Dois anos após o álbum 24/7, o trio islandês composto por Presidente Bongo, Biggi Vieira e Daniel August sentiu o desejo de se reunir novamente e montaram um estúdio improvisado numa casa de verão construída junto de um campo de lava, na Islândia natal. E assim nasceu Arabian Horse, aquele que é o segundo disco dos GusGus para a editora Kompakt, casa com importante expressão nos terrenos da techno minimal.
A carreira destes islandeses pode ser dividida basicamente em dois momentos: o primeiro entre 1995 e 1999, ano em que lançaram This Is Normal, o último álbum editado na 4AD; O segundo, desde Attention (disco de 2002) até agora. Esta divisão é unânime no seio da crítica musical porque, na mudança de século, a banda que contava com nove membros, entre músicos, designers e artistas visuais, foi reduzida a um trio de DJs. Como era de esperar, musicalmente também houve uma ruptura e o grupo perdeu uma certa aurea indie para mergulhar definitivamente na dance music, mais concretamente no techo minimal.

Flutuando tranquilamente entre a tal dicotomia que já é imagem de marca dos GusGus, feita pela mistura do house com o techno minimal, as dez músicas de Arabian Horse estão recheadas de camadas e mais camadas de diferentes efeitos provocados pelo manuseamento de sintetizadores. Mas o disco também se destaca pelas vozes convidadas, das quais destaco Daniel Agust, que canta em Believe, Urdur Hákonardóttir e Högni Elisson, elemento dos Hjaltalín. Tanto os sintetizadores como as vozes escolhidas ajudam a reforçar o tal clima do álbum que, como já referi, oscila entre o minimalismo que se usufrui num relaxante sofá e a house music. Mais para dançar, é verdade, mas é também um álbum relaxante, de paisagens frias e tranquilas. No fundo, os GusGus talham ao longo de Arabian Horse um percurso feito com uma electrónica de matriz mais paisagista e que transcende a lógica da canção pop de formato mais clássico. E fazem-no sem deixar de lado a pulsão rítmica que cativa o corpo para a pista de dança.
Deep Inside e Whithin You são os meus grandes destaques do disco; A primeira soa-me a um hino que usa acordes feitos para serem escutados em grandes salas e que normalmente se ouvem em músicas mais comerciais; E ambas conseguem encontrar o equilíbrio com uma linha de baixo feroz, conjugada com vocalizações ímpares e difíceis de descrever por não terem paralelo em algo que já tenha ouvido.
É verdade que os GusGus não renunciam neste disco às suas influências originais e criaram um álbum que recorda um período esquecido da pop dance do início dos anos noventa. Mas engane-se quem julgar que Arabian Horse soa como algo retro! Considero que este disco está profundamente enraizado no som que se faz hoje dentro do género, sendo um dos maiores destaques que a Kompakt lançou até à data. Recomendado!

01. Selfoss 05:43
02. Be With Me 05:10
03. Deep Inside 04:48
04. Over 05:54
05. Within You 05:39
06. Arabian Horse 06:04
07. Magnified Love 04:54
08. Changes Come 07:33
09. When Your Lover’s Gone 05:24
10. Benched 08:20
Todos os que me são contemporâneos recordam-se certamente de ter começado a desenvolver a sua veia cinéfila na década de oitenta. E tudo começou com o fascínio que eram as sessões de domingo à tarde nas salas de cinema que existiam em praticamente todas as localidades do país e que eram autênticos locais de peregrinação semanal. Hoje, muitas dessas salas foram adquiridas por privados e estão também convertidas em locais de culto, mas onde se vendem curas, milagres e promessas de um lugar no paraíso de acordo com as oferendas monetárias que deixarmos no final da cerimónia.
Com o advento e proliferação dos centros comerciais, a globalização da internet e o desenvolvimento de canais de televisão temáticos com possibilidade de subscrição de conteúdos cinéfilos, ir ao cinema deixou de ser uma necessidade e já não existe aquele encanto e sabor a aventura e novidade. Fica a nostalgia e a memória de alguns dos melhores e mais emblemáticos filmes da história do cinema, produzidos e realizados nessa década de oitenta. Os meus preferidos são...












Lançado a 13 de maio de este ano, Livin' It é o álbum de estreia de Justus Clarke, músico natural de Pittsburgh e penso que a minha primeira dica no domínio da r&B e da soul. Espero que também aprecies a sugestão...


