Sexta-feira, 31 de Maio de 2013

The National – Trouble Will Find Me

Editado no passado dia vinte e um de maio por intermédio da 4AD e com a participação especial de St. Vincent, Sharon Van Etten e Sufjan Stevens, entre outros, Trouble Will Find Me é o sexto disco da carreira dos The National, uma das minhas bandas de eleição, um coletivo de Cincinnati, no Ohio, formado por duas parelhas de irmãos, os Dessner e os Devendorf e pelo vocalista Matt Berninger. Trouble Will Find Me é, como já referi, o sexto álbum de um grupo com catorze anos de carreira e sucede ao aclamado High Violet, disco que viu a luz do dia já no longínquo ano de 2010.

A zona de conforto sonora estabelecida pelos The National desde a estreia continua a ser o habitat exato para aquilo que este grupo norte americano apresenta em Trouble Will Find Me. Quem estiver a contar com alguma inflexão na filosofia sonora do grupo ou de experimentações insturmentais ou vocais, não encontrará neste novo trabalho algo relevante já que, felizmente, na minha opinião, os The National continuam a residir num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada, na qual se enredaram, lirica e sonoramente, principalmente desde que em 2003 apresentaram Sad Songs for Dirty Lovers.

Se por mero capricho, por exigências editoriais ou simples espírito aventureiro, um hipotético abandono da zona de conforto acontecesse, o que poderia pôr em causa a carreira dos The National, por levá-los para territórios sonoros que os descaraterizassem ou onde se sentissem inseguros, este aparente conservadorismo plasmado na opção pela continuidade tem no reverso da medalha um outro perigo relacionado com uma possível queda na redudância convencional ou na repetição aborrecida. No entanto, há que situar cada lançamento novo do grupo e perceber com clareza não tanto aquilo que une cada novo disco dos The National, mas sim os pontos de ruptura e de diferenciação. Se, como já disse, Sad Songs for Dirty Lovers  foi a estreia assumida do grupo neste contexto mais negro, apesar de não ser o primeiro disco da banda, dois anos depois Alligator trouxe uma maior variedade instrumental e, em 2007, Boxer carimbou a definitiva maturidade e internacionalização do coletivo, além de ter  posicionado na figura do vocalista um personagem que caminha confortavelmente por cenários que descrevem dores pessoais e escombros sociais. Quanto a High Violet (2010), serviu para colocar ênfase numa toada mais épica e aberta do grupo e demonstrar a capacidade eclética que também têm de compôr, em simultâneo, temas com um elevado teor introspetivo (Conversation 16, Sorrow ou Terrible Love) e verdadeiros hinos de estádio (England, Bloodbuzz Ohio). 

Agora, neste sexto registo da carreira, o quinteto não apenas regressa ao ambiente desolador que percorre desde o começo de carreira, como consegue, ao mesmo tempo, agarrar o fio condutor que tinha ficado suspenso no final de High Violet. Assim, temos instantes em que os instrumentos clamam pela simplicidade e outros em que a teia sonora se diversifica e se expande para dar vida a um conjunto volumoso de versos sofridos, sons acinzentados e um desmoronamento pessoal que nos arrasta sem dó nem piedade para o usual ambiente sombrio e nostálgico da banda. Há canções extremamente simples e que prezam pelo minimalismo da combinação de apenas quatro instrumentos (Slipped), enquanto outras soam mais ricas e trabalhadas, como I Should Live in Salt.

Agora casado e pai de uma filha, Matt afugenta os seus habituais demónios com maior conforto e uma natural aceitação em relação à impossibilidade do total desaparecimento dos mesmos, mesmo que haja atualmente mais instantes e eventos felizes na sua vida pessoal. Os versos de Demons, um dos temas mais bonitos e confessionais que Berninger já entregou, e de Sea Of Love, assim como o título do disco, são bons exemplos que nos remetem para uma certa felicidade, digamos assim, que Matt sente por ter finalmente percebido que os problemas, o sofrimento e a dor estarão sempre lá mesmo que a maior constância de eventos felizes seja uma realidade concreta na sua vida. Há como que uma tomada de consciência de que a existência humana não deve apenas esforçar-se por ampliar intimamente o lado negro, porque ele será sempre uma realidade, mas antes focar-se no que de melhor nos sucede e explorar até à exaustão o usufruto das benesses com que o destino nos brinda, mesmo que as relações interpessoais nem sempre aconteçam como nos argumentos dos filmes.

Portanto, se para os mais distraídos, os mais de cinquenta minutos de Trouble Will Find Me podem ser do que mais depressivo e angustiante ouviram nos últimos tempos, para quem acompanha com devoção a carreira dos The National este novo álbum é uma espécie de exercício de redenção, encarnado por um personagem que foi abandonado pela amada e que é transversal aos treze temas, onde o sofrimento é olhado com a habitual inevitabilidade, mas de uma outra perspetiva, mais madura, assertiva e positiva.

