Quinta-feira, 31 de Março de 2011

O fim anunciado do que foi um quase colapso!

Numa época de dificuldades extremas em toda a europa ocidental e em particular no nosso país, existe uma pequena ilha no norte da europa, junto ao círculo polar ártico, que há três anos passou também por tremendas dificuldades económicas e que neste momento está em avançado estado de recuperação, não só da sua economia como da sua própria auto estima. Se essa realidade não serviu de lição para o resto da europa, como forma de prevenção desta crise profunda que todos atravessamos, parece-me que as soluções encontradas por esse povo para recuperarem também não está a fazer escola. Como já devem ter percebido, refiro-me ao exemplo da Islândia.

A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a esquemas bancários e que guindaram esse país falaciosamente até ao décimo terceiro lugar no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o quadragésimo lugar).

Como todos sabemos, a Islândia atravessou uma grande crise económica e social em 2008. Neste momento e como referi, já vê a luz ao fundo do túnel e aproveitou a janela de oportunidade que se abriu com a crise para reestruturar os fundamentos de toda a sua sociedade. Alteraram a constituição e reinventaram a sua própria democracia sem o resto do mundo dar por isso, em parte devido à habitual discrição deste povo, mas também, acredito, por embaraço ou pressão dos governos ocidentais, que rapidamente devem ter percebido que a fórmula encontrada por este povo, alastrando às restantes sociedades europeias, poderia representar um enorme perigo para o status quo instalado. Portanto, é espantoso perceber como a imprensa ocidental ignorou todas estas mudanças e nenhum meio de comunicação de relevo deu informações no momento, pelo menos que me tenha apercebido (e pessoalmente sou uma pessoa bastante atenta a tudo o que diz respeito à islândia). Nos próprios motores de pesquisa da internet é difícil encontrar artigos sobre o tema. E a história recente do país conta-se facilmente...

No auge da crise, em 2008, o povo começou por correr com a direita do poder, sitiando pacificamente o palácio presidencial e também dispensou a esquerda liberal porque se propunha a pôr em prática a mesma política que a direita tinha implementado. De seguida, o mesmo povo pediu e impôs um referendo para determinar se os bancos, que pela sua irresponsabilidade mergulharam o país na crise, deviam ser reembolsados das suas perdas em bolsa, por acharem que os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos acionistas dos Bancos e seus credores. Uma vitória de 93% impôs o não reembolso dos bancos e levou à nacionalização das três principais instituições financeiras do país.

De seguida, as eleições legislativas de 2009, que se realizaram na mítica data de 25 de abril, levaram ao poder uma coligação de esquerda formada por uma aliança de partidos constituída por social-democratas, ex-comunistas e pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-ministro. Logo aí ficou também decidida a necessidade de aprovar uma nova constituição, acabar com a economia especulativa do passado em favor de outra produtiva e exportadora e tentar ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer.

O culminar deste processo revolucionário sucedeu então no dia vinte e sete de novembro do ano seguinte, quando foi eleita uma assembleia constituinte composta por vinte e cinco simples cidadãos eleitos pelos seus pares e com o objectivo de reescrever a tal nova constituição e subsituir a que já vigorava desde 1944. O novo documento foi pouco tempo depois aprovado e contem certamente lições da crise financeira que tinha atingido em cheio o país.

Após este processo politico, iniciaram-se as indispensáveis reformas de fundo, com o inevitável aumento de impostos, mas amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não colocar à margem os serviços públicos e graças a esta nova política de não pactuar com os antigos interesses neoliberais da banca e com o formato do actual capitalismo, a Islândia conseguiu sair da recessão por volta do terceiro trimestre de 2010.

Hoje os islandeses sabem que não estão a sustentar banqueiros corruptos nem a cobrir as fraudes com que durante anos esses banqueiros acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à banca europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o actual governo está a trabalhar para eles e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado. Em suma, os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Resumindo, quando por toda a europa a crise está instalada e tornou-se claro que tal se deve ao facto de os povos terem sido sufocados pelo garrote capitalista e aprisionados pela banca e as agências de especulação que visam apenas o lucro dos seus acionistas, a realidade actual da Islândia desvenda-nos uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e sobretudo de dar um exemplo concreto às crises que inflamam por toda a europa que é possível a reconquista democrática e colocar no poder cidadãos cuja missão seja estar ao serviço da população.

