urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2014-08-01T10:41:06Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:560827 2014-08-01T11:37:10 Music Go Music - Inferno 2014-08-01T10:41:06Z 2014-08-01T10:41:06Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Music Go Music" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/07/Music-Go-Music.png" alt="Music Go Music" width="608" height="715" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Los Angeles, os norte americanos <span style="color: #ccffcc;">Music Go Music</span> são um excitante trio formado Gala Bell, Kamer Maza e Torg, que vai lançar já em outubro <em>Impressions</em>, o novo trabalho da banda, através da Secretly Canadian.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Acabado de divulgar e disponibilizado gratuitamente pelos <span style="color: #ccffcc;">Music Go Music</span>, o <em>single <span style="color: #ccffcc;">Inferno</span></em> é mais um avanço promissor relativamente ao conteúdo desse álbum, um tema predominantemente sintético, mas feito de alegria e com sabor a Verão, divertido, dançante, um groove que resgata todo o espírito dos <em>setentas</em> e dos <em>oitentas</em>, com um certo travo à <em>soul</em> típica da <em>motown</em>, mas com corpo de século XXI. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/92408585&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:540208 2014-07-25T09:48:58 Andrew Bird – Things Are Really Great Here, Sort Of… 2014-07-25T08:55:52Z 2014-07-25T08:59:58Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Apelidado de mestre do assobio, multi-instrumentista e cantor, <a href="http://www.andrewbird.net/"><span style="color: #888888;">Andrew Bird</span></a> é um dos maiores cantautores da atualidade e coleciona já uma mão cheia de álbuns que são pedaços de música intemporais. Este músico americano nascido em Chicago tem vivido um período de composição bastante intenso; Em março de 2012 divulguei o excelente <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/239144.html"><span style="color: #888888;">Break It Yourself</span></a>, no final desse ano lançou <em>Hands Of Glory</em>, mais um álbum, em 2013 uma série de EPs e agora, no verão de 2014 presenteia-nos com mais uma coleção de canções, dez versões de temas dos Handsome Family, do casal Sparks, uma dupla de referência do cenário <em>alt-country</em>. <span style="color: #ff9900;"><em>Things Are Really Great Here, Sort Off...</em></span> foi lançado pelo selo Mom + Pop Records e serve para complementar uma discografia já bastante rica, que assenta numa lógica de continuidade e onde a habitual simplicidade da sua música fica mais uma vez patente.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.undertheradarmag.com/uploads/article_images/Andrew_Bird_Viddd.jpg" alt="" /></span></p> <div id="Article"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff9900;"><em>Things Are Really Great Here, Sort Of...</em></span>, foi gravado com a ajuda dos Hands of Glory, um grupo de músicos que<span style="color: #ff9900;"> Andrew</span> juntou quando gravou o disco com esse nome e que continuam a acompanhá-lo aso vivo e em estúdio. Os Handsome Family sempre foram uma referência para<span style="color: #ff9900;"> Bird</span> que tocou no disco <em>In The Air</em> (2000) desse projeto e no <em>Weather Symptoms </em>(2003), um trabalho do seu cardápio, já tinha feito uma versão de <span style="color: #ff9900;"><em>Don't Be Scared</em></span>, um dos temas mais importantes da carreira dos Handsome Family.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A essência dos temas dos Handsome Family recriados por <span style="color: #ff9900;">Bird</span> não é abalada nestas novas roupagens, mas há um cuidado nos arranjos, criados por um músico conhecido pela arte de tocar o violino, mas que sabe dosear os vários instrumentos que fazem parte do seu arsenal particular e onde também gosta de incluir a sua própria voz. Esse registo vocal de um dos simbolos atuais da <em>folk</em> norte americana, capaz de propôr diferentes registos e papéis com a mesma eficácia e brilhantismo, firma-se cada vez mais como uma das marcas identitárias da sua arte e em <span style="color: #ff9900;"><em>Things Are Really Great Here, Sort Of...</em></span> há vários exemplos de canções que soam como novas e ganham uma maior personalidade e solidez devido ao rgisto vocal de<span style="color: #ff9900;"> Andrew</span>. É como se, de algum modo e sem maldade,<span style="color: #ff9900;"> Bird</span> se apropriasse dessas canções e com graciosidade, charme e estilo e fizesse de temas como <em><span style="color: #ff9900;">Far From Any Road (Be My Hand)</span></em> ou <span style="color: #ff9900;">My Sister’s Tiny Hands</span> momentos cuja audição se recomenda naqueles dias primaveris em que o sol tímido começa a dar um ar da sua graça e, quase sem pedir licença, aquece o nosso coração e faz-nos acreditar em dias melhores.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A <em>folk</em> sempre foi um estilo sonoro olhado com um certo preconceito, mas este disco é um excelente compêndio para todos aqueles que colocam reservas em relação a esta sonoridade, poderem alterar os conceitos menos positivos sobre a mesma, alem de ser mais um instante precioso na discografia de um músico notável e uma forma curiosa de nos sentirmos impelidos a conhecer melhor a discografia exemplar dos Hansome Family. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> </div> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="https://farm3.staticflickr.com/2936/14335806134_cec453e1e2.jpg" alt="Andrew Bird - Things Are Really Great Here, Sort Of..." width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Cathedral In The Dell</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Tin Foiled</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Giant Of Illinois</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. So Much Wine, Merry Christmas</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. My Sister’s Tiny Hands</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. The Sad Milkman</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Don’t Be Scared</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Frogs Singing</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Drunk By Noon</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Far From Any Road (Be My Hand)</span></em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/154052568&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:550518 2014-07-24T22:28:45 Manic Street Preachers – Futurology 2014-07-24T21:29:29Z 2014-07-24T21:29:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Lançado no passado dia sete de julho por intermédio da Columbia Records,<em><span style="color: #99ccff;"> Futurology</span></em> é o décimo segundo capítulo da extraordinária discografia dos galeses <a href="http://futurology.manicstreetpreachers.com/"><span style="color: #888888;">Manic Street Preachers</span></a>, de James Bradfield, uma banda com quase vinte anos de carreira e que continua a surpreender pelo fulgor e pela capacidade de inovar e de reinventar as suas propostas, sem descurarem a sua herança e algumas das tendências sonoras atuais que mais agradam aos seus seguidores. Com as participações especiais de Green Gartside, Nina Hoss, Georgia Ruth, Cian Ciaran e Cate Le Bon, <em><span style="color: #99ccff;">Futorology</span></em> foi produzido pelos próprios <span style="color: #99ccff;">Manic Street Preachers</span> e por Loz Williams e Alex Silva.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.entertainment-focus.com/wp-content/themes/arts-culture/timthumb.php?src=http%3A%2F%2Fwww.entertainment-focus.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2014%2F04%2Fmanics2014.jpg&amp;q=90&amp;w=630&amp;zc=1" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Falar da história do <em>rock</em> alternativo britânico das duas últimas décadas e ocultar a contribuição dos <span style="color: #99ccff;">Manic Street Preachers</span>, uma instituição nacional e imaculada, para alguns dos alicerces que inspiram determinados novos projetos que vão surgindo por terras de Sua Majestade, é um crime porque, apesar da banda nunca ter atingido uma performance de vendas espetacular, manteve-se sempre fiel à sua bitola sonora, assente, quase sempre, numa vertente instrumental fortemente elétrica, densa mas melodiosa, uma percussão vincada e uma voz apaixonada, que nunca deixou de escrever letras fortemente reflexivas sobre algumas questões importantes da sociedade ociental contemporânea e de refletir sobre os diferentes rumos que o mundo tem tomado e como o progresso é, por estranho que possa parecer, tantas vezes prejudicial ao bem estar e à felicidade de cada um.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #99ccff;">Futurology</span></em> tem como ideia central o futurismo russo, um movimento poético que fez escola nos anos vinte do século passado e que teve em <em>Mayakovsky</em> o seu maior nome, elogiado com o fantástico <em>rock</em> progressivo do instrumental que encerra o alinhamento do disco. Já agora, <span style="color: #99ccff;"><em>Dreaming A City (Hugheskova)</em></span>, homenageia a fundador galês da cidade ucraniana de Donetsk, o comerciante John Hughes. O disco é mais um passo nessa demanda dos <span style="color: #99ccff;">Manic Street Preachers</span> de procurar alertar cada um de nós para o apetite voraz que define as obrigações de todos os dias, num presente que vive do tilintar das caixas registadoras e dos extratos chorudos e como esta sociedade regida pelos números não nos permite ter tempo para o essencial, com o amor a ser, na opinião de Bradfield, vocalista, baixista e compositor do grupo, um sentimento cada vez mais descurado, o que coloca em risco o futuro e o bem estar de todos nós.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Depois de <em>Rewind The Film</em>, o enigmático e acústico antecessor, <em><span style="color: #99ccff;">Futurology</span></em> volta a mostrar uns <span style="color: #99ccff;">Manic Street Preachers</span> esplendorosos e completamente ligados à corrente, com a roqueira e dançante <em>Sex, Power, Love and Money</em>, a excelente <span style="color: #99ccff;"><em>Between The Clock And The Bed</em></span>, conduzida por uma bateria magistral, o baixo de <span style="color: #99ccff;"><em>Dreaming A City</em>,</span> a otimista <span style="color: #99ccff;"><em>Black Square</em></span> e a sinuosa <span style="color: #99ccff;"><em>Miguided Missile</em></span>, a serem excelentes exemplos da boa forma de um grupo coerente que sabe como lidar com os temas que os aflige, de forma refinada, vigorosa, intensa e intrincada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #99ccff;">Manic Street Preachers</span> são uma daquelas bandas em quem se pode confiar verdadeiramente e que nunca defraudam e que sabem como juntar com talento todas as peças do <em>indie rock</em> para formar <em>puzzles</em> de pouco mais de quatro minutos verdadeiramente aditivos e orelhudos, que possam servir de combate a alguns dos inimigos mais visíveis do mundo atual, nomeadamente a ganância, a pobreza, a poluição e a desigualdade e que a letra de <em><span style="color: #99ccff;">Black Square</span></em> tão bem desmonta. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www4.zippyshare.com/v/70414925/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2904/14384921210_70b5c39737.jpg" alt="Manic Street Preachers - Futurology" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Futurology</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Walk Me To The Bridge</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Let’s Go to War</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. The Next Jet To Leave Moscow</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Europa Geht Durch Mich (Feat. Nina Hoss)</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Divine Youth (Feat. Georgia Ruth Williams)</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Sex, Power, Love And Money</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Dreaming a City (Hugheskova)</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Black Square</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Between the Clock And The Bed (Feat. Green Gartside)</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. Misguided Missile</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">12. The View From Stow Hill</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">13. Mayakovsky</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"> <em><span style="font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/nusymqINrSc" width="540" height="340" frameborder="0"></iframe></span></em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:558497 2014-07-24T11:38:49 Ladada - Coin Toss 2014-07-24T10:47:02Z 2014-07-24T10:47:13Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Ladada" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/07/ladada608.jpg" alt="Ladada" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a href="https://www.facebook.com/ladadaaaaa/info"><span style="color: #888888;">Ladada</span></a> é Josiah Schlater, um músico oriundo de Virginia Beach que costumava tocar com a banda punk Mae, entre outras. Ultimamente resolveu compôr a solo e o <em>indie rock</em> de garagem, com um elevado pendor <em>lo fi</em> é o estilo sonoro que mais aprecia. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ff0000;">Coin Toss</span></em> é o primeiro avanço para um EP homónimo que vai chegar aos escaparates a cinco de agosto, por intermédio da <a href="http://gold-robot.com/">Gold Robot</a>, uma canção que faz um casamento feliz e muito atual entre o <em>rock</em> psicadélico dos anos sessenta e o mais alternativo dos anos noventa. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/152981611%3Fsecret_token%3Ds-jdfUh&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:546486 2014-07-23T22:20:49 Beverly – Careers 2014-07-23T21:26:29Z 2014-07-24T15:50:10Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Lançado pela <a href="http://kaninerecords.com/product/beverly-careers/"><span style="color: #888888;">Kanine Records</span></a> no passado dia um de julho, <em><span style="color: #ff00ff;">Careers</span></em> é o disco de estreia das <span style="color: #ff00ff;">Beverly</span>, uma dupla formada por Frankie Rose, uma artista que fez parte dos projetos Vivian Girls, Crystal Stilts e Dum Dum Girls e Drew Citron, cabendo à primeira liderar o processo de composição, quase sempre assente em arranjos delicados e muito melódicos e à segunda escrever as letras. A elas junta-se o músico convidado Scott Rosenthal no baixo.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://monkeybuzz.com.br//application/assets/files/beverly1_647x430.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em dez canções que não chegam a ultrapassar a meia hora, as <span style="color: #ff00ff;">Beverly</span> estreiam-se nestas andanças com um<em> indie rock</em> com forte cariz <em>lo fi</em>, numa sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e<em> singles</em>, temas que parecem ter viajado no tempo e amadurecido até se tornarem naquilo que são. É, pois, um disco rápido, concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das diferentes composições.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">No fundo, <em><span style="color: #ff00ff;">Careers</span></em> acaba por não andar muito longe do estilo reproduzido por Frankie nos seus projetos anteriores, com a ausência do sintetizador a ser talvez aquela fronteira que separa as <span style="color: #ff00ff;">Beverly</span> desse seu passado. O facto de ela ser baterista de formação, instrumento que assume nas <span style="color: #ff00ff;">Beverly</span>, enquanto Citron canta e toca guitarra e a opção por ser restringirem à básica tríade baixo, guitarra e bateria, faz com <em><span style="color: #ff00ff;">Careers</span></em> tenha de ser analisado, no que concerne à apresentação de algo de novo e excitante, não propriamente pela componente instrumental, mas antes pelas opções melódicas e dos arranjos que sustentam o seu conteúdo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Quando se escuta o baixo encorpado e a batida hipnótica de<span style="color: #ff00ff;"> <em>Planet Birthday</em></span>, ou a partir do momento em que somos invadidos pela<em> surf pop</em> de<em> <span style="color: #ff00ff;">Honey Do</span>, </em>o<em> noise </em>de<em><span style="color: #ff00ff;"> Ambular</span> </em>ou a<em> nostalgia de <span style="color: #ff00ff;">Hong Kong Hotel</span>, <span style="color: #ff00ff;">Careers </span></em>coloca todos os seus trunfos na mesa e nos nossos ouvidos e torna-se num disco divertido e muito convidativo, um trabalho dinâmico e que se escuta com particular fluidez, sem deixar de haver coesão entre as canções, apesar das várias facetas e estilos sonoros que as duas belas miúdas exploram, numa variedade estilistica que nao descura a apenas aparente contradição entre o <em>groove</em> e o <em>lo fi</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">As <span style="color: #ff00ff;">Beverly</span> acabam por ser mais uma visão atual da herança deixada pelas guitarras barulhentas e os sons analógicos e rugosos que pontuaram a alvorada do <em>rock</em> alternativo em finais dos anos setenta, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho de <em><span style="color: #ff00ff;">Careers</span></em> é, ao ouvir-se o disco, ter-se a perceção que essa época foi usada não como plágio, mas em forma de uma inspirada homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir anteriores trabalhos de grupos onde Rosie fez carreira ou uma inovação musical da semana passada. Espero que aprecies a sugestão.</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2908/14335111290_16b258c563.jpg" alt="Beverly - Careers" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">01. Madora</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">02. Honey Do</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">03. Planet Birthday</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">04. All The Things</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">05. Yale’s Life</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">06. Ambular</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">07. Out On A Ride</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">08. Hong Kong Hotel</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">09. You Can’t Get It Right</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">10. Black And Grey</span></em></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/zAG0EhVPUR0" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:537407 2014-07-22T21:44:43 Craft Spells - Nausea 2014-07-22T20:45:25Z 2014-07-24T15:52:04Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de São Francisco, na Califórnia e formados por Justin Paul Vallesteros, Jack Doyle Smith, Javier Suarez e Andy Lum, os norte americanos <span style="color: #ccffcc;">Craft Spells</span> estão de regresso aos discos <span style="color: #ccffcc;"><em>Nausea</em></span>, um trabalho que viu a luz do dia a dez de junho por intermédio da Captured Tracks e que sucede a <em>Idle Labor</em>, o disco de estreia dos <span style="color: #ccffcc;">Craft Spells</span>, lançado em 2011 e ao EP <em>Gallery</em>, editado no ano seguinte.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://2.bp.blogspot.com/-OaG9vOH0N80/UzFK5hK-QnI/AAAAAAAAE7E/eRJozEzPO04/s3200/CraftSpells2.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #ccffcc;">Craft Spells</span> são mais um daqueles projetos que aposta numa<em> indie pop</em> com um cariz tipicamente <em>lo fi</em> e <em>shoegaze</em>, plasmada em composições recheadas com aquele encanto <em>vintage</em>, relaxante e atmosférico.  Os anos oitenta e a psicadelia de décadas anteriores preenchem o disco e ao longo da audição de <em><span style="color: #ccffcc;">Nausea</span> </em>percebemos que o álbum reforça a capacidade de Vallesteros e seus parceiros em promover novos conceitos dentro da mesma composição acolhedora da estreia, à medida que entregamos os ouvidos a um disco fresco e hipnótico e assente numa <em>chillwave</em> simples, bonita e dançável, nem que o façamos no nosso íntimo e para nós mesmos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ccffcc;">Nausea</span></em> é, portanto, um compêndio de onze canções construídas em redor de uma bateria eletrónica, guitarras e sintetizadores às vezes pouco percetíveis mas que dão o tempero ideal às composições, algumas delas verdadeiros tratados de <em>dream pop</em>, carregadas de detalhes deliciosos, principalmente na forma como as guitarras ocupam todas as lacunas do disco, um esforço que sobressai em alguns temas de maior duração, nomeadamente a apaixonante<span style="color: #ccffcc;"> <em>Komorebi</em></span> e a lisérgica<em> <span style="color: #ccffcc;">Changing Faces</span></em>, mas com a luminosa e divertida <span style="color: #ccffcc;"><em>Twirl</em></span> ou mesmo a espiral sonora de <span style="color: #ccffcc;"><em>Laughing</em> <em>for My Life</em></span> a serem bons exemplos da mestria com que os <span style="color: #ccffcc;">Craft Spells</span> tocam para criar uma obra equilibrada e assertiva.