Como é normal com todos os discos dos The National, Trouble will Find Me é uma rodela que exige tempo, que se revela a pouco e pouco e que só será devidamente entendida após várias e repetidas mas dedicadas audições. É um álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas é sobretudo um exercício de audição individual das canções. Com ele os The National firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo. Espero que aprecies a sugestão...

The National - Trouble Will Find Me

01. I Should Live In Salt
02. Demons
03. Don’t Swallow The Cap
04. Fireproof
05. Sea Of Love
06. Heavenfaced
07. This Is The Last Time
08. Graceless
09. Slipped
10. I Need My Girl
11. Humiliation
12. Pink Rabbits
13. Hard To Find


autor stipe07 às 15:59
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Curtas... CIV


Com lançamento novo anunciado para o Outono, David santos aka Noiserv, já desvendou um pouco mais do próximo disco, nomeadamente através da divulgação do single Today is the same as Yesterday, but Yesterday is not Today.

Numa ambiguidade contínua entre a realidade e o sonho, e entre aquilo que julgamos ser verdadeiro ou meramente fruto da nossa imaginação, esta música mantém a estética a que noiserv nos habituou, faz-nos sonhar e em seguida duvidar do que sonhámos.

O video oficial da música é assinado por Daniel Espirito Santo (bold creative studio), Pedro Sousa, João Botas e Daniela Siragusa. Em conjunto com Noiserv deixam a questão no ar: Serão os nossos dias todos iguais?

 

Take The Ride é o novo EP dos norte americanos Y LUV, uma banda de Los Angeles, Califórnia. O EP contém quatro temas, todos disponibilizados em modo ÉFV pela própria banda. Confere... 

 


Em Newcastle há uma nova banda a assumir as rédeas no cenário punk rock de teor mais psicadélico. Chamam-se Kobadelta e acabam de disponibilizar gratuitamente o single When It Rains It Pours e o respetivo b-side, The Tapestry, ambos via Soundcloud, onde podes encontrar mais dois temas do grupo. Confere...



Daniel O’Sullivan dos Ulver and Guapo e Alexander Tucker são os mentores do projeto Grumbling Fur. Dancing Light é o primeiro single de Glynnaestra, um álbum repleto de explorações sónicas e psicadélicas, que verá a luz do dia a 22 de julho por intermédio da Thrill Jockey. Confere e delicia-te com Dancing Light, em modo ÉFV...


Amber Webber e Joshua Wells, membros dos Black Mountain, uma banda rock de Vancouver, têm um projeto alternativo chamado Lightning Dust e preparam-se para lançar Fantasy, o terceiro disco. Diamond é o primeiro single de um álbum que verá a luz do dia a 25 de junho através da Jagjaguwar. Confere Diamond, em modo ÉFV...


autor stipe07 às 11:39
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Quinta-feira, 30 de Maio de 2013

Misophone - Songs from the Cellar- Lost Songs and other relics

Depois de Songs From An Attic, os britânicos Misophone de Bristol, formados pelo multi instrumentista Herbert e por Welsh acabam de divulgar e disponibilizar gratuitamente Songs from the Cellar- Lost Songs and other relics, uma curiosa e extraordinária compilação cheia de diversidade sonora, através da etiqueta Another Record.

Songs from the Cellar- Lost Songs and other relics materializa o remexer no sotão das relíquias perdidas dos Misophone já que compila algumas sobras dos processos de gravação do grupo, samples feitos pela banda e não só, momentos de estúdio que ficaram registados e outras curiosidades que comprovam o leque de instrumentação imenso a que os Misophone nos habituaram desde sempre. Desde sons da natureza, potes e panelas a chocalhar, ruídos de pássaros e arrulhos feitos com trombones, ouve-se de tudo um pouco num grupo que tem no  jazz e na folk tradicional inglesa as maiores referências sonoras.

Esta coleção de instantes sonoros é um verdadeiro carnaval sonoro e até um pouco claustrofóbico e atesta o quanto os Misophone são expressivos e como é difícil balizá-los num estilo concreto, apesar das referências citadas. Entrar no sotão dos Misophone e entendê-lo pressupõe uma enorme predisposição para encarar com o caos e não se ficar chocado por ouvir latidos de cachorros ou um coro de melros e fantasmas a cantarem canções de amor.

