Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

Placebo - Loud Like Love

Editado pela Universal, Loud Like Love é o novo disco dos Placebo, um coletivo liderado pelo andrógeno e carismático Brian Molko, uma personagem inquietante mas extremamente talentosa e uma das mais importantes do universo sonoro alternativo nas últimas duas décadas. Banda competente e profissional, os Placebo andam por cá desde 1996, a tentar ser relevantes, mas sem nunca terem conseguido criar um disco unanimemente consensual, o que, de algum modo, revela que do hard rock, ao grunge, passando pelo rock gótico e industrial, algures entre os Suede e os Depeche Mode, nunca conseguiram assentar verdadeiramente num único estilo, para depois colocarem todo o talento que possuem na criação de um disco que viesse a tornar-se num marco essencial na história da música. Estiveram lá perto com Without You I'm Nothing, álbum lançado em 1998.


Loud Like Love, o sétimo disco dos Placebo, sucede a Battle For The Sun, o sombrio disco lançado em 2009 e é, portanto, mais uma etapa de um percurso de uma banda que vive numa constante procura de um rumo, ou então que tem como rumo, viver constante e conscientemente à procura do rótulo certo, ultimamente com a ajuda cada vez maior dos sintetizadores e com uma menor predominância das guitarras, apenas fundamentais, no caso deste disco, em Purify. Além dos sintetizadores, bem audíveis, por exemplo, em Exit Wound, em Loud Like Love a voz de Molko assume-se como um dos maiores trunfos de dez canções que falam do amor em todas as suas vertentes e que são mais otimistas e coloridas que o antecessor.

Too Many Friends é o primeiro single extraído de Loud Like Love, um tema que conta com a colaboração do escritor americano Brett Easton Ellis, autor de American Psycho, no vídeo de uma canção que faz uma espécie de crítica social juvenil já que fala da diferença entre os amigos verdadeiros, de carne e osso e os conhecidos que invadem as nossas listagens nas redes sociais e que muitas vezes fazem apenas parte dessa lista por mero interesse ou sugestão.

As letras mais intensas são aquelas que se escutam em Hold On To Me e A Milliom Little Pieces, duas canções melodicamente muito seguras e bonitas, assim como Bosco, a belíssima e melancólica balada final.

Assentes sobretudo na competência musical de Stefan Olsdal e na voz e capacidade criativa de Brian Molko, aos quais se juntou Steve Forrest em 2008, os Placebo voltam a mostrar em Loud Like Love que, apesar de não se terem tornado nos reis e senhores das arenas e dos estádios do mundo inteiro, são ainda hoje uma banda que faz boa música e não comprometem, com este trabalho, as suas aspirações de voltarem a encontrar uma luz ao fundo do túnel que os faça regressar à ribalta. Espero que aprecies a sugestão... 

Placebo - Loud Like Love

01. Loud Like Love
02. Scene Of The Crime
03. Too Many Friends
04. Hold On To Me
05. Rob The Bank
06. A Million Little Pieces
07. Exit Wounds
08. Purify
09. Begin The End
10. Bosco


autor stipe07 às 22:21
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TAPE JUNk - No Romance Without Finance

No Romance Without Finance é o novo single do disco The Good & The Mean de Tape Junk, um trabalho que divulguei no início deste verão, assim como uma entrevista que fiz ao João Correia, o líder deste projeto.

No Romance Without Finance é uma música inicialmente inspirada em Elvis Presley e Jon Spencer Blues Explosion, com uma letra bastante directa e que aborda a temática presente no disco, a busca do caminho certo e os atalhos e tentações durante esse percurso.

O video foi realizado por Miguel Leão e João Toscano da Nau Productions. Confere o vídeo deste novo single de Tape Junk e recordo que The Good & The Mean, um dos bons discos de 2013 no panorama musical nacional, está disponível para download gratuito, através da Optimus Discos. É Fartar, Vilanagem...


autor stipe07 às 18:55
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Domingo, 29 de Setembro de 2013

ON AN ON - Boy From School / Unison


Depois de Give In, os ON AN ON estão de volta com o lançamento de dois singles, que vieram a luz do dia a vinte de agosto por intermédio da Roll Call Records. Os dois temas são nada mais nada menos que duas covers; Uma delas é de Unison, um original de Björk e a outra, uma cover de Boy From School dos Hot Chip.

