urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2015-05-24T17:03:51Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:678794 2015-05-24T18:03:00 LoneLady – Hinterland 2015-05-24T17:03:51Z 2015-05-24T17:03:51Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">Julie Campbell é <span style="color: #ff0000;">LoneLady</span>, uma magnífica voz impregnada com uma irrepreensível <em>soul</em> oriunda de Manchester e que se estreou nos discos em 2010 com o interessante <em>Nerve Up</em>. Cinco anos depois, Julie está de regresso com <span style="color: #ff0000;">Hinterland</span> e disposta a mostrar que continua a haver vida e capacidade de renovação para o bom e velho <em>trip-hop</em> e que a criatividade é uma mais valia para este género sonoro quando a abordagem sucede através da conjugação de diferentes referências sem deturpar a essência.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/03230/lonelady_3230508b.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">Denso, sussurrante e com o nervo à flor da pele, é assim <span style="color: #ff0000;"><em>Hinterland</em></span>, um álbum luminoso e expansivo e que convida a dançar logo em <em><span style="color: #ff0000;">Into The Cave</span></em>, canção impregnada com um notável <em>funk</em> que só um baixo tão inspirado como aquele que conduz esta canção poderia proprocionar. A batida de <em><span style="color: #ff0000;">Bunkerpop</span></em> de mãos dadas com um ligeiro efeito reverberado na voz de <span style="color: #ff0000;">LoneLady</span> plasma a tal relação estreita entre diferentes conceitos, com aquela eletrónica tão industrial, cinzenta e melancólica como a cidade de onde a autora é oriunda a piscar o olho ao <em>punk rock</em>, originando uma atmosfera sonora que exala uma tremenda urbanidade e onde a herança de nomes como os Gang Of four, os Talking Heads, Tricky e os prórios Joy Division se junta com a contemporaneidade de uma Likke Li ou de Grimes. Mais adiante, no baixo minimal mas vincado e nos efeitos frenéticos, de origem sintética que ao intercalarem com a batida, clamam por um momento de êxtase que nunca chega, em <span style="color: #ff0000;"><em>(I Can See) Landscapes</em></span>, e no transe melódico sempre controlado que mistura dance music com <em>punk rock</em> em <em><span style="color: #ff0000;">Silvering</span> </em>e <em><span style="color: #ff0000;">Red Scrap</span></em>, fica carimbado o reforço desta espreitadela algo timida, mas curiosa e evidente, que <span style="color: #ff0000;">LoneLady</span> faz ao universo do <em>indie rock</em> mais rugoso e idílico. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><span style="color: #ff0000;">Hinterland</span> avança com firmeza e se o tema homónimo assume-se como uma composição tipicamente pop, animada por um flash de uma guitarra exuberante, num espaço de delicioso diálogo desse efeito futurista com heranças e referências de outros tempos, já <em><span style="color: #ff0000;">Groove It Out </span></em>plasma claramente uma outra intrincada relação, desta vez entre a típica sintetização da década de oitenta, no período aúreo de uns Pet Shop Boys ou dos New Order, com o <em>groove</em> de uma guitarra que se vai deixando conduzir por típicos suspiros sensuais que só o baixo e as batidas da <em>dub </em>proporcionam. Quer este tema, quer a declarada essência<em> vintage</em> dos sons sintetizados de <em><span style="color: #ff0000;">Flee! </span></em>acabam por encontrar eco em muitas propostas indie atuais que também se movem, com mestria, na mesma miríade de influências que conjugam teclados que balançam entre a pista de dança e paisagens mais comtemplativas, com a lindissima voz de <span style="color: #ff0000;">LoneLady</span> a ser mais um predicado na elevada dose de sensualidade e suavidade que exala da tonalidade de quase todas estas canções e que trazem as brisas mais aprazíveis ao ouvinte.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff0000;">Hinterland</span> </em>não trai de forma alguma a herança do trip hop e lança mais preciosas achas para a fogueira que ilumina novas relações intimas entre eletónica, pop e punk rock. Nele, <span style="color: #ff0000;">LoneLady</span> junta o passado musical que a influencia com o presente e antevém assim o futuro próximo de parte da música eletrónica. De facto, <em><span style="color: #ff0000;">Hinterland </span></em>soou-me como algo refrescante e, ao mesmo tempo, incrivelmente <em>retro</em>, porque permitiu-me recuar cerca de vinte anos até às nebulosas ruas de Bristol e entre o insinuante e o sublime, num anacronismo intrigante, possibilitou-me também descobrir uma nova luz dentro do universo musical que esta autora hoje defende como poucos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999;"><a style="color: #999999;" title="LoneLady - Hinterland by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16717212268"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7638/16717212268_46ebbab89e.jpg" alt="LoneLady - Hinterland" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>01. Into The Cave</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>02. Bunkerpop</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>03. Hinterland</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>04. Groove It Out</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>05. (I Can See) Landscapes</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>06. Silvering</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>07. Flee!</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>08. Red Scrap</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;"><em>09. Mortar Remembers You</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/AaWVJCtDdnE" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:686110 2015-05-23T22:08:00 EELS – Royal Albert Hall 2015-05-23T21:08:36Z 2015-05-23T21:12:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://eelstheband.com/wonderfulglorious/">Eels</a> de Mark Oliver Everett, aka Mr. E, uma das minhas bandas preferidas, estão de regresso aos lançamentos discográficos com <span style="color: #99cc00;"><em>Royal Albert Hall</em></span>, uma ilustração sonora e visual viva que nos oferece de modo exemplar um magnífico concerto que a banda deu na mítica casa de espetáculos londrina que intitula o disco, a trinta de junho de 2014, nove anos depois da última passgem do grupo norte-americano por esse local. Este concerto foi o culminar de uma digressão que teve início pouco mais de um mês antes e que levou os <span style="color: #99cc00;">Eels</span> a tocarem em locais tão miticos como o Orpheum Theater em Los Angeles, o Vic Theater em Chicago, o Apollo em Nova Iorque ou o Concert Hall em Amsterdão, entre outros.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://4.bp.blogspot.com/-efbw8l4snyI/U7Psc5u6aeI/AAAAAAAAJ2I/vw_sI5cDQI4/s1600/eels3.PNG" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com edição em formato CD duplo e DVD, <em><span style="color: #99cc00;">Royal Albert Hall</span></em> é um documento excelente para quem, com eu, sente necessidade de reforço periódico dos laços afetivos que unem o fã aos<span style="color: #99cc00;"> Eels</span>. O conteúdo sonoro do trabalho e a própria filmagem do mesmo colocam-nos no centro do espetáculo e, principalmente, no âmago introspetivo de um Everett que gosta de surpreender e sobrevive no universo <em>indie rock</em> devido à forma como tem sabido adaptar os <span style="color: #99cc00;">Eels</span> às transformações musicais que vão surgindo no universo alternativo sem que haja uma perca de identidade na conduta sonora do grupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com o concerto a revisitar alguns dos marcos fundamentais da carreria de uns <span style="color: #99cc00;">Eels</span> que usam um fato e uma gravata que vincam uma oposição clara a uma anterior digressão mais <em>punk</em> e eletrificada que tinha promovido o álbum <em>Wonderful Glorious</em> (2013) e, portanto, com um foco mais incisivo no fase mais recente onde a <em>folk</em> assume o protagonismo maior, há uma forte componente autobiográfica na postura da banda e de Mr. E, que se entrega genuinamente ao espetáculo e à audiência, com o respeito pelos suspiros, as palmas, os silêncios e as gargalhadas a ampliarem esse efeito, enquanto se ouve cantar sobre algumas mazelas que sempre atormentavam a vida pessoal de um músico, que aqui sai de novo de uma espécie de clausura emocional e introspetiva, para se libertar e mostrar, sem receio, a sua faceta mais rebelde e divertida, não havendo agora lugar para sentimentos obscuros e lamentações.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com um belissimo alinhamento que respira todo o historial do grupo, um extraordinário sentido de humor onde não faltam alusões inteligentes aos Rolling Stones e aos Beatles e a fixação de Mr. E pelo orgão de tubos da sala, onde irá terminar a sua <em>performance</em> de modo exemplar e com versões bem escolhidas de clássicos como <em>When You Wish Upon a Star</em> (BSO O Pinóquio) ou <em>Can’t Help Falling in Love With You</em>, (Elvis Presley), <em><span style="color: #99cc00;">Royal Albert Hall</span></em> é mais uma demonstração cabal que Everett e companhia merecem elogios de um público maior do que aquele que os conhece e que produziram um compêndio de canções marcantes que deviam realmente tê-los levado mais além. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8813/16899977408_600e7a8ea7.jpg" alt="Eels - Royal Albert Hall" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Where I’m At</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. When You Wish Upon A Star</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. The Morning</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Parallels</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Addressing The Royal Audience</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Mansions Of Los Feliz</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. My Timing Is Off</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. A Line In The Dirt</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Where I’m From</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. It’s A Motherfucker</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Lockdown Hurricane</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. A Daisy Through Concrete</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Introducing The Band</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>14. Grace Kelly Blues</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>15. Fresh Feeling</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>16. I Like Birds</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>17. My Beloved Monster</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>18. Gentlemen’s Choice</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>19. Mistakes Of My Youth / Wonderful, Glorious</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>20. Where I’m Going</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>21. I Like The Way This Is Going</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>22. Blinking Lights (For Me)</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>23. Last Stop, This Town</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>24. The Beginning</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>25. Can’t Help Falling In Love</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>26. Turn On Your Radio</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>27. Fly Swatter</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>28. The Sound Of Fear</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DHJnbmUnNNYo&src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FHJnbmUnNNYo%3Ffeature%3Doembed&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FHJnbmUnNNYo%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="389" height="227" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dg9Gax02AWCU&src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fg9Gax02AWCU%3Ffeature%3Doembed&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fg9Gax02AWCU%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="391" height="228" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:675226 2015-05-22T18:55:00 Slug - Ripe 2015-05-22T18:12:05Z 2015-05-22T18:25:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Peter Brewis é o carismático líder dos Field Music, mas não deixa de se envolver em outros projetos. Além de estar a trabalhar num disco de música orquestral com Paul Smith, também tem colocou o dedo e a mente no disco de estreia dos <a style="color: #999999;" href="http://www.slugband.co.uk/">Slug</a>, uma banda liderada por Ian Black, o seu baixista nos Field Music e que viu a luz do dia a treze de abril através da <a style="color: #999999;" href="http://www.memphis-industries.com/release/ripe/">Memphis Industries</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/-xqSylJGoqAo/VScMQ5-wYaI/AAAAAAAAUGE/DTEcPeLTNlk/s1600/20150128_SLUG_02_-_Ph_CFaruolo.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O <em>indie rock</em> barulhento, negro e sombrio, sem restrições melódicas e claramente inspirado numa apenas aparente dicotomia entre o minimalismo instrumental e a exuberância sonora que guitarras plenas de <em>fuzz</em> e distorção, uma bateria inebriante e um baixo vigoroso e impulsivo podem criar, são detalhes que certamente não passarão despercebidos a estes <span style="color: #ff0000;">Slug</span> na hora de compor, Os efeitos metálicos que surgem logo em <em><span style="color: #ff0000;">Grimacing Mask</span></em>, de mãos dadas com a gravidade de uma voz empolgante, andrógena e sentida, ampliam a segurança e o atrevimento destes <span style="color: #ff0000;">Slug</span> e com <span style="color: #ff0000;"><em>Cockeyed Rabbit Wrapped In Plastic</em></span>, dois minutos de <em>punk rock</em> progressivo de primeira água, com uma toada <em>funk</em> particularmente inédita, uma canção que soa tão estranha e igualmente criativa como a imagem do <em>single</em>, atestam definitivamente o <em>pedigree </em>dos músicos envolvidos neste projeto que tamvém contém uma forte componente cinematográfica, com os <span style="color: #ff0000;">Slug</span> a confessarem a influência de algumas bandas sonoras para o conteúdo de<em><span style="color: #ff0000;"> Ripe</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O disco promete emoções fortes enquanto plasma diferentes possibilidades sonoras e claras virtudes técnicas que comprovam o elevado grau de virtuosismo dos <span style="color: #ff0000;">Slug</span>. Neste último aspeto há que destacar a beleza do piano de <em><span style="color: #ff0000;">Peng Peng</span></em> e o modo como os restantes instrumentos de cordas e sopro vaõ surgindo, de modo progressivo, sem ofuscarem o protagonismo do teclado, a conexão íntima entre voz e percussão no instrumental ambiental e relaxante <span style="color: #ff0000;"><em>Weight Of Violence</em></span> e o modo como a sensual, angulosa e<em> pastiche</em> <em><span style="color: #ff0000;">Running To Get Past Your Heart</span></em> sobrevive com apenas uma simples linha de baixo com três notas, tendo sido gravada com os bongos e bateria captadas com microfones de vozes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sendo estes momentos acima referidos verdadeiramente extraordinários, mesmo assim não há como não deixar passar em claro o modo como a leve e psicotrópica<em><span style="color: #ff0000;"> Sha La La</span></em> brilha enquanto abraça uma estranha relação entre a <em>pop</em> psicadélica e o<em> r&amp;b</em> à boleia de majestosos trompetes e uma bateria cheia de detalhes e o modo como <em><span style="color: #ff0000;">Eggs and Eyes</span></em> e <span style="color: #ff0000;"><em>Greasy Mind</em></span> piscam o olho à luxúria <em>pop</em> dos saudosos anos oitenta. E se<em><span style="color: #ff0000;"> Kill Your Darling</span></em> é a banda sonora perfeita para um clássico de terror de baixo orçamento, <em><span style="color: #ff0000;">Shake Your Loose Teeth</span></em> é um portento sonoro, fortemente lisérgico, cósmico e imponente, que nos oferece um cenário verdadeiramente complexo, vibrante e repleto, uma parada psicotrópica explicitamente aberta ao experimentalismo com um forte sentido melódico e uma certa essência <em>pop.