Quinta-feira, 31 de Março de 2011

O fim anunciado do que foi um quase colapso!

Numa época de dificuldades extremas em toda a europa ocidental e em particular no nosso país, existe uma pequena ilha no norte da europa, junto ao círculo polar ártico, que há três anos passou também por tremendas dificuldades económicas e que neste momento está em avançado estado de recuperação, não só da sua economia como da sua própria auto estima. Se essa realidade não serviu de lição para o resto da europa, como forma de prevenção desta crise profunda que todos atravessamos, parece-me que as soluções encontradas por esse povo para recuperarem também não está a fazer escola. Como já devem ter percebido, refiro-me ao exemplo da Islândia.

A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a esquemas bancários e que guindaram esse país falaciosamente até ao décimo terceiro lugar no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o quadragésimo lugar).

Como todos sabemos, a Islândia atravessou uma grande crise económica e social em 2008. Neste momento e como referi, já vê a luz ao fundo do túnel e aproveitou a janela de oportunidade que se abriu com a crise para reestruturar os fundamentos de toda a sua sociedade. Alteraram a constituição e reinventaram a sua própria democracia sem o resto do mundo dar por isso, em parte devido à habitual discrição deste povo, mas também, acredito, por embaraço ou pressão dos governos ocidentais, que rapidamente devem ter percebido que a fórmula encontrada por este povo, alastrando às restantes sociedades europeias, poderia representar um enorme perigo para o status quo instalado. Portanto, é espantoso perceber como a imprensa ocidental ignorou todas estas mudanças e nenhum meio de comunicação de relevo deu informações no momento, pelo menos que me tenha apercebido (e pessoalmente sou uma pessoa bastante atenta a tudo o que diz respeito à islândia). Nos próprios motores de pesquisa da internet é difícil encontrar artigos sobre o tema. E a história recente do país conta-se facilmente...

No auge da crise, em 2008, o povo começou por correr com a direita do poder, sitiando pacificamente o palácio presidencial e também dispensou a esquerda liberal porque se propunha a pôr em prática a mesma política que a direita tinha implementado. De seguida, o mesmo povo pediu e impôs um referendo para determinar se os bancos, que pela sua irresponsabilidade mergulharam o país na crise, deviam ser reembolsados das suas perdas em bolsa, por acharem que os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos acionistas dos Bancos e seus credores. Uma vitória de 93% impôs o não reembolso dos bancos e levou à nacionalização das três principais instituições financeiras do país.

De seguida, as eleições legislativas de 2009, que se realizaram na mítica data de 25 de abril, levaram ao poder uma coligação de esquerda formada por uma aliança de partidos constituída por social-democratas, ex-comunistas e pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-ministro. Logo aí ficou também decidida a necessidade de aprovar uma nova constituição, acabar com a economia especulativa do passado em favor de outra produtiva e exportadora e tentar ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer.

O culminar deste processo revolucionário sucedeu então no dia vinte e sete de novembro do ano seguinte, quando foi eleita uma assembleia constituinte composta por vinte e cinco simples cidadãos eleitos pelos seus pares e com o objectivo de reescrever a tal nova constituição e subsituir a que já vigorava desde 1944. O novo documento foi pouco tempo depois aprovado e contem certamente lições da crise financeira que tinha atingido em cheio o país.

Após este processo politico, iniciaram-se as indispensáveis reformas de fundo, com o inevitável aumento de impostos, mas amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não colocar à margem os serviços públicos e graças a esta nova política de não pactuar com os antigos interesses neoliberais da banca e com o formato do actual capitalismo, a Islândia conseguiu sair da recessão por volta do terceiro trimestre de 2010.

Hoje os islandeses sabem que não estão a sustentar banqueiros corruptos nem a cobrir as fraudes com que durante anos esses banqueiros acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à banca europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o actual governo está a trabalhar para eles e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado. Em suma, os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Resumindo, quando por toda a europa a crise está instalada e tornou-se claro que tal se deve ao facto de os povos terem sido sufocados pelo garrote capitalista e aprisionados pela banca e as agências de especulação que visam apenas o lucro dos seus acionistas, a realidade actual da Islândia desvenda-nos uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e sobretudo de dar um exemplo concreto às crises que inflamam por toda a europa que é possível a reconquista democrática e colocar no poder cidadãos cuja missão seja estar ao serviço da população.

A Islândia ainda será hoje um país repleto de incertezas e preocupações quanto ao seu futuro. Certamente ainda vive num ambiente de crise, até porque a conjuntura mundial não ajuda e a economia da ilha depende em grande parte da exportação dos seus recursos naturais e do turismo; No entanto já vêm a luz ao fundo do túnel, estão no caminho correto e estou certo que alguns ensinamentos deveriam ser retirados da sua experiência.

 

Fontes:

http://www.cadtm.org/Quand-l-Islande-reinvente-la

http://www.parisseveille.info/quand-l-islande-reinvente-la,2643.html


autor stipe07 às 22:17
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

DannielRadall - Pardo

DanielRadall é um produtor mexicano, natural de Guadalajara e que se deu a conhecer em 2010 com o EP La Femme. Ainda nesse ano fez uma remistura para Running Out Of You dos gregos Keep Shelly In Athens e agora, no passado dia 21 de março, lançou Pardo o seu disco de estreia, através da AMDISCS Futures Reserve.

 

DanielRadall é mais um músico e produtor em início de carreira, mas vincadamente revivalista. Durante os cerca de trinta minutos de Pardo, composto por nove temas com verdadeiras pérolas glam como Fleeting Romance, DannielRadall viaja do eletropop ao rap, passando pela synthpop e tudo adornado com pinceladas de funk e até hip hop. O músico revela-se pois uma espécie de produtor camaleão, mudando de sonoridade ao longo das músicas, mas mantendo sempre uma estranha sensação de frescura e que a mim, pessoalmente, transportou-me até aos ambientes típicos da mitica série Miami Vice.

Pardo foi produzido e misturado no Desastre Nacional Studio em El Salto, Jalisco por Armando Calderón e o  próprio DanielRadall. Jae Wheeler participa na voz de Damages, tendo também sido o autor da letra da canção. Espero que apreciem a sugestão..

 

 
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Pardo 02:04
 
 
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mp3: DannielRadall – Broke and Broken

 

mp3: DannielRadall – Fleeting Romance

 

Free Download: http://www.filesonic.com/file/212462801/Dannie.zip


autor stipe07 às 22:10
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Adriana Calcanhoto - O Micróbio do Samba

 

Como boa brasileira que é, Adriana Calcanhoto não renega a salutar enzima que todos os nativos das terras de Vera Cruz carregam no seu ADN e apesar de sempre ter afirmado não querer ser sambista, está de volta com um novo disco onde o micróbio que o intoxica é esse mesmo samba.

Um dia, ao ler um texto de um autor brasileiro chamado Lupicínio e de onde tirou o título deste novo álbum, Adriana percebeu que toda a música que fazia vinha do samba, assim como a sua perceção do ambiente sonoro do mundo e dos ruídos, ou seja, nunca tendo feito um disco de samba, percebeu que este género musical esteve sempre lá. Assim e como a autora até já vinha a compor sambas há alguns anos, acabou por ter o impulso de os juntar, ver o que valiam, acabando por criar assim um disco singular, com doze sambas escritos por ela.

Em O Micróbio do Samba, lançado no passado dia 21 de março pela Arthouse/Valentim de Carvalho Multimédia em Portugal e pela Minha Música/Sony no Brasil, Adriana assina um disco simples, mas inspirado e fresco. E sem contrariar as bases musicais do samba criou um conjunto de histórias sobre mulheres e um homem, que ela encarna nas várias músicas, porque eu, que já lidei com o samba, sei que na raíz deste género musical reside quase sempre uma espécie de teatro de personagens e histórias.

Adriana também se assume neste disco como multi-instrumentista, tocando violão, guitarra elétrica e outros instrumentos tão peculiares como uma bandeja de chá ou uma caixa de fósforos. Acompanham-na nesta aventura inusitada Domenico Lancellotti nos instrumentos de percussão e Alberto Continentino no contrabaixo. Pontualmente também aparecem Rodrigo Amarante na guitarra, Moreno Veloso a tocar com um prato e uma faca e Davi Morais na guitarra, cavaquinho e viola. Com este disco Adriana Calcanhoto dá um passo em frente na sua carreira como compositora popular e a canção brasileira encontrou mais uma compositora e letrista notável e sofisticada.

O samba fez durante alguns anos parte da minha vida. O Micróbio do Samba já mereceu a minha audição atenta e foi com enorme satisfação que me deixei surpreender por este excelente disco que recomendo vivamente a todos os que apreciam esta autora, este género musical e a música brasileira em geral.

As 12 canções serão apresentadas ao vivo em Portugal, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 6 e 7 de maio e na Casa da Música, no Porto, a 9 de maio.

Eu vivo a sorrir

Aquele plano para me esquecer

Pode se remoer

Mais perfumado

Beijo sem

Já reparo?

