Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

Jason Collett – Reckon

Natural de Toronto, Jason Collet é um compositor e cantor que além de fazer parte dos Broken Social Scene também enveredou por uma carreira a solo. Assim, no passado dia vinte e cinco de setembro, chegou às lojas Reckon, o seu último disco, através da Arts & Crafts. Este novo registo inclui uma rodela bónus, intitulada Essential Cuts, composta por onze canções selecionadas pelo próprio Collett e serve de retrospetiva a uma carreira de dez anos.Um dos grandes destaques de Reckon é, sem dúvida, I Wanna Rob A Bank, tema com direito a um excelnte vídeo da autoria de Corey Ogilvie.

Muitas vezes conotado, ao longo da sua carreira, como um músico que gosta de escrever letras com um forte cariz politico e social, a propósito da escrita de Reckon, Collett afirmou: I just did my best to avoid the shrill rhetoric that makes most political songwriting unlistenable. Assim, desta vez o compositor canadiano teve a preocupação de tentar desembaraçar-se dessa fama que, independentemente das nobres intenções que procure abraçar, acaba sempre por deixar marcas na carreira de um músico e fazer com que muitas vezes o que realmente importa (a música), passe para segundo plano.

Agora, a maior parte das personagens criadas em Reckon falam também de sentimentos, sendo bom exemplo Pacific Blue, logo a primeira canção, que relata a viagem de alguém que sofreu mudanças na sua vida devido à atual crise financeira e Talk Radio, um tema onde o narrador, na primeira pessoa, relata o seu sofrimento económico (What is happening to me? I have done all the right things, I am a Christian, God-fearing, I work hard, I work hard for my family).

A vertente mais virada para o coração confere a este novo trabalho uma maior moderação lírica, talvez a força maior do álbum. Por isso, temos uma coleção de canções contemplativas, onde ganha primazia o sofrimento humano em vez da procura de respostas económicas para o estado atual do mundo ocidental, sendo o tal single I Wanna Rob A Bank, a metáfora perfeita desta decisão de Jason em misturar a sua habitual temática de intervenção com aquilo que de mais profundo move a natureza humana.

Em Reckon, Jason esquivou-se finalmente das armadilhas que habitualmente a música de cariz mais político coloca aos seua autores, mas não deixa de, subtilmente, espalhar a sua mensagem social. Espero que aprecies a sugestão...

Reckon
01. Pacific Blue
02. Jasper Johns’ Flag
03. King James Rag
04. Sailor Boy
05. Ask No Questions
06. You’re Not The One And Only Lonely One
07. Miss Canada
08. Talk Radio
09. I Wanna Rob A Bank
10. Where Things Go Wrong
11. Song Of The Silver Haired Hippie
12. Black Diamond Girl
13. My Daddy Was A RocknRoller
14. Don’t Let The Truth Get To You
15. When The War Came Home

 

Essential Cuts (Bonus Disc)
01. Bitter Beauty
02. Blue Sky
03. We All Lose One Another?
04. Hangover Days?
05. I’ll Bring The Sun?
06. No Redemption Song?
07. Charlyn, Angel Of Kensington?
08. Brother
09. Long May You Love?
10. Love Is A Dirty Word?
11. Every Night


autor stipe07 às 13:24
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

Egyptian Hip Hop - Good Don't Sleep

Esclareço desde já que os Egyptian Hip Hop não são do Cairo nem fazem hip hop. Good Don't Sleep, lançado no passado dia vinte e dois de outubro pela R&S é o longa duração de estreia desta banda britânica que se formou em 2008 e desde logo teve tudo para se tornar em mais uma nova coqueluche dos media britânicos, devido ao EP de estreia editado em 2010 e que colocou em sentido várias publicações, entre elas a conceituada NME. No entanto, após esse registo, este quarteto natural de Manchester não deu mais sinais, até que, finalmente, chegou um álbum feito com sintetizadores, guitarras fragmentadas e outros detalhes sonoros nada óbvios e, por isso, merecedores de toda a atenção por parte deste blogue.

