urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07 man on the moon music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta! stipe07 2017-03-29T11:57:18Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:852282 2017-03-29T12:52:00 Slowdive – Sugar For The Pill 2017-03-29T11:52:33Z 2017-03-29T11:53:48Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/3/2822/33661329926_220dce844f_o.jpg" alt="Slowdive - Sugar For The Pill" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Mestres e pioneiros do <em>shoegaze</em> e uma referência ímpar do <em>indie</em> rock alternativo de final do século passado, os britânicos <span style="color: #666699;">Slowdive</span> voltam vinte e dois anos depois de <em>Pygmalion</em> (1995) a dar sinais de vida com <em><span style="color: #666699;">Sugar For The Pill</span></em>, o primeiro avanço para um homónimo que irá ver a luz do dia a cinco de maio próximo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">O guitarrista e vocalista dos <span style="color: #666699;">Slowdive</span>, Neil Halstead, tinha já dito recentemente que a banda estava a trabalhar em novas canções, por isso esta era uma novidade já aguardada, mas que não deixa de causar um certo espanto e uma forte impressão, ampliada pelo cariz eminentemente rugoso e contemplativo de <span style="color: #666699;"><em>Sugar For The Pill</em></span>, uma lindíssima canção, já com direito a um vídeo inspirado no <em>artwork</em> do anunciado disco dos <span style="color: #666699;">Slowdive</span> que, por sua vez, é inspirado na animação <em>Heaven And Heart Magic</em>, datada de 1957 e da autoria de Harry Smith. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BxwAPBxc0lU" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:852041 2017-03-28T22:12:00 Mark Kozelek – Night Talks EP 2017-03-28T21:12:51Z 2017-03-29T11:57:18Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #99ccff;">Mark Kozelek</span>, o cérebro por trás do projeto Sun Kil Moon (referência a um boxeur coreano, morto aos vinte e três anos), é um verdadeiro <em>workaholic</em>, um artista que em duas décadas e meia de carreira já gravou mais de quarenta discos, se à banda atual juntarmos os seus trabalhos a solo e o papel fundamental que teve nos míticos Red House Painters. Este músico simplesmente não pára e entra em 2017 a explorar ao máximo algumas das melhores virtudes de <a style="color: #999999;" href="http://www.sunkilmoon.com/commonaslight/">Common as Light and Love Are Red Valleys of Blood</a><em>, </em>o seu último registo de originais. E fá-lo através de <em><span style="color: #99ccff;">Night Talks</span></em>, um novo ep de cinco canções.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2017/03/mark-kozelek-night-talks-ep-stream-leonard-cohen-cover.png?w=807" alt="Resultado de imagem para Mark Kozelek 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Este pequeno compêndio de canções conta no seu alinhamento com uma versão acústica de<em> I Love Portugal</em>, um dos pontos altos de <em><span style="color: #99ccff;">Common as Light and Love Are Red Valleys of Blood</span></em>, além de uma <em>cover</em> de <span style="color: #99ccff;"><em>Famous Blue Raincoat</em></span>, um original de Bob Dylan, outra de <em><span style="color: #99ccff;">Pretty Little Flowers</span></em>, de Kath Bloom, um original homónimo e um curioso inédito intitulado <em><span style="color: #99ccff;">Astronomy</span></em>, em que <span style="color: #99ccff;">Kozelek</span> disserta sobre Trump e os novos traumas de uma América cada vez mais confusa e dividida (<em>And as the adults talked about colonoscopies and stints and arteries and cholesterol medications, suddenly we looked around and we lost the children off to the rooms in their own little worlds doing whatever it is that children get into, while us old people talk about old boring people things like Trump banning flights into the United States, and we watch it on TV, series like Eugene Levy’s “Schitt’s Creek,” and my God, my dad snores pretty loud when he falls asleep</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Lançado através da Caldo Verde Records, etiqueta do próprio <span style="color: #99ccff;">Mark Kozelek</span>, <a style="color: #999999;" href="http://www.sunkilmoon.com/nighttalks">Night Talks</a> é um belíssimo tratado de <em>folk</em> acústica onde a simplicidade melódica coexiste com uma densidade sonora suave e canções como as já mencionadas <em><span style="color: #99ccff;">Astronomy</span></em> ou a versão acústica de <em><span style="color: #99ccff;">I Love Portugal</span></em>, são exemplos extraordinários de temas que transbordam uma majestosa e luminosa melancolia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Se os Red House Painters eram uma instituição da expressão <em>indie</em>, a solo <span style="color: #99ccff;">Mark Kozelek</span> afirma-se como um compositor com uma sonoridade ainda mais frágil e cândida e neste <em><span style="color: #99ccff;">Night Talks</span></em>, à semelhança do que tem feito nos últimos registos, é a guitarra com cordas de <em>nylon</em> usada com mestria, que logo no tema homónimo consegue enriquecer as harmonias sem complicar, criando um ambiente sonoro descontraído e algo minimal, mas extremamente rico. E à medida que a sua voz se estende pelas melodias desta e das outras canções, sem pressas ou amarras, solidão, melancolia e inadaptação aos cânones sociais estabelecidos desfilam por letras que versam sobre estes e outros temas comuns, algo que até nem é de estranhar já que é normal encontrar <span style="color: #99ccff;">Kozelek</span>, a antítese de uma estrela <em>rock</em>, numa loja da esquina, a fazer a sua vida rotineira, como um cidadão comum.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><span style="color: #99ccff;">Kozelek</span> tem como virtude maior o facto de compor valendo-se, acima de tudo, das suas próprias experiências. É curioso, intenso e impressivo o modo como escreve assumindo-se como cobaia dos seus próprios pensamentos, além de servir-se da família, dos amigos, das namoradas, de figuras políticas de relevo e ícones da cultura pop também como testemunhas e referências do seu cardápio, quer lírico quer sonoro, sempre com um resultado final avassalador e tremendamente reflexivo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/4/3951/33647079326_f011b23fea_o.jpg" alt="Mark Kozelek - Night Talks" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #99ccff;"><em>01. Night Talks</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #99ccff;"><em>02. I Love Portugal (Acoustic Version)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #99ccff;"><em>03. Astronomy</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #99ccff;"><em>04. Pretty Little Flowers (Feat. Kath Bloom)</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #99ccff;"><em>05. Famous Blue Raincoat</em></span></p> <p class="w100-responsive"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:2thAWneVlCdi4X4juwr67l" width="100%" height="380" frameborder="0"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:850598 2017-03-27T13:39:00 Feist - Pleasure 2017-03-27T12:40:05Z 2017-03-27T12:40:05Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/4/3898/33489160095_2d4711d737_o.jpg" alt="Feist - Pleasure" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Seis anos depois de Metals, o seu último registo de originais, a canadiana <span style="color: #333300;">Feist</span> regressa em 2017 aos discos com <span style="color: #333300;"><em>Pleasure</em></span>, um compêndio de onze canções gravado ao longo de três meses, entre Stinston Beach, Nova Iorque e Paris. <em><span style="color: #333300;">Pleasure</span></em> foi produzido pela própria autora, com a ajuda dos habituais colaboradores Renaud Letang e Mocky e chegará aos escaparates a vinte e oito de abril, à boleia da Interscope Records.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Descrito pela própria autora e compositora como um trabalho em que explorou até aos limites todas as emoções que foi sentindo nos anos mais recentes e onde sensações de solidão, vergonha, rejeição, perca e até falta de auto- estima foram presença assídua, <em><span style="color: #333300;">Pleasure</span></em> tem como single de apresentação o tema homónimo, uma canção que impressiona pela tonalidade rock, simultaneamente agreste e sedutora, confirmando que <em><span style="color: #333300;">Feist</span></em>, além de excelente compositora, é também uma das guitarristas mais versáteis da atualidade. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/h66Lvzlj1Uk" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:833299 2017-03-24T18:33:00 The Jesus And Mary Chain - Damage And Joy 2017-03-24T18:40:48Z 2017-03-24T18:40:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Banda icónica do <em>punk rock</em> alternativo de final do século passado, os escoceses <span style="color: #ff6600;">The Jesus And Mary Chain</span> acabam de lançar o seu primeiro registo de originais do século XXI. O sucessor de <em>Munki</em> (1998) chama-se <em><a style="color: #999999;" href="http://www.stereogum.com/1915190/the-jesus-and-mary-chain-announce-damage-and-joy-first-album-in-18-years/news/">Damage And Joy</a>, viu</em> a luz do dia hoje à boleia da ADA/Warner Music e concretiza o regresso às luzes da ribalta de um projeto essencial para o relato da hitória do <em>rock</em> das últimas décadas e que, à semelhança do que acontece no seio de tantas outras bandas, é feito de desavenças, nomeadamente entre os irmãos Jim e William, dois egos que sempre pareceram demasiado grandes para coabitarem pacificamente, mas cujos desencontros, nomeadamente os conceptuais e estilísticos, acabaram por ser a grande força motriz dos <span style="color: #ff6600;">The Jesus And Mary Chain</span>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.elenanorabioso.com/wp-content/uploads/2016/11/The-Jesus-and-Mary-Chain-730x480.jpg" alt="Resultado de imagem para the jesus and mary chain 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Em <em><span style="color: #ff6600;">Damage And Joy</span></em> desfilam catorze canções de forte índole nostálgica, como se o hiato temporal que separa este registo do antecessor quase não tivesse sucedido. E esta fidelidade aos cânones essenciais do <em>adn</em> da banda, se por um lado plasma a sua integridade e a opção válida por apostar numa forma estilística eminentemente vencedora, poderá ser vista pelos retratores como uma espécie de <em>mais do mesmo</em> ou, pior do que isso, uma ausência de coragem ou inabilidade para colocar nas canções alguns dos detalhes que definem o <em>rock</em> alternativo atual. Pessoalmente considero que os <em><span style="color: #ff6600;">The Jesus And Mary Chain</span></em> optaram corretamente por não enveredar numa arriscada inflexão sonora e, defeito meu talvez, ainda sou daqueles que apoia a pureza e a firme opção por uma identidade própria, independentemente da longevidade da banda. Assim, este é um trabalho feito com músicos já perto dos sessenta anos mas ainda longe de poderem estar acabados, ou seja, para mim <em>they are not a rock n'roll amputation</em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Ao longo do alinhamento de <em><span style="color: #ff6600;">Damage And Joy</span></em> encontramos excelentes canções, que merecem figurar na listagem futura dos melhores clássicos deste grupo escocês. Logo no <em>fuzz</em> da guitarra de <em><span style="color: #ff6600;">Amputation</span></em> é evidente o espírito jovial, mas também firme e arrebatador do grupo, em particular de Jim e depois nos efeitos que piscam o olho a territórios mais psicadélicos em <span style="color: #ff6600;"><em>War On Peace</em></span>, na percussão coesa e bastante ritmada de <em><span style="color: #ff6600;">Always Sad</span></em>, no ambiente mais sombrio, progressivo e sussurrante de<em><span style="color: #ff6600;"> Mood Rider</span></em>, nas exuberância das cordas que elevam aos píncaros<span style="color: #ff6600;"><em> Black And Blues</em></span>, um tema que conta com a participação especial vocal de Sky Ferreira, até aos efeitos siderais que enfeitam a toada mais <em>pop</em> de <span style="color: #ff6600;"><em>Get On Home</em></span>, desfila um <span class="text_exposed_show">esqueleto instrumental e lírico eminentemente melancólico, mas também realista e fortemente impressivo, fazendo com que neste último tema a frase <em>I've got a pistol in my pocket</em>, fique a ecoar dentro de nós com tal ênfase só possível de replicar por quem</span> reside num universo emotivo e, amiúde, fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada, como poderá atestar quem conhece minimamente o percurso atribulado destes irmãos Reid.