Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

Fanfarlo - Rooms Filled With Light

Finalmente terminou uma longa espera de três anos... Depois do bem sucedido Reservoir, o trabalho de estreia editado em 2009, chegou às lojas ontem, dia vinte e oito de fevereiro, através da Canvasback Music/Atlantic, Rooms Filed With Light, o segundo disco da banda londrina de pop folk Fanfarlo, liderada pelo carismático músico sueco Simon Balthazar. Rooms Filled With Light foi produzido por Ben Allen (Animal Collective, Deerhunter, Gnarls Barkley) e misturado por David Wrench (Bat For Lashes, Everything Everything) no Bryn Derwen Recording Studio, no País de Gales. A bela e abstrata capa é da autoria de Allison Diaz.

Algo que replico aqui algumas vezes, por ser hábito dizer-se no mundo da música, é a dita maldição do segundo álbum e que assombra quase sempre as bandas que conseguiram um sucesso estrondoso na estreia, normalmente à custa da invenção de uma nova sonoridade. E os Fanfarlo têm, na minha opinião, a felicidade de terem produzido algo inovador com Reservoir, encarnando nesse disco o mesmo espírito indie épico dos Arcade Fire, mas com uma sonoridade menos elétrica e mais folk. Esse disco acabou por ser um marco num ano que foi extraordinário e de definitiva afirmação para o cenário musical indie e alternativo.

Mudar essa fórmula de sucesso e que levou a banda a receber inúmeros e justos elogios da crítica, poderia ser uma jogada arriscada. No entanto, parece-me que estes ingleses Fanfarlo tiveram a coragem necessária para testar uma nova estética sonora em Rooms Filled With Light, mas sem perderem demasiado a bússola que os orientou na estreia, o que me leva a questionar se a adopção de novas nuances sonoras na sonoridade dos Fanfarlo valeu o esforço, ou teria sido preferível um maior conservadorismo e produzir uma espécie de Reservoir II. Singles como Deconstruction e Shiny Things, conhecidos há várias semanas e que divulguei na altura, já apontavam para o caminho certo de consolidação da sonoridade intrínseca desta banda, feita com melodias hipnotizantes que conseguem misturar os mais inusitados instrumentos com incrível mestria, mas agora com a incorporação de alguns elementos eletrónicos, que serviram para adicionar um certo tempero, mas sem deixar de lado os belos arranjos que marcaram o disco de estreia.

Logo na abertura, com Replicate, disponível para download gratuito no sitio da banda, os Fanfarlo assumem toda aquela energia contagiante e a alegria que habitualmente transmitem nas suas canções, feitas com violino, trompete e bandolim, mas agora transmitidas com mais cordas e sopros e a voz de Simon a fazer lembrar uma fusão britânica entre Win Butler e David Byrne. As músicas têm mais textura, são mais barrocas e contemplativas e sente-se mais a música clássica e o jazz e algum do eletropop dos anos oitenta. Simon escreveu grande parte das canções em Londres, mas depois foram trabalhadas pelo quinteto numa pequena casa perto do mar, com uma fabulosa paisagem a influenciar certamente o disco.

Se a primavera parece, infelizmente, ter chegado metereologicamente mais cedo, agora, numa mistura entre o épico e o contemplativo, chegou o primeiro disco do ano que nos relembra a alegria que é estar vivo para ouvir e testemunhar que os Fanfarlo dão, com este Rooms Filled With Light, mais um pequeno passo em frente no campo da excelência, onde residem desde Reservoir e com todo o mérito. Espero que aprecies a sugestão...

01. Replicate
02. Deconstruction

04. Shiny Things

05. Tunguska
06. Everything Turns
07. Tightrope
08. Feathers
09. Bones
10. Dig
11. A Flood
12. Everything Resolves


autor stipe07 às 13:01
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Sleigh Bells - Reign Of Terror

Os Sleigh Bells de Derek Miller e Alexis Krauss estão de volta aos discos com Reign Of Terror, o segundo álbum da dupla, lançado no passado dia catorze de fevereiro através da Mom+Pop e com produção do próprio Derek Miller. Conforme referi em Curtas... XXV, este disco da banda de Brooklin tem uma sonoridade verdadeiramente explosiva, simboliza  um dos regressos mais aguardados em 2012 e demonstra que  Derek e Alexis continuam a gostar de misturar géneros, de uma forma excitante e que soa melhor quanto mais elevado for o volume da audição.

 

Ouvir Reign Of Terror demonstra-nos que os Sleigh Bells são cada vez mais uma guitar band, mas que também procura construir canções de forma convencional e menos arcaica do que sucedeu em Treats, o disco de estreia, editado em 2010. É sobejamente conhecido o o passado musical da dupla; Derek fez parte da banda de metal Poison The Well e Alexis integrou a girls band Rubyblue. Esta aparente dicotomia acaba por não ser renegada pelos músicos e é de certa forma aproveitada nos Sleigh Bells. A faceta mais doce e melodiosa das canções é assegurada pela voz de Alexis, que canta quase sempre sobre amores perdidos, fracassos, ressacas e afins e os riffs bombásticos de hard rock são assegurados pela guitarra de Derek, tudo conjugado com uma bateria eletrónica e efeitos sonoros que simulam muitas vezes explosões e outros efeitos sempre barulhentos, mas que não deixam de ter algo de sonoramente gracioso.

Reign Of Terror não pode deixar de ser considerado como um disco assente numa pop mais experimental, mas a fusão portentosa que a dupla cria, assente nos tais riffs, em batidas eletrónicas e uma voz ao mesmo tempo lânguida e frágil, transporta o disco para um universo sonoro de difícil catalogação, onde se destaca a imponência de Born to Lose ou Comeback Kid, o rock de estádio de True Shred Guitar e os momentos elétricos ou o encanto de momentos como Never Say Die e D.O.A., que fecham o alinhamento num registo etéreo.

A sensação de escutar os Sleigh Bells é incomum e quem não estiver familiarizado com a banda pode pensar que há algo de errado com a aparelhagem ou o computador; Mas esta amálgama sonora, que inicialmente se estranha, entranha-se rapidamente e Reign of Terror sobrevive muito bem a audições repetidas, incita várias reações físicas e prende o nosso ouvido a algo incomum mas visceralmente sedutor. Espero que aprecies a sugestão...

  

1. True Shared Guitar
2. Born to Lose
3. Crush
4. End of the Line
5. Leader of the Pack
6. Comeback Kid
7. Demons
8. Road to Hell
9. You Lost Me
10. Never Say Die
11. D.O.A.

 


autor stipe07 às 21:34
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Curtas... XXIX

Os Arctic Monkeys divulgaram ontem uma nova canção chamada R U Mine?, que não integra o álbum Suck It And See e também não deverá ser lançada oficialmente em disco algum, apenas como single. O grupo já havia afirmado anteriormente que iriam lançar uma nova música antes de começarem a digressão nos Estados Unidos e Canadá, juntamente com os The Black Keys.

 

Os Bravestation, banda natural de Toronto, no Canadá, caraterizam-se como sendo uma banda new wave e que compõe tribal pop. Já anunciaram que vão lançar o disco de estreia ainda em 2012 e disponibilizaram recentemente para download gratuito, no bandcamp do grupo, Signs Of The Civilized, o primeiro avanço.