Tendo em conta esta introdução, é fácil para os leitores mais atentos cairem na tentação de se lembrarem logo da semelhança concetual que poderá haver entre estes Egyptian Hip Hop e outros projetos conterrâneos e contemporâneos, nomeadamente os Alt-J (∆) e os Django Django. No entanto, quem avançar além desta simples leitura e se debruçar no que realmente importa, o conteúdo de Good Don't Sleep, concluirá que Foals ou Wild Beasts são nomes mais de acordo com o rumo sonoro traçado por estes Egyptian Hip Hop.

Esta hiato de dois anos após o tal EP teve o lado positivo de permitir que o relativo esquecimento em que a banda mergulhou após a assimilação pela crítica do seu conteúdo, a possibilitasse desenvolver e gravar este Good Don't Sleep sem grandes pressões e responsabilidades. O disco mantém os realces sonoros do EP e melhora a identidade sonora do grupo, agora menos colorida e mais climática; Logo no início, em Tobago, todas as transformações em torno do trabalho do grupo se tornam visíveis. Antes essenciais, os sintetizadores agora ocupam um espaço muito mais suave e opaco. Este tonalidade mais sombria encontra eco na própria capa soturna do disco e reflete o tal natural amadurecimento da banda, não apenas em idade, mas principalmente em conceitos e experiência.

Ainda que não deixe de soar a imensas das propostas que nos chegam das ilhas britânicas, a forma como Good Don't Sleep se materializa puxa-nos também para cenários sonoramente distintos. Em Alalon fica muito clara essa predisposição, com a banda a ir aos confins subterrâneos do obscuro lo fi norte americano e em Yoro Diallo, ainda nesse país, mergulham na crua sujidade pop da década de oitenta e tocam ao de leve e de forma subtil num clima um pouco tropical.

Por mais que a sonoridade experimental de faixas como Strange Vale SYH pareçam ter o objetivo de afastar os Egyptian Hip Hop do público, no meu caso pessoal são canções com este recorte e realces sombrios que me fizeram espevitar a curiosidade relativamente a Good Don't Sleep e que atestam a capacidade criativa de uma banda. Por isso, mesmo sendo um confesso admirador do que os conterrâneos Alt-J (∆) desenvolveram em An Awesome Wave, reconheço nos Egyptian Hip Hop dotes para chegar à mesma meta através de percursos ainda mais sinuosos e, dfessa forma, passíveis de chocarem com uma miríade mais intensa de géneros e tiques sonoros.

Good Don't Sleep é um álbum distinto, curioso e com diversas pontas soltas que me deixaram com água na boca relativamente ao futuro dos Egyptian Hip Hop. Espero que aprecies a sugestão...

01 Tobago
02 The White Falls
03 Alalon
04 Yoro Diallo
05 Strange Vale
06 Snake Lane West
07 Pearl Sound
08 SYH
09 One Eyed King
10 Iltoise 


autor stipe07 às 13:03
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Vitorino Voador - Vitorioso Voo

Foi editado no passado dia vinte e dois de novembro pela Optimus Discos, Vitorioso Voo, o EP de estreia de João Gil, músico dos diabo Na Cruz e You Can't Win Charlie Brown, entre outros e que neste seu projeto a solo assina como Vitorino Voador. Este EP antecipa uma estreia nos álbuns, já no início do próximo ano, um trabalho cujo conteúdo ainda está um pouco no segredo dos deuses mas que, pelos vistos, já está praticamente pronto.

Vitorino Voador é mais um novo projeto refrescante no universo musical nacional, que vive em contra ciclo com o ambiente de crise e de angústia social que nos assola. Esta paisagem humana um pouco depressiva e angustiada que preenche as nossas cidades é, pelos vistos, uma boa fonte de inspiração e a música um veículo previligiado para afugentar medos e renovar com esperança e cor esta tal cor que mal nos ilumina.

