urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2016-06-30T17:20:55Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:789738 2016-06-30T17:45:00 Autolux – Pussy’s Dead 2016-06-30T17:20:55Z 2016-06-30T17:20:55Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lançado na última primavera pela Columbia Records, <em><span style="color: #ff0000;">Pussy's Dead</span></em> é o novo registo de originais dos <span style="color: #ff0000;">Autolux</span>, uma banda norte-americana de <em>rock</em> experimental formada em 2000 em Los Angeles pelo guitarrista e vocalista Eugene Goreshter, o baixista Greg Edwards e a baterista e vocalista Carla Azar e que vai já no terceiro disco de uma carreira que tem colocado em sentido a crítica mais atenta.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://media.virbcdn.com/cdn_images/resize_1600x1600/19/PageImage-522856-4596812-Image12.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #ff0000;">Autolux</span> são ricos no modo como utilizam uma hipnótica subtileza, assente, essencialmente, na dicotómica e simbiótica relação entre o <em>fuzz</em> da guitarra e vários efeitos sintetizados arrojados, com uma voz serena mas profunda a rematar este <em>ménage</em> que fica logo tão bem expresso no clima planante, mas incisivo de <span style="color: #ff0000;"><em>Selectallcopy</em></span>. É uma musicalidade prática, concisa e ao mesmo tempo muito abrangente, num disco marcado pela proximidade entre as canções, fazendo com que o uso de letras cativantes e de uma instrumentação focada em estruturas técnicas simples, amplie os horizontes e os limites que foram sendo traçados numa carreira com mais de uma década e marcada por discos como<em> Future Perfect</em> (2004) ou <em>Transit Transit</em> (2010), já verdadeiros clássicos da <em>pop</em> experimental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <em><span style="color: #ff0000;">Soft Scene</span></em>, com a passagem para uma batida seca, acompanhada por um <em>flash</em> e um rugoso e cru <em>riff</em> de guitarra, percebe-se uma saudável ausência de controle, insinuando-se um clima <em>punk</em> que pisa um terreno bastante experimental e que, algures entre os Liars e os The Flaming Lips, é banhado por uma <em>psicadelia pop</em> ampla e elaborada, sem descurar um lado íntimo e resguardado, que dá não só a esta canção, mas a todo um disco, um inegável charme, firme, definido e bastante apelativo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A tal ausência de controle não é aqui sinónimo de amálgama ou ruído intencional; Em <span style="color: #ff0000;"><em>Pussy's Dead</em></span>, canções como as <em>radioheadianas <span style="color: #ff0000;">Junk for Code</span></em> e, com outras nuances mais translúcidas, <span style="color: #ff0000;"><em>Listen To The Order</em></span>, assim como o frio e contemplativo piano de <em><span style="color: #ff0000;">Anonymous</span></em>, mostram-nos que este é um registo onde cada instrumento parece assumir uma função de controle, nunca se sobrepondo demasiado aos restantes, evitando a todo momento que o alinhamento desande, apesar das cordas e das teclas mostrarem uma constante omnipresença, como é apanágio de um som que se pretende simultaneamente acessível, atrativo e imponente, sem descurar a faceta algo obscura e misteriosa que estes <span style="color: #ff0000;">Autolux</span> apreciam radiar, juntamente com uma fragilidade e sensorialidade que na <em>pop</em> majestosa, esculpida e etérea que enfeita <span style="color: #ff0000;"><em>Change My Head</em></span>, por exemplo, encarna um registo melódico ecoante e esvoaçante que coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A receita que os <span style="color: #ff0000;">Autolux</span> assumiram em <span style="color: #ff0000;"><em>Pussy's Dead</em></span> arrancou do seio do grupo o melhor alinhamento que apresentaram até hoje, expresso em dez canções que exaltaram o melhor de cada intérprete. Se as guitarras ganham ênfase em efeitos e distorções hipnóticas e se bases suaves sintetizadas, acompanhadas de batidas, cruzam-se com essas cordas e outros elementos típicos da <em>pop</em> e da própria <em>folk</em>, como demonstra <span style="color: #ff0000;"><em>Becker</em></span> e se é também audível um piscar de olhos insinuante a um <em>krautrock</em> que, cruzando-se com um certo minimalismo eletrónico, prova o minucioso e matemático planeamento instrumental de um disco que contém um acabamento límpido e minimalista, então não nos resta outra alternativa senão concluir que este é um álbum feliz, porque além de ter gozado de uma clara liberdade e indulgência interpretativa, dividida entre redutos intimistas e recortes tradicionais esculpidos de forma cíclica, também contou com uma enorme sapiência para a criação de <em>nuances </em>variadas e harmonias magistrais, onde tudo se orientou com o propósito de criar um único bloco de som, fazendo do disco um corpo único e indivisível e com vida própria, onde couberam todas as ferramentas e fórmulas necessárias para que a criação de algo verdadeiramente imponente e que obriga a crítica a ficar mais uma vez particularmente atenta a esta nova definição sonora que deambula algures pela cidade dos anjos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1485/26073774211_543bcbd2b1_o.jpg" alt="Autolux - Pussy&#39;s Dead" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Selectallcopy</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Soft Scene</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Hamster Suite</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Junk For Code</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Anonymous</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Brainwasher</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Listen To The Order</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Reappearing</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Change My Head</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Becker</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YQYfZK9XlXg" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:795112 2016-06-29T21:58:00 Mumblr - The Never Ending Get Down 2016-06-29T20:58:07Z 2016-06-29T20:58:07Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois da espetacular estreia nos discos em 2014 com <em>Full Of Snakes</em>, os norte americanos <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, estão de regresso com o sucessor, um trabalho intitulado <em><span style="color: #ff0000;">The Never Ending Get Down</span></em> e que viu a luz do dia a dez de junho através da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/12565445_622752337862831_2079143340842683197_n.jpg?oh=0c5ea534246502ad13a6fe6f44a04c48&amp;oe=580E3339" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> mantêm-se apostados em criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, já que parece ser este o ideário lírico privilegiado das canções e da escrita de Nick Morrisson, que agora também se debruça na temática dos sonhos e das sensações que as recordações dos mesmos provocam. Por exemplo, o edifício melódico de <em><span style="color: #ff0000;">Mud Mouth</span></em>, carregado de variações rítmicas e a transpirar dores e anseios que, para desespero de tantos, insistem em não saltarem do irrealismo puro e <span style="color: #ff0000;"><em>Microwave</em></span>, o primeiro <em>single</em> divulgado de <span style="color: #ff0000;"><em>The Never Ending Get Down</em></span>, confirmam esta direção, que numa simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico, contém aquela sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> não desistem de segurar firme a bandeira de um estilo sonoro que do <em>fuzz</em> ao <em>grunge</em>, alinhado em redor de guitarras que explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no<em> rock</em> alternativo da década de noventa, já foi várias vezes declarado extinto e fora de moda, muito por causa do cada vez maior uso da sintetização e de cuidados superlativos nos processos de arrumação e polimento do som, por parte das maiores bandas <em>rock</em> da atualidade. Este desejo, quase em jeito de desafio, por parte dos <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span>, de se manterem íntegros a uma fórmula que dificilmente lhes renderá maiores dividendos do que uma pura e fiel devoção por parte de alguns seguidores e nos quais me incluo, saúda-se e, seguindo as pegadas firmemente impressas pelo excelente <em>Full Of Snakes</em>, <em><span style="color: #ff0000;">The Never Ending Get Down</span></em> revela um superior arrojo ao nível da construção arquitetónica das canções, agora mais heterógenas e menos diretas e incisivas, mas mais ricas, quer sonora, quer liricamente, como já expus acima. A feliz incostância da secção ritmíca e das guitarras em <span style="color: #ff0000;"><em>Three Leg Dog</em></span>, uma canção onde Nick se expõe com invulgar avidez e os laivos de <em>punk</em> rock de cariz mais progressivo que palpitam em <span style="color: #ff0000;">VHS</span>, assim como, numa direção oposta, a forma como o baixo e os tambores de <em><span style="color: #ff0000;">Push</span></em> se entrelaçam cruamente com a guitarra, parecendo que os <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> tocam a canção no canto mais recôndito do nosso quarto, mesmo ali ao lado, são um claro exemplo de um vigor e de uma expressão estética que, olhando de frente para alguns ícones do<em> rock </em>alternativo dos anos noventa, com os Sonic Youth e os Nirvana à cabeça, estampa um olhar genuíno e único, sempre com uma sensação plena de controle, inclusive quando a própria temática das canções que, como já referi, exploram a dura realidade da nossa existência, até convidaria a um maior manifestação, através da sonoridade, de uma certa raiva ou descontrole emocional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quem espera encontrar nos <span style="color: #ff0000;">Mumblr</span> um ombro amigo para consolar as suas angústias e problemas, escuta <em><span style="color: #ff0000;">Ugly Ugly, Tiny Tiny</span> </em>ou <em><span style="color: #ff0000;">Last Stop</span></em> e vai sentir-se defraudado e incompreendido porque eles estão cá para nos plasmar com alguns dos aspetos práticos do lado negro deste mundo e não para nos ensinar como lidar com ele. <em><span style="color: #ff0000;">The Never Ending Get Down</span></em> existe para nos mostrar a vida tal como ela realmente se apresenta diante de nós e para satisfazer uma raiva que, se muitas vezes transcende certos limites e resvala para uma obscuridade aparentemente imutável e definitiva, geralmente nunca perde aquela consciência que nos permite continuar a avançar e a fintar as adversidades, mesmo que existam nos dias de hoje, na sociedade ocidental, dita civilizada, alguns eventos politicos ou económicos, moralmente de difícil compreensão para o mais comum dos mortais. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1937715094/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:807695 2016-06-29T14:10:00 White Lies – Take It Out On Me 2016-06-29T13:11:56Z 2016-06-29T13:11:56Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c4.staticflickr.com/8/7504/27884581411_e7680fb89d_z.jpg" alt="White Lies - Take It Out On Me" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tema que, de acordo com o baixista Charles Cave, é inspirado em comentários com trechos bíblicos colocados por um indivíduo no instagram, <em><span style="color: #99ccff;">Take It Out On Me</span></em> é o primeiro avanço divulgado pelos britânicos <span style="color: #99ccff;">White Lies</span> para <span style="color: #99ccff;"><em>Friends</em></span>, o novo registo de originais do trio, que irá ver a luz do dia a sete de outubro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além de Charles Cave, fazem parte dos<span style="color: #99ccff;"> White Lies</span> Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown e esta nova canção é o primeiro sinal de vida deste grupo inglês de <em>rock</em> alternativo desde 2013, quando apresentaram <em>Big TV</em>, um álbum conceptual que, através de um suposto ecrã mágico, teorizava sobre a nova vida de um casal que se mudava para uma grande cidade. Ess trabalho sucedeu a <em>Ritual</em>, álbum de 2011, tendo a estreia dos <span style="color: #99ccff;">White Lies</span> ocorrido em 2009 com o aclamado <em>To Lose My Life</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #99ccff;">Take It Out On Me</span></em> impressiona pela exuberância melódica e por um vigor que traz diversos timbres de sintetizador que depois se entrelaçam com as guitarras e com uma bateria pulsante, antecipando um excelente disco que foi gravado no estúdio de Bryan Ferry, em Londres. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/egWEFKwNBm4" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:780950 2016-06-28T22:54:00 Choir Of Young Believers – Grasque 2016-06-28T21:55:38Z 2016-06-28T21:55:38Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já está nos escaparates desde fevereiro e pelas mãos da <a style="color: #999999;" href="http://ghostly.com/releases/grasque">Ghostly International</a>, <em><span style="color: #33cccc;">Grasque</span></em>, o novo registo de originais dos dinamarqueses <span style="color: #33cccc;">Choir Of Young Believers</span>, de Jannis Noya Makrigiannis, um disco intitulado que sucede ao excelente <em>Rhine Gold </em>(2012), um compêndio que na altura divulguei amplamente, inclusive de um modo particularmente <a style="color: #999999;" href="https://www.youtube.com/watch?v=P1Kc-kDOWwc">sui generis</a>... Já em 2009 os <span style="color: #33cccc;">Choir Of Young Believers </span>tinham capturado a atenção da crítica com o disco de estreia <em>This Is For The White In Your Eyes</em> e a verdade é que, desde então, qualquer novo álbum deste coletivo é aguardado com enorme expetativa, para ver se mantêm os soberbos arranjos orquestrais e a escrita maravilhosa a que já nos habituaram e que tem servido de suporte à sua discografia.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.musikexpress.de/wp-content/uploads/2015/11/06/17/Choir-of-Young-believers-992x560.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #33cccc;"><em>Grasque</em></span> guarda no seu íntimo uma intensa e sedutora panóplia de estilos, um apanhado imenso de detalhes e arquétipos que do <em>jazz</em> à <em>pop</em> mais clássica, passando pela eletrónica, o <em>R&amp;B</em> e o próprio <em>indie rock</em>, foram arrumados e condensados com charme e inconfundível bom gosto por um coletivo que exala uma intimidade muito própria e que também homenageia a típica latitude nórdica de onde a banda provém.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco para ser analisado à lupa, não por palavras, mas com ouvidos disponíveis e prontos a uma audição atenta, como é essencial na música que preenche e enriquece e nos dá algo de novo dentro da amálgama sonora dos dias de hoje, <em><span style="color: #33cccc;">Grasque</span></em> mostra também, nas suas doze cançãoes, como se mantém simultaneamente poderosa e serena a voz de Makrigiannis, uma voz dolorosa e magistral, rica e envolvente e quase sempre assente numa generosidade criativa ímpar e inédita.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo em <em><span style="color: #33cccc;">Serious Lover</span></em> torna-se claro para quem conhece a fundo o percurso antecessor dos <span style="color: #33cccc;">Choirs Of Young Believers</span>, que alguns dos detalhes mais eminentes da <em>pop</em> contemporânea, que exigem uma limpidez sonora assente numa sintetização que aprecia absorver alguns detalhes e arranjos fornecidos pelas cordas, saltaram para a linha da frente no processo de construção instrumental e melódica deste coletivo. No entanto, o piano, na sua vertente mais orgânica, mantém um protagonismo que <em><span style="color: #33cccc;">Face Melting</span></em> e <em><span style="color: #33cccc;">Gamma Moth</span></em> demonstram com altivez, a primeira uma balada melancólica com um ambiente cósmico e um interlúdio acústico muito bonito e a segunda um passeio  alegre por um jardim florido, pleno de cores e cheiros que nos fazem sorrir porque o ontem e o amanhã deixaram, de repente, de fazer sentido. Depois, <em><span style="color: #33cccc;">Græske</span></em>, uma longa composição instrumental de cariz fortemente ambiental, introduzida por várias camadas de sopros sintetizados, oferece-nos novas paisagens sonoras e lança o disco numa espiral <em>pop</em> onde não falta um marcante estilo percurssivo e onde também é possível apreciar instantes em que algo é filtrado de modo bastante orgânico, amplo e rugoso. Nesta canção, o registo agudo de Jannis, trabalhado com um efeito ecoante, é outro atributo fundamental para a criação de um som profundo, assim como um implícito baixo, aspetos que lançam-nos definitivamente no universo fortemente cinematográfico e imersivo destes <span style="color: #33cccc;">Choir Of Young Believers</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Antes dos sopros com forte sabor a despedida, como convém e depois da complacência que nos embala de <span style="color: #33cccc;">Perfect Estocada</span>, em <span style="color: #33cccc;"><em>The Whirlpool Enigma</em></span>, a batida com aquela indisfarçável tonalidade retro que brota da melhor <em>soul</em> mais negra, assim como as teclas e alguns <em>samples</em> e efeitos digitais de <span style="color: #33cccc;"><em>Cloud Nine</em></span>, mostram, da melhor forma, o ponto mais alto de <span style="color: #33cccc;"><em>Grasque</em></span> e fazem-no com uma beleza e uma complexidade que merecem ser apreciadas com ainda mais devoção do que a inicialmente prevista. Este é um disco que impressiona pela grandiosidade e principalmente pela riqueza textural intensa e charmosa, não havendo para os <span style="color: #33cccc;">Choir Of Young Believers</span> regras ou limites impostos para a inserção da mais variada miríade de arranjos e detalhes no modo como manipulam o sintético de modo a dar-lhe a vida e a retirar aquela faceta algo rígida que a eletrónica muitas vezes intui, conferindo à sua música aquele lado bastante feminino, bonito e inebriante, que, por sinal, também aprecio particularmente. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1555/24476692634_41e528a07c_z.jpg" alt="Choir Of Young Believers - Grasque" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Olimpiyskiy</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Serious Lover</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Vaserne</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Face Melting</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Græske</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Jeg Ser Dig</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Cloud Nine</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. The Whirlpool Enigma</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Perfect Estocada</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Salvatore</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Gamma Moth</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Does It Look As If I Care</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/pxotjuRgcBs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:807618 2016-06-28T22:51:00 The Tallest Man On Earth – Time Of The Blue 2016-06-28T21:51:15Z 2016-06-28T21:51:15Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/8/7382/27164060893_674c37f1ce_z.jpg" alt="The Tallest Man On Earth - Time Of The Blue" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O sueco Kristian Matsson, que assina a sua música como <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=3&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwiRk4qaqsbNAhWCWhoKHXqeCGwQFggtMAI&amp;url=http%3A%2F%2Fthetallestmanonearth.com%2F&amp;usg=AFQjCNGB2e3lmipbCl1Xc7iF1fFAdd7U_Q&amp;sig2=pxjGKvIPmVnLeFvRkK1ngA&amp;bvm=bv.125596728,d.d24">The Tallest Man On Earth</a>, acaba de divulgar <em><span style="color: #99ccff;">Time Of The Blue</span></em>, uma nova canção que é mais uma etapa evolutiva na carreira de um músico que desde a estreia, em 2008, com <em>Shallow Grave</em>, até a <em>Dark Bird Is Home</em>, o último disco de Matsson, editado o ano passado, cresceu sempre de modo sustentado e com cada vez maior aceitação e reconhecimento público.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O minimalismo acústico e eminentemente <em>folk</em> deste tema, em oposição com o sentimentalismo que dele transborda, remete <em><span style="color: #99ccff;">Time Of The Blue</span> </em>para os primórdios da carreira do autor, havendo algo de aboslutamente profundo e perene nesta canção que catapulta <span style="color: #99ccff;">The Tallest Man On Earth</span> para um patamar superior de exuberância lírica. O próprio excelente vídeo do tema, realizado por Rolf Nylinder, amplia esta sensação. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4krsXTXRGR4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:795897 2016-06-26T19:47:00 Band Of Horses - Why Are You Ok 2016-06-26T18:53:37Z 2016-06-26T18:53:37Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Foi a dez de junho e à boleia da Interscope Records que chegou aos escaparates<em><span style="color: #99ccff;"> Why Are You Ok</span></em>, o novo registo de originais dos norte americanos <span style="color: #99ccff;">Band Of Horses</span>, um trabalho produzido por Jason Lytle e sucessor do aclamado <em>Mirage Rock</em>, um álbum editado já em 2012. <span style="color: #99ccff;"><em>Casual Party</em></span>, o primeiro avanço divulgado de <span style="color: #99ccff;"><em>Why Are You Ok</em></span>, é uma canção com uma exuberância instrumental ímpar e um frenesim melódico bastante impressivo e o restante alinhamento acaba por confirmar um trabalho cheio de interseções entre guitarras e sintetizadores, criadas por uns <span style="color: #99ccff;">Band Of Horses</span> que são já hoje um dos grupos mais respeitáveis do cenário rock do país natal e que chegam ao quinto disco a cimentar as referências sonoras que durante quase uma década têm sido essenciais para o grupo, sem aparente sinal de desgaste.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://music.mxdwn.com/wp-content/uploads/2016/03/bohbanner-1440x900-770x470.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A escolha de Jason Lytle, um guru do <em>rock</em> progressivo que se notabilizou no dealbar deste milénio com o muito aclamado <em>Software Plump</em>, atraiu desde logo as atenções da crítica especializada para este novo álbum do projeto liderado por Ben Bridwell, com as opiniões a centrarem-se numa ausência de meio termo em relação à bitola qualitativa de <em><span style="color: #99ccff;">Why Are You Ok</span></em>. E a verdade é que as doze composições do disco puxam essa noção de <em>termo</em> para o lado mais radioso e desejado da análise, já que este é um disco efusivo e grandioso, para ser contemplado com deleite e atenta dedicação.