urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2017-05-25T23:40:00Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:863449 2017-05-26T00:40:00 !!! - Shake The Shudder 2017-05-25T09:46:38Z 2017-05-25T09:46:38Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Lançado no passado dia dezanove através da Warp Records, <span style="color: #ffcc99;"><em>Shake The Shudder</em></span> é o novo tomo discográfico dos norte-americanos <span style="color: #ffcc99;"><a style="color: #ffcc99;" href="http://chkchkchk.net/">!!!</a> (Chk Chk Chk)</span>, um coletivo liderado por Nick Offer, ao qual se juntam atualmente Mario Andreoni, Dan Gorman, Paul Quattrone e Rafael Cohen. Este é o sétimo disco da carreira de um dos nomes fundamentais do <em>punk rock</em> do novo milénio e talvez um dos melhores trabalhos da carreira deste grupo já com duas décadas de vida, formado em 1995 das cinzas dos míticos  Black Liquorice e dos Popesmashers.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://www.fanzoot.com/event_images/326156_97-ejmbo.gif" alt="Resultado de imagem para !!! (Chk Chk Chk) 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Salvo algumas excepções de nomeada, nomeadamente nomes como os LCD Soundsystem, The Juan Maclean, os The Rapture ou os próprios Thee Oh Sees, o espetro sonoro em que os <span style="color: #ffcc99;">!!! (Chk Chk Chk) </span>se movimentam ganhou um fôlego enorme no início deste século, mas tem vindo a perder terreno no seio do <em>rock</em> alternativo. É um receituário que serve-se, geralmente, de linhas de baixo encorpadas, <em>riffs</em> de guitarra pulsantes e batidas muitas vezes sintetizadas com o intuíto de fazer dançar todos aqueles que gostam de abanar a anca mas deprezam terrenos sonoros como o <em>house</em>, o <em>discosound</em> e afins. Hoje em dia, além do anunciado regresso da banda de James Murphy aos discos e da manutenção da pujança do coletivo liderado por John Dwyer, os <span style="color: #ffcc99;">!!! (Chk Chk Chk)</span> serão talvez o projeto que ainda se consegue manter nas luzes da ribalta e assumir um protagonismo na defesa dos interesses de uma sonoridade que, sendo bem burilada é, sem dúvida, uma das mais atrativas no universo do <em>rock</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A miscelânea assertiva entre <em>rock</em> e eletrónica que os <span style="color: #ffcc99;">!!! (Chk Chk Chk)</span> nos oferecem neste <span style="color: #ffcc99;"><em>Shake The Shudder</em></span>, fica plasmada logo desde o início. Se o ligeiro travo <em>R&amp;B</em> de <em><span style="color: #ffcc99;">The One2</span></em> é uma daquelas típicas canções de início de festa, com o falsete vocal e a batida seca a puxarem-nos sedutoramente para debaixo da bola de espelhos, depois o domínio do <em>rock</em> faz-se sentir em <span style="color: #ffcc99;"><em>Dancing Is The Best Revenge</em></span>, tema onde sobressai um aditivo refrão e que é conduzido por uma simples linha de baixo, acompanhada por uma bateria enleante e guitarras insinuantes, com a eletrónica a tomar as rédeas de <span style="color: #ffcc99;"><em>NRGQ</em></span>, canção adornada por guitarras de inspiração oitocentista e onde a voz de Lea Lea aprimora o travo <em>vintage</em> de um tema onde cabedal e lantejoulas se misturam sem pudor. E, logo nesse arranque ficam desfeitas todas as dúvidas sobre a boa forma dos <span style="color: #ffcc99;">!!! (Chk Chk Chk)</span> e o modo como ainda nos fazem dançar e vibrar com ímpeto, quase até à exaustão, além de serem canções que plasmam o enorme talento de Nick Offer, quer como escritor quer como compositor e, principalmente, como agitador.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A partir daí, no sintético <em>groove </em>negro de <span style="color: #ffcc99;"><em>Things Get Hard</em></span>, na afirmação do baixo como verdadeira locomotiva do som dos <span style="color: #ffcc99;">!!! (Chk Chk Chk)</span> no <em>pós punk</em> de <em><span style="color: #ffcc99;">Throw Yourself In The River</span></em> e no modo inédito como o trombone desafia a acidez dos outros arranjos que vagueiam pela espetacular melodia que sustenta <span style="color: #ffcc99;"><em>R Rated Pictures</em></span>, espraia-se nos nossos ouvidos e vibra de alto a baixo um álbum que não serve para as pistas de dança convencionais, mas que é perfeito para quem pretende abanar a anca ao som de uma sonoridade um pouco mais ortodoxa e exigente, mas tanto ou mais recompensadora. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/7ck0mlarsb5RKF2IYcHaPy" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:863132 2017-05-25T00:06:00 Girlpool - Powerplant 2017-05-24T14:15:23Z 2017-05-24T14:15:23Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">As norte americanas<span style="color: #008000;"> Girlpool</span> são Cleo Tucker e Harmony Tavidad, uma dupla de jovens adolescentes californianas que se juntou em 2013 para fazer música e que se estreou dois anos depois nos discos com o excelente <span style="color: #008000;"><em>Before The World Was Big</em></span>. Era um alinhamento de canções com uma forte componente autobiográfica e cuja temática, expetavelmente, se debruçava sobre os típicos dilemas existenciais de duas jovens que partilham um olhar muito próprio acerca da feminilidade e que não se coibem de, além da componente reflexiva, também expor experiências e factos vividos. Era um disco com uma sonoridade algo minimal, já que o baixo e a guitarra eram os dois únicos suportes de canções eminentemente introspetivas e com uma tonalidade bastante suave. Agora, dois anos depois, as <span style="color: #008000;"><em>Girlpool</em></span> regressam com <em><span style="color: #008000;">Powerplant</span></em>, um disco que mantendo o mesmo conceito estilístico e sonoro, amplia, no entanto, os horizontes da dupla, que se apresenta mais madura e com novos arranjos e detalhes que vale a pena conferir.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://www.comunidadeculturaearte.com/wp-content/uploads/2017/05/01-girlpool-cosores-1024x683.jpg" alt="Resultado de imagem para Girlpool Cleo Tucker Harmony Tavidad" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #008000;"><em>Powerplant</em></span> abre com <span style="color: #008000;"><em>123</em></span>, uma canção que começa por impressionar pelo modo como Tucker e Tavidad dialogam vocalmente e que depois se torna vigorosa e até algo visceral, marcando-se, logo aí, uma clara diferença, em termos de ruído, com o conteúdo geral do disco de estreia. E depois, basta escutar atentamente o sereno dedilhar inicial da viola da conflituosa <span style="color: #008000;"><em>Sleepness</em></span> e o modo como ela se eletrifica, para se tornar óbvio que houve aqui um propósito inicial de marcar a diferença com o antecessor, através de um som mais rugoso e encorpado. Seja como for, a melancolia sedutora que vagueia pelo efeito metálico da guitarra de <em><span style="color: #008000;">Your Heart</span></em>, canção sobre as habituais peripécias de um casal, ou a angústia latente nas variações rítmicas e na distorção de <em><span style="color: #008000;">It Gets More Blue</span></em>, elucidam-nos que <em><span style="color: #008000;">Powerplant</span></em> segue o objetivo claro desta fase inicial da carreira das <span style="color: #008000;">Girlpool</span> e que é, numa atitude confessional, aproximarem-se o mais possível daquilo que são as vivências habituais de qualquer um de nós que passou ou está a passar por aquela idade em que o amor é ainda um grande mistério e que para ser bem minimamente entendido opta-se, muitas vezes, pelo mecanismo tentativa <em>vs</em> erro até que este mistério chamado <em>amor</em> fique menos nebuloso. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Álbum com uma intimidade muito própria e com um ambiente bastante acolhedor, <span style="color: #008000;"><em>Powerplant</em> </span>impressiona pelo <em>efeito de espelho</em> que poderá ter em quem o escuta de modo dedicado, ao mesmo tempo que reforça um estilo sonoro e uma abordagem ao <em>indie rock</em> com algumas caraterísticas bem marcadas e difíceis de encontrar em outros projetos similares. A simplicidade do baixo e da guitarra, o modo e a rapidez como esta transita do acústico ao elétrico e o recurso constante às vozes em coro são bons exemplos do modo assertivo com que as <span style="color: #008000;"><em>Girlpool</em></span> nos incitam à reflexão. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://open.spotify.com/embed?uri=spotify:album:120bhi2kgHiYc2FwI7nghO" width="700" height="400" frameborder="0"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:862834 2017-05-24T00:25:00 Mac Demarco - This Old Dog 2017-05-23T14:07:33Z 2017-05-24T14:41:25Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O canadiano <span style="color: #ffcc00;">Mac Demarco</span> está de regresso aos discos com <em><span style="color: #ffcc00;">This Old Dog</span></em>, treze canções abrigadas à sombra da Captured tracks e que mantendo aquela vibe um pouco descontraída e informal e o carisma irónico e bem humorado que carateriza o cardápio sonoro deste autor, transparecem, desta vez, uma faceta um pouco mais humana, séria e melancólica que o habitual.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2017/01/mac-demarco.png" alt="Resultado de imagem para mac demarco 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O <em>indie rock</em> de cariz eminentemente <em>lo fi</em> e que em <span style="color: #ffcc00;">Mac Demarco</span> sustenta grande parte do seu adn em acordes de violas simples e solarengos e em algumas distorções inspiradas, continua a ser o sustento fundamental de <span style="color: #ffcc00;"><em>This Old Dog</em></span>, uma herança feliz que a profundidade emocional do modo como voz e guitarra se entrelaçam em <em><span style="color: #ffcc00;">Sister</span></em>, canção com um final repentino que incomoda, mas também que a indulgência perene dos acordes de <em><span style="color: #ffcc00;">Dreams For Yesterday</span></em>, o classicismo pop setentista de <em><span style="color: #ffcc00;">Baby You’re Out</span></em> e a harmónica que ciranda por <span style="color: #ffcc00;"><em>Wolf in Sheep’s Clothes</em></span>, salvaguardam com notável mestria e, de modo algo inédito neste artista, com uma dimensão introspetiva pouco usual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Mas os sintetizadores também estão cada vez mais presentes na dinâmica estilística de <span style="color: #ffcc00;">Demarco</span>, principalmente desde que se tornaram num elemento chave de recriação sonora em <em>Some Other Ones</em>, um dos álbuns mais injustiçados da carreira do músico. E neste seu novo tomo também foram preponderantes em determinados momentos, na recriação da atmosfera conceptual pretendida. Assim, em <em><span style="color: #ffcc00;">This Old Dog</span></em>, o sintetizador ameno com certo travo épico e saudosista de <em><span style="color: #ffcc00;">Watching Him Fade Away</span></em>, o modo como surpreende no devaneio vintage que as teclas incorporam na curiosa <span style="color: #ffcc00;"><em>On The Level</em></span> e, em oposição, o posicionamento do mesmo na cândura suave da lindíssima melodia que conduz <span style="color: #ffcc00;"><em>For The First Time</em></span>, são três esclarecedores exemplos do modo como as teclas, mesmo parecendo estar um pouco na sombra das guitarras, são, atualmente, uma ferramenta intimamente ligada à maneira como <span style="color: #ffcc00;">Demarco</span> oferece despojadamente a sua música.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Disco com uma personalidade muito própria e bastante vincada, <em><span style="color: #ffcc00;">This Old Dog</span></em> renova o modo particular como <span style="color: #ffcc00;">Mac Demarco</span> costuma apresentar-se aos seus seguidores, oferecendo um pouco mais de si, na medida em que expôe com maior clareza sentimentos e opiniões sobre eventos e factos quotidianos que testemunha ou protagoniza, mas também mostrando uma superior dose de maturidade que acaba por deixar a sua carreira numa espécie de encruzilhada, no sentido positivo do termo. Aguarda-se, seneramente, os próximos discos para saber se esta inflexão temática terá continuidade ou foi apenas um ligeiro e bem sucedido desvio. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <article> <section class="body"><span style="font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Ykp1tXcYXkc" width="647" height="364" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A6XzoFb3hP14jVQeCMRdVJR" width="647" height="720" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></section> </article> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:862685 2017-05-23T09:42:00 Sleep Party People – The Sun Will Open Its Core 2017-05-23T09:01:17Z 2017-05-23T09:01:17Z <p style="text-align: center;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4197/34775541565_f5e3e7e493_o.jpg" alt="Sleep Party People - The Sun Will Open Its Core" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #339966;"><em>Lingering</em></span>, o novo registo de originais dos projeto Sleep Party People do dinamarquês Brian Batz, chega aos escaparates a dois de junho, à boleia da Joyful Noise Recordings e não receio arriscar que poderá muito bem ser um dos melhores discos de 2017. O álbum contará com as participações especiais de Peter Silberman dos The Antlers e Beth Hirsch que emprestou a sua voz a alguns dos temas mais emblemáticos de <em>Moon Safari</em>, a obra-prima dos franceses Air.