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Disponibilizado para <em>download</em> gratuito no <em>soundcloud</em> da editora, <span style="color: #ccffcc;"><em>Breaking The Angle Against The Tide</em></span> é o primeiro <em>single</em> divulgado de<span style="color: #ccffcc;"> <em>Nausea</em></span>, um grandioso tratado musical de<em> indie rock</em> e outro destaque de um trabalho que teve uma difícil gestação e que ganhou vida depois de Vallesteros ter confessado estar a atravessar um período difícil em termos criativos, que fez com que o próprio se tivesse isolado do mundo, de modo a reencontrar-se, apenas acompanhado pela música de Haroumi Hosono e Yukihiro Takahashi, a dupla dos Yellow Magic Orchestra e que acabaram por ser uma influência decisiva em <em><span style="color: #ccffcc;">Nausea</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Liricamente mais direto e incisivo e menos inocente e idealista que o disco de estreia, <em><span style="color: #ccffcc;">Nausea</span></em> fala sobre o amor e fá-lo já de forma madura e consciente e que nos conquista, por se servir de uma sonoridade envolvente e sedutora e mesmo nas instrumentais <span style="color: #ccffcc;"><em>Instrumental</em></span> e <em><span style="color: #ccffcc;">Still Fields (October 10, 1987)</span> </em>percebe-se que o amor está lá e que as melodias foram criadas tendo em conta esse sentimento único. No entanto, <em><span style="color: #ccffcc;">Komorebi</span></em> é, talvez, a canção onde esta temática vibra de forma mais vincada e apaixonada, com o cruzamento entre uma melodia hipnótica e cativante com uma letra profunda e consistente, a ganhar contornos verdadeiramente únicos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Ouvir <em><span style="color: #ccffcc;">Nausea</span> </em>é acompanhar os <span style="color: #ccffcc;">Craft Spells</span> numa curiosa viagem orbitral, mas a uma altitude ainda não muito considerável, numa espécie de <em>posição limbo</em>, já que a maior parte das canções, apesar da forte componente etérea, são simples, concisas e diretas, mas sentidas na forma como resgatam as confissões amorosas de Vallesteros e as nossas, caso partilhemos da mesma compreensão sentimental. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5587/14364321603_a53a275b22.jpg" alt="Craft Spells - Nausea" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Nausea</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Komorebi</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Changing Faces</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Instrumental</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Dwindle</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Twirl</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Laughing For My Life</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. First Snow</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. If I Could</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Breaking The Angle Against The Tide</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. Still Fields (October 10, 1987)</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/138920080&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:1ct8dPVmXPOQiyvz8uFUqE" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:538201 2014-07-21T22:17:48 Slowness – How To Keep From Falling Off A Mountain 2014-07-21T21:18:26Z 2014-07-21T21:18:39Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Formados em 2008 em São Francisco, os norte americanos <span style="color: #ccffff;">Slowness</span> são uma dupla formada por Julie Lynn e Geoffrey Scott. Deram início às hostilidades com <em>Hopeless but Otherwise</em>, um EP produzido por<span class="bcTruncateMore"><span class="peekaboo-text"> Monte Vallier (Weekend, The Soft Moon, Wax Idols) e no ano passado surpreenderam com o longa duração <a href="Formed in 2008 in San Francisco, SLOWNESS was formed by Julie Lynn and Geoffrey Scott. The EP &quot;Hopeless but Otherwise&quot; was produced by Monte Vallier (Weekend, The Soft Moon, Wax Idols). &quot;For Those Who Wish to See the Glass Half Full&quot; was released on vinyl by Blue Aurora Audio Records in 2013 and &quot;How to Keep from Falling off a Mountain&quot; will be released on June 3, 2014."><span style="color: #888888;">For Those Who Wish to See the Glass Half Full</span></a>, produzido pelo mesmo Vallier e que teve uma edição física em vinil, via Blue Aurora Audio Records. Agora, no passado dia três de junho, foi editado <span style="color: #ccffff;"><em>How to Keep From Falling Off a Mountain</em></span>, o sempre difícil segundo disco.</span></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span class="bcTruncateMore"><span class="peekaboo-text"><img src="http://www.signalandnoise.com/wp-content/uploads/2011/03/DSC_0015_sized.jpg" alt="" /></span></span></span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Algures entre Stereolab, os seus conterrâneos The Soft Moon e Slowdive, os <span style="color: #ccffff;">Slowness</span> são uma excelente banda para se perceber como os anos oitenta devem soar em 2014. Produzido, como é habitual, por Vallier, <em><span style="color: #ccffff;">How To Keep From Falling Off A Mountain</span></em> são oito canções tranquilas, com leves pitadas de <em>shoegaze</em> e <em>pós rock</em>, mas nada de muito barulhento, apesar de uma forte componente experimental, explícita logo no início na sobreposição de distorções e efeitos de guitarras em <em><span style="color: #ccffff;">Mountain</span></em>. <em><span style="color: #ccffff;">Division</span></em> e<em><span style="color: #ccffff;"> Illuminate</span></em> têm algo de épico e sedutor, com uma sonoridade muito implícita em relação à eletrónica dos anos oitenta e são para mim os grandes momentos do disco, belos instantes sonoros <em>pop</em> onde a voz é colocada em camadas, bem como as guitarras, criando uma atmosfera geral calma e contemplativa.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">As guitarras são, portanto, o elemento catalizador e unificador das canções, mas não o único destaque; Se<em> </em>a já citada<em><span style="color: #ccffff;"> Illuminate</span> </em>remete-nos para uma certa onda dançante do <em>Primary Colours</em>, dos The Horrors, a canção seguinte, <em><span style="color: #ccffff;">Anon (Part I)</span></em>,<em> </em>usa as tradicionais linhas de baixo para amplificar a sonoridade climática da obra. E nos restantes temas a fórmula replica-se e soma-se sempre às guitarras, ao baixo e aos sintetizadores, que debitam uma constante carga de ruídos pensados de forma cuidada, como um imenso curto circuito que passeia por<em> <span style="color: #ccffff;">How To Keep From Falling Off A Mountain</span></em>.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">De certa forma, os <span style="color: #ccffff;">Slowness</span> seguem as pisadas do <em>pós punk</em> mais sombrio, que busca uma sonoridade menos comercial e mergulha num oceano de ruídos, com um certo toque de psicadelia, atestando, mais uma vez, a vitalidade de um género que nasceu há quatro décadas, além de provarem que ainda é possível encontrar novidade dentro de um som já dissecado de inúmeras formas.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ccffff;">How To Keep From Falling Off A Mountain</span></em> não vai dececionar quem aprecia o <em>rock</em> alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico, como uma veia mais etérea e até melancólica. É um disco bom para ouvir enquanto se contempla o céu naqueles finais de tarde junto a um mar sem ondas. Espero que aprecies a sugestão...</span></div> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3904/14165136987_8368cfe76d.jpg" alt="Slowness - How To Keep From Falling Off A Mountain" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Mountain</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Division</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Illuminate</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Anon (Part I)</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Anon (Part II)</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Anon (Part III)</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Anon (Part IV)</span></em></span><br /><span style="color: #ccffff;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Anon (A Requiem In Four Parts)</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/147451295&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:7jTbMNTAQBZ1DqUbLj527X" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:556325 2014-07-21T11:37:08 Mark Lanegan Band – Sad Lover 2014-07-21T10:40:18Z 2014-07-21T10:40:18Z <p style="text-align: center;"><img src="http://quietus_production.s3.amazonaws.com/images/articles/8020/Mark_Lanegan_1329737579_crop_550x300.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><span style="color: #be2131;">Mark Lanegan</span> está de regresso e com muitas novidades. Além de ter anunciado o lançamento de <em><span style="color: #be2131;">No Bells On Sunday</span></em>, um EP, para o dia vinte e cinco de agosto, apenas em formato vinil, também já é público que haverá novo disco até ao final do ano e que o mesmo irá chamar-se <em><span style="color: #be2131;">Phantom Radio</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><span style="color: #be2131;"><em>Sad Lover</em></span> é o primeiro avanço divulgado de <em><span style="color: #be2131;">No Bells On Sunday</span></em> e além da habitual postura vocal de <span style="color: #be2131;">Mark</span>, impressiona por piscar o olho ao <em>krautrock</em>, por causa da percussão e dos efeitos da guitarra. Uma canção potente e hipnótica que antecipa dois possíveis excelentes lançamentos discográficos. Confere...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5565/14689858515_908599564b.jpg" alt="Mark Lanegan Band - Sad Lover" width="400" height="400" /></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/bQnfgZr8JIc" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:556157 2014-07-21T10:54:44 Zero 7 – Simple Science 2014-07-21T10:09:09Z 2014-07-21T10:36:58Z <p style="text-align: center;"><span style="text-align: justify;"><img src="http://audioabsinthe.com/wp-content/uploads/2009/09/zero7.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="text-align: justify;">Os britânicos </span><span style="text-align: justify; color: #808000;">Zero 7</span><span style="text-align: justify;">, um dos nomes fundamentais da eletrónica </span><em style="text-align: justify;">downtempo</em><span style="text-align: justify;"> e da </span><em style="text-align: justify;">chillwave</em><span style="text-align: justify;"> e que já não davam sinais de vida há quatro anos, desde </span><em style="text-align: justify;">Yeah Ghost </em><span style="text-align: justify;">(2009), além de um sete polegadas com dois temas editado no final do ano passado, estão de volta com um EP com quatro canções intitulado <em><span style="color: #808000;">Simple Science</span></em>, cujo lançamento está previsto para dezoito de agosto via Make Records. O respetivo tema homónimo conta com a voz do cantor australiano Danny Pratt.