urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2014-09-20T20:51:45Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:577285 2014-09-20T21:51:27 Millionyoung – Materia EP 2014-09-20T20:51:45Z 2014-09-20T20:51:45Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">Lançado com o selo da insuspeita <a href="http://www.oldflamerecords.com/"><span style="color: #888888;">Old Flame Records</span></a> e disponível para audição no <a href="http://oldflamerecords.bandcamp.com/album/millionyoung-materia-ep"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a> da etiqueta, <span style="color: #d9b71b;"><em>Materia</em></span> é o novo EP de <span style="color: #d9b71b;">Millionyoung</span>, o projeto musical de Mike Diaz, um músico e produtor norte americano, natural de Miami, na Flórida e que contou, como é habitual, com a ajuda preciosa de <span>Kristof Ryan</span>.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://thedopefiend.com/wp-content/uploads/2010/10/million-young.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">Nestas novas cinco canções do seu cardápio sonoro, Mike mantêm a busca pela simbiose entre a eletrónica de cariz mais ambiental e o R&amp;B. É uma receita que, no caso deste autor, raramente dispensa linhas de baixo com uma toada <em>funk</em> e sintetizadores <em>retro</em>, dois aspetos claramente audíveis, por exemplo, em <em><span style="color: #d9b71b;">VII</span></em>, o momento instrumental por excelência do EP. A estes detalhes junta-se uma voz que pode ser manipulada com efeitos, geralmente em eco e <em>reverb</em> e obtem-se um resultado final repleto com o charme inconfundível e urbano que plasma o que de melhor se vai propondo atualmente no universo da <em>chillwave</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">O que <em><span style="color: #d9b71b;">Materia</span></em> tem e facilmente nos fascina é, tendo em conta o universo sonoro descrito, uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que, tomando como exemplo o <em>single</em> homónimo</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">, poderão facilmente fazer-nos abanar a anca sem percebermos muito bem como e porquê, devido aquele charme típico do vagaroso e <em>caliente</em> ritmo latino, muito bem acompanhado por um sintetizador delicioso. Mas também destaco <em><span style="color: #d9b71b;">Tell Me</span></em>, uma música que me levou até aos Memory Tapes e o album <em>Seek Magic</em> (2009), uma intrincada composição e que, no meio do EP, funciona como uma espécie de catarse sónica claramente agregadora do seu conteúdo e onde tudo o o que atrai e influencia <span style="color: #d9b71b;">Millionyoung</span> é densamente compactado, com enorme mestria e um evidente bom gosto..</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">É, pois, muito agradável ouvir o EP na íntegra, até porque a transição entre os temas muitas vezes mal se percebe, já que é tudo muito melódico e bem estruturado. Mais do que para cantar ou dançar,<em> <span style="color: #d9b71b;">Materia</span> </em>é uma coleção de canções perfeita para relaxar e descontrair, além de provar que a <em>chillwave</em> está longe de ser um género musical passageiro e secundário e que é um ótimo terreno para quem gosta de testar sonoridades e experimentações, sem recear ser apontado como uma espécie de terrorista sonoro, já que este é um género que só se justifica quando vive de transformações. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><span style="color: #888888;"><a title="Millionyoung - Materia by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14709513287"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3917/14709513287_c3fe296f10.jpg" alt="Millionyoung - Materia" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #d9b71b;"><em><span style="font-family: helvetica; font-size: medium;">01. Materia</span></em></span><br /><span style="color: #d9b71b;"><em><span style="font-family: helvetica; font-size: medium;">02. Feeder Band</span></em></span><br /><span style="color: #d9b71b;"><em><span style="font-family: helvetica; font-size: medium;">03. Tell Me</span></em></span><br /><span style="color: #d9b71b;"><em><span style="font-family: helvetica; font-size: medium;">04. VII</span></em></span><br /><span style="color: #d9b71b;"><em><span style="font-family: helvetica; font-size: medium;">05. Fade Away</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/150965269&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3362315691/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:550775 2014-09-19T21:58:50 Radiator Hospital - Torch Song 2014-09-19T21:00:54Z 2014-09-19T21:00:54Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium;">Lançado no passado dia um de setembro via <a href="http://www.salinasrecords.com/release/radiator-hospital/torch-song-lp/"><span style="color: #888888;">Salinas</span></a> e disponível no <a href="http://radiatorhospital.bandcamp.com/album/torch-song"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a> com possibilidade de doares um valor pelo mesmo, <em><span style="color: #ff0000;">Torch Song</span></em> é o novo trabalho dos <span style="color: #ff0000;">Radiator Hospital</span>, um quarteto norte americano sedeado em Filadélfia e liderado por Sam Cook-Parrott, um músico que começou este projeto a <em>solo</em> e com gravações caseiras. Depois de ter editado <em>Something Wild</em>, um disco que contou com a participação especial de Allison Crutchfield, Sam convidou novamente esta voz feminina, mas também a sua irmã, Katie Crutchfield dos Waxahatchee e Maryn Jones dos All Dogs, para fazerem parte do alinhamento que gravou este seu novo trabalho.</span></p> <p><span style="color: #888888; font-size: medium;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://midwesternhousewives.com/wp-content/uploads/2014/05/RadiatorHospital.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium;">Ouvir <em><span style="color: #ff0000;">Torch Song</span> </em>é acompanhar esta trupe norte americana numa espécie de viagem orbitral, mas a uma altitude ainda não muito considerável, numa curiosa <em>posição limbo</em>, já que a maior parte das canções, apesar de uma implícita e pouco assumida componente etérea, são simples, concisa, curtas e diretas. Num alinhamento de quinze temas que se esfumam em pouco mais de meia hora, domina aquela sonoridade ligeira e descomprometida feita com o <em>rock</em> ligeiro e extrovertido que nos recorda as cassetes antigas que temos lá em casa, empoeiradas, cheias de gravações caseiras e <em>lo fi</em> do que ouvíamos à cerca de vinte a vinte e cinco anos atrás. É pois, uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do tal cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium;">À medida que os temas escorrem e se sucedem com uma sofreguidão que, no entanto, não se torna nunca sufocante, estes quatro músicos apresentam-nos uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, temas que parecem ter viajado no tempo e amadurecido até se tornarem naquilo que são. É, pois, um disco rápido, concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das diferentes composições. Elas dominam o processo de composição melódica, mas não há uma lineariedade no som emanado pelas mesmas, que tanto se pode aproximar perigosamente do <em>blues</em> (<span style="color: #ff0000;"><em>Fireworks</em></span>), do <em>rock</em> clássico (J<em><span style="color: #ff0000;">ust May Be The One</span></em>), do chamado <em>rock</em> de garagem (<em><span style="color: #ff0000;">Bedtime Story</span></em>), como alinhar por outro espetro ainda mais alternativo e invadir terrenos típicos da <em>surf pop</em> algo clássica (<em><span style="color: #ff0000;">Venus Of The Venue</span></em>), daquele <em>fuzz</em> que faz uma revisão da psicadelia (<span style="color: #ff0000;"><em>181935</em></span>, <em><span style="color: #ff0000;">Honeymoon Phase</span></em>), ou ainda ir ao encontro de terrenos assumidamente experimentais, com <em><span style="color: #ff0000;">Sleeping House</span></em> a ser a única canção que não tem a guitarra no topo do arsenal instrumental que a sustenta, mas a contar com ela para alguns dos arranjos decisivos. Seja qual for a abordagem, esse instrumento replica sons que fluem livres de compromissos com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar a outros tempos e entregar-nos canções<em> </em>caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termo entre o <em>rock</em> clássico e a <em>pop</em> mais psicadélica.</span></p> <div class="entry line_top"> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium;">As vocalizações de Sam, afinadas mas com aquele charme aspero e <em>lo fi</em>, fundem-se frequentemente com a natural abordagem mais melódica e harmoniosa da dupla feminina, algo que <em><span style="color: #ff0000;">The Eye</span></em> plasma com clareza. Quando canta sozinho, o líder do projeto mistura sempre bem a sua voz com as letras e os arranjos das melodias, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza, com <em><span style="color: #ff0000;">Fireworks</span></em> <em><span style="color: #ff0000;">(Reprise)</span></em> a ser o clímax desta relação íntima entre as dimensões vocal e instrumental. Mesmo quando o <em>red line </em>de guitarras mais desenfreadas, ou com arranjos mais sujos, atinge um nível que possa colocar em causa o saudável encanto pop, <em>vintage</em>, relaxante e atmosférico que carateriza estes <span style="color: #ff0000;">Radiator Hospital</span>, Sam não permite que as mesmas coloquem em causa a harmoniosa sonoridade geral do conjunto, através de um trabalho de produção irreprensível e que manteve sempre intacto o cariz de acessibilidade tipicamente pop que parece caraterizar este projeto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium;">Nostálgico e ao mesmo tempo carregado de referências recentes, <em><span style="color: #ff0000;">Torch Song</span></em> rompe com várias propostas de outros registos similares, porque usa letras simples e guitarras aditivas, sendo claro o compromisso assumido dos <span style="color: #ff0000;">Radiator Hospital</span> de não produzirem algo demasiado sério, acertado e maduro, mas canções que querem brincar com os nossos ouvidos, deliciá-los com o ruído que fielmente espelha alguns dos preciosos detalhes do melhor <em>rock</em> alternativo e assim,  espelhando com precisão o manto de transição e incerteza que tem invadido o cenário da <em>pop</em> de cariz mais independente, proporcionarem uma audição leve e divertida. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-size: medium;"><img src="http://f1.bcbits.com/img/a1634292171_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">1. Leather &amp; Lace</span></em></p> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">2. Blue Gown</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">3. Cut Your Bangs</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">4. The Eye</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">5. 181935</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">6. Venus of The Avenue</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">7. Five &amp; Dime</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">8. Fireworks</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">9. Bedtime Story</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">10. I'm All Right</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">11. Honeymoon Phase</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">12. Sleeping House</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">13. Just May Be The One</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">14. Fireworks (Reprise)</span></em></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: medium;">15. Midnight Nothin</span></em></div> <p><span style="color: #888888; font-size: medium;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1228517228/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:587233 2014-09-19T17:55:20 Cherry Glazerr – Had Ten Dollaz 2014-09-19T17:13:38Z 2014-09-19T17:13:38Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Cherry Glazerr" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/09/Cherry-Glazerr-608x402.jpg" alt="Cherry Glazerr" width="608" height="402" /></p> <p style="text-align: justify;" align="center"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">Vindos diretamente de Los Angeles, os norte americanos <span style="color: #ffcc99;">Cherry Glazerr</span> começaram quando a guitarrista, compositora e vocalista Clementine Creevy começou a gravar umas demos caseiras a solo com o pseudónimo Clembutt. Encorajada por Lucy Miyaki, da banda conterrânea Tashaki Miyaki e já a gravar com o engenheiro de som Joel Jerome, Clementine passou a contar com a companhia do baixista Sean Redman e da baterista Hannah Uribe e assim nasceram estes <span style="color: #ffcc99;">Cherry Glazerr</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;" align="center"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><em><span style="color: #ffcc99;">Had Ten Dollaz</span></em> é o novo tema do trio e vai ser editado em formato <em>single</em> a vinte e oito de outubro, através da <a href="http://suicidesqueezerecords.tumblr.com/"><span style="color: #888888;">Suicide Squeeze</span></a> e terá como <em>lado b</em> a canção <em><span style="color: #ffcc99;">Nurse Ratched</span></em>. <em><span style="color: #ffcc99;">Had Ten Dollaz</span></em> é um precioso instante de <em>indie rock</em> de garagem sem concessões e artifícios desnecessários, uma canção que foi escolhida por Yves Saint-Laurent para fazer parte dos seus desfiles, no início deste ano e que poderá fazer com que finalmente os holofotes olhem com um pouco mais de atenção para este novo projeto, quanto a mim merecedor de maior projeção. Confere...