Technicolor
Modern Medicine
Hearts And Spades
I The Mighty Defeatist
Just Drive
Download
Os Roman Photos são de Atlanta e o EP que sugiro é bastante recente e foi misturado por Travis Thatcher. A sonoridade desta banda gravita atualmente em torno de uma mescla bastante variada onde se insere a sonoridade disco, o dub, o chamado post punk, a eletrónica, a indie, a new wave e a synth pop. Mas nem sempre foi assim...
Pelas pesquisas que fiz percebi que os Roman Photos passaram por um conturbado processo evolutivo nos últimos dois anos. Inicialmente, a ideia era, musicalmente, enveredar pelo caminho do pós punk; No entanto, com o afastamento precoce, mas amigável, do baixista Chris Daresta, o resto do grupo (Allen Taylor, David Mansfield e Drew Harond) manteve o projeto, que enveredou por sonoridades que se inserem na chamada dance rock e na eletrónica, como prova este Inland Lines.
Este EP foi gravado em 2010, mas só viu a luz do dia a 17 de maio deste ano. Espero que aprecies a sugestão...

Totems
Lounge
Send Me Back
Lines
Volto a Três De Rajada..., que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova, lançada hoje no mercado discográfico. Esta semana destaco Wild Beasts, British Sea Power e Teeth. Toca a ouvir e a tirar ilações...
Os alemães Stereoshape são um trio formado por Oliver Rieger e pelos irmãos Jens Rodner e Lars Rodner. A banda combina diferentes estilos musicais e entrelaça-os numa rede intrincada de sons onde reina o triphop, o disco, o funk e a pop. A evolução musical diferente dos membros da banda caracterizam esta mistura particular de estilos.
Jens Rodner é um guitarrista de rock que tem tocado ao longo dos anos em diversas bandas de hard rock, jazz, blues e funk. O irmão Lars também tem uma longa história em bandas rock, mas como cantor, inspirando-se em músicos como Billy Joel e Morrissey. Em simultâneo foi alimentando o seu amor pelo jazz interpretado por Miles Davis, John Coltrane e Chick Corea. Oliver Rieger é o coração eletrónico dos Stereoshape. O seu amor pela música eletrónica e seu dom reconhecido para a batida certa, fizeram logo dele o responsável pela forma, estrutura e cor das canções da banda.

That's The Spirit
If I Could
Superclose
So Hot
Os Snow Patrol estão de regresso e acabam de divulgar o single Called Out In The Dark, retirado daquele que será o sexto álbum de originais da banda e sucessor de A Hundred Million Suns (2008). O disco será antecipado pelo lançamento de um EP, previsto para o dia 4 de setembro e que aguardo com enorme expetativa.
A banda tem estado a gravar no estúdio Topanga Canyon, em Los Angeles, com o produtor Jacknife Lee, que já trabalhou com os Snow Patrol nos últimos três discos da banda.
Os norte americanos Wilco de Jeff Tweedy, desvenderam recentemente I Might, numa emissora de rádio norte-americana e que fará parte de The Whole Love (veja vídeos das gravações aqui), o novo disco da banda. De acordo com Jeff Tweedy, o novo álbum dos Wilco será dividido em canções de inspiração pop e country. I Might insere-se na primeira categoria, tendo como base um ritmo marcado pela bateria e posterior distorção dos outros instrumentos. Na minha opinião, mais um tiro certeiro desta excelente banda.
Chilly Gonzales, músico canadiano e importante referência do eletro-jazz e do chamado nu-disco, lançou no passado dia 7 de junho um álbum de rap orquestrado, o primeiro do género na história da música, pelo que pude apurar. O sucessor de Ivory Tower, onde se incluia o clássico You Can Dance, chama-se The Unspeakable Chilly Gonzales e reforça a flexibilidade e experiência de um músico que, apesar de já ter quarenta anos, metade deles a compor, não para de inovar e de produzir. Party In My Mind é o primeiro single deste disco inusitado.
Quem tiver a curiosidade de ouvir, poderá achar que esta minha nova descoberta não passa de uma banda que junta de forma desordenada sons, sem qualquer critério, para tentarem assim fazer a diferença. Eu consigo ver um pouco mais além disso...

