Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Norra Kust – Norra Kust

Os suecos Norra Kust são Petter Granberg e Linus Lahti, uma dupla que se juntou no início de 2011 para viverem juntos e fazer música e que se estreia pouco mais de um ano depois com o disco homónimo, carregado de pop atmosférica e melancólica e editado pela Teg Publishing no passado dia nove de maio. Confere...

01. Light Of The Living
02. Spirit Design
03. Valley
04. Centipedes
05. Summershine
06. Swimmerrs
07. The Painted Sky
08. Another Moon
09. Time-Lapse
10. Failing Light

Norra Kust – Valley


autor stipe07 às 13:10
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

TV Rural - A Balada Do Coiote

Cinco anos após Filomena Grita!, álbum editado pela Catadupa!, os Tv Rural de David Jacinto (voz e saxofone), David Santos (baixo, contrabaixo e voz), Gonçalo Ferreira (guitarra eléctrica e voz), João Pinheiro (bateria e voz) e Vasco Viana (guitarra eléctrica e voz), estão de regresso aos discos com A Balada Do Coiote, um novo trabalho de originais editado pela independente Chifre. Este disco foi produzido pelos Tv Rural, mas contou com Pedro Magalhães e Bernado Barata na gravação e a participação de Tiago Sousa e Pedro Cruz na mistura e masterização.

Ouvir este novo disco dos Tv Rural é uma experiência de certa forma surreal quando o contextualizamos no panorama musical nacional atual. Infelizmente ainda apenas acessíveis a um grupo não muito amplo de fervorosos e dedicados fãs, o que é uma perfeita e incompreensível injustiça, escrevem em português e, quanto a mim, é nas letras que está a sua principal virtude e arrojo, já que fazem canções com um significado literal nem sempre coerente e facilmente entendível, mas que emparelhadas com guitarras que correm abrasivamente e fogem às fórmulas compositivas de formatos amigos da rádio, resultam na perfeição e originam algo único e de algum modo surreal. A própria versão de um original de António Variações (Toma O Comprimido) obedece a esta conceção estilística e arrojada do conteúdo lírico das canções.

Assim, as canções são explosivas e a tensão poética está sempre latente, sendo certamente propositada a busca do espontâneo, do gozo e até do feio, se é que é possível falar-se em estética na música. Pelo menos a mim custa-me...

Os Tv Rural têm uma dimensão teatral e são aquilo que muito bem querem ser, sem temerem comparações e conotações, até porque sabem que não é muito fácil sacar-lhes uma influência. Mesmo assim não resisto a confessar que foi automática a recordação de O Monstro Precisa de Amigos (Ornatos Violeta), devido à sonoridade anti pop, feita com um rock alegre e um pouco descomprometido e acelerado, cheio de pormenores que vão além da bateria, do baixo e das guitarras. Além disso, também conseguem abarcar outros instrumentos de percussão, instrumentos de sopro, harpa e vozes femininas a contrastar com a do vocalista.

Não termino sem referir que também me impressionou o conteúdo e a qualidade do vídeo do single Correr de Olhos Fechados, realizado por David Jacinto.

Não sei para onde vão os Tv Rural, mas na entrevista que lhes fiz e que transcrevo abaixo talvez se encontre algumas luzes acerca do futuro desta lufada de ar fresco no panorama musical nacional. Espero que aprecies a sugestão...

Os Tv Rural são uns gajos que fazem música apenas pela música. Fazem a festa pondo-se ao nível de quem os vai ver e ouvir. São simples. Não são a banda de rock que sonha ser isto e aquilo ou que se juntou "por causa das gajas". Resumem e reflectem musicalmente o que é ser português sem nunca esquecer a música que vem de fora. Dão concertos que ficam na memória.
Os Tv Rural foram Zé Mário Branco na Jamaica antes da Jamaica chegar em massa ou do Zé Mário Branco ser cool. São Zappa a fumar cigarros baratos, uns atrás dos outros, com o Kurt Cobain para logo depois meterem o Jorge Palma a malhar copos com o Kusturica na sala de ensaios dos Ornatos.
São jazzreggaefunkfadunchoafrodrumn'basspunkrockprogressivo e têm sido sempre Tv Rural.
(In Editora Catadupa!).