</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/165220336&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:564744 2014-09-18T21:27:09 Mumblr - Full of Snakes 2014-09-18T20:27:20Z 2014-09-18T20:27:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium; font-family: helvetica;">Após vários EPs, os norte americanos <a href="https://www.facebook.com/pages/Mumblr/118742918263778" target="_blank"><span style="color: #888888;">Mumblr</span></a> de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, finalmente  estrearam-se nos discos. <span style="color: #ff6600;"><em>Full of Snakes</em></span> é o nome do primeiro longa duração dos <span style="color: #ff6600;">Mumblr</span> e chegou aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, <a href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes"><span style="color: #888888;">Fleeting Youth Records</span></a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-size: medium; font-family: helvetica;"><img src="http://1.bp.blogspot.com/-fKgvdR6329M/U-CknTux-hI/AAAAAAAAG-E/I6QAgDy8Nzs/s1600/10563054_10203444070075179_4726772327237709320_n.jpg" alt="" /></span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium; font-family: helvetica;">Num disco disponível em edição digital ou em cassete, com dezassete canções, algumas delas <em>untitled</em>, parece que os <span style="color: #ff6600;">Mumblr</span> estão apostados em criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, já que parece ser este o ideário lírico privilegiado das suas canções. Na verdade, eles debruçam-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff6600;"><em>Philadelphia</em></span>, o nome da cidade de onde os <span style="color: #ff6600;">Mumblr</span> são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum, uma canção que numa simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas. Logo aí se percebeu qual seria a bitola sonora destes <span style="color: #ff6600;">Mumblr</span> e o alinhamento na verdade não defrauda os apreciadores do género, até porque <span style="color: #ff6600;"><em>Got It</em></span>, outro avanço divulgado de<em> <span style="color: #ff6600;">Full of Snakes</span></em>, não foge muito a esta toada, apesar de ser um tema mais contemplativo e com uma temática bastante reflexiva. Já agora, sobre esta canção, Nick Morrison referiu recentemente: It´s about <em>being a strange, confused young man; feigning confidence and asking people to take him as he is.</em></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium; font-family: helvetica;">Apesar de estar claramente balizado o espetro sonoro dos <span style="color: #ff6600;">Mumblr</span>, há que destacar a forma corajosa como, logo na estreia, não se coibem de tentar experimentar ideias diferentes e fugir da habitual bitola. Canções como <em><span style="color: #ff6600;">Black Ships</span></em>, <em><span style="color: #ff6600;">White Devil</span></em> ou <em><span style="color: #ff6600;">Greyhound Station</span></em>, contêm momentos de pura improvisação, com guitarras que apontam em diferentes direções e o baixo dos dois <em>singles</em> acima citados não receia tomar as rédeas do conteúdo melódico das mesmas. E estes dois importantes ítens não perturbam a conturbada homogeneidade de um alinhamento que raramente deixa de ser fluído e acessível, apesar desses momentos e da especificidade rugosa do som que carateriza os <span style="color: #ff6600;">Mumblr</span>.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-size: medium; font-family: helvetica;">Em <span style="color: #ff6600;"><em>Full Of Snakes</em></span> os <span style="color: #ff6600;">Mumblr</span> estabelecem uma zona de conforto, mas não se coibem de colocar o pé de fora e de calcorrear outros universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao <em>punk rock</em> e ao próprio <em>blues</em>. A verdade é que eles parecem dispostos a lutar com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som, ao longo de cerca de quarenta minutos intensos, rugosos e que não envergonharão o catálogo sonoro deste grupo de Filadélfia, seja qual for o restante conteúdo que o futuro lhes reserve. Espero que aprecies a sugestão...</span></div> <div> <p><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2740744456/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/161479136&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:585527 2014-09-18T13:20:31 The Twilight Sad – Last January 2014-09-18T12:20:39Z 2014-09-18T12:20:39Z <p><a href="http://www42.zippyshare.com/v/71963337/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3885/15258691582_f15b40cd0c.jpg" alt="The Twilight Sad - Last January" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: helvetica; color: #888888;">O <em>indie rock</em> anguloso e expressivo dos escoceses <a href="http://www.thetwilightsad.com/"><span style="color: #888888;">The Twilight Sad</span></a> de James Graham (voz), Andy MacFarlane (guitarra) e Mark Devine (bateria), está de regresso com um novo álbum intitulado<span style="color: #a09688;"> <em>Nobody Wants to Be Here and Nobody Wants to Leave</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><span style="font-size: medium; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #a09688;">Last January</span></em> é o primeiro single retirado deste disco que irá ver a luz do dia por intermédio da <a href="http://www.fat-cat.co.uk/site/artists/the-twilight-sad"><span style="color: #888888;">Fat Cat Records</span></a>. Confere...</span> </span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/166950606&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:576202 2014-09-17T22:04:11 Interpol – El Pintor 2014-09-17T21:08:30Z 2014-09-17T21:12:32Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium; text-align: justify;">Depois de um interregno de quase quatro anos, os </span><span style="color: #da1020;">Interpol</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium; text-align: justify;"> estão de regresso aos lançamentos com </span><span style="color: #da1020;"><em>El Pintor</em></span><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium; text-align: justify;">, o novo disco desta banda liderada por Paul Banks. Escrito e gravado durante o ano de 2013, em Nova Iorque, cidade de onde o grupo é natural, nos estúdios Electric Lady Studios &amp; Atomic Sound, </span><span style="color: #da1020;"><em>El Pintor</em></span><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium; text-align: justify;"> foi misturado em Londres, nos Assault &amp; Battery Studios, por Alan Moulder.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">Todas as canções de <span style="color: #da1020;"><em>El Pintor</em></span> foram escritas e produzidas pelos <span style="color: #da1020;">Interpol</span>, com Daniel Kessler à guitarra, Samuel Fogarino na bateria e Paul Banks na voz, na guitarra e, pela primeira vez, no baixo. O disco conta com as participações especiais de Brandon Curtis (The Secret Machines) nos teclados em nove canções, de Roger Joseph Manning, Jr. (Beck) nos teclados em <span style="color: #da1020;"><em>Tidal Wave</em></span> e de Rob Moose (Bon Iver) a tocar violino e viola em <span style="color: #da1020;"><em>Twice as Hard</em></span>.</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><br /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><img src="http://zumic.zumicentertainme.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/cache/2014/08/interpol-all-the-rage-back-home-official-music-video-750x0.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">Independentemente do estado atual daquele <em>indie rock</em> de cariz mais alternativo e que aposta no revivalismo de outras épocas, nomeadamente os primórdios do <em>punk rock</em> mais sombrio que fez furor nos finais da década de setenta e início da seguinte, com nomes com os Joy Division ou os Cure à cabeça, o género deve imenso a nomes como os The White Stripes, The Killers, The Strokes e, principalmente, a estes <span style="color: #da1020;">Interpol</span>, grupos que se destacaram com o disco de estreia no início deste século e que, agregados a esse estigma, procuraram evoluir, nos trabalhos seguintes, para outras sonoridades e para a exploração de diferentes territórios sonoros. Os <span style="color: #da1020;">Interpol</span> seguiram esse percurso e nem sempre o fizeram de forma imaculada, apesar de, pessoalmente, não desvalorizar tanto o conteúdo de <em>Our Love To Admire</em> e do homónimo <em>Interpol</em>, os dois antecessores deste<em> El Pintor</em>, como tanta crítica que li sobre esses trabalhos quando viram a luz do dia. E, na verdade, em 2014, os <span style="color: #da1020;">Interpol</span> resolveram voltar ao trilho inicial, sendo este disco uma espécie de novo reinício de um trio que finalmente percebeu que a sua imensa legião de fãs não se importa que se mantenham no território sonoro onde se sentem mais confortáveis, aquele que os lançou para as luzes da ribalta, quando com o <em>indie rock</em> genuíno de<em> Antics</em> e o <em>post punk</em> revivalista de <em>Turn On The Bright Lights</em> conquistaram meio mundo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><span style="color: #da1020;"><em>El Pintor</em></span>, um curioso anacrónico da palavra <em>Interpol</em>, não é <em>Antics</em>, ou <em>Turn On The Bright Lights</em>, ou uma súmula dos dois, mas é o álbum dos <span style="color: #da1020;">Interpol</span> que melhor homenageia esse extraordinário início de carreira. Este trio de Nova Iorque está, pois, de regresso ao formato que exalta o espírito sombrio dos anos oitenta e não é necessário escutar demasiados acordes de <span style="color: #da1020;"><em>All The Rage Back Home</em></span>, o tema de abertura, para se perceber essa evidência, à medida que iniciamos uma viagem alicerçada num Banks incisivo como nunca, mas também em guitarras angulares, feitas de distorções e aberturas distintas e num baixo cheio daquele <em>groove punk</em>, com Sam a colar todos estes elementos, através da bateria, com uma coerência exemplar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">Quando o tema de abertura de um disco é tão assertivo, ou mantemos as expetativas ou assumimos que a canção charneira foi colocada no início e o restante alinhamento não atinge essa bitola; Em <em><span style="color: #da1020;">El Pintor</span></em> vale a pena seguir pelo primeiro caminho, porque o restante conteúdo sonoro do alinhamento replica e acentua os elogios que a primeira canção suscita. Aquela sensualidade algo enigmática, mas nada figurativa, que sempre rodeou os <span style="color: #da1020;">Interpol</span>, exala por todos os poros de <span style="color: #da1020;"><em>My Blue Supreme</em></span> e de <span style="color: #da1020;"><em>My Desire</em></span>, a primeira uma canção que nos obriga a inspirar e a expirar ao ritmo da mesma até ao êxtase final e a segunda um tema que nos recorda aquele prazer tantas vezes difícil de descrever que os <span style="color: #da1020;">Interpol</span> sempre provocaram no nosso íntimo, uma canção de resposta por parte da banda a todos aqueles que já duvidavam das capacidades do grupo em se focar no som que melhor os identifica e na temática lírica que exemplarmente sempre abordaram, relacionada com o lado mais complicado das relações, a frustração e uma faceta algo provocatória que nunca enjeitaram demonstrar (<em>In my desire, I'm a frustrated man, some of us ask for peace, do what we can, play me out, play me out, look like your chance has come</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;">Outros destaques de <em><span style="color: #da1020;">El Pintor</span></em> são o <em>post punk</em> de <em><span style="color: #da1020;">Everything Is Wrong</span></em>, o <em>indie rock</em> anguloso e que marca claramente a tal ruptura com o passado recente de <span style="color: #da1020;"><em>Ancient Ways</em></span> (<em>Oh fuck the ancient ways</em>), <em><span style="color: #da1020;">Anywhere</span></em>, uma canção que mantém-nos empolgados do início ao fim, <em><span style="color: #da1020;">Breaker 1</span></em>, um extraordinário tema que nos remete para a sonoridade épica, melódica e melancólica do clássico <em>NYC</em>, um dos momentos maiores de <em><span style="color: #da1020;">Antics</span></em> e a balada <span style="color: #da1020;"><em>Same Town, New Story</em></span>; um verdadeiro símbolo, até pelo título, desta nova vida do grupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><span style="color: #da1020;"><em>El Pintor</em></span> é um recomeço em grande forma, como já referi, mas também um grito de raiva por parte da banda em relação às críticas que receberam nos últimos anos. Percebe-se, por este disco, que os <span style="color: #da1020;">Interpol</span> assumiram que há um caminho que só eles podem trilhar solitariamente e que já perceberam que as formas antigas de composição são as mais eficientes, mas que se orgulham dos atalhos e das rotas divergentes que já exploraram e que qerem quebrar o enguiço de quem insiste em querer catalogar com injusto menosprezo alguns instantes discográficos de determinados projetos que procuraram apenas, ao longo da carreira, perceber zonas de conforto ou, radicalmente, procurar romper com as mesmas e até viver numa espécie de limbo criativo e ir vendo o que dá.