urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2015-09-02T21:56:40Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:739280 2015-09-02T18:49:00 Funeral Advantage – Body Is Dead 2015-09-02T17:49:18Z 2015-09-02T21:56:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Boston, no Massachussets, é o poiso vital dos <span style="color: #993300;">Funeral Advantage</span> e <em><span style="color: #993300;">Body Is Dead</span></em> o disco de estreia de mais uma banda que aposta num ambiente sonoro fortemente etéreo e melancólico, para criar um álbum tipicamente <em>rock</em> e esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora e alicerçadas numa certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://allstonpudding.com/wp-content/uploads/2014/10/5FunAdv.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Escritas e gravadas por Tyler Kershaw e misturadas por Ian Van Opijnen, as dez canções de <em><span style="color: #993300;">Body Is Dead</span></em> contaram ainda com a voz de Chelsea Figuerido em alguns dos temas e a receita da arquitetura melódica de todas elas é bastante homogénea e transversal a todo o alinhamento. Trata-se de um <em>indie rock</em> pulsante e insinuante, mas com um charme <em>lo fi</em> único, alicerçado num registo vocal quase sempre sussurrante e até, em alguns casos, pouco perceptível, mas bastante encantador, além de guitarras com efeitos e distorções intrigantes e enleantes e uma percussão bastante vincada, sem ter uma tonalidade exageradamente grave. É, no fundo, um <em>rock</em> sujo e <em>lo fi,</em> uma espécie de <em>surf rock</em> com um pé no <em>post punk</em> e onde também abundam boas letras que nos oferecem uma atmosfera sonora épica, positiva, sorridente e bastante dançável.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #993300;"><em>Body Is Dead</em></span> começa a todo o gás com a sorridente e otimista <em><span style="color: #993300;">Equine</span> </em>e o frenesim encantador de <em><span style="color: #993300;">Sisters</span></em> a mostrarem, com esplendor e intensidade, uma atitude descontraída e jovial que contraria, de certo modo, o nome algo sombrio da banda. Depois, <span style="color: #993300;"><em>Should Have Just</em></span> é um convite direto e preciso ao acto de encarar estes últimos dias de verão com esperança, enquanto ficamos envoltos numa intensa aúrea vincadamente orgânica e, por isso, fortemente sensual, que nos despe de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, onde frequentemente nos refugiamos, para que não tenhamos receio de mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade do agregado sentimental que nos carateriza, enquanto não chega aquele inverno que nos leva tantas vezes à reclusão.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao ocaso de <span style="color: #993300;"><em>Body Is Dead</em></span>, a viagem deslumbrante que nos oferece a guitarra de <em><span style="color: #993300;">Gardensong</span></em>, o experimentalismo soturno de <span style="color: #993300;"><em>That's That</em></span> e o esplendor sentimental que exala de todos os acordes da oitocentista <em><span style="color: #993300;">Then I'll Look</span></em>, são outros instantes obrigatórios deste alinhamento, exemplos que mostram que, logo no disco que estreia, os <span style="color: #993300;">Funeral Advantage</span> sabem a fórmula exata para temporizar, adicionar e revolver o seu arsenal instrumental, como se as canções fossem um <em>puzzle</em> e assim originarem, a partir de uma aparente amálgama de vários sons, peças sonoras sólidas e que comunicam com o nosso íntimo com particular beleza e superior preciosismo. Espero que aprecies a sugestão....</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5683/20821280350_28772e44c6_o.jpg" alt="Funeral Advantage - Body Is Dead" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Equine</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Sisters</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Should Have Just</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Gardensong</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Back To Sleep</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. That’s That</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Cemetery Kiss</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Then I’ll Look</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. You Sat Alone</em></span><br /><span style="color: #993300; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Body Is Dead</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/is35s5wlLvw" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:722201 2015-09-01T17:40:00 Destroyer – Poison Season 2015-09-01T16:51:18Z 2015-09-01T16:51:18Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O clássico<em> Kaputt</em> (2011) e o extraordinário EP <em>Five Spanish Songs</em> (2013), as duas últimas obras discográficas de <span style="color: #666699;">Destroyer</span>, já têm finalmente sucessor. O novo disco deste projeto que emana da mente criativa de Dan Bejar chama-se <a style="color: #999999;" href="http://poisonseason.com/">Poison Season</a> e foi lançado a vinte e oito de agosto pelos selos Marge e <a style="color: #999999;" href="http://deadoceans.com/onesheet.php?cat=DOC106">Dead Oceans</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://thelovingtouchferndale.com/wp-content/uploads/2015/05/destroyer-1200x772.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Bejar não gosta de lutar contra o tempo e não aprecia estipular prazos, preferindo que a música escorra na sua mente e depois nas partituras e nos instrumentos de modo fluído, no devido <em>timing</em> e com a pressa que merece. No entanto, <span style="color: #666699;"><em>Poison Season</em></span> parece querer afirmar-se em sentido contrário a esse travo de espontaneidade, com <em><span style="color: #666699;">Dream Lover</span></em>, o tema escolhido para apresentar o disco um trimestre antes da sua audição, a viver à boleia do elevado sentido de urgência que exala no frenesim das guitarras, agora menos sedutoras e mais ríspidas, estabelecendo um caos inédito que os metais, os intensos trompetes, as batidas e a postura vocal de <span style="color: #666699;">Destroyer</span>, no caso desta música, ampliam.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há aqui um desejo claro de mudança que se saúda, numa roupagem menos <em>pop</em>, mas sofisticada, como sempre e mais orgânica, com o<em> rock vintage</em> a afastar Dan Bejar da sua zona de conforto canadiana e de uma certa inércia artística em que se encontrava enclausurado. No entanto, não se julgue que <span style="color: #666699;">Destroyer</span> perdeu o seu charme inconfundível ou colocou de lado a sua mestria genética na hora de sobrepor não só diferentes camadas de instrumentos e arranjos, mas também variações rítmicas e, consequentemente, sentimentais, que muitas das suas composições exalam e <span style="color: #666699;"><em>Poison Season</em></span> amplia. Basta escutar <em><span style="color: #666699;">Solace’s Bride</span></em> para se ter a certeza que Bejar permanece nutrido com a melhor bagagem que a <em>pop</em> lhe pode oferecer na hora de compor, sem nunca percer o norte nem a capacidade de nos emocionar mesmo que o arsenal instrumental seja diverso e potencialmente antagónico e difícil de articular.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #666699;"><em>Times Square, Poison Season I</em></span>, o tema que abre o disco, oferece-nos um cenário biblíco imponente, com Bejar a apresentar-nos Jesus, Jacob, Judy e Jack, algumas personagens centrais que serão depois transversais à componente lírica do alinhamento, através de uma cortina sonora em que piano, xilofone e violinos subsistem numa fanfarra agridoce, bastante emotiva. Esta canção dá o mote para o ambiente claramente clássico, moderno e límpido do disco, que o desfile eletrificado e exuberante do tema seguinte, acima descrito, não coloca em causa, até porque traz para <span style="color: #666699;"><em>Poison Season</em></span> um sol bastante luminoso e inspirado que depois vai guiar e iluminar, numa parada de cor e jovialidade, as restantes canções. Aliás, pouco depois, em <em><span style="color: #666699;">Midnight Meet The Rain</span></em>, numa toada mais <em>groove</em> e até tropical, Bejar volta a oferecer um som mais ruidoso, acelerado e épico, mas sem que isso deturpe a essência claramente contemplativa e relaxante de <span style="color: #666699;"><em>Poison Season</em></span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com a <em>pop</em> e o <em>indie rock</em> como referências máximas, Bejar tem demonstrado um instinto camaleónico para a mudança, com os seus registos a mostrarem sempre novas <em>nuances</em> naquele que é o referencial típico do seu som, mas conseguindo sempre manter a integridade do seu <em>adn</em> sonoro. Os violinos e as marimbas de <em><span style="color: #666699;">Forces From Above</span></em> dão as mãos com sucesso porque são guiados por esta mente fortemente criativa, única no modo como mescla o brilho literário que cria, com a destreza melódica e a agilidade estilística dos arranjos que inventa. <em><span style="color: #666699;">Sun In The Sky</span></em>, por exemplo, coloca em primeiro plano essa invulgar e enigmática capacidade de escrita, que o piano reforça, o saxofone emoldura e a flexibilidade ritmíca da guitarra impõe. Mas antes, em <em><span style="color: #666699;">Archers On The Beach</span></em>, esse mesmo arsenal sonoro, ao ter recebido a visita e o apoio de um baixo vigoroso, já nos tinha dado o privilégio de nos fazer perceber como não há <span style="color: #666699;">Destroyer</span> sem aquelas pinceladas de <em>jazz</em> contemporâneo que poucos igualam e replicam com a mesma profundidade, alegria e vivacidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É impossível ouvir <span style="color: #666699;">Destroyer</span> sem se presentir, mesmo que à distância, uma certa melancolia triste, que <em><span style="color: #666699;">Bangkok</span> </em>clarifica com arrojo e profundidade. Mas, mesmo nessa canção aparentemente amargurada, há uma luz que brilha e nos faz sorrir, sem percebermos muito bem de onde vem essa peredisposição. Talvez seja o piano de <em><span style="color: #666699;">Poison Season</span></em> que faz com que essa sensação aparentemente menos positiva fique camuflada e só se revele a espaços para que a euforia não nos faça perder a lucidez, pois essa é uma das principais ideias que este disco invulgar, fortemente contemporâneo e intenso nos permite disfrutar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/329/19519005276_cef020705c_o.jpg" alt="Destroyer - Poyson Season" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Times Square, Poison Season</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Dream Lover</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Forces from Above</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Hell</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. The River</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Girl In A Sling</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Times Square</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Archer On The Beach</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Midnight Meet The Rain</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Solace’s Bride</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Bangkok</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Sun In The Sky</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>13. Times Square, Poison Season II</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GcWD_CroKhc" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:705303 2015-08-31T20:07:00 Oberhofer - Chronovision 2015-08-31T19:07:49Z 2015-08-31T19:07:49Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de no início de 2012 ter revelado <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/255831.html">Time Capsules</a> e um ano depois o EP <a style="color: #999999;" href="http://stipe07.blogs.sapo.pt/384816.html">Notalgia</a>, Brad Oberhofer, um músico, compositor e multi-instrumentista de vinte e dois anos, natural de Tacoma e agora residente em Brooklin e lider dos <span style="color: #ff00ff;">Oberhofer</span>, está de regresso em 2015 com <span style="color: #ff00ff;"><em>Chronovision</em></span>, um disco que viu a luz do dia a vinte e um de agosto, à boleia da Glassnote Records. Brad é um músico extremamente criativo e já com um assinalável cardápio sonoro na bagagem, juntando-se a ele nesta aventura Dylan Treleven, Ben <em>Weatherman </em>Roth e Pete Sustarsic.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m0dyinBXWb1qj58ejo1_500.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff00ff;">Oberhofer</span> impressionam, logo à partida, pelo modo como se mostram confortáveis e musicalmente assertivos dentro do género sonoro que escolheram e que não descurando as guitarras, também coloca alguma sintetização e o piano na linha da frente do processo de composição melódica, sendo a herança das últimas décadas do século passado a grande força motriz do cardápio sonoro que já criaram e também do alinhamento de <em><span style="color: #ff00ff;">Chronovision</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff00ff;"><em>Memory Remains</em></span>, o primeiro avanço divulgado de <span style="color: #ff00ff;"><em>Chronovision</em></span>, plasma o charme efervescente do líder, Brad Oberhofer, cuja voz impulsiona até aos píncaros da luminosidade uma canção plena de guitarras cheias de distorção e <em>reverb</em> e uma percurssão bastante vincada. Excelente porta de entrada para o álbum, esta canção é acompanhada nessa ode ao lado colorido e animado da existência humana, pela <em>surf pop</em> de <em><span style="color: #ff00ff;">Together Never</span></em>, outro tema onde a voz adoçicada de <span style="color: #ff00ff;">Oberhofer</span> impôe-se com extrema naturalidade, enquanto dissera acerca da morte de um amigo e de como estas e outras inevitabilidades não devem desviar o nosso foco da ânsia de ser-se feliz.