Entretanto lá para o final do ano chegará Lost At Sea, um novo álbum de originais da dupla. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 23:11
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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

Dear Telephone - Taxi Ballad

Inspirados pela curta metragem de Peter Greenway intitulada Dear Phone, realizada em 1976, os Dear Telephone vêem de Barcelos e formaram-se há cerca de três anos, tendo na sua formação gente que nos tem sempre mostrado, em todos os projectos que se envolvem, uma inegável qualidade enquanto músicos e que prova que na música se pode fazer diferente. Falo de Graciela Coelho, André Simão, Pedro Oliveira, Ricardo Cibrão e Paulo Araújo. Em março de 2011 estrearam-se com o EP Birth Of A Robot, um conjunto de canções com uma abordagem sonora algo crua, intimista e minimalista, um EP que foi muito bem recebido pela crítica e apresentado ao vivo em algumas das mais importantes salas de espetáculos do país. Mas também chegaram ecos desse EP ao estrangeiro, com os Dear Telephone a fornecerem um tema para a banda sonora do filme brasileiro Contramão de Fabio Menezes e a representarem Portugal em agosto de 2011 no evento Music Alliance Pact.

Agora, no passado dia seis de maio, e novamente por intermédio da PAD, chegou aos escaparates Taxi Ballad, o tão aguardado longa duração de estreia, um disco cujo conteúdo, de acordo com a press review que recebi, tem uma toada densa mas heterogénea e com canções onde os Dear Telephone mergulham sem concessões no assumido fascínio pelo quotidiano e suas contradições, no discurso directo e desconcertante das personagens que as vozes encarnam e numa instrumentação dura e sem artifícios

Taxi Ballad foi gravado nos Estúdios Sá da Bandeira por José Arantes e João Brandão e finalizado no Golden Mastering por JJ Golden, tendo como destaque principal o single That Violin Lesson Sucks, um tema com um filme onde se pode observar a banda num espaço de um edifício perdido no ambiente urbano, mas que terá continuidade com outro single em outra parte distinta desse edifício. Já agora, e como poderás constatar abaixo na entrevista que a banda me concedeu, os vários vídeos concebidos para o conteúdo de Taxi Ballad hão-de entrelaçar-se, ou seja, o fim de um é o início do próximo, abrindo quadros em espaços diferentes de um mesmo edifício.

Taxi Ballad é uma obra rica em conteúdo, com nove canções alicerçadas em diferentes linguagens e esferas de influência sonora, um disco que experimenta a pop e pisca o olho ao rock, sempre com mestria e com os ingredientes certos. Há uma mistura criativa de ritmos que ao início pode soar algo estranha, mas com o tempo o nosso ouvido descobre o ponto de equilíbrio e o prazer da audição cresce e entranha-se sem exigir grande esforço. Há aqui, nesta mistura e aparente indecisão estilística, um certo assumir de um risco que, por neste caso ter resultado, acaba po ser a maior mais valia de um álbum que finta alguns dos habituais cânones da pop nacional, sem deixar de apresentar temas com refrões aditivos e que poderão ter um invejável airplay.

As letras falam de conversas de telefone, conversas de querido diário se preferirem e procuram dar vida a canções que não seguem uma linha pré-definida e que provam que a beleza não tem de ser explícita para que possa ser apreendida.

Verdadeiros criadores de uma pop sofisticada, inteligente a até corajosa, os Dear Telephone apresentam em Taxi Ballad nove temas que se afirmam como umas das melhores colheitas da música portuguesa actual e que poderá ser adquirido digitalmente pelo simpático preço de 6€ no bandcamp oficial da banda. Confere abaixo entrevista com os Dear Telephone e espero que aprecies a sugestão...

 

O nome Dear Telephone foi inspirado pela curta-metragem de Peter Greenway intitulada Dear Phone e realizada em 1976. Expliquem lá um pouco melhor esta história…
 É um filme que retrata, num registo muito abstracto, temas fundamentais para nós. A incomunicação, a palavra, o anti-clímax. Pela lente dum autor que adoramos, o Peter Greenaway. O nome do filme fez eco numa série de conceitos que queríamos abordar. O "querido telefone" do yuppie hiperactivo, da adolescente apaixonada, do velho solitário. O telefone que representa, em simultâneo, o estar ligado e o estar sozinho.
 
Depois do EP Birth Of A Robot, surgiu finalmente, Táxi Ballad, o longa duração. Há uma continuidade do EP para o álbum?
Sim e não. Há elementos fundamentais que se mantiveram, outros que foram completamente revistos. Persiste uma atitude estruturalista, mínima nos recursos. Mas nasceu uma face mais exploratória e rebuscada: das personagens que as vozes encarnam, cada vez mais complexas, até um lado mais agreste e denso, expresso nas guitarras, no processamento dos teclados, nas arritmias das percussões. Depois há a questão fundamental de nos conhecermos melhor e de conseguirmos respirar muito mais naturalmente o universo estético que perseguimos.  
 