Vai saber?

Vem ver

Tão chic

Deixa, Gueixa

Você disse não lembrar

Tá na minha hora


autor stipe07 às 22:20
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

3 de rajada... XXI

Em dia de novos lançamentos, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Esta semana sugiro Pigeon Detectives, Panda Bear e The Hoosiers. Confere...

Pigeon Detectives - Done In Secret

 

Em 2007 os The Pigeon Detectives lançaram Wait For Me, um dos álbuns mais divertidos desse ano e em 2008, Emergency, o maldito segundo álbum, insonso e pouco energético, de acordo com a crítica. Três anos depois, o quinteto inglês de Leeds está de volta com Up, Guards And At ‘Em!, gravado em Brooklyn, NY e produzido por Cenzo Townshend. O álbum chega às lojas a quatro de abril e o primeiro single, Done In Secret, foi lançado hoje. Este disco irá merecer a minha audição durante a semana.

 

Panda Bear - Last Night At The Jetty


Já têm vários meses os rumores e a curiosidade em redor do sucessor de Person Pitch. A anteceder o novo disco de Panda Bear têm sido editados vários singles, apresentadas novas canções ao vivo e publicados excertos de concertos por Noah Lennox no youtube. Tomboy, o disco que já referi em tempos AQUI, apenas será oficialmente conhecido a 12 de Abril pela editora dos Animal Collective, a Paw Tracks. Enquanto tal não acontece, surge o terceiro single,  Last Night at the Jetty. Com as harmoniosas vocalizações típicas deste benfiquista ferrenho, Panda Bear continua a produzir singles fantásticos, desta vez com a canção mais melódica e pop das que já foram divulgadas de Tomboy, que promete ser um dos melhores lançamentos do ano.

Panda Bear – Last Night At The Jetty

 

The Hoosiers - Bumpy Ride

Os The Hoosiers são uma banda inglesa de indie pop e música alternativa, conhecida por ter influências de bandas como Electric Light Orchestra e os The Cure. Bumpy Ride é o single de avanço para The Illusion of Safety, o segundo disco do grupo, que chegará às lojas a dezasseis de agosto.

 

 

Os meus destaques dos álbuns lançados hoje:
Sara Kempe – Let Me Fly
Ladytron – Best Of Ladytron: 2000 – 2010
The Pains Of Being Pure At Heart – Belong
Panic! At The Disco – Vices And Virtues
Peter Bjorn And John – Gimme Some
Radiohead – The King Of Limbs


autor stipe07 às 22:30
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The Universal Sigh vs RecordStoreDay

No dia em que os Radiohead voltaram a inovar, foi anunciada a data de divulgação de mais dois inéditos da banda.

Começando pelo início, hoje, no dia em que a edição física de The King of Limbs chegou ao mercado, foi distribuido gratuitamente em cerca de sessenta cidades do mundo inteiro o jornal The Universal Sigh e Thom Yorke fez uma aparição surpresa em Londres, esta manhã, no papel de ardina. No site oficial da iniciativa é possível ver algumas fotos do evento e testemunhar a alegria dos fãs que tiveram o privilégio de conseguir um exemplar.


Ainda hoje, os Radiohead anunciaram que vão participar no Record Store Day, evento ao qual já fiz referência e que em 2010 celebrizou-se pelo lançamento de um inédito dos Blur. Assim, a dezasseis de abril, vão lançar duas novas canções numa edição limitada a duas mil cópias e em vinil. As músicas chamam-se Supercollider e The Butcher.

Os Beastie Boys, Tinie Tempah, Gorillaz e Jack White são outras bandas e artistas que preparam o lançamento de inéditos para esse dia. No site do evento poderás saber todos os detalhes.

autor stipe07 às 22:09
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Sábado, 26 de Março de 2011

Lesbian Rainbows

Em Castelo de Paiva há um novo projeto musical alternativo e experimental a despontar. Gostam de se considerar um power duo, chamam-se Lesbian Rainbows e são formados por André Fernandes (Irmãos Brothers, Ghost Orchid) na bateria e Rui Martelo (Blackswan, Irmãos Brothers, TV Paranoia) no baixo e voz.

Esta banda está a dar os primeiros passos, talvez não tenha ainda percebido claramente o seu rumo, mas já estão a gravar o EP de estreia para a Abutre Netlabel. Há poucos dias divulgaram um stúdio report  dessa gravação centrado nas suas próprias personagens e que clarifica o que os move e impele a fazer música em Castelo de Paiva e no mundo em que vivemos. A paixão pura e simples pela música enquanto forma de arte, sem pretensiosismos comerciais, para já, parece ser a grande catalisadora deste projeto. Esse mini-documentário pode ser visto aqui.

Entretanto coloquei algumas questões aos Lesbian Rainbows que foram respondidas pelo Rui Martelo...

 

-Como surgiu o conceito Lesbian Rainbows? Só os dois... Porquê?
Esta ideia advem em parte da minha necessidade de estar envolvido em "cenas" musicais diferentes! Por outro lado o baixo sempre foi o meu instrumento de eleição e que teve a minha maior dedicação. Surge então este novo projecto para saciar a minha vontade de voltar a "estrada" de baixo em punho e debitar rock n'roll.
Somos só dois pelo facto de querer fazer algo diferente e mais cru. Na maioria das bandas rock tens aquele standard de formação em que precisas sempre de uma guitarra no minimo, aqui trata-se de dizer que para se fazer rock n'roll não necessitas obrigatoriamente de uma guitarra.


Já é possível definir a sonoridade deste projeto?
Bem, isso, como deves imaginar, está tudo verdinho ainda, o que não quer dizer que seja mau. Sinto que muita coisa pode vir a mudar com o passar do tempo pois nunca compus com o baixo. Normalmente para fazer um tema pego na guitarra e começo a "destroçar" riffs até a coisa se ir construido. Em Lesbian Rainbows a ideia é diferente porque pego no baixo e sei que ao longo do tempo a minha maneira de fazer temas com raiz no baixo vai mudar.
A sonoridade? Imagina pegares nos Queens of the Stone Age e nos Death from Above 1979, coloca-os dentro de uma panela, agora liga ao Mr. Lucifer e diz lhe para ele pegar fogo a cozinha!! eheheh!
É uma especie de "Evil" Rock n'Roll, mas tem secções mais sludge e psicadélicas também.


Estão a gravar um EP; Podem dar detalhes? (Título, músicas incluídas, se são originais, versões...)
Neste momento estamos a gravar um single para sair com videoclip. As restantes musicas do EP ainda estão em fase de pré-produção e so entram em estúdio mais tarde. Os temas são todos originais.


O Lesbian Rainbows é apenas um projeto paralelo visto estarem ambos envolvidos noutros grupos e projetos, ou tem ambições mais sérias?
Este projecto tem ambições mais sérias. O objetivo é gravar o EP e promovê-lo com uma boa tour por esse underground (ou não) fora. Depois logo se vê. Mas não é para ir parar á gaveta, isso é certo!


Como pretendem divulgar os Lesbian Rainbows e até onde pretendem chegar?

A divulgação engloba tarefas para as quais o André tem mais jeito que eu. Mas no geral vai passar por mostrar ao público a banda pela net e tocar. É o normal de hoje em dia. Vamos adocicar mais um bocadinho as coisas com videos das sessões de estúdio para a malta ver um bocadinho a realidade da banda. Bem, as ambições são grandes, mas como deves imaginar para voar alto às vezes nem precisas de ser a melhor banda do mundo; É preciso conhecer a pessoa certa, ou estar no sitio certo no momento certo e é assim que na maioria das vezes consegues abrir as grandes portas. Também há hipotese de "lamber cús".

 


Como surgiu a hipótese Abutre Netlabel?
A Abutre foi facil, o André é o big boss... eheheh!


Perspetivas de futuro...
Não olho muito para o futuro, cada vez que olho vejo tudo a ir de mal a pior, por isso abordamos a nossa "cena" dia após dia. Dessa maneira conseguimos motivação para dar os passos necessários e de uma maneira mais certeira.
Actualmente o André tem andado ocupado a fazer sound design e a promover o album de Aura e que tem obtido muito boas reviews a nivel internacional. Para os meus lados, além de Lesbian Rainbows, os Blackswan estão a produzir um álbum que sairá ainda este ano. Tenho também o meu projeto a solo (Megalodon) que está parado por falta de tempo e estado de espirito. O post rock requer de mim um estado mais "Zen" e não tão sobressaltado pelo quotidiano, que acaba por ser reflectir mais em Lesbian Rainbows.


Aproveito para partilhar links dos projetos mencionados na entrevista;

 

http://www.myspace.com/blackswanmetal

 

http://www.myspace.com/auraportugal


http://www.myspace.com/megalodonplanet

 

Irei acompanhar este projeto com interesse e prometo divulgar novidades e avanços quando for o caso; Fica o stúdio report...


autor stipe07 às 16:02
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Austra - Feel It Break

Os Austra são mais uma descoberta que fiz na minha prospeção da cena musical alternativa de Toronto, no Canadá e constituem-se como um trio: a vocalista Katie Stelmanis, o baterista Maya Postepski e o baixista Dorian Wolf.