A Islândia ainda será hoje um país repleto de incertezas e preocupações quanto ao seu futuro. Certamente ainda vive num ambiente de crise, até porque a conjuntura mundial não ajuda e a economia da ilha depende em grande parte da exportação dos seus recursos naturais e do turismo; No entanto já vêm a luz ao fundo do túnel, estão no caminho correto e estou certo que alguns ensinamentos deveriam ser retirados da sua experiência.

 

Fontes:

http://www.cadtm.org/Quand-l-Islande-reinvente-la

http://www.parisseveille.info/quand-l-islande-reinvente-la,2643.html


autor stipe07 às 22:17
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

DannielRadall - Pardo

DanielRadall é um produtor mexicano, natural de Guadalajara e que se deu a conhecer em 2010 com o EP La Femme. Ainda nesse ano fez uma remistura para Running Out Of You dos gregos Keep Shelly In Athens e agora, no passado dia 21 de março, lançou Pardo o seu disco de estreia, através da AMDISCS Futures Reserve.

 

DanielRadall é mais um músico e produtor em início de carreira, mas vincadamente revivalista. Durante os cerca de trinta minutos de Pardo, composto por nove temas com verdadeiras pérolas glam como Fleeting Romance, DannielRadall viaja do eletropop ao rap, passando pela synthpop e tudo adornado com pinceladas de funk e até hip hop. O músico revela-se pois uma espécie de produtor camaleão, mudando de sonoridade ao longo das músicas, mas mantendo sempre uma estranha sensação de frescura e que a mim, pessoalmente, transportou-me até aos ambientes típicos da mitica série Miami Vice.

Pardo foi produzido e misturado no Desastre Nacional Studio em El Salto, Jalisco por Armando Calderón e o  próprio DanielRadall. Jae Wheeler participa na voz de Damages, tendo também sido o autor da letra da canção. Espero que apreciem a sugestão..

 

 
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Pardo 02:04
 
 
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mp3: DannielRadall – Broke and Broken

 

mp3: DannielRadall – Fleeting Romance

 

Free Download: http://www.filesonic.com/file/212462801/Dannie.zip


autor stipe07 às 22:10
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Adriana Calcanhoto - O Micróbio do Samba

 

Como boa brasileira que é, Adriana Calcanhoto não renega a salutar enzima que todos os nativos das terras de Vera Cruz carregam no seu ADN e apesar de sempre ter afirmado não querer ser sambista, está de volta com um novo disco onde o micróbio que o intoxica é esse mesmo samba.

Um dia, ao ler um texto de um autor brasileiro chamado Lupicínio e de onde tirou o título deste novo álbum, Adriana percebeu que toda a música que fazia vinha do samba, assim como a sua perceção do ambiente sonoro do mundo e dos ruídos, ou seja, nunca tendo feito um disco de samba, percebeu que este género musical esteve sempre lá. Assim e como a autora até já vinha a compor sambas há alguns anos, acabou por ter o impulso de os juntar, ver o que valiam, acabando por criar assim um disco singular, com doze sambas escritos por ela.

Em O Micróbio do Samba, lançado no passado dia 21 de março pela Arthouse/Valentim de Carvalho Multimédia em Portugal e pela Minha Música/Sony no Brasil, Adriana assina um disco simples, mas inspirado e fresco. E sem contrariar as bases musicais do samba criou um conjunto de histórias sobre mulheres e um homem, que ela encarna nas várias músicas, porque eu, que já lidei com o samba, sei que na raíz deste género musical reside quase sempre uma espécie de teatro de personagens e histórias.

Adriana também se assume neste disco como multi-instrumentista, tocando violão, guitarra elétrica e outros instrumentos tão peculiares como uma bandeja de chá ou uma caixa de fósforos. Acompanham-na nesta aventura inusitada Domenico Lancellotti nos instrumentos de percussão e Alberto Continentino no contrabaixo. Pontualmente também aparecem Rodrigo Amarante na guitarra, Moreno Veloso a tocar com um prato e uma faca e Davi Morais na guitarra, cavaquinho e viola. Com este disco Adriana Calcanhoto dá um passo em frente na sua carreira como compositora popular e a canção brasileira encontrou mais uma compositora e letrista notável e sofisticada.

