Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

!!! - AM/FM

A banda dos três pontos de exclamação !!! (chk chk chk) vai lançar o seu quarto disco de originais a 23 de Agosto pela Warp e acaba de divulgar o  primeiro single, AM/FM, em exclusivo na Pitchfork, de acordo com a publicação online Stereo Beatbox.

O disco vai chamar-se Strange Weather, Isn’t It?  e, ao que consta, será mais calmo que os antecessores, nomeadamente o Myth Takes, um dos álbuns que fez furor nos meus sets DJing em 2007/2008, muito por culpa de Heart of Hearts ou Must Be The Moon. No entanto, vai-se manter a vibração electro-funk psicadélica dos álbuns anteriores e que constrói a identidade da banda. Rezam também as crónicas que é um disco fortemente influenciado por Brian Eno. Mais um...

Os !!! (chk chk chk), vivem numa fase de profunda remodelação e este novo disco poderá ditar o futuro da banda de Brooklyn, NY. Da formação original de oito elementos restam apenas quatro: Nic Offer na voz, Mario Andreoni na guitarra, Daniel Gorman nos instrumentos de sopro e teclados e Allan Wilson no saxofone e percussão, acompanhados por um vocalista e um baterista nos concertos ao vivo. A banda também passou por um momento conturbado em 2009, quando o baterista, Jerry Fuchs, na altura com 34 anos, faleceu devido a uma queda num poço de elevador de um prédio nova-iorquino.

Fica AM/FM...

 

music: !!! - AM/FM
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autor stipe07 às 22:11
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Sábado, 29 de Maio de 2010

O Menino Que Sonhava Chegar À Lua - Sally Nicholls

Sam tem 11 anos e uma leucemia em estado terminal. A mãe deixou de trabalhar para ficar em casa onde a Sra. Willis prossegue com Sam um programa de estudos que Félix, o seu grande amigo que conheceu no hospital, compartilha. Juntos têm momentos excitantes de puro divertimento e, porque são apenas crianças, cada dia é para eles uma nova aventura. sam sabe que vai morrer mas lida com isso de forma positiva, sabendo que tem de fazer as suas coisas sem perder tempo. Confrontado com a eminência da morte, inicia o projecto de escrever um livro onde guarda imagens, onde vai apontando perguntas a que ninguém sabe responder, os desejos que ainda pretende realizar, listas de factos curiosos sobre a família, os seus amigos e sobre o mundo que o rodeia e até mesmo listas que o projectam para além da sua morte. este livro é também a sua história. Contada do ponto de vista de uma criança que enfrenta corajosamente a sua doença, é uma história intensa e comovente que evita todas as armadilhas do sentimentalismo, que diverte e que, acima de tudo, deixa nos leitores um sentimento de grande exaltação. O segredo do seu êxito reside numa profunda honestidade e na sua simplicidade comovente, fazendo dele um daqueles livros que podem ser lidos por leitores de todas as idades. É o primeiro romance da autora que contava apenas 23 anos quando o escreveu.

 

Adorei ler este livro. Foi uma experiência curta, mas bastante enriquecedora; O livro agarra-nos logo no início e ficamos com vontade de o ler de uma vez só. Estórias como esta, ainda por cima baseadas em factos reais, dão-nos sempre alguma luz sobre a nossa vida, os nossos sonhos e como conseguir atingi-los. Sam foi à lua, literalmente, de uma forma bastante simples e até comum, o que me fez perceber, mais uma vez, que o grande segredo da vida, enquanto dádiva, é o usufruto e a simplicidade. Deixar que o coração nos guie...

Em 11 anos Sam viveu muito, não desperdiçou um único dia e foi feliz.

music: Man On The Moon - R.E.M.
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autor stipe07 às 13:54
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Arcade Fire - The Suburbs

Ora cás está mais um regresso que aguardo, há meses, com enorme expectativa...

