís Grade Ferreira, Zé Valério, Nuno Faria, António Fontes, Tiago Rosa, António Vasconcelos, nove músicos que formam uma verdadeira orquestra <em>folk</em> que aposta numa <span class="bodytext">fusão de elementos da <em>indie</em>, da <em>pop</em>, da <em>folk</em> e até da eletrónica, tudo assente em melodias luminosas feitas com linhas de guitarra delicadas e arranjos particularmente deslumbrantes e cheios de luz, amiúde dominados pelos instrumentos de sopro, que criam paisagens sonoras bastante peculiares.</span></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span class="bodytext"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://horariosfestivais.com/wp-content/uploads/2014/09/brasswiresorchestra.jpg" alt="" /></span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span class="bodytext">A expetativa em redor de <em><span style="color: #339966;">Cornerstone</span></em> começou a fervilhar no universo <em>indie</em> nacional, na sequência de uma série de concertos que, tendo acontecido sem o objetivo de elevar a banda para um patamar profissional, revelaram, desde logo, alguns temas que acabariam por se tornar em hinos incontornáveis nos concertos da banda, como é o caso de <em><span style="color: #339966;">Tears of Liberty</span></em> ou <em><span style="color: #339966;">Wash My Soul</span></em>. Impulsionados certamente também por tal impacto, estes músicos decidiram, em boa hora, dar o passo seguinte e a verdade é que este disco é j</span><span class="bodytext">á um marco num ano que está a ser extraordinário e de definitiva afirmação para o cenário musical <em>indie</em> e alternativo português.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span class="bodytext"><em><span style="color: #339966;">Cornerstone</span></em> é uma belíssima coleção de dez originais feitos com melodias hipnotizantes que conseguem misturar os mais inusitados instrumentos com incrível mestria e com a secção de sopros a ser um elemento importante para criar a energia contagiante e a alegria que estes <span style="color: #339966;">Brass Wires Orchestra</span> transmitem nas suas canções. São composições sonoras carregadas de texturas, criadas através da justaposição de diferentes camadas de instrumentos e sons, uma conjugação com um elevado cariz contemporâneo e atual, apesar do forte revivalismo que este espetro sonoro sempre encerra. O resultado final é verdadeiramente</span><span class="bodytext"> vibrante e com uma energia bastante particular, numa banda que parece não querer olhar apenas para o universo tipicamente<em> folk</em>, mas também abraçar, através de alguns traços sonoros caraterísticos, as facetas mais <em>soul</em> e <em>blues</em> do próprio <em>indie rock</em>.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #339966;">Cornerstone</span></em> tem vários momentos altos e deles não posso deixar passar em claro, por exemplo, os dois tremas já referidos, nomeadamente a sensibilidade de <em><span style="color: #339966;">Wash My Soul</span></em>, o tema de abertura e o ritmo frenético e as cordas inebriantes de <em><span style="color: #339966;">Tears Of Liberty</span></em>, uma canção que cabe na algibeira de todos aqueles que já viveram amores desencontrados e não correspondidos. Depois, ainda há <em><span style="color: #339966;">People &amp; Humans</span></em>, uma canção com uma energia diferente das restantes e que demonstra a versatilidade que os <em><span style="color: #339966;">Brass Wires Orchestra</span></em> já demonstram possuir e <em><span style="color: #339966;">Time</span></em>, um tema que plasma a enorme capacidade que o coletivo possui para escrever canções que tocam fundo e que transmitem mensagens profundas e particularmente bonitas. No final, <em><span style="color: #339966;">The Life I Chose</span></em> é um dos temas mais curiosos do disco, um título feliz para uma música criada por uma banda que sabe bem qual o caminho sonoro que pretende decalcar e sobre o qual se debruça, assim como sobre outros aspetos importantes da banda e deste trabalho, numa entrevista que me concedeu e que aparece transcrita já a seguir. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Há definitivamente algo de especial nestes <em><span style="color: #339966;">Brass Wires Orchestra</span></em> e na originalidade com que usam aspetos clássicos da <em>folk</em> para criar um som cheio de frescura e vitalidade, mas onde também há espaço para composições melancólicas, com um acabamento bucólico e, por isso, atrativo para quem procura sonoridades mais festivas e descomplicadas. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HmGoyhuUpbU/UtR10Iqs73I/AAAAAAAAB28/Mhxl6llKWL8/s1600/1546020_738683982810155_1087052103_n.jpg" alt="" /></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DS_ep0N-QeEs&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FS_ep0N-QeEs%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FS_ep0N-QeEs%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Depois do sucesso alcançado em vários concertos e que revelaram alguns temas vossos que são já hinos incontornáveis, começo com uma questão <em>cliché</em>… Quais são, antes de mais, as vossas expetativas para <em>Cornerstone</em>?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Não temos grandes expectativas, queremos apenas a possibilidade de andar por aí a divulgar o nosso trabalho.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Brass Wires Orchestra é um coletivo de nove músicos, certamente de diferentes escolas musicais e origens e com gostos diversificados. Como se consegue colocar ordem na casa e colocar todos a remar no mesmo sentido?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">É mais fácil do que se possa pensar. Nós adoptámos linhas estéticas que nos permitem comunicar e compor sempre para o mesmo sentido. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Como surgiu a possibilidade de gravar o disco nos Black Sheep Studios, com Makoto Yagyu e Fábio Jevelim?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Nós sempre ensaiámos nos BlackSheep Studios, foi um passo natural gravarmos lá com o Makoto e com o Fábio.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Cornerstone</em> foi masterizado nos míticos Abbey Road Studio, em Londres, pelo inigualável Frank Arkwright, que já colocou as mãos em álbuns de nomes tão importantes como os Arcade Fire. Que <em>peso</em> teve este produtor no resultado final?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">É sempre de peso ter o selo de qualidade do Frank e dos Abbey Road Studios.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Olhando agora para o conteúdo de <em>Cornerstone</em>, confesso que o que mais me agradou na audição do álbum foi uma certa bipolaridade entre a riqueza dos arranjos e a subtileza com que eles surgiam nas músicas, na originalidade com que usam aspetos clássicos da <em>folk</em> para criar um som cheio de uma frescura e que tem tanta vitalidade <em>.</em> No fundo, em termos de ambiente sonoro, que idealizaram para o álbum inicialmente? E o resultado final correspondeu ou houve alterações de fundo ao longo do processo?