Sábado, 30 de Março de 2013

Home By Hovercraft - Are We Chameleons?

Os Home By Hovercraft são uma banda de Dallas, no Texas, liderada pelo casal Seth Magill and Shawn Magill, aos quais se juntaram a irmã de Seth, Abbey Magill, Johnny Sequenzia e Max Hartman. Are We Chameleons? é o álbum de estreia do grupo e viu a luz do dia a doze de março.

Na música, hoje em dia quase nada é propriamente novo. O segredo do sucesso está, na esmagadora maioria das vezes, na criatividade com que diferentes sonoridades se misturam e são replicadas e a toada inventiva acaba por se justificar pela originalidade com que determinada banda ou projeto consegue, de forma diferente, cozinhar os diferentes ingredientes que selecionou. Os Home By Hovercraft são o exemplo claro de um grupo que pretende servir-se de uma paleta abrangente de estilos sonoros e concentrá-los de forma que resultem num coerente registo pop que nos transporte até ambientes do passado mais clássicos e tradicionais.

Are We Chameleons? foi produzido por Paul Williams e a principal referência dos Home By Hovercraft são, sem dúvida os The National, com a própria voz de Seth a fazer lembrar o registo de Matt Berninger. Mas Spoon, Beirut ou Nick Cave também cabem na míriade de influências que definem a sonoridade deste grupo texano. Está implícito no ADN dos Home By Hovercraft um forte sentido de teatralidade, não só no campo musical, mas também na forma como este negócio de família se apresenta ao vivo, influenciados pela pop clássica com traços de um certo art rock.

A variedade de instrumentos que utilizam, com destaque para os de sopro e percussão, que vão da tuba ao xilofone, passando depois, nas cordas, pelo violino, além dos clássicos piano e guitarra, ajudam imenso a transportar o ouvinte de Are We Chameleons? até vivências do passado que, no caso da divertida In Hand, me fizeram recordar os ambientes palacianos do barroco francês.

Acaba por haver aqui também travos de folk, uma grandiosidade algo esotérica e uma implícita extravagância que nos transporta também aos ambientes típicos da Broadway ou do próprio Moulin Rouge. A própria banda esteve a trabalhar num musical chamado On the Eve e confessa que o conteúdo de Are We Chameleons? resulta do trabalho desenvolvido para esse musical que, em 2012, esteve no Margo Jones Theater e no Magnolia Lounge at Fair Park e que faz parte do programa do Theatre Three, sendo todas estas salas em Dallas (We sculpted Are We Chameleons? as we were about to go into production for On the Eve. We took the ones from the musical that we were most confident taking into the studio. - Seth Magill). Espero que aprecies a sugestão...

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autor stipe07 às 19:47
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Sexta-feira, 29 de Março de 2013

Jim James – Regions Of Light And Sound Of God

Depois de ter editado, nos My Morning Jacket, Circuital, em 2011, Jim James, um músico dessa banda e natural de Louisville, no Kentucky, está de regresso com Regions of Light and Sound of God, disco lançado a cinco de fevereiro pela ATO.

Regions Of Light And Sound Of God foi produzido, composto e gravado com base no solitário trabalho de Jim James e, por isso, o álbum acaba por ser, de maneira bastante natural, um reflexo da alma e da mente dele. Desde a forma como as guitarras são enquadradas nas melodias, até à escrita dos versos, tudo plasma uma atmosfera de perfeita solidão. Dentro desse propósito, cada instante ao longo do retrato de nove composições tem uma relação direta com a vida do músico, como se ele fosse uma personagem que se transforma na matéria-prima audível em Regions Of Light And Sound Of God.

Circuital era um disco um pouco confuso, fruto de uma fase dos My Morning Jacket em que não queriam rejeitar as melodias orgânicas e bucólicas que deram vida aos trabalhos iniciais dessa banda e, ao mesmo tempo, fundi-las com acabamentos mais atuais e futurísticos. Digamos que foi uma busca pelo chamado country alternativo, onde o campo se transformam na cidade e os agregados de distorção que se adicionaram às cordas, tornaram-se na base funcional do conteúdo do disco.

Regions of Light and Sound of God também flutua entre o passado e esse futuro bem exemplificado na capa, com James a caminhar num cenário minimalista delineado pelas cores, uma metáfora para a matéria urbana desta sua primeira obra a solo. Da voz que remete para a folk da década de setenta, passando pela ponderação sonora, tudo se organiza de forma contrastante e cada realce musical abordado pelo disco não deixa de transparecer uma visita ao passado. O velho e o novo, o futurístico e arcaico, a simplicidade de uma corda e a excentricidade de um sintetizador, balançam entre si e dividem protagonismos, com coerência e bom gosto.

