Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Observer Drift – Colored My Heart Red EP

Collin Ward é um jovem rapaz natural de Bloomington, no Minnesota, que ainda anda na escola mas que, no tempo livre, escreve música. No entanto, se nos guiarmos pela música produzida por estes Observer Drift, Collin Ward, o rapaz por trás da banda, parece ser bastante maduro, melancólico e sagaz.

Colored My Heart, o EP de estreia e que Ward disponibilizou na sua página Bandcamp no último dia de 2011 (name your price), é um EP que impressiona por uma dream pop e um lo-fi, que dão vontade de, durante a audição, fechar os olhos e recordar algumas das nossas boas memórias. O som é limpo e inocente e para quem gosta de Cocteau Twins, Seapony, The Fauns e, principalmente, Beach Fossils, há por aqui muito para apreciar.

Ward escreveu todas as canções, tocou todos os instrumentos e gravou tudo num estúdio portátil em casa. E sobre o mesmo e Corridor, o primeiro longa duração lançado já em 2012, o músico afirmou: Sinto que cada música é única e mostra um lado diferente da minha personalidade. Espero que quando alguém ouvir este álbum, experimente uma sensação de aventura e nostalgia. As letras são fortemente baseadas em três coisas principais: sonhos que tive, pessoas importantes, e as memórias da minha tenra infância, mais especificamente as lembranças que consigo ​​reviver vendo vídeos caseiros e folheando antigos álbuns de fotografia.

O clima do EP é exatamente este e independente da idade do artista e do volume de memórias que amealhou, o convite para entrarmos no seu mundo é genuíno e vale a pena aceitá-lo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Green Tea
02. Might Find
03. Map Key
04. Run Along
05. Colored My Heart Red
06. Leaving The Farm


autor stipe07 às 19:13
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Curtas... XXV

Está cada vez mais próximo de ver a luz do dia o imenso quebra-cabeças ruidoso que será Reign of Terror, segundo trabalho da dupla que assina como Sleigh Bells e com lançamento previsto para 21 de fevereiro. Depois de em dezembro ter dado conta que divulgaram o single Born To Lose,  pouco a pouco Derek E. Miller e Alexis Krauss vão montando as peças deste segundo álbum. Agora deram a conhecer a nova Comeback Kid; com mais esta canção o duo reforça o que Born To Lose já havia apontado: o novo álbum da dupla nova-iorquina virá em contornos muito mais acessíveis e melódicos e irão romper com o noise pop desconcertante do disco de estreia Treats.

Comeback Kid by Sleigh Bells

 

O trio londrino Saint Etienne passou os anos noventa a fazer alguma da melhor techno pop emotiva e cosmopolita que se ouviu na época. Desde 2005 que não lançam nenhum disco mas parece que este ano esse hiato vai ter um fim e já é conhecido o primeiro single do próximo álbum; Chama-se Tonight e no site oficial da banda poderás fazer o download da canção.

Saint Etienne - Tonight by Saint Etienne

 

No passado sábado, dia vinte e oito de janeiro, os The Flaming Lips revelaram uma canção inédita, que conta com a participação especial de Erykah Badu e de Siri, o novo aplicativo do iPhone 4S. é uma canção simples e minimalista e o frontman Wayne Coyne fez um pequeno texto onde especifica os detalhes da canção:

Sound construction piece featuring Lips, Erykah Badu, Siri, and Biz Markie backwards. It's called "Now I Understand" It's funny and will be available on SoundCloud for one week only!!! Life is beautiful. Music gets you high.

Now I Understand by theflaminglips

 
M.I.A. vai voltar com um novo álbum, o quarto de originais, no próximo verão. E a artista britânica já revelou o primeiro single do registo, ainda sem título definido. A música chama-se Bad Girls.
M.I.A. - Bad Girls by weirdkidsupfront

autor stipe07 às 13:01
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Bellman - The Curse

Um dos bons discos  editado o ano passado e que recentemente tive o privilégio de ouvir foi o álbum de uma banda norueguesa chamada Bellman. O disco foi editado pela etiqueta Lazy Acre Records e viu a luz do dia a quatro de julho.

Ouvir este The Curse e os Bellman é, à semelhança de muita da nova música que se ouve hoje, um pouco como fazer uma viagem viagem no tempo. Muitas das canções do álbum trazem logo à memória os anos sessenta e mais concretamente os conterrâneos Bee Gees, naquela fase inicial em que compunham pura música pop, extremamente emocional e colorida e com arranjos dominados pelas cordas. E engana-se quem achar que poderá tirar do armário toda a roupa branca que tem e encontrar também aqui os anos setenta de disco sound dos Bee Gees. Outro músico que me veio imediatamente à memória e que é evocado nestas canções foi Roy Orbison, nomeadamente em alguns arranjos mais orquestrais.
Uma das músicas que mais apreciei estava mesmo no fim do disco; Falo de Go, uma canção de amor que começa lenta e triste e posteriormente ganha uma sonoridade épica; Faz lembrar um pouco aqueles velhos álbuns solo do Michael Jackson, pós Jackson Five, quando começou a crescer e a tornar-se o rei da pop. E se a temática do amor encerra o disco, foi também ela quem o abriu; A canção que intitula o álbum tem uma letra bastante curiosa (You were my last and my first...) e soa com um daqueles épicos onde os instrumentos se vão sobrepondo, começando pelo teclado, ao qual depois é adicionada a viola, uma batida, um piano no final e frases que falam de um
amor perdido. É uma canção sobre a natureza agridoce de amor. I Suppose tem todo o poder de uma canção dos Radiohead; É triste, assim como a maioria de todas as músicas dessa banda de Oxford; No entanto, revela todo o talento destes Bellman para a pop também com um cariz mais alternativo e indie.

Em suma, The Curse, apesar de não trazer nada de novo, reúne um conjunto de canções carregadas de uma melancolia certamente influenciada pelo rigor do frio nórdico e, como normalmente acontece, pelas bandas que mais influenciaram os músicos dos Bellman durante o seu crescimento. Espero que aprecies a sugestão...

01. The Curse
02. I Suppose
03. Olivia
04. Gasoline
05. My Sound
06. When I’m Awake
07. 85 / 40
08. Hourglass
09. Inside
10. Go


autor stipe07 às 19:13
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3 de rajada... LX

Na sexagésima edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco esta semana os novos singles de Clock Opera, Cloud Nothing e The Kills. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 

Clock Opera – Once And For All


Cloud Nothings – Stay Useless

 

The Kills – Last Goodbye


autor stipe07 às 14:19
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Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Bo And The Locomotive – On My Way

Os Bo And The Locomotive são naturais de St. Louis e formados por Bo Bulawsky, Andrew Arato, Steven Colbert e Evan O’Neal. Lançaram em julho do último ano On My Way o disco de estreia e que só há alguns dias me chegou aos ouvidos, na íntegra.