O samba fez durante alguns anos parte da minha vida. O Micróbio do Samba já mereceu a minha audição atenta e foi com enorme satisfação que me deixei surpreender por este excelente disco que recomendo vivamente a todos os que apreciam esta autora, este género musical e a música brasileira em geral.

As 12 canções serão apresentadas ao vivo em Portugal, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 6 e 7 de maio e na Casa da Música, no Porto, a 9 de maio.

Eu vivo a sorrir

Aquele plano para me esquecer

Pode se remoer

Mais perfumado

Beijo sem

Já reparo?

Vai saber?

Vem ver

Tão chic

Deixa, Gueixa

Você disse não lembrar

Tá na minha hora


autor stipe07 às 22:20
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

3 de rajada... XXI

Em dia de novos lançamentos, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Esta semana sugiro Pigeon Detectives, Panda Bear e The Hoosiers. Confere...

Pigeon Detectives - Done In Secret

 

Em 2007 os The Pigeon Detectives lançaram Wait For Me, um dos álbuns mais divertidos desse ano e em 2008, Emergency, o maldito segundo álbum, insonso e pouco energético, de acordo com a crítica. Três anos depois, o quinteto inglês de Leeds está de volta com Up, Guards And At ‘Em!, gravado em Brooklyn, NY e produzido por Cenzo Townshend. O álbum chega às lojas a quatro de abril e o primeiro single, Done In Secret, foi lançado hoje. Este disco irá merecer a minha audição durante a semana.

 

Panda Bear - Last Night At The Jetty


Já têm vários meses os rumores e a curiosidade em redor do sucessor de Person Pitch. A anteceder o novo disco de Panda Bear têm sido editados vários singles, apresentadas novas canções ao vivo e publicados excertos de concertos por Noah Lennox no youtube. Tomboy, o disco que já referi em tempos AQUI, apenas será oficialmente conhecido a 12 de Abril pela editora dos Animal Collective, a Paw Tracks. Enquanto tal não acontece, surge o terceiro single,  Last Night at the Jetty. Com as harmoniosas vocalizações típicas deste benfiquista ferrenho, Panda Bear continua a produzir singles fantásticos, desta vez com a canção mais melódica e pop das que já foram divulgadas de Tomboy, que promete ser um dos melhores lançamentos do ano.

Panda Bear – Last Night At The Jetty

 

The Hoosiers - Bumpy Ride

Os The Hoosiers são uma banda inglesa de indie pop e música alternativa, conhecida por ter influências de bandas como Electric Light Orchestra e os The Cure. Bumpy Ride é o single de avanço para The Illusion of Safety, o segundo disco do grupo, que chegará às lojas a dezasseis de agosto.

 

 

Os meus destaques dos álbuns lançados hoje:
Sara Kempe – Let Me Fly
Ladytron – Best Of Ladytron: 2000 – 2010
The Pains Of Being Pure At Heart – Belong
Panic! At The Disco – Vices And Virtues
Peter Bjorn And John – Gimme Some
Radiohead – The King Of Limbs


autor stipe07 às 22:30
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The Universal Sigh vs RecordStoreDay

No dia em que os Radiohead voltaram a inovar, foi anunciada a data de divulgação de mais dois inéditos da banda.

Começando pelo início, hoje, no dia em que a edição física de The King of Limbs chegou ao mercado, foi distribuido gratuitamente em cerca de sessenta cidades do mundo inteiro o jornal The Universal Sigh e Thom Yorke fez uma aparição surpresa em Londres, esta manhã, no papel de ardina. No site oficial da iniciativa é possível ver algumas fotos do evento e testemunhar a alegria dos fãs que tiveram o privilégio de conseguir um exemplar.


Ainda hoje, os Radiohead anunciaram que vão participar no Record Store Day, evento ao qual já fiz referência e que em 2010 celebrizou-se pelo lançamento de um inédito dos Blur. Assim, a dezasseis de abril, vão lançar duas novas canções numa edição limitada a duas mil cópias e em vinil. As músicas chamam-se Supercollider e The Butcher.

