Terça-feira, 31 de Julho de 2012

Especial Blur Live BBC 2 - Concerto integral

Esta noite os Blur tocaram em exclusivo nos históricos Maida Vale Studios da BBC Radio 2, num programa apresentado por Steve Lamacq. Em 57 minutos tocaram vários sucessos e algumas raridades. Confere... :)



autor stipe07 às 22:41
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Young Man – Vol. 1

Young Man é um projeto encabeçado pelo norte americano Colin Caulfield e Vol. 1, produzido por John McEntire, elemento dos Tortoise, e lançado recentemente pela Frenchkiss Records, um álbum que faz parte de uma triologia, iniciada em 2011 com Ideas Of Distance.

Este disco é então o segundo parágrafo e o meio de uma história maior, o que, por si só, sugere, no imediato, uma ideia de transição, mas também, ao mesmo tempo, de apogeu.

Diz-me a lógica que, num projeto do género, o melhor poderá estar no disco do meio, servindo  o primeiro para introduzir e o último para concluir. Não sei se foi tida em conta tal perspetiva por parte de Colin mas, e indo ao que realmente interessa, Vol. 1 assenta a sua sonoridade numa pop extremamente elegante e ao mesmo tempo frágil, algo bem audível no single Fate. A guitarra acústica faz-se ouvir em quase todas as canções, mas também se notam algumas influências do rock progressivo e a procura do comercial, quase sempre num ambiente intimista.

Colin é considerado um prodígio da índie pop e por isso não é de estranhar estarmos em presença de um disco sinuoso, por procurar diferentes rumos sonoros; Às vezes ouve-se algo nebuloso mas que depois, quase sem se dar por isso, torna-se radiante, tudo com um, às vezes inesperado, auto controle. Espero que aprecies a sugestão...Young Man - Vol.1

01. Heading
02. Thoughts
03. By and By
04. Do
05. Fate
06. Wasted
07. 21
08. Wandering
09. Directions


autor stipe07 às 13:42
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2012

White Arrows – Dry Land Is Not A Myth

Os White Arrows são uma banda de cinco músicos natural de Los Angeles e lançaram no passado dia dia dezasseis de junho o disco de estreia; A rodela chama-se Dry Land Is Not A Myth e viu a luz do dia através do selo Votiv.

Para promover o disco os White Arrows começaram por lançar o single Get Gone, que, tal como o restante disco, com dez canções que passeiam por uma espécie de afrobeat um pouco pop, a fazer lembrar os Vampire Weekend mais nostálgicos e etéreos. A produção deste Dry Land Is Not A Myth ficou a cargo do coletivo RAC (Remix Artist Collective).

Além da já citada Get Gone, destaco também as canções Coming Or Going, Settle Down e I Can Go, o segundo single de trabalho. Esta canção tem uma sonoridade um pouco mais índie e que ameaça explodir a qualquer altura; No entanto, os sintetizadores refreiam um pouco a crueza latente e deixam a música ainda mais bonita e melódica. A mistura destas várias influências não se restringe a esta canção, mas permeia todo o disco, o que resulta numa pop tropical, um pouco psicadélica e extremamente contagiante. Espero que aprecies a sugestão...

01. Roll Forever
02. Get Gone
03. Coming Or Going
04. I Can Go
05. Golden
06. Little Birds
07. Sail On
08. Getting Lost
09. Settle Down
10. Fireworks Of The Sea


autor stipe07 às 12:40
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Domingo, 29 de Julho de 2012

DIIV – Oshin

DIIV (lê-se Dive) é um novo grupo do nova iorquino Zachary Cole Smith, músico dos Beach Fossils e que tem como companheiros de banda neste projeto Andrew Bailey (guitarra), Devin Ruben Perez (baixo) e Colby Hewitt (bateria). Já há disco de estreia; Chama-se Oshin e viu recentemente a luz do dia através da Captured Tracks.

Zachary nunca foi um elemento de grande destaque dentro dos Beach Fossils. Embora seja o principal responsável pela sonoridade das canções lançadas por esse grupo, sempre pareceu algo distante e descomprometido, como se estivesse a guardar uma surpresa para os ouvintes e o verdadeiro ouro do talento que guarda dentro dele. DIIV parece ser a materialização dessa ideia até agora oculta, já que aqui vai muito além dos Beach Fossils em termos de exploração de horizontes musicais e incorpora um novo mapa de possibilidades e inspirações.

Dono de uma sonoridade menos hermética, aqui Zachary deixa-se envolver pelo garage rock, dialoga com a recente tendência surf rock que ocupa boa parte do panorama alternativo norte americano e até incorpora doses indiscretas de uma pop suja e nostálgica.

Uma primeira audição deste Oshin pode fazer-nos cair na tentação de comparar logo estes DIIV com os Real State, de New Jersey. No entanto, aqui a sonoridade é menos luminosa e mais distante da psicadelia, sendo a possibilidade de comparação mais evidente no cariz comercial de algumas composições, algo bem patente em It’s Real e a fantástica All The Same, duas canções feitas com guitarras reluzentes. Canções quase sem voz (Air Conditioning) e outras mais climáticas e experimentais (Earthboy), também sugerem pontos de encontro entre as duas bandas.

Acaba por ser quando as guitarras de Smith se deixam conduzir por sonoridades mais atmosféricas que há um maior acerto em Oshin, ainda mais quando elas se sobrepõem, sem exageros, a batidas com eco e vozes que parecem sair do fundo das canções, tudo de forma versátil e levemente próxima de um clima dançante; Este aspeto deverá ser do agrado tanto dos ouvidos mais exigentes, como de alguém que busca apenas um som leve, climático e com uma instrumentação cativante.

Ao que tudo indica, pelo menos enquanto Smith se revezar entre os Beach Fossils e esta nova banda, não é preciso muito esforço para perceber onde reside, como já disse o verdadeiro acerto deste músico. Os DIIV já nasceram com os dois pés bem firmes e seguros no chão, ou melhor, na areia da praia. A maturidade que se mistura com a jovialidade instrumental do grupo acaba por resultar numa mistura quase perfeita. Espero que aprecies a sugestão...

01. (Druun)
02. Past Lives
03. Human
04. Air Conditioning
05. How Long Have You Known?
06. Wait
07. Earthboy
08. (Druun Pt. II)
09. Follow
10. Sometime
11. Oshin (Subsume)
12. Doused
13. Home


autor stipe07 às 10:35
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Domingo, 22 de Julho de 2012

Curtas... XLII

Os britânicos The XX lançaram no passado dia dezasseis de junho o single Angels, uma amostra daquele que será o segundo álbum do grupo. O disco irá chamar-se Coexist e chega às lojas no dia dez de setembro. Produzido pelo membro da banda Jamie Smith, Coexist começou a ser gravado em novembro de 2011 e ficou pronto no passado mês de junho.

