Sábado, 31 de Março de 2012

Thieves Like Us - Bleed Bleed Bleed

Os Thieves Like Us são Anna, Bjorn, Dani, Martine e Andy e no passado dia vinte de Março editaram Bleed Bleed Bleed, o quarto disco da banda, pela Captured Tracks. Depois de três álbuns e alguns EPs, carregados de tristezas, angústias e lamentações, Bleed Bleed Bleed despertou o lado mais alegre, funk, luminoso e dançante dos Thieves Like Us.

Ouvir Bleed Bleed Bleed é imaginar os Thieves Like Us perdidos algures nos anos setenta à procura de Ariel Pink e, durante essa viagem, tentarem absorver doses industriais de groove, algo bem explícito no single Stay Blue, uma canção bastante suculenta, diga-se. Neste quarto disco eles demonstram uma enorme sagacidade para o discurso musical irónico já que, tendo em conta o artwork e o título do disco, estaria-se à espera de, em termos sonoros e concetuais, de uma súmula dos trabalhos anteriores. Mas este Bleed Bleed Bleed é luminoso, dançante, como já referi e não é de mais repetir, acabando por haver uma beleza inquestionável no sangue que corre frio e que alegoricamente nos mostra que a nossa existência e natureza se resume à experiência física de se encarnar um corpo que é frágil e que está diariamente sujeito às vicissitudes do ambiente que o rodeia. Por isso, se quase todas as canções do disco fazem vir à tona esta fatalidade, também servem para puxarmos de dentro de nós o melhor, seguindo exemplos de fé, romantismo e amor, plasmados nas canções.

Acaba por haver uma beleza inquestionável na fé que os Thieves Like Us colocam na vida e na sua existência, nas progressões de acordes de Bleed Bleed Bleed e o disco acaba por ser uma experiência educacional que nos quer ajudar a saber conviver com aquelas que são as óbivas limitações humanas e a apetência quase cega do homem para a fatalidade e o drama emocional. Espero que aprecies a sugestão... 

Bleed Bleed Bleed
Stay Blue
Still Life
Fatima
The Killing Revelation
Bleed Bleed Bleed II
Maria Marie
Memory Song
Your Love Runs Still
Worthy To Me


autor stipe07 às 18:32
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Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Poor Moon - Illusion EP

Poor Moon é um projeto alternativo de Seattle, já pensado desde 2008, do baixista Christian Wargo e do teclista Casey Wescott, uma dupla eminente e que faz parte do núcleo duro dos Fleet Foxes e à qual se juntaram os irmãos Ian e Peter Murray, membros dos The Christmas Cards. O nome Poor Moon advém do título da canção preferida de Christian Wargo dos Canned Heat, sendo ele quem, neste projeto, assume a liderança, nomeadamente na escrita e composição das canções. Illusion é o EP de estreia e foi lançado no passado dia vinte e sete de março pela Bella Union.

Como seria naturalmente de esperar, a sonoridade deste EP não difere muito da folk acústica e etérea dos Fleet Foxes. Existe uma tranquilidade acústica ao longo do disco e as canções são guiadas por guitarras límpidas e uma profunda gentileza sonora. É mesmo no meio do EP, em People In Her Mind, que está o grande destaque do EP; O tema é cantado com um toque de Ray Davies e quer a guitarra quer uma batida subtil ficam a ressoar dentro de nós muito depois da canção terminar. 

Este EP termina muito bem com a belíssima Widow. Para quem aprecia o trabalho dos Fleet Foxes, vale bem a pena descobrir este EP e deixar-se contagiar por estas cinco belas canções folk. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Illusion
02. Anyplace
03. People In Her Mind
04. Once Before
05. Widow


autor stipe07 às 22:29
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Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Deep Sea Arcade - Outlands

Os Deep Sea Arcade formaram-se em 2008 quando aos amigos de longa data Nic Mckenzie e Nick Weaver recrutaram Carlos Adura, Simon Relf e Tim Chamberlain para a sua causa. Desde que chegou aos escaparates o EP de estreia Don’t Be Sorry, em 2009, muito bem aceite pela crítica, a banda cimentou uma reputação na Austrália e não só, já que, além de ter andado em digressão com Noel Gallagher e os Modest Mouse, tocaram no Festival Primavera, na vizinha Espanha e no The Great Escape em Inglaterra..

