urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2014-10-31T22:00:48Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:592577 2014-10-31T21:58:00 M185 – Everything Is Up 2014-10-31T21:58:17Z 2014-10-31T22:00:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">Austríacos de origem, os <a style="color: #999999;" href="http://m185.org/">M185</a> são uma daquelas bandas <em>indie</em> que podem passar um pouco despercebidas por causa do país de origem, mas que merecem estar mais perto dos holofotes, muito por causa de<em> <span style="color: #993300;">Everything Is Up</span></em>, o novo e terceiro registo deste coletivo de Viena formado por Heinz Wolf, Wolfram Leitner, Joerg Skischally, Roland Reiter e Alexander Diesenreiter e que chegou aos escaparates já a vinte e quatro de maio, através da <a style="color: #999999;" href="http://www.siluh.com">Siluh Records</a>.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.musicexport.at/wp-content/uploads/2014/05/M185-470x260.png" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">Os <span style="color: #993300;">M185</span> formaram-se em 2005 em pleno concerto dos Pixies e logo no ano seguinte mostraram ao que vinham, apregoando os genes dos <em>post punk</em> em <em>Soundscape &amp; Coincidences</em>, um EP com temas apenas instrumentais. Três anos depois, chegou finalmente <em><span style="color: #993300;">Transformers</span></em>, o longa duração de estreia e com ele uma inflexão para o <em>indie rock</em> mais clássico, já com uma voz na maior parte das canções e com arranjos sintetizados a fazerem parte do habitual cardápio do coletivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">Olhando para o alinhamento deste <span style="color: #993300;"><em>Everything Is Up</em></span>, se <span style="color: #993300;"><em>Russell</em></span> ainda tem algumas reminiscências do tal EP de estreia, já <em><span style="color: #993300;">Soon</span></em>, o primeiro <em>single</em> retirado do álbum, é um verdadeiro tratado de<em> rock</em> comercial, com forte apelo ao <em>airplay</em>, uma tema assente numa percurssão vibrante, uma melodia jovial e uma guitarra bastante melódica. Em <em><span style="color: #993300;">Jump Cuts</span></em>, a presença do baixo e de um piano implicitamente cru e hipnótico e a forma como a canção evolui e cresce, incute ao disco um certo charme e uma nova personalidade, um pouco mais afastada do <em>rock</em> de garagem que, por exemplo, <em><span style="color: #993300;">ShShSh</span></em> tão bem replica e aproxima os <span style="color: #993300;">M185</span> perigosamente de uma saudável psicadelia. Lá mais para a frente, já a quase instrumental e visceral<em><span style="color: #993300;"> L.O.V.E.</span></em> e <span style="color: #993300;"><em>Spring Thing</em></span>, uma canção que sabe imenso a Interpol, transportam-nos para o epílogo, com guitarras em catadupa e teclados cheios de detalhes e efeitos inspirados, com a bonomia melancólica, mas nem por isso menos ruidosa de <em><span style="color: #993300;">Shuggled</span></em> a encerrar um cardápio que abona em favor de um grupo que parece movimentar-se com ligeireza entre diferentes espetros e<em> nuances</em> que só o <em>rock</em> permite.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><span class="text_exposed_show">Deixei propositadamente para o fim <em><span style="color: #993300;">Mt. Plywood</span></em>, um tema que se divide em três capitulos sonoramente distintos, devido ao cariz certamente conceptual desta sequência e porque comprova o tal balanço entre diferentes latitudes, dentro do <em>indie rock</em>; Se <em><span style="color: #993300;">The Years</span></em> é um típico instante de <em>punk rock</em> acelerado e visceral, já <em><span style="color: #993300;">Flotsam</span></em>, <span style="color: #993300;"><em>Jetsam</em></span> destila um certo</span> <em>groove</em> que tresanda novamente a uma psicadelia <em>pop</em> fortemente experimental, enquanto <em><span style="color: #993300;">The Matter Of Time</span></em> é um instrumental que desliza até ao <em>krautrock</em>. Esta é aquela fase do disco que mostra uns <span style="color: #993300;">M185</span> no apogeu do seu estado de maturidade e mais arrojados do que nunca.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #993300;">Everything Is Up </span></em>é um marco decisivo num projeto que parece apostado em calcorrear novos territórios e comprova a entrada em grande estilo dos <span style="color: #993300;">M185</span> na primeira divisão do campeonato <em>indie</em> e alternativo europeu, podendo até figurar em algumas listas dos melhores discos lançados este ano, dentro do género.<strong> </strong>Este é mais um daqueles álbuns que prova que se o <em>rock</em> estiver em boas mãos tem capacidade que sobra para se renovar e quantas vezes for necessário. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><a href="http://adf.ly/sUmI2"><span style="color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2950/15400042861_c653689331.jpg" alt="M185 - Everything Is Up" width="400" height="400" /></span></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>01. Russel</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>02. Soon</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>03. Jump Cuts</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>04. ShShSh</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>05. Mt. Plywood I (The Years)</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>06. Mt. Plywood II (Flotsam, Jetsam)</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>07. Mt. Plywood III (The Matter Of Time)</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>08. L.O.V.E.</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>09. Two-Tone Song (Out Of Here)</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>10. Spring Thing</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>11. Shuffled</em></span><br /><span style="color: #993300; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>12. What I Want</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/FIW9LP6ZYIg" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:607645 2014-10-31T16:49:00 Pontiak – Underneath Us Like A Snake 2014-10-31T16:53:44Z 2014-10-31T16:53:44Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Pontiak-Underneath-Us-Like-A-Snake-608x608.jpeg" alt="Pontiak - &quot;Underneath Us Like A Snake&quot;" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff99cc;">Pontiak</span>, dos <em>The Carney Brothers</em> Lain, Van e Jennings Carney, três irmãos oriundos da Virginia rural e que têm no <em>rock</em> cru e experimental a pedra de toque das suas criações sonoras, lançaram no início do ano um excelente disco chamado <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/pontiak-innocence-463777">Innocence</a>. Agora, alguns meses depois, voltam à carga com <span style="color: #ff99cc;"><em>Underneath Us Like A Snake</em></span>, um novo tema, que será editado em formato vinil numa edição limitada a duzentos e cinquenta cópias, através da <a style="color: #999999;" href="http://blogs.sapo.pt/posts/rvlv.net">Revolve</a>, uma editora nacional, sedeada em Guimarães e que parece apostada em assumir uma posição de destaque no universo sonoro indie e alternativo, não só por cá como a nível internacional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A edição física do vinil verá a luz do dia a um de dezembro, mas pode ser já <a style="color: #999999;" href="http://blogs.sapo.pt/posts/store.officialmerch.com/product/pontiak-revolve-7">encomendada</a> e terá como <em>lado b</em> o tema <em><span style="color: #ff99cc;">Colors Of The Limitless</span></em>. Esta é uma edição que recomendo vivamente até porque nas duas canções os <span style="color: #ff99cc;">Pontiak</span> voltam a afundar-se numa espiral psicadélica que os suga para um abismo feito com guitarras carregadas de <em>fuzz</em> e com o nível certo de distorção e uma percurssão vibrante e musculada. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/174371625&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:606985 2014-10-31T13:11:00 The Airborne Toxic Event – Wrong 2014-10-31T13:15:48Z 2014-10-31T13:15:48Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://www.mtv.com/crop-images/2013/08/19/TheAirborneToxicEvent.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/378096.html">Such Hot Blood</a>, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.theairbornetoxicevent.com/">The Airborne Toxic Event</a>, uma de uma banda de Los Angeles formada por Mikel Jollett (voz, guitarra, teclas), Steven Chen (guitarra, teclas), Noah Harmon (baixo, voz), Daren Taylor (bateria) e Anna Bulbrook (viola, teclas, tamborim, voz), estão de regresso aos discos com <em><span style="color: #ff0000;">Dope Machines</span></em>, o quarto trabalho da carreira do coletivo, ainda sem data de lançamento anunciada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Wrong</em></span> é o primeiro avanço divulgado de <em><span style="color: #ff0000;">Dope Machines</span></em> e, pelo sintetizador qe passeia livremente pela canção, ditando o rumo dos acontecimentos, a eletrónica terá um papel ainda mais preponderante no futuro deste coletivo. Confere...</span></p> <p><a href="http://adf.ly/taadx"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7528/15049010144_08ac6d34d9.jpg" alt="The Airborne Toxic Event - Wrong" width="400" height="400" /></a></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/JZwqC0KzH3Q" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:596958 2014-10-30T21:03:00 Astronauts - Four Songs EP 2014-10-30T21:03:41Z 2014-10-30T21:03:41Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;">Astronauts</span> é um projeto musical encabeçado pelo londrino Dan Carney. um músico e compositor que fez carreira nos lendários Dark Captain e que divulguei recentemente por causa de <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/astronauts-hollow-ponds-557733">Hollow Ponds</a> o extraordinário disco de estreia desta nova vida musical de um homem que guarda no seu universo sonoro teclas, cordas e baquetas mas, acima de tudo, um tremendo bom gosto e uma capacidade ímpar para compôr canções que só poderão ser devidamente apreciadas se estivermos dispostos a fazê-lo equipados com um fato hermético que nos permita captar a simultaneamente implacável e sedutora sensação de introspeção e melancolia mitológica que elas possuem e transmitem.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://allthingsgomusic.com/wp-content/uploads/2014/06/Astronauts-e1402343839572.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já a preparar o sucessor de <em>Hollw Ponds</em>, <span style="color: #ff0000;"><em>Four Songs EP</em></span> acontece numa lógica de querer encerrar um capítulo extenso e intenso da vida de Carney, que se inspirou em algumas experiências traumáticas pessoais recentes para compôr esse álbum, nomeadamente uma fratura grave de uma perna que o fez sofrer bastante e o prendeu a uma cama de hospital durtante um longo período. As quatro canções deste EP são como que sobras dessa obra maior, mas não ficam a dever nada em termos qualitativos ao alinhamento do disco. Comprovam a efervescência com que <span style="color: #ff0000;">Astronauts</span> se serve do <em>krautrock</em> e da <em>dream pop</em> e ampliam ainda mais a sensação de bom gosto que experimentamos ao escutá-las, criadas por um compositor que, com um pé na <em>folk</em> e outro na <em>pop</em> e com a mente também a convergir para um certo experimentalismo, tem o comportamento típico de quem não acredita em qualquer regra na busca pela perfeição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Only Son</span></em>, o tema que abre o EP, é um fantástico instante sonoro e o último tema divulgado pelo músico que aborda diretamente a fratura do pé que o apoquentou. simultaneamente claustrufóbica e épica e fortemente melódica, é uma música inspiradora e vibrante, com arranjos deslumbrantes e que não poupa na materialização dos melhores atributos que Carney guarda na sua bagagem sonora, tornando-nos cúmplices das suas angústias e incertezas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Lion Tamer</span></em> é um pouco mais introspetiva e melancólica e conta com um dedilhar de guitarra que casa na perfeição com uns lindíssimos arranjos de metais, algo que confere à canção um clima particularmente charmoso e contemplativo. A voz em coro dá mais corpo à canção e à medida que a mesma cresce, com o aumento da distorção e do ritmo da percurssão, que replicam uma melodia repetitiva, parece que levantamos voo com ela sem qualquer receio de olhar para trás e de nos deixarmos levar pelo cariz fortemente hipnótico da mesma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os dois últimos temas do EP mostram um Carney ainda mais resguardado, mas a potenciar ao máximo a capacidade que possui de nos deslumbrar e, de modo algo inédito, a provar que também há uma elevada dose de sensualidade e suavidade na tonalidade das canções que interpreta. Se a planante e eterea <em><span style="color: #ff0000;">Think On (2003)</span> </em>faz, um elogio sincro a Elliot Smith, um dos seus heróis, <span style="color: #ff0000;"><em>Death From The Stars</em></span> é um pequeno instrumental onde acorda de uma viola se entrelaça com alguns efeitos edepois nos transporta numa viagem rumo ao revivalismo dos anos oitenta que nos traz brisas bastante aprazíveis.