Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

KO KO – Float EP

Um dos últimos disco que tem tocado com alguma insistência nos meus headphones tem sido o EP de estreia de uma dupla norte americana formada por dois irmãos chamada KO KO. O EP chama-se Float e os manos são Ryan e Taylor Lawhon, naturais de Los Angeles e Ko Ko era o nome de um barco que em tempos eles quiseram ter.

A sonoridade destes KO KO e do EP é bastante nostálgica, algo épica e feita de uma pop luminosa com reverb; Em suma, uma espécie de brisa suave que nos reconforta num dia primaveril e cheio de sol. Espero que aprecies a sugestão...

01. Float
02. Intermission
03. So Strange


autor stipe07 às 19:24
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Domingo, 29 de Abril de 2012

Engineers – Engineers

Banda natural de Portland, os Engineers (não confundir com estes homónimos ingleses) lançaram no passado dia vinte e quatro de março o disco homónimo, pelos vistos de estreia, já que é muito escassa a informação disponível sobre o grupo.
Engineers está disponível para download no bandcamp  da banda e assenta na típica sonoridade pop folk feita no outro lado do atlântico.

01. Magic Mtn.
02. Black And White
03. Bachman Park
04. Ruby Dead
05. Four Mile Beach
06. Down And Out
07. For Sure
08. Break A Leg
09. We’ll Be Back Soon

Engineers by engineers.music

 


autor stipe07 às 13:43
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Sábado, 28 de Abril de 2012

The Walls – Stop The Lights

Formados pelos irmãos Steve e Joe Wall em 1998, os The Walls, uma banda natural de Dublin, começaram logo por criar a sua própria editora  (Dirtbird Records), onde editaram alguns singles antes do disco de estreia, Hi-Lo, que viu a luz do dia no ano 2000 e foi um caso sério de sucesso no país natal. O sucessor chegou cinco anos depois e chamava-se New Dawn Breaking, tendo recebido críticas muito favoráveis e também um bom nível de vendas. Incluía os singles Passing Through, Black and Blue, Drowning Pool e To The Bright, canções assentes em guitarradas viciantes e que ajudaram os The Walls a ascender à primeira divisão nacional e a efetuarem digressões com os U2, Bob Dylan e os Red Hot Chilli Peppers.

Em 2008 a banda montou o seu próprio estúdio em Dublin e começaram a trabalhar no terceiro disco, este Stop The Lights, editado no passado dia nove de março, mas que tinha já em 2010 sido antecipado com o lançamento de dois singles: Carrying The Fire e Phantom Power. Stop The Lights foi produzido por Rob Kirwan, que trabalhou com PJ Harvey no White Chalk (2011) e misturado por Geoff Pesche, nos estúdios Abbey Road, em Londres.

O álbum abre com Bird In A Cage, uma crónica auto biográfica e que relata a mudança dos manos de Dublin para Galway, ainda jovens, a luta para se integrarem numa nova realidade e num ambiente rural e como essa experiência acabou por moldar a personalidade de ambos. A canção acaba também por homenagear de alguma forma os pais da dupla.
Segue-se a tal Phantom Power, que se destaca pelo falsete impressionante que dá vida aos versos e comprova a fama de Steve, considerado dono de uma das vozes mais distintas da música irlandesa atual.
As canções acabam por girar à vlta de temas caros aos irlandeses e à sua história, com referências à fome, à emigração e à própria recessão atual. As letras também podem usar muitas expressões coloquiais, nomeadamente o  título da canção Stop The Lights. A canção que acabou por me impressionar mais foi The Great Escape, construída numa base melódica atmosférica e orquestral, com os tambores a darem um toque ainda mais potente à música.