As canções de o Vitorioso Voo foram escritas no recanto do lar, ao piano e como não se inseriam propriamente na sonoridade das bandas que o João integra, fizeram com que ele tivesse a feliz ideia de não as colocar de lado e conceber um espaço identitário próprio que as pudesse abarcar. O nome Vitorino apareceu por acaso, devido ao erro num cartaz, mas acabou por ser o evento feliz que despoletou a escolha do alter ego. Quanto ao Voador, bastou uma fotografia dos Diabo Na Cruz em que João aparece a saltar para se dar o click.

Estes temas que partilho convosco relatam histórias carregadas de honestidade, intimidade e atualidade, enchem-nos a alma e, por isso, dão um forte contributo a este desiderato, diria-se que nacional, de alegrar quem se predispõe a conhecer este projeto. A Carta De Amor Foleira que sucede à belíssima mensagem, terá sido também escolhida como single, por ser uma daquelas canções que, capacidades líricas à parte, devido ao seu tom fortemente romântico e melancólico, poderia ter sido escrita ou idealizada por qualquer um de nós, que já sofremos por amor.

Vitorino Voador não tem qualquer problema em confessar a sua timidez; É junto do piano, do teclado, do sintetizador e no palco (muitas vezes com a ajuda do músico José Castro, que também ajudou na produção) que ela se desvanece, por culpa da música que cria e que lhe permite desabafar as suas experiências pessoais e alguns dos seus segredos.

A publicação Time Out considera este músico nascido na capital em 1980 um fazedor de pop estranha. Eu acho que ele é um fazedor irrepreensível de emoções que se entranham.

Confere abaixo a entrevista que fiz ao João Gil e aproveito para agradecer publicamente à Raquel Lains, da Let's Start A Fire, pelo exemplar de o Vitorioso Voo que me enviou e por ter feito chegar as minhas questões ao músico. E obviamente, agradeço também ao João pela disponibilidade, pela amabilidade e pela prontidão nas respostas. Espero que aprecies a sugestão...

facebook bandcamp

1. Mensagem

2. Carta de amor foleira

3. Já foi

4. O dom

5. Coragem

6. Que sítio é este?

 

João, és um músico profissional, integras os Diabo Na Cruz e os You Can't Win Charlie Brown, entre outros. Antes de mais, porque sentiste necessidade de criar um pseudónimo e depois, de mãos dadas com ele, enveredares por um projeto a solo? E já agora, porquê a escolha de Vitorino Voador?

 

Olá! É verdade, foi realmente uma necessidade, começou quando senti que a musica que fazia não se estava a encaixar em nenhum dos grupos onde tocava, porque fugia à linguagem que queríamos respeitar, eram musicas que eu gostava bastante e não queria mesmo ter que deitar fora o que andava a compor, foi então que surgiu o Vitorino Voador, ainda eu não sabia que seria esse o nome dele. A certo ponto a coisa começou a tornar-se mais real, já existia uma hipótese de apresentar a minha musica mas não existia um nome e eu não queria usar o meu próprio nome, acho que chega um João Gil na musica, já chega a confusão que houve até aqui, onde recebi mails e convites para almoços com Trovante hehe (aos quais eu iria com todo o gosto, obviamente!), foi então que me lembrei de duas historias com Diabo na Cruz que me levaram ao Vitorino Voador, a primeira historia surgiu na primeira digressão de Diabo na Cruz onde num dos cartazes o meu nome aparecia como “João Gil Vitorino”, nome que pegou dentro da banda e a segunda historia surgiu de uma foto que me foi tirada e à qual deram o titulo “João Gil Vitorino Voador”, acho que não podia ter tido mais sorte, porque arranjar um nome para uma banda nem sempre é fácil e aqui não podia ter arranjado um nome que se relacionasse mais comigo!

 

Tens uma canção preferida em O Vitorioso Voo ?