</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Ripe</span></em> é um meticuloso exercício de corte, colagem, costura e montagem de um vasto mapa de influências, oferecido por uma banda que se sente particularmente confortável ao aventurar-se por ambientes essencialmente orgânicos, minimais e crus, mas que possui uma visão do <em>rock</em> claramente alternativa, experimental, aberta e livre de restrições comerciais, acabando esta estreia por ser uma excelente fusão do melhor destes dois mundos e uma sublime rampa de lançamento para acedermos à dimensão superior onde os <span style="color: #ff0000;">Slug</span> se sentam com um conforto e um à vontade incomuns. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.thelineofbestfit.com/media/2014/Slug_Ripe.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Grimacing Mask</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cockeyed Rabbit Wrapped in Plastic</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sha La la</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Eggs and Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Greasy Mind</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Shake Your Loose Teeth</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Weight of Violence</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Running To Get Past Your Heart</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Peng Peng</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Kill Your Darlings</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">At Least Show That You Care</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DJ9JIIiejmnA&src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FJ9JIIiejmnA%3Ffeature%3Doembed&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FJ9JIIiejmnA%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="399" height="224" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DLdHfproURM4&src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FLdHfproURM4%3Ffeature%3Doembed&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FLdHfproURM4%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="403" height="226" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:690504 2015-05-21T22:28:00 They Might Be Giants – Glean 2015-05-21T21:28:48Z 2015-05-21T21:28:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lançado no passado dia vinte e um de abril por intermédio da <a style="color: #999999;" href="https://www.lojinx.com/pt/releases/they-might-be-giants/glean">Idlewild/Lojinx</a>, <em><span style="color: #ff99cc;">Glean</span> </em>é, imagine-se, o décimo sétimo álbum da carreira dos <a style="color: #999999;" href="http://www.theymightbegiants.com/">They Might Be Giants</a>, uma mítica banda norte americana, oriunda da <em>big apple</em> e atualmente formada por John Flansburgh, John Linnell, Dan Miller, Danny Weinkauf e Marty Beller. Este disco tem a particularidade de ter no seu alinhamento vários temas que se inserem numa iniciativa da banda chamada <em>Dial-A-Song Project</em>, que teve início já na decada de oitenta e terminou em 2008, sobrevivendo apenas na internet. Este recurso permite ligarmos para um número de telefone que nos oferece a audição de um tema da banda com <span style="color: #ff99cc;"><em>Glean</em></span> e conter uma base de canções regularmente partilhadas com os visitantes.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.digitalmusicnews.com/wp-content/uploads/2015/01/unnamed.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com quinze canções que se estendem por pouco mais de meia hora, <em><span style="color: #ff99cc;">Glean</span></em></span><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #999999;"><em><span style="color: #ff99cc;"><span style="color: #999999;"> </span></span></em></span><span style="color: #999999;">é um exercício poético de muitos contrastes, um pouco à imagem do indefinível e sedutor vídeo da canção de <em><span style="color: #ff99cc;">End of the Rope</span> </em>e impressiona pela viagem divertida e ligeira que oferece ao ouvinte, até um amplo espetro sonoro que se estende entre a pop luminosa da<em><span style="color: #ff99cc;"> Answer</span></em>, ou a mais lamechas de <em><span style="color: #ff99cc;">Madam, I Challenge You To A Duel</span></em> e o <em>rock</em> alternativo de <em><span style="color: #ff99cc;">I Can Help The Next In Line</span></em>, sem descurar alguns aspetos essenciais do<em> punk rock</em>, claramente esplanados em <span style="color: #ff99cc;"><em>Erase</em></span>, mas também daquela <em>folk blues</em> sulista que <em><span style="color: #ff99cc;">Good To Be Alive</span> </em>replica com um acerto e uma luminosidade invulgares. E, qual cereja no topo do bolo desta alegoria <em>pop</em>, também não falta um trajeto curioso de cariz mais eletrónico, patente em <span style="color: #ff99cc;"><em>All The Lazy Boyfriends</em></span> e <em><span style="color: #ff99cc;">Unpronounceable</span></em>.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mas do frenesim <em>rock</em> de <em><span style="color: #ff99cc;">Aaa</span></em>, à psicadelia de <em><span style="color: #ff99cc;">I'm a Coward</span></em>, passando pelo<em> rock</em> mais progressivo de <em><span style="color: #ff99cc;">Underwater Woman</span></em>, não faltam outros piscares de olho a toda a herança não só da própria banda como da história do <em>rock</em> nas últimas décadas, havendo até espaço para uma interessante referência à música francesa dos anos vinte em <em><span style="color: #ff99cc;">Let Me Tell You About My Operation</span></em>, com o sarcasmo e o humor que tão bem carateriza a dupla que lidera este projeto. Estas sonoridades mais clássicas não se esgotam nesse instante, podendo ser novamente conferidas não só no mirabolante tema homónimo, mas principalmente, no modo como o <em>jazz</em> e o <em>blues</em> se fundem à boleia da dança que o piano, o trompete e a bateria estabelecem em <em><span style="color: #ff99cc;">Music Jail, Pt. 1 And 2</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se analisarmos com distanciamento e amplitude a história do universo <em>indie</em>, facilmente chegaremos à conclusão que os <span style="color: #ff99cc;">They Might Be Giants</span> são um grupo de músicos com um vasto conhecimento das bases do<em> indie rock</em> e um dos nomes essenciais deste universo cultural sonoro das últimas duas décadas. E merecem amplo destaque porque conseguiram sempre ser originais, dentro do quadro musical que faz parte do ADN da banda e que se sustenta na busca de sonoridades estranhas, bizarras e inovadoras. <em><span style="color: #ff99cc;">Glean </span></em>é mais uma prova concerta da excentricidade deste grupo, da rara graça como combinam e manipulam, com sentido melódico e lúdico, a estrutura de uma canção, no fundo, um esforço indisciplinado, infantil e claramente emocional, mas bem sucedido de se manterem à tona de água na lista das bandas imprescindíveis para contar a história contemporânea do <em>rock</em> alternativo. Os <span style="color: #ff99cc;">They Might Be Giants</span> não perderam a capacidade de escrever belas canções no universo das coisas estranhas que fazem apenas parte do mundo da dupla que lidera o grupo e demonstram essa virtude de modo cativante e com uma salutar criatividade e elevada imaginação. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="They Might Be Giants - Glean by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/17157860102"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8756/17157860102_b6775fc2bd.jpg" alt="They Might Be Giants - Glean" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Erase</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Good To Be Alive</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Underwater Woman</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Music Jail, Pt. 1 And 2</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Answer</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. I Can Help The Next In Line</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Madam, I Challenge You To A Duel</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. End Of The Rope</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. All The Lazy Boyfriends</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Unpronounceable</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Hate The Villanelle</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. I’m A Coward</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Aaa</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>14. Let Me Tell You About My Operation</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>15. Glean</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/okT-EgXUD0M" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:703696 2015-05-21T22:14:00 Carpark Records - Sweet Sixteen 12" Picture Disc 2015-05-21T21:14:15Z 2015-05-21T21:14:15Z <p style="text-align: center;"><img src="http://s0.limitedrun.com/images/1123142/v600_LmenssweatpantswithUSB1.JPG" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sedeada em Washington D.C. a etiqueta norte americana <span style="color: #cc99ff;">Carpark Records</span> está a comemorar os dezasseis anos de existência e com a edição de um disco inspirado no basquetebol, onde constam artistas e projetos que fazem parte da história desta já mítica editora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://store.carparkrecords.com/products/544704-cak104-carpark-sweet-sixteen-basketball-picture-disc-12" target="_blank">Disponível</a> para encomenda, <em><span style="color: #cc99ff;">Sweet Sixteen 12" Picture Disc</span></em> chega às lojas a vinte e quatro de julho numa edição física limitada a 600 exemplares com as receitas a reverterem a favor da iniciativa <a style="color: #999999;" href="http://www.littlekidsrock.org/" target="_blank">Little Kids Rock Charity</a>. Com esse lançamento será também possivel adquirir, apenas na loja online da <a style="color: #999999;" href="http://store.carparkrecords.com/products/549176-cak100-carpark-records-racecar-usb-american-giant-sweet-16-sweatpants" target="_blank">Carpark Records</a>, uma pen USB na forma de carro de corrida, desenhada por Chaz Bundick (Toro Y Moi, Les Sins) e que contém os primeiros cem lançamentos da Carpark Records, numa edição limitada a cem unidades. A mesma inclui temas de Toro Y moi, Dan Deacon, Memory Tapes, Speedy Ortiz e TEEN, entre outros. Com a pen USB recebes também umas calças de fato de treino personalizadas com o logotipo da etiqueta e a iniciativa. Uma iniciativa, sem dúvida, espetacular!</span><br /><br /><img src="https://mail.google.com/mail/u/0/?ui=2&amp;ik=a77e7d81cc&amp;view=fimg&amp;th=14d720948d347e7c&amp;attid=0.1.1&amp;disp=emb&amp;attbid=ANGjdJ82ZSC2vH8JHyZs2bl9WwolN_k-LG7KRHs5pTqKhwqTaEUh3sBf1BAt_sIWlFgerlyVY6QZ_y-j_BCULArvBNcU4eym8VoC8DdbndqJ18FJkUaCZvh75lcbVkY&amp;sz=w958-h958&amp;ats=1432196439594&amp;rm=14d720948d347e7c&amp;zw&amp;atsh=1" alt="" /><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Side A </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1. Young Magic - "NETS"* </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2. Montag - "Drop A Dime" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3. Safety Scissors - "Orange Roughy" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4. Jayson Gerycz - "Dribble Dribble" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5. Young Magic - "All Net (Celebration Dance)" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">6. TEEN - "Dylan and Chong Playing Basketball"* </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">7. Thomas J Duke - "Manute Bol" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">8. Jake Mandell - "2008" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">9. Signer - "Roll, Pick, and Roll Again" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Skylar Spence - "Turnover" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Sadie Dupuis - "Theme from Babadook" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Montag - "Basket Case"* </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Ear Pwr - "I Would Rather Be Shopping" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">14. Jason Urick - "Double Dribble" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">15. Memory Tapes - "Go Play Outside"* </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">16. Lowt Ide - "Your Turn"</span></em></span><br /><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Side B </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">17. Skylar Spence - "Practice"* </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">18. Dan Deacon - "1 Wand from the 9 Piles" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">19. So Takahashi - "Dribble Commander" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">20. Jimmy Whispers - "Mugsy Bogus" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">21. Chandos - "Traveling" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">22. GRMLN - "Buzzer Beat"* </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">23. Toro Y Moi - "Space Jam" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">24. Greg Davis - "Paxson" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">25. Ear Pwr - "Beyond the Arc"* </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">26. Dog Bite - "Hoops"* </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">27. Adventure - "Ewww" </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">28. Speedy Ortiz - "Basketball (Demo)"*</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/195203399&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="467" height="278" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:691051 2015-05-20T21:45:00 Surfer Blood - 1000 Palms 2015-05-20T20:45:23Z 2015-05-22T18:30:41Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://www.surferblood.com/">Surfer Blood</a> são uma banda de surf rock natural de West Palm Beach, na Flórida, formada por John Paul Pitts, Tyler Schwarz, Thom Fekete e Kevin Williams. Impressionaram esta publicação há cerca de dois anos com <em>Pythons</em>, o segundo longa duração do grupo. No passado dia doze chegou aos escaparates <em><span style="color: #99cc00;">1000 Palms</span></em>, o sucessor de <em>Pythons</em>, uma nova coleção de canções destes <span style="color: #99cc00;">Surfer Blood</span> sedentos e claramente felizes no modo como piscam o olho a espetros sonoros tão variados como a <em>surf music</em> ou o rock alternativo dos anos noventa, fazendo-o com uma particular relevância comercial que tem aproximado o quarteto de um número cada vez maior de ouvintes. Na verdade, logo desde o início de <em><span style="color: #99cc00;">1000 Palms</span></em>, da toada inicialmente sombria mas depois fortemente orquestral de <em><span style="color: #99cc00;">Grand Inquisitor</span> </em>à nostalgia ensolarada de <em><span style="color: #99cc00;">Island</span></em>, passando, pouco depois, pelo piscar de olhos da distorção das guitarras ao <em>rock</em> mais progressivo em <em><span style="color: #99cc00;">I Can't Explain</span></em>, tudo parece ter sido pensado para soar bem nos nossos ouvidos, com naturalidade e sem exageros desnecessários.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://floodmagazine.com/wp-content/uploads/2015/02/Surfer-Blood_Press_2015.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além desta ampla miríade de influências que fundamentam o seu cardápio sonoro, um dos grandes trunfos destes <span style="color: #99cc00;">Surfer Blood</span> é, sem sombra de dúvida, a voz de John Pitts, um importante factor para essa aproximação com o ouvinte já que, melodicamente, decide a maioria dos rumos sonoros que as diferentes canções têm, mesmo que abundem várias camadas de distorção nos alicerces das mesmas. Seja como for e apesar da tal importância da voz, as guitarras são um dos principais atributos de <span style="color: #99cc00;"><em>1000 Palms </em></span>e imprescindíveis para o seu dinamismo. Tocadas por Thom Fekete e pelo também vocalista John Paul Pitts, são extremamente criativas e dão-nos melodias únicas, com destaque para <em><span style="color: #99cc00;">Sabre-Tooth And Bone</span> </em>e a já citada <em><span style="color: #99cc00;">I Can't Explain</span></em>; Se a primeira dissolve-se uniformemente em acordes muito precisos, mesmo que os efeitos alternem entre o rugoso e o luminoso, a segunda cresce num solo que nos leva, ainda que levemente, até à psicadelia, conferindo a tal toada progressiva referida. Já <em><span style="color: #99cc00;">Covered Wagons</span></em> conduz o registo das cordas para uma toada mais <em>pop</em> e os vários blocos de distorção de Dorian aproximam claramente o quarteto da essência de <em>Slow Six</em>, o primeiro disco e claramente o mais cru ate à data.