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><span style="color: #da1020;"><em>El Pintor</em></span> é <em>indie rock</em> e <em>pós punk</em> sem falsos pressupostos, tem um valor natural e genuíno e não precisa de uma análise demasiado profunda para o percebermos, até porque um dos seus grandes atributos, enquanto disco, é não ser demasiado intrincado ou redundante no que concerne aos arranjos e ao arsenal instrumental de que se serve, algo que só demonstra a relevância deste trio nova iorquino no universo <em>indie</em> atual, uma prova evidente queo grupo de regresso às origens com contemporaneidade, consistência e excelência. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><span style="color: #888888;"><a href="http://www42.zippyshare.com/v/25010178/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3835/14854928619_fbe77ba67f.jpg" alt="Interpol - El Pintor" width="400" height="400" /></a></span></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. All The Rage Back Home</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. My Desire</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Anywhere</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Same Town, New Story</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. My Blue Supreme</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Everything Is Wrong</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Breaker 1</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Ancient Ways</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Tidal Wave</span></em></span><br /><span style="color: #da1020; font-size: medium;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Twice As Hard</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica; font-size: medium;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/-u6DvRyyKGU" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:584628 2014-09-17T13:32:09 Creepers - Stuck 2014-09-17T12:34:36Z 2014-09-17T12:34:36Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="7c4bb37d" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/09/7c4bb37d.png" alt="7c4bb37d" width="608" height="638" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a href="https://creeperssf.bandcamp.com/" rel="nofollow" target="_blank"><span style="color: #888888;">Creepers</span></a> é um novo projeto norte americano, oriundo de São Francisco, na Califórnia e uma espécie de banda <em>b</em> dos <a href="http://pitchfork.com/artists/30011-deafheaven/" rel="nofollow" target="_blank"><span style="color: #888888;">Deafheaven</span></a>, já que conta com Dan Tracy e Shiv Mehra no alinhamento, além de Varun Mehra e Christopher Natividad. O disco de estreia dos <span style="color: #808000;">Creepers</span> chega aos escaparates a vinte e oito de outubro e chama-se<em> Lush</em>, um cardápio de sete canções e do qual já se conhece <em><span style="color: #808000;">Stuck</span></em>, o fantástico tema de abertura e que impressiona pelo clima <em>shoegaze</em> e pelo ambiente criado pela bateria.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em>Lush</em> foi gravado e produzido por Andrew Oswald e terá o selo da <a href="http://allblackrecordingcompany.com/" rel="nofollow" target="_blank"><span style="color: #888888;">All Black Recording Company</span></a>, a etiqueta do líder dos Deafheaven, George Clarke. <em>Stuck</em> está disponível para <em>download</em> via <a href="http://www.stereogum.com/1705342/creepers-stuck/mp3s/"><span style="color: #888888;">stereogum</span></a>. Confere...</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:571558 2014-09-16T21:16:37 The New Pornographers – Brill Bruisers 2014-09-16T20:17:29Z 2014-09-19T21:37:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Chegou no passado dia vinte e seis de agosto aos escaparates, através da Matador Records e da Last Gang, <em><span style="color: #ffff00;">Brill Bruisers</span></em>, o sexto álbum de estúdio dos canadianos <a href="http://www.thenewpornographers.com/"><span style="color: #888888;">The New Pornographers</span></a> e o primeiro em quatro anos. Os <span style="color: #ffff00;"><a href="http://www.thenewpornographers.com">The New Pornographers</a></span> são um super grupo natural de Vancouver e formado por </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Dan Bejar, Kathryn Calder, Neko Case, John Collins, Kurt Dahle, Todd Fancey, Carl Newman e Blaine Thurier, sendo alguns destes nomes, nomeadamente Bejar (Destroyer), Neko Case e Newman, verdadeiramente fundamentais para a indie contemporânea. Newman descreve este <em><span style="color: #ffff00;">Bill Bruisers</span></em> como <em>um álbum de celebração</em>. <em>Depois de períodos complicados estou num ponto da minha vida em que nada me puxa para baixo e a música reflecte isso</em>, acrescenta o músico. O curioso <em>artwork</em> do disco é da autoria dos artistas Steven Wilson e Thomas Burden e, já agora, a palavra <em>Brill</em> do título alude ao <em>Brill Building</em>, um edifício em Nova Iorque onde o som da <em>pop</em> e do <em>rock</em> dos anos sessenta foi definido pelos compositores e etiquetas que tinham escritórios ali.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://wac.450f.edgecastcdn.net/80450F/diffuser.fm/files/2014/06/newpornographers.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A primeira coisa que me apraz dizer depois de ter escutado este disco é que <span style="color: #ffff00;"><em>Brill Bruisers</em></span> é luz em forma de música, um disco cheio de brilho e cor em movimento, uma obra com um alinhamento alegre e festivo e que parece querer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana, apesar de, por exemplo, <em><span style="color: #ffff00;">War On The East Coast</span></em>, o <em>single</em> já extraído, ser sobre o lado mais negro de um mundo feito de dúvidas, deceções e guerras, tantas vezes desnecessárias e incompreensiveis. Seja como for, mesmo nessa canção, não se deixa de ter vontade de pular e de querer desertar desse universo paralelo para um presente feito com aquela felicidade incontrolável e contagiante que todos nós procuramos e que, nestas treze canções, podem surgir nas notas mais delicadas, até quando elas estão num modo particularmente explosivo, ou então, e principalmente, nas vozes, que se alternam e se sobrepôem em camadas, à medida que os instrumentos fluem naturalmente, sem se acomodarem ao ponto de se sufocarem entre si, naquilo a que Newman chama de <em>som de banda</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em <span style="color: #ffff00;"><em>Brill Bruisers</em></span> quem vence é aquela <em>pop</em> clássica e intemporal que só ganha vida se houver quem se predisponha a entrar num estúdio de mente aberta e disposto a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar música, sejam instrumentos eletrónicos ou acústicos e assim fazerem canções cheias de sons poderosos e tortuosos, sintetizadores flutuantes e vozes deslumbrantes. E não é preciso ser demasiado complicado e criar sons e melodias intrincadas. Consegui-lo é ser agraciado pelo dom de se fazer a música que se quer e ser-se ouvido com particular devoção e os <span style="color: #ffff00;">The New Pornographers</span> sujeitam-se seriamente a obterem tal distinção, já que usaram a fórmula correcta, feita com uma quase pueril simplicidade, a melhor receita que muitas vezes existe no universo musical para demonstrar uma formatação adulta e a capacidade de se reinventar, reformular ou simplesmente replicar o que de melhor têm alguns projetos bem sucedidos na área sonora em que uma banda se insere.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">No fundo, <span style="color: #ffff00;"><em>Brill Bruisers</em></span> é um álbum <em>pop</em> poderoso, orquestral e extremamente divertido, sem deixar de evocar um certo experimentalismo típico de quem procura, através da música, fazer refletir aquela luz que não se dispersa, mas antes se refrata para inundar os corações mais carentes daquela luminosidade que transmite energia, num disco sem cantos escuros, já que nele nem uma balada se escuta, mesmo em momentos mais lentos como <span style="color: #ffff00;"><em>Champions Of Red Wine</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ffff00;">Brill Bruisers</span></em> é um trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referênciasque nos permitem aceder a uma dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, onde tudo soa utopicamente perfeito. É uma espécie de caldeirão sonoro feito por um elenco de extraordinários músicos e artistas, que sabem melhor do que ninguém como recortar, picotar e colar o que de melhor existe neste universo sonoro ao qual dão vida e que deve estar sempre pronto para projetar inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte, assentes num misto de <em>power pop</em> psicadélica e <em>rock</em> progressivo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;"><img src="https://farm6.staticflickr.com/5564/14785988588_abda916068.jpg" alt="The New Pornographers - Brill Bruisers" width="400" height="400" /></span></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Brill Bruisers</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Champions Of Red Wine</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Fantasy Fools</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. War On The East Coast</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Backstairs</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Marching Orders</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Another Drug Deal Of The Heart</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Born With A Sound</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Wide Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Dancehall Domine</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">11. Spidyr</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">12. Hi-Rise</span></em></span><br /><span style="color: #ffff00;"><em><span style="font-family: helvetica;">13. You Tell Me Where</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/WMcumbSMY_8" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:584417 2014-09-16T17:17:10 Damien Rice – My Favourite Faded Fantasy 2014-09-16T16:19:58Z 2014-09-16T16:19:58Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://s2.vagalume.com/damien-rice/images/105400w560.jpg" alt="Damien Rice letras" width="560" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Pouco depois de anunciar o lançamento de um novo álbum, <span style="color: #ffcc99;">Damien Rice</span> divulgou a primeira música do trabalho. Intitulada <span style="color: #ffcc99;"><em>My Favourite Faded Fantasy</em></span>, o mesmo nome do disco, a canção de mais de seis minutos de duração tem um início bastante calmo e contemplativo, para depois evoluir para uma sonoridade vibrante, uma das marcas inconfundíveis do músico.</span><br /><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com produção de Rick Rubin, o álbum <em><span style="color: #ffcc99;">My Favourite Faded Fantasy</span></em>, o primeiro de <span style="color: #ffcc99;">Rice</span> em oito anos, será composto por oito canções e tem lançamento marcado para o dia onze de novembro, através da Warner. Confere...</span></p> <p><a href="http://www50.zippyshare.com/v/51495687/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3923/15253403262_778d3405a9.jpg" alt="Damien Rice - My Favourite Faded Fantasy" width="400" height="400" /></a></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/166808960&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:568557 2014-09-15T22:49:01 Mark Lanegan Band – No Bells On Sunday EP 2014-09-15T21:49:09Z 2014-09-15T22:00:20Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.clashmusic.com/sites/default/files/styles/article_feature/public/legacy/files/Mark%20Lanegan%20seated.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O projeto <a href="http://marklanegan.com/mark-lanegan-band-to-release-no-bells-on-sunday-ep-announce-phantom-radio/"><span style="color: #888888;">Mark Lanegan Band</span></a> acaba de editar <em><span style="color: #ff00ff;">No Bells On Sunday</span></em>, um EP com cinco canções que viu a luz do dia a vinte e cinco de agosto, apenas em formato vinil, através da Looded Soil/Vagrant Records. Também já é público que haverá novo disco do projeto até ao final do ano e que o mesmo irá chamar-se <em>Phantom Radio</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Antigo membro dos Screaming Trees e dos Queens Of The Stone Age, <span style="color: #ff00ff;">Mark Lanegan</span> sempre se evidenciou pelo registo peculiar da sua voz, tendo feito dela um grande trunfo, algo que tem ampliado na carreira a solo, com o seu tom grave a ser quase sempre atrelado a atmosferas melódicas melancólicas e sombrias. Mesmo quando se arriscou nas <em>covers</em>, em <em><span style="color: #ff00ff;">Imitations</span></em>, ou colaborou com nomes tão importantes como Moby ou as Warpaint, <span style="color: #ff00ff;">Mark</span> nunca abdicou deste selo identitário, procurando sempre criar uma atmosfera de verdadeira comunhão com os seus ouvintes, que já aprenderam também a apreciar a forma incisiva como consegue escrever sobre a tristeza, de forma qase sempre bela e profundamente comtemplativa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ff00ff;">Smokestack Magic,</span></em> a canção que encerra o EP, é um dos melhores exemplos na carreira de <span style="color: #ff00ff;">Lanegan </span>sobre esta sua capacidade de dar-nos as mãos enquanto deixa envolver a sua voz profundamente orgânica com texturas e arranjos sintetizados, com um resultado bastante lisérgico, numa espécie de clímax invertido, tal é o cariz fortemente entorpedecedor e simultaneamente hipnótico e anestesiante do tema.