 

No Vitorioso voo há uma musica que escrevi para um amigo que morreu e que foi uma das maiores razões para me tornar musico, essa musica chama-se “Coragem”, foi uma musica que entrou no EP completamente fora de tempo, já estava quase tudo fechado e a decisão foi tomada mesmo no ultimo segundo, tipo “24”, eu era o Jack Bauer naquele momento e mais um segundo, rebentava a bomba e já não havia musica no disco! Agora que o disco já está pronto e já me posso colocar fora dele como ouvinte, fico feliz por ter tomado essa decisão, é a minha musica preferida, por todos os motivos possíveis.

 

Como foi o processo de escrita destas canções? Já sei que foram escritas em casa ao piano... Mas foi tudo assim tão espontâneo? Conseguiste alhear-te totalmente do mundo inteiro, exceto do teu?

 

Eu sou um sortudo, todas estas musicas surgiram do nada, sem ter que bater com a cabeça na parede a pensar “tenho que fazer musicas novas, tenho que fazer musicas novas!!!”. Foram surgindo, cada uma no tempo certo, tirando a “Coragem”. Umas delas foram escritas ao piano, outras na guitarra, tento não compor sempre no mesmo instrumento porque cada um dos instrumentos leva-me por caminhos completamente diferentes, se tentar trabalhar a mesma ideia na guitarra e no piano os resultados vão ser muito diferentes. Acho que o resultado deste disco se deve ao facto de não me ter afastado do mundo inteiro durante o processo de gravação, acho que fiz exactamente o contrario, foi quando me aproximei mais das pessoas que me rodeiam.

 

Como têm corrido os concertos de promoção ao EP?

 

Tem sido sempre uma experiencia muito positiva, por varias razões, porque me mostraram uma visão completamente diferente de o que significa ser musico, até aqui nunca tinha precisado de ser a pessoa em palco que fala, os concertos ensinaram-me a comunicar com as pessoas de uma forma diferente. Nos primeiros concertos ficava mais tenso e agora já consigo ir (quase) calmo para o palco. Sinto que consegui evoluir nestes últimos meses e isso deixa-me feliz.

 

Queres revelar aos leitores de Man On The alguns detalhes acerca do novo disco que aí vem?

 

O próximo disco já tem forma, já tem um alinhamento, já existe uma continuação para a historia do Vitorino Voador, ele vai surgir nesse disco como um super-herói que já se afirmou e com o qual as pessoas podem contar, mas vai mostrar que ele nem sempre é o maior do mundo e às tantas vão ser as pessoas desse mundo dele que o vão ajudar. Em relação à parte musical, não vou repetir musicas do Vitorioso Voo e espero que as pessoas gostem do caminho que vou seguir, as musicas vão soar a Vitorino Voador mas vai ser diferente.

 

Que importância tem para ti a parceria com a Optimus Discos?

 

Para mim foi uma coisa que me deixou muito contente porque de repente fazer o disco era uma coisa que tinha a certeza que podia fazer, foi um processo muito bom porque nunca ninguém na Optimus Discos me disse “Epá, muda a letra disso” ou “Faz lá esse refrão mais comercial senão não editamos o disco”, é bom quando se tem liberdade total e aqui está o resultado final agora, o Vitorioso Voo.

 

O que podemos esperar do futuro do Vitorino Voador? Será paralelo ao do João Gil, como músico noutros projetos, ou a aventura do Vitorino Voador terminará no álbum que vai chegar no início do próximo ano?

 

Ninguém sabe muito bem o futuro que vai ter mas há uma coisa que posso dizer com toda a certeza, o Vitorioso Voo é apenas o primeiro de muitos discos que vou fazer, a musica que faço apenas depende de mim e vai continuar enquanto existir, promessa de escuteiro (nunca fui, mas gosto da frase…). Como João Gil vou continuar a fazer aquilo que mais gosto, tocar, se possível cada vez mais, felizmente uma coisa não impede a outra.