Outlands é, de acordo com a banda, o culminar de uma aventura musical de descoberta de uma míriade de géneros musicais e que acabaram por influenciar a esência das canções que integram o disco. O primeiro single extraído de Outlands foi Girls; É uma clássica canção com todos os ingredientes essenciais nua fórmula indie e tem passado com alguma insistência em várias rádios de relevo, nomeadamente a BBC1. together tem uma melodia bastante retro, a fazer-me lembrar imenso os Beatles e é uma das canções mais luminosas do álbum, assim como Steam o single que se segue. Mas um dos maiores destaques acaba por ser Lonely In your Arms, uma música com uma sonoridade bastante surf pop, um baixo extraordinário que comanda toda a canção e a voz de Mckenzie num registo bastante envolvente e similar a Peter Moren dos Peter, Bjorn and John.

Não me parece ser habitual haver uma banda nos antípodas que tenha os anos sessenta no rol das suas principais influências sonoras e que exemplos como os The Doors, The Zombies, The Monkees e os já citados Beatles sejam particularmente ouvidos e tidos em conta no momento de compor e gravar; Mas estes Deep Sea Arcade quebraram essa tendência.

Outlands acaba por ser um título apropriado para este disco de estreia dos Deep Sea Arcade, porque todas as canções têm, como já disse, uma sonoridade retro e, ao mesmo tempo, intrigante, não havendo uma preocupação latente em obedecer a um estilo, mas bastante potencial para, no futuro, nos brindarem com algo ainda melhor. Espero que aprecies a sugestão...

folder

01. Outlands
02. Seen No Right
03. Girls
04. Granite City
05. Steam
06. Together
07. Lonely In Your Arms
08. All The Kids
09. Ride
10. The Devil Won’t Take You
11. Don’t Be Sorry
12. Airbulance

MySpace

Deep Sea Arcade - Steam


autor stipe07 às 21:17
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Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Miniature Tigers – Mia Pharaoh

Os Miniature Tigers são mais uma banda natural de Brooklyn, NY; A formação abarca o guitarrista Charlie Brand, o baterista e vocalista Rick Schaier e Algernon Quashie, também na guitarra e teclados. Editaram alguns EPs em 2008 e dois anos depois, em 2010, estrearam-se nos discos com Fortress, um álbum que recebeu críticas muito favoráveis de publicações como a Pitchfork e a Entertainment Weekly. Agora, em 2012, regressam aos discos com Mia Pharaoh, álbum que será lançado a vinte e três de março através da Modern Art Records.

A sonoridade dos Miniature Tigers é uma espécie de sexy electronic pop, muito kitsch, um pouco à imagem de uns Scissor Scissor Sisters vs Architecture In Helsinki, ou seja, fundem os sons da pop dos anos sessenta com uma indie muito animada e psicadélica.

Logo a abrir Mia Pharaoh, Sex On The Regular define o tom inimitável do álbum, tanto temática como musicalmente. A festa e o abanar de ancas prosseguem em Female Doctor e Cleopatra. Como é fácil deduzir, a componente sexual está bastante presente na temática das canções, carregadas de trocadilhos e metáforas e a própria sonoridade não deixa de denotar uma inspirada languidez, carregada ainda mais pela voz muitas vezes em falsete de Rick.

