urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2014-12-19T18:58:07Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:613540 2014-12-19T18:28:00 ScotDrakula - Burner & Break Me Up EP 2014-12-19T18:58:07Z 2014-12-19T18:58:07Z <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="https://dl.dropboxusercontent.com/u/206440578/SD1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff0000;">ScotDrakula</span> são Matt Neumann (guitarra, voz), Evianne Camille (bateria, voz) e Dove Bailey (baixo, voz), três jovens músicos australianos, oriundos de Melbourne, que gostam de misturar cerveja com o <em>rock</em> de garagem e darem assim asas à devoção que sentem pela música e pela cultura<em> punk</em>. No passado dia dezasseis foi disponibilizado fisicamente, em formato cassete e num único exemplar, <span style="color: #ff0000;"><em>Burner</em></span>, o novo disco do grupo, no<em> lado a</em>, assim como um EP intitulado<span style="color: #ff0000;"> <em>Break Me Up</em></span>, no <em>lado b</em>, com a edição a poder ser <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/burner-break-me-up-ep">encomendada</a> através da insuspeita e espetacular <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/track/pretty-in-love">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Para ouvir e apreciar os <span style="color: #ff0000;">ScotDrakula</span> é necessário ter fé, sentir a luz do alto e ter a mente aberta e livre de qualquer ideia pré concebida relativamente a um hipotético encontro imediato com canções detentoras de artifícios sonoros intrincados e alicerçados numa receita demasiado complexa. Percebe-se, logo que inicia a audição, que da percussão vibrante de <span style="color: #ff0000;"><em>Ain't Scared</em></span> ao baixo de <em><span style="color: #ff0000;">Burner!</span></em>, passando pela distorção que orienta <em><span style="color: #ff0000;">Little Jesus</span></em>, um tema clássico no que diz respeito à conexão feliz entre o <em>fuzz</em> de uma guitarra e a secção rítmica vitaminada que encorpora o rock psicadélico dos anos sessenta, estes nove temas são, apenas e só, mais uma excelente porta de entrada para um universo sonoro feito com guitarras carregadas de <em>fuzz</em>, uma percussão vibrante e ritmada e uma postura vocal jovial e com um encanto <em>lo fi</em> que inicialmente se estranha, mas que depois, rapidamente se entranha.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A maior parte destas canções vive da intimidade psicadélica que se estabelece no baixo e na guitarra, uma conexão algumas vezes com uma toada visceral algo sensual, como se percebe na crueza <em>vintage</em> de <em><span style="color: #ff0000;">Doors &amp; Fours</span></em> e de <em><span style="color: #ff0000;">Dynopsykism</span></em>, mas feita e vivida com extremo charme e classe, muito à moda de um estilo alinhado, que dá alma à essência de um rock que nos convida para uma viagem no tempo, do passado ao presente, através de uma banda contagiante e que parece ser mais experiente do que o seu tempo de existência, tal é o grau de maturidade que já demonstra. O hipnotismo desenfrado que se pode conferir em <em><span style="color: #ff0000;">CrazyGoNuts</span></em> é uma autêntica ode à revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes do rock clássico que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Burner &amp; Break Me Up</em></span> tem uma forte ligação com o passado e se tivermos a capacidade de confiar nestes <span style="color: #ff0000;">ScotDrakula</span> e deixarmos que eles nos mostrem que são também o caminho, a verdade e a vida, conseguimos facilmente viajar e delirar ao som das suas canções. Apreciar o verdadeiro<em> rock</em> clássico é também uma questão de fé e este trio australiano sabe o caminho certo para nos guiar até uma feliz, renovada e efetiva conversão. Espero que aprecies a sugestão.</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1074200114/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:628303 2014-12-19T16:07:00 The Road Chief - Our First Christmas 2014-12-19T16:10:48Z 2014-12-19T16:10:48Z <div class="entry line_top"> <p align="center"><img class="attachment-large" title="The Read Chief - &quot;Our First Christmas&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/12/Our-First-Christmas-608x608.jpg" alt="The Read Chief - &quot;Our First Christmas&quot;" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mark Mcguire costuma fazer música assinando como <span style="color: #ff00ff;">The Road Chief</span> e <span style="color: #ff00ff;"><em>Our First Christmas</em></span> é o seu novo<em> single</em>, um tema de Natal que Mark oferece aos seus seguidores e nada mais nada menos que uma <em>cover</em> de um original de Alexander O'Neal de 1986.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com a contribuição de Rachel Waterhouse na voz e produzido pelo próprio McGuire, o <em>single</em> com um <em>lado b</em> intitulado <span style="color: #ff00ff;"><em>You Were Meant To Be My Lady (Not My Girl)</em></span> e as duas canções mantêm o clima <em>pop</em> fortemente sintetizado que costuma caraterizar as canções de <span style="color: #ff00ff;">The Road Chief</span>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1560640764/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:617178 2014-12-18T21:12:00 Mile Me Deaf - Holography 2014-12-18T21:12:26Z 2014-12-18T21:12:26Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Viena, os austríacos <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> regressaram em 2014 aos discos com <span style="color: #ff0000;"><em>Holography</em></span>, um trabalho que viu a luz do dia no início de maio e que podes escutar no <a style="color: #999999;" href="http://milemedeaf.bandcamp.com/album/holography">bandcamp</a> do grupo, onde está igualmente disponível toda a sua discografia, podendo ser adquirido através da <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=9&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0CFcQFjAI&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.siluh.com%2Fartists%2Fmilemedeaf%2F&amp;ei=0--SVNbdOs7cauf1gYAI&amp;usg=AFQjCNElKL_jOZsOfrbIINfGKbHwtw6XBg&amp;sig2=bnMmaMwef4nefYU8XH-bsw">Siluh Records</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.c-heads.com/wp-content/uploads/milemedeaf_06.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um músico chamado Wolfgang Möstl é o lider destes <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span>, sendo ele quem escreve e compôe a maioria das canções. No entanto, não se trata propriamente de um projeto a solo até porque ao vivo os <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> apresentam-se como um conjunto coeso, com vários músicos e que não sofre grandes alterações desde 2008, ano em que se estrearam nos lançamentos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quanto à música e a este disco em particular, os <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> são exemplares no modo como sugerem um <em>rock</em> de garagem, cru e <em>lo fi</em>, exemplarmente replicado em canções como <em><span style="color: #ff0000;">Science Fiction</span></em>, o sensual <em>rock</em> de <em>cabaret</em> de <span style="color: #ff0000;"><em>True Blood</em></span>, o <em>grunge</em> de <span style="color: #ff0000;"><em>Cryptic Boredom Rites</em></span> e em <span style="color: #ff0000;"><em>Out Of Breath At Ego Death</em></span>, este último um tema algo inédito no alinhamento já que nele coexiste uma relação frutuosa entre a distorção da guitarra e da voz, com uma bateria acelerada, algo que remete a canção para o experimentalismo <em>punk</em>, que se estende para <span style="color: #ff0000;"><em>Domestics</em></span>, no caso da voz e também para o <em>fuzz</em> psicadélico de <em><span style="color: #ff0000;">Motor Down</span></em>, plasmado na relação progressiva que, neste caso, se estabelece entre o baixo e a bateria.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No entanto, os <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> também não descuram paisagens sonoras mais amenas, com a <em>indie pop</em> descomprometida que temas como o <em>single <span style="color: #ff0000;">Artificial</span></em> ou a divertida <em><span style="color: #ff0000;">War Bonding</span></em>, claramente comprovam. A primeira é um dos grandes destaques de <span style="color: #ff0000;"><em>Holography</em></span>, uma canção com uma tonalidade muito vincada e onde Wolfgang consegue, através da voz, envolver-nos numa elevada toada emotiva e delicada, que faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um <em>cocktail</em> delicioso de boas sensações.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ff0000;">Holography</span></em> são doze canções onde a herança dos anos oitenta e do rock alternativo da década seguinte estão bastante presente e com o processo de construção melódica a não descurar uma forte vertente experimental nas guitarras e uma certa <em>soul</em> na secção rítmica, o que só abona a favor deste projeto austríaco que contém uma forte componente nostálgica, mas também algo descomprometida. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3605207226/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:631635 2014-12-18T17:40:00 Leapling - Silent Stone 2014-12-18T17:40:33Z 2014-12-18T17:43:39Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Leapling - Vacant Page" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/12/Leapling-Vacant-Page-608x608.jpg" alt="Leapling - Vacant Page" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É já a dez de fevereiro que chega aos escaparates via <a style="color: #999999;" href="http://inflatedrecords.bigcartel.com/">Inflated</a>/<a style="color: #999999;" href="https://explodinginsoundrecords.bandcamp.com/">Exploding In Sound</a>, <span style="color: #ffcc99;"><em>Vacant Page</em></span> o novo disco do projeto nova iorquino <a href="http://leaplingmusic.com/">Leapling</a>, que já pode ser <a style="color: #999999;" href="http://inflatedrecords.bigcartel.com/product/leapling-vacant-page">encomendado</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Este quarteto formado por Dan Arnes, Yoni David, R.J Gordon e Joey Postiglione já tinha divulgado <em><span style="color: #ffcc99;">Crooked</span></em>, o primeiro <em>single</em> de <em><span style="color: #ffcc99;">Vacant Page</span></em>, há algumas semanas e agora chegou a vez da promissora <em><span style="color: #ffcc99;">Silent Stone</span></em>, uma magnífica canção que que flutua entre o <em>indie rock</em> mais anguloso e aquele que aposta num forte cariz experimental, já que no tema, além de um maravilhoso falsete, sobressai uma percussão com um elevado pendor jazzístico. <em><span style="color: #ffcc99;">Vacant Page</span></em> promete ser um dos lançamentos mais interessantes do início de 2015 e eu cá estarei para analisar cuidadosamente o disco. Confere... </span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/179650607&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:609376 2014-12-17T14:15:00 Canopies - Maximize Your Faith 2014-12-17T14:15:21Z 2014-12-17T14:15:21Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Foi a nove de dezembro, através da <a style="color: #999999;" href="https://forgedartifacts.bandcamp.com/album/maximize-your-faith">Forged Artifacts</a>, que chegou aos escaparates <span style="color: #ccffcc;"><em>Maximize Your Faith</em></span>, o primeiro longa duração dos norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://canopies.am/">Canopies</a>, um coletivo do Milwaukee, no Wisconsin, que se estreou em maio de 2011 com um <a style="color: #999999;" href="http://www.canopies.am/new-album/">EP</a> homónimo e que constrói paisagens sonoras verdadeiramente deslumbrantes, sempre com a <em>synth pop</em> e uma elevada dose de psicadelia a orientarem o processo de composição.