Os Bo and the Locomotive tocam uma folk experimental que soa a uma combinação de algumas das mais influentes bandas indie norte americanas da atualidade, nomeadamente a sonoridade típica dos Fleet Foxes, com o charme caraterístico de St. Louis. E além disso, o tão caraterístico efeito de eco, parecido com aquele que é provocado por um coro de monges a cantar nos claustros de um mosteiro, hoje muito na moda, mas que já se ouve desde os primórdios da história da música, inspirou certamente estes Bo And The Locomotive na conceção de On My Way.
Assim, no disco além de abundarem as tais vozes em eco, às vezes empilhadas umas nas outras e que podem provocar amiúde arrepios e calafrios, também se ouve linhas gritantes de guitarra, linhas de órgão com uma sonoridade a lembrar aquela época do barroco e uma percussão um pouco primitiva, mas que ajuda a que as canções encontrem o equilibrio certo entre um ambiente de aparente tédio amargurado e uma enorme nostalgia. Espero que aprecies a sugestão...

01. My Only Concern
02. Darling
03. On My Way
04. Headaches
05. Give Me Something
06. Golden Rules
07. The Storm
08. Behind Everything
09. Time
10. Harder With Time
11. I’m Not Your House


autor stipe07 às 16:24
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Wise Children – The Woods EP

O britânico Robin Warren-Adamson é o rosto por detrás do projeto Wise Children e que no dia a seguir ao natal de 2011 lançou um EP melancólico e enigmático, intitulado The Woods, disponivel para download gratuito no site do músico. Robin tem vindo a lançar um série de EPs que disponibilizo abaixo, desde 2008, mas só agora o descobri. É bastante difícil encontrar informação sobre o projeto mas depois do que ouvi, estou plenamente convencido que merece uma maior exposição.

A sonoridade deste músico gravita em redor da pop e da folk, mas com uma forte componente etérea, atmosférica e nostálgica. As canções são lentas, despidas, mas ricas em pequenos detalhes sonoros, essencialmente fabricados por teclas e outros elementos harmónicos sintetizados. O que mais atrai em todas as suas canções é esta clareza e simplicidade, a falta de efeitos desnecessários e um notável sabor a honestidade e franqueza.

Numa época em que parece haver uma forte carga exótica e intrincada de quase todos os projetos musicais que vêm das ilhas britânicas, talvez desejosos de inventar algo novo, érefrescante ouvir algo tão simples. A voz de Robin é clara e nítida como o vidro, a instrumentação cuidada e nota-se um imenso cuidado nos detalhes e destreza no manuseamento dos instrumentos. Winter's Wall é uma belíssima música de abertura e um grande exemplo de como se constrói uma canção através da adição de algumas camadas sonoras extras. Compost e principalmente Sins, o meu grande destaque de The Woods, conseguem lidar com a sensação de melancolia e tristeza, mas sem pieguice desnecessária. Ironicamente, Bed On A Ward, uma canção que fala da dor de alguém que está preso a uma cama de uma enferemaria, é, sonoramente, a canção mais otimista e ritmada e onde Steve Bega, músico que colabora habitualmente com Robin, teve um papel essencial. 

Estou encantado e seduzido pela fragilidade e pureza musical deste EP. Às vezes, no campo da música, há quem escolha seguir por caminhos intrincados e demasiado turtuosos para atingir a autenticidade. Mas o toque de Midas está quase sempre na honestidade, no real e naquilo que é pessoal, directo e profundamente sentido. Espero que percas algum do teu tempo a conhecer melhor este músico e que aprecies a sugestão...

01. Winter’s Wall
02. Sins
03. Compost
04. A Heart You Can’t Find
05. Bed On A Ward
06. Gold
07. 28

 

 

Absence & Reunion EP Cover Art

01. Untitled

02. Abscence

03. Artichoke

04. Keep Quiet

05. Let Me Get Under Your Skin

06. You Are A Poem

 

Wise Children EP Cover Art

01. You Were A Single Red Blood Cell But I Lost You In This Knot Of Capillaries

02. The Knockie

03. Paint

04. I Found Her In The Bath 

Absence & Reunion EP and Wise Children EP by Wise Children

 


autor stipe07 às 15:46
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Howler – America Give Up

Em Curtas XXIV fiz referência a uma banda chamada Howler e que se preparava para lançar o disco de estreia. America Give Up é o álbum que inicia esta banda de Minneapolis, Massachussets, nos discos e liderada por um miúdo de dezanove anos chamado Jordan Gatesmith, ao qual se juntaram Ian Nygaard (guitarras), France Camp (baixo), Max Petrek (teclas) e Brent Mayes (bateria).

Durante o ano de 2011, quem foi passando por Man On The Moon certamente se apercebeu que o rumo da música independente e alternativa tem vindo a alterar-se e que aquela limpidez sonora que sempre acompanhou a indústria da música nas últimas décadas, tem sido substituida por outras propostas mais marcadas pelo uso de acordes sujos, vozes quase inaudíveis e todo um compêndio musical que explora tanto o rock alternativo dos anos oitenta como registos anteriores a essa fase. Dois bons exempos disso foram as referências aos álbuns de estreia dos The Vaccines e dos Yuck, carregados de distorção em excesso, uma sonoridade caseira e lo fi e toda aquela precariedade intencional.

Esta tendência musical estará prestes a entrar numa segunda fase, a fase do desgaste, um processo natural dentro de qualquer novo género ou disposição musical; Logo após o sucesso de um artista, álbum ou pequeno grupo de artistas é possível observar uma série de bandas que surgem unicamente por causa da boa repercussão desses desbravadores. Os Howler parecem-me ser um desses casos; Entretêm mas não apresentam nada de novo. Conscientes da cena musical que está em voga, fazem canções marcadas inteiramente pelo uso de guitarras distorcidas típicas do garage rock, sendo este America Give Up, lançado via Rough Trade, um belo retrato da juventude dos anos noventa que viveu o ápice da adolescência ao som dos The Strokes e todos os grandes grupos que começaram a destacar-se no começo da década passada. Cada acorde, verso ou tendência proposta no interior do disco reforçam a figura de um Julian Casablancas durante a fase Is This It, ou um Alex Turner pré-Humbug, claro, sempre aproximados das guitarras sujas e vozes disformes e ruidosas.

E aqui também não se pode descartar a forte influência de artistas mais contemporâneos, algo facilmente representado na densidade de Too Much Blood, a lembrar os Surfer Blood do álbum Astro Coast de 2010, ou algumas das canções mais sujas dos Beach Fossils. Quem também deixa sua marca são os já citados The Vaccines, que têm o seu legado sonoro muito bem representado em Pythagorean Fearem e This One’s Different.

