Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

Discos 2010

Para concluir o balanço do ano só faltava mesmo divulgar os discos que mais gostei de ouvir e descobrir em 2010. Mais uma vez, a escolha não foi fácil, até porque o ano foi profícuo em lançamentos, boas novidades, algumas descobertas e várias surpresas agradáveis.

A ordem em que eles aparecem não obedece a qualquer escala, contagem, ou classificação; Não gosto de quantificar a música e cada um destes álbuns tem algo de diferente e único e que o distingue de todos os outros, quer na própria sonoridade vocal e instrumental, quer no próprio aspecto, até porque os meus olhos também ouvem música! Armazeno imensa música em formato digital, mas ainda sou um daqueles puristas que consegue ver num disco uma obra de arte, um objecto cultural, como é, por exemplo, um livro ou um quadro e para quem a estética e a apresentação do disco, o prazer de o abrir, desembrulhar, tocar e ler conta imenso!

Também não vou tecer qualquer comentário acerca de cada disco; Ao longo do ano fui falando deles, basta pesquisar no blog para reler. E também, muito honestamente, tenho mais jeito para ouvir e sentir a música que me preenche e faz feliz do que propriamente falar dela! E sempre foi essa, para mim, uma das grandes magias da música... Deixar-me com dificuldade em encontrar as palavras certas para a descrever e raramente conseguir fazer com que quem me leia visualize o que sinto quando ouço a música que gosto e que me faz feliz!

Falar de qualquer um destes discos não é fácil, não só por isso, mas também porque sei que ainda tenho imensas coisas boas para descobrir em cada um deles!

2011 promete... Vamos ver se em termos musicais também corresponde às minhas expectativas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


autor stipe07 às 00:40
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (3) | The Best Of Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

As minhas músicas de 2010

Continuando com balanços, depois dos vídeos do ano, partilho agora aquelas que foram as minhas músicas de 2010.

 

Gorillaz - On Melancholy Hill

Os Gorillaz, que em Plastic Beach procuraram captar a sonoridade e envolvência da electrónica dos anos 80, encontraram em On Melancholy Hill, a canção que melhor interpreta este desejo. Esta música foi ouvida por cá centenas de vezes e sempre com a mesma satisfação.

 

 

Massive Attack - Paradise Circus

Paradise Circus conta com vocalizações de Hope Sandoval dos saudosos Mazzy Star. É, na minha opinião, o grande momento de Heligoland.

 

 

The National - England

England é brilhante! Faz-me sentir o vento fresco na cara. É uma daquelas canções que consigo ver e garanto-vos que é uma óptima sensação.

England (You must be somewhere in London, You must be lovin' the life in the rain) é um hino à libertação, ao apego dos sentimentos e um incentivo a olhar em frente, a sermos sempre honestos e felizes! É a música coldplayana dos The National; O piano assume desde logo as rédeas do jogo, com uma melodia bastante simples, mas imensamente doce e profunda e determina os restantes arranjos; O clímax chega com a entrada da bateria, como se ali, naquele instante, nos fosse pedido para largar tudo e gritar bem alto o refrão, um autêntico grito de guerra! Sinto-me cansado, mas estranhamente relaxado e em paz, quando soa o último acorde! Um enorme épico, na verdadeira acepção da palavra!

 

Arcade Fire - Modern Man

Modern Man é a música onde os Arcade Fire se despem de maniqueísmos em termos harmónicos, optando pela simplicidade e por riffs de guitarra mais elementares, fazendo assim com que a estrutura rítmica fique assente nos jogos líricos de Win Butler. Acaba por encarnar a faceta mais pop da banda, quase como se Bruce Springsteen encontrasse os Fleetwood Mac, mas sob a batuta dos Arcade Fire.

 

 

Interpol - Always Malaise (The Man I Am)

Esta é já uma das melhores composições da banda. É uma música extremamente soturna, com acordes destoantes e um final dançante que faz a alegria daqueles que gostam de músicas complexas. A produção, a cargo dos próprios Interpol, foi muito competente, com infinitas camadas de sons, sintetizadores na medida certa e frases soltas cantadas lá ao fundo. 

 

Jónsi - Tornado

Não sei onde me enfiar quando os violinos e a bateria entram ao mesmo tempo... E sinto frio aqui... Destroy from the inside, Erupt like volcano E um calor abrasivo muito bom logo depois... Ali... À esquerda, no meu peito... Quase no fim.

Descrevi assim Tornado neste blog, há alguns meses, quando assimilei a música e ela entranhou-se definitivamente em mim.

 

Flying Lotus - And The World Laughs With You (Feat. Thom Yorke)

A 3 de Maio saiu Cosmogramma, o segundo álbum do produtor californiano Steven Ellison, que assina Flying Lotus. Este disco, lançado pela Warp Records, é considerado por alguma crítica como um dos álbuns de 2010. And The World Laughs With You é uma amálgama de sons e ritmos, sempre em constante movimento e mutação, apoiados na batida constante de um sintetizador. O Thom mal se nota, mas essa faceta misteriosa do cantor assenta que nem uma luva no tema.

 

These New Puritans - We Want War

Meses antes de se poder ouvir o álbum completo, já circulava por todo o lado a música We Want War, o single de lançamento de Hidden. A recepção por cá não podia ter sido melhor, principalmente devido à batida pujante. Dizem que o futuro da música foi descoberto pelos These New Puritans; Quase que aposto que, pelo menos, estarão presentes no meu futuro musical.

 

 

Amiina - Over and Again

Quando ouço Amiina, crio a imagem de quatro raparigas com vestidos coloridos ao redor de uma mesa repleta de instrumentos, sinos, campaínhas e copos de cristal e uma delas segura um serrote tocando-o com um arco. Over And Again foi a minha canção de embalar de 2010, mas também a mais fiel companhia das minhas correrias vertiginosas nos montes em redor, nas gélidas manhãs de frio e nevoeiro provocadas pelos ares do Douro. Da mesma forma que o fez Tornado, Over And Again recordou-me constantemente a Islândia e alguns sonhos que não ficarão certamente por concretizar.

 

 

Sufjan Stevens - Too Much

Too Much é uma espécie de súmula da carreira de Sufjan Stevens. Junta os arranjos sumptuosos que marcaram Illinois e o noise de Enjoy Your Rabbit, numa música que parece mais uma composição clássica que uma simples canção pop. E tudo isso em pouco menos de sete minutos. Too Much, continua a aposta do artista em juntar elementos electrónicos cada vez mais complexos e negros, com a sonoridade habitual do universo indie.


autor stipe07 às 01:13
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (2) | The Best Of Man On The Moon...
|
Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

Gorillaz - The Fall

Definitivamente, The Fall, o novo disco dos Gorillaz, não foi feito para ser um estrondoso sucesso comercial, não só pela forma como está disponibilizado e acessível na internet pela própria banda, mas também pelo conteúdo musical.

