Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Cee Lo Green - The Lady Killer

Como sucedeu com meio mundo, fiquei positivamente impressionado com a dupla Gnarls Barkley quando, em 2006, revelou ao mundo St. Elsewhere, resultado de uma colaboração entre o multi-instrumentista e produtor Danger Mouse e a voz de Cee Lo Green, um rapper natural de Atlanta. Acabo de descobrir que Cee Lo Green tem já uma considerável carreira a solo, iniciada nos Goodie Mob e com dois álbuns no currículo; The Perfect Imperfections Is The Soul Machine, ambos anteriores aos Gnarls Barkley.
 
 
The Lady Killer (Elektra Records) é o novo disco deste músico e será lançado em Dezembro. Descobri porque o single de avanço anda a fazer furor na Web e nas rádios, por se chamar... Fuck You! Antes de fazerem algum juízo de valor depreciativo acerca da música, esqueçam o título (Na puritana Inglaterra foi censurado e alterado para Forget You!!?), até porque a letra nem tem nada a ver com o mesmo e a melodia é bem divertida. O Fuck You funciona apenas como uma espécie de desabafo. Há quem ache que Cee Lo é dono do melhor falsete da actualidade, opinião que começou a ganhar forma na crítica especializada com os Gnarls Barkley. Agora, quando o ouvimos neste espectacular Fuck You, canção de desaforo amoroso e dissimulado manifesto político, tal rótulo ganha ainda mais significado.

Este homem reclama há muito o regresso da soul à música negra americana e neste seu novo disco tenta o regresso a uma sonoridade mais clássica. The Lady Killer arranca com um riff de sintetizadores de Bright Lights Bigger City, outra música que conheço do disco, na minha opinião um cruzamento tão feliz quanto inesperado entre Michael Jackson produzido por Quincy Jones e a Jump dos Van Halen. Também conheço Bodies, uma canção negra, cheia de sussurros, sintetizadores e um trompete que parece marchar entre lençóis... Resumindo, uma faixa extremamente sensual!

The Lady Killer é pois uma sentida homenagem à Motown e parece-me ser uma excelente banda-sonora para bons momentos, quentes e intensos, instantes de descontracção e sedução. Irá merecer por cá uma audição mais atenta!

 

 


autor stipe07 às 23:00
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Três de Rajada... V

Mais uma Segunda-feira, mais um dia de novos lançamentos e de ouvir algumas novidades. Depois da decepção que foi a semana passada, o panorama melhorou substancialmente hoje e a dificuldade acabou por ser seleccionar as melhores para divulgar. Deixo então mais três rapidinhas, para que se tire conclusões e se partilhe, caso apeteça, com informação breve e pertinente. Sugiro hoje TrickyEels e James Blake (não confundir com o tenista!).

 

Tricky - Ghetto Stars

Tricky regressou aos discos no passado mês de Setembro com o aclamado Mixed Race, o seu nono álbum e Ghetto Stars é o segundo single. A música foi lançada mundialmente hoje mesmo, com edição própria, pela Domino e já tem video.

O filme é um olhar sobre a vida de um gangster dando continuidade à viagem urbana iniciada no primeiro single, Murder Weapon. A voz feminina que se ouve, não é obviamente do músico de Bristol, mas sim da sua já habitual colaboradora, Franky Riley.

 

 

Eels - Baby Loves Me

Depois de em Junho ter sido confundido pela polícia londrina com um terrorista, Mark Everett, mais conhecido por Mr. E e grande mentor do Eels, uma das minhas bandas de eleição, decidiu representar essa cidade como uma miniatura no vídeo do seu mais recente single, editado hoje e retirado de Tomorrow MorningBaby Loves Me; É a maneira que encontrei de dizer obrigado por me fazerem sentir mal quando me acusaram de ser um terrorista em Hyde Park, em Junho. Vou fazer com que a vossa cidade pareça um brinquedo.

Esta música também está a ser comentada por ser considerada a primeira de sempre a ter pombos electrónicos, ou seja, um arrulhar samplado, provavelmente com o auxílio de sintetizadores. Ouçam...