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Construída em redor de um muro sónico de batidas e sons sintetizados plenos de luz e harmonia, <span style="color: #339966;"><em>The Sun Will Open Its Core</em></span> é o mais recente <em>single</em> divulgado de <span style="color: #339966;"><em>Lingering</em></span>, canção onde mais uma vez Batz olha para o interior da alma e incita os nossos desejos mais profundos, como se cavasse e alfinetasse um sentimento em nós, impulsionado por uma filosofia sonora que explora uma miríade instrumental alargada e onde a vertente experimental assume uma superior preponderância ao nível da exploração do conteúdo melódico. Na canção a letra também é um elemento vital, tantas vezes o veículo privilegiado de transmissão da angústia que frequentemente invade Batz. Confere...</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0_4NI38fPFM" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:856360 2017-05-20T00:24:00 Sufjan Stevens, Bryce Dessner, Nico Muhly, James McAlister – Mercury 2017-05-19T14:42:56Z 2017-05-19T14:42:56Z <p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-47025 aligncenter" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2017/04/asas.jpg" alt="" width="700" height="700" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Um dos registos discográficos que é aguardado com maior expetativa nas próximas semanas intitula-se<em> </em><span style="color: #ff0000;"><em>Planetarium</em></span>, um álbum conceptual sobre o sistema solar, que irá ver a luz do dia a nove de junho através da <a style="color: #999999;" href="http://4ad.com/releases/850">4AD</a>, com a assinatura dos músicos norte americanos <span style="color: #ff0000;">Sufjan Steven</span>s, <span style="color: #ff0000;">Bryce Dessner</span>, <span style="color: #ff0000;">Nico Muhly</span> e <span style="color: #ff0000;">James McAlister</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com dezassete temas num alinhamento que podes conferir abaixo e que têm vindo a ser trabalhadas pelo quarteto desde 2013, depois de uma performance no Brooklyn Academy Of Music, em Nova York, <span style="color: #ff0000;"><em>Planetarium</em></span> será, certamente, uma gloriosa e cósmica viagem sonora pelos recantos do nosso sistema planetário, à boleia de um conjunto de canções que do <em>rock</em> progressivo à <em>pop</em> construída em redor de pianos melancólicos, aglutinará também no seu âmago uma forte veia eletroacústica algo suave e adocicada, como se percebe, por exemplo, em <span style="color: #ff0000;"><em>Mercury</em></span>, o mais recente tema divulgado do disco e já com direito a um vídeo a preto e branco, assinado por Deborah Johnson. Confere...</span> </p> <div class="fluid-width-video-wrapper" style="text-align: center;"> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rmZKVOaTc68?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> </div> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">01 Neptune</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">02 Jupiter</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">03 Halley’s Comet</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">04 Venus</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">05 Uranus</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">06 Mars</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">07 Black Energy</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">08 Sun</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">09 Tides</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">10 Moon</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">11 Pluto</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">12 Kuiper Belt</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">13 Black Hole</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">14 Saturn</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">15 In the Beginning</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">16 Earth</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;">17 Mercury</span></em></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:860891 2017-05-19T10:37:00 Mando Diao – Good Times 2017-05-19T09:39:11Z 2017-05-19T09:39:11Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <a style="color: #999999;" href="http://www.mandodiao.com/">Mando Diao</a> são uma banda de rock alternativo formada em <a style="color: #999999;" title="2001" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2001">2001</a> com origem em <a style="color: #999999;" title="Borlänge" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Borl%C3%A4nge">Borlänge</a>, na <a style="color: #999999;" title="Suécia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Su%C3%A9cia">Suécia</a> e constituida por Björn Dixgård, Gustaf Norén, CJ Fogelklou e Mats Björke. O grupo ganhou fama após o lançamento do segundo álbum <a class="new" style="color: #999999;" title="Hurricane Bar (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hurricane_Bar&amp;action=edit&amp;redlink=1">Hurricane Bar</a>, mas só os conheci em 2009 quando, em <em>Give Me Fire</em>, se podia ouvir <em>Gloria</em> e <em>Dance With Somebody</em>, dois temas que me fizeram querer saber mais sobre eles e que os colocaram definitivamente no meu radar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://www.elquintobeatle.com/wp-content/uploads/2016/12/mando-diao-incorporacion-low-festival-2017-1.jpg" alt="Resultado de imagem para mando diao 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois da transformação sonora que operaram em 2011, quando se juntaram a Gustaf Frönding, poeta sueco, e trabalharam em poemas com música para criar <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/315175.html">Infruset</a>, o primeiro álbum da banda cantado em sueco e um disco essencialmente acústico e muito introspetivo, os suecos <a style="color: #999999;" href="http://www.mandodiao.com/">Mando Diao</a> regressaram três anos depois com <em>Aelita</em>, um registo onde voltaram a ligar os amplificadores e os sintetizadores e a apostar na típica sonoridade que definia o <em>glam rock</em> que fez escola há trinta anos atrás em muitas bandas nórdicas. Agora, em 2017, voltam à carga com Good Times, mais uma escalada sonora e vertiginosa ao universo <em>indie rock</em>, cheio de adrenalina e com uma forte filosofia garageira, talvez o território onde este quarteto sueco se sente mais confortável.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Lançado no passado dia doze, <span style="color: #99cc00;"><em>Good Times</em> </span>faz uma espécie de balanço de todos os territórios sonoros que os <span style="color: #99cc00;">Mando Diao</span> já calcorrearam, apesar das caraterísticas gerais acima referidas, com as suas doze canções a conseguirem um eficaz balanço entre alguns traços da <em>new wave</em> que sobressairam em <em>Hurricane</em> e, principalmente, em <em>Give Me Fire</em> e aquele <em>rock</em> mais cru e experimental que sustentou <em>Aelita</em>. Esta filosofia de <span style="color: #99cc00;"><em>Good Times</em></span> acaba por revigorar e proporcionar outro lustro ao catálogo sonoro destes suecos, com a adição de detalhes sintetizados que não descuram a forte presença de plumas e lantejoulas movidas a sintetizadores e alguns arranjos extra a linhas agressivas de guitarra e ao baixo encorpado a proporcionarem um bálsamo e um colorido mais <em>funk</em> a temas como <span style="color: #99cc00;"><em>Shake</em></span>, <span style="color: #99cc00;"><em>Money</em></span>, ou o homónimo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Mas o arquétipo sonoro em que sobrevivem estas três composições não esgota o acervo criativo dos Mando Diao, constituindo apenas uma pequena parte do arsenal bélico com que eles nos sacodem em <span style="color: #99cc00;"><em>Good Times</em></span>. Existem outros detalhes que também traduzem, na forma de música, a mente criativa de quatro músicos que pensam e sentem, nomeadamente quando questionam alguns cânones elementares ou verdades insofismáveis do nosso mundo e que merecem ser salientados. Assim, na visceralidade aconchegante da batida e das guitarras do rugoso <em>punk</em> que ilumina <span style="color: #99cc00;"><em>Dancing all The Way to Hell</em></span> e no modo curioso como a voz de Björn Dixgård é manipulada na alegoria pop solarenga transmitida por <span style="color: #99cc00;"><em>Voices On The Radio</em></span>, completa-se toda uma profusão de sons, estilos, ruídos e poeiras sonoras que abastecem este registo que não sendo a reinvenção da roda é, no entanto, uma excelente adição ao catálogo dos <span style="color: #99cc00;">Mando Diao</span>. <em><span style="color: #99cc00;">Good Times</span></em> valoriza-se pela originalidade simultaneamente <em>vintage</em> e contemporânea e por servir para provar, definitivamente uma identidade firme e coesa de uma banda que, ao oitavo disco, mostra que merece uma superior projeção. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4179/33730515654_a9b65c08b3_o.jpg" alt="Mando Diao - Good Times" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>01. Break Us</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>02. All The Things</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>03. Good Times</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>04. Shake</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>05. Money</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>06. Watch Me Now</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>07. Hit Me With A Bottle</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>08. Brother</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>09. Dancing All The Way To Hell</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>10. One Two Three</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>11. Voices On The Radio</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 14pt;"><em>12. Without Love</em></span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uyIYZP1EILY?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uAfqyrMele8?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:861759 2017-05-18T09:40:00 Steven Wilson – Pariah 2017-05-18T08:42:33Z 2017-05-18T08:42:33Z <p align="center"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4159/34700751465_accf4910ed_o.jpg" alt="Steven Wilson - Pariah" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Mais conhecido pela sua contribuição ímpar nos projetos Porcupine Tree e Storm Corrosion, <span style="color: #3366ff;">Steven Wilson</span> tem também já uma profícua carreira a solo, que vai ver o seu quinto capítulo a dezoito de agosto próximo com a edição de <em><span style="color: #3366ff;">To The Bone</span></em>, o seu próximo registo discográfico. Este é um dos músicos que na atualidade melhor mistura rock progressivo e eletrónica, fazendo-o sempre com grandiosidade e elevado nível qualitativo. Aliás, basta escutar o antecessor <em>Hand. Cannot. Erase.</em>,(2015) ou a obra-prima <em>The Raven That Refused To Sing (And Other Stories)</em> (2013), para se perceber como <span style="color: #3366ff;">Steven Wilson</span> é exímio nessa mescla e como convive confortavelmente com o esplendor e a grandiosidade, não tendo receio de arriscar, geralmente com enorme dinâmica e com uma evidente preocupação pela limpidez sonora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Com a participação especial da israelita Ninet Tayeb, que já tinha feito parte dos créditos de <em>Perfect Life </em>e <em>Routine</em>, dois dos melhores temas de <em>Hand. Cannot. Erase.</em>, <em>Pariah</em> é o primeiro <em>single</em> divulgado de <a style="color: #999999;" href="https://store.universalmusic.com/stevenwilson/?utm_campaign=StevenWilsonTotheBone20170508&amp;utm_content=&amp;utm_medium=genericlink&amp;utm_source=OriginalLink">To The Bone</a>, uma canção que impressiona pela riqueza melódica e por uma assertiva conexão entre belas paisagens acústicas e instantes de fulgor progressivo, enquanto se debruça sobre alguns dos medos e paranóias do mundo moderno e a dependência que todos sentimos da tecnologia, duas ideias transversais ao restante alinhamento do disco, conforme confessou o autor recentemente (<em>My fifth record is in many ways inspired by the hugely ambitious progressive pop records that I loved in my youth. Lyrically, the album’s eleven tracks veer from the paranoid chaos of the current era in which truth can apparently be a flexible notion, observations of the everyday lives of refugees, terrorists and religious fundamentalists, and a welcome shot of some of the most joyous wide-eyed escapism I’ve created in my career so far.</em>) Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HXNE_l1YUHU" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:861604 2017-05-17T15:51:00 Beach House - B-Sides and Rarities 2017-05-17T14:52:03Z 2017-05-17T14:52:03Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://cdn.pastemagazine.com/www/articles/Beach%20House%20by%20Shawn%20Brackbill%20Square.jpg" alt="Resultado de imagem para beach house 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A dupla <span style="color: #333399;">Beach House</span>, um projeto sedeado em Baltimore, no Maryland, formado pela francesa Victoria Legrand e pelo norte americano Alex Scally, está de regresso em 2017 aos lançamentos discográficos depois da parelha de álbuns que lançou em 2015, com um intervalo de dois meses, <em>Depression Cherry</em> e <em>Thank Your Lucky Stars</em>. Recordo que anteriormente a dupla já havia lançado <em>Beach House </em>(2006), <em>Devotion</em> (2008), <em>Teen Dream</em> (2010) e <em>Bloom</em> (2012). Desta vez não irá ver a luz do dia um álbum de originais, mas uma compilação de catorze canções com <em>lados b</em> e raridades retiradas de todos os discos da dupla.