Cinco anos depois de Filomena Grita!, os TV Rural estão finalmente de volta... Cinco anos não é demasiado tempo?

João Pinheiro - O tempo é algo bastante relativo para os Tv Rural. E isto porque nós não estamos dependentes dos prazos impostos pelas editoras discográficas, nem sofremos qualquer pressão exterior a nós. Fazemos as coisas exactamente como queremos, de uma forma livre e descomprometida porque só assim é que podemos atingir os objectivos a que nos propomos. Cinco anos foi o tempo que necessitámos para compor e arranjar as músicas que fazem parte do disco, para fazer uma pré-produção bem pensada e para recolher os fundos necessários para levar essas músicas a estúdio.

 

Se eu vos disser que a primeira vez que ouvi A Balada Do Coiote lembrei-me automaticamente de O Monstro Precisa de Amigos (Ornatos Violeta), consideram esta minha impressão um elogio ou algo que de certa forma vos incomoda?

JP - Pessoalmente essa comparação não me incomoda nada, na medida em que os Ornatos são talvez uma das bandas portuguesas que mais influenciou o início dos tv rural e a decisão de cantar e escrever letras em português. De qualquer forma acho que existem diferenças substanciais entre o que fazemos e o que eles fizeram nesse disco, mas só ouvindo o nosso disco é que se pode tirar essas conclusões e perceber as aproximações e as diferenças entre os dois discos.


Adorei Toma o Comprimido. E para a banda... há uma canção preferida neste álbum? 
JP - Imagino que cada um de nós tenha uma canção preferida no disco, mas mesmo essa preferência pode mudar com o passar do tempo e com a mudança do estado de espírito de cada um quando ouve as canções. Por exemplo a música que abre o disco, "quem me chamou", é uma música que nos dá muita pica talvez por ter sido a última do disco a ser composta e por estar mais fresca e ter ainda muita coisa por explorar. No caso do toma o comprimido, ela de certa forma foge um pouco do ambiente geral do disco e funciona tanto como uma homenagem ao António Variações, como uma espécie de auto-homenagem à nossa faceta ao vivo, que é onde a nossa música encontra a plena realização. 


A vossa sonoridade é uma espécie de anti pop, um rock alegre e um pouco descomprometido e acelerado, cheio de pormenores que vão além da bateria, do baixo e das guitarras, para abarcar outros instrumentos de percussão, instrumentos de sopro, harpa e vozes femininas a contrastar com o vocalista. Concordam com esta descrição generalista? Quais são as vossas maiores influências?
David Santos - O nosso som é acima de tudo rock. Depois não nos inibimos de fazer o que quer que seja desde que para nós faça sentido e gostemos do resultado. Vale tudo. A nossa maior influência eu diria que é o rock alternativo dos anos noventa, vulgo grunge. Paralelamente temos os grandes cantautores da música portuguesa: Jorge Palma, Sérgio Godinho, Zeca Afonso, Fausto, José Mário Branco, etc.. Para além destas traves mestras temos um leque variadíssimo de influências pessoais. O carácter altamente democrático dos tv rural faz com que todas essas influências pessoais aqui e ali funcionem como um tempero que traz novos aromas à nossa música.

 

Além das canções, impressionou-me o conteúdo e a qualidade do vídeo do single Correr de Olhos Fechados, realizado por David Jacinto. Esta componente visual é também uma aposta forte dos TV Rural?

DS - A aposta forte dos Tv Rural é a música, especialmente os concertos. Claro que nos dias de hoje tudo o que está à volta (vídeos, fotos, o grafismo dos discos, etc.) é importante e como tal não descuramos esse lado. Não fazemos nada de forma gratuita (a não ser que queiramos explorar os seus possíveis resultados) e como tal tudo o que fazemos é uma aposta forte pois tentamos fazê-lo bem, com critério e com objectivos.

 

O disco foi produzido pelos TV Rural, mas contou com Pedro Magalhães e Bernardo Barata na gravação e a participação de Tiago Sousa na mistura e masterização e Pedro Cruz também na masterização. Que importância tiveram estes nomes no resultado final?