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Four Songs</em></span> é um EP rico e arrojado, que aponta em diferentes direções sonoras, apesar de haver um estilo vincado que pode catalogar o cardápio sonoro apresentado. O trabalho tem um fio condutor óbvio, assente em alguma da melhor indie <em>pop</em> contemporânea, mas uma das suas particularidades é conseguir, sem fugir muito desta bitola, englobar diferentes aspetos e detalhes de outras raízes musicais, num pacote cheio de paisagens sonoras que contam histórias que a voz de Dan sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <div> <p class="sapomedia videos"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/166226045&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DJoYx6z9wkpM&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FJoYx6z9wkpM%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FJoYx6z9wkpM%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D3_cOfCokMSM&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F3_cOfCokMSM%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F3_cOfCokMSM%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DUwTVF0_dm08&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FUwTVF0_dm08%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FUwTVF0_dm08%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:605708 2014-10-30T13:29:00 Twin Hidden – Join Hands 2014-10-30T13:32:00Z 2014-10-30T13:32:00Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Twin Hidden" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Twin-Hidden-608x486.jpg" alt="Twin Hidden" width="608" height="486" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Divididos entre Londres e Manchester os <a style="color: #999999;" href="http://www.twinhidden.com/">Twin Hidden</a> são Matthew Shribman e Sam Lea, dois amigos de infância que com dez anos já faziam música juntos, tendo-se estrado nos lançamentos em 2001 com um disco cujo rasto é desconhecido (<em>This album is now where it belongs, at the bottom of the sea, where it will never be found</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A separação física de ambos deu-se com a entrada na universidade, quando Matthew foi estudar para Oxford e Sam para Manchester. Acabou por haver um breve hiato no grupo, mas os <span style="color: #ffcc99;">Twin Hidden</span> parecem estar apostados em regressar novamente à ribalta, desde que no ano passado resolveram voltar a compôr juntos, tendo o piano como instrumento privilegiado destas novas experências sonoras conjuntas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ffcc99;">Join Hands</span></em>, o novo <em>single</em> da dupla, será editado em dezembro, mas já chegou à redação de Man On The Moon, enviado pela própria banda. Pelos vistos, está a captar a atenção das pessoas certas, porque o tema está a fazer enorme furor junto da crítica especializada e basta escutar a canção para se perceber porquê. <em><span style="color: #ffcc99;">Join Hands</span></em> é uma peça musical magistral, uma<em> pop</em> futurista com o ritmo e cadência certas, conduzida por teclas inebriantes e arranjos sintetizados verdadeiramente genuínos e criativos, capazes de nos enredar numa teia de emoções que nos prende e desarma sem apelo nem agravo. A forma como os falsetes da dupla se entrelaçam entre si, enquanto metais, bombos, cordas e teclas desfilam orgulhosas e altivas, mais parece uma parada de cor, festa e alegria, onde todos comungam o privilégio de estarem juntos, do que propriamente um agregado de sons no formato canção. Ficarei muito atento a este projeto, nomeadamente ao possível lançamento de um disco. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/172896445%3Fsecret_token%3Ds-Euv2t&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:604782 2014-10-29T21:41:00 The Twilight Sad – Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave 2014-10-29T21:41:20Z 2014-10-30T09:41:55Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ffcc99;">The Twilight Sad</span> são uma banda de<em> indie rock</em> de Kilsyth, na Escócia, com onze anos de carreira e já lançaram três discos: <em>Fourteen Autumns &amp; Fifteen Winters</em> (2007), <em>Forget the Night Ahead</em> (2009) e <em>No One Can Ever Know</em> (2012), trabalhos onde o <em>post rock</em>, com uma elevada toada <em>punk</em> e <em>shoegaze</em> esteve sempre presente, assim como o chamado <em>krautrock</em> que foi fazendo escola no universo sonoro alternativo desde a década de setenta. <em><span style="color: #ffcc99;">Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave</span> </em>é o quarto disco desta banda escocesa, um trabalho lançado esta semana pela <a style="color: #999999;" href="http://www.fat-cat.co.uk/site/news/the-twilight-sad-premiere-on-noisey">Fat Cat Records</a>.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://images.popmatters.com/news_art/t/twilight-sad-2014-promo-650x400.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sustentados pela doce melancolia e donos de um som épico e eloquente, mas que exige dedicação, os <span style="color: #ffcc99;">The Twilight Sad</span> regressam aos discos com um trabalho que vive da mistura de<em> indie pop</em> e <em>indie rock</em> com o <em>punk</em> e o <em>post rock</em>, em canções que muitas vezes crescem em emoção, arrojo e amplitude sonora, sempre de forma progressiva, algo que os arranjos e o edifício melódico de temas tão díspares como <em><span style="color: #ffcc99;">There's A Girl In The Corner</span></em> ou <em><span style="color: #ffcc99;">I Could Give You All That You Don’t Want</span></em>, entre outros,<em> </em>claramente comprovam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ffcc99;">There's A Girl In The Corner</span></em> é, aliás, um dos grandes momentos deste álbum, um tema que encanta pelos belíssimos arranjos e que coloca de imediato a nú a zona de conforto sonora estabelecida e pregada pelos <span style="color: #ffcc99;">The Twilight Sad</span> e que reside num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada, na qual se enredaram, lirica e sonoramente. Por isso, se ficarem logo convencidos com esta entrada, mais inquietos e deslumbrados se irão sentir com a dupla <em><span style="color: #ffcc99;">Last January</span></em> e <em><span style="color: #ffcc99;">I Could Give You All That You Don’t Want</span></em>, duas canções com um ritmo difrente, mais expansivo, impulsivo e fenético e que clamam por um óbvio sentido de urgência que nos deixa no final nos limites da nossa caapcidade de sofreguidão. A partir daqui, estou certo que não se irão arrepender de conferir o restante alinhamento porque irão encontrar mais boas letras e belíssimos arranjos, assentes num baixo vibrante adornado por uma guitarra jovial e pulsante e com alguns efeitos e detalhes típicos do <em>rock</em> alternativo e do <em>punk</em> dos anos oitenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com a voz de Alexander Graham a soar a uma aproximação perfeita ao universo <em>indie </em>encorporado no registo grave dos nova iorquinos Matt Berninger ou Paul Banks, <em><span style="color: #ffcc99;">Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave</span> </em>carimba o instante de maturidade plena da carreira em que este coletivo vive, que parece caminhar confortavelmente por cenários que descrevem dores pessoais e escombros sociais, com uma toada simultaneamente épica e aberta, fazendo-o demonstrarando a capacidade eclética de compôr, em simultâneo, temas com um elevado teor introspetivo (<span style="color: #ffcc99;"><em>It Never Was The Same</em></span>) e verdadeiros hinos de estádio (<span style="color: #ffcc99;"><em>Last January</em></span>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se para os mais distraídos, o alinhamento de <em><span style="color: #ffcc99;">Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave</span> </em>pode ser do que mais depressivo e angustiante ouviram nos últimos tempos, este é um disco que eu penso valer a pena ser dissecado tomando como ponto de partida outra perspetiva, mais positiva. Os <span style="color: #ffcc99;">The Twilight Sad</span> quiseram ter aqui muito presente a temática do amor nas suas diferentes vertentes, mas de modo a apelar à tomada de consciência de que a existência humana não deve apenas esforçar-se por ampliar intimamente o lado negro, até porque ele será sempre uma realidade. Há aqui canções como <em><span style="color: #ffcc99;">Drown So I Can Watch</span></em> ou <em><span style="color: #ffcc99;">Pills I Swallow</span></em> e <em><span style="color: #ffcc99;">Sometimes I Wished I Could Fall Asleep</span></em> que não deixam margem para dúvidas sobre o cariz tumultuoso das mesmas, mas poderão também servir como gritos de alerta para que nos foquemos sempre, mesmo nesses instantes, no que de melhor nos sucede, para depois se explorar devidamente e até à exaustão o usufruto das benesses com que o destino nos brinda, mesmo que as relações interpessoais nem sempre aconteçam como nos argumentos dos filmes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O que não poderá deixar dúvidas a ninguém é que este é um compêndio de <em>rock</em> alternativo muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas é sobretudo um exercício de audição individual das canções. Com ele os <span style="color: #ffcc99;">The Twilight Sad</span> firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3942/15618113762_f93f8506cd.jpg" alt="The Twilight Sad - Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. There’s A Girl In The Corner</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Last January</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. I Could Give You All That You Don’t Want</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. It Never Was The Same</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Drown So I Can Watch</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. In Nowheres</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Pills I Swallow</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Leave The House</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Sometimes I Wished I Could Fall Asleep</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/163109818&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:574631 2014-10-28T18:34:00 Yes I´m Leaving - Slow Release 2014-10-28T18:34:39Z 2014-10-28T18:34:39Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Billy, Boyer e Cook são os <a href="http://yesimleaving.com/">Yes I'm Leaving</a>, um trio australiano oriundo de Sidney e que se prepara para conquistar um lugar ao sol no universo sonoro indie com <span style="color: #ccffcc;"><em>Slow Release</em></span>, um disco que chegou aos escaparates a vinte e nove de setembro por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.homelessvinyl.com.au/">Homeless</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.messandnoise.com/images/3035897/440x320-c.jpeg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"> A carilha insana do <em>indie rock</em> alternativo dos anos noventa está mais viva do que nunca e estes <span style="color: #ccffcc;">Yes I'm Leaving</span> parecem exímios a remexer nessa época em que nomes como os Nirvana, Smashing Pumpkins, Soundgarden ou Pearl Jam, Offspring ou Green Day, pegaram nas guitarras e no baixo e testaram os limites das pedaleiras em canções eminentemente curtas e diretas que versavam, quase sempre, sobre os tipicos dilemas juvenis ou questões politicas e ambientais. Este trio navega um pouco em redor destes nomes distintos com <em><span style="color: #ccffcc;">Fear</span></em>, por exemplo, a ser um tema cheio de detalhes típicos do grupo de Bryan "Dexter" Holland e <span style="color: #ccffcc;">Alchemy</span> a chamar a si a herança mais <em>noise</em> de Eddie Vedder, só para citar dois exemplos concretos. Seja como for, em termos gerais, <em><span style="color: #ccffcc;">Slow Release</span></em> soa a uma espécie dá vida a um som de marca e marcante que, algures entre Pavement e Smashing Pumpkins, numa espécie de encontro improvável entre Corgan e Malkmus, faz deste trio já um nome a ter em conta no último terço deste ano.