urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2017-07-22T10:27:40Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:853569 2017-07-22T11:20:00 R.E.M. Live At The Paradise Rock Club, WBCN, Boston, MA, 13/07/1983 (remastered) 2017-07-22T10:23:55Z 2017-07-22T10:27:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o tempo em que os <span style="color: #ffcc00;">R.E.M.</span> estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://www.johnkyle.com/wp-content/uploads/2014/03/BostonRat.gif" alt="Resultado de imagem para r.e.m. 1983 boston" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os <span style="color: #ffcc00;">R.E.M.</span> foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com <em>Green</em> e que atingiu proporções inimagináveis com <em>Out Of Time</em> e <em>Automatic For The People</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><em>Murmur</em> (1983), o longa duração que abriu essa odisseia extraordinária e sucessor do excelente EP Chronic Town (1982), é um álbum fundamental da história do rock alternativo da década, um disco que teve direito a uma extensa digressão por território norte-americano, com algumas atuações e concertos memoráveis, não só perante público, mas também em alguns estúdios de rádios.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Um desses espetáculos que foi gravado e recentemente revisto em edição remasterizada com a edição a ter o nome de <span style="color: #ffcc00;"><em>R.E.M. Live At The Paradise Rock Club, WBCN, Boston, MA, 13/07/1983 (remastered)</em></span>, sucedeu em Boston, a treze de julho de mil novecentos e oitenta e três, no mítico <a style="color: #999999;" href="http://events.crossroadspresents.com/venues/paradise-rock-club">Paradise Rock Club</a>,  vinte e duas canções das quais se uma extraordinária versão de <span style="color: #ffcc00;"><em>Radio Free Europe</em></span>, o primeiro grande single da banda, mas também temas como <em><span style="color: #ffcc00;">Sitting Still</span></em>, <span style="color: #ffcc00;"><em>Catapult</em></span> ou <span style="color: #ffcc00;"><em>Pretty Persuasion</em></span> e algumas versões de clássicos da música norte americana, nomeadamente uma adaptação  curiosa de <em><span style="color: #ffcc00;">California Dreamin'</span> dos The Mamas &amp; The Papas</em>, entre outros. Este cardápio é absolutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A6NO3QgBktR2dgNBx1pEVBh" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:843439 2017-07-20T17:35:00 STRFKR – Vault Vol. 1 & Vault Vol. 2 2017-07-20T16:44:40Z 2017-07-20T16:44:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois do fabuloso <em>Miracle Mile</em> (2013), os norte americanos <span style="color: #ff0000;">STRFKR</span> regressaram aos discos no ocaso de 2016, novamente à boleia da Polyvinyl Records, com <em>Being No One, Going Nowhere</em>, o quarto e novo compêndio de canções deste magnífico grupo oriundo de Portland, no Oregon e formado por Josh Hodges, Keil Corcoran, Shawn Glassford e Patrick Morris. Agora, alguns meses depois, o quarteto regressa à carga com uma série de compilações, das quais já se conhecem dois tomos, num total previsto de três. Refiro-me às <em><span style="color: #ff0000;">Vault Vol.</span></em>, volumes de canções que nunca foram editadas pelos <span style="color: #ff0000;">STRFKR</span>, autênticas raridades, muitas delas salvas do primeiro computador pessoal já moribundo de Josh Hodges e que nunca foram escutadas por ninguém exterior ao círculo mais íntimo do grupo.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://albumdl.xyz/wp-content/uploads/2017/02/Starfucker-Vault_Vol_1-WEB-2017-LEV.jpg" alt="Resultado de imagem para STRFKR 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Estas duas compilações já divulgadas dos <span style="color: #ff0000;">STRFKR</span> têm como maior atributo a possibilidade de nos permitir um olhar bastante impressivo e esclarecedor para o outro lado da cortina, acerca do processo criativo de Hodges, enquanto compositor, ele que é a grande força motriz da banda. A partir daí, desde instantes que são apenas e só esparsos devaneios experimentais, até algumas composições que poderiam muito bem ter figurado num álbum dos <span style="color: #ff0000;">STRFKR</span>, é diverso e múltiplo o calibre qualitativo do material sonoro disponibilizado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Não existe grande diferença estilística e conceptual entre os dois volumes já disponibilizados, o que justifica, por si só, a análise de ambos em simultâneo. E neste emaranhado de registos, muitos deles com menos de um minuto e com o charme <em>lo fi</em> típico de uma produção crua e uma gravação arcaica, já que, objetivamente, alguns eram momentos de experimentação, libertação, ou de teste, quer melódico quer instrumental, não deixam de existir aqui algumas canções que merecem destaque. Assim, se os quarenta e quatro segundos bastante harmoniosos de<em><span style="color: #ff0000;"> Wasting Away</span></em> ou os teclados planantes e a batida luminosa de <span style="color: #ff0000;"><em>Beat 8</em></span> têm potencial para servirem de suporte a uma canção mais longa, o<em> indie rock lo fi</em> e a atmosfera <em>retro</em> de <span style="color: #ff0000;"><em>Downer</em></span>, assim como o cariz acessível, <em>pop</em> e radiante de <span style="color: #ff0000;">Stoned 2</span> e a <em>new wave</em> de forte intensidade e que num misto de nostalgia e contemporaneidade baliza<em><span style="color: #ff0000;"> Sound Track</span></em>, merecem destaque e ruidosa exaltação dentro de todo este agregado que irá, certamente, deixar inebriados os seguidores mais acérrimos dos STRFKR.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Enquanto não chega o terceiro capítulo desta curiosa saga, <em><span style="color: #ff0000;">Vault Vol. 1 </span></em><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #999999;">&amp;</span></span><em><span style="color: #ff0000;"> Vault Vol. 2</span></em> são suficientes para nos transportar para uma dimensão paralela, até porque os <span style="color: #ff0000;">STRFKR</span> gostam de nos levar até onde realidade e ficção em vez de se confundirem estabelecem pontos de contacto e justificam-se mutuamente, no fundo, tal como acontece com alguns dos clássicos cinematográficos de ficção científica que são profundamente impressivos no modo como plasmam, metaforicamente, eventos e situações que inundam o nosso quotidiano. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://c1.staticflickr.com/1/584/31954826743_5894018606_o.jpg" alt="STRFKR - Vault Vol. 1" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>01. Long Time</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>02. Eyes In The Back Of Your Head</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>03. Just Like You</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>04. Basically</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>05. Prrrty</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>06. Keeps Us Together</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>07. Baby</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>08. Benine Redux</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>09. Make Into Something Nice</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>10. Only Humans</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>11. Anything At All</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>12. Rachel</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>13. Oh Darling</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>14. I Wanna Hear About That</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>15. Daylight</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>16. Boogie Woogie</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>17. Goofy Shit</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>18. Flyer</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>19. So Sexy</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>20. Gerl</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1325610808/size=large/bgcol=333333/linkcol=ffffff/tracklist=false/artwork=small/track=522440953/transparent=true/" width="300" height="150"></iframe></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><img src="https://farm5.staticflickr.com/4215/35610985431_87062ec9f5_o.jpg" alt="STRFKR - Vault Vol. 2" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>01. Happy Summertime</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>02. Hanna</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>03. Fuck Off</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>04. Downer</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>05. Beginner Space</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>06. Late Again</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>07. Stoned</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>08. Queer Bot</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>09. Sound Track</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>10. Listen</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>11. Wasting Away</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>12. Waiting</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>13. Best I Ever Had</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>14. Snow Tires</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>15. Missing You</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>16. Laa Loo</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>17. Pine Tree Smell</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>18. Jesus Christ Baby</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>19. Intro Sexton</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>20. Whateverer</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>21. Beat 4</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>22. Beat 8</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>23. Purple and Black</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>24. Be Leave</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>25. Marionette</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1247922920/size=large/bgcol=333333/linkcol=ffffff/tracklist=false/artwork=small/track=2795038118/transparent=true/" width="300" height="150"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:870469 2017-07-19T18:06:00 Coldplay – Kaleidoscope EP 2017-07-19T17:36:31Z 2017-07-19T17:38:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Produzido por Rik Simpson, Bill Rahko, Markus Dravs, Brian Eno e Daniel Green e editado através da Parlophone Records, <em><span style="color: #3366ff;">Kaleidoscope</span></em> é o novo EP dos britânicos <span style="color: #3366ff;">Coldplay</span>, cinco canções que viram a luz do dia hà poucos dias e que servem como complemento ao sétimo álbum de estúdio do grupo, o registo <em><span style="color: #3366ff;">A Head Full of Dreams</span></em>, que viu a luz do dia em 2015. Aliás, o nome do EP,<span style="color: #3366ff;"><em> Kaleidoscope</em></span>, é o mesmo de uma composição de interlúdio presente nesse longa-duração.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://media.livenationinternational.com/lincsmedia/Media/j/v/s/fd602f09-2dd1-418d-a55c-db0339ec4c5d.jpg" alt="Resultado de imagem para coldplay 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Em <span style="color: #3366ff;"><em>Kaleidoscope</em></span>, os <span style="color: #3366ff;">Coldplay</span> prosseguem a sua demanda recente que tem tido a intenção firme de criar alinhamentos cada vez mais luminosos e festivos e melodicamente amplos e épicos, com canções que celebrem o otimismo e a alegria e que, misturando<em> rock</em> e eletrónica, ajudados por uma máquina de produção irrepreensível, possam consolidar um virar de agulhas, que me parece ser definitivo, ao encontro de sonoridades eminentemente <em>pop. </em>No entanto, num apenas apresente contraponto com este filosofia estilística, o ep abre com<em> <span style="color: #3366ff;">All I Can Think About Is You</span></em>, já que sendo uma canção com um início algo intimista, depois, à boleia do piano, desenvolve-se numa ode celebratória, empolgante e expansiva, que faz jus a alguns dos melhores instantes da carreira da banda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">E ep prossegue neste propósito eloquente e na colaboração com Big Sean em <span style="color: #3366ff;"><em>Miracles (Something Special)</em></span>, Chris Martin dá-nos outro exemplo impressivo deste novo paradigma sonoro dos <span style="color: #3366ff;">Coldplay</span>, numa composição onde a guitarra é protagonista, mas apenas a espaços, deixando mais uma vez as teclas no comando da condução melódica, tudo interligado por uma produção polida com o máximo de brilho que a tecnologia dos dias de hoje permite e que é depois ampliada com <span style="color: #3366ff;"><em>ALIENS</em></span>, o melhor momento de <em><span style="color: #3366ff;">Kaleidoscope</span></em>, tema abrilhantado por uma percurssão sintética de superior calibre e pela prestação vocal de Martin, bastante intensa e apaixonada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Até ao ocaso, na participação dos The Chainsmokers em <span style="color: #3366ff;"><em>Something Just Like This (Tokyo Remix)</em></span>, canção captada ao vivo e que transmite com exatidão o espírito vibrante e amplo de um concerto dos <span style="color: #3366ff;">Coldplay</span> na atualidade e na delicadeza gentil, dramática e cândida do piano e dos efeitos metálicos de <em><span style="color: #3366ff;">Hypnotized</span></em>, constatamos com clarividência a cada vez maior distância entre a sedutora e notavelmente bem conseguida timidez <em>indie</em> dos primórdios do grupo e o modo como atualmente se posicionam, numa posição cada vez mais oposta, na pele de detentores do título máximo de banda de massas da <em>pop</em> e da cultura musical dos dias de hoje. Independentemente das inflexões ao longo dessa caminhada de quase duas décadas, mantém-se um traço comum e transversal a toda a carreira dos <span style="color: #3366ff;">Coldplay</span>, o atributo de possuírem, desde sempre e de modo constante, canções que falam de sentimentos reais e geralmente felizes e que, por isso, pretendem colocar enormes sorrisos no nosso rosto durante a audição. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm5.staticflickr.com/4212/35727296331_2f48a8cf9d_o.jpg" alt="Coldplay - Kaleidoscope EP" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #3366ff;"><em>01. All I Can Think About Is You</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #3366ff;"><em>02. Miracles (Someone Special)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #3366ff;"><em>03. A L I E N S</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #3366ff;"><em>04. Something Just Like This (Tokyo Remix)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #3366ff;"><em>05. Hypnotised (EP Mix)</em></span></p> <p><span style="color: #999999;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/we-LaiQNY5s" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:866554 2017-07-18T21:13:00 Portugal. The Man – Woodstock 2017-07-18T20:22:07Z 2017-07-18T22:17:35Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os norte americanos <span style="color: #ffff99;">Portugal. The Man</span> de John Baldwin Gourley estão de regresso aos discos com <span style="color: #ffff99;"><em>Woodstock</em></span>, um álbum que sucede ao aclamado <em>Evil Friends</em> (2013) e que conta com as colaborações de Mike D dos Beastie Boys, que também produz o registo, juntamente com Mac Miller e John Hill. Naturais de Portland, no Oregon, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://portugaltheman.tumblr.com/allthefeels">Portugal. The Man</a> mostram, assim, o oitavo registo de originais da carreira, um álbum baptizado quando o pai de John Gourley encontrou o bilhete que usou no primeiro dia do mítico festival Woodstock e o ofereceu ao filho. Aliás, o disco inicia com <em><span style="color: #ffff99;">Number One</span></em>, uma canção que homenageia o evento por usar samples de <em>Freedom</em>, o último tema que o falecido cantor Richie Havens tocou no concerto que deu nesse Woodstock.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://www.jambase.com/wp-content/uploads/2016/12/Portugal-The-Man-credit-hayley-young-Crop-1480x832.jpg" alt="Resultado de imagem para portugal. the man 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ecletismo e abrangência são duas ideias chave de quase quarenta minutos de <em>rock</em> alternativo, um alinhamento que justifica a sua contemporaneidade pelo modo como abraça esse rock ao hip-hop, ao jazz, ao R&amp;B e à eletrónica, com criatividade e uma salutar dose de experimentalismo. Se em <em>Evil Friends</em> o grupo optou por um maior conservadorismo e por deixar de lado a vertente mais experimental para se concentrar num emaranhado de canções <em>pop,</em> agora, no alinhamento de <span style="color: #ffff99;"><em>Woodstock</em></span>, temos momentos em que muitas vezes duvidamos se o tema que inicia pertence ao mesmo álbum e banda da canção anterior. Bom exemplo disso é como o grupo passa do <em>rock</em> épico e algo sombrio de <em><span style="color: #ffff99;">Live In The Moment</span></em> para o funk do baixo e o clima psicadélico de <em><span style="color: #ffff99;">Feel It Still</span></em>, composição que faz-nos querer instantaneamente cantar e dançar juntamente com Gourley pela rua abaixo <em>Ooo, I’m a rebel just for kicks now, I’ve been feelin’ it since 1986 now</em>. E depois, do piscar do olhos virulento ao R&amp;B em <span style="color: #ffff99;"><em>So Young</em></span>, ao hip-hop em <span style="color: #ffff99;"><em>Mr. Lonely</em></span>, tema onde intervém Fat Lip dos The Pharcyde e à pop de cariz mais lisérgico e experimental de <span style="color: #ffff99;"><em>Tidal Wave</em></span> e, principalmente, na indulgência ambiental de <em><span style="color: #ffff99;">Noise</span> <span style="color: #ffff99;">Pollution</span></em>, tudo<em> </em>assenta, basicamente, em permissas que obedecem a um alinhamento instrumental preciso, mas também a um completo desapego relativamente a tudo o que a banda propôs anteriormente, numa espécie de manta de retalhos minuciosamente arquitetada e que não deixa também de demonstrar com precisão, a opção, em determinados períodos, por sonoridades mais <em>fáceis</em>, comerciais e acessíveis ao grande público. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4212/34943831230_3e4704d693_o.jpg" alt="Portugal. The Man - Woodstock" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Number One (Feat. Richie Havens And Son Little)</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Easy Tiger</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Live In The Moment</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Feel It Still</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Rich Friends</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Keep On</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. So Young</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Mr Lonely (Feat. Fat Lip)</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Tidal Wave</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Noise Pollution (Feat. Mary Elizabeth Winstead And Zoe Manville) [Version A, Vocal Up Mix 1.3]</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1DvvoheXWdQ" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:870725 2017-07-16T18:22:00 Work Drugs – Midnight Emotion 2017-07-16T17:25:18Z 2017-07-16T17:25:18Z <p style="text-align: center;"><img src="https://farm5.staticflickr.com/4305/35087202543_e12e911a53_o.jpg" alt="Work Drugs - Midnight Emotion" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Depois do excelente <em>Louisa</em>, editado em finais de 2015, os <a style="color: #999999;" href="http://workdrugs.wordpress.com/">Work Drugs</a>, uma dupla de Filadélfia já com um assinalável cardápio e que se mantém bastante ativa e profícua, lançando um disco praticamente todos os anos, além de alguns singles e compilações, desde que se estreou com <em>Blood</em>, em 2010, está de regresso neste verão com <em><span style="color: #99ccff;">Midnight Emotion</span></em>, um avanço para <em><span style="color: #99ccff;">Flaunt the Imperfection</span></em>, o proximo disco do grupo, que verá brevemente a luz do dia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Como seria de esperar, este novo tema dos <span style="color: #99ccff;">Work Drugs</span> está impregnado com aquela sonoridade pop, um pouco <em>lo fi</em> e <em>shoegaze</em>, numa espécie de mistura entre <em>surf rock</em> e<em> chillwave</em>. Esta é uma dupla que serve-se de guitarras cheias de charme, alguns efeitos sintetizados cheios de luz e uma bateria eletrónica bastante insinuante para criar canções que contêm um encanto <em>vintage</em>, relaxante e atmosférico, como é o caso desta Confere...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/332714371&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:870223 2017-07-14T16:05:00 Lush Purr - Cuckoo Waltz 2017-07-14T15:58:18Z 2017-07-14T15:58:18Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Abrigados pela insuspeita e espetacular <a style="color: #999999;" href="https://songbytoadrecords.bandcamp.com/album/i-will-kill-again">Song By Toad, Records</a> de Matthew Young, os escoceses <span style="color: #ff0000;">Lush Purr</span> dos irmãos Gavin Will e Rikki Will, aos quais se juntam Emma Smith e Andres Fazio, nasceram das cinzas dos míticos The Yawns e, à imagem desse consagrado projeto, seguem na senda de um<em> indie punk rock</em> psicadélico com um certo pendor <em>lo fi</em> e que tem em <span style="color: #ff0000;"><em>Cuckoo Waltz</em></span> o trabalho de estreia. São treze notáveis canções incubadas em Glasgow, cidade escolhida pela banda para ponto de encontro de músicos que, entre Aberdeen e Santiago do Chile, se distribuem por diferentes proveniências, mas que nessa cidade em boa hora se conheceram e resolveram compôr juntos.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://images.theskinny.co.uk/assets/production/000/127/009/127009_widescreen.2.jpg" alt="Resultado de imagem para Lush Purr band edinburgh" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O disco inicia com <span style="color: #ff0000;"><em>Wave</em></span> e logo se percebe um fio condutor bem definido, assente na primazia das cordas, que vão deixando-se levar por um salutar experimentalismo, à medida que progridem e ampliam a tonalidade da canção. Depois, em <span style="color: #ff0000;"><em>Bananadine</em></span>, um <em>riff</em> eletrificado e o modo como a bateria se encaixa na melodia, têm o propósito bem claro de captar definitivamente o lado mais radiofónico do ouvinte, sem colocar em causa uma certa ousadia experimental, à qual aludi acima e que acabará por ser transversal a todas as canções independentemente do rumo que as mesmas tomem.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois deste início prometedor e já completamente absorvidos pelo conteúdo de <em><span style="color: #ff0000;">Cuckoo Waltz</span></em>, <em><span style="color: #ff0000;">Horses On Morphine</span></em>, mantendo o estilo, acelera o ritmo até territórios de maior pendor <em>punk</em>, para, pouco depois, em <em><span style="color: #ff0000;">Stuck In A Bog</span></em>, sermos surpreendidos pela acutilância percurssiva de uma bateria cheia de personalidade e por mudanças de acordes bem delineadas e em <span style="color: #ff0000;"><em>(I Admit It) I’m A Gardener</em></span>, por uma ainda maior rugosidade, quer percussiva, quer elétrica, uma espiral crescente de fulgor e emotividade que não deserma até ao fim. É uma forma de compôr e de manusear o arsenal instrumental escolhido que não deixa margem para dúvidas relativamente ao modo excitante e anguloso como os <span style="color: #ff0000;">Lush Purr</span> conseguem cirandar por diferentes espetros sonoros e parecendo que flutuam entre eles, conseguem criar sempre fios condutores que facultam uma homogeneidade bastante impressiva ao disco, sem que ele deixe de exalar uma superior maturidade e um ecletismo claramente indie.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Até ao ocaso, com o baixo de <span style="color: #ff0000;">Mr. Maybe</span>, que dita regras de modo ditadorial, mesmo que a guitarra procure imiscuir-se na liderança do ambiente do tema, com, em <em><span style="color: #ff0000;">I, Bore</span></em>, a opção por um travo algo <em>vintage</em> ou com o <em>noise</em> algo contemplativo da guitarra de <span style="color: #ff0000;"><em>Triple Squit</em></span>, existe sempre a tal variedade de referências a palpitar e fica a certeza que estes <span style="color: #ff0000;">Lush Purr</span> são uma das novidades mais refrescantes deste verão <em>indie</em> e que o <em>rock</em> que seguram com unhas e dentes, feito de um certo experimentalismo alternativo novecentista, dificilmente encontra melhores interlocutores. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=373017702/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:840570 2017-07-10T00:50:00 Sun Airway – Heraldic Black Cherry 2017-07-09T20:36:20Z 2017-07-09T20:42:41Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Filadélfia, na Pensilvânia, é a morada dos <span style="color: #ff9900;">Sun Airway</span>, uma dupla norte-americana formada por Jon Barthmus e Patrick Marsceill, que editou no início deste ano <span style="color: #ff9900;"><em>Heraldic Black Cherry</em></span>, um compêndio de quinze canções que apostam nos traços mais caraterísticos da<em> indie pop</em>, algo que ficou muito claro, em <a style="color: #999999;" href="https://sunairway.bandcamp.com/album/landscapes">Landscapes</a>, o antecessor, mas também noutros lançamentos anteriores do projeto. Este <em><span style="color: #ff9900;">Heraldic Black Cherry</span></em> aprimora a mistura de todo o arsenal instrumental de que a dupla se serve com os sintetizadores, amplificando a vontade da dupla em ser exímia na criação de melodias que transmitam sensações onde a nostalgia do nosso quotidiano se reveja.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://media.pitchfork.com/photos/5931a10d60d2366638abcf89/master/w_790/524113ed.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Os <span style="color: #ff9900;">Sun Airway</span> distinguem-se, logo à partida e conforme se confere em <em><span style="color: #ff9900;">FOAM</span></em>, a canção que abre este disco, por uma certa aúrea encantatória, um salutar experimentalismo livre de constrangimentos e amarras e onde o<em> reverb</em> e o <em>fuzz</em> se misturam com liberdade plena, originando um clima fortemente lisérgico que os cobre com uma aúrea de sensibilidade e fragilidade romântica indisfarçáveis. E a verdade é que depois, temas como <em><span style="color: #ff9900;">All In</span></em>, uma canção conduzida por um teclado emotivamente forte e um registo vocal sintetizado convincente, ou<em><span style="color: #ff9900;"> Sleeping Sound</span></em>, uma composição de forte cariz cósmico conduzida por um efeito vincado e um piano cheio de soul, assim como o agregado ternurento que sustenta <em><span style="color: #ff9900;">Small Fires </span></em>ou a luminosidade melódica algo inebriante de <em><span style="color: #ff9900;">Violent Gray</span> </em>permitem-nos, com uma certa clareza, refletir sobre alguns dos mais nobres sentimentos que nos invadem e tudo aquilo que de bom a vida tem para nos oferecer.