DS - Bem eu penso que todos eles tiveram muita importância no produto final tendo em conta a importância de cada uma das fases em que cada um deles participou. Quando chegámos ao Pony o Bernardo Barata, amigo da banda de longa data, já sabia ao que íamos e juntamente com o Magalhães “espremeram” o material do estúdio para conseguirem captar o nosso som, um som que soasse bem e soasse a nós, grande como devem soar os discos, mas sem perder o carácter ao vivo, que foi como gravámos a base do disco (bateria, baixo, guitarras e até vozes principais). Depois entrou em cena o Tiago de Sousa que fez um trabalho extraordinário. Pegou no material que tínhamos gravado, e respeitando aquilo que procurávamos, a partir de um conjunto de pistas fez um disco com um som extraordinário. Na parte final o Pedro Cruz deu uma ajuda nas masterizações pois é mais fácil acertar certos pormenores para alguém que não está tão viciado no som do disco como estava o Tiago depois das misturas.

 

Como têm corrido os concertos de promoção ao disco? Onde é que os leitores de Man On The Moon vos podem ver e ouvir nos próximos tempos?
Gonçalo Ferreira: Confirmadissimo está um concerto dia 21 de Setembro no Musicbox com a primeira parte assegurada pelos Maltês. É muito provavel que toquemos também em Setubal no dia 14 de Setembro. De resto estamos com imensa vontade de tocar. Todos os anos esperamos tocar mais do que o que tocámos no ano que passou, é ao vivo que nos sentimos bem e que gostamos de mostrar a nossa música. Os concertos da "Balada do Coiote" apesar de ainda não terem sido muitos, acho que foram positivos, a julgar pelo feedback de quem assistiu.

 

A editora Chifre está a comemorar dois anos de existência e, na minha opinião, por ser uma editora independente, é uma lufada de ar fresco no panorama musical nacional; Tem sido importante para os TV Rural este casamento?

GF: Identificamo-nos com a Chifre desde o inicio, o factor independencia agrada-nos por principio e achamos que de outra forma seria impossível fazer música, de modo que acabou por ser um casamento lógico para nós. Sempre fomos adeptos do espirito cooperativista, ou se quiseres, o clássico "vestir a camisola", e acreditamos que esse é o caminho que melhor serve a nossa barca e o nosso espirito. Era bom que aparecessem Chifres todos os anos a oferecer música diferente e livre. Sabendo que dois anos neste mercado não é muito significativo, o que é facto é que a Chifre já fez muito bem ao panorama musical nesse espaço de tempo. Mas também não temos ilusões, sabemos que todas estas coisas que acreditamos serem virtudes, a novidade e a independência, acarretam sempre obstáculos difíceis de ultrapassar num mercado tão delimitado e conservador. Mas é como diz um amigo, "nem depressa nem devagar, é sempre a andar". No fundo o que é de salientar é o prazer com que se fazem as coisas, esse é o verdadeiro principio, e achamos que para ter prazer é preciso gozar de liberdade e independência, talvez seja essa a lufada de que falas.

 

O que acham do estado actual da agricultura musical portuguesa? O anti pop e a rejeição do habitual formato rádio para a composição de canções, uma das vossas imagens de marca, parece-vos um caminho com futuro?

DS - O anti pop nunca será um caminho com futuro por definição.

 

E já que falamos de futuro... O que podemos esperar do futuro dos TV Rural? Vão concorrer à privatização da RTP, a internacionalização está nos vossos horizontes, ou os planos são outros...?

DS – O futuro dos Tv Rural será fazer musica, gravar discos e dar concertos. Somos amigos há muitos anos e adoramos tocar juntos. Enquanto o podermos fazer não vamos parar, quer seja em grandes tournées internacionais ou apenas na nossa garagem ao fim de semana.
GF- É esse o espirito: quando é que é o próximo ensaio?