 


autor stipe07 às 13:01
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012

Jason Lytle - Dept. Of Disappearance

Quem acompanha o universo musical indie e aternativo certamente recorda-se dos Grandaddy, uma banda norte americana, que fez furor entre 1992 e 2005. Jason Lytle é o músico sensacional que cantava nesse grupo oriundo da California, além de tocar guitarra e teclados. Depois do fim dos Grandaddy, Jason Lytle mudou-se da Califórnia para Montana e aventurou-se numa carreira a solo, onde compõe e produz. Dept. Of Disappearance sucede a Yours Truly, The Commuter (2009) e é o segundo álbum dessa sua solitária aventura musical, tendo visto a luz do dia no início do passado mês de outubro, através da Anti.

Ultimamente muito comparado a James Murphy, pela postura, talento e coerência, talvez por umas imprensa que precisa urgentemente de alguém que preencha uma espaço que entretanto ficou vazio, Jason Lytle sabe fazer canções que vagueiam por texturas sintetizadas e outras mais orgânicas. As primeiras devem-se ao talento com que manuseia os teclados e o cariz orgânico ao gosto que sempre demonstrou por reproduzir alguns conteúdos da indie e do surf rock. Assim, Dept of Disappearance, é um disco bastante intimista e, de certa forma, o retrato de alguém que compôe sem grande preocupações de índole comercial. Existe uma alternância entre momentos melancólicos e outros mais iluminados, sem nunca se ouvir nada de demasiado eufórico, ou especialmente perturbador. Há um ambiente outonal no álbum que resulta desse equilíbrio e de um consciente low profile entre baladas quase acústicas e outras um pouco mais animadas e upbeat e pequenas intervenções eletrónicas que se misturam com a voz de Lytle.

Numa definição ligeira, pode dizer-se que Dept. of Disappearance é uma versão moderna e melhorada do melhor soft rock dos anos setenta. Espero que aprecies a sugestão...

01. Dept. Of Disappearance
02. Matterhorn
03. Young Saints
04. Hangtown
05. Get Up And Go
06. Last Problem Of The Alps
07. Willow Wand Willow Wand
08. Somewhere There’s A Someone
09. Chopin Drives Truck To The Dump
10. Your Final Setting Sun
11. Gimme Click Gimme Grid


autor stipe07 às 21:08
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Curtas... LXXII

A islandesa Björk editou no passado dia dezanove Bastards, o terceiro álbum de remisturas da artista. Bastards contém a remistura de temas de Biophilia, o disco da cantora editado em 2011, assinadas por Matthew Herbert, These New Puritans, Death Grips e El Guincho, entre outros.

Björk - Bastards

01. Crystalline (Omar Souleyman Remix)
02. Virus (Hudson Mohawke Peaches And Guacamol Remix)
03. Sacrifice (Death Grips Remix)
04. Sacrifice (Reprise) [Matthew Herbert's Pins And Needles Mix]
05. Mutual Core (These New Puritans Remix) [Feat. Solomon Is. Song]
06. Hollow (16-Bit Remix)
07. Mutual Core (Matthew Herbert’s Teutonic Plates Mix)
08. Thunderbolt (Death Grips Remix)
09. Dark Matter (Alva Noto Remodel)
10. Thunderbolt (Omar Souleyman Remix)
11. Solstice (Current Value Remix)
12. Cosmogony (El Guincho Remix)
13. Crystalline (Matthew Herbert Remix)

 

Os Alt-J continuam em alta! Depois de terem vencido o The Mercury Prize, divulgaram uma nova canção que fará parte da banda sonora de Silver Linings Playbook, o último filme de Bradley Cooper. Essa banda sonora também contém temas de Stevie Wonder, Bob Dylan e Alabama Shakes.

 

Mark Lanegan, uma voz marcante que tem o seu nome ligado a bandas como Screaming Trees, Queens Of The Stone Age e Mad Season, lançou um disco de Natal chamado, Dark Mark Does Christmas 2012. O disco só é vendido em concertos de Lanegan.