Num artista iniciante, esta fórmula difusa talvez resultasse num exercício cheio de antagonismos desligados e incoerências; Nas mãos de Jim James, um veterano nestas andanças, o casamento desta bipolaridade sonora resulta na perfeição, porque há ordem na forma como, em cada composição, as guitarras se dissolvem nas típicas propostas ambientais acústicas, ao mesmo tempo que são adornadas por distorções orgânicas e eletrónicas. Assim, temas que à partida poderiam ter um conteúdo mais simplista, acabaram por aflorar num cenário de arranjos, versos e sensações naturalmente grandiosas, um reforço necessário para a boa forma da obra.

Diferente de tantos outros registos que até brincam com as mesmas perceções musicais do artista, Regions Of Light and Sound of God é um trabalho que encanta justamente pelos instantes de nostalgia dissolvidos pelo álbum. A dor e as pequenas interpretações quotidianas de James são universais, fator que converte o álbum num trabalho naturalmente clássico e construído em cima de referências vintage, mas atuais. Espero que aprecies a sugestão...

01. State of the Art (A.E.I.O.U)
02. I Didn’t Know Til Now
03. Dear One
04. A New Life
05. Exploding
06. Of The Mother Again
07. Actress
08. All Is Forgiven
09. God’s Love To Deliver

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autor stipe07 às 22:00
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Quinta-feira, 28 de Março de 2013

Imagine Dragons - Night Visions

Night Visions é o disco de estreia dos norte americanos Imagine Dragons, uma banda natural de Las Vegas e formada por Ben McKee, Dan Reynolds, Wayne Sermon e Dan Platzman. Night Visions viu a luz do dia a quatro de setembro de 2012, por intermédio da Interscope Records e produzido, inicialmente, pela própria banda e posteriormente pelo produtor inglês de hip hop, Alex Da Kid e Brandon Darner dos The Envy Corps, tendo sido misturado por Joe LaPorta. Os onze temas do álbum foram compostos entre 2010 e 2012, de acordo com Dan Reynolds, o líder dos Imagine Dragons, e algumas canções apareceram em diversos EPs.

Night Visions é, na sua essência, um disco de rock indie e alternativo, mas também traz consigo influências de dubstep, folk, hip-hop e pop. É uma estreia consistente e surpreendente, com alguns destaques, nomeadamente a melancólica Amsterdan e Demons, canção que combina uma excelente performance vocal com a sonoridade comercial que a levou a fazer parte da banda sonora do filme The Words. Destaco também On Top Of The World, canção que podemos ouvir por cá no mais recente anúncio de uma marca de telecomunicações e It's Time, o primeiro single retirado de Night Visions, uma canção muito aditiva, que prova o ecletismo da banda e onde combinam um instrumental folk e o espírito rockeiro do refrão. Esse ecletismo também é percetível nas experimentações com a eletrónica patentes em Underdog.

A temática do sofrimento que advém de sentimentos é recorrente ao longo do disco, mas funciona, principalmente em Bleeding Out, que termina numa melodia mais metálica e aberta.

Em suma, Night Visions é um disco que não vai mudar as nossas vidas, mas tem um conteúdo coeso, com uma diversidade orgânica e crua, isenta de truques supérfluos e demasiado elaborados e canções que se entranham com facilidade e nos cativam até à exaustão. O final inspirador de Working Man é a conclusão ideal porque as vozes em coro criam uma atmosfera inspiradora e positiva e a canção deixa alguma água na boca relativamente ao futuro deste grupo norte americano. Espero que aprecies a sugestão...

1. Radioactive
2. Tip Toe
3. It’s Time
4. Demons
5. On Top Of The World
6. Amsterdam
7. Hear Me
8. Every Night
9. Bleeding Out
10. Underdog
11. Nothing Left To Say
12. Selene
13. The River


autor stipe07 às 19:02
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Quarta-feira, 27 de Março de 2013

Elephant Stone – Elephant Stone

Os Elephant Stone são Rishi Dhir, Gabriel Lambert, Stephen The Venk Venkatarangam e Miles Dupire, uma banda de Montreal, no Canadá, que se formou em 2009 pela iniciativa de Rishi Dhir, um baixista e um dos tocadores de cítara mais importantes do cenário musical psicadélico atual. Basta dizer que nos últimos anos gravou e andou em digressão com nomes tão importantes desse género musical como os The Black Angels, Brian Jonestown Massacre, ou os The Horrors.

Ainda nesse ano de 2009 os Elephant Stone editaram The Seven Seas, o disco de estreia. Nesse trabalho Dhir deu início à sua busca, quase obsessiva pela canção pop perfeita. O seu conteúdo acabou por chamar a atenção da crítica e o álbum foi nomeado pata os Polaris Music Prize desse ano. A seguir surgiu mais um EP, The Glass Box EP, num período em que o músico também andou na digressão de 2011, dos The Brian Jonestown Massacre. Agora, no início de 2013, chega o segundo álbum, um homónimo lançado pela Hidden Pony Records.