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">É realmente curioso constatar-se que sendo <em><span style="color: #ff00ff;">Chronovision</span></em> um trabalho tão animado e resplandescente, liricamente se debruce sobre alguns aspetos menos bonitos da vida. Isso sucede porque este disco funciona para o autor como uma espécie de terapia, um instrumento de ajuste e de orientação para aquilo que ralmente improrta. Esta é a grande mensagem que a sonoridade <em>vintage</em> de <em><span style="color: #ff00ff;">Me 4 Me</span></em>, ou o <em>fuzz pop</em> das emotivas <span style="color: #ff00ff;"><em>Sun Halo</em></span> e <em><span style="color: #ff00ff;">Someone Take Me Home</span></em>, além dos dois temas citados anteriormente, nos oferece, convidando-nos a perceber que o otimismo deve reinar sempre e que mesmo nos instantes mais sombrios há sempre uma saída. Esta concepção sonora já era, aliás, a grande pedra de toque de <em>Time Capsules II</em>, o antecessor, um disco muito luminoso e assente em guitarras estonteantes e pianos e que falava de sentimentos simples, expressos com paixão e sinceridade. Apesar de muitas das canções falarem do lado menos bom do amor e de relações falhadas, eram cantadas com uma voz que acabava por lhes emprestar alegria e boa disposição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Obra de catarse, assente no charme efervescente do líder que impulsiona o disco com uma ingenuidade cativante, <span style="color: #ff00ff;"><em>Chronovision</em></span> instrumentalmente sabe ao frenesim da exuberância juvenil, mas também mostra que <span style="color: #ff00ff;">Oberhofer</span> se rodeou de musicos bastante treinados e que aperfeiçoaram muito as suas habilidades musicais, num alinhamento cheio de potenciais sucessos já suficientemente maduros para não serem levados demasiado a sério. Confuso? Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2015/05/oberhofer-chronovision-album.jpeg?w=806" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1. Chronovision</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2. Nevena</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3. Together/ Never</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4. Memory Remains</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5. Someone Take Me Home</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">6. Sea of Dreams</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">7. Ballroom Floor</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">8. White Horse, Black River</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">9. Me 4 Me</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Sun Halo</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. What You Know</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Listen To Everyone</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">13. Earplugs</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FzefOP3BB70g%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DzefOP3BB70g&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FzefOP3BB70g%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:725560 2015-08-30T20:22:00 The Mowgli's - Kids in Love 2015-08-30T19:23:02Z 2015-08-30T19:23:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Sedeado em Los Angeles, o coletivo norte americano <a style="color: #999999;" href="http://www.themowglis.net/">The Mowgli's</a> segue o trilho da herança deixada por nomes como os Byrds, os Beach Boys, ou os mais contemporâneos Grouplove e Edward Shape &amp; The Magnetic Zeros, através de uma <em>indie folk</em> vibrante e luminosa. Formados em 2010 pelo cantor e compositor Colin Dieden, os <span style="color: #ff0000;">The Mowgli's</span> são um grupo extenso, formado atualmente por David Applebaum, Spencer Trent, Matt Di Panni, Josh Hogan, Andy Warren e Katie Earl, além de Dieden.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.cincymusic.com/images/bands/5126d4b2a8022.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A banda estreou-se em 2012 nos discos com <em>Sound the Drum</em>, juntamente com o EP <em>Love's Not Dead</em>. Regressaram rapidamente aos lançamentos um ano depois com <em>Waiting for the Dawn</em> e agora, em 2015, estão de regresso com <span style="color: #ff0000;"><em>Kids in Love</em></span>, o terceiro álbum, produzido por Captain Cuts e Matt Radosevich e que contém a típica vibração veraneante e iluminada de uma Califórnia cujo sol invulgar é capaz de inspirar, neste caso, um corpo de canções contagiante e com um elevado fulgor, naturalmente <em>pop</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo no início do disco, a festiva <em><span style="color: #ff0000;">You're Not In Love</span></em> e o encorpado e grandioso <em>single</em> <em><span style="color: #ff0000;">I'm Good</span></em> colocam-nos de chinela no pé, no meio de um areal animado e cheio de gente bonita e bastante animada. O <em>sunset</em> está na moda, é simples imaginar o piano de <span style="color: #ff0000;"><em>Whatever Forever</em></span> enterrado numa duna e estes <span style="color: #ff0000;">The Mowgli's</span> parecem inspirar-se nessa ideário para criar canções que possam servir para deixar uma turba imensa de adolescente em pleno êxtase, enquanto o sol desce no pscífico ou noutro oceano qalquer, descansado porque o amanhã não deixará de ser, na mesma latitude, igualmente lascivo, relaxado e contagiante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff0000;"><em>Kids In Love</em></span> é um catalizador energético sugerido por um coletivo que se conhece desde os tempos de escola e com um sentido de camaradagem contagiante. E isso reflete-se no modo harmonioso como estes músicos selecionam os efeitos da guitarra e os encadeiam com constantes variações percussivas e uma voz sempre nos píncaros da emoção, debitando frases simples, mas com uma certa profundidade, sobre os típicos problemas da adolescência e todas as dúvidas que a entrada na vida adulta sempre coloca nos dias de hoje. Mesmo quando em canções como <em><span style="color: #ff0000;">Through The Dark</span></em>, os <span style="color: #ff0000;">The Mowgli's</span> mostram-se um pouco mais fechados no seu casulo e instrumentalmente menos elétricos, não deixam de exalar um particular entusiasmo e uma energia salutar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco alegre, colorido e intenso, <em><span style="color: #ff0000;">Kids In Love</span></em> merece referência por não ser, claramente, um disco com propósitos grandiosos, mas que consegue mostrar a união de um grupo de amigos que juntos fazem, com elevada bitola qualitativa, a musica que mais gostam e que os faz sentir verdadeiramente felizes. Não é esse um dos maiores propósitos da música? Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.imgur.com/cy0huEd.jpg" alt="Album cover: The Mowgli’s – Kids In Love" /></span></p> <p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. You’re Not Alone</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. I’m Good</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Bad Dream</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. What’s Going On</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Through The Dark</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Whatever Forever</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Make It Right</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Love Me Anyway</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Shake Me Up</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Home To You</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Kids In Love</span></em><br /><em><span style="color: #ff0000; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">12. Sunlight</span></em></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fkx8hmQX8Q30%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dkx8hmQX8Q30&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fkx8hmQX8Q30%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:720318 2015-08-29T14:08:00 Beach House - Depression Cherry 2015-08-29T13:08:28Z 2015-08-29T13:08:28Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Ontem chegou às lojas, através da Sub Pop, <span style="color: #ff00ff;"><em>Depression Cherry</em></span>, o quinto álbum da dupla <span style="color: #ff00ff;">Beach House</span>, um projeto sedeado em Baltimore, no Maryland, formado pela francesa Victoria Legrand e pelo norte americano Alex Scally e que anteriormente havia lançado <em>Beach House </em>(2006), <em>Devotion</em> (2008), <em>Teen Dream</em> (2010) e <em>Bloom</em> (2012). Gravado em Bogalusa, no Louisiana, entre catorze de novembro e quinze de janeiro últimos, um período de tempo em que ocorreram as datas que marcam as partidas de John Lennon e Roy Orbison, dois nomes consensuais e influentes no seio da dupla, <em><span style="color: #ff00ff;">Depression Cherry</span></em> assenta numa sonoridade simples e nebulosa, bastante melódica e etérea, plena de sintetizadores assertivos e ruidosos e guitarras com efeitos recheados de eco, que mantêm intacta a aura melancólica e mágica de um projeto que vive em redor da voz doce de Victoria e da mestria instrumental de Alex e se aproxima cada vez mais de algumas referências óbvias de finais do século passado.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://nme.assets.ipccdn.co.uk/images/BeachHousePMVH6413986.article_x4.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois do sucesso de <em>Teen Dream</em> e <em>Bloom</em>, seria de esperar que os <span style="color: #ff00ff;">Beach House</span> mantivessem a progressão sonora e a evolução do contexto comercial que vinham a firmar, optando por um som amplo e ruidoso. Mas aquilo que nos oferece <span style="color: #ff00ff;"><em>Depression Cherry</em></span> é uma espécie de retorno às origens, à boleia de nove canções que exalam o contínuo processo de transformação que a dupla procura sempre mostrar, com a marca do <em>indie pop</em> muito presente, mas com uma dose de experimentalismo superior aos dois antecessores citados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O sintetizador onírico que introduz <em><span style="color: #ff00ff;">Levitation</span></em> e o falsete doce de Victoria que o acompanha, conseguem o efeito pretendido e que o título deste primeiro tema de <em><span style="color: #ff00ff;">Depression Cherry</span> </em>encarna. Se realmente pretendemos saborear condignamente este álbum, só nos resta deixarmos a nossa mente e o nosso espírito irem à boleia desta proposta estética assente num clima abstrato e meditativo, presente em praticamente todo o trabalho, com um impacto verdadeiramente colossal e marcante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Esta <em>pop</em> experimental dos <span style="color: #ff00ff;">Beach House</span> está cada vez mais elaborada e charmosa. A introdução do <em>fuzz</em> de guitarra nesta canção inicial, ou os devaneios do teclado em <em><span style="color: #ff00ff;">Space Song</span></em>, que marcam o traço melódico do tema, são apenas dois aspetos marcantes desta evolução e todos os detalhes mais eletrificados que nos vão surgindo, nesta e noutras canções, nunca defraudam o ambiente contemplativo fortemente consistente do trabalho. O efeito desse instrumento no <em>single</em> <span style="color: #ff00ff;"><em>Sparks</em></span> e, paralelamente, o aparecimento da bateria, além de consolidar essa impressão concetual, sendo balizada pelos sintetizadores, mostra o modo exímio como a dupla consegue que as texturas e as atmosferas que criam, transitem, muitas vezes, entre a euforia e o sossego, de modo quase sempre impercetível, mas que inquieta todos os poros do nosso lado mais sentimental e espiritual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Há nos <span style="color: #ff00ff;">Beach House</span> uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida e uma exibição consciente da sua sapiência melódica. Os floreados percussivos do baixo e da bateria de <em><span style="color: #ff00ff;">10:37</span></em> e os acordes iniciais épicos e deslumbrantes de <span style="color: #ff00ff;"><em>PPP</em></span> são também perfeitos para clarificar essa impressão, não faltando belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes, nestas melodias minuciosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. E a estranha escuridão das melodias interestelares e a <em>soul</em> da secção rítmica de <em><span style="color: #ff00ff;">Wildflower</span></em>, um tema cantado em jeito de lamúria ou desabafo, encarnam um notório marco de libertação e de experimentação, numa canção onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, mas que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo <em>pop</em> feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e fria, como a paisagem que rodeou os <span style="color: #ff00ff;">Beach House</span> durante o período de gestação desta e de todas as outras composições de <span style="color: #ff00ff;"><em>Depression Cherry</em></span>. Já agora, convém enfatizar que a escrita carrega neste trabalho uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto à sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente <em>lo fi</em> da sonoridade, mas que, na minha modesta opinião, envolve os <span style="color: #ff00ff;">Beach House</span> numa intensa aúrea sexual, despindo-os de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que os poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade da dupla.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff00ff;"><em>Depression Cherry</em></span> é tudo menos um disco igual a tantos outros ou um compêndio sonoro comum. Nele viajamos bastante acima do solo que pisamos, numa pop com traços de <em>shoegaze</em> e embrulhada numa melancolia épica algo inocente, mas com uma tonalidade muito vincada e que sopra na nossa mente de modo a envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, uma receita que faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um <em>cocktail</em> delicioso de boas sensações.