Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

Nick Garrie - The Moon And The Village

Com mais de meio século de carreira e um fantástico clássico editado nos nos sessenta intitulado The Nightmare of J. B. Stanislas, Nick Garrie ainda anda por aí a compôr músicas pop românticas e melodiosas e a influenciar nomes tão essenciais como os Teenage Fanclub, Wilco, Camera Obscura, The Trembling Bells, Ladybug Transistor e BMX Bandits, entre outros. Em 2009, Nick Garrie editou um novo disco, 49 Arlington Gardens e o mundo constatou que nenhum dos seus talentos tinha desaparecido após estes anos todos e agora, quase no ocaso de 2017, há um novo alinhamento do músico, por sinal de grande e rara beleza. Intitula-se The Moon And The Village e mostra um Nick Garrie mais introspectivo e em clara reflexão.

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Tendo por base instrumental a viola e as teclas, assim como outros instrumentos de forte pendor orgânico, nomeadamente o piano e o violino, as onze canções de The Moon And The Village transmitem sentimentos e emoções com uma crueza e uma profundidade simultaneamente vigorosas e profundas. Os arranjos que sustentam o trabalho primam por um salutar minimalismo que tem sempre a folk na mira, incubando da mente incansável de um músico maduro e capaz de nos fazer despertar com um simples dedilhar de cordas aquelas recordações que guardamos no canto mais recôndito do nosso íntimo e que em tempos nos proporcionaram momentos reais e concretos de verdadeira e sentida felicidade, ou, no sentido oposto, de angústia e depressão e a necessitarem de urgente exercicío de exorcização para que consigamos seguir em frente.

Canções como a contemplativa Lois' Diary ou a mais impressiva homónima são bons exemplos do modo como Garrie é capaz de nos colocar a olhar o sol de frente com um enorme sorriso nos lábios, mas a inebriante e àspera Boy Soldier ou a delicada Music From A Broken Violin também desafiam o nosso lado mais sombrio e os nossos maiores fantasmas, algo que é ampliado no convite que o músico nos endereça à consciência do estado atual do nosso lado mais carnal em Bacardi Samuel e no desarme total que torna inerte o lado mais humano do nosso peito na realista e racional Got You On My Mind.

The Moon And The Village é alma e emoção, um documento sonoro que nos ajuda a mapear as nossas memórias e ensina-nos a cruzar os labirintos que sustentam todas as recordações que temos guardadas, para que possamos pegar naquelas que nos fazem bem, sempre que nos apetecer. Basta deixarmo-nos levar pelos sussurros do autor, para sermos automaticamente confrontados com a nossa natureza, à boleia de uma sensação curiosa e reconfortante, que transforma-se, em alguns instantes, numa experiência ímpar e de ascenção plena a um estágio superior de letargia. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:19
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Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

MGMT - When You Die

MGMT - When You Die

Pouco mais de quatro anos depois de um homónimo, a dupla norte-americana MGMT formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, está prestes a regressar aos discos com Little Dark Age, o quarto trabalho destes já veteranos do indie rock psicadélico, que desde o espetacular disco de estreia Oracular Spectacular nos habituaram a uma espécie de rock psicadélico algures entre os Pink Floyd das décadas de sessenta e setenta e uns mais contemporâneos Flaming Lips, mas também com os olhos e ouvidos postos em projetos mais atuais e até, de algum modo, concorrentes, nomeadamente os Tame Impala ou os Animal Collective.

Depois do ambiente sonoro algo cinzento e eminentemente sintético de Little Dark Age, a canção homónima do trabalho, divulgada em outubro último, When You Die é o mais recente tema conhecido do registo, uma canção com uma toada mais luminosa e cheia de sons poderosos adornados por sintetizadores flutuantes e com direito a um video bastante curioso. Protagonizado por Alex Karpovsky e Lucy Kaminski mostra um mágico que dia apósdia repete a sua paresentação num bar, uma cena que dia após dia se torna numa experiência verdadeiramente surreal. Confere..


autor stipe07 às 21:50
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

Moby – Like A Motherless Child

Like A Motherless Child 1

Depois de ter editado dois álbuns no espaço de um ano, o norte-americano Moby continua bastante ativo e prepara-se para lançar mais um alinhamento de canções no início de 2018.