 

Father John Misty é o alter ego de Josh Tillman, antigo baterista dos Fleet Foxes e que no próximo dia um de maio irá lançar, através da etiqueta Sub Pop, Fear Fun, o oitavo disco deste seu projeto a solo. Este novo trabalho é produzido por Jonathan Wilson e já o podes ouvir na íntegra.  A música é excelente, algo como os Fleet Foxes, mas com uma sonoridade mais luminosa e descomprometida. Lá para maio falarei do álbum...

 

Work Drugs – License To Drive

Naturais de filadélfia, os Work Drugs, banda liderada por Bat Mitzvah, editaram recentemente Licence To Drive, o novo single da banda, disponível para download gratuito no site do grupo e que antecipa o disco da banda, que irá ser lançado ainda em 2012. Esta é uma daquelas novas canções que nos fazem suspirar já pelo verão. 

 

Os londrinos Weird Dreams trazem no seu DNA uma indie pop assente em guitarras carregadas de brilho e fortemente influenciadas por bandas como os Real Estate e os Buzzcocks.  No próximo dia dois de abril vão editar Choreography, o disco de estreia, através da Tough Love e já é conhecido o tema Little Girl, que tem como principal particularidade repetir insistentemente o nome da banda na letra da canção.

 

Já passou algum tempo desde que a banda de punk rock Mika Miko, oriunda de LA, se separou e os respetivos músicos embarcaram noutros projetos. Jennifer e Jessica Clavin formaram os Bleached e o baterista Kate Hall formou os Dunes, que se preparam para lançar o disco de estreia; O álbum vai chamar-se Noctiluca, será lançado no próximo dia seis de março através da Post Present Medium e já são conhecidos os singles Vertical Walk e Jukebox, ambos disponiveis para download gratuito na publicação online stereogum.


 

Finalmente, Capricornia, canção que conta com o B side When You Were Mine, é o primeiro single já conhecido do segundo disco dos Allo Darlin. O disco vai chamar-se Europe e chegará na primavera, através da Slumberland Records.

01. Capricornia
02. When You Were Mine


autor stipe07 às 14:05
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Mount Washington - Mount Washington

Mount Washington são uma banda oriunda de Tromsø, no norte da Noruega e formada por Rune Simonsen, Andreas Høyer e Esko Pedersen, amigos de infância. Já fazem música juntos há alguns anos e depois de formarem os Washington, estrearam-se nos discos em 2004 com o EP Black Wine, ao qual se sucederam A New Order Rising (2005), Astral Sky (2007) e Rouge/Noir (2009).

Agora, em 2011 e depois de terem editado estes três discos, alteraram o nome para Mount Washington, deixaram Trondheim, capital da Noruega e onde viviam, levantaram voo até Berlim e lançaram o homónimo Mount Mashington, no passado dia dezassete de fevereiro, através da Glitterhouse Records.

 

A sonoridade deste disco acaba por ser fortemente influênciada pela miríade sonora que abastece a capital da Alemanha e a riqueza do cenário musical da cidade. A melancolia está bastante presente, como é de esperar nas bandas nórdicas e o grupo explora territórios que assentam numa pop lo fi arejada, ao contrário, por exemplo, do primeiro disco da banda, o já citado A New Order Rising, que assentava, imagine-se, na folk norte americana.

Uma das grandes curiosidades e que me chamou a atenção para o disco prende-se com o single Lisboa, uma canção que homenageia a nossa capital e cujo ambiente sonoro faz lembrar um pouco a luminosidade da cidade das sete colinas. No entanto, o video da canção, realizado por Bernard Wedig, mostra imagens dos elementos da banda a passear pelas ruas de Berlim. Espero que aprecies a sugestão...

01. How Does It Feel?
02. Silver Screen
03. Lisboa
04. A Good Run
05. Toscana
06. Next Year
07. Concords
08. If Ever
09. Broken Home
10. Radio Silence


autor stipe07 às 18:59
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3 de rajada... LXIII

Na sexagésima terceira edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, e no dia em que é lançado Sounds From Nowheresville, novo álbum dos The Ting Tings e Rooms Filled With Light, dos Fanfarlo, destaco esta semana os novos singles de Al The Young, The black Keys e The Drums. Toca a ouvir e a tirar ilações...

All The Young – The Horizon

 

The Black Keys – Gold On The Ceiling


The Drums – Days

 

01. Days
02. I Don’t Want To Go Alone

 

 

autor stipe07 às 14:03
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

First Aid Kit – The Lion’s Roar

A Suécia foi sempre berço de projetos graciosos e embalados por doces linhas instrumentais, muitos deles divulgados aqui, letras mágicas e vocalistas dotados de vozes hipnoticamente suaves. Hoje sugiro a dupla feminina First Aid Kit, formada pelas manas Johanna e Klara Söderberg e talvez uma das melhores personificações de toda esta subtileza e amenas sensações que percorrem a produção musical da fervilhante Estocolmo. Quem conhece o primeiro disco da dupla e espera algo parecido, talvez precise rever esse conceito ao deparar-se com este novo lançamento, The Lion’s Roar, álbum lançado pela dupla no passado dia vinte e três de janeiro e que mantém a força da tal pop distinta, plasmada no título do álbum e em toda a estrutura sonora que o compõe.

Levemente distanciadas do tom folk açucarado que caracterizava o disco de estreia The Big Black & The Blue, de 2008, agora exploram uma sonoridade mais sóbria e adulta, que resultou num disco envolvente, climático e tocado pela melancolia. A dupla tambérm mergulhou no cancioneiro country norte americano, explorando tanto o misticismo bucólico de Gillian Welsh como as harmonias vocais típicas dos Fleet Foxes.

Estamos assim perante um conjunto de canções com alguma densidade, mas amenizada pela temática das canções que, como não podia deixar de ser, falam muito de amor, ou seja, uma linguagem suave e que ampliou os elogios que possam ser feitos às capacidades poéticas destas duas irmãs. Há observações próprias sobre o universo masculino (In The Hearts of Men), declarações de amor (To a Poet) e até canções para pós relacionamentos (I Found A Way), todas exploradas com delicadeza e bom gosto.

Como já disse, a instrumentação tem como pano de fundo a música folk e está amarrada a uma linha musical bem visível; Da canção de abertura até ao divertido encerramento com King Of The World, há sempre a presença de um toque orgânico e caseiro, como se os violinos, banjos e palmas tivessem sido captados numa quinta, no meio da natureza, o que resultou numa sonoridade cativante, rica e deliciosamente acolhedora. Os instrumentos, vozes e demais elementos estão interligados com competência, abandonando definitivamente a crueza do disco anterior, um álbum quase inteiramente gravado, produzido e misturado pelas próprias irmãs. Dono de um som límpido e habilmente arquitetado, The Lion’s Roar deve catapultar as First Aid Kit para o grupo de bandas a seguir em 2012, dentro do género. Espero que aprecies a sugestão... 