Os Arcade Fire, uma das bandas mais populares dos círculos indie, acabam de divulgar no seu site o nome do terceiro disco, The Suburbs. O single de apresentação do álbum tem o mesmo nome. 
A banda de Win Butler e Regine Chassagne aproveitou também para anunciar a data de lançamento do novo trabalho: dia 2 de Agosto. Mas, se te quiseres antecipar, podes pré-encomendar o disco no site da banda.

Entretanto, os Arcade Fire confirmaram uma actuação no festival Oxegen, na Irlanda; A banda Canadiana é a cabeça de cartaz do primeiro dia do evento, que se realiza perto de Dublin de 8 a 11 de Julho e deverão, muito em breve, a confiar no NME, confirmar mais datas em festivais de verão na Europa. Para Portugal, nem rumores existem, pelos vistos.

Fica The Suburbs...

music: Arcade Fire - The Suburbs
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autor stipe07 às 14:15
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Psyche - Massive Attack

É ao som dos Snow Patrol, em directo na RFM, que apresento Psyche, o novo single de Heligoland, o disco mais recente dos Massive Attack.

A música conta com a participação da cantora britânica Martina Topley-Bird e o vídeo foi realizado por Dougal Wilson, que já esteve à frente da realização de vídeos para os LCD Soundsystem, Bat for Lashes, Coldplay, Goldfrapp, Benny Benassi, Jarvis Cockler e também foi responsável por alguns anúncios televisivos.

Fica o vídeo...

No dia 8 de Agosto, a banda inglesa sobe ao Palco TMN no Festival Sudoeste.

feeling:
music: Psyche - Massive Attack

autor stipe07 às 22:22
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

The National, High Violet - Review

 

Há discos dificeis de descrever e que quanto mais se ouvem e mais familiares se tornam, maior é a dificuldade em abordar o seu conteúdo. Acho que a magia da música, enquanto forma de arte e veículo privilegiado de emoções, é mesmo essa, conseguir deixar-nos abismados, a engolir em seco e sem palavras. São os tais discos que primeiro estranham-se e depois entranham-se!

A primeira audição a sério de High Violet foi uma tremenda desilusão... Tudo soou demasiado estranho. Depois de ouvir milhares de vezes o aclamado Boxer (2007), percebi imediatamente que os The National, no novo disco, não escolheram o caminho mais fácil, tantas pareceram ser desde logo as diferenças. E ainda bem. Mas logo ali, de imediato, suportado em experiências anteriores e por uma genuína e impaciente curiosidade, consegui lucidamente perceber que estava perante um grande álbum, um disco pelo qual me iria certamente apaixonar, ao qual me iria agarrar de imediato e exigir repetidas audições!

Em Terrible Love (It’s a terrible love that I’m walking with spiders) comecei por queixar-me do demasiado barulho e da distorção no final da música! Parece que, tal como Lemonworld (I was a comfortable kid, but I don't think about it much anymore), a música foi gravada nas profundezas do oceano, o que até acaba por estar de acordo com as letras, que falam de rios e oceanos, possíveis metáforas para exprimir sentimentos de distância e desejo em relação a alguém ou algo inacessível! Seja como for, agora já não passo sem aqueles segundos ensurdecedores.

Sorrow (Sorrow that put me on the pills, It's in my honey it's in my milk) desasossega os espíritos mais altivos e orgulhosos e convida à introspecção interior, ao reconhecimento das nossas culpas e ao assumir pleno dos nossos erros e fracassos, em busca de uma suposta absolvição.

De seguida, já com a alma lavada e a redenção no bolso, chega-nos Anyone's Ghost (Go out at night with your headphones on, again, and walk through the Manhattan valleys of the dead), um convite encapotado e, na minha opinião, tremendamente sensual, à festa, à diversão nocturna, à dança, e à busca do desconhecido. Quem exagerar nos festejos e voltar a cair no erro, tem nova hipótese de redenção em Little Faith (All our lonely kicks are getting harder to find, we'll play nuns versus priests until somebody cries) e, mais adiante, em Conversation 16 (Im a confident liar, have my head in the oven so you know where i'll be, i try to be more romantic, i wanna believe in everything you believe). Não há aqui lugar só para as mentes tranquilas e sossegadas e todos temos direito a um final feliz.