Stop The Lights acaba por ser uma oportuna lembrança do espírito combativo do povo irlandês, tendo em conta os tempos que correm e que irá certamente ressoar não só no país como na diáspora espalhada pelo mundo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Bird In A Cage
02. Phantom Power
03. Stop The Lights
04. The Great Escape
05. It Goes Without Saying
06. Dead Flowers
07. All A Blur
08. Carrying The Fire
09. Doodlesque
10. Thanks For The Photographs
11. May The Road Rise

01. bird In a cage by The Walls


autor stipe07 às 16:15
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

Curtas... XXXIV

Ekki Múk, o novo single dos Sigur Rós e que fará parte do alinhamento de Valtari, o próximo disco da banda e que chegará no dia vinte e oito de maio aos escaparates, já foi editado e traz consigo o b side Kuistur.

Ekki Múkk representa um regresso às origens estáticas dos primeiros discos, expressão que em islandês, significa nenhuma gaivota, o que ajuda a perceber um pouco melhor o extraordinário vídeo da canção.

01. Ekki Múkk
02. Kuistur

 

Para celebrar o Record Store Day, que aconteceu no passado dia 21 de abril, os Arcade Fire lançaram um vinil de doze polegadas com remisturas das músicas Sprawl II e Ready To Start, ambas presentes no último álbum da banda, The Suburbs. As remisturas são da autoria da própria banda e do produtor Damian Taylor e foram editadas através da Merge Records.

01. Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
02. Ready To Start

 

No mesmo Record Store Day, Laura Marling lançou um EP com duas músicas. O disco teve apenas mil cópias e no lado a está a canção Flicker And Fail e no lado b To Be A Woman. Confere abaixo versões ao vivo das duas músicas do novo EP.

01. Flicker And Fail
02. To Be A Woman

 

Quem também comemorou o Record Store Day foram os M83 com o lançamento de uma edição limitada em vinil de sete polegadas do single Mirror, retirado do recente Hurry Up, We're Dreaming.

 

Ainda ontem escrevi sobre A Wasteland Companion, o novo disco de Matthew Stephen Ward, um dos nomes mais aclamados da folk norte amricana. O disco já tem também um single editado, como referi no texto, a canção Primitive Girl que agora divulgo.

01. Primitive Girl (Single Version)
02. The Twist
03. Roll Over Beethoven


autor stipe07 às 14:43
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

The Dandy Warhols – This Machine

No passado dia vinte e quatro de abril foi colocado no mercado discográfico This Machine o nono disco de estúdio dos The Dandy Warhols e sucessor do divertido The Dandy Warhols Are Sound, de 2009, através da etiqueta The End Records. O disco contém onze músicas e é produzido pela própria banda e por Jeremy Sherrer, todas compostas por Courtney Taylor-Taylor, Brent DeBoer e Zia McCabe. No entanto, na gravação do disco contaram com as participações especiais de David J dos Love and Rockets e Bauhaus e Miles Zuniga dos Fastball.

Certamente todos se recordam de Bohemian Like You, canção que se ouviu com insistência no já longínquo virar do milénio e que colocou estes The Dandy Warhols no pedestal, etiquetados como os novos heróis da pop alternativa. No entanto, ao contrário do que seria expectável, este grupo norte americano formado em Portalnd, em 1994, acabou por defraudar todas estas expectativas, que já vinham desde The Dandy Warhols Come Down (1997), um disco que encarna um dos melhores exercícios de revivalismo new wave dos anos 90. A tal confirmação estava apontada para o disco de 2003, Welcome To The Monkey House que, apesar de ter contado com Nick Rhodes e Tony Visconti na produção e ter canções que procuravam sustentar uma visão definitiva sobre essa mesma ideia pop, musculada nas guitarras e de arestas polidas pelos sintetizadores, em nada capitalizaram o efeito de Bohemian Like You. A banda acabou por isso por atravessar toda a sua carreira numa espécie de limbo, sem saber muito bem para que lado pender e tentando tirar o melhor do universo indie new wave e do psicadelismo.