Mark Lanegan - Dark Mark Does Christmas

01. The Cherry Tree Carol
02. Down In Yon Forest
03. O Holy Night
04. We Tree Kings
05. Coventry Carol
06. Burn The Flames

 

Previsto para 14 de janeiro de 2013, Arc é o nome do segundo e mais novo álbum do quarteto britânico Everything Everything. Com o tema Kemosabe como primeiro single do novo álbum, o grupo aproveita para apresentar também o vídeo desta canção cheia de experimentações. Formado em 2007, este projeto mistura eletrónica e rock com alguns conceitos experimentais, referências que garantiram destaque ao grupo em 2010, durante o lançamento do álbum de estreia da banda Man Alive.

 

O projeto Digits do experiente músico de eletrónica Alt Altman, originário de Toronto, está de volta com mais uma canção recheada de synth pop, sedutora e hipnótica. O tema chama-se Walking With The Dead, foi disponibilizado para download pela Bad Panda Records e fará parte de In The City Of The Dead, o próximo álbum deste produtor canadiano.


autor stipe07 às 16:51
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

Boys Noize - Out Of The Black

Alexander Ridha é um verdadeiro workaholic. Trata-se de um produtor, compositor, empresário e DJ que construiu já uma extraordinária reputação no mundo da música devido ao seu talento, principalmente com o alter ego Boys Noize. Este projeto já tem mais de uma década e com a expansão do eletro house na década passada, ganhou ainda uma maior pujança. Boys Noize é hoje um nome de culto e uma referência obrigatória e não só na Alemanha, o  grande berço desta sonoridade mais eletrónica e tudo por causa do bom gosto que demonstra em misturar tendências e por fazer música com uma originalidade peculiar. Este é hoje já um padrão de cada um dos seus discos, nomeadamente Out Of The Black, o lançamento mais recente.

2012 tem sido para Alexander Ridha um ano exemplar nessa tal sua faceta workaholic já que Out Of The Black é o terceiro disco do ano que conta com a sua assinatura. Antes já tinha lançado com Mr. Oizo Handbraekes e depois criou com Skrillex um disco de dubstep intitulado Dog Blood. Além desses dois álbuns e de produzir vários artistas que integram o seu selo Boys Noize Records, o rapaz ainda teve a ousadia de criar este Out Of The Black, cheio de tendências e variadas referências pessoais.

Logo no início, What You Want e XTC, encontram fortes raízes no techno e destacam-se pela voz mecanicamente modificada. A primeira remete-nos logo para os franceses Daft Punk e até mesmo para os Justice. XTC é o primeiro single de Out Of The Black e usa sintetizadores típicos dos anos oitenta que produzem uma sequência eletro bem rasgadinha e aditiva. A atmosfera mantém-se em Missile e Touch It, o meu destaque maior deste Out Of The Black, já que amplia as sonoridades dos anos oitenta e tem uma pitada funky, com direito até a scratchReality, e Ich R U concentram-se na questão do ritmo e aqui os sintetizadores perdem primazia em relação à percussão e à batida, fazendo destas duas canções belos temas para as pistas de dança. Rocky 2 é o tema mais duro e visceral do disco. Tem um forte caráter orgânico e uma sonoridade um pouco industrial, uma toada techno que te deixa arrepiado e que tem potencial para colocar multidões em delírio coletivo.

A partir desse tema surge uma novidade... A batida eletro cede a vez ao hip hop logo em Circus Full Of Clowns, tema que conta com a participação especial de Gizzle , que canta uma letra repleta de insultos, por cima de sintetizadores desconexos e uma toada dubstep. A mesma linha é seguida em Got It, em parceria com nada mais nada menos que Snoop Dogg. A letra continua recheada de palavrões e a base conta com uma percussão menos pesada e uma segunda voz feminina. Conchord, em parceria com Siriusmo, traz um piano e progressões com padrões típicos do eletro francês. Uma mistura de Deep com EDM é aclamada em Merlin, onde também se ouve uma percurssão mais tranquila e contagiante, a contrastar com a nova surra sonora que se escuta, a seguir, em Stop. Distant Lover encerra o álbum com a tranquilidade necessária para que não haja um final abrupto.