Afraid Of Everyone (With my shiny new starspangled tennis shoes on, I'm afraid of everyone, I'm afraid of everyone), uma canção sublime sobre o medo do governo, da paternidade, de tudo, tem também uma distorção muito estranha lá para o fim, mas os coros de Sufjan Stevens e a bateria de Bryan Devendorf, a chicotear a canção por dentro, compensariam sempre tudo o que lá colocassem!  Bryan é, julgo eu, um dos melhores bateristas da actualidade; Não parece ser excepcionalmente virtuoso, mas é muito consistente, a batida é firme, com um cunho muito pessoal e consegue guiar as canções da banda de forma precisa.

Em Bloodbuzz Ohio (I was carried to Ohio in a swarm of bees) fico completamente rendido! Ali, no meio do disco, está aquele que é para mim o ponto alto de High Violet. É, para já, a minha música do ano, superando Mellancholy Hill dos Gorillaz e Tornado de Jónsi; A estória de um tipo que deixa tudo e regressa a Ohio em busca do seu amor, doce como o mel, embalado por um enxame de abelhas, penetrou em mim de tal forma que já não me deixa grande margem para conseguir escrever algo mais sobre a música... A simples visão de um tipo a voar em formação,  sublimado numa esquadrilha de abelhas, tal e qual como no filme A história de uma abelha, ansioso por chegar ao seu destino e transportanto no seu peito um coração cheio do mais doce dos pólens, o amor, é demasiado bela para me perder com outras considerações mais profundas acerca do possível significado do poema.

England (You must be somewhere in London, You must be lovin' the life in the rain) é um hino à libertação, ao apego dos sentimentos e um incentivo a olhar em frente, a sermos sempre honestos e felizes! É a música coldplayana da banda; O piano assume desde logo as rédeas do jogo, com uma melodia bastante simples, mas imensamente doce e profunda e determina os restantes arranjos; O climax chega com a entrada da bateria, como se ali, naquele instante, nos fosse pedido para largar tudo e gritar bem alto o refrão, como se fosse um autêntico grito de guerra! Inicialmente achei que a música tinha lá pelo meio uns loopings muito estranhos e era demasiado longa, nada típica, mas agora fico triste e sinto-me cansado, estranhamente relaxado e em paz, quando soa o último acorde! Um enorme épico, na verdadeira acepção da palavra!

Vanderlyle Crybaby Geeks (leave your home, change your name, live alone, eat your cake) é uma despedida serena, cantada por toda a banda. Se o disco nos tocou e conseguiu pôr a nú todas as nossas frustrações e resignações, os The National encorajam-nos, serenamente, de forma quase imperceptível e  sem grandes ondas a, caso haja necessidade disso, mudarmos lentamente de vida e voltarmos ao trilho certo. Cabe a cada um de nós decidir se aceita o desafio...

Ao longo de High Violet, todos os elementos da banda têm voz activa e estão focalizados exactamente onde devem, sem dispersões inúteis. O baixo e a bateria são os grandes pilares das canções e ambos os instrumentos vão dialogando com as guitarras, o piano e alguns instrumentos de sopro, quase sempre de forma superficial, equilibrada e minimalista, mas enriquecendo enormemente as canções. E claro, a voz única de Matt Berninger quase que nos esmaga; Em Afraid of Everyone, ele dá-nos a metáfora perfeita para o efeito que a sua voz nos povoca, quando diz your voice is swallowing my soul.

 

The National: vocalista dá de comer aos patos em vídeo irónico - veja aqui -

 

No universo indie, os The National dificilmente atingirão o estatuto de uns Arcade Fire ou de uns Interpol; Mas, em cada uma das suas canções, estarão certamente sempre presentes riffs decadentes e gloriosos e frases absurdas sobre os mistérios do coração, versos que me dão uma vontade imensa de pintar nas minhas paredes para que, diariamente, me sinta guiado e inspirado pelo bem que me faz ter a possibilidade de ouvir e usufruir de um álbum assim.