O uso da cítara por Dhir no The Seven Seas não foi uma novidade em trabalhos do universo indie e shoegaze, mas sucedeu com uma qualidade tão invulgar, que obrigou os habituais ouvintes deste género de sonoridade a ficarem atentos aos Elephant Stone. No entanto, o conteúdo do álbum ainda não estava devidamente balizado e a míriade de detalhes sonoros presentes, e que passavam também pela brit pop, não deixava que se formasse uma opinião rigorosa acerca do que, musicalmente, os Elephant Stone pretendem atingir. Assim, dar a este segundo disco o nome da prória banda, talvez seja uma forma de dar as cartas de novo, uma espécie de recomeço, finalmente um assumir mais preciso das verdadeiras motivações destes quatro músicos, onde Dhir é o cérebro dominante.

Neste segundo álbum a cítara ouve-se ainda mais e agora é também usada, nos arranjos, para fazer sobressair a tonalidade psicadélica das canções e não apenas para substituir a guitarra na primazia melódica. Além da cítara, também se escuta outro instrumento de cordas tradicional indiano, tocado com um arco, chamado dilruba.

Os cinco primeiros temas de Elephant Stone obedecem aos padrões habituais da indie pop de cariz mais psicadélico, onde além das cordas cativa o brilho e o pulsar intenso da bateria. A partir da segunda metade do disco a velocidade abranda, aumenta a complexidade e sobressai uma tonalidade quase espiritual em algumas canções, com especial ênfase para a instrumental Sally go Round The Sun. Ouve-se com maior regularidade os instrumentos tradicionais indianos já referidos, nomeadamente, como reforcei, no esplendor que conferem ao nível dos arranjos. A guitarra também ganha um pendor mais sinistro, efeito reforçado pela componente acústica da mesma e pela maior predominância da voz em reverb e eco.

Antes de teminar importa referir que Elephant Stone é inspirado na música dos Stone Roses com o mesmo nome e numa estátua do deus hindu Ganesh que o próprio Rishi Dhir possui e que o leva a referi que a sua banda tem uma sonoridade hindie rock. Espero que aprecies a sugestão...

Elephant Stone - Elephant Stone

01. Setting Sun
02. Heavy Moon
03. Masters Of War
04. Hold Onto Yr Soul
05. A Silent Moment
06. Looking Thru Baby Blue
07. Sally Go Round the Sun
08. Love The Sinner, Hate The Sin
09. The Sea Of Your Mind
10. The Sacred Sound


autor stipe07 às 16:00
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Terça-feira, 26 de Março de 2013

Devendra Banhart – Mala

Devendra Banhart está de regresso com Mala, o seu oitavo disco lançado recentemente por intermédio da Nonesuch e que interrompe um hiato de quase quatro anos, já que sucede a What Will Be, álbum lançado em 2009 e que replicava novamente a típica sonoridade folk psicadélica e latino americana do músico, razão pela qual todos ansiávamos por um regresso que fosse tudo menos normal e previsível, para que não tívessemos que nos deparar com um Devendra demasiado aobrrecido, previsível e calculista e atirá-lo de vez para a secção das irrelevâncias com as quais não há tempo a perder porque o mundo está demasiado habitado de música e, mais do que nunca, selecionar, é preciso.

Devendra deve ter tido em atenção esta necessidade de inovar quando começou a projetar Mala. Neste novo trabalho do músico mantém-se presente o fascínio pelos ritmos latinos que sempre acompanharam toda a discografia do cantor e compositor texano, porém, nunca de forma tão explícita como agora. Mala está cheio de referências à música construída na América Latina, principalmente os realces que sustentaram a bossa nova e boa parte dos sons brasileiros da década de cinquenta até à explosão da Tropicália. Devendra transforma-se num verdadeiro trovador latino quando interpreta Mi Negrita e cruza a pop solarenga dos Beatles com o glam rock em Won't You Come Over.

Nas suas letras sobressai constantemente um aprimorado jogo entre a gentileza e uma certa agressividade, no seio de canções manchadas pela saudade. Esta dicotomia não é propriamente algo que soe absurdo já que o humor é uma caraterística muito presente na escrita de Devendra e há que não esquecer, nesse apaziguamento, a tal serenidade tropical e o clima latino que banham Mala. Tudo isto cria um composto agridoce e melódico e a própria tristeza é compreendida com um ligeiro sorriso, algo bem patente em Your Fine Petting Duck, um tema que representa bem todo esse sentimento que abastece o álbum, tratando do fim de um relacionamento com nostalgia e com uma certa dose de felicidade.