Em suma, este Out Of The Black comprova o crescimento de Ridha, já que a imprevisibilidade do conteúdo atesta a capacidade que teve, ao longo deste anos de intensa labuta, de absorver diferentes sonoridades e tendências e depois conseguir misturar e agregar tudo sem ser previsível ou anárquico. O house e o techno formam a base, mas não faltam detalhes originais e inusitados que vão do dubstep ao hip hop, passando pelo funk. Há canções onde predomina a voz, noutras a componente instrumental, há tons e timbres variados, batidas e percussões e sintetizadores potentes a leves. É por causa desta versatilidade que Boys Noize é tão respeitado no cenário eletrónico e esse projeto merece estar na linha da frente deste género musical. Espero que aprecies a sugestão...

01 A1. What You Want
02 A2. XTC
03 B1. Missile
04 B2. Ich R U
05 C1. Rocky 2
06 C2. Ich Jack
07 C3. Circus Full Of Clowns (Feat. Gizzle)
08 D1. Touch It
09 D2. Conchord (Feat. Siriusmo (Official Site))
10 E1. Reality
11 E2. Merlin
12 F1. Got It (Feat. Snoop Dogg)
13 F2. Stop


autor stipe07 às 19:03
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Sugiro... XIX

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autor stipe07 às 13:08
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Domingo, 25 de Novembro de 2012

Tall Ships – Everything Touching

No passado dia oito de outubro foi editado através da Big Scary Monsters / Blood And Biscuits, Everything Touching, o disco de estreia dos Tall Ships, uma banda indie funk natural de Cornwall, na Inglaterra e formada por Ric Phethean (guitarra, voz e sintetizadores), Matt Parker (baixo, samplers) e Jamie Bush (bateria). A banda já tinha lançado dois singles no início do ano (Gallop e T=0) e o primeiro disco, Everything Touching, finalmente saiu em outubro de 2012, já na corrida para as listas de melhores do ano.

Resultado de imagem para tall ships band 2012

A sonoridade dos Tall Ships obedece a uma linhagem indie dance matemática típica dos Foals. Logo na primeira canção do álbum somos invadidos por letras emotivas e uma máquina sonora épica e bem oleada, dominada por uma bateria e por graves potentes, o que faz de T=0, um dos tais singles lançados, uma espécie de hino comercial urbano. Um pouco depois, Phosphoresence projeta outro hino que pode ser cantado com os punhos cerrados e bem projetados no ar, enquanto Oscar assenta numa linha de guitarra e num insistente rufar tribal. Galop, outro single de Everything Touching, é uma das canções mais acessíveis e fala sobre a velocidade mental no processo de envelhecimento; existe um coro durante a canção, mas quase impercetível.

Este disco sobressai por alguns detalhes e ideias critivas na conceção das músicas e por conseguir aliar alguns momentos tranquilos com outros onde a velocidade com que a banda explora e executa, em várias direções, melodias bastante aditivas, é algo que merece rasgados elogios.

Há uma ferocidade muitas vezes descarada, bastante peso no pedal de amplificação, mas é algo que é feito com impacto, com mestria e que contagia. Os Tall Ships sabem fazer canções excitantes e que se entrelaçam até atingirem uma espécie de clímax vertiginoso, o que faz de Everything Touching um disco forte, com substância, muito orgânico e com um conteúdo excelente para fazer deste trio britânico uma referência no que diz respeito à nova geração de bandas rock ao vivo. Espero que aprecies a sugestão...