Oriundos de Memphis, os Aster são constituidos por Dominic Van Horn e Nicholas Lowery e fazem som ambiente e experimetal, do melhor e mais criativo que ouvi ultimamente. À medida que criam música vão publicando-a em pequenos EPs que também me chamaram a atenção pelo belíssimo aspecto visual, de como a música colorida e abstracta. Disponibilizo os três EPs mais recentes da banda e espero que ouças e aprecies a sugestão...
LIQUOR FAMILY WAREHOUSE (02.05.2011)

Howling Wolf2
Liquor Warehouse Family
Goons
MAYWOOD (27.04.2011)

Here To Build You Up
Blinking
Moonbeans
ELUDES (19.04.2011)

Whistle Tips
Human Wishes
Interlude
Esta novidade vem da Austrália, o EP data de 15 de fevereiro e a sonoridade insere-se na eletrónica e na folk experimental. Espero que aprecies a sugestão...

Depois do dia mais feliz da minha vida e que agora vai ter sequência por muitos e longos anos e de uma lua de mel fantástica na terra dos burritos, mariachis e tequillas e onde também se ouviu boa música portuguesa (para breve um post dedicado a este assunto), estou de volta com novidades, sugestões e o que mais apetecer. E para este regresso, sugiro um projeto que descobri há algumas semanas chamado Public Transport.

Public Transport é um projeto a solo de Duncan Bailey, natural do Maine e que também é fotógrafo e tem um programa semanal de rádio, na rádio WERU, onde toca essencialmente rock e música eletrónica.
Duncan começou a escrever música em 1998, que foi lançando gratuitamente na internet. No site do músico podes encontrar toda a sua discografia disponível. No passado dia 27 de junho, Duncan lançou mais um EP, agora através da etiqueta 23 Seconds Netlabel.
De acordo com a crítica, a música dos Public Transport leva-nos numa viagem de sonho com ponto de partida no shoegaze e na chillwave. Assim, temos aqui música pop eletrónica, filtrada com alguma distorção e influências óbvias do final do século passado, nomeadamente os My Bloody Valentine e os Stereolab. Espero que aprecies a sugestão...

1. Der Unterschied zwischen Signal und Rausch
2. Up All Night
3. Interlude
4. Never Coming Back
5. Airy

A música deste EP combina elementos intensivos, com atmosferas lentas, descontraídas e, na minha opinião, bonitas, até porque são depois encharcadas em perfeitas e hipnóticas melodias pop. Poinpointing The Problem é o grande destaque do EP e o vídeo costuma ser utilizado com enorme sucesso nos seus sets ao vivo. Espero que aprecies a sugestão...

1. Rich And Timeless
2. Pinpointing The Problem
3. The Little Things
4. Magnet In My Mouth
5. We Own This Thing
Um dos discos que tenho andado a ouvir no meu pouco tempo livre é Codes and Keys, o novo trabalho dos norte americanos Death Cab For Cutie, formados por Ben Gibbard, Chris Walla, Nick Harmer e Jason McGerr.