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Enquanto muitas bandas procuram a inovação na adição de uma vasta miríade de influências e tiques sonoros, que muitas vezes os confundem e dispersam enquanto calcorreiam um caminho que ainda não sabem muito bem para onde os leva, os <span style="color: #ff00ff;">Beach House</span>, ao quinto trabalho, parecem ter balizado com notável exatidão o farol que querem para o seu percurso musical, iluminado por este excelente disco que atesta a maturidade e a capacidade que a dupla possui de replicar a sua sonoridade típica e genuína sem colocar em causa um alto nível de excelência, conseguindo também mutar a sua música, disco após disco, e adaptá-la a um público ávido de novidades, que procura constantemente algo de novo e refrescante e que alimente o seu gosto pela música alternativa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Beach House - Depression Cherry" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/18924667433/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/531/18924667433_2db9598390_o.jpg" alt="Beach House - Depression Cherry" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Levitation</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Sparks</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Space Song</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Beyond Love</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. 10:37</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. PPP</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Wildflower</span></em></span><br /><span style="color: #ff00ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Bluebird</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FGfITojs_mNg%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DGfITojs_mNg&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FGfITojs_mNg%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:714259 2015-08-27T21:28:00 Foals - What Went Down 2015-08-27T20:29:13Z 2015-08-27T21:55:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Gravado em França e produzido pelo excelente James Ford, músico dos Simian Mobile Disco e uma mente inspirada que já colocou as mãos em obras primas de Jessie Were, Florence + The Machine ou os Arctic Monkeys, <span style="color: #99ccff;"><em>What Went Down</em></span> é o quarto disco de estúdio dos britânicos <a style="color: #999999;" href="http://www.foals.co.uk/">Foals</a>, um disco que vai ver a luz do dia amanhã, vinte e oito de agosto, através da Transgressive Records e que, de acordo com Yannis Philippakis, o líder da banda, é o trabalho mais pesado que o grupo já gravou.</span></p> <p style="text-align: justify;"><img src="http://blog.ticketmaster.co.uk/wp-content/uploads/2015/08/Foals-2015.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"> Os <span style="color: #99ccff;">Foals</span> têm sido uma banda em constante mutação sonora. Da transposição das guitarras experimentais de <em>Antidotes</em> para o ambiente claustrofóbico de <em>Total Life Forever</em>, esse sempre difícil segundo disco, até ao clima mais animado e até dançável de <em>Holy Fire</em>, este quinteto natural de Oxford nunca se sentiu confortável com o ideal de continuidade e preferiu, disco após disco, romper de algum modo com as propostas anteriores e saciar uma vontade constante de inovação, transformação e desenvolvimento do referencial sonoro que carateriza a banda. <span style="color: #99ccff;"><em>What Went Down</em></span> é um novo passo nesta caminhada triunfante e rumo a um território mais negro, sombrio e encorpado, com pistas que a banda já tinha deixado em alguns temas de discos anteriores, mas que é agora assumido e torna-se transversal ao alinhamento das dez canções de <span style="color: #99ccff;"><em>What Went Down</em></span>, a começar, logo no início, com o tema homónimo, uma das canções mais cruas e selvagens com que os <span style="color: #99ccff;">Foals</span> nos brindaram na sua carreira e que dará ainda mais potência aos já lendários concertos da banda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O papel de James Ford terá sido também decisivo para esta opção, quanto a mim feliz e que assenta em guitarras eloquentes e que aceleram a fundo. Elas não reprimem nenhum impulso na hora de puxar pelo <em>red line</em>, mas também sabem deliciar-nos com aqueles efeitos de inspiração oriental que ao longo do tempo foram tipificando a identidade sonora dos <span style="color: #99ccff;">Foals</span>. <span style="color: #99ccff;"><em>Mountain At My Gates</em></span> e a exótica e quente <span style="color: #99ccff;"><em>Birch Tree</em></span> são duas canções que contam com efeitos que justificam tal percepção, com a primeira a ter ainda o bónus de contar com o elevado protagonismo do baixo na arquitetura melódica que a sustenta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Chega-se a <span style="color: #99ccff;"><em>Give It All</em></span> e a cândura deste tema cheio de efeitos borbulhantes e coloridos, torna-se no bálsamo retemperador perfeito para recuperarmos o fôlego de um início tão intenso, mas <span style="color: #99ccff;"><em>What Went Down</em></span> volta a rugir nos nossos ouvidos, deixando-nos novamente à mercê do fogo incendiário que alimenta o disco, com o tribalismo percussivo e a rugosidade instrumental de <em><span style="color: #99ccff;">Albatross</span></em>, a epicidade frenética, crua e impulsiva de <em><span style="color: #99ccff;">Snake Oil</span></em> e a sensualidade lasciva de <span style="color: #99ccff;"><em>Night Swimmers</em></span>, a melhor sequência do álbum. Estes temas agitam ainda mais a nossa mente e forçam-nos a um abanar de ancas intuitivo e capaz de nos libertar de qualquer amarra ou constrangimento que ainda nos domine.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao ocaso de <em><span style="color: #99ccff;">What Went Down</span></em>, o sentimentalismo penetrante e profundo de <em><span style="color: #99ccff;">London Thunder</span></em>, a delicadeza cativante de <span style="color: #99ccff;"><em>Lonely Hunter</em></span> e mais um exemplo da tal intensidade visceral e progressiva, plasmado em <span style="color: #99ccff;"><em>A Knife In The Ocean</em></span>, cimentam este compêndio aventureiro, mas também comercial, na prateleira daqueles trabalhos que são de escuta essencial para se perceber as novas e mais inspiradas tendências do <em>indie rock</em> contemporâneo, além de ser, claramente, um daqueles discos que exige várias e ponderadas audições, porque cada um dos seus temas esconde texturas, vozes, batidas e mínimas frequências que só são percetíveis seguindo essa premissa. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/731/20924085655_e1f8f45da5_o.jpg" alt="Foals - What Went Down" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. What Went Down</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Mountain At My Gates</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Birch Tree</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Give It All</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Albatross</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Snake Oil</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Night Swimmers</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. London Thunder</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Lonely Hunter</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. A Knife In The Ocean</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iuQQIawCqBA" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:738688 2015-08-26T21:41:00 Vows – Soon Enough Love 2015-08-26T20:43:07Z 2015-09-01T17:49:04Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O <em>indie rock</em> psicadélico está na ordem do dia e não há volta a dar. Rebocado pelo sucesso de nomes como os The Flaming Lips, The Blank Tapes, Tame Impala, POND, MGMT e tantos outros, é um espetro sonoro que floresce da Austrália ao sol da Califórnia e agora também em Burlington, nos arredores de Nova Jersey, à boleia dos <a style="color: #999999;" href="http://www.vowsmusic.com/">Vows</a>, um trio formado por Jeff Pupa, James Hencken e Sabeel Azam e que editou a quinze de junho, com a ajuda inestimável da <a style="color: #999999;" href="http://www.sectionsignrecords.com/vinyl/vows-soonenoughlove-lp">Section Sign Records</a>, <em><span style="color: #ff0000;">Soon Enough Love</span>, </em>o terceiro álbum da carreira deste projeto.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-lhr3-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xfp1/v/t1.0-9/10986993_972997116058475_6703009108529827192_n.jpg?oh=61f69bb40e88f7ca88594a06f3750d14&amp;oe=56771BAA" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Tal como sucedeu com os dois trabalhos atecessores, <em>Winter’s Grave </em>em 2011 e<em> Stranger Things </em>em 2013<em>, <span style="color: #ff0000;">Soon Enough Love</span> </em>foi gravado e produzido num ambiente eminentemente caseiro, desta vez numa sala de estar em Vermont e numa cave de Nova Jersey. Sem pressões editoriais e uma data pré-estabelecida para ver a luz do dia, o disco foi sendo incubado através da troca de ficheiros entre os músicos, com os temas a florescerem e a ganharem vida própria num ambiente tipicamente <em>lo fi</em>, sem hesitações, de modo espontâneo e sem artifícios exteriores aos <span style="color: #ff0000;">Vows</span>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Envolvente, quente, épico, mas também intimista e acolhedor, <em><span style="color: #ff0000;">Soon Enough Love</span> </em>é um tratado de <em>pop</em> psicadélica, pleno de <em>fuzz</em> e <em>reverb</em> e que redefine o som dos autores para um patamar superior de lisergia. Com a participação especial de Sabeel Azam na guitarra elétrica em alguns temas, o trabalho flui de modo homogéneo e no universo próprio da banda e da sonoridade em que se insere, rebocado pela mestria vocal de Pupa e pela multiplicidade de efeitos que cria com a guitarra elétrica, assim como o <em>groove</em> que oferece ao baixo e pela habilidade inata de Hencken à frente dos sintetizadores e da percussão.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Temas como a estratosférica e exuberante<em><span style="color: #ff0000;"> Day To Day</span></em>, canção que ressuscita alguns detalhes que elevaram em tempos os The Beach boys a um grau superior de devoção, o charme de <em><span style="color: #ff0000;">Candy</span></em>, o festim eletrónico em que se desmultiplica <span style="color: #ff0000;"><em>Futuis Eam</em></span> e que encarna uma faceta mais <em>pop</em> em <em><span style="color: #ff0000;">Come To Your Senses</span></em>, ou o cariz sedutor de <em><span style="color: #ff0000;">Letter From The Sun</span></em>, mostram-nos uns <span style="color: #ff0000;">Vows</span> a procurar recriar uma luta constante entre guitarra e sintetizador, sendo quase indefinivel o grau de primazia de um dos dois componentes quer na componente melódica, quer na arquitetura não só destas, mas também de outras composições do disco. Na verdade, estamos na presença de uma verdadeira <em>trip</em> sonora tumultuosa, mas também aditiva, com as canções a tentarem, a todo o custo, sair da espécie de colete de forças <em>lo fi</em> em que se encontram enclausuradas, em busca de um sol que, neste caso, poderá ser nefasto, já que se as iluminar em demasiado irá retirar-lhes a crueza e o <em>reverb</em> que molda a personalidade de um alinhamento que tem nesta penumbra constante o seu atributo maior, um alinhamento feito de canções cheias de sons poderosos e tortuosos, sintetizadores flutuantes e vozes abafadas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Para amadurecer não é preciso parecer demasiado complicado e criar sons e melodias intrincadas. Consegui-lo é ser agraciado pelo dom de se fazer a música que se quer e ser-se ouvido com particular devoção. Para que isso suceda a fórmula correcta é feita com uma quase pueril simplicidade, a melhor receita para demonstrar essa formatação adulta, assim como a capacidade de reinventar, reformular ou simplesmente replicar o que de melhor têm alguns projetos bem sucedidos na área sonora em que uma banda se insere. Assim, <span style="color: #ff0000;"><em>Soon Enough Love</em></span> é mais um trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a <em>pop</em> e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do <em>shoegaze</em> e da psicadelia e carregadas de ácidos. No fundo, é uma espécie de caldeirão sonoro feito por mais uma dupla que sabe como recortar, picotar e colar o que de melhor vai sendo sugerido hoje no chamado <em>electropsicadelismo</em>. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5778/20528527559_b8568cdc0b_o.jpg" alt="Vows - Soon Enough Love" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Futuis Eam</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Day To Day</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Candy</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Sound Island</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. The Snake</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Shrinking Violet</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07, Letter From The Sun</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Come To Your Senses</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Kemps Ridley</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Nothing to Prove</span></em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/189679307&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:735994 2015-08-25T21:37:00 Gardens & Villa – Music For Dogs 2015-08-25T20:37:58Z 2015-08-25T20:37:58Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de <em>Dunes</em>, disco lançado no início de 2014, os <a style="color: #999999;" href="http://www.gardensandvilla.com/">Gardens &amp; Villa</a>, um quarteto norte americano de Santa Bárbara, na Califórnia, formado por Chris Lynch, Adam Rasmussen, Shane McKillop e Dustin Ineman, estão de regresso aos lançamentos discográficos com <span style="color: #666699;"><em>Music For Dogs</em></span>, um álbum que foi produzido por Jacob Portrait, contou com as participações especiais de Dusty Ineman (bateria) e Shane McKillop (baixo) e viu a luz do dia há poucos dias através da insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://www.secretlycanadian.com/onesheet.php?cat=SC320">Secretly Canadian</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://waytooindie.com/wp-content/uploads/2014/01/garden-and-villa-band.