A entrada no álbum faz-se de rompante, mas a partir de Flower Door o ambiente torna-se um pouco mais nostálgico e contemplativo, no entanto sem deixar de lado a sensualidade e o glamour iniciais. Audições repetidas de Mia Pharaoh acabam por ir revelando, pouco a pouco, o exotismo de muitas das canções, as texturas acústicas e elétricas em que assentam, no fundo, paisagens sonoras que muitas vezes se apresentam consoante o nosso estado de espírito, fazendo com que este disco se torne estranhamente viciante. Mia Pharaoh é exótico, sabe às noites quentes junto ao mar e pode vir a tornar-se, com ou sem morangos, numa agradável banda sonora para o próximo verão. Espero que aprecies a sugestão.

Como curiosidade, importa acrescentar que a publicação Consequence of Sound tem dado a conhecer as canções do álbum, acompanhando-as com uma ilustração feita por Charlie Brand para cada música. Estas ilustrações passaram a litografias e podem ser adquiridas no sitio da banda.

01. Sex On The Regular
02. Female Doctor
03. Cleopatra
04. Afternoons With David Hockney
05. Easy As All That
06. Flower Door
07. Boomerang
08. Ugly Needs
09. Angel Bath
10. Husbands And Wives


autor stipe07 às 21:48
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Curtas... XXXII

Com One Life Stand (2010) o quinteto britânico Hot Chip alcançou um novo estágio bem sucedido dentro da sonoridade eletrónica. Tocado pelo misticismo e por uma certa dose de religiosidade, esse álbum atestou toda a maturidade que Alexis Taylor e os parceiros de banda vinham a acumular há bastante tempo. Com In Our Heads, quinto álbum da carreira do grupo, previsto para 11 de junho, os ingleses devem manter a mesma boa forma, se tivermos em linha de conta Flutes, o primeiro avanço para o novo disco.

 

Rufus Wainwright - Out Of The Game

Depois de Montauk, Rufus Wainwright revelou Out Of The Game, o tema que dá título ao seu novo álbum de originais, que sai em Abril. Este será o single de apresentação do disco, que foi produzido por Mark Ronson. Ele aqui fica, em pré-escuta.

 

Enquanto não chega um novo disco de originais, o músico, compositor, produtor e multi-instrumentista Beck Hansen acaba de lançar Looking For A Sign, um novo single incluido na banda sonora de Jeff Who Lives At Home. Confere...

 

Nick Zammuto, membro da dupla eletro acústica The Books, tem um novo projeto chamado Zammuto. Depois de ter sido divulgado o single Idiom Wind, agora parece eminente o lançamento de um álbum que, pelos vistos, será homónimo, através da etiqueta Temporary Residence. E The Shape Of Things To Come é mais uma canção a ser conhecida...

 
Alpaca Sports é um projeto sueco cujo single de estreia Just For Fun teve direito a um vídeo com alpacas! Vale a pena ver e ficar a conhecer.
 
Já é conhecida a primeira amostra do homónimo segundo álbum dos Temper Trap. O single Need Your Love, tem Rabbit Hole como b side. Usufrui...

01. Need Your Love
02. Rabbit Hole

 
Já é conhecido o nome, data de lançamento e tracklist do próximo álbum de originais dos Sigur Rós e sucessor de Með suð í eyrum við spilum endalaust, editado em 2008. Valtari verá a luz do dia no próximo dia 28 de maio.
Ég Anda
Ekki Múkk
Varúð
Rembihnútur
Dauðalogn
Varðeldur
Valtari

Ekki múkk by sigur rós


autor stipe07 às 13:26
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Terça-feira, 27 de Março de 2012

The Shins - Port Of Morrow

Cinco anos após Wincing The Night Away, os The Shins de James Mercer estão de volta com Port Of Morrow, o quarto disco de originais da banda, lançado no passado dia dezanove de março através da Columbia Records. Port of Morrow foi gravado em Los Angeles e Portland durante o ano de 2011, com James Mercer a ficar a cargo da composição, da voz e da maioria dos instrumentos. O álbum foi produzido por Greg Kurstin (que também contribuiu com alguns instrumentos) e misturado por Rich Costey. Outros músicos que participam neste álbum são Joe Plummer, Janet Weiss, Dave Hernandez, Marty Crandall, Eric D. Johnson, Ron Lewis e Nik Freitas. A capa do álbum é da autoria de Jacob Escobedo.