De acordo com o myspace da banda, o disco de estreia, Feel It Break, tem lançamento agendado para dezassete de Maio, através da Domino. O álbum foi escrito quase na íntegra pela vocalista e produzido por Damian Taylor que já trabalhou com os UNKLE, The Prodigy e Bjork, entre outros.

Beat And The Pulse é o single de apresentação e foi revelado no final de 2010. Já o ouvi, assim como Lose It que me fez relembrar os melhores momentos do lado misterioso e gótico de Florence and The Machine.

Esta sonoridade intimista e eletrónica, recorda-me uma espécie de mistura entre Kate Bush e os The Knife, mas também a british new wave do início dos anos 80, da qual os Soft Cell e os Japan foram o expoente máximo. O som é um pouco escuro, mas com uma tonalidade épica e constituido por diferentes texturas, quase sempre feitas com recurso a instrumentos sintetizados. Os Austra poderão vir a ser uma das revelações de 2011...

 

01. Darken Her Horse
03. The Future
05. Spellwork
06. The Choke
07. Hate Crime
08. The Villain
09. Shoot the Water
10. The Noise
11. The Beast

autor stipe07 às 16:43
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Peter, Bjorn & John - Gimme Some

O trio indie pop sueco Peter, Bjorn & John formado por Peter Morén, Bjorn Yttling e John Eriksson  está de volta com um novo disco. Chama-se Gimme Some, foi produzido por Per Sunding que já trabalhou com os conterrâneos The Cardigans e estará disponível a 28 de Março através da Startime International. Breaker, Breaker  é o primeiro single oficial, mas já ouvi o resto do disco.

Depois de conquistarem o mundo com Writer's Block (2006) onde reinavam os assobios viciantes do eterno hit Young Folks, os Peter, Bjorn & John decidiram experimentar nos dois álbuns seguintes. O Seaside Rock (2008)  era um álbum essencialmente instrumental, mas carregado de charme e até tinha três faixas com monólogos em diferentes dialetos suecos. E o desconcertante e difícil Living Thing (2009), que quase ninguém ouviu, seguiu a mesma toada. Esses trabalhos discográficos significaram uma mudança abrupta da sonoridade pop rock dos Peter, Bjorn & John para algo meio pop e meio experimental e foram uma espécie de banho de água fria na legião de fãs que tinha sido conquistada em 2006, com muito sangue e suor.

Assim, Gimme Some marca o retorno às raízes e um regresso ao pop rock, uma tentativa de reconciliação dos Peter, Bjorn & John com os fãs. Ouve-se nas onze músicas influências da new wave e do power pop, guitarras potentes e batidas dançáveis e alguns ouvidos mais atentos irão reconhecer elementos do punk. As vocalizações também são agradáveis, as guitarras espertas e amiúde surgem algumas batidas dançantes. Acaba por ser um álbum que mistura todos os elementos que fizeram anteriormente o sucesso do trio.

Todas as músicas parecem ter sido pensadas para serem hits, começando logo por Tomorrow Has to Wait. Dig A Little Deeper contém todos os ingredientes de um bom indie pop, enquanto Second Chance e (Don't Let Them) Cool Off são pegajosas e perspicazes. Eyes é leve e ensolarada e o single Breaker, Breaker mostra o papel de Sunding na injeção de peso e sujidade no disco. O mesmo vale para Black Book e Lies, que possuem uma pitada de punk rock. May Seem Macabre e Down Like Me são levemente mais sombrias e o disco termina com a nostálgica e psicadélica I Know You Don't Love Me. Resumindo, Gimme Some não é propriamente um disco meloso e engraçadinho e tem canções arrojadas e instigantes com o propósito de agradar a todos os ouvidos. É um álbum enxuto e encorpado e que poderá servir na plenitude para a ressurreição comercial dos Peter, Bjorn & John. Se quisermos, é um álbum mais americano, single-minded, eficiente, pragmático até...

As bandas que respondem ao sucesso com discos insensatos e difíceis acabam muitas vezes por entrar num jogo que pode originar falta de visibilidade comercial (os recentes trabalhos dos MGMT e da M.I.A. são dois bons exemplos). Mas depois, se voltam a entrar nos eixos, podem obter recompensas que, mesmo nunca levando essas bandas à excelência de uns Radiohead, Wilco, Flaming Lips, pelo menos garantem uma carreira bem sucedida. E os Peter, Bjorn & John tentam em Gimme Somme voltar ao trilho certo. Depois de ter ouvido o disco, este é claramente um dos elogios que posso fazer ao mesmo...


01. Tomorrow Has To Wait
02. Dig A Little Deeper

03. Second Chance
04. Eyes
05. Breaker Breaker

06. May Seem Macabre
07. (Don't Let Them) Cool Off
08. Black Book
09. Down Like Me
10. Lies
11. I Know You Don't Love Me 


Myspace

 

Download Peter, Bjorn & John - Gimme Some (password: mp3crank.com)


autor stipe07 às 21:38
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Curtas X

Justice - Civilization

A dupla francesa Justice, de Gaspard Augé e Xavier de Rosnay irá regressar com um novo disco este ano, o segundo da banda. E já é conhecido o single Civilization, que se pode ouvir num novo comercial da Adidas.

 

The Kills - DNA

A dupla The Kills tem sido presença assídua nos últimos Curtas, à medida que vão sendo desvendados detalhes de Blood Pressures, que será lançado já no dia 4 de Abril. Depois do primeiro single, Sattelite, do qual dei conta Aqui, disponibilizaram agora para download gratuito no seu site o single DNA, que contou, nas segundas vozes, com a participação especial do grupo gospel The REV Gospel Collective.

 

Eddie Vedder - Longing To Belong

Com os Pearl Jam em modo pausa, Eddie Vedder lança em junho um disco a solo. Vai chamar-se Uke Songs e Longing to Belong é o primeiro single. Já em 2007, Eddie Vedder tinha trabalhado a solo na banda sonora de Into The Wild

 

  

White Denim - Anvil Everything

Os White Denim disponibilizaram Anvil Everything para download gratuito depois de também já o ter feito para Drug no início deste mês. Estas duas músicas fazem parte de D, o novo disco da banda, que verá a luz do dia a 6 de junho e que, de acordo com a crítica, levará os White Denim definitivamente no rumo de uma sonoridade mais dura e rock.

 

Ponytail - Easy Peasy

Em meados de 2010 o projeto Ponytail de Baltimore constituido por Jeremy Hiran, Dustin Wong, Ken Seeno e Molly Siegel, tinha anunciado uma pausa, com o propósito dos quatro músicos da banda poderem eonvolver-se noutros projetos paralelos. Felizmente a separação foi curta; Acaba de ser revelado Easy Peasy, o single de apresentação de Do Whatever You Want All The Time, o novo disco.

A música começa com um longo minuto de ruído sintetizado que vai ganhando volume devido à bateria de Jeremy, à qual são acrescentadas as guitarras de Dustin e Ken. No momento certo surge a voz de Molly Siegel e logo . A música dos Ponytail parece ser planeada a cada segundo.

 

 MP3: Ponytail: "Easy Peasy"

 

Friendly Fires - Pala

Pala, o segundo disco dos Friendly Fires já tem data de lançamento, dia 16 de maio. O disco foi produzido por Paul Epworth e gravado em Sussex, no Reino Unido e em França e Nova Iorque.
Hoje, dia 23 de março, está previsto tocarem pela primeira vez ao vivo o single Live Those Days Tonight, no talk show de Jimmy Fallon, nos Estados Unidos e deixá-lo disponível para audição em Wearefriendlyfires.com.

Pala terá as participações especiais do Harlem Gospel Choir na canção Hurting e de Alex Frankel, dos Holy Ghost, em True Love. A banda também confirmou a sua presença em Glastonbury e no Reading And Leeds Festival no próximo verão.
Fica a tracklist de Pala;

 

Live Those Days Tonight
Blue Cassette
Running Away
Hawaiian Air
Hurting
Pala
Show Me Lights
True Love
Pull Me Back To Earth
Chimes
Helpless

 

 

The National - Think You Can Wait

Os The National deram a conhecer ontem, dia 22 de março, uma nova canção intitulada Think You Can Wait. De acordo com Matt Berninger, esta canção foi escrita para fazer parte do filme Win Win, de Thomas McCarthy. E a temática do filme sobre pessoas normais que tentam todos os dias dar o seu melhor para serem felizes, inspirou a música. A canção surge nos créditos finais do filme e foi produzida por Peter Katis que já tinha trabalhado com os The National no The Boxer, tendo sido gravada no estúdio de Aaron Dessner em Brooklin, NY. A voz feminina que aparece a cantar com Matt pertence a Sharon Van Etten. No Site da banda poderás saber mais sobre esta colaboração.


autor stipe07 às 22:09
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Terça-feira, 22 de Março de 2011

Space Ghost - FSCK

O projeto Space Ghost é uma ideia de Sudi Wachspress, de 19 anos, natural de Oakland nos Estados Unidos. As suas composições têm uma sonoridade intrigante, que se inserem na música ambiente e na eletrónica, mas que vagueiam também por outros campos mais obscuros e ao mesmo tempo progressivos, sempre com uma batida aos comandos. Não sei se estou a inventar um novo género musical, mas soa-me a uma espécie de eletrónica acústica.

