Domingo, 26 de Junho de 2016

Band Of Horses - Why Are You Ok

Foi a dez de junho e à boleia da Interscope Records que chegou aos escaparates Why Are You Ok, o novo registo de originais dos norte americanos Band Of Horses, um trabalho produzido por Jason Lytle e sucessor do aclamado Mirage Rock, um álbum editado já em 2012. Casual Party, o primeiro avanço divulgado de Why Are You Ok, é uma canção com uma exuberância instrumental ímpar e um frenesim melódico bastante impressivo e o restante alinhamento acaba por confirmar um trabalho cheio de interseções entre guitarras e sintetizadores, criadas por uns Band Of Horses que são já hoje um dos grupos mais respeitáveis do cenário rock do país natal e que chegam ao quinto disco a cimentar as referências sonoras que durante quase uma década têm sido essenciais para o grupo, sem aparente sinal de desgaste.

A escolha de Jason Lytle, um guru do rock progressivo que se notabilizou no dealbar deste milénio com o muito aclamado Software Plump, atraiu desde logo as atenções da crítica especializada para este novo álbum do projeto liderado por Ben Bridwell, com as opiniões a centrarem-se numa ausência de meio termo em relação à bitola qualitativa de Why Are You Ok. E a verdade é que as doze composições do disco puxam essa noção de termo para o lado mais radioso e desejado da análise, já que este é um disco efusivo e grandioso, para ser contemplado com deleite e atenta dedicação.

Logo no misticismo de Dull Times/The Moon, uma relação simbiótica entre dois temas que se apresentam num pacote único, fica plasmada não só uma enorme beleza melódica, mas também uma elevada riqueza instrumental e uma seleção de arranjos e efeitos, ao nível das guitarras que conferem à canção uma paleta de cores de agradável contemplação. Estes aspetos acabam por ser transversais a todo o disco, que se reveste de uma certa espiritualidade, com a encorpada Solemn Oath e a enorme beleza dos teclados e das cordas de Hag a acabarem por nos fazer imaginar, espontaneamente, algumas das mais deslumbrantes paisagens naturais de uma América com uma identidade muito própria e que este grupo de Seattle tão bem expressa.

Um dos maiores atributos de Why Are You Ok é, claramente, a capacidade que este disco tem de nos oferecer toda a amálgama que hoje define o ideário sonoro dos Band Of Horses, projeto que ao longo da carreira sempre teve um carimbo folk fortemente impregnado, mas que no seu adn é, acima de tudo, uma banda rock, com tudo aquilo que em termos de abrangência isso significa para o reportório de um coletivo. Assim, se o verdadeiro e clássico indie rock acaba por ser alvo de revisão feliz e fraterna na já referida Casual Party e também em In A Drawer e se o tal lado folk surge de modo impressivo em Throw My Mess, acaba por por ser nos arranjos singelos que circundam Whatever, Wherever e na simplicidade desarmante da crueza acústica e lo fi de Country Teen e no pendor sombrio e introspetivo de Barrel House, que os Band Of horses mostram os predicados maiores que foram adicionados ao rol de adjetivos que caraterizam hoje o típico som do trupo.

Melhor registo deste grupo até ao momento e um dos lançamentos de referência do ano, Why Are You Ok é um disco que exala uma elevada fluidez e uma saudável honestidade, por parte de uma banda que não quer sentir-se presa a balizas que condicionem o seu processo de construção melódica, mas movimentar-se livremente pelo manancial de oportunidades que o indie rock proporciona a quem tem capacidade criativa suficiente para explorar profundamente um género sonoro com caraterísticas muito próprias, mas que possibilitam inúmeras abordagens e explorações. Com este disco os Band Of Horses obtêm o legítimo direito de passarem a ser considerados com uma dos projetos atuais que melhor sustenta esta teoria. Espero que aprecies a sugestão...