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://expressmilwaukee.com/imgs/hed/art15839widea.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Assim que foi divulgado<span style="color: #ccffcc;"> </span><em><span style="color: #ccffcc;">Choose Your Own Adventure</span>,</em> o primeiro avanço para <span style="color: #ccffcc;"><em>Maximize Your Faith</em></span>, uma canção que vive de uma linha de guitarra inebriante e à volta da qual borbulham detalhes e efeitos inspirados, percebeu-se, desde logo, que estes <span style="color: #ccffcc;">Canopies</span> orbitram em redor do <em>indie rock</em> de cariz mais melódico e que aposta no revivalismo de outras épocas. Este é o código genético de uma banda fiel aos princípios que estiveram na génese da sua formação e <em><span style="color: #ccffcc;">Maximize Your Faith</span></em> tresanda essa honestidade desde o início, como se percebe na toada épica e luminosa de <em><span style="color: #ccffcc;">Getting Older</span></em>, ampliada por um sintetizador que conduz a canção e impregnado com uma forte componente <em>vintage</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como se percebe, logo a seguir, na dança que se estabelece entre a guitarra e os teclados de <em><span style="color: #ccffcc;">New Memories</span></em>, ou, mais adiante, nos efeitos do teclado que borbulham em <span style="color: #ccffcc;"><em>The Year Of Jubilee</em></span>, o disco também exala uma apreciável veia experimentalista, com a adição destes detalhes que vão sendo disparados ao longo das canções e fazerem balançá-las entre o<em> indie rock</em> luminoso e épico e aquela toada mais sensível e sombria, que o <em>rock</em> alternativo dos anos oitenta ajudou a disseminar e que as guitarras e a percurssão do baixo e da bateria de<em><span style="color: #ccffcc;"> The Plunderers And The Pillagers </span></em>ou de <em><span style="color: #ccffcc;">Enter Pure / Exit Pure</span> </em>também replicam, revisitam e resumem.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A voz parece ser um trunfo importante para os <span style="color: #ccffcc;">Canopies</span>, já que não descola de um elevado e constante grau de emotividade que é colocada na interpretação que, ao longo do disco, evidencia uma elevada elasticidade e a capacidade de reproduzir diferentes registos e dessa forma atingir um significativo plano de destaque.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Recheado de sensações positivas, plasmadas em temas expansivos e, ao mesmo tempo, imbuídas por um forte caráter intimista, <em><span style="color: #ccffcc;">Maximize Your Faith</span></em> são dez canções dominadas pelo <em>rock</em> festivo e solarengo, mas onde a eletrónica tem também uma palavra importante a dizer, já que os sintetizadores conduzem, quase sempre, o processo melódico, de modo a replicar uma sonoridade que impressiona pelo charme<em> vintage.</em> Os <em>riffs</em> de guitarra harmoniosos e a percurssão vincada de temas como <em><span style="color: #ccffcc;">Sparkle And Hum</span></em> e <em><span style="color: #ccffcc;">Miss You Now</span></em>, além de outros já citados, abrem-nos uma janela imensa de luz e cor e convidam-nos a espreitar para um mundo envolvido por uma psicadelia luminosa, fortemente urbana, mística, mas igualmente descontraída e jovial, que está sempre presente durante os cerca de quarenta minutos que dura o disco. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Canopies - Maximize Our Faith by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/15809721910"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm9.staticflickr.com/8671/15809721910_c5d9dd86e8.jpg" alt="Canopies - Maximize Our Faith" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Getting Older</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. New Memories</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. The Plunderers And The Pillagers</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Enter Pure / Exit Pure</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Miss You Now</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Choose Yer Own Adventure</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. The Year Of Jubilee</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Sparkle And Hum</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. All That’s Left Is All We Need</span></em></span><br /><span style="color: #ccffcc;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Deliverance</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://player.vimeo.com/video/86562183" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:632895 2014-12-17T14:10:00 Wild Beasts – Soft Future / Blood Knowledge 2014-12-17T14:13:18Z 2014-12-17T14:13:18Z <p style="text-align: center;"><img src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Music/Pix/pictures/2011/5/3/1304414715542/Wild-Beasts-005.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O quarteto britânico <a style="color: #999999;" href="http://www.wild-beasts.co.uk/">Wild Beasts</a> regressou em 2014 aos discos com o excelente <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/wild-beasts-present-tense-491743">Present Tense</a> e, quase no ocaso do ano, acaba de revelar um <em>single</em> com dois temas, que resultam de uma parceria com um ilustrador francês, natural de Paris, chamado Mattis Dovier. Juntos criaram uma história interativa, da qual fazem parte os dois lados do <em>single</em>, um trabalho incluído no projeto <a href="http://po.st/SFNovel">The Jameson Works</a>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #99cc00;">Soft Future</span></em> é o primeiro tema instrumental do cardápio sonoro da banda e está disponivel para download gratuíto. Quanto a <em><span style="color: #99cc00;">Blood Knowledge</span></em>, continua a mostrar uns <span style="color: #99cc00;">Wild Beasts</span> apostados em mergulhar num universo que abrange alguns elementos específicos das novas propostas que vão surgindo no campo da <em>dream pop</em>. Confere...</span></p> <p><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a title="Wild Beasts - Soft Future - Blood Knowledge by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/15845385077"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7489/15845385077_9312abd7c0.jpg" alt="Wild Beasts - Soft Future - Blood Knowledge" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Soft Future</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Blood Knowledge</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/181166953&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/181166954&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:619287 2014-12-16T21:33:00 Le Rug - Swelling (My Own Worst Anime) 2014-12-16T21:33:52Z 2014-12-16T21:33:52Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Natural de Brooklyn, Nova Iorque, o guitarrista e cantor Ray Weiss é um dos destaques da <a style="color: #999999;" href="http://www.fleetingyouthrecords.com/p/le-rug.html">Fleeting Youth Records</a>, um nome importante do cenário <em>indie punk</em> local e que integrou projetos tão importantes como os Butter the Children, Red Dwarf, Rasputin's Secret Police ou Medics. A banda <a style="color: #999999;" href="http://www.facebook.com/lerugband">Le Rug</a> é a sua nova aposta e <em>Press Start (The Collection)</em> a primeira coleção de canções que apresentou ao mundo, no passado dia dezassete de junho, por intermédio dessa etiqueta essencial para os amantes do <em>rock </em>e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://2.bp.blogspot.com/-TMYec2QFC1A/VFxf12Ewo9I/AAAAAAAABW8/RLxdsfYS_vc/s1600/lerug1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Apesar deste novo projeto chamado <span style="color: #3366ff;">Le Rug</span>, Weiss tem tido um ano de 2014 complicado; Os Butter the Children separaram-se, o músico viu-se igualmente confrontado com o fim de uma relação amorosa, a luta permanente contra os sintomas de bipolaridade que sofre, algumas tendências suicidas e, finalmente, a solidão. Todos estes contratempos não afetaram a enorme veia criativa do músico que passou uma temporada por Banguecoque, na Tailândia, onde acabou por compôr algumas canções. Por isso, os <span style="color: #3366ff;">Le Rug</span>, que também vão terminar a carreira em breve, segundo o que afirma Weiss, já têm pronto o seu segundo e último disco, o sucessor de<em> Press Start (The Collection)</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O novo trabalho dos <span style="color: #3366ff;">Le Rug</span> chama-se <span style="color: #3366ff;"><em>Swelling (My Own Worst Anime)</em></span>, foi editado em formato digital e cassete a dois de dezembro, podendo ser já <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/swelling-my-own-worst-anime">encomendado</a> através da editora. Este é um álbum que gira em redor de conceitos tão sombrios como a morte, o cinismo e as separações amorosas. <span style="color: #3366ff;"><em>Dudley</em></span> foi o primeiro avanço divulgado do disco, tendo sido também tornado público o respetivo video, que foi gravado em Banguecoque e realizado por Gary Boyle. Entretanto, a pouco mais de uma semana do lançamento do álbum, <span style="color: #3366ff;">Le Rug</span> tinha apresentado mais duas canções do alinhamento, <em><span style="color: #3366ff;">Dipshit</span></em> e <span style="color: #3366ff;"><em>Birth Control</em></span>, que confirmaram as expetativas anteriores. Se a frenética <em><span style="color: #3366ff;">Dipshit</span> </em>é mais uma clara demonstração da capacidade poética de Weiss, especialmente quando a perca e o sentimento de derrota e frustração são o assunto dominante, já<em> </em><em><span style="color: #3366ff;">Birth Control</span> </em>dá vida ao tal desejo do músico de dizer adeus a uma vida que ultimamente lhe tem sido madrastra (<em>I believe in birth control because the world is already full and everyone wants to die).</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disponivel para <a style="color: #999999;" href="http://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/swelling-my-own-worst-anime">audição</a> gratuita, <em><span style="color: #3366ff;">Swelling (My Own Worst Anime)</span>,</em> usa e abusa da simbiose entre <em>garage rock</em>, <em>pós punk</em> e rock clássico. O alinhamento está recheado com uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário <em>lo fi</em> inaugurado há mais de três décadas. São onze canções com um alinhamento que raramente deixa de ser fluído e acessível, apesar de alguns momentos mais contemplativos e intrincados, como <em><span style="color: #3366ff;">What's Best For Glenn</span></em> e da especificidade rugosa do som que carateriza <span style="color: #3366ff;">Le Rug</span>, notavelmente expresso, por exemplo, no experimentalismo progressivo de <span style="color: #3366ff;"><em>Hotline</em></span> e <span style="color: #3366ff;"><em>Optional Discharge</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Portentosa e assente nos já habituais <em>riffs</em> da guitarra que vincam o ADN de Weiss, esta amálgama sonora, que inicialmente se estranha e depois entranha-se rapidamente, sobrevive muito bem a audições repetidas, incita várias reações físicas e prende o nosso ouvido a algo incomum mas visceralmente sedutor. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1150266445/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:632702 2014-12-16T19:41:00 Modest Mouse – Lampshades On Fire 2014-12-16T19:48:29Z 2014-12-16T19:48:29Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Modest Mouse - &quot;Lampshades On Fire&quot;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/12/modestmousecover.png" alt="Modest Mouse - &quot;Lampshades On Fire&quot;" width="608" height="608" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>Strangers To Ourselves</em>, o novo disco do produtor, músico e compositor nova iorquino <span style="color: #99cc00;">Danger Mouse</span> irá ver a luz do dia a três de março do próximo ano, através da Epic Records e irá interromper um hiato de sete anos, já que é o primeiro álbum da carreira deste artista após o extraordinário <em>We Were Dead Before The Ship Even Sank </em>(2007).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99cc00;"><em>Lampshades On Fire</em></span> é o primeiro single divulgado do novo álbum de <span style="color: #99cc00;">Danger Mouse</span> e o pronúncio de um disco que irá marcar certamente a primeira metade do próximo ano. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://cache.vevo.com/assets/html/embed.html?video=USSM21402212&autoplay=0" width="608" height="343" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:631503 2014-12-15T17:44:00 Damon Albarn And The Heavy Seas – Live At The De De De Der 2014-12-15T17:47:02Z 2014-12-15T17:47:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O melancólico, mas sempre genial, brilhante, inventivo e criativo <a style="color: #999999;" href="http://www.damonalbarnmusic.com/">Damon Albarn</a>, personagem central da pop britânica das últimas duas décadas, regressou este ano aos discos em nome próprio e em grande estilo com <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/damon-albarn-everyday-robots-517844">Everyday Robots</a>, um trabalho que viu a luz do dia a vinte e oito de abril e um belíssimo compêndio de doze canções produzidas por Richard Russell e lançadas por intermédio da Parlophone, que entraram diretamente para o top dos melhores discos de 2014 para este blogue.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://nme.assets.ipccdn.co.uk/images/gallery/2014DamonAlbarn_Getty487513975_010514.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A quinze e dezasseis de novembro últimos, <span style="color: #808000;">Damon Albarn</span> deu dois excelentes espetáculos no mítico Royal Albert Hall, em Londres, com a particularidade de terem sido gravados pelos técnicos dos estúdios de Abbey Road e terem ficado imediatamente disponíveis para venda após cada um dos concertos. Além dos <span style="color: #808000;">The Heavy Seas</span>, a banda que acompanha <span style="color: #808000;">Albarn</span> em estúdio e ao vivo, os concertos contaram com as participações especiais de Brian Eno, De La soul, Kano e Graham Coxon, seu parceiro nos Blur.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Escutar estes dois concertos permite-nos fazer uma visita guiada sobre toda a herança sonora essencial que <span style="color: #808000;">Damon Albarn</span> nos deixou, principalmente nas duas últiams décadas, num alinhamento que contém temas dos Gorillaz, dos The Good The Bad And The Queen, dos Blur, Mali Music e, obviamente, do seu projeto a solo, com destaque para o mais recente e acima citado <em><span style="color: #808000;">Everyday Robots</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Falar de <span style="color: #808000;">Damon Albarn</span> como artista a solo e não abordar as experiências musicais do artista em projetos tão significativos como os Blur, os Gorillaz ou os The Good The Bad and The Queen é algo impossível e <em><span style="color: #808000;">Live At The De De De Der</span> </em>transpira a tudo aquilo que<span style="color: #808000;"> Albarn</span> idealizou e criou nestes projetos, com canções que vale bem a pena escutar num formato mais cru e orgânico, umas mias despidas e outras notavelmente enriquecidas e que, desse modo, ganham uma outra personalidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #808000;">Albarn</span> é, por excelência, um minimalista viciado pelos detalhes, uma contradição apenas aparente e que se torna ainda mais audível no modo como, ao vivo, este artista viciado em tecnologia, mas também apaixonado pela natureza orgânica de um enorme espetro de instrumentos e permanentemente inquieto e numa pesquisa constante sobre o modo como os pode tocar, transborda modernidade, juntamente com uma extraordinária sensação de proximidade com o público, a que não será também alheio o facto de ter-se feito sempre acompanhar por outros músicos extraordinários, mesmo nunca tendo deixado de ser o protagonista maior de todas as bandas e projetos que criou.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Impecavelmente produzido e conseguindo transpirsar todas aquelas boas sensações que distinguem um espetéculo ao vivo das versões de estúdio, <span style="color: #808000;"><em>Live At The De De De Der</em></span> é absolutamente fundamental para quem quiser rever o cardápio de um músico que é, antes de tudo, um homem comum, às vezes também solitário e moderno. Em palco o coração traiçoeiro de <span style="color: #808000;">Albarn</span> converte-se num portento de sensibilidade e optimismo, a transbordar de um amor que o liberta definitivamente de algumas das amarras que filtrou ao longo do seu percurso musical e, sem deixar completamente de lado a melancolia que, como ele tão bem mostra, tem também um lado bom, diante de um público entusiasta e que o venera, empenha-se em mostrar-nos que a existência humana e tudo o que existe em nosso redor, por mais que esteja amarrada à ditadura da tecnologia, pode ser um veículo para o encontro do bem e da felicidade coletivas. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Damon Albarn And The Heavy Seas - Live At The De De De Der by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/15384427643"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7463/15384427643_3c65df5b55.jpg" alt="Damon Albarn And The Heavy Seas - Live At The De De De Der" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">CD 1</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Spitting Out The Demons</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Lonely Press Play</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Everyday Robots</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Tomorrow Comes Today</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Slow Country</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Kids With Guns</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Three Changes</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Bamako City</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Sunset Coming On</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Hostiles</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Photographs (You Are Taking Now)</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Kingdom Of Doom</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. You And Me</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">14. Hollow Ponds</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">CD 2</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. El Manana</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Don’t Get Lost In Heaven</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Out Of Time</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. All Your Life</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. End Of A Century</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. The Man Who Left Himself</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Tender</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Mr. Tembo</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Feel Good</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Clint Eastwood</span></em></span><br /><span style="color: #808000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Heavy Seas</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DaykDEp1G-lQ&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FaykDEp1G-lQ%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FaykDEp1G-lQ%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:627792 2014-12-15T17:41:00 Dum Dum Girls - On Christmas 2014-12-15T17:42:42Z 2014-12-15T17:42:42Z <p align="center"><img class="attachment-large" title="Dum Dum Girls" src="http://cdn.stereogum.com/files/2014/12/Dum-Dum-Girls-608x400.jpg" alt="Dum Dum Girls" width="608" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Como é já hábito, no início de dezembro a iniciativa <a style="color: #999999;" href="http://media.converse.com/news/converse-rings-in-the-holiday-with-noise-to-the-world">Converse Rubber Tracks</a> começa a divulgar os temas que fazem parte da sua compilação anual. Essa sequência de lançamentos diária, que podes acompanhar na página da iniciativa, ocorre nos primeiros dias do últimos mês do ano e conta com a participação de bandas e projetos do universo alternativo de relevo. Este ano, os GRLMN, os Deer Trick, que estão a comemorar dez anos de carreira, ou as <span style="color: #33cccc;">Dum Dum Girls</span>, além dos IamSU!, Michael Christmas e Torreblanca, são cabeças de cartaz de um alinhamento com canções relacionadas com a época de Natal, sempre disponíveis para <em>download </em>gratuito.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de ter partilhado o contributo dos Deer Trick, com a canção <em>White Havoc</em> e <em>Before December (You're Alive)</em> dos GRMLN, assim como as canções de IamSU! e Michael Christmas, chegou agora a vez das <em><span style="color: #33cccc;">Dum Dum Girls</span></em> e <span style="color: #33cccc;"><em>On Christmas</em></span>, uma canção produzida por Kurt Feldman dos Ice Choir e que contém a habitual pop sintetizada que as carateriza. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/179229901&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p><em>Noise To The World 2</em> also features people like Deer Tick and IamSu!; check it out <a href="https://soundcloud.com/conversemusic/sets/noise-to-the-world-2">here</a>.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:602445 2014-12-14T17:07:00 Dirt Dress - Revelations EP 2014-12-14T17:08:40Z 2014-12-14T17:08:40Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/44891/dirt-dress.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ativos desde 2007, ano em que se estrearam com o EP <a style="color: #999999;" href="http://dirtdress.bandcamp.com/album/theme-songs">Theme Songs</a>, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/dirtdress">Dirt Dress</a> vêm de Los Angeles, na Califórnia e têm no <em>indie rock</em> a sua força motriz, uma sonoridade que não é inédita, mas que, neste caso, é feita com enorme originalidade, já que o grupo tem uma forma muito própria de conjugar a guitarra com os sintetizadores, como ficou particularmente explícito em <em><a style="color: #999999;" href="http://dirtdress.bandcamp.com/album/donde-la-vida-no-vale-nada-2">Donde La Vida No Vale Nada</a>, </em>o último trabalho do trio, editado em novembro de 2012. Agora, estão de regresso com mais quatro canções, ensacadas num EP intitulado <span style="color: #ff0000;">Revelations</span>, que viu a luz do dia a dezoito de novembro, por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.thefuturegods.com/">Future Gods</a>.