Ontem consegui descarregar e ouvir o disco. É o álbum mais experimental que ouvi nos últimos anos e consigo colar The Fall a Plastic Beach, recordando-me da parceria Wah Wah / Laid (James), ou seja, o primeiro funciona como complemento do segundo e não numa lógica de aproveitamento de sobras e restos. Dentro do mesmo conceito sonoro de Plastic Beach, mais electrónico, pop e alternativo que os álbuns anteriores, The Fall é a cereja no topo do bolo delicioso que os Gorillaz cozinharam em 2010 e que continuará a saciar os meus ouvidos nos próximos tempos.

Nota-se que foi mesmo feito como uma espécie de passatempo e para experimentar algumas novas sonoridades e instrumentos com os músicos que Albarn tinha à mão, nos EUA, na recente Plastic Beach Tour. É, como já referi, um som electrónico mas nada dançante (algumas remisturas bem feitas de California And the Slipping Sun Revolving Doors, a minha música preferida do disco, podem levar os Gorillaz de novo às pistas de dança) e já não se ouvem as vocalizações do cartoon 2D. Não repete, quanto a mim o erro do excesso de hip-hop que sempre marcou a banda, mas também não tem o sabor a novidade dos primeiros sucessos dos Gorillaz. E tal evidência não é necessariamente um defeito, até porque o conforto de, por antecipação, já sabermos com o que vamos levar, leva a um usufruto mais pleno do conteúdo, quando o verdadeiro amor, neste caso por uma banda, já está mais que consolidado.

The Fall vale por tudo isto e também pelo atrevimento da produção (o álbum é feito num iPad); Transborda psicadelismo e acaba por ser uma despedida calma e serena da banda, mas em grande! Quem quiser ouvir, faça o favor de se servir e depois diga alguma coisa; Como sempre, apesar de raramente obter feedback, quando ouço um novo disco das bandas que fazem parte da minha vida, tenho sempre curiosidade em saber o que outros acharam...


Phoner To Arizona

Revolving Doors

HillBilly Man

Detroit
Shy-town
Little Pink Plastic Bags
The Joplin Spider
The Parish Of Space Dust
The Snake In Dallas
Amarillo
The Speak It Mountains
Aspen Forest
Bobby In Phoenix
California And The Slipping Of The Sun
Seattle Yodel

 


autor stipe07 às 23:16
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (1) | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

Três de rajada... VIII

Não me lembro de uma segunda-feira tão pobre de novidades musicais como hoje. E não falo só de qualidade; escasseiam os lançamentos e percebe-se, até porque 2011 está já aí. Seja como for, alguma coisa se aproveitou, até deu para fazer uma triagem e assim, deixo mais três, com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Sugiro hoje Cee Lo Green, Eliza Doolittle e The Wanted.

 

Cee Lo Green – It’s OK

 

Cee-Lo Green lançou hoje mais um single do seu disco The Lady Killer. A música chama-se It’s Ok e mantém a forte influência do R&B dos anos 60 e 70, agora com uma base instrumental mais leve, mas sempre com algumas vozes femininas e uma mensagem romântica. Tal como sucedeu em Fuck You, o vídeo expressa visualmente essa época, complementada com o bom humor do cantor.

Descobri também uma remix de Michael Gray, aqui, com uma batida house e uns teclados muito estranhos. Poderá interessar a alguém...

 

 

 

 

Eliza Doolittle – Skinny Genes

 

Eliza Doolittle, é outro nome de quem se fala depois da edição do seu álbum de estreia, homónimo, este ano. Esta cantora e compositora britânica, de 22 anos, entrou precocemente no mundo da música; Aos 12 anos já compunha canções e aos 16 anos assinou o seu primeiro contrato discográfico. Neste disco compôs com nomes como Greg Kurstin (Lily Allen, SIA), Steve Chrisanthou (Corinne Bailey Rae), Jonny $ (Kylie, Massive Attack), e Craigie Dodds (Amy Winehouse).

 

 

O resultado é, por aquilo que li mas ainda não confirmei, um álbum que nos lembra as sonoridades dos anos 60 e 70 mas com uma frescura como só uma cantora da sua idade pode oferecer; Há mesmo quem se refira à musica de Eliza Doollitle como um cruzamento da pop de Lily Allen com a sonoridade da era Motown.

Skinny Genes, terceiro single de Eliza Doollitle, está a fazer impacto um pouco por todo o lado. A melhor descoberta da semana...

 

 

The Wanted – Lose My Mind

 

Os The Wanted lançaram hoje o seu terceiro single Lose My Mind do álbum de estreia, também homónimo, The Wanted, produzido por RamiCarl Falk and The Wideboys. Não conheço esta boysband e pela amostra também não fiquei minimamente interessado em saber mais. Seja como for, pode ser que alguém goste...

O vídeo desta música foi filmado em Coney Island por um tipo chamado Nigel Dick que, pelos vistos, já dirigiu mais de 300 vídeos musicais.
 

autor stipe07 às 22:21
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (1) | The Best Of Man On The Moon...
|
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Jan Karsky - O Herói Que Tentou Travar O Holocausto

 

Deixo como nova sugestão de Natal e de leitura um livro que descobri há poucos dias mas já está à venda em Portugal desde o dia 8 de Outubro. Lançado pela Teorema, a obra chama-se Jan Karsky - O Herói que tentou travar o Holocausto, um romance-ensaio sobre um católico polaco que tentou alertar, sem sucesso, os aliados para o extermínio judeu e se encontrou com o presidente Roosevelt em 1944. Fica a sinopse;

 

Varsóvia, 1942. A Polónia foi devastada pelos nazis e pelos soviéticos. Jan Karski é um mensageiro da Resistência polaca junto do Governo no exílio, em Londres. Encontra dois homens que o conseguem introduzir clandestinamente no gueto de Varsóvia, para que ele possa dizer aos Aliados o que viu e preveni-los de que os judeus da Europa estão a ser exterminados. Jan Karski atravessa a Europa em guerra, alerta os ingleses, e tem um encontro com o Presidente Roosevelt na América. Trinta e cinco anos mais tarde, Karski conta a sua missão nessa época em SHOAH, o grande filme de Claude Lanzmann. Impõe-se a terrível pergunta: Porque é que os Aliados permitiram o extermínio dos judeus da Europa? Este livro, que combina os meios do documentário com os da ficção, conta a vida desse aventureiro que foi também um Justo.