Os Beastie Boys, Tinie Tempah, Gorillaz e Jack White são outras bandas e artistas que preparam o lançamento de inéditos para esse dia. No site do evento poderás saber todos os detalhes.

autor stipe07 às 22:09
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Sábado, 26 de Março de 2011

Lesbian Rainbows

Em Castelo de Paiva há um novo projeto musical alternativo e experimental a despontar. Gostam de se considerar um power duo, chamam-se Lesbian Rainbows e são formados por André Fernandes (Irmãos Brothers, Ghost Orchid) na bateria e Rui Martelo (Blackswan, Irmãos Brothers, TV Paranoia) no baixo e voz.

Esta banda está a dar os primeiros passos, talvez não tenha ainda percebido claramente o seu rumo, mas já estão a gravar o EP de estreia para a Abutre Netlabel. Há poucos dias divulgaram um stúdio report  dessa gravação centrado nas suas próprias personagens e que clarifica o que os move e impele a fazer música em Castelo de Paiva e no mundo em que vivemos. A paixão pura e simples pela música enquanto forma de arte, sem pretensiosismos comerciais, para já, parece ser a grande catalisadora deste projeto. Esse mini-documentário pode ser visto aqui.

Entretanto coloquei algumas questões aos Lesbian Rainbows que foram respondidas pelo Rui Martelo...

 

-Como surgiu o conceito Lesbian Rainbows? Só os dois... Porquê?
Esta ideia advem em parte da minha necessidade de estar envolvido em "cenas" musicais diferentes! Por outro lado o baixo sempre foi o meu instrumento de eleição e que teve a minha maior dedicação. Surge então este novo projecto para saciar a minha vontade de voltar a "estrada" de baixo em punho e debitar rock n'roll.
Somos só dois pelo facto de querer fazer algo diferente e mais cru. Na maioria das bandas rock tens aquele standard de formação em que precisas sempre de uma guitarra no minimo, aqui trata-se de dizer que para se fazer rock n'roll não necessitas obrigatoriamente de uma guitarra.


Já é possível definir a sonoridade deste projeto?
Bem, isso, como deves imaginar, está tudo verdinho ainda, o que não quer dizer que seja mau. Sinto que muita coisa pode vir a mudar com o passar do tempo pois nunca compus com o baixo. Normalmente para fazer um tema pego na guitarra e começo a "destroçar" riffs até a coisa se ir construido. Em Lesbian Rainbows a ideia é diferente porque pego no baixo e sei que ao longo do tempo a minha maneira de fazer temas com raiz no baixo vai mudar.
A sonoridade? Imagina pegares nos Queens of the Stone Age e nos Death from Above 1979, coloca-os dentro de uma panela, agora liga ao Mr. Lucifer e diz lhe para ele pegar fogo a cozinha!! eheheh!
É uma especie de "Evil" Rock n'Roll, mas tem secções mais sludge e psicadélicas também.


Estão a gravar um EP; Podem dar detalhes? (Título, músicas incluídas, se são originais, versões...)
Neste momento estamos a gravar um single para sair com videoclip. As restantes musicas do EP ainda estão em fase de pré-produção e so entram em estúdio mais tarde. Os temas são todos originais.


O Lesbian Rainbows é apenas um projeto paralelo visto estarem ambos envolvidos noutros grupos e projetos, ou tem ambições mais sérias?
Este projecto tem ambições mais sérias. O objetivo é gravar o EP e promovê-lo com uma boa tour por esse underground (ou não) fora. Depois logo se vê. Mas não é para ir parar á gaveta, isso é certo!


Como pretendem divulgar os Lesbian Rainbows e até onde pretendem chegar?

A divulgação engloba tarefas para as quais o André tem mais jeito que eu. Mas no geral vai passar por mostrar ao público a banda pela net e tocar. É o normal de hoje em dia. Vamos adocicar mais um bocadinho as coisas com videos das sessões de estúdio para a malta ver um bocadinho a realidade da banda. Bem, as ambições são grandes, mas como deves imaginar para voar alto às vezes nem precisas de ser a melhor banda do mundo; É preciso conhecer a pessoa certa, ou estar no sitio certo no momento certo e é assim que na maioria das vezes consegues abrir as grandes portas. Também há hipotese de "lamber cús".