Tudo indica que os Howler, por força também de uma boa estratégia de marketing, se transformem num dos grupos de maior destaque em 2012, algo que o quinteto deve assumir com responsabilidade nos próximos anos, porque este America Give Up, mesmo sendo coerente, nada acrescenta e revoluciona com os seus acordes sujos e distorcidos. A ver vamos se a banda não passa de mais um fenómeno pop ou se tem realmente algum valor.

01. Beach Sluts
02. Back To The Grave
03. This One’s Different
04. America
05. Too Much Blood
06. Wailing (Making Out)
07. Pythagorean Fearem
08. Told You Once
09. Back Of Your Neck
10. Free Drunk
11. Black Lagoon


autor stipe07 às 13:56
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Wilco vs Popeye

Wilco & Popeye - "Dawned On Me" Video

Acaba de ser divulgado um novo vídeo dos Wilco, que resulta numa colaboração entre o universo da série de animação Popeye e esta banda norte americana.

Neste filme a preto e branco, aparecem todas as personagens típicas da série e a habitual história em que Olivia Palito é raptada por Brutus e salva por Popeye, neste caso graças a um potente espinafre da marca Wilco. Tudo isto acontece enquanto num ancoradouro os Wilco, em versão animada, tocam Dawned On Me, single de The Whole Love, disco que divulguei em outubro, enquanto Dudu come hamburguers e Gugu ajuda nos violinos. Muito divertido...


autor stipe07 às 19:03
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Porcelain Raft – Strange Weekend

Remiddi é um italiano a viver em Nova Iorque. Nascido em 1972, Remiddi torna-se num caso especial, pois pertence a uma geração que sempre se colou a uma sonoridade mais rock ou, pelo menos, algo distante do som típico deste projeto que batizou de Porcelain Raft. Depois do inebriante EP de estreia, Curve, de 2010, e principalmente do EP seguinte, Gone Blind, de 2011, este projeto ganhou respeito devido às colagens eletrónicas, as vozes enigmáticas e o clima soturno de suas composições. No passado dia 24 de janeiro, via Secretly Canadian, lançou o primeiro disco; Chama-se Strange Weekend e foi gravado numa cave em Brooklyn, Nova Iorque, como se Remiddi se quisesse esconder e deixar as canções falarem por si.

Perceber a forma como cada um de nós observa a música pode ser um exercício interessante. Para alguns apenas importa a sonoridade, para outros o importante são as letras e ainda há aqueles que deliram com pequenos pormenores instrumentais. Há ainda quem procure a expressão de sentimentos, se a música te faz deprimir, rir, saltar ou dançar. Se juntarmos a isso o que está na moda, aquilo que são as tendências, tudo se baralha ainda mais. Depende de tudo, como é óbvio. Porcelain Raft está também condicionado, como não podia deixar de ser, por esta visão caleidoscópica da música.

A primeira pedra do edifício que Porcelain Raft escolheu para sustentar a sua música é aquela dream pop muito colorida e reluzente, ora mais tímida ora mais extrovertida. E, ao mesmo tempo, é impossível não notar também na importância que tem a voz andrógina de Remiddi, que ajuda imenso a que tudo soe mágico e relaxante. No entanto, apesar de serem estes os ingredientes fundamentais desta mistura que Remiddi tenta reproduzir, sente-se que falta qualquer coisa que nos deixe com água na boca; A única canção inovadora e que arrisca ir um pouco além da receita adotada é Unless You Speak From Your Heart, que funciona de forma quase antagónica em relação aos restantes temas.

Strange Weekend pode ser visto de várias perspectivas, mas por mais que tentemos encontrar o que torna este disco especial, a verdade é que nenhum dos argumentos com que Remiddi nos tenta iluminar, parecem verdadeiramente capazes de nos convencer; Desde o sentimento típico da dream pop, passando pela lírica das canções, tudo soa a uma sobreposição de camadas supérfluas de um universo oco e incipiente. Mesmo que a nossa imaginação desperte durante a audição e haja um clique que nos acorda, Strange Weekend deixa-nos a perguntar onde já ouvimos isto antes. Seja como for, é um disco essencial para os verdadeiros fãs do género.

Porcelain Raft destacou-se recentemente por ter feito uma cover de Come As You Are dos Nirvana e em breve embarcará na digressão europeia dos M83, que passa por Portugal.

01. Drifting In And Out
02. Shapeless And Gone
03. Is It Too Deep For You?
04. Put Me To Sleep
05. Backwords
06. Unless You Speak From Your Heart
07. The End Of Silence
08. If You Have A Wish
09. Picture
10. The Way In

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autor stipe07 às 13:09
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

The Maccabees – Given To The Wild

Os britânicos The Maccabees tiveram uma estreia auspiciosa em 2007 com Colour In It o disco de estreia, que além de ter vendido bem, conseguiu várias nomeações nas listas dos melhores álbuns daquele ano e com inúmeras críticas positivas. E depois de quase dois anos de hiato, chegou em 2009 a hora de prestar novamente contas perante a crítica e, principalmente perante os fãs, através do sempre difícil segundo álbum. Para que nada falhasse, apostaram em grande na produção e convidaram Markus Dravs, responsável pelo Neon Bible do Arcade Fire e o Homogenic da Björk e deram a conhecer nesse ano ao mundo Wall Of Arms. Esse disco era mais complexo e sombrio que o anterior, mas também conquistou a crítica e fez dos The Maccabees um dos grandes nomes da british rock da atualidade. Agora, no início de 2012, chegou finalmente o aguardado terceiro disco, intitulado Given To The Wild.

Given To The Wild é mais um passo na consolidação da maturidade dos The Maccabees, visto ser algo diferente dos dois trabalhos anteriores, que já tinham alguns pontos de divergência entre si. Given To The Wild é sofisticado, maduro e algo intrincado, mas no bom sentido, ou seja, carregado de detalhes sonoros até então desconhecidos na banda e que a balizam definitivamente no terreno nem sempre firme da dream pop. O disco acaba por surpreender pela elegância e carece de tempo para ser digerido e apreciado devidamente, até porque há algumas canções que não são imediatas. Portanto, se a banda saiu da sua habitual zona de conforto, compete também ao ouvinte estar predisposto a efetuar o mesmo percurso, já que a última coisa que o disco transparece é previsibilidade.

Este disco é muito mais do que um combinado de boas músicas; Há aqui sentimento, emoção, veracidade, beleza e nostalgia, experiência e firmeza, dentro daquilo que os The Maccabees definiram como o seu estilo sonoro. E tal firmeza suscita que se questione se não quiseram com este Given To The Wild exprimir o desejo de dar uma nova cara ao indie rock britânico.