Esta talvez tenha sido uma das críticas menos certeiras e musicalmente concretas que já escrevi a um disco... Quem ler este texto vai ficar provavelmente a saber o mesmo sobre High Violet, mas ficarei satisfeito se conseguir suscitar curiosidade genuína para uma audição. Por muito que tente, está mais que provado que não tenho jeito para colocar por palavras os sentimentos bons que me invadem, quer na música, quer nas mais variadas facetas da minha vida. E por isso, em diferentes momentos da minha existência, quando me sinto invadido desta forma, prefiro sempre o usufruto!

É imenso o prazer que sinto por ir na octagésima quarta audição, conseguir ainda descobrir um detalhe novo e por estas onze músicas me serem já familiares e o seu conteúdo soar cada vez mais linear, claro e belo.

Obsessão? Não. Talvez seja apenas um tipo com sorte, devido ao amor infinito e selectivo que sinto pela música como forma de arte e expressão de sentimentos por excelência.

A voz tímida de Matt Berninger tem-me deixado sem palavras... Tem-me levado à Lua... Literalmente... Feliz.

Um dos meus discos da década... Sem qualquer exagero!

music: The National - England
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autor stipe07 às 22:04
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

Let Down

Gosto do arranque, da ignição, do ênfase dado por Thom a transport e tramlines... Dificilmente consigo acompanhar a descida a taking of and landing, fico sempre a meio caminho, a engolir em seco...

Crushed like a bug in the ground leva-me direitinho ao limbo e põe-me nos eixos, infiltrando-me na melancolia doce do timbre seguinte.

Embalado pela sequência, acedo ao mundo dos desejos! Mas, em one day i'm going to grow wings, despisto-me de novo e em chemical reaction volto ao mundo real, mudo e calado e de onde já não quero sair... hysterical and useless.

Respiro fundo, fecho os olhos ao som do piano distorcido, vejo estrelas onde ele desafina, toco nelas também encadeado pela luz infinita que vem do vazio e fico invadido pela doce tentação do enorme sorriso em You know, you know where you are with You know where you are with Floor collapsing Floating, bouncing back e, com o peito cheio e o coração leve, deixo de me importar com os males deste mundo, mesmo aqueles que já provei, porque afinal tenho mesmo asas e isso já não faz de mim uma aberração, apenas alguém ambicioso, que não vira a cara, não tem medo de olhar em frente e que sabe que um dia chegará lá... at the (less) emptiest of feelings.

That was my Today's Soundtrack...

 

Let down and hanging around
Crushed like a bug in the ground
Let down and hanging around...

 

And one day....
I am going to grow wings
A chemical reaction
Hysterical and useless
Hysterical and...

Let down and hanging around
Crushed like a bug in the ground
Let down and hanging around

 


 

 

music: Radiohead - Let Down

autor stipe07 às 22:18
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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Eels, Lx - 19.09.2010

Eis a grande notícia do dia... de ontem!

Os Eels, projecto liderado por Mark Everett (Mr. E), confirmaram o regresso a Portugal para um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no próximo dia 19 de Setembro. A notícia é avançada no site oficial da banda e os bilhetes são colocados à venda, a partir de hoje, nos locais habituais.

A banda vem apresentar Tomorrow Morning , álbum com edição marcada para 24 de Agosto e que encerra uma trilogia que começou com Hombre Lobo (em Junho de 2009) e prosseguiu com End Times (editado em Janeiro passado), dois discos já citados neste blog.

Ora cá está um bom motivo para dar mais um salto à capital no fim do verão!

music: Eels - Beautiful Freak

autor stipe07 às 14:29
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Halley - 100 anos

Fez na última noite cem anos que o mundo ficou em suspenso perante a aproximação do cometa Halley à órbita terrestre.