01. The Lion’s Roar
02. Emmylou
03. In the Hearts of Men
04. Blue
05. This Old Routine
06. To a Poet
07. I Found a Way
08. Dance to Another Tune
09. New Year’s Eve
10. King of the World


autor stipe07 às 12:09
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Sherwater - Animal Joy

Animal Joy, lançado no passado dia catorze de fevereiro pela Sub Pop, é o disco mais recente dos Sherwater, uma banda de Austin, no Texas, que esta editora já seguia e pretendia ter no seu catálogo há algum tempo e que é liderada por Jonathan Meiburg, um ornitólogo que em boa hora se deixou contagiar pela composição musical e Will Sheff, dos Okkervil River, aos quais se juntou o baterista Thor Harris e a baixista Kimberly Burke.

A banda estreou-se em 2006 com Palo Santo e Animal Joy sucede, de acordo com alguma crítica que li, a dois grandes discos, Rook (2008) e The Golden Archipelago (2010). Este novo disco assenta na voz profunda de Meiburg e no clima misterioso e atraente das melodias criadas pela banda. Melodias que começam quase sempre com um simples dedilhado de violão ou teclado e crescem até atingirem um clímax instrumental e vocal, ou seja, misturam a tradicional pop rock com a folk.
É impossível ficar alheio a belas composições como Animal Life, You As You Were, Breaking The YarlingsImmaculate. Os instrumentos são quase sempre bem adicionados às canções e a tal voz de Meiburg passeia entre a serenidade e a agitação conforme o andamento do disco, conferindo-lhe uma versatilidade difícil de encontrar nos líderes da maioria das bandas da atualidade. O álbum conta ainda com participações importantes de músicos como Andy Stack (Wye Oak) e Scott Brackett (Murder by Death).

Animal Joy tem vindo a conquistar algum destaque nas minhas audições diárias e vaticino que será certamente um disco bastante comentado em 2012. Espero que aprecies a sugestão...

Shearwater - Animal Joy

01. Animal Life
02. Breaking The Yearlings
03. Dread Sovereign
04. You As You Were
05. Insolence
06. Immaculate
07. Open Your Houses (Basilisk)
08. Run The Banner Down
09. Pushing The River
10. Believing Makes It Easy
11. Star Of The Age

Myspace


autor stipe07 às 16:50
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

Peter Broderick - http//www.itstartshear.com

Na passada segunda feira, dia vinte de fevereiro, foi editado através da etiqueta britânica Bella Union um disco que me chamou a atenção pelo nome peculiar e cujo conteúdo agradou-me imenso; Falo de http://www.itstartshear.com, da autoria de Peter Broderick, um músico norte americano que se iniciou nos discos com Home, editado em 2008.

http://www.itstartshear.com é resultado de quase três anos de trabalho de estúdio e foi produzido por Nils Frahm no seu estúdio em Berlim. A sonoridade do álbum é tranquila e as canções assentam num piano bastante melancólico, ao qual se vão adicionando, gradualmente, outros instrumentos, com destaque para as cordas da viola e do violino.

It Starts Hear, a canção de certa forma homónima, é o grande destaque do disco e esse mesmo título, presente no refrão, é trauteado com tanta insistência que rapidamente damos por nós a replicar essas palavras; Missão cumprida, portanto...

Mas antes de aparecer It Starts Hear, fiquei fascinado com a doçura e a leveza de Blue, uma canção escrita pelo pai de Peter. É nessa canção qe entramos no âmago do disco, onde Asleep e Colin criam uma atmosfera etérea e que quase nos faz abstrair de tudo aquilo que nos rodeia, mas só se aceitarmos ser conduzidos para uma espécie de silêncio, para onde por incrível que pareça, Peter tenta-nos levar. De referir que Asleep, uma canção com quase oito minutos, foi composta com sons enviados por fãs do músico de todo o mundo, que responderam ao apelo deste para que enviassem gravações feitas pelos mesmos, feitas com o intuíto de ilustrar sonoramente o sentimento de perda; A canção resulta pois da edição e produção dessa manta de retalhos sonoros. Quando vamos a chegar ao epílogo, With The Notes On Fire acorda-nos novamente para a realidade e tudo termina em paz com I Know.

É preciso ser-se um compositor com bastante talento para gravar um álbum tão experimental e, ainda assim, agradável de ouvir, até porque este disco empurra constantemente o ouvinte para fora da sua habitual zona de conforto sonoro. Por isso, http//www.itstartshear.com acaba por ser um golpe de mestre quase impossível de colocar em palavras, um álbum bastante sui generis, que vale pela substância, mas também pelo conceito, numa espécie de sátira à facilidade com que virtualmente, nos dias de hoje, se acede à música, muita dela simples ruído sem substância, quando muitas vezes aquilo que necessitamos de ouvir é algo que nos faça abstrair e usufruir de um silêncio sonoro, nem sempre disponível na imensidão de propostas que nos chegam aos ouvidos diariamente. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. I Am Piano
02. A Tribute To Our Letter Writing Days
03. Blue
04. It Starts Hear
05. Asleep
06. Colin
07. Bad Words
08. With The Notes On Fire
09. Trespassing
10. Everything I Know


autor stipe07 às 16:53
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Nerves Junior – As Bright As Your Night Light

Os Nerves Junior são uma de banda de indie rock de Louisville no início de carreira. O empurrão para o quinteto foi este álbum de estréia, As Bright As Your Night Light, que chegou ao mercado no dia seis de setembro do ano passado pelo selo Sonabast! Records. Kale é uma das faixas que estão nesse álbum, carregado com uma sonoridade melancólica, etérea e bonita, capaz de te teletransportar para um mundo imaginário, feita com guitarras melódicas e um bom uso dos sintetizadores. A voz lembra Richard Ashcroft e soam um pouco a Interpol. É sempre complicado fazer este tipo de comparações mas, de qualquer forma, vale a pena ouvir o disco de estreia destes Nerves Junior, que logo desde o início colocam bem alta a bitola qualitativa musical pela qual poderão reger a restante carreira.

01. Champagne And Peaches
02. Swimmer’s Ear
03. As Bright As Your Night Light
04. Nails To Scratch With
05. In Absentia
06. Get Left In The Dark
07. Kale
08. Luciferin
09. Downtown Lament
10. As Bright As Your Night Light (Radio Version)

Bandcamp / MySpace


autor stipe07 às 21:40
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Curtas... XXVIII

Finalmente foi disponibilizada para download legal e gratuito a mais recente e inusitada colaboração da história da música e que tenho anunciado; Andre 3000 vs James Murphy vs Gorillaz, patrocinados pela Converse, compuseram DoYaThing.
E aconselho uma visita ao site da marca, nem que seja só para verem a fantástica nova edição limitada de All-Stars Gorillaz.

Gorillaz featuring Andre 3000 and James Murphy - DoYaThing by LBYB

 

Velociraptor!, o último disco dos britânicos Kasabian, já tem novo single; Chama-se Goodbye Kiss e acaba de ser editado e conta com o inédito Narcotic Farm, como B side.

01. Goodbye Kiss
02. Narcotic Farm
03. Narcotic Farm (Actress’s Mad House Mix)

 

The Great American Canyon Band é um projeto musical de Baltimore sustentado no casamento de Paul e Krystal Jean Masson. O novo single e que antecede o álbum de estreia, ainda sem nome e data de lançamento definidas, chama-se Tumbleweed e será editado no próximo Record Store Day que, como é hábito e costumo anunciar, acontece a vinte e um de abril.