</span></p> <p class="lead-para" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Twelve Pictures</em></span> foi o primeiro tema do EP divulgado pelos <span style="color: #ff0000;">Dirt Dress</span> e logo aí percebeu-se que vivem muito de referências do passado, nomeadamente o<em> garage rock</em> dos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte. O breve interlúdio feito com um saxofone, as guitarras e a voz, levam-nos de volta aos primórdios do <em>punk</em> de cariz mais <em>lo fi</em>, em plena década de setenta e onde não falta aquele travo do <em>surf pop</em> psicadélico, numa canção que também comprova o elevado grau de emotividade e de impressionismo que o projeto coloca nas suas letras (<em>I’ve cut myself so deep I’ve seen my muscles bleed</em>).</span></p> <p class="lead-para" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O clássico <em>rock</em> sombrio e visceral, misturado com o<em> punk</em> e o <em>surf rock</em> mais obscuro, são, portanto, o grande referencial sonoro do grupo, mas também a <em>pop</em> experimental, a <em>surf pop</em> dos anos sessenta e a<em> pop</em> alternativa dos anos oitenta. Assim, a ânsia, a rispidez e a pura e simples crueza, são amenizadas por um grande cuidado na produção e nos arranjos, principalmente nas cordas e por uma utilização assertiva do sintetizador.</span></p> <p class="lead-para" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além de <span style="color: #ff0000;"><em>Twelve Pictures</em></span>, temas como <em><span style="color: #ff0000;">Skin Diving</span></em> e, principalmente, <em><span style="color: #ff0000;">Silk Flowers</span></em>, plasmam um superior cuidado não só na procura de uma diversidade melódica e até instrumental, mas também na demonstração de controle das operações, mas sem deixar que isso ofusque o charme exalado pelo universo cinzento e nublado que cobre a mente criativa do coletivo. Isso também é conseguido no modo como as canções aconchegam a voz, quase sempre colocada numa postura um pouco <em>lo fi</em>, o que lhe dá uma tonalidade fortemente etérea e ligeiramente melancólica.</span></p> <p class="lead-para" style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Interessantes no modo como dissecam uma já clássica relação estreita entre o <em>rock</em> de garagem, a <em>pop lo fi</em> e o <em>punk</em> psicadélico e exímios na forma como colocam na voz o tal cariz algo sombrio que tão bem os carateriza, em <span style="color: #ff0000;"><em>Revelations</em></span> os <span style="color: #ff0000;">Dirt Dress</span> apresentam-nos quatro canções cheias de estilo, tão enevoadas como a penumbra que rodeia o próprio grupo, mas também tão luminosas como só as bandas que sabem ser eficazes à sombra das suas próprias regras conseguem ser. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <div class="entry line_top"> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/52321221%3Fsecret_token%3Ds-jSE9Z&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="608" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> </div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DO4x-AZW1ouA&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FO4x-AZW1ouA%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FO4x-AZW1ouA%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:626643 2014-12-14T17:02:00 Sunbears! - Wonderful Christmas Time 2014-12-14T17:05:31Z 2014-12-14T17:05:31Z <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><img src="http://jacksonville.com/sites/default/files/imagecache/superphoto/10683092.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Jacksonville, na Flórida e formados por Jonathan Berlin, Jared Bowser, Walter Hill e Jordan Allen Davis, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://www.sunbearsmusic.com/">Sunbears!</a> apostam no <em>indie rock</em> psicadélico, amplo, luminoso e orquestral.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há alguns dias divulguei a minha <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/sunbears-future-sounds-621328">crítica</a> a <em><span style="color: #ff0000;">Future Sounds</span></em>, o mais recente trabalho dos <span style="color: #ff0000;">Sunbears!</span>, por sinal um disco que vai direitinho e com todo o mérito, para o<em> top ten</em> daqueles que eu considero serem os melhores álbuns de 2014 e, pelos vistos, como modo de agradecerem tão ilustre nomeação por parte de uma publicação tão presitigada mundialmente como é <span style="color: #ff9900;">Man On The Moon</span>, resolveram compôr um tema de Natal e oferecer a todos os seus fãs.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Wonderful Christmas Time</em></span> é, portanto, a canção de Natal dos <span style="color: #ff0000;">Sunbears!</span> e, com seria de esperar, tem um conteúdo sonoro embutido numa aúrea psicadélica <em>vintage</em>, luxuriante e orquestral, com forte sentido melódico e um experimentalismo que se saúda sempre, principalmente quando se tenta gravitar em torno de diferentes conceitos sonoros e esferas musicais, como é claramente o caso destes <span style="color: #ff0000;">Sunbears!</span>, pelos vistos capazes de compôr um tratado sonoro tão autêntico e intenso como o Natal que se aproxima. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/179482554&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:615025 2014-12-13T14:35:00 Rocco DeLuca – Rocco DeLuca 2014-12-13T15:21:30Z 2014-12-13T15:21:30Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Natural de Silver Lake, na Califórnia, <a style="color: #999999;" href="http://www.roccodeluca.com">Rocco DeLuca</a> lançou no passado mês de agosto <span style="color: #99cc00;"><em>Rocco DeLuca</em></span>, um disco homónimo e produzido por Daniel Lanois que, com um pomposo alinhamento de onze músicas, aposta numa<em> pop</em> e num indie rock que entre o nostálgico e o esplendoroso, tem algo de profundamente dramático e atrativo. Este é um trabalho diversificado, acessível, com melodias orelhudas e que foi alvo de uma produção aberta e notoriamente inspirada.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://sfappeal.com/wp-content/uploads/2014/09/rocco-dentro.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A toada ritmada, enigmática e cheia de <em>groove</em> de <span style="color: #99cc00;"><em>Colors Of The Cold</em></span>, o <em>single</em> já retirado do disco, faz-nos, de imediato, procurar perceber porque é que ao mesmo tempo que damos por nós a abanar as pernas ao ritmo da música e a tentar perceber porque é que uma <em>pop</em> tão orelhuda e exuberante tem de se apresentar perante nós com um grau de exigência particularmente elevado. De seguida, sentimos a necessidade de procurar uma clara perceção da mensagem que o tema nos transmite. A música de <span style="color: #99cc00;">Rocco DeLuca</span> é mesmo assim, comunica connosco implacavelmente, não permite qualquer sentimento de indiferença e consegue cativar com notória facilidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A percussão de<em><span style="color: #99cc00;"> Free</span></em> e as cordas de <em><span style="color: #99cc00;">Feather And Knife</span></em>, dois verdadeiros opostos e a <em>folk</em> introspetiva de <span style="color: #99cc00;"><em>Everything Hurts</em></span> e <em><span style="color: #99cc00;">Thief And The Moon</span></em> surpreendem apenas quem não estiver disposto a aceitar a essência de um disco que sobrevive na procura de diferentes caminhos, sem nunca resvalar numa perigosa monotonia, já que o grau qualitativo dos arranjos, que incluem alguns sopros e metais algo implícitos, é o grande suporte de uma sonoridade que nos coloca lado a lado com alguns dos melhores fundamentos daquilo que define o som caraterístico de uma América profunda, sempre sedenta de novos e diferentes espetros sonoros e, ao mesmo tempo, muito ciosa das suas raízes. Se o falsete de <em><span style="color: #99cc00;">Rocco</span></em> e a eletrificação da guitarra em <span style="color: #99cc00;"><em>Congregate</em></span> são um excelente exemplo do modo como este músico e compositor consegue criar um claro clima nostálgico, sem descurar a criação de sons inteligentes e solidamente construídos, já a percussão e o dedilhar de <span style="color: #99cc00;"><em>The World (Part 1)</em></span> emerge-nos no particular universo nativo em pleno mojave, que, curiosamente, apesar do pó que levanta, provoca um suor que exala um certo erotismo, que se sentem novamente quando em <em><span style="color: #99cc00;">Through Fire</span></em> a batida sincopada, muito bem acompanhada por uma linha melódica sintetizada deliciosa e uma guitarra encorpada, fazem dessa canção uma festa <em>pop</em>, psicadélica e sensual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Este cruzamento assertivo entre um certo <em>blues</em> e a <em>pop</em> mantém-se até ao final do alinhamento, com o sintetizador a ter, finalmente, o protagonismo que merece em <span style="color: #99cc00;"><em>Two Bushes</em></span>, outro exemplo que prova que este artista norte americano coloca, com particular mestria, elementos orgânicos lado a lado com pormenores eletrónicos deliciosos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A música de <span style="color: #99cc00;">Rocco DeLucca</span> aposta nesta relação simbiótica, feita com o simples dedilhar da guitarra acomodada pelo baixo e por um sintetizador aveludado que se esconde atrás dos ritmos, para a criação de canções que procuram ser orelhudas, de assimilação imediata e fazer o ouvinte despertar as suas pretensões emotivas, porque é tudo conjugado de uma forma simples, mas eficaz.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #99cc00;"><em>Rocco DeLuca</em></span> é um compêndio musical fresco e luminoso, com substância e onde cabem todos os sonhos, criado por um músico impulsivo e direto, mas emotivo e cheio de vontade de nos fazer refletir. Mesmo nos instantes mais melancólicos e introspetivos, não há lugar para a amargura e o sofrimento e o que transborda das canções são mensagens positivas e sedutoras. <span style="color: #99cc00;"><em>Rocco DeLuca</em></span> é exímio na forma como se apodera da música <em>pop</em> para pintar nela as suas cores prediletas de forma memorável, com um otimismo algo ingénuo e definitivamente extravagante, onde cabe o luxo, a grandiosidade e uma intemporal sensação de imunidade a tudo o que possa ser sombrio e perturbador. O disco impressiona não só pela produção musical, mas principalmente porque sustenta uma áurea de felicidade, mesmo nos momentos mais contidos e prova que este <span style="color: #99cc00;">Rocco DeLuca</span> é um músico inventivo, de rara sensibilidade e que não tem medo de fazer as coisas da forma que acredita. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><a href="http://adf.ly/uNEW9"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7559/15803909976_c128d3bd9f.jpg" alt="Rocco DeLuca - Rocco DeLuca" width="400" height="400" /></span></a></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Colors Of The Cold</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Free</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Feather And Knife</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Congregate</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Everything Hurts</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. The World (Part 1)</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Through Fire</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Thief And The Moon</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Two Bushes</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Will Strike</em></span><br /><span style="color: #99cc00; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Simple Thing</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/I6gQqr4Hhd8" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:628722 2014-12-13T14:00:00 OLD - Dude 2014-12-13T14:05:34Z 2014-12-13T14:05:34Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://ci5.googleusercontent.com/proxy/iXTXdqb4GhLPaIb0eTWCBdejnYM7wdgXHjlmkRQ-jDPNjH0mDMUqlfh5m3c-iGaJ54Z22_smwhNGrBEacLrzv37G=s0-d-e1-ft#http://img2.ymlp266.net/zgbf_OLDDudelite.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundas de Malmö, as suecas <span style="color: #99cc00;">OLD</span> são uma das novas referências da etiqueta Adrian Recordings, uma editora importante no universo sonoro nórdico e que contém nomes tão importantes como os Yast, VED, Hey Elbow, Andreas Tilliander e The Bear Quartet, entre outros.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado no passado dia dez de dezembro, <em><span style="color: #99cc00;">Dude</span></em> é o novo <em>single</em> das <span style="color: #99cc00;">OLD</span>, que contém ainda uma segunda versão da canção da autoria de Vanessa Liftig, uma produtora natural de Gotemburgo que, por exemplo, recentemente trabalhou com os consagrados Wu Tang Clan. Esta canção vem na sequência de vários concertos e de aturado trabalho de estúdio das <span style="color: #99cc00;">OLD</span> com o produtor Joakim Lindberg, nos estúdios Studio Möllan em Malmö, o que significa que 2015 trará um novo EP, que tem neste tema <em><span style="color: #99cc00;">Dude</span></em> o seu primeiro avanço. Recordo que as <span style="color: #99cc00;">OLD</span> estrearam-se no início deste ano nos lançamentos com o animado single <span style="color: #99cc00;"><em>Knee Hang Gang</em></span>, ao qual se seguiu um EP com quatro canções intitulado<span style="color: #99cc00;"><em> Old Ladies Die Young</em></span>. Confere...</span></p> <div> <div align="center"> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/56789876&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:631158 2014-12-12T21:57:00 Deerhoof - La Isla Bonita 2014-12-12T21:59:53Z 2014-12-12T21:59:53Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <a style="color: #999999;" href="http://musicasocial.blogspot.com/search/label/Deerhoof">Deerhoof</a> são uma banda <em>rock</em> de São Francisco, formada por John Dieterich, Satomi Matsuzaki, Ed Rodriguez e Greg Saunier e estão de regresso aos discos com mais dez canções, certamente impregandas com um <em>indie rock</em> carregado de distorções e pesadas batidas que chocam com o <em>punk</em> e o <em>hip hop</em>, <em>riffs</em> carregados de <em>groove</em> e toda a amálgama desorientada de texturas sonoras que possas imaginar. A rodela chama-se <em>La Isla Bonita</em> e viu  luz do dia a três de novembro através da <a style="color: #999999;" href="http://www.polyvinylrecords.com/" target="_blank">Polyvinyl</a> Records.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://mainetoday.com/wp-content/uploads/2014/07/Deerhoof-2.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Impressionado pelos <span style="color: #ccffff;">Deerhoof</span> quando escutei, há uns dois anos <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/288091.html">Breakup Song</a>, aguardava com confessada expetativa um novo trabalho deste coletivo norte americano que, em abono da verdade, não defraudou as minhas expetativas mais otimistas. Nos<span style="color: #ccffff;"> Deerhoof</span>, quanto maior for a sensação de caos e confusão nos nossos ouvidos, maior é a vontade que se tem de elogiar a sua música e em <em><span style="color: #ccffff;">La Isla Bonita</span></em> aquele lixo sonoro, completamente metefórico, que achei sublime em <em>Breakup Song</em>, mantém os seus altíssimos padrões qualitativos, com a voz da japonesa Satomi Matsuzaki, uma miúda cheia de energia, com quem dá vontade de rebolar num jardim e acabar com a boca cheia de húmus e pétalas de jasmins e malmequeres, a ser, ainda por cima, aquele detalhe que não nos faz hesitar em qualquer instante relativamente ao desejo de escutar este trabalho com frequência e de o balizar com natural louvor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <span style="color: #ccffff;"><em>La Isla Bonita</em></span> há rumba e <em>synthpop</em>, rock e <em>hip hop</em>, guitarras, sintetizadores, sinos, tambores, violas e xilofones, uma praga de instrumentos que nos consomem e Matsuzaki ao megafone em <em><span style="color: #ccffff;">B</span><span style="color: #ccffff;">ig House Waltz</span></em>, numa filosofia de montagem de canções em torre, com <em>loopings</em> e <em>riffs</em> até que a tal torre pareça uma canção e dela se liberte uma energia que nos impele ao movimento indiscriminado. Apesar de o disco conter também belos momentos melódicos, com especial destraque para <em><span style="color: #ccffff;">Mirror Monster</span></em>, a estrutura caótica, barulhenta e tematicamente reinvindicativa de <em><span style="color: #ccffff;">Paradise Girl </span></em>é um excelente exemplo do poder de diversão que a música pode ter e, numa banda que, imagine-se, vai já no décimo terceiro trabalho da carreira e conseuge sempre ser, em simultâneo, familiar e surpreendeente, esta vitalidade no modo como se vai constantemente reinventando, ficando tão bem plasmada logo na abetrura de um alinhamento e, já agora, em <span style="color: #ccffff;"><em>Exit Only</em></span>, o primeiro tema ecolhido para <em>single</em> do disco, comprova que dificilmente os <span style="color: #ccffff;">Deerhoof</span> têm concorrência á altura no modo como se servem das guitarras distorcidas de Ed Rodriguez e John Dieterich, do baixo sincopado e da constante alternância entre as células rítmicas da bateria de Greg Saunier, particularmente assertiva na já referida <em><span style="color: #ccffff;">Big House waltz</span></em>, para instaurar um clima caótico que, tendo pontos de encontro com diferentes estilos, é no <em>punk</em> experimental que encontra o porto seguro para quem quiser defini-los de modo mais balizado. <em><span style="color: #ccffff;">Paradise Girls</span></em> é também uma  boa canção para se perceber o modo como os <em><span style="color: #ccffff;">Deerhoof</span></em> conseguem manter intacta a sua ideologia e, simultaneamente, abraçarem o inedetismo, mas <em><span style="color: #ccffff;">Last Fad</span> </em>e <span style="color: #ccffff;"><em>Doom</em></span> também cumprem essa dupla função com grande relevância.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <span style="color: #ccffff;"><em>La Isla Bonita</em></span>, os<span style="color: #ccffff;"> Deerhoof</span> mostram-se mais roqueiros e pesados, mas mantêm, a vitalidade habitual, expressa naquela capacidade de experimentar e de compor sem alienar o ouvinte, assim como o espírito que os fez avançar no universo sonoro alternativo, sempre numa posição de merecido destaque, tanto para quem aprecia sonoridades mais comerciais, como para aqueles que procuram algo diferente e profundamente intrincado, psicadélico e até nebuloso. O póprio título do disco, que nos remete, como já terão todos percebido, para o maior sucesso da rainha da <em>pop</em>, é apenas e só um exemplo claro e feliz desta apenas aparente contradição e deste posicionamento a meio caminho entre dois extremos, a verdadeira zona de conforto deste coletivo californiano. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://monkeybuzz.com.br//application/assets/files/deerhoof-la-isla-bonita_280x280.jpg" alt="Deerhoof - La Isla Bonita" /></span><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01 Paradise Girls</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02 Mirror Monster</em></span><br /><span style="color: #ccffff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03 Doom<span class="text_exposed_show"><br />04 Last Fad<br />05 Tiny Bubbles<br />06 Exit Only<br />07 Big House Waltz<br />08 God 2<br />09 Black Pitch<br />10 Oh Bummer</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=615091446/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Du8WaAcu3SlY&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fu8WaAcu3SlY%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fu8WaAcu3SlY%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:629528 2014-12-12T17:30:00 ScotDrakula- Break Me Up 2014-12-12T17:33:50Z 2014-12-12T17:33:50Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://dl.dropboxusercontent.com/u/206440578/SD1.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os<span style="color: #ff0000;"> ScotDrakula</span> são Matt Neumann (guitarra, voz), Evianne Camille (bateria, voz) e Dove Bailey (baixo, voz), três jovens músicos australianos, oriundos de Melbourne, que gostam de misturar cerveja com o <em>rock</em> de garagem e darem assim asas à devoção que sentem pela música e pela cultura<em> punk</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já a dezasseis de dezembro será disponibilizado fisicamente, em formato cassete, <span style="color: #ff0000;"><em>Burner</em></span>, o novo disco do grupo, assim como um EP intitulado <span style="color: #ff0000;"><em>Break Me Up</em></span>, com ambas as edições a serem alvo de revisão muito em breve neste blogue e a poderem ser já <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/album/burner-break-me-up-ep">encomendadas</a> através da insuspeita e espetacular <a style="color: #999999;" href="https://fleetingyouthrecords.bandcamp.com/track/pretty-in-love">Fleeting Youth Records</a>, uma etiqueta essencial para os amantes do <em>rock</em> e do <em>punk</em>, sedeada em Austin, no Texas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de <span style="color: #ff0000;"><em>Stupid Everything</em></span>, o primeiro avanço que o grupo disponibilizou do disco <a style="color: #999999;" href="https://soundcloud.com/fleetingyouthrecords/scotdrakula-stupid-everything">gratuitamente</a>, agora chegou a vez de os <span style="color: #ff0000;">ScotDrakula</span> facultarem o tema homónimo do EP, outra excelente porta de entrada para um universo sonoro feito com guitarras carregadas de <em>fuzz</em>, uma percussão vibrante e ritmada e uma postura vocal jovial e com um encanto <em>lo fi</em> que inicialmente se estranha, mas que depois, rapidamente se entranha. Confere...</span></p> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/180211220&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:590816 2014-12-11T21:56:00 His Name is Alive - Tecuciztecatl 2014-12-11T21:59:17Z 2014-12-11T21:59:17Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Liderados por Warren Defever, o único elemento do grupo que se mantém desde a formação, os norte americanos <span style="color: #993300;">His Name Is Alive</span> são uma banda de rock experimental oriunda de Livonia, uma pequena cidade no estado do Michigan. Depois de algumas cassetes gravadas em nome próprio, estrearam-se nos discos no início da década de noventa, através da conceituada 4AD Records e, de então para cá, entre EPs e álbuns, nunca ficaram muito tempo sem gravar, durante duas décadas de apreciável consistência e forte identidade, com Warren a conseguir manter a sonoridade do grupo, apesar da enorme variedade de músicos que têm passado pelo projeto.