A guitarrista e vocalista Romy Madley Croft disse à NME que o novo material é uma evolução do grupo nos últimos anos: Espero que as pessoas gostem do disco como uma algo separado da estreia. O primeiro álbum existe, mas não estamos a tentar reproduzi-lo. Nós crescemos e evoluimos.

The XX - Angels

Aimee Mann está de regresso aos discos em 2012 com Charmer, álbum que verá a luz do dia a dezoito de setembro e que sucede a @#%&*! Smilers, de 2008. Charmer, o single homónimo, é a primeira canção já revelada e onde Aimee Mann mostra uma faceta mais pop; A canção é animada e cheia de sintetizadores e fala sobre pessoas que escondem segundas intenções e que são manipualdoras. Confere...

Ouvir Charmer

Tom Krell sabe como mexer com as nossas emoções. Responsável pelo projeto How To Dress Well, o músico prepara para o dia dezassete de setembro o lançamento do inédito Total Loss, segundo disco neste projeto que une o R&B e tiques lo fi eletrónicos no mesmo pacote. Depois de apresentar a excelente Ocean Floor For Everything, Krell volta agora com mais uma pérola do romantismo, Cold Nites, música que concentra as mesmas batidas e vozes emocionadas que arquitetaram o bem sucedido álbum de estreia deste músico, o triste Love Remains, de 2010.

 
Quase meio ano depois de terem lançado Mia Pharaoh os Miniature Tigers, um quarteto do Arizona, acabam de editar Truffles II, o segundo disco de covers da banda. Confere...

Miniature Tigers - Daniel (Elton John cover)

Miniature Tigers - Midnight With The Stars & You (Ray Noble)

01. Courtyard (Bobby Gentry)
02. I’ll Be There For You (The Rembrants)
03. Me And My Arrow (Harry Nilsson) (With Spinto Band)
04. Nina Pretty Ballerina (ABBA)
05. Ram On (Paul McCartney)
06. Daniel (Elton John)
07. I Should Have Known Better (The Beatles)
08. Baby It’s You (The Shirells)
09. Lolita (With The Roots)
10. Midnight With The Stars And You (Ray Noble)


Conforme anunciei em Curtas... XL, os The Antlers iriam regressar aos discos em 2012, com o EP Undersea e que sucede ao fantástico Burst Apart, de 2011. Confere...

01. Drift Dive
02. Endless Ladder
03. Crest
04. Zelda

 

 

Os britânicos Post War Years estão de regresso com Glass House, tema que faz parte de um EP homónimo lançado no passado dia dezasseis de julho. A sonoridade da canção é tipicamente indie, um registo algures entre Yeasayer e os Wild Beasts. Confere...

Post War Years - Glass House EP

01. Glass House
02. Brazil
03. Galapagos
04. Mirror (Roam)


autor stipe07 às 10:31
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Sábado, 21 de Julho de 2012

Black Market Karma – Cocoon

Depois de Comatose, os Black Market Karma, uma banda de rock psicadélico natural de Londres, formada por Stan Belton, Mike Sutton, Sam Thompon Garido, Mat Salerno, Louisa Pili e Tom Parker. Estão de volta aos discos com Cocoon, disco editado no passado dia vinte e nove de junho, novamente através da Flower Power Records. À semelhança do disco anterior, a editora disponibilizou o álbum para download gratuito.

Cocoon não foge muito à linha sonora de Comatose e fez disparar ainda mais o burburinho à volta da banda no seio dos amantes do psicadelismo. Como já referi anteriormente, quando falei do primeiro disco, estes Black Market Karma têm a estranha capacidade de me fazerem procurar imaginar uma simbiose perfeita entre os norte americanos Black Rebel Motorcycle Club e os conterrâneos The Horrors. E digo estranha porque, aparentemente, seria impossível encontrar no mesmo invólucro sonoro o melhor de cada uma destas duas bandas, já que, ironicamente, até nem são muitos os detalhes sonoros que as afastam. No entanto, a subtileza com que estes Black Market Karma retiram o melhor que há da psicadelia, do shoegaze e do rock alternativo, com travos de folk e blues, permite-me ter a ousadia de visualizar esta fusão.

Assim, Cocoon mantém o som corrosivo e psicadélico, mas também incorpora belos momentos melódicos que vale a pena escutar com atenção. É um lote de canções que nos levam numa viagem surreal e hipnótica, mas consistente. Cada música parece ter sido criada por um instrumento diferente, com efeitos diferentes, o que dá um efeito um pouco flutuante ao disco, mas sempre com a tal consistência sonoroa descrita acima como bitola. Vozes etéreas, linhas de baixo bem vincadas, guitarras salpicadas com camadas de efeitos e uma bateria cativante, permitem que cada música tenha a sua própria nuvem de som. Espero que aprecies a sugestão...  

01. Wilter
02. Refusal
03. Dirty Water
04. Sole Abuser
05. Cocoon
06. If I Could
07. Violet
08. Hold Me Down
09. Neutral
10. Iono
11. Phase Out


autor stipe07 às 16:00
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2012

Glen Hansard – Rhythm And Repose

O irlandês Glen Hansard é um já velho conhecido do universo musical e com algumas citações por cá, devido ao seu envolvimento no projeto The Swell Season, onde faz parceria com Marketá Irglova e de cuja discografia destaco a banda sonora de Once, que lhes valeu um óscar. Depois desse sucesso, a mesma entrou em pousio e cada um trilhou o seu caminho a solo; Marketá lançou Anar e agora foi a vez de Glen fazer o mesmo, um álbum intitulado Rhythm And Repose.

Glen e Marketá sempre se serviram da melancolia na dupla Swell Season, mas uma audição atenta percebia que a personalidade de ambos, um pouco distinta, ficava plasmada na forma como colocavam a voz; Enquanto Marketá era contida, Glen mostrava-se sempre mais expansivo, algo bem patente neste disco a solo, onde a temática do amor não correspondido e das paixões arrebatadoras permanece bem audível. A viola acústica, às vezes mais folk, outras eminentemente country e o apoio de outros instrumentos, criam um disco intimista onde se ouve um emaranhado de canções que nos transportam para bem longe, ao mesmo tempo que, havendo predisposição para isso, tocam fundo bem aqui, no nosso coração.

Às vezes sente-se falta da voz de Marketá e talvez Glen pudesse também ter seguido um pouco mais em frente e não se conformar apenas ao ambiente sonoro dos The Swell Season, como principal fonte de inspiração deste Rhythm And Repose. No entanto, estamos perante um disco obrigatório para quem é fã do músico e da sua obra. Espero que aprecies a sugestão...