Entretanto, recentemente deram a conhecer o EP Wild Heart, com duas canções;

The Great American Canyon Band by thegacb

 

O norte americano Mark Kozelek, lider dos Red House Painters, tem um novo disco chamado Among The Leaves e que será lançado no final do próximo mês de maio, sob o pseudónimo Sun Kil Moon e através da etiqueta Caldo Verde.

Mark Kozelek é um compositor com mais de vinte anos de carreira e Among The Leaves será o quinto álbum de estúdio como Sun Kil Moon. As dezassete canções que compõem o novo trabalho foram gravadas entre Outubro de 2011 e janeiro deste ano em San Francisco. O título do álbum é inspirado num romance de escritor irlandês John Connolly e o disco, de acordo com Mark, serve para prestar homenagem a São Francisco e à Califórnia em geral.

Enquanto se espera por mais detalhes como a capa, já se pode ouvir o primeiro avanço, Sunshine In Chicago. É uma música calma, assente em melodias simples e, como é costume no artista, cheia de nostalgia.


autor stipe07 às 13:50
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Tindersticks – The Something Rain

Os Tindersticks, uma das melhores bandas que surgiu na Inglaterra nos anos 90 e que trouxeram para o rock independente e alternativo uma elegância sombria inimitável, completam em 2012 vinte anos de uma carreira irrepreensível e acabam de lançar The Something Rain, o novo álbum deste grupo de Nottingham. O disco foi gravado ao longo de um ano, de maio de 2010 a agosto de 2011 e misturado em setembro e outubro passados. Foi, de acordo com o grupo, um tempo de experimentação, de pesquisa e de aperfeiçoamento de uma nova forma de fazer música. O disco saiu na passada segunda feira, dia vinte e um de fevereiro, pelos selos Constellation (nos EUA e Canadá), City Slang (na Europa) e Lucky Dog, etiqueta da banda, no Reino Unido e sucede ao excelente Falling Down A Mountain, de 2010 e à caixa Claire Denis Film Scores 1996-2009, com as canções dos Tindersticks para as bandas sonoras dos filmes de Claire Dennis, lançada em 2011.

Em The Something Rain, Stuart Staples e companhia assentam as canções em arranjos sofisticados e numa pose teatral e dramática, quase sempre personificada na voz do lider da banda, sendo a sonoridade global do disco bastante jazzística e complexa. Pianos, metais e xilofone, são instrumentos presentes e muitas das músicas, além de serem longas (Chocolate abre o disco com nove minutos), andam lado a lado com a guitarra, baixo e bateria. Toda esta míriade instrumental originou canções densas e elaboradas, ricas em pequenos detalhes e muitas delas deliciosamente hipnóticas.

O primeiro single do disco é a já citada Chocolate, uma história de amor pontuada por saxofones exclamativos e que não poderia ser guardada para o fim; Foi usada e bem para abrir um disco que corre depois, caudaloso e reverente, até à soul mais sombria, de forma bastante sedutora. De seguida, Show Me Everything traz de volta o melhor da voz de Staples e tresanda subtilmente ao funk dos anos setenta carregado de classe, devido à adição da voz feminina e de uma guitarra nervosa que corta a direito toda a canção. Show Me e Frozen são duas canções carregadas de virilidade e com um intenso odor quase sexual, que me fazem achar que Staples é um dos maiores poetas do meu tempo.

The Rain Something acaba por encarnar ideias como o auto isolamento e a obsessão, mas isso não tem de ser visto com algo depreciativo porque se nos deixarmos invadir pela atmosfera sedutora destas canções, poderemos descobrir o que delimita alguma decadência pessoal e estrutural que exista dentro de nós, para então depois conseguirmos apreciar devidamente tudo aquilo que de belo existe em nosso redor e acima de tudo na pessoa que amamos.

Poucas bandas igualam os Tindersticks nesta capacidade de envolver o ouvinte, pintar um quadro sonoro tão concreto e cercar-nos, com a sua música, de sensações tão reais como nós próprios e os nossos medos e euforias. A banda regressa a Portugal para dois concertos, no Festival Para Gente Sentada, em Santa Maria da Feira, e no Cinema São Jorge, em Lisboa, nos dias 25 e 26 de Março, respectivamente. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Chocolate
02. Show Me Everything
03. This Fire Of Autumn
04. A Night To Still
05. Slippin’ Shoes
06. Medicine
07. Frozen
08. Come Inside
09. Goodbye Joe


autor stipe07 às 19:31
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

Perfume Genius – Put Your Back N 2 It

Perfume Genius é o nome do projeto do cantor Mike Hadreas,  natural de Seattle e cujo trabalho de estreia, Learning, lançado em 2010, fez dele um dos músicos mais excitantes do cenário alternativo local. Put Your Back N 2 It, o sempre difícil segundo disco, é lançado hoje, dia 21 de fevereiro, através da Matador Records e foi gravado na Seattle natal e em Inglaterra com os produtores Andrew Morgan e John Goodmanson.

Mike Hadreas é um verdadeiro aprendiz. Vindo de Seattle, o jovem músico passou a última década a ouvir o habilidoso Sufjan Stevens e toda a gama de mestres da melancolia norte americana. Depois converteu todo esse acumulado de experiências nas bases para o Learning, de 2010,  o seu disco de estreia. Com este Put Your Back N 2 It, Hadreas abandonou definitivamente a faceta de aprendiz para se transformar também ele num mentor.

Em cada canto de Put Your Back N 2 It, ouve-se um disco bem estruturado, soturno e abertamente sofrido e com um forte conteúdo homossexual, que transita por cada uma das doze canções, pelos vistos porque Hadreas teve recentemente um relacionamento que não deu certo. A própria capa do disco evoca levemente a temática gay do álbum, mas as canções são acessíveis e devem ser escutadas e apreciadas pelo mais diverso público.

Um belíssimo aspecto sonoro do disco é a voz leve de Hadreas, que passeia pelo álbum quase sempre acompanhada por um um piano choroso, que serve de base à maioria das canções, quer através de teclados obscuros e marcados por um tom atmosférico, quer por teclados um pouco mais alegres, que depois recebem a companhia ilustre da viola e alguns instrumentos de percussão, uma novidade na obra dos Perfume Genius.

Put Your Back N 2 It faz então uso de uma sonoridade mais ampla e o músico consegue até ser um pouco mais comercial; É o caso do primeiro single, Hood (com a marcante estrofe You never call me baby, If you knew true, All that I waited so long, For you love, I will fight baby not to do) e de outras canções dotadas da mesma acessibilidade poética e lírica, tal como Take Me Home e Dark Parts, ambas permeadas por versos deliciosos e uma instrumentação bastante harmónica.

Utilizando a dor como principal ferramenta para o alcance da maturidade no disco, Mike Hadreas impressiona não apenas por transformar a sua intimidade em algo universal, mas pela maneira como aborda de forma inédita o fim das relações. E esse caráter de ineditismo está plasmado na honestidade derramada pelo músico durante todo o álbum, transformando versos muitas vezes simples, num retrato sincero de sentimentos, que poderia bem fazer parte de um manual de auto ajuda para quem procure forças para superar os percalços de uma vida que possa estar emocionalmente destruída. Espero que aprecies a sugestão...