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo no misticismo de <em><span style="color: #99ccff;">Dull Times/The Moon</span></em>, uma relação simbiótica entre dois temas que se apresentam num pacote único, fica plasmada não só uma enorme beleza melódica, mas também uma elevada riqueza instrumental e uma seleção de arranjos e efeitos, ao nível das guitarras que conferem à canção uma paleta de cores de agradável contemplação. Estes aspetos acabam por ser transversais a todo o disco, que se reveste de uma certa espiritualidade, com a encorpada <em><span style="color: #99ccff;">Solemn Oath</span></em> e a enorme beleza dos teclados e das cordas de <span style="color: #99ccff;"><em>Hag</em></span> a acabarem por nos fazer imaginar, espontaneamente, algumas das mais deslumbrantes paisagens naturais de uma América com uma identidade muito própria e que este grupo de Seattle tão bem expressa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos maiores atributos de <em><span style="color: #99ccff;">Why Are You Ok</span></em> é, claramente, a capacidade que este disco tem de nos oferecer toda a amálgama que hoje define o ideário sonoro dos <span style="color: #99ccff;">Band Of Horses</span>, projeto que ao longo da carreira sempre teve um carimbo<em> folk</em> fortemente impregnado, mas que no seu <em>adn</em> é, acima de tudo, uma banda <em>rock</em>, com tudo aquilo que em termos de abrangência isso significa para o reportório de um coletivo. Assim, se o verdadeiro e clássico <em>indie rock</em> acaba por ser alvo de revisão feliz e fraterna na já referida <span style="color: #99ccff;"><em>Casual Party</em></span> e também em <em><span style="color: #99ccff;">In A Drawer</span></em> e se o tal lado <em>folk</em> surge de modo impressivo em <span style="color: #99ccff;"><em>Throw My Mess</em></span>, acaba por por ser nos arranjos singelos que circundam <em><span style="color: #99ccff;">Whatever, Wherever</span></em> e na simplicidade desarmante da crueza acústica e <em>lo fi</em> de <em><span style="color: #99ccff;">Country Teen</span></em> e no pendor sombrio e introspetivo de <span style="color: #99ccff;">Barrel House</span>, que os Band Of horses mostram os predicados maiores que foram adicionados ao rol de adjetivos que caraterizam hoje o típico som do trupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Melhor registo deste grupo até ao momento e um dos lançamentos de referência do ano, <em><span style="color: #99ccff;">Why Are You Ok</span></em> é um disco que exala uma elevada fluidez e uma saudável honestidade, por parte de uma banda que não quer sentir-se presa a balizas que condicionem o seu processo de construção melódica, mas movimentar-se livremente pelo manancial de oportunidades que o <em>indie rock</em> proporciona a quem tem capacidade criativa suficiente para explorar profundamente um género sonoro com caraterísticas muito próprias, mas que possibilitam inúmeras abordagens e explorações. Com este disco os <span style="color: #99ccff;">Band Of Horses</span> obtêm o legítimo direito de passarem a ser considerados com uma dos projetos atuais que melhor sustenta esta teoria. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><em><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/8/7388/26951030824_2ec5873b9c_z.jpg" alt="Band Of Horses - Why Are You OK" width="400" height="400" /></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Dull Times/The Moon</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Solemn Oath</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Hag</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Casual Party</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. In A Drawer</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Hold On Gimme A Sec</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Lying Under Oak</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Throw My Mess</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Whatever, Wherever</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Country Teen</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Barrel House</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Even Still</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/k3gEoGZtb4c" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:806461 2016-06-26T19:27:00 Kaiser Chiefs – Parachute 2016-06-26T18:27:15Z 2016-06-26T18:27:15Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/8/7414/27591335572_275dca8267_z.jpg" alt="Kaiser Chiefs - Parachute" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de há pouco mais de dois anos os britânicos <span style="color: #ffff00;">Kaiser Chiefs</span> terem editado <em>Education, Education, Education &amp; War</em>, o quinto álbum da carreira, a banda liderada pelo carismático Ricky Wilson e que conta atualmente na sua formação também com Andrew White e Simon Rix Nick Baines e Vijay Mistry, estará de regresso, em 2016, com <em><span style="color: #ffff00;">Stay Together</span></em>, um novo registo de originais que verá a luz do dia a sete de outubro próximo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">De acordo com <em><span style="color: #ffff00;">Parachute</span></em>, a mais recente amostra divulgada do álbum, <em><span style="color: #ffff00;">Stay Together</span></em> deverá marcar uma inflexão sonora da banda, já que o tema calcorreia territórios sonoros mais próximos da <em>pop</em>, em deterimento do <em>indie rock</em> que popularizou este projeto. Confere... </span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/I15E5zkdGRk" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:807378 2016-06-24T14:48:00 Sigur Rós – Óveður 2016-06-24T14:03:53Z 2016-06-24T14:03:53Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/8/7055/27777328581_a1d96598d1_z.jpg" alt="Sigur Rós - Óveður" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os islandeses <span style="color: #cc99ff;">Sigur Rós</span> são provavelmente os maiores responsáveis por toda uma geração de ouvintes se ter aproximado da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação e estranhos diálogos que possam existir dentro do campo musical. Ao lado da conterrânea Björk, este quarteto, entretanto reduzido a trio, não apenas colocou a Islândia no mapa dos grandes expoentes musicais, como definiu de vez o famigerado <em>pós rock</em>, género que mesmo não sendo de autoria da banda só alcançou o estatuto e a celebração de hoje graças ao rico cardápio instrumental que o grupo conseguiu alicerçar nas duas décadas que já leva de existência.</span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Adeptos da constante transformação de suas obras, desde <em>Von</em>, o primeiro álbum, que os <span style="color: #cc99ff;">Sigur Rós</span> se concentram na produção de discos que, mesmo próximos, organizam-se e funcionam de maneiras diferentes. Têm sido álbuns que acabam sempre por partilhar um novo sentimento ou proposta, utilizando uma fórmula básica que serve de combustível a cada nova estreia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Alguns dias após o excelente concerto no NOS Primavera Sound, os <span style="color: #cc99ff;">Sigur Rós</span> deram a conhecer um novo tema intitulado <span style="color: #cc99ff;"><em>Óveður</em></span> e que marca uma nova inflexão sonora, novamente para territórios mais ambientais e minimalistas, depois da exuberância particlarmente sombria de <em>Kveikur</em>. Este tema já tem direito a um excelente vídeo filmado pelo realizador sueco Jonas Åkerlund e coreografado e interpretado por Erna Ómarsdóttir.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Esta canção e o filme da mesma, além de anteciparem um novo álbum dos <span style="color: #cc99ff;">Sigur Rós</span>, surgem na sequência de um outro projecto apresentado recentemente pelos islandeses<strong> </strong>intitulado <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pU3TYFSNybg">Route One</a>, um <em>live stream</em> de vinte e quatro horas, emitido em exclusivo no canal YouTube, do grupo e que combina paisagens da Islândia em <em>slow motion</em> com pequenos excertos de música dos Sigur Rós. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/p4rf-C_smLs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:805614 2016-06-22T22:05:00 The Invisible – Patience 2016-06-22T21:13:45Z 2016-06-22T21:13:45Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A dez de Junho último e à boleia da <a style="color: #999999;" href="https://ninjatune.net/release/the-invisible/patience">Ninja Tune</a> chegou aos escaparates <em><span style="color: #3366ff;">Patience</span></em>, o terceiro registo de estúdio do trio londrino <span style="color: #3366ff;">The Invisible</span> de Dave Okumu, nove canções sustentadas numa eletrónica apurada, construídas em redor de sintetizadores inspiradas na luxuosa <em>pop</em> dos anos oitenta, como se percebe logo no clima melancólico e simultaneamente sedutor de <em><span style="color: #3366ff;">So Well</span></em>, tema que conta com a participação especial da cantora Jessie Ware e onde quer ela quer Okumu dialogam, teatralizando uma complexa e inebriante relação amorosa.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://diymag.com/media/img/Artists/I/The-Invisible/_1500x1000_crop_center-center_75/the-invisible-2016-phil-sharp.jpeg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os anos oitenta foram marcantes para a história da música contemporânea e serão sempre alvo de inspiração e revisão, principalmente por ter sido o período em que os sintetizadores foram definitivamente chamados para a linha da frente no processo de composição melódica, por parte de bandas e projetos que afirmaram a pop às massas e colocaram o <em>rock</em> num espetro mais alternativo. Essa <em>pop</em> polida dos anos oitenta, feita com sintetizadores carregados de efeitos e com um ar sempre solene, acaba por definir a essência e o dramatismo deste projeto, que nos propôe uma coleção de canções assentes em teclados com a esperada pompa e circunstância aveludada que enfeita as melodias que debitam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Impecavelmente produzido, <em><span style="color: #3366ff;">Patience</span> </em>arremessa para os nossos ouvidos toda uma herança luxuosa, com vários destaques, ao nivel instrumental, que importa realçar; Além da beleza do tema de abertura já descrito, não posso deixar de destacar o <em>groove</em> efusiante de <em><span style="color: #3366ff;">Save You</span></em>, canção que contém um forte apelo às pistas de dança e, na sequência, <em><span style="color: #3366ff;">Best Of Me</span></em>, tema como alguns elementos percurssivos curiosos, entrelaçados com um rugoso teclado, com a voz de Okumu, num registo grave, a mostrar todos os seus atributos e abrangência e um lado humano peculiar, que se mostra como um trunfo maior neste alinhamento. Esta é uma voz impregnada com sensações imponentes e redentoras, como se percebe em <span style="color: #3366ff;"><em>Memories</em></span>, um dos melhores instantes de <em><span style="color: #3366ff;">Patience</span></em>, canção onde o efeito vocal em eco cristaliza e amplia um fabuloso baixo, que passeia uma dose incontida de egocentrismo, de braço dado com teclados épicos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Vocalmente, a cereja no topo do bolo de <em><span style="color: #3366ff;">Patience</span></em> acaba por ser o lote de participações especiais, escolhidas com acerto e de modo a potenciar o ideário sonoro e estilístico pretendido para o álbum. Além de Jessie Ware no tema já referido, em <em><span style="color: #3366ff;">Different</span></em>, Rosie Lowe é uma peça essencial para dar vida e cor a um refrão marcante, numa canção que é uma ode declarada ao melhor <em>R&amp;B</em> contemporâneo, conduzido por guitarras plenas de <em>groove</em>, cordas dinâmicas e uma percussão bastante festiva, onde não faltam efeitos metálicos e de palmas. Este tema é um monumento de sensualidade, pensado para dançar num ambiente quente e charmoso e, logo depois, em <em><span style="color: #3366ff;">Love Me Again</span></em>, esse efeito amplia-se numa canção onde é novamente o <em>R&amp;B</em> a ditar as regras e que conta com Anna Calvi. Mais uma vez, a presença dessa voz feminina, neste caso bastante intensa e até algo ternurenta, acaba por ser um extraordinário complemento ao propósito acolhedor e intencional de um alinhamento que quer brincar com a subtileza e o mistério que envolve as relações, daquela maneira alegre, mas também profunda e exótica  que se espera delas, sempre com um bom gosto e uma intensidade sentimental únicas. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c8.staticflickr.com/8/7195/26952048103_2cbbf1999e_z.jpg" alt="The Invisible - Patience" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. So Well</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Save You</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Best Of Me</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Life’s Dancers</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Different (Feat. Rosie Lowe)</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Love Me Again (Feat. Anna Calvi)</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Memories</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Believe In Yourself</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. K Town Sunset (Feat. Connan Mockasin)</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/258791260&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:805908 2016-06-22T22:01:00 Two Door Cinema Club – Are We Ready? (Wreck) 2016-06-22T21:01:40Z 2016-06-22T21:01:40Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c5.staticflickr.com/8/7514/27073586644_590afffc2c_z.jpg" alt="Two Door Cinema Club - Are We Ready (Wreck)" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os irlandeses<a style="color: #999999;" href="http://twodoorcinemaclub.com/"> Two Door Cinema Club</a>, de Alex Trimble, Kevin Baird e Sam Halliday, vão regressar aos discos a catorze de outubro próximo com <em><span style="color: #99ccff;">Gameshow</span></em>, dez canções que vão quebrar um hiato de quatro anos do projeto. Este será o terceiro disco da banda, sucedendo ao muito aclamado <em>Beacon</em> <em>(2012)</em> e a <em>Tourist History</em> (2010), o disco de estreia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há poucos dias a banda apresentou em primeira mão, no programa de Annie Mac, na BBC Radio 1, <em><span style="color: #99ccff;">Are We Ready? (Wreck)</span></em>, o primeiro avanço de <em><span style="color: #99ccff;">Gameshow</span></em> e, pela amostra, está de regresso aquele fluxo planante das guitarras, típico de um trio onde tudo flui para impressionar e levar os ouvintes a entregarem-se aos encantos e à dança involuntária que conseguem imprimir ao ideário sonoro das suas canções. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8fRp_EqRG70" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:805286 2016-06-21T21:39:00 Okta Logue – Diamonds And Despair 2016-06-21T20:40:04Z 2016-06-21T20:40:04Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;">Philip Meloi, Benno Herz, Robert Herz e Max Schneider são os alemães <span style="color: #3366ff;">Okta Logue</span>, um quarteto distribuido por Frankfurt e Darmstadt e mais um nome a direcionar o seu processo de criação sonora para aquela psicadelia <em>pop</em> ampla e elaborada, através de um som firme e definido e onde cada instrumento parece assumir uma função de controle, nunca se sobrepondo demasiado aos restantes, com <em><span style="color: #3366ff;">Diamonds And Despair</span></em>, o mais recente disco do grupo, a encarnar um espírito ecoante e esvoaçante, transversal às catorze canções do seu alinhamento e que coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/12919775_1111708585551350_8677518392506492803_n.jpg?oh=cc703ba8a5c53c3ccb0941f2e2310f0f&amp;oe=57CA0702" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;">O <em>fuzz</em> do sintetizador e o esplendor das cordas de <em><span style="color: #3366ff;">Pitch Black Dark</span></em> e da alegoria <em>pop</em> <span style="color: #3366ff;"><em>One-Way Ticket To Breakdown</em></span>, os detalhes percussivos e a guitarra planante de <em><span style="color: #3366ff;">Helpless</span></em> e o ambiente etéreo e imersivo criado pelos efeitos de <em><span style="color: #3366ff;">Stars Collapse</span></em> esclarecem o ouvinte acerca da constante omnipresença do experimentalismo <em>rock</em> que ditou a sua lei nos grandiosos anos setenta e da salutar psicadelia instrumental e melódica que definia alguns dos nomes fundamentais desse género que hoje vem sendo replicado com enorme sucesso nos dois lados do atlântico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;">Como é apanágio num som que se pretende luminoso, atrativo e imponente, sem descurar aquela fragilidade e sensorialidade que o território estilístico onde estes <span style="color: #3366ff;">Okta Logue</span> se movem exige, <em><span style="color: #3366ff;">Diamonds And Despair</span></em> caracteriza-se, em grande parte, pela subtileza com que este quarteto alemão incorpora uma musicalidade prática, concisa e ao mesmo tempo muito abrangente, num disco marcado pela proximidade entre as canções, fazendo com que o uso de letras cativantes e de uma instrumentação focada em estruturas técnicas simples, amplie os horizontes e os limites que vão sendo traçados em mais de uma hora de canções com tudo para tornarem-se em verdadeiros clássicos da <em>pop</em> experimental. A majestosidade das guitarras que conduzem <span style="color: #3366ff;"><em>Waves</em></span> e a direção delicada e ao mesmo tempo mais esculpida e etérea, que a banda assume em <em><span style="color: #3366ff;">Wasted With You</span></em>, assim como o acabamento límpido e minimalista, mas fortemente sentimental e profundo de <em><span style="color: #3366ff;">It's Been A While</span></em>, arrancam o máximo daquilo que as guitarras conseguem enfatizar ao nível dos efeitos e das distorções hipnóticas e acabam por ser um piscar de olhos insinuante a um <em>krautrock</em> que, cruzado com um subtil minimalismo eletrónico, prova o minucioso e matemático planeamento instrumental de um disco em ritmo ascendente, mas sempre controlado, até à última canção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;">Pleno de <em>nuances </em>variadas e harmonias magistrais, em <em><span style="color: #3366ff;">Diamonds and Despair</span> </em>tudo se orienta com o propósito de criar um único bloco de som, fazendo do disco um corpo único e indivisível e com vida própria, com os temas a serem os seus orgãos e membros e a poderem personificar no seu todo, se quisermos, uma sonoridade própria e transparente, através de um disco assertivo, onde os <span style="color: #3366ff;">Okta Logue</span> utilizaram todas as ferramentas e fórmulas necessárias para a criação de algo verdadeiramente único e imponente e que obriga a crítica a ficar particularmente atenta a este grupo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1555/26359818036_d790766594_o.jpg" alt="Okta Logue - Diamonds And Despair" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>01. Pitch Black Dark</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>02. Helpless</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>03. Stars Collapse</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>04. Waves</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>05. Diamonds And Despair</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>06. Heat</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>07. Under The Pale Moon</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>08. It’s Been A While</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>09. One-Way Ticket To Breakdown</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>10. Wasted With You</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>11. Heroes Of The Night</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>12. Distance</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>13. Summer Days</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><em>14. Take It All</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/q682Yp92RD4?list=PLrMtFbPs1WdelX_c1qw-qy9r3KizWvcF_" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:805765 2016-06-15T21:57:00 The Weatherman - Kind of a Bliss 2016-06-15T20:58:55Z 2016-06-15T20:58:55Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;">The Weatherman</span>, o pseudónimo artístico criado em 2006 pelo multi-instrumentalista portuense Alexandre Monteiro e um projecto <em>pop rock</em> versátil e multifacetado, está de regresso aos discos com <span style="color: #ff0000;"><em>Eyeglasses for the Masses</em></span>, um álbum editado a vinte e nove de Abril e que nos remete para um universo pop e psicadélico, diversificado e abrangente, onde reina a nostalgia dos anos sessenta e onde nomes como The Beatles ou Beach Boys são referências incontornáveis, além de algumas marcas identitárias da eletrónica atual.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://content.sitezoogle.com/u/182698/0d111d37a148de73d79059d8051a91e5fe20b163/photo/3715763.jpg?1459451785" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O mais recente<em> single </em>extraído de <em><span style="color: #ff0000;">Eyeglasses for the Masses</span> </em>é <span style="color: #ff0000;"><em>Kind Of A Bliss</em></span>, um alerta <span style="color: #ff0000;">vermelho</span> sobre a solidão e o sofrimento que a mesma causa frequentemente, nomeadamente nas vítimas de abusos de toda a espécie e das mais variadas faixas etárias. O tema já tem direito a vídeo, que apresenta o caso de uma vítima de violência doméstica, um dos maiores flagelos da sociedade ocidental contemporânea.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;">The Weatherman</span> estreou-se nos lançamentos discográficos em 2006 com <em>Cruisin’ Alaska</em>, ao qual se sucedeu <em>Jamboree Park at the Milky Way</em> (2009), e um homónimo, em 2013, antes deste <span style="color: #ff0000;"><em>Eyeglasses for the Masses</em></span>. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F11Y937Tfd5M%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D11Y937Tfd5M&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F11Y937Tfd5M%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:792728 2016-06-14T21:46:00 The Temper Trap -Thick As Thieves 2016-06-14T21:13:18Z 2016-06-15T15:54:56Z <p style="text-align: justify;" align="center"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os australianos <a style="color: #999999;" href="http://www.thetempertrap.com/">The Temper Trap</a>, banda formada em 2005, liderada por Dougy Mandagi e conhecida pelo som atmosférico, adornado com guitarras e um grande conjunto de ritmos pulsantes, viram o sucesso em 2009 quando <em>Sweet Disposition</em>, extraído do seu álbum de estreia <em>Conditions</em>, se tornou num verdadeiro fenómeno à escala mundial. Em maio de 2012 regressaram aos lançamentos com um disco homónimo lançado através da Infectious Records, que resultou numa vasta digressão mundial, com presença em vários festivais importantes e elogios de bandas como os Rolling Stones ou os Coldplay.</span></p> <p align="center"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.billboard.com/files/media/the-temper-trap-press-2016-billboard-650.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Agora, quatro anos depois desse registo, os <span style="color: #99ccff;">The Temper Trap</span> estão de regresso com <em><span style="color: #99ccff;">Thick As Thieves</span></em>, disco lançado a dez de junho e com vários momentos interessantes, dos quais destaco <em><span style="color: #99ccff;">Fall Together</span></em>, canção que resulta de uma parceria com Justin Parker, habitual produtor de Lana Del Rey.