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">A nossa visão manteve-se sempre a mesma durante o processo. Com o tempo fomos limando alguns arranjos e escolhas melódicas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Mesmo nos temas novos já se nota alguma maturidade no que toca a subtileza de arranjos. É uma preocupação nossa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Além de ter apreciado a riqueza instrumental e também a criatividade com que selecionaram os arranjos, gostei particularmente do cenário melódico destas vossas novas canções, que achei particularmente bonito. Em que se inspiram para criar as melodias? Acontece tudo naturalmente e de forma espontânea em <em>jam sessions</em> conjuntas, ou as melodias são criadas individualmente, ou quase nota a nota, todos juntos e depois existe um processo de agregação?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">O processo inicia-se com trabalho de casa. Depois sim, no estúdio de ensaio, trabalhos a base já existente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Cada elemento é responsável pela sua melodia e surgem de forma muito natural e espontânea. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Até que ponto é correto dizer que a secção de sopros da banda é o elemento fulcral e decisivo de toda esta trama?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Não seria muito acertado, porque apesar de estarem presentes em todos os temas, são tão importantes como qualquer outro instrumento, são é mais barulhentos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Confesso que fiquei particularmente surpreso e agradado com o bom gosto do <em>artwork </em>de <em>Cornerstone</em>. Há algo de conceptual e alguma relação direta com o conteúdo lírico e sonoro?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">O <em>artwork</em> foi pensado com cuidado, o seu imaginário remete para uma estética com a qual nos identificamos. O responsável foi o Tiago Albuquerque.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Não sou um purista e acho que há imensos projetos nacionais que se valorizam imenso por se expressarem em inglês. Há alguma razão especial para cantarem em inglês e a opção será para se manter?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">O inglês é para se manter. Todas as nossas referências cantam em inglês e o compositor das músicas, o Miguel, estudou numa escola inglesa e portanto é-lhe mais natural escrever em inglês do que em português.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">O que vos move é apenas esta folk feita de composições melancólicas, com um acabamento bucólico, mas também alegre e descomplicado ou gostariam ainda de experimentar outras sonoridades? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico dos Brass Wires Orchestra?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Exploramos cada vez mais sonoridades diferentes. Elementos eletrónicos, pedais de efeitos, etc.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Achamos que o próximo trabalho vai surpreender muita gente pela positiva.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:595799 2014-10-12T15:31:00 Menace Beach - Come On Give Up 2014-10-12T14:31:41Z 2014-10-12T14:35:09Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Menace Beach - Ratworld" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Menace-Beach-Ratworld-artwork-SMALL-608x608.jpg" alt="Menace Beach - Ratworld" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica;">Ryan Needlham e Liza Violet são os <span style="color: #ff0000;">Menace Beach</span>, uma dupla britânica oriunda de Leeds, que irá estrear-se nos discos a dezanove de janeiro do próximo ano com <span style="color: #ff0000;"><em>Ratworld</em></span>, um trabalho com um dos <em>artworks</em> mais insólitos que vi ultimamente e que chegará aos escaparates através da <a href="http://www.memphis-industries.com/">Memphis Industries</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica;">A navegarem numa espécie de meio termo entre o <em>rock</em> clássico, a <em>surf pop</em> e a psicadelia <em>lo fi</em>, os <span style="color: #ff0000;">Menace Beach</span> acabam de divulgar<em><span style="color: #ff0000;"> Come On Give Up</span></em>, o single que antecipa<span style="color: #ff0000;"><em> Ratworld</em></span>. Este tema foi disponibilizado para download gratuito. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/168865578&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:578231 2014-10-11T15:24:00 Bike Thief – Stuck In A Dream 2014-10-11T14:40:39Z 2014-10-11T14:40:39Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Oriundos de Portland, no Oregon, os <a style="color: #999999;" href="http://bikethiefband.com/">Bike Thief</a> são Febian Perez, Greg Allen, Patrick White, Steve Skolnik e Thomas Paluck, uma daquelas típicas bandas <em>indie</em> que gostam de se mover por vários terrenos sonoros, fazendo-o com um equilibrio tal que evitam ao máximo decalcar apenas um espetro sonoro, para que a monotonia não se instale e um desses territórios não acabe por se tornar movediço, sugando a banda para um marasmo de onde dificilmente se encontra a saída. Assim, eles percorrem de forma inteligente estilos musicais tão variados como a <em>indie pop</em>, o <em>rock</em> progressivo e até a <em>folk</em>. Além da guitarra, da bateria e do baixo, também usam sintetizadores e instrumentos peculiares como o xilofone e o violino, ou seja, apostam numa conjugação entre uma instrumentação eminentemente acústica e clássica, com a contemporaneidade do sintetizador e da guitarra elétrica, o que resulta em algo vibrante e com uma energia batante particular, em canções carregadas de letras que andam quase sempre à volta de histórias sobre personagens peculiares e do universo fantástico, escritas por Febian Perez, dono de uma magnífica voz e aparentemente o lider da trupe.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://pdxpick.com/wp-content/uploads/2013/06/Bike-Thief-Review-Feature.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span style="color: #33cccc;"><em>Stuck In A Dream</em></span> é um disco recheado de intensidade e de boas canções, com<em><span style="color: #33cccc;"> Ghosts Of Providence</span></em> e <em><span style="color: #33cccc;">Kiss The Light</span> </em>a serem bons exemplos da exuberância e do ritmo forte e alegre que os<span style="color: #33cccc;"> Bike Thief</span> gostam de imprimir à sua música, sem que isso descure uma atmosfera bastante sentimental e até algo dramática. Se a <em>folk</em> parece querer dominar incialmente temas como<em><span style="color: #33cccc;"> We Once Knew Ya</span></em>, a já referida <em><span style="color: #33cccc;">Kiss The Light</span></em> ou <span style="color: #33cccc;"><em>The Burning Past</em></span>, neles o violino é rapidamente acompanhado por outros arranjos sintetizados e distorções que engrandecem essas canções e dão-lhes o tal clima de diversidade que os <span style="color: #33cccc;">Bike Thief</span> tanto apreciam. Mesmo em <em><span style="color: #33cccc;">Violet Waves</span></em> e <em><span style="color: #33cccc;">Shimmer</span></em>, duas canções que abordam essencialmente o <em>indie rock</em>, os <span style="color: #33cccc;">Bike Thief</span> fazem-no de formas distintas, com a primeira a ser objeto de um modo luminoso e ligeiro e a segunda a chamar a si um ambiente mais <em>punk</em> e sombrio, com uma abordagem ao <em>rock</em> de um modo mais progressivo e até psicadélico. Esta atmosfera acaba por se alastrar ate ao final, sendo a grande força motriz da magnificiência que percorre os mais de dez minutos do tema homónimo do disco, uma espécie de climax de todo o alinhamento, a <em>bohemian rapsody</em> dos<span style="color: #33cccc;"> Bike Thief</span> que funciona como se fosse o olho de um furacão para onde convergem todos os temas escutados anteriormente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #33cccc;">Stuck In A Dream</span></em> é, no fundo, um compêndio de <em>art rock</em>, um disco eloquente, cheio de vida e inspirador para quem gosta daquele rock feito de ambientes sonoros preenchidos e particularmente exóticos. Como podes verfificar abaixo, o disco está disponível no <em>bandcamp</em> da banda, com possibilidade de doares um valor pelo mesmo, ou de o obteres gratuitamente. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><a style="color: #999999;" title="Bike Thief - Stuck In A Dream by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14900125299"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3843/14900125299_6ef6e5de43.jpg" alt="Bike Thief - Stuck In A Dream" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">01. A Breath</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">02. Ghosts Of Providence</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">03. Kiss The Light</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">04. We Once Knew Ya</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">05. Somewhere New</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">06. The Burning Past</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">07. Violet Waves</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">08. Tide Of Reason</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">09. Shimmer</span></em><br /><em><span style="color: #33cccc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">10. Stuck In A Dream</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3375121376/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=1968594257/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe><br /></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:588831 2014-10-10T19:17:00 Nick Nicely - Space Of A Second 2014-10-10T18:17:23Z 2014-10-10T18:17:23Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Lançado no passado dia vinte e nove de setembro, através da <a style="color: #999999;" href="http://www.lorecordings.com/artist/nick-nicely/">Lo Recordings</a>, <em><span style="color: #ff99cc;">Space Of Sound</span></em> é o novo compêndio sonoro de <a style="color: #999999;" href="http://willem.to/nicknicely/index1.htm">Nick Nicely</a>, uma verdadeira caldeirada de pop psicadélica concebida por um músico e produtor que é já um nome lendário da eletrónica britânica, desde que se estreou no início dos anos oitenta com <em>DCT Dreams</em>, um single que, de Neu aos Kraftwerk, olhava já nessa altura e com acerto para o período mais psicotrópico dos Beatles e dos Pink Floyd, quando era Syd Barrett quem ditava as regras.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://www.expose.org/assets/img/artists/nicely-nick-eng.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">O primeiro disco chegou apenas em 2004 quando a Tenth Planet Records resolveu compilar uma série de <em>singles</em> que este músico tinha editado de 1978 até esse ano, tendo nascido assim <em>Psychotropia</em>. Com esse longa duração, <span style="color: #ff99cc;">Nick Nicely</span> aitngiu um maior número de ouvintes e aquilo que era até então um segredo bem guardado da eletrónica de Terras de Sua Majestade, tornou-se num fenómeno à escala global. Não tardaram a surgir colaborações com nomes tão importantes como Ariel Pink ou John Maus e, como a sonoridade que o músico replica está na ordem do dia, tornava-se urgente ele mostrar a sua visão desta tendência atual na pop que é olhar para o passado e misturar várias influências, artistas e legados que há várias décadas gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e reinventar tudo isso com uma visão mais contemporânea. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff99cc;"><em>Space of a Second</em></span> são então catorze canções que, muitas vezes, são dificeis de serem catalogadas como canções com identidade própria e que obdecem ao habitual formato das mesmas, já que que parecem funcionar como um alinhamento de vários blocos de som sintetizado e de experiências livres de qualquer formalismo ou regra e que só se justificam numa espécie de tratado de natureza hermética, onde esse bloco de composições não é mais do partes de uma só canção de enormes proporções. Sonoramente, a habitual onda expressiva de <span style="color: #ff99cc;">Nick</span> relacionada com o espaço sideral, oscila, desta vez, entre o rock sinfónico feito de guitarras experimentais, com travos do <em>krautrock</em> mais rígido e maquinal e de uma psicadelia feita com uma autêntica salada de sons sintetizados, mudanças bruscas de ritmos e volume, ruídos impercetíveis e <em>samples</em> vocais e instrumentais bizarros.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">A canção que melhor se aproxima do habitual formato e de uma sonoridade <em>indie</em> mais acessível é <span style="color: #ff99cc;"><em>Longwaytothebeach</em></span>, um tema que inicia com sons de passos na areia e que depois encontra os alicerces num baixo encorpado, numa bateria cheia de <em>groove</em> e numa guitarra que dispara <em>riffs</em> em várias direções. Mas quer nesta música, quer nas restantes, a voz de <span style="color: #ff99cc;">Nick</span> aparece sempre num registo modificado sinteticamente e funciona, geralmente, como mais um agregado sonoro que amplia um certo barroquismo <em>lo fi</em> que exala dos temas, do que propriamente com a função explícita de dar vida e som a um poema com uma mensagem clara e entendivel. Se em <em><span style="color: #ff99cc;">HeadwindAheadwind</span></em> parece que o produtor enlouqueceu de vez, <span style="color: #ff99cc;"><em>Hilly Road</em></span> é um bom tema para desesperar mentes ressacadas, enquanto que a hipnótica <em><span style="color: #ff99cc;">Wrottersley Road </span></em>subjuga momentaneamente qualquer atribulação que nesse instante nos apoquente. A referida revisão eufórica que parece orientar o trabalho de Nick atinge o auge quando <span style="color: #ff99cc;">S<em>pace Of A Second</em></span> desperta-nos para os tais Pink Floyd imaginários e futuristas ao som da sequência<em> <span style="color: #ff99cc;">London South</span></em> e <span style="color: #ff99cc;"><em>Raw Euphoria</em></span>, e principalmente de <em><span style="color: #ff99cc;">Rrainbow</span></em>, o tema que melhor revive uns Pink Floyd que certamente não se importariam de ter sido manipulados digitalmente há quarenta anos atrás se fosse este o resultado final dessa apropriação.