Numa época em que havia uma banalização da pop nascida nos anos sessenta, a expansão do hip hop e alguns ícones da actual indústria musical ganhavam uma dimensão global, Oh, Inverted World, o primeiro disco dos The Shins, lançado em junho de 2001, levou algum tempo até cair no gosto de um público maior. Foi um princípio tímido, mas que não impediu que a banda caísse imediatamente nas graças de uma pequena parcela do público, principalmente aquele atento ao cenário alternativo norte-americano, e que ao ter na mão o segundo álbum do grupo, em 2003, percebeu que todas as apostas em relação ao trabalho deste grupo não foram em vão. Mais do que um cardápio de boas composições, esse Chutes Too Narrow fez dos The Shins uma das bandas mais queridas e elogiadas da nova cena independente, feito que Kissing The Lipless, Saint Simon e tantas outras canções presentes no disco justificaram sem grandes esforços. O próprio disco de estreia, Oh, Inverted World, acabou por ganhar novo significado e seguidores, dispostos a conhecer um pouco mais sobre essa estranha banda que acumulava criticas positivas em diferentes veículos de comunicação, citações em filmes e até a participação em diversas séries televisivas.

Em 2007 o grupo voltou com o disco que me fez despertar definitivamente para os The Shins; Intitulado Wincing the Night Away, o terceiro registo oficial trazia mais treze composições marcadas pelo mesmo tom ensolarado e as melodias cantaroláveis de outrora.

Agora, em 2012, Mercer  e os seus novos companheiros continuam a revelar extraordinários acordes de guitarra com um comovente objetivo melódico em Port Of Morrow, sem dúvida o resultado de todas as experiências acumuladas por Mercer ao longo dos últimos anos, além, claro, das referências melódicas típicas do grupo. O trabalho apresenta em apenas dez canções toda a herança que os The Beach Boys, os The Kins e os The Smiths deixaram na formação do vocalista, que parece ter utilizado referências do próprio quotidiano para construir o panorama lírico do disco, que pende ora para a folk, ora para a indie pop adocicada e acessível. Há desde logo aqui sucessos garantidos como Simple Song, It’s Only Life e For A Fool, músicas que possibilitam não apenas o desenvolvimento de uma instrumentação radiante, como a possibilidade de constatar que Mercer alcançou novos parâmetros e patamares de qualidade na sua intepretação vocal.

Mesmo depois de cinco anos sem nenhum novo lançamento, ouvir Port Of Morrow faz parecer que essa lacuna não foi tão extensa. Talvez isso seja reflexo da capacidade dos norte-americanos em apresentar um som duradouro e sempre próximo do ouvinte, experiência que deve repetir-se com o atual disco da banda ou mesmo com os próximos lançamentos do grupo, independentemente de quanto tempo levem para chegar aos escaparates. Espero que aprecies a sugestão...

01. The Rifle’s Spiral
02. Simple Song
03. It’s Only Life
04. Bait And Switch
05. September
06. No Way Down
07. For A Fool
08. Fall Of ’82
09. 40 Mark Strasse
10. Port Of Morrow
11. Pariah King


autor stipe07 às 13:06
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Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Sigur Rós - Ekki Múkk

E de repente sinto-me muito feliz porque com Ekki Múkk terminou uma espera com quase 4 anos... E voltei de novo a sentir aquiLo... e aQuilo... e Aquilo... Tudo aqUilo que só eu sei o que é e que só os Sigur Rós me fazem sentir...
(Valtari chega às lojas a 28 de maio)


autor stipe07 às 19:19
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The Afternoons - Fan Fiction