 

Agradeço à Let's Start A Fire, na pessoa da Raquel Lains, pelo exemplar do disco, que me possibilitou escutá-lo inúmeras vezes e assim escrever estas breves notas e dessa forma divulgá-lo. Fica também o meu obrigado por ter feito chegar as minhas questões à banda, à qual também agradeço a disponibilidade demonstrada.


autor stipe07 às 22:32
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Curtas... XLIX

Os Gypsy & The Cat são uma dupla de Melbourne, na Austrália, formada por Xavier Bacash e Lionel Towers. Juntaram-se para fazer música em 2011 e ainda nesse ano produziram o álbum de estreia, Gilgamesh, num estúdio caseiro e depois levaram o registo para Londres, que foi misturado por David Fridmann (baixista dos Mercury Rev e produtor dos MGMT, Flaming Lips e Clap Your Hands Say Yeah) e Rich Costey (trabalhos com Muse, Franz Ferdinand e Glasvegas no currículo). Star é o single mais recente da banda.


Aos quinze anos de carreira, os Elbow, uma das bandas mais importantes do cenário alternativo deste novo século, acabam de lançar uma coletânea de lados B de singles. O álbum chama-se Dead in the Boot e viu a luz do dia no passado dia vinte e sete de agosto. O título alude ao nome do primeiro álbum da banda de indie rock, Asleep in the Back (2001).

Estes lados B são sobras dos álbuns do quinteto inglês e estão longe de serem restos pouco criativos e temas postos de lado do alinhamento final. De acordo com Guy Garvey, estas canções são os reflexos condicionados e temas espontâneos que surgem na pós-produção de um álbum, geralmente quando os níveis de criatividade atingem o seu pique. Ocupam um espaço diferente. Não que sejam inferiores, geralmente são as que mais gostamos. Mas como surgem sempre depois de um álbum, acabam sempre por ficar guardadas. Sem dúvida, uma das edições do ano. Imperdível!

01. Whisper Grass (From Fallen Angel)
02. Lucky With Disease (From Newborn)
03. Lay Down Your Cross (From Not A Job)
04. The Long War Shuffle (From Leaders Of The Free World)
05. Every Bit The Little Girl (From One Day Like This)
06. Love Blown Down (From Fugitive Motel)
07. None One (From The Newborn EP)
08. Lullaby (From One Day Like This)
09. McGreggor (From Forget Myself)
10. Buffalo Ghosts (From Open Arms)
11. Waving From Windows (From Grace Under Pressure/Switching Off)
12. Snowball (From Help!: A Day In The Life)
13. Gentle As (From Leaders Of The Free World)

 

Depois de em março ter divulgado em Man On The Moon a canção Just For Fun, os suecos Alpaca Sports, baseados em Gotemburgo, estão de volta com um novo single. A canção chama-se I Was Running e é editada precisamente hoje através da Dufflecoat Records. Confere...

01. I Was Running
02. Let’s Go Somewhere


A banda canadiana de indie rock   regressa aos discos no próximo dia quatro de setembro com North, o primeiro ábum desde 2010. The Theory of Relativity é o primeiro single e foi disponibilizado para download gratuito. No entanto, podes conferir aqui o todo o álbum.

01. The Theory Of Relativity
02. Backlines
03. The North
04. Hold On When You Get Love And Let Go When You Give It
05. Through The Mines
06. Do You Want To Die Together?
07. Lights Changing Colour
08. The Loose Ends Will Make Knots
09. A Song Is A Weapon
10. Progress
11. The 400
12. Walls

The Theory of Relativity by Stars

 

 

Conforme tenho amplamente divulgado, os Sigur Rós criaram o projeto Valtari Mystery Film Experiment. Através de vídeos dirigidos por diferentes nomes, o grupo lançou uma série de filmes onde abunda a beleza das imagens, todos relacionados com o mais recente lançamento da banda, Valtari. O filme de Dauðalogn é mais um belo registo visual e que explora alguns elementos básicos da natureza, algo muito comum nesta banda islandesa que eu tanto aprecio.


autor stipe07 às 14:02
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012

Passion Pit – Gossamer

Os Passion Pit, banda de Cambridge, no Massachusetts e liderada por Michael Angelakos, acabam de editar Gossamer, um álbum produzido por Chris Zane, lançado pela Columbia Records e que repete a mesma fórmula e acertos de Manners (2009), o antecessor e acrescenta uma variedade de detalhes sonoros que ampliam e engrandecem este projeto.