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">O álbum é um festim inebriante, feito com guitarras distorcidas, uma voz que ruge sem desafinar e que exala um espírito jovem e bastante beliçoso. Fica logo claro que os <span style="color: #ccffcc;">Yes I'm Leaving</span> não cairam na tentação de complicar, já que ao longo do alinhamento deste trabalho não há quebras, nem momentos pouco ruidosos que os pudessem levar para territórios ponde se pudessem sentir, para já, menos cómodos. Os <span style="color: #ccffcc;">Yes I'm Leaving</span> têm urgência em se mostrar e fazem-no com uma crueza avasssaladora mas, sem perder nunca o norte, nem sem se deixarem levar por experimentalismos e arranjos desnecessários. E quando, em <span style="color: #ccffcc;">Husk</span>, perdem um pouco o norte, mas sem descarrilar e se desviam ligeiramente da rota, fazem-no em busca de alguns detalhes do<em> rock</em> mais progressivo e do próprio metal e não num sentido mais brando ou melancólico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Há uma componente melódica particularmente assertiva em todas as canções, apesar do cariz particular da sonoridade que replicam, sendo <em><span style="color: #ccffcc;">Careless</span></em> a canção que melhor explana este vertente. O baixo é mu instrumento essencial na forma como aconchega e domina as guitarras e a bateria e <em><span style="color: #ccffcc;">Salt</span></em> e o <em>fuzz</em> visceral de <span style="color: #ccffcc;"><em>Manic</em></span> serão talvez os tema em que o <em>red line</em> é posto à prova com maior intensidade pelas cordas e simultaneamente aqueles em que o baixo tem maior destaque. A partir deste tema ficamos constantemente à espera que surja nos nossos ouvidos algo de imprevisível e inédito, na forma como as cordas são manuseadas e produzidas e, sendo um disco de guitarras, quem aprecia o baixo e a bateria irá certamente sentir-se deliciado com a quantidade de efeitos que vai descobrir neste álbum e querer replicar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Independentemente do grau de acidez e de rudeza destes <span style="color: #ccffcc;">Yes I'm Leaving</span>, <em><span style="color: #ccffcc;">Slow Release</span></em> é um remate certeiro e um marco significativo na discografia atual que se inspira no período aúreo do <em>rock</em> alterativo norte americano, através de canções plenas de originalidade e com uma elevada bitola qualitativa e que devemos guardar com reverência para que sejam levadas para a linha da frente do nosso <em>airplay</em> particular quando nos apetece ouvir algo completamente distinto e único e longe da habitual limpidez sonora que geralmente nos cerca. No <a style="color: #999999;" href="http://yesimleaving.com/">Bandcamp</a> da banda podes escutar outros temas dos <span style="color: #ccffcc;">Yes I'm Leaving</span>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><img src="http://f1.bcbits.com/img/a1317211835_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">One</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Puncher</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Fear</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Alchemy</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Timer</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Salt</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Care Less</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Manic</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Funny</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Secret</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Husk</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2340381124/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; border: 0px solid #000000; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:605967 2014-10-28T18:25:00 Belle & Sebastian – Party Line 2014-10-28T18:30:48Z 2014-10-28T18:34:05Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Belle &amp; Sebastian - &quot;Party Line&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/b_s-608x393.png" alt="Belle &amp; Sebastian - &quot;Party Line&quot;" width="608" height="393" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Já se sabe desde setembro que os escoceses <span style="color: #33cccc;">Belle &amp; Sebastian</span> estão de regresso aos discos com um novo álbum. Esse trabalho irá chamar-se <em><span style="color: #33cccc;">Girls In Peacetime Want To Dance</span> e</em> verá a luz do dia a vinte de janeiro através da Matador Records, sendo o primeiro da banda em quatro anos, desde <em>Write About Love</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Hoje foi divulgado o primeiro single de<span style="color: #33cccc;"> <em>Girls In Peacetime Want To Dance</em></span>; A canção chama-se <span style="color: #33cccc;"><em>Party Line</em></span> e conduz-nos de volta ao <em>indie pop</em> mais orelhudo, com aquele requinte<em> vintage</em> que revive os gloriosos anos oitenta. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/o7CP2zxS4zo" width="608" height="342" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:603837 2014-10-27T21:22:00 Los Waves - This Is Los Waves So What? 2014-10-27T21:22:37Z 2014-10-28T09:35:44Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Depois do EP <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/431442.html">Got A Feeling</a>, a dupla lusa <span style="color: #808000;">Los Waves</span>, formada por José Tornada e Jorge da Fonseca e que tem dado nas vistas devido à sonoridade única e até algo inovadora, tendo em conta o panorama musical nacional, está de regresso com <em><span style="color: #808000;">This Is Los Waves So What?</span></em>, o longa duração de estreia da dupla, que foi produzido entre Londres (Gun Factory Studios) e Lisboa (Elephant Studios) por James Wiseman e conta com Bruno Santos no baixo. <em><span style="color: #808000;">This Is Los Waves So What?</span></em> tem sido escutado por cá com insistência, um trabalho sobre o qual Man On The Moon teve oportunidade de conversar com os <span style="color: #808000;">Los Waves</span>, como podes conferir adiante.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://musicapave.com/wp-content/uploads/los-waves.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Recordo que os <span style="color: #808000;">Los Waves</span> começaram a carreira em Londres, em 2011, onde deram os primeiros concertos em salas icónicas como o Old Blue Last, Cargo e Camden Barfly e nesse mesmo ano, lançaram os primeiros EP’s <em>Golden Maps</em> e <em>How Do I Know</em>, que deram logo que falar na imprensa, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos. Rapidamente atravessaram o Oceano Atlântico, onde conseguiram colocar músicas em vários canais de televisão, nomeadamente a a MTV, FOX, AXN e CBS, com destaque para a participação em bandas sonoras de séries como <em>Gossip Girl</em>, <em>Jersey Shore</em> (com a música <em>Golden Maps</em>) ou <em>Mentes Criminosas</em> (com a música <em>Got A Feeling</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Com distribuição por cá pela Sony Music Portugal e nos Estados Unidos e no Reino Unido a cargo da Summer Filth Records, <em><span style="color: #808000;">This Is Los Waves So What?</span> </em>são onze canções dominadas pelo <em>rock</em> festivo e solarengo, mas onde a eletrónica tem também uma palavra importante a dizer, já que os sintetizadores conduzem, quase sempre, o processo melódico, de modo a replicar uma sonoridade que impressiona pelo charme<em> vintage</em> .</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Os <em>riffs</em> de guitarra harmoniosos e a percurssão vincada de <em><span style="color: #808000;">Hyperflowers</span></em> e <span style="color: #808000;"><em>Modern Velvet</em> </span>abrem-nos uma janela imensa de luz e cor e convidam-nos a espreitar para um mundo envolvido por uma psicadelia luminosa, fortemente urbana, mística, mas igualmente descontraída e jovial, que vai estar sempre presente durante os quase quarenta minutos que dura o disco. As guitarras metálicas de<em><span style="color: #808000;"> Strange Kind Of Love</span></em>, um dos singles já retirados de <em><span style="color: #808000;">This Is Los Waves So What?</span></em>, conduzem uma música que, de acordo com o <em>press release</em> do lançamento, <em>fala daquele amor que faz o mundo girar, parte de uma história de amor não correspondido para nos falar de outros tipos de amor. O amor vem assim sob a forma de todas as coisas, da simplicidade que enche a alma de uma forma natural, como a luz que refracta no prisma, como os últimos raios de luz que enchem a íris numa tarde de verão, sob a influência e o calor das leis universais</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Mas <em><span style="color: #808000;">This Is Los Waves So What?</span></em> não fica por aqui e tem outros destaques interessantíssimos. Se em <span style="color: #808000;"><em>Golden Maps</em></span> os<span style="color: #808000;"> Los Waves</span> nivelam com elevada bitola qualitativa as suas experiências eletrónicas, em <em><span style="color: #808000;">Still Kind Of Strange How Days Won’t Go By</span></em>, o jogo de sedução que se estabelece inicialmente entre o orgão e a bateria, acaba por chamar a atenção da guitarra, que pouco depois junta-se e todos mostram como as belas orquestrações podem viver e respirar lado a lado e harmoniosamente com distorções e arranjos mais agressivos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">A busca de diferentes ambientes e a capacidade dos <span style="color: #808000;">Los Waves</span> em abarcar um leque aprofundado de referências fica plasmada em <em><span style="color: #808000;">Your World</span></em> e <em><span style="color: #808000;">Jupiter Blues</span></em>, dois temas do disco que merecem audição cuidada. No primeiro, os <span style="color: #808000;">Los Waves</span> piscam o olho descaradamente ao <em>indie rock</em> dançável e anguloso nova iorquino e à energia do<em> punk</em> que se alia com alguns laivos de eletrónica que, neste caso, casaram impecavelmente com a voz, que, já agora, ao longo do disco evidencia uma elevada elasticidade e a capacidade de reproduzir diferentes registos e dessa forma atingir um significativo plano de destaque. Quanto a <em><span style="color: #808000;">Jupiter Blues</span></em>, atravessa o atlântico para o lado de cá, mas até à assumida pompa sinfónica e inconfundível e que nunca descurava as mais básicas tentações pop e que fez escola no  cenário indie britânico na década de noventa, com Oasis, Spiritualized e Primal Scream a serem aqui referências óbvias. Pelo meio, os xilofones e a percurssão tribal de <em><span style="color: #808000;">Got A Feeling</span></em>, dão ao conjunto final mais um toque de luminosidade e cor, a canção que acabou há cerca de um ano atrás por colocar os <span style="color: #808000;">Los Waves</span> num merecido plano de destaque do panorama indie musical.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Em onze canções com uma sonoridade impar, em <em><span style="color: #808000;">This Is Los Waves So What?</span></em> é possível absorver a obra como um todo, mas entregar-se aos pequenos detalhes que preenchem o trabalho é outro resultado da mais pura satisfação, como se os <span style="color: #808000;">Los Waves</span> quisessem projetar inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte em cada canção do alinhamento. Conforme me confessaram na entrevista que podes conferir abaixo, o grupo não consegue única e simplesmente<em> ficar por um estilo</em>, houve <em>uma preocupação em não fazer algo que fosse normal</em> e tentaram <em>que as musicas tivessem algo de diferente que fique retido pelas boas razões</em>. Missão cumprida! Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/168058617&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Hyperflowers</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Modern Velvet</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Strange Kind Of Love</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Golden Maps</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Darling</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Still Kind Of Strange How Days Won’t Go By</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Your World</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Got A Feeling</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Jupiter Blues</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>How Do I Know</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 12pt;"><em>Belong (Sister)</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D-HW7d06Dj0w&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F-HW7d06Dj0w%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F-HW7d06Dj0w%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;">Depois de vos ter entrevistado há já quase um ano devido ao EP <em>Got A Feeling</em>, o que mudou nos Los Waves? Ainda têm tempo para fazer skate e surfar ou a música ocupa totalmente os vossos dias?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">Por acaso não fazemos surf nem andamos de skate há algum tempo, se bem que seja dito que nunca fomos nenhuns prós na coisa, este ano andámos um pouco em sines no verão, temos uns cruisers e dão para descontraír. Este processo todo do album e dos videoclips também nos tirou bastante tempo livre. O surf e o skate foram de alguma forma trocado por futebol nestes meses.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;"><em>This Is Los Waves so What?</em> parece-me um título fantástico para um disco de estreia e bastante apelativo. Sabe a uma espécie de grito de revolta, uma daquelas entradas em grande no palco em início do espetáculo, de forma tão ruidosa que desperta logo o espetador mais incauto. É isso que vocês pretendem com o vosso trabalho de estreia? Causar um forte impacto? Como esperam que seja recebida a vossa música?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">Por acaso o nome foi pensado no sentido de assumir uma atitude despreocupada, o facto de o album ter tantas músicas diferentes seria um problema para a maior parte das bandas e ainda o é na industria em geral, é dificil vender um produto disperso, mas para nós não faz sentido de outra forma, não conseguimos simplesmente ficar por um estilo. E sim o título também foi pensado no sentido de causar impacto, há sempre uma preocupação em não fazer algo que fosse normal ou apenas mais uma coisa, de certa forma achamos que apesar de serem "orelhudas", tentámos que as musicas tivessem algo de diferente que fique retido pelas boas razões</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;">Quando conversámos há um ano atrás, confessaram-me que, neste disco, pretendiam, além da indie pop com influências da new wave e do psicadelismo, explorar sonoridades mais existências e mais calmas. À medida que iam gerando <em>This Is Los Waves So What?