Esta contínua indecisão volta a ser patente neste This Machine que traz momentos muito interessantes, como o single Well The’re Gone ou The Autumn Carnival e que parecem querer mudar o tal cenário de indecisão. Há aqui ecos dos dois focos de interesse dos outros discos (a new wave e o psicadelismo), mas também deve-se registar uma maior coerência na forma como procuram um sentido para o disco no espaço rock onde nem sempre é pacífica a convivência entre a pop e algum experimentalismo. O tal impulso só não é mais vincado porque algumas músicas ganharam contornos definitivos quando a elas poderia ser acrescentado ainda algo mais e porque Taylor tem uma performance vocal discreta no álbum, apesar de algo sofisticada, já que canta em voz baixa e amiúde sussurra e de forma quase sempre melancólica.

This Machine, o disco mais curto da banda, é um toque final de crepúsculo, muitas vezes nublado, mas também com vários raios de luz e que poderá marcar o ponto de viragem definitivo da banda para um ambiente mais shoegaze e menos comercial, fazendo com que Bohemian Like You, se torne cada vez mais numa mera recordação e nunca como um farol definidor daquilo que os The Dandy Warhols pretendem estampar na sua base sonora identitária. Espero que aprecies a sugestão...

01. Sad Vacation
02. The Autumn Carnival
03. Enjoy Yourself
04. Alternative Power To The People
05. Well They’re Gone
06. Rest Your Head
07. 16 Tons
08. I Am Free
09. SETI vs The Wow! Signal
10. Don’t Shoot She Cried
11. Slide


autor stipe07 às 21:52
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

M. Ward – A Wasteland Companion

Outrora um dos segredos mais bem guardados de Portland, Matthew Stephen Ward, aka M. Ward, é hoje um dos nomes mais aclamados da folk norte americana e acaba de lançar A Wasteland Companion, o seu sétimo disco de originais, no passado dia dez de abril, através da Merge Records.

A Wasteland Companion conta com alguns convidados especiais, nomeadamente Howe Gelb , John Parish, Mike Mogis, Steve Shelley (Sonic Youth), Tom Hagerman (DeVotchka) e a lindíssima Zooey Deschanel, sua companheira no projeto She & Him e que emprestou a voz aos singles Primitive Girl e The First Time I Run Away. A presença de Zooey entre os convidados ajuda a entender a figura eclética deste músico que não tem medo de se arriscar e transitar entre estilos. Este álbum foi gravado em oito estúdios diferentes, em Portland, Omaha, New York City, Los Angeles, Austin e Bristol, em Inglaterra.

A Wasteland Companion vai desapontar todos aqueles que querem escutar aqui os caminhos de luminosidade pop retro que hoje fazem a imagem de marca dos She & Him. Ward arruma aqui as canções com uma lógica vinil, já que é fácil dividir as canções de A Wasteland Companion em duas faces distintas. Inicialmente temos canções mais ritmadas e sorridentes, nomeadamente as versões de Sweetheart (original de Daniel Johnston) e de I Get Ideas (de Louis Armstrong) e a vitamina pop Primitive Girl, o single já retirado do álbum. A segunda metade revela sentimentos mais profundos e dramáticos e uma sonoridade muito próxima de heranças folk, onde M. Ward caminha entre trovas mais confessionais.

As guitarras pesadas de Me and My Shadow argumentam a favor da inventividade de Ward, algo que se repete um pouco em Watch the Show, que tem um pé no blues e no rock devido à bateria bem demarcada e na própria versão já citada de I Get Ideas, com uma sonoridade dançante e leve. Ainda assim, com tantas transições, é nas composições folk que Ward mostra  a sua maestria; Canções como The First Time I Ran Away, Crawl After You e a bela canção homónima cumprem a proposta emocional e contemplativa. Pure Joy fecha o disco e faz a ponte entre os dois lados já que os seus últimos acordes coincidem com os primeiros da canção de abertura, o que torna o álbum perfeito para se ouvir em repeat.

Em suma, este Sucessor de Hold Time (editado em 2009), não parece procurar outros caminhos que não os que M. Ward já seguia anteriormente na sua obra discográfica por conta própria. Não será um bom álbum para recrutar novos admiradores, mas não desiludirá os que já o acompanhavam. Espero que aprecies a sugestão... 