 

 

James Blake – Limit To Your Love

James Blake é uma das maiores revelações de 2010 e o seu primeiro álbum é aguardado com enorme expectativa! Talvez chegue em 2011... No entanto,  este músico de 22 anos e que está a estudar música numa universidade londrina, já lançou dois EPs na editora belga R&S. Descobri que James tem um grande afinidade pela cultura dubstep e uma visão musical que a espaços já lhe valeu comparações com nomes consagrados como Joni Mitchell. James Blake é, por isso, um nome a acompanhar com atenção até porque, na minha opinião, a sua voz, com um cheiro intenso a soul, é magnífica! Deixo o video realizado por Martin de Thurah, que acompanha o seu novo single, Limit To You Love, um original da canadiana Feist.

 


autor stipe07 às 22:18
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Domingo, 28 de Novembro de 2010

Separados à Nascença #6

Luisão - Defesa Central, Benfica

 

Heurelho Gomes - Guarda-redes, Tottenham

Heurelho Gomes of Spurs thanks the support after they defeated NEC after the UEFA Cup match between NEC Nijmegen and Tottenham Hotspur at the McDOS Goffertstadion on November 27, 2008 in Nijmegen, Holland.  (Photo by Julian Finney/Getty Images) *** Local Caption *** Heurelho Gomes

 

Flik - Bug's life


autor stipe07 às 20:58
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

PJ Harvey - Let England Shake

 

Um dos lançamentos mais aguardados do próximo ano será o novo álbum de PJ Harvey. Let England Shake será lançado dia 14 de Fevereiro e sucede a White Chalk, o último disco da cantora, editado em 2007, apesar de em 2009, uma colaboração com John Parish, ter incubado A Woman A Man Walked By.

Let England Shake será produzido por Flood e a cantora teve a preciosa ajuda de Mick Harvey e Jean-Marc Butty, membros dos Bad Seeds, a banda que acompanha habitualmente Nick Cave.

A maior parte do disco foi gravado numa igreja em Dorset, Inglaterra e foi uma experiência muito livre, sem grandes restrições e imposições por parte da cantora; I didn’t set down any rules. For some reason, we were all in a very good place, with a lot of energy, intensity and vitality in us at that time. It was a really enjoyable experience, and I think the record’s ended up full of energy and quite an uplifting experience because of it, Referiu PJ Harvey ao NME.

Fica a playlist do disco e uma arriscada surpresa, logo depois!

 

1. Let England Shake
2. The Last Living Rose
3. The Glorious Land
4. The Words That Maketh Murder
5. All and Everyone
6. On Battleship Hill
7. England
8. In The Dark Places
9. Bitter Branches
10. Hanging On The Wire
11. Written on the Forehand
12. The Colour of the Earth

 

ARRISCAS!!??


autor stipe07 às 22:09
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Em dia de Greve...

Em dia de greve, não vou tecer grandes considerações sobre ela. Concordo com esta forma de luta, já participei em greves mas, ao contrário desta, tinham reinvindicações mais concretas.  Os sindicatos são fundamentais para mediar os conflitos sociais e para assegurar o diálogo social, mas será que esta greve vai servir para mudar a realidade que temos? Ou será apenas uma válvula de escape do nosso natural descontentamento? No actual contexto, as alternativas preconizadas pelas centrais sindicais são, do meu ponto de vista, pouco claras e dificilmente servem os meus interesses e os da generalidade do povo português. Aquilo que o nosso país precisa é, como refere hoje, Santana Castillo no Público, regenerar o Portugal dos valores. É urgente remover os vendedores de fantasias; dizer basta aos que se apropriaram irresponsavelmente do Estado; despedir os que se serviram e abrir portas aos que queiram servir. Esta proposição não é romântica. É indispensável para devolver aos cidadãos a confiança no Estado.

O meu Benfica é que foi para a Terra Santa com um espírito grevista e o nosso treinador até estava a jogar em casa! Enfim... Uma vergonha.

Como não fiz greve e muito menos aqui, vou aproveitar este dia mais propício à reflexão social, para falar sobre dois temas que acho merecerem a minha divulgação e no fim partilhar um elogio, que me marcou imenso e me deu ânimo para continuar a alimentar Man On The Moon.

 

 

Começo por falar de uma notícia que já tem alguns dias, mas ainda não é tarde para a comentar. O Público, na sua edição on-line do passado dia 18, denunciou que, na Universidade de Évora, são usados cães saudáveis do canil municipal como cobaias pelos alunos do curso de Medicina Veterinária. Confere a notícia AQUI.