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Nesta canção, Sam Hardaker e Henry Binns mantêm a inflexão na sua sonoridade, agora mais virada para a <em>pop</em> e para o <em>house</em>, certamente com as pistas de dança ainda mais na mira. Este tema é um registo muito quente e a apelar à <em>soul</em>. Confere...</span></p> <p> </p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2905/14692858145_eae9930315.jpg" alt="Zero 7 - Simple Science (Radio Edit)" width="400" height="400" /></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/155789768&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:541829 2014-07-20T23:38:38 The KVB – Out Of Body EP 2014-07-20T22:38:45Z 2014-07-20T22:41:56Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Nicholas Wood e Kat Day são o núcelo duro dos londrinos <span style="color: #339966;">The KVB</span>, mais uma banda a apostar na herança do <em>krautrock</em> e do <em>garage rock</em>, aliados com o pós-punk britânico dos anos oitenta. <span style="color: #339966;"><em>Out Of Body</em></span> é o mais recente registo de originais da dupla, um EP com seis canções lançado pela <a href="https://www.facebook.com/pages/A-Recordings-Ltd/339521036084592"><em>a</em> Recordings</a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.etereadigital.com/wp-content/uploads/2014/05/CHAPTER-THE-KVB-COMPOSITION_DISORDER.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Gravado por Fabien Leseure nos estúdios da editora e nos estúdios H1-3, em Funkhaus, nos arredores de Berlim e com a participações especial de Joe Dilworth, na bateria, <em><span style="color: #339966;">Out Of Body</span></em> é um exemplo claro de que é possível ainda apresentar uma sonoridade própria e um som adulto e jovial, mesmo que o género musical esteja já algo saturado de propostas que pretendem destacar-se e obter uma posição relevante. Os <span style="color: #339966;">The KVB</span> não esmorecem perante a concorrência e neste EP esmeraram-se na construção de canções volumosas, viabilizadas por se deixarem conduzir por um som denso, atmosférico e sujo, que encontra o seu principal sustento nas guitarras e na bateria, instrumentos que se entrelaçam na construção dos melhores momentos do trabalho, com especial destaque para <em><span style="color: #339966;">Heavy Eyes</span></em>, música onde a banda espreita perigosamente uma sonoridade muito próxima da pura psicadelia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">No entanto, instrumentalmente, <em><span style="color: #339966;">From Afar</span></em> e, principalmente, <em><span style="color: #339966;">Cartesian Bodies</span></em>, são os momentos altos do EP, canções conduzidas por um baixo vibrante e que recordam-nos a importância que este instrumento tem para o <em>punk rock</em> mais sombrio, com a diferença que os <span style="color: #339966;">The KVB</span> conseguem aliar às cordas desse instrumento, cuja gravidade exala ânsia, rispidez e crueza, uma produção cuidada, arranjos subtis e uma utilização bastante assertiva do sintetizador. No final, <em><span style="color: #339966;">Between Suns</span></em> segue as pisadas deixadas pelos cinco temas anteriores mas, além do baixo vibrante e de uma guitarra carregada de <em>fuzz</em> e distorção, há uma toada que privilegia a primazia da bateria, cheia de mudanças de ritmo, outro traço identitário do <em>rock</em> psicadélico, assim como alguns arranjos delicados feitos com metais quase impercetiveis.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Enquanto muitas bandas procuram a inovação na adição de uma vasta miríade de influências e tiques sonoros, que muitas vezes os confundem e dispersam enquanto calcorreiam um caminho que ainda não sabem muito bem para onde os leva, os <span style="color: #339966;">The KVB</span>, logo na estreia, parecem ter balizado com notável exatidão o farol que querem para o seu percurso musical.<span style="color: #339966;"><em> Out Of Body</em> </span>é um excelente EP e um dos seus maiores atributos é ser ainda apenas a base de algo ainda maior que esta banda irá desenvolver. É que se há projetos que atestam a sua maturidade pela capacidade que têm em encontrar a sua sonoridade típica e manter um alto nível de excelência, os <span style="color: #339966;">The KVB</span> provam já a sua na capacidade que demonstram em mutar a sua música e adaptá-la a um público ávido de novidades, de algo novo e refrescante e que as faça recordar os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o seu gosto pela música alternativa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3912/14451592384_fa8172422b.jpg" alt="The KVB - Out Of Body" width="400" height="400" /></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #339966;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. All Around You</span></em></span><br /><span style="color: #339966;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. From Afar</span></em></span><br /><span style="color: #339966;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Heavy Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #339966;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Cartesian Bodies</span></em></span><br /><span style="color: #339966;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Across The Sea</span></em></span><br /><span style="color: #339966;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Between Suns</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/145132473&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:2gTYxjhfYJEdBOM5qwSHIh" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:530873 2014-07-18T21:15:21 Say Hi – Endless Wonder 2014-07-18T20:26:26Z 2014-07-18T20:26:26Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff00ff;">Say Hi</span> é Eric Elbogen, um músico norte americano natural de Seattle e que faz música desde 2002. O seu disco mais recente é <em><span style="color: #ff00ff;">Endless Wonder</span></em>, um trabalho que viu a luz do dia a dezassete de junho, por intermédio da Barsuk Records e já o oitavo da carreira de um artista que é capaz de, em poucos segundos, viajar do <em>rock</em> mais selvagem até à <em>indie pop</em> de cariz experimental, mas sempre com um ambiente sonoro certamente movido a muita testosterona.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: helvetica;"><img src="http://blog.buko.net/gbu/wp-content/uploads/2012/10/say-hi-02.jpeg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Uma mescla de <em>eletropop</em> com sonoridades <em>hard rock</em>, onde não falta o<em> rock</em> setentista, o<em> rock</em> de garagem e o <em>blues</em> é a pedra de toque incial deste disco, já que <em><span style="color: #ff00ff;">Hurt In The Morning</span></em> e <em><span style="color: #ff00ff;">Such A Drag</span></em>, o single já retirado do disco, assentam num sintetizador melodicamente assertivo e num baixo bastante encorpado, além de guitarras plenas de <em>groove</em> e distorção. <em><span style="color: #ff00ff;">Critters</span></em> abranda um pouco o ritmo mas a receita mantém-se, agora numa toada mais nostálgica e torna-se claro que Eric merece obter um reconhecimento verdadeiro e um estatuto forte no universo sonoro alternativo. Com uma década de carreira, o músico parece ter atingido o ponto mais alto de uma discografia com alguns momentos marcantes, apresentando agora novas <em>nuances</em> e um som mais experimental, que não parece ter sido planeado para as rádios e os estádios, mas que tem potencial para um elevado <em>airplay</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Momentos como o <em>groove</em> que destila imensa <em>soul</em> de <em><span style="color: #ff00ff;">When I Think About You</span></em>,  o baixo de <em><span style="color: #ff00ff;">Like Apples Like Pears</span></em>, o efeito arrojado e a secção de metais de <span style="color: #ff00ff;"><em>Figure It Out</em></span> ou o sintetizador minimal que abre <em><span style="color: #ff00ff;">The Trouble With Youth</span></em> e que depois desliza até ao <em>krautrock</em>, são outros quatro exemplos que mostram que <span style="color: #ff00ff;">Say Hi</span> estará no apogeu do seu estado de maturidade e mais arrojado do que nunca, na sua viagem de fusão entre elementos particulares intrínsecos ao que de melhor ficou dos primórdios da<em> pop</em>, nos anos cinquenta, com o <em>rock</em> mais épico da década de oitenta e algumas das caraterísticas que definem o ADN da eletropop atual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Indubitavelmente, <span style="color: #ff00ff;">Say Hi</span> domina a fórmula correta, feita com guitarras energéticas, uma sintetizador indomável, efeitos subtis e melodias cativantes, para presentear quem o quiser ouvir com canções alegres, aditivas, profundas e luminosas. O disco também se torna viciante devido à voz fantástica de Eric, que atinge o apogeu interpretativo em <em><span style="color: #ff00ff;">Figure It Out</span></em>, mas que ao longo do trabalho preenche verdadeiras pinturas sonoras que se colam facilmente aos nossos ouvidos e que nos obrigam a mover certas partes do nosso corpo. O que aqui temos é uma <em>pop</em> despretensiosa, que apenas pretende levar-nos a sorrir e a ficar leves e bem dispostos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www3.zippyshare.com/v/2159129/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2936/14013254677_6116a953ab.jpg" alt="Say Hi - Endless Wonder" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>01. Hurt In The Morning</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>02. Such A Drag</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>03. Critters</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>04. When I Think About You</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>05. Like Apples Like Pears</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>06. Figure It Out</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>07. Clicks And Bangs</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>08. Sweat Like The Dew</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>09. Love Love Love</em></span><br /><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;"><em>10. The Trouble With Youth</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/140593980&auto_play=false&hide_related=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:555547 2014-07-18T11:29:57 The Rosebuds - Blue Eyes 2014-07-18T10:39:34Z 2014-07-18T10:39:34Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://d3na4zxidw1hr4.cloudfront.net/site_media/uploads/images/artists/r/the-rosebuds/rosebuds_jpg_640x400_q85.