O álbum é um trabalho com muitas dimensões e momentos marcantes e nele os The Maccabees deram um passo gigantesco na direção da originalidade e da busca pela singularidade. Devido a essa expansão musical e por dosearem na perfeição as suas canções, terão certamente direito a figurar, mais uma vez, em muitas listas dos melhores do ano. Espero que aprecies a sugestão...

01. Given To The Wild (Intro)
02. Child
03. Feel To Follow
04. Ayla
05. Glimmer
06. Forever I’ve Known
07. Heave
08. Pelican
09. Went Away
10. Go
11. Unknow
12. Slowly One
13. Grew Up At Midnight


autor stipe07 às 13:07
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

3 de rajada... LIX

Na quinquagésima nona edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco os novos singles de Bon Iver, Leonard Cohen e Charlotte Gainsbourg. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 

Bon Iver – Towers

 

Leonard Cohen – The Darkness


Charlotte Gainsbourg – Anna


autor stipe07 às 14:00
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Guided By Voices - Let's Go Eat The Factory

Após um hiato de seis anos em que a cabeça efervescente de Robert Pollard se dedicou a criar a lançar alguns álbuns a solo, finalmente aquela que é apelidada por muitos como a máquina criativa do indie rock, está de volta com um novo disco de originais; Refiro-me aos Guided By Voices, uma banda já com quase vinte anos de carreira e que terminou um consagrado ciclo de grandes discos com o bom Half Smiles Of The Decomposed de 2004. Voltar, após uma carreira tão bem finalizada, poderia ser um erro ou, no mínimo, um grande desafio, mas parece que Let's Go Eat The Factory aposta na usual sonoridade da banda, tanto nas composições como na gravação e produção e que, por isso, será uma aposta ganha.

A tal sonoridade típica dos Guided By Voices sempre assentou numa pop lo-fi que, quanto a mim, teve o seu apogeu com Universal Truths And Cycles, um disco de 2002 e que também se definia por uma roupagem comercial e límpida. E os singles de Let’s Go Eat The Factory já conhecidos, The Unsinkable Fats Domino e Doughnut for a Snowman, ajudam a perceber que não há aqui fugas ao padrão normal da banda; Assim, enquanto a primeira canção citada atira para o sujo e potente indie oitentista, a outra ruma para um universo oposto com uma melodia e um instrumental mais doce e suave. Esta aparente dicotomia acaba por sobressair se olharmos para o disco como um todo, algo ainda mais simples de balizar quando estamos na presença de um trabalho com vinte e uma canções; Há uma primeira parte do álbum, que alterna do leve e limpo para o cru, mas também nos apresenta momentos de melancolia com Hang Mr. Kite e um blues encaixado nos moldes indie e noise, bem patente em The Big Hat And Toy Show. Esta primeira parte tem o seu apogeu na genial Waves e depois há alguns momentos de inconstância e experimentação, nem sempre bem sucedidos, mas que, não sendo felizmente dominantes, não conseguem ofuscar a excelente primeira parte do álbum e assim torná-lo num fracasso.

Let’s Go Eat The Factory é, em suma, um disco recheado de boas canções, que dá sequência ao bom trabalho realizado nos discos anteriores ao hiato pelo qual passaram estes Guided By Voices. Espero que aprecies a sugestão...

01 – Laundry and Lasers
02 – The Head
03 – Doughnut for a Snowman
04 – Spiderfighter
05 – Hang Mr. Kite
06 – God Loves Us
07 – The Unsinkable Fats Domino
08 – Who Invented the Sun
09 – The Big Hat and Toy Show
10 – Imperial Racehorsing
11 – How I Met My Mother
12 – Waves
13 – My Europa
14 – Chocolate Boy
15 – The Things That Never Need
16 – Either Nelson
17 – Cyclone Utilities (Remember Your Birthday)
18 – Old Bones
19 – Go Rolling Home
20 – The Room Taking Shape
21 – We Won’t Apologize for the Human Race


autor stipe07 às 11:27
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

We Invented Paris - We Invented Paris

Os We Invented Paris são descritos por eles próprios como um coletivo europeu baseado na Suíça e à cerca de um ano que andam na estrada, a preparar o lançamento de We Invented Paris o disco homónimo de estreia. Assim, em 2011 conseguiram visitar mais de cinquenta cidades europeias e tocar à volta de setenta concertos, incluindo colaborações com outros grandes nomes da indie, nomeadamente os Pains Of Being Pure At Heart.

Todas as músicas deste disco de estreia são heterogéneas e individuais, cada uma com traços próprios, que conseguem dar uma atmosfera diversificada ao álbum. É muito difícil encontrar uma banda estreante e com pouco tempo de estrada já com tanta carga emocional e maturidade musical. Sem uma narrativa principal definida, este We Invented Paris acaba por ser, paradoxalmente, um álbum circular, onde cada canção se interliga com a seguinte.

A sonoridade da banda é extremamente acessível e surpreendentemente imediata. Dá para notar isso logo no primeiro single, a polida Iceberg. O álbum é cheio de momentos graciosos e suaves, com uma delicadeza notável e uma sensibilidade que se destaca. Durante alguns períodos, remete para os Death Cab For Cutie, nomeadamente para o clássico Plans, de 2005, mas também me soou em alguns instantes ao disco de estreia dos Grouplove, Never Trust A Happy Song e ao Belong dos próprios Pains Of Being Pure At Heart, ambos lançados em 2011.

Sendo melódico e algumas vezes triste, não se pode também dizer que o álbum seja sombrio, já que os We Invented Paris conseguem ter a arte de separar muito bem a melancolia da severidade, tratando a tristeza de forma leve e elegante e na dose perfeita.

Não são muitas as bandas que conseguem agregar tantos géneros musicais diferentes num só trabalho, mas neste We Invented Paris encontramos folk, indie pop, e outros subgéneros, tudo tocado com violas que soam eufóricas, guitarras tímidas e batidas contagiantes. Todas as canções são singles em potência, desde a alegria suave simples de Bubbletree à inquietação e angústia de Silence e a música deles simplesmente flui. Por tudo isto este We Invented Paris é um trabalho que vale a pena ouvir muitas vezes e aproveitar cada audição de forma diferente.

Em suma, estamos na presença de um disco cheio de altos e baixos, que desperta múltiplas sensações e que demonstra que esta banda suiça já se sente bastante à vontade e confortável dentro da sonoridade criativa que pretende seguir. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ouverture
02. The Busker
03. A View That Almost Kills
04. Iceberg
05. Kyrie
06. Lonely Ego
07. Public Places
08. Bubbletrees
09. Boheme
10. Tiny
11. Nothing To Say
12. More
13. Silence


autor stipe07 às 21:25
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Estreia da semana - The Descendants.

