Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

Bibio - Mind Bokeh

Stephen Wilkinson é um produtor britânico de West Midlands e que assina como BibioApós o lançamento de três álbuns quase em simultâneo em 2009(Vignetting the Compost, Ambivalence Avenue e The Apple and the Tooth), Wilkinson regressou com Mind Bokeh, o sexto álbum da sua carreira, através da Warp Records.

Wilkinson desenvolveu uma paixão enorme pela música experimental durante o período que passou na Middlesex University, em Londres, onde estudou artes. Acabou por desenvolver o sue próprio estilo musical, e hoje é um produtor que sabe trabalhar a música eletrónica e os seus contornos ambientais como ninguém. É recorrente nas suas músicas escutar melodias de guitarras distorcidas e sons ambiente sintetizados, o que faz com que muitos críticos classifiquem a sua música como uma electrónica híbrida, dance music inteligente e folk music.

Depois da boa receção dos discos de 2009, nomeadamente o Ambivalence AvenueMind Bokeh é outro excelente disco. Acabo de o ouvir e gostei; É um disco feito com músicas carregadas de detalhes deliciosos, colagens de sons, batidas lo-fi e uma mescla de instrumentação acústica e eletrónica que pintam um cenário musical excêntrico, minimalista e divertido. A faixa Pretentious é um bom exemplo do que digo; Começa com alguns acordes desordenados de uma harpa que logo se transformam num solo de reggae, depois entra a voz, a batida altera-se, ouve-se uma guitarra e teclados ao fundo, até que um saxofone melancólico assume a canção. Mesmo nas músicas mais curtas do disco, como Feminine Eye, Bibio coloca bastantes elementos, formas e sons, para dar origem à composição. Artists’ Valley é outra música que dá para perceber como os elementos se encaixam de maneira precisa, por mais estranhos que sejam. Light Sleep é uma espécie de música jazz eletrónica e explosiva, perfeita para as pistas de dança, assim como Ambivalence Avenue e Take Off Your Shirt, músicas onde Bibio optou pela inclusão de sons mais comerciais. Em suma, duas faixas que mostram o lado mais popular do produtor britânico. K Is For Kelson é um dos momentos mais virtuosos do disco e o meu preferido. Valendo-se do uso de uma instrumentação ensolarada que me faz lembrar aquelas típicas aberturas de desenhos animados, a faixa vem repleta de sons variados, que vão desde uma percussão muito bem construída até à inclusão de um berimbau. Delicioso...

Quem achar que deve evitar Mind Bokeh por achar que se trata de mais um disco de chillout, estilo música de elevador, vai cometer um grande erro. Embora venha embrulhado numa gama de elementos acústicos e suavizados, há também a inclusão de faixas dotadas de um ritmo mais dançante, quente e pouco comportado.

Ao longo dos quase dez anos de carreira como produtor, Stephen Wilkinson foi-se aprofundando no desenvolvimento de canções mais comerciais e menos voltada para a folk, a eletrónica e a música ambiente e com Mind Bokeh pode-se dizer finalmente que conseguiu cimentar um tipo de som próprio. O disco saiu a 28 de março nos Estados Unidos e na passada segunda-feira na Europa e resto do Mundo. Confere a tracklist;

01. Excuses
02. Pretentious

03. Anything New
04. Wake Up!
05. Light Seep
06. Take Off Your Shirt
07. Artists’ Valley
08. K Is for Kelson
09. Mind Bokeh

10. More Excuses
11. Feminine Eye
12. Saint Christopher

 

 

Discografia de Bibio:

fi (2005, Mush Records)

Hand Cranked (2006, Mush Records)

Vignetting the Compost (2009, Mush Records)

Ambivalence Avenue (2009, Warp Records)

The Apple and the Tooth (2009, Warp Records)

Mind Bokeh (2011, Warp Records)

 

http://www.myspace.com/mrbibio


autor stipe07 às 22:46
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

The Pigeon Detectives – Up, Guards and At ‘Em!