O que separa Manners do novo álbum do Passion Pit é a proposta musical em torno dele. Enquanto o álbum lançado em 2009 era claramente um trabalho de força dançante e pronto para brilhar nas pistas (o que em partes ele alcançou), Gossamer é um disco que se distancia por completo desse conceito, apostando muito mais nos versos e na sonoridade grandiosa das canções.

Os Passion Pit sempre se assumiram como um projeto pop e este é um género nem sempre fácil de rotular. Geralmente um álbum pop bem sucedido é um tratado com um propósito comercial, melódico e acessível a vários públicos, o que faz com que a busca de tal abrangência resvale para rodelas perdidas num universo de banalidades sonoras que, em verdade se diga, alimentam há anos a indústria fonográfica.

Gossamer, o segundo disco dos Passion Pit, é um álbum que poderá ser inserido no género musical em questão, já que a banda faz crescer em cada nota, verso ou vocalização, todos os ingredientes que definem as referências principais do género. No entanto, destacam-se porque a tudo isto acrescentam aspetos da música negra, brincam com a eletrónica de forma inédita e conduzem-nos para a audição de um disco doce e na mesma medida, pop.

Neste Gossamer todas as boas sensações, os coros de vozes e os teclados, fazem-nos regressar nostalgicamente aos anos oitenta, com uma beleza e entusiasmo superiores ao que sucedia em Manners. Os singles Take A Walk e I'll Be Alright foram escolhas muito felizes para dar o pontapé de partida à promoção do álbum; A primeira seduz pela fluência doce dos versos e outra pela sonoridade global. As duas canções definem e balizam o resto do disco, engrandecido pelos tais aspetos da música negra norte americana, presentes no R&B de Constant Conversations e na soul de On My Way e Cry Like a Ghost.

Com letras com um elevado teor confessional e envolvidas pela saudade, pela melancolia e pelo amor, Gossamer acaba por ter pontos de encontro com o primeiro EP da banda, Chunk of Change (2008), um registo que destacava pela sinceridade lírica e pela diminuta e arcaica instrumentação. A contribuição de Chris, velho colaborador dos Passion Pit e que já trabalhou com outros nomes de relevo, como os The Walkmen e os Friendly Fires, terá sido certamente decisiva para este acerto, já que é notório o padrão instrumental e a mesma proposta sonora e lírica nas canções, fazendo de cada uma delas um single em potência.

Mesmo que Gossamer parta de uma proposta diferente, faz-me recordar o Wolfgang Amadeus Phoenix dos franceses Phoenix. Melódicos e intencionalmente acessíveis na mesma medida, os dois discos abraçam a pop sem medo e de forma inovadora e inventiva. Em Gossamer, entretanto, os Passion Pit parece ir além e transformam cada uma das canções em criações duradouras, ricas em texturas e versos acolhedores que ultrapassam os limites do género. A pop está de volta e não há vergonha nenhuma em constatá-lo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Gossamer
02. I’ll Be Alright
03. Carried Away
04. Constant Conversations
05. Mirrored Sea
06. Cry Like A Ghost
07. On My Way
08. Hideaway
09. Two Veils To Hide My Face
10. Love Is Greed
11. It’s Not My Fault, I’m Happy
12. Where We Belong


autor stipe07 às 20:06
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Domingo, 26 de Agosto de 2012

Heavenly Beat – Talent

Heavenly Beat é o alter-ego de John Pena, baixista dos Beach Fossils e um nome bastante conhecido e respeitado no cenário musical independente e alternativo. O álbum de estreia do projeto, editado no dia catorze de Julho, chama-se Talent e foi lançado através da Captured Tracks. Acompanham Pena nos Heavenly Beat os músicos Andrew Mailliard e Chris Burke.


Neste projecto paralelo, Pena explora as intersecções entre a índie e a electrónica, numa mistura absolutamente tranquilizante.