 

Escrever um livro para lembrar karksi

 

No passado sábado, o Diário de Notícias publicou uma entrevista com Yannick Haenel, nascido em Rennes, em 1967 e o autor do livro, que assumiu ter ficado profundamente tocado pela imagem  do homem que tentou alertar o Ocidente para o extermínio dos judeus e pelo silêncio que obteve como resposta. Daí o livro: para lhe render homenagem, repetir-lhe o nome. Podes ler AQUI, na íntegra, essa entrevista.

tags:

autor stipe07 às 16:46
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

Curtas...

 

Quem acompanha regularmente Man On The Moon deve lembrar-se que há algumas semanas dei conta AQUI que os Gorillaz iriam lançar um novo disco no dia de Natal, com a possibilidade de download gratuito em Gorillaz.com. Hoje a banda revelou que este novo álbum se chamará The Fall e também desvendou a respectiva tracklist.

Damon descreve The Fall, que foi gravado durante a digressão de Outono nos Estados Unidos num iPad, como uma forma que os músicos da banda encontraram de combater a monotonia da tournée e das constantes viagens e deslocações: I did it because there's a lot of time that you just spend staring at walls essentially. And it was a fantastic way of doing it. I found working in the day, whether it's in the hotel or in the venue, it was a brilliant way of keeping myself well. E acrescentou que a versão física do disco será editada no início do próximo ano e conceptualmente será uma espécie de diário: I literally wrote everything on the day in each place and there's a strange sort of sound of America and its musical traditions that comes through. It feels like a journey through America.

Eis a tracklisting de The Fall:


Phoner To Arizona
Revolving Doors

HillBilly Man

Detroit
Shy-town
Little Pink Plastic Bags
The Joplin Spider
The Parish Of Space Dust
The Snake In Dallas
Amarillo
The Speak It Mountains
Aspen Forest
Bobby In Phoenix
California And The Slipping Of The Sun
Seattle Yodel

 

 

Entretanto os Green Day anunciaram ontem um novo duplo álbum ao vivo para 2011 e que se chamará Awesome As Fuck. Já em Agosto a banda tinha colocado esta possibilidade em Twitter.com/greendayWe've been recording our live shows since the beginning of tour. Possible live album coming.
O último disco ao vivo dos Green Day, Bullet In A Bible, tinha sido editado em 2006, com um concerto da banda em Inglaterra no mítico  Milton Keynes Bowl. Fica um excerto desse espectáculo;

 

 

 

No final de Novembro falei pela primeira vez de James Blake, uma das maiores revelações de 2010 e que o seu primeiro álbum estava a ser aguardado com enorme expectativa! Ontem o músico anunciou a tracklisting do seu álbum de estreia e homónimo, assim como a data de lançamento; 7 de Fevereiro.

Fica a tracklisting de James Blake e novamente o vídeo realizado por Martin de Thurah, que acompanha o seu novo single, Limit To You Love, um original da canadiana Feist;

 

Unluck
Wilhelm's Scream
I Never Learnt To Share
Lindisfarne I
Lindisfarne II
Limit To Your Love
Give Me My Month
To Care (Like You)
Why Don’t You Call Me
I Mind
Measurements

 


autor stipe07 às 22:40
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

Blur - Confirmado disco em 2011.

Já desde Abril deste ano que são consistentes os rumores sobre um novo disco dos Blur. No dia 17 desse mês, Fool's Day, a primeira música dos Blur a ver a luz do dia após o álbum Think Tank, de 2003, foi editada como pretexto para assinalar o Record Store Day, um evento anual e que promove por toda a Europa as lojas de discos de pequena e média dimensão e com catálogos mais alternativos, conforme referi AQUI.

Algumas semanas depois, em declarações ao NME, Damon Albarn volta a confirmar a reunião da banda e que, momentos como aqueles que resultaram em Fool's Day, voltariam a repetir-se muito em breve (AQUI).

Já em Novembro dei conta da minha crescente euforia com estes rumores quando citei Damon Albarn, que tinha revelado à Sky News que falou com outros elementos da banda e estaria planeado juntarem-se em Janeiro de 2011; We did talk about doing something in January, something small, no career-based world domination ideas. I've got a lot of songs that will always only be comfortable in the context of Blur.

Hoje a banda é destaque nos tablóides, nomeadamente no The Sun, que confirma a gravação de um novo disco durante o próximo mês de Janeiro; According to one anonymous source, the lads will be getting into the studio early next year. There’s no concrete plans regarding what they will do with the material, but if they’re all agreed it could become the first full Blur album to feature all four members in over a decade.

Oxalá isto seja verdade... 2011 promete mesmo!

Relembro as minhas duas músicas preferidas da banda...

 

Já falei AQUI de Out Of Time...

 

 

E AQUI de Trimm Trabb, a minha preferida...

 


autor stipe07 às 21:48
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Sábado, 18 de Dezembro de 2010

Os meus vídeos 2010

Com o final do ano começam os balanços e eu não fugirei à regra. Inicio com os vídeos que mais gostei de ver em 2010. A indústria musical vive cada vez mais da componente visual e os vídeos são hoje a melhor forma de promoção de uma música, na minha opinião. As bandas apostam cada vez mais em actores e realizadores conhecidos e, de ano para ano, e com o desenvolvimento da tecnologia cinematográfica, surgem cada vez mais vídeos surpreendentes e que provam que nada é impossível e não há barreiras para a imaginação. Confere...

 

Massive Attack - Atlas Air

Um vídeo dos Massive Attack é sempre motivo de júbilo. Os britânicos continuam a cozinhar sucessos como antigamente e visualmente mantêm-se irrepreensíveis. Para o vídeo de Atlas Air, os gurus do trip-hop voltaram a trabalhar com Edouard Salier, para filmar uma besta no meio de uma luta desigual. Como sempre acontece na maioria dos telediscos desta banda, há uma forte mensagem politica no filme.

 

  

Gorillaz - Stylo

Bruce Willis, veterano actor norte-americano conhecido pela participação em dezenas de filmes como Pulp Fiction, Armageddon ou a saga Assalto ao Arranha Céus, é o convidado especial deste vídeo dos Gorillaz. O vídeo de Stylo mostra as personagens animadas da banda de Damon Albarn em fuga pelo deserto californiano. A persegui-los, a bordo de um Chevrolet, Bruce Willis.