E como o prometido é devido, vou hoje falar de um disco que mereceu a minha audição atenta nos últimos dias. Up, Guards and At ‘Em! é o nome do trabalho que marca os regresso dos The Pigeon Detectives aos discos, após Emergency (2008) e chegou ao mercado na passada segunda feira, assinado pelo produtor Justin Gerrish (Glasvegas, Vampire Weekend e Weezer). Como referi na semana passada, este quinteto inglês constituido por Matt Bowman (voz), Oliver Main (guitarra), Ryan Wilson (guitarra), Dave Best (baixo) e Jimmi Naylor (bateria), soube proporcionar bons momentos logo no disco de estreia, o divertido Wait For Me (2007). O mesmo já não pode ser dito de Emergency; No entanto, para o terceiro disco, o grupo de Rothwell parece ter regressado às origens.

Este sentimento de renovação deve ser encarado com ponderação, até porque não se pode esperar muito mais de um grupo que nunca foi realmente grande. Para os padrões da banda, Up, Guards And At ‘Em! (2011) é talvez o ponto de maturidade do quinteto. Não há a mesma energia punk do disco de estreia, mas se a bitola mais ou menos servir, o mais acaba indubitavelmente por prevalecer.

Diferente de outros grupos ingleses do género, como os We Are Scientists, The Rascals e British Sea Power, que surpreenderam o mundo com os álbuns de estreia e depois afundaram-se no sempre difícil segundo disco, os The Pigeons Detectives conseguem dar aqui um novo impulso à carreira, sendo visível que tentam encontrar um equilibrio entre o seu passado e novos rumos. Em suma, há aqui um paralelismo com o próprio futuro da música rock indie e alternativa; Que fazer com as guitarras? Usar acordes essencialmente eletrónicos, ou abusar de solos parecidos com as bandas de hard rock dos anos 70?

É esta a dicotomia que movimenta o álbum, evidente em canções contagiantes como Done In Secret (aquele refrão é digno dos britânicos), What You Gonna Do? (para cantar bem alto) e principalmente She Wants Me, a faixa de abertura e que coloca logo as batidas eletrónicas lado a lado com as guitarras. A instrumentação organizada de forma crescente e a boa voz de Bowman trazem ao disco uma aura britpop e se o grupo continuar assim é certo que ainda teremos bons discos dos The Pigeon Detectives daqui em diante; Amadurecer é necessário e os britânicos fazem isso com perspicácia.

Resumindo, quando a chamada era Arctic Monkeys foi ditada pela imprensa na década passada, várias bandas seguiram o rumo das guitarras rápidas e melodias joviais, mas pouquíssimas conquistaram uma posição de destaque. Em 2010, os Wombats, quanto a mim, fizeram-no muito bem quando testaram uma sonoridade mais dançante, à The Killers, em Tokyo (Vampires & Wolves). Os The Pigeon Detectives também conseguiram com este Up, Guards and At ‘Em! chegar lá perto...

Confere a tracklisting e o vídeo de She Wants Me.

She Wants Me
Lost

What Can I Say?
Need To Know This
Done In Secret
What You Gonna Do?
Turn Out The Lights
Through The Door
Go At It Completely
I Don’t Know You

 

 

http://www.thepigeondetectives.com


autor stipe07 às 22:03
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Terça-feira, 5 de Abril de 2011

R.E.M. - 05.04.1980

Todas as grandes bandas que marcaram a  história e a cultura contemporâneas têm uma história quase sempre curiosa para contar; E os R.E.M. não são exceção!

No dia 5 de abril de 1980, Michael Stipe, Peter Buck, Mike Mills e Bill Berry subiram pela primeira vez a um palco. Era o dia da festa de aniversário de Kathleen O’Brien, namorada de Bill Berry e o cenário estava montado na igreja St. Mary’s Episcopal Church, em Athens, terra natal da banda. Durante duas horas, os ainda Twisted Kite tocaram alguns originais, mas também versões, das quais se destacaram  a God Save the Queen, dos Sex Pistols e Roadrunner, um original de Jonathan Richman.