 

Numa época em que a ciência já tinha dado passos importantes, mas as crenças do senso comum continuavam a impôr a sua lei, nomeadamente em Portugal, um país à época com um grau de analfabetismo na ordem dos 80%, por cá, muitos acreditavam que com o Halley viria o fim do mundo! Ainda por cima, a poucos meses do 5 de Outubro de 1910, este acontecimento foi aproveitado pelos próprios republicanos, que acusaram o clero do interior rural de espalhar que o cometa era enviado por Deus e vinha envolvido por gases venenosos que iriam matar todos os seres vivos, ao invés de informar as pessoas sobre a veracidade científica do fenómeno.

Assim, naquela época, o Halley esteve presente em várias dimensões da vida do país. No humor foi utilizado para associar os políticos aos escândalos da época, na publicidade ajudou a vender os mais variados artigos e até deu o nome a uma peça de teatro de revista intitulada O cometa.

 Às vezes a RTP também consegue provar que faz realmente serviço público. Nessa medida, o canal público de televisão resolveu recuperar os acontecimentos de 18 de Maio de 1910 em duas produções; Um documentário que estreia hoje, às 21 horas, na Dois, intitulado O Cometa da República e uma série de ficção, A noite do fim do Mundo, prevista para o final do ano. Ambos os formatos foram produzidos pela Hoop Filmes e partem da investigação feita pelo historiador Joaquim Fernandes e da qual também resultou um livro.

Segundo o historiador, A investigação baseia-se na imprensa da altura. O documentário vai viver muito das leituras dos jornais da época. (...) De início especulou-se muito com a possibilidade do envenenamento da atmosfera terrestre. As pessoas reagiam em função das notícias, que reflectiam o ambiente social e cultural da época.

Transcrevo também a contra-capa do livro referido e que se chama Halley, o cometa da República

 

Celebrando-se em 2010 o Centenário da instauração da República em Portugal, decorre também um século sobre o maior evento de medo colectivo vivido pela população portuguesa no decurso da sua História.

São expostos os nexos e fortuitas relações - acasos e coincidências  inscritos na história da Astronomia - entre ambos os acontecimentos ocorridos nesse mesmo  ano: cerca de cinco meses depois da sua passagem próxima da Terra, em Maio, o cometa de Halley viria a ser lembrado como uma espécie de mensageiro, anunciador da primeira mudança de regime político em Portugal desde a fundação da nacionalidade.

Por tal motivo, o mais popular cometa da História humana pode ser etiquetado pelo inconsciente colectivo nacional como "o cometa da República".

Muitos dos temas que emergiram na sociedade portuguesa, a pretexto da aproximação do tão temido cometa, foram usados como arma ideológica pelos republicanos contra os suportes sociais, mentais e religiosos da Monarquia.

As fragilidades mentais do Portugal profundo, inseguro e supersticioso, vieram ao de cima, em todo o seu esplendor trágico e cómico. Como nos grandes dramas clássicos ou da antecipação científica, a sociedade portuguesa viveu, de facto, o transe de uma noite de "fim do mundo" !

 

O cometa Halley foi baptizado por Edmund Halley, o astrónomo que pela primeira vez calculou a sua órbita e  determinou que os cometas vistos em 1531 e 1607 eram o mesmo objecto que cumpria uma órbita de 76 anos. Infelizmente, Halley morreu em 1742, não chegando a viver o suficiente para conseguir ver a sua predição tornar-se realidade, quando o cometa regressou na Véspera de Natal de 1758. Já é conhecido desde pelo menos 240 a.C. e possivelmente desde 1059 a.C. A sua aparição mais famosa foi em 1066 d.C. quando foi visto pouco antes da Batalha de Hastings.

As aparições mais famosas do cometa Halley foram em 1835 e 1910 e a última em 1986. Para observar de perto este corpo celeste, em 1984 e 1985, a URSS, o Japão e a Agência Espacial Europeia lançaram sondas para se encontrarem com o astro.