Esta banda de dream pop de Cicago é formada por Nate Eiesland, Alissa Ricci e Ryne Estwing, três antigos membros dos Scattered Trees. A sua sonoridade carateriza-se por ser algo futurística, através de um ritmo e uma bateria marcantes e sintetizadores que explodem como fogos de artifício. Unison, o tema que fechava Vespertine, um dos álbuns essenciais de Björk, é aqui transformada numa excelente canção indie pop e Boy From School ganha, com os ON AN ON, uma toada mais sombra e enigmática. Depois há a belíssima voz de Nate que, também no caso destas duas covers, tem uma projeção tal que se fecharmos os olhos e nos deixarmos invadir pela sua luminosidade, seremos confrontados com algo único e muito bonito.

Estes dois temas foram gravados numa casa de montanha isolada, algures no Vermont, com a ajuda de Tom Biller, um produtor que já trabalhou com os Warpaint, Liars e Karen O, entre outros. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:03
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Sábado, 28 de Setembro de 2013

Hot Chip - Dark And Stormy


Editado pela Domino Records no passado dia vinte e dois de julho, Dark & Stormy é o tema mais recente dos Hot Chip e, por enquanto, a única novidade deste grupo britânico prevista para 2013. O álbum In Our Heads, o último longa duração do grupo lançado o ano passado, já tinha mostrado uma evolução ousada em termos de estilo, com a banda a viajar agora, com maior frequência, entre o indie rock e a eletrónica. A alusão a esse trabalho é importante na apresentação de Dark and Stormy porque este tema foi gravado no período em que os Hot Chip compuseram In Our Heads, pelo que a canção é uma sequência natural do conteúdo desse disco.

Dark And Stormy flui assente na tal fusão entre a eletrónica e outros detalhes menos sintéticos, mais típicos do rock. Acaba por ser uma canção com uma sonoridade que assenta bem a este projeto liderado por Joe Goddard, até porque também se serve de uma interessante multiplicidade de vozes e novos percursos instrumentais.

O lançamento do single contou com dois lados b e uma série de remisturas, incluindo nomes como Major Lazer, Sasha e Daphni. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Dark And Stormy
02. Jelly Babies
03. Doctor
04. Flutes (LP Version)
05. Flutes (Sasha Remix)
06. How Do You Do (Todd Terje Remix)
07. Night And Day (Daphni Remix)
08. Look At Where We Are (Major Lazer Remix)

01. Motion Sickness
02. How Do You Do
03. Don’t Deny Your Heart
04. Look At Where We Are
05. These Chains
06. Night And Day
07. Flutes
08. Now There Is Nothing
09. Ends Of The Earth
10. Let Me Be Him
11. Always Been Your Love


autor stipe07 às 22:40
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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013

Minta & The Brook Trout - Out Of Washington State EP


Foi editado na passada segunda feira, dia vinte e três de setembro, Out Õf Washington State, o novo EP do projeto Minta & The Brook Trout e que serve para comemorar o primeiro aniversário da edição de Olympia, o registo desta banda editado no final de verão de 2012 e que, por sinal, também marcou o início da parceria deste blogue com a Let's Start A Fire.

Out Of Washington State surgiu quando Francisca Cortesão e a Mariana Ricardo tocaram algumas das músicas de Olympia e outras músicas que inspiraram esse disco na sala do Pedro Magalhães (nas Maga Sessions), tendo assim nascido este EP.

Além dos tais temas de Olympia, revestidos com um formato ainda mais acústico, este pequena coleção de canções conta com versões de Mount Eerie, Mirah, Kimya Dawson e Beck, entre outros. De acordo com o press release promocional do EP que chegou à minha redação, Mais que um EP ou mini-álbum, Out Of Washington State é uma estação de serviço. Uma pausa para esticar as pernas a meio de um percurso ascendente, álbum após álbum.

A simplicidade e o bom gosto são dois bons adjetivos para caraterizar Out Of Washington State, já que à cândura original dos temas escolhidos, juntaram-se melodias e arranjos feitos apenas com as vozes, a guitarra e um ukelele. Francisca Cortesão e Mariana Ricardo atiraram-se a canções construídas no estado norte-americano cuja capital (Olympia) baptizou o disco de 2012.