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Uma das virtudes e encantos de <span style="color: #ff99cc;">Nick Nicely</span> terá sido sempre essa capacidade de criar tratados sonoros algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre embebidos num conteúdo <em>vintage</em> heterogéneo, mas relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. <span style="color: #ff99cc;"><em>Space Of A Second</em> </span>segue esta permissa temporal, agora num futuro pós apocalítico e coloca o autor no olho do furacão de uma encruzilhada sonora, ao fazer uma espécie de súmula da história da música dos últimos quarenta anos. Este é um disco mutante, que cria um universo quase obscuro em torno de si e que se vai transformando à medida que avançamos na sua audição, que surpreende a cada instante, garanto-vos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://www.peprecords.nl/1784-thickbox_default/nick-nicely-space-of-a-second-lp-.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">1. HeadwindAheadwind </span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">2. Rosemarys Eyes </span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">3. Space Of A Second</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">4. Wrottersley Road</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">5. Whirlpool </span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">6. London South </span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">7. Raw Euphoria </span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">8. Change In Charmaine</span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">9. Rrainbow </span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">10. Longwaytothebeach </span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">11. Lobster Dobbs </span></em></span><br /><span style="color: #ff99cc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica;">12. Hilly Fields Acoustic</span></em></span></p> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/157774409&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:562067 2014-10-10T13:10:00 Foxes In Fiction – Ontario Gothic 2014-10-10T12:10:31Z 2014-10-10T18:15:02Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Foxes In Fiction" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/Foxes-In-Fiction-608x403.jpg" alt="Foxes In Fiction" width="608" height="403" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;">Líder da insuspeita etiqueta Orchid Tapes, Warren Hildebrand também compôe música e fá-lo como <a style="color: #999999;" href="http://foxesinfiction.ca/">Foxes In Fiction</a>. Natural de Toronto, no Canadá, mas a residir atualmente nos Estados Unidos em Brooklyn, Nova Iorque, Warren editou no passado dia vinte e três de setembro, por intermédio da sua <a style="color: #999999;" href="http://orchidtapes.com/">Orchid Tapes</a>, <span style="color: #ccffcc;"><em>Ontário Gothic</em></span>, um verdadeiro tratado de <em>dream pop</em> e que será em breve dissecado por cá. Para já e como aperitivo, partilho <em><span style="color: #ccffcc;">Ontario Gothic</span></em>, o single homónimo e primeiro tema retirado de <em><span style="color: #ccffcc;">Ontario Gothic</span></em> nesse formato, assim como um texto do músico sobre o processo de composição do disco. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/160296832&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <blockquote> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;"><em>Musicially, “Ontario Gothic” begins where the previous song on the album, “Shadow’s Song” lets off. The the same melody – made from cutting up &amp; copying and pasting singular guitar notes forms the melodic basis for the majority former. The instrumental elements of the middle / transition section make up the Foxes in Fiction song “Breathing In” found on the first Angeltown compilation. And like “Shadow’s Song” it features violin arrangements by Owen Pallett.</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;"><em>Lyrically, “Ontario Gothic” is written about a close friend name Cait who died in 2010 and to whom the album is dedicated. Cait was one of the closest friends that I had for many years when I was a bit younger. She and I became really close after I had moved back to my hometown in the suburbs of Toronto, away from a farm in rural Ontario that my family lived on from 2001 until 2004. I was coming away from what was the worst and most emotionally tumultuous period of my life at that point and I carried a lot of fucked up anxiety and deep sadness about my life and myself as a person. But more than anything else, getting to know, open up to and spend time with Cait during those first years helped open me up to kinds of happiness and a love for life that I didn’t think was within the realm of possibility at that point in my life.</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;"><em>She was one of the most remarkable, open and truly good people I’ve ever known, really. The song “Flashing Lights Have Ended Now” was also written about her just a point where we’re drifting apart; a year later she was gone. I wrote this song to crystallize the better parts of our friendship and to remember the healing effect that she had on me as a person which without I would not be the same person or have the same acceptance for life that I do now. I miss her enormously and I feel her influence and presence constantly.</em></span></p> </blockquote> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:583381 2014-10-09T21:31:00 Engineers - Always Returning 2014-10-09T20:31:58Z 2014-10-10T09:57:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Formados atualmente pelo multi-instrumentista Mark Peters, o aclamado músico e produtor alemão Ulrich Schnauss e pelo baterista londrino e compositor Matthew Linley, os <span style="color: #ff00ff;">Engineers</span> têm criado belíssimas texturas sonoras na última decada e são já um nome de referência no universo da eletrónica de cariz mais ambiental e experimental. Estrearam-se em 2005 com um homónimo que lhes apontou logo imensos holofotes e quatro anos depois, com <em>Three Fact Fader</em> atingiram um estatuto enorme que, no ano seguinte, em 2010, com <em>In Praise Of More</em>, solidificaram definitivamente essa visão, com um enorme grau de brilhantismo. Esse foi o ano em que Ulrich Schnauss juntou-se aos <span style="color: #ff00ff;">Engineers</span> e <em><span style="color: #ff00ff;">Always Returning</span> </em>é o novo passo na carreira de um projeto que parece não encontrar fronteiras dentro daquela <em>pop</em> eletrónica que explora paisagens sonoras expressionistas, através das teclas do sintetizador e de uma percurssão orgânica, as grandes referências instrumentais neste processo de justaposição de vários elementos sonoros.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://www.hellhoundmusic.com/wp-content/uploads/2014/07/Engineers.