Segundo uma nota de imprensa, Táxi Ballad tem uma toada densa mas heterogénea e com canções que mergulham sem concessões no assumido fascínio pelo quotidiano e suas contradições, no discurso directo e desconcertante das personagens que as vozes encarnam e numa instrumentação dura e sem artifícios. Parece existir uma ligação íntima entre uma abordagem lírica direta e relacionada com os assuntos do quotidiano e a sonoridade algo crua do álbum. Isso é propositado?
Sim. Essa ambivalência é um dos traços fundamentais do modo como nos vemos. Como se essas personagens e histórias fossem uma pequena pintura muito colorida, quase barroca, numa moldura enorme, pós-moderna, branca e minimal, que é a música.
 
Como chegaram à escolha do nome para o álbum?
A expressão “táxi ballad” vem directamente da última canção (Passengers). Cuja letra se inspira numa campanha de prevenção rodoviária, em Nova Iorque, feita de haikus ilustrados e mensagens muito poéticas e catastróficas. Ocorreu-nos que, sendo um álbum de interiores, faria sentido pensar o táxi como uma espécie de quarto em movimento, um espaço de reflexão, perdido nos clichés da confusão urbana. 
 
Na gravação e na mistura, este álbum teve a mão de José Arantes e João Brandão. Como foi possível congregar técnicos de tanta excelência em redor desta causa?
 O José Arantes é das pessoas mais próximas da banda. Aliás, foi ele quem nos desafiou a gravar o primeiro EP – que na altura era suposto ser apenas uma demo. E para além de ter sido o homem do som em todos os registos de Dear Telephone, já tinha trabalhado com todos nós em projectos diferentes, dos peixe:avião aos La la la ressonance. O João é o engenheiro de som dos estúdios Sá da Bandeira, onde decidimos gravar o álbum. Não o conhecíamos e foi uma bela surpresa. 
 
Acompanho o universo musical indie e alternativo com interesse. Quais são as vossas principais influências musicais?
Temos referências muito diferentes uns dos outros. Em termos de influências comuns e que tenham tido algum ascendente sobre o nosso método ou pairado como fantasmas sobre o disco, apontaria 4: Arthur Russell, Gillian Welch, Low, Dean Blunt.
 
Descobri um vídeo de uma versão de That violin lesson sucks gravado em Guimarães, no parque de estacionamento da Plataforma das Artes, propositadamente para uma iniciativa chamada Videoteca Bodysapce, inserida no evento Guimarães - Capital da Cultura. Como surgiu o convite?
 A propósito do nosso concerto no Primavera Club, precisamente na Plataforma das Artes. O Bodyspace era parceiro da Capital Europeia de Cultura e fez-nos o convite directamente. Esse é o primeiro registo dessa canção, que tinha sido escrita uns dias antes. 
 
Quanto ao vídeo oficial deste mesmo single That Violin Lesson Sucks, é descrito como o primeiro de vários de Táxi Ballad que irão ser apresentados, todos com uma ideia conceptual, ou seja, transversal a todos eles. Que ideia é essa?
 É uma ideia muito mais abstracta e formal do que propriamente narrativa. Tem a ver com a ideia de interior, de espaço contido. Os vídeos hão-de entrelaçar-se – o fim de um é o início do próximo - abrindo quadros em espaços diferentes de um mesmo edifício.
 
A banda tem uma canção preferida no álbum?
Não. Temos com o álbum a relação que desejávamos antes de gravar, ou seja, vemo-lo como um todo. Claro que cada um de nós há-de ter a que prefere tocar ao vivo, ou a interpretação mais inspirada…
 
Será necessário haver uma escrita menos terrena e mais etérea, para que os Táxi Ballad possam vir a explorar outros territórios sonoros ou ainda será demasiado cedo para pensar nisso, ou sequer fazer uma associação deste género? O que podemos esperar do futuro discográfico dos Dear Telephone?
Com mais ou menos derivas, sentimo-nos muito confortáveis no lugar sonoro e estético que ocupamos. Gostamos bastante desta ideia de navegação à vista, sem grandes expectativas sobre futuros imaginados. 
 
Para terminar, li algures que Barcelos, a vossa cidade natal, musicalmente está na moda. Devo ficar particularmente atento a mais nomes, além dos Dear Telephone?
Claro que sim. São tantos que temos medo de esquecer algum. Mais fácil será ires seguindo as plataformas criativas/editoriais que vão suportando o “fenómeno”: PAD, Lovers & Lollypops, Honeysound, Noir et Blanc..
 


autor stipe07 às 21:48
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Curtas... CIII

O EP Brass Tactics é o resultado mais recente da colaboração entre o antigo vocalista dos Talking Heads, David Byrne e a multi-instrumentista norte americana St. Vincent, que começou o ano passado com o álbum Love This Giant.