Mala exala pacatez e honestidade e pressente-se que Devendra se apresenta como é, tão criativo como no começo da carreira e menos próximo do que em alguns momentos parecia ser uma encenação ou um personagem interpretado pelo artista.

Mergulhado em recortes dolorosos de tudo o que o músico viveu nos últimos quatro anos, Mala é atual e um trabalho eminentemente nostálgico. Menos metafórico e muito mais consciente da necessidade de soar íntimo do ouvinte, Devendra Banhart fez de cada tema deste disco um instrumento de aproximação com diferentes públicos, sendo este o álbum mais acessível e encantador da sua carreira. Espero que aprecies a sugestão...

01. Golden Girls
02. Daniel
03. Fur Hildegard Von Bingen
04. Never Seen Such Good Things
05. Mi Negrita
06. Your Fine Petting Duck
07. The Ballad Of Keenan Milton
08. A Gain
09. Won’t You Come Over
10. Cristobal Risquez
11. Hatchet Wound
12. Mala
13. Won’t You Come Home
14. Taurobolium


autor stipe07 às 13:09
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Segunda-feira, 25 de Março de 2013

Paperfangs - Past Perfect

Um dos melhores discos que ouvi em 2013 chama-se Past Perfect e assinala a estreia nos trabalhos de longa duração dos Paperfangs, uma banda finlandesa natural de Helsinquia, formada pelos irmãos Jyri e Tarleena e pelo amigo Mikko. Past Perfect viu a luz do dia a vinte e dois de fevereiro por intermédio da Soliti Music e sucede aos EPs ePop006, editado em 2010 e AAVAV, disponibilizado em 2012 e que contém Violet, uma cover de um original dos Kiss Kiss. (O último está disponível para audição no Bandcamp dos Paperfangs e ePop006 pode ser obtido gratuitamente na Eardrums Pop).


Past Perfect é um dos discos que mais tenho ouvido nos últimos dias, muito por culpa de encantadores teclados, de uma batida subtil transversal ao disco e que lhe confere uma textura sonora única e peculiar e de um jogo de vozes quente e intimista. Past Perfect ouve-se com satisfação no carro, no escritório, no quarto, ou no exterior enquanto se pratica exercício físico, sendo um álbum excelentemente produzido e que viaja bem connosco, independentemente do local onde se está.

Não é fácil destacar algumas canções devido à homonegeidade sonora do álbum e à elevada bitola qualitativa do mesmo. Não há pressa e sofreguidão na forma como as guitarras e o sintetizador se cruzam musicalmente entre si e suportam as aproximações com a eletrónica. No entanto impressionou-me In Age, tema que dá o mote para o conteúdo dos cerca de trinta e cinco minutos dos disco e das próximas nove canções e também, logo depois, Bathe In Glory, o primeiro single de Past Perfect e já conhecido há algum tempo, um tema que entra pelos nossos ouvidos com extrema delicadeza, na forma de uma belíssima canção, com uma voz profunda e uma viola que se encaixa perfeitamente num ambiente nostálgico, também potenciado pela luminosidade do sintetizador. This Power destaca-se pelos pequenos toques de uma corneta e um piano profundo, numa simbiose que provoca uma espécie de quebra cabeças que nos implora para que nos dediquemos a identificar as várias camadas sonoras e as diferentes texturas da canção.

All Girls Are Grey é o segundo single já retirado de Past Perfect; Começa de forma muito simples, apenas com a bateria e o sintetizador, para depois receber, de braços abertos, o piano, uma batida dançável e a peculiar voz grave de Jyri.

Para estreia, os Paperfangs não se sairam nada mal. O irmão, a irmã e o amigo dos dois deitaram-se numa nuvem feita com a melhor dream pop escandinava e operaram um pequeno milagre sonoro; Tornaram-se expansivos e luminosos, encheram essa nuvem com uma sonoridade alegre, floral e perfumada pelo clima ameno da primavera que está quase a chegar e o mais interessante é que conseguiram fazê-lo sem grande excesso e com um belíssimo acabamento açucarado, duas das permissas que justificam coerência e acerto na estratégia musical escolhida.

Em suma, Past Perfect é um belíssimo álbum, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão...

01. In Age
02. Bathe In Glory
03. Selfless
04. This Power
05. Repeat
06. Darkling, I Listen
07. Widow’s Song
08. Avenue Of Splendours
09. All Girls Are Grey
10. His Famous Last Painting


autor stipe07 às 12:51
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Domingo, 24 de Março de 2013

Curtas... XCII

O músico e produtor paivense André Fernandes divulgou recentemente um filme para uma remistura de I Follow Rivers, um original de Likke Li, também da autoria do André. De acordo com o autor, essa foi a sua primeira filmagem e revelação de película, três minutos filmados em super 8, com uma Bauer C4 de 1974. A remistura está disponivel para download gratuito no soundcloud do músico e produtor paivense.