 

Alguns dados acerca do cometa Halley;

  • Distância do Periélio: 0.587 UA
  • Excentricidade Orbital: 0.967
  • Inclinação Orbital: 162.24°
  • Período Orbital: 76.0 anos
  • Próximo Periélio: 2061
  • Diâmetro: 16 x 8 x 8 km
music: Snow Patrol - The Planets Bend Between Us

autor stipe07 às 22:08
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Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Os Vulcões Eyjafjallajökull & Takkiceland

O vulcão Islandês Eyjafjallajökull continua a espalhar o caos no espaço aéreo europeu e a causar enormes transtornos a milhões de pessoas. Desde a primeira erupção, mais de cem mil voos já foram anulados e mais de oito milhões de passageiros ficaram bloqueados nos aeroportos. De acordo com os serviços metereológicos islandeses, a actual segunda actividade eruptiva diminuiu ligeiramente desde o seu pico a 13 de Maio, mas deverá continuar a sofrer flutuações e não há qualquer sinal que acabará em breve. No entanto, acho que também vale a pena ver o outro lado da questão e apreciar a força e a beleza deste fenómeno natural...

Assim, partilho um vídeo produzido por Sean Stiegemeier, nos dois primeiros dias deste mês, com banda-sonora de Jonsí.

As imagens fizeram-me recordar outro vulcão, não de rocha e lava, mas feito de sonhos, ideias, música e amizades, chamado takkiceland10, até porque, ultimamente e também devido à audição de Go de Jonsí, e particularmente do single Tornado (...erupt like volcano...), voltei a dar por mim a pensar imenso nesse meu sonho.

A vida é feita de prioridades, mas não sou pessoa de desistir facilmente dos meus sonhos! Sou ambicioso, detesto deixar algo para trás e gosto de levar as minhas ideias e projectos até ao fim! É sempre enorme a frustração que me invade quando ambiciono algo e não chego lá e, conforme referi no último comunicado oficial do projecto, devemos acreditar sempre nos nossos sonhos por mais utópicos que possam parecer, ouvir todos os dias a voz do nosso coração e olhar para a vida sempre de frente, com um sorriso imenso!

Um dia irei à Islândia, nem que seja sozinho! Esta é uma das minhas maiores certezas e também um dos meus grandes sonhos, outro dos meus Hoppipollas. Sei que tenho um longo futuro à minha frente, mas também tenho a consciência que só se vive uma vez!

Foi enorme a frustração que senti no verão passado quando, ao chegar ao encontro decisivo em Aveiro, percebi que estava praticamente só, num barco gigantesco e que alguns dos entusiastas envolvidos no projecto, chegada a hora da verdade, saltaram borda fora. Sei que pelo Natal houve uma nova tentativa, desde logo mostrei-me disponível,  mas desconheço o que daí resultou. No entanto, sinto saudades desse rebuliço e de algumas pessoas que comungavam do meu sonho...

Talvez, num futuro próximo, tente de novo e o vulcão adormecido takkiceland10 (que já não será 10, possivelmente nem 11, mas poderá perfeitamente ser 12,13,14,...) volte a entrar em erupção! Fica uma cinza no ar, um pequeno sinal de actividade, a primeira manifestação pública da minha parte de que ainda não desisti da ideia de não ir só...

Vejam o vídeo até ao fim porque vale bem a pena.

feeling:
music: Jónsi - Kolnadur

autor stipe07 às 22:37
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Sugiro...

Fica a revisão da última matéria dada...

 

Air - Be a Bee

 

 

Josh Rouse - Don't Act Tough

 

Blur - Fool's Day

 

 

Sia - Clap Your Hands

 

Spoon - Written In Reverse

 

Interpol - NYC

 

 

Hurts - Better Than Love

 

Foals - Hummer

 

 

Train - Hey Soul Sister

 

Efterklang - I Was Playing Drums

 

 

Radiohead - Fake Plastic Trees (Acoustic Version)

 

 

Jay Reatard - Gamma Ray (Beck Cover)

 

Queen - Under Pressure (Keane Cover)


autor stipe07 às 22:01
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