Penso não ser o único a achar que a evolução de um país também se vê pela forma como trata os seus animais. Este caso é chocante, ultrapassa, quanto a mim, os limites do respeito pela vida animal e acho que merece ser amplamente difundido para que situações como esta deixem de ocorrer. Nem um suposto avanço da medicina veterinária, ou treino específico dos seus futuros profissionais, a quem um dia poderemos dever as vidas dos nossos animais de estimação ou criação, justifica tais procedimentos. Arrancar órgãos a animais saudáveis, mesmo que já estejam condenados ao abate, é de uma crueldade extrema, mesmo que tenham sido sempre submetidos a anestesia geral e, depois da cirurgia, eutanasiados.

 

 

Outro assunto ainda na ordem do dia e sobre o qual quero opinar, é a Cimeira da Nato. Durante a mesma ouvi e li variadíssimas considerações acerca do evento e do papel da Nato no mundo actual. Não sou analista político ou militar, mas tenho algumas noções destes temas e de história mundial e que me permitem formular uma opinião, mesmo que modesta.

Não acho que a Nato seja uma organização terrorista, criminosa, dispensável e com propósitos e estratégias puramente belicistas, apenas para servir os interesses capitalistas da sociedade ocidental. Considero-a um garante da paz e estabilidade mundial e um instrumento de cooperação entre países e povos que partilham o mesmo espaço e têm interesses comuns, muitos com raízes milenares.

No que concerne à situação mundial actual, nomeadamente a intervenção da Nato no Afeganistão, ouvi slogans a pedir o fim imediato da mesma. Foi dito também, alto e bom som, que a presença desta organização nesse país era uma agressão selvagem ao seu povo! Sugiro então que a Nato saia rapidamente de lá, onde está enterrada há quase nove anos, se preocupe apenas com a segurança nas suas fronteiras e deixe o povo afegão decidir livremente (?) se quer ser governado por um regime Taliban, cujos líderes fundamentalistas lideram a maior organização terrorista e narcotraficante mundial. Deixemos em paz os férteis campos de tulipas desse país, que se fabrique em liberdade o ópio que depois vai entrar nas nossas fronteiras e, bem pior que tudo isso, deixe-se impôr a sharia ao povo afegão! Como sabemos, na sharia não há separação entre religião e direito sendo que, entre outras imposições à liberdade individual, as mulheres não podem frequentar o ensino e têm outras restrições impensáveis para qualquer uma que vive nos países da Nato. Esta prática mais radical do Islão que não faz a distinção entre vida religiosa e social, cobre não só os rituais religiosos e a administração da fé, mas também os mais variados aspectos do dia-a-dia, ou seja, estamos a falar de direitos que, pelos vistos, só quando convem é que são caros à nossa esquerda mais radical e a outros movimentos anarquistas que aproveitaram a cimeira para criticar ferozmente a presença da Nato nesse país. Onde a sharia é estabelecida, toda a liberdade individual é cruelmente sufocada; Qualquer leigo sabe-o.

Não acho que esta cimeira que decorreu em Lisboa no passado fim-de-semana tenha servido, como também li e ouvi, para fazer um favor aos nossos parceiros ditos mais poderosos, até porque temos deveres e compromissos a honrar. Somos um estado que felizmente, e com pena de algumas perspectivas mais leninistas que ainda persistem na nossa sociedade, não vive isolado do resto do mundo e apesar dos constrangimentos causados a todos aqueles que não tiveram direito à tolerância de ponto na capital, a cimeira foi importante para o país. Talvez por vivermos numa realidade social que respira um clima de relativa paz, segurança e tranquilidade, não se consegue ter uma perspectiva diferente, até porque este clima pacífico dá-nos a percepção natural que não precisamos da Nato; Mas não é essa a realidade e facilmente chegaremos a tal conclusão se não fecharmos os olhos perante o que se passa no resto do mundo e os novos perigos com que se debate o mundo ocidental!
Em suma, recuso-me a alinhar com quem apregoa que a Nato é um perigo para a segurança mundial! Não se deve ter a memória curta e esquecer que esta organização nasce em 1949, após uma Guerra que deixou a Europa no caos económico e social e, pior que isso, completamente dividida em dois blocos antagónicos, muito por acção de Estaline, um ditador tão louco e cruel como Hitler. A história tenta muitas vezes ilibar esta figura dos seus crimes porque, nesse conflito, mas só a partir de 1941, colocou a Rússia do lado certo da barricada, acabando por sobreviver ao jugo nazi devido à ajuda destas sociedades ocidentais. Depois virou-lhes costas, ainda na conferência de Ialta, poucos meses antes do fim da guerra e, logo no fim do conflito, quando submeteu todos os países libertados pelo exército vermelho ao braço protector do Kremlin. E este jugo, como todos também sabemos, só terminou em 1989 com a queda do Muro de Berlim.
No fundo, quem tiver alguma memória e interessar-se minimamente pela história da Europa contemporânea, facilmente concluirá que talvez se deva à Nato o facto de os nossos pais e avós terem sobrevivido à chamada Guerra Fria e o clima de relativa paz e segurança em que vivemos hoje! Foi através da dissuassão e do crescente investimento no poderio militar que isso se conseguiu? É verdade... Mas depois das fricções em que a Europa renasceu após a segunda grande Guerra e tendo em conta os dois blocos que se formaram, não restou, quanto a mim, outra alternativa.
 