Em jeito de balanço do trabalho recente do André, importa referir que recentemente fez a remix dos Die Antwoord que teve mais visualizações, num evento especial, além de estar prestes a fazer mais música para cinema, depois de ter composto a banda sonora do galardoado filme Um Funeral À Chuva.

 

Os portugueses StereoBoy, de Luis Salgado e Sofia Arriscado, têm um novo single. A canção chama-se Naked e serve de avanço ao primeiro longa-duração da dupla, inspirado na cidade invicta e que deverá sair em Abril. Confere o vídeo de tema realizado por Joana Domingues.

 

My Heart Skips A Beat, o sexto tema do alinhamento de TOY, o disco homónimo de estreia dos britânicos TOY, acaba de ser editado como single, através de um EP com mais dois inéditos e uma versão ao vivo. Confere...

01. My Heart Skips A Beat
02. She’s Over My Head
03. Layered Electronics
04. Kopter (BBC 6 Music Session)

 

Os Sigur Rós já têm sucessor para Valtari. O novo álbum chama-se Kveikur e chega às lojas a dezassete de junho. Brennisteinn é o primeiro single já editado, com mais dois inéditos e disponível para download no sitio da banda. Confere...

01. Brennisteinn
02. Hryggjarsúla
03. Ofbirta


Acabam de ser divulgados mais detalhes do novo álbum dos The NationalTrouble Will Find Me, o sucessor do excelente  High Violet de 2010, será editado a vinte de maio e conta com as participações especiais de Sufjan Stevens, na percussão e sintetizadores e de Sharon Van Etten e Annie Clark, dos St. Vincent, na voz. Richard Reed Parry, dos Arcade Fire, Doveman e Nona Marie, dos Dark Dark Dark, também irão aparecer nos créditos do novo disco da banda de Matt Berninger e dos irmãos Dessner.


autor stipe07 às 22:34
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Sábado, 23 de Março de 2013

EELS – Wonderful, Glorious

Os Eels de Mark Oliver Everett, aka Mr. E, uma das minhas bandas preferidas, estão de regresso aos discos com Wonderful, Glorious, um trabalho com treze temas e inteiramente gravado nos estúdios do músico em Los Feliz, nos arredores de Los Angeles, construídos de raíz para a ocasião. Este álbum foi lançado a quatro de fevereiro por intermédio da Vagrant Records; É o décimo disco dos Eels e interrompe um hiato de quase três anos após um período bastante profícuo da banda e que deu origem à triologia Hombre Lobo (2009), End Times (2010) e Tomorrow Morning (2010).

Para quem, como eu, acompanha com atenção a carreira dos Eels praticamente desde o início, o primeiro single de Wonderful, Glorious não surpreendeu quem já está habituado a constantes e felizes quebras na conduta sonora deste grupo norte americano; Após a introspeção latente em End Times, a agressividade punk de Peach Blossom encontra paralelo na transformação sonora que no virar do século operaram de Daisies Of The Galaxy (2000) para Souljacker (2001). Oliver Everett gosta de surpreender e sobrevive no universo indie rock devido à forma como tem sabido adaptar os Eels às transformações musicais que vão surgindo no universo alternativo sem que haja uma perca de identidade na conduta sonora do grupo.
A temática das canções de Wonderful, Glorious é variada e, como sempre, há uma forte componente autobiográfica na escrita de Mr. E. Sonoramente, a agressividade de canções como Kinda FuzzyOpen My PresentStick Together e New Alphabet, não é gratuíta, digamos assim, ou seja, é feita com algum controlo e com uma instrumentação apelativa, que combina muito bem com a típica rouquidão vocal de Everett. Na triologia citada, Mark cantou sobre algumas mazelas que certamente o atormentavam nesse período e agora, em Wonderful, Glorious, o músico sai de novo de uma espécie de clausura emocional e introspetiva, para se libertar e mostrar, sem receio, a sua faceta mais rebelde e divertida, não havendo agora lugar para sentimentos obscuros e lamentações.
Wonderful, Glorious nunca será o disco do tudo ou nada dos Eels, porque estamos na presença de uma banda que já carimbou, com legitimidade, o seu lugar no historial mais ilustre e fundamental do rock alternativo, devido a mais de duas décadas de uma imaculada carreira. Mas sente-se que é um implícito grito de revolta, por parte de um grupo que ciente de tudo isto, talvez esteja cansado da indiferença e de, injustamente, ter vivido todo este tempo numa inexplicável penumbra mediática. Em Bombs Away os Eels assumem a intenção de causar estragos e o groove invulgar de Kinda Fuzzy e a emoção latente na folk da belíssima On The Ropes, servem para provar que há uma míriade sonora notável no cardápio sonoro do grupo e que, no caso da última canção, ao comparar-se com um pugilista, Mr E. assume que não está KO e que quer lutar pelo seu justo lugar no estrelato. Em The Turnaround, no meio de uma certa tensão, Mark prova que sabe aproveitar o seu potencial criativo e assume que pode haver reviravoltas no combate, mas o crescendo da canção sustenta que ele está pronto, uma vez mais, para enfrentar as adversidades e continuar a sua caminhada.