Os primeiros singles retirados de Talent foram Messiah e, recentemente, Tradition, uma canção que nos leva às nuvens, com uma guitarra acústica e vozes sussurrantes. O álbum tem trinta e cinco minutos de uma sonoridade atmosférica, dominada pelas cordas e pelo sintetizador; Existe um discreto e peculiar cruzamento entre a chillwave e a bossa nova, mas os Heavenly Beat também brincam com alguns dos elementos mais suaves do jazz, do flamengo e do synth pop. O fluxo das canções é muito agradável relaxado e mesmo sensual (Lust e Tradition são duas canções com uma energia sexual bastante latente) e Talent acaba por ter um inegável charme, festivo e viciante. Espero que aprecies a sugestão...

01. Lust
02. Messiah
03. Faithless
04. Tolerance
05. Elite
06. Talent
07. Hurting
08. Tradition
09. Presence
10. Influence
11. Consensual


autor stipe07 às 10:02
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Sábado, 25 de Agosto de 2012

Curtas... XLVIII


A estreia dos britânicos The Joy Formidable foi em 2010 com o competente The Big Roar. Desde então ficámos todos a aguardar pelo sucessor que é bem possível estar quase a chegar. Para já, este trio divulgou um novo single; A canção chama-se Wolf’s Law, tem um vídeo interessantíssimo a preto e branco e uma sonoridade épica, de certa forma um misto de Coldplay com Arcade Fire.



O toque intimista e a experimentação fizeram de All Hell, o trabalho de estreia de Daughn Gibson, um dos grandes lançamentos de 2012. Como na altura referi, este disco tem uma inusitada fusão entre as batidas pontuais do dubstep com a melancolia típica da country.

Esta fusão de sonoridades volta a repetir-se em Reach Into The Fire, o mais novo lançamento do músico (agora através do selo Sub Pop), uma canção em que se ouve claramente essa divisão de géneros que usam como elemento de conexão a voz marcante do cantor.



Sabendo que a década de oitenta é a principal influência dos nova iorquinos Future Islands, as invenções instrumentais do grupo ultrapassam as redundâncias dessa época e encontram no synthpop imensas possibilidades. Depois do lançamento de On The Water, em 2011, este trio apresentou agora um novo single intitulado Tomorrow. Também entregue aos mesmos elementos que marcaram a música há três décadas, a nova canção possibilita que o grupo expanda o uso da voz e incorpore um toque de soul music ao já variado catálogo instrumental que acompanha a sua trajetória.



O terceiro disco dos Get Well Soon, projeto encabeçado pelo cantor e compositor alemão Konstantin Gropper, será editado na próxima terça feira, dia vinte e sete de Agosto, pela City Slang, com o título The Scarlet Beast O’ Seven HeadsA edição especial, que divulgo, tem como bónus um outro disco chamado ITZTLACOLIUHQUI - Music For Medations And Summonings.

O primeiro single chama-se Roland, I Feel You e é acompanhado por um vídeo extraordinário, uma monumental sequência cinematográfica da responsabilidade de Phillip Kaessbohrer e produzido pela equipa germânica Bildund Tonfabrik. O tema é uma homenagem do jovem compositor e mentor da banda ao realizador alemão de filmes apocalípticos, Roland Emmerich. You Cannot Cast Out The Demons (You Might As Well Dance), o tema que fecha o disco, pode ser ouvido e descarregado gratuitamente no soundcloud da editora.

Get Well Soon - The Scarlet Beast O'Seven Heads

CD 1
01. Prologue
02. Let Me Check My Mayan Calendar
03. The Last Days Of Rome
04. The Kids Today
05. Roland, I Feel You
06. Disney
07. A Gallows
08. Oh My! Good Heart
09. Just Like Henry Darger
10. Dear Wendy
11. Courage, Tiger
12. The World’s Worst Shrink
13. You Cannot Cast Out The Demons (You Might As Well Dance)


CD 2 – ITZTLACOLIUHQUI
01. Lesson 1: You Are Welcome!
02. Lesson 2: Soon!
03. Lesson 3: Take Shelter!
04. Lesson 4: Absolution And Eternal Refuge
05. Lesson 5: Break The Cycle! Break Your Chains!