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Novamente afastados de grandes editoras e de regresso ao circuito comercial independente depois de terem editado <em>Pythons</em> à sombra da Warner Bros. e, talvez por isso, libertos de algumas amarras editoriais, os <span style="color: #99cc00;">Surfer Blood</span> continuam na sua louvável cruzada de busca incessante do melhor estilo sonoro, num percurso cheio de energia criativa, marcada por uma angústia quase inofensiva, onde não faltam momentos altos e, como mostra, por exemplo, <span style="color: #99cc00;"><em>Other Desert Cities</em></span>, instantes de notável esplendor e júbilo. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7787/17329163212_ee5121c849.jpg" alt="Surfer Blood - 1000 Palms" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Grand Inquisitor</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Island</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. I Can’t Explain</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Feast/Famine</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Point Of No Return</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Sabre-Tooth And Bone</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Covered Wagons</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Dorian</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Into Catacombs</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Other Desert Cities</span></em></span><br /><span style="color: #99cc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. NW Passage</span></em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/202036010&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:703295 2015-05-20T21:37:00 The Bats Pajamas - Witch Way 2015-05-20T20:41:28Z 2015-05-20T20:41:44Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://styrofoamdrone.files.wordpress.com/2015/05/bats-pajamas-no-hello-wrong-house-sotd-fleeting-youth-records-2015.jpg?w=500" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Toronto, os <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/thebatspajamas" target="_blank">The Bats Pajamas</a> mais uma forte aposta da texana <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Yourh Records</a>, de Ryan M. e preparam-se para a estreia nos discos a vinte e seis de maio com <span style="color: #ff9900;"><em>Hello</em></span>, um trabalho gravado em poucos dias no quarto de um elemento da banda e que será editado em formato cassete e digital.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de terem divulgado <em>Wrong House</em>, o primeiro avanço de <em>Hello</em>, agora chegou a vez de disponibilizarem<span style="color: #ff9900;"> Witch Way</span>, mais uma canção conduzida por guitarras plenas de distorção e que firmam o <em>indie rock</em> rugoso, cru, intenso e vibrante que faz parte do adn destes <span style="color: #ff9900;">The Bats Pajamas</span>, onde também sobressai uma voz que pula em poucos segundos de uma postura grave e acessível, para um registo ruidoso e particularmente enraivecido, ampliado por um curioso efeito em eco. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/205984346&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="410" height="230" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:681312 2015-05-19T22:06:00 Balthazar – Thin Walls 2015-05-19T21:06:18Z 2015-05-22T18:27:38Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Três anos após o aclamado <em>Rats</em>, os belgas <span style="color: #ffcc00;">Balthazar</span> estão de regresso com<span style="color: #ffcc00;"><em> Thin Walls</em></span>, um disco que viu a luz do dia a trinta de março através da etiqueta <a style="color: #999999;" href="http://www.playitagainsam.net/">Play It Again Sam</a>. <span style="color: #ffcc00;"><em>Thin Walls</em></span> foi gravado em Inglaterra, nos estúdios Yellow Fish Studios, com o apoio de Ben Hillier (Blur, Depeche Mode, Elbow) e Jason Cox (Massive Attack, Gorillaz).</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.tokyoindie.com/wp-content/uploads/2012/08/Untitled-638x414.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mais autêntico e selvagem do que qualquer um dos trabalhos anteriores dos <span style="color: #ffcc00;">Balthazar</span>, que sempre tiveram uma preocupação clara em seguir determinados cânones e regras pré-estabelecidas, quase sempre por eles próprios, como se estivessem plenamente convencidos que existe um caminho bem balizado rumo ao estrelato e ao sucesso comercial, <em><span style="color: #ffcc00;">Thin Walls</span></em> é um marco de ruptura com esse passado, um compêndio sonoro que exala uma elevada maturidade, quer melódica quer instrumental e um acerto criativo superior a qualquer registo anterior deste grupo belga.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Escrito na ressaca da extensa digressão de promoção a <em><span style="color: #ffcc00;">Rats</span></em>, este terceiro trabalho dos <span style="color: #ffcc00;">Balthazar</span> reflete o corropio que a banda viveu durante vários meses e a necessidade que todos sentiram de se libertar dessas amarras e das rotinas desgastantes que a vida na estrada tantas vezes oferece, para comporem novas canções que renovassem não só o cardápio da banda, mas que representassem igualmente um salto em frente na carreira e na digestão emocional dos cinco elementos do grupo relativamente aquilo que a música enquanto atividade profissional tem provocado na dimensão pessoal de cada um. <em><span style="color: #ffcc00;">Dirty Love</span></em> expressa claramente todo o transtorno emocional que uma digressão proporciona e que muitas vezes resulta no fim do amor e <em><span style="color: #ffcc00;">Then What</span>,</em> o primeiro avanço divulgado do disco, é uma canção que fala de alguém que está completamente dominado por esse mesmo amor que sente por alguém, ao ponto de perceber que a sua felicidade deixou de depender de si próprio e que não lhe resta outra saída senão aprender a lidar com essa nova realidade. Estes acabam por ser dois exemplos claros desta clara manifestação de novos interesses e da busca de uma maior pureza sentimental, sem olhar propriamente aquilo que o ouvinte à partida espera de um grupo capaz de agradar às massas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ao longo do alinhamento, canções como a emotiva <em><span style="color: #ffcc00;">Bunker</span></em> ou a perturbadora e amarga <em><span style="color: #ffcc00;">I Looked For You</span></em> são outras notáveis composições que demonstram o modo coerente e apaixonado como os <span style="color: #ffcc00;">Balthazar</span> funcionam enquanto corpo único e como catalizaram toda a energia que foram reprimindo ao longo do tempo em que escreveram e compuseram presos às tais amarras, para apresentarem em<em><span style="color: #ffcc00;"> Thin Walls</span></em> excelentes e convincentes músicas que são prova de uma notável auto confiança, uma tremenda experiência e acerto interpretativos e, principalmente, temas que transbordam uma salutar melancolia, que consegue tocar mesmo em quem se considera menos propenso ou mais resistente ao arrepio fácil. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8744/16738994890_a5c79934b5.jpg" alt="Balthazar - Thin Walls" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Decency</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Then What</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Nightclub</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Bunker</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Wait Any Longer</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Dirty Love</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Last Call</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. I Looked For You</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. So Easy</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. True Love</span></em></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DAc7L5DGV_DA&src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FAc7L5DGV_DA%3Ffeature%3Doembed&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FAc7L5DGV_DA%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="463" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:701024 2015-05-19T13:25:00 Stereophonics – C’est La Vie 2015-05-19T12:25:36Z 2015-05-19T12:25:36Z <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><a style="color: #999999;" title="Stereophonics - C&#39;est La Vie by jocastro68, no Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/17566232041"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c2.staticflickr.com/6/5458/17566232041_6989b71615_z.jpg" alt="Stereophonics - C&#39;est La Vie" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Os galeses <a style="color: #999999;" href="http://www.stereophonics.com/">Stereophonics</a> estão de regresso aos discos em 2015 com <em><span style="color: #ff9900;">Keep The Village</span> <span style="color: #ff9900;">Alive</span></em>, um trabalho cujo alinhamento de dez canções podes conferir abaixo e que vai ver a luz do dia a onze de setembro, sucedendo a <em>Graffitti On The Wall</em> (2013).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><em><span style="color: #ff9900;">C'est La Vie</span></em> é o primeiro avanço divulgado de <em><span style="color: #ff9900;">Keep The Village Alive</span></em>, um tema que já tem direito a um original vídeo que mostra um grupo de jovens numa festa bastante animada e regada e que tem como principais protagonistas os atores Aneurin Barnard, Matthew Aubrey e Antonia Thomas, esta última conhecida pela série <em>Misfits</em>. Confere...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/SJ5cg0KNKH0" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1. C'est La Vie </span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2. White Lies </span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3. Sing Little Sister</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4. I Wanna Get Lost With You</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5. Song For The Summer </span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">6. Fight Or Flight </span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">7. My Hero </span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">8. Sunny </span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">9. Into The World</span></em></span><br /><span style="color: #ff9900;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Mr And Mrs Smith</span></em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:670028 2015-05-18T19:33:00 Tape Junk - Tape Junk 2015-05-18T18:33:08Z 2015-05-18T18:33:08Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O projeto <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/TapeJunk">TAPE JUNk</a> encabeçado por João Correia e ao qua se juntam Joaquim Francisco, Nuno Lucas e António Vasconcelos está de regresso com um trabalho homónimo, gravado durante três dias no Alvito no verão passado, sob um sol abrasador, num oito pistas instalado no sotão de Luis Nunes (Walter Benjamim), que também produziu o disco. Apesar de ser o segundo da carreira da banda, <em><span style="color: #ff9900;">TAPE JUNk</span> </em>é uma espécie de recomeço para o quarteto e um verdadeiro disco de banda, já que, ao contrário de <em>The Good and The Mean</em> (2013), um quase registo a solo, é um trabalho mais direto e crú, com um alinhamento bastante espontâneo, já que metade do mesmo nunca tinha sido tocado pela banda antes e a outra metade foi gravada com os arranjos utilizados ao vivo e registado sem qualquer isolamento dos instrumentos, uma receita que imprimiu uma particular energia e espontaneidade às gravações, próxima do que os <span style="color: #ff9900;">TAPE JUNk</span> costumam preconizar ao vivo.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://img0.rtp.pt/icm/thumb/phpThumb.php?src=/antena3/images/eb/eb183e08959d6c25b64d6d1c668ea617&amp;w=1200&amp;sx=0&amp;sy=74&amp;sw=1920&amp;sh=1053&amp;q=75" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O tempo do João Correia é, certamente uma sucessão de algumas rotinas, uma significativa quantidade de banalidades e depois, um interessante conjunto de eventos inspiradores, que lhe provocam sentimentos e sensações únicas que encontra na música, mesmo inconscientemente a melhor forma de expressar, apesar de não apreciar particularmente levar-se demasiado a sério, como personagem deste quotidiano em que todos nos movemos. E este homónimo dos <span style="color: #ff9900;">TAPE JUNk</span> plasma, com notável nitidez essa personificação de soalheiras aventuras sonoras, algumas delas com um elevado pendor pessoal e intimista, onde não falta um confessado <em>humor negro</em>, e outras a sobreviverem à custa do <em>nonsense</em>, com <em><span style="color: #ff9900;">Thumb Sucking Generation</span></em> a ser, claramente, um exemplo claro desta despreocupação e deste desejo pessoal que os <span style="color: #ff9900;">TAPE JUNk</span> sentem, na pessoa do João Correia, de não serem levados demasiado a séra no que concerne à escrita das canções. Seja como for, não se pense que neste trabalho é impossível encontrar um aconchego para as nossas mágoas ou um incentivo ao despertar aquilo que de melhor guardamos dentro de nós; <em><span style="color: #ff9900;">The Left Side Of My Bed</span></em> ou <em><span style="color: #ff9900;">Me and My Gin</span></em> são dois exemplos do modo assertivo como os <span style="color: #ff9900;">TAPE JUNk</span> conseguem, utilizando uma linguagem sonora e lírica simples e, simultaneamente, intensa e profunda, falar de situações do quotidiano com as quais facilmente nos identificamos, duas músicas que podem ser um excelente veículo para o reavivar de algumas memórias que estão um pouco na penumbra e que nos confortam o ego quando delas nos recordamos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Banda de palco e com uma notável reputação nesse campo, os <span style="color: #ff9900;">TAPE JUNk</span> são uma típica banda <em>rock</em> que assenta a sua sonoriade em guitarras que replicam melodias contagiantes e que exalam uma sensação de comptempraenidade que pode surgir nas notas mais delicadas, até quando elas estão num modo particularmente explosivo, nos efeitos selecionados ou nos arranjos simples, mas bastante criativos, onde não faltam peculaires variações de ritmo e uma saudável sensação de crueza e ingenuidade ou então, no modo como as vozes se alternam e se sobrepôem em camadas, à medida que os instrumentos fluem naturalmente, sem se acomodarem ao ponto de se sufocarem entre si, naquilo a que claramente se chama de <em>som de banda</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pavement, Giant Sand, Stooges, Rolling Stones ou Velvet Underground são influências assumidas e declaradas, mas quem vence é aquel <em>rock</em> clássico e intemporal que só ganha vida se houver quem se predisponha a entrar num estúdio de mente aberta e disposto a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar música, sejam instrumentos eletrónicos ou acústicos e assim fazerem canções cheias de sons poderosos e tortuosos, luminosos e flutuantes e vozes deslumbrantes. E os <span style="color: #ff9900;">TAPE JUNk</span> provam que não é preciso ser demasiado complicado e criar sons e melodias intrincadas. Consegui-lo é ser-se agraciado pelo dom de se fazer a música que se quer e este quarteto sujeita-se seriamente a obter tal desiderato, já que usou a fórmula correcta, feita com uma quase pueril simplicidade, a melhor receita que muitas vezes existe no universo musical para demonstrar uma formatação adulta e a capacidade de se reinventar, reformular ou simplesmente replicar o que de melhor têm alguns projetos bem sucedidos na área sonora em que uma banda se insere.