Naquele início da década de oitenta, estes quatro rapazes ainda não tinham a noção do que iria ser o seu futuro e de como iriam ser importantes para a história da música e da cultura. Buck e Stipe tinham-se conhecido devido ao interesse de ambos pela música; O primeiro trabalhava na Wuxtry, uma loja de discos de Athens e Stipe era um estudante universitário de artes. Depois da dupla travar amizade com outros dois estudantes da Universidade da Georgia (Mike MillsBill Berry), formaram a banda que iria salvar o rock n'roll da invasão dos sintetizadores, típicos do início da década de 80. Já ensaiavam juntos há meses, Stipe tinha algumas letras escritas e nesse dia, depois de acharem que tinha chegado o momento, deram esse histórico concerto.
 
Loja de discos Wustry, em Athens
 
O concerto correu tão bem que Jefferson Holt, colega de Buck na loja de discos e presente na plateia, resolveu nesse dia mudar-se de Chapel Hill, Carolina do Norte, para se tornar no primeiro manager dos entretanto batizados R.E.M.. A banda tornou-se rapidamente na principal atração de Athens e do rock alternativo americano; Poucos meses depois andavam a tocar pelos Estados Unidos e na Europa para se tornarem, até ao final dessa década, numa das maiores bandas do mundo.
 
St. Mary’s Episcopal Church
 
E tudo começou naquela histórica igreja. Os anos foram passando e enquanto os R.EM. encontravam fama e fortuna, a St. Mary's Church definhava, tendo sido quase demolida em 1990 para dar lugar a um condomínio. E em janeiro de 2011, ou seja, vinte e um anos depois deste primeiro aviso, a igreja está novamente ameaçada e pelo mesmo motivo. Para provar o quanto os R.E.M. representam para a cultura de Athens, o jornal local Athens Banner Herald escreveu pouco dias depois: So, with a demolition permit pending after the Steeplechase Condominium Association – which owns the steeple as part of the adjacent condominium development – voted to destroy the structure, it might be time for historic preservationists, music fans and others in the community with an interest in keeping that part of the community’s heritage alive, to start looking at alternative means of allowing the steeple to remain a physical presence here.
 
Chronic Town LP
 
Chuck Jones, responsável pela Visitors Bureau (junta de turismo) de Athens acrescentou, no mesmo artigo, que existem muitos turistas que vêm de todo o mundo a Athens por causa da banda de Michael Stipe e para conhecerem a escultura fotografada na capa do LP de estreia da banda, Chronic Town, a ponte que ilustra a contracapa de Murmur, primeiro disco da banda, a loja Wuxtry Records e outros locais emblemáticos relacionados com a história dos R.E.M., incluindo a igreja de St. Mary's. Existe mesmo um roteiro específico para visitar Athens com o firme propósito de conhecer os locais mais emblemáticos da história desta banda e que espero percorrer um dia.
Trinta e um anos depois do primeiro concerto, os R.E.M. lançaram há poucas semanas o seu décimo quinto disco de originais, não se vislumbra, felizmente, o ocaso da sua história e foi para mim um privilégio tremendo acompanhar de forma tão apaixonada e emocionada o percurso singular desta banda nestes últimos 20 anos, que espero prolongarem-se por outros tantos.
Contracapa de Murmur
  
Foto recente da ponte fotograda na contracapa de Murmur.

autor stipe07 às 18:29
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Sugiro XI

Matt & Kim - Cameras

 

Datarock - Catcher In The Rye

 

Ponytail - Easy Peasy

 

Eddie Vedder - Longing To Belong

 

Coma Cinema - Business As Usual

 

Sergio Mendes - Mas Que Nada (Rio Soundtrack)

 

Austra - Beat and the Pulse

 

Panda Bear - Last Night At The Jetty

 

Adriana Calcanhoto - Eu vivo a sorrir

 

The Felt - Enjoy The Silence (Depeche Mode Cover)

 

The Amusements - The Trip

 

The Friend - New Berlin Wall

 

Coldplay - One I Love

 

Fucked Up - The Other Shoe

 

Holy Ghost! - Wait & See

 

Paper Crows - Fingertips (Acoustic)

 

AlunaGeorge - Disobey

 

The Fearless Vampire Killers - For You & Me

 

Okkervil River - Wake And Be Fine

 

SuperDre - Ghetto Circus


autor stipe07 às 22:01
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3 de rajada... XXII

Numa nova segunda feira recheada de novos lançamentos, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Esta semana sugiro Architecture In Helsinki, Flashguns e novamente Oh Land. Confere...