 


Como surgiu a hipótese Abutre Netlabel?
A Abutre foi facil, o André é o big boss... eheheh!


Perspetivas de futuro...
Não olho muito para o futuro, cada vez que olho vejo tudo a ir de mal a pior, por isso abordamos a nossa "cena" dia após dia. Dessa maneira conseguimos motivação para dar os passos necessários e de uma maneira mais certeira.
Actualmente o André tem andado ocupado a fazer sound design e a promover o album de Aura e que tem obtido muito boas reviews a nivel internacional. Para os meus lados, além de Lesbian Rainbows, os Blackswan estão a produzir um álbum que sairá ainda este ano. Tenho também o meu projeto a solo (Megalodon) que está parado por falta de tempo e estado de espirito. O post rock requer de mim um estado mais "Zen" e não tão sobressaltado pelo quotidiano, que acaba por ser reflectir mais em Lesbian Rainbows.


Aproveito para partilhar links dos projetos mencionados na entrevista;

 

http://www.myspace.com/blackswanmetal

 

http://www.myspace.com/auraportugal


http://www.myspace.com/megalodonplanet

 

Irei acompanhar este projeto com interesse e prometo divulgar novidades e avanços quando for o caso; Fica o stúdio report...


autor stipe07 às 16:02
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Austra - Feel It Break

Os Austra são mais uma descoberta que fiz na minha prospeção da cena musical alternativa de Toronto, no Canadá e constituem-se como um trio: a vocalista Katie Stelmanis, o baterista Maya Postepski e o baixista Dorian Wolf.

De acordo com o myspace da banda, o disco de estreia, Feel It Break, tem lançamento agendado para dezassete de Maio, através da Domino. O álbum foi escrito quase na íntegra pela vocalista e produzido por Damian Taylor que já trabalhou com os UNKLE, The Prodigy e Bjork, entre outros.

Beat And The Pulse é o single de apresentação e foi revelado no final de 2010. Já o ouvi, assim como Lose It que me fez relembrar os melhores momentos do lado misterioso e gótico de Florence and The Machine.

Esta sonoridade intimista e eletrónica, recorda-me uma espécie de mistura entre Kate Bush e os The Knife, mas também a british new wave do início dos anos 80, da qual os Soft Cell e os Japan foram o expoente máximo. O som é um pouco escuro, mas com uma tonalidade épica e constituido por diferentes texturas, quase sempre feitas com recurso a instrumentos sintetizados. Os Austra poderão vir a ser uma das revelações de 2011...

 

01. Darken Her Horse
03. The Future
05. Spellwork
06. The Choke
07. Hate Crime
08. The Villain
09. Shoot the Water
10. The Noise
11. The Beast

autor stipe07 às 16:43
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Peter, Bjorn & John - Gimme Some

O trio indie pop sueco Peter, Bjorn & John formado por Peter Morén, Bjorn Yttling e John Eriksson  está de volta com um novo disco. Chama-se Gimme Some, foi produzido por Per Sunding que já trabalhou com os conterrâneos The Cardigans e estará disponível a 28 de Março através da Startime International. Breaker, Breaker  é o primeiro single oficial, mas já ouvi o resto do disco.

Depois de conquistarem o mundo com Writer's Block (2006) onde reinavam os assobios viciantes do eterno hit Young Folks, os Peter, Bjorn & John decidiram experimentar nos dois álbuns seguintes. O Seaside Rock (2008)  era um álbum essencialmente instrumental, mas carregado de charme e até tinha três faixas com monólogos em diferentes dialetos suecos. E o desconcertante e difícil Living Thing (2009), que quase ninguém ouviu, seguiu a mesma toada. Esses trabalhos discográficos significaram uma mudança abrupta da sonoridade pop rock dos Peter, Bjorn & John para algo meio pop e meio experimental e foram uma espécie de banho de água fria na legião de fãs que tinha sido conquistada em 2006, com muito sangue e suor.

Assim, Gimme Some marca o retorno às raízes e um regresso ao pop rock, uma tentativa de reconciliação dos Peter, Bjorn & John com os fãs. Ouve-se nas onze músicas influências da new wave e do power pop, guitarras potentes e batidas dançáveis e alguns ouvidos mais atentos irão reconhecer elementos do punk. As vocalizações também são agradáveis, as guitarras espertas e amiúde surgem algumas batidas dançantes. Acaba por ser um álbum que mistura todos os elementos que fizeram anteriormente o sucesso do trio.