Ouvir

01. Awol Marine
02. Normal Song
03. No Tear
04. 17
05. Take Me Home
06. Dirge
07. Dark Parts
08. All Waters
09. Hood
10. Put Your Back N 2 It
11. Floating Spit
12. Sister Song


autor stipe07 às 20:39
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Coast Jumper - Grand Opening

Os Coast Jumper são uma nova banda norte americana, natural de Oakland, em início de carreira e que no verão passado lançou, Grand Opening, o disco de estreia, produzido por Kevin Harper.

Rezam as crónicas que os elementos da banda conheceram-se em Nova Iorque e passaram quatro anos juntos, sob o mesmo teto, a partilhar tudo e a suportar juntos os rigores do clima e de uma vida que muitas vezes e para imensa gente inicia no dealbar dos vintes. Começaram a fazer música juntos e, dentro do rock experimental e progressivo, pelos vistos acharam que conceitos como o ambiente, agressão, harmonia e libertação, amores perdidos e o crescimento, seriam boas temáticas para as suas canções, assentes, quase sempre, numa melodiosa alquimia lisérgica, coberta de acordes quase tão hipnóticos como qualquer caleidoscópio ácido.

A canção de abertura, Sutures I, tem uma sonoridade grandiosa, seguida da beleza quase etérea de For Youth; Esta canção parece que foi matematicamente pensada, com uma voz e acordes que destoam de uma sequência normal na maioria das músicas. As ditas vozes fazem vir à tona lembranças psicadélicas setentistas e as mudanças que o cantor vai efetuando no andamento, faz com que os nossos ouvidos sejam agarrados a cada acorde. ao longo da audição, certamente irás fazer óbvias comparações com bandas como os Bombay Bicycle Club, mas se o disco for ouvido com imparcialidade, canções como Disabler e Please, Stay Awake possuem muito mais do que aquela simples pop chiclete nas suas artérias.

Vale bem a pena a audição desta estreia dos Coast Jumper que podes adquirir gratuitamente, ou doar as quantia que quiseres, no bandcamp da banda. Espero que aprecies a sugestão...

01. Sutures I
02. For Youth
03. Lawless
04. Don’t Talk (Put Your Head On My Shoulder)
05. Disabler
06. Please Stay Awake
07. Infinite Something
08. Windowsill
09. Sutures II
10. …To The West!


autor stipe07 às 10:00
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

Little Comets - Worry EP

Depois de em 2010 terem lançado videos fantásticos para Joanna, Isles e One Night in October e de em janeiro de 2011 terem editado o álbum In Search Of Elusive Little Comets, álbum muito bem produzido por Rich Costey, que também já pôs a mão em discos dos MGMT, no passado dia treze de dezembro os Little Comets lançaram um novo EP, baptizado como Worry, que é também o nome de um dos temas do EP.

Vindos de Newcastle, os quatro rapazes liderados por Robert Coles fazem um típico indie rock britânico tipicamente dos anos 2000 com uma sonoridade bastante afro, que remete no imediato para os Vampire Weekend. Instrumentalmente a sonoridade do EP é muito forte e alegre e destaca-se por um vocalista sensacional. A canção homónima já tem um video que prova que a banda tem uma dinâmica  em palco elogiável, mas a música que mais retive foi a melancólica His Thunder, que se destaca nos arranjos cuidadosos, na viola e na belíssima voz de Robert Coles, em substituição dos habituais riffs de guitarra. A banda tem aparecido nos cartazes dos melhores festivais da Europa em 2012 e fiquei na expectativa dos próximos álbuns do grupo que estão cada vez melhores no que fazem. Espero que aprecies a sugestão...

01. Worry
02. Waiting In The Shadows In The Dead Of Night
03. His Thunder
04. Worry (Acoustic)
05. Figures


autor stipe07 às 21:29
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Walk The Moon – Anna Sun EP

Os Walk The Moon são uma banda indie, liderados por Nicholas Petricca (vozes e teclados), naturais de Cincinnati e completam em 2012 dois anos de existência. Segundo a sua biografia, são confessos fãs dos Animal Collective, Local Natives e Talking Heads.
O vídeo que podem ver abaixo, do tema Anna Sun, é o single de apresentação deste novo EP de estreia, lançado no passado dia sete de fevereiro e fomentado pela própria banda, já que não têm ainda uma editora, à semelhança do que fizeram em 2010 quando lançaram i want! i want!, o disco de estreia. Este vídeo tem feito furor na MTV norte americana, onde tem rodado com alguma insistência.

Os Walk The Moon estão a ultimar o disco de estreia, que será lançado na RCA Records e produzido por Ben H. Allen (Gnarls Barkley, Animal Collective). O álbum incluirá novas canções e versões renovadas de temas da banda, incluidos em i want! i want! e neste Anna Sun EP. Espero que aprecies a sugestão...

01. Tightrope
02. Anna Sun
03. Next In Line


autor stipe07 às 16:44
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Curtas... XXVII

Os The Wave Pictures estão de regresso e, com um clima misterioso e sombrio, o single Eskimo Kiss é a primeira música conhecida do álbum Long Black Cars, que será lançado em Abril pela Moshi Moshi Records. Esta canção tem a curiosidade de contar com o baterista Jonny ‘Huddersfield’ Helm na voz.

01. Eskimo Kiss
02. Stay This Way A Little While

 
O cantor e compositor britânico Eugene McGuiness revelou recentemente o vídeo para o single Shotgun, que será editado no dia 26 de Março, juntamente com o lado B Trigger The Alarm. Shotgun é o segundo single do seu novo álbum, com edição prevista para Junho. A realização do video é assinada por Will Lovelace e Dylan Southern, que já trabalharam com os Blur, Franz Ferdinand e James Murphy, entre outros. Podem também obter gratuitamente outro novo tema, Thunderbolt, no Facebook do músico.

 

 

Bosco Delrey lançou recentemente um excelente vídeo para o single Baby’s Got A Blue Flame e que conta com fotografia a preto e branco e imensas imagens desfocadas a simular uma festa nos anos sessenta, realizado por Matthew Caron. Bosco faz uma mistura de rockabilly, com a dub e ritmos dançantes tropicais, com um resultado difícil de classificar. O single faz parte do álbum Everybody Wah, lançado em 2011 pela Mad Decent.

 

O músico Andrew Bird, natural de Chicago, colocou para download na sua página do Facebook uma cover de The Crown Salesman, um original dos Alpha Consumer. A música estará presente no lado B do vinil 7″ Eyeoneye e antecipa o novo álbum de Bird, The Break It Yourself, que irá ver a luz do dia a 6 de março, através da etiqueta Mom + Pop.


autor stipe07 às 16:31
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Django Django - Django Django

Chegam de Edimburgo, na Escócia, têm um irlandês lá pelo meio, atualmente assentaram arrais em Dalston, aquele bairro de Londres onde tudo acontece, chamam-se Django Django e são um nome a acompanhar com toda a atenção. A banda, formada então por Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy GraceJimmy Dixon, editou no passado dia trinta de janeiro o homónimo álbum de estreia, feito com uma pop angulosa e, com aproximadamente duas semanas de atraso, venho com orgulho partilhar uma das obras discográficas mais frescas e deliciosas que 2012 já conseguiu proporcionar.