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Seja como for, deste <span style="color: #333399;"><em>B-Sides and Rarities</em></span> dos <span style="color: #333399;">Beach House</span> irão também constar dois inéditos, os temas <span style="color: #333399;"><em>Chariot</em></span> e <span style="color: #333399;"><em>Baseball Diamond</em></span>, que foram gravados durante as sessões de <em>Depression Cherry</em> e <em>Thank Your Lucky Stars</em> e dos quais já é possível escutar o primeiro, um tema que assenta numa sonoridade simples e nebulosa, bastante melódica e etérea, plena de sintetizadores assertivos e ruidosos e guitarras com efeitos recheados de eco, que mantém intacta a aura melancólica e mágica de um projeto que vive em redor da voz doce de Victoria e da mestria instrumental de Alex e se aproxima cada vez mais de algumas referências óbvias de finais do século passado. Confere <em><span style="color: #333399;">Chariot</span></em> e o alinhamento de <span style="color: #333399;"><em>B-Sides and Rarities</em></span>...</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6Hwm9jBn1vo?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://mail.google.com/mail/u/0/?ui=2&amp;ik=a77e7d81cc&amp;view=fimg&amp;th=15c15ecad14963c5&amp;attid=0.0.2&amp;disp=emb&amp;attbid=ANGjdJ-MaYKnqu52UPzpaNUrc0_dpWYhdCNTA32VlMvcCTVwsCyHrw_LrmrBcPuxaEaIMVCVafLwh6tVkK5HamOUqIySfYKzH3i6m9k4Rdo7_mQvB_6kIkyOivgDLIA&amp;sz=w602-h624&amp;ats=1495016872671&amp;rm=15c15ecad14963c5&amp;zw&amp;atsh=1" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Chariot</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Baby</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Equal Mind</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Used To Be (2008 single version)</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>White Moon (iTunes session remix)</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Baseball Diamond</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Norway (iTunes session remix)</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Play The Game </em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>The Arrangement</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Saturn Song</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Rain In Numbers</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>I Do Not Care For the Winter Sun</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>10 Mile Stereo (Cough Syrup Remix)</em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;"><em>Wherever You Go</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:857345 2017-05-16T14:11:00 Tomara - Coffee And Toast 2017-05-16T14:53:44Z 2017-05-16T14:53:44Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Será no final do verão, lá para setembro, que chegará aos escaparates <span style="color: #ff0000;"><em>Favourite Ghost</em></span>, o disco de estreia do projeto <span style="color: #ff0000;">Tomara</span> da autoria de Filipe Monteiro, um músico que começou por estudar Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes e que trabalhou em vídeos e na parte visual de concertos de nomes como os já extintos Da Weasel, mas também com Paulo Furtado, David Fonseca, Rita Redshoes, António Zambujo e Márcia.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://maquinadeescreverdotcom.files.wordpress.com/2017/05/tomara-e1493723491201.jpg" alt="Resultado de imagem para tomara filipe monteiro" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Filipe Monteiro olha para o mundo que o rodeia com uma assertividade incomum, referindo que o mesmo se constrói de <em>exercícios filosóficos que se transformam em tratados lançados para o barulho dos nossos dias</em> e que é importante, vestirmo-nos, <em>se de sapiência formos ricos, do que vale a pena</em>. Este acaba por ser o mote para um álbum que certamente fará uma reflexão crítica bastante pessoal de uma contemporaneidade comum a todos nós, mas que pode ser observada e analisada com diferentes olhares e através de diversos ângulos, sendo o de Filipe claramente aquele que privilegia a componente visual e a musicalidade dessa mesma abordagem.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O balanço suave das teclas, as guitarras efusivas e a bateria marcante de <em><span style="color: #ff0000;">Coffee And Toast</span></em>, a primeira amostra divulgada de <em><span style="color: #ff0000;">Favourite Ghost</span></em>, remetem-nos exatamente para esse universo impressivo, em que a música possibilita a formulação de um ideário e uma trama passíveis de desfilar pela nossa mente, neste caso explicada pelo próprio autor como uma canção que <em>narra de forma bela e redentora dias em que a felicidade foi, circunstancialmente, mergulhada num qualquer nevoeiro desordenado e difícil, quase penumbroso</em>. mas com a música a voltar a colocar tudo nos eixos, já que devido a ela <em>o amor emerge ressoante</em>. Confere o tema e o vídeo do mesmo, da autoria do próprio Filipe C. Monteiro...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FntKhizqut2A%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DntKhizqut2A&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FntKhizqut2A%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:861348 2017-05-15T15:55:00 Ganso - Pá Pá Pá 2017-05-15T16:02:40Z 2017-05-15T16:02:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/gansobanda">Ganso</a> são Gonçalo Bicudo (Baixo Eléctrico), João Sala (Voz e Teclados), Luís Ricciardi (Guitarra Eléctrica e Piano Eléctrico), Miguel Barreira (Coros e Guitarra Eléctrica) e Thomas Oulman (Coros e Bateria) e <em><span style="color: #ffff99;">Pá Pá Pá</span></em> o novo registo de originais deste coletivo natural de Lisboa, uma edição abrigada à sombra da insupeita editora <a style="color: #999999;" href="https://cucamongadiscos.bandcamp.com/">Cuca Monga</a>, morada dos Capitão Fausto e outras bandas satélite deste grupo (Bispo, El Salvador), mas também de Luis Severo, outro dos nomes mais profícuos do universo <em>indie pop</em> nacional contemporâneo.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://bodyspace.net/imgs/noticias/gansosingle.jpg" alt="Resultado de imagem para Ganso Pá Pá Pá" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A audição de <span style="color: #ffff99;"><em>Pá Pá Pá</em></span> transporta-nos, logo à primeira impressão auditiva, para o dealbar do <em>indie rock</em> psicadélico, bem ali nos anos sessenta e setenta, uma abordagem muito em voga atualmente por cá, suportada por guitarras solarengas, plenas de <em>fuzz</em> e vozes geralmente ecoantes e com um certo pendor <em>lo fi</em>. No entanto, um dos maiores atributos dos <span style="color: #ffff99;">Ganso</span> neste trabalho, foi terem sabido pegar em possíveis influências que admiram e dar-lhes um cunho muito próprio, uma marca deles, única e distinta. É um <em>indie rock</em> clássico e vibrante e que não dispensando uma sonoridade urbana e clássica contém, como se percebe logo em <span style="color: #ffff99;"><em>Conversas Repetidas</em></span>, algumas <em>nuances</em> rítmicas e percurssivas que nos remetem para o nosso ideário mais tradicional e para alguma da herança deixada por lampejos de uma ruralidade muito nossa e genuína.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Gravado, produzido e misturado pelo Diogo Rodrigues e masterizado pelo Miguel Pinheiro Marques, <em><span style="color: #ffff99;">Pá Pá Pá</span></em> contém nove temas que se bebem de um trago só e que, se devidamente apreciados, poderão ter um efeito particularmente saboroso e inebriante, num disco excelente para o verão que se aproxima e que se for alvo de repetidas audições permitirá que determinados detalhes e arranjos se tornem cada vez mais nítidos e possam, assim, ser plenamente apreciados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois do excelente mote dado pela já referida canção <em><span style="color: #ffff99;">Conversas Repetidas</span></em>, entramos por <em><span style="color: #ffff99;">Pá Pá Pá</span> </em>adentro com <span style="color: #ffff99;"><em>Grilo do Nilo</em></span>, uma canção rápida, incisiva e direta, com a habitual toada <em>rock</em>, algo experimental, crua e psicadélica e onde sobressai a insistente repetição do título do disco ao longo do refrão. É mesmo um daqueles temas que convidam à dança espontânea. Mas depois também há um espraiar buliçoso na imponência das cordas e nas teclas que conduzem <em><span style="color: #ffff99;">O Que Há Por Cá</span></em>, o <em>rock</em> mais boémio e satírico de <span style="color: #ffff99;"><em>Brad Pintas</em></span>, o banquete festivo com guitarras carregadas de <em>fuzz</em> no cardápio instrumental de <em><span style="color: #ffff99;">Quando A Maldita</span></em> e, de modo mais experimental e progressivo, em<em> <span style="color: #ffff99;">Dança de Sabão</span></em>, instrumental redentor no modo que transpira uma profunda sensação de conforto coletivo por tudo aquilo que <span style="color: #ffff99;"><em>Pá Pá Pá</em></span> certamente ofereceu aos seus criadores.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ffff99;">Pá Pá Pá</span> </em>é o contributo nacional de peso para a equipa formada por aquelas bandas que ajudam a contrariar quem, já por milhares de vezes, anunciou a morte do <em>rock</em>. Podendo, no futuro, abrir novas possibilidades de reinvenção do seu som, atravessando terrenos ainda mais experimentais, etéreos e com alguma dose de eletrónica, os <span style="color: #ffff99;">Ganso</span> acabam de se tornar num dos nomes de referência do melhor <em>indie rock</em> alternativo que ilumina o nosso país, um tipo de sonoridade que, pessoalmente, considero bastante apelativa. Espero que apreciem a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2993062911/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:860974 2017-05-14T00:20:00 Glass Vaults – The New Happy 2017-05-13T15:14:37Z 2017-05-13T15:14:37Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <a style="color: #999999;" href="http://www.glassvaults.com/">Glass Vaults</a>  de Richard Larsen, Rowan Pierce e Bevan Smith são uma banda oriunda de Wellington, na Nova Zelândia e em cujo regaço melancolia e lisergia caminham lado a lado, duas asas montadas em canções que nos oferecem paisagens multicoloridas de sons e sentimentos, arrepios que nos provocam, muitas vezes, autênticas miragens lisérgicas e hipnóticas enquanto deambulam pelos nossos ouvidos num frágil balanço entre uma percussão pulsante, uma eletrónica com um vincado sentido cósmico e uma indulgência orgânica que se abastece de guitarras plenas de efeitos texturalmente ricos e a voz de Larsen que, num registo ecoante e esvoaçante, coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta. E tudo isto sente-se com profundo detalhe, numa banda que por vir dos antípodas parece carregar nos seus ombros o peso do mundo inteiro e não se importar nada com isso, algo que nos esclareceu com veemência <em>Sojourn</em>, o longa duração de estreia destes <span style="color: #ffcc99;">Glass Vaults</span>, editado em 2015 à boleia da <a style="color: #999999;" href="http://flyingout.co.nz/products/glass-vaults-sojourn">Flying Out</a> e que sucedeu a <em>Glass</em> (2010) e <em>Into Clear</em> (2011), dois eps que colocaram logo alguma crítica em sobressalto.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://thewireless.co.nz/system/production/content_images/images/000/004/995/full/glass-vaults.jpg?1494554467" alt="Resultado de imagem para glass vaults new zealand 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Agora, quase dois anos depois desse auspicioso início de carreira no formato longa duração, o trio está de regresso aos discos com <span style="color: #ffcc99;"><em>The New Happy</em></span>, um trabalho que viu a luz do dia ontem, doze de maio, através de <a style="color: #999999;" href="https://melodicrecords.bandcamp.com/">Melodic Records</a>, gravado em três dias e que além dos três músicos da banda, contou ainda com as participações especiais de Daniel Whitaker, Ben Bro and Hikurangi Schaverien-Kaa. Este é um álbum com um som esculpido e complexo e com um encadeamento que nos obriga a um exercício exigente de percepção fortemente revelador e claramente recompensador, até porque estamos em presença de um registo que corre muito bem o risco de ser um dos melhores do ano.