O EP FSCK junta as suas cinco canções mais recentes, cheias de escuridão, como se tivessem sido gravadas bem lá no fundo da nossa crosta terrestre, a soarem por cá a Efterklang, Hype Williams, Solar Bears e Vondelpark, mas também carregadas de otimismo e esperança.

Em Drome e Dome Home o hip hop é a chave mestra e o orgão bastante orgânico e as palmas alteradas dois detalhes preciosos. A faixa título FSCK está feita com a mesma atenção pelos pormenores; Incluí detalhes de voz bem construídos e uma percussão bastante vincada. Feed Me é a minha faixa preferida do LP, devido, em parte, à voz sintetizada que nos transporta logo para uma espécie de twilight zone obscura, misteriosa e nostálgica, no trilho dos melhores momentos Efterklang. Tired já é um pouco diferente, até porque tem a curiosidade de ser bastante dançável; Começa com uma batida com alguns breaks, sendo coberta depois com um teclado orgânico e ao mesmo tempo sintetizado.

Em suma, FSCK vive na ambivalência do experimentalismo, de alguém que ainda procura o melhor rumo, mas já demonstra uma consistência e maturidade apreciáveis na mistura de sons e na construção de uma identidade sonora vincada e que marcará certamente o futuro da carrreira de Space Ghost. A capa que mostra uma praia espacial é uma feliz ilustração desta espécie de dicotomia e cruzamento entre dois mundos opostos e, ao mesmo tempo, paralelos.

FSCK Cover Art

 

 
1.
Drone 03:58
 
 
2.
Dome Home 04:20
 
 
3.
FSCK 02:41
 
 
4.
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autor stipe07 às 22:12
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011

3 de rajada... XX

Em dia de novos lançamentos, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Esta semana sugiro Datarock, The Strokes e Matt & Kim. Confere... 

Datarock - Catcher In The Rye

A banda norueguesa de eletro rock Datarock, constituida pela dupla Fredrik Saroea Ketil Mosnes, anunciou o lançamento de Catcher In The Rye como o mais extravagante da história da música. O single chegado hoje ao mercado será vendido no formato de um brinquedo USB, com 4GB de memória, criado pelo designer Bryan Flinn; Além de Catcher In The Rye, inclui 110 músicas bónus, 1500 fotos, 20 vídeos e um concerto da banda (não existe gralha em nenhum número).

Aquilo que mais me interessa, que é a sonoridade de Catcher In The Rye, aproxima-se perigosamente do universo dos recém extintos LCD Soundsystem e dos The Rapture em House Of Jealous Lovers, ou seja, ainda bem que aparecem para tentar ocupar o lugar dos primeiros e, ao mesmo tempo, fazer concorrência aos segundos.

 

 

The Strokes - Under Cover Of Darkness

Já tinham passado cinco anos desde o último disco dos The Strokes, aqueles tipos considerados por muitos a salvação do rock no começo da última década. E desde que surgiram rumores de Angles, imediatamente todos aqueles que, como eu, acompanham a carreira de Casablancas e sus muchachos, se questionaram se seriam ainda capazes de criar ainda algo ao nível do primeiro disco, ou se o elevado tempo de pausa iria ser nefasto. Pessoalmente, com Under Cover Of Darkness, single lançado hoje, o melhor elogio que posso fazer é responder à dúvida com um rotundo não. Angles será mais do mesmo o que me dá uma enorme satisfação e é o melhor elogio que posso fazer ao disco. A sonoridade dos The Strokes é única e para quem gosta, quando se quer ouvir aquilo, saber em que fonte beber, agora com um reportório cada vez mais extenso, é uma bela sensação!

O título da música lançada hoje fala de escuridão, mas é algo que não é citado em nenhuma parte da mesma, que até tem um ritmo ensolarado e feliz.  Estarão os The Strokes prontos para salvar o rock de novo? Por esta amostra e pelo resto do disco, que já ouvi, parecem-me bem lançados...

 

 

Matt & Kim - Cameras

A dupla Matt & Kim resolveu partir tudo, literalmente, no vídeo de Cameras, o single lançado hoje e que faz parte de Sidewalks (2010). A filmagem mostra imagens fortes para quem não suporta ver instrumentos musicais a ser destruídos sem dó nem piedade. Apesar do desperdício, a edição ou foi muito bem elaborada, ou então os músicos sairam das filmagens para o hospital mais próximo... Confiram porque é um video muito animado!

Quanto à música, continua na linha da habitual pop deliciosa da banda, sempre marcada por excelentes arranjos de teclado e uma melodia divertida.

 

Outros singles lançados hoje;

Eliza Doolittle – Mr Medicine
Errors – 'Magna Encarta'
Panic! At The Disco – 'The Ballad Of Mona Lisa'
Pint Shot Riot – 'Somebody Save Me'
White Lies - 'Strangers'
Wolf Gang – 'Dancing With The Devil'
Young Knives – 'Love My Name'

Crystal Fighters – 'At Home'
Detroit Social Club – 'I Am Revolution'

 

E discos...

The Crookes – 'Chasing After Ghosts'
The Dears – 'Degeneration Street'
The Dodos – 'No Color'
Duran Duran – 'All You Need Is Now'
Green Day – 'Awesome As Fuck'
New York Dolls – 'Dancing Backwards In High Heels'
Joshua Radin – 'Rock & The Tide'
Rise Against – 'Endgame'
Nicole Scherzinger – 'Killer Love'
Soundgarden – 'Live On I-5'
The Strokes – 'Angles'
Yellowcard – 'When You're Through Thinking, Say Yes'


autor stipe07 às 22:52
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Domingo, 20 de Março de 2011

As Melhores Capas de Bandas Sonoras - NME

Inspirada pelo triunfo de Trent Reznor no óscar de melhor banda sonora ganho pelo filme A Rede Social, a NME resolveu tentar descobrir qual a melhor capa de sempre de uma banda sonora. Podes ver AQUI todas as propostas de capas e ficam as minhas preferidas. A Minha #1 é, por razões óbvias, Man On The Moon, de Milos Forman, banda sonora elaborada pelos R.E.M..

 

REM wrote their smash hit ‘Man On The Moon’ about US comedian Andy Kaufman, and in 1999 they took their obsession further, producing Milos Forman’s movie about his life. They remained heavily involved with the soundtrack, and launched their comeback single ‘The Great Beyond’ on it.

 

37. <i>Where The Wild Things Are</i>. <b>Released</b>: 2009. <b>Featuring</b>: Karen O And The Kids. <b>Why it's good</b>: This adaptation of a children's book called for music with a sense of wonderment - and Karen O delivered, recruiting collaborators such as Bradford Cox (Deerhunter) and Yeah Yeah Yeahs guitarist Nick Zinner to create a soundtrack that works as an album in its own right.

 

36. <i>Kill Bill</i>. <b>Released</b>: 2003. <b>Featuring</b>: Nancy Sinatra, Isaac Hayes, The RZA. <b>Why it's good</b>: Say what you like about Quentin Tarantino's hyperactive films, the man knows how to assemble a good soundtrack. It's full of great moments, but the highlight has to be Tomoyasu Hotei's stirring 'Battle Without Honour Or Humanity', which plays over O-Ren Ishii's entrance scene.

 

33. <i>Moon</i>. <b>Released</b>: 2009. <b>Featuring</b>: Clint Mansell. <b>Why it's good</b>: Before he found acclaim with <i>Black Swan</i>, Mansell did the ambient score for this quietly mesmerising sci-fi film by Duncan Jones (David Bowie's son).

 

32. <i>Pulp Fiction</i>. <b>Released</b>: 1994. <b>Featuring</b>: Al Green, Neil Diamond, Chuck Berry. <b>Why it's good</b>: From Samuel L Jackson (back when he starred in good movies) holding forth on the merits of the royale with cheese to Dusty Springfield's 'Son Of A Preacher Man' and of course the Chuck Berry track from the iconic dance scene, this was full of delights.

 

11. <i>The Virgin Suicides</i>. <b>Released</b>: 2000. <b>Featuring</b>: Air. <b>Why it's good</b>: While the soundtrack itself wasn't too bad (and featured Heart and Todd Rundgren), Air's trippy and lethargic score was an astonishing piece of work that stands up as one of their best albums period. Phoenix's Thomas Mars provided vocals for 'Playground Love'.

 

3. <i>Trainspotting</i>. <b>Released</b>: 1996. <b>Featuring</b>: Iggy Pop <b>Why it's good</b>: It's hard to visualise Ewan McGregor being chased down a street without 'Lust For Life' playing in your head, while Underworld's 'Born Slippy' - and its "lager, lager" chants - encapsulated the thril of getting wasted, while Lou Reed's 'Perfect Day' was deployed to devasting effect.