Default é o single que apresenta o disco e a guitarra distorcida que abre a música traz-me nuvens e bolhas flutuantes dos The White Stripes, assim como a produção instrumental da canção. Já agora, quem quiser, pode pôr mão à remistura gratuita dos Walls. Também gostei muito de Hail Bop, uma mistura desconcertante de tambores tribais e assobios de cowboy que dão um encanto irresistível ao refrão. Há ecos de Hot Chip em Hand Of Man, Love's Dart assenta num tambor acústico que poderia ecoar num local bem recôndito do cérebro de Gruff Rhys e Life's A Beach é um hino imediato, ao bom estilo Tarantino vs Calexico. Toda esta dose divertida de experimentalismo, que muitos rotulam como art pop, art rock ou ainda beat pop, é acompanhada por guitarras que parecem ter saído do farwest antigo e por efeitos sonoros futuristas. Basicamente, uma mistura perfeita de géneros. Se há algumas décadas atrás os Beach Boys compuseram a banda sonora ideal para alguns western spaghetti, com uma sonoridade na altura considerada bastante futurista, estes Django Django aventuraram-se, neste Django Django, a criar um som bastante caraterístico, às vezes incongruente, mas com um fio condutor assente em vozes estilizadas e efeitos sonoros espaciais, que levam a banda a querer cumprir atualmente essa mesma função.

Não é fácil associar estes Django Django a uma qualquer outra banda em funções, num tempo em que a crítica tem sempre a obsessão em encontrar paralelismos e pontos de encontro no universo sonoro alternativo; No máximo, consigo encontrar alguns traços sonoros semelhantes à música dos extintos escoceses Beta Band, até porque existe uma liagação familiar; David Maclean, o vocalista e principal mentor deste projeto, é o irmão mais novo do teclista dos Beta Band, John Maclean. Mas, mais do que esses traços sonoros intrépidos e ecléticos, as bandas aproximam-se por algum paralelismo conceptual, até porque os Beta Band, quando surgiram, foram de imediato considerados uma anomalia um pouco estranha e o os Django Django são quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, mas tudo isto é praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...

01. Introduction
02. Hail Bop
03. Default
04. Firewater
05. Waveforms
06. Zumm Zumm
07. Hand of Man
08. Love’s Dart
09. Wor
10. Storm
11. Life’s a Beach
12. Skies Over Cairo
13. Silver Rays


autor stipe07 às 16:03
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Bored Man Overboard - Rogue

O poder da música e a sua beleza é algo que deve ser apreciado e sentido devidamente e os Bored Man Overboard, um coletivo natural de Estocolmo, mostram-nos isso, com todo o esplendor, em Rogue, o disco de estreia deste grupo sueco, lançado através da Hazelwood/ Rough Trade/ Border Music, já em janeiro de 2011. E  o disco é tão bom que desde já penitencio-me por só agora, mais de um ano depois, o partilhar e censuro quem, caso o conheça, não mo tenha referenciado em todos estes meses. A banda formou-se em 2007, mas só no ano seguinte, quando lançaram o EP de estreia Sinner Song, é que assentaram a formação atual de sete elementos. Nesse EP destacou-se a homónima Sinner Song que tornou-se na banda sonora do trailer sueco da série norte americana Dexter.

Rogue é um disco fantástico e que deve ser desfrutado do início ao fim e sem interrupções. A sonoridade das canções oscila entre a orquestração e o minimalismo, encontrando-se em várias o meio termo perfeito, nomeadamente em Abigail e Health And Cry, canção cujo grito gélido quase no seu final parece que desconstrói o que há de mais profundo nas nossas emoções. O vocalista David Khan soa como uma mistura entre Anthony (Anthony & The Johnsons), Peter Heppner (Wolfsheim) e Walker Scott, ou seja, tem uma voz arrepiante, quer na doçura, quer no ênfase que lhe dá, mas é, acima de todas estas referências, uma espécie de alter ego de Matt Berninger.

De imediato surgem-nos várias comparações possíveis, sendo óbvia a sonoridade dos The National em The Optimist, canção que confesso que confundiria com a própria banda norte americana, caso não conhecesse a sua discografia e que tem um sussurro simples, mas que aliado ao trompete lhe dá um cariz épico assombroso.

São vários os momentos no disco pontuados por pequenos detalhes e quanto mais se ouve este disco, melhor ele soa, garanto, porque é um álbum intenso e poderoso, maravilhoso, nada frívolo, cheio de sentimentos e assente numa enorme e reconfortante sensação de melancolia. Os Bored Man Overboard são, ao mesmo tempo, épicos e vibrantes, escuros e reservados; Contam histórias sobre pessoas e este Rogue, além de exigir a nossa atenção, acaba por funcionar como um excelente tónico em momentos de maior solidão e tristeza. Espero que aprecies a sugestão...

01. Abigail
02. A Wedding Dress
03. Wealth And Cry
04. The Optimist
05. There’s No Room In This Evil Heart
06. Cardcastle
07. Vanishing Slow
08. 9th Grade
09. Stopping By Woods
10. Sinner Song
11. Wine


autor stipe07 às 13:44
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Foreign Slippers - Farewell To The Old Ghosts

Farewell To The Old Ghosts é  o disco de estreia do projeto sueco Foreign Slippers, natural de Norrköping, mas também com assento em Londres e liderado pela voz sedutora e mística de Gabi Frödén, acompanhada pelo britânico Phil Wilkinson e que foi lançado a dezassete de abril de 2011, pela Izumi Records.

 

As canções de Farewell To The Old Ghosts são guiadas pela voz de Gabi e pelo piano, o que resulta numa sonoridade etérea, com elementos folk e típica daquela zona do globo. É uma sonoridade ao mesmo tempo estranha e familiar, exótica, mas reconfortante e minimalista, algo que neste caso concreto só abona em favor das canções.

O álbum acaba por ser, nas palavras de Gabi, a banda sonora de um pequeno mundo, feito de coisas tão simples como desenhos de pássaros e cães, onde não se cresce e a paisagem, mesmo com um forte cariz fantasioso, tem muito em comum com o mundo concreto e real em que todos vivemos. Segundo GabiEscrevo muito da minha vida sem saber conscientemente que o faço, algo que gosto porque isso significa que as músicas vêm de dentro de mim. Mas também tento roubar as vidas de outras pessoas e gosto da ideia de tentar entender as experiências de outros povos ou expressá-las através de mim... Assim, espero que as minhas canções sejam reais e, para que isso suceda, que transmitam algo que pode ser muito bonito, mas também muito triste ou feliz.
Estas emoções inconstantes são perfeitamente transmitida pela voz única da cantora, que navega quase sempre no júbilo eufórico de It All Starts Now, ou na power pop divertida do single Avalanche, através de melodias assombrosas, mas não ousadamente experimentais, ou seja, estamos na presença de um disco simplesmente emocionante, carregado com uma poderosa folk pop.