</em>, preocuparam-se em experimentar e compor de acordo com as vossas preferências, ou também tiveram o foco permanentemente ligado na vertente mais comercial? No fundo, em termos de ambiente sonoro, o que idealizaram para o álbum inicialmente, correspondeu ao resultado final ou houve alterações de fundo ao longo do processo?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">Fomos sempre idealizando coisas muito muito diferentes ao longo do processo, o facto de sermos ouvintes recreativos de outras bandas faz com que em muitos momentos no empolguemos e digamos alto "EIA ..epa que cena temos que ter um ambiente assim", mas claro que até chegar lá existe todo um processo de sound design que pode correr muito mal ou muito bem e normalmente nunca se consegue o que se quer, mas é durante esse processo que nascem novas coisas que acabam por ser utilizadas, penso que isso aconteceu imenso ao longo do álbum.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;">Temas como <em>Hyperflowers</em> e <em>Strange Kind Of Love</em> também apontam a um universo mais próximo do indie rock, o que me parece, de algum modo, inédito nos Los Waves, tendo em conta, principalmente, o conteúdo do EP Got A Feeling. Concordam com esta minha perceção?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">Sim é verdade, lá está, nós ouvimos tantas coisas tão diferentes em termos de género que é normal tocar nesses pontos, neste momento sinceramente já não sabemos nós proprios onde nos inserimos, isso é mau e bom ao mesmo tempo, talvez no  segundo album façamos algo muito mais inesperado mas que para nós seja a única coisa que faça sentido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;">Sempre senti uma enorme curiosidade em perceber como se processa a dinâmica no processo de criação melódica. Numa banda com vários elementos, geralmente há sempre uma espécie de regime ditatorial (no bom sentido), com um líder que domina a parte da escrita e, eventualmente, também da criação das melodias, podendo os restantes músicos intervir na escolha dos arranjos instrumentais. Como é numa dupla como a vossa? Acontece tudo naturalmente e de forma espontânea em <em>jam sessions</em> conjuntas, ou um de vocês domina melhor essa componente?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">Nunca fizemos uma única jam session na nossa vida. Os temas são compostos por mim (Jorge) e pelo Zé, em casa, muitas vezes separadamente. Eu faço as letras e normalmente apareço com melodias de voz e sketches de acordes e a partir daí construímos a música.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;">Liricamente, este disco deverá ser ainda muito fruto das longas viagens que fizeram em tempos pela América do Sul e pelo Índico, presumo… No que diz respeito à escrita das letras, o que mais vos inspira? E, já agora, qual é a dinâmica da dupla nesse aspeto?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">As letras aparecem de forma estranha, nunca percebi muito bem como, mas de certa forma é sempre algo que é quase inconsciente e no fim acabam por bater demasiado certo, parece coincidência. De facto todos os processos de criação artistica são estranhos neste ponto, parece que já tudo existe num mar de informação universal que está noutra dimensão e nós através de processos de semi-abstração mental conseguimos chegar a esses lugares. Mas claro que serão também fruto de experiências. Nunca escrevi sobre nada em concreto de forma consciente, ou sobre temas que nao têm directamente a ver comigo, e noto que ao longo do álbum a letras foram passando de uma temática mais holistica para algo mais relacional, emocional, urbano. Este processo acompanhou naturalmente uma viragem mais rock que fizémos a certo ponto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;"><em>This Is Los Waves So What?</em> foi produzido por James Wiseman. Como surgiu a possibilidade de trabalhar com uma verdadeira referência? Que peso teve no produto final?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">De facto é uma ajuda enorme e uma mudança desde os primeiros EP's que foram gravados num laptop em condições miseráveis, ter acesso a um estúdio e a fazer as coisas como toda a gente faz. Foi um privilégio para nós. Conhemos o James em Londres, ele faz colaborações constantes com artistas portugueses mais na onda do jazz e fado - embora ele só ouça Black Keys!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;">Como estão a decorrer os concertos de apresentação do disco? E onde podemos ver os Los Waves a tocar num futuro próximo?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">Vamos apresentar o disco no dia 13 de Novembro no Sabotage em Lisboa , 14 de Novembro no Maus Hábitos no Porto e 15 no Texas Bar em Leiria!</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt;">Para terminar, outra curiosidade… Quais são as três bandas atuais que mais admiram?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;">Ice Age, Mando Diao, Devendra Banhart.</span></p> <p><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpa1/v/t1.0-9/10440789_1462158927339808_8315977746351583498_n.jpg?oh=771d666b8fdd4638251e8cf9dfeced51&amp;oe=54EAE940&amp;__gda__=1421174570_377b1f0e11d5b21ce9d7da0ed34074da" alt="" /></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:605149 2014-10-27T18:30:00 San Cisco – Run 2014-10-27T18:35:56Z 2014-10-27T18:43:15Z <p style="text-align: justify;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3946/15441595739_db653c25c8.jpg" alt="San Cisco - Run" width="400" height="400" /><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Os <span style="color: #ff99cc;">San Cisco</span> são uma banda natural de Perth, na Austrália e formada por <span id="ctl00_ctl00_ctl00_ctl00_MainBody_ContentPlaceHolder1_ContentPlaceHolder1_ContentPlaceHolder1_Repeater1_ctl00_MembersText">Jordi James (guitarra, voz e teclados), Josh Biondillo (guitarra, voz), Nick Gardner (baixo) e Scarlett Stevens (bateria). Eles acabam de divulgar <em><span style="color: #ff99cc;">Run</span></em>, o primeiro single do segundo disco do grupo, que deverá sair no início do próximo ano.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><span id="ctl00_ctl00_ctl00_ctl00_MainBody_ContentPlaceHolder1_ContentPlaceHolder1_ContentPlaceHolder1_Repeater1_ctl00_MembersText"><em><span style="color: #ff99cc;">Run</span> </em>é um tema construído sobre linhas de guitarra e um sintetizador inspirado, com uma forte componente melódica e um refrão bastante luminoso. Confere...</span></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/170422921&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:591587 2014-10-26T22:43:00 Caged Animals – The Overnight Coroner EP 2014-10-26T22:47:36Z 2014-10-26T22:50:27Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Depois de <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/184199.html">Eat Their Own</a>, um disco que divulguei há pouco mais de dois anos e, já em 2013, do sucessor,<a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/407557.html"> The Land Of Giants</a>, os nova iorquinos <a style="color: #999999;" href="http://cagedanimals.net/">Caged Animals</a>, uma banda <em>psych pop indie </em>de Brooklyn liderada por Vincent Cacchione, lançaram nos primeiros dias do último mês de março, um EP concetual, com quatro canções que relatam instantes da vida de uma personagem chamada Ryan, um homem de vinte e três anos natural de Nova Jersey e que trabalha como guarda noturno numa morgue. A última faixa do EP é a narração da história por parte do músico.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.cmj.com/wp-content/uploads/marcato/CagedAnimals-600x330.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">A música de Cacchione é perfeita para funcionar como estímulo para que acreditemos sempre nos nossos desejos e na capacidade de speraão intrínseca ao ser humano, já que, com mestria, propôe-nos uma eletrónica cintilante com uma voz que única e que parece, a qualquer momento, poder vir a explodir emocionalmente, mesmo quando se refere a um ser comum, com uma profissão que não é propriamente inspiradora para a criação de odes alegóricas e luminosas, mas que permite abrir imensas portas sobre aquilo que poderá pensar e querer do mndo que o rodeia, uma mente habituada a liderar diariamente com a morte e com tudo aquilo que ela tem de triste e sombrio.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Sabendo, de antemão, a temática do EP, não é complicado deixarmo-nos envolver pela teia emocional que dele transborda, proporcionada por uma sonoridade pop com forte pendor eletrónico, alicerçada em sons sintetizados e cheios de detalhes deslumbrantes, que incubaram de um intrincado conjunto de gostos eclécticos, retro e futuristas e que vão do experimentalismo <em>lo-fi</em> às insinuações<em> folk new-wave</em>, passando pelo rock e a soporífera <em>chillwave</em>. É um caldeirão sonoro que no permite sentir toda a fantasia e a magia que a música de Vincent quer transmitir, mesmo que alicerçada numa estranha narrativa, profunda e carregada de psicadelia. Em suma, <span style="color: #ff00ff;"><em>The Overnight Coroner</em></span> é um trabalho cheio de palavras esperançosas, embrulhadas com tiques sonotos peculiares, que misturam de tudo um pouco com uma exuberância caleidoscópica, para nos dar a conhecer um mundo dos adultos através de uma retórica sonora que não eixa de se imbuir de uma ingenuidade e uma melacolia quase infantis, uma sensação dicotómica que a capa do EP tão bem ilustra. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><a href="http://adf.ly/sOomp"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3890/15180408100_3ee37fff96.jpg" alt="Caged Animals - The Overnight Coroner" width="400" height="400" /></span></a></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">01. The Overnight Coroner Attends A Party</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">02. Working On The Downfall</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">03. The Turnaround</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">04. The Last One At The Party</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">05. The Overnight Coroner Finds What He Is Looking For</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/V5tqvvPETuI" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:605630 2014-10-26T16:14:00 Fleeting Youth Records - Blooming (A Fuzz- Fucked Compilation w. r/cassetteculture) 2014-10-26T16:21:11Z 2014-10-26T16:21:11Z <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Uma das etiquetas mais interessantes do cenário indie norte americano é a Fleeting Youth Records, editora de Austin, no Texas, que acaba de lançar no <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/fleeting-youth-records-vol-1">bandcamp</a> uma nova compilação, que inclui no alinhamento nomes tão interessantes como os VLMA, Goners, Mumblr, Assault Shaker, Plouse e Lurve, entre outros.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Disponível em ofrmato digital e cassete, esta coleção de canções está cheia de algum do melhor punk rock, carregado de fuzz, distorção e experimentalismo que se vai fazendo no cenário mais alternativo do outro lado do atlântico.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Algumas canções já foram editadas pelos respetivos autores, outras são ainda demos ou material inédito. Se gostas de punk rock sem espinhas, cheio de fuzz e de distorção na pedaleira, então esta compilação é para ti. Confere...</span></div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/54986857&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:595394 2014-10-25T20:14:00 DRLNG - Icarus EP 2014-10-25T19:14:39Z 2014-10-25T19:14:39Z <div style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="https://scontent-a-lhr.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/v/l/t1.0-9/10671498_10152770876458535_2993182488473009770_n.jpg?oh=32be30f823beb1ac1921533d51008b68&amp;oe=54E7D00D" alt="" /></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Os <a style="color: #999999;" href="http://plumerai.com/blog/wordpress/">Plumerai</a> juntaram-se em 2011 para fazer música e assim nasceu uma banda em Boston formada por Eliza Brown (voz), Martin Newman (guitarras), James Newman (baixo) e Mickey Vershbow (bateria). Agora, três anos depois, alguns dos integrantes dessa banda resolveram dar vida a um novo projeto paralelo intitulado <span style="color: #ff6600;">DRLNG</span> (<em>darling</em>), que se estreou no passado dia dezasseis de outubro com um EP intitulado<em><span style="color: #ff6600;"> Icarus</span></em>, disponível numa edição limitada em vinil de <em>12"</em> e no <a style="color: #999999;" href="http://drlngmusic.bandcamp.com">bandcamp</a> e <a style="color: #999999;" href="https://soundcloud.com/a-secret-brand/sets/drlng-icarus-ep">soundcloud</a> do projeto.