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Banda consensual e única no panorama <em>indie punk</em> das últimas três décadas, os <span style="color: #ff6600;">The Jesus And Mary Chain</span> saíram-se bem neste regresso às luzes da ribalta, ancorados por um disco que além de comprovar o facto de estarem no apogeu da carreira e num grau de maturidade superior, acabam por atestar aquela ideia comum a vários projetos que procuram inteligentemente replicar ao longo da carreira zonas de conforto, porque tal sucede sempre com elevada bitola qualitativa. E a verdade é que com este <span style="color: #ff6600;"><em>Damage And Joy </em></span>os <span style="color: #ff6600;">The Jesus And Mary Chain</span> firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo. Com o grupo escocês a encerrar este alinhamento à boleia do manifesto <em><span style="color: #ff6600;">Can’t Stop The Rock</span>, </em>estou certo que com regressos destes acho que isso será impossível.Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/4/3799/33333166802_3e23bf1c14_o.jpg" alt="The Jesus And Mary Chain - Damage And Joy" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>01. Amputation</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>02. War On Peace</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>03. All Things Pass</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>04. Always Sad</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>05. Songs For A Secret</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>06. The Two Of Us</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>07. Los Feliz (Blues And Greens)</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>08. Mood Rider</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>09. Presidici (Et Chapaquiditch)</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>10. Get On Home</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>11. Facing Up To The Facts</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>12. Simian Split</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>13. Black And Blues</em></span><br /><span style="color: #ff6600; font-size: 14pt;"><em>14. Can’t Stop The Rock</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/qevLgqlKvIk" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:851379 2017-03-24T09:14:00 Gorillaz - Saturn Barz (feat Popcaan) 2017-03-24T09:40:45Z 2017-03-24T09:40:45Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Depois de há alguns dias atrás a página oficial do órgão <a style="color: #999999;" href="http://www.ppluk.com/">Phonographic Performance Limited</a>, entidade que no Reino Unido regista novas canções de artistas do país, ter criado enorme alarido ao informar que novos temas dos <span style="color: #ff0000;">Gorillaz</span> de 2-D, Murdoc, Noodle e Russel, estariam prestes a ver a luz do dia, eis que acaba de ser divulgado o título do novo álbum deste projeto liderado por Damon Albarn, assim como a sua data de lançamento e respetivo alinhamento de canções.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/wp-content/uploads/2017/03/Gorillaz-Humanz.jpg" alt="Resultado de imagem para gorillaz humanz" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Assim, <em><span style="color: #ff0000;">Humanz</span></em>, o próximo disco dos <span style="color: #ff0000;">Gorillaz</span>, produzido pelo próprio Damon Albarn e primeiro da banda desde <em>The Fall</em> (2011), irá ver a luz do dia a vinte e oito de abril e terá dezanove canções e seis interlúdios, que incluirão a participação especial de nomes tão relevantes como Mavis Staples, Carly Simon, Grace Jones, De La Soul, Jehnny Beth das Savages, Pusha T, Danny Brown, Vince Staples, Kelela e D.R.A.M., entre outros. <em><span style="color: #ff0000;">Humanz</span></em> foi gravado em cinco locais diferentes, nomeadamente Londres, Paris, Nova Iorque, Chicago e na Jamaica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Com o anúncio destes detalhes do novo disco dos <span style="color: #ff0000;">Gorillaz</span>, foi também dado a conhecer o vídeo integral, realizado por Jamie Hewlett, de <span style="color: #ff0000;"><em>Saturnz Barz</em></span>, o primeiro <em>single</em> retirado de <em><span style="color: #ff0000;">Humanz</span></em> e que conta com a participação especial vocal de Popcaan, assim como excertos de <em><span style="color: #ff0000;">Ascension</span></em>, <em><span style="color: #ff0000;">Andromeda</span> </em>e <span style="color: #ff0000;"><em>We Got The Power</em></span>, outras três canções do álbum, também já disponíveis para audição integral, abaixo.</span></p> <p class="sapomedia videos"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F5qJp6xlKEug%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D5qJp6xlKEug&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F5qJp6xlKEug%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>1. Ascension feat. Vince Staples</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>2. Strobelite feat. Peven Everett</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>3. Saturnz Barz feat. Popcaan</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>4. Momentz feat. De La Soul</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>5. Submission feat. Danny Brown &amp; Kelela</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>6. Charger feat. Grace Jones</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>7. Andromeda feat. D.R.A.M.</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>8. Busted and Blue</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>9. Carnival feat. Anthony Hamilton</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>10. Let Me Out feat. Mavis Staples &amp; Pusha T</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>11. Sex Murder Party feat. Jamie Principle &amp; Zebra Katz</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>12. She’s My Collar feat. Kali Uchis</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>13. Hallelujah Money feat. Benjamin Clementine</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>14. We Got The Power feat. Jehnny Beth</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>Bonus material on Deluxe:</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>15. The Apprentice feat. Rag’n’ Bone Man, Zebra Katz &amp; RAY BLK</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>16. Halfway To The Halfway House feat. Peven Everett</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>17. Out Of Body feat. Kilo Kish, Zebra Katz &amp; Imani Vonshà</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>18. Ticker Tape feat. Carly Simon &amp; Kali Uchis</em></span><br /><span style="font-size: 14pt; color: #ff0000;"><em>19. Circle Of Friendz feat. Brandon Markell Holmes</em></span></p> <p><span style="color: #999999;"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Auser%3Agorillaz_%3Aplaylist%3A0goATVQM7I86htzgzeNb7M" width="300" height="380" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></span></p> <p class="sapomedia videos"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:836573 2017-03-23T20:55:00 Temples - Volcano 2017-03-23T20:55:39Z 2017-03-23T20:55:39Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Naturais de Kettering, no Reino Unido, os <a style="color: #999999;" href="http://templestheband.com/">Temples</a> são uma banda de <em>rock</em> psicadélico formada por <em>James Edward Bagshaw</em><strong> </strong>(vocalista e guitarrista), <em>Thomas Edison Warsmley</em><strong> </strong>(baixista), <em>Sam Toms</em> (baterista) e<strong> </strong><em>Adam Smith</em><strong> </strong>(teclista e guitarrista) e que se estreou nos discos em 2014 com o excelente <em>Sun Structures, </em>um trabalho que viu a luz do dia através da Fat Possum. Agora, três anos depois e abrigados pela mesma etiqueta, os<span style="color: #008080;"> Temples</span> dão a conhecer ao mundo o seu sempre difícil segundo disco, um álbum intitulado <span style="color: #008080;"><em>Volcano</em></span> e que chegou aos escaparates no início deste mês de março.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.undertheradarmag.com/uploads/article_images/Temples_MG_3479_JamesLoveday_copy.jpg" alt="Imagem relacionada" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Em 2014, numa época em que vivia em plena orgia com o álbum homónimo de estreia dos TOY e cimentava a minha profunda relação de afecto com os The Horrors, não foi nada difícil para mim receber de braços abertos <em>Sun Structures</em>, o disco de estreia destes <span style="color: #008080;">Temples</span>, que logo me conquistaram pelo modo como me mostravam uma faceta mais luminosa e arejada de toda a <em>vibe</em> psicadélica em que navegava. E essa foi, desde logo, a firme impressão que eles me deixaram. Adorava e ainda hoje aprecio imenso o modo como as duas bandas acima citadas me mostram aquele lado mais contemplativo, misterioso e visceral do <em>rock</em> psicadélico e admiro a maneira como estes <span style="color: #008080;">Temples</span> conseguem mostrar-nos que há também algo de festivo e de certo modo mais descomprometido e descontraído neste subgénero do <em>indie rock</em>, eminentemente nostálgico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #008080;"><em>Volcano</em></span>, o segundo disco dos <span style="color: #008080;">Temples</span>, amplia ainda mais esta impressão, já que, mantendo a filosofia estética da estreia, contém uma produção mais cuidada e polida e uma maior insistência no sintetizador, como instrumento privilegiado de condução melódica das canções. Há uma aúrea <em>pop</em> mais acentuada na nova personalidade da banda e são vários os instantes em que fica plasmada com evidência nos nossos ouvidos tal intenção. A alegoria algo barroca e classicista das teclas que introduzem a pulsante<em><span style="color: #008080;"> (I Want To Be Your) Mirror</span></em>, o modo como um efeito sideral plana, amiúde, na secção rítmica que conduz <em><span style="color: #008080;">Strange Or Be Forgotten</span></em> e a tonalidade desconcertante e aguda da sintetização que introduz <span style="color: #008080;"><em>Open Air</em></span> são bons exemplos disso, três dos maiores catalizadores de efervescência ambiental e de criação do ambiente psicadélico que sustenta <em><span style="color: #008080;">Volcano</span></em>. Depois, o constante <em>fuzz</em> de fundo da guitarra ao longo do alinhamento, particularmente impressivo no<em> groove</em> de <span style="color: #008080;"><em>Roman God-like Man </em></span>e, sendo mais específico relativamente a esse instrumento, o modo como a mesma gravita em redor do baixo e dos arranjos sintetizados da já referida <em><span style="color: #008080;">Open Air</span></em> e a forma como o <em>riff</em> que constrói dá as mãos ao piano em <em><span style="color: #008080;">Mystery Of Pop</span></em>, explicita a capacidade que nos <span style="color: #008080;">Temples</span> as cordas têm de orientar canções onde a intimidade também se centra no baixo e na guitarra, geralmente com extremo charme e classe, muito à moda daquele estilo alinhado, que dá alma à essência da melhor tradição do<em> rock</em> britânico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Registo animado, festivo, imponente e contagiante, principalmente no modo como faz-nos, com grande eficácia, o convite para uma majestosa viagem no tempo, <em><span style="color: #008080;">Volcano</span></em> são pouco mais de quarenta minutos de pura lisergia sonora, que numa espécie de cruzamento entre Tame Impala, Pink Floyd e MGMT, nos oferecem um desfile de electricidade e de <em>fuzz</em>, rematado pela belíssima voz etérea de James, tendo tudo para se tornar num verdadeiro clássico<em> </em>que incorpora o melhor do <em>rock</em> psicadélico dos anos sessenta. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/778/33128347956_66f60b9643_o.jpg" alt="Temples - Volcano" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>01. Certainty</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>02. All Join In</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>03. (I Want To Be Your) Mirror</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>04. Oh The Saviour</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>05. Born Into The Sunset</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>06. How Would You Like To Go?</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>07. Open Air</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>08. In My Pocket</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>09. Celebration</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>10. Mystery Of Pop</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>11. Roman God-like Man</em></span><br /><span style="color: #008080; font-size: 14pt;"><em>12. Strange Or Be Forgotten</em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A4q6ftOlwMbRStNc18x0iuD" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:839851 2017-03-22T20:52:00 Real Estate - In Mind 2017-03-22T21:05:52Z 2017-03-22T21:05:52Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois do excelente Atlas, editado em 2014, os norte americanos <span style="color: #003366;">Real Estate</span> de Martin Courtney, Alex Bleeker, Jackson Pollis e Matthew Kallman, acabam de regressar aos discos com <span style="color: #003366;"><em>In Mind</em></span>, um trabalho que viu a luz do dia a dezassete de março através da Domino Records e que foi gravado em Los Angeles. São onze canções que tornam ainda mais impressa a personalidade e o som típico deste projeto oriundo de Rodgewood, nos arredores de Nova Jersey e que se assume cada vez mais como um dos mais interessantes e inovadores do cenário <em>indie</em> atual.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://i1.wp.com/www.onlike.net/wp-content/uploads/2017/01/realestateband.jpg?fit=1000%2C500" alt="Resultado de imagem para Real Estate band 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Compêndio de canções feitas com guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico, <span style="color: #003366;"><em>In Mind</em></span> contém ,como seria expectável, os traços identitários que têm construído o cardápio sonoro de um grupo que, disco após disco, olha cada vez mais e com maior atenção para o <em>rock</em> alternativo de final do século passado e, servindo-se de uma vincada vertente sintética, fá-lo quase sempre com um cariz algo urbano e sempre atual. Logo nos acordes iniciais da guitarra de Matthew que conduz a solarenga <span style="color: #003366;"><em>Darling</em></span>, mas também no baixo de Bleeker e na bateria de Jackson, fica patente todo este receituário inédito no panorama sonoro atual e depois, à medida que o alinhamento prossegue, conseguimos, com indubitável clareza, perceber os diferentes elementos sonoros que vão sendo adicionados e que esculpem as canções, com as guitarras, melodicamente sempre muito próximas da voz de Martin e alguns arranjos sintéticos a sobressairem, não porque ficam na primeira fila daquilo que se escuta, mas porque suportam aqueles simples detalhes que, muitas vezes com uma toada <em>lo fi</em>, fazem toda a diferença no cariz que uma canção toma e nas sensações que transmite.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Na verdade, mesmo que haja abordagens díspares a alguns territórios sonoros mais dispersos, nomeadamente a <em>country</em> em <span style="color: #003366;"><em>Diamond Eyes</em></span>, um piscar de olhos ao rock psicadélico em <em><span style="color: #003366;">Time</span></em>, ou ao mais clássico em <em><span style="color: #003366;">Two Arrows</span></em>, canções do calibre da já citada <span style="color: #003366;"><em>Darling</em></span> ou a agridoce e radiofónica <em><span style="color: #003366;">White Light</span></em> levam-nos, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa espécie de <em>indie-folk-surf-suburbano,</em> feito por mestres de um estilo sonoro carregado de um intenso bom gosto e que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação, algo que espalha um charme ainda maior pela peça em si que este disco representa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Escutar os <span style="color: #003366;">Real Estate</span> é um elixir revitalizador para o espírito, aconchega a alma e faz esquecer, nem que seja por breves instantes, aquelas atribulações que de algum modo nos afligem, tal é a afabilidade e suavidade desta espécie de nostalgia melodiosa e açucarada, impressa num disco extraordinariamente jovial, que seduz pela forma genuína e simples como retrata eventos e relacionamentos de um quotidiano rotineiro, um trabalho fantástico para ser escutado num dia de sol acolhedor. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.spin.com/files/2017/01/real-estate-in-mind-art-1485271185-640x640.jpg" alt="Resultado de imagem para Real Estate - In Mind" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Darling</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Serve the Song</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Stained Glass</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. After the Moon</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Two Arrows</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. White Light</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Holding Pattern</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Time</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Diamond Eyes</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Same Sun</span></em></span><br /><span style="color: #003366;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. Saturday</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A7IQn4jT1WciC5O9DZrxeKv" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:851155 2017-03-20T17:56:00 Spoon - Hot Thoughts 2017-03-20T16:57:13Z 2017-03-21T14:19:42Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Um dos trabalhos discográficos mais aguardados no início deste ano é, claramente, <span style="color: #ff0000;"><em>Hot Thoughts</em></span>, o nono álbum de originais dos <span style="color: #ff0000;">Spoon</span> de Britt Daniel, dez canções que marcam o regresso da banda deste coletivo a uma casa que bem conhece, a Matador Records, que em 1996 editou <em>Telephono</em>, o disco de estreia destes texanos. Produzido pela banda e por Dave Fridmann, <em><span style="color: #ff0000;">Hot Thoughts</span></em> tem também a curiosidade de ser o primeiro disco dos <span style="color: #ff0000;">Spoon</span> a não contar com Mick Harvey, que abandonou o projeto depois da digressão de suporte a <em>They Want My Soul</em> (2014), o antecessor deste <span style="color: #ff0000;"><em>Hot Thoughts</em></span>.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://s3.amazonaws.com/digitaltrends-uploads-prod/2017/03/SPOON__-_2017_PHOTO_2_BY_ZACKERY_MICHAEL.jpg" alt="Imagem relacionada" /></span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Há quem considere os <span style="color: #ff0000;">Spoon</span> como a banda <em>indie</em> mais relevante dos últimos vinte anos e se afirmações deste calibre apenas encontram razão de ser na liberdade que cada um tem de exprimir livremente a sua opinião, a verdade é que este <em><span style="color: #ff0000;">Hot Thoughts</span></em> é um trunfo de peso para os defensores dessa tese. E ao longo do alinhamento do registo são vários os instantes sonoros que deslumbram o ouvinte mais incauto; O efeito metálico da guitarra que conduz, com bravura, o tema homónimo que disserta sobre a extrema sensualidade de uma rapariga misteriosa, o <em>groove</em> libidinoso e festivo de <span style="color: #ff0000;"><em>Can I Sit Next To You</em></span>, o clima algo narcótico e desafiante de <em><span style="color: #ff0000;">Do I Have To Talk Into It</span></em>, canção que se sustenta num curioso diálogo sonoro entre dois dos grandes pilares instrumentais dos <span style="color: #ff0000;">Spoon</span>, o baterista Jim Eno e o teclista Alex Fischel e que também brilham em <em><span style="color: #ff0000;">First Caress</span></em>, composição que vagueia à tona de alguns dos demónios que afligem a mente de Britt Daniel (<em>Coconut milk, coconut water, You still like to tell me they’re the same, And who am I to say?</em>), os sinos e o saxofone de <em><span style="color: #ff0000;">Us</span></em> ou os arranjos exóticos que adornam <em><span style="color: #ff0000;">Pink Up</span></em>, tema sobre uma viagem de comboio com destino à cidade marroquina de Marraquexe, são, talvez, os melhores fragmentos sonoros de um registo cheio de vida e cor, ecléctico, abrangente e contundente no modo como agrega grandes canções de modo directo, orgânico e enérgico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Se a música é vista hoje em dia por Britt Daniel como uma experiência sensual e física e que apela diretamente às emoções, este é então o disco certo para qualquer um de nós poder sentir na pele tal permissa, de preferência comungando tal experiência com alguém predisposto a deixar-se levar com o mesmo grau de devoção por dez canções que representam um enorme salto qualitativo em frente na carreira dos <span style="color: #ff0000;">Spoon</span> e que acabam por colocar um enorme e excitante ponto de interrogação nos fãs e apreciadores da banda relativamente ao seu futuro sonoro. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.stereogum.com/uploads/2017/01/Spoon-Hot-Thoughts-1484665426.jpg" alt="Resultado de imagem para Spoon Hot Thoughts" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">01 Hot Thoughts</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">02 WhisperI’lllistentohearit</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">03 Do I Have to Talk You Into It</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">04 First Caress</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">05 Pink Up</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">06 Can I Sit Next to You</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">07 I Ain’t the One</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">08 Tear It Down</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">09 Shotgun</span></em></span><br /><span style="color: #ff0000;"><em><span style="font-size: 14pt;">10 Us</span></em></span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A25Z3GFmKx6ntosMpCSngnI" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:850317 2017-03-18T17:32:00 Cave Story - Trying Not To Try (vídeo) 2017-03-18T17:35:13Z 2017-03-18T17:35:13Z <p><span style="color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://imagens.publicocdn.com/imagens.aspx/950961?tp=UH&amp;db=IMAGENS" alt="Resultado de imagem para cave story caldas rainha 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;">Os <span style="color: #99cc00;">Cave Story</span> de Pedro Zina (baixo), Ricardo Mendes (bateria) e Gonçalo Formiga (guitarra e voz) andam atualmente em digressão pela Europa e acabam de apresentar um belo vídeo para <em><span style="color: #99cc00;">Trying Not To Try</span></em>, tema que é um dos grandes destaques de <em><span style="color: #99cc00;">West</span></em>, disco que esta banda das Caldas da Rainha lançou no ocaso do ano passado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;">Idealizado pelo próprio Gonçalo Formiga e realizado por João Pombeiro, o filme que ilustra <em><span style="color: #99cc00;">Trying Not To Try</span></em> continua a narrativa mais recente da banda, quer estética quer sonora, que aqui coabita com diferentes paisagens mais ou menos conhecidas enquanto nos mostra alguns dos seus melhores atributos sonoros, descritos dentro dos abrangentes limites definidos por um <em>post punk pop</em> experimental de elevado calibre. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FyT99FQ5M_5c%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DyT99FQ5M_5c&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FyT99FQ5M_5c%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:849971 2017-03-17T18:17:00 Kasabian – You’re In Love With A Psycho 2017-03-17T18:17:39Z 2017-03-17T18:17:39Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/776/32645070414_a3a574031c_o.jpg" alt="Kasabian - You&#39;re In Love With A Psycho" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os britânicos <span style="color: #ff99cc;">Kasabian</span> regressam aos discos a vinte e oito de abril próximo e à boleia da <a style="color: #999999;" href="https://www.recordbird.com/">Record Bird</a>, com <span style="color: #ff99cc;"><em>For Crying Out Loud</em></span>, trabalho que vai suceder a 48:13, um registo pesado, marcante, elétrico e explosivo, que a banda lançou em 2014 e que firmou de modo ainda mais explícito, as várias intersecções que este coletivo de Leicester vinha a estabelecer entre rock e eletrónica nos últimos trabalhos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #ff99cc;"><em>You're In Love With a Psycho</em></span> é o primeiro <em>single</em> divulgado de <em><span style="color: #ff99cc;">For Crying Out Loud</span></em>, uma canção composta em apenas quinze minutos por Serge Pizzorno, o guitarrista da banda, e que traz consigo todo o esplendor festivo dos <span style="color: #ff99cc;">Kasabian</span>, já que ao longo do tema sente-se a vibração a aumentar e diminuir de forma ritmada, como é apanágio no cardápio do grupo, que, neste caso, teve osx anos oitenta em declarado ponto de mira. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OPvzhVZnkjw" width="540" height="349" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:848956 2017-03-17T10:26:00 The Shins – Heartworms 2017-03-17T10:33:05Z 2017-03-17T10:42:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Editado no passado dia dez de março pela Columbia Records, <em><span style="color: #ffcc99;">Heartworms</span> </em>é o quinto e novo registo discográfico dos norte-americanos <span style="color: #ffcc99;">The Shins</span> de James Mercer, onze canções que servem-se de fortes referências ao nosso quotidiano para construir o panorama lírico de um alinhamento que pende não só para a <em>folk </em>e para a <em>indie pop </em>mais<em> </em>adocicada e acessível, mas também para alguns laivos de experimentalismo e psicadelia, abordagens possibilitadas por uma instrumentação sempre radiante e com o bónus de constatarmos que Mercer continua a alcançar elevados parâmetros e patamares de qualidade na sua intepretação vocal.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://bodyspace.net/imgs/noticias/shinos.jpg" alt="Resultado de imagem para the shins 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <span style="color: #ffcc99;">The Shins</span> são um caso peculiar e bastante interessante no universo musical <em>índie</em> porque apesar da longevidade ainda vão só no quinto registo da sua carreira. Para eles parece não haver regras ou imposições temporais e esta espécie de ligeireza e despreocupação, como se a banda fosse para os seus membros uma espécie de passatempo que está ali para quando lhes apetecer, mas que quando passa para primeiro plano é abordada com frenesim, acaba por se refletir, indubitavelmente, no conteúdo sonoro dos vários alinhamentos que vão apresentando aos seus ávidos fãs.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Certamente reflexo de mais uma salutar dose de mistura entre uma visão irónica do mundo atual e das experiências pessoais mais recentes de James Mercer, <em><span style="color: #ffcc99;">Heartworms</span></em> é, sonoramente, reflexo desta intrincada relação, ou seja, não contém uma única canção que possa ser encaixada facilmente num determinado perfil, mas sim um conjunto de temas que quer isoladamente quer no seu todo refletem toda a amálgama que inspira este coletivo norte-americano e que, salvo raras exceções, são sempre frenéticos, rápidos e incisivos e claros e diretos na mensagem que transmitem, mesmo que esteja subentendida numa qualquer espécie de piada ou jogo de palavras. Excepção e este perfil em <span style="color: #ffcc99;"><em>Heartworms</em></span>, observa-se na cândura de <span style="color: #ffcc99;"><em>Mildenhall</em></span> e na solenidade de <em><span style="color: #ffcc99;">The Fear</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Assim, se <span style="color: #ffcc99;"><em>Name For You</em></span>, o tema de abertura, é um desfile sónico de pop acessível e radiante e se existe uma <em>new wave</em> de forte intensidade e com um misto de nostalgia e contemporaneidade a balizar <span style="color: #ffcc99;">Painting A Hole</span>, já a forte cadência das cordas eletrificadas que conduzem <em><span style="color: #ffcc99;">Rubber Ballz</span></em> e a epicidade de <span style="color: #ffcc99;"><em>Dead Alive</em></span> servem para ampliar a paleta sonora disponível, como se a rede que capta os diferentes espetros sonoros do grupo desse uma volta de trezentos e sessenta graus sobre si própria. Analisando numa outra perspetiva, se há quem prefira um determinado psicoativo específico em determinados instantes da vida, para Mercer uma embriaguez sonora apanha-se com toda a pafernália que houver à disposição e que o arsenal instrumental presente possa proporcionar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Impregnado com letras de forte cariz irónico, que abordam, neste caso, uma atmosfera de ideias relacionadas com a terra e, consequentemente, uma abordagem impressionista à morte, parece-me, <span style="color: #ffcc99;"><em>Heartworms</em></span> tem um resultado final intrincado e buliçoso e que atesta esse ecletismo algo incomum e de forte cariz identitário dos <span style="color: #ffcc99;">The Shins</span>. Espero que aprecies a sugestão…</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/719/33191945811_6202aae4ec_o.jpg" alt="The Shins - Heartworms" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. Name For You</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Painting A Hole</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Cherry Hearts</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Fantasy Island</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Mildenhall</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. Rubber Ballz</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Half A Million</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Dead Alive</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Heartworms</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. So Now What</span></em></span><br /><span style="color: #ffcc99;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. The Fear</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VnQKb2lHGes" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> <p> </p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify%3Aalbum%3A51q9Mkz5BVwTRYsMlLASVZ" width="480" height="270" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:844562 2017-03-14T18:38:00 Vaarwell - Homebound 456 2017-03-14T19:13:25Z 2017-03-14T19:15:14Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Foi no passado dia dez de março que os <a class="profileLink" style="color: #999999;" href="https://www.facebook.com/vaarwell/">Vaarwell</a> de Margarida Falcão, Ricardo Correia e Luis Monteiro, editaram <span style="color: #666699;"><em>Homebound 456</em></span>, um lindíssimo trabalho, o longa duração de estreia de um projeto de <em>indie pop</em> nascido em Lisboa em finais de 2014 e que lançou, em Maio de 2015, <em>Love and Forgiveness</em>, o EP de estreia. É um alinhamento de doze canções gravadas por Joaquim Monte no Namouche Estúdio, misturadas e co-produzidas por Paulo Mouta Pereira e masterizadas por Miguel Pinheiro Marques (SDB Mastering). Para além dos Vaarwell, o disco conta ainda com a participação de Tomás Borralho (Anthony Left) e Diogo Teixeira de Abreu (Lotus Fever) nas baterias, Paulo Mouta Pereira (David Fonseca) no piano e Bernardo Afonso (Lotus Fever) nas teclas. O design foi da responsabilidade d​e​ Manuela Abreu Peixoto.</span></p> <p><span style="color: #999999;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://madeinportugalmusica.pt/wp-content/uploads/2015/09/Vaarwell-1265x700.jpg" alt="Imagem relacionada" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #666699;"><em>Homebound 456</em></span> é um porto de abrigo acolhedor, cheio de virtudes e tentações, uma lufada aconchegante que nos protege e embala, tenhamos nós a disposição e o desejo de nos deixarmos contagiar por um compêndio de beleza melódica, lírica e instrumental incomum. A voz da Margarida é, por si só, capaz de fazer parar o relógio ao mais empedernido coração e colocá-lo no rumo certo, mas os arranjos e os instrumentos que sustentam as canções permitem também um suave levitar, tal é o rol de emoções que transmitem e a intensidade das mesmas. Se em <span style="color: #666699;"><em>Floater</em></span> a distorção da guitarra calcorreia, sem receio, terrenos mais progressivos com forte sabor ao terreno e ao palpável, já nos metais que cirandam por <span style="color: #666699;"><em>American Dream</em></span> a emoção instala-se, com <span style="color: #666699;"><em>123</em></span> a recalcar toda a recatada introspeção, fortemente contemplativa, que <em><span style="color: #666699;">Homebound 456</span></em> proporciona. Neste tema, o modo como a guitarra explode, não coloca em causa esta agradável sensação de letargia, servindo até como modo de nos fazer perceber que o que ouvimos é real, existe e foi composto por uma banda bastante assertiva, criativa e inspirada no momento de criar música.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #666699;"><em>Homebound 456</em></span> acaba por ser um registo onde tudo se movimenta como uma massa de som em que o mínimo dá lugar ao todo, ou seja, os detalhes são parte fundamental da funcionalidade e da beleza da filosofia dos<span style="color: #666699;"> Vaarwell</span> e a maneira como exploram essa unidade e como selecionam as <em>nuances</em> sonoras que interligam as canções, contém um charme sedutor difícil de explicar. Aliás, se dúvidas ainda vão subsistindo, as variações ritmícas e o arsenal instrumental de <span style="color: #666699;"><em>Sheets</em></span>, o tema que encerra o alinhamento, esclarecem definitivamente o mais céptico. No fundo, a receita é uma mescla efusivamente minimal de alguns detalhes implícitos do clássico rock experimental e lisérgico, com alguns dos principais atributos da eletrónica e da<em> pop</em> atual, com todos estes acertos a encontrarem o seu apogeu no tom pueril e na sonoridade sintética de <span style="color: #666699;"><em>I Never Leave, I Never Go</em></span>, para mim a melhor música do disco, uma canção de amor que tem como atributo maior um eco que faz parecer que existem dois corações que flutuam no espaço e quando as mãos de ambos se soltam, sem que percebam, e verificam que estão longe demais e já é tarde demais, percebem que só remando para o mesmo lado é que poderão sobreviver a todos os precalços que o amor coloca sempre. O assunto da canção pode não ter nada a ver com esta ideia, mas foi a isso que ela me soube.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">No restante alinhamento de <span style="color: #666699;"><em>Homebound 456</em></span>, o incrível poema que abastece a nuvem emotiva em que paira <em><span style="color: #666699;">You</span> </em>e o incisivo espairecer que nos suscita a guitarra de <span style="color: #666699;"><em>Waiting Game</em></span>, por um lado e o estrondoso frenesim sensual plasmado na simplicidade do tema homónimo, por outro, insistem na já descrita indisfarçável filosofia de um álbum que consegue apontar novos faróis a um dos projetos mais distintos e criativos da <em>pop</em> nacional atual e que logo ao primeiro disco instiga, hipnotiza e emociona. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1668241347/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/artwork=small/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:842413 2017-03-13T19:12:00 Luis Severo - Luis Severo 2017-03-13T19:12:08Z 2017-03-13T19:12:08Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Apresentado pela Cuca Monga, <span style="color: #ccffff;"><em>Luis Severo</em></span> é o novo álbum de <span style="color: #ccffff;">Luís Severo</span>, um homónimo que sucede ao excelente trabalho <em>Cara d’Anjo</em>. Gravado e produzido em Alvalade com a ajuda de Diogo Rodrigues e de Manuel Palha e masterizado por Eduardo Vinhas no Golden Pony, <span style="color: #ccffff;"><em>Luis Severo</em></span> está disponível no bandcamp desde sexta-feira, dia dez de Março e conta com várias participações especiais de relevo, nomeadamente Teresa Castro, Bia Diniz e Primeira Dama nos coros, Tomás Wallenstein nos violinos, Violeta Azevedo nas flautas e Salvador Seabra na percussão. As fotografias do <em>artwork</em> do disco são da autoria de Francisco Aguiar e Raquel Rodrigues.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://f4.bcbits.com/img/0009746700_10.jpg" alt="" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Registo bastante tocante e emotivo, contendo uma salutar contemporaneidade lírica e instrumental, proporcionada por um dos nomes maiores da nova música nacional, <em><span style="color: #ccffff;">Luis Severo</span></em> confirma e potencia uma das certezas maiores do panorama musical luso, que foi em tempos apelidado de Messi do nacional-cançonetismo, por causa de Cara d'Anjo, um trabalho de estreia que plasmou todos os excelentes atributos artísticos deste ex-O Cão da Morte. Assim, em oito canções, muitas delas resultantes de melodias que o músico já guardava no seu âmago, aguardando materialização, há alguns anos, <em><span style="color: #ccffff;">Luis Severo</span></em> configura uma daquelas armadilhas em que todos nós gostaríamos de cair, caso apreciemos as sensações e o modo como certas canções comunicam connosco. A superior complacência romântica que transborda dos violinos de <span style="color: #ccffff;"><em>Amor E Verdade</em></span>, as reminiscências da melhor <em>pop</em> oitocentista que contemplamos na luminosidade de <span style="color: #ccffff;">A Escola</span>, o <em>swing</em> buliçoso das cordas de <span style="color: #ccffff;"><em>Planície (tudo igual)</em></span>, ou o frenesim charmoso da guitarra que conduz <em><span style="color: #ccffff;">Boa Companhia</span></em>, podem muuto bem servir de inspiração para os filmes que na nossa mente podemos produzir com estas canções, sendo este realismo impressivo talvez o atributo maior de um trabalho bastante colorido e diversificado, não só porque é sustentado num arsenal de instrumentos das mais inusitadas proveniências, mas também porque, numa outra perspetiva, pode também mostrar-se absolutamente minimal, incrivelmente simples e estupendamente crú, tal é o modo aberto e desafiante como nos convida a exercitarmos a tal apropriação acima referida.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">É curioso constatar o acerto temporal em que <span style="color: #ccffff;"><em>Luis Severo</em></span> chega aos escaparates, fazendo-o em pleno inverno tardio, dando-nos tempo para, vagarosamente, selecionarmos toda a trama, cenários e personagens, que depois desfilarão perante nós na próxima primavera, já que este é um alinhamento perfeito para saborear buliçosamente todos os odores, sensações, cores e <em>flirts</em> que a aproximação regular e anual do sol ao nosso hemisfério sempre suscita. E o verão está também logo ali, em <span style="color: #ccffff;"><em>O Olho de Lince</em></span>. Se ouvirem o tema, vão perceber porquê. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2907488982/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/artwork=small/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:848425 2017-03-13T09:18:00 Mark Lanegan Band – Beehive 2017-03-13T09:18:11Z 2017-03-13T09:18:11Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/4/3919/33303773145_897d3a5996_o.jpg" alt="Mark Lanegan Band - Beehive" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><a href="http://marklanegan.com/">Mark Lanegan</a> vai regressar aos discos a vinte e oito de abril com <span style="color: #666699;"><em>Gargoyle</em></span>, um disco que será editado pela <a style="color: #999999;" href="http://www.heavenlyrecordings.com/" target="_blank">Heavenly Recordings</a> e com um <em>naipe</em> de canções que estarão certamente atreladas à já habitual atmosfera melancólica e sombria que carateriza a obra de Mark Lanegan, um dos autores mais profícuos do universo<em> indie</em> atual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><span style="color: #666699;"><em>Beehive</em></span> é o primeiro <em>single</em> já conhecido de <span style="color: #666699;"><em>Gargoyle</em></span>, canção que comprova a forma incisiva como <span style="color: #666699;">Lanegan</span> consegue escrever sobre a tristeza, de forma quase sempre bela e profundamente comtemplativa, neste caso num grandioso tratado de <em>indie rock</em>, mas com o controle necessário para que seja perfeito o equilibrio entre esta abordagem sonora eloquente e a tal típica escuridão do universo <span style="color: #666699;"><em>Lanegan</em></span>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/286558551&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:845712 2017-03-10T21:13:00 Los Campesinos! – Sick Scenes 2017-03-10T21:13:29Z 2017-03-10T21:13:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Pouco mais de três anos depois de No Blues, os galeses <span style="color: #ff99cc;">Los Campesinos!</span> estão de regresso aos discos à boleia da Wichita Recordings com <em><span style="color: #ff99cc;">Sick Scenes</span></em>, onze canções gravadas por cá em pouco mais de um mês, na localidade de Fridão, nos arredores de Amarante e produzidas por John Goodmanson e Tom Campesinos!, o guitarrista da banda.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://d23sy9fe9womrt.cloudfront.net/8/30308_1_los-campesinos-unveil-new-track-and-release-2017-album-details_ban.jpg" alt="Resultado de imagem para los campesinos! 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Editado a vinte e quatro de fevereiro último, <em><span style="color: #ff99cc;">Sick Scenes</span></em> é o sexto registo de originais dos <em><span style="color: #ff99cc;">Los Campesinos!</span> </em>e serve para marcar os dez anos de carreira de um projeto que tinha entrado em pausa depois de No Blues, já que os membros dedicaram-se, com maior afinco, às suas profissões e carreiras fora da música. No entanto, com o aproximar da efeméride, a banda achou por bem marcá-la com um novo alinhamento de canções, onde ainda se vislumbra aquela irreverência e espontaneidade dos primeiros trabalhos do grupo, mas também uma já maior demonstração de maturidade, quer lírica quer instrumental.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Quando em <span style="color: #ff99cc;"><em>5 Flucloxaclin</em></span> o assunto é um antibiótico que alguém precisa de tomar porque o corpo já está demasiado fraco para aguentar tantas ressacas, ou quando no inebriante tema de abertura, <span style="color: #ff99cc;"><em>Renato Dall'ara (2008)</em></span>, é feita uma referência explícita ao desporto preferido de alguns membros da banda, à boleia do lindíssimo estádio de futebol da cidade italiana de Bolonha, ficam claros dois pólos opostos de disposição humorística, parecendo que o grupo chegou a uma encruzilhada, entre a juventude e a explosão dos primórdios e uma necessidade quase irracional de olharem para o lado mais sério da vida. Aliás, o modo profundo e sentido como abordam o amor em<span style="color: #ff99cc;"> <em>A Litany/Heart Swells</em></span> e o fim de uma relação amorosa na triste e pungente <span style="color: #ff99cc;"><em>I Broke Up In Amarante</em></span> para, pouco depois, no final épico de <span style="color: #ff99cc;"><em>For Whom The Belly Tolls</em></span>, nos fazerem dançar como se não houvesse amanhã ou qualquer tristeza que nos apoquente, são outros dos bons exemplos que em <em><span style="color: #ff99cc;">Sick Scenes</span></em> plasmam a transversalidade sonora de todo o historial de <span style="color: #ff99cc;">Los Campesinos!</span>, além da manutenção da capacidade deste coletivo de produzir composições puras e encantadoras e cuja sonoridade pode ir do épico ao melancólico, mas sempre com uma vincada e profunda delicadeza. Tal desiderato é quase sempre resultante de riffs rasgados de guitarras e de uma bateria inebriante, sempre na busca de melodias cada vez mais intrincadas e com arranjos próximos de uma límpida sobriedade pop, num resultado final harmonioso e que do habitual <em>indie rock</em>, à<em> pop</em>, faz deste o disco mais eclético do percurso do grupo. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><a style="color: #999999;" title="Los Campesinos! - Sick Scenes" href="https://www.flickr.com/photos/62605258@N02/32176288714/in/dateposted-public/"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/3/2937/32176288714_6a5391c463_o.jpg" alt="Los Campesinos! - Sick Scenes" width="400" height="400" /></a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>01. Renato Dall’Ara (2008)</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>02. Sad Suppers</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>03. I Broke Up In Amarante</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>04. A Slow, Slow Death</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>05. The Fall Of Home</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>06. 5 Flucloxacillin</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>07. Here’s To The Fourth Time!</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>08. For Whom The Belly Tolls</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>09. Got Stendhal’s</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>10. A Litany/Heart Swells</em></span><br /><span style="color: #ff99cc; font-size: 14pt;"><em>11. Hung Empty</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xozfkEPxDqk" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:848327 2017-03-09T18:50:00 Holy Holy – Paint 2017-03-09T18:50:21Z 2017-03-09T18:50:21Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A Austrália é o local de origem dos <a style="color: #999999;" href="http://www.holyholymusic.com/about/">Holy Holy</a>, uma dupla formada por Tim Carroll e o guitarrista e compositor Oscar Dawson, dois músicos oriundos de Brisbane e Melbourne, respetivamente e, em tempos, professores de inglês no sudoeste da Ásia. Ambos mudaram-se para a Europa em 2011, com Carroll a fixar-se em Estocolmo, na Suécia e Dawson em Berlim, na Alemanha. Depois, num reencontro de ambos na primeira cidade, resolveram fazer música juntos, tendo sido criadas aí as primeiras demos em conjunto, que foram, depois, aprimoradas na Austrália, dando origem a estes <span style="color: #ff0000;">Holy Holy</span>. Em 2015 o projeto, já com o baterista Ryan Strathie, estreou-se nos discos com o excelente <em>When The Storms Would Come</em>, que já tem finalmente sucessor. O sempre difícil segundo álbum dos <span style="color: #ff0000;">Holy Holy</span> chama-se <span style="color: #ff0000;"><em>Paint</em></span> e nele deambulam dez canções que foram compostas com a dupla quase sempre, durante o processo de incubação, salutarmente incómoda, já que quiseram ir contra o seu próprio instinto e vontade, que costumava divagar em redor de sonoridades eminentemente <em>folk</em>, com o resultado a constituir-se, no seu todo, como algo de mais arriscado, mas também preciso e minimal, do que o disco de estreia.