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Com o tema <em><span style="color: #ff00ff;">Fight or Flight</span> </em>disponibilizado pela editora <a style="color: #999999;" href="http://www.kscopemusic.com/artists/engineers/">Kscope</a> para download gratuíto, <em><span style="color: #ff00ff;">Always Returning</span></em> oscila entre temas puramente instrumentais e outros que não dispensam a presença da voz,  em dez canções que consolidam a maturidade de um grupo que sabe estabelecer entre os seus membros um diálogo feliz e profícuo, em busca do melhor contraste entre as diferentes referências sonoras que orientam o grupo, acabando por as sublimar com mestria e fazer com que se destaque a emoção com que a música criada pelos<span style="color: #ff00ff;"> Engineers</span> consegue transportar bonitos sentimentos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ff00ff;">Always Returning</span></em> é um disco mutante, que cria um universo quase obscuro em torno de si e que se vai transformando à medida que avançamos na sua audição, que surpreende a cada instante. Da guitarra picada de <em><span style="color: #ff00ff;">Bless The Painter</span></em>, que busca uma psicadelia que se lança sobre o avanço lento mas infatigável de um corpo eletrónico que também usa a voz como camada sonora e que, depois, em <em><span style="color: #ff00ff;">Searched for Answers</span> </em>e <em><span style="color: #ff00ff;">Smoke &amp; Mirrors</span></em>, parece que se deixou envolver por uma bolha de hélio passada a lustro pelo <em>rock</em> alternativo dos anos oitenta, ao eco sintetizado e incrivelmente épico de<em><span style="color: #ff00ff;"> Fight Or Flight</span></em>, o disco é um manancial de diferentes géneros sonoros e faz uma espécie de súmula da história da música dos últimos quarenta anos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">O auge desta revisão eufórica acontece quando <em><span style="color: #ff00ff;">Always Returning</span></em> desperta-nos para uns Pink Floyd imaginários e futuristas ao som de <em><span style="color: #ff00ff;">It Rings So True</span></em>  e <em><span style="color: #ff00ff;">Smiling Back</span></em>, uns Pink Floyd que certamente não se importariam de ter sido manipulados digitalmente há trinta anos atrás se fosse este o resultado final dessa apropriação. O próprio <em>rock</em> melódico mais barroco, ou a típica <em>folk</em> <em>pop</em> melancólica aparecem em temas como <em><span style="color: #ff00ff;">Drive Your Car</span></em> ou <em><span style="color: #ff00ff;">Innsbruck</span></em>, uma sequência impregnada com uma beleza e uma complexidade tal que merece ser apreciada com alguma devoção e faz-nos sentir vontade, no fim, de carregar novamente no <em>play</em> e voltar ao início dos dois temas. A melancolia das duas canções é comandada por um som de guitarra, que aliado a outras cordas e ao piano, dão um tom fortemente denso e contemplativo aos temas e, no caso de <em><span style="color: #ff00ff;">Drive Your Car</span></em>, a voz de Mark consegue trazer a oscilação necessária para transparecer uma elevada veia sentimental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Há uma forte dinâmica criativa no seio deste projeto e apesar das diferentes origens musicais, nenhum estilo domina claramente e o efeito é o de várias abordagens sonoras, igualmente magistrais, numa conversa coerente que celebra a natureza dinâmica da combinação instrumental e explora um método de abordagem criativa, que permite a concordância e a discordância, por sua vez. Do<em> rock</em> clássico, passando pela <em>chillwave</em> e a eletrónica ambiental, este alinhamento impressiona pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transporta. <em><span style="color: #ff00ff;">Always Returning</span></em> é um disco muito experimentalista naquilo que o experimentalismo tem por génese: a mistura de coisas existentes, para a descoberta de outras novas. Mas tem também uma estrutura sólida e uma harmonia constante. É estranho mas pode também não o ser. É a música no seu melhor. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.kscopemusic.com/wp-content/uploads/2013/07/KSCOPE296-800px.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Bless the Painter</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Fight or Flight </em>(<a style="color: #ff00ff;" href="http://emailunlock.com/kscope-burningshed/engineers-fight-or-flight-from-always-returning" target="_blank">Download)</a></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>It Rings So True</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Drive Your Car</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Innsbruck</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Searched for Answers</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Smiling Back</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>A Million Voices</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Smoke and Mirrors</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em>Always Returning</em></span></p> <p><iframe src="http://emailunlock.com/kscope-burningshed/engineers-fight-or-flight-from-always-returning/widget" width="300" height="400" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:596735 2014-10-09T13:21:00 VLMA - Thumb Bucket 2014-10-09T12:21:16Z 2014-10-09T12:21:16Z <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/-2CigA1LwWn8/VDUGHjrkMmI/AAAAAAAAIEE/XE8Sf-tK1Ck/s1600/vlmados.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Travis Kuncl (voz e baixo) e Alex Velle (guitarra) são os <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/VLMAband">VLMA</a> (pronuncia-se Velma), uma dupla norte americana oriunda de Ellicot City, no estado de Maryland. Apostam num <em>indie rock lo fi</em> de garagem, com fortes ligações ao <em>grunge </em>e onde os Nirvana a são uma influência assumida.</span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ff9900;">Thumb Bucket</span></em> é o mais recente tema divulgado pelos<span style="color: #ff9900;"> VLMA</span>, o avanço de um disco homónimo que será editado a vinte e oito de outubro através da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/vlma?utm_content=bufferd75ee&amp;utm_medium=social&amp;utm_source=twitter.com&amp;utm_campaign=buffer">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Esta canção está disponivel para <em>download</em> e foi gravada e produzida de modo totalmente analógico, sem recurso a computadores, apenas com a ajuda de uma máquina caseira de <em>reverbs</em> e um gravador de cassetes Otari mx5050, com cerca de trinta anos, além dos instrumentos. Confere o resultado...</span></div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/170829039&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:572786 2014-10-08T22:24:00 Joel Gion – Apple Bonkers 2014-10-08T21:24:15Z 2014-10-08T21:24:15Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><a style="color: #999999;" href="http://www.last.fm/music/Joel+Gion">Joel</a> Gion, conhecido por ser o homem da percurssão e do tamborim nos Brian Jonestown Massacre, acaba de iniciar uma carreira discográfica em nome próprio com <em><span style="color: #ff0000;">Apple Bonkers</span></em>, uma coleção de dez canções que viu a luz do dia a dezoito de agosto. A propósito do desejo de se estrear numa carreira a solo e numa fase de relativo pousio dos Brian Jonestown Massacre, <span style="color: #ff0000;">Joel</span> revela na sua página oficial:</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em>With all the BJM members now living  so spread out across the world, I found myself increasingly missing the album making process. This feeling of disconnect is what kick started me into exploring my own song writing process and turned out to be a hugely important piece of self discovery. No more time for my beloved laziness. So I made my own music with a with bunch of friends in the studio coming and going and having a great time creating. I think a lot of people are going to be surprised by this album</em>. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;">Como se depreende desta declaração, se, por um lado o processo de idealização e criação de <em><span style="color: #ff0000;">Apple Bonkers</span></em> foi muito espontâneo e partiu, essencialmente, das saudades que o músico já sentia de estar em estúdio, por outro, também se deve ao desejo de <span style="color: #ff0000;">Joel</span> em trabalhar com outros músicos seus amigos, com esta sua estreia a contar com as participações especiais de membros dos Dandy Warhols, dos próprios BJM, dos Dead Skeletons, dos Sprindrift e dos The Warlocks.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://freemusicarchive.org/file/images/entries/entry_image_file_-_entry_id-3678_-_20110707152402205.jpg?width=420&amp;height=280" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;">Com o single <em><span style="color: #ff0000;">Yes</span></em> a abrir as hostilidades e a assumir-se como grande destaque de <em><span style="color: #ff0000;">Apple Bunkers</span></em>, o disco é um mergulho profundo no lado mais lisérgico da mente do seu criador. Em vez das esperadas distorções e de um som algo ríspido, encontramos texturas sonoras que se aproximam do <em>shoegaze</em>, uma marca forte na discografia de bandas como os Tame Impala, assim como os TOY, The Horrors, POND, ou os próprios MGMT, grupos que têm aberto uma espécie de caixa de pandora e onde a estética sonora que reinventaram serve de inspiração para novos projetos, como é o caso de <span style="color: #ff0000;">Joel Gion</span>, mas onde também podemos arriscar incluir os norte americanos Moon Duo ou os os Wooden Shjips, além dos conterrâneos Black Market Karma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica;">Neste caldo psicadélico destacam-se os excelentes arranjos de cordas, sendo bom exemplo disso não só o single já citado, mas também Smile, uma canção que mantém a toada anterior. Já <span style="color: #ff0000;"><em>Flowers</em></span> apela a um travo mais ponderado e luminoso, um tema clássico no que diz respeito à conexão feliz entre o <em>fuzz</em> de uma guitarra e a secção rítmica vitaminada que encorpora o rock psicadélico dos anos sessenta. O mesmo sucede com <em><span style="color: #ff0000;">Dart</span></em> e <span style="color: #ff0000;"><em>Sun Structures</em></span>, canções onde a intimidade centra-se no baixo e na guitarra, feita e vivida com extremo charme e classe, muito à moda de um estilo alinhado, que dá alma à essência daquele <em>rock</em> muito britânico. Mas também há uma viola completamente desligada da corrente, uma outra forma válida para a criação de ambientes psicadélicos, neste caso em <em><span style="color: #ff0000;">Change My Mind</span></em>, uma das canções mais calmas e bonitas do disco. Já <em><span style="color: #ff0000;">Mirage</span></em>, com arranjos e efeitos épicos e uma voz etérea conjugada com uma secção rítmica assertiva, é outra canção de audição obrigatória, assim como <em><span style="color: #ff0000;">Radio Silence</span></em>, um tema que nos remete para o período aúreo do <em>garage rock</em> ou do <em>pós-punk</em> britânico dos anos oitenta e aquele que talvez melhor indique que a bateria é também uma das importantes mais valias deste trabalho, como não podia deixar de ser em <span style="color: #ff0000;">Joel</span>. Aliás, quer <em><span style="color: #ff0000;">Radio Silence</span></em>, quer depois <em><span style="color: #ff0000;">Two Daisies</span> </em>e <span style="color: #ff0000;"><em>Sail On</em></span> são os temas mais volumosos do cardápio de <em><span style="color: #ff0000;">Apple Bonkers</span></em> e aqueles que viabilizam a condução de um som mais denso, atmosférico e sujo, podendo, quem sabe, apontar caminhos para, no futuro, <span style="color: #ff0000;">Joel</span> demandar em busca de diferentes viagens a vários universos sonoros, tendo talvez amanhã o sintetizador como veículo privilegiado dessa demanda por distintos territórios auditivos.</span> </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000;">Apple Bonkers</span></em> faz-nos, com grande eficácia, um convite para uma viagem no tempo, do passado ao presente, no disco de estreia de um artista que aposta em melodias contagiantes e que parece ser mais experiente do que o tempo de existência do seu projeto a solo, tal é o grau de maturidade que já demonstra neste trabalho. A experiência dos amigos músicos que aparecem no alinhamento<em> </em>também terá sido importante para a materialização desta evidência. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt;"><a href="http://adf.ly/rKXzK"><span style="color: #999999; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3898/14976217471_0db2cff66d.jpg" alt="Joel Gion - Apple Bonkers" width="400" height="400" /></span></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">01. Yes</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">02. Smile</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">03. Hairy Flowers</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">04. Dart</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">05. Change My Mind</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">06. Mirage</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">07. Radio Silence</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">08. Two Daisies</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">09. Sail On</span></em></span><br /><span style="font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000; font-family: helvetica;">10. S Bring You Down</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 14pt;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/1iD_o9geDYA" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: helvetica; font-size: 14pt;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:1PNsZJwTlt44TqWv7lEeY5" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:578383 2014-10-07T21:05:00 Escapists – Only Bodies 2014-10-07T20:05:10Z 2014-10-07T20:05:10Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Lançado no passado dia quatro de agosto, <em><span style="color: #33cccc;">Only Bodies</span></em> é o registo de estreia dos <a style="color: #999999;" href="http://www.escapistsmusic.com/">Escapists</a>, um coletivo britânico oriundo de Londres e formado por Simon Glancy, Oli Court, Max Perryment e Andy Walsh. Apesar de colocarem no seu grupo de influências nomes tão significativos como TV On The Radio, The National, The Shins, Modest Mouse ou Broken Social Scene, entre muitos outros, ao ter escutado este <em><span style="color: #33cccc;">Only Bodies</span></em> ocorreu-me que um dos primeiros elogios que se pode fazer a estes <span style="color: #33cccc;">Escapists</span> é que parecem ser capazes de cimentar uma sonoridade muito própria e inédita, naturalmente abrangida pelo <em>indie rock</em> alternativo, feito de melodias épicas e luminosas, criadas com guitarras carregadas de efeito e distorção, um baixo vigoroso e uma percurssão potente.