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #ff9900;">Heraldic Black Cherry</span> torna-se desafiante pela forma como nos convida a tentarmos perceber os diferentes elementos sonoros que vão sendo adicionados e esculpindo as suas canções, melodicamente sempre muito próximas da postura vocal e com os arranjos sintéticos a sobressairem, não porque ficam na primeira fila daquilo que se escuta, mas porque suportam aqueles simples detalhes que, muitas vezes com uma toada <em>lo fi</em>, fazem toda a diferença no cariz que a canção toma e nas sensações que transmite. Assim, neste registo vai-se, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa viagem psicadélica proporcionada por estes <span style="color: #ff9900;">Sun Airway</span>, mestres de um estilo sonoro carregado de uma intensa jovialidade e que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação, algo que espalha um charme ainda maior pela peça em si que este disco representa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/421/32558949485_66d1a93a8c_o.jpg" alt="Sun Airway - Heraldic Black Cherry" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>01. FOAM</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>02. All In</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>03. Absolut</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>04. Sleeping Sound</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>05. Ha Ha</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>06. Violent Gray</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>07. Skiff</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>08. Small Fires</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>09. Big Ideas</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>10. Sand</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>11. Carry Away</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>12. Debraining</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>13. Landfall</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>14. Gob</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff9900;"><em>15. All I Ever</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/v82Ad_-x-Ho" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:858812 2017-07-07T15:03:00 Day Wave – The Days We Had 2017-07-07T14:14:15Z 2017-07-07T14:14:15Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois dos EPs <em>Headcase</em> e <em>Hard To Read</em>, que o colocaram logo nos radares da crítica mais atenta, o norte americano Jackson Phillips, que assina a sua música como <span style="color: #008080;">Day Wave</span>, está de regresso com <span style="color: #008080;"><em>Hard To Read</em></span>, o seu primeiro lançamento no formato álbum, onze canções que viram a luz do dia no início do passado mês de maio pela mão da Capitol Records e que obedecem a uma fórmula de composição bastante particular, na qual os sintetizadores assumem a primazia no modo como acomodam o restante arsenal orgânico que, numa espécie de simbiose entre o polimento melódico de uns Real Estate, o efeito de guitarras que aponta para a luminosidade efusiva de uns DIIV e um baixo com um pulsar muito vincado e caraterístico, tem a mira apontada para os pilares fundamentais da<em> indie pop</em> contemporânea que, como tem sido norma, encontra no saudosismo de outras épocas a sua grande força motriz e que, neste caso específico de <span style="color: #008080;">Day Wave</span>, olha de modo beliçoso para a herança oitocentista do século passado.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://s3.amazonaws.com/bit-photos/large/5422453.jpeg" alt="Resultado de imagem para day wave 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O primeiro elogio que se pode fazer a <span style="color: #008080;">Day Wave</span> e a este seu disco de estreia é que as canções nele contidas são realmente boas e apontam para diversas referências, basicamente descritas acima, não de modo a replicá-las, mas procurando abrangê-las naquele que é um cunho estilísitico identitário já bem definido. Por exemplo, se em <em><span style="color: #008080;">Home</span></em> a guitarra parece ter sido retirada do clássico <em>All I Want</em> dos LCD Soundsystem ou se a distorção de <span style="color: #008080;"><em>Something Here</em></span> segue os mesmos cânones de <em>Sparks</em>, um dos temas fundamentais da discografia dos Beach House, a verdade é que não deixa de haver algo de distintivo e único no modo como depois, deixa que as canções sigam o seu percurso natural.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Phillips oferece-nos de mão beijada uma estreia que contendo uma filosofia algo introspetiva mas, por um lado fazendo-se espraiar por uma lúcida cadência épica, nomeadamente no primeiro tema do alinhamento e por outro, por um frenesim solarengo, nomeadamente em <em><span style="color: #008080;">Promises</span></em>, acaba por, no seu todo, resultar em algo consistente e até ligeiramente hipnótico. O dedilhar inicial da guitarra de <span style="color: #008080;"><em>I'm Still There</em></span> e o modo como ela depois se transforma e ganha músculo e a voz ecoante do músico que parece planar ligeiramente acima do baixo e do sintetizador, acabam por materializar aquela curiosa sensação que muitas vezes nos invade quando ouvimos uma canção que parece querer forçar o ouvinte a deixar, nem que seja por breves instantes, tudo e todos para trás, rumo aquela luz que está sempre ali, mas que nunca temos coragem de perscutar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com a melhor <em>dream pop</em> também na mira,  <em><span style="color: #008080;">The Days We Had</span></em> é um alinhamento de temas vibrantes, que tanto contém uma atmosfera catárquica como um clima sonhador, com belos momentos que sabem aquela brisa quente e aconchegante que entra pela nossa janela nestas convidativas noites de verão. <span style="color: #008080;">Day Wave</span> pode gabar-se de ser capaz de mostrar uma invulgar intensidade emocional na sua escrita e de poder ser já caraterizado como um artista possuidor não só dessa importante valência mas também de um tímbre vocal único e uma postura confiante. Ele exala uma faceta algo sonhadora e romântica que se aplaude e que é também fruto de uma produção cuidada e que irá certamente agradar a todos os apreciadores do género. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4164/34271906882_a494c2d914_o.jpg" alt="Day Wave - The Days We Had" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Something Here</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Home</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Ordinary</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Untitled</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Bloom</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. On Your Side</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Bring You Down</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Wasting Time</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Promises</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Disguise</span></em></span><br /><span style="color: #008080;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. I’m Still Here</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/P9y6iAkCLTc" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:868030 2017-07-06T14:08:00 Overlake – Fall 2017-07-06T13:38:54Z 2017-07-06T13:38:54Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Oriundos de Nova Jersey, os <a style="color: #999999;" href="http://www.overlakemusic.com/">Overlake</a> são Tom Barrett, Lysa Opfer e Nick D'Amore, um trio que começou a fazer música em 2012 e que se estreou nos discos no ocaso de 2014 com <em>Sighs</em>, nove canções que viram a luz do dia através da<a style="color: #999999;" href="http://killinghorserecords.com/store/overlake-sighs/"> Killing Horse Records</a>. Agora, pouco mais de dois anos depois, já chegou o segundo disco deste grupo norte-americano, um compêndio de oito canções intitulado <span style="color: #666699;"><em>Fall</em> </span>e que viu a luz do dia através da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://www.bar-none.com/featured-artists/">Bar-None Records</a>, morada de nomes tão fundamentais para o <em>indie rock</em> como os The Feelies, os Happyness, Of Montreal, Yo La Tengo, The Spinto Band, Breakfast In Fur e The Individuals, entre outros.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://static1.squarespace.com/static/533c2608e4b0a32be0b5e65d/t/58b88427bebafb6577d80756/1488487618152/?format=1500w" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Apaixonados pelo <em>rock</em> alternativo dos aos oitenta e noventa, os <span style="color: #666699;">Overlake</span> começaram como tantas outras bandas, através de<em> jam sessions</em> naturais e certamente bem sucedidas que foram construindo o esboço de uma carreira que, no segundo capítulo, acentua uma obediência lúcida a um cardápio confessado de inspirações, que de My Bloody Valentine a Pavement, passando por Sonic Youth, não colocam em causa uma identidade bem vincada e que se firma em paisagens sónicas criadas pela voz e pelas guitarras e por um baixo pulsante e uma percussão vibrante. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A escuta de <span style="color: #666699;"><em>Fall</em> </span>exige logo no belíssimo aglomerado épico <em><span style="color: #666699;">Unnamed November</span></em> uma audição dedicada, de modo a que todos os detalhes que suportam o alinhamento sejam devidamente contemplados. O <em>riff</em> metálico da guitarra de <span style="color: #666699;"><em>Winter Is Why</em></span> e as distorções que o acompanham e a relação progressiva que o baixo e a bateria constroem em <span style="color: #666699;"><em>You Don't Know Everything</em></span>, canção com um início algo inocente mas que depois ganha uma tonalidade muito vincada, são excelentes tónicos parase perceber a capacidade dos <span style="color: #666699;">Overlake</span> em soprar na nossa mente e envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, mesmo que a sonoridade pareça algo sombria e rugosa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com uma filosofia muito assertiva no modo como aborda o <em>rock</em> de cariz mais progressivo, o disco não deixa de fazer o nosso espírito facilmente levitar e de provocar um <em>cocktail </em>delicioso de boas sensações. Por exemplo, em determinado momento, a bateria toma conta das rédeas de <span style="color: #666699;"><em>And Again</em></span>, uma canção que começa por impressionar no modo como a guitarra deambula livremente, mas assim que a percurssão surge, ficam irremediavelmente disponíveis os melhores atributos no que diz respeito à capacidade de composição e ao requinte que preenche o ideário sonoro destes <span style="color: #666699;">Overlake</span> e não duvidamos mais que as sensações de mestria e de bom gosto não surgem espontaneamente por acaso e que merecem ser devidamente realçadas pelo modo como vêm à tona. Há exemplos em que a sapiência criativa dos<span style="color: #666699;"> Overlake</span> se torna algo negra e obscura, nomeadamente em <span style="color: #666699;"><em>Pines On A Beach</em></span>, um imenso oceano de hipnotismo e letargia, que pisca o olho aos melhores atributos do <em>punk rock</em> luminoso e outros em que se mostra mais vibrante, mas também em <em><span style="color: #666699;">Goodbye</span>, </em>composição que é um cenário idílico para quem, como eu, aprecia alguns dos detalhes básicos da melhor psicadelia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Seja qual for a variante do <em>rock</em> alternativo replicada pelos <span style="color: #666699;">Overlake</span>, a súmula de <em>Fall</em> carateriza-se por um ambiente sonoro fortemente etéreo e melancólico, um álbum tipicamente <em>rock</em> e esculpido com cordas ligas à eletricidade e que ilustra o quanto certeiros e incisivos estes três músicos conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram, assente numa pop com traços de <em>shoegaze</em>, mas também num<em> indie rock </em>carregado de psicadelia e sempre com uma sobriedade sentimental marcada por uma intensa aúrea vincadamente orgânica. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4278/34591225804_f35ff3da3e_o.jpg" alt="Overlake - Fall" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>01. Unnamed November</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>02. Winter Is Why</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>03. You Don’t Know Everything</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>04. Can Never Tell</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>05. Gardener’s Bell</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>06. And Again</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>07. Pines On A Beach</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>08. Goodbye</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/300921714&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:869429 2017-07-05T18:17:00 You Can't Win, Charlie Brown - If I Know You, Like You Know I Do 2017-07-04T21:17:45Z 2017-07-04T21:17:45Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #666699;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://4.bp.blogspot.com/-JlKZF_qw_dQ/WVZMSy5zRlI/AAAAAAABWhw/JEEsO-UWSFAtGBMWL5wADCnXHCYjdOXfgCLcBGAs/w1200-h630-p-k-no-nu/20160525%2BD085%2Bcred-VeraMarmelo%2B2.jpg" alt="Resultado de imagem para You Can&#39;t Win, Charlie Brown If I Know You, Like You Know I Do" /></em></span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #666699;"><em>Marrow</em></span> é um vegetal parente da <em>courgette</em>, cultivado nas ilhas britânicas, na Holanda e na Nova Zelândia e também o título do último registo de originais dos extraordinários <span style="color: #666699;">You Can't Win, Charlie Brown</span> de Afonso Cabral (voz, teclas, guitarra), Salvador Menezes (voz, guitarra, baixo), Tomás Sousa (bateria, voz), David Santos (teclas, voz), João Gil (teclas, baixo, guitarra, voz) e Luís Costa (guitarra). Este <span style="color: #666699;"><em>Marrow</em></span> foi um dos discos do ano de 2016 para este blogue e com toda a justiça porque, no seu todo, contém um sentido conjunto de quadros sonoros pintados com belíssimos arranjos de cordas, sintetizadores capazes de fazer espevitar o espírito mais empedernido e imponentes doses eletrificadas de <em>fuzz</em> e distorção, que se saúdam amplamente, tudo adornado por uma secção vocal contagiante, que proporciona ao ouvinte uma assombrosa sensação de conforto e proximidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Um dos grandes temas de <span style="color: #666699;"><em>Marrow</em></span> é, claramente, <em><span style="color: #666699;">If I Know You, Like You Know I Do</span></em>, quinta canção do alinhamento do álbum e que piscando o olho à eletrónica dos anos oitenta, carateriza-se como uma alegoria <em>pop</em> extravagante e irresistivelmente dancável, que acaba de ter direito a um extraordinário vídeo que mostra os <span style="color: #666699;">You Can't Win, Charlie Brown</span> de bem perto, com produção dos We Are Plastic Too e realização de Afonso Cabral.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <span style="color: #666699;">You Can't Win, Charlie Brown</span> vão mostrar este e outros temas no palco Nos do Nos Alive, já amanhã, dia seis de julho e por todo o país durante o verão, com passagens marcadas para o Vodafone Paredes de Coura, Douro Rock e Feira de São Mateus, entre outros. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uZNI-nxX0oo?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:868945 2017-07-04T21:31:00 Abram Shook – Love At Low Speed 2017-07-04T20:53:57Z 2017-07-04T20:53:57Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois dos fantásticos <em>Sun Marquee</em> e <em>Landscape Dream</em>, <span style="color: #99ccff;">Abram Shook</span> regressou em 2017 aos discos com <span style="color: #99ccff;"><em>Love At Low Speed</em></span>, dez canções que deverão certamente muito do seu conteúdo e da sua alma a uma estadia recente do músico na Europa, com passagem demorada no nosso país. Penitencio-me desde já publicamente por não ter estado com <span style="color: #99ccff;">Shook</span> durante a sua presença por Portugal na última primavera, mas se a vida é feita muitas vezes de encontros fortuítos, também é, infelizmente, assídua em desencontros inevitáveis, porque quer a vida pessoal quer a vida profissional não propiciam, com frequência, a que possamos estar onde queremos e quando desejamos.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://westernvinyl.com/images/artists/abram-shook-1.jpg" alt="Resultado de imagem para Abram Shook 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A ideia romântica da busca espiritual do nosso âmago sempre fez parte do imaginário de quem desde muito cedo se habituou a ser sistematicamente auto reflexivo e a exigir mais do que o normal quer de si próprio quer do mundo que o rodeia. E <span style="color: #99ccff;">Shook</span> é um indivíduo que tem bastante impressa em si esta filosofia. Este músico e compositor natural de Austin, no Texas e tendo crescido em Santa Cruz, na Califórnia, desde muito novo sentiu alguma dificuldade em perceber qual o seu lugar neste mundo e, tendo a felicidade de ter condições materiais para isso, aventurou-se pelo mundo numa odisseia espiritual que ainda hoje prossegue e que lhe tem permitido absorver várias culturas e perceber outras realidades, algo que se reflete nas canções que cria.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Estas duas facetas, a musical e a de viajante, vão, álbum após álbum, aprimorando a sua particular minúcia relativamente ao modo impressivo como relata acontecimentos reais ou fictícios e de um modo sempre algo romancista. Seja como for, está sempre muito presente o  muitas vezes o cariz autobiográfico, com canções como <em><span style="color: #99ccff;">Lisbon</span></em> ou <em><span style="color: #99ccff;">The Hours</span></em> a serem exemplos claros de relatos de instantes de estadia ou de transição entre lugares.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Abram é, nitidamente, um viajante que gosta de explorar o mundo musicalmente e dos sons que cria extrair diferentes sensações. Ele tem a <em>pop de </em>índole mais acústica como guia espiritual, mas acaba por cometer o pecado da gula quando também se serve de um imenso cardápio que, do jazz ao experimentalismo eletrónico e à psicadelia, abarca um vasto espetro referencial, principalmente ao nível dos detalhes e dos arranjos com que adorna os seus temas. Do baixo vibrante de <span style="color: #99ccff;"><em>No Return</em></span>, às guitarras que piscam o olho ao <em>rock</em> setentista em <em><span style="color: #99ccff;">Eventually</span></em>, passando pela <em>vibe</em> <em>surf</em> de<em> <span style="color: #99ccff;">Machinery</span></em> ou a tropicália de<em> <span style="color: #99ccff;">Device</span></em><em> </em>e o charme algo inquietante de<span style="color: #99ccff;"><em> Quiet Side</em></span>, são vários os pontos altos de um disco que sendo, claramente, um compêndio intimista, também se mostra expansivo e luminoso e, em determinados instantes, detentor de um açucar muito próprio e um pulsar particularmente emotivo e rico em sentimento.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #99ccff;"><em>Love At Low Speeed</em></span> é mais uma materialização concreta de melodias que vivem à sombra de uma herança natural típica de quem teve o <em>jazz</em> como elemento base da formação musical e quis reforçar, no terceiro capítulo da sua discografia, uma nova abordagem, desta vez mais orgânica, a diferentes géneros musicais, sendo confessadamente influenciado por nomes que são referências de géneros diversos, nomeadamente Shuggie Otis, Serge Gainsbourg ou o brasileiro Chico Buarque. Espero que aprecies a sugestão..</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4266/34521766193_0fac3e265d_o.jpg" alt="Abram Shook - Love At Low Speed" width="400" height="400" /><em><span style="color: #99ccff;">01. The Hours</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">02. Eventually</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">03. Lies</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">04. Divinity</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">05. Red Lines</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">06. Machinery</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">07. No Return</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">08. Device</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">09. Lisbon</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">10. Quiet Side</span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2056853481/size=large/bgcol=333333/linkcol=ffffff/tracklist=false/artwork=small/track=1269543100/transparent=true/" width="300" height="150"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:869646 2017-07-03T13:37:00 Arcade Fire – Signs Of Life 2017-07-03T12:38:55Z 2017-07-03T12:39:19Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><a style="color: #999999;" title="Arcade Fire - Signs Of Life" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/35245809940/in/dateposted-public/"><img src="https://farm5.staticflickr.com/4216/35245809940_d1bc712a03_o.jpg" alt="Arcade Fire - Signs Of Life" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Três anos depois do excelente <em>Reflektor</em> e de dois discos a solo de Will Butler, os canadianos<span style="color: #ffcc99;"> Arcade Fire</span> apostam muita da sua reputação num disco que chega daqui a umas semanas e que, de acordo com as várias amostras já divulgadas, além de parecer vir a tornar-se num claro manifesto político e de protesto ao novo rumo tomado pelo país vizinho do Canadá de onde são originários, aponta o grupo, definitivamente, rumo a sonoridades de cariz eminentemente pop, com o modo contemporâneo como a herança oitocentista tem estado em ponto de mira, não só no que concerne ao uso dos sintetizadores, mas também à maior predominância do baixo na condução melódica a serem aspetos muito presentes e marcantes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A mais recente canção divulgada pelos <span style="color: #ffcc99;">Arcade Fire</span> chama-se <em><span style="color: #ffcc99;">Signs Of Life</span> </em>e logo nos sopros e no baixo que antecedem a batida que depois conduz a canção que também conta com um teclado rugoso com uma intensidade firmemente sintética, prova, à semelhança dos temas anteriormente divulgados, que esta filosofica mais <em>pop</em> está a oferecer aos <span style="color: #ffcc99;">Arcade Fire</span> uma nova aúrea, completamente remodelada, que também pisca o olho às pistas de dança, um pouco à semelhança do que já sucedia em <em>Reflektor</em>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_Dx4IAD1NLo" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:868797 2017-07-01T11:57:00 Minta & The Brook Trout - Slow 2017-07-01T11:23:48Z 2017-07-01T11:23:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A indie pop indulgente e deliciosa de Francisca Cortesão e o seu projeto <span style="color: #ccffff;">Minta &amp; The Brook Trout</span> está de regresso em 2017 com <span style="color: #ccffff;"><em>Slow</em></span>, o terceiro registo de originais deste projeto ímpar no panorama alternativo nacional. <em><span style="color: #ccffff;">Slow</span></em> é a primeira edição de Minta &amp; The Brook Trout à boleia da Norte Sul/Valentim de Carvalho e teve também uma reedição em vinil, que viu a luz do dia no passado mês de maio, acompanhada por uma série de novidades, entre elas um EP intitulado <em>Row</em>, com três temas, <em>Tropical Resort, So This Has To Do e Mild-Mannered Man</em>, que acabam por deixar já algumas pistas sobre o próximo registo do projeto.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://madeinportugalmusica.pt/wp-content/uploads/2017/04/Minta-The-Brook-Trout.jpg" alt="Resultado de imagem para Minta &amp; The Brook Trout 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Disco embelezado por indíssimas ilustrações da autoria de José Feitor, <em><span style="color: #ccffff;">Slow</span></em> contém onze deliciosas canções adornadas por uma tranquilidade acústica, uma filosofia estilística que logo no baixo e no banjo de <em><span style="color: #ccffff;">Bangles</span></em> impressiona e fica exemplarmente descrita. Daí em diante, o arquétipo das canções é guiado por guitarras, ora límpidas, ora plenas de efeitos eletrificados algo insinuantes e sempre com uma profunda gentileza sonora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ccffff;"><em>Slow</em></span> acaba por impressionar como um todo, mas há uma ou outra canção que merece audição mais cuidada para que se expresse no nosso âmago com toda a ternura que merece. Assim, se em <em><span style="color: #ccffff;">Plaid And Denim</span></em> quer a <em>soul</em> da guitarra quer a gentileza subtil da bateria ficam a ressoar dentro de nós muito depois da canção terminar, mais adiante, em <em><span style="color: #ccffff;">Sand</span></em>, contemplamos um belíssimo tratado de <em>folk</em> acústica onde a simplicidade melódica coexiste com uma densidade sonora suave e depois, canções como a cândida e intimista <span style="color: #ccffff;"><em>Light Blues Blues</em></span> ou o minimalismo suave delicioso de <span style="color: #ccffff;"><em>I Can't Handle The Summer</em></span>, são exemplos extraordinários de temas que transbordam uma majestosa e luminosa melancolia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Acompanhada por Mariana Ricardo, Bruno Pernadas, Margarida Campelo e Nuno Pessoa, entre outros, em <em><span style="color: #ccffff;">Slow</span></em> Francisca Cortesão afirma-se como uma compositora ímpar no panorama indie nacional e o modo como neste projeto <span style="color: #ccffff;">Minta &amp; The Brook Trout</span> a guitarra com cordas de <em>nylon</em> é dedilhada com mestria e consegue enriquecer as harmonias sem complicar, criando um ambiente sonoro descontraído e algo minimal, mas extremamente rico, impressiona e instiga não deixando indiferente quem se oferece ao prazer de escutar com deleite este alinhamento. E à medida que a voz de Francisca se estende pelas melodias das canções, sem pressas ou amarras, solidão, melancolia e inadaptação positiva ao amor e a outros cânones sociais estabelecidos desfilam por letras que versam sobre estes e outros temas comuns, algo que até nem é de estranhar já que é normal encontrar esta autora, a antítese de uma estrela <em>pop</em>, numa loja da esquina, a fazer a sua vida rotineira, como uma cidadã comum.