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.theaureview.com/sites/default/files/holy%20holy_1.jpg" alt="Resultado de imagem para holy holy band" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Em <span style="color: #ff0000;"><em>Paint</em></span> os <span style="color: #ff0000;">Holy Holy</span> ampliam largamente o seu espetro sonoro, num disco onde alguns riscos foram tomados e nem sempre calculados, mas com o resultado final a ser bastante compensador. Acaba por haver uma espécie de osmose de vários detalhes típicos de sonoridades, que da eletrónica à já referida <em>folk</em>, passando pela <em>pop</em> mais radiofónica e o <em>rock</em> alternativo, dão ao disco e à banda este cariz eclético, tão bem plasmado, por exemplo, no <em>funk</em> do baixo e nas batidas de <span style="color: #ff0000;"><em>That Message</em></span>, nos sons sintetizados <em>vintage</em> que abastecem <span style="color: #ff0000;"><em>True Lovers</em></span>, na grandiosidade da guitarra que conduz <span style="color: #ff0000;"><em>Willow Tree</em></span> e na amplitude e luminosidade de <em><span style="color: #ff0000;">Gilded Age</span></em>. O resultado final acaba por ser uma vista panorâmica para diversas interseções que, curiosamente, não têm nada de caótico, já que percebe-se que a seleção dos arranjos e do arsenal instrumental obedeceu à procura de uma conssonância com a componente lírica, além de ter resultado de um arrojado processo de filtragem fina do que de melhor cada subgénero sonoro teria para oferecer aos dez temas. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com<em> artwork</em> da autoria de James Drinkwater, um artista expressionista natural de Newcastle, <span style="color: #ff0000;"><em>Paint</em></span> comprova o modo como estes <span style="color: #ff0000;">Holy Holy</span> são exímios em conseguir confundir-nos com um celebração indulgente e inspirada dos melhores sons do passado sem ousarem afastar-se do melhor clima <em>indie</em> do <em>roc</em>k atual, além de impressionarem pela alegria e pelo modo poético, corajoso, denso e sofisticado com que controem canções com uma beleza ímpar e até certo ponto onírica. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/608/32420345914_c893291ec3_o.jpg" alt="Holy Holy - Paint" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>01. That Message</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>02. Willow Tree</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>03. Elevator</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>04. Shadow</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>05. Gilded Age</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>06. Darwinism</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>07. True Lovers</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>08. Amateurs</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>09. December</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>10. Send My Regards</em></span></p> <p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/307820821&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&visual=true" width="90%" height="120" scrolling="no" frameborder="no" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:849199 2017-03-09T09:21:00 Fleet Foxes – Third Of May / Ōdaigahara 2017-03-09T10:40:30Z 2017-03-09T10:40:30Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/4/3824/32479624094_9d3ccc3b18_o.jpg" alt="Fleet Foxes - Third Of May - Ōdaigahara" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Seis anos depois de <em>Helplessness Blues</em>, o último registo de originais, os norte americanos <span style="color: #808000;">Fleet Foxes</span> regressam em 2017 aos discos com <span style="color: #808000;"><em>Crack-Up</em></span>, título inspirado num ensaio do aclamado escritor F. Scott Fitzgerald. Este novo trabalho da banda atualmente formada por Robin Pecknold, Skyler Skjelset, Casey Wescott, Christian Wargo e Morgan Henderson, irá ver a luz do dia a dezasseis de junho à boleia da Nonesuch Records e foi produzido por Robin e Skyler, membros do grupo, misturado por Phil Ek e masterizado por Greg Calbi.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">De <em><span style="color: #808000;">Crack-Up</span></em>, cuja capa do disco é uma lindíssima foto da autoria de  Hiroshi Hamaya, já há um <em>single</em> para apreciar. Chama-se <span style="color: #808000;"><em>Third of May / Ōdaigahara</em></span> e são quase nove minutos de música verdadeiramente inspiradores e tocantes, que antecipam calorosamente aquele que será, de certeza, um dos trabalhos discográficos de maior relevo do ano. Confere o tema, o <em>artwork</em> de <span style="color: #808000;"><em>Crack-Up</em></span> e o seu alinhamento...</span></p> <p> </p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6GqgNebPm50" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p><img class="alignnone wp-image-75389 size-full" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://www.agambiarra.com/wp-content/uploads/2017/03/fleet-foxes-crack-up.jpg" alt="fleet-foxes-crack-up" width="800" height="800" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">01. <em>I Am All That I Need / Arroyo Seco / Thumbprint Scar</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">02.<em> Cassius, –</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">03.<em> – Naiads, Cassadies</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">04. <em>Kept Woman</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">05. <em>Third of May / Ōdaigahara</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">06. <em>If You Need To, Keep Time on Me</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">07. <em>Mearcstapa</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">08. <em>On Another Ocean (January / June)</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">09. <em>Fool’s Errand</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">10. <em>I Should See Memphis</em></span><br /><span style="color: #808000; font-size: 14pt;">11. <em>Crack-Up</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:847699 2017-03-07T21:07:00 Alt-J (∆) – 3WW 2017-03-07T21:08:10Z 2017-03-07T21:08:10Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/3/2939/33108740142_3be027c3f2_o.jpg" alt="Alt-J (∆) - 3WW" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Gwil Sainsbury, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green conheceram-se na Universidade de Leeds em 2007. Gus estudava literatura inglesa e os outros três belas artes. No segundo ano de estudos, Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e de alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar várias canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. <a style="color: #999999;" href="http://altjband.com/">Alt-J (∆)</a> pronuncia-se <em>alt jay</em> e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla <em>alt</em> do teu teclado e clicas <em>J</em> em seguida, num computador Mac. O símbolo é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda que se estreou em junho de 2012 nos discos com<span id="wikiSecondPart"> <em>An Awesome Wave</em>, e que, pouco mais de dois anos depois e já sem o contributo de Gwil Sainsbury, confirmou a excelente estreia com <em>This Is All Yours</em>, u</span>m álbum que além de não renegar a identidade sonora distinta da banda, ainda a elevou para um novo patamar de novos cenários e experiências instrumentais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Agora, três anos depois desse excelente registo, os <span style="color: #339966;">Alt-J (∆)</span> vão regressar aos álbuns com <span style="color: #339966;"><em>Relaxer</em></span>, oito canções, das quais já se conhece a que abre o alinhamento. A canção chama-se <em><span style="color: #339966;">3WW</span> </em>e entre a <em>pop</em> ambiental contemporânea e o <em>art-rock</em> clássico, é uma epopeia onde em quase cinco minutos se acumula um amplo referencial de elementos típicos desses dois universos sonoros e que se vão entrelaçando entre si de forma particularmente romântica e até, diria eu, objetivamente sensual. Confere <span style="color: #339966;"><em>3WW</em></span> e o artwork de <span style="color: #339966;"><em>Relaxer</em></span>...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bDUUOt30TGA" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p><img src="http://www.altjband.com/assets/images/relaxer-album-artwork.jpg" alt="" /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:842140 2017-03-07T14:18:00 Luis Severo - A Escola 2017-03-07T14:30:30Z 2017-03-07T14:30:30Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://maquinadeescreverdotcom.files.wordpress.com/2015/11/luis-e1447061818104.jpg" alt="Resultado de imagem para luis severo escola" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Apresentado pela Cuca Monga, <span style="color: #ccffcc;"><em>A Escola</em></span> é a primeira amostra divulgada do novo álbum de Luís Severo, um homónimo que sucede ao excelente trabalho <em>Cara d’Anjo</em>. Gravado e produzido em Alvalade com a ajuda do Diogo Rodrigues e do Manuel Palha e masterizado pelo Eduardo Vinhas no Golden Pony. <em><span style="color: #ccffcc;">Luis Severo</span></em> estará disponível no bandcamp a partir de dia 10 de Março e será, de acordo com esta amostra divulgada, um registo bastante tocante e emotivo, contendo uma salutar contemporaneidade lírica e instrumental, proporcionada por um dos nomes maiores da nova música nacional. Confere...</span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2907488982/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:847431 2017-03-06T17:29:00 Portugal. The Man – Feel It Still 2017-03-06T17:29:54Z 2017-03-06T17:29:54Z <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/782/33073829062_478e9ec7a0_o.jpg" alt="Portugal. The Man - Feel It Still" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Os norte americanos <span style="color: #800000;">Portugal. The Man</span> de John Baldwin Gourley preparam-se para regressar aos discos em 2017 com <span style="color: #800000;"><em>Gloomin + Doomin</em></span>, um álbum que irá suceder ao aclamado <em>Evil Friends</em> (2013) e que conta com as colaborações de Mike D dos Beastie Boys, que também produz o registo e Mac Miller.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; color: #999999;">Naturais de Portland, no Oregon, os norte americanos <a style="color: #999999;" href="http://portugaltheman.tumblr.com/allthefeels">Portugal. The Man</a> vão, assim, para o oitavo registo de originais da carreira e pela amostra recentemente divulgada, o <em>single <span style="color: #800000;">Feel It Still</span></em>, o seu alinhamento comprovará, mais uma vez, porque são considerados unanimemente um nome relevante no universo alternativo, justificada por uma permanente toada experimental e ausência de linearidade instrumental nos seus sucessivos lançamentos. O <em>funk</em> do baixo e o clima psicadélico deste single, fazem-nos querer instantaneamente pegar nele e cantar e dançar juntamente com Gourley pela rua abaixo <em>Ooo, I’m a rebel just for kicks now, I’ve been feelin’ it since 1986 now</em>. Confere...</span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/CQSqhw6fglY" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:846772 2017-03-03T18:46:00 Clap Your Hands Say Yeah – The Tourist 2017-03-03T18:53:40Z 2017-03-03T18:53:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Gravado em apenas uma semana em Filadélfia e misturado por Dave Fridmann, <em><span style="color: #99ccff;">The Tourist</span></em> é o novo disco dos norte americanos <span style="color: #99ccff;">Clap Your Hands Say Yeah</span>. Lançado a vinte e quatro de fevereiro último, este é já o quinto da carreira de uma banda oriunda de Brooklyn, Nova Iorque, liderada pelo carismático por Alec Ounsworth e que há uma dúzia de anos causou enorme furor com um fabuloso homónimo junto de uma blogosfera atenta, que sempre os seguiu com devoção e na qual me incluo, até se tornarem, aos dias de hoje, num projeto de dimensão mundial.