 


I Love you But You're Dead é o sugestivo nome da primeira canção já conhecida de Don’t Be A Stranger, o próximo álbum do músico americano Mark Eitzel e que verá a luz do dia no próximo mês de outubro através da Merge Records. Confere...


autor stipe07 às 22:01
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The Cloud Room – Zither

Sete anos depois de se terem estreado nos discos com um homónimo do qual se destacava o fantástico single Hey Now Now , os The Cloud Room, banda de Nova Iorque formada por J Stuart, Jon Petrow, Jason Pharr e Chris Shade, voltaram aos lançamentos com Zither, álbum que viu a luz do dia no passado mês de abril.

O disco de estreia tinha criado enormes expetativas em redor dos The Cloud Room e a longa espera terá valido a pena. Zither é um álbum muito bonito e maduro, onde não há receio de, dentro da sonoridade indie rock, abarcar por algumas experimentações e arranjos inusitados. Espero que aprecies a sugestão...

The Cloud Room - Zither

01. The Dancer
02. Waiting…
03. Dreamers / Little Cassette Deaths
04. Mia, It’s The Edge Of The world
05. La La Losing
06. The Continental Drift
07. Crashing In Love
08. Zither
09. Sonik Youth
10. Sticks And Stones
11. The Bomb Is Boring

Zither [streaming] by The Cloud Room


autor stipe07 às 18:12
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

Reverend And The Makers – @Reverend_Makers

Formados por Jon McClure, Ed Cosens, Laura McClure, Joe Carnall, Ryan Jenkinson e Joe Moskow, os Reverend and The Makers são uma banda natural de Sheffield e começaram a carburar em 2007, considerado por alguma crítica como o ano de ouro do índie, com o disco  The State Of Things . Depois veio A French Kiss In The Chaos em 2009 e agora, em 2012, @Reverend_Makers, editado pela Cooking Vynil.

@Reverend_Makers tem uma sonoridade com uma forte componente eletrónica, mas sem renunciar às origens índie pop da banda, encarnadas na voz firme de Jon McClure, líder e vocalista. Bassline, o primeiro síngle extraído, acaba por ser a canção mais animada de um álbum que até tem algumas baladas.

É curiosa a descrição de Jon sobre o disco, quando afirma que @Reverend_Makers é para ser escutado por quem procura a banda sonora ideal para um estilo de vida regado de excessos e decadência. Realmente, confirmo que algumas canções do álbum transpiram hedonismo e percebe-se que McClure terá controlado, além do microfone, cada centímetro quadrado de um mundo em miniatura onde uma húmida pista que ele pretende personificar com este álbum, é o palco de uma espécie de comemoração solitária e que exige constantemente que nos juntemos à festa. No entanto, o conteúdo geral não é propriamente interdito a menores, ou algo que se pareça!

Canções como Yes You Do e What Goes Around são momentos preciosos onde este cantor assume o papel de reverendo e de forma sagaz, incisiva e eloquente,dita o destino de alguns dos seus demónios que poderão também ser nossos, já que coloca sentimentos próprios de alguém que vive guiado pela voz do coração no papel central das emoções ditadas pelas composições. Todo este altruísmo tem sido injustamente ignorado já que parece-me que Jon McClure procura ser porta voz de uma geração que continua a ignorar a sua existência. Pode ser que de alguma forma o ajude a ser mais ouvido e entendido.

Neste verão os Reverend And The Makers têm andado em digressão com os Red Hot Chili Peppers. Espero que aprecies a sugestão...

01. Bassline
02. Out Of The Shadows
03. Shine The Light
04. Depth Charge
05. Warts N All
06. Yes You Do
07. The Wrestler
08. 1+0
09. Noisy Neighbour
10. What Goes Around


autor stipe07 às 12:30
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012

The Antlers - Undersea EP

Os norte americanos The Antlers estão de volta às edições discográficas agora com o EP Undersea editado no passado dia vinte e quatro de julho, conforme referi aqui.