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Nas outras quatro canções há que não perder de vista o elevado grau de emotividade de <em><span style="color: #ff00ff;">Dry Iced</span></em> e a beleza orquestral de <em><span style="color: #ff00ff;">No Bells On Sunday</span></em>, um tema que impressiona por piscar o olho ao <em>krautrock</em>, por causa da percussão e dos efeitos da guitarra, uma canção lenta e triste, mas cheia de belos arranjos e orquestrações e com um refrão que ecoa com elevada pessoalidade e sentimentalismo. Finalmente, <em><span style="color: #ff00ff;">Sad Lover</span></em> é a canção que melhor aposta na herança mais roqueira de <span style="color: #ff00ff;">Mark Lanegan</span>, um bom tema num EP que antecipa um possível excelente longa duração, que não deverá dispensar a condução vocal grave e o ambiente fortemente contemplativo que parece ser a matriz identitária desta nova fase da carreira deste músico norte americano natural de Ellensburg, em Washington. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a href="http://www27.zippyshare.com/v/33382422/file.html"><span style="color: #888888;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5596/14897339263_2a1daa73dc.jpg" alt="Mark Lanegan - No Bells On Sunday" width="400" height="400" /></span></a></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">01. Dry Iced</span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">02. No Bells On Sunday</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">03. Sad Lover</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">04. Jonas Pap</span></em><br /><em><span style="color: #ff00ff; font-family: helvetica;">05. Smokestack Magic</span></em></p> <p style="text-align: center;"> </p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/bQnfgZr8JIc" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:583798 2014-09-15T16:54:02 Los Waves - Strange Kind Of Love 2014-09-15T16:05:11Z 2014-09-15T16:05:11Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/-ALD0ciHhoe0/U_Hh3rtZfdI/AAAAAAAALJA/rW3rlZH4TWM/s1600/loswaveds.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Depois do EP <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/431442.html"><span style="color: #888888;">Got A Feeling</span></a>, a dupla lusa <span style="color: #99cc00;">Los Waves</span>, formada por José Tornada e Jorge da Fonseca e que tem dado nas vistas devido à sonoridade única e até algo inovadora, tendo em conta o panorama musical nacional, está de regresso com um novo single intitulado<em><span style="color: #99cc00;"> Strange Kind Of Love</span></em>, numa altura em que se preparam para lançar o tão aguardado primeiro longa duração <em><span style="color: #99cc00;">This Is Los Waves So What?</span></em> em Portugal, com distribuição pela Sony Music Portugal. Nos Estados Unidos e no Reino Unido a edição fica a cargo da Summer Filth Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Recordo que os <span style="color: #99cc00;">Los Waves</span> começaram a carreira em Londres, em 2011, onde deram os primeiros concertos em salas icónicas como o Old Blue Last, Cargo e Camden Barfly e nesse mesmo ano, lançaram os primeiros EP’s, <em>Golden Maps</em> e <em>How Do I Know</em>, que deram logo que falar na imprensa, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos. Rapidamente atravessaram o Oceano Atlântico, onde conseguiram colocar músicas em vários canais de televisão, nomeadamente a a MTV, FOX, AXN e CBS, com destaque para a participação em bandas sonoras de séries como <em>Gossip Girl</em> (com Strange Kind Of Love, umamúsica até hoje nunca editada), <em>Jersey Shore</em> (com a música <em>Golden Maps</em>) ou <em>Mentes Criminosas</em> (com a música <em>Got A Feeling</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #99cc00;">Strange Kind Of Love</span></em> tem a sonoridade eletrónica<em> vintage</em> típica das propostas anteriores dos <span style="color: #99cc00;">Los Waves</span>, com a particularidade de ser uma canção envolvidas por uma psicadelia luminosa, fortemente urbana, mística, mas igualmente descontraída e jovial. É uma música que, de acordo com o press release do lançamento, <em>fala daquele amor que faz o mundo girar, parte de uma história de amor não correspondido para nos falar de outros tipos de amor. O amor vem assim sob a forma de todas as coisas, da simplicidade que enche a alma de uma forma natural, como a luz que refracta no prisma, como os últimos raios de luz que enchem a íris numa tarde de verão, sob a influência e o calor das leis universais</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Festiva, melodiosa e solarenga, esta nova canção dos <span style="color: #99cc00;">Los Waves</span> é mais um exemplo sonoro que faz deste projeto, como já disse, algo único e distinto a nível nacional. Confere...</span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/NIFlYjdLaRo" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:575045 2014-09-14T21:40:17 Tracer Flare – Sigh Of Relief EP 2014-09-14T20:40:31Z 2014-09-14T20:40:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Chegou no passado dia três de setembro aos escaparates <em><a href="http://tracerflare.bandcamp.com/album/sigh-of-relief-deluxe-edition">Sigh Of Relief</a></em>, o novo EP dos canadianos <span style="color: #18a94f;">Tracer Flare</span>, uma banda de Montreal formada por Dan Stein, Marc Morin, Frank Roberts e Max Tremblay e que procura afincadamente o seu lugar de destaque no universo sonoro ocupado pelo revivalismo do <em>post punk</em> e do <em>indie rock</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Logo na estreia, identificam-se em<em> <span style="color: #18a94f;">Sigh Of Relief</span></em> algumas <em>nuances</em> que dão ao EP um cunho identitário muito próprio e que serão certamente matrizes identitárias da sonoridade futura dos <span style="color: #18a94f;">Tracer Flare</span>, nomeadamente a clareza e a segurança com que cruzam um sintetizador assertivo e cheio de efeitos<em> vintage</em>, com a distorção das guitarras, um baixo pulsante e uma bateria vigorosa e quente.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.rokline.com/wp-content/uploads/2013/04/Tracer_Flare2.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em <span style="color: #18a94f;"><em>Sigh Of Relief</em></span> não há uma aposta clara numa maior primazia dos sintetizadores e teclados com timbres variados, em detrimento das guitarras, ao contrário do que tantas vezes sucede em projetos similares, que partem, tantas vezes, com demasiada sofreguidão em busca de uma toada mais comercial e de um lado mais radiofónico e menos sombrio e melancólico. Os<span style="color: #18a94f;"> Tracer Flare</span> parecem ter a noção dos momentos certos e, para começar, querem, acima de tudo, establecer uma identidade própria, para então depois partirem para outros voos. Um bom exemplo disso é <em><span style="color: #18a94f;">This Is You</span></em>, um tema que traz diversos timbres de sintetizador, mas que depois se tornam quase impercetíveis quando se entrelaçam com as guitarras e com uma bateria pulsante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Se os Interpol ou os Editors parecem ser uma grande referência, nomes como os TV On The Radio ou os próprios Beach Fossils parecem ser também bastante escutados no refúgio dos <span style="color: #18a94f;">Tracer Flare</span>, algo que temas como <em><span style="color: #18a94f;">Empty Vessel</span></em> ou <em><span style="color: #18a94f;">Stare</span></em> denotam, notando-se uma clara abrangência no espetro sonoro que apreciam, com as virtudes e os perigos que isso significa. Mas o que ressalta nos <span style="color: #18a94f;">Tracer Flare</span> em relação a outros grupos é terem optado por ser realmente sonoramente, simultaneamente teatrais e genuínos, no fundo, mais dramáticos do que propriamente comerciais, o que potencia, para o bem e para o mal, o conteúdo deste EP de estreia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em suma, <em><span style="color: #18a94f;">Sigh Of Relief</span></em> dá ao mundo sete canções amplamente influenciadas por uma sonoridade já transversal a várias décadas e uma banda que sabe criar as suas próprias personagens que procura resgatar algo de novo no <em>post punk</em>. Cada um destes temas não tem receio em se desdobrar num permanente conflito entre o <em>vintage</em> e o contemporâneo e mesmo tão embrenhado num som que já se firmou há trinta anos, <em><span style="color: #18a94f;">Sigh Of Relief </span></em>tem um refinamento muito próprio e bastante atual. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a title="Tracer Flare - Sigh Of Relief by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14816626780"><span style="color: #888888;"><img src="https://farm6.staticflickr.com/5581/14816626780_d92f312bfa.jpg" alt="Tracer Flare - Sigh Of Relief" width="400" height="400" /></span></a></span></p> <p style="text-align: center;"><em style="color: #18a94f;"><span style="font-family: helvetica;">01. Empty Vessel</span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #18a94f;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Delete</span></em></span><br /><span style="color: #18a94f;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. This Is You</span></em></span><br /><span style="color: #18a94f;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Walk On Water</span></em></span><br /><span style="color: #18a94f;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Stare</span></em></span><br /><span style="color: #18a94f;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Border</span></em></span><br /><span style="color: #18a94f;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Black Box</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1759790864/size=large/bgcol=333333/linkcol=0f91ff/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:567876 2014-09-12T22:23:53 Ty Segall - Manipulator 2014-09-12T21:24:01Z 2014-09-12T21:24:01Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #d74428;">Ty Segall</span> é uma máquina de fazer discos. Não apenas trabalhos aleatórios, composições frias ou registos descartáveis, mas lançamentos de peso dentro da cena independente norte-americana. Dono de uma infinidade de projetos paralelos cada um deles com vários álbuns lançados, é quando assume as guitarras na carreira a solo que este californiano, natural de São Francisco, alcança o melhor desempenho. Assim, depois do grandioso e amplamente elogiado<em> Goodbye Bread</em>, de 2011 e do excelente <em><a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/310076.html"><span style="color: #888888;">Twins</span></a></em>, (2012), <span style="color: #d74428;">Ty</span> está de volta com mais um conjunto de canções assentes em <em>riffs</em> assimétricos, ruídos <em>pop</em> e todo o assertivo clima do <em>garage rock</em>, algo que faz dele um dos artistas de maior relevância no panorama atual. O novo disco do artista chama-se<em><span style="color: #d74428;"> Manipulator</span></em> e viu a luz no passado dia vinte e oito de agosto, por intermédio da <a href="http://www.dragcity.com/"><span style="color: #888888;">Drag City</span></a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.spin.com/sites/all/files/121015-ty-1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O alinhamento deste novo disco de <span style="color: #d74428;">Ty Segall</span> contém, imagine-se, dezassete canções e <span style="color: #d74428;"><em>Susie Thumb</em></span> é uma delas, o primeiro tema divulgado da rodela, um momento de pura exaltação <em>indie</em>, assente numa sonoridade ensolarada, com reminiscências algures na década de sessenta e no <em>rock</em> de garagem dos anos setenta, uma canção que surpreende pelas guitarras sujas e por uma melodia verdadeiramente aditiva. E este tema é um excelente cartão de visita de um disco que surprende não só pela elevada bitola qualitativa dos arranjos de cordas, percetíveis em temas como <em><span style="color: #d74428;">The Singer</span></em> e <em><span style="color: #d74428;">The Clock</span></em>, assim como pelas já habituais linhas de baixo absolutamente incríveis que, em <span style="color: #d74428;"><em>It’s Over</em></span>, atingem um grau de maturidade que surpreende, mesmo quando falamos de um músico que já não tem muito a provar e que pode dar-se ao luxo de, com sete bons discos em carteira, poder apresentar um alinhamento que vá ao encontro daquilo que realmente considera significativo e o preenche.