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Gravado por Alex Gracia-Rivera nos estudios Mystic Valey, um dos poucos estúdios americanos que usa ainda apenas e só equipamento analógico, este EP contém quatro excelentes canções que apostam numa fusão do <em>indie rock</em> mais melancólico e sombrio com alguns detalhes da <em>folk</em> americana e da<em> pop</em>. A voz pura e límpida de Eliza é um trunfo explorado positivamente até à exaustão e que ganha um realce ainda maior quando as guitarras algo turvas de Martin têm a capacidade de proporcionar uma aúrea algo mística e ampliada, não só à voz de Eliza, como também, no fundo, à própria mensagem das canções.</span></div> <div> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ff6600;">Icarus</span></em>, o tema homónimo, permite-nos desde logo dissecar diferentes vias e infuências, já que, ao mesmo tempo que há uma paisagem sonora que transparece calma e serenidade, também existe na guitarra uma tensão constante, numa melodia amigável e algo psicadélica, que se arrasta até ao final num longo diálogo entre a distorção e o timbre do baixo. <em><span style="color: #ff6600;">My Gipsy</span></em> tem um formato intímo e marcadamente nostálgico e <em><span style="color: #ff6600;">Playground Punk</span></em> usa a bateria para brincar com os nossos sentidos, sempre à espera do momento certo para explodir. Para o ocaso ficou<em><span style="color: #ff6600;"> Seattle</span></em>, um tema cantado em francês e onde o fio condutor parece incialmente ser o <em>jaz</em><span lang="pt"><em><span class="hps">z</span></em> e a <em>folk</em>, mas com o<em> indie rock</em> mais progressivo a ser o grande suporte de uma canção que mostra uns <span style="color: #ff6600;">DRLNG</span> que parecem também querer apostar, no futuro, em ambientes sonoros mais ruidosos.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Há uma enorme sensação de conforto durante a audição de <span style="color: #ff6600;"><em>Icarus</em></span>, possibilitada por uma atmosfera rítmica e sonora claramente orientada para permitir aos autores expressarem-se de forma melancólica e, desse modo, exaltarem cenários e sensações que se expressam com particular envolvência e que expõem sentimentos com genuína entrega e sensibilidade extrema. Este EP tem uma expressividade única e claramente intencional, que abrange, de forma reconfortante, o espaço onde é ouvido, como se fosse um manto que permanece sempre cativante, mas também feliz e carregado de esperança. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> </div> <div> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/49734115&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></span></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:603305 2014-10-25T20:10:00 Tashaki Miyaki – The Beautiful Ones (Prince Cover) 2014-10-25T19:10:58Z 2014-10-25T19:10:58Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Tashaki Miyaki" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Tashaki_Miyaki_Cred_Marc-Gabor-608x404.jpg" alt="Tashaki Miyaki" width="608" height="404" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">A vocalista Lucy Miyaki e o guitarrista Tashaki formam os <span style="color: #993300;">Tashaki Miyaki</span>, uma dupla oriunda de los Angeles, que navega nas águas turvas e profundas da dream pop de pendor psicadélico. Em digressão com os Allah-Las durante este outono, resolveram gravar algumas covers para a ocasião, um trabalho que irá ser editado com o sugestivo nome <em>The Covers EP</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;">Uma das canções que os <span style="color: #993300;">Tashaki Miyaki</span> resolveram revisitar com a ajuda do produtor Joel Jerome foi o clássico <em><span style="color: #993300;">The Beautiful Ones</span></em>, um original de Prince, tendo-o feito de forma bastante original e assertiva e criado uma atmosfera densa e particularmente sensual e hipnótica.  A versão está disponivel para <em>download</em> gratuito. Confere...</span><span id="more-1713411"></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/173055831%3Fsecret_token%3Ds-ns7Zd&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:558924 2014-10-24T22:15:00 Allah-Las – Worship The Sun 2014-10-24T21:15:51Z 2014-10-24T21:20:55Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Naturais de Los Angeles, os norte americanos <span style="color: #ff6600;">Allah-Las</span> são Miles, Pedrum, Spencer e Matt e têm um novo disco intitulado <em><span style="color: #ff6600;">Worship The Sun</span></em>, um trabalho lançado por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.innovativeleisure.net/product-tag/allah-las/">Innovative Leisure</a> no último dia dezasseis de setembro e que sucede a um homónimo que foi o disco de estreia da banda, editado em 2012.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://buzzbands.la/wp-content/uploads/2012/02/allahlas-crop.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #ff6600;">Allah-Las</span> estão atrasados ou adiantados quase meio século, depende da perspetiva que cada um possa ter acerca do conteúdo sonoro que replicam. Se na década de sessenta seriam certamente considerados como uma banda vanguardista e na linha da frente e um exemplo a seguir, na segunda década do século XXI conseguem exatamente os mesmos pressupostos porque, estando novamente o <em>indie</em> <em>rock lo fi</em> e de cariz mais psicotrópico na ordem do dia, são, na minha modesta opinião, um dos projetos que melhor replica o<em> garage rock</em> dos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Depois de terem impressionado com o búzio de <em>Allah-Las</em>, estes californianos mantêm a toada no sucessor e trazem o mesmo horizonte vasto de referências e as inspirações da estreia, mas trabalhadas de forma ainda mais abrangente e eficaz. Levam-nos novamente numa viagem que espelha fielmente o gosto que demonstram relativamente aos primórdios do <em>rock</em> e conseguem apresentar, em simultâneo, algo inovador e diferente, através de uma sonoridade muito fresca e luminosa, assente numa guitarra <em>vintage</em>, que de Creedance Clearwater Revival a Velvet Underground, passando pelos Lynyrd Skynyrd, faz ainda alguns desvios pelo <em>blues</em> dos primórdios da carreira dos The Rolling Stones e pela irremediável crueza dos The Kinks.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Começa-se a escutar <em><span style="color: #ff6600;">De Vida Voz</span></em> e cá vamos nós a caminho da praia ao som dos <span style="color: #ff6600;">Allah-Las</span> e de volta à <em>pop</em> luminosa dos anos sessenta, aquela <em>pop</em> tão solarenga como o estado norte americano onde a banda reside. E vamos com eles enquanto nos cruzamos com os veraneantes cor de salmão e de arca frigorífica na mão, que lutam interiormente ao chegar ao carro, sem saberem se a limpeza das chinelas deve ser exaustiva, ou se os inúmeros grãos de areia que se vão acumular no tapete junto aos pedais do Mégane justificam um avanço de algumas centenas de metros na fila de veículos que regressam à metrópole. A praia dos <span style="color: #ff6600;">Allah-Las</span>, na costa oeste, começa com o pôr do sol e uma fogueira e continua noite dentro até o vidrão ficar cheio e a areia se confundir com as beatas que proliferam, numa festa feita de cor, movimento e muita letargia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Quem acha que ainda não havia um <em>rock n' roll</em> tresmalhado e robotizado nos anos sessenta ou que a composição psicotrópica dos substantivos aditivos que famigeravam à época pelos estúdios de gravação não permitia grande rigor melódico, ficará certamente impressionado com a contemporaneidade <em>vintage</em> nada contraditória dos acordes sujos de <em><span style="color: #ff6600;">No Werewolf</span></em> e do <em>groove</em> da guitarra e de uma voz que parece planar sobre <em><span style="color: #ff6600;">Artifact</span></em> e <em><span style="color: #ff6600;">Recurring</span></em>, dois dos melhores temas do disco. Depois, o tema homónimo tem um experimentalismo instrumental que se aproxima do <em>blues</em> marcado pela guitarra acústica, além dos metais e de alguns ruídos que assentam muito bem na canção.<em> <span style="color: #ff6600;">Had It All</span></em>, o <em>single</em> já retirado do disco, obedece integralmente à toada revivalista, com um certo travo<em> folk</em>, numa canção que funde Bob Dylan e Jimmy Hendrix, numa sonoridade simultaneamente grandiosa e controlada. Já as cordas de <em><span style="color: #ff6600;">Nothing To Hide</span></em> e o efeito que as acompanham, assim como a percurssão <em>groove</em> do tema homónimo e os efeitos hipnóticos da guitarra, sustentam duas das mais belas melodias de um disco que até abraça a <em>folk</em> e o <em>country sulista</em> americano em <em><span style="color: #ff6600;">Better Than Mine</span></em>. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Uma das canções mais curiosas do álbum é <em><span style="color: #ff6600;">501-415</span></em>, a peça mais psicadélica e sintética do disco e com um timbre pouco usual, estado aqui o momento mais experimental de um trabalho que mesmo nos momentos puramente instrumentais, como <em><span style="color: #ff6600;">Ferus Gallery</span></em>, <em><span style="color: #ff6600;">Yemeni Jade</span> </em>e a já citada <em><span style="color: #ff6600;">No Werewolf</span></em>, não desilude.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ff6600;">Buffalo Nickel</span></em> tem o melhor refrão de <span style="color: #ff6600;"><em>Worship The Sun</em></span>, uma balada que obedece à sonoridade <em>pop</em> dos anos sessenta e <em><span style="color: #ff6600;">Follow You Down</span></em> tem um experimentalismo instrumental que se aproxima do <em>blues</em> marcado pelo baixo e pelas guitarras, além dos metais e de alguns ruídos que assentam muito bem na canção, uma atmosfera que se repeate no <em>surf rock</em> de<em><span style="color: #ff6600;"> Every Girl</span></em>, uma forma muito luminosa e festiva de encerrar um disco que feito de referências bem estabelecidas e com uma arquitetura musical que garante aos <span style="color: #ff6600;">Allah-Las</span> a impressão firme da sua sonoridade típica e ainda permite terem margem de manobra para futuras experimentações.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff6600;"><em>Worship The Sun</em></span> é, como de algum modo já referi, coerente com vários discos que têm revivido os sons outrora desgastados das décadas de sessenta e setenta e é uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente. É um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva esta banda californiana. É um disco<em> vintage</em>, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma <em>pop</em> caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências antigas. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><a style="color: #999999;" title="Allah-Las - Worship The Sun por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14591522388/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3839/14591522388_2268339684.jpg" alt="Allah-Las - Worship The Sun" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">01. De Vida Voz</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">02. Had It All</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">03. Artifact</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">04. Ferus Gallery</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">05. Recurring</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">06. Nothing To Hide</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">07. Buffalo Nickel</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">08. Follow You Down</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">09. 501-415</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">10. Yemeni Jade</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">11. Worship The Sun</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">12. Better Than Mine</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">13. No Werewolf</span></em><br /><em><span style="color: #ff6600; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">14. Every Girl</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/ZyeIuazQoe4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:602903 2014-10-24T13:31:00 Blue Hawaii – Get Happy / Get Happier 2014-10-24T12:32:00Z 2014-10-24T12:32:00Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Blue Hawaii – &quot;Get Happy&quot; / &quot;Get Happier&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/bluehawaii-gethappy.jpg" alt="Blue Hawaii – &quot;Get Happy&quot; / &quot;Get Happier&quot;" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Os <span style="color: #99ccff;">Blue Hawaii</span> são um projeto canadiano formado pelo enigmático casal Agor e Raph (na verdade chamam-se Alexander Cowan e Raphaelle Standell-Preston), uma dupla originária de Montreal e que se estreou nos discos em 2010 com <a style="color: #999999;" href="http://bluehawaii.bandcamp.com/album/blooming-summer">Blooming Summer</a>. O sucessor chamou-se <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/332893.html">Untogether</a> e viu a luz do dia no início de 2013 por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://arbutusrecords.com/">Arbutus Records</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Quase dois anos depois os<span style="color: #99ccff;"> Blue Hawaii</span> voltam a mostrar-se com a divulgação de uma nova canção intitulada <em><span style="color: #99ccff;">Get Happy</span></em>, gravada no início deste ano. E além desse tema, incluiram no single <span style="color: #99ccff;"><em>Get Happier</em></span>, uma versão da canção principal, mais acelerada, criada no passado mês de agosto. A digressão de apresentação de <em>Untogether</em> foi marcante para os <span style="color: #99ccff;">Blue Hawaii</span> e <em><span style="color: #99ccff;">Get Happy</span></em> reflete esse estado de alma de um casal que teve de gerir novas realidades e conflitos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"> <span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>As the year progressed, we found our live show intensify but still had all these softer recordings which would never be released. Hence we present ’Get Happy’ / ’Get Happier’, where we explore both sides: the original demo and a fun, double-time edit made one day in August.