Band Of Horses - Why Are You OK

01. Dull Times/The Moon
02. Solemn Oath
03. Hag
04. Casual Party
05. In A Drawer
06. Hold On Gimme A Sec
07. Lying Under Oak
08. Throw My Mess
09. Whatever, Wherever
10. Country Teen
11. Barrel House
12. Even Still


autor stipe07 às 19:47
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Kaiser Chiefs – Parachute

Kaiser Chiefs - Parachute

Depois de há pouco mais de dois anos os britânicos Kaiser Chiefs terem editado Education, Education, Education & War, o quinto álbum da carreira, a banda liderada pelo carismático Ricky Wilson e que conta atualmente na sua formação também com Andrew White e Simon Rix Nick Baines e Vijay Mistry, estará de regresso, em 2016, com Stay Together, um novo registo de originais que verá a luz do dia a sete de outubro próximo.

De acordo com Parachute, a mais recente amostra divulgada do álbum, Stay Together deverá marcar uma inflexão sonora da banda, já que o tema calcorreia territórios sonoros mais próximos da pop, em deterimento do indie rock que popularizou este projeto. Confere... 


autor stipe07 às 19:27
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Sexta-feira, 24 de Junho de 2016

Sigur Rós – Óveður

Sigur Rós - Óveður

Os islandeses Sigur Rós são provavelmente os maiores responsáveis por toda uma geração de ouvintes se ter aproximado da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação e estranhos diálogos que possam existir dentro do campo musical. Ao lado da conterrânea Björk, este quarteto, entretanto reduzido a trio, não apenas colocou a Islândia no mapa dos grandes expoentes musicais, como definiu de vez o famigerado pós rock, género que mesmo não sendo de autoria da banda só alcançou o estatuto e a celebração de hoje graças ao rico cardápio instrumental que o grupo conseguiu alicerçar nas duas décadas que já leva de existência.

Adeptos da constante transformação de suas obras, desde Von, o primeiro álbum, que os Sigur Rós se concentram na produção de discos que, mesmo próximos, organizam-se e funcionam de maneiras diferentes. Têm sido álbuns que acabam sempre por partilhar um novo sentimento ou proposta, utilizando uma fórmula básica que serve de combustível a cada nova estreia.

Alguns dias após o excelente concerto no NOS Primavera Sound, os Sigur Rós deram a conhecer um novo tema intitulado Óveður e que marca uma nova inflexão sonora, novamente para territórios mais ambientais e minimalistas, depois da exuberância particlarmente sombria de Kveikur. Este tema já tem direito a um excelente vídeo filmado pelo realizador sueco Jonas Åkerlund e coreografado e interpretado por Erna Ómarsdóttir.

Esta canção e o filme da mesma, além de anteciparem um novo álbum dos Sigur Rós, surgem na sequência de um outro projecto apresentado recentemente pelos islandeses intitulado Route One, um live stream de vinte e quatro horas, emitido em exclusivo no canal YouTube, do grupo e que combina paisagens da Islândia em slow motion com pequenos excertos de música dos Sigur Rós. Confere...


autor stipe07 às 14:48
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2016

The Invisible – Patience

A dez de Junho último e à boleia da Ninja Tune chegou aos escaparates Patience, o terceiro registo de estúdio do trio londrino The Invisible de Dave Okumu, nove canções sustentadas numa eletrónica apurada, construídas em redor de sintetizadores inspiradas na luxuosa pop dos anos oitenta, como se percebe logo no clima melancólico e simultaneamente sedutor de So Well, tema que conta com a participação especial da cantora Jessie Ware e onde quer ela quer Okumu dialogam, teatralizando uma complexa e inebriante relação amorosa.

Os anos oitenta foram marcantes para a história da música contemporânea e serão sempre alvo de inspiração e revisão, principalmente por ter sido o período em que os sintetizadores foram definitivamente chamados para a linha da frente no processo de composição melódica, por parte de bandas e projetos que afirmaram a pop às massas e colocaram o rock num espetro mais alternativo. Essa pop polida dos anos oitenta, feita com sintetizadores carregados de efeitos e com um ar sempre solene, acaba por definir a essência e o dramatismo deste projeto, que nos propôe uma coleção de canções assentes em teclados com a esperada pompa e circunstância aveludada que enfeita as melodias que debitam.

