Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Edward Sharpe And The Magnetic Zeros – Here

Here, editado pela Vagrant / Rough Trade é o primeiro de dois álbuns que Edward Sharpe & The Magnetic Zeros liderados por Alex Ebert têm previsto editar em 2012 e foi lançado no mercado no passado dia vinte e nove de maio.

O aparecimento de Devendra Banhart no começo da década passada teve uma importância única para o resgate das influências hippies bem como o fortalecimento de um som de oposição ao que propunham as guitarras típicas da cena indie norte americana, principalmente o que era construído na região do Brooklyn, Nova Iorque.

Uma espécie de líder religioso-musical, Devendra Banhart, um artista texano estabelecido na Califórnia, serviu como base e influência maior para uma infinidade de projetos; Nomes como Joanna Newsom, Cocorosie, Vetiver e tantos outros partilham do mesmo sentimento e sonoridade assumidos abertamente por este cantor e Alex Ebert também já assumiu publicamente esta fonte de inspiração no que concerne à sonoridade dos Edward Shape and The Magnetic Zeros. Tal como o faz Devendra, este coletivo mergulha fundo na psicadelia folk que definiu a música dos anos sessenta, além de se apoiar num som montado em cima de um imenso coletivo musical, reproduzindo dessa forma toda a força neo hippie que preenche cada instante dos álbuns desta banda, inclusive este Here, o segundo álbum de estúdio.

Mais do que se aproximar de uma musicalidade calcada em antigas nostalgias, ao longo do disco a banda deixa-se consumir abertamente tanto pela música country como pela soul, referências que percorrem cada uma das nove canções e expandem os territórios deste grupo californiano. A simbiose entre os dois géneros possibilita que eles se encontrem, como em That’s What’s Up, canção que explora ambas as referências de igual forma e prova que há uma tentativa descarada de aproximação com o cancioneiro norte americano, estratégia já testada no álbum de estreia, Up From Below, de 2009, mas que se intensifica com o passar do presente disco.

Se a conexão com Devenda Banhart transborda no disco, os Edward Shape And The Magnetic Zeros tiveram também a capacidade de dilui-la e não a demonstrar de forma descarada; Canções como I Don’t Wanna Pray e Dear Believer provam esta capacidade subtil e se Banhart parece incorporar um sentimento universal e quase filosófico nas suas letras, Ebert assume uma postura mais religiosa, com muitas das suas canções a falar sobre fé e crenças, o que o aproxima e aos seus parceiros da música gospel.

Mas não há só o fantasma de Devendra a rondar Here; Este disco é mais bucólico e nostálgico que o álbum de estreia, num esforço que por vezes os aproxima do que foi feito pelos Fleet Foxes do primeiro disco ou de outros grandes representantes da cena folk atual. Até a subtileza vocal de Bon Iver parece rondar em várias canções, aproximação que esta enorme banda, no sentido literal do termo, deixa aparente logo na canção de abertura, Man On Fire, um doce retrato do que seria a música pop há umas cinco décadas. Esta calma acaba por definir a estrutura geral do disco, em apenas nove canções e menos de quarenta minutos de duração, um completo oposto da grandiosidade da estreia.

A enorme busca de delicadeza na sonoridade e algum excesso de controle e défice de espontaniedade, da banda ou do próprio Ebert, impedem que este disco cresça e tudo o que é feito no interior de Here, ao ser feito por um homem só, talvez não seja o que se espera de um projeto como este. Seja como for, para quem aprecia o género, este é, sem qualquer dúvida, um disco essencial. Espero que aprecies a sugestão...

Edward Sharpe And The Magnetic Zeros - Here

01. Man On Fire
02. That’s What’s Up
03. I Don’t Wanna Pray
04. Mayla
05. Dear Believer
06. Child
07. One Love To Another
08. Fiya Wata
09. All Wash Out


autor stipe07 às 13:30
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