 

 

Ok Go - White Knuckles

Realizado por Trish Sie e pelos próprios OK Go, em apenas 24 horas, este teledisco teve um milhão de visualizações no youtube. É mais uma proeza para esta banda norte-americana que em 2007 ganhou o Grammy de Melhor Vídeo Musical, com Here It Goes Again
O vídeo de White Knuckles é bastante divertido e contou com a colaboração especial dos Talented Animals.

 

Kate Nash - Do-Wah-Doo

Se o vídeo da Kate Nash, para o seu novo single Do Wah Doo fosse um filme da Sessão da Tarde, com certeza a sinopse seria: Uma miúda que planeia altas confusões no ar e vive um triângulo amoroso bastante maluco nesse avião e que vai dar o que falar! Em suma, um vídeo simples, barato e bastante divertido. A coreografia com as instruções de voo ficou espectacular.

 

Fujiya And Miyagi - Sixteen Shades Of Black And Blue

Realizado por Bert & Bertie, o vídeo de Sixteen Shades Of Black And Blue da dupla Fujiya And Miyagi é bastante sinistro, com marionetas com um aspecto um pouco macabro, mas bastante animado e até divertido! De salientar também a participação especial do actor Philip Zimmerman.

 

Eels - Baby Loves Me

Este video dos Eels foi criado como uma espécie de vingança contra Londres, afirmou o vocalista Mark Everett, ao site da revista NME.
Em Junho, o músico foi abordado pela polícia londrina, que o confundiu com um terrorista islâmico por causa da sua longa barba. Em retaliação, E decidiu transformar a capital inglesa numa miniatura neste vídeo. Vou fazer a vossa cidade parecer um brinquedo, contou E ao NME. E conseguiu... Quem conhece minimamente Londres vai achar o filme irrepreensível!

 

Cee Lo Green - Fuck You

Realizado por Matthew Stawski, este vídeo conta a história de Cee Lo Green e da rapariga que lhe partiu o coração desde os tempos da infância. Contagiante!

 

David Fonseca - U Know Who I Am

Recebi um dia a newsletter do David Fonseca que explica como o vídeo foi feito, o conceito e como ele decidiu contar a história da canção e realmente a simplicidade do vídeo é que lhe dá todo o sentido. Os participantes dedicam a canção a alguém que foi, é, ou poderá vir a ser importante nas suas vidas e fazem-no de forma espontânea. Depois cantam excertos, mostrando imagens da pessoa dedicada. Excelente!

 

These New Puritans - We Want War

Os These New Puritans são uma das minhas melhores descobertas do ano, uma banda de um tempo depois do rock, com uma sonoridade ímpar e que irá marcar uma época. Deixaram a crítica em sentido e o público de ouvidos bem abertos. Este vídeo deu-me o primeiro contacto com o som da banda e empolgou-me de imediato!

 

Vampire Weekend - Holiday

Outro video que me divertiu imenso! Foi realizado por The Malloys e mostra a banda numa versão barroca da nobreza do século XVIII, mas em plena LA no Século XXI. Os The Malloys são dois irmão cineastas, Emmett Malloy e Brendan Malloy e que fazem parte do catálogo da HSI Productions.


autor stipe07 às 14:49
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Canções do Natal 2010.

Nos últimos dias, enquanto pesquisava novidades, fui descobrindo algumas músicas feitas propositadamente para o Natal que se aproxima e que agora divulgo; São dez prendas musicais prontas a abrir em Man On The Moon, das quais destaco Christmas Lights dos Coldplay, de regresso em 2011, os recém descobertos The Wave Pictures, com We Dress up Like Snowmen, os I Like Trains com uma bastante calma e alternativa mas excelente versão da velhinha Last Christmas, dos Wham (Quem não se lembra?), os The Killers com Boots e os Magnetic Fields com a bem divertida e animada Everything Is One Big Christmas Tree.

Assim, disponibilizo alguns links para quem quiser, além de usufruir, guardar e partilhar. Feliz Natal com muita e boa música!

 

Coldplay - Christmas Lights

   

 

Sufjan Stevens - That Was The Worst Christmas Ever!

 

 

Royksopp - Le Cantique de Noel 

 

 

The Wave Pictures - We Dress Up Like Snowmen 

  

Maps - Stay Another Day

  

I Like Trains - Last Christmas

 

Magnetic Fields - Everything is one big Christmas tree 

 

The Walkmen - Holiday Road 

 

The Killers - Boots

 

The Crookes - It’s Just Not Christmas Without You


autor stipe07 às 21:52
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

R.E.M. - Discoverer

 

Os R.E.M. acabam de disponibilizar Discoverer a faixa de abertura de Collapsed Into Now, o próximo disco da banda. Já ouvi a música e adorei! Estão de regresso à boa forma e aos bons velhos tempos, sem dúvida. Relembrei How The West Was Won And Where It Got Us, a faixa de abertura de New Adventures in Hi-Fi, assim que ouvi os primeiros acordes.  O disco promete mesmo e quem quiser fazer o download da música, cedida pela própria banda, basta clicar AQUI. Usufrui...

 

 

 

 


autor stipe07 às 19:11
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Rainhas Medievais de Portugal

 

Foi apresentado hoje na Livraria CEBuchholz, às 18h30, o livro Rainhas Medievais de Portugal, uma obra original e única, lançada pela Esfera dos Livros. Nela, a historiadora Ana Maria Rodrigues Oliveira dá-nos a conhecer algumas mulheres que deixaram marcas no imaginário dos portugueses e que nos permitem viajar por quatro séculos de um dos períodos mais fascinantes da História de Portugal e o meu preferido.

Entre outras, são retratadas D. Teresa de Leão e Castela que, embora filha e mãe de Rei, foi casada com um conde e um condado governou, D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, D. Inês de Castro, falecida antes da entronização do seu amado D. Pedro I, D. Filipa de Lencastre, mãe da ínclita geração e finalmente D. Leonor, mulher do Rei D. João II, traçando o retrato das 17 rainhas medievais de Portugal.
Numa época díficil de estudar por falta de fontes, onde os silêncios e as omissões eram frequentes e em que as mulheres, mesmo sendo rainhas, eram vistas em função dos seus maridos, os reis, Ana Oliveira fez uma pesquisa exaustiva e uma investigação rigorosa, conseguindo escrever as biografias destas mulheres, desvendando o seu papel, a sua acção, o seu sentir e a sua voz no fluir dos acontecimentos da família, da sua corte e dos seus reinos de nascimento e de casamento.
Deve ser um livro interessantíssimo para quem, como eu, gosta e quer saber mais sobre o nosso passado e a fundação do nosso País.