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Francisca tem como virtude maior o facto de compor valendo-se, acima de tudo, das suas próprias experiências. É curioso, intenso e impressivo o modo como escreve assumindo-se como cobaia dos seus próprios pensamentos, além de servir-se de todos aqueles que a rodeiam também como testemunhas e referências do seu cardápio, quer lírico quer sonoro, sempre com um resultado final avassalador e tremendamente reflexivo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1772197510/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:869241 2017-06-30T18:17:00 The National - Guilty Pleasures 2017-06-30T17:21:30Z 2017-06-30T17:21:30Z <p><a title="The National - Guilty Party" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/34777483894/in/dateposted-public/"><img src="https://farm5.staticflickr.com/4254/34777483894_d21fe633fe_o.jpg" alt="The National - Guilty Party" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Será a oito de setembro próximo que chegará aos escaparates e através da 4AD, <span style="color: #ff0000;"><em>Sleep Well Beast</em></span>, o tão aguardado novo registo de originais dos norte-americanos <span style="color: #ff0000;">The National</span>, que irá suceder a <em>Trouble Will Find Me</em>, o disco que a banda de Matt Berninger e os irmãos Dessner e Devendorf editou no já longínquo ano de 2013.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em>The System Only Dreams in Total Darkness</em> foi o primeiro <em>single</em> retirado de <span style="color: #ff0000;"><em>Sleep Well Beast</em></span> e agora chegou a vez de conferir <em><span style="color: #ff0000;">Guilty Pleasures</span></em>, canção que coloca os <span style="color: #ff0000;">The National</span> no trilho de uma sonoridade eminentemente reflexiva, como é apanágio do projeto, mas cada vez menos sombria e mais optimista, demonstrando o cada vez maior ecletismo de um grupo consciente de que a existência humana não deve apenas esforçar-se por ampliar intimamente o lado negro, porque ele será sempre uma realidade, mas antes focar-se no que de melhor nos sucede e explorar até à exaustão o usufruto das benesses com que o destino nos brinda, mesmo que as relações interpessoais nem sempre aconteçam como nos argumentos dos filmes. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/71xmrULJ-ms" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:865824 2017-06-29T14:17:00 The Drums – Abysmal Thoughts 2017-06-29T14:01:01Z 2017-06-29T14:01:01Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Oriundos de Brooklin, em Nova Iorque, os <span style="color: #ff6600;">The Drums</span> foram formados ainda na década passada por Jonathan Pierce e Jacob Graham e são um dos grandes nomes do movimento saudosista de revitalização do <em>lo-fi</em>, que tem feito escola no século XXI. Na verdade, continuam a ser uma daquelas bandas que pura e simplesmente não custa nada gostar, apesar dos momentos menos felizes que viveram ultimamente e que ditaram praticamente o ocaso do projeto quando, em 2010, o guitarrista Adam Kessler abandonou o projeto. Agora, alguns anos depois, o grupo ainda procura estabilizar-se numa posição de relevo dentro do espetro sonoro que calcorreia, procurando fazê-lo à boleia de <em><span style="color: #ff6600;">Abysmal Thoughts</span></em>, doze canções que viram recentemente a luz do dia à boleia da ANTI Records. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://static.stereogum.com/uploads/2017/04/Screen-Shot-2017-04-03-at-12.29.56-PM-1491247871.png" alt="Resultado de imagem para the drums 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Sucessor do pouco entusiasmente <em>Encyclopedia</em>, este <em><span style="color: #ff6600;">Abysmal Thoughts</span> </em>é um passo firme na reabilitação de uns <span style="color: #ff6600;">The Drums</span> que corriam o sério risco de cairem no esquecimento, depois do furor que em tempos provocaram na crítica e no grande público, principalmente devido à obra-prima <em>Portamento</em>. Assim, a audição deste alinhamento oferece-nos uma coleção de boas canções com uma sonoridade bastante alegre e com traços bem delimitados da etiqueta sonora da banda que obedece à velha combinação mágica, assente numa presença forte do baixo, guitarras límpidas, uma bateria cadente e frenética, vibrante e cheia de energia e, a compor o ramalhete, um Jonathan Pierce cada vez mais seguro na voz. Logo em <span style="color: #ff6600;"><em>Mirror</em></span> confere-se um<em> rock</em> algo melancólico e ingénuo, com esta ímpar impressão nostálgica a ampliar-se no modo como o timbre da guitarra que plana sobre o tema é dedilhada em <em><span style="color: #ff6600;">I'll Fight For Your Life</span> </em>e no modo como o mesmo efeito metálico conduz <span style="color: #ff6600;"><em>Blood Under My Belt</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Este auspicioso início de <em><span style="color: #ff6600;">Abysmal Thoughts</span></em> dá-nos a percepção que o antecessor <em>Encyclopedia</em> foi, claramente, um momento menos bom e que este terceiro trabalho é que pode ser encarado como o mais fiel depositário da filosofia estilística firmada pelos <span style="color: #ff6600;">The Drums</span> em<em> Portamento</em>. O modo como a percussão mantém o ritmo frenético, tema após tema, o uso exaustivo de um caraterístico timbre da guitarra, geralmente a tocar três notas, a opção pela utilização cada vez mais precisa do sintetizador como veículo privilegiado de condução melódica, exemplar na já referida canção <em><span style="color: #ff6600;">I'll Fight For Your Life</span></em> e bastante eficaz no modo inventivo como se conjuga com os metais em <em><span style="color: #ff6600;">Your Tenderness</span></em> e a forma como em temas como a surf pop luminosa de <span style="color: #ff6600;"><em>Heart Basel</em></span>, ou a resilência inquietante de <em><span style="color: #ff6600;">Are U Fucked</span></em> o baixo acomoda os restantes instrumentos, dando-lhes a rugosidade e a substância que precisam para a obtenção do tal charme lo-fi presente no adn do grupo, são caraterísticas transversais ao disco que reafirmam a certeza de que parece haver uma reentrada desta banda norte-americana numa rota mais certeira.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ff6600;">Abysmal Thoguhts</span></em> é um trabalho interessante e pensado para ser escutado como um todo, contendo bons exemplos do potencial criativo e da sensibilidade lirica desta banda. Reergue os <span style="color: #ff6600;">The Drums</span> para uma segunda vida, que será ainda mais bem sucedida se o grupo não hesitar, no futuro, em colocar o seu enorme potencial criativo na abordagem mais corajosa e extrovertida de outros espetros sonoros, sem haver necessidade de colocarem em causa o habitual ambiente nostálgico que os carateriza. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4263/35289203615_8d03e34ace_o.jpg" alt="The Drums - Abysmal Thoughts" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>01. Mirror</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>02. I’ll Fight For Your</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>03. Blood Under My Belt</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>04. Heart Basel</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>05. Shoot The Sun Down</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>06. Head Of The Horse</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>07. Under The Ice</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>08. Are U Fucked</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>09. Your Tenderness</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>10. Rich Kids</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>11. If All We Share (Means Nothing)</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>12. Abysmal Thoughts</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yWptjJ200EQ" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:868427 2017-06-27T12:47:00 Trêsporcento - A Ciência 2017-06-27T11:55:35Z 2017-06-27T11:59:43Z <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://3.bp.blogspot.com/-3P7AASvtUj4/WUvjq_qtvvI/AAAAAAABWXg/lHF6PAzWw34w5mR5K9Im7CGp8KLOYsjoQCLcBGAs/s1600/17629894_10155055498559070_1921792988849087010_n.jpg" alt="Resultado de imagem para trêsporcento território desconhecido man on the moon" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Quase cinco anos depois do excelente <span style="color: #ccffff;"><em>Quadro</em></span>, os lisboetas <a style="color: #999999;" href="http://tresporcento.pt/">Trêsporcento</a>, deTiago Esteves (voz e guitarra), Lourenço Cordeiro (guitarra), Salvador Carvalho (baixo), Pedro Pedro (guitarrista) e António Moura (baterista), parecem apostados em fazer de 2017 mais um ano memorável na já respeitável carreira de um dos projetos essenciais do universo <em>indie</em> sonoro nacional. Para isso contam com <span style="color: #ccffff;"><em>Território Desconhecido</em></span>, o terceiro e novo álbum do grupo, que viu a luz do dia a sete de abril último e que vai vendo algumas das suas canções ganharem uma nova vida, nomeadamente com vídeos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Depois dos <em>singles O Sonho</em> e <em>Tempos Modernos</em>, agora chega o vídeo de<em><span style="color: #ccffff;"> A Ciência</span></em>, um dos temas mais orgânicos do disco, um devaneio <em>rock</em> feito por mestres impregnados com um intenso bom gosto e que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação. O vídeo realizado e editado por Francisco B. Froes, é composto essencialmente por imagens do dia do concerto de apresentação de <em>Território Desconhecido</em> no Estúdio Time Out em Lisboa, o primeiro de uma sequência de datas de apresentação do disco que incluirá ainda, entre outras a anunciar, presenças no Festival Mêda + (29 de Julho) e no Festival do Crato (26 de Agosto). Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oQIh62YdBJ0?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:867618 2017-06-23T00:02:00 Radiohead – OK Computer: OKNOTOK 1997-2017 2017-06-22T13:18:42Z 2017-06-22T20:52:58Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span> são os verdadeiros <em>Fab Five</em> das últimas três décadas, não só porque ainda estão criativamente sempre prontos a derrubar barreiras e a surpreender com o inesperado, como foi evidente em <em>Moon Shaped Pool</em> há pouco mais de um ano, mas também porque, disco após disco, acabam por continuar a estabelecer novos paradigmas e bitolas pelas quais se vão depois reger tantas bandas e projetos contemporâneos que devem o seu valor ao facto de terem este quinteto de Oxford na linha da frente das suas maiores influências.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://www.top10songsnews.com/wp-content/uploads/2016/12/Radiohead-new-songs-2017-2018-list-upcoming-latest-albums-1.jpg" alt="Resultado de imagem para radiohead band 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">E tudo isto começou quando os <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span> se tornaram, um pouco inconscientemente, no início dos frenéticos anos noventa, a melhor resposta britânica a um período aúreo do <em>rock</em> norte-americano, mesmo com os Blur e os Oasis, no seu país, na fase mais cintilante da carreira e com interessante aceitação nos Estados Unidos. Logo em <em>Pablo Honey</em> (1993), catapultados em grande medida pelo <em>single Creep</em>, colocaram em sentido milhões de olhares pelo mundo fora, em especial desse outro lado do atlântico, num território onde bandas como os R.E.M., os Nirvana, os Metallica, os Smashing Pumpkins, Red Hot Chili Peppers e Guns N'Roses, eram veneradas e ditavam tendências. E dois anos depois, com o excelente <em>The Bends</em>, os <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span> afirmaram-se numa certeza; Embarcam numa digressão norte-americana bem sucedida e ficam em posição privilegiada de colocar as cartas na mesa junto da editora que os abriga, onde exigindo liberdade criativa, um estúdio só para si com um caderno de encargos por eles definido e a presença de Nigel Goldrich lá dentro, começam a incubar aquele que será para muitos o melhor álbum da história do <em>rock</em> alternativo, o majestoso e sublime <span style="color: #99ccff;"><em>OK Computer</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Vinte anos depois, aquele que viria a ser o terceiro disco do grupo acaba de ser reeditado em dose dupla, com o alinhamento integral da edição original e um segundo compêndio de canções onde constam oito<em> lados b</em> e três músicas inéditas; <em><span style="color: #99ccff;">I Promise</span>, <span style="color: #99ccff;">Lift </span></em>e<em> <span style="color: #99ccff;">Man Of War</span>. </em>Desse modo, todas as<em> </em>gravações originais de estúdio de <em><span style="color: #99ccff;">OK Computer</span></em>, nunca antes lançadas, são remasterizadas das fitas analógicas originais e vêem finalmente a luz do dia com uma edição intitulada <span style="color: #99ccff;"><em>OK Computer: OKNOTOK 1997-2017</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Disco com uma dimensão sonora particularmente épica e orquestral, guiado por um cardápio instrumental vasto e onde o orgânico e o sintético se cruzam constantemente, não faltando pianos carregados de cândura e cordas acústicas mas também bastante abrasivas, <em><span style="color: #99ccff;">OK Computer</span></em> destaca-se pelo típico ambiente algo alienígena, soturno e reflexivo que a banda tão bem soube recriar, uma filosofia que fica impressa logo na distorção da guitarra e na clemência da voz de Thom Yorke, em <em><span style="color: #99ccff;">Airbag</span></em>. Se esta canção impressiona pelo devaneio melódico e pela miríade de detalhes e efeitos sintetizados que contém, a emoção sensorial amplia-se majestosamente em <em><span style="color: #99ccff;">Paranoid Android</span></em>, a <em>Bohemian Rapsody</em> dos <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span>, uma colagem sublime de duas canções distintas, com todos os ingredientes e <em>clichés</em> que estruturam o protótipo de uma canção <em>rock</em> perfeita e que liricamente se situa num terreno muito confortável para Thom Yorke, que