01. You Will Become
02. Maybe Not Tonight
03. Talking With The Wolves
04. High Hope
05. Bird Of Sorrow
06. The Storm, It’s Coming
07. Love Don’t Leave Me Waiting
08. What Are We Gonna Do
09. Races
10. Philander
11. Song Of Good Hope


autor stipe07 às 13:21
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012

The Artifacts – The Artifacts

Os The Artifacts são um banda de Nova Iorque que surgiu em 2011 e formada por Jon Wan (voz, teclados), Zoë Brecher (bateria) e Leo Cancelmo (guitarra). Acabam de se estrear nos discos com um homónimo produzido por Dave Jonze, disponível para download no bandcamp da banda, com possibilidade de doares um valor pelo álbum.

Uma primeira audição de The Artifacts pode não soar nada de extraordinário, mas estamos perante um disco cativante que depois se entranha. A sonoridade tem reminiscências dos Silversun Pickups, Weezer e Someone Still Loves You Boris Yeltsin e é bastante homogénea, com várias canções parecidas. A guitarra distorcida de Rainbows traz-nos lembranças do final dos anos noventa e This Way tem um piano interessantíssimo a guiar a canção.

Ouvir The Artifacts acaba por ser como entrar numa máquina do tempo; A natureza simplista e divertida da estrutura das canções deste álbum consegue evocar a nostalgia desses gloriosos anos noventa e fabricou nove canções sólidas e de elevada qualidade. Espero que aprecies a sugestão...

 01. Fools
02. Faces
03. Be Someone
04. Dedicated
05. This Way
06. Roam
07. Freak
08. Rainbows
09. Erase


autor stipe07 às 13:05
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2012

2:54 - 2:54

2:54 é o disco homónimo de estreia da banda britânica com o mesmo nome, uma dupla formada pelas irmãs Hanna e Colette Thurlow, que desde 2011 andava na mira dos ouvidos mais atentos do cenário alternativo da terra de sua majestade. Creeping, o primeiro single de 2:54, foi divulgado no passado mês de maio e aumentou ainda mais a excitação.

A sonoridade deste projeto flutua entre o rock alternativo da década de noventa e o garage rock atual e este disco de estreia apresenta versos confessionais e uma tonalidade agridoce que parece montada para hipnotizar o ouvinte. Estas 2:54 seguem os passos de uma série de artistas que cada vez mais se aproximam das guitarras sujas ecoadas há duas décadas e este álbum faz uma espécie de ponte entre os sons construídos no passado e as referências que permeiam a música alternativa atual. Dessa forma, elas surgem como uma espécie de Sonic Youth mais tímido e menos experimental, ou talvez uns The XX se eles resolvessem investir abertamente em distorções e deixassem de lado o clima intimista que tanto caracterizou o doce XX de 2009.

A exemplo dos Yuck, da dupla Big Deal e dos Tribes, os 2:54 fazem parte da nova leva de representantes do cenário britânico que resolveram afastar-se do pós punk que tanto caracterizou a música inglesa na década passada para investir em novas sonoridades distantes do clima denso que abasteceu o trabalho de tantos artistas do começo da última década, tendo fornecido ao shoegaze, garage rock, dream pop e diversas outras referências posteriores uma nova vida.

De maneira controlada, no decorrer deste álbum é possível encontrar duas vertentes distintas que o movimentam e o sustentam. A primeira relaciona-se com o uso de guitarras com acordes temperados pelo ruído e vocalizações fortes, algo bem patente em canções como Easy Undercover, o já citado single Creeping e principalmente na canção Sugar, onde é visível um peso maior por parte da instrumentação montada pela dupla e a necessidade de quebrar a força excessivamente atmosférica e amena que por vezes caracteriza o álbum.

Por outro lado, em canções como You’re Early e A Salute, as irmãs Thurlow abandonam a simplicidade e a crueza das formas para mergulhar em composições mais elaboradas e climáticas, onde até cantam com um registo mais contido. 

Por mais que esta dupla até arrisque em alguns momentos, alcançando um ar sóbrio e um toque de maturidade que poucas vezes se observa numa estreia, o excessivo autocontrole acaba por acorrentar este 2:54 a algo um pouco básico e superficial. A qualquer instante Hanna e Colette até poderiam atingir algo mais rico e amplo em determinada canção, mas optam sempre pelo controle. Talvez estejam a guardar alguns trunfos ara uma edição posterior que poderá garantir que esta banda é mais do que uma simples aposta e veio, de facto, para ficar. Espero que aprecies a sugestão...

01. Revolving
02. You’re Early
03. Easy Undercover
04. A Salute
05. Scarlet
06. Sugar
07. Circuitry
08. Watcher
09. Ride
10. Creeping


autor stipe07 às 13:20
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Terça-feira, 17 de Julho de 2012

Curtas... XLI

Acaba de ser editado um EP de Andrew Bird intitulado Give It Away, single retirado de Break It Yourself, disco lançado por este músico e compositor canadiano no passado dia seis de março. O EP inclui, além de Give It Away, outros três inéditos. Confere...

01. Give It Away
02. Danse Carribe (Barn Sessions)
03. So Much Wine
04. Tarrytown Mess

 

Os The Killers estão de regresso aos disco e lançaram recentemente Runaways, primeiro single retirado de Battle Born, o quarto álbum da banda e que deve chegar às lojas no dia dezassete de setembro.

Battle Born conta com a produção de Stuart Price, Steve Lillywhite, Damian Taylor e Brendan O’Brien. O título do disco foi escolhido pelo vocalista Brandon Flowers, sendo uma referência ao apelido do estado norte-americano de Nevada, onde o músico nasceu.

 

Autora de W H O K I L L, um dos trabalhos mais completos e inventivos do último ano, Merrill Garbus (dos Tune-Yards) aproveita as horas vagas para mostrar de onde vem grande parte das influências que definem sua obra. Convidada para participar no projeto Africa In Your Earbuds, realizado pelo site Okay Africa, a cantora preparou uma seleção apenas com pérolas da música pop africana de diferentes países, com canções que de uma forma ou outra aproximam a obra da artista norte-americana do continente africano. Com quase trinta minutos de duração, o set pode ser adquirido abaixo gratuitamente. Aproveita...