M. Ward - A Wasteland Companion

01. Clean Slate
02. Primitive Girl
03. Me And My Shadow
04. Sweetheart
05. I Get Ideas
06. The First Time I Ran Away
07. A Wasteland Companion
08. Watch The Show
09. There’s A Key
10. Crawl After You
11. Wild Goose
12. Pure Joy


autor stipe07 às 21:58
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Terça-feira, 24 de Abril de 2012

Spiritualized – Sweet Heart, Sweet Light

De acordo com a própria banda e o lendário Jason Pierce, é algures entre os irmãos Wilson (Beach Boys), Chuck Berry e o músico de jazz Peter Peter Brötzmann que está Sweet Heart Sweet Light, o novo disco dos Spiritualized, lançado no mercado no passado dia dezasseis de abril pela Domino Records.

O sucessor de Songs In A&E e sétimo de estúdio da banda foi gravado no País de Gales e na Islândia e nele escuta-se uma hora de música magnífica, distribuída por onze canções que nos permitem aceder a uma outra dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, sem nunca descurar as mais básicas tentações pop e onde tudo soa utopicamente perfeito.
Sweet Heart, Sweet Light confirma então o estilo, o método e a obsessão típicas de Jason Pierce que afirmou recentemente que gravar um disco é, para ele, a coisa mais importante do seu mundo e que reconhece ser obcecado com a sua música e não acredita em qualquer regra na busca pela perfeição.

E a beleza utópica das composições dos Spiritualized não falta neste álbum, assim como as belas orquestrações que vivem e respiram lado a lado com as distorções e arranjos mais agressivos. Sweet Heart Sweet Light esbanja todo o esmero e a paciência de Pierce em acertar os mínimos detalhes de um disco. Das guitarras que escorrem ao longo de todo o trabalho, passando pelos arranjos de cordas, pianos, efeitos e vozes, tudo se movimenta de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração do projeto tivesse um motivo para se posicionar dessa forma. Ao mesmo tempo em que é possível absorver a obra como um todo, entregar-se aos pequenos detalhes que preenchem o trabalho é outro resultado da mais pura satisfação, como se o músico projetasse inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte em cada canção, assentes num misto de psicadelia, rock progressivo, soul e gospel.

O som espacial, experimental, psicodélico, barulhento e melódico que a banda criou em Ladies And Gentleman We Are Floating In Space (1997), ainda faz deste disco o mais forte e marcante da carreira da banda. E alguns anos depois, em 2001, Let it Come Down, acrescentou mais texturas e belíssimas faixas à bagagem, porém, num tom menos experimental. Agora, em 2012, os Spiritualized apresentam o álbum que daqui a alguns anos tem tudo para ser o clássico da banda na segunda década do século XXI.

Se Bobby Gillespie (Primal Scream), Jarvis Cocker (Pulp) e outros artistas contremporâneos de Jason parecem ter perdido o brilho, ele não demonstra cansaço ou falta de inspiração. Perto de completar quarenta e sete anos, dos quais pelo menos trinta são dedicados à música, ele consegue com este novo disco mergulhar num universo sonoro recheado de novas experimentações e renovações e soa tão poderoso, jovial e inventivo como soava há duas décadas. Se o Huh? que ilustra a capa do disco pergunta até onde vai o trabalho de Pierce, no final do álbum chegamos à óbvia conclusão que, para essa questão, não existem limites.

Não é habitual fazê-lo, mas quero destacar a notável curta metragem que ilustra Hey Jane, com realização de A.G. Rojas, uma fábula familiar, crua e desesperada, para ficar, desde já, na lista dos melhores vídeos musicais de 2012. Espero que aprecies a sugestão...