sempre gostou de se debruçar sobre o lado mais inconstante e dilacerante da nossa dimensão sensível e de colocar a nu algumas das feridas e chagas que, desde tempos intemporais, perseguem a humanidade e definem a propensão natural que o homem tem, enquanto espécie, de cair insistentemente no erro e de colocar em causa o mundo que o rodeia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A sociedade contemporânea e, principalmente, a evolução tecnológica que nem sempre respeita o ritmo biológico de um planeta que tem dificuldade em assimilar e adaptar-se ao modo como apenas uma espécie, possuindo o dom único da inteligência, coloca em causa todo um equilíbrio natural, foi, então, já nessa época, um manancial para a escrita de Yorke, na projeção de <em><span style="color: #99ccff;">OK Computer</span></em>. Assim, além dos temas já referidos, na declamação  do que é uma verdadeira ditadura das massas em <span style="color: #99ccff;"><em>Fitter Happier</em></span>, na nave espacial que se despenha entre os efeitos inebriantes e a guitarra que se insinua em <em><span style="color: #99ccff;">Subterranean Homesick Alien</span></em>, na <em>soul</em> arrepiante da voz que encoraja um homem perdido nos seus medos e entorpecido na sua dor a partir estrada fora guiado por um espírito maior em <em><span style="color: #99ccff;">Exit Music (For A Film)</span></em>, mas também na distorção <em>bendiana</em> da inquietante guitarra de <span style="color: #99ccff;"><em>Lucky</em></span> ou no passageiro que sai de um comboio num destino ao acaso hipnotizado pela rudeza do piano e pela cândura das cordas que depois se elevam ao alto, à boleia do baixo, em <span style="color: #99ccff;"><em>Karma Police</em></span>, escutamos mais vários exemplos do modo como em <span style="color: #99ccff;">OK Computer</span>, metaforicamente, ou indo diretamente ao assunto, este incomparável poeta nos recorda como poderá ser drástico viver em permanentemente desafio com a natureza, sem ter em conta o nosso verdadeiro lugar e posição, no seio da mesma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Mas o amor é também território fértil para os <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span> expressarem quer agruras quer instantes de puro deleite e em <em><span style="color: #99ccff;">OK Computer</span></em> há pelo menos três canções que são particularmente intensas e representativas da beleza desse sentimento máximo. Se no ambiente rugoso e vincadamente corajoso e lutador de <span style="color: #99ccff;"><em>Electioneeering</em></span> transpira um lado mais selvagem do amor e a inevitabilidade do mesmo conseguir sobreviver a todos os desafios se for vivido como a expressão única e definitiva da nossa consciência, já o clima borbulhante e positivamente visceral de <span style="color: #99ccff;"><em>Let Down</em></span> dá ânimo para que finalmente aquele gesto que todos sonhamos um dia conseguir fazer, mas que a timidez ou a insegurança não permitem que se concretize, possa finalmente materializar-se. Depois, <em><span style="color: #99ccff;">No Surprises</span></em>, mesmo versando metaforicamente sobre o assunto, é aquela canção de amor que tanto embala como derrete o coração mais empedernido e fá-lo sem lágrima gratuita ou qualquer ponta de lamechice.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O segundo disco desta reedição de <em><span style="color: #99ccff;">OK Computer</span></em> é fundamental para a perceção clara de todo o contexto em que o álbum inicial foi incubado e, pegando nos três temas originais, logo na ternura acústica e contemplativa de <em><span style="color: #99ccff;">I Promise</span></em> se percebe o potencial das canções que acabaram por ficar de fora do alinhamento inicial do disco, sobras que para outros projetos seriam claramente trunfos maiores. E um dos principais atributos deste segundo alinhamento, é não ter despudor em apresentar uns <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span> conceptualmente situados, nessa fase da carreira, numa espécie de encruzilhada, devido ao clima tendencialmente orgânico de <em>The Bends</em> e a necessidade da banda em fazer da eletrónica uma realidade cada vez mais presente, sem colocar as cordas e a bateria de lado. Depois, se no piano e no <em>riff</em> de <em><span style="color: #99ccff;">Man Of War</span></em>, tema que aponta todas as fichas à herança de <em>Pablo Honey</em>, à semelhança, mais adiante, do instintivo <em>rock</em> do <em>lado b</em> <em><span style="color: #99ccff;">Polyethylene (Parts 1 And 2)</span></em>, sentimo-nos mais felizes por podermos contemplar o bucolismo típico <em>radioheadiano</em>, em <em><span style="color: #99ccff;">Lift</span></em> somos forçados a enfrentar o lado mais melancólico, etéreo e introspetivo dos <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span>, conduzidos por um faustoso instante sonoro, onde sintetizadores e cordas se cruzam, numa melodia cheia de humanidade e emoção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">No que concerne aos<em> lados b</em>, além da composição já referida, <span style="color: #99ccff;"><em>Lull</em> </span>usa de armas muito parecidas com as de <em><span style="color: #99ccff;">Let Down</span></em>, obtendo um efeito soporífero direito ao âmago muito semelhante e <span style="color: #99ccff;"><em>Meeting In The Aisle</em></span> acaba por ter a curiosidade de, no modo como ritma a batida e abusa de alguns efeitos abrasivos, enquanto é adicionada uma linha de guitarra ligeiramente aguda e uma bateria que parece rodar sobre si própria, mostrar uma outra faceta da apenas aparente dúvida existencial em que viviam à época os <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span>. O próprio jogo que se estabelece em <em><span style="color: #99ccff;">Melatonin</span></em> entre a bateria, um teclado sintetizado <em>retro</em> e a voz planante de Yorke, assim como o modo como <em><span style="color: #99ccff;">A Reminder</span></em>, outro tema que aborda a propensão humana para a perca, cresce de intensidade e mostra-se outra preciosa acha para a fogueira que ilumina a abrangência estilística do <em>adn</em> sonoro dos <span style="color: #99ccff;">Radiohead</span>, ampliam esta espécie de dicotomia entre um lado mais orgânico e outro mais sintético, também expressa, com luminosidade, frescura e cor na guitarra e nos efeitos borbulhantes de <span style="color: #99ccff;"><em>Palo Alto</em></span> e, antes, em<em><span style="color: #99ccff;"> Pearly</span></em>, na espiral instrumental quase incontrolada que deste tema se apodera e que acaba por atestar a segurança, o vigor e o modo ponderado e criativamente superior como este grupo britânico entrava há duas décadas em estúdio para compôr e criar um arquétipo sonoro que ainda não tem qualquer paralelo no universo <em>indie</em> e alternativo atual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Reedição muito desejada por todos os seguidores e não só, <em><span style="color: #99ccff;">OK Computer: OKNOTOK 1997-2017</span></em> é um lugar mágico onde pudemos, há vinte anos atrás, no apogeu da nossa juventude, canalizar muitos dos nossos maiores dilemas. E, de facto, o registo ainda se mantém atual no modo como nos faz esse convite, mas agora de modo ainda mais libertador e esotérico. À época foi um compêndio de canções que nos alertou para a urgência de observarmos como é viver num mundo onde somos a espécie dominante e protagonista, mas também observadora de outros eventos e emoções e hoje, trazendo à tona tantas memórias, pode muito bem ser aquele impulso que nos faltava para percebermos que ainda vamos a tempo de colocar em prática algumas das mais belas fantasias que há tantas décadas guardamos na nossa caixa dos desejos e que, vindo a ser revistas e moldadas pela inevitável força do nosso maior vigor e maturidade, ainda mantêm, no fundo, toda aquela inocência genuína que lhes dá a beleza e cor que só cada um de nós conhece. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><em><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4266/35394882456_9f9d146e39_o.jpg" alt="Radiohead - OK Computer OKNOTOK 1997-2017" width="400" height="400" /></span></em></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999;"><em><span style="font-size: 14pt;">CD 1</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Airbag</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Paranoid Android</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Subterranean Homesick Alien</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Exit Music (For A Film)</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Let Down</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Karma Police</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Fitter Happier</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Fitter Happier</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Climbing Up The Walls</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. No Surprises</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. Lucky</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">12. The Tourist</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">CD 2</span></em><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. I Promise</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Man Of War</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Lift</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Lull</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Meeting In The Aisle</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Melatonin</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. A Reminder</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Polyethylene (Parts 1 And 2)</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Pearly*</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Palo Alto</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. How I Made My Millions</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0sFvFVkeGVg" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:868096 2017-06-22T00:37:00 Gorillaz – Sleeping Powder 2017-06-21T08:47:34Z 2017-06-21T08:47:34Z <p style="text-align: center;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4255/34978297460_e1cf688197_o.jpg" alt="Gorillaz - Sleeping Powder" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">As sessões de gravação de <span style="color: #ff99cc;"><em>Humanz</em></span>, o último registo discográfico dos <span style="color: #ff99cc;">Gorillaz</span> de 2-D, Murdoc, Noodle e Russel, terão deixado um legado interessantíssimo de canções ou trechos sonoros que acabaram por não constar do alinhamento de um disco com vinte e seis canções, na versão mais completa. Esse trabalho produzido pelo próprio Damon Albarn e primeiro da banda desde <em>The Fall</em> (2011), acaba por ser um monumental e sólido passo dos <span style="color: #ff99cc;">Gorillaz</span> rumo a uma zona de conforto sonora cada vez mais afastada das experimentações iniciais do projeto que, tendo sempre a eletrónica, o hip-hop e o R&amp;B em ponto de mira, num universo eminentemente <em>pop</em>, também chegou a olhar para o <em>rock</em> com uma certa gula.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ff99cc;">Sleeping Powder</span></em> é um dos temas que acabou por ficar de fora do vasto alinhamento de <em><span style="color: #ff99cc;">Humanz</span></em>, uma canção que tendo como referência fundamental todo o espetro pop contemporâneo, entronca numa filosofia de experimentação contínua, livre de constrangimentos e com um alvo bem definido, o <em>hip-hop</em> . Nesta composição e, no fundo, em todo o conteúdo de <em><span style="color: #ff99cc;">Humanz</span></em>, foi o parceiro privilegiado da eletrónica, com a voz de Albarn a constituir-se, na música, como um inconfundível e delicioso apontamento de charme, seneridade e harmonia. Confere...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GzJGWAfmBco" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:867262 2017-06-21T06:26:00 Everything Everything – Can’t Do 2017-06-20T13:42:18Z 2017-06-20T13:42:18Z <p style="text-align: center;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4282/34539304083_8f8a7c4f32_o.jpg" alt="Everything Everything - Can&#39;t Do" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><em><span style="color: #ff6600;">A Fever Dream</span></em> verá a luz do dia a dezoito de agosto e será o nome do próximo disco dos britânicos <span style="color: #ff6600;">Everything Everything</span>, o quarto registo de originais desta banda oriunda de Manchester e que sucederá ao aclamado <em>Get to Heaven</em>, o álbum que o quarteto lançou há cerca de dois anos. Depois de terem trabalhado em <em>Get To Heaven</em> com o consagrado Stuart Price (Kylie Minogue, The Killers e Scissor Sisters), neste <em><span style="color: #ff6600;">A Fever Dream</span></em> contaram, na gravação e produção, com a ajuda de James Ford, habitual colaborador de bandas como os  Arctic Monkeys, Depeche Mode ou os Foals.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #ff6600;"><em>A Fever Dream</em></span> tem em <span style="color: #ff6600;"><em>Can't Do</em></span> o <em>single</em> de apresentação, uma canção que piscando o olho a um vasto leque de influências que vão da <em>dream pop</em> ao <em>rock</em> progressivo, passando pela eletrónica e o <em>indie rock</em> contemporâneo, plasma um refinado e cuidadoso processo de corte e costura de todo o espetro musical que seduz o grupo. Tematicamente, é um tema que, de acordo com Jonathan Higgs, o líder dos <span style="color: #ff6600;">Everything Everything</span>, pretende alertar as consciência para a noção de normalidade, porque, de acordo com ele, esse é um conceito que ninguém sabe definir com exatidão e, por isso, nenhuma entidade ou indíviduo se pode apropriar do mesmo e apresentar-se como tal. Confere...