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><img src="http://laissezfaireclub.com/wp-content/uploads/2011/08/Escapists.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Apesar de estar claramente balizado o espetro sonoro dos <span style="color: #33cccc;">Escapists</span>, há que clarificar que a experimentação sonora parece fazer parte do ADN do grupo e com<em> <span style="color: #33cccc;">Only Bodies</span></em> o projeto estabelece essa permissa no primeiro capítulo de um cardápio que realmente promete. Entre uma saudável crueza algo <em>lo fi</em> e um clima que não renega momentos mais soturnos e sombrios, nomeadamente a belíssima <em><span style="color: #33cccc;">Eyes</span></em> e a inspiradora e levitante <span style="color: #33cccc;"><em>Wild Sea</em></span> e climas mais animados e até dançáveis como <em><span style="color: #33cccc;">Love</span></em> ou <span style="color: #33cccc;"><em>Faraday Cage</em></span>, este registo está impregnado de inspiradas peças melódicas que passam tangentes assertivas a alguns dos parâmetros que definem um estilo sonoro que vem fazendo escola desde os primórdios dos anos oitenta e um pouco por todo o alinhamento, com um ritmo que transpira de maneira natural e particular muito do que vem sendo produzido por alguns grupos citados e que sustentam o que de melhor se vem escutando no universo sonoro <em>indie</em> contemporâneo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Assim, os dez temas de <em><span style="color: #33cccc;">Only Bodies</span></em>, consolidam um projeto que serve-se das guitarras, mas que também utiliza alguma sintetização para fugir ao óbvio de forma madura e cativante, olhando delicadamente para os anos setenta e estabelecendo uma conexão com as pistas de dança do passado e do presente. Tudo isto está claramente plasmado na explosiva e jovial <em><span style="color: #33cccc;">Blood</span></em>, talvez a canção que melhor carateriza o rumo sonoro dos Escapists, com uma toada algo <em>dance punk</em> e com uma natureza instrumental que se divide entre a aceleração dos Gang Of Four e as experimentações de uns Foals.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #999999;"><em><span style="color: #33cccc;">Only Bodies</span></em> é um disco leve e aventureiro e acaba por ser um excelente exemplo daquele género de trabalhos que não querendo residir num universo demasiado alternativo, não deixam de se confrontar abertamente com as imposições comerciais de maneira individual, sem qualquer pensamento ou amarra sonora que parta de um conceito maior ou que ligue todas as canções. É um álbum que produz efeito com o tempo, extremamente agradável, que escorre com ligeireza e faz sorrir, mas também é, sem dúvida, mais um daqueles discos que exigem várias e ponderadas audições, porque cada canção esconde texturas, vozes, batidas e mínimas frequências acústicas que só são percetíveis seguindo essa premissa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><a href="http://adf.ly/rfSIS"><span style="font-size: 14pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3902/15108058225_d3e119af45.jpg" alt="Escapists - Only Bodies" width="400" height="400" /></span></a></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: helvetica; color: #33cccc;">01. Faraday Cage</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">02. Breaking It Up</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">03. Love</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">04. Eyes</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">05. Blood</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">06. Ocean Of Noise</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">07. Wild Sea</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">08. Phantom Limb</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">09. Only Bodies</span></em><br /><em><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #33cccc;">10. Bones</span></em></p> <p><span style="color: #999999;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/hXlDDuI5IV4" width="540" height="340" frameborder="0"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:594367 2014-10-07T13:24:00 Germany Germany - Substance 2014-10-07T12:24:40Z 2014-10-07T12:24:40Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Germany Germany - &quot;Substance&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Germany-Germany.jpg" alt="Germany Germany - &quot;Substance&quot;" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;">Oriundos da cidade de Victoria, nos antípodas, os australianos <span style="color: #ccffff;">Germany Germany</span> são Graham Keehn, Nathan Willson, Michael Matier e Drew Harris, um quarteto que se prepara para editar um homónimo, já no próximo dia vinte e cinco deste mês.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;"><em><span style="color: #ccffff;">Substance</span></em> é o mais recente avanço divulgado de <span style="color: #ccffff;">Germany Germany</span>, um título irónico para uma canção que só tem como letra um simples verso que diz <em>I can’t let you go</em>. Seja como for, após várias audições, começa a ser claro que o <em>indie rock</em> de cariz fortemente etéreo e experimental destes <span style="color: #ccffff;">Germany Germany</span> é bastante rico e assertivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;">A serenidade do longo instrumental que abre o tema é interrompida por um breve momento de silêncio e este é o ponto fulcral da canção, já que a partir daí somos lançados para diante através de um <em>loop</em> de guitarra e uma batida frenética e fortemente emotiva, enquanto Drew repete até à exaustão a curta mas significativa letra de <em><span style="color: #ccffff;">Substance</span></em>. Uma viagem musical cósmica imperdível. Lá para o final do mês regressarei a estes <span style="color: #ccffff;">Germany Germany</span>, para divulgar o restante conteúdo de um disco que promete. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/167756157%3Fsecret_token%3Ds-aOP9l&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:592290 2014-10-06T17:00:00 Firekites - Closing Forever Sky 2014-10-06T16:00:59Z 2014-10-10T18:34:39Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Seis anos depois de <em>The Bowery</em>, o registo de estreia, os <a style="color: #999999;" href="http://www.firekites.com/">Firekites</a> de Pegs Adams, Ben Howe, Tim Mcphee e Jason Tampake, um quarteto oriundo da Newcastle australiana, estão de regresso com mais sete belíssimas canções, contidas num novo disco chamado <span style="color: #993300;"><em>Closing Forever Sky</em></span> e que viu a luz do dia por intermédio da etiqueta local <a style="color: #999999;" href="http://www.spunk.com.au/artists/firekites/">Spunk Records</a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;"><img src="http://cdn0.lostateminor.com/wp-content/uploads/2014/07/2969_Firekites_29_03_2014_162_web.