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff9900;"><em>TAPE JUNk</em></span> é um álbum <em>rock </em>poderoso mas extremamente divertido, sem deixar de evocar um certo experimentalismo típico de quem procura, através da música, fazer refletir aquela luz que não se dispersa, mas antes se refrata para inundar os corações mais carentes daquela luminosidade que transmite energia, num disco sem cantos escuros. Confere, já de seguida, a entrevista que o João Correia concedeu a este blogue sobre o disco e espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://s3.amazonaws.com/vibedeck-production/releases/143928/artworks/preview/artworks-000112109958-trnr5r-t500x500.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1 - Substance</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2 - Bag of Bones</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3 - Scratch and Bite</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4 - Six String and the Booze</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5 - Joyful Song</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">6 - Me and My Gin</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">7 - All My Money Ran Out</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">8 - The Left Side of the Bed</span></em><br /><em><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">9 - Thumb Sucking Generation</span></em></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DSibCsdTL_D8&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FSibCsdTL_D8%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FSibCsdTL_D8%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="463" height="260" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ao contrário de <em>The Good And The Mean</em>, disco sobre o qual conversámos e onde o João Correia tomou conta de grande parte da ocorrência, já lá vão quase dois anos, este vosso novo trabalho, um homónimo, resulta da interacção directa entre todos os elementos do grupo. Quais são as grandes diferenças entre os dois álbuns?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O primeiro disco foi uma experiência. Não fazia ideia do que ia fazer com aquilo. Felizmente foi bem recebido e surgiram concertos e montámos uma banda. Podia ter sido apenas um registo daquela altura e das músicas que escrevi e de como me apeteceu gravá-las na altura. Nunca foi pensado como o primeiro disco de uma banda. Os anos passaram, demos muitos concertos e encontrámos a nossa sonoridade. Acho que foi um processo óbvio e muito natural. Este novo disco teve um processo de gravação completamente diferente. Agora é sim um disco de uma banda. O segundo de Tape Junk mas o primeiro da banda. E eu quis que fosse um disco espontâneo e até ingénuo como a maior parte dos primeiros discos das bandas de que gosto. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Este disco foi feito como se fosse um gathering de amigos. Fez-me lembrar quando era puto e gravava com os meus primos nas férias do Verão, na altura para um 4 pistas. Os anos passaram e duplicaram-se as pistas. Os junks não são primos de sangue mas somos todos família.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pelos vistos a gravação do disco foi uma grande experiência, muito crua, espontânea e direta. Praticamente metade do alinhamento nunca tinha sido tocado pela banda antes e a outra metade foi gravada com os arranjos utilizados ao vivo. Como foram esses dias frenéticos no Alvito?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Passamos os dias a lutar contra um calor abrasador...Mas não abdicámos, é claro,de belos repastos, bom vinho e aguardente caseira ( como menciona a Valéria ). Tratámo-nos muito bem. Todos os dias acordávamos bem cedo e passávamos os dias a tocar no sotão do Luís Nunes. Os takes foram gravados para um Tascam 8 pistas de fita.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As bases instrumentais do disco foram gravadas live e sem isolamento dos instrumentos. Ou seja, cada instrumento tem uma soma sonora dos outros. Há quem defenda que isso é ruído e que "estraga" o som... Eu acho que isso é música. Gravámos umas quantas canções como já as tocávamos ao vivo e entretanto acrescentámos umas quantas que nunca tinham sido tocadas. E essas acabaram por ser algumas das mais importantes do disco, na minha opinião. O "Thumb Sucking Generation", "Six String and the Booze", o "Substance" (que nem uma maquete manhosa tinha) são dos temas que mais definem o álbum e não os conheciamos bem antes de irmos para as gravações. É como quando fazes uma música nova e gravas uma demo, ouves tudo e pensas : "isto está muita fixe!" ou então "em que raio é que eu estava a pensar quando escrevi isto!". Quando gosto da demo até tenho medo de gravar a música em estúdio depois, fica sempre pior. Pensas demais sobre aquilo e a espontaneidade desaparece. Aqui não houve sequer tempo para isso acontecer. Foi um disco em que corremos riscos, umas coisas correram bem, outras não. E ainda bem que assim foi.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As guitarras parecem-me ser o grande fio condutor das canções e, na minha opinião, um dos vossos maiores atributos é a forma simples e direta, sem grandes rodeios ou floreados desnecessários, como apresentam a vossa visão sonora do formato canção, como peças sonoras que, à exceção de <em>ThumbSucking Generation</em>, se esfumam mais depressa que um cigarro, mas que não deixam ninguém indiferente, já que prendem e ficam facilmente na memória. No que concerne às opções que definem para a vossa música, nomeadamente durante o processo criativo, como funcionam como banda?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Normalmente tenho uma demo das músicas gravadas com guitarra acustica e voz. Depois junto-me com o António e gravamos as ideias para as partes de cada instrumento. Depois tocamos todos juntos decidimos o que cada um faz. Eu gosto de manter as coisas muito simples em Tape Junk. Não procuro um som novo e não me preocupa a questão da banda vir a ter sucesso ou não. A ideia deste grupo é escrever canções, tocá-las juntos e partilhar o que fazemos com as pessoas que nos querem ouvir. Escrevo canções em casa quando elas surgem e ambiciono escrevê-las cada vez melhor. Os arranjos nesta banda estão em segundo plano. Têm de ser muito naturais e respeitar o flow da canção. Acho que cada banda tem a sua função. A nossa, para já, é<em> keep it simple</em>. Quero que se ouça pessoas a tocar neste disco. E nós somos pessoas simples.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">E como foi trabalhar com o Luis Nunes aka Walter Benjamim, um músico extraordinário que também já foi destaque por cá algumas vezes?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O Luis é um grande amigo e já trabalho com ele há muitos anos. Quis gravar com ele porque já sabia que ele não gostava nada da sonoridade e arranjos do primeiro disco e achei que ele era a pessoa certa para gravar este porque eu queria fazer algo que distanciasse os dois. Para além de gravar também produziu. Fez-me a proposta de gravar tudo num oito pistas no sótão dele em Alvito. Adorei a ideia e lá fomos nós.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo na primeira música que gravámos percebi que não ia ser fácil... Fizémos uns dez takes do "All my money ran out" e cada vez que chegávamos ao fim ele dizia "mais um". Depois punha a fita para trás e ficavamos os cinco em silêncio. Optamos por mudar de música e eu pensei que as coisas podiam correr mal porque nunca tinhamos gravado assim juntos. Estivemos umas três horas para nos adaptarmos ao processo...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O Luís e eu somos como irmãos e passamos o tempo todo a discutir cada vez que estamos sob pressão. É hilariante! Eu sou sempre pessimista, ele não. Esse caos é perfeito para mim, odeio quando está tudo muito organizado e no sítio quando tem a ver com Tape Junk. Quando acabámos de gravar tudo no terceiro dia fomos ouvir o disco ainda muito em bruto. Deviam ser umas 4h da manhã e tinhamos passado os dias a gravar e eu disse : <em>ok, foi trabalho em vão, estas músicas juntas não fazem sentido nenhum</em>. O Luís fez um alinhamento em 20 segundos e pôs no play e disse algo como<em> foda-se, és tão chato, meu. Cala-te e ouve as músicas</em>. Eu calei-me e ouvi. Esse alinhamento ficou o do disco, nunca mais se mexeu.Trabalhar com o Luís é altamente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Tape Junk</em> é um festivo e animado compêndio de indie rock, que apenas abranda um pouco em <em>Me And My Gin</em>, um dos meus temas preferidos do disco e em <em>The Left Side Of The Bed</em>. Fiquei curioso… O gin é a bebida oficial dos TAPE JUNk? Qual é a temática desta canção?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Hahaha nada disso... Se fosse acerca da bebida de eleição seria "Me and my whiskey" mas soava muito mal. Escrevi essa letra no balcão do Roterdão no Cais do Sodré enquanto falava com um amigo meu. Passado uns dias vi que tinha a letra nas notas do telefone e arranjei a coisa e escrevi a música. Esta é das poucas em que a letra surgiu antes da música.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Escrevi isso na altura do primeiro disco quando andava sempre bêbado. Quando estás assim achas que não consegues fazer nada sem beber um copo antes. É uma idiotice. A música é completamente bipolar porque salta de versos sérios para versos completamente idiotas. É das minhas preferidas do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Continuando a abordar a questão das letras, as relações amorosas e a complexidade que envolvem, que exigem um constante (des)acerto para funcionarem, pareceu-me ser uma ideia muito latente no disco e em particular em <em>Joyful Song</em> e<em>The Left Side Of The Bed</em>. Esta minha percepção faz algum sentido? O que mais inspira a vossa escrita?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Neste disco acho que não me levo a sério demais na escritas das canções. Existem letras no outro disco que agora me acompanham e nem sempre as quero cantar. São muito pessoais. Depois tenho de tocar a mesma música vezes sem conta e já não sinto o que sentia e parece que estou a "vender" um sentimento falso. Neste disco tenho pouca coisa pessoal e tenho mais humor negro nas músicas, se calhar. Também tenho letras como o Thumb Sucking Generation que não interessam para nada... está lá porque tinha de dizer algo e nem me lembro quando nem porque escrevi aquilo. O importante é a música nesse caso. E o <em>nonsense</em> também me atrai na verdade. Quanto à inspiração, acho que escreves coisas melhores quando não estás bem. Quando não escreves uma música porque queres, mas escreves porque tem de ser. O "Left side of the bed" foi um desses casos. As coisas mudaram depois de escrever essa música. Fechei um ciclo de canções de amor depressivas... Depois dessa e do "Me and my gin" surgiu o resto do disco que tem uma linha muito mais leve do que o anterior. Mas <em>misery loves company</em> e toda a gente gosta de ouvir alguém a cantar coisas depressivas, não é? Isso é um bocado chato para um escritor de canções mas eu próprio não me levo tão a sério quando não escrevo sobre coisas viscerais e trágicas. O refrão do "Substance" ridiculariza precisamente esta questão.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O primeiro single do disco é <em>Six String and The Booze</em> e já foi divulgado o vídeo, por sinal bastante divertido e muito bem idealizado. Quem merece os créditos por esse excelente trabalho?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tive a ideia de ter um vídeo com um casal em que a mulher era contorcionista. Mas faltava-me organizar a ideia e ter uma história interessante. O realizador Pedro Pinto, com quem tinha trabalhado no "Live at 15A" de Julie &amp; The Carjackers agarrou a ideia e fez este mockumentary incrível. Achei a ideia genial. Deu muito trabalho, passámos semanas a fio para juntar a equipa, planear tudo e fazer o vídeo em dois dias com um budget muito reduzido. O Pedro é muito talentoso, hard worker e super profissional. No próprio video estão os créditos de toda a equipa. Foram todos incríveis.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os TAPE JUNk fazem agora parte da família Pataca Discos. Qual é a sensação?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Eu sinto que estou na Pataca desde que gravei o "Dá" da Márcia. Desde então que tenho estado sempre ligado à editora. Julie &amp; The Carjackers, Walter Benjamin, Bruno Pernadas, They're Heading West são bandas/artistas com quem toco e que fazem parte da Pataca. O João Paulo Feliciano só edita o que gosta muito por isso estava com algum receio das demos que lhe mostrei... Ouvimos as músicas os dois com o Luís Nunes e de cerca de vinte, eles aproveitaram umas oito e mandaram-me vir para casa escrever mais. Só depois disso é que houve certeza que estava ali um disco e entrámos para a Pataca Discos muito contentes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como está a correr a promoção do disco? Onde será possível ver os TAPE JUNk a tocar num futuro próximo?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Para já só posso anunciar o Festival Lá Fora em Évora, Festival Med e Nos Alive.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Para terminar apenas outra curiosidade… Quem é a Valéria?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Qual Valéria?! Valéria... Humm... Nome bonito mas não sei do que falas...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">( Obrigado pela entrevista, gostei muito das tuas perguntas. João )</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:701660 2015-05-18T19:30:00 Sweet Baboo - Black Domino Box (H Hawkline Cover) 2015-05-18T18:30:41Z 2015-05-19T09:31:41Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.abadgeoffriendship.com/images/uploads/sweet-baboo-main.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://sweetbaboo.co.uk/">Sweet Baboo</a> é Stephen Black, um músico e compositor natural de Cardiff, no País de Gales e que lançou em abril de 2013, por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://moshimoshi.greedbag.com/buy/ships-1/">Moshi Moshi Records</a>, <em>Ships</em>, o seu segundo disco, um álbum conceptual sobre o mar. Agora, dois anos depois, enquanto não chega aos escaparates <em><span style="color: #ff9900;">The Boombox Ballads</span></em>, o sucessor, <span style="color: #ff9900;">Sweet Baboo</span> disponibilizou gratuitamente no seu bandcamp uma bonita versão de <em><span style="color: #ff9900;">Black Domino Box</span></em>, um original do seu amigo <a style="color: #999999;" href="http://t.ymlp310.net/ehuadaesmjeacaueuaxajwb/click.php" target="_blank">H.Hawkline</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A participação especial de Hawkline no concerto de apresentação de <em><span style="color: #ff9900;">The Boombox Ballads</span></em> que vai ocorrer quarta-feira, dia vinte e um de maio, em Londres, é o grande motivo da criação desta <em>cover</em> onde <span style="color: #ff9900;">Sweet Baboo</span> volta a ser irrepreensivel no modo multi-colorido como conjuga diversas influências, que vão da <em>folk</em> à <em>synth pop</em> e sempre num registo algo infantil e até despreocupado. <em><span style="color: #ff9900;">The Boombox Ballads</span></em> irá ver a luz do dia em agosto. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2398483591/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/transparent=true/" width="454" height="265" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:661699 2015-05-17T22:41:00 Other Lives - Rituals 2015-05-17T21:41:35Z 2015-05-19T09:59:41Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://otherlives.com/">Other Lives</a> de Jesse Tabish (piano, guitarra, voz) Jonathon Mooney (piano, violino, guitarra, percussão, trompete) e Josh Onstott (baixo, teclados, percussão, guitarra, voz) acabam de quebrar um hiato algo prolongado, já que a sua última edição discográfica tinha sido um EP em meados de 2012 e um longa duração em 2011. <span style="color: #ff0000;"><em>Rituals</em></span> é o novo disco desta banda de Oklahoma e chegou aos escaparates no início de maio, catorze canções que afastam de uma vez o estigma predominantemente folk deste projeto, projetando o trio para um universo sonoro bastante mais dinâmico e expansivo, onde melodias florescentes convivem lado a lado, com enorme frequência, com uma percussão imaculada e exuberante.