Como o disco foi bem sucedido, a dupla optou por entrar em digressão, que teve início nos Estados Unidos e que agora chegou à Europa, na qual Portugal está incluído. Até aos concertos de Lisboa e Porto, podemos ficar com o este novo EP, disponibilizado gratuitamente. O registo tem um tema original, duas remisturas e duas canções ao vivo.

david byrne st vincent brass tactics

01 Cissus *
02 I Should Watch TV (M. Stine Remix)
03 Lightning (Kent Rockafeller Remix)
04 Marrow (Live)
05 Road to Nowhere (Live)

 

Os Bent Shapes são Andy Sadoway, Ben Potrykus e Supriya Gunda, um trio de Boston que começou por se chamar Girlfriends. Desde 2009 lançaram algumas demos com um conteúdo sonoro assente no rock de garagem e no post punk, com uma míriade de influências que vai dos Josef K aos The Feelies, passando por Jonathan Richman, Billy Childish e os The Fall. Behead Yrself, Pt. 2 é o primeiro avanço disponibilizado de Feels Weird, o longa duração dos Bent Shapes que cehgará aos escaparates a vinte de agosto.

 

Os Snow Patrol acabam de lançar no mercado norte americano e canadiano um álbum de sucessos. A versão norte-americana terá uma nova edição de The Lightning Strike (What If This Storm Ends?), que foi lançada recentemente como single após ter sido usada no trailer do filme de animação Epic. Greatest Hits conta com catorze canções retiradas de todos os discos lançados até hoje por esta banda irlandesa.

01. The Lightning Strike (What If This Storm Ends?)
02. Chasing Cars
03. Run
04. Set The Fire To The Third Bar (Feat. Martha Wainwright)
05. Called Out In The Dark
06. Chocolate
07. Just Say Yes
08. Open Your Eyes
09. Shut Your Eyes
10. Crack The Shutters
11. You Could Be Happy
12. Spitting Games
13. Take Back The City
14. Make This Go On Forever

 

Depois do impacto que causaram na estreia com o EP Recover, os britânicos CHVRCHES acabam de divulgar um novo tema, além de terem alargado recentemente o seu cardápio de remisturas e colaborações com outros artistas. Gun é o mais novo e distintos single do trio, uma canção menos climática, etérea e experimental do que o conteúdo de Recover e que encarna uma maior aproximação dos CHVRCHES com a pop. A canção carrega nas batidas e nos sintetizadores que apontam nitidamente às pistas de dança.

 

Na lista dos registos mais esperados para 2013 no universo do rap e do hip-hop, Doris, o segundo trabalho de estúdio do rapper Earl Sweatshirt assume um conteúdo feito com canções lentas desde que Chum, o primeiro single, foi apresentado em 2012. Depois da chegada de WHOA em Março, o jovem rapper que é também um dos membros dos Odd Future, acaba de disponibilizar Guild, o terceiro tema retirado de Doris. Acompanhado pelo também rapper Mac Miller, Sweatshirt assume com a composição o mesmo enquadramento sombrio que parece decidir as composições desde o lançamento de Earl, o registo de estreia do norte-americano em 2010.


autor stipe07 às 13:07
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Terça-feira, 28 de Maio de 2013

Primal Scream - More Light

Editado no passado dia treze de maio, More Light é o décimo disco da carreira dos escoceses Primal Scream, álbum produzido por David Holmes e que sucede a Beautiful Future (2008). À semelhança do antecessor, More Light comprova um distanciamento cada vez maior ao território fértil e psicotropicamente bastante aditivo de Screamadelica (1991), na minha opinião a obra prima deste grupo liderado por Bobby Gillespie.

Apesar da criatividade que ainda era patente em Vanishing Point (1997) e XTRMNTR (2000), os rumos do cantor e compositor escocês Gillespie parecem alterados há muito tempo, apesar de ser publicamente assente que este More Light é uma nova tentativa de regresso aos dourados anos noventa e de que, por outro lado, foi objetivo da banda fazê-lo sem haver uma demasiada dependência da componente psicadélica. Este balizar de intenções e desvios acaba por ser a maior contradição de More Light, mas há no conteúdo do disco um propósito que dança pelo ritmo acelerado assumido desde Vanishing Point até a sonoridade épica, um cruzamento constante entre Can’t Go Back com Come Together, I’m Comin’ Down e I Love to Hurt (You Love to Be Hurt) e todos os contrastes que representam os blocos mais distantes da discografia dos Primal Scream, nos quais se inclui... a psicadelia.