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além de Justin Parker, nos créditos de<em><span style="color: #99ccff;"> Thick As Thieves</span> </em>podemos encontrar também os nomes de Ben Allen e Pascal Gabriel, mas é a voz de Mandagi, que assemelha-se algumas vezes ao registo de um Jeff Buckley e que é feita, constantemente, com doloridas expressões faciais, que continua a ser o trunfo maior de uma banda exímia a dar vida a canções com uma forte toada sentimental, assentes quase sempre numa guitarra empolgante e carregada de efeitos, de mãos dadas com sintetizadores estratosféricos, que procuram desbravar novos caminhos e uma indisfarçável ode celebratória.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">De disco para disco tem havido uma busca quase obsessiva dos <span style="color: #99ccff;">The Temper Trap</span> por uma nova identidade sonora e, sendo já algo longínqua a estreia, aproximam-se cada vez mais da sonoridade dos anos oitenta que tanto pode oscilar entre o <em>rock</em> de estádio de uns Scorpions, como a <em>pop </em>baladeira e melancólica dos Spandau Ballet. E este <em><span style="color: #99ccff;">Thick As Thieves</span></em> acaba por deambular entre estes dois pólos, tendo como atributo maior falar de sentimentos reais e geralmente felizes e que, por isso, pretendem e de slgum modo conseguem colocar enormes sorrisos no nosso rosto durante a audição. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p align="center"><img src="https://c7.staticflickr.com/8/7346/26951565694_9094e412ca_z.jpg" alt="The Temper Trap -Thick As Thieves" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Thick as Thieves</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. So Much Sky</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Burn</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Lost</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Fall Together</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Alive</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Riverina</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Summer’s Almost Gone</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Tombstone</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. What If I’m Wrong</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Ordinary World</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3Hbr-I_FWDQ" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:796468 2016-06-13T23:19:00 Leapling - Suspended Animation 2016-06-13T22:32:55Z 2016-06-15T15:55:52Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de no início de 2015 me terem espantado com o fabuloso <em>Vacant Page</em>, os nova iorquinos <span style="color: #99ccff;">Leapling</span>, um quarteto formado por Dan Arnes, Yoni David, R.J Gordon e Joey Postiglione e que plana em redor de permissas sonoras fortemente experimentais e onde tudo vale quando o objetivo é arregaçar as mangas e criar música sem ideias pré-concebidas, arquétipos rigorosos ou na clara obediência a uma determinada bitola que descreva uma sonoridade especifica, regressaram aos lançamentos discográficos com<span style="color: #99ccff;"><em> Suspended Animation</em></span>, um álbum que viu a luz do dia a dez de junho, através da <a style="color: #999999;" href="https://explodinginsoundrecords.bandcamp.com/">Exploding In Sound</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.onionstatic.com/avclub/5274/72/16x9/640.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99ccff;"><em>Hey Sister</em></span>, <span style="color: #99ccff;"><em>Alabaster Snow</em></span> e <span style="color: #99ccff;"><em>One Hit Wonder</em></span> são alguns dos momentos altos de <span style="color: #99ccff;"><em>Suspended Animation</em></span>, um trabalho que continua a revelar extraordinários acordes de guitarra com um comovente objetivo melódico, como só estes <span style="color: #99ccff;">Leapling</span> nos sabem oferecer. Tal é, sem dúvida, o resultado de todas as experiências acumuladas por Dan Arnes, o líder do projeto, além, claro, das referências melódicas típicas do grupo, que da herança que os The Beach Boys, os The Kins e os The Smiths, passando pelos Wilco, nos deixaram, parece também utilizar referências do próprio quotidiano para construir um panorama instrumental e lírico que pende ora para <em>o rock </em>experimental, ora para a <em>indie pop</em> adocicada e acessível.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #99ccff;">Leapling</span> continuam a provar serem mestres no desenvolvimento de uma instrumentação radiante, reflexo da capacidade do grupo em apresentar um som duradouro e sempre próximo do ouvinte, experiência que se repete neste <em><span style="color: #99ccff;">Suspended Animation</span></em>, disco que fala de paixão e de amor, como os melhores psicoativos sentimentais que podemos usar, mas também de portas que se abrem para nunca mais se fechar, decisões difíceis e manhãs irrepetíveis, <span style="line-height: 1.3;">exemplos felizes do lado mais sensível e emotivo deste grupo. E o que mais sobressai durante a audição integral do trabalho é a perceção clara que os <span style="color: #99ccff;">Leapling</span> optaram por ligar a sua faceta experimental a pleno gás, obtendo um balanço delicado entre o quase </span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;">pop</em><span style="line-height: 1.3;"> e o ruidoso, mas sem nunca descurar aquela particularidade fortemente melódica que já define o arquétipo das suas composições. Espero que aprecies a sugestão...</span></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Leapling - Suspended Animation" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/27624068965/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c6.staticflickr.com/8/7598/27624068965_b91801ee8d_z.jpg" alt="Leapling - Suspended Animation" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. I Decide When It Begins</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Alabaster Snow</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Don’t Move Too Fast</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Shakin’</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. You Lemme Know</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Suspended Animation</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. One Hit Wonder</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Hey Sister</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Why Can’t You Open Up Your Door?</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Good Morning (It’s Okay)</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Time Keeps Tickin’</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/248181247&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:763341 2016-06-12T22:00:00 Anohni - Hopelessness 2016-06-12T21:05:31Z 2016-06-12T21:05:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Anunciado com pompa e circunstância há alguns meses, nomeadamente através da divulgação do avanço <em><span style="color: #cc99ff;">4 Degrees</span></em>, ganhou finalmente vida o projeto <span style="color: #cc99ff;">Anohni</span> liderado pelo cantor Antony Hegarty, que assina uma já notável carreira a solo sob a capa de Antony and the Johnsons. <em><span style="color: #cc99ff;">Hopelessness</span></em> é o registo de estreia deste projeto, onze canções onde uma acentuada melancolia sustenta um verdadeiro exercício de catarse, uma espécie de análise psicanalítica, sustentada musicalmente por um autor e compositor que não se escusa a mostrar o seu lado mais íntimo e pessoal sempre que oferece ao público mais uma surpreendente coleção de composições sonoras.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://vworks-musicnonstop.s3-sa-east-1.amazonaws.com/wp-content/uploads/2016/03/ANOHNI-900x506.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A música eletrónica no seu estado mais puro e obedecendo às tendências mias atuais, que não se coibem de esclar alguns detalhes orgânicos e crus, é o principal suporte de <span style="color: #cc99ff;"><em>Hopelessness</em></span>, um disco exemplarmente produzido por Oneohtrix Point Never e Hudson Mohawke e que tem em canções como<em><span style="color: #cc99ff;"> Drone Bomb Me</span></em>, <span style="color: #cc99ff;"><em>Don't Love You </em></span>ou <span style="color: #cc99ff;"><em>Why Did You Seperate Me From the Earth</em></span><em> </em>os seus melhores instantes, canções que plasmam a profunda cumplicidade emocional entre a escrita do músico e o modo como o mesmo nos desafia, já que não é de imediata absorção toda a emotividade que ele consegue transbordar, na sua narrativa, quer lírica, quer sonora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ao contrário do que é usal sob a capa de Antony, não é só a voz e o piano que, em <em><span style="color: #cc99ff;">Hopelessness</span></em> e no projeto <span style="color: #cc99ff;">Anohni</span>, merecem plano de destaque. Imagine-se que o próprio ruído é aqui utilizado para potenciar os lamentos e as angústias do autor, que grita e afirma, quer o seu lado mais clássico, quer a sua definitiva obsessão por uma superior e ímpar grandiosidade instrumental, onde não faltam saxofones, trompetes e violinos, além de uma percussão imponente, que dão a este excelente álbum uma toada sentimental indisfarçável. É uma espécie de <em>eletropop</em> épico e barroco e mais uma maravilhosa viagem pelos cantos mais obscuros da mente deste notável autor. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7661/26197446383_8ed8d11857_o.jpg" alt="ANOHNI - Hopelessness" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Drone Bomb Me</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. 4 Degrees</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Watch Me</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Execution</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. I Don’t Love You Anymore</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Obama</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Violent Men</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Why Did You Separate Me From The Earth?</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Crisis</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Hopelessness</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Marrow</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F8Pei4SnavUk%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D8Pei4SnavUk&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F8Pei4SnavUk%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:804228 2016-06-09T13:40:00 You Can't Win, Charlie Brown - Above the Wall 2016-06-09T12:43:09Z 2016-06-09T12:43:09Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://bodyspace.net/imgs/noticias/jogoperdido.