</em></span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Os dois temas estão disponíveis para download gratuito. Confere...</span></p> <ul class="playlist"> <li class="mp3inline"><a class="sm2_link" href="http://cdn.stereogum.com/files/mp3/Blue%20Hawaii%20-%20Get%20Happy.mp3" rel="pagePlayerMP3Sound38"><span class="mp3play_button"><img src="http://www.stereogum.com/wp-content/themes/stereogum/images/blank.gif" alt="" /></span>Blue Hawaii – Get Happy”</a><a class="post_link" title="right click to download" href="http://cdn.stereogum.com/downloader/?file=%2Ffiles%2Fmp3%2FBlue+Hawaii+-+Get+Happy/">Download</a></li> </ul> <ul class="playlist"> <li class="mp3inline"><a class="sm2_link" href="http://cdn.stereogum.com/files/mp3/Blue%20Hawaii%20-%20Get%20Happier.mp3" rel="pagePlayerMP3Sound40"><span class="mp3play_button"><img src="http://www.stereogum.com/wp-content/themes/stereogum/images/blank.gif" alt="" /></span>Blue Hawaii – “Get Happier”</a><a class="post_link" title="right click to download" href="http://cdn.stereogum.com/downloader/?file=%2Ffiles%2Fmp3%2FBlue+Hawaii+-+Get+Happier/">Download</a></li> </ul> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/173175584&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:580848 2014-10-23T22:15:00 Gut und Irmler - 500M 2014-10-23T21:15:19Z 2014-10-24T11:00:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Gravado no estúdio Faust em Scheer no Outono de 2013, <em><span style="color: #666699;">500M</span></em> é o novo disco da dupla <span style="color: #666699;">Gut und Irmler</span>, formada por <span style="color: #666699;">Jochen Irmler</span>, um mestre do <em>krautrock</em> e um explorador sonoro nato e por <span style="color: #666699;">Gudrun Gut</span>, uma produtora berlinense experimentada e disciplinada. <em><span style="color: #666699;">500M</span></em> foi editado no passado dia oito de setembro por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://boomkat.com/cds/1053396-gut-und-irmler-500m">Bureau B</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://visionsfromtheroof.com/wp-content/uploads/2014/08/PastedGraphic-4-469x292.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Membro fundador dos Malaria!, dos Mania D e dos Einsturzende Neubauten, <span style="color: #666699;">Gut</span> é exímia na forma como manipula um verdadeiro arsenal de equipamento sonoro que replica uma vasta teia de instrumentos e sons e depois no modo como os transforma a seu belo prazer, mas sempre com corência e com aquela típica sobriedade alemã. Simultaneamente analógico e digital, envolto num manto de referências que nos remetem para o glorioso passado do<em> krautrock</em>, mas também para um presente feito com melodias elípticas e <em>beats</em> lineares que definem as novas tendências do cenário eletrónico berlinense que insiste em manter-se na vanguarda há várias décadas, <span style="color: #666699;"><em>500M</em></span> é um tratado sonoro com nove capítulos que se complementam duma maneira cósmica!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Nome lendário e reputado, <span style="color: #666699;">Irmler</span> também teve uma importante palavra a dizer no conteúdo deste disco, nomeadamente no modo como a dupla explorou um cruzamento assertivo entre o aspeto mais maquinal e carregado das batidas, com o caldeirão algo psicadélico de onde brotaram alguns dos arranjos e detalhes que foram sendo sobrepostos à percurssão, de um modo particularmente intuitivo e expressivo. O teclado e o detalhe sonoro metálico que vagueia por <em><span style="color: #666699;">Fruh</span></em>, o orgão de <em><span style="color: #666699;">Mandarine</span></em> ou uma voz samplada em <span style="color: #666699;"><em>Traum</em></span> e em <em><span style="color: #666699;">Auf Und Ab</span></em> são apenas três exemplos do modo particularmente esmerado e criativo com que estes <em><span style="color: #666699;">Gut und Irmler</span></em> conseguem sobrepôr sobre uma base sonora maquinal aparentemente fria e desprovida de vida, vários elementos e fragmentos que acabam por originar edifícios sonoros expressivos, frequentemente hipnóticos e, quase sempre, dotados de um certo charme que nem o ambiente mais psicotrópico que se escuta nos ritmos programados para criar <span style="color: #666699;"><em>Parfum</em></span> consegue disfarçar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"><em><span style="color: #666699;">500M</span></em> é um alinhamento de vários blocos de som sintetizado e de experiências livres de qualquer formalismo ou regra e que só se justificam numa espécie de tratado de natureza hermética, onde esse bloco de composições não é mais do que partes de uma só canção de enormes proporções. Sonoramente, asssiste-se a um desfile de alguns dos pilares fundamentais da eletrónica, nas suas mais diversas vertentes e sub géneros, feito de acertos e instantes sonoros experimentais, com travos do <em>krautrock</em> mais rígido e maquinal que se pode imaginar, mas também de uma psicadelia feita com uma autêntica salada de sons sintetizados, mudanças bruscas de ritmos e volume, ruídos impercetíveis e <em>samples </em>vocais e instrumentais bizarros. Este é um disco claramente embebido num conteúdo <em>vintage </em>heterogéneo, mas relacionado com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"><img src="http://www.brainwashed.com/brain/images/gut_und_irmler-500m.jpg" alt="" /></span></p> <div style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #999999;"><span style="color: #666699;">Fruh</span></span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #666699;">Chlor</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #666699;">Mandarine</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #666699;">Traum</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #666699;">Noah</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #666699;">Auf und Ab</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #666699;">Parfum</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #666699;">Brucke</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #666699;">500m</span></em></span></div> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/d6g_kBN9Exo" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></span></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:603625 2014-10-23T21:05:00 Panda Bear - Noah EP 2014-10-23T20:39:37Z 2014-10-23T20:39:37Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Chega no dia doze de novembro às lojas <em><span style="color: #99cc00;">Meets The Grim Reaper</span></em>, o novo e quinto álbum da carreira de <a style="color: #999999;" href="http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/panda_bear">Panda Bear</a>, um músico com fortes ligações a Portugal, adepto confesso de grande Sport Lisboa e Benfica e membro fundador dos Animal Collective.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.brooklynvegan.com/img/music/fyfest/2010/pandabear/3.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Depois do cariz minimal em que alicerçou <em>Tomboy</em>, de acordo com a imprensa este novo trabalho de <span style="color: #99cc00;">Panda Bear</span>, gravado entre Lisboa e a planície texana com a colaboração de Pete Kember, leva o músico de regresso à estratégia em que é mestre, a junção sónica e psicadélica de um verdadeiro caldeirão instrumental e melódico. Pela amostra, intitulada <em><span style="color: #99cc00;">Mr Noah</span></em>, um single lançado em formato EP, acompanhado por mais três canções que não farão parte do alinhamento de Meets The Grim Reaper, essa opção terá sido bem sucedida e o novo trabalho do músico será certamente um marco fundamental da sua carreira.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">No EP encontramos uma sequência de primorosas e ainda mais atrativas experimentações. Se <span style="color: #99cc00;"><em>Mr Noah</em></span> prepara o terreno sendo o tema mais acessível do EP, a cândura pop e romântica de <span style="color: #99cc00;"><em>Faces In The Crowd</em></span> levanta um pouco mais o véu sobre o futoro sonoro de Bear, o que será finalizado no toque de psicadelia que define <span style="color: #99cc00;"><em>Untying The Knot</em></span>, um tema que leva <span style="color: #99cc00;">Panda Bear</span> para o clima hipnótico e lisérgico da década de setenta e que é bem capaz de ser o o novo território sonoro que o deixa atualmente algo siderado. Por fim, <em><span style="color: #99cc00;">This Side of Paradise</span></em> é um momento de pura experimentação, uma colagem de várias mantas de retalhos que nem sempre se preocupam com a coerência melódica e que incluem <em>samples</em> de vozes e arranjos em eco e sintetizados, nem sempre claramente percetíveis.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;">Confere o EP de lançamento do<em> single</em> <em><span style="color: #99cc00;">Mr Noah</span></em>, já disponível para <a href="https://itunes.apple.com/us/album/mr-noah-ep/id932180287">download</a> no <em>itunes</em> e a<em> tracklist</em> de <em><span style="color: #99cc00;">Meets The Grim Reaper</span></em>...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:39bGEeeMk90bxzfULguUn9" width="576" height="80" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;;"><em><span style="color: #99cc00;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://imagizer.imageshack.com/img673/7786/YYH6i4.jpg" alt="Album cover: Panda Bear - Mr Noah" /></span></em></span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #99cc00;">Mr Noah</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #99cc00;">Faces In The Crowd</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #99cc00;">Untying The Knot</span></em></span><br /><span style="font-family: &#39;arial black&#39;, &#39;avant garde&#39;; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #99cc00;">This Side Of Paradise</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DCmXIIL2tmR8&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FCmXIIL2tmR8%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FCmXIIL2tmR8%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>01.Sequential Circuits</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>02.Mr Noah</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>03.Davy Jones’ Locker</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>04.Crosswords</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>05.Butcher Baker Candlestick Maker</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>06.Boys Latin</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>07.Come To Your Senses</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>08.Tropic Of Cancer</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>09.Shadow Of The Colossus</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>10.Lonely Wanderer</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>11.Principe Real</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>12.Selfish Gene</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>13.Acid Wash</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:602197 2014-10-23T13:39:00 Dirt Dress - Twelve Pictures 2014-10-23T12:39:35Z 2014-10-23T12:39:35Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Dirt Dress - Twelve Pictures" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Dirt-Dress-Twelve-Pictures-608x612.jpg" alt="Dirt Dress - Twelve Pictures" width="608" height="612" /></p> <p class="lead-para" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Ativos desde 2007, ano em que se estrearam com o EP <a style="color: #999999;" href="http://dirtdress.bandcamp.com/album/theme-songs">Theme Songs</a>, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/dirtdress">Dirt Dress</a> vêm de Los Angeles, na Califórnia e têm no punk rock a sua força motriz, uma sonoridade que não é inédita, mas que, neste caso, é feita com enorme originalidade, já que o grupo tem uma forma muito própria de conjugar a guitarra com os sintetizadores, como ficou particularmente explícito em <em><a style="color: #999999;" href="http://dirtdress.bandcamp.com/album/donde-la-vida-no-vale-nada-2">Donde La Vida No Vale Nada</a>, </em>o último trabalho do trio, editado em novembro de 2012.