 

Architecture In HelsinkiContact High - Download
 

Uma das minhas bandas pop indie preferidas são, sem dúvida, os australianos Architecture In Helsinki, que têm disco novo, quatro anos após Places Like This, arrumado algures na escadaria lá de casa juntamente com a restante discografia da banda. Moment Bends sai a 8 de abril na Austrália e três dias depois no resto do mundo. Contact High é o single de estreia e uma música electro pop borbulhante que soa pouco ao que já fizeram antes, adivinhando uma nova mudança de rumo na osnoridade do grupo. Vou tentar ouvir o resto do disco durante a semana...

Entretanto, a música caiu na mesa de mistura dos ingleses Clock Opera e ganhou ainda mais vida, com vocalizações distorcidas e suavizadas a dar espaço a uma batida disco em espirais reluzentes, numa excelente remistura.


 

 

Flashguns – Passions Of A Different Kind

Os Flashguns vêm de Londres e vão lançar o seu álbum de estreia, pela Friends Vs Records, ainda este verão, batizado com o nome deste single de estreia lançado hoje. Entretanto já andem na estrada com os Bombay Bicycle Club. Os Flashguns fizeram-me logo lembrar os Arctic Monkeys e parecem-me ser mais uma nova banda indie a seguir com alguma atenção.

 

 

Oh LandVoodoo

 

Oh Land, projeto musical eletropop da dinamarquesa Nanna Øland Fabricius, residente em NY, já tinha sido citada em 3 de rajada... quando apresentei o lançamento de Wolf And I que, tal como este Voodoo, dançante e pegajoso, faz parte do seu disco de estreia homónimo. É cada vez mais fácil comparar o trabalho de Nanna com o da britânica Lily Allen, seja pelas letras ou pela sonoridade bem similar.

 

Alguns discos lançados hoje...

Bell X1 – 'Bloodless Coup'
The Blackout – 'Hope'
Tim Booth – 'Love Life'
Braids – 'Native Speaker'
Bill Callahan – 'Apocalypse'
Cold Cave – 'Cherish The Light Years'
Glasvegas – 'EUPHORIC /// HEARTBREAK \\\'
The Kills – 'Blood Pressures'
Mountain Goats – 'All Eternals Deck'
Pigeon Detectives – 'Up, Guards And At Em!
Raphael Saadiq – 'Stone Rollin'
The Raveonettes – 'Raven In The Grave'
South Central – 'Society Of The Spectacle'
Stanton Warriors – 'The Warriors'
Young Knives – 'Ornaments From The Silver Arcade'


autor stipe07 às 19:53
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Radioseven - Stellar Cartographer 7

 

Radioseven é um produtor de identidade desconhecida e que diz preferir manter o anonimato para que nos mantenhamos focados na sua música. Desconfio que seja alguém bastante conhecido e que faça disto um projeto verdadeiramente alternativo. Seja como for, este produtor incógnito acaba de lançar o segundo EP deste projeto em 2011. O disco chama-se Stellar Cartographer 7" e sucede a Radioseven lançado no início do ano. Ambos os EPs têm feito furor na blogosfera.

O EP tem apenas duas faixas, instrumentais, cuja sonoridade  oscila entre a eletrónica e o post rock. De salientar que a segunda música usa samples de um episódio da série Star Trek. Recomendo a audição do EP com headphones e espero que apreciem a sugestão...

 

"Stellar Cartographer I"- Radioseven from Stellar Cartographer 7'' (2011)
"Stellar Cartographer II"- Radioseven from Stellar Cartographer 7'' (2011)
"Hopeful" - Radioseven from Radioseven EP (2011)
 

New Music

 

 
1.
   
 
2.
   

 

FREE DOWNLOAD: bit.ly/stellar-cartographer-final

radiosevenmusic.tumblr.com
twitter.com/radiosevenmusic


autor stipe07 às 21:03
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