 

50. Inspired by Trent Reznor's Oscar triumph, we're looking at the best ever film soundtracks. Starting with - <i>About A Boy</i>. <b>Released</b>: 2002. <b>Featuring</b>: Badly Drawn Boy. <b>Why it's good</b>: Something about the bittersweet quality of the film coaxed from Damon Gough some of his prettiest songs, chief among them the Lennon-esque piano track 'Silent Sigh'.

 

43. &lt;i&gt;Easy Rider&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Released&lt;/b&gt;: 1969. &lt;b&gt;Featuring&lt;/b&gt;: Steppenwolf, The Byrds, The Jimi Hendrix Experience. &lt;b&gt;Why it&#039;s good&lt;/b&gt;: Would this road movie be remembered as such a classic were it not for its musical accompaniment? It&#039;s essentially a roll-call of the greatest rock anthems of the late &#039;60s: &#039;Born To Be Wild&#039;, &#039;A Whiter Shade Of Pale&#039;, &#039;The Weight&#039;.

 

41. &lt;i&gt;Blue Valentine&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Released:&lt;/b&gt; 2010. &lt;b&gt;Featuring&lt;/b&gt;: Grizzly Bear. &lt;b&gt;Why it&#039;s good&lt;/b&gt;: Telling the story of a harrowing break-up, this is one depressing film - and Grizzly Bear&#039;s score doesn&#039;t exactly perk it up, though it is very beautiful in a fuzzy-edged, understated kind of way.

 

The Flaming Lips sci-fi film &lt;i&gt;Christmas On Mars&lt;/i&gt; was in shadowy development for years. As well as writing and starring in the surreal adventure, they also scored an electronic instrumental soundtrack. Sample track title: ‘The Gleaming Armament Of Marching Genitalia’. Nice.

 

Tim Burton’s 1989 &lt;i&gt;Batman&lt;/i&gt; movie forever banished memories of the camp 1960s TV series with his dark re-imagining of The Dark Knight. Prince’s taut, funky soundtrack became just as iconic, spawning hits like ‘Partyman’ and ‘Batdance’.

 

39. &lt;i&gt;Greenberg&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Released:&lt;/b&gt; 2010. &lt;b&gt;Featuring&lt;/b&gt;: James Murphy. &lt;b&gt;Why it&#039;s good&lt;/b&gt;: This low-key comedy drama starring Ben Stiller and Rhys Ifans is rescued from mediocrity by James &#039;LCD Soundystem&#039; Murphy&#039;s score. He didn&#039;t write all the songs - he also picked a few choice tracks by his favourite bands, such as Galaxie 500, The Sonics, and Duran Duran.


autor stipe07 às 22:39
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Sexta-feira, 18 de Março de 2011

Arches - Wide Awake LP

Descobri os Arches, mais uma banda que se insere nos universos indie, pop e rock psicadélico. Não abunda a informação sobre este grupo bastante recente, mas descobri que os seus membros chamam-se Kevin (bateria), Cristian (baixo), Tom (Guitarra, Baixo, bateria, teclado) e Julien (guitarra, baixo e voz) e são naturais de Filadélfia, nos Estados Unidos.

A banda deu inicio à sua carreira discográfica no verão passado, com o EP Arches. Entretanto, lançaram no passado dia dezassete de fevereiro o LP Wide Awake, que tive a oportunidade de ouvir durante a semana.

Wide Awake é um disco concetual sobre um homem vagabundo que vive só e as rotinas do seu dia numa grande cidade. É à volta desta personagem e das suas vivências diárias que giram as letras das várias canções. As mesmas, melodicamente inserem-se numa pop atmosférica, com evidentes influências de Grizzly Bear e dos Beach Boys, entre outros. Também me fez lembrar aquela pop um pouco ácida e nostálgica que se fazia nos anos 70, da qual hoje, quanto a mim, os Flaming Lips são o expoente máximo. Merecem na minha opinião uma audição atenta e acredito haver por aí quem venha a gostar...

Wide Awake LP Cover Art

 
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Arches EP 

 
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autor stipe07 às 21:10
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Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Rio - O Filme e a Banda Sonora.

Um dos filmes de animação 3D mais aguardados este ano é Rio, realizado pelo brasileiro Carlos Saldanha, da Blue Sky Studios, estúdio de animação da Fox e que irá estrear por cá no dia 14 de abril de 2011.

Carlos Saldanha participou como produtor na saga A Era do Gelo, mas também tem outras curtas e longas de animação premiadas. O argumento é de Don Rhymer e algumas das vozes famosas que se poderão ouvir na versão original incluem Anne HathawayJesse EisenbergLeslie Mann e Rodrigo Santoro.

O filme é um misto de aventura e comédia e reúne uma vasta fauna diversificada, drama, emoção, muita música, cor e musicalidade, samba, praia, futebol e diversão para todo o tipo de público. O cenário é o Rio de Janeiro, uma cidade cada vez mais na moda com a aproximação do Campeonato do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas de 2016. Rio conta a história de Blu, uma arara azul que vive no Minnesota, EUA e acredita ser a última de sua espécie. Mas ao saber da existência de Jewel, uma arara azul fêmea que vive no Rio, ele decide ir à procura dela. As diferenças de personalidade entre Blu e Jewel (ele foi domesticado numa gaiola e não sabe voar, enquanto ela é livre, independente e adora voar) vão-se acentuando, principalmente quando embarcam juntos numa viagem que promete ensinar-lhes bastante sobre a amizade, o amor, a coragem e as mudanças que acontecem na vida. Fica o trailer;

 

 

Entretanto também já é conhecida a banda sonora original deste filme, com lançamento marcado para 11 de Abril, três dias antes da estreia do filme. Rio – Original Motion Picture Soundtrack junta Will.i.am, Taio Cruz, Bebel Gilberto, Carlinhos Brown e Jamie Foxx, entre outros.

O primeiro contributo musical para a banda sonora é dado com Hot Wings (I Wanna Party), uma canção original de Will.i.am, que canta com Jamie Foxx e Taio Cruz contribui com a canção original, Telling the World. Sergio Mendes participa com uma nova gravação do seu clássico Mas Que Nada, ele que será também o produtor musical executivo de Rio e convidou Carlinhos Brown para participar na criação da música e dos sons do filme.

Eis o alinhamento do álbum;


1. Real In Rio – The Rio Singers
2. Let Me Take You To Rio (Blu's Arrival) – Ester Dean & Carlinhos Brown
3. Mas Que Nada (2011 Rio Version) – Sergio Mendes featuring Gracinha Leporace
4. Hot Wings (I Wanna Party) – will i am & Jamie Foxx
5. Pretty Bird – Jemaine Clement
6. Fly Love – Jamie Foxx
7. Telling The World – Taio Cruz
8. Funky Monkey – Siedah Garrett, Carlinhos Brown, Mikael Mutti & Davi Vieira
9. Take You To Rio (Remix) – Ester Dean
10. Balanco Carioca – Mikael Mutti
11. Sapo Cai – Carlinhos Brown & Mikael Mutti
12. Samba De Orly – Bebel Gilberto
13. Valsa Carioca – Sergio Mendes


autor stipe07 às 22:17
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Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Coma Cinema - Blue Suicide

Depois de Baby Prayers e Stoned Alone, Mat Cothran está de regresso com Blue Suicide, o terceiro álbum do seu projeto Coma Cinema. O disco chegou ao mercado na passada segunda-feira, dia 15.

Blue Suicide encontra-se disponível para download e já o ouvi na íntegra. Apercebi-me que as orquestrações e os arranjos são mais complexos que os dois álbuns antecessores e a eletrónica está presente de forma mais vincada. As capacidades de Mat em escrever canções pop continuam intatas, assim como a sua escrita contundente e sincera, algo comprovado em Hell: You are a mirror image of the God she’ll never know, That created hell to show you how to be alone. Percorre-se o disco e vamos também ouvindo alguns recalcamentos de várias influências importantes; Lindsey é inspirada certamente nos melhores momentos dos Samshing Pumpkins e Caroline, Please Kill Me é, para mim, a grande canção carregada de nostalgia que Jeff Mangun nunca escreveu e também, na minha opinião, o melhor momento de Blue Suicide. Her Sinking Sun, Business As Usual e On Avery Island são claramente luminosas canções da melhor pop que se pode ouvir por aí; Gentlewoman é uma balada folk à John Lennon e existem alguns épicos camuflados como Whatevering e a faixa título.

Ouve-se o disco e existe aquela agradável sensação de claridade. As curtas canções (apenas duas músicas excedem os três minutos) vão sempre cimentando uma espécie de narrativa, como se Mat estivesse a contar uma história em curtos sketches e as músicas tivessem, por essa simples razão, uma inevitável sequência lógica. As guitarras acústicas, violinos, trompetes e o sintetizador são os instrumentos que mais se ouvem e ajudam a alimentar essa sequência, criando uma sobreposição de texturas e cores sonoras que, através de um exemplar trabalho de produção se vão misturando, como uma harmoniosa mistela, ao longo das canções.