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quase dois anos e meio depois da edição de <em>Diffraction/Refraction</em>, os lisboetas <span style="color: #ff00ff;">You Can't Win, Charlie Brown</span> de Afonso Cabral (voz, teclas, guitarra), Salvador Menezes (voz, guitarra, baixo), Tomás Sousa (bateria, voz), David Santos (teclas, voz), João Gil (teclas, baixo, guitarra, voz) e Luís Costa (guitarra), regressam em setembro próximo aos lançamentos discográficos com <em><span style="color: #ff00ff;">Marrow</span></em>, um compêndio de canções que nos irá certamente oferecer mais um sentido quadro sonoro, pintado com belíssimos arranjos de cordas que, no caso de <span style="color: #ff00ff;"><em>Above The Wall</em></span>, o primeiro tema divulgado do disco, apostam numa imponente dose eletrificada de <em>fuzz</em> e distorção, que se saúda amplamente e uma voz contagiante, que proporciona ao ouvinte uma assombrosa sensação de conforto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Este tema <em><span style="color: #ff00ff;">Above the Wall</span></em>, assim como o restante conteúdo de <em><span style="color: #ff00ff;">Marrow</span></em>, foram gravados no HAUS, por Fábio Jevelim, Makoto Yagyu e Miguel Abelaira e misturados por Luís Nunes, também conhecido por Benjamim, colaborador de longa data dos <span style="color: #ff00ff;">You Can't Win, Charlie Brown</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com tantas bandas e artistas a ditar cada vez mais novas tendências no <em>indie rock</em>, é refrescante encontrar por cá alguém que o faz de forma diferente e de modo profundo, intenso e poderosamente bem escrito, ainda por cima depois de ter calcorreado territórios sonoros mais acústicos e introspetivos. Se este primeiro avanço de <em><span style="color: #ff00ff;">Marrow</span></em> mal<em> </em>dá tempo para recuperar o fôlego, aposto que o que aí vem estará carregado de imagens evocativas, sustentadas em melodias bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provarão, novamente, a sensibilidade dos <span style="color: #ff00ff;">You Can't Win, Charlie Brown</span> para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana. </span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FyNqXTWkUXH8%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DyNqXTWkUXH8&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FyNqXTWkUXH8%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:784676 2016-06-08T23:11:00 The Kills - Ash & Ice 2016-06-08T22:23:22Z 2016-06-08T22:23:22Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os britânicos <span style="color: #ffff99;">The Kills</span> de Jamie Hince e Alison Mosshart acabaram finalmente um hiato discográfico de praticamente meia década, já que o excelente <em>Blood Pressures</em> tinha sido o último disco que a dupla lançou já no longínquo ano de 2011. Gravado no outro lado do atlântico, em Los Angeles e nos estúdios Electric Lady, em Nova Iorque, <span style="color: #ffff99;"><em>Ash &amp; Ice</em></span> é o nome do novo álbum dos <span style="color: #ffff99;">The Kills</span>, um trabalho produzido pelo guitarrista Jamie Hince, com a preciosa ajuda do conceituado John O’Mahoney e lançado pela Domino Records.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://s3.amazonaws.com/bit-photos/large/6056256.jpeg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Uma das primeiras impressões que sobressai de <em><span style="color: #ffff99;">Ash &amp; Ice</span></em> é a manutenção da química intensa entre a dupla, uma das conexões mais sólidas e bem sucedidas do espetro sonoro em que estes <span style="color: #ffff99;">The Kills</span> se movimentam. A guitarra fluída de Hince em <em><span style="color: #ffff99;">Heart Of A Dog</span></em>, o modo como o som sintetizado que baliza a melodia em <em><span style="color: #ffff99;">Doing To The Death</span></em>, sem beliscar o <em>fuzz</em> das cordas eletrificadas e a emotividade e pujança vocal de Alison, em ambos os temas, esclarece, desde logo, os mais pessimistas e sossega os fãs acérrimos de um projeto que tem uma significativa e fiel prole de seguidores por cá.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mas as constatações e as revelações em <span style="color: #ffff99;"><em>Ash &amp; Ice</em></span> não ficam por aqui. Tendo em conta estes temas iniciais, o trabalho não defrauda a herança da dupla, mas chega-se à imponência percussiva de <span style="color: #ffff99;"><em>Bitter Fruit</em></span> e ao rigor e pendor orgânico da batida de <em><span style="color: #ffff99;">Siberian Nights</span></em>, duas canções feitas de punhos cerrados e queixo levantado, como o velhinho e anguloso <em>indie rock</em> exige, para se concluir que, além do aspeto identitário anteriormente referido, estes <span style="color: #ffff99;">The Kills</span> também continuam capazes de, sem dó nem piedade, proporcionarem um ambiente ora sombrio e nostálgico, ora aquele onde cabem os <em>jeans</em> coçados escondidos no guarda fatos, as <em>t-shirts </em>coloridas e um congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque é hora de festa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se a cereja no topo do bolo de <em><span style="color: #ffff99;">Ash &amp; Ice</span></em> é, quanto a mim, <em><span style="color: #ffff99;">Impossible Tracks</span></em>, canção com uma vibração ímpar e que emerge com toques de grandiosidade em estradas difíceis de percorrer, é no refrão da mais soturna e exigente <span style="color: #ffff99;"><em>Days Of Why and How</em></span>, no ardor intimista de <span style="color: #ffff99;"><em>That Love</em></span> e no sentimentalismo minimalista de <span style="color: #ffff99;"><em>Hum For Your Buzz</em></span>, que se entende que este alinhamento também amplia o som de uns <span style="color: #ffff99;">The Kills</span> notoriamente na fase mais madura da carreira e abertos e prontos para novas sonoridades e descobertas, apesar de confessarem sentirem-se mais confortáveis a explorar os recantos mais obscuros de uma relação que se deseja que não seja sempre pacífica entre a mágica tríade instrumental que compôe o arsenal de grande parte dos projetos inseridos nesta miríade sonora. No fundo, o rugoso, crú e visceral <em>punk rock</em> dos <span style="color: #ffff99;">The Kills</span> mantém-se intocável, assim como o charme inconfundível de uma dupla única e sem paralelo no universo alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c8.staticflickr.com/8/7441/26791521103_57e44cbe0b_z.jpg" alt="The Kills - Ash And Ice" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Doing It To Death</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Heart Of A Dog</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Hard Habit To Break</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Bitter Fruit</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Days Of Why And How</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Let It Drop</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Hum For Your Buzz</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Siberian Nights</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. That Love</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Impossible Tracks</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Black Tar</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Echo Home</em></span><br /><span style="color: #ffff99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Whirling Eye</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Sm1bDP0yNj8" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:800929 2016-06-08T21:56:00 Old Jerusalem - A Charm 2016-06-08T20:57:34Z 2016-06-08T20:57:34Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/01/22/canes-que-salvam-vidas-old-jerusalem-body-image-1453454847-size_1000.jpg?resize=*:*&amp;output-quality=" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com uma carreira já cimentada de praticamente quinze anos, o lindíssimo projeto Old Jerusalem, assinado por Francisco Silva, regressou aos discos com <span style="color: #666699;"><em>a rose is a rose is a rose</em></span>, um novo tomo de uma já extensa e riquíssima discografia, após um interregno de quatro anos. Esta é uma incrível jornada, batizada com uma música do mítico Will Oldham e o título do álbum, como se percebe, um jogo de palavras muito curioso que sustenta, na minha opinião, dez canções ambiciosas, impecavelmente produzidas e com um brilho raro e inédito no panorama nacional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos grandes destaques de <em><span style="color: #666699;">a rose is a rose is a rose</span></em> é, claramente, <span style="color: #666699;"><em>A Char</em></span>m, a canção que abre o alinhamento e que balança um pouco ali, entre os altos e baixos da vida e como é, tantas vezes, muito ténue a fronteira entre esses dois pólos, entre magia e ilusão, como se a explicação das diferentes interseções com que nos deparamos durante a a nossa existência fossem alguma vez possível de ser relatada de forma lógica e direta. Esse tema acaba de ter direito a um excelente vídeo, realizado por Natacha Oliveira.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Entretanto, os concertos de promoção de <span style="color: #666699;"><em>a rose is a rose is a rose</em></span> prosseguem, estando já confirmadas as seguintes datas:</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">- 25 de Junho/ Paços da Cultura, São João da Madeira</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">- 30 de Junho/ TBA, São Pedro do Sul</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">- 2 de Julho/ TBA, TBA</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">- 23 de Julho/ Associação Arquente, Faro</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">- 24 de Julho/ Fortaleza de Sagres, Sagres</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">- 2 de Setembro/ Sons À Sexta, Fundão</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F4RA1eVLMTZ0%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D4RA1eVLMTZ0&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F4RA1eVLMTZ0%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:804942 2016-06-07T23:23:00 Psychic Ills – Inner Journey Out 2016-06-07T22:29:02Z 2016-06-08T09:55:33Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um das mais curiosas apostas do catálogo da Sacred Bones Records são os <a style="color: #999999;" href="https://psychicills.com/">Psychic Ills</a>, um projeto norte americano oriundo da <em>big apple</em> e que desde 2003 tem divagado por um universo de explorações sonoras que criam pontos de interseção seguros e estreitos entre <em>eletrónica</em>, <em>rock</em> ambiental e <em>rock</em> progressivo, sempre com uma toada eminentemente lo fi e psicadélica, que até nem dispensou alguns artifícios caseiros de gravação, como se percebe em <em><span style="color: #ffcc99;">Inner Journey Out</span></em>, o quinto disco do grupo, editado no passado dia três de junho pela referida etiqueta.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://tracker-magazine.com/wp-content/uploads/2016/05/PSYCHIC-ILLS-1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tocar a nostalgia e dar vida a uma sensação tão singela e simultaneamente perene como essa requere, obrigatoriamente, uma jornada sonora com uma elevada dose de bom gosto e que busque uma harmonia e um rigor instrumentais que são, quanto a mim, uma imagem de marca destes <span style="color: #ffcc99;">Psychic Ills</span>. Essa evidência fica plasmada bem cedo, durante a audição de <em><span style="color: #ffcc99;">Inner Journey Out</span></em>, não só na escuta do orgão de <span style="color: #ffcc99;"><em>Back To You</em></span> e no modo como os instrumentos percussivos e de sopro vão sendo adicionados à melodia, à medida que a emotividade vocal de Tres Warren toma conta do nosso âmago, mas também, e principalmente, no ritmo efusiante, marcado pelo baixo rugoso e pelo compasso de uma bateria intransigente nos tempos e que se vai deixando enlear por uma distorção de guitarra a espumar aquele <em>blues</em> tipicamente americano até ao tutano, em <em><span style="color: #ffcc99;">Another Change</span></em>, mas também na luminosidade das cordas da <em>folk</em> boémia e contemplativa de <em><span style="color: #ffcc99;">I Don't Mind</span></em>, canção que conta com a participação especial de Hope Sandoval (Mazzy Star) e que na componente eletrificada, também ressuscita alguns dos melhores atributos do cardápio de efeitos que define a típica guitarra do outro lado do atlântico e que exala uma mansidão <em>folk rock</em> psicadélica incomum e capaz de nos envolver num torpor intenso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já completamente absorvidos por um início de alinhamento tão intenso e incandescente, levamos um soco no baixo ventre quando entra pelos nossos ouvidos <em><span style="color: #ffcc99;">Mixed Up Mind</span></em>, canção que, quanto a mim (e como ninguém vai ler isto, posso dizê-lo abertamente), tem na sua génese tudo para ser sexualmente bastante apelativa e funcionar como um verdadeiro e eficaz estimulante. Na verdade, quer esta<span style="color: #ffcc99;"><em> Mixed Up Mind</em></span>, quer <span style="color: #ffcc99;"><em>All Alone</em></span>, parecem uma espécie de parelha inseparável, dois temas que se enrolaram sem apelo nem agravo, envoltos numa sonoridade que faz com que pareçam ter estado presos num qualquer transítor há várias décadas e que finalmente libertados com o aconchego que a evolução tecnológica destes dias permite, tendo ficado disponíveis algures num assento almofadado virado para uma solarenga praia, no início daquela madrugada que todos vivemos uma vez na vida, ou na cama mais confortável lá de casa, com vista para um vasto oceano de questões existenciais, que entre o arrojado e o denso, se bem acompanhados, oferece-nos uma estadia de magia e delicadeza invulgares.