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Oriundos de Raleigh, os norte americanos <a href="http://therosebuds.com/"><span style="color: #888888;">The Rosebuds</span></a> estão de regresso aos discos com <em><span style="color: #3366ff;">Sand + Silence</span></em>, um trabalho que irá ver a luz do dia já a cinco de agosto, por intermédio da Western Vinyl.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Depois de ter sido divulgado<em><span style="color: #3366ff;"> In My Teeth</span></em>, o tema de abertura, agora chegou a vez de ser dado a conhecer<em><span style="color: #3366ff;"> Blue Eyes</span></em>, mais um avanço do álbum e uma canção que impressiona pela melodia e pelos coros. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #3366ff;"><em>Sand + Silence</em></span> foi gravado nos estúdios de Justin Vernon. Além de ter recebido os The Rosebuds, aceitou tocar teclas em alguns temas do disco, que também conta com a participação especial de Nick Sanborn dos Sylvan Esso. Os dois temas foram disponibilizados para <em>download</em> pela Western Vinyl. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/158964454&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/153538298&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:544739 2014-07-17T22:55:53 Tim Bowness – Abandoned Dancehall Dreams 2014-07-17T21:58:13Z 2014-07-17T21:58:13Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Nascido e criado no noroeste de Englaterra, <span style="color: #ffcc00;">Tim Bowness</span> começou a sua carreira nos anos noventa, tendo sido representado pelas etiquetas Probe Plus, One Little Indian e Sony/Epic 550, tendo começado por se destacar como vocalista e compositor dos No-Man, banda onde também tocava Steven Wilson, membro dos Porcupine Tree. Nesse projeto participou em seis discos e um documentário, mas ainda arranjou tempo para colaborar com a italiana Alice e com Robert Fripp, Hugh Hopper (Soft Machine), OSI e Phil Manzanera dos Roxy Music, entre outros, além de ter feito parte dos Henry Fool e dos Memories Of Machines.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://progreport.com/wp-content/uploads/2014/03/tim-bowness-feature.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Além disso, <span style="color: #ffcc00;">Tim</span> ainda gravou o álbum <em>Flame</em> (1994) com Richard Barbieri (Porcupine Tree), coproduziu e compôs para o aclamado <em>Talking With Strangers</em> (2009), um álbum de Judy Dyble, antigo membro dos Fairport Convention e tem colaborado com Peter Chilvers, um músico que costuma acompanhar Brian Eno e Karl Hyde. Desde 2001 ele dirige a bem sucedida etiqueta e loja de música online Burning Shed, juntamente com o baixista Pete Morgan, seu antigo companheiro nos No-Man.</span><br /><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Agora, vinte e um anos após o disco de estreia dos No-Man e dez depois de <em>My Hotel Year</em>, o seu primeiro registo a solo, <span style="color: #ffcc00;">Tim Bowness</span> está de regresso aos lançamentos discográficos com <em><span style="color: #ffcc00;">Abandoned Dancehall Dreams</span></em>, o seu segundo álbum a solo, lançado pela etiqueta Inside Out.</span><br /><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Produzido pelo próprio <span style="color: #ffcc00;">Bowness</span> e misturado por Steven Wilson, parceiro nos No-Man, <em><span style="color: #ffcc00;">Abandoned Dancehall Dreams</span></em> conta com as participações especiais de Pat Mastelotto (King Crimson), Colin Edwin (Porcupine Tree), Anna Phoebe (Trans-Siberian Orchestra) e alguns músicos que costumam tocar, ao vivo, com os No-Man, nomeadamente Stephen Bennett, Michael Bearpark, Pete Morgan, o próprio Steven Wilson, Andrew Booker e Steve Bingham. O compositor clássico Andrew Keeling, famoso pelo seu trabalho com a The Hilliard Ensemble e Evelyn Glennie ajudaram nos arranjos e nas orquestrações formidáveis que se podem escutar nas oito canções deste disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffcc00;">Abandoned Dancehall Dreams</span></em> combina alguns dos detalhes mais significativos do chamado <em>art rock</em>, com uma escrita verdadeiramente sublime. Há algo de cinematográfico nestas oito canções, com uma sonoridade ampla e impecavelmente produzida, um conteúdo sofisticado que eleva a música de <span style="color: #ffcc00;">Bowness</span> a um patamar qualitativo que alcança horizontes de excelência quando, antes de cada refrão, eleva o volume dos instrumentos como um todo e proporciona-nos algumas explosões que, com os coros finais, dão a alguns temas a cor e o brilho que nos fazem levitar. As cordas e a bateria de <em><span style="color: #ffcc00;">The Warm-Up Man Forever</span></em>, o pendor acústico de <em><span style="color: #ffcc00;">Waterfoot</span></em>, a combinação entre o baixo e o sintetizador em <em><span style="color: #ffcc00;">Dancing For You</span></em>, o rock pulsante de <span style="color: #ffcc00;"><em>Smiler At 50</em></span> e a guitarra <em>pinkfloydiana</em> e os violinos de <em><span style="color: #ffcc00;">I Fought Against The South</span></em>, são alguns exemplos de canções capazes de nos fazer flutuar num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas e que demonstram que <span style="color: #ffcc00;">Tim</span> é exímio a misturar ótimos arranjos clássicos, feitos com cordas, teclados e bateria, com uma voz que parece ser cantada junto ao nosso ouvido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em <em><span style="color: #ffcc00;">Abandoned Dancehall Dreams</span></em> o grande mentor dos No-Man supera largamente o desafio que o segundo disco, neste caso a solo, geralmente provoca. Tendo trabalhado, ao longo da sua carreira, com uma série de nomes importantes do <em>rock</em> progressivo e do <em>art rock</em> britânicos, não surpreende a mestria com que explorou um espetro mais minimalista desse ramo do <em>indie rock</em>, sem deixar de ser sonoramente exuberante, profundo, delicado e soberbo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p align="center"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www61.zippyshare.com/v/85580634/file.html"><img src="https://farm6.staticflickr.com/5585/14513016574_4a3d8d6fe6.jpg" alt="Tim Bowness - Abandoned Dancehall Dreams" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">01. The Warm-Up Man Forever</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">02. Smiler At 50</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">03. Songs Of Distant Summers</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">04. Waterfoot</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">05. Dancing For You</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">06. Smiler At 52</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">07. I Fought Against The South</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;">08. Beaten By Love</span></em></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/XuzHTgev7Hc" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:555291 2014-07-17T11:23:04 Cold War Kids – All This Could Be Yours 2014-07-17T10:35:07Z 2014-07-17T10:35:07Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://nbhap.com/wordpress/wp-content/uploads//2014/07/Cold-War-Kids-620x397.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os norte americanos <a href="http://www.coldwarkids.com/"><span style="color: #888888;">Cold War Kids</span></a> acabam de divulgar <em><span style="color: #ffcc99;">All This Could Be Yours</span></em>, um luminoso tratado de <em>indie rock</em>, feito com uma percussão imponente e uma melodia contagiante e que fará parte do alinhamento do próximo álbum do grupo, ainda sem título e data precisa de lançamento, apesar de outubro ser o mês apontado. Seja como for, esse disco irá, certamente, ver a luz do dia por intermédio do selo Downtown, em parceria com a Sony RED.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Esta banda de Silverlake, na Califórnia, tinha-se destacado com <em>Dear Miss Lonelyhearts</em>, o úlrimo registo discográfico dos <span style="color: #ffcc99;">Cold War Kids</span> e o sucessor é aguardado com enorme expetativa. Confere...</span></p> <p title="Cold War Kids - All This Could Be Yours por jocastro68, no Flickr"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm3.staticflickr.com/2902/14484301690_c2ec23ef37.jpg" alt="Cold War Kids - All This Could Be Yours" width="400" height="400" /></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/158680499&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:555122 2014-07-16T13:33:28 Moebius Story Leidecker - Snowghost Pieces 2014-07-16T12:35:27Z 2014-07-16T12:44:45Z <p style="text-align: center;"><span><img src="http://www.bureau-b.de/images/M+S+L%20im%20Freien.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Hans-Joachim Roedelius e Dieter Moebius são a força motriz de Moebius, que se agregou à dupla Tim Story e Jon Leidecker, para criar um projeto sonoro bastante curioso que editou recentemente <em><span style="color: #3366ff;">Snowghost Pieces</span></em>, gerado por uma miríade de artistas que conferiu ao disco uma visão sonora bastante heterogénea e abrangente da música eletrónica atual na sua faceta mais ambiental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #3366ff;">Snowghost Pieces</span></em> são onze canções carregadas de detalhes e sons que, do mais comum ao mais bizarro, agregam-se e dão origem a peças sonoras bastante futuristas e que contrariam quem considera que a eletrónica ambiental é um estilo musical marcadamente minimal e pouco diversificado. De certo modo é como se  projeto quisesse reinventar o <em>krautrock</em>, dando-lhe uma toada mais ambiental e futurista, mas sem descurar o habitual rigor e rigidez que a junção de diferentes tiques criados pela faceta mais sintética da música exige, para queo resultado final seja coerente e audível de forma harmoniosa e comunicativa.  </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">À medida que as canções vão desfilando nos nossos ouvidos e se sente o seu enorme charme e a extrema capacidade de sedução que nos impele a ouvir o disco até ao final, vamos sendo presenteados com uma teia de sons eletrónicos e acústicos que nunca se abstraem da sua função essencial que é criar, dentro da amálgama concetual delineada, temas com uma forte componente melódica e que sejam diferentes partes de um todo, nada mais nada menos que sonoro harmonioso e construido com enorme mestria nos estúdios de Brett Allen, no estado de Montana.