More Light prima então pela grandeza; 2013 abre a obra de forma matadora e hipnótica nos seus nove minutos de duração. Há uma batida constituída por sintetizadores e um saxofone, que transformam a canção num sucesso instântaneo e que fazem ecoar os anos noventa de de forma clara e inesquecível. A tal grandeza também é feita com intensos instrumentais cheios de cor a acerto melódico, que também contêm algumas experimentações que se definem no que de mais intenso existe na pop atual, mas sem exageros desnecessários. Relativity e Elimination Blues , um tema muito orgânico e que conta com a partricipação especial de Robert Plant nas vozes, são bons exemplos de temas que assumem contornso imprevisíveis, apontam caminhos novos e não estão presos a qualquer condição prévia orientada para a típica sonoridade desta banda escocesa. Mas, ainda assim, mantém-se a habitual mistura de elementos do rock alternativo com a chamada acid house music, o que cria o tal som hibrído eletrónico que os Primal Scream inventaram e que hoje influencia vários nomes.

O alinhamento das canções de More Light é extenso, mas coeso e equilibrado. Numa primeira metade, abundam as mudanças de percursos e o detalhe nos arranjos e o segundo bloco é mais simples e direto e talvez menos interessante. Globalmente hà uma espécie de aúrea tântrica, boa para servir de banda sonora a momentos de reflexão, plasmada na cítara de River of Pain ou na excelente Relativity, que tem detalhes típicos da música indiana. O lado mais eletrónico e voltado para as pistas acontece com as empolgantes Hit Void e Turn Each Other Inside Out, destacando-se a última pela boa interação entre o baixo e guitarra, que cria uma textura musical viciante. Depois também há o punk rock de City Slang e a melódica balada Walking With The Beast, a engraçada Goodbye Johhny, a sexy Culturecide e a rockeira I Want You, todas canções muito bem executadas e com bastantes toques de lisergia.

Em More Light os Primal Scream de Bobby Gillespie continuam a mostrar que são mestres na arte de passear pelo blues, o rock alternativo e o acid house, sem descurar o tal espírito psicadélico e surpreendem positivamente pela capacidade que ainda demonstram de nos surpreender e de ditar tendências no meio musical alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...

 

2013

River of Pain

Culturecide

Hit Void

Tenement Kid

Invisible City

Goodbye Johnny

Sideman

Elimination Blues

Turn Each Other Inside Out

Relativity

Walking With the Beast

It’s Alright, It’s OK


autor stipe07 às 19:28
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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

City Society - City Society

Escrito e gravado em vários estúdios de Nova Iorque entre novembro de 2011 e fevereiro deste ano, City Society é o disco homónimo de estreia do projeto City Society fundado pelo compositor e multi-instrumentista Richard Cupolo. O disco foi editado no passado dia quinze de maio e o single Riot Bloom está disponível para download gratuito no bandcamp da banda.

Os City Society chegaram aos escaparates com trinta anos de atraso porque certamente teriam feito furor na penúltima década do século XX. Richard Cupolo deve sonhar com o ZX Spectrum, cabelos volumosos, ombreiras e calças de cintura subida e soube aproveitar a onda revivalista que se tem apoderado do universo cultural atual, não só no que diz respeito à música, mas também à moda e ao próprio cinema. E Nova Iorque, uma cidade ícone desse período da história contemporânea, está hoje na linha da frente do revivalismo dos gloriosos anos oitenta. Sendo assim, é natural que, com um sintetizador debaixo do braço, os City Society façam uma dream pop que inclui batidas bastante dançaveis, guitarras e teclados vintage e letras muito pessoais, mas que não vale a pena perder grande tempo a tentar entender já que, além de não termos acesso ao intímo de Richard, estas dez canções não foram feitas para ensinar algo, apenas para despertar emoções, as que cada um de nós achar que a música dos City Society desperta e salienta.

Riot Bloom abre o disco e aconselho vivamente a visualização do filme que usa imagens do Top Gun, um filme ícone da história do cinema, cheio de referências à década de oitenta e que ajudou a definir uma imensa variedade de modas estilos dessa época e que hoje, devido ao tal revivalismo vintage, voltam a estar novamente atuais. A canção poderia ter feito parte da banda sonora desse filme até porque tem, à imagem do vídeo, um ambiente sonoro muito synth pop, urbano e lo fi.

A seguir, This Grand Adventure parece ser o início de algo; a voz está tão envolvida com a melodia, que não deixa outra escolha ao ouvinte senão deixar-se envolver pela atmosfera criada e seguir viagem disco fora até um mundo concebido por Richard, supostamente alegre e cheio de descapotáveis, cabedal, leggings coloridas, gel e brilhantina. Em The World Without Us a energia desce consideravelmente e a letra é muito mais acessível e direta.

O álbum termina em beleza com Distant Mystic, uma típica canção desses gloriosos anos oitenta e que fala de um amor entretanto perdido; Escuta-se I leave my soul in your living room I didn’t tell you, I’m alone without you e o ambinte criado à nossa volta é denso, rico e exótico, tal como era todo o disco e tal como se espera que seja o verão que a passos largos se aproxima. Espero que aprecies a sugestão..