O novo álbum do músico, produtor e compositor nova iorquino irá chamar-se Everything Was Beautiful, And Nothing Hurt e dele já se conhece o primeiro single. É uma canção intitulada Like A Motherless Child e que apalpa terrenos onde o rock de cariz mais experimental e progressivo é rei, mas também onde não falta um clima melancólico que dá um aspecto algo sombrio à música, o que combina bem com a escolha do intérprete, um especialista na replicação de ambientes mais negros. Confere...


autor stipe07 às 20:27
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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

Sufjan Stevens – Tonya Harding

Sufjan Stevens - Tonya Harding

Tonya Harding my star, this world is a cold one, but it takes one to know one. É deste belo modo que começa Tonya Harding, a nova música do norte-americano Sufjan Stevens, um tributo à patinadora Tonya Harding, um ícone da cultura americana de final do século passado. É uma belíssima composição que amplia o retorno do músico a sonoridades mais intimistas, nostálgicas e contemplativas, sempre com a eletrónica em pano de fundo. 

Tonya Harding foi um dos nomes maiores da patinagem mundial durante vários anos mas também sofreu imenso com a exposição pública e com alegados abusos físicos e sexuais de que terá sido alvo durante a sua carreira. A determinada altura do tema Sufjan Stevens realça toda essa trama com enorme contundência e elevado sentido poético... Has the world has its fun?” Stevens asks in the song, “They’ll make such a hassle and they’ll build you a castle, then destroy it when you’re done. Confere...


autor stipe07 às 16:38
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Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017

Zed Penguim - Wandering

Foto de ZED PENGUIN.

Matthew Winter, James Metcalfe, Casey Miller e Atzi são os Zed Penguin, banda preparada para se apresentar ao mundo com A Ghost, A Beast, um trabalho que irá ver a luz do dia lá para fevereiro, à boleia da escocesa Song, By Toad Records de Matthew Young.

Wandering é o primeiro single divulgado de A Ghost, A Beast, uma ode acústica e tremendamente sentimental à melancolia, feita à base de cordas com um grau de refinamento classicista incomensuravelmente belo. Escrita por Winter há já alguns anos, após ter sofrido graves ferimentos durante um assalto ao hospital psiquiátrico onde trabalhava, é uma canção que expressa a ideia de isolamento de quem tem dificuldade em encontrar o seu lugar neste mundo e que quando o encontra não resiste a regressar ao casulo anterior. Confere...


autor stipe07 às 17:58
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Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017

U2 - Songs Of Experience

Songs Of Experience é o tão aguardado novo álbum dos irlandeses U2, o primeiro trabalho do grupo após um hiato de três anos, mas um disco de continuidade em relação ao antecessor Songs Of Innocence, editado em 2014. De facto, este novo alinhamento da banda de Dublin formada por Bono, The Edge, Mullen e Adam e considerada por muitos como a maior do mundo em atividade, explora alguns aspetos mais íntimos das vivências pessoais do quarteto numa fase mais adulta da existência de cada um, com algumas cartas escritas por Bono a pessoas próximas do seu círculo pessoal a serem um dos motes do registo. Recordo que o conteúdo lírico e emocional do anterior Songs Of Innocence, além de lidar com a perca e a mortalidade, com canções dedicadas aos primogénitos falecidos de Bono e a Joey Ramone, também se debruçava sobre a adolescência do quarteto na conturbada Irlanda dos anos setenta.

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Produzido por Jacknife Lee, Ryan Tedder, Steve Lillywhite, Andy Barlow e Jolyon Thomas, Songs Of Experience viu a luz do dia nas primeiras horas deste mês e oferece-nos uns U2 ligados à corrente e com nomes como os Ramones, Bob Dylan e The Clash a serem influências declaradas, mas sem deixar de ter o selo sonoro identitário único deste quarteto irlandês. As guitarras mantêm-se como o grande suporte melódico da maioria das canções, mas há uma busca incisiva por ambientes mais brandos, sendo procurado um equilíbrio entre o charme inconfundível dessas guitarras que carimbam o ADN dos U2 com o indie pop rock que agrada às gerações mais recentes e onde abunda uma primazia dos sintetizadores e teclados com timbres variados, em deterimento das cordas, talvez em busca de uma toada comercial e de um lado mais radiofónico e menos sombrio e melancólico.

Não é surpresa nenhuma para ninguém que este é também um disco com uma forte índole política. Junta-se a realidade social agitada da Irlanda de há quarenta anos atrás com a América onde um Bono acérrimo crítico de Trump passa largas temporadas para tal ser uma evidência. Temas como American Soul, canção que conta com uma introdução de Kendrick Lamar, inimigo declarado de Trump ou Red Flag Day plasmam com clareza essa teoria, até porque grande parte deste disco foi fermentado em Nova Iorque, em 2014, durante o longo processo de recuperação de um acidente que Bono sofreu em Central Park, nessa cidade que nunca dorme. Nela, durante um passeio matinal, caiu de bicicleta e sofreu múltpiplas faturas nos membros superiores e inferiores que chegaram a colocar em risco a sua capacidade de voltar a tocar guitarra.