01. T=0
02. Best Ever
03. Phosphoresence
04. Oscar
05. Ode To Ancestors
06. Gallop
07. Idolatry
08. Send News
09. Books
10. Murmurations


autor stipe07 às 21:45
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Sábado, 24 de Novembro de 2012

Turn Off Your Television - Humble Waves vs Wasted Time

Depois de no passado mês de abril ter divulgado Turn Off Your Television, o álbum de estreia dos suecos Turn Off Your Television, eles estão de volta com o EP Wasted Time e o longa duração Humble Waves. Este grupo formado por Jon Rinneby (voz, guitarra,...), Stellan Lofberg (baixo e harmónica) e Erik Willman (bateria e voz), tem como prinicipais influências os Sparklehorses, Luna e dos Belle and Sebastian e, de acordo com a biografia oficial, deixam-se influenciar também pelas sonoridades pop e pelas melodias folk rock das últimas três décadas.

Tanto Wasted Time como Humble Waves encarnam na perfeição todas estas influências, mas convém esclarecer desde já que sugere uma folk um pouco diferente das habituais sugestões vindas do continente americano. Nos Turn Off Your Television há um maior peso das cordas e da harmónica (My Apple Tree) na construção da base melódica das canções, muito à imagem do que faz, por exemplo, Josh Rouse, ou mesmo os Munford & Sons, mas numa escala sonora menos épica e mais simples e acústica. Com exceção para o belíssimo momento acústico e de introspeção que é o tema homónimo de Humble Waves, há luminosidade, cor e alegria nestes dois conjuntos de canções, disponíveis no bandcamp dos Turn Off Your Television, e um sentimento geral de otimismo e de boa disposição.

pela curiosidade de usar o trompete e pela toada descontraída e com uma pitada de blues, Bottle Of Black é o meu maior destaque destes dois lançamentos, que merecem uma audição cuidada e que serão um bom tónico para quem procura nestes dias mais frios, ouvir música que aqueça a alma e alegre o espírito. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Blanket Of Shame
02. Planets Will Collide For You
03. Shaky Little Hands
04. The Forest
05. Wake Up All The Dogs
06. Humble Waves
07. Bottle Of Black
08. My Apple Tree (Thank You William Blake)
09. Cradle Song
10. Coal Miners

 

01. Soap
02. Long Walk
03. Wasted Time
04. Keep It Safe (Remaster)


autor stipe07 às 14:50
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

Earlimart – System Preferences

Os Earlimart são uma dupla de Los Angeles formada por Aaron Espinoza e Ariana Murray, elementos também dos Admiral Ralley, grupo encabeçado pelo ex Grandaddy, Jason Lytle. Já lançaram oito discos ao longo da carreira e System Preferences é o álbum mais recente deste grupo, tendo sido editado no passado dia dezoito de setembro, através da The Ship, o selo da própria banda.

Aaron Espinoza e Ariana Murray fazem um indie suave, intenso e introspetivo, um pouco diferente de sonoridades mais abertas e luminosas, que ultimamente estão muito em voga na costa oeste dos Estados Unidos, nomeadamente da Califórnia, estado de onde vêm. Em System Preferences, os arranjos elaborados, as batidas quase eletrónicas e a aura melancólica afastam a música dos Earlimart da pop na mesma medida em que as linhas vocais tornam as músicas mais adocicadas e fáceis de ouvir.

Os Grandaddy são uma referência óbvia, mas com os tais oito álbuns já no mercado, é indismentível dizer-se que os Earlimart já possuem um som próprio e característico, feito com detalhes interessantes e uma escrita impecável. Este System Preferences não é muito diferente dos álbuns anteriores, sendo um disco perfeito para se escutar sozinho, ou para servir de fundo para uma conversa amigável num dia isento de grandes chatices ou planos. Espero que aprecies a sugestão...

01. U&Me
02. Shame
03. 10 Years
04. A Goodbye
05. 97 Heart Attack
06. Lovely Mary Ann
07. Crestline, CA.
08. I’m a Safe Inside
09. Get Used To The Sound
10. Sweater Weather
11. Internet Summer
12. Over Andover

 


autor stipe07 às 23:22
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