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/12/alec.jpeg?quality=80&amp;w=800" alt="Resultado de imagem para clap your hands say yeah 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Nesse arranque de carreira, os <span style="color: #99ccff;">Clap Your Hands Say Yeah</span> começaram numa toada mais experimental, depois procuraram ser dançáveis, no antecessor <em><span style="color: #99ccff;">Only Run</span></em> (2014) optaram por uma sonoridade mais melancólica e introspetiva e uma troca do entusiasmo inicial por paisagens mais experimentais e negras, que puderam não agradar aos seguidores mais puristas da banda e agora, voltaram a olhar de novo, mas com um olhar ainda mais anguloso, para sonoridades mais ecléticas, tal como no início e com os anos oitenta em ponto de mira.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Logo na exuberância das cordas de <em><span style="color: #99ccff;">The Pilot</span></em> é intenso o travo a <em>Talking Heads</em> e depois, à medida que o baixo e a melodia sintetizada se vão apoderando da canção, percebe-se essa reaproximação ao <em>vintage</em> de outrora. A própria postura vocal em <span style="color: #99ccff;"><em>Fireproof</em></span>, a recordar alguns dos melhores instantes da carreira de David Byrne e o modo como uma guitarra insinuante se vai entrecortando com a bateria, à medida que a canção progride, ampliam esta impressão, num disco com momentos intensos, mas onde também não falta algum daquele negrume<em> punk</em> que tipifica os <span style="color: #99ccff;">Clap Your Hands Say Yeah</span>. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Esta espécie de metamorfose e ambivalência entre territórios mais luminosos e outros mais introspetivos, encontra justificação no baixo pulsante de <em><span style="color: #99ccff;">Better Off</span></em> e, em oposição, nas acusticidade enternecedora de <em><span style="color: #99ccff;">Loose Ends</span></em>, um dos temas mais belos da carreira deste projeto e no experimentalismo <em>folk</em> que abastece <em><span style="color: #99ccff;">Visiting Hours</span></em>. Depois, o andamento algo cru e efusiante de <span style="color: #99ccff;"><em>The Vanity Of Trying</em></span>, canção onde a percussão hipnotiza e gela os nossos ouvidos e o mesmo clima festivo que se escuta em <span style="color: #99ccff;"><em>Ambulance  Chaser</em></span>, canção conduzida por um sintetizador, que procura, teimosamente, assumir-se como um foco divergente das guitarras, apesar de nos remeterem de imediato para a herança do <em>post punk</em> dos anos oitenta, conseguem, de algum modo, conferir um cariz um pouco mais expansivo e aberto ao clima geral do disco.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Muitas vezes, em momentos de perca e de aparente infortúnio, a procura de novos ares e de uma identidade diferente pode ser uma solução conveniente ou ideal, dependendo dos resultados que acontecem com a ação dessa tomada de decisão. Teria sido mais simples para Alec seguir o habitual rumo de busca de novos conceitos e sonoridades, mas esta decisão de voltar a olhar um pouco para os primórdios da carreira da banda mantém acesa a chama dos mais puristas, num disco que atesta que os <span style="color: #99ccff;">Clap Your Hands Say Yeah</span> continuam a  merecer o seu lugar de relevo, diferencial e distinto no cenário musical alternativo. No futuro irão reencontrar este novo apelo como fizeram na estreia e, no entanto, nunca se sabe se acontece outra metamorfosoe. Na mente de Alec tudo parece possível. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/3/2123/32671781770_d9f7e24ed5_o.jpg" alt="Clap Your Hands Say Yeah - The Tourist" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>01. The Pilot</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>02. A Chance To Cure</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>03. Down (Is Where I Want To Be)</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>04. Unfolding Above Celibate Moon (Los Angeles Nursery Rhyme)</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>05. Better Off</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>06. Fireproof</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>07. The Vanity Of Trying</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>08. Loose Ends</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>09. Ambulance Chaser</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>10. Visiting Hours</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dBH-kv5h5Es" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:847118 2017-03-02T09:42:00 Coldplay - Hypnotised 2017-03-02T10:02:09Z 2017-03-02T10:02:09Z <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://static.foot01.com/img/images/650x600/2016/Oct/03/ol-coldplay-au-parc-ol-c-est-le-niveau-mondial-dd1792ab22eb8340eaadfcf54dd0c091,157006.jpg" alt="Imagem relacionada" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">No dia em que o britânico Chris Martin, nascido em Exeter, no Devon, a dois de março de mil novecentos e setenta e sete, celebra os seus quarenta anos, os <span style="color: #99ccff;">Coldplay</span> resolveram presentear os seus fãs com uma excelente notícia. Será em junho próximo que irá ver a luz do dia <em><span style="color: #99ccff;">Kaleidoscope</span></em>, um EP com cinco canções, das quais já se conhece <em><span style="color: #99ccff;">Hypnotised</span></em>, o tema que encerra o seu alinhamento.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><em><span style="color: #99ccff;">Hypnotised</span></em> é um excelente aperitivo para o que aí vem, uma canção que na linha dfas últimas propostas sonoras dos <span style="color: #99ccff;">Coldplay</span>, nomeadamente o conteúdo de <em>A Head Full Of Dreams</em>, o sétimo disco da carreira do grupo, contém a intenção firme de criar peças sonoras luminosas e festivas, mas também melodicamente amplas e épicas, que façam refletir mas também celebrem o otimismo e a alegria. Confere o alinhamento de <em><span style="color: #99ccff;">Kaleidoscope</span></em> e o seu primeiro <em>single</em>...</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">1. All I Can Think About Is You</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">2. Something Just Like This</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">3. Miracles 2</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">4. A L I E N S</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">5. Hypnotised </span></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FWXmTEyq5nXc%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DWXmTEyq5nXc&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FWXmTEyq5nXc%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:846980 2017-03-01T15:56:00 Meursault - I Will Kill Again 2017-03-01T15:57:17Z 2017-03-01T15:57:17Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Abrigados pela insuspeita e espetacular <a style="color: #999999;" href="https://songbytoadrecords.bandcamp.com/album/i-will-kill-again">Song By Toad, Records</a> de Matthew Young, os <span style="color: #99ccff;">Meursault</span> de Neil Pennycook estão de regresso aos discos, quase cinco anos depois do antecessor, com <em><span style="color: #99ccff;">I Will Kill Again</span></em>, dez canções que refletem de modo preciso o título do trabalho, já que se debruçam naquela ideia de que todos nós temos um lado mais obscuro e que muitas vezes, nos nossos momentos de maior dilema, acabamos por criar duas personagens distintas no nosso <em>eu</em>, com cada uma a puxar-nos para o lado que mais lhe interessa Para tornar ainda mais realísticas estas canções, Neil criou para elas duas personagens, um escritor chamado William e uma fantasma, a Sarah.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.wow247.co.uk/wp-content/uploads/2014/08/meursault.jpg" alt="Resultado de imagem para Meursault neil" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Os <span style="color: #99ccff;">Meursault</span> estiveram em suspenso durante um determinado período de tempo, em 2014, porque Neil sentiu algumas dificuldades em responder positivamente aos anseios e às exigências cada vez maiores quer de fãs quer da própria crítica, em relação à música da banda. No entanto, estas canções já vinham a ser incubadas há quatro anos e em boa hora foram gravadas já que, como facilmente perceberão, permitem-nos usufruir de lindíssimos instantes sonoros, quer instrumentais quer poéticos, conduzidos quase sempre por pianos e cordas, numa toada geral bastante charmosa e com uma curiosa contemporaneidade. É uma espécie de simbiose entre uma <em>folk</em> introspetiva, com a <em>indie pop</em> e a música de câmara e sonoridades mais clássicas, como se percebe logo no delicioso instante acústico <em><span style="color: #99ccff;">Ellis Be Damned</span></em> e na toada mais <em>jazzística</em> e algo boémia de <span style="color: #99ccff;"><em>Belle Amie</em></span>, mas também na luminosidade dos efeitos que brotam da guitarra de <em><span style="color: #99ccff;">The Mill</span></em> e no abraço que as cordas da viola e as teclas do piano dão na toada pastoral de <em><span style="color: #99ccff;">Ode To Gremlin</span></em> e na turbulência algo sombria e engimática, mas contundente de<em><span style="color: #99ccff;"> Klopfgeist</span></em>.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><em><span style="color: #99ccff;">I Will Kill Again</span></em> é um refúgio bucólico pensado para nos fazer amainar um pouco em instantes de dúvida e de tempestade. Pode ajudar-nos a clarificar a a assentar ideias e a refletir sobre as melhores saídas para algumas decisões, até porque não hesita em mostrar-nos as duas faces da mesma moeda que personifica a construção da nossa identidade enquanto ser pensante, mas também emotivo. Para que tal suceda de modo fluído e espontâneo, existe uma tranquilidade acústica ao longo do álbum e os temas são guiados por uma profunda gentileza sonora, que acaba por funcionar como uma espécie de recomendação subtil, que fica a ressoar dentro de nós muito depois da canção terminar. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/3/2076/33105168686_fa727c052c_o.jpg" alt="Meursault - I Will Kill Again" width="400" height="400" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>01. …</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>02. Ellis Be Damned</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>03. The Mill</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>04. Ode To Gremlin</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>05. Klopfgeist</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>06. Oh, Sarah</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>07. Belle Amie</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>08. Gone, Etc…</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>09. I Will Kill Again</em></span><br /><span style="color: #99ccff; font-size: 14pt;"><em>10. A Walk In The Park</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_ZWe_2xo_Bs" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=3144096298/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=de270f/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="480" height="270" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"></iframe></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:846489 2017-02-27T11:50:00 The Feelies – In Between 2017-02-27T12:37:23Z 2017-03-01T12:16:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Há já quatro décadas a ditar regras e a tornarem-se influência primordial no cenário do <em>indie rock</em> norte americano, os <span style="color: #3366ff;">The Feelies</span> estão de regresso aos discos com <span style="color: #3366ff;"><em>In Between</em></span>, onze canções abrigadas pela insuspeita <a style="color: #999999;" href="http://www.bar-none.com/store/the-feelies-in-between">Bar None Records</a> e que além de não envergonharem toda a herança deste grupo de Nova Jersey, acrescentam ainda ao seu cardápio alguns instantes sonoros que merecem figurar num plano de elevado destaque no momento de referir algumas das melhores canções que atualmente suportam o espetro sonoro em que os <span style="color: #3366ff;">The Feelies</span> navegam e que nomes como os Wilco, The New Pornographers, Yo La Tengo ou Stereolab, entre outros, têm sabido respeitar e elogiar.