Em suma, este EP é resultado de vários momentos criativos cheios de espontaneidade e posteriormente reaproveitados e sabe a uma certa inocência romântica, daquela boa porque consegue mexer com os nossos sentimentos mais profundos e sinceros. Espero que aprecies a sugestão...

Ficha Técnica 

1. you swan, go on. phil elverum. lost wisdom : mount eerie, julie doiron, fred squire

2. clever knot. brett lunsford. yeti no. 500 : d+

3. from the ground. francisca cortesão. olympia : minta & the brook trout

4. forcefield. beck. one foot in the grave : beck

5. person person. mirah yom tov zeitlyn. you think it's like this but really it's like this: mirah 

6. i like giants. kimya dawson. remember that i love you : kymia dawson 

7. and a one. mariana ricardo. across the way going : mariana ricardo 

Mariana Ricardo : voz, ukulele, guitarra

Francisca Cortesão : voz, guitarra, ukulele


autor stipe07 às 23:30
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Curtas... CXXXII

As irmãs australianas Say Lou Lou têm impressionado com algumas canções que conjugam alguma da melhor dream pop que chega dos antípodas. No entanto, desta vez surpreenderam com uma lindíssima cover de Feels Like We Only Go Backwards, um original dos conterrâneos Tame Impala. A canção foi disponibilizada por elas gratuitamente. Confere...


Bankrupt!, o disco mais recente dos Phoenix, tem no alinhamento algumas canções que têm sido alvo de remisturas. A última foi Chloroform, tema recentemente remisturado pela dupla Sleigh Bells que tem disco novo pronto, a editar já em outubro. Alexis Krauss e Derek Miller deram ao original dos Phoenix uma sonoridade mais visceral, com uma percussão que soa como tiros e com guitarras bastante marcadas. Confere gratuitamente, via Stereogum...

 

Depois de Ships, disco que editou na primavera e que divulguei na altura, o galês Sweet Baboo está de regresso em novembro com um novo EP intitulado Motorhome Songs, através da Moshi Moshi Records. Da folk ao synth pop, Motoring Home é o tema principal do EP e está disponível gratuitamente. Confere...



O quarteto canadiano Absolutely Free é uma das novas apostas da Lefse Records e terá disco editado a vinte e nove de outubro; O trabalho irá chamar-se On The Beach. Este grupo aposta numa pop psicadélica grandiosa, etérea e envolvente e tem no single Clothed Woman Sitting um dos grandes destaques desse trabalho. O tema dura quase oito minutos e nele ouvimos uma vasta e detalhada rede de sons e efeitos, como se a música fosse uma espécie de locomotiva que nos leva para uma viagem única e absolutamente vertiginosa. Confere a canção em modo e fica atento(a) porque lá para o final de outubro revelarei a minha crítica de On The Beach.

 

Fuzz é o nome do novo projeto do genial Ty Segall, músico responsável por outros projetos que vou divulgando e que me têm agradado imenso e que ainda recentemente editou Sleeper em nome próprio. Em Fuzz Ty Segall volta às origens da psicadelia através de temas cheios de riffs poderosos, como comprova What's In My Head, mais um tema divulgado de Fuzz, o trabalho homónimo de estreia deste projeto. Já em julho tinhamos sido brindados com Loose Sutres, o primeiro single divulgado de Fuzz. O disco será editado a um de outubro, via In The Red e, tal como Loose Sutres, What's In My Head também está disponível para download gratuito. Confere ...


autor stipe07 às 15:45
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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013

Work Drugs - Bellport Bay

Os Work Drugs são uma das máquinas mais produtivas de fazer musica do universo indie e alternativo atual. Conheci-os em 2012 com o álbum Absolute Bearing e já no início deste verão de 2013 maravilharam-me com Mavericks, mais uma coleção de canções que nos levam numa espécie de viagem orbitral, mas a uma altitude ainda não muito considerável, numa espécie de posição limbo, já que a maior parte das canções dos Work Drugs, apesar da forte componente etérea, são simples, concisa, curtas e diretas.