</span></p> <p class="lead-para" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><em><span style="color: #ccffff;">Twelve Pictures</span></em> é o novo tema divulgado pelos <span style="color: #ccffff;">Dirt Dress</span> e fará parte de <em><span style="color: #ccffff;">Revelations</span></em>, o próximo EP do grupo, que verá a luz do dia a dezoito de novembro por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.thefuturegods.com/">Future Gods</a>. O breve interlúdio feito com um saxofone, as guitarras e a voz que se escuta em <em><span style="color: #ccffff;">Twelve Pictures</span></em>, levam-nos de volta aos primórdios do <em>punk</em> de cariz mais <em>lo fi</em>, em plena década de setenta e onde não falta aquele travo do <em>surf pop</em> psicadélico, numa canção que também comprova o elevado grau de emotividade e de impressionismo que o projeto coloca nas suas letras (<em>I’ve cut myself so deep I’ve seen my muscles bleed</em>). Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/166819596%3Fsecret_token%3Ds-Ib1iQ&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:600510 2014-10-22T21:34:00 Thurston Moore – The Best Day 2014-10-22T20:34:25Z 2014-10-22T20:34:25Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Editado no passado dia vinte e um de outubro por intermédio da <a style="color: #999999;" href="https://www.matadorrecords.com/thurston_moore">Matador Records</a>, <em><span style="color: #ffcc99;">The Best Day</span></em> é o novo álbum do norte americano <span style="color: #ffcc99;">Thurston Moore</span>, uma das peças mais importantes de uma das principais engrenagens da história do rock alternativo e independente, chamada Sonic Youth, que também contava com a sua ex Kim Gordon e com Lee Ranaldo no núcleo duro. Este trabalho sucede a <em>Demolished Thoughts</em> (2011) e contou com os contributos de James Sedwards (guitarras), Deb Googe, dos My Bloody Valentine (baixo) e Steve Shelley (bateria), os músicos que atualmente têm acompanhado <span style="color: #ffcc99;">Moore</span>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://www.spin.com/sites/all/files/140213-Thurston-Moore-heavenmetal-video.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Ao ser dominado por guitarras, <em><span style="color: #ffcc99;">The Best Day</span></em> não surpreende, já que esse é o instrumento de eleição de <span style="color: #ffcc99;">Moore</span>, um dos guitarristas fundamentais das últimas décadas e influência importante para novas e anteriores gerações de músicos. Permaentemente ligado à corrente, <span style="color: #ffcc99;">Moore</span> abre as hostilidades com a impressionante<em><span style="color: #ffcc99;"> Speak To The Wild</span></em>, um verdadeiro tratado de <em>indie rock</em>, cru e sem espinhas e com uma melodia extroardinária. Pela forma como esse tema nos agarra logo pelos colarinhos e nos impele a submergirmos nele sem olharmos para trás, percebemos que isso acontece com toda a naturalidade porque este é um disco dominado pela distorção típica dos Sonic Youth, sempre acomodada em diferentes camadas, como convém aos verdadeiros amantes desta fórmula única e genuína que praticamente só preenchia e impregnava o receituário do coletivo nova iorquino. O baixo e a bateria também são dois elementos preciosos neste quadro chamado <em><span style="color: #ffcc99;">The Best Day</span></em>, já que lhes compete adicionar o ritmo e o corpo necessários para a obtenção do ambiente denso, mas de fácil e aditiva assimilação, por onde as melodias se estendem e se cruzam, ao longo de oito canções que merecem a mais atenta audição. Depois, há ainda a cereja no topo do bolo, a voz de <span style="color: #ffcc99;">Thurston</span>, um registo predominantemente grave mas produzido com uma limpidez incrivel, que ora parece um pouco deslocado das melodias, ora parece declamar em vez de cantar, mas é exatamente neste modo peculiar de cantar que reside o charme de uma prestação, que em <em><span style="color: #ffcc99;">Forevermore</span></em> atinge um cariz particularmente emotivo, quando, quase hipnoticamente e, amiúde, sem avisar, <span style="color: #ffcc99;">Moore</span> canta um refrão particularmente emotivo e de modo embargado (<em>That’s why I’ll love you forevermore, That’s why I want you forevermore</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Com oito músicas a estenderem-se por mais de cinquenta minutos, obivamente que este é um disco com um elevado cariz experimental, apesar de estar bem definido e vincado o som caraterístico que domina a obra, que apenas se distancia ligeiramente quando é dada absoluta primazia a um enorme e barroco arsenal de cordas, dedilhadas de modo acústico, mas convincente, em <em><span style="color: #ffcc99;">Tapes</span></em>, uma canção que prescinde da percurssão e que acolhe as violas com o vigor de um baixo omnipresente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">O protagonismo da vertente acústica volta a mostrar predicados em<em><span style="color: #ffcc99;"> Vocabularies</span></em>, uma canção onde o baixo abre ainda mais os braços para acolher uma viola num abraço com um sabor psicadélico, acentuado com uma voz algo enraivecida que se debruça sobre a temática da igualdade sexual e do preconceito (<em>Vocabularies of dominance now obsolete, Un-possessed by all men</em>). Esta ousadia permanente também fica plasmada, em direção oposta, no <em>punk</em> de <span style="color: #ffcc99;"><em>Detonation</em></span> e na distorção contínua, abrasiva e hipnótica que se estende ao longo do instrumental progressivo<span style="color: #ffcc99;"><em> Grace Lake</em></span>, um desejo de tentar algo diferente que direcionou-se, nestes e noutros casos, não tanto para o arsenal instrumental, mas para o catálogo de arranjos proporcionados pelo mesmo e, principalmente, para o processo de construção melódica das canções. Por exemplo, a já citada <em><span style="color: #ffcc99;">Speak To The Wild</span></em> são oito minutos cheios de guitarras que nunca esmorecem e de constantes mudanças de ritmo e de explosões sónicas devidamente controladas e <span style="color: #ffcc99;"><em>Forevermore</em></span> estende-se por onze, com o conceito de diversidade patente no modo como os vários instrumentos competem entre si à medida que dão asas ao voo picado de uma melodia orelhuda, uma estratégia que se repete no single homónimo, um verdadeiro deleite para quem é um fã incondicional dos Sonic Youth.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffcc99;">The Best Day</span></em> é, pois, um álbum que transporta a carreira a solo do autor para o universo mais próximo da banda icónica que fez parte, já que se<em> Demolished Thoughts</em> tinha uma componente acústica inédita e que, por acaso, era qualitativamente bastante recomendável, tendo surpreeendido positivamente a crítica e os ouvintes, desta vez <em><span style="color: #ffcc99;">Thurston Moore</span></em> procurou fugir um pouco do óbvio e mostrar o seu lado pessoal mais enraivecido, incansável, agridoce e rugoso e assim, comprovar o seu próprio ecletismo. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><a href="http://adf.ly/sx52D"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5616/14935004964_4bb9cc16c2.jpg" alt="Thurston Moore - The Best Day" width="400" height="400" /></span></a></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">01. Speak To The Wild</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">02. Forevermore</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">03. Tape</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">04. The Best Day</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">05. Detonation</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">06. Vocabularies</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">07. Grace Lake</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">08. Germs Burn</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/1u_2BcmMDq8" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DZ0bsQ-rqsxc&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FZ0bsQ-rqsxc%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FZ0bsQ-rqsxc%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:601937 2014-10-22T15:55:00 VLMA - Slime 2014-10-22T15:07:16Z 2014-10-22T15:09:28Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/-2CigA1LwWn8/VDUGHjrkMmI/AAAAAAAAIEE/XE8Sf-tK1Ck/s1600/vlmados.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Depois de <em>Thumb Bucket</em>, <em><span style="color: #ff9900;">Slime</span></em> é o segundo avanço para<em><span style="color: #ff9900;"> VLMA</span></em>, um disco homónimo de uma dupla norte americana oriunda de Ellicot City, no estado de Maryland, formada por Travis Kuncl (voz e baixo) e Alex Velle (guitarra). Esse trabalho será editado a vinte e oito de outubro através da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/vlma?utm_content=bufferd75ee&amp;utm_medium=social&amp;utm_source=twitter.com&amp;utm_campaign=buffer">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Os <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/VLMAband">VLMA</a> (pronuncia-se Velma), apostam num <em>indie rock lo fi</em> de garagem, com fortes ligações ao <em>grunge </em>e onde os Nirvana a são uma influência assumida. <span style="color: #ff9900;"><em>Slime</em></span> está disponivel para <em>download</em> e foi gravada e produzida de modo totalmente analógico, sem recurso a computadores, apenas com a ajuda de uma máquina caseira de <em>reverbs</em> e um gravador de cassetes Otari mx5050, com cerca de trinta anos, além dos instrumentos. Confere o resultado...</span></p> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/172947866&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:574318 2014-10-21T20:45:00 Foxes In Fiction - Ontario Gothic 2014-10-21T19:46:03Z 2014-10-21T19:46:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Líder da insuspeita etiqueta Orchid Tapes, <span style="color: #99cc00;">Warren Hildebrand</span> também compôe música e fá-lo como <a style="color: #999999;" href="http://foxesinfiction.ca/">Foxes In Fiction</a>. Natural de Toronto, no Canadá, mas a residir atualmente nos Estados Unidos, em Brooklyn, Nova Iorque, <span style="color: #99cc00;">Warren</span> editou no passado dia vinte e três de setembro, por intermédio da sua <a style="color: #999999;" href="http://orchidtapes.com/">Orchid Tapes</a>, um homónimo que é um verdadeiro tratado de <em>dream pop</em>, da autoria de um projeto que parece não encontrar fronteiras dentro da eletrónica que explora paisagens sonoras expressionistas mais calmas e ambientais.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://speakertv.com/wp-content/uploads/2014/08/foxes-in-fiction-e1407209799154.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Através das teclas do sintetizador, de <em>samples</em> de sons e ruídos variados e de uma percurssão sintética, as grandes referências instrumentais neste processo de justaposição de vários elementos sonoros, <span style="color: #99cc00;">Warren</span> criou sete canções que sublimam com mestria uma profunda emoção, já que transportam claramente bonitos sentimentos, dedicados integralmente a Cait, uma amiga muito próxima de <span style="color: #99cc00;">Warren</span>, que faleceu em 2010 e que ele conheceu depois de ter chegado em 2004 a Toronto com a sua família, vindos de uma zona rural no Ontario, onde viviam desde 2001. Apesar destas canções narrarem um dos períodos mais tumultuosos da existência do autor, em que acumulou muita ansiedade e tristeza, Warren preferiu abordar melodicamente essa conjuntura algo sombria da parte lírica das canções, de um modo suave e de algum modo luminoso, homenageando esta amizade que terá sido tão profunda, bonita e intensa como o ambiente sonoro de <em><span style="color: #99cc00;">Ontario Gothic</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">E no que concerne então a esse ambiente, destaco, desde logo, <em><span style="color: #99cc00;">Into The Fields</span> </em>e <em><span style="color: #99cc00;">Glow (v079)</span></em>, duas canções que constroem uma sequência onde a melancolia de ambas se junta numa única atmosfera sonora comandada por um sintetizador, que aliado a cordas e ao piano, origina um tom fortemente denso e contemplativo, com a voz de <span style="color: #99cc00;">Warren</span> a conferir a oscilação que depois é necessária para transparecer essa elevada veia sentimental. De seguida, em <em><span style="color: #99cc00;">Shadow's Song</span></em>, escuta-se um violino com arranjos que ficaram a cargo do consagrado Owen Pallett; Tal é a beleza dos mesmos, simultaneamente deslumbrantes e delicados e ampliados pela cândura da voz, que não há como evitar sermos levados para uma atmosfera muito própria, que transmite uma certa inocência romântica com uma estética sonora e visual inédita e onde a noção de <em>retro</em> terá sido um conceito claramente tido em conta. O <em>clímax</em> do alinhamento acaba por chegar com o tema homónimo, que ganha um tom fortemente frágil e uma atmosfera verdadeiramente sublime quando <span style="color: #99cc00;">Warren</span> entrega-se de corpo e alma à canção enquanto canta alguns dos versos mais intrincados e emocionais que pudemos escutar ultimamente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Quando <span style="color: #99cc00;">Warren</span> decidiu deitar-se numa nuvem feita com a melhor <em>dream pop</em> operou um pequeno milagre