01. Huh? (intro)
02. Hey Jane
03. Little Girl
04. Get What You Deserve
05. Too Late
06. Headin’ For The Top Now
07. Freedom
08. I Am What I Am
09. Mary
10. Life Is A Problem
11. So Long You Pretty Thing


autor stipe07 às 21:45
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Paper Beat Scissors – Paper Beat Scissors

Vocalista, compositor e instrumentista, Tim Crabtree é o  lider dos Paper Beat Scissors, um projeto que chega do Canadá, fortemente influenciado pelos The Notwist, Radiohead, Sun Kil Moon e os islandeses Sigur Rós. Já têm disco de estreia, o homónimo Paper Beat Scissors, álbum produzido por Mike Feuerstack (Snailhouse, Bell Orchestre), misturado por Jeremy Gara (Arcade Fire) e que foi lançado no passado dia seis de março.
É enorme a lista de convidados e músicos que fizeram parte do processo de gravação, alguns deles nome ilustres do cenário musical local e que podes consultar no sitio da banda.

O nome deste projeto liderado por Crabtree parece desde logo ter sido bastante ponderado e com a finalidade de contrariar a lógica do senso comum. Geralmente é a tesoura quem leva a melhor sobre o papel, mas também pode haver aqui uma tentativa de abordagem mais poética, onde as tesouras representam a agressão e o papel algo suave e delicado. E garanto não ser difícil chegar a esta visão poética, em que a delicadeza e a candura vencem a agressividade e a rispidez, se as canções de Paper Beat Scissors servirem de banda sonora durante o combate fraticida entre estes dois opostos.

No disco há uma tendência para as canções se submeterem a uma compilação dramática. Com o seu estilo único de cantar Crabtree tira-nos o fôlego e os seus falsetes deixam-nos muitas vezes sem reação e tocam profundamente o coração. A maioria das canções começam com o dedilhar de uma guitarra acústica, mas depois recebem novos instrumentos, que acrescentam pequenos detalhes sonoros, mas que fazem muitas vezes toda a diferença e demonstram a abundância de talento dos mentores deste projeto, já que pintam uma belíssima paleta de cores sonoras e criam uma atmosfera envolvente, suave e apaixonada. A própria voz também serve várias vezes apenas para esse efeito específico. Ouve e delicia-te! Espero que aprecies a sugestão...

01. Ends In Themselves
02. Season’s Rest
03. Folds
04. Rest Your Bones
05. Forgotten
06. Once
07. Be Patient
08. Keening
09. Tendrils
10. Watch Me Go
11. Let Me In

 

Recentemente, em Halifaz, na nova escócia (Canadá) os Paper Beat Scissors deram um concerto intimista de apresentção do álbum. Mike Feuerstack (Snailhouse) tocou guitarra, Gina Burgess (Gypsophilia) tocou violino, Kyle Cunjack (Olympic  Symphonium) encarregou-se do baixo e Ryan Brown (Glory Glory) tocou bateria. Confere...

 

autor stipe07 às 18:46
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Domingo, 22 de Abril de 2012

The Flaming Lips – The Flaming Lips And Heady Fwends

Bono Vox pode ser o arquétipo do astro rock benfeitor que quer salvar o mundo, mas se há músico que com a sua música e outros aditivos seria capaz de instaurar um cessar fogo no médio oriente, convencer o Irão e a Coreia do Norte a abandonarem o programa nuclear e juntar de novo os Guns N'Roses, esse é, sem dúvida, Wayne Coyne, o líder dos extraordinários Flaming Lips e de uma das poucas bandas que ainda conseguem fazer o que bem querem dentro da gigante Warner Brothers. Agora, para comemorar o Record Store Day, como era de esperar, fizeram-no em grande, enquanto outros músicos e bandas cingiram-se a alguns EPs e singles que divulgarei oportunamente.  A banda de Oklahoma, optou por um longa duração com colaborações que vão de Bon Iver a Chris Martin, passando por Yoko Ono, Nick Cave, Neon Indian, My Morning Jacket e Ke$ha, imagine-se.