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Conhecido pelo acerto com que domina o <em>indie rock</em> mais garageiro e por não se mostrar particularmente reservado e piedoso quando pretende criar climas sonoros verdadeiramente psicadélicos, <span style="color: #d74428;">Ty</span> surpreende neste <em><span style="color: #d74428;">Manipulator</span></em> também pela forma como sugere canções ritmicamente bastante apetecíveis. Basta escutar <em><span style="color: #d74428;">Feel</span></em> para se perceber que apesar de ter amainado um pouco a habitual toada visceral e rugosa que o acompanha, <span style="color: #d74428;">Ty</span> consegue manter intocável o seu ADN feito com o habitual ambiente psicadélico de outrora e sem deixar mal a sua alma de guerreiro do <em>noise rock. </em>E depois, mesmo que instrumentalmente ele se torne um pouco mais ousado, seja na toada <em>folk</em> e<em> blues</em> das cordas acústicas e elétricas da tal <em><span style="color: #d74428;">The Singer</span></em> ou no baixo de <span style="color: #d74428;"><em>It's Over</em></span>, apresenta sempre imensos argumentos para que nunca tenhamos a ousadia de duvidar da sua capacidade de estar sempre num patamar qualitativo superior, algo que impressiona os mais atentos que estão a par da regularidade impressionante com que este músico cria, como se a permanente prática e o teste de toda a pafernália que o <em>indie rock</em> certamente suscita em quem se apresta a usar a sua criatividade em prol da criação musical fosse, neste caso, a melhor forma de atingir a perfeição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em <span style="color: #d74428;"><em>Manipulator</em></span>, <span style="color: #d74428;">Ty</span> excede, na realidade, tudo aquilo que já produziu, evolui imenso e atinge o topo, não só no que concerne à qualidade da produção, que consegue conciliar com mestria a caraterística crueza do <em>fuzz</em> e da personalidade sonora do autor, com uma limpidez que nunca se mostra exageradamente <em>pop</em>, mas que permite que praticamente todas as dezassete canções sejam acessíveis, mesmo a quem não aprecia particularmente o desconforto que é intrínseco, geralmente, ao <em>noise rock</em> psicadélico. Esta junção simbiótica eficaz de dois pólos geralmente opostos, faz com que <em><span style="color: #d74428;">Manipulator</span></em> possa ser visto como um disco completo, com canções mais garageiras, típicas do legado de Segall (<span style="color: #d74428;"><em>It's Over</em></span>) e outras que apontam para a <em>pop</em> dos anos sessenta (<span style="color: #d74428;"><em>The Faker</em></span>), ao blues (<span style="color: #d74428;"><em>Feel</em></span>) e ainda outras em que, como já referi, o acústico e elétrico se complementam com notável precisão <span style="color: #d74428;">(<em>The Clock</em></span> e <span style="color: #d74428;"><em>The Hand</em></span>), havendo mesmo lugar para a aparição de violinos em <span style="color: #d74428;"><em>The Singer</em></span> e <span style="color: #d74428;"><em>Stick Around</em></span>. Há momentos mais abrasivos, assim como há os mais melódicos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #d74428;">Manipulator</span></em> é, por estas e muitas outras razões, o ponto alto da carreira de <span style="color: #d74428;">Ty Segall</span> e já um dos álbuns de referência deste ano. Não é apenas um disco de <em>indie rock</em> de garagem, é um compêndio de fusão de várias <em>nuances</em> que definem o que de melhor se pode escutar no<em> indie rock</em> com um cariz mais psicadélico, uma banda sonora perfeita para este final de verão e que deixa água na boca para o concerto que o músico vai dar a vinte e cinco de Outubro na galeria <a href="http://www.zedosbois.org/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Zé dos Bois</span></a> (ZBD) no Lux Frágil, em Lisboa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.dragcity.com/uploads/products/2228/images/1006/large_DC600.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">01 Manipulator</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">02 Tall Man, Skinny Lady</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">03 The Singer</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">04 It's Over</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">05 Feel</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">06 The Faker</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">07 The Clock</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">08 Green Belly</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">09 Connection Man</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">10 Mister Main</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">11 The Hand</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">12 Susie Thumb</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">13 Don't You Want To Know? (Sue)</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">14 The Crawler</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">15 Who's Producing You?</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">16 The Feels</span></em></span><br /><span style="color: #d74428;"><em><span style="font-family: helvetica;">17 Stick Around</span></em></span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/5vIGyMuy3o0" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></span></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:557733 2014-09-11T21:46:59 Astronauts – Hollow Ponds 2014-09-11T20:47:12Z 2014-09-11T20:47:12Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #ff0000;">Astronauts</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> é um projeto musical encabeçado pelo londrino Dan Carney e </span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff0000;">Hollow Ponds</span></em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> o disco de estreia desta nova vida musical de um músico e compositor que fez carreira nos lendários</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Dark Captain, que se destacaram com o belíssimo </span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;">Dead Legs &amp; Alibis</em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> e que se dedicou a estas dez canções num período particularmente conturbado da sua vida pessoal. </span><em style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff0000;">Hollow Ponds</span></em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> viu a luz do dia por intermédio da </span><a style="font-family: helvetica;" href="http://www.lorecordings.com/release/hollow-ponds/"><span style="color: #888888;">Lo Recordings</span></a><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://allthingsgomusic.com/wp-content/uploads/2014/06/Astronauts-e1402343839572.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Assim que se inicia a audição de <em><span style="color: #ff0000;">Hollow Ponds</span></em> percebemos que o nome desta banda faz todo o sentido, porque, apesar de serem bem reais e terrenas as cordas, as teclas e as baquetas que guardam no seu arsenal instrumental, eles só podem ter sido inspirados por um universo sonoro que não parece ser deste mundo, snedo igualmente fácil imaginá-los a tocar estas canções devidamente equipados com um fato hermético que lhes permita transmitir a simultaneamente implacável e sedutora sensação de introspeção e melancolia mitológica que <em><span style="color: #ff0000;">Hollow Ponds</span></em> transmite.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Se a <em>folk</em> e</span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">térea de <em><span style="color: #ff0000;">Skydive</span></em> é uma excelente rampa de lançamento para acedermos à dimensão superior onde os <span style="color: #ff0000;">Astronauts</span> nos sentam, já o baixo encorpado e a percurssão hipnótica e pulsante de <em><span style="color: #ff0000;">Everything’s A System, Everything’s A Sign</span></em>, fazem deste disco, logo ao segundo tema, uma daquelas preciosidades que devemos guardar com carinho num cantinho especial do nosso coração.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com um pé na <em>folk</em> e outro na <em>pop</em> e com a mente também a convergir para um certo experimentalismo, típico de quem não acredita em qualquer regra na busca pela perfeição, Dan Carney entregou-se à introspeção, sentiu necessidade de desabafar connosco e refletiu sobre si e o mundo moderno, não poupando na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, tornando-nos cúmplices das suas angústias e incertezas. Quase pedindo-nos conselhos, Carney inicita à dança e à melancolia com texturas eletrónicas polvilhadas com um charme que atinge o auge no tema homónimo do disco, com um piano particularmente inspirado a receber um abraço sentido de uma guitarra que nos embala e paralisa, em sete minutos de suster verdadeiramente a respiração.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Num disco equilibrado, que vai da introspeção à psicadelia mais extrovertida, <em><span style="color: #ff0000;">Hollow Ponds</span></em> prima pela constante sobreposição de texturas, sopros e composições contemplativas, que criaram uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades. É um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual e que tem também como trunfo maior uma escrita maravilhosa. Quando o disco chega ao fim ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a title="Astronauts - Hollow Ponds por jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/14530026179/"><span style="color: #888888;"><img src="https://farm6.staticflickr.com/5580/14530026179_2b040648d9.jpg" alt="Astronauts - Hollow Ponds" width="400" height="400" /></span></a></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. Skydive</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. Everything’s A System, Everything’s A Sign</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Vampires</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Flame Exchange</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Spanish Archer</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Hollow Ponds</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. In My Direction</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Try To Put It Out Of Your Mind</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Openside</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Slow Days</span></em></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/157628899&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:4OPfD8h4XUhT9SUrflbEJY" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:583465 2014-09-11T16:47:49 Parquet Courts – This Is Happening Now (LAMC 13#) 2014-09-11T16:05:18Z 2014-09-11T16:05:18Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Parquet Courts - &quot;This Is Happening Now&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/09/Parquet-Courts-This-Is-Happening-Now-608x608.jpg" alt="Parquet Courts - &quot;This Is Happening Now&quot;" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Há alguns dias fiz referência à iniciativa de caridade FAMOUS CLASS RECORDS / LAMC 7" SERIES, para dar conta de <em>Nero (Has A Lot To Think About)</em>, a nova canção dos White Fence, um <em>single</em> que tinha como <em>lado b</em> um tema de Jack Name, aka John Webster John, o habitual guitarrista nos White Fence. Hoje foi dado a conhecer o décimo terceiro tomo da coleção, um <em>single</em> que tem como grande destaque <em><span style="color: #ff6600;">This Is Happening Now</span></em>, dos <span style="color: #ff6600;">Parquet Courts</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Esta banda de Brooklyn, Nova Iorque, surpreendeu no início do ano com o excelente <em><a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/parquet-courts-sunbathing-animal-505744"><span style="color: #888888;">Sunbathing Animal</span></a> </em>e esta nova canção do grupo </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">liderado por Andrew Savage mantém a receita assertiva desse disco, feita com arranjos sujos e as guitarras desenfreadas, num tema com uma forte índole psicadélica e que parece ter viajado no tempo e amadurecido numa simbiose entre <em>garage rock </em>e <em>pós punk</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">O <em><span style="color: #ff6600;">lado b</span></em> do single chama-se <em><span style="color: #ff6600;">Spike Train</span></em>, um original dos também nova iorquinos <span style="color: #ff6600;">Future Punx</span> e podes adquirir os dois temas no <a href="http://famousclass.bandcamp.com/album/lamc-13-2"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a>, gratuitamente ou com a possibilidade de doares um valor, como se exige, naturalmente, numa iniciativa de caridade. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3000581750/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:582937 2014-09-10T16:31:51 U2 - Songs of Innocence 2014-09-10T15:38:49Z 2014-09-12T20:23:10Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Disponível já para audição e<em> download</em> gratuíto na plataforma <a href="http://smarturl.it/NewU2Album" target="_blank"><span style="color: #888888;">iTunes</span></a> e com edição física prevista para o próximo dia treze de outubro, <em><span style="color: #99ccff;">Songs of Innocence</span></em> é o tão aguardado novo álbum dos irlandeses<span style="color: #99ccff;"> U2</span>, o primeiro trabalho do grupo após um hiato de cinco anos, que teve início logo após o lançamento de <em>No Lines On The Horizon</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Considerados por muitos como a maior banda do mundo em atividade, neste décimo terceiro disco da carreira, Bono, The Edge, Mullen e Adam resolvem dar vida a várias homenagens em forma de canções dedicadas a pessoas e artistas que foram relevantes no passado da banda e na vida pessoal dos seus integrantes. Assim, se <span style="color: #99ccff;"><em>The Miracle (of Joey Ramone)</em></span> é uma homenagem sentida a Joey Ramone, o falecido vocalista dos Ramones, que nos deixou em 2001,<em><span style="color: #99ccff;"> Iris (Hold Me Close)</span></em> é dedicada à mãe de Bono que, recordo, faleceu após ter sofrido um aneurisma cerebral durante o funeral do marido, pai de Bono. Já agora, outros temas dos<span style="color: #99ccff;"> U2</span>, como <em>I Will Follow</em> ou <em>Lemon</em>, também se centram na morte da mãe de Bono. Assim, há neste disco um conteúdo lírico e emocional que, de algum modo, lida com a perca e a mortalidade, mas uma audição cuidada clarifica que é sem aquele cariz fatalista e sombrio que frequentemente é atribuido a esses dois conceitos.