Songs Of Experience mostra que os U2 ainda conseguem desafiar a sua capacidade inventiva e que falar-se em zonas de conforto é algo que não faz propriamente parte do vocabulário conceptual de quem quer ser justo na análise crítica aos álbuns do grupo. Assim, se canções como a luminosa e vintage The Showman (Little More Better), uma composição aconchegante e melancólica, a incisiva balada Love Is Bigger Than Anything In Its Way e o primeiro single retirado do disco, a emocionante You’re The Best Thing About Me, mostram aquele lado dos U2 que costuma apelar diretamente ao nosso lado mais emocional e sensível, a mais rugosa American Soul e o groove tropical de Summer Of Love, assim como o baixo corrosivo de The Blackout conferem ao alinhamento do disco aquela componente eclética e heterogénea que justifica que os autores do mesmo recebam mais uma vez o clássico e justo selo de excelência. Espero que aprecies a sugestão...

U2 - Songs Of Experience

01. Love Is All We Have Left
02. Lights Of Home
03. You’re The Best Thing About Me
04. Get Out Of Your Own Way
05. American Soul
06. Summer Of Love
07. Red Flag Day
08. The Showman (Little More Better)
09. The Little Things That Give You Away
10. Landlady
11. The Blackout
12. Love Is Bigger Than Anything In Its Way
13. 13 (There Is A Light)


autor stipe07 às 20:35
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017

Django Django – In Your Beat

Django Django - In Your Beat

Os Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon continuam a desvendar um pouco mais do conteúdo de Marble Skies, o próximo registo de originais desta banda escocesa natural de Edimburgo e que deve ver a luz do dia logo no início de 2018. Será um alinhamento de dez canções certamente feitas com uma pop angulosa proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Depois de Tic Tac Toe, o primeiro tema do álbum que foi divulgado, In Your Beat é o novo single conhecido de Marble Skies, uma canção assente na habitual percussão tribal, acompanhada por uma guitarra com um delicioso efeito hipnótico, as duas grandes imagens de marca dos Django Django, mas com um clima algo enganador porque os efeitos sintetizados que vão adornando a composição têm um clima algo etéreo e contemplativo. Confere...


autor stipe07 às 20:50
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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017

Teleman – Fünf EP

Cerca de ano e meio depois do muito recomendável Brilliant Sanity, os britânicos Teleman de Tommy Sanders (vocalista), do seu irmão Johnny (teclados), do baixista Peter Cattermoul e do baterista Hiro Amamiya estão de regresso com Fünf, um ep com cinco canções que resultaram de uma estreita colaboração deste grupo de Reading, nascido das cinzas dos Pete & The Pirates, com cinco produtores de relevo. São figuras proeminentes da eletrónica atual, nomeadamente Timothy J. Fairplay, Ghost Culture, Bullion, Oli Bayston e Moscoman, com cada um deles a intervir diretamente em cada uma das composições do ep.

Resultado de imagem para teleman 2017

Grandes destaques do catálogo da insuspeita Moshi Moshi Records, os Teleman são um nome fortíssimo da art pop atual e têm ao longo da ainda curta carreira feito um súmula interessante e bem idealizada de todo o conteúdo que sustentou a eletrónica nos últimos trinta anos. Assim, neste novo ep e como não podia deixar de ser, estamos na presença de canções pop bem estruturadas, devidamente adocicadas com arranjos bem conseguidos e que não dispensam a vertente orgânica conferida pelas cordas, nomeadamente o baixo e pela percussão, tudo envolto com uma pulsão rítmica que carateriza a personalidade deste quarteto, que tem aqui mais um alinhamento consistente e carregado de referências assertivas.

Da toada pulsante de Spectre, conferida por um curioso efeito sintetizado intenso e modulado, até ao punk rock apurado, incisivo e extremamente dançável de Bone China Face, uma das melhores canções de 2017, passando pelo groove insinuante e climático de Rivers In The Dark, pela atribulada aspereza rítmica de Repeater e pelo apelo vintage crescente de Nights On Earth, este é um ep com fino notável recorte clássico, um alinhamento preenchido com uma paleta colorida e animada de paisagens instrumentais e líricas, que fazem dele uma companhia perfeita para um momento mais festivo e que, ao mesmo tempo, nos possibilita contactar quer com algumas das melhores nuances da eletónica atual,quer com aquela filosofica pop que vem fazendo escola em algumas bandas britânicas de há quatro décadas para cá. Espero que aprecies a sugestão....