 
Fotografei você no móvil
 
Para terminar, gostaria de partilhar com a autorização devida do autor, um email que foi enviado ontem por um amigo ao seu círculo de contactos, com o meu conhecimento e me deixou feliz. Falo do Tiago Garcia, que vive actualmente em Barcelona, onde trabalha e tira fotografias fantásticas com o seu móvil e que podem ser apreciadas AQUI.
Tenho períodos em que penso que ninguém lê Man On The Moon e que acho que coloco muitas propostas musicais, de leitura e de cinema às quais ninguém liga. Talvez esteja enganado mas, mais importante que sentir isso, é usufruir desta genuína e sentida demonstração de amizade! No que me for possível, será certamente retribuída... Grande abraço Tiago, estás sempre aqui! E um dia iremos lá...
 

Conheci o João em Faro, mas ele nem é de lá nem lá alguma vez viveu. Conhecemo-nos através de uma ideia/projecto/sonho dele e do qual fiz parte com muito gosto. A coisa chamava-se Takk Iceland 09, mais tarde Takk Iceland 10, actualmente está sem nome, mas seguramente mantém-se na pasta dos projectos por cumprir de alguns. Percebi de imediato três coisas acerca do João: é um apaixonado, a música move-o e gosta de partilhar.

 

No caso dele, a sua natureza leva-o diariamente a procurar tudo o que lhe possa soar a novo dentro do que ele já conhece. Falamos sobretudo de música, mas não só. Além disso, essa procura alarga-lhe horizontes por esse desconhecido infinito.

 

Para além do que se supõe que ele lá deve interiorizar, a sua procura e a sua - diria mesmo - necessidade de partilhar fazem com que nunca guarde só para si o que vai passando os seus filtros pessoais. Por vezes fá-lo de forma apenas informativa e por vezes deixa que os seus critérios pessoais sejam (ainda mais) evidentes.

 

Não deve haver dia em que o João não nos envia uma sugestão. Por vezes há condições para ir lá e dar un vistazo e por vezes pensa-se que lá vem o gajo outra vez… acontece-nos a todos, amigo. Hoje a sugestão é das boas. Foi também por uma sugestão dele sobre a mesma canção que comecei a gostar desta banda e isto já muito depois de meio mundo os venerar. Hoje fiquei ainda mais rendido aquela canção e ao que o génio detrás dela faz a cada vez que decide revolucionar a sua vida e a musica que dela resulta.

 

Para vocês e graças ao “esforço” de alguém que parece não querer crescer e, ao mesmo tempo, evoluir todos os dias, uma nova versão da canção que já faz parte do selectíssimo grupo das que assassino quando a hora até podia dar para a melancolia mas as rotações andam bem lá por cima das colinas e tudo o mais me rodeia nesta terra de Peter Pans: http://stipe07.blogs.sapo.pt/129013.html?view=90613#t90613
 

E aqui, a versão que mudou tudo entre mim e a banda: http://www.youtube.com/watch?v=Rq7tyhi_ChI .


autor stipe07 às 22:15
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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Dez Mil Guitarras

 