Blue Suicide poderá ser uma excelente banda sonora para noites de solidão, uma companhia quente e agradável nos nossos momentos de maior desencanto e introspeção. É assumidamente um álbum de quarto, contemplativo, simples, mas bastante poético, belo e certamente com uma elevada dose de honestidade e autobiografia. Espero que apreciem a sugestão...

 

MP3:

Coma Cinema - Her Sinking Sun
Coma Cinema - Caroline, Please Kill Me

Coma Cinema: "Business as Usual"

 

Business As Usual

Hell

Greater Vultures

Lindsey

Desolation's Plan

Caroline, Please Kill Me

Wondering

Her Sinking Sun

Crystal Ball Broken

Gentlewoman

Whatevering

Eva Angelina

Wrecked

Blue Suicide

Tour All Winter

 

Free Download Coma Cinema - Blue Suicide


autor stipe07 às 21:56
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Terça-feira, 15 de Março de 2011

Katie Melua, Coliseu - Porto 14.03.11

De regresso às fantásticas noites de concertos, ontem foi dia de ir ver Katie Melua ao Coliseu do Porto.

A primeira parte do espetáculo ficou a cargo de Sandra Pereira, a recente vencedora do concurso televisivo Ídolos. Foi uma atuação curta, como é natural nas primeiras partes, mas consistente, com uma mão cheia de covers bem conseguidas, das quais destaco, a abrir, Wicked Game de Chris Isaak e Run, Baby Run, (um original de Sheryl Crow , retirado do álbum Tuesday Night Music Club, 1995)a encerrar. Pelo meio ouvimos ainda duas covers de Nina Simone e uma de Josh Stone. A cantora tem uma boa voz, mas ainda lhe falta presença e à vontade em palco; A estadia em Londres poderá servir para contornar esse óbice e ajudará certamente ao amadurecimento da artista.

Katie Melua deu pontualmente início ao concerto, fazendo-o a solo. Assim, abriu com The Closest Thing To Crazy e de forma irrepreensível e bastante original, no nível superior do cenário montado, por detrás da cortina, apenas com uma guitarra acústica e a sua voz inconfundível. Imediatamente surpreendeu-me a qualidade sonora do espetaculo e o desempenho acústico do Coliseu; De salientar desde já que a produção do concerto esteve irrepreensível. Com o final desta primeira música entrou a banda e depois da primeira grande ovação da noite, ouvimos a cover Just Like Heaven dos Cure, a maravilhosa If You We're A Sailboat e Flood, o primeiro single de The House, o álbum mais recente da cantora. Este início agarrou logo o público e deu o mote para o restante concerto, que passou por todos os quatro discos da cantora: Call Off the Search (2003), Piece by Piece (2005), Pictures (2007) e o mais recente e já citado The House (2010), produzido por Mike Batt, um dos principais mentores da carreira desta artista.

Sensivelmente a meio do espetáculo, quando a banda fez uma pausa to take a few drinks, o público apercebeu-se que não estavam a ser feitas algumas projeções habituais nos concertos da cantora, pela própria. Aliás, há que realçar que a cantora esteve sempre bastante comunicativa com o público, interagindo e respondendo a algumas solicitações, das quais se destaca um bastante sonoro I love you too, já quase no final. Antes de cada música foi comum ouvir-se Katie a falar um pouco sobre a mesma e o seu significado pessoal; A expressão too intense foi das mais utilizadas por Katie o que demonstra alguma honestidade na forma como faz música; Muitas das letras que escreve são certamente autobiográficas e relatam acontecimentos marcantes da sua existência.

Alguns instantes depois o problema técnico descrito foi solucionado; E apesar da beleza das imagens que deram um colorido diferente à segunda parte do concerto e da perfeita conjugação com as músicas, não foi por aí que o concerto ficou muito melhor, o que só abona a cantora, dos seus atributos vocais e da performance da banda. Se não tivessem havido projeções ninguém teria sentido falta das mesmas, porque o desempenho vocal e musical a que o público assitiu foi sempre o grande trunfo do espetáculo.

Uma das minhas preferidas, quase no final, foi Cosmic Blues; Uma das principais razões porque desde sempre senti empatia por esta cantora, foi o seu forte apego ao blues e ontem ele esteve lá, firme e bem tocado. O guitarrista e restante banda souberam interpretar com excelência e alma esse género musical e deram-nos também bons momentos de rock e blues. Call Off the Search, Crawling up a Hill, Nine Million BicyclesSpider's Web, It's Only Pain, Ghost Town, e Two Bare Feet, foram outros grandes momentos da noite.

Para quem sente paixão pela música, não só como forma de arte mas, acima de tudo, como veículo de manifestação de sentimentos, há concertos que por razões variadas nos ficam na memória e dificilmente se esquecem. Este vai ficar certamente, não só pela qualidade do espetáculo como, mais uma vez, pela companhia que teve a feliz ideia de irmos e estarmos ali naquele dia e aquela hora!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


autor stipe07 às 20:21
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011

3 de rajada... XIX

Como acontece por cá todas as segundas-feiras, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Esta semana sugiro Crystal Fighters, Oh Land e Arcade Fire. Confere...

 

Crystal Fighters - At Home

Os Crystal Fighters são um grupo formado por três rapazes e duas raparigas, vindos de Espanha e que têm uma sonoridade pouco habitual nas bandas do país vizinho. Utilizam vários instrumentos e o sintetizador é preponderante na sua música. At Home é o novo single, editado hoje e retirado de Star Of Love, o álbum de estreia da banda. Ferry Gouw, que já trabalhou com os Bloc Party, Simian Mobile Disco ou Lightspeed Champion, foi o realizador do vídeo para este tema. Esta canção tem uma enorme energia, é dançável, muito agradável de ouvir e aguçou a minha curiosidade para ouvir mais deles.

 

Oh Land - Wolf And I

Oh Land é um projeto musical eletropop da dinamarquesa Nanna Øland Fabricius, residente em NY e para seguir com alguma atenção em 2011. A cantora criou uma série de melodias electro-pop, algures entre os Royksopp e Saint Etienne. Nanna procura criar melodias que soem ao mesmo tempo futuristas e clássicas, algo muito na moda hoje, porque os músicos tentam criar novos sons e, através da produção, dar-lhes uma sonoridade um pouco vintage, digamos assim. E este é o caso! Wolf And I faz parte do seu EP de estreia homónimo.

 

Arcade Fire - City With No Children

City With No Children é o novo avanço para The Suburbs, o mais recente disco de originais dos Arcade Fire, uma das minhas bandas preferidas. Esta canção está cheia de palmas e guitarras fluorescentes, acompanhadas por um baixo potentíssimo, além de um ruído peculiar que parece saído de uma garganta pouco humana. Mais uma música da banda com evidentes influências do Bruce.

 

Outros singles lançados hoje;

About Group - 'You're No Good'
Alex Turner - 'Submarine EP'
Alexi Murdoch - 'Some Day Soon'
The Bullitts - 'Close Your Eyes'
Chipmunk feat. Keri Hilson - 'In The Air'
Connan Mockasin - 'Forever Dolphin Love'
The Crookes - 'Godless Girl'
Cut Copy - 'Sun God'
The Deer Tracks - 'The Archer Trilogy pt.1'
Duffy - 'My Boy'
Emin - 'Obvious'
The Feeling - 'Set My World On Fire'
Flats - 'Never Again'
Grinderman - 'Palaces Of Montezuma'
Henrik B feat. Christian Älvestam - 'Now And Forever'
Ironik feat. McLean - 'Killed Me'
Lady Gaga - 'Born This Way'
Nicole Scherzinger - 'Don't Hold Your Breath'
OK - 'Lego'
Panda Bear - 'Surfers Hymn'
Parade - 'Louder'
Paul Morrell feat. Mutya Buena - 'Give Me Love'
Plain White Ts - '1, 2, 3, 4'
Sissy & The Blisters - 'We Are The Others'
Skunk Anansie - 'You Saved Me'
Static Revenger & Richard Vission starring Luciana - 'I Like That'
Syd Matters - 'River Sister'
Tame Impala - 'Why Won't You Make Up Your Mind'
Toploader - 'Never Stop Wondering'
The Wanted - 'Gold Forever'


autor stipe07 às 15:09
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Domingo, 13 de Março de 2011

Sugiro X

Mais uma revisão da última matéria dada em Man On The Moon;

 

I Blame Coco – Turn Your Back On Love

 

PJ Harvey – The Words That Maketh Murder

 

The Answering Machine - Lifeline

 

The Strokes - Undercover Of Darkness

 

Darwin Deez - Radar Detector

 

The Raveonettes - Forget That You're Young

 

Piano Magic - On Edge

 

Foster The People - Pumped Up Kicks

 

Elbow - Neat Little Rows

 

Radiohead - Codex

 

Brother – Darling Buds Of May

 

Edwyn Collins feat. The Drums – In Your Eyes

 

Does It Offend You, Yeah? – The Monkeys Are Coming

 

Beach Fossils - What a Pleasure

 

Young Knives - Love My Name

 

Belleruche - 3 Amp Fuse


autor stipe07 às 22:53
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Sábado, 12 de Março de 2011

Lab Coast - Pictures On The Wall

Esta semana continuei a pesquisar o Canadá e depois de Kris Ellestad descobri mais uma banda lo-fi indie pop, os Lab Coast, de Calgary.