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Logo no <em>groove</em> mágico e melancólico que trespassa a guitarra e os efeitos rugosos da <em>lo fi <span style="color: #ffcc99;">Mindreader</span></em> e no <em>funk</em> alegre, divertido e requintado de <em><span style="color: #ffcc99;">Ms Woolley</span></em>, percebemos, com clareza, que este é um disco especial, não só no modo como privilegia uma sensibilidade <em>pop</em> inédita, que em alguns momentos é atingida com um forte cariz épico e monumental, mas também no largo espetro de cruzamentos que executa entre a eletrónica ambiental e um <em>rock</em> de cariz mais experimental e alternativo, uma filosofia sonora que poderá resultar para o ouvinte na possibilidade de obter um completo alheamento de tudo aquilo que o preocupa ou o pode afetar em seu redor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ao surgir <span style="color: #ffcc99;"><em>Brooklyn</em></span>, canção que é um verdadeiro festim de cor e alegoria, uma espiral <em>pop</em> onde não falta um marcante estilo percurssivo e onde tudo é filtrado de modo a reproduzir toda a magnificiência deste e de outro mundo de modo fortemente cinematográfico e imersivo, num resultado final que impressiona pela orgânica e pelo forte cariz sensorial, ficamos definitivamente seduzidos por um daqueles registos discográficos onde a personalidade de cada uma das canções do alinhamento demora um pouco a revelar-se nos nossos ouvidos, mas onde é incrivelmente compensador experimentar sucessivas audições para destrinçar os detalhes precisos que contém e a produção impecável e intrincada que sustenta a bitola qualitativa de um catálogo de canções incubado por um grupo a viver no pico da sua produção criativa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ffcc99;"><em>The New Happy</em></span> prossegue e enquanto <em><span style="color: #ffcc99;">Savant</span></em> nos oferece uma secção percurssiva de metais com uma exuberância <em>vintage</em> enérgica e marcial, em <span style="color: #ffcc99;"><em>Rewind</em> </span>e, principalmente, no tema homónimo, os efeitos circenses e o efeito em eco de uma guitarra que parece ser capaz de reproduzir toda a magnificiência deste e de outro mundo num qualquer arraial bucólico de aldeia, atestam, mais uma vez, a facilidade com que estes <span style="color: #ffcc99;">Glass Vaults</span> mudam de cenário com uma naturalidade invulgar, sem colocarem em causa a homogeneidade de um alinhamento rico e muitas vezes surreal. De referir que essas composições foram intercaladas por <span style="color: #ffcc99;"><em>Sojourn</em></span>, canção que deu nome ao disco de estreia e onde parece que os <span style="color: #ffcc99;">Glass Vaults</span> tocam içados no topo monte Aoraki, o ponto mais alto da Nova Zelândia, de onde debitam esta canção arrebatadora através de tunéis rochosos revestidos com placas metálicas que aprofundam o eco da melodia e dão asas às emoções que exalam desde o sopé desse refúgio bucólico e denso, onde certamente se embrenharam, pelo menos na imaginação, para criar quase oito minutos que impressionam pela orgânica e pelo forte cariz sensorial. A mesma receita, mas de modo ainda mais barroco e hipnótico, repete-se em<em> <span style="color: #ffcc99;">Bleached Blonde</span></em>, um desfile inebriante que impressiona pela grandiosidade, patente nos <em>samples</em>, nos teclados e nos sintetizadores livres de constrangimentos, não havendo regras ou limites impostos para a inserção da mais variada miríade de arranjos, detalhes e ruídos. Depois, no ocaso, o minimalismo contagiante em que se sustenta <span style="color: #ffcc99;"><em>Halaah Ha!</em></span>, mais um tema que nos desarma devido ao registo vocal e ao banquete percussivo que contém é outro extraodinário exemplo do modo como esta banda é capaz de ser genuína a manipular o sintético e a tornar tudo aquilo que poderia ser compreendido por uma maioria de ouvintes como meros ruídos, em produções volumosas e intencionalmente orientadas para algo épico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Disco quase indecifrável e com uma linguagem pouco usual mas merecedora de devoção, <em><span style="color: #ffcc99;">The New Happy</span></em> é capaz de projetar nos nossos ouvidos uma tela cheia de sonhos e sensações, com <em>nuances </em>variadas e harmonias magistrais que muitas vezes apenas pequenos detalhes ou amplos arranjos conseguem proporcionar. Na verdade, estes <span style="color: #ffcc99;">Glass Vaults</span> oferecem-nos gratuitamente a possibilidade de usarmos a sua música para expor dentro de nós sentimentos de alegria e exaltação, mas também de arrepio e um certo torpor perante a grandiosidade de uma receita sonora cujos fundamentos lhes foram revelados em sonhos, já que só eles conseguem descodificar com notável precisão o seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4159/34454183482_6a0ee822d1_o.jpg" alt="Glass Vaults - The New Happy" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>01. Mindreader</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>02. Ms Woolley</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>03. Brooklyn</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>04. Savant</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>05. Sojourn</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>06. Rewind</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>07. The New Happy</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>08. Bleached Blonde</em></span><br /><span style="color: #ffcc99; font-size: 14pt;"><em>09. Halaah Ha!</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/311369590&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:860131 2017-05-13T00:18:00 Sleep Party People – Fainting Spell 2017-05-11T17:26:20Z 2017-05-11T17:26:20Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ffcc99;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://circuitsweet.co.uk/wp-content/uploads/2017/04/dbc07384-4724-4119-962d-ef62860a0be6-1024x682.jpg" alt="Resultado de imagem para sleep party people brian batz 2017" /></span></em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ffcc99;">Lingering</span></em>, o novo registo de originais dos projeto <span style="color: #ffcc99;">Sleep Party People</span> do dinamarquês Brian Btaz, chega aos escaparates a dois de junho, à boleia da Joyful Noise Recordings e não receio arriscar que poderá muito bem ser um dos melhores discos de 2017. O álbum contará com as participações especiais de Peter Silberman dos The Antlers e Beth Hirsch que emprestou a sua voz a alguns dos temas mais emblemáticos de <em>Moon Safari</em>, a obra-prima dos franceses Air.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Construída em redor de um muro sónico de sons sintetizados plenos de luz e harmonia, ao qual depois se junta uma guitarra pulsante, <span style="color: #ffcc99;"><em>Fainting Spell</em></span> é o primeiro <em>single</em> divulgado de <span style="color: #ffcc99;"><em>Lingering</em></span>, canção que nos faz sentir um pouco estranhos no meio de nós mesmos, um, ninguém e cem mil. A voz de Batz olha, mais uma vez, para o interior da alma e incita os nossos desejos mais profundos, como se cavasse e alfinetasse um sentimento em nós, impulsionado por uma filosofia sonora que explora uma miríade instrumental alargada e onde a vertente experimental assume uma superior preponderância ao nível da exploração do conteúdo melódico. Na canção a letra também é um elemento vital, tantas vezes o veículo privilegiado de transmissão da angústia que frequentemente invade Batz. Confere...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4157/33676482773_2fe27e8fb8_o.jpg" alt="Sleep Party People - Fainting Spell" width="400" height="400" /></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/319450638&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:852576 2017-05-12T00:10:00 Slowdive - Slowdive 2017-05-11T17:03:19Z 2017-05-11T17:03:19Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Mestres e pioneiros do <em>shoegaze</em> e uma referência ímpar do <em>indie</em> rock alternativo de final do século passado, os britânicos <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=30&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwjLiO_2-uLTAhWGWxoKHedNCzo4FBAWCGgwCQ&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.slowdiveofficial.com%2F&amp;usg=AFQjCNEayZP4lebpYbKPsc38ZDzE3InZ3A">Slowdive</a> voltam vinte e dois anos depois de <em>Pygmalion</em> (1995) a dar sinais de vida com um disco homónimo que viu a luz do dia a cinco de maio e que contém oito maravilhosas canções e um lindíssimo <em>artwork</em> inspirado na animação <em>Heaven And Heart Magic</em>, datada de 1957 e da autoria de Harry Smith.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn.pitchfork.com/news/67536/c9f7938b.png" alt="Resultado de imagem para slowdive band 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O guitarrista e vocalista dos <span style="color: #666699;">Slowdive</span>, Neil Halstead, tinha já dito recentemente que a banda depois de se reunir novamente em 2014 para dar alguns concertos estava a trabalhar em novas canções, por isso esta era uma novidade já aguardada, mas que não deixa de causar um certo espanto e uma forte impressão em todos aqueles que certamente ainda se recordam desse objeto de culto que foi <em>Pygmalion</em>, um trabalho que à época não encontrou espaço de afirmação devido à asfixia causada pela <em>britpop</em>, com nomes como os Oasis, Suede ou Blur a viverem em pleno auge e, de certo modo, a secarem tudo em seu redor. Agora, a segunda metade da segunda década deste novo século acaba por ser perfeita para a assimilação deste <em>indie rock</em> mais contemplativo, melancólico e atmosférico, mas mesmo assim incisivo, não só porque é uma sonoridade que vai ao encontro daquilo que são hoje importantes premissas de quem acompanha as novidades deste espetro sonoro, mas também porque, num período de algum marasmo, esta tem sido uma estética que tem encontrado bom acolhimento junto do público.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Mestres da melancolia aconchegante, os <span style="color: #666699;">Slowdive</span> emergem-nos num universo muito próprio e no qual só penetra verdadeiramente quem se predispuser a se deixar absorver pela sua cartilha. E o arquétipo sonoro de tal ambiente firma-se num falso minimalismo, onde da criteriosa seleção de efeitos da guitarra, à densidade do baixo, passando por uma ímpar subtileza percussiva e um exemplar cariz lo fi na produção, são diversos os elementos que costuram e solidificam um som muito homogéneo e subtil e, também por isso, bastante intenso e catalizador.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Escuta-se o verso <em>Give Me Your Heart</em> em <em><span style="color: #666699;">Slomo</span></em> e chega logo o momento de todas as decisões; Submetemo-nos a este pedido e embarcamos numa demanda doutrinal que sabemos, à partida, que não nos vai deixar indiferentes e iguais, ou a escuta de <span style="color: #666699;"><em>Slowdive</em></span> é feita em modo ruído de fundo ou até deixada de lado? Acaba por ser difícil resistir ao encanto de tal convite e depois, impulsionados pela nebulosa pujança de <span style="color: #666699;"><em>Star Roving</em></span>, uma daquelas canções cujas diversas camadas de som impelem ao cerrar de punhos, pelo encanto etéreo que a dupla Fraser e Guthrie nos proporcionam em <em><span style="color: #666699;">Don't Know Why</span></em> e pelo doce balanço da guitarra que conduz <em><span style="color: #666699;">Sugar For The Pill</span></em>, ficamos certos que a opção tomada foi, como seria de esperar, a mais certeira.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Até ao ocaso de <em>Slowdive</em>, no cariz mais experimental dos efeitos que adornam <em><span style="color: #666699;">Everyone Knows</span></em>, na deliciosa ode ao amor que justifica a filosofia subjacente a <em><span style="color: #666699;">No Longer Making Time</span></em>, uma canção onde a interação entre o baixo e a bateria fica muito perto de atingir os píncaros, na crueza orgânica e hipnótica de <em><span style="color: #666699;">Go Get It</span></em> e no modo como o piano embeleza toda a subtileza que fica impressa no rasto de <em><span style="color: #666699;">Falling Ashes</span></em>, fica atestada a segurança, o vigor e o modo ponderado e criativamente superior como este grupo britânico entra nesta sua segunda vida em estúdio para compôr e criar um arquétipo sonoro que não tem qualquer paralelo no universo <em>indie</em> e alternativo atual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Disco muito desejado por todos os seguidores e não só e que quebra um longo hiato, <span style="color: #666699;"><em>Slowdive</em></span> é um lugar mágico para onde podemos canalizar muitos dos nossos maiores dilemas, porque tem um toque de lustro de forte pendor introspetivo, livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, num disco que, no seu todo, contém uma atmosfera densa e pastosa, mas libertadora e esotérica. Acaba por ser um compêndio de canções que nos obriga a observar como é viver num mundo onde o amor é tantas vezes protagonista, mas onde também subsistem outros eventos e emoções capazes de nos transformar positivamente. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/3/2822/33661329926_220dce844f_o.jpg" alt="Slowdive - Sugar For The Pill" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">01. Slomo</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">02. Star Roving</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">03. Don’t Know Why</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">04. Sugar For The Pill</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">05. Everyone Knows</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">06. No Longer Making Time</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">07. Go Get It</span></em><br /><em><span style="color: #666699; font-size: 14pt;">08. Falling Ashes</span></em></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2948336751/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:860611 2017-05-11T11:55:00 The National - The System Only Dreams in Total Darkness 2017-05-11T11:12:24Z 2017-05-11T11:12:24Z <p style="text-align: center;"><img src="http://static.stereogum.com/uploads/2017/05/Screen-Shot-2017-05-10-at-9.12.26-AM-1494459056-640x427.png" alt="The National" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Será a oito de setembro próximo que chegará aos escaparates e através da 4AD <span style="color: #666699;"><em>Sleep Well Beast</em></span>, o tão aguardado novo registo de originais dos norte-americanos <span style="color: #666699;">The National</span>, que irá suceder a <span style="color: #666699;"><em>Trouble Will Find Me</em></span>, o disco que a banda de Matt Berninger e os irmãos Dessner e Devendorf editou no já longínquo ano de 2013.