AFRICA IN YOUR EARBUDS #22: tUnE-yArDs by okayafrica

 

Observations, o novo álbum dos The Raveonettes será lançado oficialmente no início de setembro, mas até lá o casal Sune Rose Wagner e Sharin Foo já prepara o terreno com a divulgação de uma série de novas canções. Depois da canção que dá título ao disco, apresentada ao final do último mês, chega a vez da dupla lançar She Owns the Streets, canção que mantém no toque lo-fi um complemento que aproxima a dupla de uma tonalidade inédita dentro da rica trajetória da banda.  A preferência deve-se manter no novo álbum, visto que a última canção lançada pela banda mantém a mesma proposta. O último disco lançado pelo grupo tinha sido Raven In The Grave, lançado em 2011. Ficam os dois singles...

The Raveonettes, She Owns the Streets by dance yrself clean

 

Ao que tudo indica a pop nostálgica da dupla Piper e Skylar Kaplan dos Puro Instinct deve ter continuidade. Depois de um primeiro disco estranho e envolvente, o excelente Headbangers In Ecstacy, de 2011, estas duas irmãs dão continuidade ao mesmo som esvoaçante que preencheu o primeiro álbum e estão a desvendar novas e ainda mais apaixonantes canções. Em Dream Lover, o mais recente lançamento desta dupla temos mais uma proposta que se estende das vozes leves à instrumentação despretensiosa. Confere...

*Dream-Lover* by puroinstinct


autor stipe07 às 22:43
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Fixers – We’ll Be The Moon

Reflexo das atuais tendências sonoras, diariamente surgem imensas bandas de dream pop e, no meio de tantas, os Fixers, de Oxford, são uma daquelas que de algum modo sobressai e que, por isso, não podemos ignorar. Falo de um quinteto liderado por Jack Goldstein e que resume as suas influências a nomes com Brian Wilson, Kate Bush e Cocteau Twins, artistas e bandas com uma carreira assente numa sonoridade facilmente assimilável, com toques de psicadelia. No entanto, a estes nomes eu junto outros mais contemporâneos, nomeadamente os  Animal Collective, Panda Bear e MGMT, e ainda um pouco do shoegaze da década de noventa. E depois, no meio deste experimentalismo, há também a pop ensolarada dos Beach Boys, sendo tudo isto facilmente perceptível em We'll Be The Moon, o disco de estreia da banda, editado no passado dia dezoito de junho.

Depois de dois anos a lançarem EPs e singles, com We'll Be The Moon os Fixers fazem uso de toda a míriade de influências que referi e provam que a psicadelia não precisa necessariamente de recorrer apenas ao saudosismo. O disco abre com a já sobejamente conhecida Majesties Ranch (tirada do EP que precede o álbum), uma canção com a forte presença de sintetizadores e que aponta o sentido para o resto do disco; Iron Deer Dream mistura chillwave com ecos do experimentalismo dos Animal Collective, de uma forma deliciosamente dançante, enquanto a colorida Crystals explode em diversos momentos com as guitarras agitadas e uma bateria que não fica nada atrás deste rebuliço.

O disco acaba depois por revelar sonoridades mais vintage em Really Great World e Good Night, que exibem harmonias adocicadas e que lembram os já citados Beach Boys, principalmente a segunda, que tem um clima ensolarado, apesar do nome.

Neste disco de estreia, os Fixers misturam diversos elementos e mostram um coletivo que consegue aventurar-se pelo passado e por terrenos psicadélicos, sem perderem de vista a pop. Espero que aprecies a sugestão...

01. Majesties Ranch
02. Floating Up
03. Iron Deer Dream
04. Alexandra
05. World of Beauty
06. Dais Flowers
07. Pink Light
08. Crystals
09. Amsterdam
10. Really Great World
11. Goodnight
12. Uriel
13. Who Says Boys
14. Iron Deer Dream (Chad Valley Mix)
15. Swimmhaus Johannesburg


autor stipe07 às 13:22
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2012

The Tallest Man On Heart - There's No Leaving Now

Kristian Matsson é a figura sueca por trás do pseudónimo The Tallest Man On Earth e depois de Shallow Grave (2008) e The Wild Hunt (2010), acaba de lançar Theres No Leaving Now, através da Ded Oceans, tal como anunciei por cá anteriormente. Kristian possui o dom raro de transformar histórias particulares e melancolias próprias em música acessível a todos. Em cada verso que ele escreve existe sempre um significado maior e os sentimentos e dores expressas podem ser repartidas com qualquer um de nós. E esta permissa está sempre bem latente em cada um dos seus lançamentos discográficos; É sempre audível o desejo deste cantor e compositor, The Tallest Man On Earth, estabelecer uma forte vontade de aproximação, como se cantasse diretamente para nós, de forma verdadeiramente confessional.

Menos caseiro e melhor produzido que os anteriores álbuns, em There’s No Leaving Now as melancolias afloram de uma forma muito mais honesta e ao mesmo tempo comercial. Quer seja através da country ou de outros referenciais sonoros testados por figuras tão proeminentes como um Bob Dylan, nestas dez canções o cantor apodera-se de sentimentos tão universais como o abandono, a dor e a solidão, para criar quarenta minutos de um clima intenso e uma verdadeira espiral melancólica.

Ao mesmo tempo que não renega os formatos e as sonoridades que caracterizaram os dois discos anteriores, sempre amargo, o cantor parte em busca de novas experiências, percepções e histórias que aconteceram ao seu redor, para atingir com precisão o lado mais sensível de cada um de nós, sem apelo nem agravo. Logo na abertura, ao som de To Just Grow Away, que lembra as primeiras canções de Leonard Cohen, Matsson cria metáforas sobre o fluxo dos rios e sobre a necessidade de crescer e mudar, uma referência implícita em outros momentos deste There's No Leaving Now e um sintoma presente não apenas na poesia plasmada no disco, mas também na própria instrumentalidade, o que engrandece imenso a condução do disco. Nesta tal instrumentalidade, The Tallest Man On Earth mantém-se mais uma vez afastado da percussão, algo que amplia o toque intimista do álbum. Além disso permite que os pianos tenham uma grande participação, elemento explorado de forma inteligente na canção título e em doses menores nas restantes. A tal tónica mais comercial fica assegurada nas composições 1904 e Wind And Walls, onde Kristian demonstra ter noção dos seus limites; Cresce, arrisca um pouco, mas fica longe de alcançar uma sonoridade exagerada ou que rompa com os limites do que tem composto nesta meia década. Essa opção ponderada faz deste Theres No Leaving Now uma bela obra discográfica. Espero que aprecies a sugestão...