Wonderful, Glorious pode não mudar muita coisa no universo musical dos Eels devido à riqueza do mesmo, mas depois da tal triologia, a liberdade deste disco acaba por ser uma lufada de ar fresco. A dinâmica do sucesso é difícil de prever, mas Everett e companhia merecem elogios de um público maior do que aquele que o conhece e produziram aqui um punhado de canções marcantes que podem realmente leva-los mais além. Oxalá eles alcancem a fama e o reconhecimento público que tanto reclamam em Wonderful, Glorious, porque bem o merecem. Espero que aprecies a sugestão...

01. Bombs Away
02. Kinda Fuzzy
03. Accident Prone
04. Peach Blossom
05. On The Ropes
06. The Turnaround
07. New Alphabet
08. Stick Together
09. True Original
10. Open My Present
11. You’re My Friend
12. I Am Building A Shrine
13. Wonderful, Glorious


autor stipe07 às 19:55
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Sexta-feira, 22 de Março de 2013

Sans Parade – Sans Parade

Os Sans Parade são uma banda finlandesa fundada em 2009 e liderada por Markus Perttula (voz e baixo) e Jani Lehto (guitarra, sintetizador, piano, percurssão,...), aos quais se juntaram o multi-instrumentista Pekka Tuppurainen, Ville Pynssi (bateria), Tommi Asplund (violino), Inkeri Siirilä (violino), Laura Turpeinen (viola) e Magdalena Valkeus. Sans Parade, um homónimo, é o disco de estreia deste grupo que se divide entre Turku e Helsinquia, na Finlândia e Estocolmo, na Suécia, um álbum que viu recentemente a luz do dia por intermédio da Soliti Records.

Quando se escuta música nova, geralmente há dois tipos diferentes de sensações; Há discos e bandas que à primeira audição até causam alguma repulsa e estranheza, mas que depois se entranham com enorme afinco, ou então há aqueles exemplos que logo à primeira audição nos conquistam de forma arrebatadora e visceral. Mas como a própria vida é, quase sempre, muito mais abrangente nos seus momentos do que propriamente a simples análise através de duas bitolas comparativas que tocam opostos, também na música há momentos em que somos assaltados por algo muito maior e mais belo do que a simples soma de duas ou três sensações que nos fazem catalogar e arrumar em determinada prateleira aquilo que escutamos. Os finlandeses Sans Parade são um destes casos, o exemplo claro de uma banda que, tendo em conta este disco homónimo de estreia, nos deixam sem adjetivos suficientemente claros para que possamos definir com exatidão a sua qualidade sonora.

Formados em 2009 pelo músico, cantor e escritor Markus Perttula e pelo músico de house Jani Lehto, os Sans Parade rapidamente tornaram-se num trio quando o músico de jazz Pekka Tuppurainen se juntou à dupla. Hoje o grupo é ainda maior, com músicos que dominam diferentes géneros musicais e que, além dos já referidos, também tocam a folk. Assim, esta massiva junção de géneros e influências, naturalmente iria dar origem a um verdadeiro caldeirão sonoro, algo que se escuta em Sans Parade, um disco cantado por uma belíssima voz e com arranjos orquestrais lindíssimos, que fazem dele uma das mais belas surpresas do início de 2013.

Sustentados pela habitual melancolia que só os grupos escandinavos sabem transmitir, já que este grupo tem, como referi, as suas raízes num ponto do globo artisticamente muito criativo e assenta a sua sonoridade numa mistura de indie pop e indie rock,  com post rock e alguns elementos eletrónicos, os Sans Parade deixam aqui bem claro que fizeram um disco perfeito para quem tem necessidade de se afundar em sonoridades etéreas para ganhar um novo ânimo e assim deixar para trás as adversidades. Logo na pop rock orquestral de The Last Song Is A Love Song, um tema que expande os horizontes minimalistas quando, antes de cada refrão, eleva o volume dos instrumentos como um todo e temos a explosão que, com os coros finais, dá a cor e brilho que nos fazem levitar, apetece aumentar o volume o mais possível para não deixarmos escapar nenhum dos imensos detalhes sonoros e para nos deixarmos engolir pela voz cândida de Perttula que nos obriga a acordar... Waltz with me! I’ve stopped dreaming, I’m not okay.