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Os acordes iniciais de <span style="color: #993300;">Closing Forever Sky</span> são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos cerca de quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. Os <span style="color: #993300;">Firekites </span>deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem aquela faceta algo negra e obscura que carateriza um ambiente sonoro fortemente etéreo e melancólico, para criar um álbum tipicamente <em>rock</em> e esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora e alicerçadas numa certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;">A escrita deste quarteto oriundo dos antípodas carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a essa sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente <em>lo-fi</em>. Esta evidência desarma completamente os <span style="color: #993300;">Firekites</span> e além de os envolver numa intensa aúrea vincadamente orgânica e, por isso, fortemente sensual, despe-os de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que os poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade do agregado sentimental que carateriza os membros do grupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Em <span style="color: #993300;"><em>Closing Forever Sky</em></span> ouve-se ecos da negrura de projectos recentes como Esben &amp; the Witch. Ouve-se Cocteau Twins. Ouve-se Portishead e Massive Attack, não só no single homónimo, mas também no clima sussurrante e hipnótico de <span style="color: #993300;"><em>Somewhere Bright First</em></span>. <em><span style="color: #993300;">The Fallen</span></em>, canção que recebe o alívio de uma guitarra acústica, que depois cresce e se deixa envolver num imenso arsenal de arranjos e detalhes, chega a parecer Radiohead, principalmente na forma como acomoda uma agradável melancolia nas teclas no imenso agregado sonoro que a sustenta. Mas a banda de Thom Yorke também dá uma mãozinha na distorção das guitarras que dá vida ao apogeu final da já referida <span style="color: #993300;"><em>Somewhere Bright First</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Todos estes exemplos mostram que os <span style="color: #993300;">Firekites</span> sabem a fórmula exata para temporizar, adicionar e remover pequenos sons e, como se as canções fossem um <em>puzzle</em>, construir, a partir de uma aparente amálgama de vários sons, uma peça sonora sólida.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Mas em <span style="color: #993300;">Closing Forever Sky</span> também ouve-se estranheza e ouve-se escuridão; Em <em><span style="color: #993300;">Said Without A Song</span></em> é difícil catalogar instrumentalmente a natureza tecnológica que sustenta o tema, mas o silêncio abosluto também está lá, bem no fundo, a ecoar ao longo da canção, como um manto que o cobre, mesmo que seja de forma quase inaudível... Um silêncio que, ao contrário da maior parte dos silêncios, é um silêncio que se escuta. Depois, em <em><span style="color: #993300;">Antidote</span></em>, ouve-se harmonias de vozes de outro planeta e surgem os The XX na guitarra e no baixo, de um modo que me despertou uma curiosa sensualidade, que tantas vezes reprimo e que me faz imaginar um vídeo para o tema, em que junto com este quarteto abano as ancas num qualquer anúncio de moda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;">Depois de um disco de estreia que obrigou a banda a emergir da solidão e a revelar-se sem restrições, <em><span style="color: #993300;">Closing Forever Sky</span></em> é um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo <em>pop</em> feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a vastidão imensa e simultaneamente diversificada da paisagem e de um mundo completamente diferente do nosso, de onde estes <span style="color: #993300;">Firekites</span> são originários. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3925/15311342476_4115719960.jpg" alt="Firekites - Closing Forever Sky" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 14pt; color: #993300; font-family: helvetica;">01. Closing Forever Sky</span></em><br /><em><span style="font-size: 14pt; color: #993300; font-family: helvetica;">02. Fallen</span></em><br /><em><span style="font-size: 14pt; color: #993300; font-family: helvetica;">03. The Counting</span></em><br /><em><span style="font-size: 14pt; color: #993300; font-family: helvetica;">04. Fifty Secrets</span></em><br /><em><span style="font-size: 14pt; color: #993300; font-family: helvetica;">05. Somewhere Bright First</span></em><br /><em><span style="font-size: 14pt; color: #993300; font-family: helvetica;">06. Said Without A Sound</span></em><br /><em><span style="font-size: 14pt; color: #993300; font-family: helvetica;">07. Antidote</span></em></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/135731272&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:592882 2014-10-06T13:36:00 Speedy Ortiz - Doomsday 2014-10-06T12:36:38Z 2014-10-06T12:36:38Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Speedy Ortiz - &quot;Doomsday&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/LAMC-608x608.jpg" alt="Speedy Ortiz - &quot;Doomsday&quot;" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #999999;">A iniciativa <a style="color: #999999;" href="http://famousclass.com/lamc/">LAMC</a>, da autoria da etiqueta <a href="http://famousclass.com/lamc/">Famous Class</a>, é uma homenagem da mesma a Ariel Panero, um antigo colaborador da editora que, enquanto esteve vivo, sempre tentou que algumas bandas conseguissem o justo reconhecimento e que tem um memorial em seu nome, o <a style="color: #999999;" href="http://www.vh1savethemusic.org/">VH1 Save The Music</a>, com as receitas de venda destes singles a reverterem integralmente para o mesmo, podendo ser adquiridos na plataforma Bandcamp.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #999999;">Para cada <em>single</em> de 7" que é lançado, a Famous Class pede a um artista preferido que faculte um tema que nunca tenha editado e depois solicita ao mesmo que escolha uma banda nova e emergente que admire, para que contribua com uma canção para o <em>lado b</em> do<em> single</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #999999;">E o <em>single</em> mais recente a ser divulgado por esta iniciativa é da autoria dos <span style="color: #ff99cc;">Speedy Ortiz</span> de Matt Robidoux (guitarra), Mike Falcone (bateria), Sadie Dupuis (guitarra, voz) e Darl Ferm (baixo), que, por sua vez, convidaram <span style="color: #ff99cc;">Chris Weisman</span> para o <em>lado b</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #ff99cc;"><em>Doomsday</em></span> é o nome da canção da banda de Northampton, um tema bastante melódico e algo emotivo e que aposta num som cheio de guitarras com raízes no rock alternativo da década de noventa. <span style="color: #ff99cc;">Chris Weisman</span> contribui com um instante de pop acústica intitulado <em><span style="color: #ff99cc;">I Took It Off A Record</span></em>. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2723961065/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=2204586/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2723961065/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=3181667226/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p>