Pesquisei sobre a autora e descobri que Ana Maria Rodrigues Oliveira é professora de História, com especialização na área de História Cultural e das Mentalidades. Doutorou-se em 2004 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Tem desenvolvido estudos nas áreas da mulher e da criança e participado em vários congressos e seminários. É co-autora de manuais escolares para o ensino da História e membro do Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. 


autor stipe07 às 21:45
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Três de rajada... VII

O panorama hoje voltou a melhorar um pouco no que respeita a novos lançamentos... Deixo mais três, com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Sugiro hoje Duran Duran, Lykke Li e The Drums.

 

Duran Duran – All You Need Is Now

Os britânicos Duran Duran regressam às edições este mês de Dezembro com o álbum All You Need is Now, que conta na produção com as colaborações de Ana Matronic, dos Scissor Sisters, de Owen Pallett, e de Mark Ronson. O décimo terceiro registo de originais desta banda estará disponível em exclusivo no iTunes a partir do dia 21 de Dezembro. Às lojas chegará apenas em Fevereiro de 2011, em formato CD e vinil, com mais três temas além dos nove reunidos na edição digital. Entretanto hoje foi divulgado o primeiro single e que dá nome ao disco.

 

 

 

Lykke Li – Get Some

Esta miúda sueca cada vez me convence mais e começo a ter vontade de pôr mãos à sua discografia. O seu segundo álbum, sucessor de Youth Novels (2008), parece cada vez mais próximo. Depois de oferecer este hipnótico, Get Some, no site oficialLykke Li divulga agora o respectivo video, realizado por Johan Söderberg, que nos conduz a um mundo dominado pelo sexo oposto e pelas danças inquietantes da cantora, que nos olha directamente enquanto canta, hipnotizando-nos com a letra e a sonoridade tribal da canção. Esta é para dançar!

Drums – Me And The Moon

Os norte-americanos The Drums confessam que as suas maiores influências são os The Wake, The Smiths, Joy Division e The Zombies. O novo single desta banda, Me And The Moon, editado hoje e retirado do álbum de estreia homónimo, confirma estas influências e reúne, além do original, algumas remisturas de excelentes músicos.

À versão do nova-iorquino Twin Shadow, junta-se a proposta de Matthew Dear que alterou bastante o original, com ritmos de respiração sincopada e vocais cavernosos, o retorno às baladas 80′s de Moonlight Matters e o electro-pop luminoso e optimista de Clock Opera.

 


autor stipe07 às 22:06
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (1) | The Best Of Man On The Moon...
|
Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Música do Dia...

Hoje, além de muitas outras, também podia ser aquela que diz Questions Of Science, Science and Progress, Do Not Speak As Loud as My Heart ... Ou a que promete I Wanna Be Your Easter Bunny, I Wanna Be Your Christmas Tree... Até mesmo a Hoppipolla que põe fim a qualquer guerra, ou o manual de instruções que me põe na rampa de lançamento e em contagem decrescente quando ouço  IF You Believe There´s Nothing Out There To See, If There's Nothing Let's Go!

Mas hoje é esta que me leva à Lua... On Repeat!

 

 

Please don't go crazy, if I tell you the truth
No you don't know what happened
And you never will if
You don't listen to me while I talk to the wall
This blanket is freezing, it's been out in the hall
Where you've had me for hours
Till I'm sure what I want
But darling I want the same thing that I wanted before
So sweetheart tell me what's up I won't stop no way

Please keep your hands down
And stop raising your voice
It's hardly what I'd be doing if you gave me a choice
It's a simple suggestion can you give me sometime
So just say yes or no
Why can't you shoulder the blame
Coz both my shoulders are heavy
From the weight of us both
You're a big boy now so let's not talk about growth
You've not heard a single word I have said...
Oh, my God

Please take it easy it can't all be my fault
I haven't made half the mistakes
That you've listed so far
Oh baby let me explain something
It's all down to drugs
At least I remember taking them and not a lot else
It seems I've stepped over lines
You've drawn again and again
But if the ecstacy's in the wit is definitely out
Dr. Jekyll is wrestling Hyde for my pride


autor stipe07 às 22:58
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Luc Besson filma biografia de Aung San Suu Kyi

Depois do sucesso comercial que foi As Múmias do Faraó, um dos meus realizadores preferidos, Luc Besson (O Quinto Elemento, 1997, Joana D'Arc, 1999, Artur e os Minimeus, 2006 e As Múmias do Faraó, 2010) já está às voltas com seu próximo filme. Trata-se de uma obra biográfica sobre a vida da líder da oposição birmanesa Aung San Suu Kyi, libertada no passado dia 13 de Novembro, após sete anos e meio consecutivos em prisão domiciliária, conforme dei conta AQUI.

De acordo com Wannasiri Morakul, director da Agência Tailandesa de Cinema, entidade responsável pelas filmagens estrangeiras no país e citado pela Agência France Press (AFP), é um filme sobre Aung San Suu Kyi. Aprovámos há muito tempo e foi rodado em várias cidades da Tailândia.

Alguma imprensa local avança que as primeiras cenas estão a ser rodadas em zonas rurais da fronteira da Tailândia e Myanmar, onde ficam campos de refugiados que acolhem cerca de 150 mil birmaneses.

Michelle Yeoh (007 – O Amanhã Nunca Morre e O Tigre e o Dragão), de origem malaia e com algumas parecenças físicas com Aung San, interpretará a líder da democracia birmanesa. A actriz esteve segunda-feira na casa da líder política e prémio Nobel da Paz, em Yangon, Myanmar, onde falaram sobre a história do filme. O filme ainda não tem definida sua data de lançamento.

 

Filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia que foi assassinado quando ela tinha apenas dois anos de idade, Suu Kyi viveu em Londres até regressar em 1988, por altura da morte da mãe. O seu retorno à Birmânia coincidiu com a eclosão de uma revolta popular espontânea contra os vinte e seis anos de repressão política e de declínio económico do país. Em pouco tempo, Suu Kyi tornou-se a líder do movimento de contestação ao regime militar, e em 1990, após o seu partido (a Liga Nacional para a Democracia) ter obtido uma vitória esmagadora nas eleições de 1990, Suu Kyi viu-se remetida a prisão domiciliária pela junta militar que governou o seu país, acabando por ser solta cinco anos depois, mas por pouco tempo. Dos últimos 21 anos, ela passou 15 em prisão domiciliária.

Para quem perceber mandarim, segue vídeo sobre a notícia numa telvisão estatal... chinesa.