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de uma Santa Barbara que funciona um pouco como uma espécie de subúrbio rico da Los Angeles cosmopolita, os <span style="color: #666699;">Gardens &amp; Villa</span> destacaram-se logo em 2011 quando lançaram o disco de estreia, um homónimo que foi muito bem aceite pela crítica. Agora já na grande metrópole, <em><span style="color: #666699;">Music for Dogs</span></em>, um trabalho gravado em Frogtown, perto de Los Angeles, num local que a banda batizou de Space Command, é um novo passo em frente na carreira de um grupo que confessa sentir-se influenciado pela anos setenta do século passado, com Bowie e Eno a serem balizas decisivas no momento de decidir a etética sonora que orienta o cardápio sonoro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Lynch e Rasmussen são o núcleo duro dos <span style="color: #666699;">Gardens &amp; Villa</span> e têm uma intenção artística que vai muito além da música, já que consideram-na como uma manifestação de vida essencial para se perceber as variadas <em>nuances</em> que constroem os alicerces do nosso quotidiano, que ultrapassa tantas vezes a intrincada relaçºao entre isntrumentos pautas e notas musciais. Na verdade, algures entre o andrógeno e o poético, Chris Lynch usa a sua voz para dar cor a sequências melódicas, neste caso em onze temas onde as guitarras de Rasmussen são o fio condutor de praticamente todas as músicas, havendo também outros instrumentos que remodelam musicalmente a banda, num <em>indie pop avant garde</em> onde música, cultura e prazer se debruçam acerca dos avanços teconlógicos dos dias de hoje, colhendo a energia criativa que as mesmas nos oferecem.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O <em>reverb</em> da guitarra, a percussão frenética e o piano descontrolado de <em><span style="color: #666699;">Maximize Results</span></em>, uma canção que parece flutuar entre a estrutura de composição típica dos Foals e a <em>pop</em> madura dos Phoenix e os sintetizadores, metais, vozes em coro e a bateria intensa e crua da <em>surf pop</em> sessentista de <span style="color: #666699;"><em>Fixations</em></span>, são detalhes e particularidades musicais que ampliam consideravelmente os horizontes dos <span style="color: #666699;">Gardens &amp; Villa</span> e nos mostram, logo no início, que estamos na presença de um álbum pop bem sucedido, um tratado com um propósito comercial, algo também patente no <em>blues</em> do <em>single <span style="color: #666699;">Everybody</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao ocaso do trabalho, o experimentalismo sintético, sentimental e confessional de <em><span style="color: #666699;">Alone In The City</span></em>, a alegoria <em>eletropop</em> de <span style="color: #666699;"><em>Express</em></span>, que pisca o olho ao <em>discosound</em> dos anos oitenta e <span style="color: #666699;"><em>Jubilee</em></span>, são apenas mais três exemplos que comprovam que <span style="color: #666699;">Music For Dogs</span> é um disco melódico e acessível a vários públicos, que busca uma abrangência, mas que não resvala para um universo de banalidades sonoras que, em verdade se diga, alimentam há anos a indústria fonográfica. Este é um trabalho onde os <span style="color: #666699;">Gardens &amp; Villa</span> fazem crescer em cada nota, verso ou vocalização, todos os ingredientes que definem as referências principais da <em>pop</em> e destacam-se porque a tudo isto acrescentam aspetos da música negra, brincam com a eletrónica de forma inédita e conduzem-nos para a audição de um disco doce e, na mesma medida, <em>pop</em>. Melódicos e intencionalmente nen sempre acessíveis, transformam cada uma das canções deste trabalho em criações duradouras, ricas em texturas e versos acolhedores que ultrapassam os limites do género. A <em>pop</em> mantém-se na moda e não há vergonha nenhuma em constatá-lo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5699/20363568610_aff6165a96_o.jpg" alt="Gardens And Villa - Music For Dogs" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Intro</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Maximize Results</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Fixations</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Everybody</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Paradise</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Alone In The City</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. General Research</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Express</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. Happy Times</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Jubilee</em></span><br /><span style="color: #666699; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. I Already Do</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/68tWUkZoPaM" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:710628 2015-08-25T14:27:00 Leo Abrahams - Halo Effect 2015-08-25T13:38:57Z 2015-08-25T13:38:57Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://mail.google.com/mail/u/0/?ui=2&amp;ik=a77e7d81cc&amp;view=fimg&amp;th=14f07de06aa1e43b&amp;attid=0.1&amp;disp=emb&amp;realattid=ii_ic7n062z1_14e9c1d52563daa7&amp;attbid=ANGjdJ8VRzd3byDQTBdVzW9ICM0pNh_f5t1-e-l0leeZiI2dD8KMjFsOVTsJZTCjJ739GZcMHbHam6Uol-BVxCC9OKeTb3l48_hDcmZ6w3EwfDYdlr6HLdfgfGlXAu8&amp;sz=w610-h406&amp;ats=1440507788448&amp;rm=14f07de06aa1e43b&amp;zw&amp;atsh=1" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O músico, produtor e guitarrista <a style="color: #999999;" href="http://www.leoabrahams.com">Leo Abrahams</a> é uma das novas coqueluches da independente londrina <a style="color: #999999;" href="http://www.lorecordings.com">Lo Recordings</a> e reconhecido pela sua participação em discos de Brian Eno, Pulp, Florence + The Machine e Roxy Music, entre outros, além de ter produzido artistas tão reconhecidos como os Wild Beasts, Brett Anderson (Suede) e Karl Hyde (Underworld).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Já no outono <span style="color: #666699;">Abrahams</span> irá editar o seu quinto registo de originais e o instrumental <em><span style="color: #666699;">Halo Effect</span></em> é o primeiro avanço desse trabalho cujo título ainda não foi divulgado. De um músico que já se movimentou por espetros sonoros tão vastos e díspares como a <em>folk</em>, o<em> rock</em> progressivo, a música clássica contemporânea ou a eletrónica, é de esperar quase tudo desse disco. Seja como for, não há como acender as luzes de néon e sentirmo-nos teletransportados para uma movimentada ruda de Tóquio à boleia de um tema impregnado de batidas e efeitos sintetizados que disparam em diferentes direções, de mãos dadas com alguns acordes de guitarra deslumbrantes e luminosos. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/216874298&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:729903 2015-08-24T21:48:00 The Maccabees – Marks To Prove It 2015-08-24T20:48:56Z 2015-08-26T20:58:26Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Os britânicos <a style="color: #999999;" href="http://www.themaccabees.co.uk/">The Maccabees</a> de Orlando, Felix, Hugo, Rupert e Sam tiveram um início auspicioso em 2007 com <em>Colour In It </em>o disco de estreia, que além de ter vendido bem, conseguiu várias nomeações nas listas dos melhores álbuns daquele ano e inúmeras críticas positivas. Depois disso, trabalhos como <em>Wall Of Arms</em>(2009) ou <em>Given To The Wild</em> (2012) fizeram a banda firmar uma posição de relevo junto do universo <em>indie</em> e alternativo internacional, apoiados num cardápio sonoro sempre sofisticado, maduro e algo intrincado, carregado de detalhes sonoros que surpreenderam muitas vezes pela elegância, com a banda a mostrar-se sempre inovadora e a procurar sair, de disco para disco, da zona de conforto firmada pelo antecessor. Agora, três anos depois e à boleia da Universal Music, o quinteto londrino está de regresso com <em><span style="color: #cc99ff;">Marks To Prove It</span></em>, onze canções que revelam uma nova inflexão na sonoridade do projeto, agora perto do <em>indie rock</em> de cariz mais experimental e progressivo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img src="https://scontent-lhr3-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xfa1/v/t1.0-9/11813450_10153584927523140_1032348042101398473_n.jpg?oh=b0940cafa674df56f89ab9ebb1b23935&amp;oe=564DF808" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Depois de três trabalhos que consolidaram uma evolução constante e progressiva e onde os <span style="color: #cc99ff;">The Maccabees</span> se dispuseram a experimentar quase tudo aquilo que é possível replicar dentro do espetro sonoro em que se orientam, <span style="color: #cc99ff;"><em>Marks to Prove It</em></span> é uma espécie de disco de ressaca, um trabalho maduro, impecavelmente produzido e que não renegando as marcas e as cicatrizes profundas que o trajeto discográfico da banda já lhe conferiu, exala um maior realismo acerca do modo como estes artistas, já na casa dos trinta anos, vêm o mundo que os rodeia, deixando para trás todo aquele otimismo juvenil, para enveredarem por um <em>indie rock</em> mais sombrio e introspetivo, mas com um cariz bastante épico e eloquente.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Este disco é um bom exemplo de como o teor mais sofrido e direto de alguns poemas pode aliar-se eficazmente como melodias luminosas e sorridentes, até, num <em>indie rock</em> que acaba por funcionar, neste caso, como catarse de algumas desilusões que a banda viveu. Versos como <em>Break it up and make it better, make it better (...) Swings a bottle to send him on his way down</em> em <span style="color: #cc99ff;"><em>Dawn Chorus</em></span>, ou <em>There’s one to wash it down, One to wash it out</em> em <span style="color: #cc99ff;"><em>Spit It Out</em></span> e<em> Drinking when you’re drunken, To chase down the evening (...) No-one says a word, because it breaks her heart</em>, em <span style="color: #cc99ff;"><em>Kamakura</em></span>, demonstram este cariz biográfico e confessional. Na letra desta última canção fica claro que se a bebida era antes uma fonte de diversão para o grupo, agora funciona mais como um escape e um remédio para colocar de lado as situações mais adversas e oferecer um estado de alienação típico de quem parece viver sem outra saída ou escape. A própria melodia de <em><span style="color: #cc99ff;">Kamakura</span></em> exala uma certa raiva, mas sempre controlada, com as guitarras a assumirem, naturalmente, a linha da frente na estrutura melódica da canção, mas permitindo que outros arranjos sintetizados ou percussivos também assumam a sua quota parte nas sensações que brotam do tema. Depois, <em><span style="color: #cc99ff;">River Song</span></em> e <em><span style="color: #cc99ff;">Slow Sun</span></em> são dois bons exemplos de como alguns efeitos que replicam instrumentos de sopro e as teclas do piano, em especial no segundo tema, encontram o seu próprio espaço de destaque, mesmo que as cordas e a bateria assumam, constantemente, a condução dos temas. Se, no final do alinhamento, Dawn Chorus oferece luz e cor no dedilhar da viola, mas também no charme do trompete, a já referida<span style="color: #cc99ff;"><em> Spit It Out</em></span>, já agora, mesmo sendo uma canção que vai crescendo progressivamente à medida que a guitarra amplia o <em>riff</em> e a bateria acelera a cadência, apenas subsiste como canção fortemente indutora de sentimentos fortes e intensos, porque o piano nunca se esconde e, num registo melodicamente feliz, acaba por ser a principal fonte sensitiva da canção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Em suma, em <span style="color: #cc99ff;"><em>Marks To Prove It</em></span> o som dos <span style="color: #cc99ff;">The Maccabees</span> mostra-se mais direto e imediato, algo que lhes confere uma crueza que não é tipicamente <em>lo fi</em>, mas que não deixa de conter um charme e uma aspereza que, de certo modo, personificam as marcas que a inexoravel passagem do tempo foi dexiando na pele destes músicos, mais gastos fisicamente, mas inteletualmente melhor preparados para enfrentar as agruras da vida e os desafios que a vivência no seio de uma banda reconhecida internacionalmente, com as rotinas e desafios constantes que isso exige, naturalmente provocam. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img src="https://farm4.staticflickr.com/3716/19935740150_e0c0492fcf_o.jpg" alt="The Maccabees - Marks To Prove It" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Marks To Prove It</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Kamakura</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Ribbon Road</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Spit It Out</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Silence</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. River Song</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Slow Sun</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Something Like Happiness</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. WW1 Portraits</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Pioneering Systems</span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Dawn Chorus</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/E5iezedSefI" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:738513 2015-08-24T17:15:00 Au Revoir Simone - Red Rabbit 2015-08-24T16:29:01Z 2015-08-24T16:29:01Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/671/20654620510_9b600db91e_o.jpg" alt="Au Revoir Simone - Red Rabbit" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Editado no princípio de outubro de 2013 pela Moshi Moshi Records. <em>Move In Sprectrums,</em> o quarto disco das <span style="color: #ff99cc;">Au Revoir Simone</span> de Erika Spring, Annie Hart e Heather D'Angelo, continua a dar dividendos ao projeto já que ainda não se vislumbra sucessor. No entanto, tal não significa que não haja novidades desta banda oriunda de Brooklyn, Nova Iorque.