Já vai longe o tempo em que se ouvia falar dos Death Cab For Cutie como um grupo exclusivo de um reduto número de fãs e um dos pequenos ícones da música independente norte-americana. A popularidade crescente da banda, reforçada pelas suas participações em várias séries televisivas, os olhares dos média sob o casamento de Ben Gibbard e Zooey Deschanel e a enorme popularidade de algumas composições, apenas trouxeram maior visibilidade ao som do grupo de Bellingham. No entanto, esta massificação da imagem da banda, felizmente não prejudicou as suas composições, como comprova este Codes and Keys.
Há imenso tempo que a escrita e composição de Gibbard não se inspirava no panorama melancólico encontrado nos primeiros discos da banda, quando ela era uma espécie de projeto a solo, algo que em Transatlanticism (2003) teve o seu ponto máximo. Recordo que nesse disco houve uma grande quantidade de versos e sons que se guiavam por uma tristeza sem limites. Embora a temática depressiva ainda fosse o mote para algumas das obras recentes dos Death Cab For Cutie, como Plans (2005) e Narrow Stairs (2008), tanto as letras como a instrumentação deste novo disco mostram um novo caminho, algo que não apenas evita que o grupo caia em repetições, como torna as propostas da banda sempre inéditas.
Para este sétimo álbum, o grupo mais uma vez prima pela inovação, guiando as canções através de duas vertentes distintas, que fazem com que o som do quarteto se evidencie mais uma vez de forma nova e criativa. Salta logo ao ouvido o uso relevante de programações, efeitos, sintetizadores e o uso moderado da bateria eletrónica, o que dá ao registo uma maior aproximação ao que Gibbard faz no seu projeto paralelo, os The Postal Service. Porém, enquanto nesse projeto paralelo o som se inclina de forma expressiva para uma toada mais sintética, dentro de Codes and Keys tais elementos surgem como um complemento ao som da banda.
Esta descrição que acabo de fazer torna-se evidente logo na abertura do trabalho, através de Home Is a Fire, uma música enérgica, quase desprovida de batidas e teclados, mas com a voz carregada de efeitos. Em Some Boys ocorre o mesmo, porém de forma mais esparsa e com uma maior ligação entre a instrumentação sintética e outros sons mais orgânicos. Este cruzamento intensifica-se posteriormente em St. Peter’s Cathedral, com os toques de eletrónica a funcionarem como uma espécie de tempero às composições e inviabilizando que o som do álbum soe excessivamente similar aos registos anteriores do grupo.
A outra temática desenvolvida dentro do disco vem inserida no funcional uso das guitarras, algo que através do último álbum (Narrow Stairs) passou a contabilizar maior espaço dentro da sonoridade dos Death Cab For Cutie. Enquanto nos primeiros discos da banda as guitarras orientavam-se para uma sonoridade mais acústica, com as guitarras tocadas sem distorção, dando aos discos um caráter intimista, em Codes and Keys o som das guitarras é mais grandioso e elétrico. Neste novo álbum tudo parece melhor solucionado e os acordes soam de forma mais límpida e grandiosa, conduzindo a banda rumo a um som mais direto e eficaz.
A banda até aproveita ainda para experimentar instrumentos mais variados, como em Portable Television, uma música que soa de forma completamente distinta de algo que os Death Cab For Cutie já tenham feito antes, ou em Stay Young, Go Dancing, que mesmo guiada pela acústica, apresenta a banda de forma alegre e nada intimista, cheia de acordes ensolarados e totalmente distantes da tristeza de outras épocas.
Diferente dos demais álbuns do grupo, este sétimo disco parece-me um trabalho menos fechado, servindo quase como um ponto de partida para uma futura exploração de novas formas de fazer som. Não é o que pode ser visto como uma evolução, até porque, na minha opinião, tanto Transatlanticism quanto Plans prevalecem como os melhores registos do grupo e são discos instrumentalmente superiores a este, além de guardarem os mais belos versos já expostos pelo quarteto. Mas, Codes and Keys demonstra que um dos maiores atributos desta banda é terem o dom de se manterem fiéis à sua própria identidade sem serem repetitivos. São autênticos, mas pouco previsíveis! Cada álbum deles é uma experiência nova, e não a repetição da mesma receita. E é por isso que são, quanto a mim, uma grande banda.
Ben Gibbard e Nick Harmer poderiam muito bem deitar-se nos louros das glórias passadas, aproveitar a base de segura de fãs que a banda tem e embarcarem num disco de releitura deles próprios. Mas se tivessem tido ao longo da carreira esse tipo de atitude, provavelmente não teriam chegado a este sétimo disco.

Death Cab for Cutie – You Are A Tourist
Death Cab for Cutie – Home Is A Fire
Death Cab for Cutie – Some Boys
Death Cab for Cutie – Underneath The Sycamore
Death Cab for Cutie – St. Peter’s Cathedral
Os Tracing Arcs são de Liverpool, começaram a sua carreira já na década de noventa, mas só agora estão a atingir uma maior visiblidade com Eye See You, o seu mais recente EP. A banda é constituida por Fran Kapelle, que trabalhou como cantora com vários artistas (Brian Kennedy, Ian Shaw, Eddie Reader, Mary Coughlan e Grimes Carol), Paul Addie, Violet Williams e Terry Pack, anterior baixista dos The Enid e que também já tocou com Johnny Marrs e alguns dos melhores artistas de jazz do Reino Unido e Europa.