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/myQVHve73vk" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:858597 2017-06-20T13:52:00 Kasabian – For Crying Out Loud 2017-06-20T13:22:16Z 2017-06-20T13:22:16Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os britânicos <span style="color: #ffcc00;">Kasabian</span> regressaram aos discos a cinco de maio último e à boleia da Columbia Records, com <span style="color: #ffcc00;"><em>For Crying Out Loud</em></span>, trabalho que sucede a 48:13, um registo pesado, marcante, elétrico e explosivo, que a banda lançou em 2014 e que firmou de modo ainda mais explícito, as várias intersecções que este coletivo de Leicester vinha a estabelecer entre rock e eletrónica nos últimos trabalhos. Agora, três anos depois, mantém-se esta receita algo híbrida, com uma faceta mais acessível, comercial e orgânica e outra mais experimental a cruzarem-se em doze canções com uma vasta miríade de influências, que vão da<em> britpop</em>, ao <em>rock</em> mais ácido e experimental setentista, passando pelo<em> rock</em> alternativo da década seguinte e aquela toada <em>pop</em> algo sintética do mesmo período.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://www.readdork.com/wp-content/uploads/2016/09/Kasabian-1500x1000.jpg" alt="Resultado de imagem para kasabian 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ffcc00;"><em>For Crying Out Loud</em></span> é, antes de mais, um disco que se escuta com um sorriso fácil, já que não nos obriga a pensamentos demasiado intrincados para o entendimento cabal do ideário das canções e permite-nos conjugar com a audição uma interessante dose de puro divertimento e relaxamento. O <em>groove</em> de <span style="color: #ffcc00;"><em>For Crying Out Loud</em></span>, uma canção composta em apenas quinze minutos por Serge Pizzorno, o guitarrista da banda, traz consigo todo o esplendor festivo dos <span style="color: #ffcc00;">Kasabian</span>, já que ao longo do tema sente-se a vibração a aumentar e diminuir de forma ritmada, como é apanágio no cardápio do grupo, sendo um excelente exemplo dessa filosofia estilística. Depois, o frenesim festivo simultaneamente punk e tribal de <span style="color: #ffcc00;"><em>III Ray (The King)</em> </span>ou o <em>rock</em> pulsante de <span style="color: #ffcc00;"><em>Comeback Kid</em></span>, que entrou na banda sonora do jogo <em>Fifa 2017</em>, reforçam esta impressão sobre o registo, não sendo também de descurar o efeito agitador presente no <em>eletrorock</em> bem vincado, pulsante e visceral de <span style="color: #ffcc00;"><em>Are You Look For Action?</em></span>, para mim o melhor tema do disco<em> </em>e a toada ritmada e vibrante de <span style="color: #ffcc00;"><em>Bless This Acid House</em></span>, talvez a canção onde a herança identitária do país de origem dos <span style="color: #ffcc00;">Kasabian</span> se faça mais sentir.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ffcc00;">The Party Never Ends</span> </em>acaba por soar aquela típica canção de ressaca, um contraponto acústico, lento e algo intimista e submersivo de um disco onde os <span style="color: #ffcc00;">Kasabian</span> voltaram a projetar inúmeras possibilidades e aventuras que, se por um lado exalam alguma indefinição acerca da sonoridade que querem que os tipifique, assente num misto de eletrónica, psicadelia e<em> rock</em> progressivo, por outro demonstra que esta é uma banda que mesmo calcorreando diferentes percursos e atalhos, nunca deixa de alimentar um estilo, um método e uma obsessão típicas de quem quer continuar a ser um marco fundamental e inspirador no cenário musical <em>indie</em>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4158/33625355003_65d3797b5c_o.jpg" alt="Kasabian - For Crying Out Loud" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>01. III Ray (The King)</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>02. You’re In Love With A Psycho</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>03. Twentyfourseven</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>04. Good Fight</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>05. Wasted</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>06. Comeback Kid</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>07. The Party Never Ends</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>08. Are You Looking For Action?</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>09. All Through The Night</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>10. Sixteen Blocks</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>11. Bless This Acid House</em></span><br /><span style="color: #ffcc00; font-size: 14pt;"><em>12. Put Your Life On It</em></span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/0ymsF6XO1mZM1VKqI680jU" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:866906 2017-06-17T18:38:00 Arcade Fire – Creature Comfort 2017-06-16T22:49:44Z 2017-06-16T23:05:52Z <p style="text-align: center;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4199/35306088186_b75cffb8ff_o.jpg" alt="Arcade Fire - Creature Comfort" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Três anos depois do excelente <em>Reflektor</em> e de dois discos a solo de Will Butler, os canadianos <span style="color: #ffff00;">Arcade Fire</span> apostam muita da sua reputação num disco que deverá cehgar ainda este ano e que,de acordo com as amostras já divulgadas, parece-se vir a ser um claro manifesto político e de protesto ao novo rumo tomado pelo país vizinho, do Canadá de onde são originários.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A mais recente canção divulgada pelos <span style="color: #ffff00;">Arcade Fire</span> chama-se <span style="color: #ffff00;"><em>Creature Comfort</em></span> e sendo conduzida por um teclado rugoso com uma intensidade firmemente sintética, prova, à semelhança dos temas anteriormente divulgados, que uma filosofica mais <em>pop</em> está a ser definitivamente relegada para primeiro plano, com o grupo a ter uma nova aúrea, completamente remodelada. <em>Infinite Content</em> é o título mais plausível para o novo registo da banda, ainda sem data de lançamento definida. Confere...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xzwicesJQ7E" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:866770 2017-06-16T21:33:00 Fleet Foxes – Crack-Up 2017-06-16T22:35:11Z 2017-06-16T23:07:17Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Seis anos depois de <em>Helplessness Blues</em>, o último registo de originais, os norte americanos <span style="color: #333300;">Fleet Foxes</span> regressam em 2017 aos discos com<span style="color: #333300;"> <em>Crack-Up</em></span>, título inspirado num ensaio do aclamado escritor F. Scott Fitzgerald. Este novo trabalho da banda atualmente formada por Robin Pecknold, Skyler Skjelset, Casey Wescott, Christian Wargo e Morgan Henderson, vê a luz do dia à boleia da Nonesuch Records e foi produzido por Robin e Skyler, membros do grupo, misturado por Phil Ek e masterizado por Greg Calbi.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://www.jambase.com/wp-content/uploads/2015/07/Fleet-Foxes-2017-Press-Crop-1480x832.jpg" alt="Resultado de imagem para fleet foxes band 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <span style="color: #333300;">Fleet Foxes</span> são fiéis depositários da identidade mais genuína de uma América que sempre viu na <em>folk</em> um veículo privilegiado de transmissão de todo o seu referencial identitário. Escutar as composições deste projeto é vaguear, obrigatoriamente, pelos meandros de uma realidade civilizacional natural e humana alicerçada numa enorme massa migrante que atravessou o atlântico nos séculos XVIII e XIX, mas também nas raízes deixadas por diferentes tribos que coabitaram com a natureza durante centenas de anos sem qualquer intromissão estrangeira. Assim, mesmo que alguns detalhes eletrónicos e uma vasta miríade instrumental suportadas pelas mais recentes inovações tecnológicas aplicadas à produção musical sejam manuseadas na concepção dos seus discos, estes <span style="color: #333300;">Fleet Foxes</span> fazem sempre questão que as suas canções soem o mais orgânicas e nativas possível, com a mira bastante apontada ao experimentalismo <em>folk</em> que começou a impressionar e a espevitar tantos nomes hoje consagrados na década de setenta do século passado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Logo na tríade <em><span style="color: #333300;">I Am All That I Need / Arroyo Seco / Thumbprint Scar</span></em>, se um simples acorde acústico de uma guitarra e um sussurro abrem as hostilidades, rapidamente a canção nos desassossega e plasma a típica monumentalidade espiritual deste projeto, com tambores, sopros e cordas a revezarem-se entre si numa complexa teia relacional que muitas vezes faz suster a respiração, tal é a imensidão com que nos submerge. Depois, na exuberância luminosa e optimista da dupla <span style="color: #333300;"><em>Cassius - – Naiads, Cassadies</em></span>, uma canção, em duas, que nos impulsiona, com a ajuda dos violinos, a atingir o estrelato, mesmo que não pareça haver nada de motivador ao virar da esquina, mas também na beleza e no charme vibrante de <span style="color: #333300;"><em>Fool’s Errand</em></span>, nos quase nove minutos verdadeiramente inspiradores e tocantes de <span style="color: #333300;"><em>Third of May / Ōdaigahara</em></span>, uma canção conduzida por uma simples melodia de uma viola em redor da qual o piano e a bateria se insinuam continuamente e na intimista religiosidade a que o amor acaba por saber nas teclas e nas cordas de <span style="color: #333300;"><em>If You Need To, Keep Time On Me</em></span>, fica presente uma das marcas mais importantes da identidade destes <span style="color: #333300;">Fleet Foxes</span>, relacionada com a capacidade que têm em servir-se da simplicidade orgânica para adoçar o nosso coração com inquietude e coragem, deixando-o no ponto para a obtenção de grandes feitos, através de um cerrar de punhos que carece de ruído excessivo ou uma intrincada teia melódica, ritmíca e estilistica para se efetivar. Por outro lado, na sobriedade da guitarra e da batida sintetizada de <span style="color: #333300;"><em>Mearcstapa</em></span>, ou no minimalismo inicial de <em><span style="color: #333300;">On Another Ocean (January / June)</span></em>, depois quebrado por uma guitarra que não receia distorcer no tempo certo e por uma bateria intensa e encorpada, percebe-se que quer alguns aspetos essenciais da eletrónica atual, mas também do <em>rock</em> de cariz mais <em>indie</em> também são outra marca indelével dos <span style="color: #333300;">Fleet Foxes</span>, abastecendo e enriquecendo ainda mais o seu cardápio sonoro, com o mesmo efeito fortemente sentimental, interior e imersivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #333300;">Crack-Up</span> </em>é um retrato humanamente doce e profundo, mas também algo inquitetante e por isso revelador, da génese e dos alicerces da realidade civilizacional riquíssima do lado de lá do atlântico, uma realidade que justifica em grande medida o modo de vida fortemente evoluído e tecnológico em que vivemos, mas que tem nos seus pilares aquilo que de mais genuíno podemos experienciar enquanto seres vivos que é a vibração do interior desta terra mãe que nos alimenta e que hoje sofre de modo tão audível como aquele efeito cavernoso que encerra <em><span style="color: #333300;">I Should See Memphis</span></em>. De facto, a música dos<span style="color: #333300;"> Fleet Foxes</span> tem esta espantosa capacidade de nos fazer refletir sobre aquilo que somos hoje e os desafios que nos esperam, ao mesmo tempo que enquanto manifestação artística se torna reveladora por desmascarar sensorialmente toda a pafernália biológica, física e filosófica por um lado e religiosa por outro que descreve a sociedade dos nossos dias, colocando perante nós aquilo que realmente deveria importar e fazer-nos verdadeiramente felizes que é a essência harmoniosa do que de mais virgem e intocável existe em nosso redor. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4191/34582691095_85dabc24fc_o.jpg" alt="Fleet Foxes - Crack-Up" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">01. I Am All That I Need / Arroyo Seco / Thumbprint Scar</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">02. Cassius, –</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">03. – Naiads, Cassadies</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">04. Kept Woman</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">05. Third Of May / Ōdaigahara</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">06. If You Need To, Keep Time On Me</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">07. Mearcstapa</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">08. On Another Ocean (January / June)</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">09. Fool’s Errand</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">10. I Should See Memphis</span></em><br /><em><span style="color: #333300; font-size: 14pt;">11. Crack-Up</span></em></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/X5hMBxYqq5c?