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A atmosfera intimista e até surreal do local onde gravaram, assim como todo o vasto arsenal tecnológico ao dispôr, terá tido certamente impacto no resultado final e na empatia que os músicos criaram entre si, a única explicação plausível para o entendimento do conteúdo tão intenso, firme e de elevada bitola qualitativa que é disponibilizado em <em><span style="color: #3366ff;">Snowghost Pieces</span></em>, um disco que, tendo em conta o espetro sonoro que abrange, só poderia ter sido lançado através da insuspeita <a href="http://www.bureau-b.de/msl.php"><span style="color: #888888;">Bureau B</span></a>, uma das melhores etiquetas a nível mundial neste género musical.</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://shop.tapeterecords.com/media/catalog/product/cache/2/thumbnail/500x/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/c/d/cd_bb167_msl-cover_rgb.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>1 Flathead (5:14)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>2 Treadmill (4:27)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>3 Cut Bank (5:27)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>4 Fracture Fuss (7:34)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>5 Yaak (5:19)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>6 Olara (3:49)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>7 Cliff Doze (4:20)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>8 Whelmed (4:45)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>9 Pinozeek (1;42)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>10 Vex (10:37)</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: helvetica;"><em>11 Defenestrate (5:00)</em></span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/-sHmvFzA5j0" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> <p><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:5anz8pZ4UFLQ10VNpFPNvQ" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:554654 2014-07-16T10:54:54 Blonde Redhead – Dripping 2014-07-16T10:06:00Z 2014-07-16T10:06:00Z <p style="text-align: center;"><img src="http://www.glidemagazine.com/hiddentrack/wp-content/uploads/2010/08/BlondeRdhd-outsidebacklite_001.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Kazu Makino, Amedeo Pace, Simone Pace são os <a href="http://blonde-redhead.com/"><span style="color: #888888;">Blonde Redhead</span></a> e preparam-se para lançar em setembro <span style="color: #f62e08;"><em>Barragán</em></span>, o nono álbum na carreira deste grupo oriundo de Nova Iorque e que tem construido um catálogo sonoro bastante consistente, com a <em>dream pop</em> sempre na fila da frente, no que diz respeito à sonoridade que replicam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com uma faceta fortemente instrumental e construída a partir de sintetizadores e teclados, <em><span style="color: #f62e08;">Dripping</span></em> é o mais recente avanço divulgado de <em><span style="color: #f62e08;">Barragán</span></em>, um disco que  chega às lojas a dois de setembro, pelo selo Kobalt. Confere...</span></p> <p><a href="http://www12.zippyshare.com/v/98484363/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5578/14476754037_32118353e7.jpg" alt="Blonde Redhead - Dripping" width="400" height="400" /></a></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/dPmd2CXGpXQ" width="540" height="129" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:552547 2014-07-15T22:08:18 Parquet Courts - Sunbathing Animal 2014-07-15T21:09:02Z 2014-07-15T21:12:25Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">Liderados por Andrew Savage, os <a href="http://sunbathinganimal.com/"><span style="color: #888888;">Parquet Courts</span></a> são um quarteto norte americano que apresentei em 2012 por causa de <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/316726.html"><span style="color: #888888;">Light Up Gold</span></a>, um disco que incorpora aquela sonoridade crua, rápida e visceral, que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas. Dois anos depois, esta banda oriunda de Brooklyn, em Nova Iorque, regressou aos lançamentos discográficos com <span style="color: #ffcc99;"><em>Sunbathing Animal</em></span>, um álbum que foi editado a três de junho por intermédio da What’s Your Rupture/<a href="http://www.momandpopmusic.com/"><span style="color: #888888;">Mom + Pop</span></a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><img src="http://cdn.pitchfork.com/news/50211/fe5249d3.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><em><span style="color: #ffcc99;">Sunbathing Animal</span></em> pode começar a ser escutado logo pelo single homónimo, uma canção assente num<em> punk rock</em> vigoroso e cheio de guitarras distorcidas, mas logo aí percebe-se que a atmosfera musical enraivecida e algo descontraída da estreia é apenas uma mera recordação. <em><span style="color: #ffcc99;">Sunbathing Animal</span></em> continua a ser um disco concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das suas diferentes composições, sempre com o acompanhamento exemplar do baixo e não deixa de soar a um daqueles trabalhos que parece ter sido gerado por artifícios caseiros de gravação, além de não descurar métricas instrumentais similares e até mesmo temáticas bem relacionadas com o que definiu o <em>rock</em> em finais dos anos setenta. No entanto, é um disco mais maduro que <em>Light Up Gold</em> e nele Savage continua a escrever canções para ouvir a qualquer hora do dia, sem que necessariamente seja preciso uma solução filosófica para desvendar os seus versos, mas entrega-se de forma mais incisiva à escrita, com temas que abordam o tédio do dia a dia (<span style="color: #ffcc99;"><em>Into The Garden</em></span>), o amor (<span style="color: #ffcc99;"><em>Dear Ramona</em></span>) ou o simples <em>flirt</em> (<span style="color: #ffcc99;"><em>Always Back In Town</em></span>) e onde parece possível visualizar histórias de vida comuns, através da audição de retratos honestos sobre pessoas (<span style="color: #ffcc99;"><em>She’s Rolling</em></span>) ou sentimentos (<span style="color: #ffcc99;"><em>Instant Disassembly</em></span>), numa Nova Iorque cheia de gente algo inócua, mas que não deixa de ser honesta e de ter o seu encanto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">Esta relação estreita dos <span style="color: #ffcc99;">Parquet Courts</span> com a sua cidade não é apenas percetível nas letras; A componente instrumental remete-nos facilmente para a herança dos The Velvet Undergorund de John Cale. Os arranjos sujos e as guitarras desenfreadas da já citada<em><span style="color: #ffcc99;"> She's Rolling</span></em>, um tema com uma forte índole psicadélica, são um exemplo claro dessa aproximação, mas nomes como os Television (<span style="color: #ffcc99;"><em>Black and White</em></span>), Talking Heads (<span style="color: #ffcc99;"><em>What Color Is Blood</em></span>) e até os britânicos Wire também passeiam as suas influências pelo disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">Independentemente de todas as referências nostálgicas que <span style="color: #ffcc99;">Sunbathing Animal</span> possa suscitar, o que importa reter é o seu conteúdo musical e a verdade é que neste trabalho, em pouco mais de quarenta minutos, os <span style="color: #ffcc99;">Parquet Courts</span> apresentam-nos uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, temas que parecem ter viajado no tempo e amadurecido numa simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock, até se tornarem naquilo que são, peças sonoras que querem brincar com os nossos ouvidos, sujá-los com ruídos intermináveis e assim, proporcionarem uma audição leve e divertida. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.festivalrykten.se/wp-content/uploads/2014/06/parquet-courts.jpeg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>01 Bodies</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>02 Black and White</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>03 Dear Ramona</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>04 What Color Is Blood</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>05 Vienna II</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>06 Always Back in Town</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>07 She's Rollin</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>08 Sunbathing Animal</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>09 Up All Night</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>10 Instant Disassembly</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>11 Duckin and Dodgin</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>12 Raw Milk</em></span><br /><span style="font-family: helvetica; color: #ffcc99;"><em>13 Into the Garden</em></span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/mhPOZXLmTKA" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></span></div> <p><span style="color: #888888;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:2hamtboXQEXAt87uUG8Gd5" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:554205 2014-07-15T21:54:52 The Drums - Magic Mountain 2014-07-15T21:05:08Z 2014-07-15T21:05:08Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.popload.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Screen-Shot-2014-07-11-at-18.08.39.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <a href="https://www.facebook.com/wearethedrums"><span style="color: #888888;">The Drums</span></a> estão de volta com <span style="color: #ccffff;"><em>Magic Mountain</em></span>, o sucessor do já longínquo <em>Portamento</em> (2011) e um trabalho que deverá chegar às lojas em setembro. O tema homónimo do disco é o primeiro avanço divulgado pelo grupo nova iorquino liderado por Jonathan Pierce e novamente apenas uma dupla, com Jacob Graham a ser a outra metade e com os <span style="color: #ccffff;">The Drums</span> a regressarem à formação original.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">De acordo com o vocalista, este retorno às origens irá fazer com que o novo trabalho plasme um som mais genuíno e próximo do ADN do projeto, já que os<span style="color: #ccffff;"> The Drums</span> puderam voltar a trabalhar sem nenhuma ideia pré-concebida e fizeram um som mais livre e próximo do que os dois sempre idealizaram quando se juntaram para fazer música. Confere...