Este The Flaming Lips And Heady Fwends não é propriamente o próximo capítulo da história oficial da banda, que ultimamente tem sido feita de colaborações, nomeadamente a que divulguei com Neon Indian e Prefuse 73, usando sempre a internet como ferramenta privilegiada para a divulgação das novidades da banda, mas dispõe de uma congregação inteira de convidados, que abrangem vários espectros, desde a pop, ao experimentalismo, ao hip hop e à eletrónica. Assim, o disco acabou por assentar em momentos muito interessantes de cruzamento sonoro estético, alguns deles inebriantes e muitas vezes construídos a partir de amálgamas de letras e sons fragmentados que a banda tinha em arquivo e que aguardavam o pretexto certo para ganharem vida, sempre, como é de esperar nos Flaming Lips, com uma roupagem psicadélica e caótica, mas onde cada detalhe sonoro terá sido certamente idealizado ao pormenor.

A ficção científica e o apocalipse global são os grandes temas das canções e fica-se com a estranha sensação que elas poderiam ser a banda sonora de um cenário pós apocalíptico mas, ainda assim, carregado de vida, só que, neste caso, mutante. Tentando fazer uma espécie de paralelismo com esta ideia e a música em geral, se retirássemos à maioria das canções deste The Flaming Lips And Heady Fwends os efeitos abrasivos, alguns loopings e sons sintetizados, seriam canções sem grande história e nada apelativas, como acontece com a maioria das canções da banda, se forem descaracterizadas dos principais tiques sonoros que fazem parte do ADN ácido, único e específico deste grupo norte americano. Espero que aprecies a sugestão...

01. 2012 (You Must Be Upgraded) (Featuring Ke$ha And Biz Markie)
02. Ashes In The Air (Featuring Bon Iver)
03. Helping The Retarded To Find God (Featuring Edward Sharpe And The Magnetic Zeros)
04. The Supermoon Made Me Want To Pee (Featuring Prefuse 73)
05. Children Of The Moon (Featuring Tame Impala)
06. That Ain’t My Trip (Featuring Jim James Of My Morning Jacket)
07. You, Man? Human??? (Featuring Nick Cave)
08. I’m Working At NASA On Acid (Featuring Lightning Bolt)
09. Do It! (Featuring Yoko Ono/Plastic Ono Band)
10. Is David Bowie Dying? (Featuring Neon Indian)
11. The First Time Ever I Saw Your Face (Featuring Erykah Badu])
12. Girl, You’re So Weird (Featuring New Fumes)
13. I Don’t Want You To Die (Featuring Chris Martin Of Coldplay)


autor stipe07 às 18:32
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Matt Corby – Into The Flame EP

No meio da interminável vaga de novos artistas que surgem todos os dias, alguns acabam por me ficar na retina e o mais recente é Matt Corby, músico australiano cujo primeiro single, Brother, soou pra mim como um daqueles singles revelação e que me fez querer descobrir toda a obra anterior deste artista. Acabei por descobrir que Corby coemçoo a carreira no Ídolos do país natal, onde participou quando tinha apenas dezasseis anos, em 2007. De lá para cá, em vez de seguir muitas vezes o caminho mais fácil, permaneceu fiel a si próprio e compôs algumas canções folk intimistas, tocou em bares pequenos, até que no ano passado surgiu Into The Flame, este visceral EP de quatro canções e que mudou a sua vida por completo.

O EP mistura blues, soul e folk. A própria Brother reflete com mestria as melhores características do disco; É uma canção esquizofrénica e mutante, com uma estrutura inusitada e onde é difícil descobrir o que é refrão ou o que é verso. O início é abrasivo e dominado pelo baixo, sequência que se repete algumas vezes ao longo da canção. Depois seguem-se delicados versos chegados ao folk, que poderão lembrar Bon Iver, cantados por uma voz angelical e em falsete, que de repente enfurece-se e explode.

As restantes canções do EP seguem esta sonoridade e auguram um futuro bastante risonho para este músico, do qual se aguarda o longa duração de estreia ainda este ano. Espero que aprecies a sugestão...

01. Brother
02. Souls A’Fire
03. Untitled
04. Big Eyes


autor stipe07 às 23:01
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