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:866290 2017-06-15T14:19:00 The Horrors – Machine 2017-06-15T13:44:31Z 2017-06-15T13:44:31Z <p style="text-align: center;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4228/35182318331_5552566eac_o.jpg" alt="The Horrors - Machine" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Três anos depois do grandioso e extraordinário <em><span style="color: #33cccc;">Luminous</span></em>, começa a ganhar vida o novo disco dos <span style="color: #33cccc;">The Horrors</span> de Faris Badwan, Joshua Hayward, Tom Cowan, Rhys Webb e Joseph Spurgeon, um trabalho que deverá ser lançado às feras ainda em 2017 e que será o quinto tomo da discografia deste quinteto de rapazes com o típico ar <em>punk</em> de há quarenta anos atrás, mas que têm mostrado que não pretendem apenas ser mais uma banda propagadora do <em>garage rock</em> ou do <em>pós-punk</em> britânico dos anos oitenta, mas donos de uma sonoridade própria e de um som adulto e jovial.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #33cccc;"><em>Machine</em></span> é o primeiro tema divulgado do alinhamento desse próximo registo dos <span style="color: #33cccc;">The Horrors</span>, uma canção com uma monumentalidade muito própria e que procura um equilíbrio da vertente sintética com a orgânica das guitarras. Muita da orientação sonora do tema encontra o seu principal sustento nas guitarras de Joshua e na bateria de Joseph, mas o sintetizador também é protagonista, instrumentos que se entrelaçam na construção de uma canção assente numa faceta eminentemente <em>pop</em>, criada por uma banda que faz questão de viver permanentemente de braço dado com o experimentalismo em simbiose com a psicadelia. Confere...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2GP-RRVAzrQ" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:863667 2017-06-14T15:06:00 Sufjan Stevens, Bryce Dessner, Nico Muhly And James McAlister – Planetarium 2017-06-14T14:38:57Z 2017-06-14T14:45:45Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Um dos registos discográficos que era aguardado com maior expetativa nas últimas semanas intitula-se<em> </em><span style="color: #ff0000;"><em>Planetarium</em></span>, um álbum conceptual sobre o sistema solar, que viu a luz do dia a nove de junho através da <a style="color: #999999;" href="http://4ad.com/releases/850">4AD</a>, com a assinatura dos músicos norte americanos <span style="color: #ff0000;">Sufjan Stevens</span>, <span style="color: #ff0000;">Bryce Dessner</span>, <span style="color: #ff0000;">Nico Muhly</span> e <span style="color: #ff0000;">James McAlister</span>. Com dezassete temas, o disco vinha a ser trabalhado pelo quarteto desde 2013, depois de uma performance no <em>Brooklyn Academy Of Music</em>, em Nova Iorque, mas já em 2011 <span style="color: #ff0000;">Sufjan Stevens</span> tinha sido convidado pelo compositor <span style="color: #ff0000;">Nico Muhly</span> a participar num projeto na galeria holandesa de arte e teatro Muziekgebouw, em Eindhoven.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://www.completemusicupdate.com/wp-content/uploads/2017/03/planetarium1250.jpg" alt="Resultado de imagem para Sufjan Stevens, Bryce Dessner, Nico Muhly James McAlister" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ff0000;"> <em>Planetarium</em></span> assume em todas as suas notas uma gloriosa e cósmica viagem sonora pelos recantos do nosso sistema planetário, à boleia de um conjunto de canções inspiradas em diferentes planetas e corpos celestes, entre eles a nossa estrela, o Sol. É uma jornada que do <em>rock</em> progressivo à <em>pop </em>construída em redor de pianos melancólicos, aglutina também no seu âmago uma forte veia eletroacústica algo suave e adocicada, como se percebe, por exemplo, em <span style="color: #ff0000;"><em>Mercury</em></span>, um dos grandes instantes do registo, já com direito a um vídeo a preto e branco, assinado por Deborah Johnson.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ao longo destas jornada somos convidados a escutar uma espécie de ópera cósmica, com as diferentes canções a não viverem isoladamente, mas agregadas num todo sustentado por uma míriade instrumental extensa, que entre o orgânico e o sintético, o acústico e o elétrico,  balançam-se entre si e formam um alinhamento harmonioso por onde palpitam letras de forte cariz metafórico, que tanto são cantadas por vozes modificadas e replicadas roboticamente, mas também num registo o mais cru e humano possível.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ff0000;"><em>Jupiter</em></span> será talvez o tema que melhor condensa a filosofia sonora subjacente a <em><span style="color: #ff0000;">Planetarium</span></em>, mas quer a teia intrincada de efeitos e arranjos, principalmente os de sopro, em <span style="color: #ff0000;"><em>Uranus</em></span> e o clima enérgico, futurista e monumentalmente percurssivo de <span style="color: #ff0000;"><em>Mars</em></span>, são também composições que nos colocam eficazmente bem no centro deste recanto da nossa galáxia, sem necessidade de escafandro ou de uma veículo mais rápido que a velocidade da luz. Por outro lado, <em><span style="color: #ff0000;">Sun</span></em> ou <em><span style="color: #ff0000;">Black Energy</span></em> proporcionam instantes mais serenos e intimistas, bem à medida da imensidão e do silêncio que caraterizam o vazio cósmico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ff0000;"><em>Planetarium</em> </span>é uma odisseia sonora por onde confluem vários sons da mais diversa estirpe e de diferentes proveniências, mas todos cheios de vida e a criarem verdadeiras telas sonoras de um sistema solar idealizado por <em><span style="color: #ff0000;">Stevens</span></em>, <em><span style="color: #ff0000;">Dessner</span></em>, <em><span style="color: #ff0000;">Muhly</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">McAlister</span></em>. Apesar da dimensão universal, estes mais de setenta minutos de música foram entalhados no ventre da terra mãe e dela brotaram para se tornarem na banda sonora perfeita de um território tremendamente sensorial, assente numa arrebatadora coleção de trechos sonoros cuja soma resulta numa grande obra linda e inquietante. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4248/34717712122_ce32978c7b_o.jpg" alt="Sufjan Stevens, Bryce Dessner, Nico Muhly And James McAlister - Planetarium" width="400" height="400" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>01. Neptune</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>02. Jupiter</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>03. Halley’s Comet</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>04. Venus</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>05. Uranus</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>06. Mars</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>07. Black Energy</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>08. Sun</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>09. Tides</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>10. Moon</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>11. Pluto</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>12. Kuiper Belt</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>13. Black Hole</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>14. Saturn</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>15. In The Beginning</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>16. Earth</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>17. Mercury</em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rmZKVOaTc68" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:864409 2017-06-13T14:02:00 Cigarettes After Sex – Cigarettes After Sex 2017-06-13T14:13:06Z 2017-06-13T14:13:06Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Oriundos de El Paso, no Texas, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.cigarettesaftersex.com/">Cigarettes After Sex</a> são uma das novas coqueluches da <em>indie pop</em> de cariz mais ambiental. Passaram por cá há poucos dias pelo Vodafone Primavera Sound, num concerto que apanhou muitos espectadores deprevenidos, mas que deixou logo impressa a marca indistinta de uma banda que se baptizou com felicidade, já que compôe com todos os sentidos apontados à alcova, criando temas que tanto servem para o jogo de sedução, como para (<em>traduzindo à letra</em>) aquele cigarro que muitos gostam de queimar depois do coito.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://www.billboard.com/files/media/Cigarettes-After-Sex-2017-cr-Ebru-Yildiz-billboard-1548.jpg" alt="Resultado de imagem para Cigarettes After Sex band" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Liderados por Greg Gonzalez, ao qual se juntam Jacob Tomsky, Phillip Tubbs e Randy Miller, os <span style="color: #666699;">Cigarettes After Sex</span> abrigam a sua filosofia estilística numa sonoridade simples e nebulosa, mas bastante melódica e etérea. Os temas arrastam-se com complacência e sem pressas, espraiando-se no tempo certo, envoltos por cordas de forte pendor acústico e orgânico e muitas vezes com uma subtil vibração metálica particularmente charmosa, mas também em redor de sintetizadores assertivos e guitarras com efeitos recheados de eco, <em>nuances</em> que fazem sobressair a aura melancólica e mágica de um projeto que também vive da voz doce e algo andrógena de Greg.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Logo na viola e nas teclas de <span style="color: #666699;"><em>K</em></span>., canção que abre o disco homónimo destes <span style="color: #666699;">Cigarettes After Sex</span> e o motivo desta análise crítica, encontra-se muito presente a marca da tal <em>indie pop</em> contemporânea, mas com traços de <em>shoegaze</em>, que tem vivido suportada pela mestria na simbiose minimal entre alguns detalhes típicos do melancólico rock oitocentista e a sensualidade onírica do melhor <em>r&amp;b</em> e da eletrónica ambiental. Se projetos como os Beach House pendem um pouco a balança para o primeiro lado e os The XX para o segundo, só para citar dois entre tantos outros exemplos, estes <span style="color: #666699;">Cigarettes After Sex</span> equilibram-se no meio dos dois pratos, muitas vezes com uma fragilidade que chega a ser comovente. Prova disso está no modo como na brisa etérea de <span style="color: #666699;"><em>Each Time You Fall In Love</em></span> pretendem ensinar-nos a lidar com o aparecimento desse estranho sentimento chamado <em>amor</em> nos nosssos corações, e como na batida de <em><span style="color: #666699;">Sunsetz</span></em> e nos efeitos sintéticos que rodeiam esse tema colocam em prática essa alternância contínua e quase impercetível entre diferentes estilos e com uma dose de experimentalismo bastante vincada, sendo comum o timbre de uma corda ou o <em>flash</em> de um botão divagarem, de mãos dadas, na mesma direção melódica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Um dos instantes particularmente encantadores deste álbum acaba por ser <em><span style="color: #666699;">Flash</span></em>, canção onde um efeito de guitarra ecoante e onírico, uma batida sincopada e o timbre doce de Greg que a acompanha, nos esclarecem que se saborearmos condignamente este álbum, só nos resta deixarmos a nossa mente e o nosso espírito irem à boleia desta proposta estética assente num clima abstrato e meditativo, presente em praticamente todo o trabalho, mas com um impacto verdadeiramente colossal e marcante. Depois, em <em><span style="color: #666699;">Opera House</span></em>, no arrastar do ritmo da bateria quase até ao infinito e no esoterismo do efeitos de uma guitarra que marca o traço melódico do tema, contemplamos mais dois aspetos marcantes deste alinhamento e percebemos como, apesar do minimalismo constante, todos os detalhes mais eletrificados que nos vão surgindo, nesta e noutras canções, nunca defraudam o ambiente contemplativo fortemente consistente do trabalho. O efeito da guitarra no <em>single</em> <span style="color: #666699;"><em>Truly</em></span> e, paralelamente, o aparecimento da bateria, um pouco mais afoita, além de consolidar essa impressão conceptual, mostra o modo exímio como o quarteto consegue que as texturas e as atmosferas que criam, transitem, muitas vezes, entre a euforia e o sossego, de modo quase sempre impercetível, mas que inquieta todos os poros do nosso lado mais sentimental e espiritual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Há nos <span style="color: #666699;">Cigarettes After Sex</span> um assomo de elegância contida, mas que não esconde um consciente exibicionismo de uma banda que é dona e senhora de uma superior sapiência melódica. Os floreados percussivos, os acordes a transbordar de cândura, mas épicos e deslumbrantes, e algumas belíssimas letras entrelaçadas com melodias minuciosamente construídas com diversas camadas de instrumentos, fazem com que seja atraente e hipnotizadora esta estranha escuridão interestelar mas marcadamente <em>soul</em> que, mesmo no caso de <em><span style="color: #666699;">John Wayne</span></em>, sendo cantada em jeito de lamúria ou desabafo, nunca deixa de encarnar um notório marco de libertação. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4275/34611601910_f422256ac5_o.jpg" alt="Cigarettes After Sex - Cigarettes After Sex" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>01. K.</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>02. Each Time You Fall In Love</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>03. Sunsetz</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>04. Apocalypse</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>05. Flash</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>06. Sweet</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>07. Opera House</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>08. Truly</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>09. John Wayne</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>10. Young And Dumb</em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/L4sbDxR22z4" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>