A Porto Editora lançou a 23 de Setembro um novo romance histórico da francesa Catherine Clément, que escolheu para protagonista o rei português D. Sebastião e que poderá ser mais uma excelente sugestão de Natal, em especial para todos aqueles que como eu, adoram História. Dez Mil Guitarras é o título do livro que sugiro hoje, tendo a autora ganho inspiraçao para o mesmo após uma visita a Portugal, onde tomou conhecimento do misticismo que envolve D. Sebastião, o Desejado. Fiquei bastante curioso acerca do livro, investiguei e descobri o seguinte;

O livro divide-se em três partes. A primeira é dedicada ao rei de Portugal, que desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, a segunda ao Imperador austríaco Rodolfo II do Santo Império Romano-Germânico e a terceira à Rainha Cristina da Suécia. O principal narrador é um rinoceronte que vai contar toda a história, numa espécie de monólogo. Também D. Sebastião aparece, intermitentemente, como narrador, nas 2.ª e 3.ª partes da obra.

A autora empresta uma enorme veracidade histórica à obra e mostra-se bem documentada sobre os acontecimentos que tiveram lugar na época. O maior aspecto ficcional da obra é D. Sebastião viver até aos cem anos, deformado em consequência da batalha, casado com uma princesa muçulmana e pai de uma numerosa prole, oculto nas terras de Marrocos. Mas sem a efabulação, o que seria dos romances?

A autora retrata pois uma Europa em mutação, a violência das guerras religiosas e o fanatismo das mesmas, a loucura alquimista do Imperador da Áustria, a rebelião da jovem e bárbara Rainha da Suécia e a sua paixão por Descartes.

Destaco também a capa do livro, que reproduz um desenho da época do famoso rinoceronte, trazido da Índia, para diversão dos soberanos ocidentais acima referidos.

Catherine Clément nasceu em 1939, em Paris, é formada em Filosofia e Antroplogia e autora de obras como A Senhora, Por Amor da Índia, A Valsa Inacabada, A Rameira do Diabo, As Novas Bacantes, A Viagem de Théo e o Último Encontro, já editadas entre nós.


autor stipe07 às 22:00
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Gorillaz - BBC1

Voltando à música...

Há momentos musicais que realmente me fascinam e que vêm quase sempre de onde penso que, venha o que vier, já nada me surpreende. Sei que sou um pouco insistente com este fantástico grupo de músicos, mas têm sido uma banda que em 2010 não para de me surpreender e de me dar momentos de enorme prazer musical; Refiro-me naturalmente aos Gorillaz.

 

 

Esta banda animada foi ao canal de televisão BBC 1 no último fim-de-semana e proporcionou a todos os espectadores três excelente momentos acústicos; Além de uma versão da minha música preferida da banda, On Melancholy Hill e do novo single Doncomatic, ao qual fiz referência AQUI, tocaram uma versão sublime de Crystalised dos XX. Confere;

 

 

 


autor stipe07 às 21:58
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

3 de rajada... IV

Segunda-feira é dia de novidades e não tem sido fácil descobrir por estes dias música nova de qualidade! Vive-se uma época atípica e anda tudo a guardar-se para o início de 2011. Mesmo assim e depois de uma cuidadosa triagem, deixo mais três, para que se tire conclusões e se partilhe, caso apeteça! Volto, por isso, a  Três De Rajada, que parte da minha busca quase diária por novidades e pretende dar a conhecer música nova, com informação breve e pertinente. Sugiro hoje White Lies, Patrick Wolf e Daft Punk.

 

Bigger Than Us

Os White Lies estão de volta. Esta excelente banda regressa em Janeiro com um novo disco, Ritual, com o rótulo da Fiction e já avançou o primeiro single Bigger Than Us. Conhecidos pelos seus refrões grandiosos e um ambiente post-punk, da primeira vez que ouvi a música soou-me descaradamente a Editors. Talvez precise de várias audições para pegar de estaca, mas por estes lados não está fácil.

 

 

Patrick Wolf - Time Of My Life

O britânico Patrick Wolf terá disco novo no primeiro trimestre de 2011.  Ainda sem título anunciado, segue-se a The Bachelor , de 2009. E no dia 6 de Dezembro este extravagante cantor e compositor vai lançar o primeiro single, Time Of My Life, através da sua nova editora, a Hideout Records. Será uma edição limitada em vinil de 7 polegadas e terá como extra uma cover de Anthem, um original de Leonard Cohen. Aqui chegou um pouco mais cedo! Segundo o cantor, o vídeo abaixo ainda não será o oficial da música e foi feito na sua cozinha. Ora cá está uma boa ideia para dar maior utilização à minha; Aluga-se a todos os interessados!