Formados em 2008, lançaram quase de imediato Wilding, através da Scotch Tapes. Continuaram a fazer umas gravações caseiras e no verão do ano passado juntaram-se aos Extra Happy Ghost, outra banda de Calgary e juntos lançaram o EP Split7, através da etiqueta Saved By Vinyl.

Lado A

Lab Coast - For Now

Lab Coast - 82 Will I Be You

Lado B

Extra Happy Ghost - 1990s Brain Damage

Extra Happy Ghost - Mechanical 111 

MP3:: Extra Happy Ghost – 1990s Brain Damage

MP3:: Lab Coast – For Now

 

Agora, em 2011, a banda de David Laing e Chris Dadge acaba de lançar Pictures On the Wall , através da Eggy Records, uma editora de Portland. Really Realize, a música que abre o disco, acaba por ser o grande destaque do mesmo. A produção é pouco límpida, como que a querer transportar-nos automaticamente para a época do pré-digital e do chamado surf-rock. No entanto, o experimentalismo, o psicadelismo, a pop e a sonoridade punk também são traços marcantes ao longo do álbum. 

Pictures on the Wall

 

  1. Really Realize    
   2. I Don't Mind It      
   3. Joe Lunchpail      
   4. All Right      
   5. Winter Balls      
   6. Pictures on the Wall      
   7. Radio      
   8. Anytime Girl      
   9. Schair      
  10. Best I Ever Had      
  11. Last A While      
  12. On My Jeans

 

Alguns comentários que encontrei ao disco;

“…some of the best hooks to come out of the city of Calgary in a long time.”
Paul Lawton on LC/EHG split 7” for Still Single

“…a ramshackle channeling of 1990s junk-pop.”
Jesse Locke on Wilding for Weird Canada

“This is a band who sound like they just love playing together, while managing to find, seemingly by happy coincidence, that something extra – pin-sharp melody – in their music.”
Jon Lymer on Wilding for Suitcase Orchestra

“…sounds at times like Sic Alps if they were from Calgary.”
Rich Kroniess on Wilding for Terminal Boredom


autor stipe07 às 14:44
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Curtas IX

Os Belleruche são um trio francês formado pela voz doce e suave de Kathrin de Boer, as guitarras de Ricky Fabolous e os samplers e scratchs do DJ Modest. Começaram a carreira discográfica em 2007 com Turntable Soul Music e em 2008 editaram The Express. Já no final de 2010 chegou ao mercado 270 Stories e, apesar de só chegar às lojas a 4 de abril, via Tru Thoughts, já é conhecido o terceiro single deste disco. A música chama-se 3 Amp Fuse e foi, por cá, a grande descoberta da semana.



 

Descobri também já Love Life, o primeiro single de Life Like, o décimo quinto disco dos Joan of Arc e que será editado a 10 de maio. O álbum é produzido por Steve Albini, responsável por discos dos Nirvana, Pixies, Godspeed You! Black Emperor, Mogwai, Don Caballero, Joanna Newsom, The Jesus Lizard, The Stooges e muitos outros.

Há alguns convidados ilustres em Love Life, dos quais se destacam os guitarristas Victor Villarreal e Tim Kinsella, Bobby Burg (The Love Of Everything) e o baterista Theo Katsaounis (A Tundra). De acordo com a crítica, Life Like comprova que mesmo mantendo o tradicional trio guitarra, baixo e bateria, os Joan of Arc continuam a ter a capacidade de fazer um rock potente e criativo.

 

 

 

Um dos músicos presentes no disco mais recente dos Joan of Arc e que citei acima é Bobby Burg. Este músico também tem uma carreira a solo, assinando como The Love of Everything. Em 2010 lançou o seu primeiro álbum de estúdio, Best In Tensions, onde compilou algumas canções antigas, das quais a crítica destaca Ghosts & Friends, Superior Mold and Die e Green. Agora, em 2011, Bobby gravou um EP com quatro músicas intitulado Kangaroo Trick, que poderás descarregar livremente Aqui. Já ouvi, gostei muito e recomendo!

 

 

 

Quem também está de regresso em 2011 são os Young Knives, dos irmãos Henry e Thomas Dartnall, aos quais se juntou Oliver Askew. O disco terá o pomposo nome de Ornaments From The Silver Arcade e chegará às lojas a 4 de abril, via Gadzöök/PIAS. Love My Name é o primeiro single já divulgado.

Tendo iniciado a carreira discográfica com Voices Of Animals And Men e depois Superabundance, os Young Knives já têm uma boa reputação, quer em termos de sucesso comercial de vendas, como da qualidade dos seus concertos. Com Ornaments From The Silver Arcade, o terceiro disco de estúdio deste trio, pretendem chegar ainda mais longe na divulgação da sua música. Para isso, mudaram um pouco o seu som, dando-lhe uma componente mais soul; Introduziram novos instrumentos no processo de gravação, contaram com o reputado produtor Nick Launay e alguns músicos, cantores e percussionistas e juntaram-se todos nos estúdios Seedy Underbelly. E assim, além desta forte componente soul, o disco reflete também o gosto da banda pelo experimentalismo e a chamada música de dança. O resultado é uma míriade de sonoridades, assentes no punk, mas com pinceladas de groove, house, soul, jazz e até alguma eletrónica. Tracklist de Ornaments From The Silver Arcade;

 

Woman

Everything Falls Into Place

Human Again

Running From a Standing Start

Sister Frideswide

Vision In Rags

Go To Ground

Love My Name

Silver Tongue

Storm Clouds

Glasshouse

 

 

A versão física de The Fall, o disco dos Gorillaz gravado durante a digressão da banda pelos Estados Unidos em 2010 e produzido por Stephen Sedgwick, deverá chegar às lojas também em abril. Relembro que a banda disponiblizou em dezembro aos seus fãs o disco para download gratuito, que saltou directamente do iPad de Damon Albarn.
A versão física em vinyl chegará ao mercado dia 16 de abril e a versão em CD 2 dias depois para coincidir com o Record Store Day. Fica a tracklist de The Fall:


Phoner To Arizona
Revolving Doors
HillBilly Man
Detroit
Shy-town
Little Pink Plastic Bags
The Joplin Spider
The Parish Of Space Dust
The Snake In Dallas
Amarillo
The Speak It Mountains
Aspen Forest
Bobby In Phoenix
California And The Slipping Of The Sun
Seattle Yodel


autor stipe07 às 21:19
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Quinta-feira, 10 de Março de 2011

O Dalai Lama abdica...?!

O Dalai Lama, lider espiritual do Tibete, anunciou hoje que vai abandonar as funções políticas no Governo no exílio, transferindo esse poder para um representante eleito. Defendeu ter chegado o momento de devolver a sua autoridade formal e que iria apresentar na próxima semana uma proposta que o autorize a retirar-se da chefia política do governo tibetano no exílio.

Recordo que o Dalai Lama refugiou-se em Dharmsala, no norte da Índia, em 1959, na sequência de uma frustrada rebelião contra o governo chinês; O líder político e espiritual dos tibetanos tinha, na altura, 24 anos. Em 1989 foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz, mas para o governo chinês trata-se de um terrorista envolvido em atividades separatistas e o cérebro de uma clique de activistas pró-independência do Tibete.

O Dalai Lama insiste que o governo tibetano exilado deve ter mais poder e que em breve vai propor emendas à Constituição para encetar as mudanças pretendidas. O Parlamento tibetano no exílio tem agendada a sua próxima reunião ainda para o mês de março, devendo nessa altura votar essas alterações.

O papel do Dalai Lama é fortemente cerimonial e um primeiro-ministro eleito será o líder formal do governo no exílio, mas o seu estatuto internacional e a sua imagem de lider mítico poderão ofuscar qualquer movimento de um novo líder.

Entretanto a China já reagiu, e infelizmente como era de esperar, e acusou o Dalai Lama de tentar enganar a comunidade internacional ao anunciar que ia abandonar a direção política do governo tibetano: Nos últimos anos, ele falou muitas vezes acerca da sua reforma. Penso que isso faz parte dos seus truques para enganar a comunidade internacional, referiu a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Jiang Yu. A mesma ainda acrescentou que o governo no exílio é uma organização política ilegal e nenhum país do mundo o reconhece.

Pode ser que tudo isto signifique mais um passo rumo à mudança e à auto determinação do povo tibetano. Mas duvido...