 

The Tallest Man On Earth - There's No Leaving Now

01. To Just Grow Away
02. Revelation Blues
03. Leading Me Now
04. 1904
05. Bright Lanterns
06. There’s No Leaving Now
07. Wind And Walls
08. Little Brother
09. Criminals
10. On Every Page

 


autor stipe07 às 20:21
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Sábado, 14 de Julho de 2012

Dirty Projectors - Swing Lo Magellan

Conforme referi no curtas... XXXIII, os nova iorquinos Dirty Projectors de David Longstreth estão de regresso aos discos, tendo lançado no passado mês de junho Swing Lo Magellan, através da Domino Records e que sucede ao extraordinário Bitte Orca, editado em 2009.

Swing Lo Magellan não foge à linha musical invisível que define cada novo lançamento deste coletivo. Por um lado há um universo de experimentações, cruzamentos entre o afrobeat, a freak folk e os tiques que definiram o indie rock experimental da última década. Por outro temos uma variante de sons opositivos, com enquadramentos tradicionais, vozes delicadas e todo um conjunto de referências subtis que aproximam o grupo de sonoridades mais convencionais. É neste limbo que a banda encontra as ferramentas e inspirações adequadas para cada disco, já que os Dirty Projectors posicionam-se exatamente em cima dessa linha invisível e mantendo os dois pés bem fixos no ponto exato que separa esses dois extremos musicais estabelecem a síntese perfeita entre a simplicidade e o complexo. Um pouco menos experimentais que o conteúdo de Bitte Orca, estas doze novas canções amarram com perfeição as estranhezas e tradições do grupo e não há em nenhum momento do disco a preferência por uma estrutura específica que delimite as letras como as melodias. É como se Bitte Orca tivesse sido o ponto final de uma imensa obra acumulada ao longo de quase uma década, onde também é relevante o conteúdo de Slaves’ Graves and Ballads de 2004 e Rise Above de 2007.

Assim, a chegada de Swing Lo Magellan encarna o início de uma nova e ainda mais inventiva fase da carreira dos Dirty Projectors. O grupo aventura-se em composições de ritmo instável (Unto Caesar), músicas que se acomodam numa funcionalidade pop (Dance For You) e até tiques da soul modificados de forma intencionalmente experimental (Gun Has No Trigger), fazendo do disco o primeiro verdadeiramente comercial da banda, com potenciais hits românticos, amenos, expansivos e radiofónicos, capazes de agradar até aos ouvidos mais exigentes.

Num ano repleto de excelentes lançamentos e outros que ainda estão para vir, este Swing Lo Magellan não mostra apenas que os Dirty Projectors conseguiram alcançar outro disco surpreendente, como conseguiram entrar no tal restrito lote de álbuns a ter em conta nas listas finais dos melhores deste ano. Espero que aprecies a sugestão...

1 Offspring Are Blank
2 About to Die
3 Gun Has No Trigger
4 Swing Lo Magellan
5 Just From Chevron
6 Dance For You
7 Maybe That Was It
8 Impregnable Question
9 See What She’s Seeing
10 The Socialites
11 Unto Caesar
12 Irresponsible Tune

Dirty Projectors - Gun Has No Trigger by Domino Record Co


autor stipe07 às 17:28
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2012

Admiral Fallow – Tree Bursts In Snow

Os Admiral Fallow são uma banda escocesa que viu a luz do dia em 2007 graças ao músico e compositor Louis Abbott, natural de Glasgow. Estrearam-se nos discos com Boots Met My Face, um compêndio de folk pop lançado em 2011. Agora, um ano depois, já têm sucessor, um álbum chamado Tree Bursts In Snow, editado no passado dia vinte e um de maio.

Tree Bursts In Snow destaca-se desde logo pelo single The Paper Trench e, tal como esta canção, o restante alinhamento aborda temas tão díspares como a religião, a guerra e o papel dos jovens nos dias de hoje, num trabalho que consolida o som destes escoceses no cenário musical europeu.

Nestes quase cinco anos de existência os Admiral Fallow já passaram por períodos de mutação a nível sonoro, tendo a determinada altura sido influenciados por sonoridades mais cruas e até punk. No entanto, hoje é a tal folk pop encharcada de melancolia e romance o farol que os guia.

Além da guitarra, quase sempre tocada por Abbott e uma voz deste músico a fazer lembrar bastante Guy Harvey, dos Elbow, é possível ouvir-se, por exemplo, delicadas flautas que ajudam a criar um ambiente ainda mais intimista e poético no álbum.

De todas as bandas escocesas da atualidade, além dos Frightened Rabbit, estes Admiral Fallow são uma banda que não se deve perder de vista. Espero que aprecies a sugestão...01. Tree Bursts
02. The Paper Trench
03. Guest Of The Government
04. Beetle In The Box
05. Old Fools
06. Isn’t This World Enough??
07. Brother
08. The Way You Were Raised
09. Burn
10. Oh, Oscar

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autor stipe07 às 12:08
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2012

Theme Park – Wax EP

Os londrinos Theme Park acabam de se estrear nos disco com o lançamento de um EP que compila vários singles que editaram no último ano e que serve de ante câmara ao longa duração que, em princípio, deverá ver a luz do dia ainda em 2012.

Milk é a principal canção do EP e a primeira que a banda divulgou ao mundo. No entanto, Ghosts, Wax e A Mountain We Love, os restantes inéditos do EP, assegurarão certamente a legião de fãs e seguidores atentos que Milk, canção que teve direito a uma remistura por Kitsuné, terá ajudado a banda a conquistar.

Para os Theme Park é importante fazer música pop com qualidade e Wax, lançado através da Transgressive, mostra que estão na direção certa. Há quem os compare com os Talking Heads pelas músicas festivas, divertidas e as letras inteligentes, uma comparação que pode pecar por algum exagero, mas a inspiração em David Byrne é muito evidente.

Grande parte do som divertido deles vem das influências e de ritmos latinos que criam um clima dançante com os sintetizadores, o que lembra bastante o The English Riviera dos Metronomy. As guitarras e as batidas marcantes também ajudam a criar o ambiente festivo da banda.

A música que dá nome ao disco abre com uma linha de baixo simples, porém eficaz e a leve presença dos sintetizadores criam uma excelente onda para a voz do vocalista Miles Haughton surfar. A Mountain We Love tem aquela vibe das caraíbas e conta com vários elementos eletrónicos, enquanto a guitarra de Ghosts parece ter sido tirada dos anos oitenta.

Wax consegue mostrar o que a banda produziu em pouco mais de um ano de existência e, mesmo não tendo nenhuma grande novidade, é um ótimo disco. Se é apenas um aperitivo do primeiro álbum, então estou bastante curioso relativamente ao que vem a seguir. Espero que aprecies a sugestão...