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #ff99cc;"><em>Red Rabbit</em></span> é o novo original das <span style="color: #ff99cc;">Au Revoir Simone</span>, uma canção que faz parte do alinhamento da banda sonora de Love, Marilyn e a sensualidade colorida e etérea do tema encaixa no espírito do filme e da musa que o inspirou. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OYubjF4ArVA" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:734721 2015-08-22T21:33:00 Dreams Never End - A Tribute To New Order 2015-08-22T20:37:46Z 2015-08-25T11:36:45Z <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f1.bcbits.com/img/0004761844_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Qualquer pessoa em uma pista de dança já vibrou com algum sucesso dos <span style="color: #ffff00;">New Order</span>, aquela banda de Manchester que nasceu após o suicídio de Ian Curtis, líder dos Joy Division. A publicação brasileira <span style="color: #ffff00;">The Blog That Celebrates Itself</span> de Renato Malizia tomou a iniciativa de criar uma compilação de tributo aos <span style="color: #ffff00;">New Order</span>, curiosamente, ou talvez não, numa altura em que esta icónica banda britânica está de regresso aos lançamentos discográficos com <em>Music Complete</em>, um álbum que chegará às lojas a vinte e cinco de setembro, à boleia da Mute Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Primeiro disco desta banda fundamental e pioneira na mistura de <em>indie rock</em> com a eletrónica sem o baixista Peter Hook, em compensação <em>Music Complete</em> contará com a teclista Gillian Gilbert, esposa do baterista Stephen Morris, de regresso à banda, de onde tinha saído em 2001 para cuidar dos filhos do casal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">A compilação está diponível gratuitamente ou com a posibilidade de doares um valor pela mesma e contém clássicos da banda como <span style="color: #ffff00;"><em>Ceremony</em></span>, <span style="color: #ffff00;"><em>Blue Monday</em></span>, <em><span style="color: #ffff00;">Waiting For The Siren's Call</span></em> ou <em><span style="color: #ffff00;">Bizarre Love Triangle</span></em>, revisitados por nomes tão importantes como <span style="color: #ffff00;">Babbling April</span>, <span style="color: #ffff00;">Ambros Chapel</span>, <span style="color: #ffff00;">Pure</span> os <span style="color: #ffff00;">DRLNG</span> de Eliza Brown e Martin Newman, bandas que conseguiram respeitar a essência pós-punk dos <span style="color: #ffff00;">New Order</span>, com o cunho pessoal e contemporâneo que ofereceram às canções. Estes últimos são mesmo, na minha opinião, o grande destaque deste tributo, pela aúrea mística, intima e marcadamente nostálgica que recriaram em <em><span style="color: #ffff00;">Bizarre Love Triangle</span></em>. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3636500240/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:737640 2015-08-22T21:20:00 Beirut - Gibraltar 2015-08-22T20:20:42Z 2015-08-22T20:20:42Z <p><a title="Beirut - Gibraltar" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/20548652159/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5813/20548652159_6ae0cb5bec.jpg" alt="Beirut - Gibraltar" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Gravado em Nova Iorque, em pouco mais de um mês, durante um período do último inverno particularmente frio, <span style="color: #99ccff;"><em>No No No</em></span> é o novo compêdio de canções dos <a style="color: #999999;" href="http://beirutband.com/">Beirut</a> de Zach Condon, ao qual se juntam Nick Petree, Paul Collins, Ben Lanz e Kyle Resnick, um trabalho que irá ver a luz do dia a onze de setembro através da etiqueta 4AD.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O primeiro tema divulgado de <span style="color: #99ccff;"><em>No No No</em></span> foi o homónimo, uma canção evidencia a nova fase positiva da vida pessoal de Condon, que reencontrou novamente o amor e ultrapassou definitivamente o colapso físico e mental que o músico sofreu em 2013, na Austrália, devido aos seu processo de divórcio. Agora, algumas semanas depois, chegou a vez de nos deslumbrarmos com a pop clássica, charmosa e com uma pitada de tropicália de <em><span style="color: #99ccff;">Gibraltar</span></em>, um título feliz para uma canção que sabe ao nosso sol e irradia a típica luz mediterrânica. Para apresentar este novo trabalho, os <span style="color: #99ccff;">Beirut</span> vão estar em digressão pela América do Norte e pela Europa. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6gypBEmz2nk" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:662813 2015-08-21T21:56:00 Mile Me Deaf - Eerie Bits of Future Trips 2015-08-21T20:56:10Z 2015-08-21T20:56:10Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Viena, os austríacos <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> já têm sucessor para <em>Holography</em>, um trabalho que viu a luz do dia no início de maio  de 2014. Agora, passado um ano, a nova coleção de canções deste quarteto intitula-se <em><span style="color: #ff0000;">Eerie Bits of Future Trips</span></em> e podes escutá-la no <a style="color: #999999;" href="http://milemedeaf.bandcamp.com/album/eerie-bits-of-future-trips">bandcamp</a> do grupo, onde está igualmente disponível toda a sua discografia, podendo ser adquirido através da <a style="color: #999999;" href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=9&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0CFcQFjAI&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.siluh.com%2Fartists%2Fmilemedeaf%2F&amp;ei=0--SVNbdOs7cauf1gYAI&amp;usg=AFQjCNElKL_jOZsOfrbIINfGKbHwtw6XBg&amp;sig2=bnMmaMwef4nefYU8XH-bsw">Siluh Records</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.c-heads.com/wp-content/uploads/milemedeaf_06.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Um músico chamado Wolfgang Möstl é o lider destes <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span>, sendo ele quem escreve e compôe a maioria das canções. No entanto, não se trata propriamente de um projeto a solo até porque ao vivo os <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> apresentam-se como um conjunto coeso, com vários músicos e que não sofre grandes alterações desde 2008, ano em que se estrearam nos lançamentos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Quanto à música e a este disco em particular, os <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> são exemplares no modo como deambulam entre dois pólos aparentemente opostos já que, se sugerem um <em>rock</em> de garagem, cru, progressivo e <em>lo fi</em>, exemplarmente replicado em canções como <span style="color: #ff0000;"><em>Off the Core</em></span>, também nos oferecem uma <em>pop</em> mais adoçicada, como comprova a divertida e luminosa <span style="color: #ff0000;"><em>Digital Memory File</em></span> e o sensual <em>travo</em> a <em>cabaret</em> de <em><span style="color: #ff0000;">Extended Fraud</span></em>. Seja como for, a tónica é colocada, primordialmente, em sonoridades mais densas e encorpadas, com a percussão vibrante e a relação frutuosa que se estabelece entre um curioso da guitarra e o <em>reverb</em> da voz em <em><span style="color: #ff0000;">Capable Ride</span></em> e, principalemtne, na pulsante <em><span style="color: #ff0000;">Seekers</span></em>, a remeter os <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> para um salutar experimentalismo <em>lisérgico</em>, que se estende no abraço entre o sintetizador e a bateria em <em><span style="color: #ff0000;">Trips</span>.</em> O <em>fuzz </em>psicadélico também não falta à chamada a ficar palsmado na longa<em> <span style="color: #ff0000;"><em>Headnote#1</em></span></em>, tema que impressiona pela relação progressiva que, neste caso, se estabelece entre o baixo e a bateria.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Mas, como já referi, os <span style="color: #ff0000;">Mile Me Deaf</span> também não descuram paisagens sonoras mais amenas, com a <em>indie pop</em> descomprometida que temas como <em><span style="color: #ff0000;">Living In A Shrinking Hell</span></em> ou a divertida <em><span style="color: #ff0000;">Pose and Move</span></em> claramente comprovam. A primeira é um dos grandes destaques de <span style="color: #ff0000;"><em>Eerie Bits of Future Trips</em></span>, uma canção com uma tonalidade muito vincada e onde Wolfgang consegue, através da voz, envolver-nos numa elevada toada emotiva e delicada, que faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um <em>cocktail</em> delicioso de boas sensações.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Trabalho mais negro e sombrio que o antecessor mas, de certa forma, sonoramente mais intrincado e trabalhado, <span style="color: #ff0000;"><em>Eerie Bits of future Trips</em></span> são dez canções escritas quase na sua totalidade em estradas, com excertos que foram inicialmente gravados com recurso a <em>smartphones</em> e outros recursos tecnológicos portáteis onde a herança dos anos oitenta e do <em>rock</em> alternativo da década seguinte estão bastante presente e com o processo de construção melódica a não descurar uma forte vertente experimental nas guitarras e uma certa <em>soul</em> na secção rítmica, o que só abona a favor deste projeto austríaco que contém uma forte componente nostálgica, mas também algo descomprometida. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f1.bcbits.com/img/a4102424607_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">1. Digital Memory File</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">2. Extended Fraud</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">3. Capable Ride</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">4. Living In A Shrinking Hell</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">5. Trips</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">6. Off The Core</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">7. Zodiacs</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">8. Seekers</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">9. Pose And Move</span></em></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt;">10. Headnote#1</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DzLwNF5IihM8&src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FzLwNF5IihM8%3Ffeature%3Doembed&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FzLwNF5IihM8%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2682628603/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="483" height="271" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:737987 2015-08-21T09:12:00 Deerhunter – Snakeskin 2015-08-21T08:12:54Z 2015-08-26T20:56:37Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5721/20740145961_593438a11e.jpg" alt="Deerhunter - Snakeskin" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Após um hiato de dois anos, os <span style="color: #99ccff;">Deerhunter</span> de Bradford Cox já têm sucessor para os muito aclamados<em> Halcyon Digest</em> e <em>Monomania</em>. É já em outubro que vai ver a luz do dia, à boleia da insuspeita 4AD, <em><span style="color: #99ccff;">Fading Frontier</span></em>, o sexto e próximo disco desta banda nova iorquina, um trabalho poroduzido por Ben H. Allen III (Animal Collective, Washed Out) e que será mais um agregado de canções que irão certamente contar com transições entre o harmonioso e o caótico, sempre com um pano de fundo sonoro cru e pujante.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As guitarras sujas e o som assertivamente rugoso de <em><span style="color: #99ccff;">Snakeskin</span></em> constituem o primeiro avanço divulgado de<span style="color: #99ccff;"><em> Fading Frontier</em></span>, tema que transporta consigo, além da sonoridade <em>rock</em> setentista, um <em>funk</em> psicadélico particularmente alegre e bastante dançável, com as distorções e os ruídos de fundo constantes, que já são uma imagem de marca dos <span style="color: #99ccff;">Deerhunter</span>, testada desde o versátil <em>Microcastle</em> (2008), a conduzirem a canção por um ambiente claramente festivo. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/CG6jk5Q90DA" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:732152 2015-08-20T17:00:00 Teen Daze - Morning World 2015-08-20T16:07:03Z 2015-08-26T21:00:33Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de em 2013 o canadiano <span style="color: #ffcc00;">Teen Daze</span> ter lançado <em>Glacier</em>, o seu terceiro registo de originais, por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.lefserecords.limitedrun.com/products/517352-teen-daze-glacier-pre-order">Lefse Records</a>, um disco cheio de ambientes etéreos e texturas sonoras minimalistas, com um cariz um pouco gélido, uma espécie de álbum conceptual que pretendia ser a banda sonora de uma viagem a alguns dos locais mais inóspitos e selvagens do nosso planeta e de alguns meses depois ter editado um novo EP intitulado <em>Paradiso</em>, agora, em pleno verão de 2015, está de regresso com uma proposta completamente diferente intitulada <span style="color: #ffcc00;"><em>Morning World</em></span>, o novo álbum do músico, editado por estes dias à sombra da <a style="color: #999999;" href="http://paperbagrecords.com/">Paper Bag Records</a>.