Todas as músicas parecem ter sido pensadas para serem hits, começando logo por Tomorrow Has to Wait. Dig A Little Deeper contém todos os ingredientes de um bom indie pop, enquanto Second Chance e (Don't Let Them) Cool Off são pegajosas e perspicazes. Eyes é leve e ensolarada e o single Breaker, Breaker mostra o papel de Sunding na injeção de peso e sujidade no disco. O mesmo vale para Black Book e Lies, que possuem uma pitada de punk rock. May Seem Macabre e Down Like Me são levemente mais sombrias e o disco termina com a nostálgica e psicadélica I Know You Don't Love Me. Resumindo, Gimme Some não é propriamente um disco meloso e engraçadinho e tem canções arrojadas e instigantes com o propósito de agradar a todos os ouvidos. É um álbum enxuto e encorpado e que poderá servir na plenitude para a ressurreição comercial dos Peter, Bjorn & John. Se quisermos, é um álbum mais americano, single-minded, eficiente, pragmático até...

As bandas que respondem ao sucesso com discos insensatos e difíceis acabam muitas vezes por entrar num jogo que pode originar falta de visibilidade comercial (os recentes trabalhos dos MGMT e da M.I.A. são dois bons exemplos). Mas depois, se voltam a entrar nos eixos, podem obter recompensas que, mesmo nunca levando essas bandas à excelência de uns Radiohead, Wilco, Flaming Lips, pelo menos garantem uma carreira bem sucedida. E os Peter, Bjorn & John tentam em Gimme Somme voltar ao trilho certo. Depois de ter ouvido o disco, este é claramente um dos elogios que posso fazer ao mesmo...


01. Tomorrow Has To Wait
02. Dig A Little Deeper

03. Second Chance
04. Eyes
05. Breaker Breaker

06. May Seem Macabre
07. (Don't Let Them) Cool Off
08. Black Book
09. Down Like Me
10. Lies
11. I Know You Don't Love Me 


Myspace

 

Download Peter, Bjorn & John - Gimme Some (password: mp3crank.com)


autor stipe07 às 21:38
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Curtas X

Justice - Civilization

A dupla francesa Justice, de Gaspard Augé e Xavier de Rosnay irá regressar com um novo disco este ano, o segundo da banda. E já é conhecido o single Civilization, que se pode ouvir num novo comercial da Adidas.

 

The Kills - DNA

A dupla The Kills tem sido presença assídua nos últimos Curtas, à medida que vão sendo desvendados detalhes de Blood Pressures, que será lançado já no dia 4 de Abril. Depois do primeiro single, Sattelite, do qual dei conta Aqui, disponibilizaram agora para download gratuito no seu site o single DNA, que contou, nas segundas vozes, com a participação especial do grupo gospel The REV Gospel Collective.

 

Eddie Vedder - Longing To Belong

Com os Pearl Jam em modo pausa, Eddie Vedder lança em junho um disco a solo. Vai chamar-se Uke Songs e Longing to Belong é o primeiro single. Já em 2007, Eddie Vedder tinha trabalhado a solo na banda sonora de Into The Wild

 

  

White Denim - Anvil Everything

Os White Denim disponibilizaram Anvil Everything para download gratuito depois de também já o ter feito para Drug no início deste mês. Estas duas músicas fazem parte de D, o novo disco da banda, que verá a luz do dia a 6 de junho e que, de acordo com a crítica, levará os White Denim definitivamente no rumo de uma sonoridade mais dura e rock.

 

Ponytail - Easy Peasy

Em meados de 2010 o projeto Ponytail de Baltimore constituido por Jeremy Hiran, Dustin Wong, Ken Seeno e Molly Siegel, tinha anunciado uma pausa, com o propósito dos quatro músicos da banda poderem eonvolver-se noutros projetos paralelos. Felizmente a separação foi curta; Acaba de ser revelado Easy Peasy, o single de apresentação de Do Whatever You Want All The Time, o novo disco.