01. Wax
02. A Mountain We Love
03. Milk
04. Ghosts
05. Milk (Plaintext Kitsuné Mix)

Ghosts by Theme Park


autor stipe07 às 21:51
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Flyer

Flyer Man On The Moon vs Paivense FM (99.5).

design by Ana Lopes.


autor stipe07 às 15:54
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2012

The Mynabirds – Generals

Os The Mynabirds são um coletivo indie pop encabeçado pela cantora e compositora Laura Burhenn. Generals, lançado no passado dia cinco de junho através da Saddle Creek Records, foi produzido por Richard Swift e sucede ao aclamado disco de estreia, What We Lose in the Fire, We Gain in the Flood, editado em 2010.

Soube da existência desta banda através de Generals e confesso ainda não ter tido a oportunidade de escutar o antecessor, do qual apenas conheço What We Gained In The Fire, uma canção deslumbrante e cheia de serenidade, uma balada arrepiante que fala da vida e do que nela aprendemos e vamos deixando para trás, à medida que crescemos.

 

Já percebi que estes The Mynabirds são um tesouro escondido, pouco divulgado e com várias canções muito pouco ouvidas. O trabalho que é desenvolvido pelos músicos que Laura encabeça, é rico, belo e merece ser muito mais incensado e espalhado. Ela formou este grupo em 2009, depois de ter saído da sua antiga banda, os Georgie James. Nestes The Mynabirds juntou músicos com habilidades distintas e, conforme referi no início, lançou o disco de estreia, What We Lose In The Fire, We Gain In The Flood, no ano seguinte que, de acordo com a crítica, além de mostrar o talento dos membros da banda, tem um reportório que transita entre o pop, a folk e o rock vintage.

Esses géneros voltam a estar sonoramente plasmados e no seu melhor, com uma aprofundada polidez e presença em Generals, um álbum cheio de energia (ouça-se Disarm ou Body Of Work), mas também com uma atmosfera etérea e misteriosa que Mightier Than The Sword e Karma Debt exemplificam muito bem.

É possível que os The Mynabirds continuem a ser uma banda restrita a um nicho de ouvintes, mas considero que as suas criações musicais são demasiado boas para passarem tão despercebidas. Espero contribuir para que a sua legião de seguidores se alargue um pouco mais porque acho que merecem. E espero que aprecies  a sugestão...

01. Karma Debt
02. Wolf Mother
03. Generals
04. Radiator Sister
05. Disaster
06. Mightier Than The Sword
07. Body Of Work
08. Disarm
09. Buffalo Flower
10. Greatest Revenge



autor stipe07 às 13:31
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Terça-feira, 10 de Julho de 2012

The Rest – Seesaw

Os The Rest são uma banda natural de Toronto, no Canadá e surpreenderam-me com Seesaw, disco lançado já em 2012 e que sucede ao EP The Cried Wolf Book  e a Everyone All At Once, dois trabalhos lançados em 2010. Falo de um disco bastante curioso, disponível numa edição limitada em vinil através do bandcamp da banda e que foi lançado pela Auteur Recordings.

Parece que Seesaw demorou quase três anos a ver a luz do dia; Uma série de contratempos e tragédias atrasaram o seu lançamento, nomeadamente a morte de um amigo próximo da banda e que iria ficar responsável pela produção do disco. Em memória do mesmo, os The Rest decidiram homenageá-lo mantendo as sessões de gravação que fizeram com ele numa igreja entretanto convertida em estúdio. Essa sessão com o malogrado produtor resultou num conjunto de canções bastante interessante mas que, por capricho das modernas tecnologias e da era digital, eclipsaram-se devido ao mau funcionamento de um disco rígido. Assim, em abril de 2011, dez canções prontas a serem lançadas no mercado, desapareceram e deixaram o grupo bastante frustrado.

Mas os The Rest, apesar do golpe, não se deixaram abater; Depois de uma busca incansável de seis meses por uma solução, conseguiram salvar as gravações com a ajuda de uma empresa especializada, imagine-se, na recuperação de dados das caixas negras dos aviões.

Toda esta novela que exemplifica de forma bonita a capacidade de canalizar as dificuldades para criar algo construtivo e relevante, talvez acabe por refletir o sentimento de exaltação que transborda deste Seesaw e a alegria exuberante das músicas que combinam elementos do shoegaze com uma pop fortemente exaltada pela voz vibrante de Adam Bentley. Existem elementos sonoros familaires como a guitarra do single Jonh Houston, a minha canção preferida do disco, Laughing Yearning é certamente inspirada em Paul Simon e Could Be Sleeping é um momento alto de emoção com Bentley a tentar atingir o clímax e também o nosso coração.
Seesaw é uma coleção de belas canções que lutaram muito para serem ouvidas, que foram arrancadas à força da extinção e que ressuscitaram para fazerem deste disco um dos melhores que ouvi, até agora, neste ano de 2012. Espero que aprecies a sugestão...

01. Who Knows
02. Hey! For Horses
03. Always On My Mind
04. Laughing Yearning
05. John Huston
06. Could Be Sleeping
07. The Lodger
08. Young And Innocent
09. The Last Day
10. Slumber


autor stipe07 às 21:21
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

Zulu Winter – Language

Os Zulu Winter são um novo quinteto britânico, natural de Londres e liderado por Will Daunt, a despontar no cenário indie e alternativo e sobre o qual a informação ainda é escassa. O grupo anda na estrada há cerca de um ano e ultimamente têm aberto para os The Horrors, Keane e os Clock Opera.

Depois de lançarem o single Never Leave e posteriormente We Should Be Swimming, de acordo com o The Guardian, têm  tudo para se transformar em 2012 na nova sensação britânica, assim como aconteceu com os Howler e os Vaccines. Language, lançado pela Arts & Crafts, é o disco de estreia, foi lançado no passado dia dezanove de junho e conta com os mesmos produtores dos Kaiser Chiefs e dos White Lies, algo relevante e que atesta a competência e a qualidade da banda.

A sonoridade algo primitiva de Language, um disco que pode ser ouvido na site da banda, condiz com o indie rock da década de oitenta, aquele rock independente e de garagem, dissociado das grandes editoras.