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/uploads/2015/06/16162345/teendaze-640x427.jpg" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Produzido por John Vanderslice, percebe-se logo nos violinos e restantes cordas de <em><span style="color: #ffcc00;">Valley Of Gardens</span></em> que este novo disco marca uma relativa inflexão do cariz sonoro de <span style="color: #ffcc00;">Daze</span>, que embarca agora numa toada um pouco mais <em>pop</em>, heterogénea e luminosa, a cargo de um músico que sempre mostrou um enorme talento para a conceção de composições sonoras bem estruturadas. Esta conclusão torna-se ainda mais evidente quando a guitarra elétrica toma conta da melodia de <span style="color: #ffcc00;"><em>Pink</em></span> e já não deixa qualquer margem para dúvidas à passagem dos efeitos luxuriantes e da paisagem emotiva e resplandescente que o sintetizador e a bateria criam no tema homónimo. Já <span style="color: #ffcc00;"><em>Along</em></span>, uma composiçãoque nos embala não só com a voz doce e nostálgica e um efeito de guitarra envolvente, mas também com alguns efeitos sintetizados atmosféricos, que são a cereja no topo do bolo de uma canção perfeita para estes dias de verão mais relaxantes e reluzentes, além de ser mais uma acha para esta nova fogueira que aquece e ilumina a mente de <span style="color: #ffcc00;">Daze</span> na hora de compôr, coloca a nú mais alguns dos seus atributos artistícos, principalmente no que diz respeito à capacidade que possui de nos oferecer canções capazes de serem aquela pausa melancólica e introspetiva, que todos precisamos frequentemente, num convite direto à reflexão pessoal e ao desarme, que não tem de ser necesssariamente triste e depressivo, já que esta é uma melodia luminosa e implicitamente otimista.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Disco recheado de versos confessionais, <em><span style="color: #ffcc00;">Morning World</span></em> é uma espécie de tela em branco que o autor nos oferece ao acordar, para que a levemos nos ouvidos enquanto o sol sobe até ao seu zénite e à medida que contemplamos e usufruimos deste alinhamento de onze canções, pintemos no nosso âmago todas as emoções e sentimentos que as rotinas e as surpresas que surgem no nosso caminho, já que este é, nitidamente, um album que dá azo a múltiplas interpretações e que convida cada um de nós a olhar para ele da perspetiva que melhor nos souber. Tal sucede porque nele, e de acordo com o que se exige a uma coleção de canções eminentemente <em>pop</em>, sobressai um ambiente fortemente climático e que impressiona pela criatividade com que os diferentes arranjos vão surgindo à tona, evidencia-se, por exemplo, no modo como a guitarra complementa o refrão em <em><span style="color: #ffcc00;">Life In The Sea</span></em> e na forma como a toada épica e altiva de <span style="color: #ffcc00;"><em>Infinity</em></span> emociona e trai quem insiste em residir num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Cada vez mais orgânico e menos sintético e com um olhar mais lancinante para as guitarras, <span style="color: #ffcc00;">Teen Daze</span> encontrou em <span style="color: #ffcc00;"><em>Morning World</em></span> um novo receituário, mais aberto, criativo e harmonioso, assumindo-se neste disco como um músico que criando melodias complexas ou simples, mas sempre adornadas por letras românticas e densas, pretende funcionar em algum momento das nossas vidas como uma espécie de rede de segurança, enquanto insiste também em ser preponderante na indie pop de cariz mais <em>chillwave</em>, com o claro intuíto de firmar uma posição na classe dos músicos e compositores que basicamente só melhoram com o tempo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5803/20354664908_9e1fe1ab53.jpg" alt="Teen Daze - Morning World" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Valley Of Gardens</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Pink</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Morning World</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. It Starts At The Water</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Post Storm</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Life In The Sea</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. You Said</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Garden Grove</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Along</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Infinity</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc00;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">11. Good Night</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/128918960&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/113887910&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:733023 2015-08-19T22:17:00 The KVB – Mirror Being 2015-08-19T21:17:46Z 2015-08-19T22:06:34Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Nicholas Wood e Kat Day são o núcleo duro dos londrinos <span style="color: #ffff99;">The KVB</span>, mais uma banda a apostar na herança do <em>krautrock</em> e do <em>garage rock</em>, aliados com o <em>pós punk</em> britânico dos anos oitenta. <span style="color: #ffff99;"><em>Mirror Being</em></span> é o mais recente registo de originais da dupla, um álbum com dez canções lançado há algumas semanas pela <a style="color: #999999;" href="http://www.invada.co.uk/">Invada Records</a> e que sucede ao aclamado EP <a style="color: #999999;" href="https://thekvb.bandcamp.com/album/out-of-body-ep">Out Of Body</a>, editado o ano passado.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://hhhhappy3.wpengine.com/wp-content/uploads/2014/07/croppedimage870454-thekvb1.jpeg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Escritos e gravados entre Londres e Berlim no ano passado, logo após as sessões de <em>Out Of Body</em>, os dez temas de <span style="color: #ffff99;"><em>Mirror Being</em></span> são instrumentais e experimentações analógicas que foram sendo captadas pela dupla ao longo desta etapa inicial da carreira, iniciada em 2012 com <em>Always Then</em>, ao qual se seguiu os trabalhos<em> Immaterial Visions</em> e <em>Minus One</em>, antes do já referido EP. Já agora, a banda encontra-se a gravar em Bristol o próximo registo de originais que deverá ver a luz do dia lá para o final do ano. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Este compêndio algo abstrato deve ser escutado e entendido como apenas uma aparente junção de vários sons dispersos que os <span style="color: #ffff99;">The KVB</span> foram criando ao longo do tempo e que fizeram-nos o favor de não deixarem que se perdessem. E ao apreciar este alinhamento percebe-se que a dupla esmera-se na construção de canções volumosas e que se deixam conduzir por um som denso, atmosférico e sujo, que encontra o seu principal sustento nas guitarras, na bateria e nos sintetizadores, instrumentos que se entrelaçam na construção de canções que espreitam perigosamente uma sonoridade muito próxima da pura psicadelia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com vários instantes sonoros relevantes instrumentalmente, <span style="color: #ffff99;"><em>Dys-Appearance</em></span> e, principalmente, <em><span style="color: #ffff99;">Obsession</span></em>, são os momentos altos deste agregado, canções conduzidas pelos sintetizadores, mas onde não falta um baixo vibrante e que recorda-nos a importância que este instrumento tem para o <em>punk rock</em> mais sombrio, com a diferença que os <span style="color: #ffff99;">The KVB</span> conseguem aliar às cordas desse instrumento, cuja gravidade exala ânsia, rispidez e crueza, uma produção cuidada, arranjos subtis e uma utilização bastante assertiva da componente maquinal. Pouco depois, <span style="color: #ffff99;"><em>Fields</em></span> inflete um pouco as pisadas deixadas pelos temas anteriormente referidos, já que além de conter uma guitarra carregada de <em>fuzz</em> e distorção, insinua os nosso ouvidos com alguns <em>samples</em> vocais impercetíveis mas que conferem ao tema uma toada orgânica inédita em <em><span style="color: #ffff99;">Mirror Being</span></em>, além da abundância de arranjos delicados feitos com metais minimalistas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Enquanto muitas bandas procuram a inovação na adição de uma vasta miríade de influências e tiques sonoros, que muitas vezes os confundem e dispersam enquanto calcorreiam um caminho que ainda não sabem muito bem para onde os leva, os <span style="color: #ffff99;">The KVB</span> parecem ter balizado com notável exatidão o farol que querem para o seu percurso musical, atirando-nos para ambientes eletrónicos onde os teclados têm o maior destaque, construindo diversas camadas sonoras, quase sempre entregue a um espírito desolado e que nos remete para os sons de fundo de uma típica cidade do mundo moderno. Também por isso, <span style="color: #ffff99;"><em>Mirror Being</em></span> é um excelente documento sonoro como ponte da primeira etapa da carreira da dupla e com algumas dicas que nos permitem teorizar com alguma exatidão o que aí vem já nos próximos meses. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="The KVB - Mirror Being" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/20403893645/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/556/20403893645_a7e823ca45_o.jpg" alt="The KVB - Mirror Being" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Atlas</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. A Tenuous Grasp</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Dys-Appearance</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Obsession</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. As They Must</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Fields</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Poetics Of Space</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Chapter</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Mirror Being</span></em></span><br /><span style="color: #ffff99;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Descent</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Gs99G2s3zP0" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:737233 2015-08-19T12:04:00 Low - Lies 2015-08-19T11:13:12Z 2015-08-19T11:21:00Z <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static1.squarespace.com/static/519912f7e4b0129583b98198/t/51bfef8fe4b0417ab0cedb55/1371533201328/low-band-1024x682.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Desde a última década do século passado que os <span style="color: #cc99ff;">Low</span> de Alan Sparhawk, Mimi Parker e Steve Garrington têm vindo a impressionar-nos com a sua pop emotiva e sedutora e <span style="color: #cc99ff;"><em>Ones And Sixes</em></span>, o próximo disco deste grupo norte americano oriundo de Duluth, promete ser mais um marco significativo na sua carreira.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><span style="color: #cc99ff;"><em>Ones And Sixes</em></span> chegará aos escaparates a onze de setembro através da <a style="color: #999999;" href="https://megamart.subpop.com/artists/low">Sub Pop</a> e <em><span style="color: #cc99ff;">Lies</span></em>, o mais recente tema divulgado do trabalho, impressiona pelo modo como as vozes de Sparhawk e Parker se entrelaçam, à boleia de uma melodia etérea, melancólica e bastante contemplativa. Esta é uma daquelas canções que dá vontade de colocar em modo <em>repeat</em> e usufruir, relaxadamente e vezes sem conta. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:5HRlxbWeASrWHieDmxcIVl" width="300" height="90" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p>.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:734621 2015-08-18T22:01:00 Seapony – A Vision 2015-08-18T21:01:49Z 2015-08-18T21:01:49Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Depois de <em>Go With Me</em> (2011) e <em>Falling</em> (2012), os <a style="color: #999999;" href="http://seaponyband.com/">Seapony</a> de Danny Rowland, Jen Weidl e Ian Brewer estão de regresso aos discos com <span style="color: #ff99cc;"><em>A Vision</em></span>, um trabalho que conta com a participação especial do percussionista Aaron Voros. <em><span style="color: #ff99cc;">A Vision</span></em> é o terceiro compêndio de originais desta banda de Seattle e chegou aos escaparates, como é hábito nos <span style="color: #ff99cc;">Seapony</span>, pela mão da insuspeita da <a href="http://www.hardlyart.com/seapony.html">Hardly Art Records</a>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xta1/v/t1.0-9/11168950_1149349475082094_9177625991409208348_n.jpg?oh=04bb6a17ca826c9c50d965ad2c8e5f1e&amp;oe=563DB17A" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de uma cidade onde a água é um dos elementos predominantes da paisagem, a sensação de expansão, grandiosidade e de vida que tal evidência provoca, como sabem todos aqueles que residem em locais banhados por este liquido, influencia certamente a música destes <span style="color: #ff99cc;">Seapony</span>. <span style="color: #ff99cc;"><em>A Vision</em></span>, o novo disco do grupo, é um verdadeiro oceano de <em>indie pop</em> melancólica, fabricada por um sintetizador <em>vintage</em>, linhas de guitarra com efeitos deslumbrantes, um baixo insinuante e uma percussão quase sempre acelerada e cheia de vigor.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A luminosidade dançante e aconchegante de <span style="color: #ff99cc;"><em>Saw The Light</em></span>, além de nos confortar com a cândura da voz de Weidl, mostra-nos todos aqueles tiques etéreos, nos quais os<span style="color: #ff99cc;"> Seapony</span> são mestres e depois, à boleia de temas como <span style="color: #ff99cc;"><em>Bad Dream</em></span>, assente numa guitarra nostálgica, ou das cordas acústicas de <em><span style="color: #ff99cc;">Everyday All Done</span></em>, <em><span style="color: #ff99cc;">New Circle</span></em> e, principalmente, <span style="color: #ff99cc;"><em>Go Nowhere</em></span>, planamos em redor de um <em>surf indie pop, lo fi </em>e, que desta vez olha com uma perspetiva mais cuidada para aquele ambiente acústico, impregnado de cândura e que lembra a melancolia do final do verão, como se esta estação quisesse prolongar-se pelo outono fora.