Os The Afternoons são quatro amigos, Richard Griffiths, Sarah Ellison, Paul RapiPete Morgan, que sempre tiveram uma fixação pela música dos anos sessenta e em particular pelos Roxy Music. No entanto, também incluem no pacote de influências nomes como os Teenage Fanclub, Scritti Politti, The Monkees, The Velvets, os Beach Boys, Kraftwerk, High Llamas, Super Furry Animals, Macca, The Go-Betweens, Ben Kweller, F. Scott Fitzgerald e Bob Moog. A grupo formou-se em 1999 e depois de no ano seguinte terem editado alguns singles de sucesso na Gales natal, estrearam-se nos discos em 2001 com The Days We Found in the Sun.

Este novo disco intitulado Fan Fiction, foi editado no passado dia treze de fevereiro pela Saturday Records e sucede a Sweet Action, disco bem sucedido da banda, que chegou aos escaparates em 2008 e cujo nome é inspirado no título de uma revista pornográfica alemã. Fan Fiction foi gravado em Cardiff, no estúdio dos Manic Street Preachers e é, segundo os próprios, uma homenagem à música de que sempre gostaram. Espero que aprecies a sugestão...

01. Wait Till You See Her
02. Black Hearted Poster Boy
03. Moving City
04. Going Nowhere
05. Fan Fiction
06. Now Or Never
07. Gemau Cymhlrth
08. It’s True What They Say About Love
09. Step Into The Light
10. Karen 1980
11. We Ride The Outskirts Forever


autor stipe07 às 18:47
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3 de rajada... LXVII

Na sexagésima sétima edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, e no dia em que é editado o homónimo dos Rocketjuice & The Moon, o novo projeto de Damon Albarn, destaco esta semana os novos singles de Feist, dos Silversun Pickups e de James Morrison. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 

Feist – The Bad In Each Other


Silversun Pickups – Bloody Mary

 
James Morrison - One Life

 


autor stipe07 às 13:07
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Domingo, 25 de Março de 2012

Ourlives – Out Of Place EP

Lançado no passado dia vinte e nove de novembro de 2011, o EP Out Of Place marca a estreia do projeto islandês Ourlives, liderado por Leifur Kristinsson (voz e guitarra), nos lançamentos discográficos. A acompanhar Leifur está Halfdan Arnason (baixo, teclas), Jon Björn Arnason (guitarra) e Gardar Borgtorsson (bateria).


A sonoridade dos Ourlives acaba por não diferir muito de bandas como os Coldplay e Snow Patrol, onde as canções assentam quase sempre em guitarras melodicamente complexas e com uma sonoridade etérea muitas vezes acentuada por tonalidades vocais agudas. Nos Ourlives as canções remetem-nos imediatamente para a fria Islândia, com todas estas caraterísticas que enumerei  e uma bateria que ajuda facilmente a imaginar um cenário de beleza arrepiante ao longo das cinco canções.

Out Of Place, a canção homónima e de abertura, agrada facilmente a qualquer fã da banda liderada por Chris Martin, com a voz de Kristinsson a girar em torno do violino e do piano de forma emotiva e deslumbrante, a fundir-se com uma guitarra acústica e bastante simplista. Mas também gostaria de destacar Nuna, uma canção com fogachos de Muse e o momento mais sombrio do EP, principalmente devido ao baixo rude e bastante marcado.
Para primeira amostra, os Ourlives mostram capacidade para no futuro poderem chegar a patamares de projeção elevados, à imagem de algumas das influências notórias que citei e merecem, para já, toda a atenção daqueles que apreciam uma sonoridade pop e mais etérea. Espero que seja o teu caso e que aprecies a sugestão...

01. Out Of Place
02. Anything Can Happen Now
03. Núna
04. We Lost The Race
05. Where Is The Way?


autor stipe07 às 12:25
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