City Society - City Society

01. Riot Bloom
02. This Grand Adventure
03. The World Without Us
04. Whirlwind
05. Animal Chemistry
06. Bermuda
07. Two Eyes
08. Speaking Of You
09. Sense Of Truth
10. Distant Mystic


autor stipe07 às 11:09
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Sábado, 25 de Maio de 2013

VED - VED

Editado pela Adrian Recordings, etiqueta dos YAST, Animal Collective, !!!, Junior Boys, Booka Shade, Edda Magnason e This Is Head, entre outros, VED é o disco homónimo dos VED, mais uma banda sueca de Mollevangen, nos arredores de Malmö, neste caso com uma sonoridade mais orientada para as pistas de dança. VED começou por ser o projeto a solo de Mattias Nihlén, mas hoje é já uma banda que faz música rock instrumental com um cariz fortemente hipnótico. Além de Mattias, é formada por Adam Vilgot Persson (guitarra, clarinete, samples, sintetizador), Martin Holm (baixo e guitarra), David Hagberg bateria) e Mattias Almlund (Zither, orgão e samples). Em jeito de curiosidade, Adam tem a alcunha de Dick Cheney for the Vedfather, por ser o elemento mais metódico e organizado do grupo. O álbum está disponível para download gratuíto no soundcloud da editora.

 

Mollevangen é um bairro dos subúrbios de Malmö habitado na sua maioria por jovens e estudantes. É uma zona com bastantes bares, casas de concertos e discotecas, um local com uma vida noturna muito agitada e desenvolvida e onde se cruzam pessoas de diferentes culturas e proveniências. O som dos VED, feito para dançar e para meditar, acaba por refletir esta amálgama cultural já que é imensa a pafernália instrumental utilizada para criar os temas, todos instrumentais e os estilos sonoros que eles reproduzem. Há alguns instrumentos que merecem particular relevo e que acabam por refletir o gosto que Mattias ganhou por eles, durante determinado período da sua vida em que viveu na Grécia; Refiro-me à cítara, um instrumento de cordas típico na zona dos balcãs e em regiões da China e o Bouzouki, um instrumento de cordas grego.

Os nove temas de VED pretendem ser pequenas bandas sonoras, todas assentes no rock progressivo, no jazz experimental do oriente, na folk e na eletrónica, desenvolvidas com sintetizadores e caixas de ritmos, instrumentos de sopro, samples de filmes de terror e outros detalhes e instrumentos elétricos, digitais e acústicos que criam a tal música instrumental de cariz hipnótico, que em determinados momentos pode ser descrita como uma espécie de jazz psicadélico.

Entretanto, no passado dia três de março os VED editaram o LP Spectra, que contém o homónimo no lado A e Starokorokas no lado B. Confere...


autor stipe07 às 22:16
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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

John Grant – Pale Green Ghosts

Produzido por Biggi Vieira dos islandenses GusGus, Pale Green Ghosts é o último disco de John Grant, o antigo líder dos The Czars e hoje uma das figuras de maior relevo e criatividade do cenário musical indie, um verdadeiro ícone, com uma ascenção rápida, mas merecida, em grande parte devido aos Midlake que o descobriram e nele apostaram, mas essencialmente por causa de Queen Of Denmark, o magnífico álbum que o músico lançou em 2010 e que fez despontar um dos grandes compositores da atualidade. Gravado na Islândia, Pale Green Ghosts viu a luz do dia a catorze de maio por intermédio da Bella Union e conta com as colaborações especiais de Sinead O'Connor e do saxofonista Óskar Gudjónsson.

Na altura uma dica preciosa do amigo João Miguel Silva, Queen Of Denmark surpreendeu-me pelas boas melodias, pela belíssima voz do músico e, principalmente, pelas letras incomparáveis e carregadas de ironia, que tratavam abertamente e com muita honestidade e coragem os seus problemas relacionados com o vício de drogas, distúrbios psicológicos, relacionamentos amorosos traumáticos e o preconceito sofrido por ser homossexual. A boa receção do disco pela crítica e a ascenção da carreira devolveram a felicidade perdida ao músico, que acabaria por sofrer um forte abalo com o diagnóstico positivo de HIV. Este evento acabou por condicionar o conteúdo de Pale Green Ghosts que, mais do que apenas o segundo álbum de Grant, é uma continuação da terapia escolhida pelo artista para tentar amenizar as experiências trágicas que têm assolado a sua existência.