</span></p> <blockquote> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/157862921&color=ff5500" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> </blockquote> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:553778 2014-07-15T21:25:55 Perfume Genius - Queen 2014-07-15T20:38:25Z 2014-07-15T20:38:25Z <p style="text-align: center;"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_s-MOV7uUC7Y/TRiJzIO_CdI/AAAAAAAAPK8/sgnCuSfMsGE/s1600/Perfume.png" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">É já a vinte e dois de setembro que chega aos escaparates <em><span style="color: #ccffcc;">Too Bright</span></em>, o terceiro álbum de <span style="color: #ccffcc;">Perfume Genius</span>, um dos discos mais aguardados do ano e que verá a luz do dia através da Matador Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O primeiro avanço de <em><span style="color: #ccffcc;">Too Bright</span></em>, o novo álbum deste alter ego de Mike Hadreas, é <em><span style="color: #ccffcc;">Queen</span></em>, um tema dominado por um potente sintetizador, épico, intenso e fortemente autobiográfico, já que aborda algumas fobias relacionadas com a homossexualidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ccffcc;">Too Bright</span></em> foi gravado com Adrian Utley, dos Portishead e conta também com a colaboração de John Parish em alguns temas. Confere...</span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/SfJ9HX13Z8U" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:540666 2014-07-14T21:37:32 TV Girl - French Exit 2014-07-14T21:08:04Z 2014-07-14T21:08:04Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os <span style="color: #f20c1a;">TV Girl</span> são uma banda de São Diego formada por Trung Ngo e Brad Peterson e tocam aquele típico <em>bedroom pop,</em> <em>lo fi</em>, caseiro e deliciosamente irresistível. No final de 2010 e já em 2011 lançaram uma série de EPs, sempre disponibilizados gratuitamente, com especial destaque para o EP <em>Dirty Gold</em>, resultado de uma parceria com os Dirty Gold, também de San Diego e em cuja edição as bandas partilharam uma versão da outra. No início do passado mês de junho, chegou finalmente o primeiro longa duração dos <span style="color: #f20c1a;">TV Girl</span>, um trabalho intitulado <em><span style="color: #f20c1a;">French Exit</span></em> e também disponivel para <em>download</em> no <a href="http://tvgirl.bandcamp.com/album/french-exit"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a> da banda.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://media.sdreader.com/img/photos/2011/12/20/ofnote-tv-girl_lead_t658.jpg?ff95ca2b4c25d2d6ff3bfb257febf11d604414e5" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Seria perfeitamente natural que os <span style="color: #f20c1a;">TV Girl</span> optassem, no primeiro longa duração da história do grupo, por uma súmula dos EPs lançados anteriormente, mas um dos aliciantes de <em><span style="color: #f20c1a;">French Exit</span> </em>é ser constituído por um alinhamento de doze canções que são inéditos na carreira da dupla.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Acaba por ser muito apropriado este álbum surgir nesta época já que ele desperta em nós imagens mentais que forçosamente nos remetem para situações vividas em dias cheios de sol, luz, água e calor. <em><span style="color: #f20c1a;">Pantyhose</span></em>, o tema de abertura, mas, principlamente, a atmosfera <em>vibe</em> e relaxada do<em> indie surf</em> de <em><span style="color: #f20c1a;">Birds Don't Sing</span></em> trazem-nos à memória o clima quente e tropical, tão apropriado para este verão que apesar de teimar em manter-se tímido e reservado, terá certamente ainda dias com luz, cor e calor para nos brindar e onde estas canções dos <span style="color: #f20c1a;">TV Girl</span> encaixarão certamente e com particular sincronia. Essa canção, o <em>single</em> já retirado do disco e <span style="color: #f20c1a;"><em>Daughter Of A Cop</em></span>, impressionam pela forma relaxante como conjugam alguns arranjos que piscam o olho declaradamente ao <em>jazz</em> e à <em>bossa nova</em> e todos juntos, de mãos dadas, apresentam um verdadeiro festim sonoro para os nossos ouvidos sempre sedentos de paisagens sonoras relaxantes e elegantes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Ouvimos cada uma das músicas deste trabalho e conseguimos, com uma certa clareza, perceber os diferentes elementos sonoros que foram sendo adicionados e que esculpiram as canções, com particular destaque para as guitarras, melodicamente sempre muito próximas da postura vocal e para alguns arranjos sintéticos que sobressaiem, não porque ficam na primeira fila daquilo que se escuta, mas porque suportam aqueles simples detalhes que, muitas vezes com uma toada <em>lo fi</em>, fazem toda a diferença no cariz que a canção toma e nas sensações que transmite.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O clássico indie<em> power pop</em>,<em> lo fi</em>, mas alegre e luminoso, assentará arraiais onde quer que <em><span style="color: #f20c1a;">French Exit</span></em> se escute; Além dos destaques já referidos, a graciosidade dos teclados em <em><span style="color: #f20c1a;">Louise</span></em>, uma canção enfeitada com vários <em>samples</em> de vozes femininas, ou a <em>pop</em> adocicada de <em><span style="color: #f20c1a;">Hate Yourself</span> </em>e <em><span style="color: #f20c1a;">The Getaway</span></em>, ou o charme inconfundível de <em><span style="color: #f20c1a;">The Blonde</span></em> são canções que merecem todo o destaque, feitas com guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico. A fusão destas várias influências não se restringe a estas canções, mas permeia todo o disco, de forma extremamente contagiante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em suma, <em><span style="color: #f20c1a;">French Exit</span></em> são doze canções que se ouvem em pouco mais de trinta minutos, temas curtos e diretos, mas com a duração suficiente para transmitirem uma mensagem alegre e divertida. Guitarras luminosas e com as cordas a vibrar acusticamente ou ligadas às máquinas, um baixo vibrante e uma bateria cheia de potência e cor, são os ingredientes principais de que os <span style="color: #f20c1a;">TV Girl</span> se servem para dar vida a estas canções. As mesmas têm uma tonalidade e uma temática um pouco adolescente, bem recreada na capa do álbum, que evoca a melancolia dos nossos verdes anos, mas é um compêndio sonoro onde esta dupla californiana avança em passo acelerado em direção à maturidade, num disco extraordinariamente jovial, que seduz pela forma genuína e simples como retrata eventos e relacionamentos de um quotidiano rotineiro, um trabalho fantástico para ser escutado num dia de sol acolhedor. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.turntablekitchen.com/_uploads/TV-Girl-French-Exit.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #f20c1a; font-family: helvetica;">01 – Pantyhose<br />02 – Birds Dont Sing<br />03 – Louise<br />04 – Hate Yourself<br />05 – The Getaway<br />06 – Talk to Strangers<br />07 – The Blonde<br />08 – Daughter of a Cop<br />09 – Lovers Rock<br />10 – Her and Her Friend<br />11 – Come When You Call<br />12 – Anjela</span></em></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1257160096/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:553319 2014-07-14T21:24:01 Field Report - Wings 2014-07-14T20:32:12Z 2014-07-14T20:34:21Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.musicsavage.com/wp-content/uploads/2012/03/field_report_me1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os norte americanos <a href="https://www.facebook.com/officialfieldreport/info"><span style="color: #888888;">Field Report</span></a> são de Milwaukee e liderados Chris Porterfield, a quem se junta Travis Whitty e Shane Leonard. O grupo não divulgava nenhuma canção desde 2012, mas vão regressar aos discos a 7 de outubro com <em><span style="color: #ff9900;">Marigolden</span></em>, através da <a href="http://www.partisanrecords.com/artists/field-report" target="_blank"><span style="color: #888888;">Partisan Records</span></a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ff9900;">Wings</span></em> é o primeiro single divulgado do disco, um tema que fala de complicada relação de Chris com o álcool, além de refletir sobre a sua vida atribulada, muito por causa das constantes digressões a que um músico está sujeito. Confere...</span></p> <p style="text-align: justify;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/144989417%3Fsecret_token%3Ds-5W458&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:553118 2014-07-14T13:43:08 Milhões de Festa - Cartaz 2014-07-14T12:51:38Z 2014-07-14T12:53:05Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">É já nos próximos dias 24, 25, 26 e 27 de julho que decorre em Barcelos mais uma edição do <a href="http://milhoesdefesta.com/pt/"><span style="color: #888888;">Milhões De Festa</span></a>, um festival com um cartaz recheado de nomes sonantes e novas promessas da músicas nacional e internacional. De acordo com a organização, este evento pretende fazer <em>s</em><em>ubir as temperaturas com música</em>, <em>através de uma programação que se afirma como uma lufada de ar fresco no panorama cultural português e europeu - e que vai tão bem com um mojito, com um mergulho e, claro, com Milhões de música</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os horários e alinhamento já estão fechados e prometem música desde as 14h até altas horas da madrugada, nos dias do evento. Os bilhetes custam €60 para os 4 dias e €30 diariamente. Podem ser adquiridos nos locais habituais. Fica a sugestão, altamente recomendável!</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-a-lhr.xx.fbcdn.net/hphotos-xap1/t1.0-9/1560436_803323923025259_5684192971616121175_n.jpg" alt="" /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:548154 2014-07-13T17:48:17 Viet Cong - Cassette EP 2014-07-13T17:23:59Z 2014-07-13T17:23:59Z <p style="text-align: justify;" align="center"><span style="text-align: justify; color: #888888; font-family: helvetica;">Uma das melhores surpresas do ano são os <span style="color: #856b66;">Viet Cong</span>, uma banda formada por Matt Flegel e Mike Wallace, dois músicos dos extintos Women, um grupo norte americano de Calgary, que terminou a carreira há alguns anos, mas que deixou saudades no universo sonoro alternativo e aos quais se juntam Scott "Monty" Munro e Danny Christiansen. </span><span style="text-align: justify; color: #888888; font-family: helvetica;">No passado dia oito de julho os <span style="color: #856b66;">Viet Cong</span> editaram, através da <a href="http://www.mexicansummer.com/shop/viet-cong-cassette/"><span style="color: #888888;">Mexican Summer</span></a>, <span style="color: #856b66;"><em>Cassette</em></span>, um EP que inclui no seu alinhamento <span style="color: #856b66;"><em>Static Wall</em></span>, uma incrível canção que nos leva numa viagem do tempo até à psicadelia dos anos setenta, assim como o restante alinhamento de sete canções.