Depois, basta conferir A Ballet On The Sea e December 13th para não restarem mais dúvidas que estamos na presença de um disco com uma sonoridade única e peculiar, com várias canções que soam a uma perfeição avassaladora e onde custa identificar um momento menos inspirado.

Sans Parade é uma espécie de súmula de toda a amálgama de elementos e referências sonoras o que confere ao disco uma sensação um pouco dúbia, de difícil catalogação e assim deveras interessante tentar deslindar. Nele somos conduzidos para lugares calmos e distantes, os quais conseguem ser alcançados muito por influência de uma voz que parece conversar connosco. Quando o disco termina ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Já agora e como os sintetizadores tiveram a primazia na condução sonora de Sans Parede, aqui podes ler um artigo muito interessante onde se percebe a artilharia que foi utilizada em cada canção. Espero que aprecies a sugestão...

Sans Parade - Sans Parade

01. The Last Song Is A Love Song
02. The End Of The World 1964
03. Guarded Mountain
04. Dead Trees
05. A Ballet In The Sea
06. In A Coastal Town
07. Swept Away
08. A Liking Song
09. From Leytonstone To Canary Wharf
10. On The Sunniest Sunday
11. One Of Those Mornings
12. On December 13th


autor stipe07 às 22:54
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Quinta-feira, 21 de Março de 2013

oLUDO - Almirante

(…) Almirante é a personagem que ilustra o primeiro e tão aguardado álbum de oLUDO. Um ser, de face e feições ocultas mas, ao mesmo tempo, familiar. Lembra-nos a presença e o respeito pelo mar, sempre marcados na alma Portuguesa. É contudo, uma figura simples e marcante para quem o ouve. Não são estórias de mar. São melodias de vida, aventuras, amizades, amores perdidos e vividos… Esta personagem do Almirante é transparente para quem o quer ver e é uma sombra para quem não o conhece. Mas está sempre presente (…)” (nota de imprensa)

 

Estrearam-se em 2009 com Nascituro, disco que incluia o grande sucesso A Minha Grande Culpa, um dos temas mais rodados das rádios nesse ano e que foi escolhido para banda sonora dos separadores do canal Sic Radical. Dois anos depois regressaram aos lançamentos discográficos com Almirante. Falo dos oLUDO, um coletivo algarvio formado por Davide (Vozes, guitarras), João Baptista (Guitarras e vozes), Nuno Campos (Piano e teclados), Paulo Ferreirim (Baixo) e Filipe Cabeçadas (Bateria).

Almirante é um disco com simples e eficaz, com treze temas feitos com uma sonoridade pop bastante orelhuda e que apontam claramente às rádios. É um conjunto de canções homogéneo, todas elas cantadas na nossa língua materna, manuseada com mestria, já que todas as palavras, mesmo as mais simples, encaixam sempre na melodia. Esta fórmula simples e eficaz, cativa e cria uma mistura sonora agradável, dando origem a boas músicas, nomeadamente os singles Fica, Não Te Vás Daqui e Um Universo Maior, um tema com uma fantástica linha de percurssão.

Os oLUDO provam que a pop portuguesa não precisa de ser demasiado complicada para ser audível com prazer. Há uma guitarra que pauta a ordem das canções e depois surgem órgãos e vários instrumentos de sopro e percurssão que dão a cada tema a roupagem que ele necessita para ter o brilho, a harmonia e a cor que estes cinco músicos certamente procuraram tentar transmitir.

Para os oLUDO, que estão de regresso ao estúdio e a testar uma nova sala de ensaios, o caminho a seguir deverá ser este e não se devem afastar da rota que o Almirante lhes traçou e que lhes exige que continuem a criar estórias que falam da vida, aventuras e desventuras, amizades, amores perdidos e vividos. Esta personagem do Almirante é transparente para quem o quer ver e é uma sombra para quem não o conhece. Mas está sempre presente. Confere abaixo a entrevista com a banda e espero que aprecies a sugestão...

01. Vem comigo agora
02. Fica não te vás daqui
03. De dia sou piloto do meu pensar
04. Queria ficar sem receios
05. Um Universo maior
06. O meu suspiro
07. Muzar
08. Sentir o que não digo faz bem
09. A onda já me levou
10. Canção do Almirante
11. Memórias de um dia perfeito
12. A minha grande culpa
13. O sofá velho

Depois de Nascituro e mil Tentações, os EPs de estreia, surgiu finalmente, Almirante, o longa duração. Há uma continuidade dos EPs para o álbum?

Sim, o álbum Almirante é uma continuidade, é o culminar de experiencias que fizemos nos primeiros EP´s, tomámos muitas decisões baseadas nos primeiros trabalhos.