Além dos discos, amiúde Louisiana Benjamim e Thomas Crystal regressam com novas canções e sempre com uma interessante dose de generosidade pelo meio, já que disponibilizam quase sempre os temas para download. Basta uma viagem ao soundcloud do grupo para escutarmos e selecionarmos uma mão cheia de canções que certamente nos farão recordar a nostalgia do verão, agora que os dias menos quentes e solarengos se aproximam.

Hoje mesmo eles disponibilizaram mais uma; A canção chama-se Bellport Bay e assenta numa bateria eletrónica e em guitarras e sintetizadores que dão o tempero ideal à composição, assim como a voz um pouco lo fi e shoegaze, que também confere aquele encanto retro, relaxante e atmosférico. A acompanhar o lançamento de Bellport Bay também saiu um vídeo que relata uma viagem num barco à vela, uma imagem muito típica deste grupo natural de Filadélfia. Confere...


autor stipe07 às 21:32
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Curtas... CXXXI

Depois de Gravez, um disco que divulguei em finais de julho, os Hooded Fang, uma banda de Toronto formada por April Aliermo, Daniel Lee, D. Alex Meeks e Lane Halley, estão de regresso com Night, uma nova canção, disponibilizada gratuitamente pela Full Time Hobby e que tem a típica sonoridade punk rock que sustenta o seu cardápio sonoro. Confere...


Recentemente fizeram vinte anos que os Nirvana editaram In Utero e para comemorar irá ser lançada uma edição de luxo, uma caixa com quatro discos carregados de extras. Um deles é Forgotten Tune, um instrumental que parece ter resultado de uma inspirada jam session durante o processo de gravação de In Utero. Confere...


Darby Cicci é membro dos the Antlers mas também tem um projeto a solo chamado School Of Night. A quinze de outubro chegará um EP homónimo e um dos destaques é Fire Escape, uma canção que plasma na perfeição o cariz simultaneamente sintético e etéreo da música de Darby. Com uma percurssão suave, um trompete majestoso e uma voz ímpar, esta canção é um dos mais belos temas que já ouvi este ano. Confere...


A pouco mais de duas semanas do lançamento do novo disco, intitulado Almost Visible Orchestra, Noiserv disponibiliza o segundo single. I was trying to sleep when everyone woke up é uma canção sobre amizade e a importância que os outros têm nas nossas vidas. O vídeo, realizado por Noiserv e editado por Pedro Sousa, deixa a questão no ar: Não serão as nossas vidas um pequeno episódio do nosso desenho animado preferido?
O concerto de lançamento de Almost Visible Orchestra em Lisboa, está marcado para um de Outubro, Dia Mundial da Música, no Teatro Municipal São Luiz e a entrada será gratuita. O disco tem data oficial de lançamento a sete de Outubro.


Tim Kasher, membro dos Cursive, acaba de revelar o primeiro avanço para Adult Film, o seu segundo disco do projeto a solo. A canção chama-se Where's Your Heart Lie e está disponível para download gratuito. Adult Film chegará às lojas a oito de outubro e sucede a The Game Of Mogonamy (2010), o disco de estreia do músico. Confere...


autor stipe07 às 12:40
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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013

Clap Your Hands Say Yeah – Little Moments EP

Oriundos de Brooklyn, Nova Iorque, os Clap Your Hands Say Yeah estão de regresso com Little Moments, o primeiro sinal de vida deste grupo após Hysterical, álbum lançado em 2011.


A par de nomes tão ilustres como os Wild Beasts ou os Rapture, os Clap Your Hands Say Yeah são um dos nomes fundamentais da indie pop eletrónica, um sólido valor dentro desse universo sonoro. Depois de terem editado esse Hysterical e de terem perdido há alguns meses Tyler Sargent e Robbie Guertin, dois membros da banda, este coletivo norte americano está de regresso com este EP de cujo alinhamento constam quatro músicas, sendo que duas delas, Little Moments e Run, farão parte do próximo longa duração dos Clap Your Hands Say Yeah, que deverá ser lançado em janeiro do próximo ano. Little Moments foi misturado por Dave Fridmann, um nome que já trabalhou com a banda na produção de Some Loud Thunder (2007) e foi gravado no estúdio caseiro de Alec Ounsworth no início deste ano.