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2015/02/other-lives-2015.jpg?w=807" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Rituals</span></em> é para ser escutado com devoção e um bom par de auscultadores e isso percebe-se logo em <span style="color: #ff0000;"><em>Fair Weather</em></span>, uma canção intensa e imponente, cheia de preciosos detalhes, que incluem sopros, teclas e metais, além de vários<em> samples</em> de sons naturais. Logo depois, o sintetizador atmosférico de <em><span style="color: #ff0000;">Pattern</span></em> oferece-nos uns <span style="color: #ff0000;">Other Lives</span> sedutores e plenos de charme, com Jesse Tabish a expôr os seus imensos atributos vocais enquanto entoa uma pop atmosférica fortemente etérea.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tomando como ponto de partida este início prometedor e fulgurante, fica claro que a banda pegou firmemente no seu som e usou-o como se fosse um pincel para criar obras sonoras carregadas de pequenos mas preciosos detalhes intrigantes, interessantes e exuberantes. Muitas vezes um simples detalhe fornecido por uma corda, uma tecla ou uma batida aguda forneceu imediatamente uma cor imensa às melodias e a própria voz serve, frequentemente, para transmitir esta ideia de exuberância e sentimento. <span style="color: #ff0000;"><em>Reconfiguration</em></span>, o fabuloso primeiro avanço no formato <em>single</em> de <em><span style="color: #ff0000;">Rituals</span></em>, aprofunda ainda mais a perceção do quanto este é um trabalho muito rico e intrincado instrumentalmente, um tema rico ao nível da percussão, mas com os sintetizadores atmosféricos, um piano sedutor e até um violino a fazerem parte do arquétipo sonoro e do compêndio de destaques do tema.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O trabalho de produção de Joey Waronker (Atoms For Peace), foi preciosíssimo neste farto entalhe de intensos e preciosos instantes, com o piano sombrio de <em><span style="color: #ff0000;">Easy Way Out</span> </em>a remeter-nos naturalmente para o ambiente sonoro imaginado e replicado tantas vezes por Thom Yorke, quer a solo, quer nos Radiohead. Esta canção e as teclas e a percussão de cariz mais tribal de <em><span style="color: #ff0000;">Beat Primal</span> </em>e de <em><span style="color: #ff0000;">English Summer</span></em> descolam os <span style="color: #ff0000;">The Other Lives</span> definitivamente da sua zona de conforto sonora e oferecem-nos um verdadeiro concentrado de soluções programadas, onde tudo flui de maneira inventiva de modo exuberante e sentido. Os violinos de <em><span style="color: #ff0000;">New Fog</span></em>, o registo vocal com aquele típico efeito da música de câmara e o modo como um teclado se vai desenrolando, segundo após segundo, à medida que são acrescentados alguns sopros, são apenas mais algumas achas para esta fogueira, alimentada por uma pop orquestral que os tambores de <em><span style="color: #ff0000;">2 Pyramids</span></em>, o pianos de <em><span style="color: #ff0000;">No Trouble</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">It's No Magic</span></em> e todo o anel sonoro emcional que à volta deles gravita, reforça, fazendo-nos acreditar definitivamente que estes <span style="color: #ff0000;">The Other Lives</span> são bem capazes de nos levar para lugares calmos e distantes, profundos e desafiantes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao final, <em><span style="color: #ff0000;">Need A Line</span> </em>e <em><span style="color: #ff0000;">For The Last</span></em> afagam com notável eficácia as dores de quem se predispõe a seguir sem concessões a doutrina deste trio, sendo estas talvez as duas canções que preservam o melhor da herança antiga do grupo, plasmada numa <em>folk rock</em> muito ternurenta, mesmo que às vezes pareça escondida no seio de um humor mórbido e feito de alguma desolação.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há discos que à primeira audição até causam alguma repulsa e estranheza, mas que depois se entranham com enorme afinco, ou então há aqueles exemplos que logo à primeira audição nos conquistam de forma arrebatadora e visceral. Mas como a própria vida é, quase sempre, muito mais abrangente nos seus momentos do que propriamente a simples análise através de duas bitolas comparativas que tocam opostos, também na música há instantes em que somos assaltados por algo muito maior e mais belo do que a simples soma de duas ou três sensações que nos fazem catalogar e arrumar em determinada prateleira aquilo que escutamos. Álbum fortemente hermético porque que se fecha dentro de um campo muito prório e por isso particularmente genuíno e emocionalmente pesado, <em><span style="color: #ff0000;">Rituals</span></em> é um bom exemplo de como é possivel apresentar um trabalho artisticamente muito criativo, mesmo que assente a sua sonoridade numa amálgama aparentemente improvável que mistura <em>folk</em>,<em> indie pop</em> e <em>indie rock</em>,  com <em>post rock</em> e alguns elementos eletrónicos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8796/17222443956_91eef419bc.jpg" alt="Other Lives - Rituals" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Fair Weather</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Pattern</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Reconfiguration</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Easy Way Out</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Beat Primal</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. New Fog</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. 2 Pyramids</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Need A Line</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. English Summer</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Untitled</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. No Trouble</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. For The Last</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Its Not Magic</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>14. Ritual</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UfCB4UVOLrk" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:681850 2015-05-15T23:33:00 Loose Tooth - Easy Easy East 2015-05-15T22:33:18Z 2015-05-15T22:33:18Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Filadélfia é uma das cidades atualmente mais ativas no universo indie norte americano, principalmente quando se trata de replicar a simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico, que contém aquela sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas e que, um pouco mais ao lado, em Seattle, também fez escola e tomou conta do resto do mundo à época. Kian Sorouri, Larissa, Christian Bach e Kyle Laganella são os <span style="color: #ff0000;">Loose Tooth</span>, uma das novidades mas recentes dessa cidade norte americana e mais uma forte aposta da texana <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Yourh Records</a>, de Ryan M., que se estreou nos discos as vinte e um de abril, com <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/easy-easy-east">Easy Easy East</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent.xx.fbcdn.net/hphotos-xpf1/v/l/t1.0-9/14292_920399821303916_3402120498385219443_n.jpg?oh=32660e8a37a3592a92525a4574f2386a&amp;oe=55CB398F" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Particularmente melódicos, com um interessante balanço entre ruído, distorção e aquela delicadeza que muitas vezes faz a diferença em determinados projetos de <em>rock</em> com um cariz mais <em>lo fi</em>, estes <span style="color: #ff0000;">Loose Tooth</span> não defraudam quem aprecia universos universos sonoros adjacentes ao <em>indie rock</em> alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao <em>punk rock</em> e ao próprio <em>blues</em>. A verdade é que, logo em <em><span style="color: #ff0000;">Pickwick Average</span></em>, o tema que abre o disco, tendo em conta o modo como a bateria alterna a cadência, com as guitarras a fazerem o acompanhamento melódico devido e a altetnância de postura vocal, demonstram que estes <span style="color: #ff0000;">Loose Tooth</span> lutam com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som e que esta estreia é um marco no género este ano.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nas restantes nove canções de<em><span style="color: #ff0000;"> Easy Easy East</span></em> a viagem nostálgica prossegue, sempre a um ritmo frenético, com canções que duram, na maioria das vezes, menos de dois minutos, havendo lugar para um experimentalismo de cariz mais progressivo nas guitarras em <em><span style="color: #ff0000;">Skinny Chewy</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">Yorami</span></em> e alguns arranjos curiosos que, em <em><span style="color: #ff0000;">Greetings From</span></em> incluem um <em>fade in</em> e um <em>sample</em> de sons naturais que dão corpo a um instrumental bastante recomendável. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Lizzy</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">Lemon Zest</span></em> já têm uma sonoridade mais <em>punk</em>, com o ritmo desenfrado da bateria e conduzir guitarras plenas de fuzz e um baixo sempre vigoroso que acompanham exemplarmente a percussão. A busca de um ambiente eminentemente <em>pop</em> e comercialmente festivo, fica plasmado em <em><span style="color: #ff0000;">Sunk Chubi</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">Bone Folder</span></em>, duas canções que atestam a visceralidade sempre impecavelmente controlada de um quarteto que sabe como manipular os nossos sentidos, fazendo-nos facilmente dançar, até perdermos o fôlego e deixarmos o nosso corpo esvair-se num misto de agonia e boa disposição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois do devaneio instrumental <em><span style="color: #ff0000;">Through a Hazy</span></em>,<em><span style="color: #ff0000;"> Easy Easy East</span></em> encerra com <em><span style="color: #ff0000;">About Ruined Everything</span></em>, o instante mais <em>pop</em>, épico e melancólico do disco, uma canção com uma limpidez e um acerto melódico pomposo e luminoso que projeta os <span style="color: #ff0000;">Loose Tooth</span> para uma toada mais contemplativa e que demonstra a capacidade eclética do grupo em compôr boas letras e oferecer-lhes belíssimos arranjos, que ganham vida quase sempre à boleia de uma guitarra jovial e pulsante e com alguns dos melhores efeitos e detalhes típicos do <em>rock</em> alternativo e do indie <em>punk</em> <em>vintage</em> mais juvenil. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><em><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2719924622/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="463" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></em></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:702181 2015-05-15T13:23:00 Passenger Peru - Break My Neck (video) 2015-05-15T12:23:49Z 2015-05-15T12:23:49Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://speakimge.com/wp-content/uploads/2015/02/389683_328711897193900_156719858_n.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriunda de Brooklyn, Nova Iorque, a dupla norte americana <a style="color: #999999;" href="http://www.passengerperuband.com/">Passenger Peru</a> editou o seu trabalho de estreia no início de 2014, uma edição apenas em cassete e em formato digital, através da <a style="color: #999999;" href="http://www.fleetingyouthrecords.com/p/passenger-peru.html">Fleeting Youth Records</a> e que foi dissecada já por cá. Formados por Justin Stivers (baixista dos The Antlers no álbum <em>Hospice</em>) e pelo virtuoso multi-instrumentista Justin Gonzales, os Passenger Peru regressaram em 2015 com <span style="color: #99ccff;"><em>Light Places</em></span>, um compêndio de doze novas canções da dupla, que viu a luz do dia a vinte e quatro de fevereiro e que podes <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/light-places" target="_blank">encomendar</a> facilmente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um dos grandes destaques de <em><span style="color: #99ccff;">Light Places</span></em> é <em><span style="color: #99ccff;">Break My Neck</span></em>, um tema vincadamente reflexivo e introspetivo, cheio de cordas com arranjos e detalhes que facilmente nos deslumbram e onde a voz de Stivers é um trunfo declarado, no modo como transmite uma sensação de emotividade muito particular e genuína (<em>one deep breath, sad but true, one deep breath, leads to you, break my neck, break my neck to, break my neck to see the stars, the stars explode above...</em>). Este tema plasma com precisão as virtudes técnicas que os <span style="color: #99ccff;">Passenger Peru</span> possuem para criar música e a forma como conseguem abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro<em> indie</em> e alternativo e comprimi-los em algo genuíno e com uma identidade muito própria. Confere o fabuloso video de <em><span style="color: #99ccff;">Break My Neck</span></em>, recentemente divulgado...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D8fX2MytBJ6A&src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F8fX2MytBJ6A%3Ffeature%3Doembed&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F8fX2MytBJ6A%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="454" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:702450 2015-05-15T10:23:00 Surfin' Mutants Pizza Party - The Kraken 2015-05-15T09:31:20Z 2015-05-15T09:31:20Z <p><img src="https://scontent.xx.fbcdn.net/hphotos-xap1/v/t1.0-9/18207_367939720079084_3205378047545104633_n.jpg?oh=587b3f8f4444919c685288a9b966deef&amp;oe=55E3DF1C" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar de vir do frio Quebec canadiano, Julien Maltais, um jovem de apenas vinte e um anos, tem no sangue o calor do <em>punk rock</em> californiano. Ele é o líder e grande mentor do projeto <span style="color: #ff99cc;">Surfin' Mutants Pizza Party</span>, que criou depois de ter liderado várias bandas de metal sem grande sucesso e ter decidido sozinho, no seu quarto, começar a criar música.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Julien vai-se estrear nos lançamentos discográficos com <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/the-death-of-cool">The Death of Cool</a>, um trabalho que vai ver a luz do dia a dezanove de maio, em formato digital e cassete, através da insuspeita e espetacular editora, <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouth.storenvy.com/products/8888796-mumblr-full-of-snakes">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff99cc;"><em>The Kraken</em></span>, um <em>single</em> disponivel para <em>download</em> gratuito, é o segundo avanço divulgado de <span style="color: #ff99cc;"><em>The Death Of Cool</em></span> e pela amostra, percebe-se que do <em>surf punk</em>, ao <em>skateboarding</em>, passando pela banda desenhada e a ficção científica, são várias as fontes de inspiração de um músico que cria uma colorida estética sonora, onde o<em> vintage</em> e o contemporâneo se misturam com particular acerto. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/204899919&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="488" height="290" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:576750 2015-05-14T16:24:00 Lost Boy? - Canned 2015-05-14T15:24:28Z 2015-05-14T15:24:28Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos do convidativo bairro de Brooklyn, em Nova Iorque, os <span style="color: #99ccff;">Lost Boy?