Impecavelmente produzido, Patience arremessa para os nossos ouvidos toda uma herança luxuosa, com vários destaques, ao nivel instrumental, que importa realçar; Além da beleza do tema de abertura já descrito, não posso deixar de destacar o groove efusiante de Save You, canção que contém um forte apelo às pistas de dança e, na sequência, Best Of Me, tema como alguns elementos percurssivos curiosos, entrelaçados com um rugoso teclado, com a voz de Okumu, num registo grave, a mostrar todos os seus atributos e abrangência e um lado humano peculiar, que se mostra como um trunfo maior neste alinhamento. Esta é uma voz impregnada com sensações imponentes e redentoras, como se percebe em Memories, um dos melhores instantes de Patience, canção onde o efeito vocal em eco cristaliza e amplia um fabuloso baixo, que passeia uma dose incontida de egocentrismo, de braço dado com teclados épicos.

Vocalmente, a cereja no topo do bolo de Patience acaba por ser o lote de participações especiais, escolhidas com acerto e de modo a potenciar o ideário sonoro e estilístico pretendido para o álbum. Além de Jessie Ware no tema já referido, em Different, Rosie Lowe é uma peça essencial para dar vida e cor a um refrão marcante, numa canção que é uma ode declarada ao melhor R&B contemporâneo, conduzido por guitarras plenas de groove, cordas dinâmicas e uma percussão bastante festiva, onde não faltam efeitos metálicos e de palmas. Este tema é um monumento de sensualidade, pensado para dançar num ambiente quente e charmoso e, logo depois, em Love Me Again, esse efeito amplia-se numa canção onde é novamente o R&B a ditar as regras e que conta com Anna Calvi. Mais uma vez, a presença dessa voz feminina, neste caso bastante intensa e até algo ternurenta, acaba por ser um extraordinário complemento ao propósito acolhedor e intencional de um alinhamento que quer brincar com a subtileza e o mistério que envolve as relações, daquela maneira alegre, mas também profunda e exótica  que se espera delas, sempre com um bom gosto e uma intensidade sentimental únicas. Espero que aprecies a sugestão...

The Invisible - Patience

01. So Well
02. Save You
03. Best Of Me
04. Life’s Dancers
05. Different (Feat. Rosie Lowe)
06. Love Me Again (Feat. Anna Calvi)
07. Memories
08. Believe In Yourself
09. K Town Sunset (Feat. Connan Mockasin)


autor stipe07 às 22:05
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Two Door Cinema Club – Are We Ready? (Wreck)

Two Door Cinema Club - Are We Ready (Wreck)

Os irlandeses Two Door Cinema Club, de Alex Trimble, Kevin Baird e Sam Halliday, vão regressar aos discos a catorze de outubro próximo com Gameshow, dez canções que vão quebrar um hiato de quatro anos do projeto. Este será o terceiro disco da banda, sucedendo ao muito aclamado Beacon (2012) e a Tourist History (2010), o disco de estreia.

Há poucos dias a banda apresentou em primeira mão, no programa de Annie Mac, na BBC Radio 1, Are We Ready? (Wreck), o primeiro avanço de Gameshow e, pela amostra, está de regresso aquele fluxo planante das guitarras, típico de um trio onde tudo flui para impressionar e levar os ouvintes a entregarem-se aos encantos e à dança involuntária que conseguem imprimir ao ideário sonoro das suas canções. Confere...


autor stipe07 às 22:01
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Terça-feira, 21 de Junho de 2016

Okta Logue – Diamonds And Despair

Philip Meloi, Benno Herz, Robert Herz e Max Schneider são os alemães Okta Logue, um quarteto distribuido por Frankfurt e Darmstadt e mais um nome a direcionar o seu processo de criação sonora para aquela psicadelia pop ampla e elaborada, através de um som firme e definido e onde cada instrumento parece assumir uma função de controle, nunca se sobrepondo demasiado aos restantes, com Diamonds And Despair, o mais recente disco do grupo, a encarnar um espírito ecoante e esvoaçante, transversal às catorze canções do seu alinhamento e que coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta.