Teleman - Fünf

01. Spectre
02. Bone China Face
03. Rivers In The Dark
04. Repeater
05. Nights On Earth


autor stipe07 às 16:58
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Quinta-feira, 30 de Novembro de 2017

Jaguwar - Crystal

Uma das novas coqueluches da Tapete Records são os Jaguwar, projeto que nasceu em Berlim, na Alemanha, um trio formado inicialmente por Oyémi e Lemmy em 2012 aos quais se juntou Chris dois anos depois. Editaram dois Eps através da americana Prospect Records e tocaram ao vivo numa série de países como Inglaterra, Dinamarca, França, Sérvia, Alemanha, entre outros, partilhando o palco com nomes tão importantes como os We Were Promised Jetpacks, Japandroids e The Megaphonic Thrift, entre outros.

A estreia na Tapete Records será a doze de janeiro de 2018 com Ringthing, o longa duração de estreia do grupo. São dez canções que nasceram depois de o trio, armado com um impressionante leque de aparelhos de efeitos, guitarras, baixos e amplificadores e apoiado por um prodigioso abastecimento de café e cigarros, ter-se instalado nos estúdios Tritone Studio em Hof, na Baviera. Delas já se conhece Crystal, canção que se insere naquele universo sonoro que mistura rock e pop, com uma toada noise e um elevado pendor shoegaze. Já com direito a vídeo, o tema assenta numa guitarra rugosa e plena de efeitos metálicos, acompanhada por uma bateria falsamente rápida, e esta dupla é a mesma que vai ser depois o grande suporte das canções, em volta da qual gravitarão diferentes arranjos, quer orgânicos, quer sintéticos, geralmente com um teor algo minimal. Confere...


autor stipe07 às 17:05
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Terça-feira, 28 de Novembro de 2017

Björk – Utopia

Uma das caraterísticas mais marcantes da carreira da islandesa Björk é não só mostrar o quanto o cenário musical do país de onde é originária é inspirador, mas ela ser também, por si só, uma verdadeira fonte de inspiração para imensos artistas. Recentemente envolvida em algumas questões polémicas, nomeadamente devido ao apoio público incondicional que tem dado a causas que defendem a liberdade de expressão sexual, principalmente nos Estados Unidos e depois de ela ter também confessado ter sido vítima de assédio há alguns anos, Björk, crítica acérrima de Trump, sente-se mais inspirada do que nunca e, em consequência disso, Vulnicura, o álbum que lançou há pouco mais de dois anos, já tem sucessor. O novo disco da artista islandesa chama-se Utopia, viu a luz do dia a vinte e quatro último, via One Little Indian Records, e constitui uma ode ao otimismo e à esperança, porque é isso que estes tempos algo negros e difíceis clamam, depois do antecessor ter sido um disco intimista e algo depressivo, que se focou muito no termino da relação amorosa da autora com Matthew Barney, um reputado artista plástico americano.

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De facto, o que não falta em Utopia são ideias e sugestões para um mundo melhor e o venezuelano Arca, produtor deste disco, é um elemento preponderante para o deslumbre que se sente com toda a pafernália de sons, detalhes e efeitos que vão cirandando em redor da voz de uma Björk que parece ter encontrado de novo motivos para olhar com optimismo para o mundo que a rodeia. Se The Gate, o terceiro tema do disco é, de acordo com a própria autora, a canção que melhor retrata as diferenças entre Vulnicura e Utopia, muito por causa do modo como Björk posiciona o seu registo vocal no meio de uma vasta miríade de luxuriantes efeitos e detalhes eminentemente sintéticos e com um poderoso potencial impressivo, logo na luxuriante secção de metais que vai sobressaindo em Arisen My Senses percebe-se que a compositora islandesa sente-se mais sorridente e disponível para a celebração. Logo depois, em Blissing Me, somos confrontados com uma canção cujo conteúdo mostra que esse desiderato será alcançado com a habitual simplicidade absolutamente sedutora e intemporal que carateriza a música desta expoente da cultura sonora contemporânea. É uma lindíssima canção assente em belíssimos arranjos e pinceladas acústicas que se cruzam com um registo vocal ternurento, uma composição que narra o amor feliz e incondicional que dois seres viciados pela internet sentem um pelo outro e que vinca, definitivamente, aquela que será a filosofia sonora do restante alinhamento de Utopia.

Até ao ocaso deste trabalho, quer na extensa e espiritual Body Memory, uma canção que conta com a extraordinária participação especial de seis dezenas de vozes feminimas, quer na complexidade orquestral de temas tão envolventes como Tabula Rasa, uma composição que eriça com contundência o nosso lado mais sensível, ou de Losss, um oásis de cândura e suavidade, assim como de Claimstaker, uma ode ao amor tremendamente retemperadora, somos absorvidos sem apelo nem agravo por um álbum que representa, claramente, uma espécie de renascimento e de virar de página para um universo mais eloquente e transcendental por parte de uma das intérpretes mais inspiradas e influentes do cenário musical contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão....


autor stipe07 às 20:42
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