 


autor stipe07 às 15:37
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

Eva Braun & Gorillaz

Deixo como outra sugestão de prenda de Natal e de leitura um livro já descrito como arrebatador, campeão de vendas em França e que está traduzido em inúmeros países. Será lançado em Portugal, na próxima terça-feira, dia 14 de Dezembro, pela Arcadia e intitula-se Os Diários Secretos de Eva Braun.

Eva Braun tinha 17 anos quando em 1929 conheceu Hitler em Munique. Companheira sentimental do ditador, tem sido tratada pela história como uma figura pouco relevante do Terceiro Reich mas, para alguns historiadores, ela era tudo menos uma ruiva tonta ou a dócil e submissa mulher retratada em alguns documentários e livros e que se suicidou aos 33 anos, com o seu marido, no dia 30 de Abril de 1945.

A escritora francesa Simone-Bernard Dupré, advogada e presidente da AICS (Association Internationale pour la Communication des Savoirs), conseguiu aceder a alguns documentos secretos e manuscritos pela própria Eva, com os quais elaborou esta obra de grande relevância histórica para quem, como eu, se interessa por um dos períodos mais negros da história da humanidade e quer saber mais sobre os protagonistas. Simone tem outros livros publicados de relevo, dos quais se destacam Nuits de Lumière (1999) e Baisse les Yeux (2004), vencedor do Prémio Méditerranée e Mélopée africaine (2005).
Fica a sinopse;
Por trás de um grande líder existe sempre uma grande mulher. Eva Braun foi durante muitos anos a companheira de Adolf Hitler e, por um dia, sua esposa. Através de Os Diários Secretos de Eva Braun, que chega agora até nós, entramos na intimidade daquela que acompanhou a ascensão e a queda do Terceiro Reich, marcado pelo Holocausto. O sofrimento, paixão, loucura, dúvida, vividas e descritas por Eva, não deixam ninguém indiferente.
Falando agora de música...
No dia 16 de Novembro tinha referido AQUI que os Gorillaz estavam já a gravar o sucessor de Plastic Beach, num iPad da Apple e que contavam revelá-lo ao mundo ainda antes do natal! Também divulguei o primeiro single desse disco, Doncomatic (All Played Out), que conta com a participação do cantor britânico Daley. Hoje esta banda virtual confirmou que vai disponibilizar o disco para download gratuito, no dia de Natal, em Gorillaz.com.
Quem revelou esta informação tão importante e inesperada foi Jamie Hewlett, companheiro de Damon Albarn neste projecto, em declarações ao jornal australiano Perth Now: On Christmas Eve a video for one of the new songs from the iPad album will be released. Then on Christmas Day fans get the whole album downloaded to their computer for free as a gift.
É uma excelente prenda para todos os fãs da banda, onde me incluo, até porque são cada vez mais consistentes os rumores de que este projecto poderá estar no fim. A digressão de promoção de Plastic Beach tem sido um sucesso, mas obriga a uma tremenda logística, principalmente devido à dificuldade em acertar datas onde todos os ilustres convidados do disco possam estar presentes. E Damon faz sempre questão que os concertos dos Gorillaz reproduzam fielmente as músicas, que perdem significado se não forem interpretadas pelos actores das mesmas, para que não se perca o conceito da banda.
A par dos Radiohead, ainda tenho esperança de os conseguir ver ao vivo...

autor stipe07 às 21:47
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Please Give & Stone

No fim-de-semana vi O Americano e chamou-me a atenção um cartaz igual ao de cima. Estava afixado no corredor de acesso às salas de cinema e resolvi investigar...

O filme é uma comédia, chama-se Encontros em Nova Iorque (Please Give) e tem como protagonista Catherine Keener que, pelo que descobri, desempenha o papel de Kate, uma nova iorquina que quer salvar o mundo mas que se mostra incapaz de salvar o seu próprio casamento e tem uma relação péssima com a filha adolescente. Depois tem uma forma de estar na vida um pouco hipócrita; Trabalha numa loja de mobiliário moderno, enriquecendo através de grandes negócios com móveis que compra a familiares de pessoas falecidas por valores muito abaixo dos que pratica na revenda. E tem como vizinha uma idosa pouco amigável, que deseja no íntimo que morra, para juntar as duas casas.

A soma destas suas atitudes menos nobres faz com que se sinta deprimida e com necessidade de se redimir. Assim, aceita trabalhos de voluntariado e sustenta alguns sem abrigo que encontra na rua. Em oposição, é incapaz de dar dinheiro à sua filha adolescente, uma garota cheia de problemas com a sua aparência e que necessita de algo que lhe aumente a auto-estima.

No meio de tanto conflito interior, não é de estranhar que o filme se deva canalizar em torno da personagem de Kate, mas parece que também acompanha a saga de duas netas da tal idosa. Uma delas não encontra namorado e a outra foi recentemente trocada por uma mulher mais nova.

A vida de todas estas pessoas cruza-se numa sucessão de dramas que eventualmente irão solidificar a personalidade de cada uma. Portanto, e ainda segundo a crítica, o filme circula em torno da culpa e da procura da redenção de uma mulher que se tenta relacionar melhor com a família mais próxima e em especial com a filha, numa NY repleta de hipocrisias, muito longe da cidade dos sonhos que muitos de nós imaginamos ser. Fica o trailer;

 
Em Outubro falei AQUI de Stone, um drama que tem como protagonistas aqueles que são considerados os melhores actores da sua geração: Edward Norton e Robert de Niro. Relembro esta proposta até porque vi a apresentação do filme, que me deixou de apetite ainda mais aguçado!
 
 
Além da história parecer consistente e ser protagonizada por um excelente leque de actores, Stone também me interessa porque Edward Norton convidou Thom Yorke e Jonny Greenwood, seus amigos e músicos dos Radiohead, para fazerem a banda sonora. O enredo conta-se em poucas palavras...