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao final aguardam-nos muitas outras surpresas e instantes de difícil mas bastante acessível e recompensadora catalogação sonora, que experimentados à boleia do cinismo de <em><span style="color: #ffcc99;">Coca-Cola Blues</span></em>, da simplicidade crua de <em><span style="color: #ffcc99;">Music In My Head</span></em> e da exuberância e majestosidade de <em><span style="color: #ffcc99;">Ra Wah Wah</span></em>, permitem-nos a absorção plena e dedicada de uma assumida grandiosidade celestial, onde o retro se confunde com charme, uma simbiose à qual é impossível ficar indiferente, imbuída de uma salutar complexidade que coloca os autores rumo ao típico <em>rock</em> que se situa num patamar superior de abrangência.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <span style="color: #ffcc99;">Psychic Ills</span> deixam-nos viajar no tempo e enquanto nos fazem recuar quase meio século, sob o efeito soporífero de canções que parecem não ter um tempo exato para viverem e que se deixam espraiar até ao limite de tudo aquilo que têm de sublime para nos transmitir, <span style="line-height: 1.3;">oferecem-nos uma revisão bastante contemporânea de toda a herança que o </span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;">indie rock </em><span style="line-height: 1.3;">de cariz mais melancólico, ambiental e </span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;">lo fi</em><span style="line-height: 1.3;"> nos deixou até hoje. Espero que aprecies a sugestão... </span></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c8.staticflickr.com/8/7341/27415532135_0c5769a0c2_z.jpg" alt="Psychic Ills - Inner Journey Out" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Back To You</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Another Change</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. I Don’t Mind</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Mixed Up Mind</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. All Alone</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. New Mantra</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Coca-Cola Blues</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Baby</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Music In My Head</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. No Worry</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Hazel Green</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Confusion (I’m Alright)</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Ra Wah Wah</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>14. Fade Me Out</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/258658851&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:804836 2016-06-06T23:59:00 Beck - Wow 2016-06-06T23:09:16Z 2016-06-06T23:09:16Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c3.staticflickr.com/8/7759/27324833442_5496a6a28c_z.jpg" alt="Beck - Wow" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de mais de meia de solidão, o músico que no início da década de noventa atuava em clubes noturnos vestido de <em>stormtrooper</em> e que da aproximação lo-fi ao hip-hop de <em>Mellow Gold</em> e <em>Odelay</em>, passando pela melancolia de <em>Sea Change</em> e a psicadelia de <em>Modern Guilt</em>, nos habituou a frequentes e bem sucedidas inflexões sonoras, regressou em 2014 com dois discos, um deles chamado <em>Morning Phase</em>, o décimo segundo da sua carreira e que viu a luz do dia por intermédio da Capitol Records. Falo, obviamente, de <a style="color: #999999;" href="http://www.beck.com/">Beck Hansen</a>, uma referência icónica da música popular das últimas duas décadas, um cantor e compositor que tantas vezes já mudou de vida como de casaco e que agora, com a divulgação de um novo <em>single</em> intitulado <span style="color: #ffff00;"><em>Wow</em></span>, se prepara, com um novo fôlego na sua carreira, para mais um recomeço, depois de no verão passado ter igualmente surpreendido com outro <em>single</em> intitulado <em>Dreams</em>.</span></p> <div id="content-area"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Entre o hip-hop e o R&amp;B,<em> <span style="color: #ffff00;">Wow</span></em> deverá fazer parte do alinhamento do próximo disco de <span style="color: #ffff00;">Beck</span> e, de acordo com o músico, o sucessor de <em>Morning Phase</em> será um trabalho completamente diferente e misturará <em>garage rock</em> com <em>dance music</em>. Assim, além de ter sido uma enorme surpresa, esta canção merece destaque porque nela <span style="color: #ffff00;">Beck</span> colaborou com vários ilustradores, designers gráficos e artistas, nomeadamente o português Bráulio Amado. Este designer gráfico vive em Brooklyn, Nova Iorque e foi, juntamente com o realizador Jimmy Turrell, co-responsável pela direcção de arte do tema. Confere...</span></p> </div> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6ZlbahhoEIo" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:803476 2016-06-06T19:18:00 Cass McCombs – Opposite House 2016-06-06T18:19:12Z 2016-06-06T18:19:12Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c7.staticflickr.com/8/7440/27209159622_2ec07915dc_z.jpg" alt="Cass McCombs - Opposite House" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Natural de Los Angeles, na Califórnia, <span style="color: #cc99ff;">Cass Mccombs</span> é um dos mais notáveis intérpretes do <em>folk rock</em> norte americano e está prestes a regressar aos discos com <span style="color: #cc99ff;"><em>Mangy Love</em></span>, o oitavo tomo discográfico da sua já extensa e notável carreira. Será um alinhamento de doze canções, que verão a luz a vinte e seis de agosto e sucedem ao excelente <em><a style="color: #999999;" href="https://open.spotify.com/album/1Fq7w6eOTabaIXf650Fikn">Big Wheel And Others</a>,</em> sendo o primeiro álbum do músico depois de ter assinado pela ANTI- Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #cc99ff;">Opposite House</span></em> é o primeiro avanço divulgado de <em><span style="color: #cc99ff;">Mangy Love</span></em>, canção que conta com a participação especial de Angel Olsen nas vozes de fundo e que reforça a habitual sonoridade de<span style="color: #cc99ff;"> McCombs</span>, assente em banjos e violões carregados de amargura e de uma interessante dose de bom humor e ironia, uma sonoridade simplista, porém inebriante, que pula entre suaves exaltações ao <em>rock</em> alternativo e sorumbáticas doses de uma <em>folk</em> ruidosa, num oceano de melancolia ilimitada. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/AT8RItt5Rd0" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:803838 2016-06-02T16:39:00 DTHPDL - The Future 2016-06-02T15:39:18Z 2016-06-02T15:39:35Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cmeçou por ser um projeto a solo de Alastair J Chivers, mas é hoje um dos coletivos mais interessantes do cenário alternativo escocês. Falo dos <span style="color: #cc99ff;">DTHPDL</span> (<em>Deathpodal</em>), um coletivo formado pelo músico mencionado, ao qual se juntaram DMacz, HumdrumJetset e Ross Taylor e que acaba de se estrear nos lançamentos dicográficos, em formato digital e cassete, com um EP intitulado <em><span style="color: #cc99ff;">The Future</span></em> e que contém cinco canções com a chancela de qualidade da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://songbytoadrecords.com/">Song By Toad Records</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/12938168_10154002511199484_6275098429575995808_n.jpg?oh=68ab2520823655d370a93090ad8d18af&amp;oe=57D3E699" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #cc99ff;"><em>The Future</em></span>, o tema homónimo e que abre o alinhamento deste EP, coloca-nos bem no centro de um <em>noise rock</em> que não deixa de nos fazer recordar experimentações típicas do melhor <em>rock</em> alternativo <em>lo fi</em> dos anos oitenta, um edifício sonoro ruidoso e que não dispensa uma forte presença dos sintetizadores e teclados, que agregados a guitarras plenas de distorção e a uma batida vigorosa, acaba, neste caso, por conferir uma explícita dose de um<em> pop</em> <em>punk dance</em> que mescla orgânico e sintético com propósitos bem definidos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na verdade, para estes <span style="color: #cc99ff;">DTHPDL</span>, mesmo que a receita procure um som encorpado e amplo, como se percebe, logo de seguida, em <em><span style="color: #cc99ff;">Captain Average</span></em>, é igualmente propositada a criação de uma proposta de som também voltada para um resultado atmosférico, definição que se amplia com evidência em <em><span style="color: #cc99ff;">Good vs Eevil</span></em>, canção onde o dedilhar e a distorção da guitarra oferece aquele toque experimental que nos faz crer, logo ao terceiro tema, que este é um alinhamento de significativo pendor hipnótico, intenso e efervescente e onde uma rugosidade intensa e algo caótica, acaba por reforçar tal impressão com racionalidade objetiva,  em vez de a colocar em causa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #cc99ff;">The Future</span></em> é feliz no modo como exprime um agregado sonoro com um intenso teor ambiental denso e complexo, que vai revelando, ao longo das cinco canções, uma variedade de texturas e transformações que encarnam uma espécie de  psicadelia suja, que além da pafernália de sons sintetizados que contém, é banhada, ora por guitarras suaves, ora por<em> loopings</em> de distorção, numa união com uma certa tonalidade minimalista, que costura todas as canções do EP, evitando excessos e onde tudo é moldado de maneira controlada e sem exageros desnecessários. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=283376509/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FqBFLN-QLlPg%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DqBFLN-QLlPg&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FqBFLN-QLlPg%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:778729 2016-06-01T21:31:00 Porches – Pool 2016-06-01T20:59:29Z 2016-06-01T20:59:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Foi em fevereiro que regressou aos lançamentos discográficos um dos projetos mais interessantes da pop alternativa nova iorquino da última meia década. Refiro-me aos <span style="color: #ffcc99;">Porches </span>de Aaron Maine, grupo já com seis discos em carteira, sendo o último <em><span style="color: #ffcc99;">Pool</span></em>, doze canções efusiantes e impregnadas com um entusiasmo ímpar, que da <em>pop</em> mais clássica ao <em>jazz</em>, passando pelo <em>R&amp;B</em>, a eletrónica e o <em>rock</em> mais rugoso, abarca um alargado leque de influências e detalhes, que merecem atenção e audição dedicadas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://assets.rollingstone.com/assets/2016/albumreview/porches-pool-20160211/227963/medium_rect/1455144548/720x405-aaroncroppednicecolor-2.