Não é certo que a opção pelo lançamento de um EP previamente à edição de um novo disco tenha acontecido, neste caso concreto, por sincera e manifesta necessidade dos Clap Your Hands Say Yeah mostrarem que continuam vivos apesar do forte revés que foi terem ficado sem dois membros do núcleo duro. E na verdade, Hysterical não é assim uma memória tão distante e com o novo traablho prometido para o início de 2014, só nessa óptica de urgência em enviar um firme sinal para o exterior é que se entende o lançamento de Little Moments.

O EP começa com o tema homónimo e logo aí é bastante audível todo o arsenal sonoro que o grupo utiliza, sempre ligado às máquinas e carregado de efeitos e reverb. Melodicamente é um tema épico, algo que fica ainda mais ampliado quando, a meio do tema, chega a bateria. Essa mesma bateria sustenta Only Run que juntamente com um baixo pulsante e uma guitarra que debita um efeito magnético criam uma melodia algo repetitiva, mas que surte efeito porque dá à canção um ar algo sombrio e faz dela o tema mais rockeiro do EP.

Heaven e Once são dois complementos que além de serem algo repetitivos, devem ser escutados e julgados por um prisma meramente experimental, ou seja, não há aqui uma intenção óbvia, nestes dois temas, em agradar às massas, mas antes firmar os novos caminhos que este grupo resolveu trilhar desde que a eletrónica passou a ser a principal base de composição do grupo em deterimento do rock.

Tendo em conta Little Moments e Only Run, é justo formular algumas expetativas relativamente ao longa duração que aí vem e acreditar que poderá muito bem vir a ser um dos grandes discos do início do próximo ano. Espero que aprecies a sugestão...

Clap Your Hands Say Yeah - Little Moments

01. Little Moments (EP version)
02. Only Run (EP version)
03. Heaven (b-side)
04. Once (b-side)


autor stipe07 às 22:12
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Terça-feira, 24 de Setembro de 2013

Blouse - Imperium

Depois de se terem estreado em 2011 com um excelente homónimo, mas ainda algo tímido, os Blouse de Charlie Hilton, Jacob Portrait e Patrick Adams não se deixaram acomodar por esse sucesso, procuraram de algum modo reinventar-se e agora estão de regresso com Imperium, um disco editado no passado dia dezassete de setembro por intermédio da Captured Tracks e com o qual comprovam que são hoje um dos projetos a ter em muito boa conta no universo sonoro aletrnativo relacionado com a dream pop.

Curiosamente, Imperium começa exatamente onde os Blouse ficaram em Blouse; Até Capote reina a eletrónica e há uma homogeneidade sonora nos cinco temas iniciais feita com nostalgia e detalhes que são, muitas vezes, ruídos quase impercetíveis. Escutam-se nas canções uma voz amena e há um ambiente algo calmo, sombrio e letárgico e sempre constante.

A partir da segunda metade do álbum este grupo de Portland foca-se menos nas máquinas e coloca toda a sua confiança e criatividade nos instrumentos ao vivo; As guitarras expandem-se, o ruído aumenta e músicas como Arrested e Happy Days e principalmente o fantástico single No Shelter afastam definitivamente os Blouse do clima etéreo inicial e aproximam-nos de um universo mais sombrio e visceral e onde as guitarras, a percurssão e a voz sempre algo lo fi se conjugam de forma a ampliar o mais possível o potencial sonoro das canções.

Imperium é um assumir enfático por parte dos Blouse da capacidade que possuem em serem ecléticos e abordarem diferentes universos sonoros sem deixarem de ser coerentes e criativos. Experimentar, testar e misturar são verbos muito presentes no processo de composição da banda, o que acaba por fazer com que eles desbravem novos caminhos à medida que enveredam por outros, além de transbordarem um charme imenso durante este processo de descoberta. Este segundo trabalho deste trio norte americano acaba, também por isso, por criar enormes expetativas sobre os próximos discos dos Blouse. Espero que aprecies a sugestão... 

Blouse - Imperium

01. Imperium
02. Eyesight
03. 100 Years
04. In A Glass
05. Capote
06. In A Feeling Like This
07. No Shelter
08. Happy Days
09. Arrested
10. Trust Me


autor stipe07 às 19:49
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