Com quase cinquenta e um anos, George Clooney volta esta semana aos cinemas do nosso país com Os Descendentes, o novo filme de Alexander Payne.

O ator que atualmente protagoniza os anúncios da Nespresso começou a sua carreira em 1978, somando pequenos papéis em séries de televisão até que finalmente, em 1994, foi escolhido para interpretar o dr. Doug Ross em E.R. - Serviço de Urgência.  Logo depois conseguiu os primeiros papéis decentes no cinema, em Aberto até de madrugada, de Robert Rodriguez e O Pacificador, de Mimi Leder.

Foi também nesta altura que, com Romance Perigoso (1998), iniciou uma prolífica colaboração com o realizador Steven Soderbergh, com quem viria a fazer Ocean Eleven (e Twelve e Thirteen), Solaris e O Bom Alemão.

George Clooney tem trabalhado com outros realizadores como David O. Russell (Três Reis), os irmãos Coen (Irmão, onde estás?, Crueldade Intolerável, Destruir depois de ler), Terrence Malick (A Barreira Invisível) e Jason Reitman (Nas nuvens).

Entretanto, tornou-se também produtor, argumentista e realizador; Estreou-se com Confissões de uma mente perigosa, em 2002. Em 2006, foi a primeira pessoa na história dos Óscares a estar nomeado, simultaneamente, como realizador de um filme (Boa Noite e Boa Sorte) e ator de outro (Syriana, de Stephen Gaghan). Algo que poderá voltar a acontecer este ano: Clooney realizou um dos filmes mais elogiados de 2011, Os Idos de Março, e acabou de ganhar um Globo de Ouro pela sua interpretação neste Os Descendentes.

Os Descendentes é a estreia dos últimos tempos que aguardava com maior expectativa e além de contar com a interpretação de George Clooney, conta também no elenco com Amara Miller, Beau BridgesJudy Greer, Mary Birdsong, Matthew Lillard, Nick Krause, Robert Forster e Shailene Woodley. Fica a sinopse...

Matthew King é advogado e um dos homens mais ricos do Havai, mas a sua vida muda por completo quando a mulher fica em coma depois de um acidente. Esta situação acarreta novas e difíceis responsabilidades para King, entre as quais aprender a lidar com duas filhas nada fáceis e com quem ele mantinha uma relação fria e distante. Matthew tenta pegar nas rédeas da sua família e levar a vida para a frente. As suas duas filhas vão ajudá-lo a trilhar esse caminho, apesar de uma revelação chocante...


autor stipe07 às 13:52
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Hello Evening - Hello Evening

Os Hello Evening são uma nova banda norte americana, natural de Oakland e formada por Nisan Perera, Kevin Yoches e Evan Pricco. É uma banda ainda praticamente desconhecida do grande público, mas com uma postura bastante peculiar e desprendida. Começam logo por afirmar ao mundo inteiro que não fazem música para conseguirem conquistar miúdas porque está mais que provado que a música não resulta, ou para obter fama, porque isso hoje já não é possível, mas para fazerem algo de que se possam vir a orgulhar no futuro. Este disco homónimo que hoje sugiro marca a estreia da banda nas edições.

Todas as canções de Hello Evening são muito orgânicas e de acordo com a banda foram gravadas em apenas nove dias. E foi exatamente ao nono dia que olharam uns para os outros e decidiram que iriam disponibilizar o disco gratuitamente e, ao mesmo tempo, seguir os canônes tradicionais e fabricar também alguns exemplares a expensas próprias. O objetivo é que o mundo inteiro ouça Hello Evening e supostamente se deixe contagiar por ele, algo que já fiz. Apesar de o contágio não ter deixado marcas profundas, algumas canções do disco souberam funcionar como um bom vírus que se apoderou momentaneamente de mim durante a audição. É um disco eminentemente acústico, que encontra as suas raízes na folk e em redor do qual deverão criar-se as expetativas certas para que seja devidamente apreciado...

01. Wrapped In Persistence
02. Weeping Willow
03. Two Two Calls
04. Oh Dear
05. Coming Home
06. Heed The Warning
07. Dreams In E
08. Clydesdale
09. Call Me Carolina
10. Calcium Kills
11. Generation Of Spies
12. When The Night Comes


autor stipe07 às 19:15
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Hold Your Horses! - Sorry! Household EP

Continuo a encontrar nos países nórdicos projetos bastante interessantes, se bem que desta vez fui descobrir em Paris estes Hold Your Horses!, uma banda que se constituiu nessa cidade, mas formada apenas por músicos suecos. E por isso temos aqui uma bela mistura de etnias, numa esfera multicultural e ao mesmo tempo cheia de raiz. Bem vindos então a Sorry! Household, o segundo EP lançado por esta banda em 2011.

Os Hold Your Horses! são uma banda fortemente influenciada pela pop e pelo blues e utilizam diversos instrumentos interessantes, como o violino, o violoncelo, o clarinete, o trompete e a tuba. E não menos importante, contam também com um gracioso coro de vozes.

O EP abre com Cigarettes & Lies uma canção com uma forte componente instrumental e épica, cantada por Florence, uma das vocalistas do grupo. Depois ouve-se 70 Million uma canção que tem andado nas bocas do mundo devido ao magnífico vídeo, que compila obras de arte famosas com a cara dos elementos da banda. Aqui é Charles quem tem a seu cargo a voz principal e se a música começa por parecer uma simples balada, a percussão e o trompete, dão-lhe um caráter bastante orquestral e mais luminoso. We Dear Are a Desert, com o mesmo Charles na voz, é cheia de efeitos e animada; O instrumental cria uma atmosfera bucólica e nostálgica difícil de descrever e de vivenciar como experiência sonora. Sorry! Household finaliza alegremente com Open Water; Florence, Charles e toda a banda, em uníssono, cantam um refrão muito bonito, que até soa a despedida e com uma distorção lá pelo meio bastante original e que à medida que vai sendo abafada pela tuba e a bateria recomeça, dá uma energia e um colorido enorme ao tema; Se as últimas canções costumam dar pistas diferentes e significar alguma rutura em relação ao resto do trabalho, instrumentalmente esta última atesta toda a coerência sonora da obra em si.

O EP é tão curtinho que pode ser ouvido várias vezes em modo repeat e sem cansar. A cada audição consegue-se perceber mais barulhinhos escondidos nas audições anteriores. Este EP é a prova viva de que o sucesso de uma banda poderá estar em encontrar a fórmula mágica em termos sonoros; E isso parece-me que os Hold Your Horses! já alcançaram. De longe. Espero que aprecies a sugestão...