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn.stereogum.com/files/2011/04/his-name-is-alive-2011.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No passado dia vinte e oito de outubro chegou aos escaparates <span style="color: #993300;"><em>Tecuciztecatl</em></span>, <em>via</em> HNIA, o novo disco dos <span style="color: #993300;">His Name Is Alive</span>, um trabalho descrito por Warren como um compêndio de <em>ópera rock</em> que serviu para exorcizar alguns demónios que vinha carregando consigo. Sendo este um projeto que aposta no revivalismo do <em>glam</em> e do<em> rock </em>progressivo e psicadélico, com uma forte componente experimental, que começou a fazer escola nas décadas de sessenta e de setenta, tal temática conceptual de <em><span style="color: #993300;">Tecuciztecatl</span></em> acaba por encaixar que nem uma luva nessa sonoridade e o disco é feliz no modo como nos permite aceder a uma outra dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, sem nunca descurar as mais básicas tentações <em>pop</em> e na forma como aparentes equívocos não são mais do que conscientes estratégias para a junção de vários espetros sonoros, ficando para segundo plano o hipotético grau de psicotropia em que germinam. Basta escutar, logo no início, os nove minutos de <span style="color: #993300;"><em>The Examination</em></span> para ficar claro em cada um de nós o modo como estes <span style="color: #993300;">His Name His Alive</span> são mestres em subverter qualquer lógica, apresentando uma composição que funciona como uma espécie de <em>medley</em> de tudo aquilo que vamos conferir a seguir, numa colagem consideravelmente aditiva e psicotrópica de vários fragmentos, oriundos das mais diversas latitudes e épocas sonoras, cheios de variações de ritmos e que projetam inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte, num misto de psicadelia,<em> rock</em> progressivo e orquestral, <em>soul</em> e <em>blues</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Pouco conhecidos no resto do mundo, os<span style="color: #993300;"> His Name is Alive</span> são acompanhados com particular devoção no país de origem e considerados como uma das mais inovadoras bandas norte americanas, pela forma como conjugam a tradicional tríade baixo, guitarra e bateria com a tecnologia e a eletrónica que hoje prolifera na música e que permite aos grupos alargar o seu cardápio instrumental, fazendo, simultaneamente, uma ode às fundações do universo musical alternativo contemporâneo, enquanto adicionam também novas e belíssimas texturas ao seu já extenso cardápio sonoro, que não se desviam, naturalmente, do cariz fortemente experimental que faz parte do ADN do grupo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Além do já referido tema inicial extenso mas obrigatório, outro meu grande destaque deste disco é a elevadíssima dose de psicadelia em que assenta <em><span style="color: #993300;">See You In A Minute</span></em>, uma canção que impressiona pelo <em>fuzz</em> das guitarras e que evidencia o modo como a voz de Warren assenta na perfeição neste registo, merecendo também amplo destaque e audições repetidas, pelos mesmos motivos, a hipnótica <em><span style="color: #993300;">Reflect Yourself</span></em>, uma canção com variações de ritmo estonteantes e um tiro certeiro no melhor <em>rock</em> dos anos setenta. Atenção também para os violinos da épica e marcadamente experimental <span style="color: #993300;"><em>I Will Disappear You</em></span>, um tema cantado com uma voz em eco que se vai entrelaçando com uma lindíssima melodia, feita com uma guitarra plena de distorção, dois detalhes que conferem à canção um enigmático e sedutor cariz <em>vintage</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um curioso dedilhar de cordas em <em><span style="color: #993300;">The Essence Of Your Power Is An Eye That Darkens The Light</span></em> que volta, mais à frente a surgir no single <em><span style="color: #993300;">African Violet Casts a Spell</span></em>, uma canção preenchida com arranjos que têm tanto de lindíssimo como de bizarro, numa espécie de mistura entre a <em>folk</em> clássica e uma <em>pop</em> luxuriante e sem paralelo, são também dois instantes fabulosos de <em><span style="color: #993300;">Tecuciztecatl</span></em>, que impressionam pela beleza utópica, assim como pelas belas orquestrações que vivem e respiram, nestas e noutras canções, lado a lado, com distorções e arranjos mais agressivos. .</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #993300;">Tecuciztecal</span></em> arruma estes já veteranos <span style="color: #993300;">His Name Is Alive</span> na prateleira do psicadelismo de forte raiz experimentalista e ligado ao <em>rock</em> progressivo que convém visitar frequentemente e com particular devoção, devido a um trabalho que funcionando assumidamente como uma ópera <em>rock</em>, está dotado com uma maturidade particular, com canções que pretendem hipnotizar, com a firme proposta de olhar para o som que foi produzido no passado e retratá-lo com novidade, com os pés bem fixos no presente. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img src="http://cdn2.pitchfork.com/albums/21217/homepage_large.da8337e8.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">The Examination</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Hold On To Your Half</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">See You in a Minute</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I’m Getting Alone</span></em></span><br /><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Reflect Yourself</span></em></span><br /><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I Will Disappear You</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">The Essence Of your Power Is An Eye That Darkens The Light</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">I Believe Your Heart Is No Longer Inside This Room</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Vampire List</span></em></span><br /><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">African Violet Casts a Spell</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Reciprocal Tensions And Polarized Components</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Yes Yes Yesterday</span></em></span><br /><span style="color: #993300;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">The Cup</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D4D6mR2pAWOA&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F4D6mR2pAWOA%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F4D6mR2pAWOA%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:626417 2014-12-11T12:48:00 Gold Spectacles - Lately 2014-12-11T12:49:00Z 2014-12-11T12:49:00Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://i1.sndcdn.com/avatars-000061904308-izh1h4-t500x500.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sedeados em Londres, os britânicos <span style="color: #808000;">Gold Spectacles</span> são uma dupla que aposta numa indie pop luxuriante com o ritmo e a cadência certas e uma certa toada <em>R&amp;B</em>, abraçando, desse modo, um interessante e algo inédito leque de influências que, de acordo com os próprios, vai de Paul Simon aos Phoenix, entre outros, sempre com uma filosofia <em>vintage</em>. Verdadeiramente genuínos, ecléticos e criativos, compõem temas capazes de enredar numa teia de emoções que nos prende e desarma sem apelo nem agravo, numa parada de cor, festa e alegria, onde os músicos comungam certamente o privilégio de estarem juntos e comporem a músicas que gostam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com um <a href="https://soundcloud.com/goldspectacles">soundcloud</a> que vale a pena espreitar, até porque disponibilizam as canções gratuitamente, estes <span style="color: #808000;">Gold Spectacles</span> acabam de divulgar mais um novo tema intitulado <em><span style="color: #808000;">Lately</span></em>, enquanto não chega um lançamento discográfico. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/179475893&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:620283 2014-12-10T21:45:00 beat radio - singles​/​demos 2014 2014-12-10T21:46:01Z 2014-12-10T21:46:01Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundo de Bellmore, em Nova Iorque, <span style="color: #99cc00;">beat radio</span> é Brian Sendrowitz e anda desde 2005 a criar excelentes composições que têm como maiores trunfos uma belíssima voz e um magnífico trabalho instrumental, com destaque para Ver Straten, que se juntou a Brian em 2007 para tomar conta da bateria e assim ajudar a expandir o som deste projeto que tem sido comparado a referências tão distintas como os Sparklehorse, os Luna ou os The Weakerthans. Após uma década com quase uma dúzia de <a style="color: #999999;" href="http://beatradio.bandcamp.com/music">lançamentos</a>, entre EPs, albuns e <em>singles</em>, parece que a inspiração de Brian é inesgotável e, tendo passado o presente ano a escrever a maior quantidade possível de canções, resolveu antecipar o lançamento de <em><span style="color: #99cc00;">Take It, Forever</span></em>, o seu novo registo de originais que deverá ver a luz do dia em 2015, com a partilha de <span style="color: #99cc00;"><em>singles/demos 2014</em></span>, um compêndio com temas, com a promessa de alguns deles virem a fazer parte desse trabalho.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://37.media.tumblr.com/cbf68bcb3c73d6c825a4b35ec2bcc4a1/tumblr_n0dhhrhEUD1qzzh7do1_500.jpg" alt="" /></p> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nestas oito canções existem algumas curiosidades que importa destacar, nomedamente uma versão de <em><span style="color: #99cc00;">Pour It Up</span></em>, um original de Rihanna e a versão <em>punk</em> do genérico da série de televisão Full House, entretanto incluida num <em>podcast</em> intitulado <a style="color: #999999;" href="http://m1e.net/c?147177896-hY7Cq/DeYrJb.%40209145769-RA2CGGgDImECo" target="_blank">Everywhere You Look</a>, que desconstrói sonoramente cada um dos episódios desta<em> sitcom</em>.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Começa-se a escutar esta coleção de canções pelo tema homónimo do tal álbum que está para chegar e percebe-se de imediato que <span style="color: #99cc00;">beat radio</span> é um projeto que propôe uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que, tomando como exemplo as teclas e o sintetizador desta canção, poderão facilmente fazer-nos acreditar que a música pode ser realmente um veículo para o encontro do bem e da felicidade coletivas.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Daí em diante, tudo aquilo que se escuta tem algo de fresco e hipnótico, uma <em>pop </em>com um pendor eletrónico simples, bonito e dançável, nem que o façamos no nosso íntimo e para nós mesmos. Os sintetizadores têm um tempero muito particular e as guitarras, que têm o protagonismo maior em <em><span style="color: #99cc00;">Losing Time</span></em> e o sintetizador sustentam a base melódica e sabem como dar o tempero ideal às composições que, com frequência, duvidam delas próprias sem saberem se querem avançar para uma sonoridade futurista, ou se preferem viver na firme intenção de ficarem a levitar na pop dos anos oitenta.. Depois a voz um pouco <em>lo fi</em> e <em>shoegaze</em>, confere aquele encanto <em>retro</em> e relaxante e amplia a atmosfera de brilho e cor em movimento que sustenta esta obra com um alinhamento alegre e festivo e que parece querer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sem deixar de evocar um certo experimentalismo típico de quem procura, através da música, fazer refletir aquela luz que não se dispersa, mas antes se refrata para inundar os corações mais carentes daquela luminosidade que transmite energia, estas oito canções carecem de cantos escuros e projetam a <span style="color: #99cc00;">beat radio</span> inúmeras possibilidades sobre o seu futuro discográfico próximo. Espero que aprecies a sugestão...