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Os <span style="color: #ff99cc;">Seapony</span> vivem, acima de tudo, desta relação intima e sedutora entre a voz doce de Weidl e as cordas de Rowland, dois músicos que contrastam e complementam-se de modo intuitivo espontâneo, enquanto se debruçam sobre temas comuns como o amor, memórias, promessas quebradas, sonhos e anseios. Na verdade, a abordagem poética e contemplativa que este grupo tem da existência humana, dos dias e das noites, exala sempre um enorme romantismo, seja qual for o ponto de observação e o quadrante abordado, mostrando-nos o sabor doce e amargo da vida tal como a conhecemos, com a mesma intensidade e emoção, à boleia de melodias simples, mas fortemente aditivas. São composições eficazes no modo como nos fazem navegar num mar de sensações e enquanto as escutamos e elas escorrem pelos nossos ouvidos, quase se pode sentir o sal que delas palpita e que vai servir depois para temperar os nossos dias, confortados agora por estas canções com um cariz sonoro e instrumental melódico e que às <span style="line-height: 1.3;">vezes sendo um pouco </span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;">lo fi</em><span style="line-height: 1.3;"> e </span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;">shoegaze</em><span style="line-height: 1.3;">, dá-lhes aquele encanto </span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;">vintage</em><span style="line-height: 1.3;">, relaxante e atmosférico. Espero que aprecies a sugestão...</span></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><a style="color: #999999;" title="Seapony - A Vision" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/20306750929/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/348/20306750929_359329533e_o.jpg" alt="Seapony - A Vision" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Saw The Light</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Bad Dream</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Couldn’t Be</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Everyday All Alone</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. Hollow Moon</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Let Go</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. A Place We Can Go</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Go Nowhere</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. In Heaven</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. New Circle</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. A Vision</em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/203385507&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=664462427/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:719406 2015-08-17T22:21:00 Paper Beat Scissors - Go On 2015-08-17T21:50:06Z 2015-08-25T11:35:58Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Vocalista, compositor e instrumentista, <span class="credits bold">Tim Crabtree é o lider dos<span style="color: #cc99ff;"> Paper Beat Scissors</span>, um projeto que chega de Halifax, no Canadá e que lançou no passado dia catorze um novo registo de originais intitulado <span style="color: #cc99ff;"><em>Go On</em></span>. Esse álbum foi editado através da</span> <a style="color: #999999;" href="http://www.forwardmusicgroup.com/" target="_blank">Forward Music Group</a>/<a style="color: #999999;" href="http://ferryhouse.net/" target="_blank">Ferryhouse</a> e sucede ao disco de estreia, um homónimo lançado em 2012, que foi dissecado por cá.</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.forwardmusicgroup.com/wp-content/uploads/2015/08/banner2-e1439564628908.jpg" alt="banner2" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Logo em <em><span style="color: #cc99ff;">Enough</span></em>, o tema que abre o alinhamento de <em><span style="color: #cc99ff;">Go On</span></em>, percebe-se a enorme sensibilidade e o intenso sentido melódico deste extraordinário músico e compositor. Detentor de um registo vocal também ímpar e capaz de reproduzir variados timbres e diferentes níveis de intensidade, Crabtree tem um dom que certamente já terá nascido consigo e que se define pela capacidade de emocionar com canções que carregam quase sempre uma indisfarçável emoção e uma saudável dose de melancolia, onde não falta, como se percebe em <em><span style="color: #cc99ff;">Lawless</span></em>, uma dose de epicidade que faz todo o sentido quando o universo sonoro replicado procura replicar sentimentos fortes que exigem uma implacável e sedutora sensação de introspeção e melancolia mitológica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">As cordas e os sintetizadores, presentes neste disco com mais força, são os instrumentos que este músico canadiano utiliza para dar vida a poemas lindíssimos, através da inserção de diferentes texturas, orgânicas e sintéticas, muitas vezes em várias camadas de sons. <em><span style="color: #cc99ff;">When You Still</span></em> é exímio no modo como nos oferece esse mosaico, num fundo dominado por uma bateria sintetizada hipnótica, que segura uma miríade de <em>samples</em> e sons, alguns deles particularmente rugosos, mas que não colocam em causa a estética delicada do projeto, graças também ao tal registo vocal doce e profundo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Até ao final de <span style="color: #cc99ff;"><em>Go On</em></span>, se a <em>folk</em> etérea do tema homónimo é uma excelente rampa de lançamento para acedermos à dimensão superior onde os <span style="color: #cc99ff;">Paper Beat Scissors</span> nos sentam, já o piano de <em><span style="color: #cc99ff;">Enfazed</span></em> e a percurssão hipnótica e pulsante de <span style="color: #cc99ff;"><em>Wouldn't </em></span>fazem deste disco uma daquelas preciosidades que devemos guardar com carinho num cantinho especial do nosso coração.</span></p> <div id="posts" class="sharethis_overflow" style="text-align: justify;"> <div class="posttext"> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Com um pé na <em>folk</em> e outro na <em>pop</em> e com a mente também a convergir para um certo experimentalismo, típico de quem não acredita em qualquer regra na busca pela perfeição, Tim Crabtree entregou-se à introspeção, sentiu necessidade de desabafar connosco e refletiu sobre si e o mundo moderno, não poupando na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, tornando-nos cúmplices das suas angústias e incertezas. Quase pedindo-nos conselhos, o autor deste disco único inicita à dança e à melancolia com texturas eletrónicas polvilhadas com um charme incomum e que nos embala e paralisa, em quase quarenta minutos de suster verdadeiramente a respiração.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Num disco equilibrado, que vai da introspeção à psicadelia mais extrovertida, <span style="color: #cc99ff;"><em>Go On</em></span> prima pela constante sobreposição de texturas, sopros e composições contemplativas, que criaram uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades. É um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual e que tem também como trunfo maior uma escrita maravilhosa. Quando o disco chega ao fim ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra, da autoria de projeto que vive da<span class="credits bold"> visão poética em que</span> as tesouras representam a agressão e o papel algo suave e delicado mas, no caso destes <span style="color: #cc99ff;">Paper Beat Scissors</span>, a delicadeza e a candura vencem a agressividade e a rispidez, se as canções do grupo servirem de banda sonora durante o combate fraticida entre estes dois opostos. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f1.bcbits.com/img/a0477040317_10.jpg" alt="" /></span></p> </div> </div> <p style="text-align: center;"><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">1. Enough </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">2. Lawless </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">3. When You Still </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">4. Wouldn't </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">5. Enfazed </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">6. Onwards </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">7. Altona </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">8. A Reprieve </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">9. Bundled </span></em></span><br /><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Go On</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/124061831" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen" mozallowfullscreen="mozallowfullscreen" webkitallowfullscreen="webkitallowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F9hKPqiZWLOs%3Ffeature%3Doembed&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D9hKPqiZWLOs%26feature%3Dyoutu.be&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F9hKPqiZWLOs%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:736389 2015-08-17T22:03:00 Kitty Finer - No-One Needs To Know 2015-08-17T21:18:37Z 2015-08-17T21:18:37Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://lh3.googleusercontent.com/CVc3kYqfrSIqsyNUhsuUGx0rpIFh0BMZl1bdG6y8OyKB-GgOKwDBB13wT9garyyAHbsBr17I-mIi2NXU-cc_bfDyaGhI5sBlZP3PpXKrMBpcpfFnY0Na6SanIwZt1bo-SOi2moQ" alt="" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Filha de Jem Finer dos The Pogues e com quem já teve a banda The Good, The Bad And The Ugly, juntamente com uma irmã, Ella Finer, <span style="color: #ccffff;">Kitty Finer</span> está a apostar definitivamente na sua carreira a solo com o lançamento de <span style="color: #ccffff;"><em>No-One Needs To Know</em></span>, um <em>single</em> que a cantora escreveu e produziu juntamente com Noah Kelly e que se debruça sobre as atribulações e as dificuldades que as figuras públicas têm, nos idas de hoje, de passar despercebidas, já que basta serem identificadas para, à boleia das redes sociais, haver a possibilidade de nesse exato momento tornar-se massiva a informação do seu paradeiro e localização.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; color: #999999; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Baterista de formação, <span style="color: #ccffff;">Kitty Finer</span> aposta na <em>soul</em> de uma guitarra e na sua voz sedutora para propôr uma canção animada e bastante emotiva, que está disponível para <em>download</em> gratuito e que poderá antecipar um disco de estreia, já que a compositora encontra-se em estúdio a gravar. Confere... </span>   </p> <p> </p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/215142453&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="no" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:730291 2015-08-16T22:48:00 Albert Hammond Jr. - Momentary Masters 2015-08-16T21:48:36Z 2015-08-26T21:05:15Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Guitarrista e teclista dos The Strokes, <a style="color: #999999;" href="http://alberthammondjr.cultrecords.com/">Albert Hammond Jr.</a> está de regresso aos discos a solo com<span style="color: #99ccff;"> <em>Momentary Masters</em></span>, o terceiro tomo da sua dicografia oficial e que viu a luz do dia a trinta e um de julho por intermédio da <a style="color: #999999;" href="http://www.vagrant.com/">Vagrant Records</a>. <em><span style="color: #99ccff;">Momentary Masters</span></em> interrompe um hiato de sete anos, já que o último álbum do músico, <em>¿Cómo Te Llama?,</em> tinha sido lançado em 2008.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/blogs.dir/2/files/2013/10/Albert-Hammond-Jr-3-608x339.png" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Se a guitarra e o baixo de <em><span style="color: #99ccff;">Born Slippy</span></em>, o tema que abre o alinhamento deste disco, nos remete, no imediato e sem qualquer esforço e, já agora, preconceito, para a banda de Julian Casablancas, a verdade é que essa impressão inicial mantém-se ao longo do alinhamento, o que não admira já que falamos de um projeto essencial para o relato histórico do <em>indie rock</em> alternativo contemporâneo. Sendo assim, esta semelhança estilística deve ser, na minha opinião, realçada e até elogiada, porque se Casablancas é o grande compositor dos The Strokes, alguns dos melhores momentos melódicos da banda de Nova Iorque devem-se a Hammond.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">A poderosa eletrificação da guitarra em <em><span style="color: #99ccff;">Caught By My Shadow</span></em>, assim como as variações rítmicas da mesma, o efeito abrasivo que desliza por <span style="color: #99ccff;"><em>Touché</em></span> e, numa toada menos frenética e mais contemplativa, o modo como as cordas surgem e se escondem em <em><span style="color: #99ccff;">Coming to Getcha</span></em>, à medida que o teclado sintetizado que conduz a melodia comanda as operações, são alguns dos exemplos não só desta virtuosidade de Hammond, como esclarecem que o legado deixado pelo grupo a que pertence não se deve apenas ao vocalista, mas também, como já referimos, a este guitarrista bastante talentoso. Aliás o <em>groove</em> do baixo e o encadeamento com a guitarra em <em><span style="color: #99ccff;">Power Hungry</span></em>, ou o frenesim festivo e ruidoso de <em><span style="color: #99ccff;">Razors Edge</span></em> não enganam no modo como colocam a nú uma personalidade sonora com forte cariz identitário e que faz parte do nosso imaginário musical, caso tenhamos sido atentos observadores do cenário <em>punk</em> nova iorquino dos últimos quinze anos e provam o direito que Hammond tem de alimentar esta semelhança estilística entre o seu trabalho a solo e o grupo que ajudou a erigir, desde que continue a fazê-lo com a elevada bitola qualitativa que demonstra neste <em><span style="color: #99ccff;">Momentary Masters</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Mas este disco não impressiona apenas pela faceta instrumental deslumbrante. Ao terceiro disco Albert Hammond Jr. assume-se, sem rodeios, como um verdadeiro compositor, letrista e <em>entertainer</em>, mostrando além dos atributos instrumentais que sempre lhe grangearam justos elogios, uma desenvoltura ao microfone que não fica a dever nada aos melhores intérpretes atuais no género sonoro em que se insere. Mesmo quando em <em><span style="color: #99ccff;">Drunched In Crumbs</span></em>, coloca de lado o efeito em <em>reverb</em>, a habitual tonalidade grave e arrisca num registo mais elevado e sentimental, consegue mostrar o seu valor como transmissor eloquente e decidido do agregado sentimental que suporta a canção.