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O sintetizador abafado de <em><span style="color: #ffcc99;">Underwater</span></em> faz-nos submergir, de imediato, para um mundo em que, como o título do álbum sugere, festa e água se confundem, numa teia que nos enrola e nos pode deixar completamente inertos e submissos. Aliás, o charme inebriante da batida de <em><span style="color: #ffcc99;">Braid</span></em> e, mais adiante, das teclas do introspetivo <em>R&amp;B</em> que alimenta o tema homónimo, dão-nos as mãos e conduzem-nos para um canto onde somos completamente seduzidos e dominados por um mundo onde estamos rodeados de biquinos curvilíneos e troncos delineados, um cenáro idílico para quem tem aquilo a que usualmente e duvidosamente chamam <em>bom gosto</em> e <em>glamour</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ffcc99;"><em>Pool</em></span> prossegue, quase sem darmos por isso e a cândura retro de<em><span style="color: #ffcc99;"> Glow</span></em> e a exuberância e majestosidade de <span style="color: #ffcc99;"><em>Be Apart</em></span>, conferida pelo modo como a guitarra e os sintetizadores se cruzam nesse tema, não permitem que vacilemos na demanda por um cruzar de olhares que será certamente fatal, mesmo que, logo depois e em oposição, o trompete descarado, a bateria empolgante e o piano com uma tonalidade mais<em> </em>nostálgica, reflexiva e introvertida de <span style="color: #ffcc99;"><em>Shaver</em></span>, nos faça acordar um pouco enquanto nos oferece esta eficaz oscilação e simbiose entre os dois mundos sonoros onde estes <span style="color: #ffcc99;">Porches</span> se movem, com elevada  mestria, criatividade, heterogeneidade e confiança.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Não é possível deixar para trás <em><span style="color: #ffcc99;">Pool</span></em> sem referir e enfatizar o modo como a voz de Maine dá relevo a tons mais agudos e a emoção que transborda, intensae efusiva em <span style="color: #ffcc99;"><em>Shape</em></span>, por exemplo, em pouco mais de trinta minutos que plasmam uns <span style="color: #ffcc99;">Porches</span> a procurar um cada vez maior ecletismo e a tentar estabelecer um óbvio progresso relativamente à receita instrumental de outrora. Mais do que carisma e a explosão de sons, cores e versos marcantes, impressiona neste alinhamento o modo como os <span style="color: #ffcc99;">Porches</span> exploram territórios menos imediatos e emotivamente mais intrincados e abrangentes e estes nova iorquinos parecem perceber que as grandes bandas atingem elevados patamares quando se reinventam-se permanentemente e exploram diferentes campos musicais. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Porches. - Pool" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/24231191904/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1657/24231191904_47032a8bff_o.jpg" alt="Porches. - Pool" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Underwater</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Braid</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Be Apart</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Mood</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Hour</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Even The Shadow</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Pool</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Glow</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Car</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Shaver</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Shape</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Security</span></em></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IhG83uHDMkI" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:789222 2016-05-31T21:52:00 Enemy Planes – Beta Lowdown 2016-05-31T21:27:32Z 2016-05-31T21:27:32Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Minneapolis, no Massachussets, é o poiso dos <span style="color: #cc99ff;">Enemy Planes</span>, uma banda formada por Casey Call, Joe Gamble, David LeDuc, Kristine Stresman, Shön Troth, Joe Call e Jessica Anderson e que acaba de se estrear nos discos com <span style="color: #cc99ff;"><em>Beta Lowdown</em></span>, onze canções preenchidas com um <em>indie rock</em> cru, rugoso e bastante intenso. Este é, claramente, um dos melhores lançamentos discográficos do ano, dentro do espetro sonoro em que o grupo se insere e que, por exemplo, a ambivalência entre cordas e sintetizadores em <span style="color: #cc99ff;"><em>Weightless</em></span> , a canção que determina o ocaso do alinhamento, tão bem explicita.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://s3.amazonaws.com/production.mediajoint.prx.org/public/piece_images/344245/Enemy_Planes_image_small.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Muito antes disso, começa-se a escutar a opulência de <em><span style="color: #cc99ff;">Automatic Catatonic</span></em> e percebe-se, imediatamente, que <em>Beta Lowdown</em> é um álbum frontal, marcante, elétrico e explosivo. Nesta música sente-se a vibração a aumentar e a diminuir de forma ritmada e damos por nós a desejar que o resto do disco seja assim. E na verdade, o ritmo frenético e empolgante, quer do baixo quer da guitarra de <em><span style="color: #cc99ff;">Bare Your Teeth</span></em>, tem o selo caraterístico daquele <em>rock</em> misterioso e cheio de fechaduras enigmáticas e chaves mestras, mas que, se forem experimentadas com dedicação, acabam por abrir portas para um outro refúgio perfeito. Refiro-me a <em><span style="color: #cc99ff;">We Want Blood</span></em>, tema onde é explorado exaustivamente um hipnotismo lisérgico, com uma forte dimensão espacial e algo <em>lo fi</em>, percetivel quer na elevada dose sintética do tema, quer na míriade de efeitos que o sustentam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Estes <em><span style="color: #cc99ff;">Enemy Planes</span></em> não defraudam logo à primeira audição e convencem acerca da sua grandiosidade e explendor melódico, sem grandes reservas. Se os temas acima referidos apresentam vários dos pontos fortes de <em><span style="color: #cc99ff;">Beta Lowdown</span></em>, até ao final do alinhamento, a feliz imprecisão rítmica e o clima nostálgico oitocentista de <em><span style="color: #cc99ff;">Between Lives</span></em>, o elevado efeito soporífero, bastante acessível e, certamente, do agrado de um público mais abrangente, de <em><span style="color: #cc99ff;">Locks</span></em>, a explosão de cores e ritmos, que nos oferecem um ambiente simultaneamente denso e dançável, em pouco mais de três minutos que são um verdadeiro compêndio de um <em>acid rock</em> eletrónico despido de exageros desnecessários, mas apoteótico, em <em><span style="color: #cc99ff;">Just A Ghost</span></em>, atestam que este disco é uma irrepreensível coletânea de <em>rock</em> psicadélico, proposta por um coletivo que aposta numa espécie de hipnose instrumental pensada para nos levar numa <em>road trip</em>, à boleia das cordas, da bateria e do sintetizador, uma viagem lisérgica através do tempo, em completo transe e hipnose.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Assim, da psicadelia, à <em>dream pop</em>, passando pelo <em>shoegaze</em> e por um rock intenso e com uma elevada dose de experimentalismo, são várias as vertentes e influências sonoras que podem descrever a sonoridade dos <span style="color: #cc99ff;">Enemy Planes</span>, que iniciam a sua demanda sonora discográfica de modo confiante, altivo e bastante criativo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm2.staticflickr.com/1501/25932775322_68e71da25e_o.jpg" alt="Enemy Planes - Beta Lowdown" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Automatic Catatonic</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Bare Your Teeth</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. We Want Blood</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Stranger Danger</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Between Lives</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. (O’ Ensnared) Swans</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Devolver</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Locks</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Just A Ghost</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. No Strings</em></span><br /><span style="color: #cc99ff; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Weightless</em></span></p> <p><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/pOcHOKKPDkY" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:801667 2016-05-30T18:07:00 Snakes - Snakes 2016-05-30T17:28:37Z 2016-05-30T17:28:37Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Baltimore, no estado do Maryland, é o poiso dos <span style="color: #ffcc00;">Snakes</span> de Eric Paltell, Cooper Wright, George Cessna e <em>Cobra</em> Jones, uma banda de regresso aos lançamentos discográficos com um homónimo, cuja edição, quer digital quer física, tem a chancela da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/11053601_634735739993689_694895179096721207_n.jpg?oh=4526a4a327ae108646540ed5f18f5498&amp;oe=57C35C17" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <span style="color: #ffcc00;"><em>Theme For Snakes</em></span> a cortina deste álbum abre-se e perante nós, impávido e sereno, o imenso e quente deserto que preenche grande parte do oeste norte americano mostra-se deslumbrante e altivo e que nomes como John Ford, Howard Hawks, Fritz Lang, ou até mesmo Ennio Morricone, Quentin Tarnatino e Sergio Leone, este último com uma nada desprezável dimensão paródica, projetaram com implacável mestria na grande tela.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Rapidamente se percebe que estes <span style="color: #ffcc00;">Snakes</span> são uma das bandas que atualmente melhor traduz e interpreta um estilo sonoro que nem sempre é de fácil aceitação do lado de cá do atlântico, mas que é muito caro a um país que nasceu e avançou e deve muito da sua herança cultural aos <em>cowboys</em> e aos seus duelos ao pôr do sol com foras da lei, a garimpeiros e exploradores corajosos e sedentos de riquezas e a <em>saloons</em> empoeirados e a tresandar a <em>whisky</em> pestilento, não só no Texas, mas também em paisagens remotas e selvagens da Califórnia, Arizona, Utah, Colorado ou Wyoming.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As sete canções deste <span style="color: #ffcc00;"><em>Snakes</em></span> são uma verdadeira ode e homenagem a todo este ideário, com canções como a pulsante <span style="color: #ffcc00;"><em>Young American</em></span>, a sombria e enigmática <span style="color: #ffcc00;"><em>Aloha From Old Mexico</em></span> e a cinematográfica <span style="color: #ffcc00;"><em>Calling Out The Law</em></span> a colocarem-nos bem no epicentro de uma trama que se serve essencialmente das guitarras para dar vida a histórias onde aventura, crime, paixão, vingança, amor e coragem se misturam e que podemser escutadas, ou até que o sol se ponha ou até que uma bala certeira nos separe e nos desligue destes Snakes. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1249160365/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p>