O fuzz do sintetizador e o esplendor das cordas de Pitch Black Dark e da alegoria pop One-Way Ticket To Breakdown, os detalhes percussivos e a guitarra planante de Helpless e o ambiente etéreo e imersivo criado pelos efeitos de Stars Collapse esclarecem o ouvinte acerca da constante omnipresença do experimentalismo rock que ditou a sua lei nos grandiosos anos setenta e da salutar psicadelia instrumental e melódica que definia alguns dos nomes fundamentais desse género que hoje vem sendo replicado com enorme sucesso nos dois lados do atlântico.

Como é apanágio num som que se pretende luminoso, atrativo e imponente, sem descurar aquela fragilidade e sensorialidade que o território estilístico onde estes Okta Logue se movem exige, Diamonds And Despair caracteriza-se, em grande parte, pela subtileza com que este quarteto alemão incorpora uma musicalidade prática, concisa e ao mesmo tempo muito abrangente, num disco marcado pela proximidade entre as canções, fazendo com que o uso de letras cativantes e de uma instrumentação focada em estruturas técnicas simples, amplie os horizontes e os limites que vão sendo traçados em mais de uma hora de canções com tudo para tornarem-se em verdadeiros clássicos da pop experimental. A majestosidade das guitarras que conduzem Waves e a direção delicada e ao mesmo tempo mais esculpida e etérea, que a banda assume em Wasted With You, assim como o acabamento límpido e minimalista, mas fortemente sentimental e profundo de It's Been A While, arrancam o máximo daquilo que as guitarras conseguem enfatizar ao nível dos efeitos e das distorções hipnóticas e acabam por ser um piscar de olhos insinuante a um krautrock que, cruzado com um subtil minimalismo eletrónico, prova o minucioso e matemático planeamento instrumental de um disco em ritmo ascendente, mas sempre controlado, até à última canção.

Pleno de nuances variadas e harmonias magistrais, em Diamonds and Despair tudo se orienta com o propósito de criar um único bloco de som, fazendo do disco um corpo único e indivisível e com vida própria, com os temas a serem os seus orgãos e membros e a poderem personificar no seu todo, se quisermos, uma sonoridade própria e transparente, através de um disco assertivo, onde os Okta Logue utilizaram todas as ferramentas e fórmulas necessárias para a criação de algo verdadeiramente único e imponente e que obriga a crítica a ficar particularmente atenta a este grupo. Espero que aprecies a sugestão...

Okta Logue - Diamonds And Despair

01. Pitch Black Dark
02. Helpless
03. Stars Collapse
04. Waves
05. Diamonds And Despair
06. Heat
07. Under The Pale Moon
08. It’s Been A While
09. One-Way Ticket To Breakdown
10. Wasted With You
11. Heroes Of The Night
12. Distance
13. Summer Days
14. Take It All


autor stipe07 às 21:39
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

The Weatherman - Kind of a Bliss

The Weatherman, o pseudónimo artístico criado em 2006 pelo multi-instrumentalista portuense Alexandre Monteiro e um projecto pop rock versátil e multifacetado, está de regresso aos discos com Eyeglasses for the Masses, um álbum editado a vinte e nove de Abril e que nos remete para um universo pop e psicadélico, diversificado e abrangente, onde reina a nostalgia dos anos sessenta e onde nomes como The Beatles ou Beach Boys são referências incontornáveis, além de algumas marcas identitárias da eletrónica atual.

O mais recente single extraído de Eyeglasses for the Masses é Kind Of A Bliss, um alerta vermelho sobre a solidão e o sofrimento que a mesma causa frequentemente, nomeadamente nas vítimas de abusos de toda a espécie e das mais variadas faixas etárias. O tema já tem direito a vídeo, que apresenta o caso de uma vítima de violência doméstica, um dos maiores flagelos da sociedade ocidental contemporânea.

