urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2017-01-21T14:39:09Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:838108 2017-01-21T14:38:00 Menace Beach – Lemon Memory 2017-01-21T14:39:09Z 2017-01-21T14:39:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ryan Needlham e Liza Violet são os <a style="color: #999999;" href="http://menacebeach.co.uk/">Menace Beach</a>, uma dupla britânica oriunda de Leeds, que estreou-se nos discos a dezanove de janeiro de 2015 com <em>Ratworld</em>, um trabalho que já tem sucessor. <em><span style="color: #ffff00;">Lemon Memory</span></em> chegou aos escaparates através da <a style="color: #999999;" href="http://www.memphis-industries.com/">Memphis Industries</a> a vinte de janeiro último e assume-se como um excelente sucessor de um registo inicial marcante para a dupla e um compêndio de canções capaz de lançar definitivamente este projeto para uma projeção superior.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://diymag.com/media/img/Artists/M/Menace_Beach/_1500x1000_crop_center-center_75/Menace-Beach-Lemons-Oct-2016.jpg" alt="Resultado de imagem para menace beach lemon memory" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Apesar de serem britânicos, os <span style="color: #ffff00;">Menace Beach<strong> </strong></span>puseram os ouvidos no outro lado do atlântico, visto a sua sonoridade ser fortemente influenciada pelo <em>rock</em> alternativo americano, em especial o dos anos noventa. <span style="color: #ffff00;"><em>Lemon Memory</em></span> é, portanto, uma porta aberta para um mundo paralelo feito de guitarras distorcidas e governado pela nostalgia do <em>grunge</em> e do<em> punk rock</em> impregnado daquela visceral despreocupação juvenil relativamente ao ruído e à crueza melódica e à temática das canções, com os problemas típicos da juventude a fazerem parte da lírica de grande parte do compêndio.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A receita é simples e ganha vida em canções simples e diretas, sem artifícios desnecessários e que se esfumam mais depressa do que um cigarro, com os principais ingredientes típicos do tal <em>grunge</em> e do <em>punk rock</em> direto e preciso, a misturarem-se com um travo de <em>shoegaze</em> e alguma psicadelia lo fi, num resultado final que não é tão pesado e visceral como o <em>grunge</em>, mas que também não é apenas delírio e pura experimentação e que, como bónus, ainda tem a própria <em>surfpop</em> na mira. Esta apenas aparente amálgama prova que os <span style="color: #ffff00;">Menace Beach</span> estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">As vocalizações de Liza, de cariz aspero e <em>lo fi</em>, com um ligeiro efeito reverberado na voz, encantam pelo modo como ela consegue salvaguardar aquela delicadeza tipicamente feminina, sem ser ofuscada pela distorção das guitarras, quase sempre aceleradas e empoeiradas e que fluem livres de compromissos e com uma estética muito própria, como se percebe logo em Give Blood, o vigoroso e pulsante tema de abertura do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A abertura realmente promete e logo depois, em <span style="color: #ffff00;"><em>Maybe We'll Drown</em></span>, o single que antecipou o lançamento deste<em> <span style="color: #ffff00;">Lemon Memory</span></em> e em <span style="color: #ffff00;"><em>Can't Get A Haircut</em></span> somos sugados para o ambiente mais direto do <em>punk rock</em>, que tem também nas variações ritmícas de <span style="color: #ffff00;"><em>Lemon Memory</em></span> o tema homónimo e no <em>fuzz</em> de <span style="color: #ffff00;"><em>Sentimental</em></span>, dois instantes que clarificam o cuidado melódico e a impetuosidade elétrica impostos, em simultâneo, pelos <span style="color: #ffff00;">Menace Beach</span> às suas criações sonoras, dois aspetos que permitem às canções espreitar e ir um pouco além das zonas de influência sonora inicialmente previstas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O disco prossegue quase sem darmos por isso e, de seguida, chega-nos <span style="color: #ffff00;"><em>Suck It Out</em></span>, uma canção inicialmente mais roqueira, sombria e <em>lo fi</em> e onde os Sonic Youth se fazem sentir com uma certa intensidade, até que chega o potente <em>riff</em> que introduz <span style="color: #ffff00;"><em>Owl</em> </span>e quando parece que vai instalar-se novamente um caldeirão sonoro contundente, espraia-se, sem aviso prévio, um clima mais <em>pop</em>, mas algo psicadélico, impregnado com mudanças de ritmo constantes e de guitarras em<em> looping</em> e que disparam em todas as direções, acompanhadas por uma bateria que não desarma nem dá descanso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">À imagem do antecessor, <em><span style="color: #ffff00;">Lemon Memory</span></em> é um exercício festivo e ligeiro, mas bastante inspirado, de uma dupla que quer ser apreciada pela sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, feito com as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho destes <span style="color: #ffff00;">Menace Beach</span> é, ao ouvi-los, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração para a dupla, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada, feita com canções<em> </em>caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termo entre o <em>rock</em> clássico, o <em>shoegaze</em> e a psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/470/31574528353_f8014bff23_o.jpg" alt="Menace Beach - Lemon Memory" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Give Blood</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Maybe We’ll Drown</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Sentimental</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Lemon Memory</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Can’t Get A Haircut</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Darlatoid</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Suck it Out</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Owl</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Watch Me Boil</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Hexbreaker II</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/y8wHP56Dyzo" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:838150 2017-01-20T21:26:00 Arcade Fire - I Give You Power 2017-01-20T21:41:23Z 2017-01-20T21:41:23Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/709/32421785815_3a579af3a2_o.jpg" alt="Arcade Fire - I Give You Power" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Três anos depois do excelente Reflektor e de dois discos a solo de Will Butler, os canadianos Arcade Fire aproveitaram a tomada de posse de Donald Trump para apresentarem ao mundo aquele que é também um claro manifesto político e de protesto claro, parece-me, ao novo rumo tomado pelo país vizinho. A canção chama-se <em><span style="color: #99ccff;">I Give You Power</span></em> e conta com a participação especial vocal de Mavis Staples, importante diva do R&amp;B e do <em>gospel</em> norte-americano.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Tema que deverá fazer parte do novo disco da banda, a editar ainda em 2017, <em><span style="color: #99ccff;">I Give You Power</span></em> segue um pouco a linha delineada já em <em>Reflektor</em>, ou seja, cada vez mais distantes do <em>rock</em> impetuoso dos primórdios, os Arcade Fire apostam agora na preponderância dos<em> beats</em>, com o formato eminemtemente pop a ser definitivamente relegado para primeiro plano e com o grupo a ter uma nova aúrea, completamente remodelada. Resta acrescentar que esta canção surge após o anúncio da edição do duplo DVD, <em>The Reflektor Tapes + Live at Earls Court</em>, que deverá ver a luz do dia já a vinte e sete de janeiro. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/f6jma9VQEls" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:837221 2017-01-19T15:00:00 Galo Cant’às Duas - Marcha dos que voam 2017-01-19T15:24:24Z 2017-01-19T15:24:24Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/566/32385288905_ed5ddee5be_b.jpg" alt="Resultado de imagem para Galo Cant’às Duas" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Moita, no concelho de Castro Daire, é um ponto geográfico nevrálgico fulcral para o projeto <span style="color: #808000;">Galo Cant’às Duas</span>, uma dupla natural de Viseu, formada por Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre e que tocou pela primeira vez nesse local, de modo espontâneo, durante um encontro de artistas. Nesse primeiro concerto, o improviso foi uma constante, com a bateria, percussões e o contrabaixo a serem os instrumentos escolhidos para uma exploração de sonoridades que, desde logo, firmaram uma enorme química entre os dois músicos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Inspirados por esse momento único, Hugo e Gonçalo arregaçaram as mangas e começaram a compor pouco tempo depois, ao mesmo tempo que procuravam dar concertos, sempre com a percussão e o contrabaixo na linha da frente do processo de construção sonora. A guitarra e o baixo elétrico acabam por ser dois ingredientes adicionados a uma receita que tem visado, desde este prometedor arranque, a criação de um elo de ligação firme entre duas mentes disponíveis a utilizar a música como um veículo privilegiado para a construção de histórias, mais do que a impressão de um rótulo objetivo relativamente a um género musical específico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O desejo de gravar um disco de estreia acabou por ser um passo óbvio para os <span style="color: #808000;">Galo Cant'às Duas</span> e para isso refugiaram-se, com a ajuda de Miguel Abelaira, durante uma semana nos estúdios HAUS com <em>Makoto Yagyu</em> e <em>Fábio Jevelim</em> para gravar, produzir e misturar <span style="color: #808000;"><em>Os Anjos Também Cantam</em></span>, nome desse trabalho e que tem em <em><span style="color: #808000;">Marcha dos que voam</span></em> a primeira amostra divulgada. Esta canção plasma a inegável ousadia e mestria instrumental da dupla, que com um olho no <em>rock</em> progressivo e outro num salutar experimentalismo psicadélico, parece apostada em oferecer-nos um dos discos mais desafiantes, sensoriais, inusitados e multifacetados do cenário musical indie e alternativo nacional de 2017. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F2u6W2oBfSGc%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D2u6W2oBfSGc&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F2u6W2oBfSGc%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:831101 2017-01-18T15:37:00 The XX - I See You 2017-01-18T16:06:29Z 2017-01-18T16:10:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Terminou há poucos dias uma longa espera relativamente a novidades dos <span style="color: #99ccff;">The XX</span>, após o aclamado <em>Coexist</em>, um longa duração lançado pelo grupo, à boleia da Young Turks, já há quatro anos e que tem finalmente sucessor. O terceiro álbum do trio foi editado com o mesmo selo Young Turks e chama-se <span style="color: #99ccff;"><em>I See You</em></span>. O disco tem um alinhamento de dez canções, gravadas entre Março de 2014 e Agosto de 2016 em vários sítios como New York, Texas, Reykjavique, Los Angeles e Londres e foi produzido por Jamie Smith e Rodaidh McDonald.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://diymag.com/media/img/Artists/X/The_xx/_1500x1000_crop_center-center_75/the-xx.jpeg" alt="Resultado de imagem para The XX I See You" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ao contrário de outros projetos que muitas vezes se dispersam caso haja um relativo hiato entre discos, o tempo é, sem dúvida, um aliado na curta e bem resolvida trajetória dos <a style="color: #999999;" href="http://thexx.info/">The XX</a>. Ocorreram transformações na vida de cada um dos componentes da banda nos últimos anos e, apesar da espera entre cada trabalho, mantém-se o carinho e uma pressão positiva por parte do grande público. Assim, ao terceiro disco os <span style="color: #99ccff;">The XX</span> mostram a habitual boa forma, assente numa filosofia sonora muito própria e fortemente identitária e uma saudável disponibilidade para o alargamento do espetro sonoro em que se movimentam e que balança muitas vezes entre a pista de dança e a mais recatada introspeção, como se percebe logo nos dois primeiros temas do alinhamento de <span style="color: #99ccff;"><em>I See You</em></span>. Logo em <em><span style="color: #99ccff;">Dangerous</span></em>, umas inéditas sirenes e a sedutora batida oferecem-nos maior audácia, relativamente ao anterior catálogo da dupla e depois, em <em><span style="color: #99ccff;">Say Something Loving</span></em>, aproveitando um sample de Alessi Brothers, a emoção instala-se facilmente em quem se deixar envolver pela beleza melódica do tema.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Percebe-se, pois, logo neste início auspicioso de <em><span style="color: #99ccff;">I SeeYou</span></em>, que este é mais um registo onde tudo se movimenta como uma massa de som em que o mínimo dá lugar ao todo, ou seja, os detalhes ainda são parte fundamental da funcionalidade e da beleza da obra do trio britânico, mas a diferença, desta vez está na maneira como exploram essa unidade e nas <em>nuances</em> sonoras que interligam as canções. No fundo, a receita é exatamente a do costume, mas a sonoridade foi renovada, tendo cabido ao baterista e produtor Jamie Smith assumir a linha da frente nessa tarefa, nomeadamente quando acerta nas batidas hipnóticas que servem de base para as vozes de Romy e Oliver. Todos estes acertos encontram o seu apogeu no tom pueril e na sonoridade sintética de <span style="color: #99ccff;"><em>On Hold</em></span>, para mim a melhor música do disco, uma canção de amor que tem como atributo maior o diálogo entre Romy e Oliver, dois corações que flutuam no espaço e quando as mãos de ambos se soltam, sem que percebam, e verificam que estão longe demais e já é tarde demais, percebem que só remando para o mesmo lado é que poderão sobreviver a todos os precalços que o amor coloca sempre.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">No restante alinhamento de <span style="color: #99ccff;"><em>I See You</em></span>, o incrível poema que abastece a nuvem emotiva em que paira <em><span style="color: #99ccff;">Performance</span> </em>e o incisivo espairecer que nos suscita <em><span style="color: #99ccff;">Test Me</span></em>, por um lado e o estrondoso frenesim sensual plasmado em <em><span style="color: #99ccff;">I Dare You</span></em>, por outro, insistem nesta já descrita indisfarçável filosofia de um álbum que quer fazer juz a uma herança e apontar, em simultâneo, novos faróis a um dos projetos mais distintos e criativos da pop atual e que ao terceiro disco continua a instigar, hipnotizar e emocionar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/6/5635/30811908941_e1124e4693.jpg" alt="The XX - On Hold" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Dangerous</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Say Something Loving</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Lips</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. A Violent Noise</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Performance</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Replica</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Brave For You</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. On Hold</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. I Dare You</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Test Me</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wl9tcrIeJ48" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:836720 2017-01-17T16:27:00 oLUDO - Abraço 2017-01-17T16:29:41Z 2017-01-18T15:17:35Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/s960x960/15995179_1295204533884329_1275231707812055596_o.jpg?oh=28d415f05d5cee18ed3aebfba4f0aec4&amp;oe=5920033F" alt="Foto de oLUDO Música." /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Estrearam-se em 2009 com <em>Nascituro</em>, disco que incluia o grande sucesso <em>A Minha Grande Culpa</em>, um dos temas mais rodados das rádios nesse ano e que foi escolhido para banda sonora dos separadores do canal Sic Radical. Dois anos depois regressaram aos lançamentos discográficos com <a style="color: #999999;" href="http://www.oludo.net/ALMIRANTE/index.html">Almirante</a> e agora, três anos depois, estão de regresso com um álbum intitulado <em><span style="color: #ffcc00;">Abraço</span></em>. Falo dos <a style="color: #999999;" href="http://www.oludo.net/">oLUDO</a>, um coletivo algarvio formado por Davide Anjos, João Baptista, Nuno Campos, Paulo Ferreirim e Luis Leal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Álbum que, de acordo com os próprios, irá personificar <em>uma espécie de encruzilhada entre o rock e o indie pop português</em>, <span style="color: #ffcc00;"><em>Abraço</em></span> é aguardado por cá com enorme expetativa, ampliada depois de ter chegado à nossa redação o single homónimo. Já com direito a um video da autoria do estúdio criativo Ferro &amp; Ferreirim, esta canção é mais uma prova feliz de que a pop não precisa de ser demasiado complicada para ser audível com prazer. Há uma guitarra inspirada que pauta a ordem da canção e depois surgem os outros instrumentos que dão ao tema a roupagem que ele necessita para ter o brilho, a harmonia e a cor que estes músicos certamente procuraram tentar transmitir, numa melodia que cativa e que apela a todos os nossos sentidos. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FA_ZwYwS_Y_0%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DA_ZwYwS_Y_0&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FA_ZwYwS_Y_0%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:836276 2017-01-16T12:16:00 Temples – Strange Or Be Forgotten 2017-01-16T12:27:45Z 2017-01-17T18:49:28Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/562/32145757041_03be5d2cb3_o.jpg" alt="Temples - Strange Or Be Forgotten" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Naturais de Kettering, no Reino Unido, os <a style="color: #999999;" href="http://templestheband.com/">Temples</a> são uma banda de rock psicadélico formada por <em>James Edward Bagshaw</em><strong> </strong>(vocalista e guitarrista), <em>Thomas Edison Warsmley</em><strong> </strong>(baixista), <em>Sam Toms</em> (baterista) e<strong> </strong><em>Adam Smith</em><strong> </strong>(teclista e guitarrista) e que se estreou nos discos em 2014 com o excelente <em>Sun Structures, </em>um trabalho que viu a luz do dia através da Fat Possum. Agora, três anos depois e abrigados pela mesma etiqueta, os <span style="color: #ff9900;">Temples</span> irão dar a conhecer ao mundo o seu sempre difícil segundo disco, um álbum intitulado <em><span style="color: #ff9900;">Volcano</span></em> e que chegará aos escaparates no início de março.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ff9900;"><em>Strange Or Be Forgotten</em></span> é o primeiro <em>single</em> conhecido de <em><span style="color: #ff9900;">Volcano</span></em>, pouco mais de quatro minutos de pura lisergia sonora, que numa espécie de cruzamento entre Tame Impala e MGMT, nos oferecem um desfile de electricidade e de fuzz, rematado pela belíssima voz etérea de James e uma secção rítmica assertiva, sendo a bateria uma das importantes mais valias deste tema. A canção tem tudo para se tornar num verdadeiro clássico<em> </em>que incorpora o melhor do <em>rock</em> psicadélico dos anos sessenta. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/301708894&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:826798 2017-01-15T21:45:00 The Flaming Lips - Oczy Mlody 2017-01-15T22:08:20Z 2017-01-15T22:08:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.flaminglips.com/">The Flaming Lips</a>, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto.<em> <span style="color: #ff00ff;">Oczy Mlody</span></em> é o nome do novo trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne e mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (<em>Yoshimi Battles the Pink Robots</em>), sentimentos (<em>The Soft Bulletin</em>) e experimentações únicas (<em>Zaireeka</em>) e ruídos inimitáveis (<em>The Terror).</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://dcmusicdownload.com/wp-content/uploads/2016/10/flaming-lips-2017-e1477067892948.jpg" alt="Resultado de imagem para the flaming lips 2017" /></em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Foi no passado dia treze que chegou aos escaparates esta nova coleção de canções dos <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span>, por intermédio da Warner, uma verdadeira orgia lisérgica de sons e ruídos etéreos que, por incrível que pareça, direcionam, em simultâneo, esta banda para duas direções aparentemente opostas. Assim, se canções como o <em>single <span style="color: #ff00ff;">The Castle</span></em> e, de modo ainda mais incisivo, os <em>samples</em> e as distorções vocais de <span style="color: #ff00ff;"><em>Listening To The Frogs With Demon Eyes</em></span> nos proporcionam a audição de um extraordinário tratado de <em>indie pop </em>etérea e psicadélica, de natureza hermética, que aproxima este projeto da melhor fase da sua carreira, no ocaso do século passado e início deste, já as batidas sintetizadas de <em><span style="color: #ff00ff;">Nigdy Nie (Never No)</span></em> e o efeito do baixo de <span style="color: #ff00ff;"><em>Do Glowy</em></span> colocam os <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span> na linha da frente de alguns dos grupos que se assumem como bandas de rock alternativo mas que não se coibem de colocar toda a sua criatividade também em prol da construção de canções que obedecem a algumas das permissas mais contemporâneas da eletrónica ambiental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Décimo quarto disco da carreira dos <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span>, <em><span style="color: #ff00ff;">Oczy Mlody</span></em> posiciona o grupo no olho do furacão de uma encruzilhada sonora. se tem momentos que não deixam de funcionar como um quase aditamento às experimentações de <em>Embryonic</em>, a participação especial de Miley Cyrus no belíssimo tema<em><span style="color: #ff00ff;"> We A Famly</span></em> é mais uma prova da abrangência anteriormente descrita e solidifica a habitual estratégia da banda nos últimos discos de construir alinhamentos de vários temas que funcionem como uma espécie de tratado de natureza hermética, onde esse bloco de composições não é mais do partes de uma só canção de enormes proporções. Podemos, sem receio, olhar para <em><span style="color: #ff00ff;">Oczy Mlody</span></em> como uma grande composição que se assume num veículo pronto a conduzir-nos numa espécie de viagem apocalíptica, onde Coyne, forte oppositor de Trump, disserta sobre alguns dos maiores dilemas e perigos dos dias de hoje; O fim do mundo descrito copiosamente em <span style="color: #ff00ff;"><em>There Should Be Unicorns</em></span> e o verdadeiro muro das lamentações que é <span style="color: #ff00ff;"><em>Almost Home (Blisko Domu)</em></span>, revelam-nos essa rota e apresentam a já habitual faceta fortemente humanista e impressiva da escrita deste músico de Oklahoma, mas que também é capaz de nos fazer acreditar numa posterior redenção e na esperança num mundo melhor e que pode ainda renascer, nem que seja com todos nós montados no belíssimo piano que conduz <span style="color: #ff00ff;"><em>Sunrise (Eyes Of The Young)</em></span>, ou a relaxar ao som da suavidade fluorescente da já referida <em><span style="color: #ff00ff;">We A Famly</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">No fundo, conscientes das transformações que abastecem a musica psicadélica atual, os <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span> revelam neste novo trabalho composições atmosféricas com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e tudo é dissolvido de forma tão aproximada e homogénea que <span style="color: #ff00ff;"><em>Oczy Mlody</em></span>, como todos os discos deste grupo, está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição. Sonoramente, a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, oscila, desta vez, entre efeitos etéreos e nuvens doces de sons que parecem flutuar no céu azul, com guitarras experimentais, com enorme travo lisérgico. Se em <em><span style="color: #ff00ff;">How??</span></em> parece que os <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span> enlouqueceram de vez no modo como mostram perplexidade perante tudo aquilo que hoje os inquieta, já<em> <span style="color: #ff00ff;">Galaxy, I Sink</span></em> revela-se um bom tema para desesperar mentes ressacadas, enquanto que a convincente e sombria percussão de <em><span style="color: #ff00ff;">One Night While Hunting For Faeries And Witches And Wizards To Kill </span></em>subjuga momentaneamente qualquer atribulação que nesse instante nos apoquente.</span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Uma das virtudes e encantos dos <span style="color: #ff00ff;">The Flaming Lips</span> foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. <em><span style="color: #ff00ff;">Oczy Mlody</span></em> segue esta permissa temporal, agora numa espécie de futuro pós apocalítico mas, tematicamente, parece ser um trabalho muito terreno, digamos assim, porque fala imenso de todas as atribulações normais da existência comum, especialmente, como já enfatizei, na algo desregulada sociedade norte americana de hoje. A poesia dos<span style="color: #ff00ff;"> The Flaming Lips</span> é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/1/427/31406691444_1fb6d9732c_o.jpg" alt="The Flaming Lips - Oczy Mlody" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Oczy Mlody</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. How??</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. There Should Be Unicorns</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Sunrise (Eyes Of The Young)</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Nigdy Nie (Never No)</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Galaxy I Sink</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. One Night While Hunting For Faeries And Witches And Wizards To Kill</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Do Glowy</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Listening To The Frogs With Demon Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. The Castle</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. Almost Home (Blisko Domu)</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">12. We A Famly</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/unLnJvzf-So" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:824344 2017-01-12T14:53:00 Tiger Lou – The Wound Dresser 2017-01-12T15:01:21Z 2017-01-17T18:36:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O indie rock monumental e pulsante dos suecos <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/pg/TigerLou.official/about/?ref=page_internal">Tiger Lou</a> está de regresso, oito anos depois do anterior lançamento (<em>A Partial Print, </em>2008), com <span style="color: #666699;"><em>The Wound Dresser</em></span>, dez canções da autoria de um dos nomes mais relevantes do cenário alternativo local da última década e que viram a luz do dia em setembro do ano que recentemente findou. Formado em 2011 e concebido inicialmente como projeto a solo, <span style="color: #666699;">Tiger Lou</span> é uma criação do músico, cantor, compositor e multi-instrumentista Rasmus Kellerman, que se inspirou numa personagem do clássico cinematográfico Fong Sai Yuk, do realizador Corey Yuen, para dar nome a uma banda que se estreou pouco depois da fundação com o <em>ep Trouble and Desire</em>. A estreia no formato álbum aconteceu em 2004 com o muito aclamado<em> Is My Head Still On?</em>, ao qual se seguiu, logo no ano seguinte o disco, <em>The Loyal</em>. Atualmente, e principalmente durante as digressões e concertos, Kellerman é secundado em palco por Erik Welén (baixo e voz), Pontus Levahn (bateria) e Mathias Johansson (guitarra).</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://nbhap.com/wordpress/wp-content/uploads//2015/02/Tiger-Lou-2015-Mathias-Johansson-770x487.jpg" alt="Tiger Lou - 2015 - Mathias Johansson" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Como é quase norma dos grupos nórdicos que firmam carreira no <em>indie rock</em> de cariz mais rugoso e sombrio, existe uma intensa aúrea de sensibilidade e emoção em redor da música dos<span style="color: #666699;"> Tiger Lou</span>. Com o baixo e a bateria sempre a marcarem de modo impressivo o andamento das canções e as guitarras plenas de efeitos que parecem, amiúde, planar em redor das teclas do piano e de efeitos sintetizados que buscam uma forte toada impressiva, é uma música que aponta diretamente ao âmago e que mesmo que liricamente seja intrincada, percebe-se que se debruça sobre as típicas agruras da existência humana e o facto de haver sempre uma saída e uma réstea de esperança, mesmo que o cenário atual não seja o mais luminoso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Este é um estilo sonoro que faz escola há há trinta anos atrás em muitas bandas da região e, no caso de <em><span style="color: #666699;">The Wound Dresser</span></em>, há composições que realmente merecem figurar na lista de alguns dos melhores instantes sonoros deste universo sonoro, sugeridos nos tempos mais recentes. Assim, se canções do calibre da inebriante <em><span style="color: #666699;">Undertow</span></em> e o piscar de olhos ao típico <em>punk rock</em> nova iorquino personificado, acima de tudo, pelos Interpol de Paul Banks, no tema homónimo, assim como o pulsar categórico de <em><span style="color: #666699;">Homecoming #2</span></em> personificam uma escalada sonora e vertiginosa ao universo <em>indie rock</em> cheio de adrenalina e com uma forte amplitude, assente em linhas agressivas de guitarra e um baixo encorpado, já o pueril piano <em>lo fi</em> de <em><span style="color: #666699;">Untiled 3#</span></em> sacode e traduz, na forma de música, alguns cânones elementares ou verdades insofismáveis do nosso mundo. Depois, a limpidez e claridade do incessante sintetizador que abraça <em><span style="color: #666699;">Leap Of Love</span></em> aponta numa curiosa direção, nomeadamente rumo à melhor <em>pop</em> oitocentista.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Nas dez canções deste alinhamento, Rasmus Kellerman partiu em busca de diferentes estímulos, de forma aparentemente bem calculada, notando-se que todos os arranjos e detalhes terão sido certamente ponderados, pois só assim se entende o audível aconchego da profusão de sons e de ruídos e poeiras sonoras que se encontram em<em> T<span style="color: #666699;">he Wound Dresser</span></em>. Todas as músicas são contagiantes, têm um ritmo eletrizante e a voz intensa e grave do grande mentos do projeto amplifica o toque de sentimentalidade da toada geral do disco que casa na perfeição com o registo mais doce e romântico de alguns dos poemas musicados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com momentos ruidosos, melancólicos, épicos e outros mais introspetivos, mas, quase todos, consideravelmente melódicos, <span style="color: #666699;"><em>The Wound Dresser</em></span> é um disco que deve ser valorizado pela originalidade e pela contemporaneidade e por servir para provar, definitivamente uma identidade firme e coesa de uns <span style="color: #666699;">Tiger Lou</span> que, ao sétimo disco, mostram que merece uma superior projeção. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><em><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/9/8103/29882249225_b0ecc5b69c_z.jpg" alt="Tiger Lou - The Wound Dresser" width="400" height="400" /></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. You Town</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Homecoming #2</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. California Hauling</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Undertow</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Untiled #3</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Wound Dresser</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Leap of Love</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Bones of Our History</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Rhodes</span></em></span><br /><span style="color: #666699;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. So Many Dynamos</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0feT8Ul0Hfs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:835754 2017-01-10T11:18:00 The New Division – Precision EP 2017-01-10T11:23:00Z 2017-01-10T11:23:00Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Os <span style="color: #003366;">The New Division</span> são uma banda de Riverside, nos arredores Los Angeles, formada em 2005 por John Kunkel, ao qual se juntam, ao vivo, Brock Woolsey, Michael Janz,Mark Michalski e Alex Gonzales. Falei deles em finais de 2011 por causa de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/195654.html">Shadows</a>, o disco de estreia e de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/the-new-division-gemini-716599">Gemini</a>, um trabalho editado há quase dois anos e que continha treze canções com alguma da melhor <em>pop new wave</em> que se pode escutar atualmente. Agora, no dealbar de 2017, este projeto está de volta com <span style="color: #003366;"><em>Precision</em></span>, um ep que viu a luz do dia a sete de janeiro, através da Quapaw Music Publishing.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.releasemagazine.net/wp-content/themes/londoncreative/scripts/timthumb.php?src=http://www.releasemagazine.net/wp-content/uploads/2014/05/New-Division-main.jpg&amp;w=560&amp;zc=1&amp;h=170" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">O revivalismo <em>punk rock</em> dos anos oitenta, combinado com a eletrónica mais influente dessa época, razão pela qual não será alheia a inserção das palavras New (Order) e (Joy) Division no nome, é a grande força motriz do processo de criação musical de Kunkel, um músico bastante interessando por esse período musical e que procura replicar, com uma contemporaneidade que se saúda, esse universo musical essencial na história musical e cultural de final do século passado. Tal permissa fica desde logo plasmada, por exemplo, no <em>single <span style="color: #003366;">Vicious</span></em>, a principal amostra do ep, canção que impressiona pelo inedetismo de alguns efeitos sintetizados, piscando o olho a uma sonoridade <em>pop</em>, luminosa e expansiva, certamente em busca de um elevado sucesso comercial, de modo a ampliar a rede de ouvintes e seguidores do grupo, além dos habituais devotos que têm acompanhado o percurso da banda com particular devoção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #003366;"><em>Precision</em></span> impressiona, desde logo, pela qualidade da produção e pela aposta firme na criação de um som límpido e que entre o revivalismo e algumas intenções futuristas, agrada e seduz, até pelo forte apelo às pistas de dança. Estamos na presença de um conjunto de canções cuidadosamente trabalhado, onde as influências são bem claras e canções como a já referida <span style="color: #003366;"><em>Vicious</em></span>, a pulsante <em><span style="color: #003366;">Rewind</span></em>, que conta com a participação especial vocal de <em><span style="color: #003366;">Missing Words</span></em>, a retro <em><span style="color: #003366;">Vices</span> </em>ou a mais orgânica<em> </em>e épica<span style="color: #003366;"><em> Precision</em></span>, foram certamente pensadas para o <em>airplay</em>, baseando-se numa <em>pop</em> épica e conduzida por teclados sintéticos que dão vida a refrões orelhudos e melodias que se colam ao ouvido com particular ênfase.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #003366;"><em>Precision</em></span> confirma que as guitarras dominam cada vez menos o processo de criação melódica dos <span style="color: #003366;">The New Division</span> e neste ep<em> </em>os sintetizadores e os efeitos da bateria eletrónica assumem os comandos, olhando de frente para aquela pop nórdica fortemente sentimental que, por exemplo, os A-Ha recriaram com mestria no tal período temporal que entusiasma Kunkel.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Não é novidade nenhuma dizer-se que a música enquanto forma de arte é um fenómeno onde quem inova sonoramente pode encontrar aí o caminho para o sucesso. No entanto, penso que esta manifestação artística também é um fenómeno cíclico e que as bandas e artistas que buscam elementos <em>retro</em> de outras décadas para recriar um estilo próprio também poderão encontrar a chave para o sucesso. Exemplos que procuram seguir esta doutrina são bem comuns nos dias de hoje são bem comuns e já não restam dúvidas que os <span style="color: #003366;">The New Division</span> escolheram a inesquecível década da ascensão da música eletrónica para sustentar a sua carreira discográfica. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c3.staticflickr.com/1/430/32134350386_b179cce304_o.jpg" alt="The New Division - Precision" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>01. Vicious</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>02. Rewind (Feat. Missing Words)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>03. Vices</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>04. Precision</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>05. Pressure (In Decay)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #003366;"><em>06. Walk</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ug31PKs4dgY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:835436 2017-01-06T16:52:00 The Flaming Lips – We A Famly 2017-01-06T16:57:29Z 2017-01-06T16:57:29Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/1/528/32025142621_ba6049a082_o.jpg" alt="The Flaming Lips - We A Family" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.flaminglips.com/">The Flaming Lips</a>, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto.<em> <span style="color: #00ccff;">Oczy Mlodly</span></em> é o nome do próximo trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne e será mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (<em>Yoshimi Battles the Pink Robots</em>), sentimentos (<em>The Soft Bulletin</em>) e experimentações únicas (<em>Zaireeka</em>) e ruídos inimitáveis (<em>The Terror).</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A treze de janeiro de 2017 chegará aos escaparates essa nova coleção de canções dos <span style="color: #00ccff;">The Flaming Lips</span>, por intermédio da Warner, e depois de ter sido divulgada a canção <em>The Castle</em>, o primeiro avanço do álbum, agora chegou a vez de podermos escutar <em><span style="color: #00ccff;">We A Famly</span></em>, um extraordinário tratado de <em>indie pop </em>etérea e psicadélica, de natureza hermética, que conta com Miley Cyrus na voz e que aproxima este projeto da melhor fase da sua carreira, no ocaso do século passado e início deste. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PPyEjQLS85s" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:833615 2017-01-05T14:09:00 Mock Orange – Put The Kid On The Sleepy Horse 2017-01-05T14:41:10Z 2017-01-17T18:36:05Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Topshelf Records é o nome da etiqueta que abriga os <a style="color: #999999;" href="http://www.mockorange.net/">Mock Orange</a>, banda norte americana oriunda de Evansville, no Indiana, formada por Ryan Grisham, Joe Asher, Heath Metzger e Zach Grace e de regresso aos lançamentos discográficos com <em><span style="color: #ffff99;">Put The Kid On The Sleepy Horse</span></em>, dez canções que do <em>rock</em> clássico, a ambientes mais experimentais e até progressivos, nos levam até ao melhor do <em>rock</em> independente que se fazia do outro lado do atlântico no ocaso do século passado.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.onionstatic.com/avclub/5768/65/16x9/960.jpg" alt="Resultado de imagem para mock orange band 2016" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Banda importante do cenário <em>indie</em> local e com alguns registos que deixaram uma marca indelével no panorama musical norte americano, nomeadamente <em>Nines &amp; Sixes</em>, o terceiro disco do grupo, editado em 1998 e que continha o clássico <em>Growing Crooked</em>, os <span style="color: #ffff99;">Mock Orange</span> chegam ao décimo longa duração dispostos a dar mais um passo em frente de elevada bitola qualitativa, no novo fôlego da sua carreira, que teve um segundo pontapé de saída, digamos assim, com <span style="color: #ffff99;"><em>Disguised As Ghosts</em></span> (2011), o antecessor deste <em><span style="color: #ffff99;">Put The Kid On The Sleepy Horse</span></em>. Assim, se <em><span style="color: #ffff99;">I'm Leaving</span></em> nos oferece o melhor da herança pulsante que este quarteto guarda no seu cardápio sonoro, o ambiente mais climático e intimista de <span style="color: #ffff99;"><em>High Octane Punk Mode</em> </span>elucida-nos acerca do modo sensivel e melódico como estes <span style="color: #ffff99;">Mock Orange</span> também sabem compôr. Já o <em>fuzz</em> inebriante da guitarra de <em><span style="color: #ffff99;">Nine Times</span></em> inclui-se na tal demanda por ambientes mais inusitados e nem sempre óbvios, tendo em conta o percurso anterior do grupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ffff99;">Put The Kid On The Sleepy House</span></em> acaba por ser mais um passo em frente no propósito de Ryan Grisham, o grande mentor deste projeto, apresentar ao público uns <span style="color: #ffff99;">Mock Orange</span> precisos no modo como replicam o som roqueiro e <em>lo fi</em> do passado, exemplarmente revisitado em <span style="color: #ffff99;">Window</span>, mas também alinhados com as tendências mais recentes do campo sonoro em que se movimentam, procurando, simultaneamente, aquela salutar contemporaneidade que todos os grupos de sucesso necessitam e precisam, independentemente da riqueza quantitativa e qualitativa da sua herança e também renovar a sua base de seguidores com um público mais jovem, sempre atento e ávido por boas novidades. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Seja como for, e como de algum modo já referi, o <em>adn</em> dos<span style="color: #ffff99;"> Mock Orange</span> é muito respeitado neste compêndio, mais que não seja pela filosofia melódica e instrumental subjacente ao arquétipo sonoro das canções, um respeito patente no <em>rock </em>cássico a destilar blues em <em><span style="color: #ffff99;">Chrome Alligator</span> </em>e no clima mais <em>pop</em> de <span style="color: #ffff99;"><em>Be Gone</em></span>. Portanto, estando presente em <span style="color: #ffff99;"><em>Put The Kid On The Sleepy Horse</em></span> a estética sonora novocentista em todo o seu esplendor, canções do calibre da esplendorosa<span style="color: #ffff99;"> Too Good Your Dreams Don’t Come True</span> conseguem, salutarmente, estabelecer pontes e, de certo modo, oferecer novos desafios ao cardápio da banda ao mesmo tempo que não defraudam quem é mais devoto relativamente à história dos <span style="color: #ffff99;">Mock Orange</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ffff99;"><em>Put The Kid On The Sleepy Horse</em></span> pode ser, para muitos, apenas mais um sinal de vida de uma banda que duas décadas depois achou que poderia voltar a ser relevante, mas a verdade é que, tendo em conta o estatuto que construiu, voltando a compôr não pode nunca aspirar a menos que isso, havendo aqui acerto criativo, patente na generalidade das canções e que deve ser exaltado por encarnar também a coragem do grupo para prosseguir. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/569/30733259464_83f72b5114.jpg" alt="Mock Orange - Put The Kid On The Sleepy Horse" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. I’m Leaving</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. High Octane Punk Mode</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Nine Times</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Window</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Be Gone</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Some Say</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Chrome Alligator</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Too Good Your Dreams Don’t Come True</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Intake</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Tell Me Your Story</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yhpuFeNdSRU" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=98823569/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:817827 2017-01-04T14:42:00 Big Wave Riders – Endless Summer 2017-01-04T15:17:40Z 2017-01-04T15:17:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois de <em>Life Less Ordinary</em>, o disco de estreia, editado em 2012, os finlandeses <span style="color: #99ccff;">Big Wave Riders</span> de Teppo, Aleksi, Anssi e Pete <span style="line-height: 1.3;">regressaram recentemente aos discos com <em><span style="color: #99ccff;">Endless Summer</span></em>, dez canções alicerçadas num <em>rock</em> pulsante, épico e majestoso, um perfil sonoro exemplarmente retratado logo no tema homónimo que abre um alinhamento patrocinado pela </span><a style="line-height: 1.3; font-size: 12pt; color: #999999;" href="http://solitimusic.com/2016/08/26/big-wave-riders-endless-summer-album-out-now/">Soliti Music</a><span style="line-height: 1.3;">, uma etiqueta sedeada em Helsínquia, cidade finlandesa de onde também é oriundo este excelente grupo.</span></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><a style="color: #999999;" href="http://solitimusic.com/wp-content/uploads/bwr_promo_2_polaroid.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4217" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://solitimusic.com/wp-content/uploads/bwr_promo_2_polaroid-750x471.jpg" alt="bwr_promo_2_polaroid" width="750" height="471" /></a></em></span></p> <p style="text-align: right;"><span style="color: #999999; font-size: 8pt;">Polaroid pic by Anna-Mari Leppisaari.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Olhando para o rock alternativo com aquele olhar tipicamente nórdico, que procura, dentro deste género sonoro, criar canções com forte abrangência instrumental, elevado acerto melódico e uma superior dose de imponência, <em><span style="color: #99ccff;">Endless Summer</span> </em>está impregnado, de alto a baixo, com ecos e ritmos, dominados, predominantemente, pelas cordas eletrificadas, mas também com um indisfarçável toque de lustro eletrónico. Percebe-se facilmente que os <span style="color: #99ccff;">Big Wave Riders</span> balizaram as suas influências num género sonoro específico, mas fazem música sem matemática ou cálculos precisos, compondo quer canções rápidas, quer lentas, ou seja, com diferentes ritmos e uma imensa variedade. Assim, se o baixo e a bateria de <span style="color: #99ccff;"><em>Escaping The City</em></span> se aliam à guitarra para alicercar uma canção plena de cor e jovialidade, já em <em><span style="color: #99ccff;">Fearless</span></em> estes elementos conjuram para cimentar um clima sonoro que, algures entre o frenético e o hipnótico, prende e fustiga, sem apelo nem agravo. Depois, numa abordagem um pouco menos complexa, a guitarra estridente e plena de swing que conduz <em><span style="color: #99ccff;">While You’re Half A World Away</span></em> e que depois não deixa o punk da dupla <em><span style="color: #99ccff;">Crest Of A Wave</span></em> e <em><span style="color: #99ccff;">What You Do Is Up To You</span></em> descarrilar para uma espiral eletrificada de ruídos e ritmos desproporcionados, firma-se como a grande força motriz de um disco ruidoso, algo rugoso até em determinados instantes, mas que não deixa de conter também, algo implicitamente, uma toada doce e sonhadora. Escuta-se o clima animado e descontraído de <span style="color: #99ccff;"><em>Flipping The Bird</em></span> e as variações ritmícas e o <em>looping</em> da guitarra de <span style="color: #99ccff;"><em>Rebel Without a Cause</em></span> e percebe-se que este quarteto não se importa minimamente com as grandes questões que preocupam a gllobalidade do mundo em que vivemos, e que terá, no fundo, uma perspetiva mais imediatista e descomplicada da sua existência. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/9/8135/29334427955_1ce29904b4_z.jpg" alt="Big Wave Riders - Endless Summer" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>01. Endless Summer</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>02. Escaping The City</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>03. While You’re Half A World Away</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>04. Fearless</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>05. Crest Of A Wave</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>06. What You Do Is Up To You</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>07. Flipping The Bird</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>08. A Head Full Of Attitude</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>09. Rebel Without A Cause</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>10. Treading The Borderline</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/268101836&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:834876 2017-01-03T17:22:00 Doombird – Past Lives 2017-01-03T18:21:09Z 2017-01-03T18:21:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com raízes em Sacramento, na Califórnia, os norte-americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.doombird.com/">Doombird</a> são Ben Edrington, Joe Davancens, Cory Phillips, Kris Anaya e Fernando Oliva, um quinteto que editou em pleno ocaso de 2016 <em><span style="color: #666699;">Past Lives</span></em>, um compêndio de dez canções impregnadas com uma <em>indie pop</em> psicadélica de superior calibre, alicerçadas com intensidade e condimentadas por arranjos e melodias selecionadas com um bom gosto particularmente incomuns.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://4ca03fhcpiv4bsn7vbg2ef11td.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2015/09/doombird-week-in-pop-3_619x413.jpg" alt="Resultado de imagem para doombird sacramento band" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Segundo disco deste projeto, <span style="color: #666699;">Past Lives</span> oferece-nos um manancial de oportunidades de abordagens, tal é a diversidade sonora estilística que contém. E não é preciso ir muito longe na audição do registo para se perceber tal heterogeneidade, que é, nidiscutivelmente, uma súmula de géneros e estilos, mas nada caótica e minuciosamente calculada e pensada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Logo em <em><span style="color: #666699;">Sheers</span></em> percebe-se o modo assertivo como estes <span style="color: #666699;">Doombird</span> divagam pela nobre herança da <em>pop</em> oitocentista, conduzidos pela exuberância melódica de um inebriante e épico sintetizador, em redor do qual, quer nesse tema inicial, quer, por exemplo, em <span style="color: #666699;">The Salt</span>, se entrelaçam as guitarras e uma percussão pulsante. Mas tal efeito vibrante também se mostra impressivo no modo como o baixo e a batida de<span style="color: #666699;"> <em>Fog Rolls In</em></span> se cruzam com um <em>riff</em> e um <em>flash</em> sintetizado ou, numa outra perspetiva, na alegoria <em>pop</em> oitocentista feita de imponência e de uma elevada dose de sentimentalismo em <em><span style="color: #666699;">Dihedral</span>, </em>canção com uma cadência ímpar e que nos leva numa vertiginosa escalada instrumental, rumo a um acolhedor universo, luminoso e melancólico, algures entre a pastosidade dos Radiohead e a fogosidade eletrónica dos Depeche Mode. Numa abordagem um pouco mais introspetiva e intimista, não deve também passar em claro <em><span style="color: #666699;">Curtis Park</span></em>, uma enternecedora balada, capaz de arrebatar o coração mais escondido, lá no canto mais aconchegante do seu quarto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Compêndio sonoro contundente e feliz no modo como interpreta uma visão muito própria e tremendamente contemporânea do modo como a <em>pop</em> de hoje olha para a sua herança e consegue extraír, de quando em vez, alguns dos seus pilares mais sedutores e firmemente impressivos, <em><span style="color: #666699;">Past Lives</span></em> cria as suas próprias personagens, que passeiam e se desdobram num permanente conflito entre o <em>vintage</em> e o contemporâneo, dando passos seguros ao longo do arquétipo dos temas, quase sempre com um refinamento muito próprio e uma sapiência óbvia. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/1/587/31841334491_3ddbec6189_o.jpg" alt="Doombird - Past Lives" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">01. Sheer</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">02. Fog Rolls In</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">03. The Salt</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">04. Curtis Park</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">05. Lemma</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">06. Overflowing</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">07. Dihedral</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">08. Commonplace</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">09. Everything Is Anything</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">10. Shadow Somber</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/mobN7fkkyoE" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:835189 2017-01-03T17:06:00 Blueberries For Chemical live Mary Spot Vintage Bar (20.01.17) 2017-01-03T17:14:06Z 2017-01-03T17:14:06Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Com arraiais assentes em Penafiel e formados por Tiago Mota, Marcos Moreira, Filipe Mendes e Miguel Lopes, os <span style="color: #666699;">Blueberries For Chemical</span> andam por cá desde 2013 e já contam com algumas promissoras atuações ao vivo em carteira, que lhes conferem atualmente uma já sólida reputação no cenário musical alternativo local.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Como é natural, os <span style="color: #666699;">Blueberries For Chemical</span> pretendem dar-se a conhecer a um número cada vez maior de ouvintes e essas mesmas atuações ao vivo são, claramente, a melhor forma de atingir esse desiderato. Assim, é já na sexta-feira dia vinte do corrente mês que os Blueberries For Chemical se apresentam ao vivo no <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/MarySpot.pt/">Mary Spot Vintage Bar</a> em Matosinhos, a partir das vinte e três horas e trinta minutos, para um concerto que se adivinha imperdível. Do alinhamento desse espetáculo fará certamente parte <span style="color: #666699;"><em>So Come And Go Let's Go!</em></span>, uma canção que explora territórios sonoros que olham o sol radioso de frente e enfrentam-no com uma percussão vigorosa e compassada, o baixo e a guitarra sempre no limite do vermelho e com uma intensa vertente experimental, uma composição onde um <em>rock</em> com um espetro que pode ir do <em>punk</em> a territórios mais progressivos é dedilhado e eletrificado com particular mestria. Fica a sugestão...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/15873536_1159563420809569_3721872734512889592_n.jpg?oh=5d403d757155d53b51ec5e45e214ba05&amp;oe=58DDACD2" alt="Foto de Blueberries for Chemical." /></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/227357048&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:834728 2017-01-02T17:52:00 Cassettes On Tape – Anywhere 2017-01-02T18:03:57Z 2017-01-02T18:03:57Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois dos <em>eps</em> <em>Cathedrals</em> (2012) e <em>Murmurations</em> (2014), os <span style="color: #ff00ff;">Cassettes On Tape</span>, uma banda <em>post punk</em> formada por Joe Kozak (guitarras e voz), Greg Kozak (baixo e voz), Shyam Telikicherla (guitarras e voz) e Chris Jepson (bateria), estrearam-se finalmente nos lançamentos discográficos em formato longa duração com <em><span style="color: #ff00ff;">Anywhere</span></em>, dez canções produzidas e misturadas por Jamie Carter no Atlas Studio e na Pie Holden Suite, em Chicago, cidade de onde a banda é natural e masterizadas por Carl Saff. <em><span style="color: #ff00ff;">Anywhere</span></em> encontra-se disponível para audição no <a style="color: #999999;" href="https://cassettesontape.bandcamp.com/">bandcamp</a> da banda.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/522407_469101393160937_2019135525_n.jpg?oh=2b18e562070f8fb678d37a441fce4b16&amp;oe=58D8F0CD" alt="Foto de Cassettes on Tape." /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Nunca o ressuscitar do <em>post punk</em> e do <em>shoegaze</em> estiveram tão em voga como nos últimos anos. Basta olhar para as tabelas mais recentes dos melhores álbuns de <em>rock</em> alternativo para se perceber o vigor desta tendência e o sucesso que tem sido a aposta no reviver de diversas sonoridades que despontaram mais intensamente nos anos setenta e se cimentaram, decisivamente, na década seguinte. No entanto, essa aposta atual não se tem limitado ao replicar do que era feito nessa altura e em ambos os lados do oceano atlântico; Os <span style="color: #ff00ff;">Cassettes On Tape</span> são mais uma banda que aposta nessa simbiose de legados deixados por nomes como Ian Curtis ou Robert Plant, não descurando a habitual cadência proporcionada pela tríade baixo, guitarra e bateria e uma outra tendência mais virada para a psicadelia, da qual, na minha opinião, os The Horrors e os TOY são, atualmente, os expoentes máximos. Só para citar alguns exemplos, o <em>fuzz</em> da guitarra de <em><span style="color: #ff00ff;">Please Please Let Me Go</span></em>, o sintetizador do tema homónimo e a busca de uma melodia de cariz eminentemente épico nessas canções, remetem-nos, quase automaticamente, para o universo algo sujo e rugoso, mas indisfarçadamente melancólico, idealizado por Faris Badwan, uma receita assertiva que se repete, quase transversalmente, no alinhamento deste trabalho, com particular ênfase em <span style="color: #ff00ff;"><em>Ocean</em></span>, canção que prima por um sofisticado bom gosto melódico, com forte impressão oitocentista e <span style="line-height: 1.3;">uma amostra clara do modo como este quarteto dá uma elevada primazia aos detalhes</span><span style="line-height: 1.3;">, com as teclas e alguns arranjos sintéticos a surgirem com insistência no edifício das canções, mas sempre agregados à guitarra e a belíssimos efeitos, com um forte cariz etéreo.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Assim, apesar da importância dos teclados, é nessas guitarras carregadas de <em>reverb</em> e distorção e na voz grave de Joe Kozak que assenta a base melódica das canções de <span style="color: #ff00ff;"><em>Anywhere</em></span>, os dois aspetos vitais para a assunção do prisma identitário sonoro deste grupo de Chicago. É um disco onde se escutam canções particularmente hipnóticas e com uma dimensão espacial, balizadas por um fino recorte de sensibilidade e uma sobriedade sentimental contínua. Enquanto existe um apelo sincero em <span style="color: #ff00ff;">A<em>rms Are Shaking</em> </span>que testa a nossa capacidade de resistência à lágrima fácil, com vitórias e derrotas para ambos os lados, já o baixo de <em><span style="color: #ff00ff;">Don't Want to be Your Friend</span></em> equilibra um pouco as contas, emergindo-nos numa faceta mais sombria e reflexiva, para, pouco depois, <em><span style="color: #ff00ff;">Orphan Boy</span></em>, uma das minhas canções preferidas deste disco, oferecer-nos um verdadeiro e indispensável tratado de<em> indie rock</em> que justifica imensas loas a este alinhamento, uma canção que não fica a dever nada aos melhores intérpretes atuais deste género musical.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <span style="color: #ff00ff;">Cassettes On Tape</span> escrevem com a mira bem apontada ao nosso âmago, plasmando sonoramente sensações positivas, provocadas por um processo de criação sonora que, no caso deste grupo, deverá ser um momento reconfortante de incubação melódica, também um dos ingredientes indispensáveis para que comecemos a olhar para este coletivo com um olhar mais dedicado. Esta é uma banda extremamente criativa, atual, inspirada e inspiradora e que sabe como agradar aos fãs e <span style="color: #ff00ff;"><em>Anywhere</em> </span>um excelente cartão de visita e uma ótima estreia, não havendo qualquer tipo de desculpas para que os apreciadores não os possam conhecer e ouvir. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/1/744/31885034721_78d32bee0e_o.jpg" alt="Cassettes On Tape - Anywhere" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>01. Anywhere</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>02. Ocean</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>03. Arms Are Shaking</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>04. Don’t Want To Be Your Friend</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>05. Liquid Television</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>06. Modern Love</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>07. Orphan Boy</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>08. Please Please Let Me Go</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>09. Diamonds</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-size: 14pt;"><em>10. Shattered</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/273875890&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:834446 2016-12-28T21:26:00 Os melhores discos de 2016 (10-01) 2016-12-28T21:32:59Z 2016-12-28T21:32:59Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">10 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/suuns-holdstill-777842">Suuns - Hold/Still</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Assertivos e capazes de romper limites, os Suuns oferecem-nos, em <em>Hold/Still</em>, entre belíssimas sonorizações instáveis e pequenas subtilezas, um portento sonoro de invulgar magnificiência, com proporções incrivelmente épicas, um disco bem capaz de proporcionar um verdadeiro orgasmo volumoso e soporífero a quem se deixar enredar nesta armadilha emocionalmente desconcertante, feita com uma química interessante e num ambiente simultaneamente denso e dançável, despido de exageros desnecessários, mas que busca claramente a celebração e o apoteótico.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1641/24719681961_2b07b9a8cc_o.jpg" alt="Suuns - Hold-Still" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Fall</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Instrument</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. UN-NO</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Resistance</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Mortise And Tenon</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Translate</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Brainwash</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Careful</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Paralyzer</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Nobody Can Save Me Now</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Infinity</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uSOly5EKyOE" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"> </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">09 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/lnzndrf-lnzndrf-778852">LNZNDRF - LNZNDRF</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">LNZNDRF é uma simbiose corajosa e sem entraves ou inibições, entre três músicos que acabaram por ser aquele detalhe orgânico que dá alma a todas as ligações de fios e transístores que tiveram que estabelecer nestas oito canções e que<em> </em>transportam um infinito catálogo de sons e díspares referências que parecem alinhar-se apenas na cabeça e nos inventos nada óbvios de cada um deles e de todos em conjunto. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1521/24624812740_95baaa4ccd_o.jpg" alt="LNZNDRF - LNZNDRF" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Future You</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Beneath The Black Sea</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Mt Storm</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Kind Things</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Hypno-Skate</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Stars And Time</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Monument</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Samarra</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A6zme2ZJF3SKDUStuzAGkyx" width="480" height="270" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">08 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/allah-las-calico-review-809875">Allah-Las - Calico Review</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>Calico Review </em>é um disco feito de referências bem estabelecidas e com uma arquitetura musical que garante aos Allah-Las a impressão firme da sua sonoridade típica e ainda permite terem margem de manobra para futuras experimentações. Ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva esta banda californiana, <em>Calico Review</em> conquista e seduz, com as suas visões de uma <em>pop</em> caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências antigas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c7.staticflickr.com/9/8208/29250209750_f08fa649c9_z.jpg" alt="Allah-Las - Calico Review" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Strange Heat</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Satisfied</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Could Be You</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. High And Dry</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Mausoleum</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Roadside Memorial</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Autumn Dawn</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Famous Phone Figure</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. 200 South La Brea</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Warmed Kippers</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Terra Ignota</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>12. Place In The Sun</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/snI7GGNXqnw" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">07 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/astronauts-end-cods-798131">Astronauts - End Codes</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Dan Carney é um mestre da introspeção que todos precisamos de fazer periodicamente, aquela que resulta porque vai direita ao âmago, de punhos cerrados, com garra e fibra, sem falsos atalhos e cansativos <em>clichês</em>. Além de refletir sabiamente sobre o mundo moderno, Astronauts fá-lo materializando os melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, tornando-nos novamente cúmplices das suas angústias e incertezas, enquanto sobrepõe texturas, sopros e composições contemplativas, que criam uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades e um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7485/26835072165_de692d6a12_o.jpg" alt="Astronauts - End Codes" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Recondition</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Civil Engineer</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Dead Snare</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. You Can Turn It Off</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. A Break In The Code, A Cork In The Stream</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. When It’s Gone</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Split Screen</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Hider</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Breakout</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Newest Line</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Skeleton</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dOe4Dml0Ro4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"> </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">06 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/pavo-pavo-young-narrator-in-the-830306">Pavo Pavo - Young Narrator In The Breakers</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com <em>nuances </em>variadas e harmonias magistrais, em <em>Young Narrator In The Breakers</em> tudo se orienta com o propósito de criar um único bloco de som, fazendo do disco um corpo único e indivisível e com vida própria, com os temas a serem os seus orgãos e membros e a poderem personificar no seu todo um<em>groove</em> e uma ligeireza que fazem estremecer o nosso lado mais libidinoso, servidos em bandeja de ouro por um compêndio aventureiro, que deve figurar na prateleira daqueles trabalhos que são de escuta essencial para se perceber as novas e mais inspiradas tendências do <em>indie rock </em>contemporâneo, além de ser, claramente, um daqueles discos que exige várias e ponderadas audições, porque cada um dos seus temas esconde texturas, vozes, batidas e mínimas frequências que só são percetíveis seguindo essa premissa.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/6/5711/30263374184_fee110c2fb.jpg" alt="Pavo Pavo - Young Narrator In The Breakers" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Ran Ran Run</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Annie Hall</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Ruby (Let’s Buy The Bike)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Wiserway</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. A Quiet Time With Spaceman Sputz</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Somewhere In Iowa</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Belle Of The Ball</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. The Aquarium</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. No Mind</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. John (A Little Time)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Young Narrator In The Breakers</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>12. 2020, We’ll Have Nothing Going On</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/K9P5p94x2Os" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> </div> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">05 - <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/you-cant-win-charlie-brown-marrow-804542">You Can't Win, Charlie Brown - Marrow</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>Marrow</em> escuta-se num ápice e não deixa ninguém indiferente! Mexe, espicaça, suscita um levantar de poeira que depois não se resolve de modo a que no fim assente pedra sobre pedra e exala uma curiosa sensação de sofreguidão, porque se quer ouvir sempre mais e mais e ficar ali, preso neste mundo dosYou Can't Win, Charlie Brown, consistentes e esplendororos no modo como, música após música, conceptual e criativamente nos confortam e desassossegam com melodias maravilhosamente irresistiveis e onde é muito ténue a linha que separa o positivamente irascível do enigmaticamente ternurento.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.fnac-static.com/multimedia/Images/PT/NR/14/e1/0e/975124/1507-1.jpg" alt="Resultado de imagem para You Can&#39;t Win, Charlie Brown Marrow" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>1 – Above The Wall</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>2 – Linger On</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>3 – Pro Procrastinator</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>4 – Mute</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>5 – If I Know You, Like You Know I Do</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>6 – In The Light There Is No Sun</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>7 – Joined By The Head</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>8 – Frida (La Blonde)</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>9 - Bones</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="http://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fydx3sOHqc6U%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dydx3sOHqc6U&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fydx3sOHqc6U%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">04 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/radiohead-a-moon-shaped-pool-798742">Radiohead - A Moon Shaped Pool</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Disco muito desejado por todos os seguidores e não só e que quebra um longo hiato de praticamente meia década, <em>A Moon Shaped Pool</em> é um lugar mágico para onde podemos canalizar muitos dos nossos maiores dilemas, porque tem um toque de lustro de forte pendor introspetivo, livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, num disco que, no seu todo, contém uma atmosfera densa e pastosa, mas libertadora e esotérica. Acaba por ser um compêndio de canções que nos obriga a observar como é viver num mundo onde somos a espécie dominante e protagonista, mas também observadora de outros eventos e emoções, um trabalho experimentalista naquilo que o experimentalismo tem por génese: a mistura de coisas existentes, para a descoberta de outras novas, como tão bem prova a fabulosa e surpreendente versão de <em>True Love Waits</em>, uma das mais bonitas canções que a banda compôs e que tocou ao vivo pela primeira vez já no longínquo ano de 1995.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7425/26621338550_ac395791ca_o.jpg" alt="Radiohead - A Moon Shaped Pool" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Burn The Witch</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Daydreaming</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Decks Dark</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Desert Island Disk</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Ful Stop</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Glass Eyes</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Identikit</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. The Numbers</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Present Tense</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Tinker Tailor Soldier Sailor Rich Man Poor Man Beggar Man Thief</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. True Love Waits</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FyI2oS2hoL0k%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DyI2oS2hoL0k&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FyI2oS2hoL0k%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">03 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/diiv-is-the-is-are-745991">DIIV - Is The Is Are</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>Is The Is Are</em> é um daqueles registos discográficos onde a personalidade de cada uma das canções do alinhamento demora um pouco a revelar-se nos nossos ouvidos, mas é incrivelmente compensador experimentar sucessivas audições para destrinçar os detalhes precisos e a produção impecável e intrincada que as distingue e que sustenta a bitola qualitativa de um disco incubado por um grupo que procura redimir-se do seu passado, mas que também quer mostrar que vive no pico da sua produção criativa, porque exige e consegue navegar sem parcimónia em diferentes campos de exploração. A imprevisibilidade é, afinal, algo de valor no mundo artístico e Zachary Cole, uma dos personagens mais excêntricas no mundo da música de hoje, continua a jogar com essa evidência a seu favor, à medida que apresenta diferentes ideias e conceitos de disco para disco, tendo, neste caso, excedido favoravelmente todas as expetativas e criado um dos álbuns essenciais do ano.</span></p> <p align="center"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://i0.wp.com/hasitleaked.com/wp-content/uploads/2015/04/DIIVAlbum.jpg?fit=320%2C320" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Out Of Mind</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Under The Sun</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Bent (Roi’s Song)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Dopamine</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Blue Boredom (Sky’s Song)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Valentine</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Yr Not Far</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Take Your Time</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Is The Is Are</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Mire (Grant’s Song)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Incarnate Devil</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>12. (Fuck)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>13. Healthy Moon</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>14. Loose Ends</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>15. (Napa)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>16. Dust</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>17. Waste Of Breath</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/237158530&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">02 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/parquet-courts-human-performance-789442">Parquet Courts - Human Performance</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Independentemente de todas as referências nostálgicas e mais contemporâneas que <em>Human Performance</em> possa suscitar, este tomo de canções possibilita-nos apreciar uns Parquet Courts renovados, enérgicos e interventivos, que chegam a 2016 instalados no seu trabalho mais consistente e ousado, uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e<em>singles</em> e passos certos e firmes para um futuro que não deverá descurar um piscar de olhos a ambientes ainda mais experimentalistas, sem colocar em causa esta óbvia e feliz vontade de chegarem a cada vez mais ouvidos.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.pitchfork.com/tracks/18162/d5a30e2e.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Dust</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Human Performance</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Outside</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. I Was Just Here</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Paraphrased</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Captive Of The Sun</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Steady On My Mind</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. On Man, No City</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Berlin Got Blurry</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Keep It Even</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Two Dead Cops</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>12. Pathos Prairie</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>13. It’s Gonna Happen</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="http://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FlRG3R2FmGlY%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DlRG3R2FmGlY&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FlRG3R2FmGlY%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">01 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/mall-walk-funny-papers-827961">MALL WALK - Funny Papers</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>Funny Papers</em> sabe a muito pouco, tal é a hipnose instrumental que nos oferece, pensada para nos levar numa <em>road trip</em> pelo deserto com o sol quente na cabeça, à boleia da santa tríade do <em>rock</em>, uma viagem lisérgica através do tempo em completo transe e hipnose. Da psicadelia, ao <em>garage rock</em>, passando pelo <em>shoegaze</em> e agora também pelo chamado <em>punk rock</em>, são várias as vertentes e influências sonoras que podem descrever a sonoridade dos MALL WALK, que acabam de dar um passo bastante confiante, criativo e luminoso na sua já respeitável carreira. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=4082558763/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FZekEqmVg7us%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DZekEqmVg7us&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FZekEqmVg7us%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F5vZEyDf1oZQ%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D5vZEyDf1oZQ&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F5vZEyDf1oZQ%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:768381 2016-12-27T21:26:00 Os melhores discos de 2016 (20-11) 2016-12-27T21:42:46Z 2016-12-27T21:42:46Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Aproxima-se o final do ano e o momento de fazer o balanço discográfico de 2016. Como é habitual, Man On The Moon começa hoje a publicar a lista daqueles que considera terem sido os vinte melhores discos do ano, abrindo as hostilidades com os lançamentos discográficos posicionados da vigésima à décima primeira posição. Confere...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">20- <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/wussy-forever-sounds-783188">Wussy - Forever Sounds</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Em Forever Sounds os Wussy mantêm-se concisos e diretos na visceralidade controlada que querem exalar e provam elevada competência no modo como separam bem os diferentes sons e os mantêm isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes <em>puzzles </em>que lhes dão substância. Muitas vezes torna-se demasiado dominante e percetivel a distorção das guitarras em bandas que apostam no espetro sonoro relacionado com o <em>indie rock</em> mais cru, mas no caso deste quinteto tal preponderância atinge uma bitola qualitativa elevada, além de não faltar uma porta aberta a um saudável experimentalismo. O modo exemplar como <em>Forever Sounds </em>amplifica estas impressões faz deste Wussy um nome a reter com urgência, impulsionados por um disco que é um espetacular tratado de <em>indie</em> <em>punk rock aternativo, </em>aditivo, rugoso e viciante.</span></p> <div class="posttext"> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1677/24744039483_13b5d15a79.jpg" alt="Wussy - Forever Sounds" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Dropping Houses</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. She’s Killed Hundreds</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Donny’s Death Scene</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Gone</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Hello, I’m A Ghost</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Hand Of God</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Sidewalk Sale</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Better Days</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Majestic-12</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. My Parade</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PdtUwzK1dWE" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> </div> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">19 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/the-lees-of-memory-unnecessary-evil-808948">The Lees Of Memory - Unnecessary Evil</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os The Lees Of Memory deslumbram pelo à vontade com que navegam nos meandros intrincados e sinuosos do<em> indie rock</em> mais progressivo e psicadélico. A leveza contínua, o entusiasmo lírico, a atmosfera amável, apesar do <em>fuzz</em> constante e o clima geral luminoso, enérgico e algo frenético de <em>Unnecessary Evil</em>, são os principais indicadores de um disco que flui bem, não só porque tem um conjunto de belíssimas canções, que nos oferecem camadas sofisticadas de arranjos criativos e bonitos, mas também porque é um álbum que reforça o traço de honestidade de uma banda que quer tornar-se protagonista no universo sonoro em que se move. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1463/26090832344_703f238243_o.jpg" alt="The Lees Of Memory - Unnecessary Evil" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Any Way But Down</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. No Power</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. XLII</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Stay Down</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Just For A Moment</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Unnecessary Evil</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Artificial Air</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. The End Of The Day</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Squared Up</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Look Away</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/266927286&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">18 - <a href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwi7v53HqpXRAhXGrxoKHUi7D2IQFggcMAA&amp;url=http%3A%2F%2Fstipe07.blogs.sapo.pt%2Fjames-supercave-better-strange-780775&amp;usg=AFQjCNHX1zltRDwR1vrR_cYDDeAzImqH3g&amp;bvm=bv.142059868,d.d2s">James Supercave - Better Strange</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>Better Strange</em> é um disco muito experimentalista naquilo que o experimentalismo tem por génese: a mistura de coisas existentes, para a descoberta de outras novas. Mas tem também uma estrutura sólida e uma harmonia constante. É estranho mas pode também não o ser. É a música no seu melhor.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1577/24614250749_48a2474109_z.jpg" alt="James Supercave - Better Strange" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Better Strange</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Whatever You Want</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Burn</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Body Monsters</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. How To Start</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Get Over Yourself</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. The Right Thing</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Virtually A Girl</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Chairman Gou</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. With You</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Just Repeating What’s Around Me</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>12. Overloaded</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4v7WXjfykCM" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">17 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/autolux-pussys-dead-789738">Autolux - Pussy's Dead</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Pussy's Dead contou com uma enorme sapiência para a criação de <em>nuances </em>variadas e harmonias magistrais, onde tudo se orientou com o propósito de criar um único bloco de som, fazendo do disco um corpo único e indivisível e com vida própria, onde couberam todas as ferramentas e fórmulas necessárias para que a criação de algo verdadeiramente imponente e que obriga a crítica a ficar mais uma vez particularmente atenta a esta nova definição sonora que deambula algures pela cidade dos anjos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <div class="posttext"> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1485/26073774211_543bcbd2b1_o.jpg" alt="Autolux - Pussy&#39;s Dead" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Selectallcopy</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Soft Scene</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Hamster Suite</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Junk For Code</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Anonymous</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Brainwasher</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Listen To The Order</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Reappearing</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Change My Head</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Becker</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YQYfZK9XlXg" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> </div> <div class="sapo_widgets_post"> </div> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">16 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/american-wrestlers-goodbye-terrible-814575">American Wrestlers - Goodbye Terrible Youth</a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>Terrible Youth</em>, permitem-nos contemplar todo um charme rugoso que os American Wrestlers replicam hoje melhor que ninguém e dão-nos o mote para um álbum curioso e desafiante, que impressiona pela forma livre e espontânea como os vários instrumentos, mas em especial as guitarras, se expressam, guiadas pela nostalgia e pelas emoções que Gary, o líder deste projeto, pretende transmitir.</span></p> <div class="tralbumData tralbum-credits"> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1355637228/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> <p> </p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">15 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/pfarmers-our-puram-813577">Pfarmers - Our Puram</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>Our Puram</em> é um ribeiro sonoro por onde confluem vários sons da mais diversa estirpe e de diferentes proveniências, mas todos cheios de vida e prestes a desaguar na Terra Prometida idealizada pelos Pfarmers. Aí são arremessadas para longe todas as tensões e desajustes de um passado de Seim, que está, pelos vistos, na sua vida pessoal, a salivar por uma banda sonora tremendamente sensorial, feita aqui com uma arrebatadora coleção de trechos sonoros cuja soma resulta numa grande melodia linda e inquietante. Para chegar a este resultado único, Seim e os seus parceiros, não recearam entregar-se de corpo e alma ao instrumentos que mais apreciam mas também ao mundo das máquinas, numa simbiose corajosa e sem entraves ou inibições, em oito canções que<em> </em>transportam um infinito catálogo de sons e díspares referências que parecem alinhar-se apenas na cabeça e nos inventos nada óbvios destes Pfarmers.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/9/8764/28293210484_fb7d358a0c_o.jpg" alt="Pfarmers - Our Puram" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. 97741</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Tour Guide</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Red Vermin</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. You’re with Us</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Sheela</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. The Commune</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Osho Rising</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Our Puram</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/273870540&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> <div class="sapo_widgets_post"> </div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">14 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/ultimate-painting-dusk-821985">Ultimate Painting - Dusk</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Em <em>Dusk</em> vai-se, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa espécie de <em>indie-folk-surf-suburbano,</em> feito por mestres de um estilo sonoro carregado de um intenso charme e que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação, algo que espalha um charme ainda maior pela peça em si que este disco representa. Neste disco, os Ultimate Paiting avançam em passo acelerado em direção à maturidade, de um modo extraordinariamente jovial, que seduz pela forma genuína e simples como retratam sonoramente eventos e relacionamentos de um quotidiano rotineiro. </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c7.staticflickr.com/9/8837/29528102726_1f9f437a1c.jpg" alt="Ultimate Painting - Dusk" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Bills</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Song For Brian Jones</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. A Portrait Of Jason</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Lead The Way</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Monday Morning, Somewhere Central</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Who Is Your Next Target?</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Skippool Creek</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. I’m Set Free</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Silhouetted Shimmering</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. I Can’t Run Anymore</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/273180881&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> <div class="sapo_widgets_post"> </div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">13 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/helado-negro-private-energy-811478">Helado Negro - Private Energy</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ao quinto disco, cada vez mais confiante, inspirado e multifacetado, Langecontinua a aventurar-se corajosamente na sua própria imaginação, construída entre o <em>caribe</em> que o viu nascer e a América de todos os sonhos. Nestas suas novas canções contorna, mais uma vez, todas as referências culturais que poderiam limitar o seu processo criativo para, isento de tais formalismos, não recear misturar tudo aquilo que ouviu, aprendeu e assimilou e que é, mais uma vez, sonoramente tão bem retratado, com enorme mestria e um evidente bom gosto, ao mesmo tempo que reflete com indisfarçável temperamento sobre si próprio, enquanto compila com música, história, cultura, saberes e tradições, num pacote sonoro cheio de <em>groove</em> e de paisagens sonoras que contam histórias que Helado Negro sabe, melhor do que ninguém, como encaixar.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/9/8130/29570727133_f60a9105dc.jpg" alt="Helado Negro - Private Energy" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Calienta</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Tartamudo</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Obra Dos</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Lengua Larga</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Runaround</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Young, Latin And Proud</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Obra Tres</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Transmission Listen</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Persona Facil</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Mi Mano</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Obra Cuatro</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>12. It’s My Brown Skin</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>13. We Don’t Have Time For That</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>14. Obra Cinco</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/271983875&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> <div class="sapo_widgets_post"> </div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">12 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/wilco-schmilco-818408">Wilco - Schmilco</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Disco que se destaca pelo habitual entusiasmo lírico e por um prolífero e desafiante incómodo contínuo, que neste caso se saúda com inegável deleite, <em>Schmilco</em> mantém firme o traço de honestidade de uma banda que quer continuar a ser protagonista no universo sonoro em que se move. É um trabalho que desafia o nosso lado mais sombrio e os nossos maiores fantasmas, no convite que nos endereça à consciência do estado atual do nosso lado mais carnal e no desarme total que torna inerte o lado mais humano do nosso peito, nem sempre devidamente realista e racional. Com a temática das canções a expôr as habituais angústias da sociedade de hoje profundamente tecnológica e a dependência da contínua revolução que vivemos, Jeff Tweedy avisa-nos que não se pode deixar de vivenciar sentimentos e emoções reais, de preferência com a crueza e a profundidade simultaneamente vigorosas e profundas que merecem.