01. Cigarettes And Lies
02. 70 Million
03. We Dear Are A Desert
04. Boston Tea Party
05. Open Water


autor stipe07 às 20:53
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Curtas... XXIV

 

Responsáveis por composições sempre caóticas e marcadas pela experimentação, os nova-iorquinos Black Dice preparam para os próximos meses o lançamento de mais um álbum de estúdio. Denominado Mr. Impossible, o disco virá para substituir o aceitável Repo, de 2009. Com o primeiro single do trabalho, Pigs, a banda já evidencia boa parte do que viremos a encontrar com a chegada do álbum, que deve proporcionar mais uma série de ruídos catastróficos e desconcertantes.

 

Desde meados de 2011 que os Fanfarlo andam a atiçar e a aguçar o apetite de todos aqueles que, como eu, ficaram abismados com Reservoir, um dos discos que mais se ouviu lá por casa nos dois últimos anos. E parece que a espera pelo segundo álbum de estúdio está a chegar ao fim, o aguardadíssimo Rooms Filled With Light. Pelas amostras que já conheço, os Fanfarlo não vão correr grandes riscos e manter-se-ão fiéis à fórmula que tanto sucesso lhes rendeu, ou seja, este novo álbum irá seguir as mesmas experiências do disco de estreia. E o novíssimo Shiny Things também o demonstra...

  

Há algum tempo, Stephen Merritt, líder dos The Magnetic Fields anunciou que Love At The Bottom Of The Sea, é o disco de originais que a banda irá lançar em 2012, tendo na ocasião referido que será um trabalho de retorno às raízes mais acústicas do grupo, algo que já me parece evidente no primeiro single entretanto divulgado, Andrew In Drag. Love At The Bottom Of The Sea tem data prevista de lançamento o início de março, através da etiqueta Merge Records. Confere... 

The Magnetic Fields - Andrew in Drag by MergeRecords

 

Ao que tudo indica, Nathan Williams não deve deixar 2012 sem apresentar um novo álbum do projeto Wavves. Irrequieto, o músico vem desde 2008 assumindo uma série ininterrupta de lançamentos e que tenho procurado divulgar. Agora, e enquanto não chega o tal novo álbum, este músico californiano lançou na rede uma cover obscura e sujíssima de Hybrid Moments, um original de uma banda de Nova Jersey chamada Misfits. Esta canção faz parte do álbum Static Age, lançado em 1997 e encaixa perfeitamente na sonoridade dos Wavves. Confere...

Wavves - Hybrid Moments (Misfits cover) by bratrommis

 

 

Tendo em conta o género musical em questão e à semelhança dos The Vaccines em 2011, a banda americana Howler é uma das maiores promessas para 2012 e também usam pequenas canções de indie-rock, com guitarras rápidas e uma ligeira inspiração nos The Strokes, pois até partilham a mesma editora.

America Give Up é o álbum de estreia, com lançamento marcado para esta semana e, para já, disponibilizo o stream do álbum. São cerca de quarenta minutos que não desiludem. Para ouvir, basta clicar aqui.


autor stipe07 às 20:47
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Of Monsters And Men – Into The Woods EP

Os Of Monsters And Men, banda natural de Reiquiavique, na Islândia, tiveram um auspicioso 2011. Logo no início desse ano apresentei-os quando descobri Love Love Love e Little Talks e quatro meses depois este último single foi inserido na coletânea Made in Iceland IV. Relembro que a banda é constituída por quatro músicos (Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson, Arnar Rósenkranz Hilmarsson) e insere-se no género folk/indie.

Agora, no final de 2011, mais concretamente no dia 20 de dezembro, estrearam-se nos discos com Into The Woods, um EP que inclui as duas canções citadas e outras duas. Estou convicto que este EP servirá de antecipação para o longa duração de estreia do grupo, que deverá ver a luz do dia em 2012 e que pelos vistos se irá chamar Sýrland. Pelo menos é essa a informação que consta num vídeo publicado pela banda há dois dias e que podes conferir abaixo.

01. Little Talks
02. Six Weeks
03. Love Love Love
04. From Finner

 

autor stipe07 às 20:48
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3 de rajada... LVIII

Na quinquagésima oitava edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco os novos singles de Florence And The Machine, o primeiro avanço para Port Of Morrow, o próximo disco dos The Shins e que divulguei na passada semana e Hang It Up, o primeiro single retirado de Sounds From Nowheresville, o tão aguardado terceiro álbum dos The Ting Tings. Toca a ouvir e a tirar ilações...

Florence And The Machine – No Light No Light


The Shins – Simple Song


The Ting Tings – Hang It Up


autor stipe07 às 18:55
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Misophone - Songs From An Attic

Os Misophone são uma dupla britânica, natural de Bristol, já com algum historial e que no passado dia cinco de Dezembro lançaram Songs From An Attic, um disco extraordinário e cheio de diversidade sonora, através da etiqueta Another Record. Os Misophone são formados pelo multi instrumentista Herbert, que canta e toca guitarra, violino, banjo, piano, harpa, acordeão, xilofone e outros instrumentos e Welsh, que também canta e escreve a maioria das canções.

Songs From An Attic é um álbum com dezoito canções e um registo bastante curioso. O leque de instrumentação é imenso, algo percetível na míriade de instrumentos tocados por Herberte ainda tão vibrante e intrigante que são poucos os discos com tal riqueza e diversidade sonora que ouvi ultimamente. Desde potes e panelas a chocalhar, ruídos de pássaros e arrulhos feitos com trombones, ouve-se de tudo um pouco e recordei-me imediatamente das baladas empoeiradas com letras oblíquas dos Neutral Milk Hotel. No entanto, o fio condutor parece-me ser o jazz e a folk tradicional inglesa.

Este disco é um verdadeiro carnaval sonoro e até um pouco claustrofóbico, porque às vezes acaba por tornar-se um pouco desconfortável não conseguir assimilar tudo aquilo que se ouve. Vocalmente os Misophone são muito expressivos e denotam bastante confiança e elegância a cantar.

Em suma, Songs From An Attic oscila entre a introspecção lírica e algum sarcasmo petulante, mas, em última análise, o que mais conta é a intemporalidade das canções, a dificuldade em balizá-las num estilo. Entrar no sotão dos Misophone e entendê-lo pressupõe uma enorme predisposição para encarar com o caos e não se ficar chocado por ouvir latidos de cachorros ou um coro de melros e fantasmas a cantarem canções de amor. Espero que aprecies a sugestão...