The Weatherman estreou-se nos lançamentos discográficos em 2006 com Cruisin’ Alaska, ao qual se sucedeu Jamboree Park at the Milky Way (2009), e um homónimo, em 2013, antes deste Eyeglasses for the Masses. Confere...


autor stipe07 às 21:57
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Terça-feira, 14 de Junho de 2016

The Temper Trap -Thick As Thieves

Os australianos The Temper Trap, banda formada em 2005, liderada por Dougy Mandagi e conhecida pelo som atmosférico, adornado com guitarras e um grande conjunto de ritmos pulsantes, viram o sucesso em 2009 quando Sweet Disposition, extraído do seu álbum de estreia Conditions, se tornou num verdadeiro fenómeno à escala mundial. Em maio de 2012 regressaram aos lançamentos com um disco homónimo lançado através da Infectious Records, que resultou numa vasta digressão mundial, com presença em vários festivais importantes e elogios de bandas como os Rolling Stones ou os Coldplay.

Agora, quatro anos depois desse registo, os The Temper Trap estão de regresso com Thick As Thieves, disco lançado a dez de junho e com vários momentos interessantes, dos quais destaco Fall Together, canção que resulta de uma parceria com Justin Parker, habitual produtor de Lana Del Rey.

Além de Justin Parker, nos créditos de Thick As Thieves podemos encontrar também os nomes de Ben Allen e Pascal Gabriel, mas é a voz de Mandagi, que assemelha-se algumas vezes ao registo de um Jeff Buckley e que é feita, constantemente, com doloridas expressões faciais, que continua a ser o trunfo maior de uma banda exímia a dar vida a canções com uma forte toada sentimental, assentes quase sempre numa guitarra empolgante e carregada de efeitos, de mãos dadas com sintetizadores estratosféricos, que procuram desbravar novos caminhos e uma indisfarçável ode celebratória.

De disco para disco tem havido uma busca quase obsessiva dos The Temper Trap por uma nova identidade sonora e, sendo já algo longínqua a estreia, aproximam-se cada vez mais da sonoridade dos anos oitenta que tanto pode oscilar entre o rock de estádio de uns Scorpions, como a pop baladeira e melancólica dos Spandau Ballet. E este Thick As Thieves acaba por deambular entre estes dois pólos, tendo como atributo maior falar de sentimentos reais e geralmente felizes e que, por isso, pretendem e de slgum modo conseguem colocar enormes sorrisos no nosso rosto durante a audição. Espero que aprecies a sugestão...

The Temper Trap -Thick As Thieves

01. Thick as Thieves
02. So Much Sky
03. Burn
04. Lost
05. Fall Together
06. Alive
07. Riverina
08. Summer’s Almost Gone
09. Tombstone
10. What If I’m Wrong
11. Ordinary World


autor stipe07 às 21:46
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2016

Leapling - Suspended Animation

Depois de no início de 2015 me terem espantado com o fabuloso Vacant Page, os nova iorquinos Leapling, um quarteto formado por Dan Arnes, Yoni David, R.J Gordon e Joey Postiglione e que plana em redor de permissas sonoras fortemente experimentais e onde tudo vale quando o objetivo é arregaçar as mangas e criar música sem ideias pré-concebidas, arquétipos rigorosos ou na clara obediência a uma determinada bitola que descreva uma sonoridade especifica, regressaram aos lançamentos discográficos com Suspended Animation, um álbum que viu a luz do dia a dez de junho, através da Exploding In Sound.

Hey Sister, Alabaster Snow e One Hit Wonder são alguns dos momentos altos de Suspended Animation, um trabalho que continua a revelar extraordinários acordes de guitarra com um comovente objetivo melódico, como só estes Leapling nos sabem oferecer. Tal é, sem dúvida, o resultado de todas as experiências acumuladas por Dan Arnes, o líder do projeto, além, claro, das referências melódicas típicas do grupo, que da herança que os The Beach Boys, os The Kins e os The Smiths, passando pelos Wilco, nos deixaram, parece também utilizar referências do próprio quotidiano para construir um panorama instrumental e lírico que pende ora para o rock experimental, ora para a indie pop adocicada e acessível.