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #666699;"><em>The System Only Dreams in Total Darkness</em></span> é o primeiro <em>single</em> retirado de <em><span style="color: #666699;">Sleep Well Beast</span></em>, canção que coloca os <span style="color: #666699;">The National</span> no trilho de uma sonoridade cada vez menos sombria e com ênfase numa toada mais épica, aberta e dançável, demonstrando o cada vez maior ecletismo de um grupo consciente de que a existência humana não deve apenas esforçar-se por ampliar intimamente o lado negro, porque ele será sempre uma realidade, mas antes focar-se no que de melhor nos sucede e explorar até à exaustão o usufruto das benesses com que o destino nos brinda, mesmo que as relações interpessoais nem sempre aconteçam como nos argumentos dos filmes. Confere <span style="color: #666699;"><em>The System Only Dreams In Total Darkness</em></span> e a <em>tracklist</em> de <em><span style="color: #666699;">Sleep Well Beast</span></em>...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2O6duDDkhis?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Nobody Else Will Be There</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Day I Die</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Walk It Back</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>The System Only Dreams In Total Darkness</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Born To Beg</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Turtleneck</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Empire Line</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>I’ll Still Destroy You</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Guilty Party</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Carin At The Liquor Store</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Dark Side Of The Gym</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 14pt;"><em>Sleep Well Beast</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:848729 2017-05-10T19:18:00 Mark Lanegan Band - Gargoyle 2017-05-10T18:18:37Z 2017-05-10T18:21:38Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><a style="color: #999999;" href="http://marklanegan.com/">Mark Lanegan</a> regressou aos discos a vinte e oito de abril último com <span style="color: #ff0000;"><em>Gargoyle</em></span>, um disco editado pela <a style="color: #999999;" href="http://www.heavenlyrecordings.com/" target="_blank">Heavenly Recordings</a> e com um <em>naipe</em> de canções atreladas à já habitual atmosfera melancólica e sombria que carateriza a obra de <span style="color: #ff0000;">Mark Lanegan</span>, um dos autores mais profícuos do universo<em> indie</em> atual e que chega agora ao terceiro capítulo. Antigo membro dos Screaming Trees e dos Queens Of The Stone Age, <span style="color: #ff0000;">Lanegan</span> sempre se evidenciou pelo registo peculiar da sua voz, tendo feito dela um grande trunfo, algo que tem ampliado na carreira a solo, com o seu tom grave a ser uma verdadeira imagem de marca e o garante do teor denso e nostálgico da sua música. Mesmo quando se arriscou nas <em>covers</em>, em <em>Imitations</em>, ou colaborou com nomes tão importantes como Moby ou as Warpaint, <span style="color: #ff0000;">Mark</span> nunca abdicou deste selo identitário, procurando sempre criar uma atmosfera de verdadeira comunhão com os seus ouvintes, que já aprenderam também a apreciar a forma incisiva como consegue escrever sobre a tristeza, de forma quase sempre bela e profundamente contemplativa. E em <em><span style="color: #ff0000;">Gargoyle</span></em> a voz do ex-vocalista dos Screaming Trees volta a ser um importante trunfo de mais um álbum onde o autor procura saciar a sua permanente urgência de exorcizar alguns dos demónios que parecem afligi-lo, ao mesmo tempo que deseja partilhar conosco esse modo de lidar com o lado mais irracional da existência, proporcionando-nos uma banda sonora adequada para os instantes menos claros da nossa vida. Esta demanda será certamente um dos motivos pelos quais <span style="color: #ff0000;">Mark Lanegan</span> é um artista tão ativo e que procura na sua música, a salvação e a redenção.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://keyassets.timeincuk.net/inspirewp/live/wp-content/uploads/sites/28/2014/11/lanegan251114w.jpg" alt="Resultado de imagem para Mark Lanegan 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ff0000;"><em>Beehive</em></span>, o primeiro <em>single</em> conhecido de <span style="color: #ff0000;"><em>Gargoyle</em></span>, comprovou a forma incisiva como <span style="color: #ff0000;">Lanegan</span> consegue escrever sobre essa tristeza, de forma quase sempre bela, neste caso num grandioso tratado de <em>indie rock</em>, mas com o controle necessário para que seja perfeito o equilibrio entre uma abordagem sonora eloquente e a tal típica escuridão do universo <em>Lanegan</em>. E esse acaba por ser o veio essencial da filosofia sonora de <em><span style="color: #ff0000;">Gargoyle</span></em>, com os sintetizadores de <em><span style="color: #ff0000;">Blue Blue Sea</span></em> e as cordas de <span style="color: #ff0000;"><em>First Day Of Winter</em></span>, assim como o reverb sujo e orgânico de <em><span style="color: #ff0000;">Goodbye to Beauty</span></em> e, em oposição, o minimalismo sintético e árido de <em><span style="color: #ff0000;">Sister</span></em>, a assumirem um papel mais detalhístico e de <em>nuance</em> num registo homogéneo e incisivo e onde houve, ao nível da produção, o controle necessário para que fosse sempre perfeito o equilibrio entre uma abordagem melódica atraente e sedutora e a típica escuridão de<span style="color: #ff0000;"> Lanegan</span>. Aliás, basta ouvir com atenção e deleite <em><span style="color: #ff0000;">Emperor</span></em>, um dos temas mais luminosos e otimistas da carreira de <span style="color: #ff0000;">Lanegan</span>, para se perceber o sucesso desta opção concetual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Tendencialmente urbano e sedutoramente notívago, este músico norte americano natural de Ellensburg, em Washington, proporciona-nos, em <em><span style="color: #ff0000;">Gargoyle</span></em>, um cardápio sonoro bastante lisérgico, uma espécie de <em>clímax</em> invertido, fortemente entorpedecedor, mas simultaneamente hipnótico e anestesiante, ao mesmo tempo que renova a matriz identitária de um projeto apostado, disco após disco, em ecoar com elevada pessoalidade e sentimentalismo, aquela época esplendorosa em que o<em> rock</em> mais sombrio fez escola. Espero que aprecies a sugestão.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.heavenlyrecordings.com/wp-content/uploads/2017/02/unnamed-8-400x400.jpg" alt="Mark Lanegan Band - Gargoyle" /></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>1.</strong> Death’s Head Tattoo</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>2.</strong> Nocturne</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>3.</strong> Blue Blue Sea</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>4.</strong> Beehive</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>5.</strong> Sister</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>6.</strong> Emperpor</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>7.</strong> Goodbye To Beauty</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>8.</strong> Drunk On Destruction</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>9.</strong> First Day Of Winter</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em><strong>10.</strong> Old Swan</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FyXdwuqB7pDQ%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DyXdwuqB7pDQ&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FyXdwuqB7pDQ%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <div class="embed-spotify"><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/4yUmtpxiIxxFArRaxnBLEb" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:851766 2017-05-09T21:39:00 Perfume Genius - No Shape 2017-05-09T20:40:08Z 2017-05-09T20:40:08Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Cerca de dois anos e meio depois do excelente <em>Too Bright</em>, Mike Hadreas, aka <a style="color: #999999;" href="http://perfumegenius.net/">Perfume Genius</a>, está de regresso aos lançamentos discográficos com <span style="color: #ff0000;"><em>No Shape</em></span>, o quarto álbum da carreira de um dos nomes mais excitantes do cenário musical alternativo, um alinhamento de treze canções editado através da conceituada <a style="color: #999999;" href="http://store.matadorrecords.com/no-shape">Matador Records</a>, gravado em Los Angeles e produzido por Blake Mills (Fiona Apple, Alabama Shakes, Laura Marling).</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://img.wennermedia.com/social/rs-171501-h_14503686.jpg" alt="Resultado de imagem para perfume genius mike hadreas 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Este músico norte-americano natural de Seattle anda há quase uma década a oferecer-nos momentos sonoros que, sendo essencialmente soturnos e abertamente sofridos, ampliam continuamente, disco após disco, as suas virtudes como cantor e criador de canções impregnadas com uma rara honestidade, já que são profundamente autobiográficas e, ao invés de nos suscitarem a formulação de um julgamento acerca das opções pessoais do artista e da forma vincada como as expõe, optam por nos oferecer esperança enquanto se relacionam connosco com elevada empatia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ff0000;"><em>No Shape</em></span>, o novo trabalho de<span style="color: #ff0000;"> Perfume Genius</span>, não foge de tais permissas, proporcionando-nos mais um emotivo e exigente encontro com o âmago do autor e toda a intrincada teia relacional que ele estabelece com um mundo nem sempre disposto a aceitar abertamente a diferença e a busca de caminhos menos habituais para o encontro da felicidade plena. E, num registo com várias canções que abordam a relação de Hadreas com Alan Wyffels, o seu namorado de sempre e colaborador musical, quando o músico dialoga connosco coloca sempre em cima da mesa emoção e delicadeza em simultâneo, o que acaba por provocar, quase sempre, um misto de tristeza e admiração do lado de cá. Este <span style="color: #ff0000;"><em>No Shape</em></span> segue tal rumo porque sendo devidamente assimilado, espanta pelo seu realismo e provoca aquela lágrima fácil, tal é a profundidade com que relata histórias e eventos de ambos e que suscitam tudo menos indiferença.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Esta trama revela-se logo no início do disco com o registo quase à <em>capella</em> de <em><span style="color: #ff0000;">Otherside</span></em>, apenas acompanhado pelo dedilhar perene de três teclas do piano, a provocar inquietude e até um certo embaraço e depois</span> <span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #ff0000;"><em>Slip Away</em></span> revela-se uma daquela canções em que se confere um retrato sincero de sentimentos, um tema que pode bem fazer parte de um manual de auto ajuda para quem procura forças para superar os percalços de uma vida que possa estar emocionalmente destruída.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Disco bastante dominado por uma voz que se faz acompanhar, geralmente, por esse ilustre piano, mas também por sintetizadores, que amiúde dão as mãos a  diferentes elementos percussivos e a violinos, errantes na subversão religiosa de <em><span style="color: #ff0000;">Just Like Love</span></em> e fulgurantes no profundo e intenso muro de lamentações a que sabe <span style="color: #ff0000;"><em>Choir</em></span>, <em><span style="color: #ff0000;">No Shape</span> </em>também não renega a crueza acústica e orgânica das cordas, exuberantes na encantadora <em><span style="color: #ff0000;">Valley</span></em> e mais rugosas e impulsivas, mas detalhisticamente ricas, em <span style="color: #ff0000;"><em>No Wreath</em></span>, canção onde  a questão da identidade de géneros é abordada de modo explícito, nomeadamente o conflito permanente do artista entre aquela que é a sua dimensão física e a sua identidade enquanto ser humano realizado e feliz (<em>I’m gonna peel off every weight, Until my body gives way, And shuts up</em>). Aliás, esta é uma questão muito em voga no meio artístico norte-americano,com as questões da transsexualidade a serem cada vez mais arma de arremesso contra a opressão da direita mais conservadora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Nada subtil, confiante, decidido e até, em certos momentos, algo descarado, Hadreas renova em <span style="color: #ff0000;"><em>No Shape</em></span> o seu firme propósito de utilizar a música não apenas como um veículo de manifestação artística, mas, principalmente, como um refúgio explícito para uma narrativa que, sendo feita quase sempre na primeira pessoa, materializa o desejo de alguém que já confessou não conseguir fazer música se ela não falar sobre si próprio e que amiúde admite guardar ainda muitos segredos dentro de si.