</span> são liderados por Davey Jones, ao qual se juntam Ryan, Matt e R.J., um grupo que aposta claramente naquela receita simples mas claramente aditiva que suporta os fundamentos básicos do <em>indie punk rock</em>. <em><span style="color: #99ccff;">Canned</span></em>, o registo de originais de estreia do grupo, é um trabalho cheio de guitarras, que do <em>fuzz</em> ao <em>grunge</em>, explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no <em>rock</em> alternativo da década de noventa, uma coleção de canções enérgica, animada e bastante divertida, lançada via <a style="color: #999999;" href="http://dbldblwhmmy.com/">Double Double Whammy</a>/<a style="color: #999999;" href="http://oldflamerecords.com/">Old Flame Records</a> e que contém vários destaques que fazem com que este disco mereça audição atenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2014/06/10372045_10152503207591064_2169728109557921383_n.jpg?w=800" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se <em><span style="color: #99ccff;">Hollywood</span></em> e <em><span style="color: #99ccff;">Car Wash</span></em> abrem o alinhamento de modo enérgico e agitado, com toda a nostalgia do melhor <em>punk</em> de final do século passado a estender-se pelos nosso ouvidos sem qualquer reserva, é para fazer-nos perceber que a receita destes<span style="color: #99ccff;"> Lost Boy?</span> baseia-se em <span style="line-height: 1.3;">efeitos e distorções da guitarra desgarrados e vibrantes e uma bateria subtil, de modo a ser firme e eficaz a busca do edificio melódico que sustente o formato canção mais acessível, mas sem deturpar a fidelidade a um espírito muito próprio e que não impõe quase nenhuma regra ao ruído inebriante e visceral.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="line-height: 1.3; font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar desta linha condutora especifica e claramente balizada ser transversal a todo o álbum não faltam momentos mais experimentais e até progressivos, com o balanço entre o acústico e o ruidoso em <span style="color: #99ccff;"><em>Bank</em></span> e <em><span style="color: #99ccff;">USA</span></em>, ou o piscar de olho a um <em>indie rock</em> mais comercial e melódico, até com um certo espírito <em>folk</em>, em <em><span style="color: #99ccff;">Chew</span></em> e numa toada mais nostálgica em <em><span style="color: #99ccff;">About The Future</span></em>, a impressionarem e a convidarem o ouvinte a repensar uma impressão inicial que possa ter sido mais rígida sobre o ambiente sonoro que o grupo procura replicar. O próprio baixo de <em><span style="color: #99ccff;">Hemorrage</span></em> e o modo como é audível ao longo de todo o tema, sendo o grande sustentáculo do mesmo, inclusive quando as guitarras se mostram em todo o seu esplendor, não só comprova o cuidado trabalho de produção de que foi alvo <em><span style="color: #99ccff;">Canned</span></em>, como é mais uma referência importante para caraterizar o som típico da banda, mesmo que o baixo não seja o principal protagonista do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O ponto alto de <span style="color: #99ccff;"><em>Canned</em></span> acaba por ser, na minha opinião, a sequência feita com <em><span style="color: #99ccff;">Taste Butter</span></em> e <em><span style="color: #99ccff;">Revenge Song</span></em>, duas canções em que as guitarras piscam o olho aos tais tiques progressivos que citei acima e que encontram as suas raízes duas décadas mais cedo do que o período temporal que inspirou o álbum. São temas que exemplificam com precisão aquilo que pretendem e quem realmente são estes <span style="color: #99ccff;">Lost Boy?</span>, exímios intérpretes de um <em>noise rock</em> cheio de guitarras distorcidas e inebriantes, donos de um saudável travo irreverente e beliçoso, que se desenvolve dentro de limites bem definidos, apesar de parecer, em determinados momentos, que vale (quase) tudo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="line-height: 1.3;"><em><span style="color: #99ccff;">Canned</span></em> é mais um daqueles álbuns feitos por quatro músicos que sonham resgatar a alma de um som com mais de vinte anos e que, muitas vezes tocado com uma certa displicência, mas sempre com uma grande dose de alma e criatividade, marcou indubitavelmente uma geração. Este disco </span>não tem segredos para todos os apreciadores do melhor <em>indie rock, </em>cru e <em>lo fi</em>, que pisca o olho ao <em>grunge</em> e esse é, desde logo, um excelente atributo de uma coleção de canções que nos transportam eficazmente para o interior do universo sonoro que tipifica estes<span style="color: #99ccff;"> Lost Boy?</span>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.imgur.com/mLP1ZH7.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>1. Hollywood </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>2. USA </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>3. Chew </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>4. Car Wash </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>5. Taste Butter </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>6. About The Future </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>7. Revenge Song </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>8. Bank </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>9. Deep Fried Young </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Fuck This Century </em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Hemorrhage</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DOM_Wt9NsbiA&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FOM_Wt9NsbiA%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FOM_Wt9NsbiA%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="456" height="266" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:688068 2015-05-13T22:23:00 Villagers – Darling Arithmetic 2015-05-13T21:23:08Z 2015-05-13T21:23:08Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os irlandeses <a style="color: #999999;" href="http://www.wearevillagers.com/">Villagers</a> são, neste momento, praticamente monopólio da mente criativa de Conor O'Brien e estão já na linha da frente do universo<em> indie folk</em> europeu, pelo modo criativo e carregado com o típico sotaque irlandês, como replicam o género, ainda por cima oriundos de um país com fortes raízes e tradições neste género musical.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.thegate.org.uk/wp-content/uploads/2015/02/wesbite-Image-620x350.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A treze de abril último chegou aos escaparates <span style="color: #ff0000;"><em>Darling Arithmetic</em></span>, o novo álbum dos <span style="color: #ff0000;">Villagers</span>, através da Domino Records e produzido pelo próprio Conor. <em><span style="color: #ff0000;">Hot Scary Summer</span>,</em> o primeiro avanço divulgado do disco, uma canção onde o autor canta emotivamente sobre o fim do amor e o lado mais destrutivo desse sentimento (<em>all the pretty young homophobes looking out for a fight</em>), plasma a temática de um disco que se debruça sobre a temática da sexualidade do grande mentor deste projeto e dos desafios emocionais que a questão da sua homossexualidade lhe tem colocado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O amor e os conflitos que provoca, quando não é correspondido ou resvala para um ponto de ruptura provoca sentimentos e emoções transversais à orientação sexual. Serve isto para dizer que, independentemente da mesma, qualquer um de nós pode sentir-se identificado com o conteúdo destas canções que mostram como a energia destrutiva que esse sentimento muitas vezes liberta pode ter um enorme potencial artístico. Basta escutar a tensão sombria de<em><span style="color: #ff0000;"> Courage</span></em> ou a luminosidade das cordas e do piano de<em><span style="color: #ff0000;"> Everything I Am Is Yours</span></em>, para se perceber claramente esses dois lados de um mesmo sentimento, em canções onde Conor fala constantemente de modo autobiográfico e com a temática mais física da relação a ter destaque. Depois, a primazia da viola confere um cariz ainda mais intimista a <em><span style="color: #ff0000;">Darling Arithmetic</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O modo como <span style="color: #ff0000;">Villagers</span> fala de si e das suas experiências e o ênfase que dá a determinadas emoções, ampliadas pela cândura do seu falsete, acabam por fazer com que certas canções, além de o despirem totalmente, exalem uma vincada veia erótica; Escuta-se <em><span style="color: #ff0000;">Dawning On Me</span></em> com atenção e torna-se fácil sentirmos que estamos abraçados ao músico, a partilhar o mesmo espaço físico do mesmo, completamente desprovidos de qualquer defesa, enquanto testemunhamos o modo como ele se entrega a uma aritmética amorosa, onde está em causa não só o modo como gere a sua relação com o amante, mas também consigo mesmo e os seus próprios conflitos emocionais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cheio de bonitos arranjos e resultado de um trabalho de composição elaborado e de elevada consistência técnica, <em><span style="color: #ff0000;">Darling Arithmetic</span></em> pode ser aquele disco que vai aguçar definitivamente o nosso gosto para o usufruto de sonoridades que são contemporâneas e que podem alargar o nosso panorama cénico e a ginástica linguística das canções que nos tocam profndamente. Temas como <em><span style="color: #ff0000;">The Soul Serene</span></em>, o já citado <em><span style="color: #ff0000;">Hot Scary Summer</span></em>, ou a ode ao amor intitulada <em><span style="color: #ff0000;">Little Bigot</span> </em>podem colocar também a <em>folk</em> a tocar profundamente nas bases genéticas mais profundas da nossa identidade, à boleia de um género sonoro que, apesar da sua história, popularidade e raízes, que muitos puristas não gostam de ver quebradas, pode sempre atualizar-se e procurar novos caminhos, sem perder a sua génese. O modo como Conor consegue entrelaçar letras e melodias e adicionar ainda belos arranjos aliados, de forte teor sentimental, fazem já de <span style="color: #ff0000;">Villagers</span> uma referência essencial e obrigatório no género e um bom aconchego para alguns dos nossos instantes mais introspetivos e fisicamente intimistas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Parafraseando o autor em <em><span style="color: #ff0000;">Näive</span></em>, descontando o facto de sermos <em>woman, man, boy, girl</em> e não importando como estes ítens se cruzam ou relacionam... este disco serve para todos aqueles que, independentemente das experiências vividas, estão sempre disponíveis a abrir as portas para o amor. (<em>I believe I make part of something bigger</em>). Espero que aprecies a sugestão</span>...</p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Villagers - Darling Arithmatic by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/16884964377"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7700/16884964377_f3d5585238.jpg" alt="Villagers - Darling Arithmatic" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Courage</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Everything I Am Is Yours</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Dawning On Me</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Hot Scary Summer</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. The Soul Serene</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Darling Arithmetic</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Little Bigot</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. No One To Blame</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. So Naive</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DB6xXcXGhMpU&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FB6xXcXGhMpU%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FB6xXcXGhMpU%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="425" height="248" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:669759 2015-05-12T22:26:00 Lower Dens – Escape From Evil 2015-05-12T21:26:29Z 2015-05-19T10:01:33Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Viu a luz do dia no final de março <span style="color: #99ccff;"><em>Escape From Evil</em></span>, o novo disco dos <span style="color: #99ccff;">Lower Dens</span>, uma banda norte americana natural de Baltimore, liderada por Jana Hunter e que em 2010 chamou, de imediato, todos os holofotes para si com o emocionante álbum de estreia <em>Twin-Hand Movement</em>. Em 2012 voltaram a surpreender com <em>Nootropics</em>, e agora, três anos depois, pela mão da Ribbon Music, chega-nos este novo trabalho que se deve ouvir sem expetativas porque aviso desde já que nos irá sugar para uma rede sonora construída com ritmos repetitivos e um emaranhado de sons e imagens etéreas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://a3-images.myspacecdn.com/images03/21/6d873b009f114ae6b5dce229e70104bf/300x300.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cada vez mais abrangentes e em busca de um universo sonoro mais amplo, consistente e luminoso, um pouco em contraste com o cinza que marcou os registos anteriores, mesmo ao nível visual, os <span style="color: #99ccff;">Lower Dens</span> chegam ao terceiro disco em pleno processo de exploração de novas possibilidades melódicas e ritmícas que oferecem ao cardápio do grupo uma maior consolidação e abrangência e cenários estilísticos que abarcam um leque mais aberto de influências, com a eletrónica a ter uma concorrência mais acentuada da <em>dream pop</em> e do <em>post punk</em> no resultado final. Responsável pela produção de <em>Bloom</em> dos Beach House ou <em>Singles</em> dos Future Islands, Chris Coady produziu <em><span style="color: #99ccff;">Escape From Evil</span></em> e acaba por ser uma figura central nesta nova realidade dos Lower Dens  e onde é clara uma superior espontaneidade e fluidez de processos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os sintetizadores luminosos de <span style="color: #99ccff;"><em>To Die In L.A.</em></span> e o modo como o <em>groove</em> das guitarras nos convidam em <span style="color: #99ccff;"><em>Non Grata</em></span> e <span style="color: #99ccff;"><em>Company</em> </span>a um abanar de ancas mais ou menos explícito, são apenas três notáveis exemplos desta menor frieza dos <span style="color: #99ccff;">Lower Dens</span> e a demanda por ambientes menos amargos e melancólicos em troca da transmissão de sensações mais calorosas, extrovertidas e acolhedoras.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Jana Hunter, a líder e figura principal do projeto, continua a encantar-nos com uma voz que apela diretamente ao nosso intímo e que em canções como a <em>dream pop</em> de <em><span style="color: #99ccff;">Your Heart Still Beating</span> </em>nos desperta para a necessidade de apreciarmos devidamente algumas das nossas memórias e convidando-nos, em praticamente todo este novo alinhamento, a passear por recordações do passado e por pequenas frações de pensamentos individuais que musicadas nos soam próximas, como se as canções quisessem conversar connosco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com um imenso arsenal de arranjos, temas e conceitos explorados, <span style="color: #99ccff;"><em>Escape From Evil</em> </span>é, sem dúvida, um disco de ruptura, um virar de página sem aparente retorno, uma fuga apenas aparentemente espontânea, porque terá sido certamente devidamente ponderada de uma zona de conforto para um novo manancial de possibilidades que beneficiam o ouvinte ávido pela audição de algo diferente e surpreendente no inesgotável universo da <em>dream pop</em>. Há que saudar, no entanto, na componente lírica, o evidente sentimentalismo confessional e a manutenção da exposição intimista que Jana Hunter continua a não hesitar em partilhar connosco sem qualquer tipo de receio. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8612/16722301841_38890b8599.jpg" alt="Lower Dens - Escape From Evil" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Sucker’s Shangri-La</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Ondine</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. To Die In L.A.