Partindo desta permissa, é entusiasmante ouvir o novo disco deste músico norte americano natural de Denver e perceber o efeito terapêutico que certamente o processo de composição terá tido no autor. Mais do que afundar a sua música na dor e de a encher com letras depressivas, Grant demonstra ser especialista em escrever músicas que plasmam essa mesma dor e até uma certa auto depreciação, mas com uma notável dose de humor e ironia. Grant canta sobre o que sente e canta com uma exatidão que emociona o ouvinte mais atento. Por exemplo, GMF parece ser uma espécie de súmula de vários pontos fracos do músico e culmina no refrão But I am the greatest motherfucker that you’re ever gonna meet , From the top of my head down to the tips of the toes on my feet.

A principal inflexão na carreira de John Grant evidente em Pale Green Ghosts acaba por ser na sonoridade adotada. Biggi Vieira é mestre de um tipo de sonoridade um pouco diferente do que se ouvia em Queen Of Denmark, o que fez com que agora as referências passassem a ser outras e o estilo também. Pale Green Ghosts está carregado de referências eletrónicas das décadas de oitenta e noventa, com elementos da pop sintetizada, do techno e da própria house music, mas não deixam de existir temas com  pianos delicados e guitarras próximas das baladas soft rock da década de setenta. Isso fica clara na canção homónima que abre o disco, uma sombria e épica peça pop sintetizada e depois na vintage Blackbelt.

A presença de Sinead O'Connor é fundamental em Pale Green Ghosts porque a sua voz dramática amplia o efeito de alguns temas mais atmosféricos e sérios como Why Don’t You Love Me Anymore e It Doesn’t Matter To Him, onde o destaque fica por conta da interessante combinação entre a viola e o sintetizador. Glacier fecha o trabalho de forma sublime; A canção, composta basicamente por voz e piano e aquxiliada por um bonito arranjo de cordas, bela e dolorosa, trata da discriminação e da rejeição sofridas por Grant quando assumiu a sua sexualidade e sintetiza a dor dele; This pain is a glacier moving through you and carving out the valleys.

Ao conhecer a sua obra e a sua vida pessoal, salta claramente à vista que Grant é um homem forte e corajoso. Com a interpretação dramática e cheia de emoção, a sua bela voz e o modo sincero como conta os detalhes mais delicados da sua vida, este músico aproxima-se de nós sem pedir compaixão, apenas com o intuito honesto de partilhar vivências e tentar curar as suas feridas internas. E também, quem sabe, fazer com que as suas músicas ajudem alguns de nós que se possam identificar com aquilo que ele já passou e que tem para nos dizer. Espero que aprecies a sugestão...

01. Pale Green Ghosts
02. Black Belt
03. GMF
04. Vietnam
05. It Doesn’t Matter To Him
06. Why Don’t You Love Me Anymore
07. You Don’t Have To
08. Sensitive New Age Guy
09. Ernest Borgnine
10. I Hate This Town
11. Glacier


autor stipe07 às 19:45
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Curtas... CII

Por muito replicadas que estejam a ser as referências aos sons da década de oitenta, há quem ainda inove. É o caso dos Egyptian Sports Network, projeto formado por Matt Mondanile (Real Estate/Ducktails) e Spencer Clark (The Skaters/Monopoly Child Star Searchers), que revisitam os sons desse período. Com um EP a sair, a dupla faz de Leo in Cyan um bem sucedido aperitivo para o EP; Com participação de Mark McGuire (ex-Emeralds), a canção sustenta quase sete minutos de colagens excêntricas e todo um composto estranhamente atrativo, disponível em modo ÉFV. Confere...

 

Depois de em anteriores Curtas... ter divulgado outros temas, Michael Maleki, o músico norte americano envolvido nos projetos Kodak To Graph e Isle natural de Gainesville, continua as suas eletrificantes experimentações sonoras e a apresentar mensalmente um tema, que disponibiliza, em modo ÉFV, através da Bad Panda Records. Agora acaba de divulgar Rakshasa, a canção de maio, que conta com a participação especial do músico indiano de apenas dezanove anos Monsoonsiren. Confere...

 

Oriundos da Inglaterra rural, os Silver Arm são uma das novas sensações locais do universo hardcore e do punk rock psicadélico. Formados por ex-membros dos Maps, Red Tiger Riot e Tulip, acabam de editar a explosiva Dead Tongues, o primeiro avanço para o disco de estreia. Confere...

 

Primeiro avanço para o terceiro álbum da banda, um homónimo que chega às lojas já a vinte e três de julho, Better Days é o novo single dos Edward Shape and the Magnetic Zeros. A canção cruza a sonoridade folk com o gospel, numa toada épica e psicadélica, mantendo o que foi testado em Here o ano passado. Confere...

 

Oito anos após The Campfire Headphase, os escoceses Boards of Canada estão de regresso aos álbuns. Reach for the Dead é a primeira amostra de Tomorrow’s Harvest, álbum que tem edição prevista para o próximo dia dez de Junho através da Warp Records.


autor stipe07 às 13:18
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