Um pirómano aprisionado (Edward Norton) tenta manipular a sua saída da prisão através da mulher (Milla Jovovich), que seduz o responsável pela sua liberdade condicional (Robert de Niro) e começa a efectuar perigosos jogos psicológicos com ele.


autor stipe07 às 19:15
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

Atmosfera da Super-Terra GJ 12114b

No passado dia dois de Dezembro a revista Nature publicou um estudo com uma das descobertas mais fantásticas dos últimos tempos e que tem passado despercebida; Pela primeira vez uma equipa de astrónomos analisou a atmosfera de um exoplaneta do tipo super-Terra, neste caso o planeta com o nome de código GJ 12114b, através de um telescópio instalado no Chile. Foi descoberto que o mesmo é formado por vapor de água que origina nuvens bastante densas e grossas. O GJ 12114b tem um diâmetro três vezes maior do que a Terra e uma massa 6,5 vezes maior, situa-se a 40 anos-luz e foi descoberto muito recentemente, em Novembro de 2009. Este planeta, segundo a ESO, demora 38 horas a executar uma volta ao redor da sua pequena estrela vermelha hospedeira, localizada a cerca de 40 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Ofiúco (ou Serpentário), orbitando a uma distância de apenas dois milhões de quilómetros, cerca de setenta vezes mais perto do que a órbita da Terra em torno do Sol.


 

De acordo com o autor do estudo, Jacob Dean, que trabalha no Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard, uma super-Terra é o nome que se dá a um planeta de transição entre planetas com as características de astros rochosos como a Terra, Vénus e Marte e astros gasosos, gigantes e gelados, como Úrano e Neptuno. Este tipo de planetas era desconhecido antes de se observar outros fora do sistema solar.

A análise da atmosfera do planeta foi feita com o telescópio Chileno a verificar se determinados comprimentos de onda que no espectro da luz caem no infra-vermelho, ao atravessarem a atmosfera do GJ 12114b eram alterados, denunciando a sua composição. E as leituras do telescópio indicaram estar-se perante um planeta com uma atmosfera formada por vapor de água tão denso que fica compactado junto da superfície da super-Terra. Este é o resultado mais significativo do último ano sobre medições da atmosfera de um exoplaneta e um ano é muito tempo neste campo, afirmou em declarações à BBC News Drake Deming, do Laboratório de Sistemas Planetários da NASA, que também escreveu sobre este artigo. Entretanto Dean disse também que vai haver mais novidades sobre o GJ 12114b; Este é o exoplaneta mais interessante conhecido e há muitos cientistas focados nele.


Lá em cima anda outro telescópio à procura de super-Terras. Chama-se Kepler, foi colocado em órbitra em Março do ano passado e já descobriu cerca de 700 astros que poderão figurar na lista desse tipo de planetas, dos quais se destacam Corot-7b, Osíris HD209458b e o HD149026b

O Kepler pesa mais de uma tonelada e está equipado com um fotómetro de 95 milhões de pixéis, a maior objectiva fotográfica lançada no espaço pela Nasa. É ultra-sensível às variações luminosas e vai fotografar durante pelo menos três anos mais de 100 mil estrelas parecidas com o Sol, na região do Cisne e da Lira da Via Láctea.


autor stipe07 às 22:57
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (1) | The Best Of Man On The Moon...
|

Três de rajada... VI

As segundas-feiras deste final de ano têm sido aos altos e baixos. Como sucedeu há duas semanas e depois da dificuldade em optar pelas melhores, devido à abundância, na semana anterior, hoje voltou a não ser fácil a escolha por, na minha modesta opinião, alguma falta de qualidade!

Após cuidadosa triagem, deixo mais três, com informação breve e pertinente para quem queira conhecer e tirar conclusões. Sugiro hoje Kings Of Leon, KT Tunstall e The Pains Of Being Pure At Heart.

 

Kings Of Leon – Pyro

Depois de Radioactive, a banda dos irmãos Followill lançou hoje Pyro, o segundo single do seu quinto álbum de originais, Come Around Sundown. Começa a ser complicado escrever sobre uma banda de que já se gostou imenso quando, ainda muito recentemente, Caleb (o vocalista) afirmou que um dos singles mais recentes da banda (não referiu qual) era a piece of shit.

Fiquei um pouco decepcionado com Only By The Night e este novo disco segue, pelos vistos, os caminhos traçados nesse trabalho: temas lânguidos, penetrados pela voz melosa de Caleb que teima em não mudar de registo e pouco mais. Acaba por funcionar como um conto (regravado) que não acrescenta um ponto ao disco anterior, mas também não retira, ou seja, indiferente e inconsequente. O que é feito da genica de temas como Red Morning Light? Foi-se... e não se sabe bem para onde!

Os Kings of Leon entretiveram-se em Come Around Sundown a regravar Only By The Night, com uma série de temas desnecessários e Pyro escapa um pouco à mediocridade mas é apenas mais um...

 

 

KT Tunstall – Fade Like A Shadow

A escocesa KT Tunstall andava discreta desde o lançamento do segundo álbum, Drastic Fantastic, de 2007. O sucessor chegou em Setembro deste ano com o título de Tiger Suit e Fade Like a Shadow serve de cartão de apresentação, após (Still a) Weirdo.

Guitarrista e compositora, KT sempre percorreu a música misturando pop rock, country e folk e sem apelar demasiado para a sua componente visual, um truque fácil usado muitas vezes por algumas caras, originais ou modificadas, do universo da pop, para vender ainda mais discos. Preocupou-se sempre mais em fazer música fácil de ouvir e entender e já li que Tiger Suit é um bom álbum para quem quer carregar no play e não perceber o tempo passar. Ás vezes, quando a pachorra não é muita, mas também não apetece o silêncio, discos assim são uma excelente opção!

 


The Pains Of Being Pure At Heart – Heart In Your Heartbreak

Heart In Your Heartbreak é o single que serve de avanço para o novo álbum dos The Pain Of Being Pure At Heart (Kip Berman, Peggy Wang, Alex Naidus e Kurt Feldman), com edição marcada para Março de 2011 e que irá chamar-se Belong. Além de Heart in Your Heartbreak, o single tem como b-side a música The One, que podes descarregar no site da editora Fortuna Pop em troca do endereço de e-mail da praxe.  

Belong é o sucessor do álbum de estreia da banda, homónimo, editado em 2009 e que pôs o indie pop dos The Pain of Being Pure at Heart nos ouvidos e nas bocas do mundo. Esse disco foi produzido por Alan Moulder e Flood, que já trabalharam com os Nine Inch Nails e os Smashing Pumpkins, entre outros.

Uma banda que desconhecia e que vou reter...

 

Outros lançamentos do dia...

 

Patrick Wolf – Time Of My Life

 

Plan B – Love Goes Down


Kylie Minogue – Better Than Today


autor stipe07 às 22:55
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Domingo, 5 de Dezembro de 2010

sugiro VII

Mais uma revisão da matéria dada e uma cábula para quem fez gazeta a Man On The Moon...