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.brooklynvegan.com/files/2017/01/the_feelies_album_in_between.jpg?w=630&amp;h=325&amp;zc=1&amp;s=0&amp;a=t&amp;q=89" alt="Resultado de imagem para The Feelies 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Com momentos discográficos tão relevantes como <em><span style="color: #3366ff;">Crazy Rhythms</span> </em>(1980), o soberbo disco <em><span style="color: #3366ff;">Only Life</span></em> (1988), ou o antecessor <span style="color: #3366ff;"><em>Here Before</em></span> (2011), os <span style="color: #3366ff;">The Feelies</span> não se podem dar ao luxo de se exporem sonoramente sem que tal não signifique que existirá uma elevada bitola qualitativa por trás das suas novas canções. E este <em><span style="color: #3366ff;">In Between</span></em> é uma segura e confiante adição à lista dos melhores álbuns de um grupo que com a herança de nomes tão díspares como os The Velvet Underground ou os The Kinks, por trás da sua filosofia sonora, tem-se abrigado à sombra de uma fórmula de composição muito específica e que faz da luminosidade <em>lo fi</em> das cordas e da criação de melodias aditivas a sua maior premissa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Logo no tema homónimo deste <em><span style="color: #3366ff;">In Between</span></em> conseguimos imaginar um enorme e amplo prado verdejante num dia de sol ameno e no dedilhar pulsante da guitarra de <em><span style="color: #3366ff;">Turn Back Time</span></em> percebe-se essa incessante busca de texturas em que sobressaia uma curiosa leveza rugosa que nos incite a viajar por aqueles recantos mais amplos de uma América também profundamente selvagem e mística. Essa demanda mais real que nunca também em <em><span style="color: #3366ff;">Stay The Course</span></em>, tema que tem como curiosidade maior o facto de a bateria se chegar à frente na condução e também na eletrificação da guitarra de <em><span style="color: #3366ff;">Flag Days</span></em>, que nos oferece o que de melhor ainda tem o vigor e a autenticidade de um povo hoje mais dividido que nunca, mas que encontra a sua génese numa vasta miscelânea de culturas e raízes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">A música dos <span style="color: #3366ff;">The Feelies</span> sempre teve essa capacidade de plasmar autênticos quadros impressionistas de uma América cheia de contrastes e o forte odor à herança de um Lou Reed em <em><span style="color: #3366ff;">Been Replaced</span></em> ou, em oposição, a vibe psicadélica assertiva de <em><span style="color: #3366ff;">Pass The Time</span></em>, assim como a sensibilidade emotiva das cordas e dos metais que vagueiam por <em><span style="color: #3366ff;">Time Will Tell</span></em>, tornam bem sucedido esse desejo que o grupo certamente conjura de levar os seus ouvintes a viajarem através das suas canções, intensas, poéticas e cheias de alma, até aos mais diversos cenários naturais e espirituais que lhes servem de inspiração e que, ainda mais do que isso, ajudaram a moldar aquelas que são as suas vidas atuais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Aos quarenta anos de idade, os <span style="color: #3366ff;">The Feelies</span> deslumbram intensamente pelo à vontade com que, nas várias inflexões e variações, quer de sons quer de arranjos, que colocam nas suas músicas, ainda navegam em segurança e vigor nos meandros intrincados e sinuosos de um<em> indie rock</em> que entre uma toada mais <em>grunge</em>, progressiva e psicadélica e uma <span style="line-height: 1.3;">leveza pop mais intimista, nunca deixam de exalar um sedutor entusiasmo lírico, uma atmosfera amável mesmo no meio de algum </span><em style="line-height: 1.3; font-size: 12pt;">fuzz</em><span style="line-height: 1.3;"> constante e um clima geral luminoso, enérgico e até algo frenético, nu</span><span style="line-height: 1.3;">m disco que flui bem, não só porque tem um conjunto de belíssimas canções, que nos oferecem camadas sofisticadas de arranjos criativos e bonitos, mas também porque é um álbum que reforça o traço de honestidade de uma banda cada vez mais protagonista no universo sonoro em que se move. Espero que aprecies a sugestão...</span></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/279/32208367874_ca975250a3_o.jpg" alt="The Feelies - In Between" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">01. In Between</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">02. Turn Back Time</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">03. Stay The Course</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">04. Flag Days</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">05. Pass The Time</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">06. When To Go</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">07. Been Replaced</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">08. Gone, Gone, Gone</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">09. Time Will Tell</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">10. Make It Clear</span></em></span><br /><span style="color: #3366ff;"><em><span style="font-size: 14pt;">11. In Between (Reprise)</span></em></span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0prgP6watdo" width="540" height="120" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:stipe07:841646 2017-02-24T17:32:00 Jens Lekman - Life Will See You Now 2017-02-24T18:12:29Z 2017-02-24T18:12:29Z <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Depois de em 2015 o músico e compositor sueco <span style="color: #ff0000;">Jens Lekman</span> ter voltado às luzes da ribalta com um assumido compromisso de todas as semanas compor e gravar um novo tema, através do seu projeto <a style="color: #999999;" href="http://www.jenslekman.com/records/smalltalk.htm">Smalltalk</a>, do quel resultou o EP <em>Ghostwriting</em>, uma espécie de complemento dessa hercúlea tarefa onde o autor e a banda que o tem acompanhado transformaram as suas histórias pessoais em canções, assentes numa <em>folk</em> acústica intensa, próxima  e subtilmente encantadora, agora, no dealbar de 2017, este artista que desde 2000 tem revelado o seu charme melancólico e romântico com inegável bom gosto, está de regresso ao formato longa duração, com <em><span style="color: #ff0000;">Life Will See You Now</span></em>, o quarto álbum da sua carreira, editado a dezassete de fevereiro através da Secretly Canadian.</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://consequenceofsound.files.wordpress.com/2016/11/screen-shot-2016-11-10-at-10-35-53-am.png?w=800" alt="Resultado de imagem para jens lekman 2017" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Hábil poeta e permanentemente focado e apaixonado pelo processo de escrita e composição, <a style="color: #999999;" href="http://secretlycanadian.com/artist.php?name=lekmanjens">Jens Lekman</a> é exímio a entender os mais variados sentimentos e confissões humanas e fá-lo de forma peculiar, convertendo simples sensações em algo grandioso, épico e ainda assim delicadamente confessional. Neste trabalho, o modo como a sua voz e o piano se apresentam logo na abertura do tema homónimo, causando espanto, faz-nos também entender, com clareza, aquilo que nos espera, em dez canções onde o autor se particularmente intimista e reflexivo, sobrepondo as palavras dos seus poemas com uma evidente exaltação instrumental, necessária e preciosa para a materialização da clara honestidade poética e melódica que sempre o guiou. E essa permissa transforma-se, neste artista, num mecanismo eficaz de diálogo direto com quem se predispõe a ouvi-lo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Na verdade, <span style="color: #ff0000;">Lekman</span> é único e universal a traduzir com simplicidade musical tudo aquilo que gostaríamos de expressar em momentos de maior dor e melancolia, mas também de euforia e exaltação. <em><span style="color: #ff0000;"> What’s That Perfume That You Wear?</span></em>, tema que inclui um <em>sample</em> do tema <a style="color: #999999;" href="https://youtu.be/3y4cc8lzPBI" target="_blank">The Path</a> de Ralph MacDonald, que data do ano 1978 e que é uma das músicas favoritas do sueco, é um notável exemplo do modo como <span style="color: #ff0000;">Lekman</span> retrata o tenebroso final de uma relação amorosa, mas de modo a fazer desse evento uma espécie de desabrochar e a possibilidade de um novo recomeço. E essa capacidade que <span style="color: #ff0000;">Lekman</span> tem de nos mostrar sempre o lado positivo e radioso de um qualquer evento, por muito catastrófico que possa parecer, <span style="line-height: 1.3;">é um dos seus maiores atributos sonoros, audível na exuberância não só das teclas, mas também das cordas e dos metais que tanto se escutam nas suas canções, que nunca descuram a busca de ritmos dançantes e de uma curiosa tropicalidade, também sublime na leveza divertida e primaveril de <span style="color: #ff0000;"><em>Wedding In Finistére</em></span>. Outro bom exemplo dessa estranha dicotomia entre tragédia e celebração está plasmada em <em><span style="color: #ff0000;">Evening Prayer</span></em>, instante <em>pop</em> também bastante dançante e que se debruça sobre alguém que descobriu que tem cancro e que decide fazer uma cópia do tumor entretanto retirado do próprio corpo numa impressora 3-D. Outra notável canção deste trabalho é, sem dúvida, <em><span style="color: #ff0000;">Our First Fight</span></em>, composição onde o autor aprimora a sua habitual delicadeza e na pele de um contemporâneo trovador, arrasta-nos, através de soberbos arranjos, para um cenário bucólico bastante impressivo, onde a paixão dá lugar à saudade, o beijo converte-se em despedida e o que é aparentemente grandioso serve agora para nos confortar.</span></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999; font-size: 14pt;">Produzido por Ewan Pearson (M83, Goldfrapp, Chemical Brothers), <em><span style="color: #ff0000;">Life Will See You Now</span></em> é um festim para os nossos ouvidos e uma boa dose de humor, um verdadeiro caleidoscópio de sensações realisticamente agradáveis, mas também profundamente reflexivas, em que cada uma das suas canções tem tudo para transformar-se num memorável clássico do <em>indie pop</em>, um disco que recheia o curriculum deste sueco com um atestado superior de magnificiência sonora, assente também versos pegajosos e um tipo de atmosfera quase mágica que apenas ele parece capaz de desenvolver. Espero que aprecies a sugestão...</span></p> <p><span style="color: #999999; font-size: 14pt;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.staticflickr.com/1/421/32600333901_6415d871b4_o.jpg" alt="Jens Lekman - Life Will See You Now" width="400" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>01. To Know Your Mission</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>02. Evening Prayer</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>03. Hotwire The Ferris Wheel</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>04. What’s That Perfume That You Wear?</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>05. Our First Fight</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>06. Wedding In Finistére</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>07. How We Met, The Long Version</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>08. How Can I Tell Him</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>09. Postcard #17</em></span><br /><span style="color: #ff0000; font-size: 14pt;"><em>10. Dandelion Seed</em></span></p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W3L8KEIMDRE" width="540" height="340" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>