<em> O</em>s timbres distorcidos e a dinâmica melosa e emotiva e <em>vintage</em> de <span style="color: #ff0000;"><em>Die 4 You</em></span>, são talvez o perfeito exemplo da forma como Mike criou neste trabalho, através de um aparato tecnológico mais ou menos amplo, caminhos de expressão musical inéditos na sua discografia e novas formas de se revelar a quem quiser conhecer a sua personalidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Se nos apraz partir nesta viagem de descoberta da mente de um homem cheio de particularidades, devemos estar também imbuídos da consciência de que temos, com igual respeito e apreço, de conhecer o lado mais obscuro da sua personalidade, um verdadeiro manancial que se em alguns provoca um sentimento de repulsa, noutros causa uma atração intensa, como se o uso da dor para transformar a intimidade de alguém em algo universal fosse afinal uma das estratégias mais bem sucedidas de abordar de modo genuíno as relações e a fragilidade humana. <em><span style="color: #ff0000;">No Shape</span></em> lança os holofotes não só sobre Mike, mas também sobre nós próprios, já que ajuda ao contacto e à tomada de consciência de muito do que guardamos dentro de nós e tantas vezes nos recusamos a aceitar e passamos a vida inteira a renegar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><a style="color: #999999;" title="Perfume Genius - No Shape" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/34298099371/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4163/34298099371_20acb46d86_o.jpg" alt="Perfume Genius - No Shape" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Otherside</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Slip Away</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Just Like Love</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Go Ahead</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Valley</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Wreath</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Every Night</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Choir</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Die 4 You</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Sides</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. Braid</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">12. Run Me Through</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">13. Alan</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A7awgq3vvlsIeA7dZduR9x4" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:859579 2017-05-08T21:38:00 Grizzly Bear – Three Rings 2017-05-08T20:39:02Z 2017-05-08T20:39:02Z <p style="text-align: center;"><img src="https://c1.staticflickr.com/5/4164/34333692291_a9c2df21a5_o.jpg" alt="Grizzly Bear - Three Rings" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Até parece mentira, mas já foi em 2004 que<em> Horn of Plenty</em> estreou os nova iorquinos <a style="color: #999999;" href="http://grizzly-bear.net/">Grizzly Bear</a> de Edward Dros, Daniel Rossen, Christopher Bear e Chris Taylor nos lançamentos musicais. Na época, o disco passou despercebido e até há quem não o inclua na discografia oficial da banda, até porque foi composto inteiramente pelo vocalista, Edward Dros, com apenas algumas contribuições do baterista, Christopher Bear. Agora, quase década e meia depois, irá chegar finalmente, o quinto disco dos <span style="color: #ff00ff;">Grizzly Bear</span>, editado a dezoito de setembro através da Warp Records e já cinco anos depois do antecessor, o excelente Shields.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ff00ff;">Three Rings</span></em> é o primeiro <em>single</em> divulgado desse novo registo do quarteto norte-americano, ainda sem data de lançamento definida, uma canção que acaba por refletir muita da melancolia que era exposta nos primórdios da carreira dos <span style="color: #ff00ff;">Grizzly Bear</span>, algo que se infere da camada de ruídos experimentais e compostos acinzentados que sustentam o tema, com o acrescento de arranjos onde contrastam elementos acústicos e elétricos e que deitam por terra qualquer sintoma de monotonia e repetição. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PZ8LB6KHHMs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:839337 2017-05-06T13:44:00 POND - The Weather 2017-05-06T13:17:10Z 2017-05-06T13:17:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois do excelente <em>Man It Feels Like Space Again</em> (2015), os australianos <span style="color: #33cccc;">POND</span> de Nick Allbrook, baixista dos Tame Impala, estão de regresso aos discos em 2017 com <span style="color: #33cccc;"><em>The Weather</em></span>, um álbum que viu a luz do dia através da Marathon Artists e idealizado por uma banda obrigatória para todos aqueles que da psicadelia, à <em>dream pop</em>, passando pelo <em>shoegaze</em> e o chamado<em> space rock</em>, se deliciam com a mistura destas vertentes e influências sonoras, sempre em busca do puro experimentalismo e com liberdade plena para ir além de qualquer condicionalismo editorial que possa influenciar o processo criativo de um projeto.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2017/01/pond.png?w=807" alt="Resultado de imagem para pond 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A expressão <em>rock cósmico</em> talvez seja feliz para catalogar o caldeirão sonoro que os <span style="color: #33cccc;">POND</span> reservam para nós cada vez que entram em estúdio para compor. E o receituário habitual destes australianos inclui guitarras alimentadas por um combustível eletrificado que inflama raios flamejantes que cortam a direito e iluminam o colorido universo sonoro do ideário sonoro do grupo, feitas, geralmente, de acordes rápidos, distorções inebriantes e plenas de<em> fuzz</em> e acidez e que desta vez estão mais acompanhadas do que nunca por sintetizadores munidos de um infinito arsenal de efeitos e sons originários das mais diversas fontes instrumentais, reais ou fictícias. Para compor o ramalhete não falta ainda uma secção rítmica feita com um baixo pulsante e uma bateria com um forte cariz étnico, numa sobreposição instrumental em camadas, onde vale quase tudo, mas nunca é descurado um forte sentido melódico e uma certa essência <em>pop</em>, numa busca de acessibilidade</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #33cccc;"><em>The Weather</em></span> inicia com <span style="color: #33cccc;"><em>3000 Megatons</em></span>, um vendaval de lisergia fortemente sintética apenas equiparável ao que realmente sucederia se o mundo sofresse as consequências da deflagração de tal quantidade de pólvora, mas o clima é logo amainado pela delicada sensibilidade das cordas que suportam a monumentalidade comovente de <span style="color: #33cccc;"><em>Sweep Me Off My Feet</em></span>, canção que resgata e incendeia o mais frio e empedrenido coração que se atravesse. Depois, a leveza contagiante de <em><span style="color: #33cccc;">Paint Me Silver</span></em>, que proporciona-nos um instante de <em>eletrofolk</em> psicadélica, mais habitual na outra banda de Allbrook, o <em>eletropunk blues</em> enérgico e libertário de <span style="color: #33cccc;">Colder Than Ice</span> e, principalmente, a esmagadora monumentalidade da viagem esotérica setentista proporcionada pelas duas metades que compôem <em><span style="color: #33cccc;">Edge Of The World</span></em>, ampliam a sensação de euforia e de celebração de um alinhamento que tanto ecoa e paralisa, no meio de uma amálgama assente numa programação sintetizada de forte cariz experimental, como nos faz querer que se dançarmos sem pudor acabaremos por embarcar numa demanda triunfal de insanidade desconstrutiva e psicadélica, cientes de que ao som dos <span style="color: #33cccc;">POND</span> não há escapatória possível desta ode imensa de celebração do lado mais estratosférico, descomplicado e animado da vida.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Torna-se, pois, indispensável deixar que o nosso corpo absorva todas as sensações inebriantes que este disco oferece gratuitamente e, repetindo o exercício sensorial várias vezes, permitirmos que depois se liberte o imenso potencial de energia que estas composições recheadas de marcas sonoras rudes, suaves, pastosas, imponentes, divertidas e expressivas, às vezes relacionadas com vozes convertidas em sons e letras e que atuam de forma propositadamente instrumental proporcionam. Aqui tudo é dissolvido de forma tão aproximada e apaixonada, que <em><span style="color: #33cccc;">The Weather </span></em>está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição. Por exemplo, a fina ironia, quer melódica quer lírica, do ambiente cósmico de <span style="color: #33cccc;"><em>All I Want For Xmas (Is A Tascam 388)</em></span>, permite-nos diferentes interpretações acerca do verdadeiro sentido genuíno do Natal enquanto celebração da fraternidade ou um enorme pretexto puramente comercial. Depois, o frenesim descontrolado inicial de <em><span style="color: #33cccc;">A/B</span></em>, na forma de um <em>riff</em> melódico assombroso, carregado de distorção e perfeitamente diabólico, é algo enganador já que a canção é subitamente alvo de um intenso <em>downgrade</em> sonoro, fortemente lisérgico, cósmico e imponente, deixando-nos em <em>suspense</em> relativamente ao que resta ouvir da composição, embalados por um piano e uma voz distorcida que clamam por um anjo que nos agita a mente. Finalmente, o tema homónimo parece um simples devaneio sonoro minimalista, mas acaba por constituir-se num imenso instante de <em>rock</em> progressivo, onde os <span style="color: #33cccc;">POND</span> gastam todas as fichas e despejam os trunfos que alicerçam a sua estrutura sonora complexa, numa canção que sabe claramente a despedida, num cenário verdadeiramente complexo, vibrante e repleto de efeitos maquinais e orgânicos que proporcionam sensações únicas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Já com um acervo único e peculiar e que resulta da consciência que os músicos que compôem este coletivo têm das transformações que abastecem a música psicadélica atual, os <span style="color: #33cccc;">POND</span> são umbilicalmente responsáveis por praticamente tudo aquilo que move e se move neste género e já se assumiram como referências essenciais para tantos outros. Querendo estar mais perto do grande público e serem comercialmente mais acessíveis, nesta parada psicotrópica explicitamente aberta ao experimentalismo que é <span style="color: #33cccc;"><em>The Weather</em></span>, além de não colocarem em causa a sua própria integridade sonora ou descurarem a essência do projeto, propôem mais um tratado de natureza hermética e não se cansando de quebrar todas as regras e até de desafiar as mais elementares do bom senso que, no campo musical, quase exigem que se mantenha intocável a excelência, conseguem conquistar novas plateias com distinção. Os <span style="color: #33cccc;">POND</span> sabem como impressionar pelo arrojo e mesmo que incomodem em determinados instantes da audição, mostram-se geniais no modo como dão vida a mais um excelente tratado sonoro do melhor revivalismo que se escuta atualmente relativamente ao <em>rock </em>psicadélico do século passado. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/5/4178/33590295864_16ac4a9270_o.jpg" alt="Pond - The Weather" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>01. 30000 Megatons</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>02. Sweep Me Off My Feet</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>03. Paint Me Silver</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>04. Colder Than Ice</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>05. Edge Of The World, Pt. 1</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>06. A / B</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>07. Zen Automaton</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>08. All I Want For Xmas (Is A Tascam 388)</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>09. Edge Of The World, Pt. 2</em></span><br /><span style="color: #33cccc; font-size: 14pt;"><em>10. The Weather</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gS-bqTWOuKI" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A3zk45DDQoyEzVy4gHLgKEE" width="640" height="360" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; width: 560px; height: 314px;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:859002 2017-05-05T13:58:00 Lcd Soundsystem - Call The Police vs American Dream 2017-05-05T13:10:08Z 2017-05-05T14:51:21Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="https://i1.wp.com/hypebeast.com/image/2016/12/lcd-soundsystem-2017-live-show-001.jpg?quality=95&amp;w=1024" alt="Resultado de imagem para lcd soundsystem 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Se já não restavam quaisquer dúvidas que 2017 iria ser o ano em que os <span style="color: #99ccff;">LCD Soundsystem</span> de <span style="color: #99ccff;">James Murphy</span> iriam editar o sucessor de <span style="color: #99ccff;"><em>This Is Happening</em></span>, há poucas horas elas dissiparam-se completamente com a divulgação de duas novas canções desta banda nova iorquina, já disponíveis para audição. <em><span style="color: #99ccff;">Call The Police</span></em> e <span style="color: #99ccff;"><em>American Dream</em></span> são os títulos destas composições intensas e melancólicas e que nos possibilitam usufruir de um mosaico declarado de referências, com a primeira a piscar o olho a uma mescla entre a típica eletrónica<em> underground</em> nova iorquina e o colorido <em>neon</em> dos anos oitenta e a segunda, dentro da mesma bitola, a dividir-se num período introspetivo, para depois resvalar para um final épico e de maior exaltação.