 

These New Puritans - We Want War

 

 

Maximum Ballon - If You Return feat. Little Dragon

 

Crystal Castles - Celestica

 

Foo Fighters - Walking After You (Acoustic Version)

 

Everything Everything - Photoshop Handsome

 

Gorillaz - Doncamatic

 

Mika - Love Today (Acoustic Version)

 

Patrick Wolf - Time Of My Life

 

Editors - Feel Good Inc.

 

Yeah Yeah Yeahs - Skeletons (Acoustic Version)

 

Gorillaz - On Melancholy Hill (BBC1 Live lounge)

 

Kate Nash - Do-Wah Doo

 

Modjo - Lady (Acoustic Version)

 

Ok Go - White Knuckles

 

Cee Lo Green - Fuck You

 

The Joy Formidable - 9669


autor stipe07 às 17:55
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Sábado, 4 de Dezembro de 2010

The Joy Formidable - Big Roar

 

Revelo mais uma descoberta musical... Os Joy Formidable são uma banda francesa, mas com residência fixa em Londres e criada em 2007. São um trio composto pelo casal Ritzy Bryan (guitarra, vocais) e Rhydian Dafydd (baixo) e pelo baterista Matt Thomas. É uma banda que cruza guitarradas cruas com vozes extremamente doces, em momentos de puro pop e indie, o que de mais parecido já ouvi se imaginar uma fusão Pixies & Throwing Muses. O disco de estreia, A Balloon Called Moaning, viu a luz do dia em 2009. Destaco nesse álbum The Greatest Light Is The Greatest Shade, a eléctrica Cradle, a bela Whirring e uma balada perfeita intitulada 9669. É um trabalho discográfico bastante audível, que já ouvi na íntegra, com oito faixas de elevado nível e que aconselho vivamente a quem aprecia as minhas propostas.

 

 

Para promover este disco de estreia, a banda andou em digressão com os Editors e os Passion Pit e até passou em Portugal em Abril deste ano, mas muito despercebida, infelizmente. Ora, como a qualidade do disco não correspondeu à projecção obtida, os The Joy Formidable resolveram reeditar algumas das músicas de A Balloon Called Moaning, juntar outras e criar Big Roar, que vai chegar às lojas dia 24 de Janeiro no Reino Unido, a 21 de Fevereiro no resto da Europa e dia 14 de Março nos EUA. Ei-lo...

The Everchanging Spectrum Of A Lie
The Magnifying Glass
I Don’t Want To See You Like This
Austere

A Heavy Abacus
Whirring
Buoy
Maruyama
Cradle
Llaw = Wall
Chapter 2
The Greatest Light Is The Greatest Shade

 

O single de apresentação é I Don’t Want To See You Like This, um excelente momento indie que traz consigo a esperança de um grande 2011 no universo da música. Confere...


autor stipe07 às 16:05
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Danger Mouse - Mark Linkous & Daniele Luppi

 

Um dos fenómenos mais interessantes na música tem sido a proliferação de colaborações entre músicos de diferentes influências e estilos, muitas delas improváveis. Danger Mouse é o exemplo paradigmático de um músico que não hesita em alinhar neste tipo de projectos, mesmo que, à primeira vista, a parceria pareça incomum. No entanto, com a sua presença, ficam sempre reunidas todas as condições para a coisa dar certo.

O projecto Gnarls Barkley é o exemplo mais conhecido, mas não é inédito...

Já em 2010, foi editado Dark Night Of The Soul, resultado da colaboração estreita entre Danger Mouse e o malogrado Mark Linkous dos Sparklehorse, falecido há alguns meses. E ambos recrutaram um notável leque de vocalistas: Black Francis dos Pixies, Julian Casablancas dos The Strokes, o falecido Vic Chesnutt, Wayne Coyne e os seus Flaming Lips, Jason Lytle dos saudosos Grandaddy, James Mercer dos The Shins e Broken Bells, Nina Persson dos Cardigans, o sempre prestável Iggy Pop, Gruff Rhys dos Super Furry Animals, Suzanne Vega e o realizador David Lynch que assina igualmente as belas fotos que ilustram o disco.

Já ouvi as faixas em que participam os Flaming Lips e James Mercer e, como seria de esperar, é tudo muito experimental, poeirento e ruidoso, mas não necessariamente mau, antes o contrário. Esta colectânea significou uma despedida em grande de Linkous e nova confirmação do talento de Danger Mouse como músico e produtor. Confere o alinhamento;

 

 

Revenge (featuring The Flaming Lips)

Just War (featuring Gruff Rhys)

Jaykub (featuring Jason Lytle)

Little Girl (featuring Julian Casablancas)

Angel's Harp (featuring Black Francis)

Pain (featuring Iggy Pop)

Star Eyes (I Can't Catch It) (featuring David Lynch)

Everytime I'm with You (featuring Jason Lytle)

Insane Lullaby (featuring James Mercer)

Daddy's Gone (featuring Nina Persson)

The Man Who Played God (featuring Suzanne Vega)

Grim Augury (featuring Vic Chesnutt)

Dark Night of the Soul (featuring David Lynch)

 



Agora, no final do ano, Danger Mouse está a colaborar com o compositor italiano Daniele Luppi e convidaram Jack White e Norah Jones, entre outros, para cantarem num disco que se irá chamar Rome, estando já alguns excertos disponíveis online. O lançamento do registo, gravado de forma analógica, está previsto para o próximo mês de Fevereiro e inspira-se nas bandas sonoras de Ennio Morricone.

Alinhamento de Rome;

 


Theme Of Rome
The Rose With The Broken Neck
Morning Fog (interlude)
Season's Trees
Her Hollow Ways (interlude)
Roman Blue
Two Against One
The Gambling Priest
The World (interlude)
Black
The Matador Has Fallen
Morning Fog
Problem Queen
Her Hollow Ways
The World


autor stipe07 às 21:34
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|

eu...

Powered by...

stipe07

Em escuta...

Facebook

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Setembro 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
13





posts recentes

Niagara – Don’t Take It P...

His Name Is Alive - Afric...

Thom Yorke – Tomorrow’s M...

Peace - Lost On Me

Roadkill Ghost Choir – In...

Perfume Genius - Too Brig...

The Rentals – Lost In Alp...

Thom Yorke - Tomorrow's M...

SLUG - Cockeyed Rabbit Wr...

Alt-J (∆) – This Is All Y...

Pedro Lucas - A Porta do ...

The Drums – Encyclopedia

Summerays - Nostalgia

Avi Buffalo – At Best Cuc...

School Of Seven Bells – I...

X-Files

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

take a look...

Procura...

 

Visitors (since 31.05.12)

blogs SAPO

subscrever feeds