</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="text-decoration: underline;"><a style="color: #999999; text-decoration: underline;" href="mailto:wearebeatradio@gmail.com" target="_blank">wearebeatradio@gmail.com</a></span>  </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://m1e.net/c?147177896-m5B2vxkmBI48E%40209145772-jewKO6kF039c%2e" target="_blank">facebook.com/beatradio</a></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://m1e.net/c?147177896-dgEAPyNR2m6OY%40209145773-zFqFEElZhYhgU" target="_blank">beatradio.org</a></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://m1e.net/c?147177896-cnlUlp1pJ6S7g%40209145774-efsNkOzKyUgac" target="_blank">tumblr</a></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://m1e.net/c?147177896-jQ3UWHVWOgxcE%40209145775-hUSJeukNj.bzw" target="_blank">twitter</a></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" href="http://m1e.net/c?147177896-d20aVZU5UOE7w%40209145776-7.yk6ISYGHwk%2e" target="_blank">bandcamp</a></span></div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1885928297/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:629026 2014-12-10T21:42:00 Belle And Sebastian – Nobody’s Empire 2014-12-10T21:43:01Z 2014-12-10T21:44:15Z <p><a title="Belle And Sebastian - Nobody&#39;s Empire by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/15804053199"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7510/15804053199_fa9c3ca9d4.jpg" alt="Belle And Sebastian - Nobody&#39;s Empire" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já se sabe desde setembro que os escoceses<span style="color: #ccffcc;"> Belle &amp; Sebastian</span> estão de regresso aos discos com um novo álbum. Esse trabalho irá chamar-se <em><span style="color: #ccffcc;">Girls In Peacetime Want To Dance</span> </em>e verá a luz do dia a vinte de janeiro através da Matador Records, sendo o primeiro da banda em quatro anos, desde <em>Write About Love </em>e produzido por Ben H. Allen (Animal Collective, Washed Out).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de ter sido divulgado <em><span style="color: #ccffcc;">Party Line</span></em>, o primeiro <em>single</em> de<span style="color: #ccffcc;"> <em>Girls In Peacetime Want To Dance</em></span>, agora chegou a vez de conhecermos o tema de abertura do disco intitulado <em><span style="color: #ccffcc;">Nobody's Empire</span></em>. Com versos confessionais que falam da infância do vocalista, a canção conduz-nos de volta ao <em>indie pop</em> mais orelhudo, com aquele requinte<em> vintage</em> que revive os gloriosos anos oitenta. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Rgb8am3NQU0" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:623391 2014-12-10T17:54:00 The Vultures - Vlad vs Cancer 2014-12-10T17:54:20Z 2014-12-10T17:54:20Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://ciaoketchuprecordings.com/artists/the-vultures/thevultures700.png" alt="The Vultures" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sedeados em Inglaterra e com músicos oriundos de cinco países de três continentes diferentes, os <span style="color: #ffff00;">The Vultures</span> servem-se das cordas de violas, guitarras, baixo e violinos, da bateria e de sintetizadores para criar canções que contêm uma paleta sonora com uma deliberada componente gótica, mas que não se resume a esse espetro, já que o <em>indie rock</em> e o <em>punk</em> são também bitolas importantes para a caraterização da música do projeto.</span></p> <div dir="ltr"> <div> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">No próximo mês de janeiro os <span style="color: #ffff00;">The Vultures</span> vão editar <em><span style="color: #ffff00;">Three Mothers Part1</span></em>, o disco de estreia, através da <a style="color: #999999;" href="http://ciaoketchuprecordings.com/the-vultures.html">Ciao Ketchup Recordings</a> e, em jeito de antecipação, acabam de divulgar um <em>single</em> com dois temas, <em><span style="color: #ffff00;">Cancer</span></em> e <em><span style="color: #ffff00;">Vlad</span></em>, assim como os respetivos vídeos. Já agora, depois de escutares as duas canções e ficares devidamente alerta para o disco que será certamente alvo de crítica neste espaço daqui a algumas semanas, sugiro uma visita à <a style="color: #999999;" href="http://www.thevultures.co.uk/">página</a> oficial da banda, uma das mais originais que conheço. Confere...</span></div> </div> <div><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://f1.bcbits.com/img/a0704438019_2.jpg" alt="*PRE-ORDER* Cancer / Vlad cover art" /></div> </div> <div class="gmail_extra" style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em>Vlad</em></span><br clear="all" /> <div> <div dir="ltr"> <div style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><em>Cancer</em></span></div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DhNMmVBbefn0&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FhNMmVBbefn0%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FhNMmVBbefn0%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> </div> <div> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DUihp883sWpM&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FUihp883sWpM%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FUihp883sWpM%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/177320291&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/173641534&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px 10px;"></iframe></p> </div> </div> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:602834 2014-12-09T18:51:00 Shimmering Stars – Bedrooms Of The Nation 2014-12-09T18:51:29Z 2014-12-09T18:53:15Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Vancouver, os canadianos <span style="color: #ff0000;">Shimmering Stars</span> são Rory McClure, Andrew Dergousoff, Brent Sasaki e Elisha May Rembold, uma banda que se estreou nos discos em 2011 com <em><span style="color: #ff0000;">Violent Hearts</span></em> e que editou no passado verão <em><span style="color: #ff0000;">Bedrooms Of The Nation</span></em>, o segundo trabalho da carreira, através da Shitty BIke Records no Canada e a Almost Musique na Europa. Já agora, no <a style="color: #999999;" href="http://shimmeringstars.bandcamp.com/">bandcamp</a> poderás ouvir este trabalho e encontrar outros singles e EPs da autoria da banda.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.thelineofbestfit.com/media/2010/12/shimmering-stars.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff0000;">Shimmering Stars</span> são uma banda ainda há procura de um lugar de relevo no universo sonoro alternativo e <em><span style="color: #ff0000;">Bedrooms Of Nation</span></em> tem tudo para os catapultar para uma posição mais visível, devido ao modo assertivo e até exuberante, como propôem um <em>rock</em> cheio de sintetizações, efeitos e ruídos, mas com uma toada muito rica e sombria, já que estes quatro músicos deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta algo negra e obscura, para criar um álbum tipicamente <em>rock</em>, esculpido com cordas ligas à eletricidade e com um interessante cariz épico que não é mais do que um assomo de elegância incontida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Aguarda-nos também na audição de <span style="color: #ff0000;">Bedrooms Of The Nation</span> belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. A escrita carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente <em>lo-fi</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="line-height: 1.3;">Esta receita fica logo bem patente logo na <em><span style="color: #ff0000;">Intro</span></em> do alinhamento e nas camadas de ruídos que sustentam <em><span style="color: #ff0000;">Anomie</span></em> e <em><span style="color: #ff0000;">Dérèglement</span></em>, duas canções que desde logo captam a nossa atenção e a curiosidade em relação ao resto do disco, que depois acaba por impressionar pelo bom gosto com que cruza vários estilos e dinâmicas sonoras, com o</span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;"> indie rock</em><span style="line-height: 1.3;"> a servir de elemento aglutinador, numa toada que tem tanto de <em>shoegaze</em> como de progressivo e que até busca pontos de interseção com a <em>pop</em> mais experimental e algumas paisagens e sensibilidades que piscam o olho ao <em>punk</em> e ao <em>blues</em>. Se as sucessivas distorções que conduzem a melodia rugosa e visceral de <span style="color: #ff0000;"><em>If You Love Me Let Me Go</em></span> não defraudam os amantes de sonoridades que esticam ao máximo a coluna dos décibeis, já a linha de guitarra de <em><span style="color: #ff0000;">You Were There</span></em> pisca o olho a um rock com uma toada mais <em>blues</em> e o frenesim que o baixo e a bateria impôem, num combate de notas agudas e graves em <em><span style="color: #ff0000;">Role Confusion</span></em>, é rock épico e luminoso, sem estribeiras e longe de qualquer tipo de concessão.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Uma das cançoes mais curiosas deste disco é, sem dúvida, <em><span style="color: #ff0000;">Defective Heart – Dreams</span></em>, uma composição que começa e termina com uma sucessão imprecisa de ruidos que confundem e iludem, mas que entretanto surpreende e nos conquista com uma melodia particularmente deslumbrante apesar de se manter sempre a sintetização da voz. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Msturado por Colin Stewart, um mítico engenheiro de som de Vancouver e masterizado por Dan Emery em Nashville, nos Estados Undos, <em><span style="color: #ff0000;">Bedrooms of The Nation</span></em> é um disco de difícil trato, que virou completamente as costas a um apelo comercial que certamente se entendia numa banda que pretende uma outra projeção, mas que merece o maior relevo pelo modo como plasma um feliz encontro entre sonoridades que surgiram há décadas e se foram aperfeiçoando ao longo do tempo e ditando as regras que hoje consagram as tendências mais atuais em que assenta o <em>rock</em> alternativo com um cariz fortemente nostálgico e contemplativo, mas também feito com elevada dose de ruído e distorção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff0000;">Shimmering Stars</span> têm no seu ADN bem vincada a vontade de experimentar e <em><span style="color: #ff0000;">Bedrooms Of The Nation</span> </em>respira por todos os poros uma enorme faceta laboratorial, com melodias que se parecem incomodar, na verdade, devidamente compreendidas, poderão fazer levitar quem se deixar envolver pelo assomo de elegância contida e pela sapiência melódica do seu conteúdo. Ouvir este disco é uma experiência diferente e a oportunidade de contatar com um conjunto de canções que transbordam uma aúrea algo mística e espiritual, reproduzidas por um grupo que sabe como o fazer, de forma direta, pura e bastante original. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Shimmering Stars - Bedrooms Of The Nation by jocastro68, on Flickr" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/15415872547"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5606/15415872547_06d536b400.jpg" alt="Shimmering Stars - Bedrooms Of The Nation" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Intro</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Anomie</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Dérèglement</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. You Were There</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. If You Love Me Let Me Go</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Defective Heart – Dreams</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Shadow Visions</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Role Confusion</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Fangs</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. First Time I Saw You</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Ego Identity</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. I Found Love</span></em></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/153472046&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/152719111&color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false" width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=807319054/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:627973 2014-12-09T17:37:00 Citizens! – Lighten Up 2014-12-09T17:38:02Z 2014-12-09T17:38:02Z <p><a href="http://www18.zippyshare.com/v/58688244/file.html"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm8.staticflickr.com/7474/15334240383_17a121c840.jpg" alt="Citizens! - Lighten Up" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O indie pop dos ingleses <span style="color: #ffff00;">Citizens!</span> está de regresso com <span style="color: #ffff00;"><em>Lighten Up</em></span>, o primeiro avanço do sucessor de <em>Here We Are</em> (2012), o disco de estreia do grupo que, tal como o segundo trabalho, também foi lançado através do selo Kitsuné/Sony Red.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em><span style="color: #ffff00;">Lighten Up</span> </em>foi produzido por Laurent d’Herbecourt (colaborador no álbum <em>Bankrupt!</em> do Phoenix) e carrega o charme contagiante do quarteto num piano pulsante em<em> loop</em> e a voz sedutora de Tom Burke a infiltrar-se numa sonoridade eletrónica plena de <em>groove</em> e bastante dançável, apesar de uma certa aúrea melancólica em redor da canção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já agora, o vídeo do tema foi realizado por Focus Creeps e contém imagens inéditas dos <span style="color: #ffff00;">Citizens!</span> em festas, concertos e no estúdio. Confere...</span></p> <p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/wI-gtU-v8_4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A<a href="http://www.kitsune.fr/journal/2014/06/listen/citizens-lighten-up-remixes/"> kitsuné</a>, etiqueta da banda, está a disponibilizar gratuitamente cinco remisturas do tema...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/41950839&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:597659 2014-12-08T19:39:00 Line & Circle - Line & Circle EP 2014-12-08T19:40:47Z 2014-12-08T19:42:39Z <p><img src="http://sounditout.com/wp-content/uploads/2014/10/lineandcircle2.jpg" alt="Line and Circle" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #808000;">Line &amp; Circle</span> nasceram da colaboração entre Brian J. Cohen (voz, guitarra) e Brian Egan (teclados), dois músicos do Ohio que entretanto se mudaram para Los Angeles e a quem se juntaram, entretanto, o guitarrista Eric Neujahr, o baterista Nick Cisik, e o baixista Jon Engelhard<strong>. </strong>Editado no passado dia vinte e oito de outubro pela própria banda e produzido por Lewis Pesacov, <em><span style="color: #808000;">Line &amp; Circle</span></em> é o novo EP homónimo dos <a style="color: #999999;" href="http://lineandcirclemusic.com/">Line &amp; Circle</a>, uma banda californiana que está a espantar a critica musical com esta pequena coleção de três canções, havendo já quem lhes adivinhe um futuro bastante promissor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Se a beleza pode tornar-se em algo de certa forma cansativo, principalmente quando surge de mãos dadas com a monotonia ou a repetição sucessiva, como sugere a última canção do EP, nestes <em><span style="color: #808000;">Line &amp; Circle</span></em> a beleza das suas canções contradiz esse titulo, porque</span> <span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">é luminosa e vive num enredo melódico preenchido por intimismo e drama. Com uma receita instrumental transversal às três canções, que se comporta como a lava que desce pela montanha abaixo absorvendo e derretendo tudo em redor e definida por um baixo vibrante, uma percussão ritmada e guitarras cheias de efeitos e melodias ricas e com um padrão bastante particular, cada uma destas canções apresenta uma definição de beleza e cor tão rigorosa, que é impossivel não sentir nesta alquimia harmoniosa um invejável sentido estético.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O resultado é uma coleção irrepreensível de canções com uma modernidade e atualidade absolutas, com um pulsar textural muito intenso e viciante, embora umbilicalmente ligadas ao período aúreo do <em>rock</em> alternativo, que ditou leis em finais do século passado. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:2N6rfVm3PRkMt0u9EG4TFI" width="300" height="380" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:625192 2014-12-07T23:09:00 Iceage - Plowing Into The Field Of Love 2014-12-07T23:12:56Z 2014-12-09T19:40:07Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de terem editado em 2011 <em>New Brigade</em>, o disco de estreia, os dinamarqueses <a style="color: #999999;" href="http://iceagecopenhagen.blogspot.pt/">Iceage</a> de Dan Kjær Nielsen, Elias Bender Rønnenfelt, Johan Wieth e Jakob Tvilling Pless, sairam-se bem do teste que o sempre difícil segundo disco coloca às estreias auspiciosas quando, o ano transato, surpreenderam novamente com <em>You're Nothing</em>, um álbum gravado e produzido pela banda em Copenhaga e que, além de ter mostrado uns <span style="color: #ff0000;">Iceage</span> mais maduros, fez com que o seu som tivesse repecurssões várias e nem sempre pelos melhores motivos, já que viram-se confrontados frequentemente com a acusação de serem porta estandartes de ideologias apologistas da extrema direita e de serem admiradores do nacional socialismo, havendo mesmo vídeos de concertos onde algum público ergue o braço fazendo a saudação nazi. Independentemente disso, nesse segundo trabalho a sucessão de choques entre voz, guitarra e bateria tornou-se mais agressiva, intensa e visceral, mas sem deixar de lado a saudável acutilância que os define, pelo que <span style="color: #ff0000;"><em>Plowing Into The Field Of love</em></span>, o novo trabalho do grupo, editado recentemente pela Escho e distribuido pela Matador Records, era aguardado com enorme expetativa.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.trbimg.com/img-542c0f34/turbine/ctn-stream-the-new-iceage-album-plowing-into-t-002/580/580x386" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Importa antes de mais realçar que em <em><span style="color: #ff0000;">Plowing Into The field Of love</span></em>, a atitude e a energia do <em>punk</em> continua bem patente e a voz do vocalista Elias, muito semelhante ao registo de Nick Cave, monocórdica, gasta e esforçada, ajuda em muito à criação da atmosfera negra por cima do pano de fundo<em> punk</em>, principalmente quando surge entrelaçada com pianos e guitarras distorcidas.<em><span style="color: #ff0000;"> Against The Moon</span> </em>é um dos grandes destaques do trabalho, não só por conter um piano partiucalrmente inspirado a marcar a cadência do tema, mas principalmente porque, na canção, a voz teatral de Elias carrega um clima particularmente sofrido que ajuda imenso a conferir ao tema um forte e certamente desejado clima emotivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É fácil imaginar estes <span style="color: #ff0000;">Iceage</span> a tocar em ambientes obscuros e apertados, com uma forte neblina interior, onde mal se distinguem os rostos, os cheiros e os estados de alma de quem os escuta e de quem acompanha o cariz fortemente inspirado, mas claramente enraivecido da sua música. Esta perceção é potenciada pelo negrume das letras, com destaque não só para a já referida <em><span style="color: #ff0000;">Against The Moon</span></em>, mas também para<em><span style="color: #ff0000;"> Glassy Eyed</span><span style="color: #ff0000;">, Dormant And Veiled</span></em>, uma canção que fala sobre o abuso parental, mas também pela postura dramática da banda e a aúrea depressiva que os envolve. Há detalhes como o <em>rock vintage</em> de <em><span style="color: #ff0000;">The lorde's Favorite</span></em>, os trompetes de <em><span style="color: #ff0000;">Forever</span></em> ou a percussão de <em><span style="color: #ff0000;">Let It Vanish</span></em>, que servem esse firme propósito de adensar um disco que acaba por funcionar como um bloco sombrio e único de som, um soco direto que estraçalha os maxilares e os ouvidos de quem chega desprotegido. Esta estratégia agressiva está desprovida de qualquer proximidade com o comercial, mas é certamente nada inocente e a sujidade que impregna o álbum aprisiona-nos numa espécie de relação de amor ódio com os <span style="color: #ff0000;">Iceage</span>.</span></p> <div style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Numa época em que o <em>punk</em> anda arredado das rádios e tem pouco <em>airplay</em>, é sempre salutar confirmar que há grupos que procuram combater este cenário e que a rebeldia do bom e velho<em> punk rock</em> continua bem viva. Os <span style="color: #ff0000;">Iceage</span> relembram-nos que as reverbações caóticas e as paredes de ruídos sintetizados em avalanches constantes de distorção, às vezes com camadas extra de sons claustrufóbicos, fazem sentido quando atingem o nível de inspiração que estes quatro rapazes dinamarqueses denotam. Espero que aprecies a sugestão...</span></div> <div><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://cdn2.pitchfork.com/news/56147/9bcb510c.jpg" alt="" /></span></div> <div style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1. On My Fingers</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2. The Lord’s Favorite</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3. How Many</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4. Glassy Eyed, Dormant and Veiled</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5. Stay</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">6. Let It Vanish</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">7. Abundant Living</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">8. Forever</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">9. Cimmerian Shade</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Against The Moon</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Simony</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Plowing Into The Field Of Love</span></em></div> <div> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DEagCKe2Au8E&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FEagCKe2Au8E%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FEagCKe2Au8E%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="854" height="480" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> </div>