</span></p> <p align="center"><span style="text-align: justify; color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://cdn3.pitchfork.com/features/9353/402e5637.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Logo no início, em <em><span style="color: #856b66;">Throw It Away</span></em>, ao revisitarem a herança dos Rolling Stones, percebe-se que estes <span style="color: #856b66;">Viet Cong</span> não têm receio de mostrar a capacidade intrínseca que possuem para replicar a psicadelia que surgiu na década de sessenta e adicionar outras sonoridades atuais, mais coloridas e aprimoradas. Logo de seguida, <em><span style="color: #856b66;">Uncouscious Melody</span></em> faz uma revisão dessa psicadelia, mas numa busca pontos de encontro com o <em>rock</em> clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes desse espetro sonoro que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O EP prossegue repleto de surpresas e <em><span style="color: #856b66;">Oxygen Feed</span></em> inflete em direção à mesma época, mas através de uma<em> pop</em> luminosa tão solarenga como o verão de Calgary, onde a banda reside. E enquanto a música avança e depois <em><span style="color: #856b66;">Static Wall</span></em> e a sintetizada <em><span style="color: #856b66;">Structureless Design</span></em> encaixam no mesmo ambiente sonoro, deixamo-nos ir com eles enquanto nos cruzamos com os veraneantes cor de salmão e de arca frigorífica na mão, que buscam uma qualquer praia onde depois do pôr do sol cabe uma fogueira que se acende noite dentro e onde existe um vidrão que irá ficar cheio, enquanto a areia se confunde com as beatas que proliferam, numa festa feita de cor, movimento e muita letargia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Quem acha que ainda não havia um <em>rock n' roll</em> tresmalhado e robotizado nos anos sessenta ou que a composição psicotrópica dos substantivos aditivos que famigeravam à época pelos estúdios de gravação não deixaria raízes para que no futuro se instalasse uma onda revivalista em redor da sonoridade que daí brotava, deve ouvir atentamente <em><span style="color: #856b66;">Dark Entries </span></em>porque ficará certamente impressionado com a contemporaneidade <em>vintage</em> nada contraditória dos acordes sujos e do <em>groove </em>da guitarra e da voz sintetizada de Matt, a grande força motriz de um EP dotado de uma maturidade particular, com canções que pretendem hipnotizar, com a firme proposta de olhar para o som que foi produzido no passado e retratá-lo com novidade, mas com os pés bem fixos no presente. Criativo e coerente, <em><span style="color: #856b66;">Cassette</span></em> parece ser um EP que será melhor compreendido no futuro próximo e, enquanto tal não sucede, resta-nos viajar e delirar ao som das suas canções. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://cdn3.pitchfork.com/news/55064/83bbf8ab.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #856b66;"><em><span style="font-family: helvetica;">01 Throw It Away<br />02 Unconscious Melody<br />03 Oxygen Feed<br />04 Static Wall<br />05 Structureless Design<br />06 Dark Entries<br />07 Select Your Drone</span></em></span></p> <p><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:0A2mbmYenwgk6AIz0o6Kuj" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:536493 2014-07-12T17:01:28 Kasabian – 48:13 2014-07-12T16:12:17Z 2014-07-12T16:14:50Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Lançado através do consórcio RCA/Columbia <em><span style="color: #f23f4e;">48:13</span></em> é o tempo de duração exato e o nome do quinto álbum de estúdio dos <a href="http://www.kasabian.co.uk/"><span style="color: #888888;">Kasabian</span></a>, o novo disco desta banda liderada por Tom Meighan e um trabalho produzido por Sergio Pizzorno, o guitarrista da banda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #f23f4e;">48:13</span></em> é um álbum pesado, marcante, elétrico e explosivo e logo desde a primeira canção; <em><span style="color: #f23f4e;">Bumblebee</span></em> traz consigo todo o esplendor festivo dos Beastie Boys e ao longo do tema sente-se a vibração a aumentar e diminuir de forma ritmada e damos por nós a desejar que o resto do disco seja assim. A urgente e grandiosa <em><span style="color: #f23f4e;">Stevie</span></em> não fica atrás e, após seres bombardeado com uma percurssão muito vincada e uma guitarra cheia de <em>fuzz</em>, quando te apercebes já estás a cantar o refrão, devendo esta canção de ser uma das escolhas para <em>single</em>, algo que, na minha opinião, seria bem recebido pela crítica.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.gigslutz.co.uk/wp-content/uploads/2014/02/kasabian2.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O festim é interrompido um pouco por <span style="color: #f23f4e;"><em>Mortis</em></span>, um dos dois interlúdios do disco, juntamente com <em><span style="color: #f23f4e;">Levitation</span></em>, mas logo de seguida <em><span style="color: #f23f4e;">Doomsday</span></em> e <em><span style="color: #f23f4e;">Treat</span> </em>levam-nos de volta ao <em>indie rock</em> cru e direto, que não descura a presença de sinteitzadores cheio de efeitos, com a função, várias vezes simultânea, de conferirem alguns detalhes e uma energia diferente ao corpo das canções que não defruadam quem quer abanar a anca ao som de algo grandioso. Esta <em><span style="color: #f23f4e;">Treat</span></em>, uma canção que explora a temática do <em>groove</em> sobre diferentes espetros e <em><span style="color: #f23f4e;">Glass</span></em>, um tema que conta com a paticipações especial do <em>rapper</em> Suli Breaks, são duas das faixas mais interessantes de <em><span style="color: #f23f4e;">48:13</span></em>, já que há um sintetizador com um cariz fortemente experimental e límpido a guiar às cançôes e abrem-se algumas pistas interessantes acerca do futuro discográfico dos <span style="color: #f23f4e;">Kasabian</span>, que poderá partir em busca de ambientes <em>pop</em> mais épicos e etéreos, o que não deixa de ser curioso já que foi o guitarrista a produzir este álbum.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O <em>eletro rock</em> bem vincado, pulsante e visceral de <em><span style="color: #f23f4e;">Clouds</span> </em>e o agitado e ritmado <em>single <span style="color: #f23f4e;">Eez-eh</span></em> é mais uma grande sequência do disco e, pouco depois, ele termina com a apoteótica <em><span style="color: #f23f4e;">S.P.S</span></em>, uma típica canção de fim de festa, daquele nascer do sol que incomoda o olhar depois de termos perdido a noção do tempo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A perceçao final que fica é que, das guitarras que escorrem ao longo de todo o trabalho, passando pelos arranjos sintetizados, pelos efeitos e pelas vozes, tudo se movimentou de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração de <em><span style="color: #f23f4e;">48:13</span></em> tivesse um motivo para se posicionar dessa forma. Ao mesmo tempo em que é possível absorver a obra como um todo, entregar-se aos pequenos detalhes que preenchem o trabalho é outro resultado da mais pura satisfação, como se a banda projetasse inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte em cada canção, assentes num misto de eletrónica, psicadelia e<em> rock</em> progressivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Ao quinto álbum os <span style="color: #f23f4e;">Kasabian</span> voltam a procurar atingir o pico na busca constante do verdadeiro caminho e da sua sonoridade e confirmam o estilo, o método e a obsessão típicas de quem quer abalar definitivamente o atual sistema musical, trazendo uma nova sonoridade ao <em>rock</em> alternativo e ansiando continuar a ser um marco no cenário musical i<em>ndie</em>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><a title="Kasabian - 48-13 por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14330644734/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3859/14330644734_ce78232344.jpg" alt="Kasabian - 48-13" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #f23f4e;">0</span><em><span style="color: #f23f4e;">1. (Shiva)</span></em></span><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">02. Bumblebee</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">03. Stevie</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">04. (Mortis)</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">05. Doomsday</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">06. Treat</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">07. Glass</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">08. Explodes</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">09. (Levitation)</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">10. Clouds</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">11. Eez-eh</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">12. Bow</span></em><br /><em><span style="color: #f23f4e; font-family: helvetica;">13. S.P.S.</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #f23f4e;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/ST6nEvIEY4s" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></em></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:0YEIhLHs5kP5CpU7HBBRL6" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:552432 2014-07-12T11:15:11 Speedy Ortiz - Bigger Party 2014-07-12T10:29:17Z 2014-07-12T10:33:02Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><img src="http://assets-s3.rollingstone.com/assets/images/story/speedy-ortiz-hit-the-accelerator-20130618/1000x600/speedy-600-1371488087.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">A edição de 2014 da série <a href="http://video.adultswim.com/music/singles-2014/index.html#top"><span style="color: #888888;">Adult Swin Singles</span></a> já começa a divulgar algumas surpresas bastante agradáveis. Recordo que esta iniciativa divulga e disponibiliza gratuitamente um single semanalmente, tendo a edição de 2013 treze singles no catálogo e a deste ano já cinco no cardápio.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">E o single que estará disponível a partir do próximo dia catorze é <em><span style="color: #99cc00;">Bigger Party</span></em>, a contribuição dos <span style="color: #99cc00;">Speedy Ortiz</span> de Matt Robidoux (guitarra), Mike Falcone (bateria), Sadie Dupuis (guitarra, voz) e Darl Ferm (baixo), uma banda de Northampton que aposta num som cheio de guitarras, que do fuzz ao grunge, explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no rock alternativo da década de noventa. <em><span style="color: #99cc00;">Bigger Party</span></em> obedece a essa fórmula assertiva. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/155247452&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p>