O meu grande destaque do disco é Silver Tongue, uma canção direta, com pouco mais de três minutos que se esfumam com uma velocidade estonteante, um falsete que lembra Chaplin dos Keane, a nostalgia dos Coldplay e uma densidade sonora muito próxima do shoegaze. O resto do disco acompanha esta mistura louvável, deliciosa e aditiva, onde uma bateria marcante e vários efeitos eletrónicos, ajudaram a criar músicas viciantes e bem elaboradas. Nesta estreia os Zulu Winter ainda estão bastante amarrados às influências que os fizeram sonhar com uma carreira musical bem sucedida, mas quando se arriscarem a tentar compor algo mais desprendido e original, poderão atingir um patamar bastante relevante, no competitivo, mas nem sempre diferenciado, universo sonoro alternativo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Key To My Heart
02. We Should Be Swimming
03. Bitter Moon
04. Small Pieces
05. Silver Tongue
06. You Deserve Better
07. Let’s Move Back To Front
08. Moments Drift
09. Words That I Wield
10. Never Leave
11. People That You Must Remember

 

Zulu Winter - Language by Arts & Crafts


autor stipe07 às 13:40
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Domingo, 8 de Julho de 2012

A Lull – Meat Mountain EP

O EP Meat Mountain EP, é o trabalho mais recente dos A Lull, uma banda de Chicago formada por Nigel Evan Dennis, Todd Miller, Mike Brown, Ashwin DeepankarAaron Vincel. O EP viu as luz do dia no passado dia vinte e seis de junho através da Lujo Records.

Meat Mountain tem apenas cinco canções mas todas elas donotam algo sonoramente excitante e refrescante e são alicerçadas num já avançado estado de maturação instrumental desta banda, com especial destque para o single summer dress, com download gratuíto no soundcloud da banda. O processo de gravação do EP foi algo descomprometido, já que os A Lull tentaram que as canções soassem no maior elevado grau de pureza e crueza possíveis, o que fez com que o próprio ambiente do estúdio fosse usado como fonte sonora. Assim, sem dúvida que a experimentação é algo bem notório, não só nos solos de saxofone, como nos trechos de flauta e alguns sons devidamente sintetizados.

Não deixo então de destacar a profunda sinceridade e descomprometimento com que os A Lull fabricaram estas cinco canções e a coragem que tiveram de as partilhar com quem quisesse ouvir, mesmo que as mesmas possam soar um pouco inacabadas e demasiado transparentes, digamos assim. A minha opinião vale o que vale, mas, por mim, não precisam de mexer mais nelas. Espero que aprecies a sugestão...

01. Summer Dress
02. Beaches
03. Still Got Pull
04. Not About It
05. Would That I Could

Summer Dress by A Lull


autor stipe07 às 18:38
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Sábado, 7 de Julho de 2012

Paula And Karol – Whole Again

Paula & Karol são uma dupla de Varsóvia, na Polónia e que se faz acompanhar por um conjunto de músicos, nomeadamente nas atuações ao vivo; Além de Paula Bialski na voz, acordeão e violino e Karol Strzemieczny na voz e guitarra acústica, acompanham-nos Szymon Najder na guitarra elétrica, Krzysztof Pożarowski no baixo, Staszek Wróbel na bateria e Christoph Thun também na bateria. Nos últimos dois anos têm conquistado o coração de diferentes gerações do país natal devido à sua música. O Guardian apelidou-os recentemente de super heróis polacos e colocou-os na lista das bandas essencias de música folk e do mundo, a acompanhar em 2012.

Whole Again, lançado no passado dia dezanove de abril, é o segundo disco da banda e foi gravado e produzido por Jacek Antosik, nos estúdios da Pinguin Records, em Ząbki, perto de Varsóvia. Posteriormente o disco foi misturado por Harris Newman, nos estúdios Greymarket Mastering, em Montreal, no Canadá.

O grupo tinha-se estreado nos discos com Overshare, em Dezembro de 2010, álbum que sucedeu ao EP Goodnight Warsaw EP, editado em Dezembro de 2009. Espero que aprecies a sugestão...

01. Whole Again
02. The Way We Were
03. Blackbird
04. What You Say (I Know)
05. July
06. Oh Hell, No!
07. Heart And A Month Ago
08. Reminiscing
09. Windows Talking
10. Rest Of Us
11. Distance Left Home
12. Hold On To

 

MySpace

Overshare cover art

Overshare Dezembro 2010

 Goodnight Warsaw EP cover art

Goodnight Warsaw EP Dezembro 2009


autor stipe07 às 15:42
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Dana Buoy – Summer Bodies

Lançado pela Lefse Records no passado dia oito de maio, Summer Bodies é o álbum de estreia de Dana Janssen, percussionista dos Akron / Family durante mais de uma década e que assina como Dana Buoy. O disco é inspirado nas paisagens da Tailândia, onde Dana passou algum tempo num bungalow junto a um lago e gravou várias canções, tendo o processo final de mistura e produção decorrido em Brooklyn.

Dana descreve Summer Bodies como um disco Tropicore, uma mistura de elementos da dream pop com o afro beat. Apesar da atenção que é dada às origens tropicais do álbum, ele é, acima de tudo, um registo assumidamente synth pop, como comprova a batida do single Call To Be. O disco começa à capella com Anatomy of Now que depois encaixa na perfeição na percussão, mostrando que a estrutura vocal é, para Dana, apenas uma parte da sua estética musical, que deve muito à batida e à marcação de rimtos.

Todo este ecletismo musical de Dana transparece e mantém-se em todo o disco, com Delicate Suitor a comprovar uma elevada mestria pop e um curioso interlúdio, Untitled 1, assente num saxofone e que encaixa muito bem no alinhamento de Summer Bodies.

A atmosfera global do disco acaba, sem dúvida, por ser o seu maior trunfo. O álbum medita explicitamente sobre o verão e a luminosidade das canções ajudam imenso a criar a atmosfera indispensável para a materialização desse desejo conceptual. Espero que aprecies a sugestão...

01. Anatomy Of Now
02. Call To Be
03. So Lucky
04. Satellite Ozone
05. Come My Side
06. Untitled 1
07. Delicate Suitor
08. Hand Over Hand
09. Futures Part
10. Best Around
11. We On The Sea

Dana Buoy - Call to Be by DanaBuoy


autor stipe07 às 14:26
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2012

The Lumineers – The Lumineers

Wesley Schultz cresceu em Ramsey, New Jersey, nos subúrbios da big apple e desde criança era apaixonado pelo desenho, gosto que partilha com o seu amigo Josh Fraites. Um dia resolveram trocar os lápis de cor pelas guitarras e passaram a desenhar canções, juntamente com Jeremiah, o irmão mais novo de Josh.

No entanto, em 2002, aconteceu algo trágico; Josh faleceu com uma overdose, mas Wesley e Jeremiah não desistiram da música, acabando por se servir dela para o luto. Começaram por se mudar de armas e bagagens para Denver, no Colorado, onde conheceram Neyla Pekarek, passando a banda a ser de novo um trio, agora com alguém que sabe tocar bandolim e piano.