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;">Disco recheado de vários surpresas, entre as quais uma <em>cover</em> de <em><span style="color: #99ccff;">Don't Think Twice</span></em>, um original de Bob Dylan e com uma sonoridade geral bastante animada e festiva, <em><span style="color: #99ccff;">Momentary Masters</span></em> irá agradar claramente aos saudosistas do <em>indie rock</em>, até porque traz de regresso um eximio guitarrista que é também uma das lebres de uma geração que redescobriu, à chegada do novo século, o velho fulgor anguloso e elétrico do <em>rock’n’roll</em>. Espero que aprecies a sugestão... </span></p> <p align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; color: #999999;"><img src="https://farm4.staticflickr.com/3811/20118474732_c5dd3d21c6_o.jpg" alt="Albert Hammond Jr. - Momentary Masters" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">01. Born Slippy</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">02. Power Hungry</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">03. Caught By My Shadow</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">04. Coming To Getcha</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">05. Losing Touch</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">06. Don’t Think Twice</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">07. Razor’s Edge</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">08. Touché</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">09. Drunched In Crumbs</span></em></span><br /><span style="color: #99ccff;"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">10. Side Boob</span></em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YSJvqciulr4" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:731504 2015-08-15T10:45:00 The Vera Violets – Six 2015-08-15T09:45:34Z 2015-08-18T13:41:52Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;">Jonathan Beadle, Neal McCamis e Bryan Thompson, são os <a style="color: #999999;" href="https://theveraviolets.bandcamp.com/album/six">The Vera Violets</a>, um trio norte americano oriundo de Tampa, na Florida e que coloca todas as fichas no <em>indie rock</em> psicadélico, onde não faltam típicos detalhes do <em>rock</em> de garagem, replicados no <em>fuzz</em> das guitarras e no charme da produção, em alguns momentos com um sedutor pendor <em>lo fi</em>. Conforme o título indica, <span style="color: #99ccff;"><em>Six</em></span>, um trabalho editado no passado dia sete, é o sexto álbum da carreira deste grupo, que se iniciou há já onze anos com <em>Faintly Acquainted</em>, o álbum de estreia dos <span style="color: #99ccff;">The Vera Violets</span>.</span></p> <p><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://4.bp.blogspot.com/-PT3rdgtchHQ/VckVhnxSemI/AAAAAAAAK8g/U7jEG8dU2HY/s1600/vv1.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;">Este trio norte americano invoca os espíritos passados que fundaram e cimentaram as bases estruturais do<em> indie rock</em>, com firmeza, amplitude e uma rugosidade saudável. Na distorção das guitarras, na bateria musculada e nos gritos rebeldes de <span style="color: #99ccff;"><em>Distorted View</em></span>, amaciados por uma delicadeza melódica impar e no andamento solarengo e sorridente de <em><span style="color: #99ccff;">Wherever It Goes</span></em>, estão impressos carateres sonoros sólidos que fazem destes <span style="color: #99ccff;">The Vera Violets</span> uma banda vanguardista e na linha da frente, mais um exemplo a seguir, na segunda década do século XXI, de projetos que conseguem colocar o <em>indie</em> <em>rock lo fi</em> e de cariz mais psicotrópico na ordem do dia, faznedo-o à sombra do melhor<em> garage rock</em> que surgiu nos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;">Além destes dois temas acima referidos, basta escutar-se com dedicação o frenesim intuitivo <em>lo fi</em> de <em><span style="color: #99ccff;">Rock Song</span></em>, os acordes sujos de <span style="color: #99ccff;"><em>Wild At Heart</em></span> e o efeito musculado da guitarra cheia de <em>groove</em> que conduz <span style="color: #99ccff;"><em>To Be In</em></span> para se perceber que este<span style="color: #99ccff;"><em> Six</em></span> é a banda sonora perfeita para uma festa feita de cor, movimento e muita letargia, onde não falta mesmo a atmosfera mais introspetiva de<span style="color: #99ccff;"><em> Somewhere Else</em></span>, uma forma muito luminosa e profunda de encerrar um disco feito de referências bem estabelecidas e com uma arquitetura musical que garante aos autores a impressão firme da sua sonoridade típica e ainda permite terem margem de manobra para futuras experimentações, apesar do cardápio sonoro que já possuem.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;">Depois de onze anos a impressionar a crítica, estes californianos mantêm, em<em><span style="color: #99ccff;"> Six</span></em>, a toada dos trabalhos antecessores e trazem o horizonte vasto de referências e as inspirações de sempre, mas trabalhadas de forma ainda mais abrangente e eficaz. Levam-nos novamente numa viagem que espelha fielmente o gosto que demonstram relativamente aos primórdios do <em>rock</em> e conseguem apresentar, em simultâneo, algo inovador e diferente, através de uma sonoridade muito fresca e luminosa, assente em guitarras <em>vintage</em>, sempre angulares, diversificadas ao nível dos efeitos e com um espírito shoegaze que se saúda e que <em><span style="color: #99ccff;">Octupus Dream</span></em>, por exemplo, ampara. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm4.staticflickr.com/3715/20098678749_a1b985a4cc_o.jpg" alt="The Vera Violets - Six" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>01. Distorted View</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>02. To Be In</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>03. Wild At Heart</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>04. Wherever It Goes</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>05. Octopus Dream</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>06. Perfect Day</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>07. Rock Song</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>08. Everything</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>09. Come On Come On</em></span><br /><span style="font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino; font-size: 12pt; color: #99ccff;"><em>10. Somewhere Else</em></span></p> <p><iframe src="http://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=4055683795/size=large/bgcol=333333/linkcol=0f91ff/tracklist=false/artwork=small/track=2362023881/transparent=true/" width="300" height="150" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:735282 2015-08-15T10:35:00 Hurts - Lights 2015-08-15T09:36:03Z 2015-08-15T09:36:03Z <p><a title="Hurts - Lights" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/20546765855/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm6.staticflickr.com/5829/20546765855_edc1e7921f_o.jpg" alt="Hurts - Lights" width="400" height="400" /></a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">A dupla britânica <a style="color: #999999;" href="http://www.informationhurts.com/pt/splash/">Hurts</a> regressa aos discos a seis de outubro com <em><span style="color: #33cccc;">Surrender</span></em>, o terceiro trabalho do projeto e que foi produzido por Stuart Price e Ariel Rechstaid. <em><span style="color: #33cccc;">Lights</span> </em>é o <em>single</em> mais recente divulgado do álbum, canção sedutora, com uma firme impressão da pop eletrónica dos anos oitenta, assente num refrão marcante, em guitarras plenas de <em>groove</em>, cordas dinâmicas e uma percussão onde não faltam efeitos de palmas. Monumento de sensualidade, este tema antecipa um disco que deverá ter sido pensado para dançar no escuro, de preferência com a pessoa amada. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8bfReEcV6CI" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:734343 2015-08-13T21:24:00 The Jungle Giants – Speakerzoid 2015-08-13T20:25:00Z 2015-08-18T13:39:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Oriundos de Brisbane e formados por Sam Hales, Cesira Aitken, <span class="text_exposed_show">Andrew Dooris e Keelan Bijker, </span>os <a style="color: #999999;" href="http://www.thejunglegiants.com/">The Jungle Giants</a> já têm finalmente nos escaparates o sucessor de <em>Learn To Exist</em>, o trabalho de estreia do projeto, editado há dois anos e que sucedeu a um ep homnónimo editado no ano anterior. <em><span style="color: #3366ff;">Speakerzoid</span></em> é o novo álbum deste quarteto australiano, um trabalho que viu a luz do dia a sete de agosto e que irá certamente catapultar o grupo para o merecido estrelato.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.anza.org.sg/resource/resmgr/Magazine_2015_05/JungleGiants.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">O curioso nome deste disco dá o mote para o seu início e a resposta à questão pertinente sobre o signficado do vocábulo está na música que contém, sendo os acordes iniciais de <em><span style="color: #3366ff;">Every Kind Of Way</span></em> a resposta dada pelos <span style="color: #3366ff;">The Jungle Giants</span> à questão. Com um registo vocal de Sam Hales eminentemente declamativo, um baixo encorpado e pleno de <em>groove</em>, algumas teclas insinuantes, uma guitarra impregnada com aquele <em>fuzz</em> psicadélico hoje tanto em voga e alguns efeitos futuristas, esta canção é uma ode festiva e inebriante que nos submerge num disco que vale todos os minutos gastos na sua audição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Na sequência, o <em>indie rock</em> rugoso mas festivo de <span style="color: #3366ff;"><em>Devil's Play</em></span> e o clima <em>folk</em> divertido de <em><span style="color: #3366ff;">Kooky Eyes</span> </em>e de <em><span style="color: #3366ff;">Mexico</span></em>, assim como a exuberância acústica de <span style="color: #3366ff;"><em>Creepy Cool</em></span> e o <em>blues</em> da guitarra de <em><span style="color: #3366ff;">Lemon Myrtle</span></em> acentuam ainda mais o cariz infeccioso e contemporâneo de um disco que parece um verdadeiro motim de acordes, arranjos e <em>samples</em> vocais, que de Beck a Tame Impala, abraça uma quantidade ilimitada de texturas onde sintetizadores e guitarras contagiantes estouram alegria e sedução, como se fossem um par de amantes em permanente troca lasciva de olhares e argumentos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em <em><span style="color: #3366ff;">Speakerzoid</span></em> nem faltam abordagens a um espetro mais <em>punk</em> e musculado, não só porque o baixo está sempre presente na conduão melodica das canções, mas também porque assume, em alguns casos, um protagonismo singular. <span style="color: #3366ff;"><em>It Gets Better</em></span>, uma canção futurista, repleta de <em>samples</em> curiosos e de efeitos e detalhes bastante criativos, ou <em><span style="color: #3366ff;">Not Bad</span></em>, não tendo, na essência, aquela toada sombria do<em> punk rock</em>, sobrevivem devido ao colchão grave em que se acomodam, tricotado por um baixo dinâmico e fascinante, que baliza e se entrelaça com as variações de ritmo da bateria com uma articulação e um charme incomuns.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Gravado durante o ano de 2014 e produzido por Magoo, <em><span style="color: #3366ff;">Speakerzoid</span></em> é, pois, um inventido e luxuriante compêndio de canções que entre o <em>indie rock</em>, o <em>hip hop</em> e a <em>pop</em> psicadélica, nos oferece uma sonoridade geral heterógenea e uma <em>groove </em>viajante com uma estética mais próxima de uma certa <em>pop</em> negra avançada, fazendo-o com uma vibração excitante, numa revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o <em>rock</em> clássico, proposto por alguns gigantes que se têm entregue ao flutuar sonoro da lisergia e de cuja listagem os<span style="color: #3366ff;"> The Jungle Giants</span> também querem fazer parte.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;">Em suma, cheio de espaço, com texturas e fôlegos diferentes e onde é transversal uma sensação de experimentação caseira, <span style="color: #3366ff;"><em>Speakerzoid</em></span> clarifica as novas coordenadas que se apoderaram do departamente de inspiração deste quarteto, sendo o resultado da ambição do mesmo em se rodear com uma aúrea resplandescente e inventiva e de mostrar uns <span style="color: #3366ff;">The Jungle Giants</span> cada vez mais heterogéneos e abrangentes. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://farm1.staticflickr.com/541/20208824620_f065bf7556_o.jpg" alt="The Jungle Giants - Speakerzoid" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>01. Every Kind Of Way</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>02. Devil’s Play</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>03. Kooky Eyes</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>04. Lemon Myrtle</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>05. What Do You Think</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>06. Mexico</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>07. Creepy Cool</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>08. Not Bad</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>09. It Gets Better</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>10. Together We Can Work Together</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>11. Tambourine</em></span><br /><span style="color: #3366ff; font-size: 12pt; font-family: &#39;book antiqua&#39;, palatino;"><em>12. Work It Out (Bonus Track)</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UFG8HafUsfM" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>