Estes Leapling continuam a provar serem mestres no desenvolvimento de uma instrumentação radiante, reflexo da capacidade do grupo em apresentar um som duradouro e sempre próximo do ouvinte, experiência que se repete neste Suspended Animation, disco que fala de paixão e de amor, como os melhores psicoativos sentimentais que podemos usar, mas também de portas que se abrem para nunca mais se fechar, decisões difíceis e manhãs irrepetíveis, exemplos felizes do lado mais sensível e emotivo deste grupo. E o que mais sobressai durante a audição integral do trabalho é a perceção clara que os Leapling optaram por ligar a sua faceta experimental a pleno gás, obtendo um balanço delicado entre o quase pop e o ruidoso, mas sem nunca descurar aquela particularidade fortemente melódica que já define o arquétipo das suas composições. Espero que aprecies a sugestão...

Leapling - Suspended Animation

01. I Decide When It Begins
02. Alabaster Snow
03. Don’t Move Too Fast
04. Shakin’
05. You Lemme Know
06. Suspended Animation
07. One Hit Wonder
08. Hey Sister
09. Why Can’t You Open Up Your Door?
10. Good Morning (It’s Okay)
11. Time Keeps Tickin’


autor stipe07 às 23:19
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Domingo, 12 de Junho de 2016

Anohni - Hopelessness

Anunciado com pompa e circunstância há alguns meses, nomeadamente através da divulgação do avanço 4 Degrees, ganhou finalmente vida o projeto Anohni liderado pelo cantor Antony Hegarty, que assina uma já notável carreira a solo sob a capa de Antony and the Johnsons. Hopelessness é o registo de estreia deste projeto, onze canções onde uma acentuada melancolia sustenta um verdadeiro exercício de catarse, uma espécie de análise psicanalítica, sustentada musicalmente por um autor e compositor que não se escusa a mostrar o seu lado mais íntimo e pessoal sempre que oferece ao público mais uma surpreendente coleção de composições sonoras.

A música eletrónica no seu estado mais puro e obedecendo às tendências mias atuais, que não se coibem de esclar alguns detalhes orgânicos e crus, é o principal suporte de Hopelessness, um disco exemplarmente produzido por Oneohtrix Point Never e Hudson Mohawke e que tem em canções como Drone Bomb MeDon't Love You ou Why Did You Seperate Me From the Earth os seus melhores instantes, canções que plasmam a profunda cumplicidade emocional entre a escrita do músico e o modo como o mesmo nos desafia, já que não é de imediata absorção toda a emotividade que ele consegue transbordar, na sua narrativa, quer lírica, quer sonora.

Ao contrário do que é usal sob a capa de Antony, não é só a voz e o piano que, em Hopelessness e no projeto Anohni, merecem plano de destaque. Imagine-se que o próprio ruído é aqui utilizado para potenciar os lamentos e as angústias do autor, que grita e afirma, quer o seu lado mais clássico, quer a sua definitiva obsessão por uma superior e ímpar grandiosidade instrumental, onde não faltam saxofones, trompetes e violinos, além de uma percussão imponente, que dão a este excelente álbum uma toada sentimental indisfarçável. É uma espécie de eletropop épico e barroco e mais uma maravilhosa viagem pelos cantos mais obscuros da mente deste notável autor. Espero que aprecies a sugestão...

ANOHNI - Hopelessness

01. Drone Bomb Me
02. 4 Degrees
03. Watch Me
04. Execution
05. I Don’t Love You Anymore
06. Obama
07. Violent Men
08. Why Did You Separate Me From The Earth?
09. Crisis
10. Hopelessness
11. Marrow


autor stipe07 às 22:00
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