Em 2011 editaram o álbum de estreia, um EP homónimo que começou logo a chamar a atenção no universo folk norte americano, devido a canções como Ho Hey e Stubborn Love, com uma sonoridade bastante inspirada nos Mumford & Sons e Slow it Down e Dead Sea, baladas que soam a uma mistura de Jeff Buckley com Ryan Adams. Todas estas canções estão incluídas no longa duração, também homónimo, lançado no passado dia três de abril pela Dualtone Records.

A sinceridade e autenticidade com que as histórias contidas neste álbum nos são contadas fazem-nos sentir como se estivéssemos num bar a conversar com os nossos melhores amigos e cada música representa um deles, com as suas diferenças e o que cada um tem para nos contar, sobre o amor, a felicidade, o companheirismo ou simples desabafos.

A forma caseira como o disco foi produzido, cria logo uma conexão forte entre os The Lumineers e o ouvinte e logo nos primeiros minutos já sente-se uma empatia muito grande pela obra. Dead Sea tem, além de belíssimos arranjos construídos com uma viola e um violoncelo, uma letra que parece poesia musicada, com um refrão muito marcante. Ho Hey é o grande single do disco e, como tal, é uma canção com uma energia juvenil e uma letra apaixonada e sonhadora. A música ganha força com a forte batida e o hey ho a ecoar durante toda a música. E logo depois deparamo-nos com uma das mais belas canções do disco; Slow It Down, desacelera o ritmo e as cordas criam uma harmonia lindíssima que serve como pano de fundo para a voz de Schultz. Big Parade volta a um ritmo forte, marcado por um bombo pulsante e uma percussão simples, com o piano a dar um toque especial à música.

The Lumineers é a experiência musical de três amigos que encontraram na música o melhor escape para fugir à solidão e à adversidade. A banda impressiona pela simplicidade e rusticidade e demonstram que não é preciso ser demasiado extravagante e ousado para soar musicalmente bem. Têm um som honesto e despido de grandiosidade e é exatamente isso que faz deste The Lumineers um ótimo disco. Espero que aprecies a sugestão...

01. Flowers In Your Hair
02. Classy Girls
03. Submarines
04. Dead Sea
05. Ho Hey
06. Slow It Down
07. Stubborn Love
08. Big Parade
09. Charlie Boy
10. Flapper Girl
11. Morning Song


autor stipe07 às 13:25
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012

dEUS - Following Sea

De acordo com o que tinha referido em Curtas XXXVII, uma edição especial dessa rubrica, os belgas dEUS, liderados por Tom Barman, surpreenderam-nos recentemente, sem aviso prévio, com o sucessor de Keep You Close, editado em 2011 e um dos discos do ano para Man On The Moon. A rodela chama-se Following Sea e chegou às lojas no princípio do mês de junho.

 

Nunca se deve menosprezar a generosidade de uma banda rock e muito menos quando os níveis de inspiração da mesma estão em alta. Em Following Sea os dEUS aventuram-se por novas sonoridades. O álbum será também uma surpresa para os fãs que estão habituados a ouvir um estilo de música diferente desta banda.  Há um aparente descomprometimento em relação à linearidade sonora, com canções que oscilam entre o rock básico (The Soft Fall) e travos de funk com hip hop, algo bem patente em Girls Keep Drinking e na pulsante Fire Up The Google Beast Algorythm. As restantes canções escorrem de forma bastante fluída, com Nothings a lembrar In A Bar Under The Sea e um dos grandes destaques é o tema cantado em francês Quatre Mains que tem uma sonoridade incrível.

De acordo com Tom Barman, não houve uma urgência especial na edição deste álbum, cuja proximidade em relação ao antecessor contraria a média temporal dos lançamentos da banda e que oscila pelos três anos de intervalo entre cada álbum. O que sucedeu apenas foi que o processo de gravação de Keep You Close foi tão produtivo que a banda achou que algumas músicas que tinham ficado de fora do alinhamento mereciam uma atenção especial e uma vida própria, no seu tempo e não alguns anos após terem sido criadas.

Não sendo um disco ousado ou arrebatador, tem belos momentos, se calhar até alguns dos melhores da banda depois do que fizeram na década de noventa. A banda regressa a Portugal já este Verão para um concerto na vigésima edição do Festival Paredes de Coura. Espero que aprecies a sugestão...

dEUS - Following Sea

01. Quatre Mains
02. Sirens
03. Hidden Wounds
04. Girls Keep Drinking
05. Nothings
06. The Soft Fall
07. Crazy About You
08. The Give Up Gene
09. Fire Up the Google Beast Algorithm
10. One Thing About Waves


autor stipe07 às 13:42
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Terça-feira, 3 de Julho de 2012

The Invisible – Rispah

Rispah é o novo álbum dos The Invisible de Oxford, uma carta de amor ao luto, segundo as palavras de Dave Okumu, o grande mentor deste projeto, devido ao contexto em que o compôs, logo após a morte da mãe e de ter sofrido um acidente durante um concerto na Nigéria, seu país de origem, conforme referiu em entrevista à publicação The Quietus.

Rispah (o nome da mãe de Okumu), viu a luz do dia no passado dia onze de junho, por intermédio da Ninja Tune e apesar do contexto referido, não deixa de ser um álbum animado, assente num post rock elegante e que, desde já encarna o melhor momento de sempre desta banda britânica, em cujo alinhamento constam também, além de Dave Okumu, Tom Herbert (baixo e sintetizadores) e Leo Taylor (bateria). A banda tinha-se estreado nos discos em 2009 com um disco homónimo, nomeado nesse ano para o Mercury Music Prize e considerado álbum do ano pela iTunes.

Sem receio de responderem a novos desafio sonoros, em Rispah os The Invisible arriscam prosseguir por percursos sonoros que fluem sem esforço entre texturas sonoras ricas em detalhes e ritmos diferenciados, onde muitas vezes a fronteira entre o etéreo e o visceral é bastante subtil e quase imperceptível. As canções sofrem desvios que tocam o rock experimental e a eletrónica mais dançável, muitas vezes em poucos segundos, numa mistura que ganhou elogios em nomes como os Foals, Hot Chip, Wild Beasts e outros.

Rispah celebra a vida e a morte, carrega tristeza mas também uma elevada esperança e pode servir-nos de lembrete, para que nos recordemos constantemente que a vida é inclusiva e transformadora e a nossa passagem por este mundo um processo dinâmico, mas também expressivo e inacabado. Espero que aprecies a sugestão...

01. A Particle Of Love
02. Generational
03. Wings
04. Lifeline
05. What Happened
06. The Great Wound
07. Surrender
08. Utopia
09. The Wall
10. The Stain
11. Protection
12. Uninhibited (Bonus Track)

The Invisible - 'Rispah' by Ninja Tune


autor stipe07 às 10:21
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