A música começa com um longo minuto de ruído sintetizado que vai ganhando volume devido à bateria de Jeremy, à qual são acrescentadas as guitarras de Dustin e Ken. No momento certo surge a voz de Molly Siegel e logo . A música dos Ponytail parece ser planeada a cada segundo.

 

 MP3: Ponytail: "Easy Peasy"

 

Friendly Fires - Pala

Pala, o segundo disco dos Friendly Fires já tem data de lançamento, dia 16 de maio. O disco foi produzido por Paul Epworth e gravado em Sussex, no Reino Unido e em França e Nova Iorque.
Hoje, dia 23 de março, está previsto tocarem pela primeira vez ao vivo o single Live Those Days Tonight, no talk show de Jimmy Fallon, nos Estados Unidos e deixá-lo disponível para audição em Wearefriendlyfires.com.

Pala terá as participações especiais do Harlem Gospel Choir na canção Hurting e de Alex Frankel, dos Holy Ghost, em True Love. A banda também confirmou a sua presença em Glastonbury e no Reading And Leeds Festival no próximo verão.
Fica a tracklist de Pala;

 

Live Those Days Tonight
Blue Cassette
Running Away
Hawaiian Air
Hurting
Pala
Show Me Lights
True Love
Pull Me Back To Earth
Chimes
Helpless

 

 

The National - Think You Can Wait

Os The National deram a conhecer ontem, dia 22 de março, uma nova canção intitulada Think You Can Wait. De acordo com Matt Berninger, esta canção foi escrita para fazer parte do filme Win Win, de Thomas McCarthy. E a temática do filme sobre pessoas normais que tentam todos os dias dar o seu melhor para serem felizes, inspirou a música. A canção surge nos créditos finais do filme e foi produzida por Peter Katis que já tinha trabalhado com os The National no The Boxer, tendo sido gravada no estúdio de Aaron Dessner em Brooklin, NY. A voz feminina que aparece a cantar com Matt pertence a Sharon Van Etten. No Site da banda poderás saber mais sobre esta colaboração.


autor stipe07 às 22:09
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Terça-feira, 22 de Março de 2011

Space Ghost - FSCK

O projeto Space Ghost é uma ideia de Sudi Wachspress, de 19 anos, natural de Oakland nos Estados Unidos. As suas composições têm uma sonoridade intrigante, que se inserem na música ambiente e na eletrónica, mas que vagueiam também por outros campos mais obscuros e ao mesmo tempo progressivos, sempre com uma batida aos comandos. Não sei se estou a inventar um novo género musical, mas soa-me a uma espécie de eletrónica acústica.

O EP FSCK junta as suas cinco canções mais recentes, cheias de escuridão, como se tivessem sido gravadas bem lá no fundo da nossa crosta terrestre, a soarem por cá a Efterklang, Hype Williams, Solar Bears e Vondelpark, mas também carregadas de otimismo e esperança.

Em Drome e Dome Home o hip hop é a chave mestra e o orgão bastante orgânico e as palmas alteradas dois detalhes preciosos. A faixa título FSCK está feita com a mesma atenção pelos pormenores; Incluí detalhes de voz bem construídos e uma percussão bastante vincada. Feed Me é a minha faixa preferida do LP, devido, em parte, à voz sintetizada que nos transporta logo para uma espécie de twilight zone obscura, misteriosa e nostálgica, no trilho dos melhores momentos Efterklang. Tired já é um pouco diferente, até porque tem a curiosidade de ser bastante dançável; Começa com uma batida com alguns breaks, sendo coberta depois com um teclado orgânico e ao mesmo tempo sintetizado.

Em suma, FSCK vive na ambivalência do experimentalismo, de alguém que ainda procura o melhor rumo, mas já demonstra uma consistência e maturidade apreciáveis na mistura de sons e na construção de uma identidade sonora vincada e que marcará certamente o futuro da carrreira de Space Ghost. A capa que mostra uma praia espacial é uma feliz ilustração desta espécie de dicotomia e cruzamento entre dois mundos opostos e, ao mesmo tempo, paralelos.

FSCK Cover Art

 

 
1.
Drone 03:58
 
 
2.
Dome Home 04:20
 
 
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FSCK 02:41
 
 
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