01. Good Morning Sun
02. Swan’s Road
03. Tides And Sighs
04. The End Of A Love Affair
05. Blackbird On A Gravestone
06. What The Water Gave To Me
07. The Closest I’ve Ever Got To Love
08. Time Is A Bully We All Pretend To Love
09. Castles In The Sand, Pt. 2
10. Last Night
11. Backgarden Bastards
12. Barnaby Flower
13. I Am A Mountain Dog
14. From Beyond The Bridge
15. The Untold Joke
16. Rock Scissor Stone
17. Everything Has Changed
18. Song From An Attic


autor stipe07 às 18:08
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Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Kramies – The European EP

Natural do Colorado, Kramies lançou no passado dia vinte e dois de novembro um pequeno EP de cinco canções chamado European, que descobri há poucos dias e rapidamente chamou-me a atenção. Produzido por Todd Tobias (Guided By Voices, Robert Pollard) e com a participação especial do guitarrista David Paolucci, foi lançado em formato digital e numa versão física limitada a cem unidades, idealizada pelo ilustrador australiano Stuart Medley.

As canções de The European assentam numa belíssima voz, quase sempre enquadrada por uma viola. Juntos constroem um quadro musical brilhante, épico e delicado que começa a ser pintado logo com Intro, canção onde um padrão simples cíclico de guitarra, piano e voz, tudo gradualmente alimentado por camadas de distorção, leva ao balanço sonoro majestoso e glacial da canção título, que garantidamente provoca alguns calafrios medulares. Inventors é o coração do álbum, uma balada sombria mas com uma intensidade subtil e o single Coal Miners Executive Club é um vórtice emocionalmente ressonante de pop construída em torno de uma progressão de acordes absolutamente desesperadas nos sintetizadores, levada para o céu com várias camadas sonoras de inúmeros instrumentos a serem constantemente adicionadas à canção. Antiquariam Days encerra o EP com uma guitarra carregada de loops mas gentil, originando uma melodia intemporal e difícil de definir. Espero que aprecies a sugestão...

01. Intro
02. The European
03. Inventors
04. Coal Miners Executive Club
05. Antiquarian Days


autor stipe07 às 14:38
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

The Moth And The Flame - The Moth And The Flame

Os The Moth & The Flame são uma banda natural de Provo, no Utah e que lançaram o seu disco homónimo de estreia a 11.11.11. Brandon Robbins e Mark Garbett conhecem-se há algum tempo e depois de já estarem estado juntos noutra banda, no início deste ano resolveram formar um novo projeto, tendo assim nascido os The Moth & The Flame. Uma das primeiras aparições ao vivo deste grupo surpreendeu imenso Nate Pyfer, outro músico local que logo se prontificou a produzir o primeiro disco do projeto.

Logo a abrir, Maker e How We Woke Up evidenciam a sonoridade de todo o disco, que tem como único e simples propósito entoar pop atmosférica, através de canções que envolvam o ouvinte em ambientes etéreos. No entanto e ao contrário do que pode suceder neste tipo de sonoridade, The Moth & the Flame não é um disco aborrecido ou repetitivo. A banda pega firmemente no seu som e usa-o como se fosse um pincel para criar obras sonoras carregadas de pequenos mas preciosos detalhes intrigantes, interessantes e exuberantes. Muitas vezes um simples detalhe fornecido por uma corda, uma tecla ou uma batidas aguda dão logo uma cor imensa às canções e a própria voz serve, frequentemente, para transmitir essa ideia de exuberância e sentimento. Depois também há canções como & e Dreamer, que nos fazem descolar um pouco mais desta zona de conforto sonora e arriscam ambientes épicos e com uma instrumentalização ainda mais diversificada.

A página da banda no Facebook cita Vampire Weekend, Coldplay e Muse como as suas principais influências. A estas eu juntaria sem qualquer receio Efterklang, Radiohead, Müm e Sigur Rós.

Os The Moth & The Flame também me parecem ser um grupo que aposta fortemente na vertente visual, como comprova o seu site oficial. O álbum está, para já, apenas disponível como um CD de imprensa rígido e na Provo natal estão a tentar exibir um gigante antropomórfico semelhante ao que ilustra a capa.

Neste tempo em que abundam os downloads rápidos e as embalagens descartáveis é reconfortante ver uma banda tão interessada e orgulhosa da forma como apresenta a sua música, ainda mais quando o essencial (a música) é bastante recomendável! Uma bonita surpresa vinda do Utah para encerrar 2011 e que espero que aprecies devidamente…

01. Maker
02. How We Woke Up
03. Home
04. Goodbye
05. Lullaby
06. &
07. Entitled
08. Dreamer
09. The Hunt


autor stipe07 às 18:58
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Trips And Falls – People Have To Be Told

Os Trips And Falls são mais uma banda que nasceu no flurescente mercado musical de Montreal, no Canadá. Depois de em 2010 terem lançado o disco de estreia He Was Such a Quiet Boy, descobri-os agora, pouco mais de um ano depois, com o sempre difícil segundo álbum, este People Have To Be Told que hoje divulgo. Já agora relembro que já em 2011 descobri neste país nomes tão interessantes como os Lab Coast e Kris Ellestad, entre outros.

É conhecido mundialmente o bom gosto e a apetência dos nativos deste país da América do Norte para a música. Basta olhar, por exemplo, para as bandas nomeadas para o Polaris Music Prize, um dos mais reputados prémios de música alternativa do Canadá, para perceber a riqueza e a diversidade e qualidade dos grupos candidatos ao troféu. E há que salientar que este prémio é um dos poucos no seio da indústria da música que assume, acima das vendas ou do marketing, um verdadeiro compromisso com música verdadeiramente inovadora e interessante. Estes Trips and Falls, não estão nomeados para o prémio porque os candidatos escolhidos são, nada mais nada menos, que os Arcade Fire, com Suburbs e os Destroyer com Kaputt.  No entanto, este trio ficou logo de seguida nos nomes que foram excluídos da seleção final.

Liderados por Jacob Romero, que escreve e canta, fazem um som quente, por ser aconchegante e acolhedor, parecendo que todas as canções foram compostas com carinho. A guitarra é quase sempre limpa, existem frequentemente pausas na voz e um enorme cuidado na respiração que quase se sente e um cuidado imenso para assegurar que as letras de Jacob permanecem no centro de toda a atenção. Por exemplo, em Good People Are Always So Sure They’re Right, Romero usa um tom muito peculiar de voz para contar a história de um assassinato, acompanhado por uma guitarra dissonante e que no final, quando se ouve uma espécie de comunicado, se torna um pouco mais alta e distorcida.