Sobre o novo álbum, há a acrescentar que Patrick Wolf, em declarações à Drowned in Sound, definiu o amor e o optimismo como as ideias principais do alinhamento. É mesmo disso que se precisa!

 

 

Daft Punk - Derezzed

Depois de quase uma década sem darem grandes notícias, os Daft Punk estão de volta e não fazem a coisa por menos... Compuseram uma banda-sonora! Assim, a dupla francesa é responsável pela música futurista do filme Tron Legacy, realizado por Steve Lisberger, uma sequela do clássico de 1982, Tron. Este filme, para os apreciadores do género, promete bastante, a avaliar pelas imagens disponíveis carregadinhas de efeitos especiais e sai dia 17 de Dezembro, assim como o disco. Derezzed é o primeiro avanço para o álbum e este som electrónico reflecte, segundo algumas críticas que li, a acção do filme. Nem um nem outro me deixaram particularmente impressionado...

 


autor stipe07 às 21:53
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Domingo, 21 de Novembro de 2010

Hammer & Tongs DVD

Hammer & Tongs é o sonho concretizado de dois amigos, Gareth Jennings e Nick Goldsmith, que se conheceram numa escola de artes, fundaram uma empresa e acabaram a produzir alguns dos vídeos mais icónicos da última década. Dos nomes com que trabalharam, destacam-se os Blur, R.E.M, Beck, Radiohead, Eels, Vampire Weekend e Supergrass.

The Hammer & Tongs Collection é um  DVD que será lançado amanhã em todo o mundo e que compila vinte dos melhores vídeos realizados pela Hammer & Tongs e que todos nós conhecemos, incluindo também alguns extras, pequenos filmes documentais, entrevistas com os artistas, filmagens caseiras e outras surpresas bastante interessantes. Quem não se recorda da saga de um pequeno pacote de leite em Coffee & TV? E da cenoura cantora de Last Stop, This Town (I'm gonna flying down before the last stop to this town!), já para não falar da teoria da evolução do Fatboy Slim? E a sátira contundente ao estilo de vida de Beverly Hills em Imitation Of Life?

Esta é, sem dúvida, uma bela sugestão de Natal e o DVD poderá ser adquirido AQUI.

Fica a playlist do DVD e os meus vídeos preferidos;

 

Blur - Coffee & TV

 


Vampire Weekend - A Punk
Vampire Weekend - Cousins
Radiohead - Nude
REM - Imitation of Life


Pulp - Help the Aged
Pulp - A Little Soul
Supergrass - Low C
Supergrass - Pumping on Your Stereo


Bentley Rhythm Ace - Bentley's Gonna Sort You Out
Bentley Rhythm Ace - Theme from Gutbuster
Badly Drawn Boy - Disillusioned
Badly Drawn Boy - Spitting in the Wind


Beck - Lost Cause


The Wannadies - Little by Little
The Wannadies - Big Fan


The Wannadies - Hit
Moloko - Flipside
Fatboy Slim - Right Here Right Now


Eels - Cancer for the Cure
Eels - Last Stop This Town


autor stipe07 às 22:36
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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

Arcade Fire - The Suburbs (o vídeo)

Os Arcade Fire acabam de revelar o vídeo de The Suburbs, a música que dá nome ao terceiro álbum da banda. O vídeo, realizado em Austin, no Texas, foi realizado por Spike Jonze, realizador norte-americano que já trabalhou com artistas como Björk, BeckYeah Yeah Yeahs, LCD Soundsystem e R.E.M..

Recordo que os Arcade Fire deveriam ter tocado no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, ontem à noite mas tiveram de cancelar o concerto devido à cimeira da NATO.

Entretanto, a banda canadiana apresentou-se ao vivo, no passado fim de semana, no programa de televisão norte-americano Saturday Night Live, num episódio apresentado por Scarlett Johansson. A banda contou com a ajuda de Owen Pallett, colaborador habitual e tocou os temas We Used to Wait e Sprawl II (Mountains Beyond Mountains), que também contou com a participação especial de Nick Zinner, dos Yeah Yeah Yeahs.


autor stipe07 às 16:27
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