</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Quo Vadis</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Your Heart Still Beating</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Electric Current</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. I Am The Earth</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Company</span></em><br /><em><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Société Anonyme</span></em></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/a2iSVHh_Wn8" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:687647 2015-05-12T17:36:00 Lilith Ai - Hang Tough 2015-05-12T16:36:18Z 2015-05-12T16:36:18Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;"><img src="https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xaf1/v/t1.0-9/11136777_909213799118334_8728676889243369235_n.jpg?oh=79f378caa5f39330327009be7c1e8a76&amp;oe=55C4B10C&amp;__gda__=1439221437_556b132a277c61a221475422c5b4287a" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;">Oriunda de Londres e bastante talentosa no modo com reflete na sua música todos os sentimentos antagónicos e contrastantes que invadem uma mente que ainda se prepara para entrar na idade adulta mas que já atravessou sozinha o atlântico até Queens, Nova Iorque, com apenas setenta libras no bolso e a música como sonho maior, <a href="https://www.facebook.com/lilithaimusic">Lilith Ai</a> é uma voz talentosa que se prepara para captar definitivamente a nossa atenção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt;"><em><span style="color: #ff9900;">Hang Tough</span></em> é o primeiro suspiro de <span style="color: #ff9900;">Lilith Ai</span> em forma de música, um tratado sonoro que mistura eletrónica, <em>chillwave</em> e <em>r&amp;b</em> com um charme e uma delicadeza invulgares e exalando uma já notável maturidade. O lado<em> b</em> do <em>single <span style="color: #ff9900;">Yeah Yeah</span></em>, amplifica os predicados instrumentais que irão certamente fazer parte do futuro discográfico deste belíssima cantora, onde o clássico e o contemporâneo se misturam com aquela delicadeza tipicamente feminina. confere... </span></p> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/98297462&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="446" height="260" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DdeKvQ0dJc-g&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FdeKvQ0dJc-g%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FdeKvQ0dJc-g%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="442" height="258" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:672378 2015-05-11T21:23:00 Death Cab For Cutie - Kintsugi 2015-05-11T20:23:41Z 2015-05-11T20:23:41Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Lançado no passsado dia trinta e um de março por intermédio da Atlantic Records, <em><span style="color: #808000;">Kintsugi</span></em> é o oitavo álbum da carreria dos <a style="color: #999999;" href="http://deathcabforcutie.com/home/">Death Cab For Cutie</a>, uma banda norte americana de <em>indie rock</em> oriunda de Washington e foramda por Ben Gibbard, Nick Harmer e Jason McGerr.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://assets.rollingstone.com/assets/2015/article/death-cab-for-cutie-new-album-title-20150112/180173/large_rect/1420840139/1401x788-DeathCabForCutie_2014_DCFC_WeAreTheRhoads_CR_0717-[original].jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Mestres em escrever sobre sentimentos e emoções, plasmadas em letras profundas e intensas, que debruçando-se sobre as relações humanas podem, potencialmente, ser fonte de identificação para qualquer um de nós, os <span style="color: #808000;">Death Cab For Cutie</span> andam desde <em>Something About Airplanes</em>, o disco de estreia, a testar a nossa capacidade de resistência à lágrima fácil com vitórias e derrotas para ambos os lados, mas sempre com a impressão firme no lado de cá da barricada de estarmos perante uma banda extremamente criativa, atual, inspirada e inspiradora e que sabe como agradar aos fãs.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Já sem a presença do virtuoso guitarrista Chris Walla nas gravações, uma peça importante desta engrenagem e que obrigou os <span style="color: #808000;">Death Cab For Cutie</span> a ponderar novas opções sonoras, <em><span style="color: #808000;">No Room In Frame</span></em> é uma amostra clara do novo presente deste trio, feito de uma maior primzia de detalhes tipicamente <em>pop</em>, com as teclas e alguns arranjos sintéticos a surgirem com maior insistência no edifício das canções. No entanto, não se pense que o <em>indie rock</em> puro e genuíno foi pura e simplesmente afastado do cardápio do grupo; Se <span style="color: #808000;"><em>The Ghost Of Bervely Drive</em> </span>é um portento sonoro épico conduzido por guitarras cheias de distorção, <em><span style="color: #808000;">El Dorado</span></em>, uma das minhas canções preferidas deste disco, é um tratado de <em>pós punk</em> que não fica a dever nada aos melhores intérpretes atuais deste subgénero do <em>indie rock</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Mas voltando à primazia de elementos tipicamente <em>pop</em>, o <em>single</em> <span style="color: #808000;"><em>Black Sun</em></span> aprofunda esta nova tendência e essa terá saido, certamente, uma das razões para ter sido escolhido como um dos principais <em>singles</em> de <span style="color: #808000;"><em>Kintsugi</em></span>. Depois, as baladas <span style="color: #808000;"><em>Hold No Guns</em></span>, <span style="color: #808000;"><em>You’ve Haunted All My Life</em></span> e <em><span style="color: #808000;">Binary Sea</span> </em>são outros sinais genuínos do modo assertivo como Ben Gibbard escreve com a mira bem apontada ao nosso âmago, com a particularidade de, desta vez, também parecer desabafar mais do que o habitual sobre as suas próprias angústias, às quais não será alheia uma certa crise de meia idade e, principalmente, o vazio que a partida de Wall deixou neste seu projeto de vida chamado<span style="color: #808000;"> Death Cab For Cutie</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Com tal ênfase na dor e no sofrimento, o autor acaba por justificar o nome do álbum, já que se <em><span style="color: #808000;">Kintsugi</span></em> é o nome dado à técnica de restauração de um objeto utilizando o ouro como material de trabalho, mas sem tapar as imperfeições, percebe-se que a música é aqui utilizada como veículo privilegiado e precioso para o disfarce da ausência do guitarrista de sempre da banda, com todas as sensações negativas provocadas por essa partida a terem uma certa nobreza que a beleza das melodias transborda impecavelmente, sem ofuscar as óbvias imperfeições que esse adeus provocou no seio da banda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Se <em><span style="color: #808000;">Kintsugi</span></em> não é propriamente um novo recomeço para os <span style="color: #808000;">Death Cab For Cutie</span>, possui, no entanto, todos os ingredientes indispensáveis para que comecemos a olhar para este grupo fundamental com um olhar mais abrangente e dedicado já que, além de este trabalho representar um passo em frente seguro e qualitativamente assertivo em relação a um acontecimento marcante, plasma uma nova direção sonora mais madura e que constrói pontes para um futuro que será certamente promissor. Para já, este é uma espécie de caldeirão sonoro feito por um elenco de extraordinários músicos e artistas, que sabem melhor do que ninguém como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no universo sonoro e que estão prontos para continuar a projetar inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8754/16935985315_b8250c964f.jpg" alt="Death Cab For Cutie - Kintsugi" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">01. No Room In Frame</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">02. Black Sun</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">03. The Ghosts Of Beverly Drive</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">04. Little Wanderer</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">05. You’ve Haunted Me All My Life</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">06. Hold No Guns</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">07. Everything’s A Ceiling</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">08. Good Help (Is So Hard To Find)</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">09. El Dorado</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">10. Ingenue</span></em><br /><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #808000;">11. Binary Sea</span></em></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/192152704&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:680165 2015-05-10T21:07:00 Red Snapper - Wonky Bikes EP 2015-05-10T20:07:45Z 2015-05-10T20:07:45Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://c8.alamy.com/comp/B5HTF2/ali-friend-and-tom-challenger-of-the-band-red-snapper-playing-at-lewisham-B5HTF2.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O trio britânico <span style="color: #99ccff;">Red Snapper</span> é formado por Ali Friend (baixo), Richard Tahir (bateria) e David Ayers (guitarra), um projeto instrumental que, de vez em quando, se deixa seduzir por algumas vozes convidadas, de modo a replicar uma <em>acid jazz</em> bastante contemporâneo e genuíno, principalmente pelo modo como conjugam a instrumentação acústica com texturas e arranjos sintetizados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já me tinha debruçado sobre os <span style="color: #99ccff;">Red Snapper</span> em 2011 a propósito de EP <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/170592.html">Scale</a> e <a style="color: #999999;" href="http://www.lorecordings.com/release/wonky-bikes-ep/">Wonky Bikes</a> é o sopro mais recente na carreira do projeto, um EP lançado pela Lo Recordings e que tem como tema principal tema uma versão renovada de <em><span style="color: #99ccff;">Wonky Bikes</span></em>, um dos grandes destaques de <a style="color: #999999;" href="http://www.lorecordings.com/release/hyena/">Hyena</a> um álbum anteriormente lançado pelos <span style="color: #99ccff;">Red Snapper</span> e que tinha em África a sua grande inspiração, em particular um filme senegalês dos anos setenta intitulado Touki Bouki, realizado por Djbril Diop e posteriormente recuperado e restaurado por Martin Scorcese. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Terceiro EP dos <span style="color: #99ccff;">Red Snapper</span>, <em><span style="color: #99ccff;">Wonky Bikes</span> </em>reflete a sonoridade ao vivo e em palco deste trio, poderosa e bastante animada, com a remistura de <em><span style="color: #99ccff;">Traffic</span></em>, outro destaque do lançamento, a ser construida em redor do baixo fortemente eletrificado de Ali Friend, uma das imagens de marca do trio e uma bateria inebriante. O resultado final é um <em>indie jazz</em> bastante ácido e corrosivo, que abraça com força a eletrónica, mas cheio de <em>groove</em> e fortemente sedutor e apelativo, que colhe influências do <em>dub</em>, <em>trip hop</em> e do <em>drum &amp; bass</em>. Confere...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.lorecordings.com/wordpress/wp-content/uploads/2015/04/Wonky-site-401x401.jpg" alt="Wonky site" /> </p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/201547161&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="438" height="246" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:677917 2015-05-09T14:52:00 Hayden – Hey Love 2015-05-09T13:52:39Z 2015-05-11T09:10:45Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já com uma longa e respeitável carreira de praticamente duas décadas, iniciada em 1995 com <em><span style="color: #ffcc00;">Everything I Long For</span></em>, <a style="color: #999999;" href="http://www.wasteyourdaysaway.com/">Hayden</a>, um músico canadiano de Thornhill, no Ontário, está de regresso aos discos com <em><span style="color: #ffcc00;">Hey Love</span></em>, o oitavo disco deste músico com quarenta e quatro anos, que viu a luz dia através da Arts &amp; Crafts.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="https://scontent.xx.fbcdn.net/hphotos-xat1/v/t1.0-9/11151042_10152679977190388_7631209081871316069_n.jpg?oh=870fcc4d644e26bdd32b25899a37031f&amp;oe=560CE86A" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sucessor do aclamado <em>Us Alone</em> (2013), <em><span style="color: #ffcc00;">Hey Love</span></em> é um disco bastante intimista, uma longa carta de amor, cheia de esperança e afeto e que dura as treze canções de um compêndio que vagueia entre o <em>grunge</em>, o <em>rock</em> alternativo e, principamente, um <em>alt country</em> emotivo e épico, claramente plasmado em <em><span style="color: #ffcc00;">Nowhere We Cannot Go</span></em>, o grande destaque do trabalho. Nesta canção podemos apreciar um triunfante piano, um sintetizador inspirado e uma guitarra luminosa a conjurarem entre si para criarem uma obra de arte sonora aboslutamente obrigatória.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cantar sobre o amor e fazer desse sentimento a pedra de toque de um álbum, que assim se torna conceptual, exige paz de espírito interior e uma enorme clarividência em relação ao sentimento e uma relativa experiência física, sensorial e sentimental acerca do mesmo. <em><span style="color: #ffcc00;">Hearts Just Beat</span></em>, a canção que abre o alinhamento de <em><span style="color: #ffcc00;">Hey Love</span></em>, compila todas estas sensações, dilacera e expôe ao ouvinte com requinte e sem concessões o modo como <span style="color: #ffcc00;">Hayden</span> sente e vive o amor, preparando-nos adequadamente para o restante alinhamento e colocando-nos frente a frente com um homem adulto e vivido e que não quer ter segredos para quem o quiser ouvir.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Outro destaque deste disco é a justaposição instrumental que se pode apreciar em <span style="color: #ffcc00;"><em>Troubled Times </em></span>(<em>If it’s not one thing it is another, These are sure troubled times</em>), canção que sabe a alguns dos melhores instantes da <em>pop</em> dos anos oitenta. Mas as cordas de <span style="color: #ffcc00;"><em>Happy Birthday</em></span>, <span style="color: #ffcc00;"><em>Comeback To Life</em></span> e de <em><span style="color: #ffcc00;">Time Ain’t Slowing Down For Us</span></em>, assim como o doce borbulhar de pequenos detalhes sintéticos que brotam de<em><span style="color: #ffcc00;"> Nothing Easy Feels This Good</span></em>, o piano insinuante de <em><span style="color: #ffcc00;">Orange Curtain Light</span></em> e, pricncialmente, um falsete transversal a todo o alinhamento e que encontra paralelismo óbvio com o conceito do disco, são também preciosos detalhes que demonstram a maturidade e o elevado bom gosto criativo deste músico de exceção. Já agora, e no plano da voz, o tema homónimo também exige audição dedicada, por causa do modo como expôe com extrema languidez um curioso diálogo entre o lado mais confortável e o mais disconexo do amor, com o falsete de <span style="color: #ffcc00;">Hayden</span> e os coros a assumirem os papéis que lhe dão vida e substância (<em>It’s been so rough, we have been through more than enough, But without this love, there would be no reason for either of us</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Situar-se no esplendor de maturidade da existência, transportar a herança de uma carreira de vinte anos generosa e qualitativamente elevada e possuir um enorme bom gosto no modo como se escreve e se expôe sentimentos é a triologia que cria a tempestade perfeita em que assenta <em><span style="color: #ffcc00;">Hey Love</span></em> e a forma como o amor é descrito e exaltado, como o mais belo dos sentimentos. Obrigatórias para quem ama ou acha que ama sem paralelo e, principalmente, para quem quer encontrar ou redescobrir um sentimento perdido algures numa anterior ecruzilhada da sua existência, estas treze canções dão-nos pistas concretas sobre como se consegue ser mais feliz num mundo que nem sempre perdoa o mínimo deslize. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8725/16851531956_ca2dd825b0.jpg" alt="Hayden - Hey Love" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Hearts Just Beat</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Troubled Times</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. No Happy Birthday</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Nothing Easy Feels This Good</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Time Ain’t Slowing Down For Us</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Orange Curtain Light</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Come Back To Life</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Nowhere We Cannot Go</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Hey Love</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. If More Things Go Wrong</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Five Seasons</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Just Come Out Tonight</span></em><br /><em><span style="color: #ffcc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Shelter</span></em></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oWr9zYvCkEU" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <section class="article-text "> <div class="inline embed size-original crop-original"> <div><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/63365702%3Fsecret_token%3Ds-33u4u&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="555" height="293" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></div> </div> </section> <div id="tags"> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:695509 2015-05-08T21:30:00 Speedy Ortiz - Foil Deer 2015-05-08T20:30:48Z 2015-05-08T20:30:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://speedyortiz.livejournal.com/">Speedy Ortiz</a> de Mike Falcone (bateria), Sadie Dupuis (guitarra, voz), Darl Ferm (baixo) e Devin McKnight (guitarra), uma banda norte-americana de Northampton, no Massachussets. estão de regresso aos discos em 2015 com<span style="color: #ff0000;"> <em>Foil Deer</em></span>, um trabalho que chegou aos escaparates a vinte de abril, por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://store.carparkrecords.com/products/522228-speedy-ortiz-real-hair">Carpark Records</a> e que sucede ao EP<em> <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/speedy-ortiz-real-hair-ep-476460">Real Hair</a></em>, editado o ano transato.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://169lpf2pywq9to97r2eb0xqgo4.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2014/01/SpeedyOrtizRH_Rothenberg-Ware3-660x335.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Foil Deer</span> </em>tem um alinhamento com doze temas e a banda encontra-se já em digressão a promover o conteúdo de um álbum que mantém os <span style="color: #ff0000;">Speedy Ortiz</span> na senda de temas plenos de guitarras, que do <em>fuzz</em> ao <em>grunge</em>, explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no <em>rock</em> alternativo da década de noventa, como se percebe logo na imponente<em><span style="color: #ff0000;"> Good Neck</span></em>, um tema tipicamente introdutório que baliza firmemente a orientação sonora de uma banda completa, no modo como roça quase sempre a genialidade a nível instrumental e na expressividade que coloca nas suas letras, que exprimem, geralmente, as típicas dores e dilemas do início da vida adulta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Famosos igualmente pelos concertos impetuosos e pela atitude enérgica e rebelde em palco, os<span style="color: #ff0000;"> Speedy Ortiz</span> firmam em<em><span style="color: #ff0000;"> Foil Deer,</span></em> o segundo longa duração, uma posição de relevo no <em>indie noise</em> atual, com o produtor Nicolas Vernhes a ter um papel decisivo nesta firme impressão de poder e robustez transversal a todo o disco, muito à custa da cuidada exploração dos timbres da guitarra e uma grande ênfase nos arranjos. As cordas e os ruídos de fundo sintetizados de <em><span style="color: #ff0000;">The Graduates</span></em> são um claro exemplo deste vigor e desta expressão estética que, olhando de frente para alguns ícones do<em> rock</em> alternativo dos anos noventa, com os Sonic Youth à cabeça, estampa um olhar genuíno e único.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se esta impressão geral de pujança e elevada amplitude sonora é uma constante, tal não é sinónimo de agressividade ou ausência de bom gosto melódico. Temas como a rugosa <em><span style="color: #ff0000;">Puffer</span></em> ou <em><span style="color: #ff0000;">Dot X</span> </em>são exemplos óbvios do bom gosto que os <span style="color: #ff0000;">Speedy Ortiz</span> colocam na questão da densidade e da diversidade melódica e mesmo quando o <em>red line</em> das guitarras se aproxima de um nível potencialmente perigoso, há sempre a sensação plena de controle, inclusive quando a própria temática das canções que, como já referi, exploram a dura realidade da nossa existência, até convidaria a um maior manifestação, através da sonoridade, de uma certa raiva ou descontrole emocional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quem espera encontrar nos <span style="color: #ff0000;">Speedy Ortiz</span> um ombro amigo para consolar as suas angústias e problemas, escuta <em><span style="color: #ff0000;">My Dead Girl</span></em> e vai sentir-se defraudado e incompreendido porque eles estão cá para nos plasmar com alguns dos aspetos práticos do lado negro deste mundo e não para nos ensinar como lidar com ele; Em suma, as letras e a guitarra de Sadie Dupuis existem para nos mostrar a vida tal como ela realmente se apresenta diante de nós e para satisfazer uma raiva que, se muitas vezes transcende certos limites e resvala para uma obscuridade aparentemente imutável e definitiva, geralmente nunca perde aquela consciência que nos permite continuar a avançar e a fintar as adversidades, mesmo que existam nos dias de hoje, na sociedade ocidental, dita civilizada, alguns eventos politicos ou económicos, moralmente de difícil compreensão para o mais comum dos mortais. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/uploads/2015/01/speedyortiz.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1. Good Neck </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2. Raising the Skate </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3. The Graduates </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4. Dot X </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5. Homonovus </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">6. Puffer </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">7. Swell Content </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">8. Zig </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">9. My Dead Girl </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Ginger </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Mister Difficult </span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Dvrk Wvrld</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DDU4FkiO_Bns&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FDU4FkiO_Bns%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FDU4FkiO_Bns%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="436" height="254" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:700307 2015-05-08T17:26:00 Tame Impala – Eventually 2015-05-08T16:26:56Z 2015-05-08T16:26:56Z <p><a title="Tame Impala - Eventually by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/17220933630"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8795/17220933630_a8ef14bf70.jpg" alt="Tame Impala - Eventually" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os australianos <span style="color: #ff6600;">Tame Impala</span> de Kevin Parker continuam a divulgar <em>a um ritmo frenético mais</em> avanços para<span style="color: #ff6600;"> <em>Currents</em></span>, o sucessor de <em>Lonerism</em>, um novo trabalho que vai ver a luz do dia ainda em 2015.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff6600;"><em>Eventually</em></span> é o novo tema divulgado, uma canção que sonoramente confirma uns Tame Impala menos dependentes das guitarras e a chamarem os sintetizadores para plano de maior destaque, mas sem deixarem de lado a sua típica <em>groove </em>viajante, mantendo-se a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia. Desta vez fazem-no com uma toada mais épica, experimental e progressiva, numa canção dominada por um sintetizador imponente, um registo vocal em eco e um orquestral bastante encorpado, mas cheio de pequenos detalhes deliciosos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além de encontrarmos <span style="color: #ff6600;"><em>Currents</em></span> nas lojas em breve, será possível também ver os <span style="color: #ff6600;">Tame Impala</span> em Portugal este ano, pois já estão confirmados no Festival Vodafone Paredes de Coura. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wj_0ABUYiaA" width="540" height="120" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p><a href="http://www.tameimpala.com/" target="_blank">Website</a><br />[mp3 320kbps] <a href="http://ul.to/pgo2zs7l" target="new">ul</a> <a href="https://www.oboom.com/P28Q95DZ/Even.rar" target="new">ob</a> <a href="http://x.vindicosuite.com/click/fbfpc=1;v=5;m=3;l=401071;c=776283;b=3368032;dct=http%3A//adf.ly/1Gc8tp" target="new">zs</a> <a href="https://userscloud.com/g556ruk2ywnj" target="new">uc</a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:676748 2015-05-07T22:22:00 Django Django - Born Under Saturn 2015-05-07T21:22:56Z 2015-05-07T21:22:56Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Chegam de Edimburgo, na Escócia, têm um irlandês lá pelo meio, atualmente assentaram arrais em Dalston, aquele bairro de Londres onde tudo acontece, chamam-se <a style="color: #999999;" href="http://www.djangodjango.co.uk/" target="_blank">Django Django</a> e são um nome a acompanhar com toda a atenção. Depois de se terem estreado nos discos em janeiro de 2012 com um trabalho homónimo muito bem aceite pela crítica e nomeado para um Mercury Prize nesse mesmo ano, a banda, formada por Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon, está de regresso com <em><span style="color: #ff9900;">Born Under Saturn</span></em>, um álbum editado a quatro de maio último e feito com uma<em> pop</em> angulosa proosta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://rocknheavy.com/wp-content/uploads/2015/04/firstlightdjangodjango.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O primeiro conceito que assalta o nosso pensamento depois de uma prévia audição de <em><span style="color: #ff9900;">Born Under Saturn</span></em> é o de continuidade, já que estas treze novas canções dos <span style="color: #ff9900;">Django Django</span> confirmam a estética sonora proposta na estreia, uma coerência que de certo modo se saúda, principalmente no seio de quem, como eu, considerou há três anos este quarteto inglês como uma verdadeira lufada de ar fresco no universo sonoro regido pela <em>pop</em> de cariz mais eletrónico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mas não é só de <em>pop</em> eletrónica que vive<em><span style="color: #ff9900;"> Born Under Saturn</span></em>. Aliás, <em>Django Django</em> já era uma verdaderia amálgama e o caldeirão mantém-se bastante ativo como se percebe logo no início do alinhamento. <span style="color: #ff9900;"><em> Giants</em></span>, <em><span style="color: #ff9900;">Shake and Tremble</span></em> e <em><span style="color: #ff9900;">Found You</span></em> obedecem à <em>nuance</em> sonora comum e intrinseca ao grupo, com a epicidade da primeira, o piscar de olhos ao <em>spaghetti rock</em> da segunda e o elevado acerto melódico da última a embrenharem-nos disco adentro rumo ao seu núcloo central, o <em>single <span style="color: #ff9900;">First Light</span></em>. Nesta canção os <span style="color: #ff9900;">Django Django</span> apostam todas as fichas e aprimoram a sua cartilha sonora feita com uma<span title="It&#39;s not, though, somewhere entirely without precedent."> dose </span>divertida de experimentalismo e psicadelismo, que muitos rotulam como <em>art pop</em>, <em>art rock</em> ou ainda <em>beat pop</em>, acompanhada por guitarras que parecem ter saído do <em>farwest </em>antigo e por efeitos sonoros futuristas, numa mistura perfeita de géneros que, de acordo com o grupo, serve<em> para encontrar praias enterradas debaixo de edifícios de cimento </em>e que vicia o ouvinte, convidando-a a repetidas audições.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com uma notável capacidade para nos colocar a dançar, mesmo que haja uma relutância em relação ao constante apelo, nem que seja para um quase implícito abanar de ancas, os <span style="color: #ff9900;">Django Django</span> aventuram-se numa deriva sonora que parece muitas vezes algo incongruente e até superficial, mas é óbvio o fio condutor, assente em vozes estilizadas e efeitos sonoros espaciais, que fazem com que a banda cumpra cabalmente essa função lúdica de apelo ao lado mais físico do ouvinte, mesmo num tempo em que parece existir uma clara obsessão em encontrar paralelismos e pontos de encontro no universo sonoro alternativo, entre a eletrónica mais progressiva e a comercial, para que um projeto mereça sentar-se  mesa dos nomes fundamentais da música de dança atual. Temas como este <em>single <span style="color: #ff9900;">First Light</span></em>, mas também <em><span style="color: #ff9900;">Reflections</span></em> ou <em><span style="color: #ff9900;">4000 Years</span> </em>catapultam os <span style="color: #ff9900;">Django Django</span> para uma posição relevante no espetro mais animado do cenário musical alternativo, à boleia de traços sonoros intrépidos e ecléticos sem paralelismo conceptual, propostos por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual. Depois, o sintetizador minimal e contemplativo de <em><span style="color: #ff9900;">High Moon</span></em>, a viola <em>folk</em> que sustenta a melodia de <span style="color: #ff9900;"><em>Beginning To Fade</em></span>, o sintetizador <em>retro</em> e a percussão tribal de <em><span style="color: #ff9900;">Shot Down</span></em>, o efeito hipnótico da guitarra e os metais de<em><span style="color: #ff9900;"> Break The Glass</span></em> e o baixo de <em><span style="color: #ff9900;">Life We Know</span></em> são a confirmação plena da forma particularmente viva e espontânea como os <span style="color: #ff9900;">Django Django</span> celebram de modo eclético o seu elevado índice de maturidade e firmeza criativa, mostrando imenso bom gosto na forma como apostam na relação simbiótica de tudo aquilo que os influencia, enquanto partem à descoberta de texturas sonoras, onde conceitos como charme e delicadeza facilmente se misturam e nos hipnotizam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Exatidão e previsibilidade não são palavras que constem do dicionário dos <span style="color: #ff9900;">Django Django</span> e <em><span style="color: #ff9900;">Born Under Saturn</span></em> é um disco naturalmente corajoso e muito complexo e encantador, um trabalho desenvolvido dentro de uma ambientação essencialmente experimental e plasma uma feliz renovação no som já firmado na premissa original desta banda escocesa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Django Django - Born Under Saturn by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/17308266482"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7669/17308266482_857bcec19b.jpg" alt="Django Django - Born Under Saturn" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Giant</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Shake And Tremble</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Found You</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. First Light</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Pause Repeat</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Reflections</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Vibrations</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Shot Down</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. High Moon</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Beginning To Fade</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. 4000 Years</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Breaking The Glass</em></span><br /><span style="color: #ff9900; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Life We Know</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DoACQyGiM9Lg&src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FoACQyGiM9Lg%3Ffeature%3Doembed&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FoACQyGiM9Lg%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p>