A zona de conforto destes Trips And Falls é, indubitavelmente, aquela indie pop sem grandes tropeções e cavalgadas, eminentemente acústico, mas que não soa demasiado folk. Por isso, não há propriamente aquelas canções que ficam logo no ouvido, porque aqui a música, enquanto melodia, é apenas outro veículo, além da voz, utilizado para contar histórias que façam sentido e que sejam facilmente identificadas como passíveis de acontecer a qualquer um de nós. Por isso, as melhores músicas são também aquelas onde o membro da banda mais responsável por esta parte melódica, o multi-instrumentista Ashleigh Delay, consegue ter uma preponderância na canção similar à de Romero, como por exemplo em This Is All Going to End Badly. Nessa canção Delay construiu de forma muito simples um ambiente sonoro limpo onde as guitarras tocam numa única nota melódica, mas o suficiente para, dessa forma concisa, exponenciar a tal história que a voz de Romero nos quer contar. Já agora, convém acrescentar a identidade do músico em falta, o baterista Ian Langohr, que substituiu em 2009 um tal de Paul Gareau.

Em suma, People Have To Be Told é um disco de fácil audição, que não levanta muitas ondas e que tem o  seu requinte assente no cuidado na produção que originou um som límpido e no próprio conceito do disco; Contar histórias simples, do nosso dia-a-dia, de forma otimista e fazer-nos ficar a pensar um pouco nas coisas mais simples e que, no fundo, são aquelas às quais devemos dar maior importância porque regem a maior parte do nosso tempo e das nossas ações. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. I’ll Do the Dishes, You Do the Laundry
02. Good People Are Always So Sure They’re Right
03. I Learned Sunday Morning, On a Wednesday
04. Is That My Soul That Calls Upon My Name?
05. Marginally More Than Mildly Annoying
06. That Is a Big Door
07. This Is All Going to End Badly
08. Why Should Now Be Normal?
09. That’s What She Said


autor stipe07 às 21:53
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

North Highlands – Wild One

Os North Highlands têm o nome de um subúrbio californiano em Sacramento mas são uma banda natural da Brooklyn novaiorquina. A formação da banda abrange vários locais e nacionalidades, desde a citada Califórnia, até Chicago e a própria África do Sul. Os cinco elementos, Brenda, Mike, Jasper, Andy e Daniel, conheceram-se todos na faculdade, o principal viveiro de bandas da atualidade e, segundo os próprios, como não encontraram nenhum emprego nesta economia em recessão, resolveram desenrascar-se através da música e assim fazerem também aquilo que mais gostam.

Wild One é o disco de estreia deste projeto e tem onze canções feitas com guitarras, violino, piano, sintetizadores e até bandolim, além da delicada voz de Brenda Malvini, a vocalista. A sonoridade é um pouco agridoce e destaco canções como Bruce que combina uma melodia nostálgica liderada por Brenda com um coro de guitarras elétricas, em contraste com, por exemplo, Chicago, uma canção que prefere ir diretamente para um ambiente mais amargo, com influências da música lounge e do blues, já que inclui uma boa combinação de piano, baixo e guitarra elétrica.  Também gostei muito de Salty, uma canção que me transmitiu bastante alegria e esperança.

Vale a pena prestar atenção às letras de algumas composições, na medida em que versam sobre questões existenciais de quem está na faixa etária dos trintas, nomeadamente a busca pelo amor e pela realização pessoal, passando por humores mais desgostosos e nostálgicos e o encontro da redenção nas noites luminosas. No fundo, este disco relembra-nos que os sonhos de infância estão abaladas pelo desemprego e pela recessão e, portanto, devemo-nos contentar com o pouco que podemos obter. Parece que a marca da crise está sempre presente, embora isso não signifique que ouvir o álbum é um exercício triste e forçado. Os arranjos são no mínimo simpáticos e bem escolhidos, mas no futuro o som pode ser ainda um pouco mais refinado, através de uma produção um pouco mais cuidada.

Lançado no passado mês de Outubro, Wild One acaba por ser então um disco forte candidato a banda sonora ideal para alguns filmes que venham a ser feitos sobre a nossa geração. O disco foi produzido por  Kyle Slick Johnson nos Carriage House Studios, no Connecticut, e nos Fancy Time Studio, em Filadélfia e misturado por Ryan Schwabe. Espero que aprecies a sugestão...

 

North Highlands - Wild One

01. Bruce
02. Steady Steady
03. Chicago
04. Lion Heart
05. Benefits
06. Fre$ca
07. Hiking
08. Salty
09. Best Part
10. Roundhouse
11. Here’s


autor stipe07 às 19:07
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Curtas... XXIII

Depois de ter assinado pela 4AD, Grimes acabou por ter um 2011 bastante ocupado com a gravação de um novo disco que vai ser lançado brevemente e a preparação da respetiva digressão. Visions verá a luz do dia no final de fevereiro e já é conhecido Génesis, o primeiro avanço.

 

 

O segundo disco e homónimo de Bon Iver continua a trazer-lhe um enorme reconhecimento mundial, muito devido aos dois singles já disponibilizados; Falo das belíssimas Calgary e Holocene. No final deste mês será a vez de Towers ser lançada como single e que incluirá como lado B, Bruised Orange (Chain Of Sorrow), uma versão de um original do cantor John Prine.

 

Os Goldfrapp resolveram lançar uma coletânea que incluirá canções retiradas dos cinco álbuns de estúdio de Alison Goldfrapp e Will Gregory. E uma das novidades desse disco é que incluirá dois inéditos. Assim, depois de já ter sido divulgado há algumas semanas Yellow Halo, agora foi dada a conhecer uma balada calma, melancólica e nostálgica, intitulada Melancholy Sky. The Singles será lançado nos Estados Unidos e em Inglaterra no início da segunda semana de fevereiro.

 

Os The Shins de James Mercer divulgaram material do próximo disco de originais e que sucederá a Wincing The Night Away, disco de 2007 e que chegou a receber uma nomeação para os Grammy Awards.; Refiro-me à canção Simple Song, o primeiro single desse álbum que se chamará Port Of Morrow e cujo lançamento está previsto para o dia dezanove de março. No site do grupo é possível ouvir a canção e efetuar uma pré-encomenda do disco que dá logo acesso ao download de Simple Song. Já agora, toda a discografia da banda merece uma audição atenta!

 
Broken Bells - James Mercer and Danger Mouse
Para terminar apenas uma pequena nota... Não sei se os leitores assíduos de Man On The Moon se recordam dos Broken Bells, um dos projetos alternativos mais interessantes que divulguei e do qual fazem parte o acima citado James Mercer dos The Shins e o reputado produtor Danger Mouse. Pelos vistos parece que vão ter um 2012 em grande; Além de estarem confirmados no alinhamento do próximo Coachella, do qual fazem partes nomes como os Radiohead e The Black Keys, entre outros, também se preparam para, no intervalo dos concertos e promoção de Port Of Morrow, entrarem em estúdio para gravar o sucessor de Meyrin Fields.

autor stipe07 às 18:43
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