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Entretanto, James Murphy adiantou que o novo disco está quase pronto, que está bastante ansioso por terminá-lo e lançá-lo e que pretende que tenha uma edição em vinil, tendo também esclarecido que faltam apenas algumas vozes e misturas e que este foi o álbum que mais o divertiu e gozo lhe deu compôr, sentindo-se muito feliz com o conteúdo do mesmo. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/zWKIWNJnlzI" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ML1MUKOJIIo" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:858179 2017-05-04T16:02:00 Noiserv - Se O Tempo Não Falasse (vídeo) 2017-05-04T15:02:52Z 2017-05-04T15:10:07Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como <a href="http://www.noiserv.net">Noiserv</a>. Vindo de Lisboa, <span style="color: #ccffff;">Noiserv</span> tem na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs <em>56010-92</em> e <em>A Day in the Day of the Days</em>, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns <em>One Hundred Miles from Thoughtless </em>e <em>Almost Visible Orchestra, </em>adocicados pelo<em> DVD <em>Everything Should Be Perfect Even if no One's There</em>, </em>havendo, desde o outono do último ano, mais um compêndio de canções para juntar a esta lista. Refiro-me a um trabalho intitulado<span style="color: #ccffff;"><em> 00:00:00:00</em></span>, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas um registo que é mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional, de um artista que nos trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://infocul.pt/wp-content/uploads/2017/02/32669672845_0c10f46fb5_k.jpg" alt="Resultado de imagem para Noiserv Inês sousa" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Além dos concertos de promoção de <em><span style="color: #ccffff;">00:00:00:00</span></em>, <span style="color: #ccffff;">Noiserv</span> também entrou no novo ano a fazer parte do elenco de compositores convidados a criar composições sonoras para a mais recente edição do Festival da Canção. Para o efeito compôs o lindíssimo tema <em><span style="color: #ccffff;">Se O Tempo Não Falasse</span></em> e contou com a voz de Inês Sousa para dar ainda mais vida à <em>orquestra de sons</em> que adornaram e suportaram um edifício sonoro tão cativante como o mais belo sorriso que aquela criança que tanto amamos nos oferece logo pela manhã, ou a força que tem a luz do sol da primavera com que todos idealizamos de alterar o estado físico do coração mais empedernido e sufocado pelas agruras insensíveis de uma existência comum. Agora, algumas semanas depois do evento, divulgam o vídeo da mesma, com realização e edição de ambos. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FZmI5ZZ1rYOM%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DZmI5ZZ1rYOM&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FZmI5ZZ1rYOM%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Próximos concertos noiserv de apresentação do disco 00:00:00:00</span><br /> <br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">SEX. 05 de MAIO – Salão Medieval da UMinho, Braga (PT)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">SÁB. 06 de MAIO – Teatro Stephens, Marinha Grande (PT)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">SEX. 12 de MAIO – Os Artistas, Faro (PT)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">SÁB. 13 de MAIO – Teatro Municipal, Portimão (PT)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">SÁB. 20 de MAIO – Teatro Académico Gil Vicente [TAGV], Coimbra (PT)</span><br /><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">SÁB. 27 de MAIO – Matadero, Madrid (ES)</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:858065 2017-05-03T22:19:00 Feist - Pleasure 2017-05-03T21:19:38Z 2017-05-03T21:19:38Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Seis anos depois de <em>Metals</em>, o seu último registo de originais, a canadiana <span style="color: #ff0000;">Feist</span> regressou em 2017 aos discos com <span style="color: #ff0000;"><em>Pleasure</em></span>, um compêndio de onze canções gravado ao longo de três meses, entre Stinston Beach, Nova Iorque e Paris. <span style="color: #ff0000;"><em>Pleasure</em></span> foi produzido pela própria autora, com a ajuda dos habituais colaboradores Renaud Letang e Mocky e chegou aos escaparates a vinte e oito de abril, à boleia da Interscope Records.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://www.aux.tv/wp-content/uploads/2010/08/feistMain-580x307.jpg" alt="Imagem relacionada" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Descrito pela própria autora e compositora como um trabalho em que a mesma explorou até aos limites todas as emoções que foi sentindo nos anos mais recentes e onde sensações de solidão, vergonha, rejeição, perca e até falta de auto-estima foram presença assídua, <span style="color: #ff0000;"><em>Pleasure</em></span> teve como <em>single</em> de apresentação o tema homónimo, uma canção que impressiona pela tonalidade <em>rock</em>, simultaneamente agreste e sedutora, confirmando que <span style="color: #ff0000;">Feist</span>, além de excelente compositora, é também uma das guitarristas mais versáteis da atualidade. E através desse chamariz percebemos logo que nos últimos anos muita coisa mudou na carreira desta canadiana ex Broken Social Scene, cada vez mais íntima da típica rugosidade, visceralidade e sujidade do <em>rock</em> e do <em>blues</em>, em detrimento da luminosidade <em>pop</em> e do jogo intrincado e floral que muitas vezes estabeleceu, com algum conforto e elevado acerto, nos primeiros discos, nomeadamente no estreante <em>Monarch</em> (1999), entre diferentes espetros da <em>pop</em> e da <em>folk</em>. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Seja como for, aquilo que não mudou em <span style="color: #ff0000;">Feist</span> ao longo de todo este tempo foi a beleza da sua voz, irrepreensível na emotividade ao longo de todo o disco e particularmente expressiva e acutilante no já referido single <span style="color: #ff0000;"><em>Pleasure</em></span>, num registo vocal que também serve de eficaz contraponto à simplicidade melódica desse tema. Mas se há canções que me causaram impacto particularmente positivo foram <span style="color: #ff0000;"><em>Any Party</em></span> e, principalmente, <span style="color: #ff0000;"><em>A Man Is Not His Song</em></span>, composições que bem no centro nevrálgico do alinhamento de <em><span style="color: #ff0000;">Pleasure</span></em>, ao serem triunfalmente exaltadas pelo posicionamento vocal de várias vozes em coro e por sonoramente apostarem todas as fichas numa filosofia estilística de elevado cariz <em>lo fi</em>, não só vão de encontro aquelas que são as minhas mais recentes preferências dentro do universo <em>pop</em>, mas também porque firmam indelevelmente a nova chancela identitária de <span style="color: #ff0000;">Feist</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ff0000;">Pleasure</span></em> relembra-nos com clareza por que razão <span style="color: #ff0000;">Feist</span> continua a ser um sopro de frescura no universo <em>pop</em>, mais que não seja pelo modo como se reinventa sem colocar em causa quer os seus desígnios enquanto cantora e compositora quer pela eficácia na preservação do seu exército de seguidores devotos que vão conseguindo moldar-se e aconchegar-se a cada nova inflexão que planeia e executa. Ela já não traz permanentemente debaixo do braço o conforto da guitarra acústica e o seu piano acutilante, mas mantêm-nos sob encantamento, mesmo ligada de modo mais vincado à corrente, ao ponto de ainda ser uma das artistas que maior peso sentimental, paz de espírito e sensação de distância do mundo nos confere, através dos seus álbuns. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><a title="Feist - Pleasure" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/33489160095/in/dateposted-public/"><img src="https://c1.staticflickr.com/4/3898/33489160095_2d4711d737_o.jpg" alt="Feist - Pleasure" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>01. Pleasure</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>02. I Wish I Didn’t Miss You</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>03. Get Not High, Get Not Low</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>04. Lost Dreams</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>05. Any Party</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>06. A Man Is Not His Song</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>07. The Wind</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>08. Century (Feat. Jarvis Cocker)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>09. Baby Be Simple</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>10. I’m Not Running Away</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>11. Young Up</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PC6CmAKNhl4" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A5DLqMDgi1dFGJP6Zxb2sVd" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:857012 2017-05-02T14:43:00 Gorillaz - Humanz 2017-05-02T15:11:02Z 2017-05-02T21:02:21Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Já está nos escaparates <span style="color: #99ccff;"><em>Humanz</em></span>, o mais recente disco dos <span style="color: #99ccff;">Gorillaz</span> de 2-D, Murdoc, Noodle e Russel, um trabalho produzido pelo próprio Damon Albarn e primeiro da banda desde <em>The Fall</em> (2011). O registo viu a luz do dia a vinte e oito de abril e tem dezanove canções e seis interlúdios, que incluem a participação especial de nomes tão relevantes como Mavis Staples, Carly Simon, Grace Jones, De La Soul, Jehnny Beth das Savages, Pusha T, Danny Brown, Vince Staples, Kelela e D.R.A.M., entre outros. <span style="color: #99ccff;"><em>Humanz</em></span> foi gravado em cinco locais diferentes, nomeadamente Londres, Paris, Nova Iorque, Chicago e na Jamaica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://images1.miaminewtimes.com/imager/u/745xauto/9268454/gorillaz-press.jpeg" alt="Resultado de imagem para gorillaz band 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Primeiro registo de canções desde o já longínquo <em>The Fall</em> (2011), <span style="color: #99ccff;"><em>Humanz</em></span> é um sólido passo dos <span style="color: #99ccff;">Gorillaz</span> rumo a uma zona de conforto sonora cada vez mais afastada das experimentações iniciais do projeto que, tendo sempre a eletrónica, o hip-hop e o R&amp;B em ponto de mira, num universo eminentemente <em>pop</em>, também chegou a olhar para o <em>rock</em> com uma certa gula. Mas este <em>rock</em> parece cada vez mais afastado do ponto concetual nevrálgico do projeto, com as outras vertentes que sustentam muita da <em>pop</em> que é mais apreciada nos dias de hoje, principalmente do lado de lá do atlântico, a serem colocadas na linha da frente. Tal opção não é inédita e, dando só um outro exemplo, no início deste século não estaria propriamente no horizonte dos fãs mais puristas dos The Flaming Lips verem Wayne Coyne a convidar uma artista do espetro sonoro de uma Miley Cyrus e ter um papel de relevo num álbum desta banda de Oklahoma e a verdade é que hoje essa parceria é uma óbvia mais valia para esse grupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Quem, como eu, considera <em>Demon Days</em> um dos melhores álbuns da primeira década deste século, talvez olhe para este <span style="color: #99ccff;"><em>Humanz</em></span> e veja, à primeira audição, poucas evidências da sonoridade que ficou impressa pelos <span style="color: #99ccff;">Gorillaz</span> nessa estreia. Mas talvez as semelhanças sejam mais do que as óbvias e, doze anos depois, 2017 marque mais um capítulo seguro numa linha de continuidade que, tendo como referência fundamental todo o espetro pop contemporâneo, busque uma filosofia de experimentação contínua, livre de constrangimentos e com um alvo bem definido em cada registo. E não há dúvida que o <em>hip-hop</em> foi, desta vez, o parceiro privilegiado da eletrónica, num alinhamento onde abundam as participações especiais, mas onde a voz de Albarn continua a ser inconfundível e um delicioso apontamento de charme, seneridade e harmonia, numa multiplicidade e heterogeneidade de registos, quase sempre abruptos, graves, determinados, contestadores e buliçosos, não fosse este um álbum concetual que disserta sobre alguns dos principais dilemas e tiros nos pés que a sociedade contemporânea insiste em dar nos dias de hoje, com o Brexit, em <em><span style="color: #99ccff;">Hallellujah Money</span></em>, Trump e o aquecimento global em vários temas e o racismo, em <em><span style="color: #99ccff;">Ascension</span></em>, com o rapper Vince Staples, a serem apenas alguns exemplos desta gigantesta sátira em tom crítico. Seja como for, apesar de todo o ambiente fortemente político e de alerta e intervenção que marca <em><span style="color: #99ccff;">Humanz</span></em>, o alinhamento encerra com outra improbabilidade, ao ser possível escutar, em <em><span style="color: #99ccff;">We Got The Power</span></em>, os antigos inimigos de estimação Damon Albarn e Noel Gallagher a cantarem em uníssono <em>We got the power to be loving each other. No matter what </em><em>happe</em><em>ns</em><em>, we’ve got the power to do that</em>. Afinam ainda há esperança para todos nós. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><a style="color: #999999;" title="Gorillaz - Humanz" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/33438740374/in/dateposted-public/"><img src="https://c1.staticflickr.com/3/2828/33438740374_572edc42cb_o.jpg" alt="Gorillaz - Humanz" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">CD 1</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">01. Intro: I Switched My Robot Off</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">02. Ascension (Feat. Vince Staples)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">03. Strobelite (Feat. Peven Everett)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">04. Saturnz Barz (Feat. Popcaan)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">05. Momentz (Feat. De La Soul)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">06. Interlude: The Non-Conformist Oath</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">07. Submission (Feat. Danny Brown And Kelela)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">08. Charger (Feat. Grace Jones)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">09. Interlude: Elevator Going Up</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">10. Andromeda (Feat. D.R.A.M.)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">11. Busted And Blue</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">12. Interlude: Talk Radio</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">13. Carnival (Feat. Anthony Hamilton)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">14. Let Me Out (Feat. Mavis Staples And Pusha T)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">15. Interlude: Penthouse</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">16. Sex Murder Party (Feat. Jamie Principle And Zebra Katz)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">17. She’s My Collar (Feat. Kali Uchis)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">18. Interlude: The Elephant</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">19. Halleujah Money (Feat. Benjamin Clementine)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">20. We Got The Power (Feat. Jehnny Beth)</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">CD 2</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">01. Interlude: New World</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">02. The Apprentice (Feat. Rag’n’Bone Man, Ray BLK, Zebra Katz)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">03. Halfway To The Halfway House (Feat. Peven Everett)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">04. Out Of Body (Feat. Imani Vonsha, Kilo Kish, Zebra Katz)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">05. Ticker Tape (Feat. Carly Simon, Kali Uchis)</span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;">06. Circle Of Friendz (Feat. Brandon Markell Holmes)</span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LdPyYze2NIA" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:854756 2017-04-28T14:56:00 Tashaki Miyaki – The Dream 2017-04-28T14:28:19Z 2017-04-28T14:28:19Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A vocalista Lucy Miyaki e o guitarrista Tashaki formam o núcleo duro dos <span style="color: #ffcc99;">Tashaki Miyaki</span>, uma banda oriunda de Los Angeles que navega nas águas turvas e profundas da <em>dream pop</em> de pendor psicadélico e que acaba de se estrear no formato longa duração com <em><span style="color: #ffcc99;">The Dream</span></em>, um lindíssimo tomo de canções patrocinadas pela <a style="color: #999999;" href="https://www.metropolis-records.com/product/11497/the-dream">Metropolis Records</a>, produzido por Paige Stark, misturado por Dan Horne (Cass McCombs, Allah-Las) e que com as participações especiais de Joel Jerome (Cherry Glazerr, La Sera, Dios) e do multi-instrumentista Jon Brion. São canções que nos embalam e incitam de um modo muito particular e lisérgico, já que comprovam o quanto estes <span style="color: #ffcc99;">Tashaki Miyaki</span> são incomparáveis e mestres na criação de uma atmosfera densa, mas particularmente sensual e hipnótica.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img src="http://music.mxdwn.com/wp-content/uploads/2017/03/tashaki-miyaki-press-photo-770x470.jpg" alt="Resultado de imagem para Tashaki Miyaki 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com uma sonoridade cada vez mais sóbria e adulta, Lucy e Tashaki criaram em <em><span style="color: #ffcc99;">The Dream</span></em> um catálogo sonoro envolvente, climático e tocado pela melancolia, que atinge o seu auge, na minha opinião, na <em>pop</em> luminosa e pueril de<span style="color: #ffcc99;"><em> Cool Runnings</em></span>, uma daquelas canções que se não se embranha no imediato é porque existe algo de errado no nosso âmago no que concerne à capacidade de absorver emoção e fervor. Mas logo em <span style="color: #ffcc99;"><em>City</em></span> e, de modo mais vincado, em <span style="color: #ffcc99;"><em>Girls On T.V.</em></span>, a dupla apresenta uma instrumentação que tem como pano de fundo essencial o clássico <em>rock</em> abarcado pela típica herança da América do Norte, que serve-se de guitarras sobriamente eletrificadas e distorcidas para obter uma mistura sem fronteiras definidas, entre esse grande universo sonoro e o <em>blues</em>, a <em>folk</em>, e, implicitamente, alguns pilares fundamentais da eletrónica ambiental, com o bónus de ser audível, neles a procura de uma sonoridade ainda mais intimista e reservada, como se quisesse replicar-se, no seu todo, com um suspiro algo abafado e o menos expansivo possível.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">No inconfundível dedilhar das notas de <span style="color: #ffcc99;"><em>Anyone But You</em> </span>e na sobriedade dos arranjos de <em><span style="color: #ffcc99;">Facts Of Life</span></em>, conferimos mais dois notáveis exemplos de como se sente neste álbum uma superior carga emotiva. Além disso, a voz adocicada de Lucy, que parece pairar, em praticamente todo o disco, numa frágil nuvem de algodão, faz juz à cândura de uma odisseia poética que transborda fragilidade em todas as sílabas e versos que sustentam as canções. Esta voz, quando em <span style="color: #ffcc99;"><em>Get It Right</em></span> replica um registo mais grave sem colocar em causa o elevado pendor lisérgico da cantora, é mais uma manifestação audível e concreta do jogo dual que os <span style="color: #ffcc99;">Tashaki Miyaki</span> conseguem oferecer ao ouvinte, entre força e fragilidade, dois aspetos que nas vozes, na letra e na instrumentação, se equilibram de forma vincada e segura.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #ffcc99;">The Dream</span></em> é, em suma, um compêndio sonoro que surpreende pelo bom gosto como apresenta de forma sombria e introspetiva, mas superiormente frágil e sedutora, a visão dos <span style="color: #ffcc99;">Tashaki Miyaki</span> sobre alguns temas que sempre tocaram a dupla, mas, principalmente, pela forma madura e sincera como tentam conquistar o coração de quem os escuta com melodias doces e que despertam sentimentos que muitas vezes são apenas visíveis numa cavidade anteriormente desabitada e irrevogavelmente desconhecida do nosso ser. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><a style="color: #999999;" title="Tashaki Miyaki - The Dream" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/33859574676/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/4/3954/33859574676_d6644eec33_o.jpg" alt="Tashaki Miyaki - The Dream" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. L.A.P.D. Prelude</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. City</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Girls On T.V.</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Out Of My Head</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Anyone But You</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Cool Runnings</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Tell Me</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Facts Of Life</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Keep Me In Mind</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Get It Right</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. Somethin Is Better Than Nothin</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">12. L.A.P.D. Finale</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">13. L.A.P.D.</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/JZFwjrSDPw0" width="540" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:856761 2017-04-27T13:19:00 The War On Drugs - Thinking Of A Place 2017-04-27T12:19:16Z 2017-04-27T12:19:16Z <p><img class="size-full wp-image-47004 aligncenter" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2017/04/The-War-On-Drugs-Thinking-Of-A-Place-1492781389-640x640.jpg" alt="" width="700" height="700" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <span style="color: #ff0000;">The War On Drugs</span> de Adam Gradunciel já eram sinónimo de saudade na redação de <span style="color: #ff6600;">Man On The Moon</span>, até porque não davam sinais de vida desde o excelente <em>Lost In The Dream</em>, editado há cerca de três anos. Refiro-me a um projeto <span id="db2257r1378_5" class="db2257r1378">norte americano</span> cuja sonoridade descomprometida e apimentada com pequenos delírios acústicos foi aos poucos transformando-se numa referência para vários artistas em início de carreira e que está de regresso em 2017 com um <span id="db2257r1378_4" class="db2257r1378">novo registo</span> de originais. Mas para já, enquanto o novo disco não chega, Gradunciel produziu especialmente para o <a href="http://www.recordstoreday.com/PromotionalEvent/554">Record Store Day</a> deste ano <em><span style="color: #ff0000;">Thinking Of A Place</span></em>, um tema que encarna onze minutos que são uma verdadeira vibe psicadélica e poeticamente melancólica, com uma progressão interessante e onde vão sendo adicionados diversos arranjos, sintetizadores a batidas que adornam as guitarras e a voz, com um resultado muito atrativo e cativante para o ouvinte. Confere...</span></p> <div class="fluid-width-video-wrapper"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/213900454?color=ffffff&byline=0&portrait=0" width="300" height="150" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:837433 2017-04-26T13:15:00 Galo Cant’Às Duas - Os Anjos Também Cantam 2017-04-26T12:15:54Z 2017-04-26T12:15:54Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Moita, no concelho de Castro Daire, é um ponto geográfico nevrálgico fulcral para o projeto <span style="color: #ff9900;">Galo Cant’às Duas</span>, uma dupla natural de Viseu, formada por Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre e que tocou pela primeira vez nesse local, de modo espontâneo, durante um encontro de artistas. Nesse primeiro concerto, o improviso foi uma constante, com a bateria, percussões e o contrabaixo a serem os instrumentos escolhidos para uma exploração de sonoridades que, desde logo, firmaram uma enorme química entre os dois músicos.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://beehy.pe/wp-content/uploads/2017/04/Galo-Cant%C3%A0s-Duas-Marcha-dos-que-Voam-MaryJane-Linhares.jpg" alt="Resultado de imagem para Galo Cant’Às Duas Os Anjos Também Cantam" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Inspirados por esse momento único, Hugo e Gonçalo arregaçaram as mangas e começaram a compor pouco tempo depois, ao mesmo tempo que procuravam dar concertos, sempre com a percussão e o contrabaixo na linha da frente do processo de construção sonora. A guitarra e o baixo elétrico acabam por ser dois ingredientes adicionados a uma receita que tem visado, desde este prometedor arranque, a criação de um elo de ligação firme entre duas mentes disponíveis a utilizar a música como um veículo privilegiado para a construção de histórias, mais do que a impressão de um rótulo objetivo relativamente a um género musical específico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O desejo de gravar um disco de estreia acabou por ser um passo óbvio para os <span style="color: #ff9900;">Galo Cant'às Duas</span> e para isso refugiaram-se, com a ajuda de Miguel Abelaira, durante uma semana nos estúdios HAUS com <em>Makoto Yagyu</em> e <em>Fábio Jevelim</em> para gravar, produzir e misturar <span style="color: #ff9900;"><em>Os Anjos Também Cantam</em></span>, nome desse trabalho lançado pela Blitz Records e distribuído pela prestigiada Sony Music Entertainment.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O disco arranca com <span style="color: #ff9900;"><em>Marcha dos que voam</em></span>, a primeira amostra divulgada, uma canção que plasma a inegável ousadia e mestria instrumental da dupla, que pôe um olho no <em>rock</em> progressivo e outro num salutar experimentalismo psicadélico e depois chega <em><span style="color: #ff9900;">Respira</span></em>, uma composição que impressona pelo efeito inicial das cordas, livres e expansivas, parceiras ideais da bateria para uma viagem de descoberta de um leque variado de extruturas e emoções que se vão sobrepondo e antecipando diversas quebras e mudanças de ritmo e fulgor. Depois, num curioso efeito agudo, na distorção de uma flauta que amiúde corta e rebarba e no potente <em>riff</em> do baixo que marca o pendor de <em><span style="color: #ff9900;">Processo Entre Viagens</span></em> e, no ocaso, a aparição da voz que afirma apenas e só, mas de modo convincente, <em>Seremos todos nada, para que te convenças</em>, abraçada por uma melodia sintetizada frenética, em <em><span style="color: #ff9900;">Aparição</span></em>, encerram pouco mais de trinta minutos de um registo que é um dos mais desafiantes, sensoriais, inusitados e multifacetados do cenário musical <em>indie</em> e alternativo nacional de 2017. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A2Nc2uASfg2JuQxFaeXm2fx" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p>