O Tibete é um território treze vezes maior que Portugal e com apenas três milhões de habitantes, situado na cordilheira dos Himalaias e uma das cinco regiões autónomas da República Popular da China. Com alguma frequência, músicos e bandas de todo o mundo juntam-se por esta causa sendo os Tibetan Freedom Concerts, a iniciativa de maior relevo. Michael Stipe e Thom Yorke são ativistas entusiastas da causa tibetana.


autor stipe07 às 23:31
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Beach Fossils - What a Pleasure EP

Os norte-americanos, naturais de NY, Beach Fossils são uma banda indie pop em início de carreira e já comparada a nomes distintos, dos quais se destacam os Surfer Blood, Best Coast e os the Drums. O grupo formou-se em 2009, como veículo de Dustin Payseur para divulgar algumas músicas que fez a solo e a quem se  juntou o baixista John Pena e o guitarrista Christopher Burke.

O primeiro disco da banda e homónimo foi lançado em fevereiro do ano passado pela Captured Tracks e era constituído quase integralmente pelas composições de Payseur. Nesse álbum destacava-se a bastante orelhuda Daydream. E desde logo ficou claro que os Beach Fossils não apreciam discos demasiado extensos.

O novo EP do grupo, What a Pleasure, chegou ao mercado discográfico há dois dias e traz o mesmo indie rock lo-fi da banda nova-iorquina que conquistou o público em 2010 e a fórmula alcançada com Beach Fossils, de poucas músicas no disco, mantem-se. Justificam mais uma vez esta opção com o facto de não quererem deixar passar muito tempo entre a criação musical e respetiva divulgação e não quererem colocar músicas nos seus discos que sirvam apenas para fazer número, digamos assim.

Neste novo EP abundam os acordes de guitarra com influências post-punk, mas também o som aberto e viajado do surf rock, além de tiques de psicadelia pop que suavemente vão crescendo durante o disco. A faixa título What a Pleasure é uma composição viciante, com um riff que se cola ao uvido e ligeiramente dançante. Esse efeito estende-se em Fall Right In, música com uma vocalização estranha, mas ainda assim acessível. Out In The Way conta com a participação especial de Jack Tatum; É marcada pelo som de teclados, que criam as tais melodias muito post-punk. Face It foi é a faixa menos interessante do disco e tem uma sonoridade um pouco maçadora e lo-fi. Já Distance e Calyer são o inverso; Ouve-se nestas duas músicas ótimas guitarras, sendo das composições mais limpas do grupo.

O EP encerra com a melancólica Adversity, uma faixa que deixa a seguinte dúvida: Porque é que estas canções não estiveram no disco de estreia da banda? Pelos vistos, com um número reduzido de composições os Beach Fossils conseguem desenvolver melhor a sua sonoridade e poderão vir a não ser apenas mais uma banda de sucesso passageiro. Vamos ver...

 

Beach Fossils What A Pleasure EP
Data de Lançamento: 8 de março de 2011
Etiqueta: Captured Tracks
 

01. Moments
02. What a Pleasure
03. Fall Right In
04. Out In the Way (feat. Jack Tatum)
05. Face It
06. Distance
07. Calyer
08. Adversity 


autor stipe07 às 22:45
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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Kris Ellestad - No Man Is Land

Kris Ellestad surgiu-me do nada, há uns dias atrás, durante as minhas pesquisas musicais, mas logo suscitou-me um enorme interesse assim que ouvi November Steppes. Como sucede sempre que quero obter informação sobre uma banda ou músico que não conheço, fui ao site dele e fiquei maravilhado com o que encontrei...

A informação disponível sobre Kris é ainda muito escassa; Apenas consegui apurar que este músico é natural de Calgary, no Canadá e que começou a tocar instrumentos desde os cinco anos de idade. Hoje é um multi instrumentista que toca kora, marimba, saxofone, trompete, flauta, harpa, bandolim, piano e vários instrumentos de percussão. Intitula-se descendente dos vikings e a sonoridade do seu disco mais recente reflecte essa influência, como pude constatar.

O seu álbum mais recente, No Man Is Land, já é conhecido desde novembro, mas a versão física só chegou ao mercado no passado dia um de março. Ouvi há pouco o disco na íntegra e apreciei imenso os belos arranjos orquestrais e a voz delicada de Ellestad. A maior parte das músicas são baladas com uma forte influência folk (ex: Frame House e In the Meantime) e onde o piano, um dos meus instrumentos preferidos, assume o papel principal; Mas também existem momentos em que a percussão ganha a primazia (Sorry Booin), muitas vezes feita de simples palmas e pés a bater no chão. Todo o disco me pareceu bastante genuíno e desprovido de uma busca desenfreada pelo sucesso comercial. No fundo, o que parece mover Kris é fazer a música que gosta, que mexe com ele e sem receio de parecer demasiado emotivo ou introspetivo. Foi a criatividade dele a grande força motriz deste disco. E para mim estas são enormes qualidades e aquilo que muitas vezes procuro na música que ouço.

No Man Is Land foi um dos poucos álbuns que ouvi ultimamente sem expetativas criadas e que instantaneamente ganhou relevo por cá. Satisfez a minha necessidade de ouvir coisas novas e diferentes, mas ao mesmo tempo com qualidade e genuínas.

Disponível aqui para quem quiser é, sem dúvida uma excelente banda sonora para este mês de março ainda um pouco friorento. Fica a discografia do músico...

 

"Hour of the Rat" - Kris Ellestad from No Man is Land (2011)
"Run Me Down" - Kris Ellestad from No Man is Land (2011)
"Moon in the Trees" - Kris Ellestad from No Man is Land (2011)

 

 
1.
 
2.
 
3.
Shame 01:38
 
4.
 
5.
 
6.
 
7.
Moon in the Trees (free) 01:51
 
8.
 
9.
 
10.
Niko 03:39
 
11.
 
12.
The Secret (free) 02:37
 
13.
 
14.
 
15.

 

 

  

Third Person (2006)

 

1. Number 3
2. The Burning Bridge
3. Scabs
4. Wanderlust
5. The Spanish Main
6. Dimmer Switch
7. Vacuuming the Basement
8. We’re Not Dirty
9. #Three
10. Blest Be
11. Faen

 

Third Person foi gravado entre Setembro e Novembro de 2006. É o primeiro esforço do músico para criar um disco coerente e com um enorme enfoque no experimentalismo. free download.

 

Hibernation EP (2008)

 

1. Acorn
2. B.D.I.’s
3. George Sand
4. Feather
5. August 8th, 2008
6. Dona, Donna

 

Este EP de seis músicas é uma coleção de três canções e três instrumentais gravadas entre março e agosto de 2008. Documenta, pelo que percebi, um período da vida do músico em que tentava ainda conciliar a vida académica com a vontade de iniciar uma carreira musical. free download.

 

Para terminar gostaria de referir que este artigo sobre Kris Ellestad dá também início a uma colaboração estreita com a XFM Portugal, uma rádio que recomendo vivamente e para a qual escrevi hoje o primeiro artigo.


autor stipe07 às 21:54
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Segunda-feira, 7 de Março de 2011

3 de rajada... XVIII

Como acontece por cá todas as segundas-feiras, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Sugiro James Blake, Good Charlotte e R.E.M.. Confere...

James Blake – The Wilhelm Scream

James Blake, o já catalogado menino prodígio da nova geração dubstep, lançou hoje no mercado o single The Wilhelm Scream, um dos temas mais acutilantes do álbum de estreia homónimo e que chegou às lojas no passado dia sete de Fevereiro.

 

Good Charlotte – Sex On The Radio

Foi hoje também lançado Sex On The Radio, o segundo single dos Good Charlotte para o álbum Cardiology, lançado no passado dia dois de novembro.

 

REM – Uberlin

A coincidir com o lançamento de Collapse Into Now, os R.E.M. lançaram também hoje Uberlin, para já o melhor momento do novo disco da banda por estes lados.

 

Outros singles editados hoje:

Cherry Ghost – Only A Mother Could
Alex Clare – Too Close
Cloud Control – There's Nothing In The Water We Can't Fight
Emma's Imagination – Brighter, Greener
The Hoosiers – Bumpy Ride
The Naked And Famous – Young Blood
Papercuts – Do What You Will
Plan B – Writing's On The Wall
The Primitives – Rattle My Cage

Tinie Tempah feat. Ellie Goulding – Wonderman

 

E alguns discos lançados hoje no mercado:

Elbow – Build A Rocket Boys!
Erland And The Carnival – Nightingale
Marianne Faithfull – Horses And High Heels
Avril Lavigne – Goodbye Lullaby
Noah & The Whale – Last Night On Earth
The Pierces – You'll Be Mine
REM – Collapse Into Now
Joss Stone – Super Duper Hits
Kurt Vile – Smoke Ring For My Halo
Wild Palms – Until Spring


autor stipe07 às 16:45
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Domingo, 6 de Março de 2011

Lego recria Escritores Famosos.

Agora a Lego recriou alguns dos mais importantes e conhecidos autores da história da literatura...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


autor stipe07 às 17:23
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