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/9/8435/29321770341_3392729698_z.jpg" alt="Wilco - Schmilco" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Normal American Kids</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. If I Ever Was A Child</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. Cry All Day</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Common Sense</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. Nope</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. Someone To Lose</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Happiness</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Quarters</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Locator</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. Shrug And Destroy</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. We Aren’t The World (Safety Girl)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>12. Just Say Goodbye</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ICacxeEUa90" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> </div> <div class="sapo_widgets_post"> </div> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">11 - <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/psychic-ills-inner-journey-out-804942">Psychic Ills – Inner Journey Out</a></span></p> <div class="posttext"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os Psychic Ills fazem-nos recuar quase meio século, sob o efeito soporífero de canções que parecem não ter um tempo exato para viverem e que se deixam espraiar até ao limite de tudo aquilo que têm de sublime para nos transmitir, oferecem-nos uma revisão bastante contemporânea de toda a herança que o <em>indie rock </em>de cariz mais melancólico, ambiental e <em>lo fi</em> nos deixou até hoje. </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c8.staticflickr.com/8/7341/27415532135_0c5769a0c2_z.jpg" alt="Psychic Ills - Inner Journey Out" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>01. Back To You</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>02. Another Change</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>03. I Don’t Mind</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>04. Mixed Up Mind</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>05. All Alone</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>06. New Mantra</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>07. Coca-Cola Blues</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>08. Baby</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>09. Music In My Head</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>10. No Worry</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>11. Hazel Green</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>12. Confusion (I’m Alright)</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>13. Ra Wah Wah</em></span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>14. Fade Me Out</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/258658851&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:833940 2016-12-24T15:08:00 Cœur De Pirate – Chansons Tristes Pour Noël EP 2016-12-24T15:08:51Z 2016-12-24T15:08:51Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c3.staticflickr.com/1/584/31597517522_6e24c23412_o.jpg" alt="Cœur De Pirate - Chansons Tristes Pour Noël" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Aproxima-se o natal e, como é hábito, algumas bandas aproveitam para gravar alguns temas ou conjuntos de temas relacionados com esta época tão especial, sejam versões de alguns clássicos ou originais. <span style="color: #ff0000;"><em>Chansons Tristes Pour Noël</em></span> é um desses exemplos, um pequeno mas encantador EP de três canções, da autoria dos canadianos <span style="color: #ff0000;">Cœur De Pirate</span> de Béatrice Martin e Renaud Bastien.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com dois temas cantados em francês e uma cover do clássico dos Wham <em><span style="color: #ff0000;">Last Christmas</span></em>, <span style="color: #ff0000;"><em>Chansons Tristes Pour Noël</em></span> é um pequeno mas aconchegante instante natalício, perfeito para tocar na noite de consoada, naquela pausa entre o levantar das espinhas do bacalhau da mesa e a ascensão do leite creme ao primeiro plano da mesma, com uma elevada toada nostálgica e uma luminosidade muito peculiar. São canções que sobrevivem à custa de arranjos de cordas exuberantes, num cosmos natalício onde se mistura harmoniosamente a exuberância acústica da voz, conseguida através da combinação da guitarra com outros sons e detalhes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Optimistas por natureza, estes dois músicos mostram-se maduros e conscientes, compondo num estágio superior de sapiência que lhes permite utilizar o habitual espírito acústico para se colocarem à boleia de arranjos de cordas tensos, dramáticos e melódicos e contar histórias que os materializam na forma de conselheiros espirituais sinceros e firmes e que têm a ousadia de nos querer guiar pelo melhor caminho, sem mostrar um superior pretensiosismo ou tiques desnecessários de superioridade. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">01. Noël Sous Les Tropiques</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">02. Last Christmas</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">03. Pour La Première Fois, Noël Sera Gris</span></p> <p><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3888425306/size=large/bgcol=333333/linkcol=ffffff/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:832498 2016-12-23T21:09:00 Andrew Belle – Back For Christmas 2016-12-23T21:12:33Z 2016-12-23T21:13:04Z <p><a title="Andrew Belle - Back For Christmas" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/31297383915/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/6/5744/31297383915_4739fb456d.jpg" alt="Andrew Belle - Back For Christmas" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O compositor e músico californiano <span style="color: #666699;">Andrew Belle</span> compôs e editou um tema de natal para este ano. A canção intitula-se <em><span style="color: #666699;">Back For Christmas</span></em> e está incluída no alinhamento de <a style="color: #999999;" href="http://thinkpress.us5.list-manage1.com/track/click?u=a317814190144a507fc93f53f&amp;id=f0dee27d9a&amp;e=ae7c241141" target="_blank" rel="noreferrer">A Very RELEVANT Christmas, Vol 6</a>, uma edição da publicação Relevant e na qual se incluem, também com composições alusivas a esta quadra festiva, outros nomes imprescindíveis como Kyle Cox, Sleeping At Last, Hoyle e Branches, entre outros.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Esta canção já existe em formato demo desde 2010, mas só agora, no ocaso de 2016, <span style="color: #666699;">Andrew Belle</span> viu a oportunidade certa para lhe dar os arranjos finais. Ela tem um historial bastante interessante de junção de fragmentos, conforme referiu <span style="color: #666699;">Belle</span> no release de lançamento: <em>The demo of this song was actually created back in 2010 and I wrote each of the verses at different times over the last six years,” shares Belle. “In the first verse I’m talking about the existence of God, the second is about discovering who he is, and the third verse says, ‘I only got what I can give away,” which is something I’m learning, slowly, as I get older</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com o ambiente sonoro multicolorido e espetral a ser influenciado pela paisagem multi cultural de Los Angeles, cidade onde <span style="color: #666699;">Andrew</span> vive atualmente e com um forte cunho impressivo por parte do produtor Chad Copelin (Ben Rector, Sufjan Stevens, Ivan &amp; Alyosha), <em><span style="color: #666699;">Back For Christmas</span></em> explora algumas das mais contemporâneas interseções entre pop e eletrónica enquanto nos oferece um excelente instante sonoro para esta consoada.Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BdodoT15Cb0" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:834271 2016-12-23T00:17:00 Velhos - Velhos 2016-12-23T00:17:30Z 2016-12-23T00:17:30Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Gravado e misturado no Estúdio Zeco por <a class="profileLink" style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/joao.pintobasto.75">João Sozinho</a> e masterizado por Nélson Carvalho no Estúdio SSL Valentim de Carvalho, exceto <em><span style="color: #ffcc99;">Manso</span></em>, canção não masterizada e uma edição conjunta da <a class="profileLink" style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/amorfuria/">AMOR FÚRIA</a> e da <a class="profileLink" style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/florcaveira/">Flor Caveira</a>, <em><span style="color: #ffcc99;">Velhos</span></em> é o novo registo de originais dos<span style="color: #ffcc99;"> Velhos</span>, um coletivo lisboeta que em nove magníficas canções nos oferece uma das melhores surpresas nacionais sonoras de 2016.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://scontent.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/15078567_10154133075852362_2570697712856524206_n.jpg?oh=2a7c35cb785174e9ad084fa3b5f06aa8&amp;oe=58AFC87D" alt="Foto de Os Velhos." /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">As canções de <span style="color: #ffcc99;"><em>Velhos</em></span> têm o curioso efeito de parecerem deambular numa espécie de descontrolado vaivém, sem aparente origem e destino. A falsa lentidão do <em>riff</em> da guitarra de <em><span style="color: #ffcc99;">Aberta Nova</span></em> e o modo como um efeito distorcido se insinua no refrão, são apensas dois dos detalhes que, logo no tema de abertura, nos fazem ter essa impressão de que há aqui algo simultaneamente denso e intrincado, mas também bastante profundo e revelador. O feliz enclausuramento que todos deveríamos sentir pelo menos uma vez na vida e que é descrito em <em><span style="color: #ffcc99;">Manso</span></em>, desfilando perante os nossos ouvidos através dessa matriz sonora, parece ainda mais perene e um daqueles alvos apetitosos, que deve estar ali, num lugar cimeiro dos nossos objetivos mais prementes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Todo o disco merece dedicada e atenta audição, sendo um exercício ainda mais recompensador se acompanhado por uma interiorização dos diversos poemas musicados, assentando, no geral, em lindíssimas melodias amigáveis e algo psicadélicas, feitas com guitarras distorcidas, mas também momentos mais íntimos e quase silenciosos, onde se canta de modo mais grave e existe uma maior escassez instrumental. <em><span style="color: #ffcc99;">Aqui Parado</span></em> é um tema que nos apresenta, com exatidão, esta ambivalência que, no fundo, é algo fictícia porque o rumo melódico e instrumental que sustenta esta e as outras canções é, apenas, uma forma de apresentar as diversas cargas emotivas que as letras contêm. E depois, no modo como em <span style="color: #ffcc99;"><em>Dorme</em></span> a bateria se relaciona com o <em>fuzz</em> da guitarra e os diferentes registos vocais, a solo e em coro, são aspetos que esclarecem-nos que este é um coletivo de músicos único e que também consegue libertar-se de uma certa timidez introspetiva, para se apresentarem, quando é necessário, mais luminosos e expressivos. Aliás, isso também fica plasmado em <span style="color: #ffcc99;"><em>Casa Comigo</em></span>, canção que impressiona pelo seu edifício melódico, que oscila entre o épico e o hipnótico, o <em>lo-fi</em> e o <em>hi-fi</em>, com a repetitiva linha de guitarra a oferecer um realce ainda maior ao refrão e as oscilações no volume a transformarem a canção num hino <em>rock</em>, que funciona como um verdadeiro psicoativo sentimental com uma caricatura claramente definida e que agrega, de certo modo, todas as referências internas presentes na sonoridade de <span style="color: #ffcc99;"><em>Velhos</em></span>, mas com superior abrangência e cor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ffcc99;"><em>Velhos</em></span> acaba por ser uma espécie de narrativa espiritual e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável e, ao longo da sua audição, acabamos, frequentemente, por ter de esquecer tudo aquilo que nos rodeia para conseguirmos saborear devidamente algo grandioso, porque transmite um rol de emoções e sensações com intensidade e minúcia, misticismo e argúcia e sempre com uma serenidade melancólica bastante contemplativa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1351227163/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:819272 2016-12-19T17:49:00 Nosound – Scintilla 2016-12-19T17:49:23Z 2016-12-19T17:49:23Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Os italianos <a href="http://www.nosound.net/">Nosound</a> são vistos como uma das mais influentes bandas de <em>alt/art</em> rock da Europa, já que combinam, com particular mestria, influências que vão da psicadelia setentista de século passado ao rock alternativo da década seguinte, passando por alguns dos traços mais caraterísticos do <em>rock</em> progressivo atual. Este projeto começou a solo em 2005, pelas mãos de Giancarlo Erra, mas rapidamente cresceu para uma banda de cinco músicos, com Marco Berni, Alessandro Luci, Paolo Vigliarolo e Giulio Caneponi a serem os companheiros atuais de Erra nesta aventura, que também já contou com os músicos Paolo Martellacci, Gigi Zito, Gabriele Savini e Mario Damico.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.nosound.net/img/band_new_2016.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Uma sonoridade intensa e bastante evocativa encabeçada por nomes tão distintos como Brian Eno e Pink Floyd por um lado ou Sigur Rós e Porcupine Tree por outro, é aquela que abastece <em><span style="color: #ffcc99;">Scintilla</span></em>, o nome do quinto e novo registo de originais destes <span style="color: #ffcc99;">Nosound</span>, dez canções embrulhadas por uma produção impecável e que nos emergem numa intensa catarse de letargia sentimental proporcionada com apurado bom gosto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Logo na introdutória <em><span style="color: #ffcc99;">Short Story</span> </em>sentimos nos ombros toda a carga emocional do universo <span style="color: #ffcc99;">Nosound</span>. Logo depois, na cândura vocal de Erra e na beleza melancólica de <em><span style="color: #ffcc99;">Last Lunch</span></em>, que nos conserva e nos alivia, somos clarificados acerca do enorme poder que a música pode ter no nosso amago e no modo como remexe com causas que achávamos perdidas e convenções que eram, para o nosso cerne, verdades insofismáveis.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">A música de <em><span style="color: #ffcc99;">Scintilla</span></em> possibilita este abanão estimológico, numa espécie de profecia que abrigada pelas asas onde planam os metais de<em><span style="color: #ffcc99;"> Little Man</span></em> ou pela guitarra que divaga em <em><span style="color: #ffcc99;">Sogno E Incendio</span></em>, nos faz crer que nem sempre tudo aquilo que julgamos resolvido, para o bem ou para o mal, não possa ser visto de uma outra perspetiva e acabar por ser alvo de uma diferente abordagem. A eternidade que dura cada nota da guitarra deste último tema dá-nos o fôlego suficiente para nos apropriarmos daquela réstia de coragem que falta para que tudo se revire e em <em><span style="color: #ffcc99;">The Perfect Wife</span></em> o modo como o baixo oscila entre o querer estar no primeiro plano do processo de construção melódica e, a partir de determinado ponto, numa posição de menor protagonismo, cimenta esta ténue fronteira entre aquilo que é o que é, mas nem sempre é o que realmente parece ser. A própria atmosfera do tema homónimo e os raios de luz que o piano e a distorção da guitarra nos oferecem nessa canção, traduzem este sentimento que se baseia num misto de eterna dúvida acerca das felizes certezas que vamos construindo e na nossa predisposição para não fazermos de conta que a vida é mesmo assim, um constante sobressalto para quem se resigna a viver numa realidade de confortáveis aparências. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c3.staticflickr.com/9/8102/29097470090_15beedb8ab_z.jpg" alt="Nosound - Scintilla" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">01. Short Story</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">02. Last Lunch</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">03. Little Man</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">04. In Celebration Of Life</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">05. Sogno E Incendio</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">06. Emily</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">07. The Perfect Wife</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">08. Love Is Forever</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">09. Evil Smile</span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ffcc99;">10. Scintilla</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ErUuxQMrTL8" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:829621 2016-12-14T18:03:00 The Ocean Party – Restless 2016-12-14T18:38:56Z 2016-12-14T18:38:56Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Jordan Thompson, Liam Halliwell, Curtis Wakeling, Lachlan Denton, Zac Denton e Crowman, são os <span style="color: #99ccff;">The Ocean Party</span>, um projeto australiano de<em> indie pop</em> oriundo de Melbourne e que se move em pardacentas areias sonoras, onde pianos, batidas, sopros e cordas conjuram aventuras e demandas, rumo aquela luz que nunca esmorece e que além de nos aquecer a alma, pode também fazer oferecer sensações físicas que nem sempre conseguimos voluntariamente controlar.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn1-www.musicfeeds.com.au/assets/uploads/9cab5ededd58176a1a4d0458a4f5b9a5.jpg" alt="Resultado de imagem para the ocean party melbourne band 2016" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #99ccff;"><em>Restless</em></span>, um belíssimo tomo de onze canções e que se abre perante nós através do delicioso buliço de um tema homónimo que nos mostra todos os ingredientes de que este projeto se serve, é o mais recente assomo de delicadeza, mas também de desafio, deste sexteto que não se importa nada de nos fazer recuar até aos gloriosos anos oitenta, quer nas asas do baixo e do sintetizador da majestosidade inebriante de <em><span style="color: #99ccff;">Hunters</span></em>, mas também da subtileza festiva que extravasa da incrível e frenética melodia que conduz <em><span style="color: #99ccff;">Back Bar</span></em> e, mais adiante, na elegância de <em><span style="color: #99ccff;">West Koast</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Abrigados pela insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://shop.spunk.com.au/">Spunk Records!</a>, morada de nomes tão consistentes como Nadia Reid, Ty Segall ou Emma Russack, os <span style="color: #99ccff;">The Ocean Party</span> gostam de passear e fazer-nos também passear entre a serenidade e a agitação sem darmos conta, sendo exímios a compôr temas que, frequentemente, contêm um clima simultaneamente misterioso e atraente, algo que <span style="color: #99ccff;">Decent Living</span> clarifica com particular bom gosto, balizados por uma <em>indie pop</em> apimentada com uma elevada dose de experimentalismo. Apesar de o clima destas canções ser antagónico ao habitual cinzentismo enigmático do <em>rock</em> de cariz mais sombrio, o baixo é, curiosamente, um instrumento essencial na condução das canções de <em><span style="color: #99ccff;">Restless</span></em>, com <em><span style="color: #99ccff;">Teachers</span></em> a ser um excelente exemplo do modo como se servem dele para solidificar o edifício que sustenta o tema e como depois afagam os restantes instrumentos em redor. Logo a seguir, em <em><span style="color: #99ccff;">Better Off</span></em>, há um timbre de guitarra que vai surgindo e servindo de chamariz para um entra e sai de cordas e sopros, mas o baixo está lá sempre, permanentemente, a guiar toda a trama e a não deixar que toda esta heterogeneidade rítmica e instrumental resvale. Já em <em><span style="color: #99ccff;">Pressure</span></em> é mesmo o baixo que sobe ao palco em primeiro lugar e o instrumento sobre o qual todos os holofotes se colocam à medida que a canção escorre em arrojo e emoção e transmite o seu ideário.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Em <span style="color: #99ccff;"><em>Restless</em></span> fica clara a capacidade inata dos <span style="color: #99ccff;">The Ocean Party</span> em compôr entre a serenidade e a agitação sem perderem sapiência melódica, caraterística que lhes confere uma versatilidade difícil de encontrar na maioria das bandas da atualidade. As canções deste disco não são apenas um simples agregado de efeitos e batidas, entrelaçadas com acordes e sons de cordas, mas algo grandioso, transmitindo um rol de emoções e sensações expressas com intensidade e minúcia, misticismo e argúcia e sempre com uma serenidade melancólica e bastante contemplativa. <em><span style="color: #99ccff;">Reach</span></em> talvez seja aquela canção que melhor consegue resumir este excelente compêndio de canções que atesta a maturidade o alto nível de excelência, de uma banda que merece chegar ao público ávido de novidades e que procura constantemente algo de novo e refrescante e que alimente o seu gosto pela música alternativa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/6/5532/30708421501_145479a4ab.jpg" alt="The Ocean Party - Restless" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>01. Restless</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>02. Hunters</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>03. Back Bar</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>04. Decent Living</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>05. Teachers</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>06. Better Off</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>07. Pressure</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>08. Reach</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>09. Second Guess</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>10. West Koast</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>11. Locked Up</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ussJs1mqyAI" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:832255 2016-12-14T17:56:00 Low – Some Hearts (At Christmas Time) 2016-12-14T17:57:05Z 2016-12-19T15:46:07Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/6/5336/31262876331_37160dae0a.jpg" alt="Low - Some Hearts (At Christmas Time)" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Aproxima-se o natal e, como é hábito, algumas bandas aproveitam para gravar alguns temas relacionados com esta época tão especial, sejam versões de alguns clássicos ou originais. Um deles é <em><span style="color: #993300;">Some Hearts (At Christmas Time)</span></em>, um original dos <span style="color: #993300;">Low</span> de Alan Sparhawk e Mimi Parker, aos quais se juntou o baixista Steve Garrington desde 2008, banda que desde a última década do século passado tem vindo a impressionar-nos com a sua <em>pop</em> emotiva e sedutora, desde a pequena cidade de Duluth, no Minnesota.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Mesmo sendo uma canção de natal, <em><span style="color: #993300;">Some Hearts (At Christmas Time)</span></em> é, claramente, mais um marco significativo na carreira dos <span style="color: #993300;">Low</span>, mais uma pancada seca e certeira numa <em>pop</em> paciente e charmosa, nas asas de uma fidelidade quase canónica à lentidão melódica, ao charme da guitarra e à capacidade que o uso assertivo de agudos e falsetes na voz têm de colocar em causa todos os cânones e normas que definem alguns dos pilares fundamentais da nossa interioridade. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hv_XqW005-w" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:814575 2016-12-12T23:15:00 American Wrestlers - Goodbye Terrible Youth 2016-12-12T23:15:16Z 2016-12-12T23:15:16Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #99ccff;">American Wrestlers</span> é um projeto liderado por Gary McClure, um escocês que vive atualmente nos Estados Unidos, em St. Louis, no estado do Missouri. A ele juntam-se, atualmente, Ian Reitz (baixo), Josh Van Hoorebeke (bateria) e Bridgette Imperial (teclados). Tendo Gary crescido em Glasgow, no país natal, mudou-se há alguns anos para Manchester, na vizinha Inglaterra, onde conheceu a sua futura esposa, com quem se mudou, entretanto, para o outro lado do Atlântico.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.playbackplayback.com/wp-content/uploads/2016/11/American-Wrestlers.jpg" alt="Resultado de imagem para American Wrestlers band 2016" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois de em Manchester ter feito parte dos míticos Working For A Nuclear Free City, juntamente com o produtor Philip Kay, um projeto que chegou a entrar em digressão nos Estados Unidos e a chamar a atenção da crítica e a ser alvo de algumas nomeações, a verdade é que nunca conseguiu fugir do universo mais <em>underground</em> acabando por implodir.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Já no lado de lá do atlântico, Gary começou a compôr e a gravar numa mesa <a style="color: #999999;" href="http://www.zzounds.com/productreview--TASDP02CF">Tascam</a> de oito pistas e assim nasceram os <span style="color: #99ccff;">American Wrestlers</span>. O projeto deu um grande passo em frente, ao assinar pela insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://www.fatpossum.com/artists/american-wrestlers">Fat Possum</a> e daí até ao disco de estreia, um homónimo editado na primavera do ano passado, foi um pequeno passo. <em>American Wrestlers </em>impressionou pelo ambiente sonoro com um teor <em>lo fi</em> algo futurista, devido à distorção e à orgânica do ruído em que assentavam grande parte das canções, onde não faltavam alguns arranjos claramente <em>jazzísticos</em> e uma voz num registo em falsete, com um certo <em>reverb</em> que acentuava o charme rugoso da mesma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Se essa estreia, já na prateleira lá de casa, nos oferecia uma viagem que nos remetia para a gloriosa época do <em>rock</em> independente, sem rodeios, medos ou concessões, proporcionada por um autor com um espírito aberto e criativo, o sucessor, um trabalho intitulado <span style="color: #99ccff;"><em>Goodbye Terrible Youth</em></span> e que viu a luz do dia em meados de novembro, cimenta essa filosofia vencedora. Mas no modo como, logo em <em><span style="color: #99ccff;">Vote Tatcher</span></em>, o sintetizador se relaciona com o <em>fuzz</em> da guitarra, esclarece-nos que à segunda rodada Gary libertou-se de uma certa timidez introspetiva, para se apresentar mais luminoso e expressivo. Aliás, isso também percebe-se em <span style="color: #99ccff;"><em>Give Up</em></span>, a primeira amostra divulgada, canção que impressiona pela melodia frenética em que assenta e que oscila entre o épico e o hipnótico, o <em>lo-fi</em> e o <em>hi-fi</em>, com a repetitiva linha de guitarra a oferecer um realce ainda maior ao refrão e as oscilações no volume a transformarem a canção num hino <em>pop</em>, que funciona como um verdadeiro psicoativo sentimental com uma caricatura claramente definida e que agrega, de certo modo, todas as referências internas presentes na sonoridade de <em>American Wrestlers</em>, mas com superior abrangência e cor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Na verdade, o quarto onde McClure compôs o registo de estreia transformou-se num grande palco, sem colocar em causa aquele clima algo misterioso que define este projeto<span style="color: #99ccff;"> American Wrestlers</span>, mas oferecendo ao ouvinte uma maior multiplicidade de detalhes e caraterísticas dos vários espetros sonoros que definem o <em>indie rock</em> alternativo. O <em>grunge</em> que exala de <em><span style="color: #99ccff;">So Long</span></em>, o crescente frenesim psicadélico que nos envolve em<span style="color: #99ccff;"><em> Hello, Dear</em></span>, o <em>fuzz</em> inebriante do baixo de <em><span style="color: #99ccff;">Someone Far Away</span></em> e o modo como o <em>riff</em> da guitarra ácido e extremamente melódico rebarba de alto a baixo a secção rítmica de <em><span style="color: #99ccff;">Terrible Youth</span></em>, permitem-nos contemplar todo este charme rugoso que os <span style="color: #99ccff;">American Wrestlers</span> replicam hoje melhor que ninguém e dão-nos o mote para um álbum curioso e desafiante, que impressiona pela forma livre e espontânea como os vários instrumentos, mas em especial as guitarras, se expressam, guiadas pela nostalgia e pelas emoções que Gary pretende transmitir. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <div class="tralbumData tralbum-credits"> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1355637228/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:833189 2016-12-12T14:08:00 The Jesus And Mary Chain – Amputation 2016-12-12T14:08:19Z 2016-12-12T14:12:47Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c8.staticflickr.com/1/155/31538990455_9f4610bda5.jpg" alt="The Jesus And Mary Chain - Amputation" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Banda icónica do punk rock alternativo de final do século passado, os escoceses <span style="color: #ff6600;">The Jesus And Mary Chain</span> acabam de anunciar o seu primeiro registo de originais do século XXI. O sucessor de <em>Munki</em> (1998) chama-se <em><a style="color: #999999;" href="http://www.stereogum.com/1915190/the-jesus-and-mary-chain-announce-damage-and-joy-first-album-in-18-years/news/">Damage And Joy</a>, </em>irá ver a luz do dia a vinte e quatro de março de 2017 à boleia da ADA/Warner Music e já se conhece <em><span style="color: #ff6600;">Amputation</span></em>, o tema que abre o alinhamento do álbum.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A canção estreou na BBC na passada quinta-feira e, pela amostra, parece claro que o grupo, sem deixar de estar agregado ao estigma inerente à sua sonoridade típica, procurarará evoluir em <span style="color: #ff6600;"><em>Damage And Joy</em></span> para outras sonoridades e para a exploração de diferentes territórios sonoros. O <em>fuzz</em> da guitarra que conduz <em><span style="color: #ff6600;">Amputation</span></em>, abriga-se numa zona de conforto mas, ao mesmo tempo, procura romper um pouco com a mesma. Confere o <em>single</em> e a <em>tracklist</em> de <em><span style="color: #ff6600;">Damage And Joy</span></em>...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oXMkrFLNh_Q" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>01. Amputation</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>02. War On Peace</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>03. All Things Pass</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>04. Always Sad</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>05. Song For A Secret</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>06. The Two Of Us</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>07. Los Feliz (Blues and Greens)</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>08. Mood Rider</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>09. Presidici (Et Chapaquiditch)</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>10. Get On Home</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>11. Facing Up To The Facts</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>12. Simian Split</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>13. Black And Blues</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>14. Can’t Stop The Rock</em></span></p>