Entretanto a banda tem um novo EP, intitulado What Are You Waiting For, um dos singles extraídos de Farewell To The Old Ghosts e podes fazer o download gratuito do mesmo no site da banda. Espero que aprecies a sugestão...

01. It All Starts Now
02. Old Ghosts
03. The Two People In You
04. Take It On The Chin
05. Avalanche
06. Island
07. Green Jacket
08. What Are You Waiting For
09. There Is Dead Inside
10. Throw The Lot In
11. Is That You
12. When You Feel The Fear


autor stipe07 às 20:38
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Curtas... XXVI

Os norte-americanos Here We Go Magic lançam no próximo dia 8 Maio o seu novo disco. A Different Ship estará disponivel através da Secretly Canadian e foi produzido por Nigel Godrich (Radiohead). Já é conhecida a canção Make Up Your Mind, o primeiro single do disco.

Here We Go Magic - "Make Up Your Mind" by Secretly Canadian

 

Os Garbage lançam no próximo mês de Maio Not Your Kind Of People, o sucessor de Bleed Like Me (2005). A data de edição deste novo registo de originais é a quinze de Maio, através da Stun Volume.

 

Jack White anunciou recentemente que Blunderbuss é o nome do álbum de estreia a solo e estará disponivel a 23 Abril através da Third Man Records em parceria com a Columbia. O single de apresentação Love Interruption já está disponivel para escuta no site oficial da Third Man.

 

Os Diamond Rugs são uma banda punk composta por elementos dos Deer Tick, Black Lips, Los Lobos, Dead Confederate ou Six Finger Satellite. O álbum de estreia deste projeto vai ver a luz do dia a 24 de Abril através da Partisan Records. Christmas In A Chinese Restaurant, uma das canções do álbum, já é conhecida desde o Natal de 2011.

 
Matthew Stephen Ward está de regresso aos álbuns a solo, depois de nos ultimos anos ter andado envolvido com os She & Him  e os Monsters of Folk. O novo disco chama-se A Wasteland Companion, sucede a Hold Time, de 2009 e estará disponivel a 10 Abril através da Merge Records.
Neste novo álbum o músico conta com colaborações de Deschanel, Mogis, Steve Shelley dos Sonic Youth, Howe Gelb dos Giant Sand e John Parish. The First Time I Ran Away  e Chinese Translation são os primeiros singles já conhecido do álbum.
 
Foi disponibilizada há poucos dias uma nova remistura do meu tema favorito dos Massive Attack, agora a cargo de Cybass. Confere... 

Massive Attack - Teardrop (Cybass Remix) [Free Download] by Cybass

 

Os norte americanos Beach Fossils não param. Depois de terem lançado em 2011 o disco What a Pleasure, acabam de editar um novo single, Shallow e que vem acompanhado do lado B LessonsShallow assenta na habitual dream pop suave e o lado B Lessons, apesar de ser um pouco mais soturno, tem uma clara base de surf rock. Ao que parece, as influências serão as dos costume no próximo disco da banda e os fãs agradecem.

Beach Fossils (Shallow)

 

Os The Kills celebram o décimo aniversário com o lançamento do EP The Last Goodbye, uma música melancólica onde Alison Mosshart e Jamie Hince transmitem nostalgia a cada loop de piano, beleza e simplicidade. Life goes on, diz Mosshart… It starts off being the end of the world but then ends up alright.

O vídeo, filmado em monocromático de prata de 35mm, conta com a participação da actriz Samantha Morton, candidata aos óscares. 

01. The Last Goodbye
02. Pale Blue Eyes
03. One Silver Dollar
04. Crazy


autor stipe07 às 13:11
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

The Feelies - Here Before

Depois de quase vinte anos sem lançarem um disco, tempo suficiente para se achar que nunca mais voltariam, apesar de ao longo destes anos todos terem deixado marcas em bandas como os The Strokes, Pixies ou R.E.M., para citar apenas alguns pupilos bem conhecidos, os The Feelies, banda de New Jersey liderada por Glenn Mercer, após reunirem-se em 2008 para alguns concertos, lançaram em 2011 Here Before, um novo disco de originais e o quinto da banda, material novo que soa muito natural, honesto, casual, confortável e extremamente fiel à sonoridade da banda. Este regresso merece ser partilhado, principalmente porque o disco é muito bom e o grupo está naquela idade em que não precisa de provar nada a ninguém! Já agora, acrescento que a banda estreou-se nos álbuns em 1980 na etiqueta Stiff Records com o aclamado Crazy Rhytms e o segundo disco, The Good Heart, só foi lançado seis anos depois e até 1991, data da separação, editaram mais dois discos. já agora, além do citado Gleen Marcer, os The Feelies são formados por Bill Million (compositor, vocalista, guitarrista), John J. (baixista) e Dave Weckerman (baterista).

A sonoridade tipicamente indie e universitária que tanto imperou nos anos 80 nos Estados Unidos e da qual os R.E.M. foram o espoente máximo, é a que norteia o grupo. E hoje, em tempos onde é cool ser indie e alternativo, este tipo de sonoridade soa mais fresca que nunca, o que vai fazer com que certamente conquistem novos ouvintes com este Here Before.
O disco não vai fazer ninguém dar pulos de alegria e contentamento, mesmo para quem eventualmente já conheça os The Feelies. Mas Here Before ganha força e empatia a cada nova audição. Não há grandes momentos específicos de destaque, as músicas são contidas e sustentam-se na simplicidade e no bom gosto de pequenos detalhes, como os acordes de So Far, as vozes em camadas de Should Be Gone, o baixo melódico de When You Know, os solos inesperados de Way Down e Change Your Mind, ou a bateria inicial de Later On.
Here Before tem momentos que gritam pelos Velvet Underground e até algumas vozes soam bastante a Lou Reed. É um daqueles discos que esconde a sua complexidade na simplicidade e estas boas canções mostrarão aos novos fãs que irão surgir, tenha a certeza disso, como o rock pode ser básico e ao mesmo tempo encantador, divertido e melancólico, sem muito alarde. Os The Feelies são certamente um conjunto de músicos na meia idade que gostam muito de tocar juntos e são necessários hoje para reafirmar a virtude da paciência. Espero que aprecies a sugestão...