 

Segundo uma nota de imprensa, o Almirante é Um ser, de face e feições ocultas, que lembra-nos a presença e o respeito pelo mar, mas as treze canções do disco abordam outras temáticas mais terrenas, digamos assim. Como chegaram à escolha do nome para o álbum?

É um disco de sensações, tentámos através das canções, definir um pouco da vida deste Almirante. A saudade, o desejo de conquista descontrolado e também a falta de controlo do destino. A sensação de perda constante e o respeito pela viagem. O Almirante é de facto um disco de vida, de entrega e sobretudo de paixão pelo mar.

Claro que quem quiser explorar o disco por outras vertentes também pode, a viagem amorosa é tão perigosa quanto a marítima!

 

Este novo álbum tem algumas participações especiais, a nível experimental, na escrita e na voz. Como foi possível congregar tantos marujos de excelência em redor desta causa?

Grande amizade, companheirismo e muito amor por esta arte que é fazer música.

 

Durante a audição de Almirante chamou-me particularmente a atenção a simplicidade da vossa escrita e a mestria com que encaixam as letras na melodia. Como é o processo de criação musical dos oLUDO? Surgem primeiro as letras, ou elas são criadas em função de melodias que entretanto vão surgindo?

As letras e as melodias vêm muitas vezes em conjunto.

Na maioria das vezes é o João Batista que escreve muitos dos poemas das musicas d´oLudo, e normalmente o Davide adapta os poemas às melodias que vai criando em cima das harmonias. Este processo desenvolve-se muito naturalmente.

Por outro lado, quando é o Davide escrever algumas das letras o processo já é diferente, a letra e a melodia vão sendo construídas em paralelo.

 

Onde se inspiram para escrever as vossas canções?

Em tudo o que está à nossa volta, nas nossas vivencias pessoais, no que a vida nos põe à frente… as ideias aparecem-nos na maioria das vezes à nossa frente, só pegamos na matéria prima e vamos moldando.

 

Acompanho o universo musical indie e alternativo com interesse. Quais são as vossas principais influências musicais?

Não conseguimos ficar agarrados a nada nem nos podemos caracterizar por uma banda influenciada por A ou por B, a depender do que o tema que estamos construindo nos peça, por vezes podemos” ir beber à fonte” de uma música ou banda naquele determinado momento para percebermos as sonoridades. Claro que cada um de nós tem os seus gostos e preferências musicais, os seus artistas preferidos, que no fim definem muito o resultado final de cada tema que oLudo faz, mas no como oLudo não nos vimos influenciados por nada em concreto ou então, podemos dizer que também somos influenciados por tudo.

 

O vídeo do single Fica, Não Te Vás Daqui, e foi realizado por Pedro Pinto e impressionou-me, além do preto e branco, pela forma hipnótica como foram editadas as sequências de imagens do casal. Há aqui aquela metáfora que procura ilustrar quando duvidamos se queremos , ou não, que aconteça ou se mantenha a presença de alguém nas nossas vidas e, por isso, há um período de vai e vem relacional, ou a mensagem que procuraram transmitir é outra?

A sua análise é muito boa! Porque o tema fala precisamente nisso, na importância de alguém nas nossas vidas, mas pode haver também outras interpretações.

É sim uma forma de ver o vídeo e captar a mensagem do tema, mas este na verdade é muito aberto à interpretação de cada pessoa.

Uma pessoa que ouve uma determinada música sente-a ou interpreta-a à sua maneira, pode depender do seu estado de espirito, cada cabeça é um mudo, e cada pessoa filtra de forma diferente da outra…

No caso do Video, deixamos o Pedro Pinto interpretar o tema à sua maneira e ele recriou o que se vê no vídeo, quisemos dar-lhe toda a liberdade artística, e o resultado é este, um vídeo fantástico, foi a interpretação dele em relação ao tema.

 

A banda tem uma canção preferida neste álbum?

Gostamos de todas elas!

 

A que se deveu a opção de disponibilizar gratuitamente a edição digital de Almirante?

Vivemos tempos de mudança e temos que nos ajustar. Decidimos fazer edição física do disco e distribui-lo no circuito das lojas nacionais mas, de facto, se temos esta ferramenta da Internet que nos permite chegar a muito mais gente... O que queremos é que a musica chegue aos ouvintes.

 

O que podemos esperar do futuro discográfico dos oLUDO?

Entrámos num ciclo diferente, para já, começámos a testar a nossa nova sala de ensaios com umas gravações, temos gravado muitas coisas, ideias e já temos excelentes resultados deste trabalho. Queremos trabalhar nas novas músicas num ambiente mais descontraído e sem timmings. E quem sabe, até ao final do ano podemos ter algumas novidades. Por agora estamos a curtir este momento e somente com um objetivo, compor.


autor stipe07 às 21:34
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