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/09/Z4Q8513-1_v9_alt-608x405.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Na verdade, <em><span style="color: #99ccff;">Songs Of Innocence</span></em> é, sobretudo, e de acordo com o texto de apresentação do disco, um tributo ao período que a banda passou no sol da Califórnia, numa fase inicial da carreira, uma estadia no outro lado do atlântico que, na altura, foi fundamental para a criação de alicerces musicais e sentimentais fortes entre estes quatro irlandeses, uma das explicações lógicas para uma carreira tão longa e bem sucedida. Aliás, <em><span style="color: #99ccff;">California (There Is No End to Love)</span></em>, uma das melhores canções do alinhamento, é uma declaração sentida a esse estado norte americano que tanto diz aos <span style="color: #99ccff;">U2</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Claramente ligados à corrente e com nomes como os Ramones, Bob Dylan e The Clash a serem influências declaradas, <em><span style="color: #99ccff;">Songs Of Innocence</span></em> tem uma sonoridade que não é particularmente compatível com os últimos registos da banda, apesar de ter o selo sonoro identitário único deste quarteto de Dublin. As guitarras mantêm-se como o grande suporte melódico da maioria das canções, mas há uma busca mais incisiva por ambientes mais brandos, sendo procurado um equilíbrio entre o charme inconfundível dessas guitarras que carimbam o ADN dos <span style="color: #99ccff;">U2</span> com o <em>indie pop rock</em> que agrada às gerações mais recentes e onde abunda uma primazia dos sintetizadores e teclados com timbres variados, em deterimento das guitarras, talvez em busca de uma toada comercial e de um lado mais radiofónico e menos sombrio e melancólico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Este encaixe de novas tendências é muito claro no piano e na espiral de efeitos que controlam a guitarra em <em><span style="color: #99ccff;">Raised By Wolves</span></em>, mas fica plasmado logo na já referida <em><span style="color: #99ccff;">The Miracle (of Joey Ramone)</span></em>, uma canção onde os efeitos de voz e a percurssão ajudam a distorção das guitarras a fazer brilhar a voz <em>vintage</em>, mas ainda em excelente forma de Bono. Depois, <em><span style="color: #99ccff;">Every Breaking Wave</span></em> está pronta para fazer vibrar grandes plateias, com os sintetizadores e o baixo, juntamente com a guitarra e a percurssão, a conduzirem uma canção, com variações de ritmo e paragens que farão as delícas de qualquer operador de luzes durante um concerto da banda. O <em>rock</em> alternativo dos anos noventa é o fio condutor de <em><span style="color: #99ccff;">California (There Is No End to Love)</span></em> e o baixo de<em><span style="color: #99ccff;"> Volcano</span></em> uma das melhores surpresas do alinhamento. Já <em><span style="color: #99ccff;">This Is Were You Can Reach Me</span></em> exala o lado mais extrovertido dos <span style="color: #99ccff;">U2</span> por todos os poros sonoros e  tem alguns detalhes que nos convidam a uma pequena e discreta visita às pistas de dança mais alternativas, <span>onde o </span><em>discosound</em><span> dos anos setenta ainda tem uma <em>happy hour</em> bem definida.</span><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Uma das sequências mais interessantes de <em><span style="color: #99ccff;">Songs Of Innocence</span></em> é constituida pela balada <em><span style="color: #99ccff;">Cedarwood Road</span></em>, uma canção que oscila entre o <em>rock</em> mais progressivo e uma certa <em>folk</em> e onde a voz de Box assenta na perfeição, à qual se segue <em><span style="color: #99ccff;">Sleep Like A Baby Tonight</span></em>, o clássico tema orquestral conduzido pelo sintetizador, com alguns detalhes de um piano e outros efeitos a darem à canção um clima romântico e sensível único e tipicamente <span style="color: #99ccff;">U2</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Quanto à voz de Bono, que fui fazendo referência e que já ouvimos cantar sobre imensas temáticas e muitos de nós apropriaram-se de vários dos seus poemas e canções para expressar sentimentos e enviar mensagens a pessoas queridas, é significativo perceber que ela continua a declamar com o habitual sentimento e que, pelos vistos, ainda não o conhecemos verdadeiramente e tem muito mais dentro de si para nos revelar. Em canções como <em><span style="color: #99ccff;">Iris (Hold Me Close)</span></em> ou <em><span style="color: #99ccff;">Song For Someone</span></em> percebe-se, como de algum modo já referi, um certo cariz autobiográfico, que se estende ao longo do resto do disco e fica claro que o mesmo é uma forma honesta e sentida de exorcização do acontecimento mais trágico na vida de Bono, mas que devem prevalecer, acima de tudo, as boas memórias e as recordações positivas que o músico ainda guarda dentro de si da mãe.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #99ccff;">Songs Of innocence</span></em> chega ao ocaso com a sentida e confessional<em><span style="color: #99ccff;"> The Troubles</span></em> e, no fim, percebemos que acabámos de escutar um disco feito com bonitas melodias e cheio de detalhes que mostram que os <span style="color: #99ccff;">U2</span> ainda estão em plena forma e conhecem a fórmula correta para continuar a deslumbrar-nos com o clássico<em> rock</em> harmonioso, vigoroso e singelo a que sempre nos habituaram, fazendo-nos inspirar fundo e suspirar de alívio porque, felizmente, há bandas que, pura e simplesmente, não desistem. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><img src="http://wac.450f.edgecastcdn.net/80450F/ultimateclassicrock.com/files/2014/09/U2LP.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">The Miracle (of Joey Ramone)<br />Every Breaking Wave<br />California (There Is No End to Love)<br />Song for Someone<br />Iris (Hold Me Close)<br />Volcano<br />Raised by Wolves</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">Cedarwood Road</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-family: helvetica;">Sleep Like a Baby Tonight<br />This Is Where You Can Reach Me<br />The Troubles</span></em></span></p> <div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Z2dS4FE1GXY" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:582701 2014-09-10T14:40:34 The Radio Dept. – Death To Fascism 2014-09-10T13:40:43Z 2014-09-10T13:40:43Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="The Radio Dept. - &quot;Death To Fascism&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/09/radio-dept-death-fascism.jpg" alt="The Radio Dept. - &quot;Death To Fascism&quot;" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica; color: #888888;">Os suecos <span style="color: #ccffff;">The Radio Dept.</span> de Johan Duncanson, Martin Carlberg e Daniel Tjader já não davam notícias desde o extraordinário disco <em>Clinging To A Scheme </em>(2010), mas estão finalmente de regresso com<em><span style="color: #ccffff;"> Death To Fascism</span></em>, uma nova canção que, obviamente, tem um teor marcadamente político, como é habitual suceder com este trio sueco. A canção é um verdadeiro tratado de<em> dream pop</em> eletrónica, embelezado por um delicioso piano sabiamente escolhido e onde se ouve repetidamente um <em>sample</em> vocal que diz <em>Smrt fasizmu, sloboda narodu</em>, uma expressão atribuída a um conhecido político da antiga Jugoslávia chamado Stjepan Filipović e que significa, <em>Morte ao fascismo, liberdade para o povo</em>. O tema foi disponibilizado gratuitamente pela Labrador Records. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/166913322&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:581527 2014-09-09T22:05:59 Duplodeck - Verões 2014-09-09T21:20:51Z 2014-09-09T21:28:32Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: helvetica;"><span style="color: #888888;">Os </span><span style="color: #339966;">Duplodeck</span><span style="color: #888888;"> são uma banda<em> indie</em> brasileira que se formou numa localidade chamada Juiz de Fora, em Minas Gerais, no ano de 2001 e cujo ponto comum entre os seis membros era a admiração por Jorge Ben. Entre 2001 e 2005 a banda compôs um vasto reportório, mas apenas se estreou nos lançamentos discográficos em 2011, com um EP homónimo, que continha no alinhamento essas músicas que sofreram uma nova mistura e produção e novas guitarras. Agora, três anos depois, chega finalmente o longa duração de estreia; <em><span style="color: #339966;">Verões</span></em> são oito maravilhosas canções, que sabem, por inteiro, à estação do ano que dá título à rodela, um trabalho que viu a luz do dia a três de fevereiro por intermédio da </span><a href="http://www.pugrecords.com/"><span style="color: #888888;">Pug Records</span></a><span style="color: #888888;"> e disponível também na plataforma </span><a href="http://duplodeck.bandcamp.com/album/ver-es"><span style="color: #888888;">bandcamp</span></a><span style="color: #888888;">, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo ou de o obteres gratuitamente.</span></span></p> <p style="text-align: center;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_k0NklGFMv9I/TKu_ie0w9nI/AAAAAAAAAW8/z2EzSJKU-s0/s1600/duplodeck-49.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #339966;"><em>Verões</em></span> é <em>folk, bossa nova, rock psicadélico, electrónica</em> e<em> ambient</em>, um disco onde o público contacta com uma variedade imensa de instrumentos de cordas e metais e efeitos sintetizados, além da percurssão. Com as guitarras e o sintetizador a assumir as rédeas do processo de criação melódica, os <span style="color: #339966;">Duplodeck</span> presenteiam-nos com um amplo panorama de descobertas sonoras que fazem com que o álbum seja uma espécie de exercício criativo nostálgico, mas sem descurar o efeito da novidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">É impressionante a quantidade de detalhes que os <span style="color: #339966;">Duplodeck </span>colocam a cirandar quase livremente por trás de cada uma das canções que transbordam do disco e ainda mais diversificado é o conjunto de ritmos, sons e incontáveis referências que borbulham enquanto se desenvolve o álbum. Sejam a <em>pop</em> agradável e nada descartável de <em><span style="color: #339966;">Saint-Tropez</span></em> e do tema homónimo, as pequenas transições pela psicadelia garageira em <em><span style="color: #339966;">Brisa</span></em>, ou o <em>indie rock</em> à <em>The Strokes</em> de <em><span style="color: #339966;">Boemia</span></em> e <em><span style="color: #339966;">Hi-Fi</span></em>, tudo se ouve como se estivessemos a fazer um grande passeio por várias épocas, estilos e preferências musicais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Na verdade, assim que o disco começa, somos rapidamente absorvidos pelo mundo caleidoscópico de <em><span style="color: #339966;">Verões</span></em>, um universo cheio de cores e sons que nos causam tanto espanto como a ironia fina que sustenta o primeiro tema do alinhamento, uma canção que leva-nos do típico ambiente <em>folk</em> nórdico, ao <em>blues</em> de Nashville, feito com um subtil e enevoado acorde de uma guitarra elétrica que inflete num arco írís de cordas e arranjos luminosos muito típicos da melhor tropicália de além mar, a sul do Equador.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A voz é um importante trunfo em <em><span style="color: #339966;">Verões</span></em>, quer devido ao registo vocal clássico, que se destaca amplamente não só no tema de abertura, mas, principalmente no quase falsete de <em><span style="color: #339966;">Uns Braços</span></em>, uma canção que plasma claramente o jogo instrumental e alegre que se estabelece entre uma toada mais orgânica, facultada pela bateria e uma vertente sintética proporcionada por um efeito algo hipnótico, com a distorção da guitarra e a voz a serem os fiéis de uma balança que se mantém graciosamente estável, originando um clima sedutor simultaneamente épico e melancólico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em suma, <span style="color: #339966;">Verões</span> é uma coleção de excelentes canções que, entre a eletrónica e o <em>indie rock</em> dançável e orelhudo, procuram conciliar o velho fulgor anguloso e elétrico do <em>rock’n’roll</em>, com novos espetros sonoros e abordagens pop, havendo, pelo meio, a habitual pitada tropicália típica da maioria dos projetos brasileiros a funcionar como uma espécie de cereja no topo do bolo. É incrível a sensação de ligaçao entre as canções e ao longo do alinhamento assiste-se a uma espécie de narrativa leve e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A música que se ouve aqui é uma harmoniosa chuva de conhecimento musical e espiritual de toda a espécie, de todos os tempos ou apenas de hoje e representa uma explosão de criatividade que nunca se descontrola nem perde o rumo, numa receita pouco clara e nada óbvia, mas com um resultado incrível e único. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3420473395/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:581936 2014-09-09T14:18:12 White Fence – Nero (Has A Lot To Think About) 2014-09-09T13:30:04Z 2014-09-09T13:30:04Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="White Fence - “Nero (Has A Lot To Think About)”" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/09/white-fence-nero.jpg" alt="White Fence - “Nero (Has A Lot To Think About)”" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Depois de há alguns meses ter deixado a segurança do seu estúdio caseiro para apostar numa produção mais cuidada em <span style="color: #ff0000;"><em>For The Recently Found Innocent</em></span>, o seu último registo de originais, <span style="color: #ff0000;">White Fence</span>, aka Tim Presley, está de regresso a uma sonoridade mais caseira e lo fi em <em><span style="color: #ff0000;">Nero (Has A Lot To Think About)</span></em>, a nova canção que compôs para um <em>single</em> em vinil, de sete polegadas e que faz parte da iniciativa FAMOUS CLASS RECORDS / LAMC 7" SERIES.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">A canção, com um elevado cariz psicadélico, tem como lado b um tema de <span style="color: #ff0000;">Jack Name</span>, aka John Webster John, o seu habitual guitarrista nos <span style="color: #ff0000;">White Fence</span>. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3657744517/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=602495733/transparent=true/" width="320" height="240" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:575544 2014-09-08T22:25:53 Sinkane - Mean Love 2014-09-08T21:26:03Z 2014-09-19T21:29:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Quase dois anos após o magnífico <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/307367.html"><span style="color: #888888;">Mars</span></a>, <span style="color: #679461;">Sinkane</span> está de regresso aos discos com <em><span style="color: #679461;">Mean Love</span></em>, o seu novo registo a solo, novamente com a chancela da insuspeita DFA Records de James Murphy. Extraordinário músico e compositor, oriundo de uma família de professores universitários e músicos do Sudão, <a href="http://sinkane.com/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Sinkane</span></a> desembarcou nos Estados Unidos da América em 1989 como refugiado político e cresceu no Ohio a ouvir <em>punk</em>, <em>reggae</em>, música eletronica e sons típicos da sua terra natal. Entretanto mudou-se para Brooklyn, em Nova Iorque, onde, antes de iniciar a carreira a solo, tocou com nomes tão importantes do universo<em> indie</em> como os Of Montreal, Yeasayer, ou Caribou e, nesta última década, tem-se debruçado a fundo sobre aquilo que vai escutando e acontecendo musicalmente ao redor, num bairro musicalmente tão efervescente como é Brooklyn, tendo já abordado espetros sonoros tão divergentes como o <em>post rock</em> ou a música de cariz mais erudito, mas nunca renegando as suas raízes africanas, sendo esse, muitas vezes, o elo de ligação privilegiado entre os diferentes géneros que remexe e onde se posiciona.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://www.wnyc.org/i/620/372/c/80/photologue/images/5f/sinkane650.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span id="result_box" lang="pt"><span class="hps">Se a sonoridade de <em>Mars</em> apontava, acima de tudo, para a sua origem nos povos sudaneses e as suas raízes músicais africanas, em <em><span style="color: #679461;">Mean Love</span></em> <span style="color: #679461;">Sinkane</span> olha com outra profundidade para aquilo que mais o seduz</span></span><span id="result_box" lang="pt"><span class="hps"> na</span> <span class="hps">música </span><span class="hps">norte-americana e em especial na <em>soul</em>.</span> Com a permanente parceria com os nomes de peso acima citados e, mais recentemente, tendo sido incumbido da direção musical de</span><span id="result_box" lang="pt"> <span class="hps atn"><em>Atomic Bomb</em>, de Willian Onyeabor, <span style="color: #679461;">Sinkane</span> acabou por se especializar num espetro sonoro que diz muito ao país que o acolheu. Desse modo, <em><span style="color: #679461;">Mean Love</span></em> é uma bela homenagem à <em>soul</em> que o adotou, mas onde não falta o R&amp;B ou a <em>bossa nova</em>, por exemplo, para enriquecer ainda mais um quadro sonoro magnífico, feito de dez canções que merecem a nossa mais completa devoção. Sejamos, ou não, verdadeiros apreciadores deste universo musical, devemos olhar para <em><span style="color: #679461;">Mean Love</span></em> como uma jóia rara, já que seste disco é</span></span><span id="result_box" lang="pt"> um paraíso <em>soul</em> em todos os sentidos e isso deve-se à sua sonoridade universal, dançante e, ao mesmo tempo, íntima e suave.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Ouve-se <em><span style="color: #679461;">Mean Love</span></em> com alguma descontração e somos atravessados por uma certa homogeneidade sonora, como se o alinhamento fosse um todo constituido pela soma de várias partes que pouco diferem entre si. No entanto, da <em>pop</em> luminosa e assente num jogo entre o orgânico, audível na percurssão das palmas e o sintético fornecido pelo efeito do teclado sintetizado em <span style="color: #679461;"><em>How We Be</em></span>, ao <em>afrobeat</em> de <em><span style="color: #679461;">New Name</span></em>, passando pelo <em>funk</em> de <em><span style="color: #679461;">Yacha</span></em>, o meu tema preferido do disco, a <em>pop</em> melancólica de <em><span style="color: #679461;">Hold Tight</span> </em>e de <em>Son</em>, a bossa nova que sustenta <em><span style="color: #679461;">Moonstruck</span></em>, o <em>reggae</em> que alimenta <em><span style="color: #679461;">Young Trouble</span></em>, o <em>jazz</em> e o <em>blues</em> de <em><span style="color: #679461;">Mean Love</span></em>, o tema homónimo, ou a implícita toada <em>folk</em> de <span style="color: #679461;"><em>Galley Boys</em></span>, que se torna mais festiva devido ao efeito de sopros em <em><span style="color: #679461;">Omdurman</span></em>, <em><span style="color: #679461;">Mean Love</span></em> é uma verdadeira <em>passerelle</em> de uma diversidade incrivel de traços e tiques, uma mistura de sonoridades do passado com as ilimitadas possibilidades técnicas que o desenvolvimento tecnológico proporciona e disponibiliza aos produtores e compositores.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span id="result_box" lang="pt">Como sempre, Gallab toca quase todos os instrumentos e não se fez rogado no uso de efeitos, quer nas batidas, quer nas guitarras, conseguindo</span> soar, em simultâneo e de forma inteligente, sofisticado e descontraído, havendo no ambiente criado pelas canções um certo humor e boa disposição, numa atmosfera típica de um afável e acolhedor dia de verão.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em <span style="color: #679461;"><em>Mean Love</em></span>, <span style="color: #679461;">Sinkane</span> deitou-se numa nuvem feita com a melhor <em>pop</em> atual e operou mais um milagre sonoro; Tornou-se expansivo e luminoso, encheu essa nuvem com uma sonoridade eminentemente introspetiva, mas que não deixa de ser alegre, floral e perfumada e fê-lo sem grandes excessos e com um belíssimo acabamento açucarado, duas das permissas que justificam coerência e acerto na estratégia musical escolhida. <em><span style="color: #679461;">Mean Love</span></em> é um belíssimo disco, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.okayplayer.com/wp-content/uploads/2014/06/sinkane-mean-love-hold-tight.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">01. How We Be</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">02. New Name</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">03. Yacha</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">04. Young Trouble</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">05. Moonstruck</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">06. Mean Love</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">07. Hold Tight</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">08. Galley Boys</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">09. Son</span></em></span><br /><span style="color: #679461;"><em><span style="font-family: helvetica;">10. Omdurman</span></em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/162871733&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:560629 2014-09-08T21:24:30 Yes I'm Leaving - One 2014-09-08T20:24:41Z 2014-09-08T20:24:41Z <div class="entry line_top"> <p align="center"><img class="attachment-large" title="Yes I&#39;m Leaving - Slow Release" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/07/SlowReleaseCover-608x608.jpg" alt="Yes I&#39;m Leaving - Slow Release" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Billy, Boyer e Cook são os <span style="color: #649460;">Yes I'm Leaving</span>, um trio australiano oriundo de Sidney e que se prepara para conquistar um lugar ao sol no universo sonoro indie com <span style="color: #649460;"><em>Slow Release</em></span>, um disco que irá chegar aos escaparates já a vinte e nove de setembro por intermédio da <a href="http://www.homelessvinyl.com.au/"><span style="color: #888888;">Homeless</span></a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #649460;">One</span></em> é um dos avanços já conhecidos de <em><span style="color: #649460;">Slow Release</span></em> e, pela amostra, estes <span style="color: #649460;">Yes I'm Leaving</span> parecem exímios a remexer no <em>rock</em> alternativo dos anos noventa, principalmente no <em>grunge</em> e no <em>rock</em> de garagem e, com essa base sonora na bagagem, criar um som de marca e marcante que, algures entre Pavement e Smashing Pumpkins, numa espécie de encontro improvável entre Corgan e Malkmus, faz deste trio já um nome a ter em conta no último terço deste ano. No <a href="http://yesimleaving.com/"><span style="color: #888888;">Bandcamp</span></a> da banda podes escutar outros temas dos <span style="color: #649460;">Yes I'm Leaving</span>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/157539020%3Fsecret_token%3Ds-rXFcl&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p> </p> <p> </p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:579650 2014-09-07T22:55:46 Yalls - EDDM EP 2014-09-07T21:59:17Z 2014-09-07T21:59:17Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ffcc99;"><img src="http://www.tastedshapes.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/04/casey_dan.jpg" alt="" /></span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ffcc99;">Dan Casey</span>, aka </span><a style="font-family: helvetica;" href="http://yalls.bandcamp.com/"><span style="color: #888888;">Yalls</span></a><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">, é um mestre a manipular ruídos, texturas, massas instrumentais e as mais inusitadas particularidades sonoras. Dono de uma formação musical erudita, ele encontrou na eletrónica uma forma de sobressair e apaixonado pelas mais complexas formas sonoras produzidas, este músico natural de Berkeley, na Califórnia, acabou por encontrar o seu espaço particular dentro da vanguarda eletrónica que define muita da música norte americana atual. A sua estreia nos discos ocorreu na última primavera com </span><a style="font-family: helvetica;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/yalls-united-509690"><span style="color: #888888;">United</span></a><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"> e agora, poucos meses depois, surpreende com <em><span style="color: #ffcc99;">EDDM</span></em>, um EP com quatro canções, disponível no <em>bandcamp</em>, gratuitamente ou com a possiblidade de doares um valor pelo mesmo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">As quatro canções de <em><span style="color: #ffcc99;">EDDM</span></em> são puros momentos experimentais, onde apenas se escuta uma voz e samplada em <em><span style="color: #ffcc99;">Voices</span></em>. Os temas estão impregnados com uma eletrónica carregada de distorções e pesadas batidas que chocam com efeitos carregados de <em>groove</em> e toda a amálgama desorientada de texturas que possas imaginar, com <span style="color: #ffcc99;"><em>Deadlocks</em></span> como grande destaque dessa abordagem sonora plasmada no EP. No entanto, por exemplo na já referida <em><span style="color: #ffcc99;">Voices</span></em>, ele também pôe mãos no movimento <em>chillwave</em> atual, onde flutua num oceano de reverberações etéreas e essencialmente caseiras, tornando-se ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens, que subsistem algures entre a eletrónica mais ambiental e minimal e uma certa toada com traços distintivos do <em>R&amp;B</em>, do <em>funk</em> e até do <em>hip hop</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Excelente complemento para se perceber para onde caminha Dan musicalmente, <em><span style="color: #ffcc99;">EDDM</span></em> foi construído sobre camadas de efeitos, cheios de variações e diferentes instrumentos, detalhes que provam que estamos na presença de um músico inovador, que aprecia testar sonoridades e experimentações, sem ter o receio de ser apontado ou de o acharem uma espécie de terrorista sonoro, já que este é um género que só se justifica quando vive de transformações. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2731386018/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:565602 2014-09-06T16:04:45 Dana Buoy - Preacher EP 2014-09-06T15:10:35Z 2014-09-06T15:11:07Z <p align="center"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">9<img class="attachment-large" title="Dana Buoy - &quot;Everywhere&quot; (Fleetwood Mac Cover)" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/08/dana-buoy-everywhere.jpg" alt="Dana Buoy - &quot;Everywhere&quot; (Fleetwood Mac Cover)" width="608" height="403" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Baterista dos Akron/Family Dana Janssen é também <a href="http://www.danabuoy.com/"><span style="color: #888888;">Dana Buoy</span></a>, o nome artístico através do qual publica a sua própria música. O seu mais recente registo discográfico chama-se <span style="color: #ff99cc;"><em>Preacher</em></span>, uma coleção de cinco canções, onde se inclui uma <em>cover</em> de<em><span style="color: #ff99cc;"> Everywhere</span></em>, um clássico dos Fleetwood Mac, que faz parte do alinhamento de <em>Tango In The Night</em>, o disco que essa banda editou em mil novecentos e oitenta e sete.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><em><span style="color: #ff99cc;">Preacher</span></em> assenta no clássico <em>indie rock</em> contemporâneo feito com encantadores teclados, uma percurssão geralmente subtil, mas transversal ao EP e que lhe confere uma textura sonora única e peculiar, assim como arranjos que muitas vezes incluem sons orgânicos e da natureza e um jogo de vozes quente e intimista.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Os pássaros que chilream no início de <em><span style="color: #ff99cc;">Isla Mujeres</span></em> são apenas um pequeno detalhe, mas define com um certo charme a elevada bitola qualitativa de cinco canções que, apesar do pendor épico e festivo, não transpiram pressa e sofreguidão na forma como as guitarras e o sintetizador se cruzam musicalmente entre si e suportam as aproximações com a eletrónica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Um dos destaques deste trabalho é, quanto a mim, <em><span style="color: #ff99cc;">It's Alright</span></em>, um tema que entra pelos nossos ouvidos com extrema delicadeza, na forma de uma belíssima canção, com uma voz profunda e um sintetizador que se encaixa perfeitamente num ambiente nostálgico, também potenciado pela luminosidade da voz. Já <em><span style="color: #ff99cc;">Let's Star A War </span></em>destaca-se pelos pequenos toques no tambor e um teclado profundo, numa simbiose que provoca uma espécie de quebra cabeças que nos implora para que nos dediquemos a identificar as várias camadas sonoras e as diferentes texturas da canção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><span style="color: #ff99cc;">Dana Buoy</span> deitou-se numa nuvem feita com a melhor <em>synthpop</em> atual e operou um pequeno milagre sonoro; Tornou-se expansivo e luminoso, encheu essa nuvem com uma sonoridade alegre, floral e perfumada, sem grandes excessos e com um belíssimo acabamento açucarado, duas das permissas que justificam coerência e acerto na estratégia musical escolhida. Em suma, <span style="color: #ff99cc;"><em>Preacher</em></span> é um belíssimo EP, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:4lbcBq4YD1OQsY1MTHPBjW" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:580372 2014-09-05T21:50:51 heklAa - Songs In F. 2014-09-05T20:51:05Z 2014-09-05T20:51:05Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Alsaciano de nascimento, mas inspirado sonoramente por latitudes mais a norte, Sébastien Touraton é um francês apaixonado pela islândia, além de um músico talentoso aapixonado pelo <em>post rock</em>. Líder do projeto <span style="color: #ffcc00;">heklAa</span>, o nome de um vulcão islandês, ele fez chegar à nossa redação <em><span style="color: #ffcc00;">Songs In F.</span></em>, um EP com quatro canções que o músico idealizou e compôs inspiradas na viagem que fez à Islândia em 2010, onde esteve retido devido à famosa erupção vulcânica do vulcão Eyjafjallajökull. Por exemplo<span style="color: #ffcc00;">, <em>bAck to jokulsArlon</em></span>, a canção de abertura do EP, é uma verdadeira visita guiada sonora às maravilhas naturais da localidade que dá nome à canção.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="https://scontent-a-lhr.xx.fbcdn.net/hphotos-xap1/v/t1.0-9/1185995_10201911839936291_5733440_n.jpg?oh=9986ebd4c305fbd61b800052e044a38d&amp;oe=5485FB43" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Tanto essa como as outras três canções que compôem <em><span style="color: #ffcc00;">Songs In F.</span></em> impressionam pelo charme e pela limpidez exata com que transparecem o ambiente típico da ilha mais a norte do nosso continente, quase trinta minutos em que podemos facilmente imaginar os espaços, as cores e os cheiros que inspiraram Touraton e que se aprimoram numa elegância altiva, potenciada pelo cunho sentimental com que o compositor abraça a míriade sonora de que se serviu para compôr.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Com uma forte componente insturmental e uma ausência algo sentida da voz, este EP disponível no <a href="http://heklaa.bandcamp.com/album/songs-in-f">bandcamp</a>, tem momentos coloridos e cheios de emoção e, ao mesmo tempo, instantes que se tornam profundamente pensativos, nostálgicos e melancólicos. E esta dupla sensação é um dos maiores trunfos de<em><span style="color: #ffcc00;"> Songs In F.</span></em>, já que cria uma impressionante sensação de beleza e de efeitos contrastantes dentro de nós. Falo seguramente de um EP carregado de contrastes, mas que não deixa de seguir uma linha condutora homogénea que se define por uma deriva entre a componente orquestral, quase sempre assente em simples pianos assombrados por prodigiosos arranjos de cordas, que se fundem com novos e antigos estilos sonoros e elementos típicos da eletrónica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em <span style="color: #ffcc00;">Songs In F.</span> e em particular na magnífica <span style="color: #ffcc00;"><em>thousAnds of comets Are fAlling down on eArth</em></span>, o meu tema preferido do EP, Sebastién aproxima-se com vigor da chamada música erudita, usando-a com o mesmo à vontade com que tantos outros se apropriam de quaisquer outras formas de experimentação sonora e atesta a sua enorme capacidade para pintar verdadeiras telas sonoras cheias de vida e cor, utilizando uma fórmula básica que serve de combustível a nuances variadas e harmonias magistrais, onde tudo se orienta de forma controlada, como se todoâ os instrumentos que ele utiliza fossem agrupados num bloco único de som chamado Islândia, um país que afinal também pode ser além de um pedaço de território vulcÂnico onde vive um povo resistente e milenar, quatro canções avassaladoras e marcantes e com uma sonoridade única e peculiar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://f1.bcbits.com/img/a1926683412_10.jpg" alt="" /></span></p> <ul> <li><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;"><em>bAck to jokulsArlon</em></span></li> <li><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;"><em>thousAnds of comets Are fAlling down on eArth</em></span></li> <li><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;"><em>oceAns</em></span></li> <li><span style="color: #ffcc00; font-family: helvetica;"><em>being steindor Andersen</em></span></li> </ul> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3129564052/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:579238 2014-09-04T21:39:45 Helado Negro – Double Youth 2014-09-04T20:46:55Z 2014-09-19T21:23:34Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><a href="http://heladonegro.bandcamp.com/album/invisible-life-2"><span style="color: #888888;">Helado Negro</span></a> é um projeto liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos radicado nos Estados Unidos e que também encabeça o projeto <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/285454.html"><span style="color: #888888;">Ombre</span></a>. Depois de no início de 2013 ter lançado <a href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/350677.html"><span style="color: #888888;">Invisible Life</span></a>, <span style="color: #d0a9ad;">Helado Negro</span> dedicou-se depois à compilação com <em>Island Universe Story</em>, um conjunto de vários EPs que contêm momentos mais experimentais do músico, ajudado por alguns convidados especiais. </span><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Agora, no passado dia dois de setembro, chegou aos escaparates <span style="color: #d0a9ad;"><em>Double Youth</em></span>, o novo longa duração do músico, como é habitual através da <a href="http://asthmatickitty.com/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Asthmatic Kitty</span></a>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><img src="http://asthmatickitty.com/wp-content/uploads/2014/06/IMG_9118_630.jpg" alt="" /><br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em mais um tomo da sua já apreciável e bastante recomendável discografia, Roberto Carlos continua a sua demanda pela busca da canção perfeita, em mais um trabalho onde predomina uma sonoridade acústica e tipicamente latina, liderada pelas cordas e com as letras quase sempre em castelhano. Num disco fortemente conduzido por uma tendência urbana e contemporânea, alicerçada na eletrónica e numa <em>dream pop</em> de cariz <em>lo fi</em> e etéreo e que incluí também travos de <em>hip hop</em>, Lange desabafa sobre experiências individuais que, de acordo com o título do disco, poderão indicar a presença de uma elevada vertente autobiográfica. Além de este disco, o quarto da carreira, ter sido gravado no seu estúdio caseiro, apenas com um computador e a sua voz, pelos vistos o terceiro elemento decisivo do trabalho é o poster que ilustra a capa, uma fotografia que ele encontrou na casa onde cresceu durante a sua infância e que, de repente, fez com que ele sentisse necessidade de evocar algumas das suas memórias passadas, plasmando-as nestas suas novas canções.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Em mais um álbum com um forte pendor temperamental, como não podia deixar de ser, e carregado de ambientes feitos com cor, sonho e sensualidade, <em><span style="color: #d0a9ad;">Double Youth</span></em> é mais um disco que transpira uma enorme sensação de dinamismo e coerência, na forma como consegue, em simultâneo, abraçar uma forte veia contemplativa e incluir igualmente temas que podem servir como uma espécie de banda sonora de uma festa <em>pop</em>, psicadélica e sensual, sem que se percam importantes elos de ligação e de correspondência sonora, instrumental e até melódica entre os mesmos. Canções como <em><span style="color: #d0a9ad;">I Krill You</span></em>, <span style="color: #d0a9ad;"><em>Triangulate</em></span> ou <em><span style="color: #d0a9ad;">Queriendo</span></em>, aparentemente díspares, se escutadas com atenção facilmente se percebe que entroncam num mesmo ramo sonoro feito com aquele charme típico do vagaroso e <em>caliente</em> ritmo latino, muito bem acompanhado por um sintetizador delicioso e uma viola com cordas cheias de luz e esplendor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Algures entre Toro Y Moi e Caetano Veloso, Lange aventura-se na sua própria imaginação, construída entre o <em>caribe</em> que o viu nascer e a América de todos os sonhos. Nestas suas novas dez canções contorna todas as referências culturais que poderiam limitar o seu processo criativo para, isento de tais formalismos, não recear misturar tudo aquilo que ouviu, aprendeu e assimilou e que é sonoramente tão bem retratado,por exemplo, em <em><span style="color: #d0a9ad;">That Shit Makes Me Sad</span></em>, uma canção onde tudo o que o atrai e influencia é densamente compactado, com enorme mestria e um evidente bom gosto, ao mesmo tempo que reflete com indisfarçável temperamento sobre um acontecimento significativo da sua infância.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;">Nos <span style="color: #d0a9ad;">Helado Negro </span>este músico equatoriano transforma-se numa espécie de fantasma latino-americano e faz mais do que música eletrónica, cantada, normalmente, em castelhano; Aqui, ele compila com música, história, cultura, saberes e tradições, num pacote sonoro cheio de <em>groove</em> e de paisagens sonoras que contam histórias que transitam entre dois mundos que Roberto sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;"><span style="color: #d0a9ad;"><img src="https://farm6.staticflickr.com/5594/15099037356_b38aef3421.jpg" alt="Helado Negro - Double Youth" width="400" height="400" /></span></span></em></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">01. Are I Here</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">02. I Krill You</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">03. It’s Our Game</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">04. Myself On 2 U</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">05. Friendly Arguments</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">06. Triangulate</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">07. Ojos Que No Ven</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">08. Queriendo</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">09. Invisible Heartbeat</span></em><br /><em><span style="color: #d0a9ad; font-family: helvetica;">10. That Shit Makes Me Sad</span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/740GRF5FCDM" width="540" height="340" frameborder="0"></iframe></span></p> <p><span style="color: #888888; font-family: helvetica;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2942873581/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="320" height="240" style="border: 0px; width: 350px; height: 470px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p>