sonoro e incubou um belíssimo álbum, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://images.cdn.bigcartel.com/bigcartel/product_images/140027860/max_h-300+max_w-300/album_cover.jpg" alt="Image of FOXES IN FICTION - ONTARIO GOTHIC 12&quot; (Pre-sale)" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt;"><em>1. March 2011 </em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt;"><em>2. Into The Fields </em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt;"><em>3. Glow (v079) </em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt;"><em>4. Shadow's Song </em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt;"><em>5. Ontario Gothic </em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt;"><em>6. Amanda </em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt;"><em>7. Altars</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DrfBJVfPG_E8&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FrfBJVfPG_E8%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FrfBJVfPG_E8%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px; border: 0 solid #000000;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:566000 2014-10-20T18:37:00 Swim Mountain - Swim Mountain EP 2014-10-20T17:38:09Z 2014-10-20T17:38:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Oriundos de Londres, os britânicos Swim Mountain são Tom Skyrme, Joff Macey, Andrew Misuraca e Teej Marshall e no passado dia vinte e nove de setembro editaram o EP homónimo de estreia, através da londrina <a href="http://heymoon.co.uk/">Hey Moon</a>. Produzido pelo próprio Tom Skyrme, entre Londres e Los Angeles, <em><span style="color: #ff99cc;">Swim Mountain</span></em> são pouco mais de vinte minutos que abarcam um vast leque de influências que vão da <em>pop</em> aditiva, ao <em>indie rock</em> psicadélico, tudo sustentado por uma arquitetura de versos e sons festivos, que comprova a capacidade deste coletivo para produzir composições puras, encantadoras e delicadas e cuja sonoridade vai do épico ao melancólico, mas sempre com uma vincada e profunda delicadeza.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.thelineofbestfit.com/images/made/images/remote/http_cdn2.thelineofbestfit.com/media/2014/Swim_Mountain_photo_1_SMALL_(1)_732_524.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Com vibrantes linhas de baixo e guitarras sintetizadas cheias de cor e brilho, os <span style="color: #ff99cc;">Swin Mountain</span> mergulham num festim de sons adocicados e guiados por uma elevada instrumentalidade melancólica. O quarteto tanto abraça o cenário musical dos anos sessenta, criado por bandas como Argent &amp; Blunsonte, Rundgren e os The Wilson Brothers, como se deixa contagiar pelo calor brasileiro de um Tom Jobim e um João Gilberto. No entanto, a influência principal é o universo musical dos antípodas proporcionado por nomes como os Tame Impala ou os Coloured Clocks. Influências à parte, importa reter que os <span style="color: #ff99cc;">Swim Mountain</span> convidam-nos a embarcar numa pequena viagem onde sintetizadores, guitarras, batidas e uma escrita às vezes pouco óbvia e sem muito sentido, dançam num jogo colorido de referências.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">A curiosa luminosidade das canções dos <span style="color: #ff99cc;">Swim Mountain</span> espraia-se com todo o esplendor logo no single <em><span style="color: #ff99cc;">Yesterday</span></em>, um tema com uma melodia verdadeiramente acessível e fácil de cantarolar e cheia de detalhes e arranjos samplados de cenas do quotidiano comum. Entra-se em <em><span style="color: #ff99cc;">Ornella</span></em> e mal se percebe a mudança de faixa, apesar de uma distorção em eco dar uma toada algo psicadélica à canção, mas esse pormenor não coloca em causa a forte componente radiofónica e com arranjos que nos prendem até ao último acorde. Este revivalismo setentista acentua-se no teclado sintetizado de<em><span style="color: #ff99cc;"> Dream</span></em> <span style="color: #ff99cc;"><em>It Real</em></span> e surge-nos no imediato à memória o tal cenário dos antípodas. Já na sensibilidade perene de <em><span style="color: #ff99cc;">Everyday</span></em> dá-se nova inflexão, agora rumo à<span style="line-height: 1.3;"> <em>pop</em> e à eletrónica, com a batida ritmada a piscar o olho à pista de dança. Este ambiente mais eletrónico permanece durante a subtileza <em>synth</em> pop de <em><span style="color: #ff99cc;">Nothing Is Quite As It Seems</span></em> e no final da viagem não duvidamos que escutamos um compêndio sonoro</span> carregado de luz e vivacidade, uma coleção de belos acertos sonoros e canções memoráveis, que refletem uma já assinalável maturidade de um grupo particularmente criativo e dotado de um assinalável bom gosto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #ff99cc;">Swim Mountain</span> são um projeto que deve ser levado muito a sério e este EP merece uma audição atenta e dedicada. Existe um elevado toque de modernidade nas suas canções, apesar da evidente agenda de revivalismo que pretendem seguir, ou seja, o toque e o perfume de outros tempos estão lá, mas estes quatro músicos replicam um som bastante atual, original e maduro. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://a5.mzstatic.com/us/r30/Music/v4/d1/cd/70/d1cd706c-ba2c-e64b-51f1-76934cca0978/cover.170x170-75.jpg" alt="Swim Mountain - EP, Swim Mountain" /></p> <div class="l-content"> <div class="l-listen-content"> <div class="listenDetails"> <div class="listenDetails__description sc-type-medium"> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Ticket</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Yesterday</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Ornella</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Dream It Real</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Everyday</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">Nothing Is Quite As It Seems</span></em></p> </div> </div> </div> </div> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/161930144&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:601427 2014-10-20T16:40:00 The Smashing Pumpkins - Being Beige 2014-10-20T15:45:55Z 2014-10-20T15:45:55Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Billy Corgan" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/10/Billy-Corgan.jpg" alt="Billy Corgan" width="608" height="723" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;">É já em Dezembro, mais concretamente no dia nove, que chega ao nosso sapatinho <span style="color: #339966;"><em>Monuments To An Elegy</em></span>, o novo álbum dos <span style="color: #339966;">The Smashing Pumpkins</span> de Billy Corgan. Com a participação de Tommy Lee na bateria, <em><span style="color: #339966;">Being Beige</span></em> é o primeiro avanço divulgado do sucessor de <em>Oceania</em> e parece querer levar esta banda mítica de regresso aos bons e velhos tempos, já que é uma canção que poderia muito bem fazer parte do alinhamento dos primeiros discos de um dos grupos fundamentais do rock alternativo nos anos noventa. Confere...</span></p> <p> </p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/172631528%3Fsecret_token%3Ds-x5p8q&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="150" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:581273 2014-10-19T21:04:00 Martin Carr - The Breaks 2014-10-19T20:04:23Z 2014-10-19T20:04:23Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff9900;">Martin Carr</span>, também conhecido como vocalista dos The Boo Radleys, editou no passado dia vinte e nove de setembro <span style="color: #ff9900;"><em>The Breaks</em></span>, o seu segundo disco solo, um músico e compositor que, de acordo com o press release que me chegou às mãos da <a style="color: #999999;" href="https://shop.tapeterecords.com/martin-carr-the-breaks.html">Tapete Records</a>, <em>é um songwriter cujo trabalho é pop mas não necessariamente popular e cujo percurso revela uma relação ambivalente com as sensibilidades convencionais. Neste disco, a sua voz transforma-se num eco confessional de todas as nossas dúvidas</em>. <span style="color: #ff9900;"><em>The Breaks</em></span> conta com as participações especiais de Andy Fung, Corin Ashley e John Rae.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: helvetica;"><img src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/audio/video/2014/10/2/1412268946551/Martin-Carr-018.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><span style="color: #ff9900;">Martin Carr</span> aposta forte em composições certinhas feitas a partir de melodias<em> pop</em> e uma instrumentação bastante cuidada, que exala uma <em>pop</em> pura e descontraída por quase todos os poros. Neste trabalho ele apresenta em apenas dez canções toda a herança que os Red House Painters, os Fleetwood Mac ou os conterrâneos Prefab Sprout e os The Smiths deixaram na formação do músico, que parece ter utilizado referências do próprio quotidiano para construir o panorama lírico do disco, que pende para vários espetros sonoros, nomeradamente o<em> indie rock</em>, a própria <em>folk </em>(<em><span style="color: #ff9900;">No Money In My Pocket</span></em>) e a <em>indie pop</em> adocicada e acessível. Há desde logo aqui sucessos garantidos como <span style="color: #ff9900;"><em>The Santa Fe Skyway</em></span>, <em><span style="color: #ff9900;">St Peter In Chains</span> </em>e <span style="color: #ff9900;"><em>Senseless Apprentice</em></span>, músicas que possibilitam não apenas o desenvolvimento de uma instrumentação radiante, como a possibilidade de constatar que <span style="color: #ff9900;">Martin</span> alcançou elevados parâmetros e patamares de qualidade, inclusive na sua intepretação vocal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Ao longo do disco, umas vezes somos embalados e outras dançamos ao som de simples acordes, várias vezes dispostos em diversas camadas sonoras, com as cordas à cabeça. Estas podem escutar-se num registo acústico ou eletrificado e, muitas vezes, em ambos em simultâneo, onde também não falta uma secção de sopros imponente e um piano, que em <em><span style="color: #ff9900;">Sometimes It Pours</span></em> mal se nota e em <em><span style="color: #ff9900;">Mainstream</span></em> tem uma subtileza avassaladora enquanto sustenta uma viola. Acaba por ser um misto de cordas mas, seja em que registo for que se escutem, estão todas impregnadas com uma altruísta beleza utópica, principalmente quando se entrelaçam com algumas distorções e arranjos mais sintetizados. Assim, o que não falta mesmo neste álbum, são belas orquestrações que vivem e respiram lado a lado com relatos de um mundo tão perfeito como os nossos melhores sonhos. A bateria tem também uma presença sempre radiante, com a batida que marca o ritmo de<em><span style="color: #ff9900;"> Mountains</span></em> e de <em><span style="color: #ff9900;">Senseless Apprentice</span></em> a serem os instantes do disco onde a percurssão mais se destaca.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Mesmo nos momentos mais melancólicos e sombrios, como<span style="color: #ff9900;"><em> Mainstream</em> </span>e <em><span style="color: #ff9900;">No Money In My Pocket</span></em>, dois belíssimos instantes acústicos e melódicos, há uma curiosa sensação de naturalidade e dinamismo em <em><span style="color: #ff9900;">The Breaks</span></em>, uma espécie de ligeireza cheia de charme e delicadeza, um ambiente sonoro descontraído que impressiona os mais incautos, à semelhança da naturalidade com que a voz de <span style="color: #ff9900;">Martin</span> e dos seus convidados que, quase sempre, são vozes de suporte, encaixam na melodia das canções. Percebe-se claramente que o músico é bastante inventivo, principalmente quando converte o que poderia ser compreendido por uma maioria de ouvintes como meros ruídos em produções volumosas e intencionalmente orientadas para algo épico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;">Disco imponente mas também delicado e repleto de bons arranjos, <em><span style="color: #ff9900;">The Breaks</span></em> é um refúgio bucólico bastante aprazível, um compêndio de sensibilidade e optimisto onde o autor entregou-se à introspeção e refletiu sobre o mundo moderno, não poupando na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://shop.tapeterecords.com/media/catalog/product/cache/2/thumbnail/500x/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/t/r/tr288_cover_martincarr_rgb.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">1. Santa Fe Skyway</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">2. St. Peter In Chains</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">3. Mainstream</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">4. Mountains</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">5. Sometimes It Pours</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">6. Senseless Apprentice</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">7. No Money In My Pocket </span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">8. I Don't Think I'll Make It</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">9. Mandy Get Your Mello On</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: helvetica; color: #ff9900;">10. The Breaks</span></em></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/e3F1x-SnmgM" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div>