Drift Drive é a canção que guia este EP e a sua lentidão, atmosfera e subtileza faz com que seja uma das melhores canções de sempre da banda. Este novo single faz jus ao título do EP e traz sons aquáticos e claustrofóbicos, sem perder o habitual caráter relaxante. Undersea acaba por ser então uma espécie de retorno à velha boa forma dos The Antlers, já que absorve as mesmas referências exploradas no último disco oficial da banda de forma extensa e bem produzida, com o grupo mais uma vez chegando próximo do post rock e de outras preferências mais etéreas, que passam também pelo jazz e pela música experimental .

Este EP deverá ser um trabalho de transição e preparação para futuros lançamentos deste trio de Nova Iorque, já que a consistência de Undersea possibilita o surgimento de um álbum de grandeza similar. Espero que aprecies a sugestão...

1. Drift Dive

2. Endless Ladder
3. Crest
4. Zelda

 


autor stipe07 às 13:34
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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

Curtas... XLVII

O último trabalho do cantor e compositor Beck foi lançado há mais de quatro anos. O longo espaço de tempo, entretanto, não impediu que o músico se envolvesse em novas composições, parcerias e até estranhas invenções, como na banda sonora que ele preparou para o jogo de Playstation 3 Sound Shapes. Colaborando com três canções, o artista deixa que um lado mais experimental da sua obra flua de maneira divertida e intrigante, algo que as extensas CitiesTouch the People Spiral Staircase traduzem com batidas eletrónicas, bips e ambientes levemente dançantes. Confere as três músicas...


 

Férias é uma palavra que parece não constar do dicionário dos The Sea and Cake. Quem esperava que depois do álbum The Moonlight Butterfly lançado em 2011 a banda norte-americana aproveitaria para descansar, enganou-se. A dezoito de setembro chegará o décimo registo discográfico da trajetória da banda, uma rodela intitulada Runners. Ao que tudo indica, este álbum será mais um clássico da longa discografia do grupo, algo assumido nas duas canções já conhecidas: On And On Harps. Enquanto a primeira incorpora o lado mais índie rock do coletivo, a segunda tem uma sonoridade mais jazzística e experimental, com uma maior complexidade sonora e uma série de elementos que aumentam a expectativa em relação a este novo álbum.

 

Após terem editado o concerto que deram em Londres, no Hyde Park, no dia do encerramento dos jogos olímpicos, os Blur lançaram o single Under The Westway, uma nova canção da banda, conhecida desde o passado mês de julho e que fez também parte do referido espetáculo.

01. Under The Westway
02. Under The Westway (Acoustic)
03. Under The Westway (Instrumental)
04. The Puritan
05. The Puritan (Instrumental)

 

Os Yes Cadets são Alan Haslam (voz, guitarra), Lisa Mageean (voz, bateria) e Steven Matthews (baixo), um trio de Belfast que se prepara para estrear nos lançamentos com um EP intitulado Le Mans. O single homónimo está disponível para download no soundcloud da Humming Records, editora berlinense que incluí no catalogo nomes tão distintos como os Main Fear Love, Brave Station, Flashguns e os In Golden Tears.

Yes Cadets - Le Mans by Humming Records

 

Depois de muita espera o sucessor do clássico Merriweather Post Pavilion (2009) dos Animal Collective já pode finalmente ser ouvido. Denominado Centipede Hz, o nono álbum da trajetória da banda mantém a mesma linha psicadélica, experimental e eletrónica e soa um pouco menos concetual e até mais divertido. De forma diferente das anteriores formas de divulgação incorporadas pela banda, o disco foi apresentado pela primeira vez numa estação de rádio virtual montada pelo grupo, a My Animal Home, onde a banda divulga experimentações da sua autoria e trabalhos de outros músicos que os influenciam. Para ouvir Centipede Hz na íntegra e ainda assistir a cada um dos onze vídeos, todos assinados por Abby Porter, basta clicar aqui.

 

No dia um de outubro Steven Ellison ou, como é melhor conhecido, Flying Lotus, vai editar o quarto álbum da sua já longa e interessante trajetória como produtor. Denominado Until the Quiet Comes, o novo disco deve transitar constantemente pela pop e pelo experimental. O primeiro single é  See Thru To U, canção que conta com a participação especial de Erykah Badu na voz. Quanto às batidas, impressionam e preparam certamente o terreno para o que resta do álbum.


autor stipe07 às 13:10
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