The Feelies, “Should Be Gone” (via Pitchfork)

 

01. Nobody Knows
02. Should Be Gone
03. Again Today
04. When You Know
05. Later On
06. Way Down
07. Morning Comes
08. Change Your Mind
09. Here Before
10. Time Is Right
11. Bluer Skies
12. On And On
13. So Far


autor stipe07 às 13:15
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

The Narcoleptic Dancers – Never Sleep

Johnny Van Kappers era um futebolista holandês com uma carreira bastante interessante na década de setenta. Em 1978 transferiu-se do HFC Haarlem para o AS Saint-Etienne e apaixonou-se por uma apoiante do clube. Casaram e dessa união nasceu Melody Van Kappers, no ano de 1990 em Haarlem, uma criança cujo principal passatempo era brincar com instrumentos. No entanto, antes desse amor, o futebolista teve um outro affaire com uma francesa que deu frutos; Anton Louis Jr nasceu em Saint Etienne, em 1979 e foi abençoado com uma vox extraordinária que foi precocemente aproveitada. Cresceu no meio da natureza, a ouvir música folk pela qual a mãe era apaixonada e assim, também impulsionado pelo avô que adorava música, tornou-se músico, cantor e vegetariano. No início deste século Melody e Anton conhecem-se finalmente, numa festa de família em Haarlem, impulsionada pela esposa de Johnny e mãe de Melody, que sabia do affaire anterior do marido e achava que a restante família deveria conhecer Anton. A empatia entre os dois irmãos é imediata e um ano depois, no funeral do pai de ambos, decidem formar uma banda e dar-lhe o nome de The Narcoleptic Dancers, em homenagem ao pai, que tinha essa alcunha dos tempos de futebolista, por causa do seu penteado e do drible peculiar. Depois de a vinte e oito de junho de 2010 terem lançado o EP Not Evident, no passado dia 26 de setembro lançaram o disco de estreia, este Never Sleep que tenho andado a ouvir.

Never Sleep é um disco com peças sonoras doces e suaves e assentes numa pop mais direta. As canções têm a delicadeza e a suavidade do algodão, melodias subtis, relaxadas e encantadoras. A voz de Melody é luminosa e arejada e acompanha na perfeição as composições e a experimentação musical de Anton. O primeiro single retirado do álbum, Rastakraut, é uma canção muito alegre e que comprova na perfeição esta harmonia entre os dois irmãos.

E ao longo do disco encontramos as mais diversas referências, desde Pizzicato Five aos B-52, passando pelos admiráveis Saint Etiénne e por Feist, uma influência evidente em Moon Thrill e na própria Rastakraut, por exemplo. As minimalistas Again and Again e Little Clown também são grandes momentos, inteligentes e viciantes. E não falta até uma pequena amostra de surf rock em Cowboy Dust.

As letras são bem trabalhadas e o produto final é uma fatia sucinta de pop harmoniosa e particularmente agradável e eficaz. Os The Narcoleptic Dancers demonstram não ter receio de cantar e compôr com o coração, para expôr sentimentos com sinceridade, encanto e doçura. Espero que aprecies a sugestão...

01. Not Evident
02. Rastakraut
03. Sweet And Soft
04. Dusty Cowboy
05. Moon Thrill
06. Life Goes On
07. Unique Tree
08. Again And Again
09 Bakerloo
10. Little Clown
11. Unique Tree (Demo)
12. Rastakraut (Demo)
13. In The Dark (Bonus Track)


autor stipe07 às 19:52
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3 de rajada... LXII

Na sexagésima segunda edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, e no dia em que é lançado The Pines, dos Phantom Limb, destaco esta semana os novos singles de Allo' Darlin, Goldfrapp e Snow Patrol. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 

Allo' Darlin – Capricornia


Goldfrapp – Melancholy Sky


autor stipe07 às 14:03
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

San Cisco - Awkward EP

Os San Cisco são uma dupla natural de Perth, na Austrália e formada por Jordi James (guitarra, voz e teclados), Josh Biondillo (guitarra, voz), Nick Gardner (baixo) e Scarlett Stevens (bateria). Admitem que são influenciados por bandas como os MGMT, Vampire Weekend, e Flaming Lips e acabam de lançar Awnkward, o segundo EP da banda, através da Independent/MGM, gravado em Melbourne e produzido por Steven Schram. O EP de estreia chamava-se Golden Revolver e recebeu críticas bastante favoráveis, quer na Australia, quer a nível internacional, nomeadamente nos Estados Unidos, onde o single Golden Revolver tocou com frequência em muitas estações de rádio. Além disso, foi na cidade de Nova Iorque que gravaram o vídeo de Girls Do Cry, o segundo single desse primeiro EP.

O primeiro single deste EP é a homónima Awkward, canção que foi escrita em pleno estúdio, apenas numa tarde, sendo interpretada pelo baterista Scarlett, a meias com Jordi. Também apreciei muito Rocket Ship, uma canção mais calma e comandada por um piano, ao qual se acrescentam alguns tambores e a voz de Davieson, conduzida por um teclado brilhante. Outro destaque do EP é 505, uma cover dos Arctic Monkeys, mais densa e atmosférica que o original.

Os San Cisco tiveram um ano de 2011 bastante ocupado; Tocaram no FUSE Festival de Adelaide e no BIGSOUND de Brisbane, além de terem servido de banda de suporte em digressões dos Architecture in Helsinki, dos The Grates e dos Jebediah & Kimbra. Espero que aprecies a sugestão...

01. Awkward
02. Rocket Ship
03. Lover
04. 505
05. Reckless

 


autor stipe07 às 18:10
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

Light FM – Buzz Kill City

Os Light FM são uma banda com sede em Los Angeles, mas que se formou bem no coração da América, nomeadamente em Chicago, liderada por Josias Mazzaschi. Os restantes membros são Nicki Nevlin no baixo, Jimmy Lucido na bateria e Wheeler Savannah nos teclados. O grupo tem já um culto alargado no país natal; Além de terem andado em digressão com os Smashing Pumpkins, os Ra Ra Riot, os Grandaddy e os The National, participaram am vários programas de televisão norte americanos. Lançaram no passado dia um de outubro, Buzz Kill City, o segundo disco da discografia da banda.

A sonoridade de Buzz Kill City é dominada inteiramente pelas guitarras e não é propriamente um disco fácil de ouvir. Os Light FM parecem querer ao longo do disco esmurrar o ouviente com várias camadas sonoras, quase sempre cruas e com alguma distorção.

Logo a abrir, Mercy é conduzida por uma guitarrada com um riff acompanhado por uma voz nasal a fazer lembrar Billy Corghan. A bateria é tocada de forma irrepreensível e os teclados sintetizados dão à canção um charme muito próprio. Estes teclados acabam por se fazer ouvir em várias canções, nomeadamente em Last Chance, uma brilhante canção indie pop, com um refrão simples e contagiante.

Outras canções que merecem ser ouvidas são Homeless Love Anthem e Ode To Hollywood, a primeira bastante influenciada pela synth pop dos anos oitenta e conduzida pela bateira e pelas guitarras e a outra com arranjos que misturam rock alternativo com tiques da new wave, resultando numa sonoridade muito à Sonic Youth. Aliás, a plástica Hollywood, cidade das ruturas e dos sonhos perdidos, é uma temática muito presente ao longo do disco.

No geral, Buzz Kill City é um disco talvez demasiado cru, com canções que poderiam conter uma maior delicadeza nos arranjos e centelhas de algo mais melódico; No entanto, tendo em conta que canções como Kill The Landlord e a já citada Mercy mostram um potencial enorme, é este o álbum que está a levar os Light FM para a ribalta, numa espécie de viagem sonora em que somos levados por uma experiência voyeurista através de ritmos cativantes e letras bastante biográficas e, por isso, sinceras. Espero que aprecies a sugestão...

01. Mercy
02. Last Chance
03. For Better Or Worse
04. Homeless Love Anthem
05. Thrown Against A Wall
06. Indirect Communication
07. Kill the Landlord
08. $5 Paradise
09. Ode To Hollywood
10. Bad Gene


autor stipe07 às 16:45
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