Assim que comecei a ouvir o EP, imediatamente percebi que esta banda consumiu o Blue Lines e o 100th Window dos Massive Attack até à exaustão, com algumas pausas de desenjoo no leitor com discos dos Zero 7 e dos Cinematic Orchestra. No entanto, e segundo a crítica que li, o som dos Tracing Arcs resulta de uma conspiração para misturar o período mais eléctrico do trompetista e compositor Miles Davis, a beleza frágil de David Sylvian, as aventuras sonoras de Brian Eno, Jon Hassel, e Michael Brook e o jazz exploratório de John Martyn.
Segundo a crença popular, a beleza está nos olhos de quem vê. Para alguns, esse conceito tem a ver com simplicidade, perfeição e ser-se dotado uma aparência impecável. Outros acham que a beleza se encontra nos momentos genuínos e a beleza musical dos Tracing Arcs acontece porque eles conciliam autenticidade sonora com um enorme bom gostomusical. Logo que as primeiras notas do EP começaram a martelar os meus ouvidos, uma espécie de filme noir, carregado de glamour, começou a rolar aqui dentro. Os acordes jazzísticos e o baixo profundo ajudam a esboçar um mundo cheio de subtileza que nos deixa enfeitiçado quando a voz subtil e sedutora de Fran Kapelle entra em cena.
Quaisquer que sejam as descobertas musicais que se façam, o que fica sempre marcado na nossa memória musical à posteriori da audição, é provocado por algo inovador e único. Ou então essa mesma audição faz-nos voltar à tona um tipo de sonoridade que em tempos nos atraiu imenso e que depois deixou de se ouvir. Foi este o duplo efeito que Eye See You teve em mim.
Em jeito de curiosidade acrescento que os Tracing Arcs já foram solicitados para escrever música para dança contemporânea e para teatro. Algumas das suas obras musicais puderam ser ouvidas no Riverside Theatre em Londres e outros teatros no sudeste da Inglaterra. Espero que aprecies a sugestão...

Deep Breath
Consequence of Love
Pebbles & Weed
So Beautiful
Sheep & tides (for Big Al)
Wildworld
Recovery
Volto a Três De Rajada..., que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova, lançada hoje no mercado discográfico. Esta semana destaco Bright Eyes, Grouplove e Guillemots. Toca a ouvir e a tirar ilações...
Bright Eyes - Jejune Stars
Divulgo hoje mais um daqueles segredos recentes e, para já, muito bem guardados ou, infelizmente, bastante mal divulgados.
Lançado no passado dia nove de maio, este EP homónimo, assinado por IKE., um músico natural de Pittsburgh, na Pensilvânia, é constituído por cinco músicas cujo ambiente sonoro gravita em torno do blues e da soul, conjugados com um traço sonoro de modernidade fornecido pela eletrónica. O meu grande destaque é Focus On Concentrate, mas vale a pena ouvir atentamente e descobrir todo o disco. Espero que aprecies a sugestão...

Change option
Koenig
Beautiful DANCE
Focus On Concentrate
Fuck The Fox
Algumas semanas após o último texto sobre o tema, estou de volta ao cinema e hoje para destacar aquela que é para mim a estreia da semana e e um dos filmes que mais aguardava que chegasse às salas de projeção. Refiro-me a The Way Back (Rumo à Liberdade), do realizador Peter Weir (A Testemunha, Master and Commander – O Lado Longínquo do Mundo e O Clube dos Poetas Mortos).

A narrativa de The Way Back é baseada em fatos verídicos e passa-se em plena segunda guerra mundial, mas não é esse o tema central do filme. É uma aventura que relata a fuga de um pequeno grupo de prisioneiros de várias nacionalidades de um gulag na Sibéria em 1940, bem como a sua jornada de vida ao longo de milhares de quilómetros por cinco países hostis. Pessoalmente e além da aventura em si que deverá ter boas sequências de puro entertenimento, importa-me perceber de que forma é retratado um dos regimes totalitários mais violentos da história, contemporâneo ao nazismo hitleriano, mas que certamente não lhe ficou atrás nos horrores e no desejo de domínio através da submissão e do terror. Fica a sinopse;
Inspirado no aclamado romance de Slavomir Rawicz, The Long Walk: The True Story of a Trek to Freedom, bem como em outros relatos da vida real, o realizador nomeado para 6 Óscares Peter Weir (A Testemunha, Master and Commander – O Lado Longínquo do Mundo e O Clube dos Poetas Mortos) traz-nos The Way Back, uma marcante aventura que relata a fuga de um pequeno grupo de prisioneiros de várias nacionalidades de um gulag na Sibéria em 1940, bem como a sua jornada de vida ao longo de milhares de quilómetros por cinco países hostis. The Way Back conta com Ed Harris, Colin Farrell, Jim Sturgess, Saoirse Ronan e Mark Strong, nos principais papéis. O filme é produzido por Joni Levin, Peter Weir, Duncan Henderson e Nigel Sinclair, com argumento de Peter Weir e Keith Clarke.
Intérpretes: Colin Farrell, Ed Harris, Jim Sturgess, Mark Strong, Saoirse Ronan
Realização: Peter Weir
Distribuido em Portugal por: ZON Lusomundo Audiovisuais
Género: Ação/Aventura, Drama
Ficha Técnica:Duração: 2h13m | Origem: EUA, 2010
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